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(2)

REPUBLIQUE ISLAMIQUE DE M A U R I T A N I E

MINISTERE DU PLAN ET DE L'EMPLOI

R E C E N S E M E N T G E N E R A L DE L A P O P U L A T I O N ET DE L ' H A B I T A T 1988

M E T H O D O L O G I E

O F F I C E N A T I O N A L D E LA S T A T I S T I Q U E

m

(3)

MINISTERE DU PLAN ET DE L'EMPLOI %\1P#___,

OFFICE NATIONAL DE LA STATISTIQUE

RECENSEMENT GENERAL DE LA POPULATION ET DE L'HABITAT

1988

M E T H O D O L O G I

NOUAKCHOTT MAI 1 9 9 0

(4)

Avant-propos

Ce d o c u m e n t a été rédige sous la supervision «i*

ivIoh.am.cd A b d a l l a h . ! û u l d M o h a m e d L c n i i n c , D i r e c t e u r G é n é r a l d e l ' O f f i c e N a t i o n a l d e l a S t a t i s t i q u e e t

Directeur National du BCR et de Cheikh Quid Sidi

A b d e r r a h m a n s , D i r e c t e u r A d j o i n t e t C o n s e i l l e r d u BCR

par:

BA Amadou. Démographe

tlDARA • t e v n e t h . S t a t i s t ; c i e n — D é m o g r e p l i e a v e c l a c o l l a b o r a t i o n d e X u a n — V u . D u o n g , E x p e r t

Informaticien, CTP du projet N a t i o n s - U n i e s MAU/85/P02

R e c e n s e m e n t g é n é r a l d e l a P o p u l a t i o n e t d e l ' H a b i t a t " .

Les a u t e u r s t i e n n e n t ê e x p r i m e r t o u t e leur g r a t i t u d e é

MM. Sid: M o h a m e d Quid S i d i n a

Y a h v a Ould M c y n o u h

p o u r l e u r s r e m a r q u e s e t obi e r . i o n s p e r t i n e n t e s q u i

ont p e r m i s d'améliorer le c o n t e n u le ce r a p p o r t .

(5)

Introduction 1 Chapitre 1 VUE SUR LE DOMAINE DU RECENSEMENT 3

1. Présentation de la Mauritanie 3

1.1. Aperçu géographique 3 1.2. Aperçu économique 4 2 . Sources antérieures des données 4

2.1. Le recensement des principaux centres (1962) 4 2.2. L'enquête démographique en milieu rural (1965) 4 2.3. Le recensement général de la population (197 7) 5

2.4. L'Enquête Nationale Mauritanienne sur la Fécondité (1981) 5

3 . Historique et Base légale du Recensement 6

3.1 Historique du projet 6

3.2 Base légale 6 4 . Objectifs et Cnaaip du Recensement 7

4.1 Objectifs 7 4.2 champ 8 5. Organisation Générale 8

5.1 La Commission Nationale du Recensement 8 5.2 Le Bureau Central du Recensement(BCR) 9 5.3 La Commission Régionale du Recensement 9 5.4 Les Bureaux Régionaux du Recensement 9

Chapitre 2 TRAVAUX PREPARATOIRES 12

1 - Travaux cartographiques 12 1.1 Organisation administrative et territoriale 12

1.2 Documents utilisés 12 1.3 Les tournées cartographiques 12

1.4 Découpage territorial opérationnel et Documents de travail 15

2. Définition des concepts d e base 16 3. Elaboration des questionnaires et autres documents 19

3.1 Les questionnaires 19 3.1.1. Le questionnaire ménage ordinaire sédentaire 20

a) Identification et localisation du ménage 20

b) Les caractéristiques individuelles 20

" c) Les informations collectives 23 3.1.2 Le questionnaire ménage en milieu nomade 23

3.1.3 Le questionnaire ménage collectif 23

(6)

3.2 Les documents de formation __ ._T_. .. 24

3.2.1 Le manuel d'instructions aux agents recenseurs 24

3.2.2 Le manuel des contrôleurs 24 3.2.3 Le manuel du superviseur 24 3.2.4 Le manuel des chefs de bureaux régionaux de recensement24

3.3 Documents destinés à l'exploitation manuelle et au contrôle 25 A. Documents utilisés pour le Recensement des sédentaires

1. Le cahier iu district de recensement 2. Là fiche récapitulative du district 3. La fiche des ménages absents

4. La fiche des localités omises ou nouvellement créées 5. La fiche récapitulative de la zone de dénombrement 6. La fiche récapitulative du secteur de supervision

7. La fiche récapitulative de la région

E. Documents utilisés pour le Recensement des nomades i. La Fiche préliminaire du campement

2. La Fiche récapitulative du campement 3. La Fiche récapitulative du point d'eau 4. La Fiche récapitulative du secteur 5. La Fiche récapitulative du département 6. Le Cahier récapitulatif de l'A.R

7. La Fiche des points d'eau omis ou nouvellement créés 8. La Fiche des campements ayant changé de secteur 4. Le Recensement pilote

4.1 Personnel d'enquête 4 . 2 Echantillon

4.3 Déroulement du Recensement Pilote

4.4 Difficultés rencontrées et Solutions proposées 5 La campagne de sensibilisation

5.1 Les affiches publicitaires et les publications 5.2 La radio et la télévision

5.3 Les réunions publiques et les meetings Chapitre 3 EXECUTION DU RECENSEMENT

1 Le recensement des populations sédentaires 1.1 Le personnel

1.1.1 Recrutement

a) Les chefs de Bureaux Régionaux (CBR) b) Les Superviseurs

c) Les Contrôleurs et Agents Recenseurs 1.1.2 La formation

a) La formation des Chefs de Bureaux Régionaux b) La formation des superviseurs

c) La formation des contrôleurs et agents recenseurs 1.2 Exécution du recensement

1.2.1 L'acheminement des équipes

1.2.2 Déplacement a l'intérieur des districts 1.2.3 Le dénombrement

1.2.4 Le contrôle et la récupération des documents

il

(7)

2 L e R e c e n s e m e n t d e s n o m a d e s 2.1 M é t h o d o l o g i e

'<

. M é t h o d o l o g i e 2 L e p e r s o n n e l

2.3 L e s m o y e n s m a t é r i e l s

a) Les véhicules et leurs équipements . _ , . b) L'approvisionnement en carburant

c) Le système de liaison radio

2.4 C a l e n d r i e r d e s o p é r a t i o n s 2.5 D é r o u l e m e n t d e s o p é r a t i o n s 2.6 L e s d i f f i c u l t é e s r e n c o n t r é e s

C h a p i t r e 4 E X P L O I T A T I O N D E S D O N N E E S

1 V é r i f i c a t i o n e t C o n t r ô l e m a n u e l s d e s d o n n é e s

1.1 B u t d e la v é r i f i c a t i o n et d u c o n t r ô l e m a n u e l s d e s q u e s t i o n n a i r e s

1.2 L e p e r s o n n e l

1.3 L e s o u t i l s d e t r a v a i l 1.4 E.xécution d u t r a v a i l

1.5 C o n t r ô l e d e q u a l i t é d u t r a v a i l

1.6 L e s p r o b l è m e s r e n c o n t r é s et l e u r s s o l u t i o n s 2. L a c o d i f i c a t i o n

2.1 L e p e r s o n n e l

2.2 L e s d o c u m e n t s d e t r a v a i l 2.3 L a t r a n s c r i p t i o n

2.4 L e c o n t r ô l e d e q u a l i t é

2.5 D i f f i c u l t é s r e n c o n t r é e s - s o l u t i o n s

3. Traitement des données 66

3 . 1 . S c h é m a f o n c t i o n n e l de l ' e x p l o i t a t i o n 66

3.2. Circuit d'informations 67 3.3. Saisie interactive 68

3 . 3 . 1 . C a r a c t é r i s t i q u e s d e s p r o g r a m m e s d e s a i s i e ( P S ) 6 8

