TítuloEducação ambiental no ensino superior: reflexões e ações para a educação escolar
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(2) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. sustainability, local and global, favoring planetary life. To that purpose, participative methodologies communities in their endeavour of mobilizing teachers, pupils, workgroups, directors, functionaries and puplis’ families. Palavras chave Educação Ambiental; Pós-Graduação. Key-words Environmental Education; Postgraduation.. Introdução “A dimensão am-. -. biental da educação escolar” ofertada a. -. estudantes de cursos de mestrado e dou-. borar referenciais teórico-metodológicos. -. gais entre docentes e pós-graduandos,. -. -. dos discentes e dos resultados dos trabamundo e no Brasil e entendimento de meio. 1372. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(3) Educação ambiental no ensino superior.... de uma alteração em grande escala dos a partir de três pressupostos básicos, que. ecossistemas do planeta [...] pela magnitude da [sua] capacidade para alterar o entorno [...]”. -. constituindo o objeto de estudo da temá-. -. ria, implicando uso inconsequente dos bens naturais, inicialmente pelo desco-a com poderes de entes superiores e, por lógicas acumuladas e resultando nos. -. dos bens naturais, pelos instrumentos de -. quais os efeitos consequentes no meio. sencadear interferências locais nos ecos-. -. pécies animais, principalmente os grandes. disciplina. tor, o incêndio das matas era para aterrori-. mento ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 1373.
(4) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. -. -. nos não eram tantos–, mas pelo fato dos animais não terem conseguido adaptar-se a água, o ar, o fogo, a terra, o átomo, a -. -. -. monia e unidade, ou seja, como um todo. -. -. -. de cidades, canais e aquedutos, geran-. -. do problemas decorrentes do desmataalém da linguagem cotidiana e uma pri-. “[...] relação do homem e da natureza [...]” “[...] re-. -. pensar a nossa identidade enquanto hu-. -. manos e de nosso lugar no universo.”. sopotâmia foram abandonadas por falta de alimentos, além do desaparecimento. -. 1374. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(5) Educação ambiental no ensino superior.... de territórios e o crescimento das cidades ria da potência de Aristóteles e, sob esse. -. -. dos solos, especialmente, pelo emprego -. -. nessa fase pós-socrática a ênfase sobre o racionalidade teórico-prática diferencial -. Aristóteles para a discussão de uma éti“[...] parte do pressuposto de uma livre criação de Deus no tempo [...] nada acontece fora da vontade de Deus -. ou de sua permissão. Por isso, todo ser. -. é criado por Deus do nada e é, por isso, essencialmente bom.”. “Deus se rege por razões [...]”. De acordo com São Tomás de. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. ,. 1375.
(6) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. “[...] mas razão e entendimento, premeditação divina.”. -. um fato com sentido – uma ordem racional dida por qualquer sujeito racional, pois,. as questões do meio ambiente, passou a. “[...] qualquer obra da natureza é efeito de uma substância intelectual.” Antiguidade, na retomada da busca pelos. dualismo personalista, em torno do ideal -. “[...] que. (Leonardo da e. Deus dera aos seres humanos o direito de explorar as plantas, os animais e o mun-. -. Dante. , -. do inteiro para seu benefício [...] como melhor lhes aprouver.” Na ciência e técnica, destacando-se a tenismo, como. (escritor ju-. ASSIS, no sentido de “[...] os administradores da criação de Deus, com tarefa de cuidar do mundo em que. “[...] a própria autonomia ontológica do ho-. viviam.”. mem e do mundo.” racionalismo epistemológico, questiona o. 1376. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(7) Educação ambiental no ensino superior.... -. -. atomismo grego (Leucipo de que defendia outro sistema de saber, dife-. -. rente tanto do teológico quanto do meta-. premissas básicas: “a do racionalismo, poder da razão humana como único instru-. mecanicista de mundo, dado os sucessos. mento do saber verdadeiro, e a do natura-. técnicos das máquinas de modo geral (im-. esgota a realidade, devendo conter em si mesma sua própria explicação.” , era fundamental co-. máquina – “[...] as suas mudanças e processos são produzidos e dirigidos não por. naturais, mediante registro e controle em. aumenta e causa o desaparecimento de -. mundo europeu, mas nos territórios gra-. Assim, a ciência renascentista enfoca uma -. mente com. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. em seu Discurso. 1377.
