The Mediation of Environmental Education Facili- ties of the Atlantic Axis in the relation between Community-Diet and Climate Change

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(1)EA, INTERPRETACIÓN E CONSERVACIÓN ISSN: 1887-2417 ISSN-e: 2386-4362 DOI: 10.17979/ams.2017.2324.0.3370. A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico na relação Comunidade-Dieta-Alterações Climáticas The Mediation of Environmental Education Facilities of the Atlantic Axis in the relation between Community-Diet and Climate Change Sara Costa Carvalho1, Pablo Angél Meira Cartea2 e Ulisses Miranda Azeiteiro 1. 1. Universidade de Aveiro (Portugal). 2. Universidade de Santiago de Compostela (Galiza-España). Resumo Os padrões de consumo alimentar influenciam significativamente as Alterações Climáticas (AC), as quais têm vindo a “mediterranizar” o norte da Península Ibérica. Sendo a mudança de comportamento a componente mais crítica e a dieta um dos aspectos cujas decisões pessoais mais podem influenciar essa mudança, é importante que os equipamentos para a educação ambiental (EqEA) atuem a nível comunitário. O projeto visa promover os EqEA como mediadores entre AC-padrões alimentares e as comunidades locais, na Euroregião do Eixo Atlântico (Galiza e Norte de Portugal). Através da investigação-ação e de três níveis de EqEA - um EqEA piloto, um conjunto restrito de EqEA, um conjunto não limitado - haverá uma intervenção socio-pedagógica. Os dois primeiros níveis participarão em grupos de I-A e em ações de formação, e todos os níveis receberão formação. Esperase que este projeto contribua para a tomada de consciência da relação entre a dieta e as AC, assim como para uma mudança de comportamentos alimentares nos cidadãos e comunidades envolvidas relativamente às AC. Astract Current patterns of food consume have high influence on Climate Change (CC), which has an ongoing “Mediterranization” pattern in the north of Iberian Peninsula. Since the change of behavior is the most critical component in this matter and being diet patterns one of the aspects in which personal decisions most can influence this change, it is important that resources such as the Environmental Education Facilities (EEF) act at a community level. This project aims to promote the EEF as mediators between CC-food patterns and the local communities, within the Euro Region of Eixo Atlântico (Galicia, Spain and the Northern Portugal). Throughout a methodology of investigation-action (I-A) and using three levels of EEF – a pilot EEF, a restrict set of EEF, and a wider set of EEF – it will be developed a sociopedagogical intervention. The first two levels will participate in groups of I-A and all the levels will have training courses. It is expected that this projects leads to an effective change of behavior among citizens and communities concerning CC. UDC/ CEIDA/ UFMG. ambientalMENTEsustentable ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. 107. xaneiro-decembro do 2017, ano XII, vol. I, núm. 23-24, páxinas: 107-117.

(2) SARA COSTA CARVALHO, PABLO ANGÉL MEIRA CARTEA. E. ULISSES MIRANDA AZEITEIRO. Palavras chave Equipamentos para a educação ambiental; Alterações Climáticas; Euroregião do Eixo Atlântico; Descarbonização; centros de educação ambiental. Key-words Environmental education facilities; Climate Change; Euroregion of the Atlantic Axis; decarbonization; environmental education centers.. Introdução. -se nos destinatários das atividades pedagógicas e na população local de cada EqEA, colocando-se a sub-hipótese inves-. A presente comunicação divulga um pro-. tigativa de que esses destinatários, em ge-. jeto de Pós-doutoramento recentemente. ral, não percepcionam a relação entre AC. aprovado pela Fundação para a Ciência. e o tipo de dieta que praticam diariamente.. e Tecnologia, Portugal, na área da Educação para as Alterações Climáticas (AC). Tal. Assim, o projeto tem como objectivo geral,. projeto tem como contexto educativo os. ajudar os EqEA a resignificar as atividades. Equipamentos para a Educação Ambiental. e projetos em torno da questão das Altera-. (EqEA) e incide nas implicações da nossa. ções Climáticas, no sentido da descarbo-. dieta no fenómeno das AC.. nização dos estilos de vida, e em especial, através da dieta (estilo de alimentação). Isto. O desenho do projecto partiu da seguinte. é, pretende-se resgatar o conceito dos EqEA. hipótese investigativa: Os EqEA não estão. como mediadores entre o problema global. a trabalhar o tema das AC de acordo com. das AC e as comunidades locais (Figura 1).. a urgência do problema, incluindo a causa difusa relacionada com a produção e con-. O projeto tem como objectivos específicos:. sumo de alimentos. Tal lacuna repercute• Constituir uma rede de EqEA na Euroregião do Eixo Atlântico para intercâmbio, formação especializada e inovação pedagógica, em torno à descarbonização nos estilos de vida das comunidades envolventes dos EqEA; • Estudar os tipos de intervenção pedagógica que estão a ser desenvolvidos actualmente pelos EqEA incluídos na rede, como estratégia de diagnóstico; Figura 1: Quadro conceptual da investigação. 108. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24.