3 . 3 . 2 . I n s t r u c t i o n s 71 3 . 4 . C o l l e c t e e t r a n g e m e n t sur l e s m a c h i n e s d e t r a i t e m e n t P S 2 / 6 0 71

3 . 4 . 1 . R a n g e m e n t 71 3 . 4 . 2 . R e p r é s e n t a t i o n s c h é m a t i q u e : 73

3 . 5 . C o n t r ô l e d e q u a l i t é 74

3.6. Contrôle général 74

3 . 6 . 1 . S c h é m a f o n c t i o n n e l 74

3 . 6 . 2 . F i l t r a g e 75 3.7 A p u r e m e n t et R e d r e s s e m e n t 76

3.8 T a b u l a t i o n 7 8

3.9 A r c h i v a g e 79

3.10 Points de repère 79

n i

(8)

3.11 Organisation 80 3.11.1 Personnel 80 3.11.2 V o l u m e d e s d o n n é e s 82

3.11.3 E q u i p e m e n t 82 3 . 1 1 . 3 . 1 M a t é r i e l : 82

3 . 1 1 . 3 . 2 L o g i c i e l s et D o c u m e n t s 34

3.12 C a l e n d r i e r d ' e x é c u t i o n 65 3.13 P r o b l è m e s r e n c o n t r é s 85 3.14 E n s e i g n e m e n t s à t i r e r 86 C h a p i t r e 5 P U B L I C A T I O N ET A N A L Y S E 38

1. Publication et Analyse des données 88

1.1 L a t a b u l a t i o n 88 1.2 La publication 92 1.3 Le fichier village 92

1.4 Le fichier campement 92 2. E v a l u a t i o n d u R e c e n s e m e n t 93 C o n c l u s i o n 9 5

L i s t e d e s t a b l e a u x 96 L i s t e d e s c o m m u n i c a t i o n s 97

Liste des documents annexes 98

Calendrier 100 Annexes lui

iv

(9)

BCRPH : Bureau Central du Recensement de la Population et de l'Habitat

BRR : Bureau Régional de Recensement

CBR : Chef de Bureau Régional de Recensement

CEDS : Centre d'Etudes Démographiques et Sociales CENTRY : Census Data Entry

CENTS : Census Tabulation System

CMSN : Comité Militaire de Salut National — r CONCOR : Consistency and Correction

CTP : Conseiller Technique Principal DD : Double Densité

DR : District de Recensement

DSD : Direction de la Statistique et de la Démographie

DTCD : Département de la Coopération Technique pour le Développe- ment - Nations Unies

EMSME : Enquête Mauritanienne sur la Santé de la Mère et de l'Enfant

ENA : Ecole Nationale d'Administration

ENFACOS : Ecole Nationale de Formation Administrative, Commerciale et Sociale

ENMF : Enquête Nationale Mauritanienne sur la Fécondité

EPCV : Enquête Permanente sur les Conditions de Vie des ménages ESDI : Enhanced Small Device Interface

FADES : Fonds Arabe pour le Développement Economique et Social FNUAP : Fonds des Nations Unies pour la Population

HD : Haute Densité

IGN : Institut Géographique National

IMPS : Integrated Microcomputer Processing System ISPC : international Statistical Programs Center ISS : Institut Scientifique Supérieur

MCGA : Multi-Color Graphics Array NA : Non Applicable

ND : Non Déclaré

ONS : Office National de la Statistique PIB : Produit Intérieur Brut

PNUD : Programme des Nations Unies pour le Développement PS : Programmes de Saisie

RP : Résident Présent RA : Résident Absent

RAC : Réseau Administratif de Commandement SEM : structures d'Education des Masses

SMPI : société Mauritanienne de Presse et Impression SNIM : société Nationale Industrielle et Minière SONELEC : Société Nationale d'Eau et d'Electricité VGA : video Graphics Array

(10)

CARTE ADMINISTRATIVE DE LA MAURITANIE

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(11)

I n t r o c3.u. c t i o n

La République Islamique de Mauritanie est actuellement engagée dans la voie d'une meilleure connaissance de sa population. Aussi a-t-elle réalisé plusieurs enquêtes démographiques et en 1976, son premier Recensement Général de la Population qu'est venue compléter en 1981 l'Enquête Nationale Mauritanienne sur la Fécondité.

Afin de mettre a la disposition des planificateurs, pour une meilleure élaboration des plans et programmes de développement économique et social, et aux différents utilisateurs, des données récentes sur le volume et la distribution spatiale de la population, les caractéristiques socio-économiques de base (situation de résiden- ce, sexe, âge, lien de parenté, situation matrimoniale, lieu de naissance, résidence antérieure, durée de séjour, résidence au dernier recensement, ethnie/nationalité, instruction, activité), le Gouverne- ment a réalisé le second Recensement National de la Population et de

l'Habitat en 1988.

Le Ministère de l'Economie et des Finances dans un premier temps et le Ministère du Plan par la suite ont été les organismes gouvernemen- taux chargés de la réalisation du projet en bénéficiant de la colla- boration de différents Ministères lors des différentes phases de préparation, d'exécution et d'exploitation. Le Bureau Central de Recensement installé au niveau de la Direction de la Statistique et de la Démographie a assuré la préparation technique de l'opération.

Le Recensement de la Population dans un pays comme la Mauritanie est une opération extrêmement coûteuse. Le Gouvernement s'est assuré le financement de cet important projet grâce à l'aide technique et financière du Fonds Arabe pour le Développement Economique et Sociale

(FADES), du Fonds des Nations Unies pour la Population (FNUAP), du Fonds Saoudien pour le Développement, du Fonds Irakien, de la Mission de Coopération de l'Ambassade de France en Mauritanie, etc..

(12)

Page 2 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

A " %

(13)

Chapitre 1

:M\xic.Y Y 1 '•&:.:. D o m a i n e d u . R e c e n s e m e n t

1. Présentation de la Mauritanie 1.1. Aperçu géographique

La République Islamique de Mauritanie occupe la partie occidentale du Sahara en bordure du Sahel sur la carte de l'Afrique de l'Ouest.

Elle est située entre le 15e et le 27e degrés de latitude Nord et les 5e et 17e degrés

1.030.700 kmZ. de longitude Ouest; son territoire s'étend sur La Mauritanie est limitée au Sud-Ouest par le Sénégal, le Mali au

Sud-Est et à l'Est, le Sahara occidental au Nord-Ouest et l'océan atlantique à l'Ouest.

Du point de vue relief, le pays est divisé en 6 grandes régions:

- une région de plateaux au Nord;

- une région de pénéplaines saharienne, plates qui s'étend de la frontière orientale à la frontière avec le Sahara occidental;

- une région appelée Trab El Hajra ou pays de la pierre, englobant les plateaux de 1'Adrar, du Tagant et de 1'Assaba;

- une région de sables s'étendant à l'Est du Tagant et de 1'Adrar;

- une immense cuvette occupant le Sud-Est du pays;

- une région de plaines à l'Ouest.

Du point de vue climatique, la Mauritanie se subdivise en 2 zones essentiellement :

- la zone saharienne caractérisée par une pluviométrie très faible et irrégulière obligeant les nomades à parcourir de grandes distances à la recherche de pâturage;

- la zone sahélienne qui s'étend de 80 à 250 km au Nord du fleuve Sénégal. On y pratique l'élevage et la culture de décrue.

La Mauritanie est subdivisée en 13 Wilaya (nouvelles appellations de Régions) à la tête desquelles se trouvent des Walls et en 50 Moughataa (départements).

(14)

Page 4 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

1.2, Aperçu économique

L'économie mauritanienne dans son développement récent a connu trois phases d'évolution différentes correspondant chacune à une situation conjoncturelle particulière.

