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AREA III

Literatura

III

3er. Semestre

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LITERATURA I I I .

Coordinadoras:

Celina Leal de Rodríguez. Diana A. Guerra de Muzza.

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Coordinadoras:

Celina Leal de Rodríguez. Diana A. Guerra de Muzza.

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FONDO UNIVERsiTAfiic

i - - I T - e^ çj" .

Í N D I C E DE CONTENIDO.

PAG.

INTRODUCCION.

CAP.

I ROMANTICISMO. x

Concepto. Representantes. Ideas, temas y carac t e r í s t i c a s . Procedencia. Condiciones propicias para su desarrollo en América. Géneros en los -que encontró su mejor expresión.

Lectura: "Rosa", cuento de José Victorino Las-t a r r i a .

I I REALISMO 1 5

Localización. Representantes. Ideas, temas, características y personajes. Contraposición -con el romanticismo. Figura máxima. Género pre-f e r i d o .

Lectura: "San Antoñito", cuento de Tomás C a -r -r a s q u i l l a .

I I I COSTUMBRISMO. 35

Definición. Denominación genérica. Jerarquía frente a otros ismos. Origen. Evolución actual. Representantes.

Lectura: "El sueño del pobre y del r i c o " , ^ n & o i l f e l de Gregorio Torres Quintero.

-y

IV NATURALISMO. "" n

Concepto. Géneros afectados. Creador de este mo vimiento. Ideas, descripciones, técnica y temas. Representantes. Comparación con el realismo. Fi

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C A P .

D ' H a W . ^ e n t o de Augusto

V MODERNISMO.

o b r a s f6 'a ^

V I C R I O L L I S M O .

dos por los cn-oíí?s¿as P ' r 6 l a t°S C u l t l'v5

-Lectura: "El malo", cuento de Enrique Gil G i l b e r t .

V I I COSMOPOLITISMO.

escritor cosmopolita res cosmo o a s • c a n n aCíe rd rl C?S d e l o s a u t o"

:epresentaPnte. " i . S S ^ . ^ S i T o T

Lectura: "La l l u v i a " , cuento de Arturo Uslar

-« I I NEORREALISMO.

e s t i l ó Tn í "C? ' PrS°n a J e s- características y neorreál ismo * °t r°S 1 S m°S - c h a z a

d ^ E n r i q u e ' c o n g r a i n ^ M a r t f n .9' C l e l° " '

R E F E R E N C I A B I B L I O G R A F I C A .

INDICE DE UNIDADES.

PAG.

UNIDAD I I . V I I

UNIDAD IV. XI

UNIDAD V I . XV

UNIDAD V I I I . XIX

UNIDAD X. XXIII

UNIDAD X I I . XXVII

UNIDAD XIV. XXXI

UNIDAD XV. XXXV

NOTA:

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INTRODUCCION.

La palabra "ismo" es un a f i j o que se emplea l i t e r a r i a -mente para derivar vocablos que indican: escuela, tendencia, manera, no sólo en lo r e l a t i v o a l a l i t e r a t u r a , sino a cual-quier d i s c i p l i n a * a r t í s t i c a .

Un "ismo" ha desplazado a otro buscando,en todo tiempo, algo mejor a lo inmediatamente a n t e r i o r , unas veces lo ha 1<d grado, otras no. Pero lo importante es saber qué ha provocado ese cambio, qué relación existe entre los diferentes "ismos", cuáles son sus semejanzas y cuáles sus d i f e r e n c i a s .

En el mundo de l a l i t e r a t u r a siempre hay algo nuevo por descubrir.

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3er. SEMESTRE. AREA I I I . UNIDAD I I .

ROMANTICISMO.

INTRODUCCION:

El romanticismo surge como una c o r r i e n t e l i t e r a r i a radi-cal que presenta una mezcla extensa de variados recursos que el e s c r i t o r aprovecha para su creación.

En esta unidad estudiaremos sus c a r a c t e r í s t i c a s y t r a t a -remos de observarlas en un cuento plenamente romántico: "Ro-sa", de José V i c t o r i n o L a s t a r r i a .

ORTIVOS:

1 . - Mencionar los medios que u t i l i z ó el romanticismo.

2 . - Enunciar el por qué del nacimiento del romanticismo.

' 3 . - D e f i n i r l o que era el arte para los clásicos y para los románticos.

4 . r Enumerar e s c r i t o r e s que destacan en este ismo l i t e r a r i o .

. - D e f i n i r el romanticismo.

6 . - Enunciar las condiciones que propiciaron el d e s a r r o l l o del romanticismo en América.

' 7 M e n c i o n a r los cuatro temas a los que se l i m i t a r o n los ro-mánticos en sus obras.

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9 . - Mencionar cómo se considera al romanticismo, además de ser un impulso a r t í s t i c o .

10.- Explicar las c a r a c t e r í s t i c a s del cuento "Rosa" y los elementos del romanticismo que se encuentran en é l .

PROCEDIMIENTO:

Estudia el material que incluímos a continuación y anal za el cuento que se l o c a l i z a después del c u e s t i o n a r i o .

ACTIVIDADES:

1 . Contesta el cuestionario que corresponde a este c a p í t u

-2 . - Lee y observa en el cuento: "Rosa", de José V i c t o r i n o L a s t a r r i a :

i - ^ ) Argumento. . j

t b) Tema. ' ^

Estructura ( d i v i s i o n e s ) . c U / ;

^ d) Personajes (aspecto f í s i c o y rasgos de c a r á c t e r ) ,

e) Forma (lenguaje, manera en que está e s c r i t o ) .

r) Contenido ( i d e a s ) .

_ ;g) Caracteres románticos.

Haz, por e s c r i t o , un comentario sobre estos puntos, i n -cluyendo t u opinión personal.

Estas dos actividades son el r e q u i s i t o para presentar l a evaluación.

RITMO DE TRABAJO:

l e r . d í a . - Objetivos 1 al 9.

2o. d í a . - Actividad 1.

3er. d í a . - Objetivo 10; a c t i v i d a d 2

4o. d í a . - Repaso general.

NOTA:

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I . ROMANTICISMO.

/mo una di . le las la más r a d i c a l

romanticismo es uTtTmä?

considerado, por muchos Edad de

revoluciones de la

todas. Los medios que u t i l i z ó mo fueron: la contemplación de l a naturaleza;

íntimas; de la vida n a t u r a l . El regusto de l a tiana y caballeresca; el fervoroso c u l t o al

c r í t i c o s Quizá el romanticis^ de las d e l i c i a s

Edad Media cris^ Yo. La sugestión emotiva. A lo extranjero opuso l o nacional ( l o propio con-t r a l o e x con-t r a ñ o ) ; a l o pagano y m i con-t o l ó g i c o , l o c r i s con-t i a n o y l o h i s t ó r i c o ; a l o heróico i n v e r o s í m i l , l o caballeresco i d e a l ; a l o épico o b j e t i v o , lo s u b j e t i v o l í r i c o ; a la i m i t a c i ó n de l o s textos antiguos, la copia de la r e a l i d a d circundante; a la ley r e t ó r i c a , la emoción desnuda; a* la razón, l a f a n t a s í a , la pasión. El gusto por l o imprevisto y sentimental.

En p r i n c i p i o , el romanticismo se excedió de s í , fue más a l l á de sus posibilidades y de sus intenciones. Cometió dema-sías. Por i r contra l a frase pulida y r e d i c h a , cayó a la vez en el n ^ j j e s a f o i ^ menos que n a c i o n a l , casi l o c a l j@La p r i n c i p é T P d i f i c u l t a d del romanticismo no e s t r i b a 1

p r e c i s i ó n , sino en l a m u l t i t u d de deflnijcioaes-^ue sej de é p ^ Pero afortunadamente en pocos años el

roman-encontró a sí mismo, se d e f i n i ó y atacó, con técni ^ ¿ropia, sus pr i nc i p i os^/ET~~römä

!l__objetlvismo cíeJ-a_fpocfl.ifSegun ios c l á s i c o s , a r t e

l bei 1 eza; Apárenlos r omá n t i c o s , a r t e = expresión. 4 v

Destacan en este ismo l i t e r a r i o ^ e s c r i t o r e s como: Goethe, los Schlegel, Larra, Espronceda, López S o l e r , García de

Manuel Payno.

En América encontró ___ ste movimiento puede d e f i ni rse como

inconformidad e inadaptabilidad aue se modos: rebeldía y r e t i r o . f \

el romantici smo t i erra jjropic i a. uña—actitud d ^ manifiesta dj

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cismo surgió al p r i n c i p i o , con los poetas, como una protesta contra los efectos de la Revolución I n d u s t r i a l . En Francia,

la restauración de la monarquía después de Waterloo•abatió' el e s p í r i t u de los jóvenes i n t e l e c t u a l e s entusiasmados con

los ideales de la Revolución Francesa y con la g l o r i a m i l i -t a r de Napoleón.