(3) A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico .... • Estudar a perceção dos destinatários. tos com certificação biológica, dieta com. das atividades pedagógicas (da co-. reduzida ou elevada quantidade de carne. munidade local) acerca da relação en-. (BOER, WITT & AIKING (2016) e atenção ao. tre AC, produção de alimentos e dieta. desperdício de alimentos (BLANCO et al.,. (consumo);. 2014).. • Implementar uma intervenção pedagógica com os EqEA da rede formada,. No contexto europeu e, em particular na. que seja adequadamente contextuali-. Península Ibérica, as Alterações Climáti-. zada ao entorno de cada EqEA e que. cas (AC) tendem a originar uma “mediter-. permita intervir sobre os estilos de vida. ranização” do norte (UA, s/d). As emissões. da população;. também ameaçam as tradições e culturas. • Avaliar o plano de intervenção peda-. locais (ADGER et al., 2012) como, por exem-. gógica, incluindo os impactos educati-. plo, a prática pecuária com raças autóc-. vos e sociais das ações desenvolvidas,. tones, no interior da Galiza (UA, s/d) e do. através de instrumentos adequados. Norte de Portugal (NP).. que permitam uma avaliação de seguimento e final;. Não obstante, cresce o ceticismo sobre. • Atingir uma mudança de comportamen-. as AC em alguns países desenvolvidos. tos nos cidadãos e nas comunidades. (CAPSTICK et al., 2015), para além de haver. envolvidas.. lacunas em conhecimentos e ações (MEIRA-CARTEA. et al., 2011). O estudo de BOER,. WITT & AIKING (2016), conclui que apenas. Estado da Arte. 12% dos holandeses e 6% dos americanos reconhece que a redução substancial de carne é das medidas mais efectivas. Os padrões de consumo relacionados. para a mitigação das AC. No entanto, o. com a alimentação afetam as emissões de. consumo de carne de acordo com as re-. gases de efeito de estufa (GEE) (FABER et. comendações dietéticas saudáveis conse-. al., 2012). Em concreto, estima-se que os. gue reduzir as emissões provenientes da. alimentos sejam responsáveis por cerca. produção destes produtos em aproxima-. de 30% das emissões globais (GARNETT,. damente de 15 a 25% do total de GEE, se-. 2011).. gundo o exemplo sueco (HALLSTROM, ROOS & BORJESSON, 2014). No NP, estudantes uni-. Tais padrões de consumo alimentar ou. versitários representam as AC baseando-. dietas de baixo Vs. elevado carbono in-. -se na cultura comum e não na formação. cluem opções como a preferência ou não. científica (NEVES, 2011) e estudantes em. por produtos locais e sazonais, por produ-. Espanha e México raramente relacionam. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. 109.