La période 1970-1978 a été caractérisée par une stagnation, la croissance annuelle du PIB étant en moyenne inférieure à 1 % en termes réels. Les causes principales étaient la sécheresse, l'engagement dans le conflit du sahara occidental et une baisse brutale des exportations des minerais de fer. C'est ainsi que le secteur rural, dans lequel vit la majorité de la population du pays, qui représentait en 1959, 65 % du PIB au prix du marché, n'en représentait plus que 27 % en 1980. Le secteur industriel qui contribuait à ce produit pour 4 % en 1959, a vu sa contribution passer à 37 % (dont 33 % pour les mines) en 1972, pour retomber à 18% en 1980.

La situation s'est nettement améliorée entre 1979 et 1981 avec la mise en place d'un programme de stabilisation avec le FMI en 1979, l'avènement d'une pluviométrie presque normale, la croissance specta- culaire de la production minière. Cette période a été marquée par une croissance annuelle moyenne de 4,1 % du PIB. Cette croissance a été de courte durée, ayant été arrêtée par une recrudescence de la sécheresse qui a entraîné une chute de 67 % de la production agricole et une perte de plus du tiers du cheptel. En moyenne durant la période 1982-1984, le taux de croissance en terme réel du PIB a été négatif.

2. Sources antérieures des données

Avant de donner les objectifs du deuxième Recensement de la Popula- tion et de l'Habitat, il est nécessaire de donner les principales sources de données en Mauritanie.

2.1. Le recensement des principaux centres (1962)

Il a porté sur les 27 localités considérées comme étant les plus importantes du pays. Les opérations sur le terrain, qui ont duré 13 mois, ont permis de dénombrer 88 000 personnes. Les données démogra- phiques, économiques, sur le lieu de naissance et l'ethnie ont été recueillies.

2.2. L'enquête démographique en milieu rural (1965)

Elle a porté sur un échantillon de 145.000 personnes. Les informa- tions à caractères démographiques, ont ainsi pu être collectées.

(15)

2.3. Le recensement général de la population (1977)

C'était l'opération la plus importante jamais réalisée en Maurita- nie. Il a permis de dénombrer de manière exhaustive les sédentaires, parallèlement une enquête par sondage a été réalisée auprès des nomades. Des informations sur le lieu de naissance et de résidence,

l'ethnie, l'éducation, l'activité économique ont été recueillies pour les sédentaires et les nomades. Les questions sur la fécondité ne concernaient que ces derniers. Ce recensement a permis de dénombrer 1.338.830 habitants répartis pour 67 % en sédentaires et 33 % en nomades.

2.4. L'Enquête Nationale Mauritanienne sur la Fécondité (1981) Elle avait pour principaux objectifs:

- l'établissement d'une base solide pour les recherches futures en matière de fécondité en particulier et de population en général;

- la fourniture aux pouvoirs publics de données nécessaires à l'élaboration des plans de développement économique et social;

- l'obtention des taux démographiques du moment;

- la description de la situation de l'emploi en général et celle de l'emploi féminin en particulier;

- l'analyse de la fécondité d'un point de vue différentiel et structurel, etc.

L'E.N.M.F. a porté sur un échantillon probabiliste de 3.852 femmes représentant uniquement la population sédentaire.

L'Etat mauritanien s'est engagé dans la réalisation d'un vaste programme d'enquête et de recherches statistiques; c'est ainsi que deux projets existent au sein de la Direction de la Statistique et de la Démographie:

- L'Enquête Permanente sur les Conditions de Vie des ménages (EPCV):

Elle porte sur un échantillon de 1 600 ménages. Les opérations sur le terrain ont démarré en décembre 1987 et les premiers résultats

seront publiés dans le courant de cette année. Les données recuei- llies couvrent les domaines aussi variés que l'éducation, la santé, les migrations, l'emploi, la fécondité, les activités agro-pastora- les et autres activités économiques (commerce, industrie), le crédit, l'épargne, le revenu et les dépenses des ménages, la consommation en céréales, l'anthropométrie, etc.

(16)

Page 6 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

-l'Enquête Mauritanienne sur la Santé de la Mère et de l'Enfant (E.M.S.M.E.):

Elle a pour objectifs: l'élaboration d'un système intégré d'informations statistiques pour la formulation, l'exécution, le suivi et l'évaluation des programmes liés à la santé de la mère

et de l'enfant. Elle portera sur un échantillon probabiliste de 6.500 ménages sédentaires et nomades. Les opérations sur le terrain sont prévus pour cette année.

On peut noter l'existence de plusieurs autres sources de données en Mauritanie dont notamment celle de l'Etat civil.

3. Historique et Base légale du Recensement 3.1 Historique du projet

L'élaboration des plans de développement économique et social nécessite toujours la disponibilité d'une masse importante de données récentes dont celles portant sur le volume, la distribution spatiale de la population ainsi que sur ses caractéristiques socio-démo- économiques de base: situation et lieu de résidence, lieu de naissance, sexe, âge, lien de parenté, situation matrimoniale, ethnie, nationalité, instruction, activité, etc.

Aussi la République Islamique de Mauritanie dont le premier Recensement national remonte en 1977, s'est engagée dans la voie d'une meilleure connaissance de sa population en envisageant de réaliser son second Recensement général de la population en 1986-1987.

Le Recensement de la population étant une opération extrêmement coûteuse, particulièrement dans un pays comme la Mauritanie: plus de 1.030.000 Km", très faible densité de peuplement, présence encore d'une proportion de populations nomades, infrastructure de communica- tions et de transports insuffisante...

Cette situation a alors poussé les autorités mauritaniennes à solliciter une assistance auprès du Fonds des Nations Unies pour la Population (FNUAP), du Fonds Arabe pour le Développement Economique et Social (FADES) et de certains pays arabes amis, pour le financement d'une importante partie du second Recensement national de Population.

3.2 Base légale

C'est au terme du décret du Président du Comité Militaire du Salut National N" 86087 en date du 28 mai 1986 qu'il a été ordonné de procéder sur l'ensemble du territoire de la République Islamique de Mauritanie à un Recensement National de la Population et de l'Habitat.

(17)

Ce décret précise outre les objectifs du recensement, les attribu- tions, le mode de fonctionnement et la composition de la Commission Nationale du Recensement de la Population et de l'habitat ainsi que les autres organes chargés de la coordination, du contrôle et de l'exécution des opérations.

Au terme de ce décret, toute personne physique ou morale se trouvant sur le territoire national a l'obligation de répondre avec exactitude aux questionnaires prévus à cet effet. Tout refus ou fausse

déclaration est passible de sanctions pénales prévues par l'ordonnance 84.135/CMSN du 6 juin 1984.

Par ailleurs, en son article 16, ledit décret stipule que toutes les données recueillies sont confidentielles et ne peuvent être utili- sées à des fins de poursuites judiciaires, de contrôle fiscal ou de répressions,

4. Objectifs et Champ du Recensement 4.1 Objectifs

La réalisation du recensement permettra:

a) à long terme :

- de disposer des données plus fiables autorisant des études comparatives et d'établir des indicateurs démographiques et socio-économiques nécessaires lors de l'élaboration des plans et programmes de développement économique et social;

- d'orienter dans le cadre de l'aménagement du territoire, la politique en matière de population;

- de renforcer la capacité de la Direction de la Statistique dans l'exécution et l'analyse des opérations de collecte

b) Comme le stipule le décret NG 86087 prescrivant un recensement national de la population et de l'habitat en son article 2, dans 1'immédiat l'objectif visé par cette opération est la détermination:

- des caractéristiques démographiques de la population, - des caractéristiques économiques,

- des caractéristiques éducationnelles, - des caractéristiques sanitaires,

- des caractéristiques de l'emploi, y compris les flux migratoires, - des caractéristiques de l'habitat.