Además de estos hechos, el romanticismo constituyó una reacción l i t e r a r i a contra el neo-clasicisnio, reacción que se manifestaba ya en la primera mitad del s i g l o X V I I I . Añádase el impulso de l a melancolía germánica y ya estaba l i s t o para i n v a d i r a América. Aunque no se puede negar la procedencia europea del romanticismo, hay que reconocer las c o n d i c i o n e n , P i ^ £ l c i a s d e l s u e l o a ^ r i ^ j i o ^ ^ t a s guerras de "independencia?

- j f e í L X j a ^ íbeftacTr las grandes haza-ñas m i l i t a r ^ s T n o s a l t i b a j o s en las fortunas de las guerras; la p a r t i c i p a c i ó n del plebeyo en algunos países; y las condi-ciones anárquicas. Una vez ganada la v i c t o r i a f i n a l sobre España, los caciques adoptaron el romanticismo como una ma-nera de v i v i r y s i g u i ó un período anárquico de unos cincuen-ta anos, durante el cual los i n t e l e c t u a l e s l i t e r a r i o s o man-t u v i e r o n una lucha exalman-tada conman-tra los man-t i r a n o s ; o buscaron en la l i t e r a t u r a las bases para fundar una c u l t u r a nacional; o sencillamente se desentendieron por completo de la barba-r i e que asolaba a su p a t barba-r i a .

sus obras, los románticos se 1 imitaron a c u a t r o j ^ - . 'ebeTées-^esamn laron el tema pol í t i c o - l i b e r á í T 1a

/ ( ra l a t i r a n í a . Los desilusionados se r e t i r a r o n del

.(mundo agitado c u l t i v a n d o j g m a s e x ó t i c o ^ ET^éxotfsmó geógrá T i c ó ^ t r a t ó al i n d i o americaño^omü-aT'^noble s a l v a j e " que se. imaginaban los europeos; el exotismo h i s t ó r i c o c o n v i r t i ó el medievo de los autores eurftpeos, en la época c o l o n i a l de Amé_ r i c a ; y el exotismo sentimental produjo amores imposibles.

En Europa, el romanticismo encontró su mejor expresión^

e n Último, en l a novelal

cuento todavía no se reconocía como~üTi género independie^ t e de a l t o s valores l i t e r a r i o s . En América, pasó l o mismo, a excepción del t e a t r o , que no se d e s a r r o l l ó por f a l t a de grandes centros urbanos, y de la novela que andaba en sus i n i c i o s . Así es que, el cuento y l a novela comienzan juntos

t

su t r a y e c t o r i a , l o cual e x p l i c a , en p a r t e , l a confusión que aparece de vez en cuando entre los dos géneros,

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CUESTIONARIO:

1 ¿Cfimo es considerado el romanticismo por muchos c r f t i

2 . ¿Cuáles fueron los medios u t i l i z a d o s por el r o m a n t i c i s

-3

- a ^ s s í s s ?os

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nticos

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en

4 . - ¿Qué e s c r i t o r e s destacan en este ismo?

5 . - ¿Cómo puede d e f i n i r s e e l romanticismo?

6 . - ¿Qué procedencia t i e n e el romanticismo?

c ? s t l n « H c a ?P r 0 P l C l a r 0 n 6 1 d e S a r r°1 1 0 d e l

8 . - ¿Qué temas desarrollaron los .románticos, en sus obras?

9 " SrUerx°p Presiónn?U é 9 é n e r° e l ~ « c 1 » su

1 0" ~ "fertomena 1 " ?r 0 m a n t l*0 1 s m o de un impulso a r t í s t i c o

" ROSA »

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EPISODIO HISTORICO.

I

El 11 de febrero de 1817 l a población de Santiago estaba dominada de un estupor espantoso. La angustia i l a esperanza, que por tantos dias habian a j i t a d o los corazones, convertían-se entónces en una especie de mortal abatimiento que convertían-se retra^ taba en todos los semblantes. El e j é r c i t o independiente acaba^ ba de descolgarse de los nevados Andes i amenazaba de muerte al ominoso poder español: de su t r i u n f o pendia l a l i b e r t a d , l a ventura de muchos, i l a ruina de los que, por tanto tiempo, se habian señoreado en el p a i s ; pero n i unos ni otros se a t r e v i a n a descubrir sus temores, porque solo el i n d i c a r l o s podria ha-berles sido funesto.

La noche era t r i s t e : un c a l o r sofocante oprimia l a atmós^ f e r a , el c i e l o estaba cubierto de negros i espesos nubarrones que a trechos dejaban entrever t a l cual e s t r e l l a empañada por los vapores que vagaban por el a i r e . Un profundo s i l e n c i o que ponia espanto en el corazon i que de vez en cuando era i n t e rrumpido por lejanos i t é t r i c o s l a d r i d o s , anunciaba que era -jeneral l a consternación. La noche en f i n , era una de aque-l aque-l a s en que eaque-l aaque-lma se oprime s i n saber por qué, aque-l e f a aque-l t a un p o r v e n i r , una esperanza; todas las i l u s i o n e s ceden: no hai -amigos, no hai amores, porque el escepticismo viene a secarlo todo con su duda c r u e l ; no hai recuerdos, no hai imájenes,

-porque el alma entera está absorta en el presente, en esa rea^ l i d a d pesada, desconsolante con que sañuda l a naturaleza nos impone s i l e n c i o i nos e n t r i s t e c e . Temblamos s i n saber l o que hacemos, el zumbido de un insecto, el vuelo de una ave noctu£ na nos h i e l a de pavor i parecen presajiarnos ün no sé qué de s i n i e s t r o , de h o r r i b l e . . .

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apo-yado en la muralla i otras moviéndose lentamente, semejaba es t a r en acecho.

-n „ i ta! ! /e p e!t e?i e r e e l a i r e e l melodioso preludio de una

g u i t a r r a , pulsada como con miedo, i luego una voz v a r o n i l , -Quice i apagada deja entender estos acentos:

¿Qu¿ e¿ de tu ¿e, quí ¿e ha hacho

El amor que me juAaAte, ftoóa bella,

ACOAO aLímta tu pecho

Otsw amor l ya olvidante. MI querella?

¿No izcudAdaA, Unda Rota,

Que. al ¿epararte juraba*, So ¿tozando,

Ama/une. ¿¿empre., ¿ donosa Con un abrazo ¿eZtabaA Tu adió6 blando?

Como entonce* te amo ahora, Polque en mi pa*ada au*enc¿a,

A mi lado,

Te tonaba encantador,

Compartiendo la Inclemencia Ve mí hado.

Torna, pue¿, a tía, amone* No de*e.che* mí quebranto.

¡Que. mwUeAa,

$¿ ultrajara* mió dolores, S¿ de*deñara* mi ltanto!

¡Hechicera... í

Pone f i n a las endechas un l i j e r o ruido en los balcones 1 un suave murmullo que, al parecer, decía:

— i C á r l o s , Cárlosí ¿Eres tú?

—Si, Rosa mia, yo que vuelvo a v e r t e , a unirme a t í para siempre!

— ¡Para siempre! ¿NÓ es una i l u s i ó n ?

—No: hoi que vuelvo trayendo l a l i b e r t a d para mi p a t r i a i un corazon para t í , alma mia, tu padre se apiadará de noso-t r o s : yo l e s e r v i r é de apoyo para annoso-te el gobierno independien t e , i él me considerará como un marido digno de su h i j a . . .

—¡Ahi no te engañes, Cárlos, que t u engaño es c r u e l ! Mi padre es pertinaz; te aborrece porque defiendes la indepen dencia, tus t r i u n f o s l e desesperan de r a b i a : . .

—Yo l e venceré, si tú me amas; prométeme f i d e l i d a d , i podré r e d u c i r l e . . .

—¡Espera un i n s t a n t e , que en ese s i t i o estás en p e l i g r o !

El diálogo cesó. Despues de un t a r d í o s i l e n c i o , se ve en t r a r al caballero del manto por una puerta escusada del edifT" c i ó , l a cual tras él volvió a cerrarse.

Pero l a c a l l e no queda sin movimiento; a poco rato se vis lumbra un embozado que sale con t i e n t o de la casa, desaparece" veloz, i luego vuelve con fuerza armada, i ocupa las avenidas del e d i f i c i o : voces confusas de alarma, de s ú p l i c a , ruido de armas, varios pistoletazos en lo i n t e r i o r , turban por algunos momentos el s i l e n c i o de l a ciudad.

Una brisa fresca del sur habia despejado l a atmósfera, las e s t r e l l a s b r i l l a b a n en todo su esplendor i l a luna apare-cía coronando las empinadas cumbres de los Andes; su luz amor tiguada i r o j i z a , contrastaba con l a oscura sombra de las moñ tañas i les daba apariencias jigantescas i s i n i e s t r a s .

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A l a una del dia doce, estaba sentado a l a mesa con t o -da su f a m i l i a el marques de A v i l e s . Uno de los empleados del gobierno real acaba de l l e g a r .