(4) SARA COSTA CARVALHO, PABLO ANGÉL MEIRA CARTEA. E. ULISSES MIRANDA AZEITEIRO. este problema com a alimentação (ARTO-. et al. (2014) mostra que é necessária uma. -BLANCO & MEIRA-CARTEA, 2017).. colaboração nomeadamente entre organizações não governamentais (ONG) de. Perante este panorama, a Associação. diferentes âmbitos e não apenas de ONG. Transfronteiriça da Euroregião Eixo Atlân-. de ambiente para fortalecer a divulgação. tico do Noroeste Peninsular e, em parti-. e o envolvimento cidadão nesse senti-. cular, a Agência de Ecologia Urbana tem. do. Assim, as intervenções deverão ser. apoiado projetos de mitigação e adapta-. baseadas na participação, a relevância. ção às AC como o CLIMATLANTIC (SOR-. e a interconectividade (ALLEN & CROWLEY,. ROSAL,. 2010) e iniciativas no Programa. 2017) através de sessões práticas (COLLINS. INTERREG V-A Espanha-Portugal 2014-. & ISON, 2009, MCCRUM et al., 2009) e en-. 2020 (BALEIRAS, 2009). Em Portugal, para. volvendo também adultos (ex.: grupos de. além da Estratégia Nacional de Adaptação. profissionais) e seniores (VAUGHTER, 2016).. às AC, foi implementado o Projeto ClimAdaPT.Local (Estratégias Municipais de. Estruturas de educação não formal como. Adaptação às AC) (APA, s/d), Na Galiza,. os equipamentos para a educação am-. também existem planos municipais e sec-. biental (EqEA) podem favorecer uma edu-. toriais como na área agro-florestal.. cação ambiental sociocrítica por serem, nomeadamente, referências estáveis para. Nestes processos, a mudança de compor-. a comunidade local (SERANTES, 2011 e SE-. tamento dos indivíduos e organizações é a. RANTES. componente mais crítica (VAUGHTER, 2016).. assim incluídos na designação de recur-. Então: “A tarefa de um programa educati-. sos ou instrumentos de corpo físico, in-. vo para mitigar as AC e promover a adap-. telectual ou metodológico que facilitam a. tação às suas consequências inevitáveis, é. consecução dos objectivos da EA (SERAN-. representar um problema colectivo global. TES,. à escala individual e social” (IPCC, 2014:. nação de equipamentos para a educação. 69). Através de uma abordagem transver-. ambiental (EqEA) é tomada, formalmente,. sal é possível tornar visíveis as alternativas. como se tratando de um conjunto de ini-. ecológicas e implicações técnicas, econó-. ciativas heterogéneas constituídas por vá-. micas, éticas, culturais e políticas (ARTO-. rios elementos (Figura 2).. & BARRACOSA, 2008). Os EqEA estão. 2011). No presente estudo, a denomi-. -BLANCO & MEIRA-CARTEA, 2017). De acordo com a figura 2, os EqEA têm: Por exemplo, no que concerne à transição. 1) instalações com objectivos próprios da. para uma dieta de baixo carbono, base-. EA; 2) projecto educativo com actividades. ada nomeadamente na redução de con-. definidas; 3) equipa educativa, estável e. sumo de carne, a pesquisa de LAESTADIUS. profissionalizada; 4) recursos materiais,. 110. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24.