(18)

Page 8 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

4 .2 Champ

Le Recensement de la Population et de l'Habitat est une opération exhaustive, qui couvre l'ensemble du territoire de la République Islamique de la Mauritanie. Ainsi, le recensement concerne toutes les personnes résidant ou se trouvant temporairement sur le territoire national au moment du dénombrement. On peut schématiquement classer

les personnes à recenser selon les catégories suivantes:

- les personnes résidant habituellement dans un ménage ordinaire et présentes ou absentes à la date du recensement, il s'agit là des

résidents présents ou absents ou plus simplement la population de droit;

- les personnes de passage dans les ménages au moment du recense- ment: ce sont les visiteurs, les nomades pour le recensement séden- taire et les sédentaires pour le recensement nomade;

- les personnes résidant dans un ménage collectif (caserne, pensionnat, mahadra, prison,...).

Le recensement concerne à la fois la population de droit et la population de fait.

5. Organisation Générale

Afin de s'assurer du concours de l'ensemble de l'appareil adminis- tratif de l'Etat, pour la réussite des opérations de recensement les structures suivantes ont été mises en place:

5.1 La Commission Nationale du Recensement

Présidée par le Ministre de l'Economie et des Finances, cette Commission est composée de sept ministres. Le poste de Vice-président de la Commission est assurée par le Ministre de l'Intérieur, des Postes et Télécommunications. La Commission avait pour tâche de coordonner l'ensemble des activités à entreprendre au niveau national pour faciliter l'exécution du projet. C'est à la Commission qu'incombe la tâche d'approuver les résultats du recensement avant leur adoption par le Gouvernement pour la publication.

(19)

5.2 Le Bureau Central du Recensement(BCR)

L'ensemble des opérations du recensement est placé sous la respon- sabilité du BCR crée au sein de la Direction de la Statistique et de la Comptabilité Nationale. Le BCR a principalement pour tâche:

- l'élaboration de la méthodologie générale du recensement, la préparation technique et matérielle des opérations et l'exécution du

recensement ainsi que son exploitation, l'analyse et la publication des résultats.

En plus d'un Conseiller et de deux Experts des Nations Unies, le Responsable national du BCR est assisté dans ses tâches de trois Chefs de Divisions:

- Division des Méthodes, Documents et Logistiques, - Division des Opérations,

- Division des Finances.

5.3 La Commission Régionale du Recensement

Créée au niveau de chaque région, la Commission Régionale du Recensement est responsable de l'exécution du recensement. Elle est également chargée d'apporter son soutien aux différentes activités (cartographie, recrutement, formation, sensibilisation, transport et communication).

La Commission régionale du recensement est présidée par le Gouver- neur de la région assisté du Chef du Bureau Régional de recensement.

Elle regroupe les préfets des départements, l'animateur des Structures d'Education des Masses (SEM) ainsi que les maires des communes rurales ou urbaines.

5 .4 Les Bureaux Régionaux du Recensement

Ils sont installés dans chaque capitale régionale. Les Bureaux Régionaux du Recensement (BRR) sont chargés de l'exécution pratique du recensement dans la région.

Les principales tâches du BRR sont les suivantes:

- le recrutement et la formation du personnel du terrain,

- la sensibilisation de la population par voie d'affiche, tract,...

- la coordination et la supervision des opérations de collecte, - la gestion des moyens mis à sa disposition.

Le BRR est composé d'un Chef de Bureau et de son Adjoint nommés par

Arrêté du Ministre de l'Economie et des Finances, des superviseurs responsables des opérations au niveau des départements.

(20)

Page 10 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

O r g a n i g r a m m e c3.i_i R e o e r i s e m e n t

d e l a P o p u l a t i o n e t c l e X ' H a b i t a t ( 1 9 8 8 )

Administratif <— Organes de Coordination >— Technique / DSD

Ministres (7) Commission Nationale du Recensement Président: Ministre de l'Economie

et des Finances

Gouverneurs des 13 Régions

Commissions Régionales du Recensement

Président: Gouverneur de Région

Préfets des Départements

> — Directeur National

du Projet Directeur de la statistique et de la Démographie

Bureaux Régionaux du Recensement Chef de Bureau:

Cadre du BCRPH

Superviseurs

Contrôleurs

Agents Recenseurs

(21)
(22)

Page 12 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Chapitre 2

T r a v a u x p r é p a r a t o i r e s

1 - Travaux cartographiques

Les travaux cartographiques constituent la part la plus importante des tâches préliminaires du Recensement Général de la Population et de l'Habitat.

Le but de ces travaux était de parvenir à un découpage du terri-

toire national en unités géographiques opérationnelles comprenant chacune 800 à 1.000 habitants qui permettaient de recenser la totalité

des habitants dans un minimum de temps.

Pour ce faire, il fallait procéder à la mise à jour de la carto- graphie du pays établie lors du premier recensement de 1977. Celle-ci se composait de cartes départementales généralement à l'échelle

1/200.000 ème ainsi que des croquis à main levée et des plans pour les localités de plus de 1500 habitants.

1.1 Organisation administrative et territoriale 1.2 Documents utilisés

Afin d'établir sa documentation de base, la section cartographique du Bureau Central de Recensement de la Population a collecté les informations en provenance des sources suivantes:

- la liste de l'ensemble des localités de chaque département.

Celle-ci a été établie sur la base des renseignements issus du premier recensement de 1977. Pour chacune de ces localités, on disposait de l'effectif de la population enregistré en 1977, sa répartition selon certaines caractéristiques ainsi que des renseignements sur l'infrastructure existante: école primaire,"

secondaire, établissement sanitaire etc..

- un jeu des cartes départementales couvrant l'ensemble du pays.

Ces cartes établies en 1977 à partir des cartes IGN indiquent la

localisation de tous les villages, campements, cours d'eau, routes, pistes,... Cependant, du fait des modifications inter- venues depuis le dernier recensement, les informations contenues dans ces cartes nécessitaient une mise à jour;

(23)

- des plans, croquis et fichiers issus du Recensement de 1977;

- cartes topographiques au 1/200.000, au 1/2.500.ÛOO, au 1/1.000.000 obtenues de la Direction de la Cartographie et de la Topographie du Ministère de l'Equipement;

- orthophotoplans établis par couverture aérienne en 1980-1981 par la Direction de l'Urbanisme et de l'Habitat pour les villes

suivantes:

Nouakchott 1/10.000, 1/2.000, 1/1.000 Kaédi 1/2.000

Aioun El Atrous au 1/2 . 000 . _..__' Kiffa au 1/2.000

Nouadhibou au 1/2.000

Pour les villes de Nouakchott, Nouadhibou, Aioun et Kiffa, on disposait des orthophotoplans établis par la Société Nationale d'Eau et de l'Electricité (SOMELEC).

1.3 Les tournées cartographiques

Après le test de la méthodologie réalisé dans la région du Trarza (Départements de Boutilimit et Ouad Naga) au cours du mois de novembre 1986, la section cartographique a démarré effectivement les tournées cartographiques en janvier 1987 qui se sont achevées en Août 1937.

Les missions cartographiques avaient un double objectif: il s'agissait d'une part de vérifier et de compléter les cartes départe- mentales et d'autre part de mettre à jour le plan des villes et d'établir des croquis pour toutes les localités de plus de 1500 habitants.

Munies des questionnaires "Localité", six équipes comprenant chacune un responsable, deux agents topographes, un guide et un chauf-

feur se sont rendues dans chaque département du pays.

En collaboration avec les autorités locales, l'équipe vérifiait l'exactitude des informations recueillies au niveau du Bureau Central.

Il s'agissait d'abord de vérifier l'existence et l'emplacement de tous les sites habités et les points d'eau sur la carte départementale:

suppression sur la carte des localités recensées en 1977 mais ayant disparu après, positionnement des nouvelles localités créées après le premier recensement.

Les différentes techniques utilisées par les agents topographes pour le positionnement des localités sont clairement expliquées dans le Manuel d'instructions aux agents.

