Movimento Plano de um
Corpo Rígido II
Referência: Hibbeler, Dinâmica
Neste estudo vamos considerar apenas o movimento de corpos rígidos no plano.
Dinâmica do Movimento Plano:
Equação de movimento de translação do centro de massa 𝑮 do corpo livre:
𝑭 = 𝑚𝒂
𝑮De acordo com essa equação, a soma de todas as forças atuando sobre o corpo rígido é igual à massa do corpo vezes a aceleração do seu centro de massa.
Em termos das componentes na direção 𝑥
e 𝑦, a equação acima pode ser escrita como:
𝐹
𝑥= 𝑚 𝑎
𝐺 𝑥;
Equação de movimento de rotação do corpo livre em torno do seu centro de massa 𝑮:
Para o movimento de rotação do corpo rígido em torno do seu centro de massa, a equação de movimento correspondente é:
𝑴
𝑮= 𝐼
𝐺𝜶
O lado esquerdo dessa expressão representa a soma dos momentos, em relação à 𝐺, das
forças externas e dos binários atuando sobre o corpo.
O lado direito da expressão acima representa o produto do momento de inércia 𝐼𝐺 do corpo rígido pela aceleração angular 𝜶 do corpo.
=
Translação:
=
Rotação em torno do centro de massa G:
Movimento geral do centro de massa G:
𝑭 = 𝑚𝒂𝐺
𝑴𝑮 = 0
𝑭 = 0
𝑴𝑮 = 𝐼𝐺𝜶
𝑭 = 𝑚𝒂𝑮
𝑴𝑮 = 𝐼𝐺𝜶
=
Diagrama cinético
Diagrama cinético
Rotação em Torno de um Eixo Fixo Fora do Centro de Massa G:
O corpo rígido (ou placa) mostrado na figura abaixo está restrito a girar no plano vertical em torno de um eixo fixo perpendicular à página e passando pelo pino em O. A velocidade angular
𝜔 e aceleração angular 𝛼 são causadas pelo sistema de forças e momentos de binário atuando sobre o corpo. Como o centro de massa G desse corpo se move em uma trajetória circular,
representaremos sua aceleração em termos de suas componentes normal e tangencial à trajetória.
A componente tangencial da aceleração do centro de massa G tem intensidade dada por:
𝑎𝐺 𝑡 = 𝛼𝑟𝐺
A componente normal da aceleração do centro de massa G tem intensidade dada por:
𝑎𝐺 𝑛 = 𝜔2𝑟𝐺
Essa componente está sempre direcionada do ponto G para O, independente do
sentido de rotação de 𝜔.
Essa componente tem uma direção consistente com a aceleração angular 𝜶.
𝐹𝑛 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑛 = 𝑚𝜔2𝑟𝐺; 𝐹𝑡 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺; 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼.
=
Os diagramas de corpo livre e cinético do corpo são mostrados na figura abaixo. As duas componentes, 𝑚 𝑎𝐺 𝑡 e 𝑚 𝑎𝐺 𝑛, mostradas no diagrama cinético, estão associadas com as componentes tangencial e normal da aceleração do centro de massa G do corpo. O vetor 𝐼𝐺𝜶
atua na mesma direção que 𝜶 e tem uma intensidade 𝐼𝐺𝛼, onde 𝐼𝐺 é o momento de inércia do corpo calculado em relação a um eixo que é perpendicular à página e passa por G. As equações de movimento do corpo são:
A equação do momento pode ser substituída por uma soma de momentos em relação a qualquer ponto arbitrário P dentro ou fora do corpo, desde que sejam considerados os momentos efetivos σ ℳ𝑘 𝑃 produzidos por 𝐼𝐺𝜶, 𝑚 𝒂𝐺 𝑡 e 𝑚 𝒂𝐺 𝑛, em relação ao ponto P. Em muitos casos é conveniente somar os momentos em relação ao pino em O, a fim de eliminar a força de reação desconhecida 𝐹Ԧ𝑂 que atua nesse ponto.