(5) A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico .... Figura 2. Definição de equipamentos para a educação ambiental (Serantes, 2011). humanos e metodológicos; 5) modelo de. 2014) e podem promover a participação. gestão sustentável ambientalmente; 6). em ações sobre AC (CAMERON, HODGE & SA-. com sistema avaliação do projecto; 7) sen-. LAZAR,. 2013).. do este adaptado a cada tipo de usuários. Perspectivando a dimensão de mobiliza-. No Eixo Atlântico são escassos os traba-. ção local, os equipamentos são encarados. lhos em EA e em EqEA, e além disso tão. como potenciais dinamizadores sociais. pouco existem instrumentos estratégicos. (SERANTES & BARRACOSA, 2008), no sentido. específicos para este sector (MEIRA & PIN-. do desenvolvimento comunitário e o refor-. TO,. ço de coesão social. Segundo esta óptica. são abordadas de forma residual em EqEA. de mobilização social e da abordagem so-. (CARVALHO et al., 2011; CARVALHO, 2015; SE-. ciocultural nas atividades, os equipamen-. RANTES,. tos poderão ter maior ou menor “peso” na. também vem da sequência da pesquisa. sociedade local ou seja, um nível maior ou. de doutoramento realizada por Carvalho. menor de impacto social. Este conceito,. (2015), sobre a integração de aspetos bio-. por sua vez, tem associados três critérios-. físicos e socioculturais locais em EqEA do. -chave: nível de participação dos usuários;. Eixo Atlântico.. 2008). Sabe-se, no entanto, que as AC. 2011). A investigação nesta região. contacto com a realidade local; duração das acções (SERANTES & BARRACOSA, 2008).. Enquadrando o surgimento desta Euro-região, já desde períodos ancestrais que. Na abordagem sociocrítica ao fenómenos. os povos do espaço geográfico da atual. das AC, EqEA como os museus também. Galiza e do Norte de Portugal tiveram ex-. estão posicionados para funcionarem. periências comuns de sobrevivência. Após. como agentes de governância para as AC. um largo período de afastamento e com a. pois o público confia na informação livre. adesão dos dois Estados à Comunidade. de influência política (ALLEN & CROWLEY,. Europeia, em 1986, a cooperação voltou. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. 111.

(6) SARA COSTA CARVALHO, PABLO ANGÉL MEIRA CARTEA. E. ULISSES MIRANDA AZEITEIRO. a ganhar força, incluindo a constituição da. difundam boas práticas de EA e, neste. entidade que viria a constituir o Eixo Atlân-. caso, sobre AC.. tico. A Associação da Euroregião do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular visa assim, o desenvolvimento social, económi-. Metodologia prevista. co, cultural, tecnológico, educativo e científico das cidades e regiões envolvidas. Para alcançar o objectivo principal pretenA participação das cidades da Galiza e do. de-se realizar uma intervenção socio-pe-. Norte de Portugal foi crescendo, integran-. dagógica através de uma rede de EqEA do. do uma estrutura urbana de cidades de. Eixo Atlântico. O processo a desenvolver. maiores dimensões (ex. Porto e Vigo) e de. seguirá uma linha de investigação-ação (I-. médias dimensões. Em termos de territó-. A) pois pretende-se produzir mudanças na. rio global, o Eixo Atlântico é dividido por. realidade estudada (BISQUERRA, 2000).. 4 áreas básicas transfronteiriças e 7 áreas adjacentes, ocupando uma superfície de. Através da I-A do tipo participativo ou co-. 50700 km2 (Figura 3).. operativo (SAMPIERI, COLLADO & LUCIO, 2007) será possível, não só envolver a transfor-. Considerando as semelhanças geográ-. mação e melhoria da realidade educativa. ficas e culturais entre Galiza e NP, MEIRA. e social relacionada com as Alterações. & PINTO (2008) recomendam o desenvolvi-. Climáticas (AC), como também partir de. mento de iniciativas compartilhadas que. um problema contextualizado e ainda implicar a colaboração dos participantes na detecção de necessidades, no desenho e na implementação das ações. O projeto contará com três níveis de envolvimento de EqEA da Euroregião do Eixo Atlântico, no papel de mediadores (Figura 4). De acordo com a Figura 4, o estudo abrangerá: I. Um EqEA piloto - “caso-zero” – partindo das necessidades socioambientais. Figura 3. Enquadramento geográfico do Eixo Atlântico na Europa. 112. locais e potencialidades dos recursos naturais endógenos face às AC;. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24.