(24)

Page 14 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Selon que la localité à placer sur la carte se situait le long d'un axe routier ou pas, les agents topographes remplissaient la Fiche de positionnement par rapport aux voies de communication ou la Fiche de positionnement par directions angulaires. . . .. . .. -T~-

Les agents cartographes devaient ensuite procéder à l'estimation de l'effectif de la population de la localité avant de remplir la fiche récapitulative de la localité. Ce document comportait en plus des informations sur la localisation géographique des données relatives à la taille de la localité, à l'orientation et à la distance par

rapport au chef-lieu du département, aux équipements, à l'infrastruc- ture et aux activités économiques.

La méthode d'estimation de la population de la localité était assez simple: il s'agissait de multiplier le nombre d'unités d'habitations dénombrées dans la localité par la taille moyenne des ménages. Le BCR avait au préalable estimé le nombre moyen de personnes par ménage dans chaque département du pays.

Au niveau des agglomérations urbaines, les équipes procédaient à la mise à jour des plans issus du recensement de 1977 en y mentionnant toutes les modifications intervenues depuis lors. Enfin, pour toutes les localités dont le chiffre de la population atteignait 1.500 habitants ou plus, les agents établissaient un croquis à l'échelle de

1/2.000 ème en dimensionnant tous les éléments permettant un repérage facile.

L'autre but important des missions cartographiques était le découpage en districts de recensement et zones de contrôle.

Rappelons que pour le recensement des populations nomades, la méthodologie retenue était celle dite des points d'eau. Les missions cartographiques avaient permis de dresser un inventaire le plus exhaustif possible de l'ensemble des lieux d'approvisionnement en eau des populations nomades. Le repérage et la localisation de ces points d'eau fréquentés par les nomades devaient permettre aux agents recen- seurs de retrouver les campements où résident ces populations pour ensuite les recenser. Seuls les points d'eau effectivement fréquentés par les nomades étaient pris en compte c'est-à-dire positionnés sur

la carte.

Les mêmes techniques de positionnement des localités sédentaires ne figurant pas sur les cartes étaient utilisées pour les points d'eau créés après le premier recensement.

(25)

L'équipe cartographique procédait ensuite au remplissage de la Fiche récapitulative des points d'eau. Celle-ci comporte en plus des informations d'identification les renseignements suivants:

- le nom et numéro d'ordre du point d'eau à l'intérieur du département,

- la distance et la direction par rapport au chef-lieu du département,

- la nature du point d'eau: puits, marigot, source, guelta, - les fréquentations du point d'eau: toute l'année ou une partie seulement de l'année.

1.4 Découpage territorial opérationnel et Documents de travail Après vérification et mise à jour de l'ensemble des données cartographiques de base, le Bureau Central a procédé d'une part au découpage définitif du territoire national en unités opérationnelles et d'autre part, à l'élaboration des documents de terrain correspon- dants.

La cartographie a procédé au découpage de toutes les unités administratives du territoire national en portions comprenant chacune 800 à 1.000 habitants appellees districts de recensement. Chaque carte de district était accompagnée d'une fiche sur laquelle figurent les informations suivantes: localisation géographique du district, ses limites, la liste des localités, les moyens d'accès, la direction et la distance par rapport au chef-lieu du département.

On distingue trois types de districts:

- district entièrement urbain qui se rencontre principalement dans les agglomérations urbaines ou dans les gros villages;

- district urbain périphérique dont une partie se situe dans la zone lotie de la ville tandis que l'autre s'étend hors des limites loties;

- district entièrement rural.

Un ensemble de 5 à 6 districts limitrophes constituent une zone de contrôle. Elle est confiée à un contrôleur. Le secteur de supervision est quant à lui formé d'un département administratif ou seulement d'une partie. Il regroupe environ 5 à 6 zones de contrôle, soit près de 25 districts. Il est placé sous la responsabilité d'un Superviseur.

(26)

Page 16 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Sur la carte départementale, les Chefs d'équipe devaient identifier les districts de recensement par un code de 3 chiffres compris entre:

- 001 à 399 pour les districts ruraux - 400 à 998 pour les districts urbains

Le principe d'attribution de code géographique à chaque localité était le suivant:

Une fois que les localités sont classées par ordre alphabétique à l'intérieur du département, on attribuait le code 001 au chef-lieu puis on procédait au calcul de la raison. Celle-ci était à ajouter à

chaque fois au code de la localité précédente pour d'une part déterminer le code de localité suivante, d'autre part pouvoir insérer ultérieurement de nouvelles localités.

Les zones de contrôle constituées étaient identifiées par des lettres majuscules.

2. Définition des concepts de base

Afin d'élaborer les questionnaires nomade et sédentaire, il a été nécessaire de définir certains concepts de base. Ces concepts ont été utilisés et testés lors du recensement pilote.

Le champ du recensement est défini par:

- Population de référence:

La population de droit ou légale est constituée des résidents habituels du ménage qu'ils soient présents ou absents temporairement.

Quant à la population de fait, elle est constituée par les personnes qui se trouvent dans un lieu donné au moment du recensement. Il s'agit donc des résidents présents et des visiteurs;

Voici comment les autres concepts ont été définis:

- Localité

Tout lieu de peuplement composé d'au moins une habitation inamovi- ble c'est à dire non conçue pour être déplacée. Cette habitation peut être une maison en dur, une case en banco, une baraque,...

- Campement

Lieu de peuplement composé uniquement d'habitations amovibles:

tentes ou huttes démontables même si elles n'ont pas été déplacées depuis longtemps.

(27)

La définition de ces 2 concepts permet la distinction entre la population sédentaire c'est-à-dire celle résidant habituellement dans des localités (villes ou villages) et la population nomade dont les lieux habituels de peuplement sont constitués par les campements.

- Milieu urbain

Le milieu urbain est composé de l'ensemble des villes de 5000 habitants et plus. Au total, les missions cartographiques ont identifié une trentaine d'agglomérations qui constituent le milieu urbain.

- le reste du pays constitue le Milieu rural - Concession

Construction (ou ensemble de constructions) indépendante, disposant d'une entrée principale et regroupant un ou plusieurs bâtiments quel que soit le matériau utilisé. La concession peut être clôturée ou non.

Elle est destinée à l'habitation ou à l'exercice d'une activité économique, administrative ou sociale. Elle peut être habitée par un ou plusieurs ménages.

- Logement

Pièces.? ou ensemble de pièces à usage d'habitation occupée le plus souvent par un seul ménage. Il peut être constitué par une concession entière (villa, baraque, maison ordinaire), une partie d'une con- cession (appartement dans un immeuble à étage, une ou plusieurs pièces dans une maison ordinaire)

- Ménage ordinaire

Groupe de personnes (ou une seule personne) apparentées ou non vivant ensemble dans le même logement ou concession, et satisfaisant à l'ensemble de leurs besoins économiques et sociaux essentiels

(nourriture en particulier). Ils reconnaissent en général l'autorité d'un Chef de ménage.

- Ménage collectif

Groupe de personnes vivant dans un même établissement pour des raisons particulères: études, santé, voyage, caserne. Le plus souvent il n'existe pas de lien de parenté entre les membres du ménage collectif.

(28)

Page 18 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

- Résident "

Est résident dans une localité, tout individu qui y habite au moins depuis six mois. Toutefois, toute personne vivant dans une localité depuis moins de six mois est à recenser comme résidente lorsque sa durée de séjour prévue atteint six mois.

- Résident présent

Résident ayant passé la nuit précédant la passage de l'agent recenseur dans sa localité (ou campement) de résidence, qu'il s'y trouve ou non au moment de recensement.

- Résident absent

Résident n'ayant pas passé la nuit précédant le passage de l'agent recenseur dans sa localité (ou campement) de résidence qu'il s'y trouve ou non au moment de recensement. Toutefois, la durée de l'absence doit être inférieure à six mois.