—¿Qué nos dice de nuevo el señor Asesor? pregunta el marques.

—Nada de bueno: los insurgentes trepaban esta mañana a las s i e t e l a cuesta de Chacabuco: nuestro e j é r c i t o los espe-ra de este lado, i en este momento se está decidiendo l a suer t e del r e i n o , señor marques. Entre t a n t o , ¿V. S. no ha leido

la GaceXa ddt Re¿?

—No, l é a l a usted i veamos.

—Trae la.misma n o t i c i a que acaba de dar a V. S. i este párrafo importante.

El Asesor l e e :

"Anoche ha sido aprehendido, en una casa respetable de esta ciudad, el coronel i n s u r j e n t e Cárlos del Rio. Se sabe -de p o s i t i v o que este facineroso ha sido el vencedor -de nues-tras avanzadas en l a c o r d i l l e r a ; i que juzgando el insolente San Martin que podia sacar gran ventaja de l a audacia i saga^ cidad de este o f i c i a l l e ha mandado a Santiago con el objeto de ponerse de concierto con los traidores que se ocultan en esta ciudad. Pero l a providencia d i v i n a , que proteje l a cau-sa del Rei, nuestro señor, puso en manos del gobierno el h i l o de esta trama i n f e r n a l , i uno de los mejores servidores de S. M. entregó anoche al i n s u r j e n t e , el cual se había a t r e v i -do a v i o l a r el a s i l o de aquel' señor con un objeto bien sac r i l e g o . S. M. premiará a su debido tiempo tan importante -s e r v i c i o , i el t r a i d o r e-spiará ho1 mi-smo -su crimen en un pa-t í b u l o , a donde l e seguirán sus c ó m p l i c e s . . . "

Aquí llegaba l a l e c t u r a del Asesor, cuando Rosa, que es taba al lado de su padre el marques, cae desmayada, lanzando un g r i t o de d o l o r . Todos se alarman, l a marquesa da voces,

-• -• ¡ ¡ ^ -• -• -• M l

el Asesor se turba, unos corren, otros l l e g a n ; solo el marques permanecía impasible, i diciendo al Asesor:

—No se f i j e usted en esta l o c a , yo he sido quien ha pre£ tado al Rei ese s e r v i c i o , yo hice aprehender aquí, en mi casa, a ese i n s u r j e n t e que me t r a i a inquieta a Rosa de mucho tiempo a t r a s ; qué quiere usted ¡casi se c r i a r o n juntos'. La frecuer^ cia del t r a t o , ¿eh?... El muchacho se i n q u i e t ó , con los insur_ j e n t e s , yo l e a r r o j é de mi presencia i hoi ha vuelto a hacer de las suyas!

Despues de algunos momentos, merced a los a u s i l i o s de -la marquesa, Rosa vuelve en s í : sus hermosos ojos humedecidos, su c o l o r enrojecido, sus labios trémulos, su cabellera desa-rreglada, sus vestidos a l t e r a d o s , todo r e t r a t a el dolor acerbo que desgarra su corazon: es un ánj"el que pide compasion i que solo obtiene por respuesta una sonrisa f r i a , s a t á n i c a ! . . .

—iPadre mió, dice a r r o d i l l a d a a los piés del marques, -yo j u r o no unirme jamas a Cárlos, pero que él v i v a ! . . . Un

so-l so-l o z o ahoga su voz.

—Que él muera, r e p l i c a el anciano friamente, porque es t r a i d o r a su Rei.

—¿No os he dado gusto, padre mió? ¿No me he s a c r i f i c a d o hasta ahora por respetaros? Me s a c r i f i c a r é más todavía, s i es posible, pero que él v i v a !

— i V i v i r á i será t u esposo, s i reniega de esa causa maldita de Dios que ha abrazado, s i vuelve a las f i l a s de su -R e i . . . El anciano se conmovió al decir estas palabras.

Rosa se levanta con una gravedad majestuosa, i como dudan do de lo que oye, f i j a en su padre una mirada profunda de do-l o r i de despecho, 1 concdo-luye excdo-lamando con acento f i r m e :

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Desapareció. Un movimiento de espanto, como el que pro-duce el rayo, a j i t ó a todos los c i r c u n s t a n t e s .

Las t i n i e b l a s de l a noche iban venciendo ya el crepuscu

l o , que hacia verlo todo i n c i e r t o i vago. ~

Había gran movimiento en el pueblo, el susto i el con-tento aparecian alternativamente en los semblantes, nadie sa be l o que h a i , todos preguntan, se i n q u i e t a n , corren, huyen! el t r o p e l de los caballos i la algazara de los soldados de l a guarnición l o ponen todo en alarma. La j e n t e se apiña en el p a l a c i o , el Presidente va a s a l i r , no se sabe de dónde: a l l í están el Marques, la Marquesa, el Asesor i otros muchos de los p r i n c i p a l e s .

Rosa aprovecha l a turbación j e n e r a l , sale de su casa disfrazada con un gran pañalón: oye vivas a l a p a t r i a , sabe luego que los independientes han t r i u n f a d o en Chacabuco, i corre a l a cárcel a salvar a su querido: l l e g a , ve todas las

puertas a b i e r t a s , no h a l l a guardias, todo está en s i l e n c i o , los calabozos d e s i e r t o s ; corre despavorida, llama a Cárlos, solo l e responde el eco de las ennegrecidas bóvedas. Penetra al f i n en un p a t i o : a l l í está Cárlos, el pecho cruelmente -desgarrado, l a cabeza i n c l i n a d a i atado por los brazos a un poste del c o r r e d o r . . . iUna hora ántes l e habian asesinado los cobardes s a t é l i t e s del Reii

Rosa toma entre sus manos aquella cabeza que conservaba todavía l a b e l l a expresión del alma noble, i n t e l i j e n t e , del b i z a r r o c o r o n e l ; quiere animarla con su a l i e n t o . . . se h i e l a de h o r r o r . . . v a c i l a i cae de r o d i l l a s . . . Una mano de f i e r r o l a levanta, era l a del Marques que con voz trémula i los -ojos l l o r o s o s l e dice:

— ¡Respeta l a voluntad de Dios'.

I I I

Era el 12 de febrero de 1818: el ruido de las campanas, las salvas de a r t i l l e r í a , las músicas del e j é r c i t o , los v i vas del pueblo que l l e n a las c a l l e s i plazas, todo anuncia

-que se está jurando la independencia de C h i l e !

¡La p a t r i a es l i b r e , g l o r i a a los héroes que en cien ba-t a l l a s ba-tremolaron v i c ba-t o r i o s o s el ba-t r i c o l o r ! Prez i honra eba-ter^ na a los que derramaron su sangre por l a l i b e r t a d i ventura -de C h i l e ! . . .

En el templo de las Capuchinas pasaba en ese i n s t a n t e otra escena bien diversa: las puertas estaban a b i e r t a s , los a l t a r e s iluminados, algunos sacerdotes celebrando; una que otra mujer piadosa oraba. Las monjas entonaban el o f i c i o de -d i f u n t o s , su lúgubre campana heria el a i r e con sones plañi-de- plañide-ros. En el centro del coro se d i v i s a b a , al través de los enre jados, un a t a ú d . . .

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fsi3.1 rI 5f ,25m9í 6 o^nfeUD ns t9d9b éup isnoraneí'

JE TRABAJO: . . « « t í « y » íb XX t»l$fi isb fiiub

3er. SEMESTRE. AREA I I I . UNIDAD IV.

REALISMO.

INTRODUCCION:

Un rasgo esencial del realismo es l a unión íntima que se crea entre el narrador y el l e c t o r .

¿Qué es el realismo? ¿Cómo y por qué se logra esta comuni cación? Lo veremos ahora.

OBJETIVOS:

1 . - Enumerar e s c r i t o r e s que destacan en este ismo l i t e r a r i o .

2 . - D e f i n i r el realismo.

Establecer a qué movimiento se opone el realismo.

Mencionar las c a r a c t e r í s t i c a s de este ismo en contraste con el romanticismo.

5 . - C i t a r a l a f i g u r a máxima de este movimiento.

^'6. Explicar cómo son el protagonista y demás personajes -r e a l i s t a s .

/ I . Explicar cómo se presenta el c o n f l i c t o en un r e l a t o -r e a l i s t a .

/ 8 . - Enunciar uno de los temas preferidos por los r e a l i s t a s .

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^ 1 0 . - Mencionar qué debe, en cuanto a temas, l a l i t e r a t u r a rra dura del s i g l o XX al realismo.

11.- Determinar en qué género se presentó casi con e x c l u s i v ^ / dad este ismo.

12.- Explicar las c a r a c t e r í s t i c a s del cuento: "San Antoñito" y los elementos del realismo que se encuentran en é l .

PROCEDIMIENTO:

Estudia el c a p í t u l o I I de este l i b r o . Lee y analiza el cuento que se l o c a l i z a después del c u e s t i o n a r i o .