+
↺ 𝑀𝑂 = ℳ𝑘 𝑂 𝑀𝑂 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑡𝑟𝐺 + 𝐼𝐺𝛼
=
+
↺ 𝑀𝑂 = ℳ𝑘 𝑂 𝑀𝑂 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑡𝑟𝐺 + 𝐼𝐺𝛼
Observe que o momento de 𝑚 𝒂𝐺 𝑛 não foi incluído na equação acima, pois a linha de ação desse vetor passa por 𝑂. Substituindo 𝑎𝐺 𝑡 = 𝑟𝐺𝛼, podemos reescrever a equação acima como:
+
↺ 𝑀𝑂 = 𝑚 𝑟𝐺𝛼 𝑟𝐺 + 𝐼𝐺𝛼 = 𝑚𝑟𝐺
2 + 𝐼
𝐺 𝛼 Do teorema dos eixos paralelos, temos:
𝐼𝑂 = 𝑚𝑟𝐺2 + 𝐼𝐺
Assim, a soma dos momento pode ser calculado como:
𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼
=
Resumindo:
Rotação em torno de um eixo fixo
Equações de movimento:
𝐹𝑛 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑛 = 𝑚𝜔2𝑟𝐺 𝐹𝑡 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺
𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 ou 𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼
Estabeleça o sistema de coordenadas inercial n, t. Lembre-se de que (𝒂G)t tem de atuar em uma direção que está de acordo com o sentido rotacional de α, enquanto (𝒂G)n sempre atua em direção ao eixo de rotação, o ponto O.
Determine o momento de inércia ІG e use o teorema dos eixos paralelos para determinar ІO.
Aplique as três equações de movimento de acordo com a convenção de sinais estabelecida. Construa o diagrama de corpo livre para considerar todas as forças externas e momentos de binário que atuam sobre o corpo.
Procedimentos de análise:
𝐼𝑂 = 𝐼𝐺 + 𝑚𝑟𝐺2
Exemplo 1:
O volante desbalanceado de 25 kg mostrado na figura ao lado tem um raio de giração 𝑘𝐺 = 0,18 m em relação a um eixo passando pelo seu centro de massa 𝐺. Se o volante é solto do repouso,
determine as componentes horizontal e vertical da reação no pino O
imediatamente após o volante ser liberado.
Solução:
Uma vez que G se desloca sobre uma trajetória circular, ele terá tanto as componentes tangencial quanto normal da aceleração. A aceleração angular 𝛼 é produzida pelo peso do
volante, e atua no sentido horário. A aceleração tangencial no ponto G, no instante mostrado na figura, atua para baixo. Como 𝜔 = 0 para o instante inicial, a componente normal da aceleração é nula e apenas 𝑚 𝑎𝐺 𝑡 = 𝑚𝑟𝐺𝛼 e 𝐼𝐺𝛼 são mostrados no diagrama cinético abaixo.
O momento de inércia em relação a G é: 𝐼𝐺 = 𝑚𝑘𝐺2 = 25 kg 0,18 m 2 = 0,81 kg. m2
=
As incógnitas são: 𝑂𝑛, 𝑂𝑡 e 𝛼:
Equações de movimento para o centro de massa G no instante inicial: +
← 𝐹𝑛 = 𝑚𝜔
2𝑟 𝐺
+↓ 𝐹𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺
𝑂𝑛 = 0
−𝑂𝑡 + 25 kg 9,81 m/s2 = 25 kg 0,15 m 𝛼
+
↻ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼;
Resolvendo: 𝛼 = 26,8 rad/s2; 𝑂𝑡 = 144,7 N; 𝑂𝑡 0,15 m = 0,81 kg. m2 𝛼
𝑂𝑛 = 0.
=
Diagrama de corpo livre Diagrama cinético
Os momentos também podem ser somados em relação ao ponto O a fim de eliminar 𝑂𝑛 e 𝑂𝑡 e, desse modo, obter uma solução direta para 𝛼. Isso pode ser feito de dois modos:
1º modo: Usando a equação +
↻ 𝑀𝑂 = ℳ𝑘 𝑂 → 𝑚𝑔𝑟𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 + 𝑚𝛼𝑟𝐺 𝑟𝐺
25 kg 9,81 m/s2 0,15 m = 0,81 kg. m2 𝛼 + 25 kg 0,15 m α 0,15 m
36,788 = 1,372𝛼 𝛼 = 26,8 rad/s2
2º modo: Usando a equação +
↻ 𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼
36,788 = 1,372𝛼 𝛼 = 26,8 rad/s2
𝐼𝑂 = 𝐼𝐺 + 𝑚𝑟𝐺2 = 0,81 kg. m2 + 25 kg 0,15 2 = 1,37 kg. m2
Para calcular 𝐼𝑂 usamos o teorema dos eixos paralelos:
+
Exercício:
A barra fina uniforme tem uma massa de 15 kg. Determine as componentes verticais e horizontais da reação no pino O, e a aceleração da barra logo após a corda ser cortada.