- Visiteur pour le recensement sédentaire

Toute personne sédentaire ne résidant pas habituellement dans la localité de résidence du ménage recensé mais qui y a passé la nuit précédant le passage de l'agent recenseur. Elle n'a pas l'intention d'y séjourner plus de six mois.

En milieu nomade, le visiteur est défini comme "toute personne nomade ne résidant pas habituellement dans le campement du ménage recensé mais qui y a passé la nuit précédant le passage de l'AR".

Les sédentaires de passage dans les campements nomades au moment du recensement sont classés dans la rubrique "sédentaire" pour ce qui est de leur situation de résidence.

Comme on peut le constater à travers ces définitions, le recense- ment a retenu la notion de localité comme lieu de résidence (ville ou village en milieu sédentaire et le campement en milieu nomade).

- événement de référence

- Au niveau du lieu de résidence, on a demandé au:< personnes concernées du ménage sédentaire les lieux de résidence en juillet 1978 et en décembre 1984.

(29)

- Sur la Fécondité, les questions suivantes ont été posées aux femmes :

* nombre total d'enfants nés vivants,

* nombre total d'enfants encore en vie,

* nombre de naissances survenues au cours des 12 derniers mois,

* date de la naissance des enfants,

- Les décès survenus dans le ménage au cours des 12 derniers mois et les caractéristiques démographiques des décédés (âge, sexe, date et cause de décès, etc.),

- Consultation médicale passée par un membre du ménage au cours des 12 derniers mois,

- Les membres du ménage se trouvant à l'étranger depuis 6 mois et

leurs caractéristiques socio-démographiques (âge, sexe, activité économiques, cause de l'émigration, etc),

3. Elaboration des questionnaires et autres documents

Pour la collecte des données, il a été nécessaire d'élaborer les

questionnaires, les manuels d'instructions ainsi que d'autres documents destinés à l'exploitation manuelle, au contrôle et au traitement informatique des données recueillies.

3 .1 Les questionnaires

Trois types de questionnaires ont été utilisés pour la collecte des données :

- un questionnaire pour les ménages ordinaires sédentaires,' - un questionnaire pour les ménages collectifs,*

- un questionnaire pour les ménages ordinaires nomades, rédigé en arabe.

Ces différents questionnaires ont été testés lors du recensement pilote. La version finale de ces divers documents tient compte de l'essentiel des modifications proposées à la suite de l'enquête pilote.

Ces questionnaires sont rédigés en Arabe et en Français.

(30)

Page 20 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Les questionnaires élaborés lors de ce recensement se distinguent de ceux du premier recensement par d'une part le volume d'informations qu'ils recueillent, et d'autre part l'avantage qu'ils présentent en étant précodés, ce qui a permis un gain considérable de temps pour les agents recenseurs lors de l'opération de collecte. En effet, grâce à cette méthode, les agents recenseurs devaient tout simplement, pour la plupart des questions, cocher la (ou) les cases adéquates. Ainsi, les risques de voir des écritures illisibles souvent constatés pour ce genre d'opération étaient réduits. Force est de reconnaître que cette opération comporte des possibilités d'erreurs dans le cas de mauvaise transcription de la réponse fournie par l'enquêté.

3.1.1. Le questionnaire ménage ordinaire sédentaire

Il s'agit d'un document de 10 pages comportant une variété de questions que l'on peut regrouper en 3 grandes rubriques.

a) Identification et localisation du ménage

Cette partie qui figure sur ia première page du questionnaire contient les informations suivantes:

- la région,

- le département, - 1 ' arrondissement, - la localité,

- le quartier ou l'îlot.

- le numéro du district,

- le numéro du ménage dans cette concession,

- le nombre de ménages vivant dans cette concession.

Signalons que les variables "arrondissement", "quartier ou îlot"

n'ont finalement pas été retenues dans l'exploitation malgré qu'elles figurent sur le questionnaire.

La première page du questionnaire contient également un tableau récapitulatif des membres du ménage.

b) Les caractéristiques individuelles

Elles sont saisies à travers 31 questions et occupent les pages 2 à 6 du questionnaire.

Ces caractéristiques peuvent être subdivisées en plusieurs sections.

(31)

Pour toutes les personnes du ménage les informations suivantes sont collectées :

- numéro d'ordre, - nom et prénom,

- lien de parenté avec le chef de ménage, - sexe,

- situation de résidence, - âge en années révolues, - lieu de naissance,

- inscription à l'état civil, - nationalité,

- ethnie.

Les données suivantes sont recueillies auprès des résidents présents et absents uniquement:

- durée de résidence dans la localitér

- lieu de résidence en décembre 1984f"

- lieu de résidence en juillet 1978."

Pour les résidents âgés de 6 ans et plus, les informations suivantes sont collectées:

- fréquentation scolaire, - niveau d'instruction.

Pour l e s 10 ans et p l u s : - l e diplôme le plus é l e v é , - l e s langues lues et é c r i t e s , - l a s i t u a t i o n d ' a c t i v i t é , - l a profession p r i n c i p a l e ,

- l a s i t u a t i o n dans l a p r o f e s s i o n , - l a branche d ' a c t i v i t é ,

- l ' é t a t matrimonial,

- l e nombre t o t a l de mariages,

- l e nombre d'épouses a c t u e l l e s de l'homme marié.

Pour les résidents âgés de 4 ans et plus.

Pour les résidents âgés de 10 ans et plus

(32)

Page 22 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Pour les femmes âgées de 10 ans et plus:

- le nombre total d'enfants nés vivants selon le sexe, - le nombre total d'enfants encore en vie selon le sexe,

- les naissances survenues au cours de 12 derniers mois selon le sexe.

La page 8 permet la collecte d'informations suivantes et relatives aux décès survenus dans le ménage au cours des 12 derniers mois précédant le recensement. Il s'agit de:

- du nom,

- du sexe, __..„._- - T

- de la date du décès, - de l'âge au décès, - de la cause du décès.

Figurent également dans cette page, les informations sur la consultation médicale faite par les membres du ménage de même que les caractéristiques des handicapés. Il s'agit de:

- nom,

- numéro d'ordre, - âge,

- nature du handicap, - cause du handicap.

Les informations portant sur les mauritaniens vivant à l'étranger sont collectées à la page 9 du questionnaire:

- le nom,

- le lien de parenté avec le chef de ménage, - le sexe,

- l'âge,

- le pays de résidence, - la cause de l'émigration, - la profession,

- l'effectif du ménage à l'étranger.

• - •

(33)

c) Les informations collectives

Elles concernent les équipements ménagers, les moyens de déplace- ment, le bétail et l'habitat. Pour cette dernière variable, les caractéristiques suivantes ont été recueillies:

- le nombre de ménages dans le logement, - le type de logement,

- les matériaux de construction des murs, du toit et du sol, - le nombre de pièces dans le logement,

- la nature de la cuisine (indépendante, commune, n'existe pas), - le combustible principal utilisé pour la cuisine,

- le mode principal d'éclairage, - l'évacuation des eaux usées, - le type d'aisance (wc),

- le statut d'occupation.

3.1.2 Le questionnaire ménage en milieu nomade

Pour l'essentiel, les questions contenues dans le questionnaire ménage nomade sont identiques à celles du questionnaire ménage séden-

taire. Seules quelques informations qui tiennent compte de la spécifi- cité de la vie nomade ont été introduites. Celles-ci portent notamment sur:

- la situation des membres du ménage lors du recensement sédentaire, - l'âge au premier mariage.

