BELLUM CANTABRICUM ET ASTURICUM
46. Sub occasu pacata erat fere omnis Hispania,
n i s i q u a m P y r e n a e i d e s i n e n t i s s c o p u l i s i n h a e r e n t e m c i t e r i o r a d l u e b a t O c e a n u s . Hi c d u a e v a l i d i s s i m a e g e n t e s , C a n t a b r i e t A s t u r e s , inmunes imperii agi tabant. 47. Cantabrorum et prior et acrior et magis per tinax in rebellando animus fuit, q u i n o n c o n t e n ti l i b e r t a t e m s u a m d e f e n d e r e p r o x i m i s e t i a m i m p e r i t a r e t e m p t a b a n t , V a c - c a e o s q u e et T u r m o g o s et A u t r i g o n a s c r e b r i s i n c u r s i o n i b u s f a t i g a b a n t . OROSIO, VI, 21, 1-Ί1 1. A n n o a b u r b e c o n d i t a DCCXXVI im peratore Augusto Caesare sexies et bis M. Agrippa consulibus Caesar parum in Hispania per ducentos an nos actum intelligens, s i C a n t a b r o s a t q u e A s t u r e s , d u a s f o r t i s s i m a s H i s p a n i a e g e nt e s , , suis uti legibus sineret, aperuit Iani por tas atque in Hispanias ipso cum exercitu profectus est. 2. Cantabri et Astures Gal laeciae provinciae portio sunt, q u a e x t e n t u m P y r e n a e i i u g u m h a u d p r o c u l s e c u n do O c e a n o s u b s e p t e n t r i o n e d e d u c i t u r . 3. Hi n o n s o l u m p r o p r i a m l i b e r t a t e m t u e r p a r a t i v e r u m e t i a m f i n i t i m o r u m p r a e r i p e re a u s i , V a c c a e o s et
ÁDOhF 3ÜHW&TBN,
Flo r o
48. In hos igitur, quia vehementius agere nuntia bantur, non mandata expe ditio, sed sumpta est. I p s e v e n i t S e g i s a m a m , c a s t r a p o s u i t , i n d e t r i p e r t i t o e x è r e i t u t o t a m C a n t a b r i a m a m p l e x u s efferam gen tem ritu ferarum quasi qua dam cogebat indagine.
49. N e c ab O c e a n o q u i e s , c u m i n f e s t a c l a s s e i p s a q u o q u e t e r g a h o s t i u m c a e d e r e n t u r . P r i m u m a d v e r s u s C a n t a b r o s s u b m o e ri i b u a B e r g i d a e (Cod. C. Belgicae) p r o e l i a t u m . H i n c s t a t i m f u g a i n e m i n e n t i s - s i m u m V i n d i u m m o n
t e m f quo maria prius
Oceani quam arma Roma na ascensura esse credide rant. 50. Tertio A r a c e l i u m o p p i d u m m a g n a vi Or o s io T u r mo g o s e t A u t r i - g o n a s a d s i d u i s e r u p t i o n i b u s p o p u l a b a n t u r . I g i t u r C a e s a r a p u d S e g i s a m a m c a s t r a p o s u i t , t r i b u s a g m i n i b u s t o t a m p a e n e amplexus Cantabriam.
4. Diu fatigato frustra
atque in periculum saepe
deducto exercitu, tandem
ab Aquitanico sinu p e r O c e a n u m i n c a u t i s h o s t i b u s a d m o v e r i c l a s s e m a t q u e e x p o n i c o p i a s i u b e t . 6, T u n c d e m u m C a n t a b r i s u b m o e n i b u s A t t i c a e m a x i m o c o n g r e s s i b e l l o e t v i c t i i n V i n - n i u m m o n t e m n a t u ra t u t i s s i m u m c o n f u g e r u n t , ubi obsidionis fame ad extremum paene consumpti sunt.
R a c i l i u m d e i n d e o' p p i d u m , m a g n a vi
LOS CÁNTABROS 7 ASTURES 7 SU GUERRA CON ROMA Uf l Plo r o ! r e p u g n a t ; c a p t u m t a m e n p o s t r e m o f u i t M e c l u l l i m o n t i s o b s i d i o , q u e m p e r p e t u a X V m i l i u m f o s s a c o m p r e h e n s u m undique simul adeunte Ko- mano postquam extrema barbari vident, certatim i g n e f e r r o i n t e r e p u l a s v e n e n o q u e , quod ibi volgo ex arboribus ta xeis. exprimitur, praecepere mortem, seque pars maior mortem, seque pars maior a captivitate, quae morte gra vior ad id tempus indomi tis videbatur, vindicaverunt.