Dado:
Momento de inércia da barra em relação à G:
𝐼𝐺 = 1 12𝑚𝐿
O G
0,6 m 0,3 m
0,45 m
𝐼𝐺 = 1 12𝑚𝐿
2 𝐼
𝐺 =
1
12 15 0,9
2
𝐼𝐺 = 1,0125 kg. m2
O G
𝑂𝑛
𝑂𝑡 𝑊
Diagrama de corpo livre
O G 𝑚𝒂𝑡 Diagrama cinético 𝐼𝐺𝜶 0,15 m + → 𝐹𝑛 = 𝑚𝜔 2𝑟 𝐺 +↓ 𝐹𝑡 = 𝑚𝑟𝐺𝛼
𝑂𝑛 = 0
−𝑂𝑡 + 15 kg 9,81 m/s2 = 15 kg 0,15 m 𝛼
𝑂𝑡 0,15 m = 1,0125 kg. m2 𝛼 𝑂𝑡 = 6,75 𝛼 +
↺ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼;
Exemplo 2:
No instante mostrado na figura abaixo, a barra fina de 20 kg tem uma velocidade angular
𝜔 = 5 rad/s. Determine a aceleração angular e as componentes vertical e horizontal da reação do pino sobre a barra nesse instante.
=
Solução:
Diagrama de corpo livre Diagrama cinético
Conforme mostrado no diagrama cinético abaixo, o ponto G se desloca em torno de uma
trajetória circular e, assim, ele tem duas componentes da aceleração. A componente tangencial da aceleração, 𝑎𝐺 𝑡 = 𝑟𝐺𝛼, atua para baixo, visto que ela tem de estar de acordo com o
sentido rotacional de 𝜶. As três incógnitas são: 𝑂𝑛, 𝑂𝑡 e 𝛼.
Equações de movimento do centro de massa G no instante mostrado: +
← 𝐹𝑛 = 𝑚𝜔2𝑟𝐺
+↓ 𝐹𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺
𝑂𝑛 = 20 kg 5 rad/s2 2 1,5 m
20 kg 9,81 m/s2 −𝑂𝑡= 20 kg 1,5 m 𝛼
+
↻ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼;
Resolvendo: 𝑂𝑡 = 19,05 N. 𝛼 = 5,90 rad/s2 𝑂𝑡 1,5 m + 60 N. m = 1
12 20 kg 3 m
2 𝛼
𝑂𝑛 = 750 N.
=
Diagrama de corpo livre Diagrama cinético
onde o momento de inércia de uma barra fina, de comprimento L e massa M, em relação ao seu centro de massa G é: 𝐼𝐺 = 𝑀𝐿2/12
Uma solução mais direta para o problema seria somar os momentos em relação ao ponto O para eliminar 𝑂𝑛 e 𝑂𝑡 e obter uma solução direta para 𝛼. Nesse caso, teremos:
+
↻ 𝑀𝑂 = ℳ𝑘 𝑂
60 N. m + 20 kg 9,81 m/s2 1,5 m = 1
12 20 kg 3 m
2 𝛼 + 20 kg 1,5 m α 1,5 m
Além disso, uma vez que o momento de inércia de uma barra fina, de comprimento L e massa M, em relação a um ponto na sua extremidade O é 𝐼𝑂 = 𝑀𝐿2/3, podemos também usar:
354,3 = 60𝛼
𝛼 = 5,90 rad/s2
+
↻ 𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼 60 N. m + 20 kg 9,81 m/s2 1,5 m = 1
3 20 kg 3 m
2 𝛼
354,3 = 60𝛼
𝛼 = 5,90 rad/s2 𝐼𝑂 = 1
3𝑚𝐿
2
Exemplo 3:
O tambor mostrado na figura ao lado tem massa de 60 kg e raio de giração 𝑘𝑂 = 0,25 m. Uma corda de massa desprezível está enrolada em torno da periferia do tambor e fixada a um bloco que possui massa de 20 kg. Se o bloco é solto a partir do repouso, determine a aceleração angular do tambor.