ACTIVIDADES:

1 . - Responde el c u e s t i o n a r i o de este c a p í t u l o .

2 . Lee y observa en el cuento: "San A n t o ñ i t o " , de Tomás -C a r r a s q u i l l a :

a) Argumento.

b) Tema.

c) Estructura ( d i v i s i o n e s ) .

d) Personajes (aspecto f í s i c o y rasgos de c a r á c t e r ) .

e) Forma (lenguaje, manera en que está e s c r i t o ) .

f ) Contenido ( i d e a s ) .

g) Caracteres r e a l i s t a s .

Haz, por e s c r i t o , un comentario sobre estos puntos, i n cluyendo t u opinión personal.

Estas dos actividades son el r e q u i s i t o para presentar l a evaluación.

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RITMO DE TRABAJO:

l e r . d í a . - Objetivos 1 al 11.

2o. d í a . - Actividad 1.

3er. d í a . - Objetivo 12; a c t i v i d a d 2

4o. d í a . - Repaso general.

NOTA:

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I I . REALISMO.

Movimiento l i t e r a r i o y a r t í s t i c o del s i g l o XIX que t r i u n fó en Francia. Destacan en esta c o r r i e n t e l i t e r a r i a : Stendhal" Balzac, Pérez Galdós, Flaubert, Gautier.

¿Y qué es el realismo? Es el no para el s í . Lo negro con t r a lo blanco. El afan por cada día y por la consecuencia d e f d í a ; la palabra cruda y escueta; el " p a i s a j e " el "ambiente" para el r e t r a t o , el razonamiento tozudo y la corazonada conté nida; el deseo desnudo de convencionalismo; la acción s i n ce remonias. Lo que se masca, lo que se huele, l o que se toca, lo que se ve s i n telaraña en los o j o s . S í , el realismo es t o -do eso. Pero es algo más, que únicamente se descubre a los me nos espontáneos, a cuantos buscan las transformaciones l ó g i -cas y razonables, para estos el realismo "no deforma", sino que "conforma". Da igual importancia a l a fealdad que a la be l l e z a , a lo sucio que a lo l i m p i o . El realismo es el movimien^ to que acabó con el romanticismo.

A mediados del s i g l o XIX, el romanticismo todavía conser-vaba su v i g o r en Hispanoamérica; en cambio, en Europa ya ha- ~ bía sido s u s t i t u i d o por el realismo. Reaccionando contra el tono exaltado del romanticismo, el realismo se apegaba a la v e r o s i m i l i t u d . En vez de buscar temas e x ó t i c o s , el autor r e a l i s t a examinaba el mundo que l o rodeaba. Se interesaba en los problemas cotidianos de sus vecinos, los que generalmente pertenecían a la clase media. La f i g u r a máxima del realismo fue Honorato de Balzac, quien igual que sus c o r r e l i g i o n a r i o s , Dickens en I n g l a t e r r a , Pérez Galdós en España, quiso hacer un esbozo panorámico de l a nueva sociedad que iba surgiendo a raíz de l a Revolución I n d u s t r i a l y de l a Revolución Francesa.

(21)

ex-tremo llegó la predilección por los tipos caricaturescos que se convirtió en base de un género independiente, el a r t i c u l o de costumbres. El protagonista r e a l i s t a raras veces tiene complejidad psicológica. Casi nunca evoluciona dentro de la obra y toda su actuación refuerza el tipo que el autor quie re presentar, de manera que el c o n f l i c t o no se l i b r a d e n t r o -del personaje sino entre dos personajes, o más, que represen

tan distintos sectores de la población, ~

Uno de 1 os temas preferidos de los r e a l i s t a s hispanoame ricanos era la oposición de la bondad campestre a la malda? urbana. Aunque el desenlace podía no ser f e l i z , las descrip-ciones detalladas del medio ambiente, fuera el campo o la ciudad, creaban c i e r t a impresión p a s t o r i l .

Aunque el realismo se i n i c i a en Hispanoamérica a media-dos del siglo XIX, con Alberto Blest Gana, no llegó a su apo

geo hasta fines de ese s i g l o . ~

Cuentistas hispanoamericanos considerados como represe^ tantes de ese movimiento son: José López P o r t i l l o y Rojas, Tomás Carrasquilla, Manuel González Zeledón. A pesar de la amplia producción de cuentos r e a l i s t a s en Hispanoamérica, el género todavía no se define muy bien. Algunos cuentos rea-l i s t a s rea-lindan perea-ligrosamente con rea-la noverea-la corta9 en tanto que otros se asemejan mucho al a r t í c u l o de costumbres. De ta dos modos, el realismo, más que el romanticismo, el natura-lismo y el modernismo, despertó el interés en temas netament e americanos, que había de c o n s netament i netament u i r la base de la l i netament e r a -tura ya madura del siglo XX.

El movimiento r e a l i s t a se presentó casi exclusivamente en la prosa, rozando apenas la poesía.

CUESTIONARIO:

1 . - ¿En qué s i g l o se ub ca el realismo?

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2 . - ¿Qué e s c r i t o r e s destacan? ^ je/í¿ a -t

3 . - ¿A qué movimiento se contrapone el realismo?

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-4 . - ¿Qué c a r a c t e r í s t i c a s presenta este ismo?

5 . - ¿Cómo escogían y veían a sus personajes l o s r e a l i s t a s ?

6 . - ¿Qué caracteres presenta e l p r o t a g o n i s t a del realismo?

7 . - ¿Qué rasgos contraponen el realismo con el romanticismo?

8 . - ¿Quién fue l a f i g u r a máxima del realismo?

9 . - ¿Qué intentaban hacer los r e a l i s t a s en sus obras?

10.- ¿Cuál era uno de l o s temas p r e f e r i d o s de los r e a l i s t a s ? 11.- ¿Qué autores son considerados representantes de este

mo-vimiento?

(22)

íí/rm?

"SAN ANTOÑITO."

(23)

Aguedita Paz era una c r i a t u r a entregada a Dios y a su -santo s e r v i c i o . Monja fracasada por e s t a r ya pasadita de edad cuando l e v i n i e r o n los hervores monásticos, quiso hacer de su casa un simulacro de convento, en el sentido d e c o r a t i v o de l a palabra; de su vida algo como un apostolado, y t o d a , toda e l l a se d i o a los asuntos de i g l e s i a y s a c r i s t í a , a l a c o n -quista de almas, a l a mayor honra y g l o r i a de Dios, mucho a aconsejar a quien l o hubiese o no menester, ya que no t a n t o -a eso de socorrer pobres y v i s i t -a r enfermos.

De su c a s i t a para l a i g l e s i a y de l a i g l e s i a para su c a -s i t a -se l e iba un d í a , y o t r o , y o t r o , e n t r e ge-stione-s y. - san-tas i n t r i g u i l l a s de f á b r i c a , componendas de a l t a r e s , remónsan-tas y zurcidos de l a indumentaria e c l e s i á s t i c a , t o Á X z t t n de

sant o s , b a r r e r y exornar santodo paraje que se relacionase pon el -c u l t o .

En t a l e s devaneos y campañas l l e g ó a engranarse en í n t i -mas r e l a c i o n e s y compañerismos con Damiancito Rada, mocosuelo muy pobre, muy devoto y monaguillo mayor en procesiones y

ceremonias. En quien vino a c i f r a r l a buena señora un c a r i ñ o t i e r n o a l a vez que extravagante, harto r a r o por c i e r t o en gentes c é l i b e s y devotas. Damiancito era su brazo derecho y -su paño de l á g r i m a s ; él l a ayudaba en b a r r i d o s y sacudidas, en el l a v a t o r i o y l u s t r e de candelabros e i n c e n s a r i o s ; é l se p i n taba solo para manejar albas y doblar corporales y decaes t r a -pos e u c a r í s t i c o s ; a su cargo estaba el acarreo de f l o r e s , mus gos y f o r r a j e s para el a l t a r , y era primer ayudante y asesor" en los grandes días de r e p l i c a r r e c i o , cuando se d e r r e t í a por esos a l t a r e s mucha cera y esperma, y se colgaban por esos mu-ros y palamentas tantas coronas de f l o r e s , t a n t í s i m o s paramen tones de c o l o r i n e s .

Sobre tan buenas p a r t e s , era Damiancito sumamente rezan-dero y e d i f i c a n t e , comulgador i n s i g n e , a p l i c a d o como él solo dentro y fuera de l a escuela, de c a r á c t e r sumiso, dulzarrón y recatado; enemigo de l o s juegos estruendosos de l a c h i q u i l l e

(24)

embe-lecedores.

Prendas tan peregrinas como e d i f i c a n t e s , fueron podero-sas a que Aguedita, merced a sus videncias e inspiraciones, llegase a adivinar en Damián Rada no un c u r i t a de misa y o l l a , sino un doctor de la I g l e s i a , mitrado cuando menos, que en tiempos no muy lejanos había de r e f u l g i r cual astro de sabiduría y santidad para honra y s a n t i f i c a c i ó n de Dios.