51. H a e c p e r A n tis t i u m F u r n i u n i q u e
(codd. Firmumque) l e g a t o s et Agrippam hiber nans in Tarraconis mariti mis Caesar accepit. 52. Mox ipse praesens hos deduxit montibus, hos obsidibus ads- trinxit, hos sub corona iure
Ok o sio
ac / ’ d i u r e p u g n a n s , p o s t r e m o c a p t u m ac d i r u t u m e s t . 6. Prae terea ulteriores Gallaeciae partes, quae montibus sil- , visque consitae Oceano ter
minantur, A n t i s t i u s e t F i r m i u s l e g a t i magnis gravibusque bellia perdomuerunt. 7. Nam et M e d u l l i u m m o n t e m Minio flumini inminentem, in quo se magna multitu do hominum tuebaturs p e r X V m i l i a p a s s u u m f o s s a c i r c u m s a e p t u m o b s i d i o n e c i n x e r u n t . 8. Itaque ubi se gens hominum trux natura et ferox neque tolerandae obsidioni sufficientem neque suscipiendo bello parem in tellegit, ad voluntariam mor tem servitutis timore con currit. Nam se paene omnes certatim i g n e f e r r o a e v e n e n o necaverunt.
ADOLF SCHÜLTEN
Fl o r o
belli venumdedit. 53. Dig na res lauro, digna curru senatui visa est; sed iam tantus erat Caesar ut trium pho augeri contemneret.
54. A s t u r e s per id tempus ingenti agmine a montibus niveis descende rant. Nec temere sumptus barbaris videbatur hic im petus; s e d p o s i t i s , c a s t r i s a p u d A s t u r a m f l u m e n t r i f a r i a m d i v i s o a g m i n e t r i a s i m u l R o m a n o r u m a d g r e d i p a r a n t c a s t r a . 55. Fuissetque anceps et cruentum et uti- nam mutua clade certamen cum tam fortibus, tam su bito, tam cum consilio ve- nietibus, n i s i Brigaecini p r o d i d i s s e n t , a qui bus praemonitus C a r i -
s i u s cum exercitu adve
nit. 56. Pro victoria fuit oppressisse consilia, sic quo que non incruento certa mine.
57. Reliquias fusi exer
citus validissima civitas
L a n c i a excepit, ubi cum locis adeo certatum est ut, c u m in c a p t a m u r b e m f a c e s p o s c e r e n t u r a e g r e d u x i m - Oe o s io 9. A s t u r e s v e r o p o s i t i s c a s t r i s a p u d A s t u r a m f l u m e n Ro manos, nisi proditi praeven- tjque essent, magnis consi
liis viribusque oppressis
sent. Tres legatos cum le gionibus s u i s i n t r i a c a s t r a d i v i s o s t r i b u s a e q u e a g m i n i b u s o b r u e r e r e p e n t e m o l i t i , s u o r u m p r o d i t i o n e d e t e c t i s u n t . 10. Hos postea C a r i s i u s bello exceptos non parva, etiam Romano rum clade superavit.
P a r s e o r u m p r o e l i o e l a p s a L a n c h a m confugit. C u m q u e m i l i t e s c i r c u m d a t a m u r b e m i n c e n d i o a d o r i r i p a r a r e n t , d u x C a r i s i u s e t a s u i s
LOS CANTABROS Y ASTURES T SU GUERRA CON ROMA ]_^3 Flo r o Or o s io p e t r a v e r i t v e n i a m , ut (58) v i c t o r i a e . R o ma n a e s t a n s p o t i u s e s s e t q u a m i n c e n s a m o n u m e n t u m .
59. Hic finis Augusto bel licorum certaminum fuit, idem rebellandi finis Hispa niae.
Certa mox fides et aeter na pax cum ipsorum inge nio in pacis artes promptio re tum consilio Caesaris, qui fiduciam montium timens in quos se recipiebant, castra sua, quia in plano erant, habitare et incolere iussit. 60. Ibi gentis esse consi lium, illud observari caput. Favebat consilio natura re gionis. Circa omnis aurifera et chrysocollae mimique et aliorum colorum ferax. Ita que exerceri solum iussit. Sic Astures nitentes in pro fundo opes suas atque divi tias dum aliis quaerunt nos- se coeperunt.
c e s s a t i o n e m i m p e t r a v i t i n c e n d i t et a barbaris voluntatem* dedi tionis exegit. S t u d i o s e e n i m n i t e b a t u r i n t e g r a m a t q u e i n c o l u m e n c i v i t a t e m v i c t o r i a e s u a e t e s t e m r e l i n q u e r e . 11. Cantabricae victoriae
hunc honorem Caesar detu lit, ut tunc quoque belli por tas claustro cohiberi iuberet. Ita tunc secundo per Caesa rem, quarto post urbem con ditam clausus est lanus.