Solução I:
O bloco acelera para baixo com aceleração 𝒂 e cria uma aceleração angular 𝜶 no sentido anti-horário do tambor. O momento de inércia do tambor, em relação a O, é:
𝐼𝑂 = 𝑚𝑘𝑂2 = 60 kg 0,25 m 2 = 3,75 kg. m2
Há cinco incógnitas: 𝑂𝑥, 𝑂𝑦, 𝑇, 𝑎 e 𝛼.
𝐼𝑂 = 3,75 kg. m2
Para o tambor, as equações de movimento translacionais
Analisando o tambor:
𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦
não fornecem nenhuma informação, uma vez que não conhecemos 𝑂𝑥 e 𝑂𝑦. Ficamos então com:
+
↺ 𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼;
0,4 m 𝑇 = 3,75 kg. m2 𝛼
𝑇 = 9,375𝛼
Para o bloco, temos:
Analisando o bloco:
+↓ 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦 20 kg 9,81 m/s2 − 𝑇 = 20 kg 𝑎
Visto que no ponto de contato 𝐴 entre a corda e o tambor existe uma componente tangencial da aceleração 𝑎, temos: 𝑎 = 𝛼𝑟 = 0,4 m 𝛼
20 kg 9,81 m/s2 − 𝑇 = 20 kg 𝑎 196,2 − 9,375𝛼 = 20 0,4 𝛼
17,375𝛼 = 196,2 𝛼 = 11,29 rad/s2 Sentido anti-horário
Diagrama de corpo livre
Solução II:
A tração no cabo 𝑇 pode ser eliminada da análise considerando-se o tambor e o bloco como um sistema único. O diagrama cinético é mostrado, junto com o diagrama de corpo livre, na figura abaixo. Os momentos serão somados em relação ao ponto O.
Diagrama de corpo livre
(Tambor e bloco formam um único corpo)
Diagrama cinético
20 kg 9,81 m/s2 0,4 m = 3,75 kg. m2 α + 20 kg α 0,4 m 0,4 m
78,48 N. m = 6,95 N. m 𝛼 +
↺ 𝑀𝑂 = ℳ𝑘 𝑂
𝛼 = 11,29 rad/s2
Obs.: se o bloco fosse removido e uma força de 20 kg 9,81 m/s2 = 196,2 N fosse aplicada ao cabo, a aceleração angular seria
Exemplo 4:
B
A
5,0 kg
2,5 kg
0,150 m
0,250 m
Uma polia dupla é formada por uma polia externa de raio 0,250m e outra interna de raio 0,150 m. Ambas as polias estão unidas pelo mesmo eixo e giram juntas. A polia dupla pesa 6,0 kg, tem raio de giração baricêntrico de 0,200 m e está unida a dois blocos, como mostra a figura abaixo. Supondo-se que não exista atrito no eixo, determine a aceleração angular da polia e a aceleração de cada bloco.
Solução:
B
A
0,150 m
0,250 m
T
B
T
A
W
B= 49 N
G
Vamos supor que o sistema esteja rodando no sentido anti-horário:
Para a polia, as equações de movimento são:
onde
Para os blocos, as equações de movimento são:
W
A= 24,5 N
Continua → → →
T
B
T
A
𝑊
𝐵− 𝑇
𝐵= 𝑚
𝐵𝑎
𝐵𝑇
𝐴− 𝑊
𝐴= 𝑚
𝐴𝑎
𝐴0,15 m 𝑇
𝐵− 0,250 m 𝑇
𝐴= 𝐼
𝐺𝛼
+
↺
𝑀
𝐺= 𝐼
𝐺𝛼
𝐼
𝐺= 𝑚𝐾
2= 6 kg 0,2 m
2= 0,24 kg. m
2A aceleração angular da polia está relacionada com as acelerações dos blocos por:
Assim, temos um conjunto de três equações e três incógnitas, TA, TB e a.