Lo malo de la cosa era l a pobreza e i n f e l i c i d a d de los padres del predestinado y l a no mucha abundancia de su pro-t e c pro-t o r a . Mas no era e l l a para renunciar a pro-tan sublimes ideales: esa miseria era l a red con que e l Patas quería es-torbar el vuelo de aquella alma que había de remontarse se-rena, sese-rena, como una palomita, hasta su Dios; pues no, no l o g r a r í a el Patas sus i n t e n t o s . Y discurriendo, discurriera do cómo rompería l a diabólica maraña, diose a a d i e s t r a r a Damiancito en t e j i d o s de red y crochet; y tan i n t e l i g e n t e r e s u l t ó el d i s c í p u l o , que al cabo de pocos meses puso en c a n t a r i l l a un ropón con muchas ramazones y arabescos que eran un primor, labrado por las delicadas manos de Damián.

Catorce pesos, b i l l e t e sobre b i l l e t e , resultaron de l a invención.

Tras ésta vino o t r a , y luego l a t e r c e r a , las cuales l e produjeron obras de tres cóndores. Tales ganancias abriéroji l e a Aguedita tamaña a g a l l a . Fuese al cura y l e p i d i ó per-miso para hacer un bazar a beneficio de Damián. Concedióse l o el párraco, y armada de t a l concesión y de su mucha e l o -cuencia y seducciones, encontró apoyo en todo e l señorío del pueblo. El é x i t o fue un sueño que casi trastornó a l a buena señora, con ser que era muy cuerda: isesenta y tres pesos!

El p r e s t i g i o de t a l d i n e r a l ; l a fama de las virtudes de Damián, que ya por ese entonces llenaba los ámbitos de l a parroquia, l a fealdad casi ascética y decididamente ecle s i á s t i c a del beneficio formáronle aureola, especialmente eji t r e el mujerío y gentes piadosas. "El c u r i t a de Aguedita" llamábalo todo el mundo, y en mucho tiempo no se habló de

otra cosa que de sus v i r t u d e s , austeridades y penitencias. El c u r i t a ayunaba témporas y cuaresmas antes que su Santa Ma dre I g l e s i a se lo ordenase, pues apenas entraba por los quin ce; y no a s í , atracándose con el mediodía y comiendo cada ra t o , como se e s t i l a ogaño, sino con una frugalidad e m i n e n t e -mente franciscana, y se dieron veces en que el ayuno fuera al traspaso cerrado. El c u r i t a de Aguedita se iba por esas mangas en busca de soledades, para hablar con su Dios y echarle unos párrafos de TmútacÁ.6n da Cnü>to, obra que a

es-tas andanzas y aislamientos siempre llevaba consigo. Unas leñadoras contaban haberle v i s t o metido entre una barranca, a r r o d i l l a d o y compungido, dándose golpes de pecho con una ma

rio de moler. Quién aseguraba que en paraje muy remoto y umbrío había hecho una cruz de sauce y que en e l l a se c r u c i f i -caba horas enteras a cuero pelado, y nadie l o dudaba pues Damián volvía ojeroso, macilento", de los éxtasis y c r u c i f i -xiones. En f i n , que Damiancito vino a ser el santo de l a pa r r o q u i a , el pararrayos que l i b r a b a a tanta gente mala de co-leras d i v i n a s . A las señoras limosneras se les hizo preciso que su óbolo pasara por las manos de Damián, y todas a una le pedían que las metiese en parte en sus santas oraciones.

Y como el perfume de las virtudes y el o l o r de santidad siempre tuvieron tanta magia, Damián, con ser un bicho r a q u i t i c o , arrugado y enteco, aviejado y pal i ducho de r o s t r o , muy r o d i l 1 i junto y p a t i a b i e r t o , muy contraído de pecho y maletón, con una f i g u r i l l a que más parecía de f e t o que de muchacho, resultó hasta bonito e interesante. Ya no fue c u r i t a : fue "San A n t o ñ i t o " . San Antoñito l e nombraban y por San Antoñi-to entendía. "iTan q u e r i d i t o ! " -decían las señoras cuando l e veían s a l i r de la i g l e s i a , con su paso tan menudito, sus codos tan remendados, su par de parches en las posas, pero tan aseadito y decoroso-. "Tan b e l l o ese modo de r e z a r ,

¡con sus ojos cerrados! ¡La unción de esa c r i a t u r a es una cosa que e d i f i c a ! Esa sonrisa de humildad y mansedumbre.

¡Si hasta en el camino se l e ve l a santidad!"

(25)

de enero viose s a l i r a San Antoñito de panceburro nuevo, ca-b a l l e r o en l a m u l i t a v i e j a de Señó Arciniegas, casi perdido entre los zamarros del Mayordomo de Fábrica, escoltado por un rescatante que l e llevaba la maleta y a quien venía c o n -signado. Aguedita, muy emparentada con varias señoras muy acaudaladas de Medellín, había gestionado de antemano a f i n de recomendar a su p r o t e g i d o ; así fue que cuando éste l l e g ó a la casa de asistencia y hospedaje de las señoras Del Pino h a l l ó campo a b i e r t o y viento favorable.

La seducción del santo i n f l u y ó al punto, y las señoras Del Pino, Doña Pacha y F u l g e n c i t a , quedaron luego a cuál más pagada de su recomendado. El Maestro Arenas, el sastre del Seminario, fue llamado inmediatamente para que l e tomase las medidas a l presunto seminarista y l e h i c i e s e una sotana y un manteo a todo esmero y baratura, y un terno de l a n i l l a carmelita para las grandes ocasiones y trasiegos c a l l e j e r o s . Ellas l e consiguieron la banda, el t r i c o r n i o y los zapatos; y Doña Pacha se apersonó en el Seminario para recomendar an-t e el Recan-tor a Damián. Pero, ¡oh desgracia! no pudo conse-guir la beca: todas estaban comprometidas y sobraba la mar de candidatos. No por eso amilanóse Doña Pacha: a su vuel-ta del Seminario entró a l a Catedral e imploró los a u x i l i o s del E s p í r i t u Santo para que la iluminase en c o n f l i c t o seme-j a n t e . Y l a iluminó. Fue el caso que se l e o c u r r i ó avistar_ se^con Doña Rebeca Hinestrosa de Gardeazábal, dama viuda r i quísima ,y piadosa, a quien p i n t ó la necesidad y de quien r e -cabó almuerzo y comida para el s a n t i c o . F e l i c í s i m a , radian-t e , voló Doña Pacha a su casa, y en un dos por radian-t r e s h a b i l i radian-t ó de c e l d i l l a para el seminarista un cuartucho de trebejos que había por a l l á j u n t o a la puerta f a l s a ; y aunque pobres, se propuso darle ropa l i m p i a , alumbrado, merienda y desayuno.

Juan de Dios Barco, uno de los huéspedes, el más mimado de las señoras por su acendrado c r i s t i a n i s m o , as en el Apos-tolado de la Oración y m a l i l l a en los asuntos de San Vicente, regalóle al muchacho algo de su ropa en muy buen estado y un par de botines, que l e v i n i e r o n h o l g a d i l l o s y un tanto saca-dos y movedizos de j a r r e t e . Juancho l e consiguió con mucha rebaja los textos y ú t i l e s en l a L i b r e r í a C a t ó l i c a , y cátame a Periquito hecho f r a i l e .

No habían t r a n s c u r r i d o tres meses, y ya Damiancito era dueño del corazón de sus patronas, y p r o p i e t a r i o en el de los pupilos y en el de cuanto huésped arrimaba a aquella casa de asistencia tan popular en Medellín. Eso era un contagio.

Lo que más encantaba a las señoras era aquella parejura de genio; aquella sonrisa, mueca c e l e s t e , que ni aún en el sueño despintaba Damiancito; aquella cosa a l l á , i n d e f i n i b l e , de ángel r a q u í t i c o y enfermizo, que hasta a esos dientes p o -dridos y desparejos daba un d e s t e l l o de algo ebúrneo, nacari-no; aquel f i l t r a r s e l a luz del alma por los o j o s , por los po-ros de ese muchacho tan feo al par que tan hermoso. A tanto alcanzó el hombre que a las Señoras se les hizo un ser necesa^ r i o . Gradualmente, merced a instancias que a las patronas les brotaban desde la f i b r a más cariñosa del alma, Damiancito se fue quedando, ya a almorzar, ya a comer a casa; y l l e g ó día en que se l e envió recado a l a señora de Gardeazábal que e l l a s se quedaban d e f i n i t i v a m e n t e con el encanto.

-Lo que más me pela del muchachito -decía Doña Pacha- es ese poco metimiento, esa moderación con nosotros y con los ma yores. ¿No te has f i j a d o Fulgencia, que s i no l e hablamos,

él no es capaz de d i r i g i r n o s l a palabra por su cuenta?