(8) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. metodicamente as qualidades sensoriais. epistemológica criou “[...] áreas de silêncio na educação moderna [...], na relação entre. -. seres humanos e natureza; qualquer projeto de “ética ambiental” ou “educação ambiental”. -. -. -. -. -. naturais no progressismo europeu–instau-. e mundo-matéria. -. 1. orgânicos e, os animais, entendidos como. -. -. -. -. das cidades (rios, lagos, ar e problemas de. relacionada ao âmbito das quantidades mensu-. -. 1378. formando uma classe operária pobre e. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(9) Educação ambiental no ensino superior.... -. -. -. tros seres, não sendo, portanto, o centro. -. mento em busca da felicidade, enquanto. -. ótica, -. como promotora da liberdade e da felici-. defensor de uma ética de totalidade em “[...] é o ser fundante de todos os seres, é a substância que existe no interior de todos eles. [...] Daí [...] que todos. -. os seres estão intimamente interligados,. -. embora cada um mantenha sua dignidade. -. de realidade singular na plenitude de sua -. “[...] revolucionando o modo. NOSA propõe: “[...] em lugar da conquista. de compreender o homem e as bases da. da natureza pelo homem, a libertação de. educação.”. nos maltratando e, nesse sentido,. -. ambos.” uma reforma moral e intelectual da socieAssim,. , combateu o antropo-. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 1379.
(10) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. sentimento, em nos preferindo aos outros, a eles; o que é impossível.”. 2. sua existência, por defender uma religião. -. -. -. que o pecado original é a causa do mal na para a consciência ecológica, na medida em que “[...] a preservação da vida depende -. de mudarmos nossas relações com a natureza, conosco mesmos e com os outros. [...] uma razão educada pelos sentimentos. malefícios do egoísmo que, ao favorecer uma mentalidade exploradora, altera nossa -. relação com a natureza.”. -. Na realidade, tanto. quanto. podem ser considerados pre“Por esse caminho forma-se primeiro o homem,. manifesta num primeiro momento em me-. para depois, como cidadão, preocupar-se com as leis do mundo. [...] A liberdade mo-. moderna, especialmente sob o foco das. ral do cidadão depende da preparação do homem, pois este só pode dar-se às leis. -. sociais quando for dono de si, pelo domínio das paixões.”. -. do com. -. amor de si – por isso, a importância de nos -. “[...] porque tal. 1380. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(11) Educação ambiental no ensino superior.... of Species by Natural Selection foi tomado o termo ecologia, usado em -. -. concebendo “[...] a natureza como unida-. de complexa e dinâmica, auto-organizada em seu próprio movimento contraditório, se distanciando das abordagens que a de-. uma compreensão dicotômica (de um lado -. ser humano, de outro natureza).”. -. “[...] o concreto é. -. a síntese de múltiplas determinações, a pelas classes sociais não diretamente en-. unidade do diverso. Assim, [. ] pensa. o ser humano em sua peculiaridade (atividade transformadora da natureza na história, gerando cultura), na qual a relação “eu. 3. , incorporando. mundo” se dá por mediações criadas na vida em sociedade.” -. -. -. On the Origin aspectos, resultantes da cisão sociedade-. -. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 1381.
(12) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. -. mite e Sequoia. -. -. dar comportamentos, atitudes, aspectos Aldo pensar em transformar o conjunto das rela-. -. entre outros: o primeiro criticou a ciais e defendia a “[...] existência de um Ser Universal, transcendente no interior da Na-. -. tureza”. Man and Nature or Physical Geography as -. -. “[...] o lugar da descoberta da alma humana, do imaginário do paraíso perdido, da inocência infantil, do refúgio e da intimidade, da beleza e do sublime [...]” bientalistas a partir dos meados deste sé-. pelo controle da tecnologia, o que exigia ,. Parque Nacional de Yellowstone. -. ocupado a não ser como área de recrea-. -. -. ideias foram precursoras do que atualmen, outro teórico preser-. Yose-. 1382. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(13) Educação ambiental no ensino superior.... isso, “[...] o homem não poderia ter direi-. metade do século XX, como o Sierra Club,. tos superiores aos animais [...]”. a National Audubon Society, a Wilderness Society e o National Trust, -. -. DA-. vestigadores da Natureza, a Féderation Française de Protection de la Nature e a. , formado em. U da Natureza. de parques nacionais e professor da Uni-. -. gem entre si e com o meio e, nesse sentido, exarou frases célebres, como: “Toda. acontecia a Primeira Conferência Brasileira de Proteção à Natureza. indivíduo é membro de uma”. Conferência sobre a Proteção da NatureParda Serra dos Órgãos. za,. Pri-. ,. meira Conferência das Nações Unidas so-. -. bre os Problemas do Meio Ambiente, em. de, os parques: Floresta de Araripe-Apoti Parque Nacional de Aparados da Serra, Araguaia. Emas, de To-. cantins, do Xingu, das. -. , de. São Joaquim. -. Aspectos históricos da Educação Ambiental. mundo, emerge nesse contexto de preo-. -. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. Nos meados do século XX, amplia-se a. 1383.