(7) A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico .... Além disso, participarão especialistas em EA e as entidades: Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), Centro Regional de Excelência de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE Porto) e a Rede de Equipamentos para a Educação Ambiental da Galiza. Seguindo também o processo próprio da I-A, interessa que sejam desenvolvidos os quatro principais ciclos sucessivos de plaFigura 4. Anéis de níveis de envolvimento de EqEA no projeto. II. Um grupo restrito de EqEA com elevado/médio impacto social, segundo Serantes (2011) e Carvalho (2015); EqEA situados em municípios com estratégias face às AC; uns próximos da raia (faixa transfronteiriça) e outros que já abordam o tema das AC; III. Um grupo alargado de EqEA do Eixo Atlântico, que receberá formação prática ao longo dos vários ciclos do processo de I-A. No nível I irá participar um EqEA da zona nordeste de Portugal (município de Bragança) que está a dar os seus primeiros passos. O grupo restrito de EqEA do nível II será composto por três equipamentos do Norte de Portugal e quatro centros da Galiza, abrangendo iniciativas da zona costeira e da zona interior do Eixo Atlântico.. nificação, acção, observação e reflexão em espiral autoreflexiva ou dialética (BISQUERRA, 2000), pretendendo a reflexão dar feed-back à “espiral” de I-A. Para recolher dados ao longo do processo de I-A irá recorrer-se a várias técnicas do tipo qualitativo seguindo um modelo indutivo (BISQUERRA, 2000). Tais técnicas incluem: • grupos de I-A, numa técnica híbrida entre grupos de discussão (DELGADO & GUTIÉRREZ,. 1998) e comunidades de práticas. (AGUILAR & KRASNY, 2011) e contando cada grupo com elementos da equipa de um EqEA, com a investigadora e, sempre que possível, o líder de um grupo de visitantes; • análise de documentos institucionais dos EqEA ou realizados pelos participantes nas actividades (ex. textos, desenhos, fotografias, filmes, outros materiais pedagógicos sobre as AC); • observação de atividades pedagógicas desenvolvidas no âmbito da intervenção,. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. 113.

(8) SARA COSTA CARVALHO, PABLO ANGÉL MEIRA CARTEA. E. ULISSES MIRANDA AZEITEIRO. com recurso a gravação de áudio e vídeo. recolha de dados. Trata-se de uma es-. e a notas de campo (Bogdan e Biklen,. tratégia de diagnóstico/avaliação para. 1994).. auxiliar igualmente na planificação da intervenção participada. Os resultados do. O programa de trabalhos está dividido em. diagnóstico serão apresentados aos par-. 7 tarefas:. ticipantes durante os grupos de I-A, para juntar dados e validar informação;. • Tarefa 1: Aprofundamento da revisão da. • Tarefa 4: Implementação da intervenção. literatura sobre EA em AC e sobre impli-. pedagógica com os EqEA da rede forma-. cações da dieta/alimentação nas AC e. da. A intervenção que inclui atividades e. sua relação com a situação sociogeográ-. materiais pedagógicos (para destinatá-. fica do Eixo Atlântico. Serão consultados. rios à escolha dos EqEA e de forma regu-. documentos, incluindo materiais peda-. lar) será contextualizada em cada EqEA.. gógicos de outros contextos geográfi-. Aqui também se fará uso dos grupos de. cos, assim como artigos sobre formação. I-A. O nível I de EqEA será acompanhado. de educadores em AC e trabalho em rede. de forma individual no decurso das acti-. de EqEA;. vidades. Paralelamente serão realizadas. • Tarefa 