Las relaciones de Floro y Orosio son casi idénticas, en algunas partes hasta verbalmente, porque proceden de la misma fuente : L i v i o . Se distinguen en que
ADOLF SCHOLTSH
algunos detalles que narra Floro faltan en Orosio, y al revés, algunos que da Orosio faltan en Floro. De talles que da sólo Floro son, § 47 : Cantabrorum et
prior et acrior — fuit. 49: efferam gentem— ■ indagi
ne. 50: quod ibi volgo ex arboribus taxeis exprimitur.
51 : ... et Agrippam... hibernans in Tarraconis — acce
pit, 52-53; 54: ...p er id tempus a montibus niveis descenderant— impetus. 55: Brigaecini, 59-60.
Detalles que dá sólo Orosio son, § 2, 3, 5 : ubi obsi
dionis fam e ad extremum paene consumpti sunt. 6:
praeterea ulteriores—-terminantur... 7 : Minio flumini imminentem. Además comete Floro algunos errores,
que más tarde conoceremos. El más çrave es que mez cla la operación contra Aracillum en el extremo Orien tal del teatro de la guerra con la expedición contra el Mons Medullius en el extremo Occidental, mientras en Orosio esta expedición se relata como independiente. Orosio es más detallado en el relato de la expedición contra el Mons Vindius y contra el Mons Medullius, cuya posición en el Miño debía conocer bien por ser de aquella región.
La relación de Floro y Orosio contiene la historia de las guerras desde el año 26 antea de Jesucristo hasta el 19 d. C., narrándose más detalladamente sólo la hecha en los años 26-25 bajo Augusto y Antistio, y más brevemente la de Furnio y Carisio, en el 22, y la de A gripa, en el 19. En el párrafo 51 Floro nombra como jefes de la guerra a A ntistio, Furnio y Agripa, equivocándose en referirlos todos a la guerra de los años 26-25, que fue llevada por A ntistio y Carisio, mientras Furnio y A gripa condujeron las guerras del 22-19, que él describe en los párrafos 54-58, mencio nando aquí también a Carisio, que combatió en los años 25 y 22. Por su parte, Orosio atribuía a Antistio
y Pirm io, es decir, Furnio, sólo la guerra del Mons Medullius.
De que L i v i o sea la fuente común de Floro y Orosio no cabe duda, porque escribiendo él hasta el año 9 antes de Jesucristo hubo seguramente de tratar de toda la guerra, ÿ a menudo. Dicen los periochae del libro 135 : bellum... a Caesare adversus Hispanos ges
tum refertu r et Salassi, gens Alpina, perdomiti, lo que
se refiere a la guerra del año 25 a. C.
Se ha discutido si Livio siguió para las guerras can tábricas la a u t o b i o g r a f í a d e A u g u s t o (“ De vita sua” ), que según Suetonio (“ A u g .” , 85) llegaba:
Cantábrico tenus bello nec ultra. De nec ultra resulta
que Augusto describiera toda la guerra hasta el año 19, su verdadero fin. Además dedicó su libro a Agripa, y no parece natural que lo hiciera sin escribir hasta la victoria de éste en el año 19 a. C. Resulta que A u gusto podía ser la fuente de Livio, ya que las relacio nes de Floro y Orosio, tomadas de Livio, llegan hasta ese año 19. Los fragm entos de la autobiografía de Augusto están en Peter, “ Fragm. hist, roman.” , pági na 252. El único algo extenso es la relación de Apiano (“ Illyr.” , 15-21) sobre las guerras ilíricas de Augusto, que, según Apiano mismo dice (C., 15), está tomado de la autobiografía de Augusto. De este fragmento se deduce que Augusto narró sus guerras con profusión de detalles topográficos, y detalladamente trataría tam bién las guerras cantábricas.