(14) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. -. -. biente, abrangia a importância da protedestruidoras, assim como um alerta sobre -. repercussão destacam-se: aumento e par-. -. -. -. -. ciais e documentos (Primavera Silenciosa,. tes, superando a teoria clássica do mundo. Journal of EE, Limites do Crescimento,. -. sólidas isoladas: os elementos e procestotalidades-partes, nas dimensões micro e macro, relacionam-se e complementam-se numa dinâmica não-linear e sinergé-. Todos esses antecedentes, entre outros,. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano, a e programas relacionados ao meio am-. -. sentido do crescimento econômico resfoco e publicidade a complexidade e gra-. 1384. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(15) Educação ambiental no ensino superior.... PrimeiEducação Ambiental crise ambiental no mundo e, por isso, a. -. -. Conferência de. -. Ambientalismo, sustentado por um pro-. -. Estocolmo ciar o meio ambiente mediante a compree alimentado por encontros sistemáticos. ensão da complexidade de seus proble-. de âmbito internacional, regional e na-. com as necessidades dos meios local, dial, o. temas ambientais pelas diferentes disci-. em -. ternacional de Educação Ambiental e elaborada a Carta de Belgrado, focan-. de ambiente global (meio natural e criado -. de responsabilidade para com o meio am-. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. -. 1385.
(16) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. Agenda 21,. -. -. -. (Nosso Fu-. ocorre o Fórum Glo-. base o turo Comum. bal da Sociedade sobre Meio Ambiente e -. Desenvolvimento, -. crescimento econômico com equidade. resultando em tratados e pareceres sobre. Confebem como estabelecendo compromissos Pública para a Sustentabilidade. Tra-. -. tado de Educação Ambiental para SocieGlobal, Conferên-. -. -. -. tários articulados a problemáticas econô-. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. -. dentre os documentos resultantes desse. 1386. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(17) Educação ambiental no ensino superior.... com temáticas diferenciadas na perspecti-consumo na gestão de recursos naturais, -. -. os Fóruns Nacionais de EA. ximas décadas, a partir dos temas princi-. -. tar, água e saneamento, energia, turismo,. leira de EA Conferência Nacional de EA. -. -. -. Primeira Teleconferência de EA. enquanto direito de todos e para o desen-. de EA,. Simpósios. Sul Brasileiro de EA Colóquios de Pesquisadores em Educação Ambiental. -. mais direta com o Brasil, que são os Condesde. -. 1992, num total de sete congressos, reali-. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 1387.
(18) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. -. -. Conferências Nacionais de Meio pelo Meio Ama partir da compreensão do ambiente naParâmetros Curriculares Nacionais -. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental tico-pedagógica transformadora, emanci-. para a cidadania compreende a dimensão -. Nacional de Meio Ambiente, estabelecen-. conceitual, tendo como base, a partir do. conceitos relacionados com a complexidade e sustentabilidade socioambiental, -. 1388. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(19) Educação ambiental no ensino superior.... desconsiderar a utopia, mas sem perder e as dinâmicas de sustentabilidade (inte-. Esta, nuestra. -. medio ambiente.. sente a realidade cotidiana do aluno no. ecológico.. -. os resultados de uma experiência forma-. -. Nesta análise foram consideradas as ca-. O mito moderno da natureza intocada. -. e metodológicas que fundamentaram a. perspectivas.. -. -. ção ambiental.. Pensar o -. Bra-. -. -. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. ção ambiental.. Pensar o -. 1389.
(20) SÔNIA MARIA MARCHIORATO CARNEIRO. E. MARÍLIA ANDRADE TORALES CAMPOS. Uma história verde do. Humanidade e meio am-. mundo. Teopisto. O homem e o mundo na-. tural. -. -. educação ambiental. Bra-. 1390. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
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