2: Constituição da rede de EqEA. ações de formação práticas (oficinas). do Eixo Atlântico em torno da descarbo-. com os EqEA dos três níveis da rede,. nização nos estilos de vida das comuni-. com a colaboração de especialistas (em. dades. Como primeiro ciclo da I-A, será. EA, em equipamentos e noutras áreas. planificada a intervenção, começando. necessárias) e envolvendo as comuni-. pela organização de sessões iniciais (ofi-. dades locais. O ciclo de I-A relacionado. cinas) com os EqEA dos três níveis de en-. com observação (da implementação das. volvimento, numa lógica de trabalho de. atividades e a formação de educadores). cenários (previsão de 3 e 6 anos). Esta ta-. irá recorrer às técnicas de notas de cam-. refa inclui ainda a criação dos grupos de. po e análise de documentos;. I-A e de linhas de orientação envolvendo os EqEA dos níveis I e II;. • Tarefa 5: Reflexão participada com os EqEA sobre as intervenções pedagógicas. • Tarefa 3: Pesquisa sobre os tipos de in-. implementadas, com vista à retroalimen-. tervenção pedagógica desenvolvidos pe-. tação do processo de I-A. Nesta tarefa. los EqEA do nível II e sobre os problemas. são avaliadas as estratégias de interven-. socioambientais locais (EqEA dos níveis I. ção pedagógica (impactos educativos e. e II) relacionados com a relação AC – ali-. sociais) e serão efectuados ajustes, atra-. mentação. Os grupos de I-A e a análise. vés dos grupos de I-A (com os níveis I e. de documentos (materiais dos próprios. II de EqEA) e através de oficinas (com os. EqEA) serão as técnicas principais de. três níveis);. 114. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24.

(9) A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico .... • Tarefa 6: Avaliação periódica para balanço da intervenção e do funcionamento da rede temática através de dois momentos de reflexão: a meio do projeto (3 anos) e outro no final (6 anos). Serão realizadas sessões com os três níveis de EqEA (pelos menos duas oficinas, uma com cada região do Eixo Atlântico) para debate de propostas futuras; • Tarefa 7: Divulgação e publicação dos resultados - organização de seminário internacional (último semestre do projeto) e publicação dos resultados na forma de livro, assim como de três artigos em revistas internacionais com fator de impacto. Na Figura 5 é ilustrada a dinâmica das tarefas de 1 a 5. De acordo com a figura 5 pode-se observar que o processo de investigação-ação consistirá numa espécie de espiral de conhecimento. Assim, o primeiro ciclo consistirá no estudo do problema; o segundo ciclo, na elaboração do plano; o terceiro. Figura 5. Principais fases da investigação-ação e tarefas a desenvolver com os EqEA (adaptado de Sampieri, Collado & Lucio, 2007). Espera-se, desta forma, contribuir para uma mudança gradual e efetiva de comportamentos nos cidadãos e comunidades envolvidas relativamente às AC, e em concreto na descarbonização das diversas componentes da dieta.. ciclo, na implementação e avaliação do plano; e o quarto ciclo, na retroalimentação do processo. Em suma, o projecto. Agradecimentos. contará com vários ciclos de reflexão participada com os EqEA sobre as intervenções pedagógicas implementadas, com. O projeto tem o apoio da Fundação para a. vista à retroalimentação do processo de. Ciência e Tecnologia, Portugal (Número de. I-A e à divulgação dos resultados alcan-. bolsa: SFRH/BPD/116379/2016).. çados.. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. 115.