Continua → → →
𝑎
𝑡= 𝛼𝑟
𝑎
𝐴= 0,250 m 𝛼
𝑎
𝐵= 0,150 m 𝛼
𝑇
𝐴− 24,5 N = 2,5 kg 0,250 m 𝛼
0,15 m 𝑇
𝐵− 0,250 m 𝑇
𝐴= 0,24 kg. m
2𝛼
49 N − 𝑇
𝐵= 5 kg 0,150 m 𝛼
0,15 𝑇
𝐵− 0,250 𝑇
𝐴= 0,24 𝛼
𝑇
𝐴− 24,5 = 0,625 𝛼
Resolvendo para a temos:
0,15 𝑇
𝐵− 0,250 𝑇
𝐴= 0,24 𝛼
𝑇
𝐴− 24,5 = 0,625 𝛼
49 − 𝑇
𝐵= 0,75 𝛼
𝑇
𝐴= 0,625 𝛼 + 24,5
𝑇
𝐵= 49 − 0,75 𝛼
0,15 𝑇
𝐵− 0,250 𝑇
𝐴= 0,24 𝛼
0,15 49 − 0,75 𝛼 − 0,250 0,625 𝛼 + 24,5 = 0,24 𝛼
7,35 − 0,1125 𝛼 − 0,15625 𝛼 + 6,125 = 0,24 𝛼
1,225 − 0,26875 𝛼 = 0,24 𝛼
0,50875 𝛼 = 1,225𝛼 = 2,408
rad/s
2𝑎
𝐴= 0,602 m/s
2Solução alternativa:
Vamos usar a ideia de que a somatória dos momentos das forças atuando no sistema é igual à somatória dos momentos “efetivos” (momentos produzidos por forças resultantes e binários resultantes). Vamos considerar um sistema único, formado pela polia e pelos dois blocos.
G 𝑊
𝐺𝑦
As forças externas são os pesos da polia e dos blocos A e B, e a força de reação vertical no apoio 𝐺. Os momentos e forças efetivas são o binário 𝐼𝐺𝛼 e as resultantes 𝑚𝑎𝐴 e 𝑚𝑎𝐵:
Do lado esquerdo da igualdade, as forças externas que produzem momento são as forças peso. A tração no cabo não é considerada pois como tratamos um sistema único, ela é uma força interna.
+
↺ 𝑀𝐺 = ℳ𝑘 𝐺
Igualando os momentos das forças externas com os momentos efetivos, temos:
𝑚𝐵𝑔 𝑟𝐵 − 𝑚𝐴𝑔𝑟𝐴 = 𝑚𝐴𝑎𝐴𝑟𝐴 + 𝑚𝐵𝑎𝐵𝑟𝐵 + 𝐼𝐺𝛼
7,35 − 6,125 = 0,15625 𝛼 + 0,1125 𝛼 + 0,24 𝛼
onde: 𝑎𝑡 = 𝛼𝑟 𝑎𝐴 = 0,250 m 𝛼 𝑎𝐵 = 0,150 m 𝛼
1,225 = 0,50875 𝛼
𝛼 = 2,408
rad/s
2𝑎
𝐴= 0,602
m/s
2Exemplo 5:
A barra mostrada na figura ao lado tem massa 𝑚 e um comprimento 𝑙 e é solta do repouso quando 𝜃 = 0𝑜. Determine as componentes
verticais e horizontais da força que o pino em A exerce sobre a barra no instante em que 𝜃 = 90𝑜.
Solução:
Diagrama de corpo livre
O diagrama de corpo livre da barra na posição 𝜃 é mostrada na figura abaixo. Por conveniência, as componentes da força em A são mostradas nas direções normal, 𝑛, e tangencial, 𝑡. A aceleração angular 𝛼 atua no sentido horário e, assim, 𝑎𝐺 𝑡 atua na direção positiva de 𝑡.