-No digas eso, Pacha ¡esa a p l i c a c i ó n de ese n i ñ o ! ¡Y ese j u i c i o que parece de v i e j o ! ¡Y esa vocación para el s a cerdocio! Y esa modestia: ni s i q u i e r a por curiosidad ha a l

-zado a ver a Candelaria.

Era la t a l muchacha criada por las Señoras un mucho reca^ t o , señorío y temor de Dios. Sin sacarla de su esfera y con-dición mimábanla cual a propia h i j a ; y como no era mal pareci_ da y en casa como aquélla nunca f a l t a n asechanzas, las Seño— ras, s i bien miraban a l a chica como un vergel cerrado, no l a perdían de v i s t a ni un i n s t a n t e .

(26)

Ful-gencia, se l e p i d i ó una cubrecama para una n o v i a . . . ¡Oh'. ¡En aquello s í vieron las Señoras los dedos de un ángel'. Sobre aquella red s u t i l e inmaculada cual telaraña de l a g l o r i a , albeaban con sus pétalos i d e a l e s , manojos de azucenas, y vo-laban como almas de vírgenes unas mariposas aseñoradas, de una gravedad coqueta y desconocida. No tuvo que i n t e r v e n i r l a lavandera: de los dedos milagrosos s a l i ó aquel ampo de pureza a velar el lecho de l a desposada.

Del importe del cubrecama sacóle Juancho un f l u x de muy buen paño, un calzado hecho sobre medidas y un t i r o l é s de profunda hendidura y ala muy graciosa. Entusiasmada doña Fulgencia con tantísima percha, hízole de un r e t a l de blusa m u j e r i l que l e quedaba en bandera una corbata de moño, a la que, por sugestión acaso, imprimió l a f i g u r a arrobadora de las mariposas supradichas. Etéreo, como una revelación de los mundos c e l e s t i a l e s , quedó Damiancito con los a t a v í o s ; y cual s i e l l o s influyesen en los vuelos de su e s p í r i t u sacer-d o t a l , iba creciensacer-do, al par que en majeza y galanura, en las sapiencias y reconditeces de la l a t i n i d a d . Agachado en

una mesita c o j i t r a n c a , v e r t í a del l a t í n al romance y del r o -mance al l a t í n ahora a Cornelio Nepote y t a l cual miaja de Cicerón, ahora a San Juan de l a Cruz, cuya serenidad hispáni_ ca remansaba en unos hipérbatones dignos de Horacio Flaco. Probablemente Damiancito sería con el tiempo un Caro número

dos. __

La~"cabecera de su casta camita era un puro pegote de cromos y medallas, de r e g i s t r o s y estampitas, a cuál más r e -l i g i o s o . A -l -l í Nuestra Señora de-l Perpetuo, con su r o s t r o flacucho tan parecido al del seminarista; a l l í Martín de Po-r Po-r e s , que aPo-rmado de su escoba Po-repPo-resentaba l a negPo-rePo-ría del C i e l o ; a l l í Bernadette, de r o d i l l a s ante la blanca aparición a l l í copones entre nubes, ramos de uvas y g a v i l l a s de e s p i -gas, y el escapulario del Sagrado Corazón, de a l t o r e l i e v e , destacaba sus chorrerones de sangre sobre el blanco disco de f r a n e l a .

Doña Pacha, a vueltas de sus entusiasmos con las v i r t u des y angelismo del c u r i t a , y en fuerza acaso de su misma r e -l i g i o s i d a d , estuvo a pique de caer en una cisma: muchísimo admiraba a los sacerdotes, y sobre todo, al Rector del Semina r i o , pero no l e pasaba, ni envuelto en h o s t i a s , eso de que no se l e diese becas a un sér como Damián, a ese pobrecito deshe^ redado de los bienes t e r r e n o s , tan m i l l o n a r i o en las riquezas eternas. El Rector sabría mucho; t a n t o , s i no más que el Obispo; pero ni él ni su I l u s t r í s i m a l e habían estudiado, ni mucho menos comprendido. Claro. De haberlo hecho, desbeca -rían al más pintado, a trueque de colocar a Damiancito. La I g l e s i a Antioqueña iba a tener un San Tomasito de Aquino, s i acaso Damián no se moría, porque el muchacho no parecía cosa para este mundo.

Mientras que Doña Pacha fantaseaba sobre las e x c e l s i t u — des morales de Damián, Fulgencita se daba a mimarle el cuerpo endeble que aprisionaba aquella alma apenas comparable al cu-brecama consabido. Chocolate s i n h a r i n a , de l o más concentra do y espumoso, aquel chocolate con que las hermanas se r e g o deaban en sus horas de s i b a r i t i s m o , l e era servido en una j i -cara tamaña como esquilón. Lo más selecto de los comistrajes,

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c i t o los fumase a solas en sus breves instantes de vagar.

Doña Pacha, en su misma adhesión al santico, se alarma-ba a menudo con los mimos y ajonjeos de Fulgencia, parecién-dole un tanto sensuales y antiascéticos tales refinamientos y tabaqueos. Pero su hermana l e replicaba, sosteniéndole que un niño tan estudioso y consagrado necesitaba muy buen alimento; que s i n salud no podía haber sacerdotes, y que a alma tan sana no podían malearla las i n s i g n i f i c a n c i a s de

unos cuatro bocados más sabrosos que l a bazofia o r d i n a r i a y cuotidiana, ni mucho menos el humo de un c i g a r r o ; y que así como esa alma se alimentaba de las dulzuras c e l e s t i a l e s , tam bien el pobre cuerpo que la envolvía podía gustar algo dulce y sabroso, máxime cuando Damiancito le ofrecía a Dios todos sus goces puros e inocentes.

Después del rosario con misterios en que Damián hacía el coro, todo él o j i c e r r a d o , todo él recogido, todo e x t á t i -co, de hinojos sobre l a áspera estera antioqueña que cubría el suelo, después de este largo coloquio con el Señor y su Santa Madre, cuando ya las patronas habían despachado sus quehaceres y ocupaciones de prima noche, s o l í a Damián l e e r -les algún l i b r o m í s t i c o , del padre Fáber por l o r e g u l a r . Y aquella v o c e c i l l a gangosa, que se desquebrajaba a s a l i r por aquella dentadura d e s p o r t i l l a d a , daba el tono, el acento, el carácter místico de o r a t o r i a sagrada. Leyendo B M n , el poema de l a Santa I n f a n c i a , l i b r o en que Fáber puso su cora-zón, Damián ponía una cara, unos o j o s , una mueca que a Ful — gencita se l e antojaban t r a n s f i g u r a c i ó n o cosa a s í . Más de una lágrima se l e s a l t ó a l a buena señora en esas leyendas.

Así pasó el primer año, y , como era de esperarse, el resultado de los exámenes fue estupendo; y tanto el d e s c o n -suelo de las Señoras al pensar que Damiancito iba a

separár-seles durante las vacaciones, que él mismo, mota puopnlo, de terminó no i r s e a su pueblo y quedarse en la ciudad, a f i n de repasar los cursos ya hechos y prepararse para los s i -guientes. Y cumplió el programa con todos sus puntos y co-mas; entre textos y encajes, entre redes y cuadernos, rezan-do a r a t o s , meditanrezan-do con frecuencia, pasó los asuetos; y

sólo salía a la c a l l e a las d i l i g e n c i a s y compras que a las Señoras se les o c u r r í a , y t a l vez a paseos vespertinos a las afueras más s o l i t a r i a s de l a ciudad, y eso porque las Señoras a e l l o l o obligaban.

Pasó el año s i g u i e n t e ; pero no pasó, que antes se a c r e centaba más y más, el p r e s t i g i o , l a sabiduría, l a v i r t u d s u -blime de aquel santo precoz. No pasó tampoco la inquina san-ta de Doña Pacha al Rector del Seminario: que cada día l e sa£ cochaba l a i n j u s t i c i a y el e s p í r i t u de favoritismo que aún en los mismos seminarios cundía e imperaba.

Como a fines de ese año, a tiempo que los exámenes termi_ naban, se les hubiese ocurrido a los padres de Damián venir a v i s i t a r l o s a Medellín, y como Aguedita estuviera de v i a j e a los e j e r c i c i o s de diciembre, concertaron las patronas, previa l i c e n c i a paterna que tampoco en esta vez fuese Damián a pasar las vacaciones a su pueblo. Tal resolución les vino a las Señoras no tanto por l a f a l t a que Damián iba a hacerles, cuaji to y más por l a extremada pobreza, por l a miseria que revela-ban aquellos v i e j e c i t o s , un par de campesinos de l o más sencj_ l i o e inocente, para quienes l a manutención de su h i j o iba a ser, si bien por pocos días, un gravamen harto pesado y ago— biador. Damián, este sér obediente y sometido, a todo d i j o amén con la mansedumbre de un cordero. Y sus padres, después de bendecirle, p a r t i e r o n , llorando de reconocimiento a a q u e -l -l a s patronas tan bondadosas, a mi Dios que -les había dado aquel h i j o .