(10) SARA COSTA CARVALHO, PABLO ANGÉL MEIRA CARTEA. E. ULISSES MIRANDA AZEITEIRO. Referências bibliográficas ADGER, W.N., BARNETT, J., BROWN, K. MARSHALL & O’BRIEN, K. (2012): “Cultural dimension of Climate Change impacts and adaptation”, em Nature Climate Change, 3, pp.112-117. AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE (s/d): PR COP21, Adaptação no Acordo de Paris, disponível em http://climadapt-local.pt/wp-content/uploads/2016/02/20151203-PR-COP21_Adaptacao-Acordo-de-Paris.pdf, consultado em 17-06-2016. AGUILAR, O.M. & KRASNY, M.E. (2011): “Using the communities of practice framework to examine an after-school environmental education program for Hispanic youth”, em Environmental Education Research, 17(2), pp.217-233. ALLEN, L.B. & CROWLEY, K. (2014): “Challenging beliefs, practices and content: How museum educators change”, em Science Education, 98(1), pp. 84-105. ALLEN, L.B. & CROWLEY, K. (2017): “Moving beyond scientific knowledge: leveraging participation, relevance and interconnectedness for climate education”, em International Journal of Global Warming, 12(3-4), pp. 299-312. ARTO, M. & MEIRA, P.Á. (2017): “Climate literacy among university students in Mexico and Spain: influence of scientific and popular culture in the representation of causes of Climate Change”, em International Journal of Global Warming, 12(3-4), pp. 448-467. BALEIRAS, R.N. (2009): “Caminhos para a Política de Coesão 2014/2020”, em Eixo Atlântico – Revista da Euroregião Galiza-Norte de Portugal, 16, pp. 17-48. BLANCO, G., GERLAGH, R., SUH, S., BARRETT, J., CONINCK, H.C., MOREJON, C.F., MATHUR, R., NAKICENOVIC, N., AHENKORA, A.O., PAN, J., PATHAK, H., RICE, J., RICHELS, R., SMITH, S.J., STERN, D.I., TOTH, F.L., & ZHOU P. (2014): “Drivers, Trends and Mitigation”. In O. Edenhofer, R. Pichs-Madruga, Y. Sokona, E. Farahani, S. Kadner, K. Seyboth, A. Adler, I. Baum, S. Brunner, P. Eickemeier, B. Kriemann, J. Savolainen, S. Schlömer, C. von Stechow, T. Zwickel and J.C. Minx (eds.). Climate Change 2014: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change (New York: Cambridge University Press). BISQUERRA, R. (2000): Métodos de investigación educativa. Barcelona, CEAC Educación.. 116. BOER, J., WITT A. & AIKING (2016): “Help the Climate, change your diet: A cross-sectorial study on how to involve consumers in a transition to a low-carbon society”, em Appetite, 98, pp. 19-27. BOGDAN, R. E BIKLEN, S. (1994): Investigação qualitativa em educação: Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto, Porto Editora. CAMERON, F., HODGE, B. & SALAZAR, J.F. (2013): “Representing Climate Change in museum space and places”, em WIREs Climate Change, 4, pp. 9-21. CAPSTICK, S., WHITMARCH, L., POORTINGA, W., PIDGEON, N. & UPHAM, P. (2015): “International trends in public perceptions of climate change over the past quarter century”, em WIREs Climate Change, 6, pp. 35-61. CARVALHO, S.C. (2015): Potencialidades e práticas de integração das dimensões sociocultural e biofísica em equipamentos para a educação ambiental: estudos de caso do Eixo Atlântico (Norte de Portugal e Galiza), tese de doutoramento. Santiago de Compostela, Universidade de Santiago de Compostela. CARVALHO, S.C., AZEITEIRO, U.M. & MEIRA, P.A. (2011): “Equipamentos para a Educação Ambiental na zona costeira da Euroregião do Eixo Atlântico – Das práticas conservacionistas às sociocríticas”, em Journal of Integrated Coastal Zone Management, 11(4), pp. 433-450. COLLINS, K. & ISON, R. (2009): “Jumping off Arnstein’s ladder: Social learning as a new policy paradigma for Climate Change Adaptation”, em Environmental Policy and Governance, 19, pp. 358-373. DELGADO, J.M. & GUTIÉRREZ, J. (1998): Métodos e técnicas cualitativas de investigación en Ciencias Sociales. Madrid, Editorial Síntesis. FABER J., A. SCHROTEN, M. BLES, M. SEVENSTER, and A. MARKOWSKA (2012): Behavioural Climate Change Mitigation Options and Their Appropriate Inclusion in Quantitative Longer Term Policy Scenarios, Dinamarca: Agência Europeia do Ambiente, disponível em http:// ec.europa.eu/clima/policies/roadmap/docs/ main_report_en.pdf, consultado em 17-06-2016. GARNETT, T. (2011): “Where are the best opportunities for reducing greenhouse gas emissions in the food system (including the food chain)? Em Food Policy, 36, pp. S23-S32. HALLSTROM, E., ROOS, E. & BORJESSON, P. (2014): “Sustainable meat consumption: A quantitative analysis of nutricional intake: greenhouse gas emissions and land use from a Swedish perspective”, em Food Policy, 47, pp. 81-90.. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24.