O momento de inércia da barra em relação ao ponto A é:
𝐼𝐴 = 1 3𝑚𝑙
2
Equações de movimento:
+↖ 𝐹𝑛 = 𝑚𝜔2𝑟𝐺 +↙ 𝐹𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺
+
↻ 𝑀𝐴 = 𝐼𝐴𝛼;
+↖ 𝐹𝑛 = 𝑚𝜔2𝑟𝐺
+↙ 𝐹𝑡 = 𝑚𝛼𝑟𝐺
+
↻ 𝑀𝐴 = 𝐼𝐴𝛼;
𝐴𝑛 − 𝑚𝑔 𝑠𝑒𝑛 𝜃 = 𝑚𝜔2 𝑙/2
𝐴𝑡 + 𝑚𝑔 𝑐𝑜𝑠 𝜃 = 𝑚𝛼 𝑙/2
𝑚𝑔 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑙/2 = 1 3𝑚𝑙
2 𝛼
Para um dado ângulo 𝜃, há quatro incógnitas nas três equações acima: 𝐴𝑛, 𝐴𝑡, 𝜔 e 𝛼. Como é possível ver na equação (3) acima, 𝛼 não é constante, pois depende da posição angular 𝜃 da barra, que muda a cada instante. Da cinemática, podemos relacionar 𝛼 e 𝜔 com 𝜃 pela equação:
equação (1) equação (2) equação (3) 𝑑𝜔 𝑑𝑡 = 𝛼 → 𝑑𝜔 𝑑𝜃 𝑑𝜃 𝑑𝑡 = 𝛼 → 𝜔 𝑑𝜔 𝑑𝜃 = 𝛼 → 𝜔𝑑𝜔 = 𝛼𝑑𝜃 equação (4)
Da equação (3), temos: 𝛼 = 3𝑔
2𝑙 𝑐𝑜𝑠 𝜃
Integrando a equação (5) de 𝜃 = 0𝑜 (𝜔𝑖 = 0) até 𝜃 = 0𝑜 (𝜔𝑓 = 𝜔), temos:
𝜔𝑑𝜔 = 3𝑔
2𝑙 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑑𝜃 equação (5)
න
0 𝜔
𝜔𝑑𝜔 = 3𝑔 2𝑙 න0
90𝑜
𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑑𝜃 𝜔2 = 3𝑔 𝑙
Substituindo esse valor na equação (1) e resolvendo as equações (1), (2) e (3) para 𝜃 = 90𝑜, temos:
Movimento Plano Geral
O corpo rígido (ou placa) mostrado na figura ao lado está submetido ao movimento plano geral causado pelo sistema de forças e momentos de binário aplicado
externamente. Se um sistema de coordenadas inerciais x e y é estabelecido como mostrado, as equações de movimento são:
=
𝑥 𝑦
𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼
Em alguns problemas, é conveniente somar os momentos em relação a um ponto P, em vez de G, a fim de eliminar tantas forças incógnitas quanto possível do somatório de momentos.
Quando usadas nesse caso mais geral, as três equações de movimento são:
𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦 𝑀𝑃 = ℳ𝑘 𝑃
Aqui, σ ℳ𝑘 𝑃 representa a soma dos momentos de 𝐼𝐺𝜶 e 𝑚𝒂𝐺 (ou suas componentes) em relação a P, como determinado pelos dados no diagrama cinético.
Há um tipo particular de problema que envolve um cilindro uniforme, ou um corpo de formato circular, que rola sobre uma superfície áspera sem deslizar. Se somarmos os momentos em relação ao centro instantâneo de velocidade nula, CI, então σ ℳ𝑘 𝐶𝐼 torna-se 𝐼𝐶𝐼𝛼 , e temos:
𝑀𝐶𝐼 = 𝐼𝐶𝐼𝛼
Esse resultado pode ser comparado com σ 𝑀𝑂 = 𝐼𝑂𝛼, que é usado para um corpo preso com um pino ao ponto O.
Estabeleça o sistema de coordenadas inercial x, y e construa o diagrama de corpo livre para o corpo.
Especifique a direção e o sentido da aceleração do centro de massa, aG, e da aceleração angular
α do corpo.
Determine o momento de inércia IG.
Identifique as incógnitas no problema.
Se ficar decidido que a equação de movimento rotacional σ 𝑀𝑃 = σ ℳ𝑘 𝑃 deva ser usada, então considere traçar o diagrama cinético a fim de ajudar a ‘visualizar’ os ‘momentos’ desenvolvidos pelas componentes m(aG)x, m(aG)y e ІGα quando escrevendo os termos na soma dos momentos σ ℳ𝑘 𝑃.
Aplique as três equações de movimento de acordo com a convenção de sinais estabelecida.
Quando o atrito está presente, há a possibilidade de movimento sem deslizamento ou tombamento. Cada possibilidade de movimento deve ser considerada.
Se o movimento do corpo for restringido em virtude de seus suportes, equações adicionais podem ser obtidas utilizando aB = aA + aB/A, que relacionam as acelerações de quaisquer dois pontos A e B sobre o corpo.
Quando uma roda, disco, cilindro, ou bola rola sem deslizar, então aG = αr.
Exemplo 6:
Um disco duplo possui massa de 5,1 kg, raio de giração baricêntrico 𝐾𝐺 = 150mm, raio interno de 100 mm e raio externo de 200 mm. Uma corda de massa desprezível é presa conforme a figura e uma força de 25 N é aplicada a ela. Sabendo que os coeficientes de atrito cinético e estático entre a roda e o plano em são: 𝜇𝑒 = 0,25 e 𝜇𝑐 = 0,20,
respectivamente, determine: a) Se o disco desliza ou não;
b) O valor da aceleração angular do disco e da aceleração de 𝐺.