R e s u l t a , p u e s , q u e l o q u e s a b e m o s s o b r e l a s g u e r r a s c a n t á b r i c a s p o r F l o r o y O r o s i o , p a r e c e p r o c e d e r t o d o d e L i v i o . Pero L ivio.es un escritor poco militar, como lo fueron también Tácito y Salustio. De suerte que para la gue rra cantábrica falta una fuente preciosa como lo es Polibio para la guerra celtibérica y lusitana, de la
ADOLF SCHVLTSN
cual he podido dar, apoyado en él, una historia clara y detallada en el primer tomo de “ Numantia” y en mi memoria "V iriatu s” . Además, no poseemos el original ' de Livio, sino sólo un corto extracto hecho por los dos
autores posteriores, Ploro y Orosio.
Son de mucha importancia los datos que proporciona E s t r a b ó n sobre Cántabros y Astures (Cántabros: páginas 155, 156, 157, 159, 161, 162, 164, 165, 166, 167, 287, y 821; A stures: 152, 155, 162, 167), porque estos datos son contemporáneos de la guerra, ya que escribía Estrabón en tiempo de Tiberio y según relaciones de contemporáneos. A sí, refiere escenas muy vivas de la guerra misma, costumbres de aquellas tribus salvajes y datos geográficos de aquel país (véase pág. 199). Otra fuente contemporánea es H o r a c i o , que varias ve ces menciona a los Cántabros, celebrando la victoria de Augusto. El poeta S i 1 i o 11 á 1 i c o , en su catálogo de los mercenarios de Aníbal, incluye a los Cántabros y Astures, mencionando sus armas, por ejemplo, la ce tra y la bipennis, y su manera de combatir. Estos datos proceden de un autor que conocía bien aquellas tribus, sin que se sepa su nombre (1).
Para conocer las armas de los Cántabros y Astures son la fuente principal las m o n e d a s d e C a r i s i o , legado de Augusto, que combatió contra ellos. En ellas se ven trofeos compuestos de armas, además de figuras de algunas de las armas principales (pág. 195).
Para la topografía de la guerra cantábrica son de gran importancia los cuatro i t i n e r a r i o s e n p l a c a s d e b a r r o encontradas en Asturias, que men cionan casi todas las vías militares de la guerra con sus etapas, y el i t i n e r a r i o l l a m a d o d e A n t o n i n o . Otras fuentes topográficas son M e 1 a , P 1 i -
(1) Véase Bl e i c h i n s; iÿpanische Landes-und Vollcslcunde hei Bilius Italicus.
n i o y T o l o m e o , que fija la situación del Mons Vindius. No faltan, asimismo, i n s c r i p c i o n e s r o m a n a s con datos importantes, como los términos puestos entre el campamento de Ia Legio IV Macedó nica y los territorios de Segisamo y Juliobriga, y las lápidas que se refieren a legiones y auxiliares que to maron parte en la guerra.
LOS CÁNTABROS Y ASTURES Y SU GUERRA CON ROMA
II
A s u n t o s g e n e r a l e s
1. D i f i c u l t a d e s de l a g u e r r a
Las dificultades de una guerra en España, que des cribí en Numantia, I, 293 y sigs., con ocasión de narrar la guerra celtibérica, existían también para la guerra cantábrica. Constituía la primera el mismo teatro de operaciones. Los Cántabros, Astures y Callaicos vivían en sierras de muy poco tránsito, faltándoles por com pleto carreteras, tales como los romanos las necesita ban para trasladar su impedimenta, es decir, todo el material pesado de guerra: carros para los víveres, máquinas de guerra (ballestas y catapultas), material para el asedio y ataque de plazas fuertes, munición, etcétera. Había tan sólo sendas, y sólo durante y des pués de la guerra Augusto y Tiberio hicieron construir carreteras o viae. En estas sierras los Cántabros y A s- tures poseían muchas plazas fuertes, los “ castros” , en que habitaban, situados en las alturas y bien protegi dos con murallas. P or ser pobre el país había que traer los víveres de lejos, hasta de Aquitania, faltándoles ante todo trigo, y estando los soldados romanos habi tuados á comer pan y comiendo carne sólo en caso de
ADOLF SCHULTEN
necesidad. Agua había más que en Celtiberia, pues bajaban muchos riachuelos de la sierra cantábrica y había ríos continuos en el campo de operaciones, como el Pisuerga, por cuya cuenca subió el E jército rema no en la operación cantábrica; el Esla (A stu ra ) en
Asturias y el Sil y el Miño en Galicia.