(28)

t i r s e p a t r i a de Damián, sentía ya v i b r a r por sus a i r e s el so pío de l a g l o r i a , el h á l i t o de l a s a n t i d a d : sentíase l a Pa-dua c h i q u i t a .

No cedía Doña Pacha en su idea de l a beca. Con l a t e -nacidad de l a s almas bondadosas y f e r v i e n t e s buscaba y busca ba l a ocasión: y l a encontró. E l l o fue que un d í a , por ~ a l i a en los j u l i o s s i g u i e n t e s , apareció por l a casa, como

l l o v i d a del c i e l o y en c a l i d a d de huésped, Doña Débora Cordo bes, señora b r i o s a y e s p i r i t u a l , paisana y próxima p a r i e n t a del Rector del Seminario. Saber Doña Pacha l o del parentes-co y encargar a Doña Débora de l a i n t r i g a , todo fue uno. Prestóse e l l a con entusiasmo, prometiéndole conseguir del Rector cuanto p i d i e s e . Ese mismo día s o l i c i t ó por el t e l é -fono una e n t r e v i s t a con su i l u s t r e a l l e g a d o ; y al Seminario fue a dar a l a s i g u i e n t e mañana.

Doña Pacha se quedó atragantándose de Te Deums y Magni-f i c a t s , hecha una acción de g r a c i a s ; c o r r i ó Fulgencia a a r r e g l a r l a maleta y todos los b á r t u l o s del c u r i t a , no s i n choco IcaA un p o q u i l i o por l a separación de este niño que era co~ mo el respeto y l a veneración de l a casa. Pasaban horas, y Dona Debora no aparecía. El que vino fue Damián, con sus l i b r o s bajo el brazo, siempre tan parejo y tan sonreído.

Doña Pacha quería sorprenderlo con l a nueva, reservándo sel a para cuando todo e s t u v i e r a d e f i n i t i v a m e n t e a r r e g l a d o , ~ pero Ful gencita no pudo contenerse y l e dio algunas puntadas Y era t a l l a ternura de esa alma, t a n t o su reconocimiento, t a n t a su g r a t i t u d a l a s patronas, que, en medio de su d i c h a , Fulgencita l e notó c i e r t a a n g u s t i a , t a l vez l a pena de dejar l a s . Como fuese a s a l i r , quiso detenerlo F u l g e n c i t a ; pero ~ no l e fue dado al pobrecito quedarse, porque tenía que i r a l a Plaza de Mercado a l l e v a r una c a r t a a un a r r i e r o , una car

ta muy i n t e r e s a n t e para Aguedita. ~

El que s a l e , y Doña Débora que e n t r a . Viene inflamada por el c a l o r y el apresuramiento. En cuanto l a s i e n t a n las Del Pino se l e abocan, l a i n t e r r o g a n , quieren sacarle de un t i r ó n l a gran n o t i c i a . Siéntase Doña Débora en un diván

exclamando:

-Déjenme descansar y l e s cuento.

Se l e acercan, l a rodean, l a asedian. No r e s p i r a n . Me-dio repuesta un . punte, dice l a mensajera:

-Mis queridas, ¡se las comió el s a n t i c o ! Hablé con Ul — p i a n i t o . Hace más de dos años que no ha v u e l t o al Semina -r i o . . . Ul p i a n i t o ni se aco-rdaba de é l ' . . . .

- ¡ I m p o s i b l e ' . ¡Imposible', -exclamaban a dúo las dos seño^ ras.

-No ha v u e l t o . . . Ni un d í a . U l p i a n i t o ha averiguado con el v i c e r r e c t o r , con l o s Pasantes, con los Profesores t o -dos del seminario. Ninguno l o ha v i s t o . El P o r t e r o , cuando oyó las averiguaciones, contó que ese muchacho estaba entrega do a l a vagamundería. Por a i dizque l o ha v i s t o en malos pa-sos. Según cuentas, hasta dor.de l o s p r o t e s t a n t e s dizque ha e s t a d o . . .

-Esa es una equivocación, Misiá Débora -prorrumpe Fulgeji c i t a con fuego.

Eso es por no d a r l e l a beca exclama Doña Pacha, s u l f u -rada-. ¡Quién sabe en qué enredo habrán metido a ese pobre angelito'.

- S í , Pacha -asevera F u l g e n c i t a - . A Misiá Débora l a han engañado. Nosotras somos t e s t i g o s de l o s adelantos de ese ni_ ño; él mismo nos ha mostrado l o s c e r t i f i c a d o s de cada mes y las c a l i f i c a c i o n e s de los cértámenes.

-Pues no e n t i e n d o , mis señoras, o Ulpiano me ha engañado -dice Doña Débora, ofuscada, casi v a c i l a n d o .

Juan de Dios Barco aparece.

(29)

Cuéntele, Misiá Débora.

Resume e l l a en tres palabras; protesta Juancho; se afirman las Patronas; dase por vencida Doña Débora.

-Esta no es conmigo - v o c i f e r a Doña Pacha, corriendo al t e l é f o n o .

T i l í n . . . t i l í n . . .

- C e n t r a l . . . ¡Rector del S e m i n a r i o ! . . .

T i l í n . . . t i l í n . . .

Y p r i n c i p i a n . No oye, no entiende; se enreda, se invo-l u c r a , se tupa; da l a bocina a Juancho y escucha temblorosa. La s i e r p r e que se l e enrosca a Núñez de Arce l e pena /nimban

do . Da las gracias Juancho, se despide, cuelga la bocina y a i s l a .

Y aquella cara anodina, agermanada, de zuavo de C r i s t o , se vuelve a las Señoras; y con aquella voz de inmutable sim-pleza, dice:

-¡Nos co-mió el se-bo el pen-de-je-te!

Se derrumba Fulcencia sobre un asiento. Siente que se desmorona, que se deshiela moralmente. No se a s f i x i a porque l a caldera e s t a l l a en un s o l l o z o .

-No l l o r é s , Fulgencita - v o c i f e r a Doña Pacha, con voz en ronquecida y temblona-, ¡déjamelo e s t a r !

Alzase Fulgencia y ase a l a hermana por los molledos.

-No l e vaya a decir nada, mi querida. ¡Pobrecito!

Rúmbala Doña Pacha de tremenda manotada.

-¡Que no l e diga! ¡Que no l e diga! ¡Que venga aquí ese pasmado!... ¡Jesuíta! ' ¡ H i p ó c r i t a !

-No, por Dios, Pacha...

-¡De mí no se burla ni el obispo! ¡Vagabundo! ¡Perdido! Engañar a unas t r i s t e s v i e j a s ; robarles el pan que podían ha-berle dado a un pobre que l o necesitara. ¡Ah malvado, comul_ gador s a c r i l e g o ! ¡Inventor de c e r t i f i c a d o s y de certámenes!

. . . ¡Hasta protestante será'.

-Vea mi q u e r i d i t a , no l e vaya a decir nada a ese pobre. Déjelo siquiera que almuerce.

Y cada lágrima le caía congelada por l a arrugada m e j i l l a .

Intervienen Doña Débora y Juancho. Suplican.

-¡Bueno! -decide al f i n Doña Pacha, levantando el dedo-, Jártalo de almuerzo hasta que r e v i e n t e . Pero eso s í , chocola^

te del de nosotras sí no l e das a ese sinvergüenza. Que beba aguadulce o que se largue s i n sobremesa.

Y erguida, agrandada por l a indignación, corre a s e r v i r el almuerzo.

Fulgencita alza a m i r a r , como implorando a u x i l i o , l a ima gen de San José, su santo p r e d i l e c t o .

A poco l l e g a el santico más humilde, con l a s o n r i s i l l a seráfica un poquito más acentuada.

-Camine a almorzar, Damiancito - l e dice Doña Fulgencia, como en un trémolo de terneza y amargura.

Sentóse l a c r i a t u r a y de todo comió,con mastiqueo nervio so, y no alzó a mirar a Fulgencita, ni aun cuando ésta l e s i r vió l a inusitada taza de agua de panela.

(30)

Doña Pacha, terminada l a faena del almuerzo, fue a bus car al p r o t e s t a n t e . Entra a l a pieza y no l o encuentra; ni l a maleta, n i el tendido de l a cama.

Por l a noche llaman a Candelaria al rezo y rio responde húscanla y no aparece: corren a su c u a r t o , h a l l a n a b i e r t o vacío el b a ú l . . . Todo l o entienden.

A l a mañana s i g u i e n t e , cuando Fulgencita arreglaba el cuarto del malvado, encontró una alpargata inmunda de las que é l usaba; y al recogerla cayó de sus o j o s , como el per-dón d i v i n o sobre el crimen, una lágrima n í t i d a , d i á f a n a , en t r a ñ a b l e .