ℳ𝑘 𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 +
↻ 𝑀𝐺 = 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜𝑅 Solução:
+
↻ 𝑀𝐺 = ℳ𝑘 𝐺 → 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜𝑅 = 𝐼𝐺𝛼 Equações de movimento:
+
→ 𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥
+
↻ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 → 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜𝑅 = 𝐼𝐺𝛼 25 N − 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 5,1 kg 𝑎𝐺
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 25 N − 5,1 kg 0,2 m 𝛼
Assumindo a hipótese de que a roda gira sem deslizar, temos: 𝑎𝐺 = 𝑅𝛼 = 0,2 m 𝛼
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 25 − 1,02𝛼
Para o momento, podemos usar:
Ou podemos usar:
𝐼𝐺 = 𝑚𝐾𝐺2 → 𝐼𝐺 = 5,1 0,15 2 = 0,11475 kg. m2
(1)
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 0,2 = 0,11475 𝛼 → 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 0,57375𝛼 substituindo em (1), temos:
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 25 − 1,02𝛼 → 0,57375𝛼 = 25 − 1,02𝛼 → 𝛼 = 15,69 rad/s2
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 9 N.
Atrito estático máximo: 𝑓𝑒 = 𝜇𝑒𝑁 𝑓𝑒 = 0,25 5,1 kg 9,8 m/s2 = 12,5 N.
Força de atrito calculada:
a) A força de atrito no sistema é menor que a força de atrito estático máximo. Portanto o disco não desliza.
b) Aceleração angular: 𝛼 = 15,69 rad/s2
Aceleração 𝑎𝐺: 𝑎𝐺 = 3,14 m/s2
↻
ℳ𝑘 𝐶 = 𝐼𝐺𝛼 + 𝑅𝑚𝑎𝐺 +
↻ 𝑀𝐶 = 𝐹𝑅 Solução alternativa:
=
Adotando o ponto C para o cálculo do momento:
𝑪
𝐹𝑅 = 𝐼𝐺𝛼 + 𝑅𝑚𝑎𝐺
25 0,2 = 0,11475 𝛼 + 0,2 5,1 0,2 𝛼 𝑎𝐺 = 𝑅𝛼
25 0,2 = 0,11475 𝛼 + 0,204 𝛼
𝛼 = 15,69 rad/s2
Usando a condição de rolamento sem deslizamento:
Uma corda é envolvida em torno do centro de um carretel e puxada horizontalmente com uma força de 200 N. O carretel tem uma massa de 50 kg e um raio de giro de 70 mm. Sabendo que 𝜇𝑒 = 0,20 e 𝜇𝑐 = 0,15, determine a aceleração de G e a
aceleração angular do carretel.
Exemplo 7:
Solução:
Assumindo a hipótese de que a roda
gira sem deslizar, temos: 𝑎𝐺 = 0,1 m 𝛼
ℳ𝑘 𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 +
Equações de movimento: +
→ 𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 200 N − 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 50 kg 𝑎𝐺
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 200 N − 50 kg 0,1 m 𝛼
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 200 − 5𝛼 (1)
+
↻ 𝑀𝐺 = ℳ𝑘 𝐺
Para o momento, podemos usar:
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 0,1 − 200 0,06 = 𝐼𝐺𝛼
𝐼𝐺 = 𝑚𝐾𝐺2 → 𝐼𝐺 = 50 0,07 2 = 0,245 kg. m2
0,1 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 − 12 = 0,245 𝛼 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 2,45 𝛼 + 120
Substituindo em (1), temos: 2,45 𝛼 + 120 = 200 − 5𝛼 𝛼 = 10,74 rad/s2
↻
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 2,45 𝛼 + 120 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 146,3 N.
𝑎𝐺 = 0,1 m 𝛼
𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 146,3 N.
Atrito estático máximo: 𝑓𝑒 = 𝜇𝑒𝑁 𝑓𝑒 = 0,20 50 𝑘𝑔 9,8 m/s2 = 98 N.
Força de atrito calculada:
a) A força de atrito no sistema é maior que a força de atrito estático máximo. Portanto o disco desliza.
A hipótese de rolamento sem deslizamento não é correta.