(11) A mediação de Equipamentos para a Educação Ambiental do Eixo Atlântico .... INTERGOVERNAMENTAL PLANNEL FOR CLIMATE CHANGE (2014): Climate Change 2014: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Edenhofer, O., R. Pichs-Madruga, Y. Sokona, E. Farahani, S. Kadner, K. Seyboth, A. Adler, I. Baum, S. Brunner, P. Eickemeier, B. Kriemann, J. Savolainen, S. Schlömer, C. von Stechow, T. Zwickel & J.C. Minx (eds.)] (New York: Cambridge University Press). LAESTADIUS, L. I., NEFF, R.A., BARRY, C.L. & FRATTAROLI, S. (2014): “We don’t tell people what to do: An examination of the factors influencing NGO decisions to campaign for reducing meat consumption in light of Climate Change”, em Global Environmental Change, 29, pp. 32-40. MCCRUM, G., BLACKSTOCK, K., MATTHEWS, K., RIVINGTON, M., MILLER, D. & BUCHAN, K. (2009): “Adapting to Climate Change in Land management: the role of deliberative workshops in enhancing social learning”, em Environmental Policy and Governance, 19, pp. 413-426. MEIRA, P.Á. & PINTO, J.R. (2008): “A educação ambiental em Galicia e Norte de Portugal: Uma valoração estratégica desde a perspectiva local no Eixo Atlântico”, In: L. Cunha e M. Santiago (orgs.), Estratexias de Educación Ambiental: Modelos, experiencias e indicadores para a sostenibilidade local, pp. 31-82. Vigo, Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular. MEIRA, P.Á., ARTO, M. HERAS, F. e SOUTO, P.M. (2011): La sociedad ante el cambio climático. Conocimientos, valoraciones y comportamientos en la población española. Madrid, Instituto de Prevención, Salud y Medio Ambiente, Fundación MAPFRE.. ambientalMENTEsustentable, 2017, (I), 23-24. NEVES, A.P. (2011): Representações sociais das alterações climáticas: um estudo sobre a relação entre formação científica e cultura comum em Portugal, tese de doutoramento. Santiago de Compostela, Universidade de Santiago de compostela. SAMPIERI, R.H., COLLADO, C.F. & P.B. (2007): Metodología de la investigación (Mexico: Mc Graw Hill). SERANTES, A. (2011): Os equipamentos para a educación ambiental en Galicia: Análise da realidade e propostas de mellora de calidade, tese de doutoramento, Coruña, Universidade da Coruña. SERANTES, A. & BARRACOSA, H. (2008): Contributos dos equipamentos de educação ambiental para as estratégias de acção local. Estudos de caso na Galiza e no Norte de Portugal, In: L.I. Cunha e M.P. Santiago, Estratexias de Educación Ambiental: Modelos, experiencias e indicadores para a sostenibilidade local, pp. 179-200. Vigo, Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular. SORROSAL, A. (2010): “Las redes de cooperación, seña de identidad del Eixo Atlántico”, em Eixo Atlântico – Revista da Euroregião Galiza-Norte de Portugal, 17, pp. 113-120. UNIÓNS AGRARIAS (s/d): Estrategias para la mitigación del Cambio Climático en el sector agroforestal (Galicia) disponível em http:// www.unionsagrarias.org/lifecambiarocambio/ docs/Estrategias_para_la%20_mitigacion_del_ cambio_climatico_en_el_sector_agroforestal. pdf, consultado em 17-06-2016. VAUGHTER, P. (2016): “Climate Change Education: From Critical Thinking to Critical Action”, em Policy Brief, 4, pp. 1-4.. 117.

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