La question concernant le nombre actuel d'épouses de l'homme marié qui figure dans le questionnaire ménage sédentaire n'a pas été recon- duite pour les nomades. D'autres modifications ont été faites au niveau des caractéristiques du logement occupé par le ménage. Des questions concernant la vie nomade ont été introduites. Il s'agit

notamment de:

- la zone de transhumance pour chacune des 4 saisons de l'année,

- du moyen de déplacement principal durant la période de transhumance, - des activités économiques qu'exerce le ménage,

- l'intention, de la date présumée, du lieu probable et des raisons d'une éventuelle sédentarisation du ménage,

- du type de bétail élevé.

3.1.3 Le questionnaire ménage collectif

Ce type de questionnaire est administré aux ménages collectifs, c'est à dire à un groupe d'individus vivant dans un établissement pour

des raisons particulières comme les malades dans un hôpital, les étudiants résidant dans une mahadra, les détenus d'une prison, etc.

(34)

Page 24 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

Il s'agit là d'un questionnaire très simplifié dont l'objectif était de recueillir les caractéristiques démographiques de base de chaque membre du ménage.

3.2 Les documents de formation

Pour le milieu sédentaire, 4 manuels avaient été élaborés en arabe et en français:

- le manuel des agents recenseurs, - le manuel des contrôleurs,

- le manuel des superviseurs,

- le manuel des chefs de bureaux régionaux de recensement.

3.2.1 Le manuel d'instructions aux agents recenseurs

Il contient toutes les définitions de base ainsi que les instruc- tions nécessaires pour effectuer correctement le dénombrement:

- la tenue vis-à-vis des personnes à interroger, - l'identification des ménages,

- 1'interview,

- le remplissage des questionnaires et leur tenue, - etc.

3.2.2 Le manuel des contrôleurs

Il décrit les tâches qui incombent aux contrôleurs avant, pendant et après le dénombrement. Les méthodes de mise en place du personnel d'enquête ainsi que celles relatives aux différents contrôles à

effectuer sont largement développées dans ce manuel.

3.2.3 Le manuel du superviseur

Il présente les grandes lignes du recensement (méthodologie, organisation, procédures de collecte) et définit les tâches et responsabilités du superviseur. Il contient également des instructions portant sur la nature de la collaboration entre d'une part les autorités administratives locales et le chef du bureau régional de recensement et d'autre part avec le personnel chargé de la collecte.

3.2.4 Le manuel des chefs de bureaux régionaux de recensement

Il décrit les prérogatives et les tâches du chef de bureau. Le manuel décrit aussi la manière dont la Commission Régionale du Recensement devra être mise en place et comment les opérations suivantes seront exécutées sur le terrain:

• • • • • • : • . • .

(35)

- ia campagne de sensibilisation,

- les tournées de reconnaissance du terrain.

- le recrutement et la formation des agents recenseurs et des con- trôleurs .

Ce manuel contient enfin d e s propositions cle solutions à d'éven- tuels problèmes qui peuvent surgir sur le terrain, les modalités de paiement du personnel, la gestion de la caisse de mini-dépense ainsi que l'organisation du retour des équipes au bureau régional.

3.3 Les documents destinés à l'exploitation manuelle et au contrôlé En plus des questionnaires ménages utilisés pour la collecte des informations, un certain nombre de documents (fiches, cahiers ...) ont été conçus pour permettre le suivi quotidien de l'avancement du travail sur le terrain et la récapitulation régulière du nombre de ménages et de personnes recensés.

A. Documents utilisés pour le Recensement des populations sédentaires .. Le cahier du district de recensement

Le cahier de district permet le suivi quotidien de l'avancement du travail ainsi qu.-; la récapitulation à la fin de chaque journée, du nombre de concessions, ménages et personnes recensées, il s'agit d'un document composé d'une trentaine de pages qui correspondait générale- ment a un district de recensement.

Il comprend:

- la page de couverture qui comporte la localisation géographi- que du district, Les noms et signatures du personnel de collec- te: agent recenseur, contrôleur, superviseur;

- les pages intérieures contiennent les informations relatives à chaque concession et ménage recensé;

- le tableau récapitulatif du district;

ia dernière page où sont inscrites les observations du personnel de collecte.

2. La fiche récapitulative du district

Elle est conçue sous la forme d'étiquette à coller sur le dossier du district à ia fin des opérations. En plus des renseignements pour 1'identification du DR (région, département, localité, numéro du district). Cette fiche permet de récapituler le nombre total des ménages recensés dans le district, ia population totale du DR ventilée selon la situation de résidence et le sexe.

(36)

Page 26 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

3• La fiche des ménages aosents

Elle sert a inscrire les ménages pour lesquels l'agent recenseur n'a pu trouver d'interlocuteur lors de son premier passage ou lors des passages ultérieurs jusqu'au moment où finalement le ménage a été

recensé.

Cette fiche comporte les renseignements suivants:

- l'identification du DR (région, département, N: du district), - le nom de la localité,

- les numéros de la concession et du ménage,

- le nom du chef de ménage recueilli auprès des voisins,

- les dates et heures des différents passages dans le ménage, - la date du recensement du ménage.

4. La fiche des localités omises ou nouvellement créées

Elle sert à la mise à jour et à la correction éventuelle du dossier cartographique (carte du DR et fiche) dans les cas où des localités sont omises lors des missions de la cartographie ou ont été créées après le passage de celle-ci.

Les informations recueillies sur cette fiche sont les suivantes:

- identification du DR, - nom de la localité,

- année de création de la localité,

- distance par rapport au chef lieu de département, - nombre de ménages recensés,

- effectif des résidents présents et absents,

- langues principales et secondaires utilisées dans la localité.

5. La fiche récapitulative de la zone de dénombrement

Elle est destinée à contenir les résultats récapitulatifs de tous les districts situés dans la zone de contrôle. Elle est remplie sur la base des différentes fiches récapitulatives des agents recenseurs.

6. La fiche récapitulative du secteur de supervision

Elle permet la récapitulation des résultats de toutes les zones de contrôle. Après que tous les contrôles de cohérence aient été effec- tués, cette fiche sera signée conjointement par le superviseur et le préfet du département concerné.

(37)

7. La fiche récapitulative de la région

Etablie sur la base des fiches récapitulatives des secteurs de supervision, elle récapitule l'ensemble des résultats de la région.

Elle permet ainsi d'obtenir la population de la région par départe- ment, sexe et situation de résidence.

C'est sur la base de ce document signé conjointement par le gouver- neur de la région et le chef du bureau régional de recensement que le BCR a pu, dès la fin des opérations de collecte, disposer de l'effec- tif total de la population sédentaire du pays par sexe et situation de résidence.

E. Documents utilisés pour le Recensement des populations nomades 1. La Fiche préliminaire du campement

Il s'agit de ia première fiche à remplir par les Agents Recenseurs une fois arrivés au campement. Ld fiche comporte les rubriques suivantes :

- la région,

- le nom du point d'eau,

- le nom du secteur de recensement, - la date de la première visite, - le nom du campement,

- le nom de la collectivité,

- la distance et l'orientation par rapport au point d'eau, - le moyen d'exhaure de l'eau,

- le nombre appro.ximatif de tentes.

2. La Fiche récapitulative du campement

Une fois le campement entièrement recensé, l'AR procède à l'aide de cette fiche à la récapitulation du nombre de ménages dans le campe- ment. Les informations suivantes sont receuillies sur la fiche:

- la région, - le secteur,

- le département, ....

- le point d'eau, - le campement,

- la distance du campement par rapport au point d'eau, - la date du recensement du campement,

- le nombre de ménages dans le campement répartis en résidents présents et absents et selon les sexe, les visiteurs, les séden- taires .

(38)

Page 28 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

- les infrastructures existentes dans le campement telles que

* école coranique,

* mahadra,

* école primaire,

* mosquée,

* artisanat,

* commerce.

3. La Fiche récapitulative du point d'eau

Elle permet de disposer du nombre total des campements, des ménages et des personnes (RP, RA, Visiteurs, Nomades) s'approvisionnant en eau à partir d'un point d'eau donné. Les autres renseignements receuillis sur cette fiche sont:

- la région,

- le département, - le nom du point d'eau,

- la nature de l'eau (salée, non salée,.,.) - le moyen d'exhaure de l'eau.