A força de atrito que atua no sistema é a força de atrito cinético:
Atrito cinético: 𝑓𝑐 = 𝜇𝑐𝑁 𝑓𝑐 = 0,15 50 kg 9,8 m/s2 = 73,5 N.
ℳ𝑘 𝐺 = 0,245 𝛼 +
Aceleração angular: 𝛼 = −15,69 𝑟𝑎𝑑/𝑠2
Aceleração 𝑎𝐺: 𝑎𝐺 = 2,53 m/s2
⟶
+
↻ 𝑀𝐺 = ℳ𝑘 𝐺 73,5 0,1 − 200 0,06 = 0,245 𝛼
↺
A aceleração 𝑎𝐺 e a aceleração angular 𝛼 não estão mais relacionadas e devem ser calculadas separadamente.
+
→ 𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 200 N − 𝑓𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 50 𝑘𝑔 𝑎𝐺
Exemplo 8:
A roda de 25 kg mostrada na figura ao lado tem um raio de giração 𝑘𝐺 = 0,2 𝑚. Se um momento de binário de 50 N.m é aplicado à roda, conforme a figura, determine a aceleração do seu centro de massa G. Os coeficientes de atrito cinético e estático entre a roda e o plano em A são: 𝜇𝑒 = 0,3 e 𝜇𝑐 = 0,25, respectivamente.
Solução:
Diagrama de corpo livre
No diagrama de corpo livre mostrado abaixo vemos que o momento de binário de 50 N.m faz com que a roda tenha uma aceleração angular 𝜶 no sentido horário. Dessa forma, a aceleração do centro de massa, 𝒂𝐺, será para a direita.
O momento de inércia em relação ao centro de massa, 𝐼𝐺, é:
𝐼𝐺 = 𝑚𝑘𝐺2 = 25 kg 0,2 m 2 = 1 kg. m2
Equações de movimento: +
→ 𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥 +↑ 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦
+
Assumindo a hipótese de que a roda gira sem deslizar, temos também que:
𝑎𝐺 = 𝑟𝐴𝛼 = 0,4 m 𝛼
+
→ 𝐹𝑥 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑥
+
↻ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼
𝐹𝐴 = 25 kg 𝑎𝐺 𝐹𝐴 = 25 kg 0,4 m 𝛼
+↑ 𝐹𝑦 = 𝑚 𝑎𝐺 𝑦 𝑁𝐴 − 25 kg 9,81 m/s2 = 0 𝑁
𝐴 = 245 N
50 N. m − 0,4 m 𝐹𝐴 = 1 kg. m2 𝛼
𝐹𝐴 = 25 kg 0,4 m 𝛼
Substituindo na equação dos momentos, temos:
50 N. m − 0,4 m 25 kg 0,4 m α = 1 kg. m2 α
50 N. m = 4 kg. m2 α + 1 kg. m2 α
𝛼 = 50 N. m
5 kg. m2 = 10 rad/s
2
𝛼 = 10 rad/s2 ↻ 𝑎𝐺 = 4 m/s2 →
A solução obtida exige que não ocorra deslizamento, ou seja, 𝐹𝐴 ≤ 𝜇𝑒𝑁𝐴.
Mas vimos que 𝐹𝐴 = 100 𝑁 e esse valor é maior que 𝜇𝑒𝑁𝐴 = 73,6 𝑁.
𝜇𝑒𝑁𝐴 = 0,3 25 𝑘𝑔 9,81 𝑚/𝑠2 = 73,6 𝑁.
Temos
Portanto a roda desliza enquanto gira.
Deslizamento:
Neste caso, a equação 𝑎𝐺 = 𝑟𝐴𝛼 não é válida.
𝐹𝐴 = 0,25 25 𝑘𝑔 9,81 𝑚/𝑠2 = 61,3 𝑁. Como ocorre deslizamento, 𝐹𝐴 = 𝜇𝑐𝑁𝐴
𝐹𝐴 = 61,3 𝑁
+
↻ 𝑀𝐺 = 𝐼𝐺𝛼 50 𝑁. 𝑚 − 0,4 𝑚 61,3 𝑁 = 1 𝑘𝑔. 𝑚2 𝛼
𝛼 = 25,48 𝑁. 𝑚
1 𝑘𝑔. 𝑚2 ≈ 25,5 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2
𝛼 = 25,5 𝑟𝑎𝑑/𝑠2 ↻