La extensión del teatro de la guerra era de unos cuatrocientos kilómetros, es decir, mucho mayor que en la guerra celtibérica, cuya extensión, sobre todo en su última fase, no fue grande, limitándose las opera ciones a la región de Numancia. Este grande espacio de territorio necesitaba mucha tropa, que había de ser dividida en varias columnas, mientras en la última gue rra celtibérica se operó con una columna sólo. Otras fuerzas se necesitaban para proteger la base de ope raciones y las líneas de penetración, que, estando con tinuamente expuestas al ataque del enemigo, precisa ban muchos puestos, no sólo para proteger las etapas, sino también para la comunicación de noticias entre las columnas de ataque. Tomando parte en la guerra las Legiones IV, VI, X , I, II, V, IX , es decir, siete Legiones, se puede fijar la cifra de la Infantería ro mana en unos 7 X 5.000 — 35.000 hombres, pudiéndose calcular otros tantos auxiliares (cohortes y alas). Pue de imaginarse la inmensa dificultad que suponía tanta tropa habiendo de abastecerla, moverla y abrigarla.
El teatro principal de la guerra celtibérica eran los páramos de Castilla, es decir, terrenos fácilmente ac cesibles, mientras la sierra de los Cántabros y Astures constituía una muralla continua, difícil para la ofen siva romana y fácil para la defensa indígena. El clima del país cantábrico era acaso menos peligroso que el de Celtiberia, con su caluroso verano y su invierno largo y duro; mas. tampoco en Cantabria en invierno era posible hacer operaciones por la nieve de la montaña,
y en otoño y primavera las dificultaba la mucha lluvia. Seguramente el número de los enfermos en la guerra cantábrica superó a las bajas de combate, y puede calcularse que la mitad del E jército romano cayó en ferm o o sucumbió fuera de la batalla, como sucedió
después en España a Napoleón. ,
La segunda dificultad era el enemigo, que en valor y fanatismo no era inferior a Celtíberos y Lusitanos, y cuya estrategia era la misma guerrilla que tanto cansó a los Romanos en su guerra con los Numanti nos y con Viriato.' Leemos que los Cántabros y Astures se valían muy bien de la guerrilla, evitando batallas, molestando al enemigo en su marcha por desfiladeros, sorprendiendo los convoyes, desapareciendo cuando se le perseguía, apareciendo de repente cuando menos se le esperaba; de mánera que en esta guerra, como en las anteriores, nunca se sabía dónde había que aguar dar al enemigo. Como los Celtíberos, también los Cán tabros eran valientes en la defensa de sus castros y ciudades, y resistieron hasta el último hombre. Mien tras para los Romanos el terreno era desconocido, los indígenas lo conocían palmo a palmo y sabían aprove charlo. Por su frugalidad necesitaban pocos víveres, y los tenían a su disposición en sus muchos castros. Como en Celtiberia, el enemigo cantábrico disponía no sólo de infantería muy ágil, sino también de caballería, montando en los pequeños caballos del país, tan duros y sobrios y tan adaptados al terreno: los famosos as turcones y celdones. El número de los guerreros de Cantabria puede calcularse en 40.000, los de Asturia en 60.000 y de,Galicia en 100.000 (págs. 62, 110) ; pero estos datos son de época romana, cuando el número de habitantes era mayor que en el tiempo de la gue
rra ; de manera que no debemos aceptar los 200.000
que resultaría de la suma de las cifras indicadas, sino
150 ADOLF SCHÛLTEN
a lo más unos 100.000, y muy probablemente menos.
Sin embargo, este número es superior al del E jército romano, que hemos cifrado en 70.000.
Lo que faltó a las tres tribus rebeldes fue solidari dad, como faltó también a los Celtíberos, y un mando concentrado o único, para que no combatieran ineficaz mente dispersos. Parece que les faltó un gran jefe, como tuvieron los Celtíberos en aquel Caro, que supo reunir las tribus del Valle del Jalón y del Duero y derrotó a Fulvio N obilior en 153 antes de Jesucristo, o como era para los Lusitanos Viriato, el más grande caudillo que jamás tuvieran los Iberos. Parece que aquel Corocota que acaudilló con éxito a los Cántabros man dó tan sólo en Cantabria.