4. La Fiche récapitulative du secteur

Elle permet de faire la synthèse de l'ensemble des renseignements contenus dans les fiches des points d'eau appartenant à un secteur donné. Les informations suivantes figurent sur cette fiche:

- le nom du secteur,

- le nombre de points d'eau situés à l'intérieur du secteur, - le nombre de campements recensés,

- le nombre de RP et RA répartis selon le sexe,

- le nombre de visiteurs et celui des sédentaires.

5. La Fiche récapitulative du Département

Elle permet de récapituler les résultats de tous les points d'eau, campements et ménages situés dans un département administratif bien donné. La fiche est remplie par le contrôleur et contre-signée par le

préfet du département concerné. Les renseignements suivants sont receuillis sur cette fiche:

- la région,

- le secteur de recensement, - le département,

- le nombre de points d'eau, - le nombre de ménages,

- le nombre de RP, RA selon les sexe, — T - le nombre des visiteurs et des sédentaires.

(39)

6. Le Cahier récapitulatif de l'AR

A l'image du cahier de DR sédentaire, le cahier récapitulatif de l'AR nomade permet le suivi quotidien du travail réalisé par l'agent.

Il comporte les rubriques suivantes:

- la région, - le secteur, - la date,

- le nom de la famille,

- le nom de la collectivité,

- le nombre de RP, RA selon les sexe,

- le nombre des visiteurs et des sédentaires.

7. La Fiche des points d'eau omis ou nouvellement créés Elle comporte les informations suivantes:

- le nom du point d'eau,

- la date de visite du point d'eau,

- la distance et orientation par rapport au chef lieu de départe- ment ,

- la profondeur du point d'eau, - la nature de l'eau (salée,...) - le moyen d'exhaure.

8. La Fiche des campements ayant changé de secteur avant le recensement

En plus des informations pour l'identification géographique du campement (région, secteur, département, nom du campement), cette fiche contient les données suivantes:

- la région,

- le secteur de recensement, - le département administratif, - le nom de la collectivité,

- le nombre approximatif des tentes,

- le sens des mouvements de transhumance des populations nomades (Nord, Sud, Est, Ouest),

- le type de bétail, - la date.

(40)

Page 30 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

4. Le Recensement pilote

Le but du recensement pilote était de réaliser un dénombrement dans les conditions les plus proches possibles de celles dans lesquelles se déroulera le Recensement proprement dit.

L'objectif essentiel du recensement pilote était de tester:

- la cartographie,

- l'organisation et la méthode de dénombrement,

- les divers documents de collecte tels que questionnaires, manuels d'instructions.

Par ailleurs, cette opération aura également permis d'évaluer les rendements des agents recenseurs de même qu'elle a fourni aux cadres du Bureau Central une expérience de travaux de terrain.

Le Rapport sur le Recensement pilote en milieu sédentaire et nomade rédigé après l'exploitation donne une synthèse complète de cette opération. Dans le cadre du présent document, nous nous limiterons à retracer les grandes lignes méthodologiques de cette importante étape du recensement.

4.1 Personnel d'enquête

A l'issue d'une semaine de formation (16 au 23 Août 1987) organisé à l'intention de soixante candidats retenus parmi les agents ayant déjà participé aux travaux cartographiques et des demandeurs d'emploi titulaires d'une maîtrise universitaire ou l'équivalent, quarante et un agents ont été sélectionnés: la formation des agents s'est déroulé dans les locaux de l'Ecole Nationale d'Administration (ENA) tant pour les agents de l'équipe nomade que pour ceux du milieu sédentaire.

La principale difficulté enregistrée lors de cette formation était le regroupement dans une même salle des arabophones et des fran- cophones.

En milieu sédentaire, chacune des 6 équipes était composée d'un superviseur (cadre du BCR), d'un contrôleur, de 4 agents recenseurs et d'un chauffeur.

Le superviseur était chargé d'organiser et de diriger les opéra- tions de collecte à l'intérieur du département où il était affecté.

Quant au contrôleur, sa tâche consistait à suivre le travail des 4 agents recenseurs qui lui étaient affectés. Enfin, l'agent recenseur exécutait toutes les opérations de collecte dans son district, à savoir la reconnaissance des limites du district, la numérotation des concessions et le dénombrement des ménages.

(41)

En milieu nomade, chacune des 3 équipes comprenait un superviseur (également cadre du BCR), un contrôleur, 2 agents recenseurs, un guide et un chauffeur. Toute l'équipe se déplaçait ensemble.

4.2 Echantillon

a/ En milieu sédentaire, du fait de certaines contraintes telles que le non achèvement des travaux cartographiques, la réalisation de l'opération en saison des pluies, certaines régions ont été exclues de l'échantillon du recensement pilote. Ce dernier a finalement été mené dans les départements de Rosso, Kaédi, Aioun et Nouakchott.

A l'intérieur de chacun des trois départements, quatre districts de recensement (un en zone urbaine et trois en zone rurale) ont été tirés de manière aléatoire. Pour le district de Nouakchott, douze districts de recensement ont été finalement retenus dans l'échantillon (quatre en zone lotie et huit dans les zones non loties).

b/ En milieu nomade, trois départements nomades ont été retenus dans l'échantillon: Tidjikja, Boutilimit, et Timbedra.

(42)

Page 32 Synthèse méthodologique du Recensement 1988

TABLEAU 1: Composition des effectifs de population estimés par la cartographie avec les résultats du recensement pilote

Département

NOUAKCHOTT Tevragh Zein Ksar

Teyarett Toujounine Sebkha

El Mina

Rosso

Kaédi

Aioun

Numéro Distr.

421 402 425 417 420 428 426 412 414 442 451 455 401 1 2 9 401 1032 918 964 409 12 16 21

Taille estimée cartog.

939 812 1344 896 1327 1025 1277 1193 930 902 767 784 1145 1032 918 964 1142 1020 736 995 1197 981 701 901

Effect.

Recensés

392 946 1029 826 1171 749 1259 1061 1081 845 700 764 1645 1020 736 995 1768 1299 952 777 674 926 884 720

Rendement Quotidien

7.6 14.1 17.31 13.5 18.2 13.91 13.7 13.5 15.6 12.8 12.9 11.9 13.4 12.6 10 13.3 14 19 11 16 16.7 20.1 17.2 23

Observations

Surestimé par la cartographie

Achevé à 46 % Achevé à 60 % Achevé à 91 %

id id id

>

- i d -T~ - id

id Achevé à 7 0%

id id id id id

Source: Rapport sur le Recensement Pilote en milieux sédentaire et Nomade

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4,3 Déroulement du Recensement Pilote

Les opérations sur le terrain se sont déroulées simultanément dans les milieux nomades et sédentaires du 31 août au 14 septembre 1987.

Au total, 24 agents recenseurs affectés chacun dans un district ont enregistré 23.215 personnes en milieu sédentaire. En milieu nomade, les 6 agents recenseurs ont pu dénombrer 5.555 personnes dans les 156 campements que comptaient les 3 départements retenus.

Le calcul de rendement moyen qui mesure le nombre de ménages recen- sés quotidiennement par agent donne en milieu sédentaire un rendement moyen minimum de 14 ménages en zone urbaine contre 11 en zone rurale.

TABLEAU 2 La composition de l'échantillon pour le Recensement Pilote en milieu sédentaire

Ville/Département Nouakchott

a/ Zone lotie b/ Zone non lotie c/ Total Nouakchott Rosso

a/ Urbain b/ Rural

c/ Total Rosso Kaédi

a/ Urbain b/ Rural

c/ Total Kaédi Aioun

a/ Urbain b/ Rural

c/ Total Aioun Total Sédenta

Referencias

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