2. B a s e de o p e r a c i o n e s
Militarmente se llama “ base de operaciones” la línea sobre la cual se cimenta una operación militar. Tal base fu e el Rin, para la guerra contra los Germanos, o el Danubio, contra los Dacios. En la guerra contra los Cartagineses en España, sirvió a los Romanos como base la costa levantina ; en la guerra celtibérica, el Ebro y el Jalón; en la guerra de Cecilio Metelo contra Sertorio y contra los Lusitanos, el Guadiana. El objeto de la base de operaciones es situar las tropas que des de ella se deben mandar contra el enemigo, y los víve res. Así, la base necesita campamentos para la tropa y almacenes para los víveres. En el caso de la guerra cantábrica no pudo servir como base el Duero, que co rría al Sur del teatro de la guerra por toda su exten sión, pues el Duero estaba demasiado distante de la cordillera en que se defendían las tribus enemigas. Por esto se debió crear una base artificial Esta base de
LOS CANTABROS Ύ ASTURES Y SU GUERRA CON ROMA 151
operaciones era la vía que, viviendo desde el Ebro, unía Segisamo, cuartel principal de Augusto, con Astúrica, su campamento contra los Astures, y con Bracara A u gusta, el campamento contra los Callaicos, teniendo una longitud de 400 kilómetros.
Si es posible, la operación se funda no sólo en una base, sino en dos, siendo la m ejor disposición el que una esté en el frente del enemigo y la otra a sus es paldas, de suerte que se le pueda atacar por los dos lados. Así, Numancia se atacó desde el Sur por el Ja lón, y desde el· N orte por el Ebro, y Germania desde el Oeste por el Rin, desde el N orte por el Océano y desde el Sur por el Main. Tal caso de base doble se dio también en la guerra cantábrica, siendo una la vía que iba al Sur de las sierras, y la otra, al Norte, la costa del Océano con el puerto de Blendio, hoy Suan- ces, cerca de Santander. Ningún otro puerto de la costa oceánica se menciona, pero así como los Cántabros fu e ron atacados por el puerto Blendio, así los Astures quizá lo serían por alguno de sus puertos, como la ría de Villaviciosa.
3. C a m p a m e n t o s y a l m a c e n e s
En la base de operación debe haber campamentos para la tropa y almacenes para material de guerra y víveres. Tales puntos de apoyo fueron en la base del Rin los campamentos de Castra Vetera y de Magun cia; en la guerra celtibérica, Ocilis (Medinaceli) ; en la guerra de Cecilio Metelo, Metellinum. En la guerra cantabroastur hubo tres campamentos distribuidos a lo largo de la extensa base: Segisamo, punto de parti da para la expedición contra los Cántabros; Astúrica, de donde salió la operación contra los A stures; y Bra-
Í5S ADOLF SCHÜLTÊN
cara, de donde salió la expedición contra los Callaicos, estando Astúrica casi en el medio entre Segisamo, y Bracara.
4. L í n e a s de o p e r a c i ó n
Para avanzar desde la base de operación contra el enemigo, se necesitan vías, que se llaman “ líneas de operación” . Tales líneas fueron para la guerra germá nica los ríos Lippe, Ems, Weser, Main. También, en otros casos, un río es la línea de operación, siempre que sea practicable y cómodo para el transporte de tropas y víveres. Donde faltaba un río se construía una vía. Así, en la guerra celtibérica sirvió como línea de operación y penetración la vía Ocilis-Almazán-Numan- cia y la vía Balsio-Ágreda-NUmancia (1) ; en la guerra de Metelo la vía Metellinum-Castra Caecilia-Vicus Cae cilius, que llegó hasta la sierra de Gredos (2).
En la guerra cantábrica penetraban en el país del enemigo t r e s líneas de operaciones: l.° La vía Se- gisamo-Portus Blendius, por la cual se entró en la región cantábrica. 2.“ La vía Astúrica-Bergidum-Lucus Augusti, por la cual se avanzó contra los Astures. 3.* La vía Bracara-Tudae-Brigantium, por la cual se entró en el país de los Callaicos, cuy último refugio era el Mons Medullius, cerca de Tudae (Tuy).
5. A l i m e n t a c i ó n
Para alimentar la tropa, el sistema más cómodo es el de Napoleón: tomar los víveres del propio país del enemigo. Pero hay casos en los cuales este sistema tan
(1) V éase N u m a n tia , I , 303-305.
LOS CÁNTABROS Y ASTÜRES y SU GUERRA CON ROMA 15g
cómodo no es posible, y así sucede cuando el país ene migo es pobre. Entonces hace falta que las tropas traigan los víveres consigo y los guarden en almacenes
(liór-rea). A sí se hizo en la guerra de Numancia, en la
cual los víveres se concentraban en Ocilis del Jalón. En el caso de la guerra cantábrica tampoco se podía vivir