I I I , COSTUMBRISMO,

Tendencia l i t e r a r i a y a r t í s t i c a que r e f l e j a en las obras las costumbres del lugar y de l a época en que v i v e el a r t i s t a creador. En sentido más r e s t r i n g i d o , costumbrismo es una i n t e r p r e t a c i ó n o b j e t i v a de las costumbres, de l o s t i p o s y de los paisajes,que forma obra aparte y s i n conexión con o t r a s tendencias l i t e r a r i a s o a r t í s t i c a s .

En un sentido amplio, el costumbrismo e x i s t e en l a myo_

r í a de l a s novelas y obras de t e a t r o , en los llamados "cua?-. dros de h i s t o r i a " , pero como una p a r t e , m£s o menos trascen^ dente dentro del todo.

En l a gran c o r r i e n t e r e a l i s t a española, de tan extensa variedad, c o n t i n u i d a d y permanencia, que invade todos l o s gé^ ñeros l i t e r a r i o s , que se m a n i f i e s t a del mismo modo en l a na-r na-r a c i ó n o en el t e a t na-r o , en l a pna-rosa o en el vena-rso, el costum" brismo viene a ser una modalidad menor, algo así como l a que representa el s a i n e t e , llamado con t a n t a exactitud? género c h i c o , respecto a l t e a t r o . Es un abigarrado apunte de c o l o r con r e l a c i ó n a l cuadro, no sólo por l o que se r e f i e r e a sus propias dimensiones, sino también en cuanto a sus p r e t e n s i o -nes y l í m i t e s .

La denominación genérica de l a palabra costumbrismo es: el r e f l e j o de l a s costumbres, ya fuese un c a p i t u l o de novela, un pasaje dramático o un s a i n e t e , c u a l q u i e r poema d e s c r i p t i -vo, y aun, rebasando l o s l i n d e r o s de l o puramente l i t e r a r i o ^ un d i b u j o o una p i n t u r a , y en este sentido amplio cabría cor^ s i d e r a r como costumbrista l a novela picaresca o cortesana.

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Doña Pacha, terminada l a faena del almuerzo, fue a bus car al p r o t e s t a n t e . Entra a l a pieza y no l o encuentra; ni l a maleta, n i el tendido de l a cama.

Por l a noche llaman a Candelaria al rezo y rio responde huscanla y no aparece: corren a su c u a r t o , h a l l a n a b i e r t o vacío el b a ú l . . . Todo l o entienden.

A l a mañana s i g u i e n t e , cuando Fulgencita arreglaba el cuarto del malvado, encontró una alpargata inmunda de las que é l usaba; y al recogerla cayó de sus o j o s , como el per-dón d i v i n o sobre el crimen, una lágrima n í t i d a , d i á f a n a , en t r a ñ a b l e .

I I I , COSTUMBRISMO,

Tendencia l i t e r a r i a y a r t í s t i c a que r e f l e j a en las obras las costumbres del lugar y de l a época en que v i v e el a r t i s t a creador. En sentido más r e s t r i n g i d o , costumbrismo es una i n t e r p r e t a c i ó n o b j e t i v a de las costumbres, de l o s t i p o s y de los paisajes,que forma obra aparte y s i n conexión con o t r a s tendencias l i t e r a r i a s o a r t í s t i c a s .

En un sentido amplio, el costumbrismo e x i s t e en l a myo_

r í a de l a s novelas y obras de t e a t r o , en los llamados "cua?-. dros de h i s t o r i a " , pero como una p a r t e , m£s o menos t r a s c e n -dente dentro del todo.

En l a gran c o r r i e n t e r e a l i s t a española, de tan extensa variedad, c o n t i n u i d a d y permanencia, que invade todos l o s gé^ ñeros l i t e r a r i o s , que se m a n i f i e s t a del mismo modo en l a na-r na-r a c i ó n o en el t e a t na-r o , en l a pna-rosa o en el vena-rso, el costum" brismo viene a ser una modalidad menor, algo así como l a que representa el s a i n e t e , llamado con t a n t a exactitud:- género c h i c o , respecto a l t e a t r o . Es un abigarrado apunte de c o l o r con r e l a c i ó n a l cuadro, no sólo por l o que se r e f i e r e a sus propias dimensiones, sino también en cuanto a sus p r e t e n s i o -nes y l í m i t e s .

La denominación genérica de l a palabra costumbrismo es: el r e f l e j o de l a s costumbres, ya fuese un c a p i t u l o de novela, un pasaje dramático o un s a i n e t e , c u a l q u i e r poema d e s c r i p t i -vo, y aun, rebasando l o s l i n d e r o s de l o puramente l i t e r a r i o ^ un d i b u j o o una p i n t u r a , y en este sentido amplio cabría cor^ s i d e r a r como costumbrista l a novela picaresca o cortesana.

(32)

Al costumbrismo no es f á c i l d e f i n i r l o , , pues s i a prime-ra v i s t a pudieprime-ra creerse un género f i j a d o , sujeto a normas preconcebidas, l a innumerable producción de a r t í c u l o s de es-ta I n d o l e , l e da una gran e l a s t i c i d a d y variedad. Tan solo podría i n t e n t a r s e una d e f i n i c i ó n genérica de sus c a r a c t e r í s -t i c a s a base de e s -t u d i a r l a obra de sus creadores represen-ta t i v o s , especialmente los que viven en el s i g l o XIX, que s i -guen con mayor f i j e z a una línea y un propósito comunes. La c r í t i c a de todas las épocas se ha r e s i s t i d o a conceder al costumbrismo una categoría pareja a l a de otros ismos l i t e r a ^ r i o s ,

No queremos terminar estas referencias al costumbrismo s i n i n d i c a r que en l a a c t u a l i d a d , esta evolucionando d e c i d i -damente hacia l a l i t e r a t u r a y a r t e r e g i o n a l , favoreciendo los valores más populares, desencadenando una nueva c i e n c i a h i s t ó r i c a - f i l o l ó g i c a .

Como e s c r i t o r e s costumbristas citaremos a: Serafín Estébanez Calderón, L a r r a , Mesoneros Romanos, Fernán Caballé r o , Pérez GaldÓs, Gregorio López y Fuentes.

CUESTIONARIO:

1.- ¿Cómo se define el costumbrismo en cuanto a tendencia l i t e r a r i a y a r t í s t i c a ?

2.- ¿Cómo se considera al costumbrismo f r e n t e a l o s demás mo vimientos l i t e r a r i o s ?

3 . - ¿Cuál es l a denominación genérica de l a palabra costum-brismo?

4 . - ¿De dónde surge el costumbrismo?

5. ¿Cómo está evolucionando el costumbrismo en l a a c t u a l i -dad?

6 . - ¿Quienes se pueden c i t a r como e s c r i t o r e s costumbristas?

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(34)

Entre los recuerdos de mi niñez, guardo uno, bastante v i v i d o , referente a un riquísimo hacendado de Zapotlán.

Y es que en torno de la riqueza, el pueblo gusta de for j a r leyendas, del mismo modo que las f o r j a en torno de un sombrío t o r r e n t e , de una misteriosa gruta, de una escondida laguna, de un v a l i e n t e aventurero o de un generoso capitán de ladrones. La h i s t o r i a no es más que la'leyenda despojada de lo misterioso y pintoresco. La leyenda, tan despreciada en un tiempo por los historiadores, ha recuperado en los tiempos modernos su antiguo p r e s t i g i o , y hoy reclama su pues^ to como origen o madre de l a h i s t o r i a .

Pues bien, cuando yo era un rapaz, gustando mucho de los cuentos y de las relaciones fantásticas (y en esto era yo como todos los niños), oí hablar mucho de un r i c o hacenda_ do de Zapotlán, apellidado Manzano. Nunca supe su nombre de p i l a . Es seguro que hoy existen descendientes suyos.

Aseguraban las versiones vernáculas que era riquísimo, inmensamente r i c o . Pero no se a t r i b u í a su riqueza á su g e -nio emprendedor, a su enérgico c a r á c t e r , a sus hábitos de or den y de economía, a su talento y a su claro conocimiento de los negocios, e t c .

No.

La gente c r e í » eme tenía un f a m i l i a r .

Un día pregunté qué cosa era un f a m i l i a r .

(35)

y a m a r i l l o s . Nadie los ve más que el dueño, y siempre es-tán encerrados en c o f r e s . Dicen que si les da la luz del s o l , se deshacen y se evaporan.

—Pero, ¿en qué consiste que esos animal i tos dan la r i queza?

-— iAhL Pues ponen como las g a l l i n a s , sólo que e l l o s no ponen huevos, sino pesos u onzas de oro. Si son blancos, ponen pesos, nuevecitos; s i son a m a r i l l o s , ponen onzas de o r o , recién acuñadas. Pero no creas que un peso o una onza al d í a , sino chorros de onzas o de pesos todos los d í a s . . .

—Í0h! ¡Yo q u i s i e r a tener uno, aunque fuera blanco!

— ¡ C á l l a t e , niño! ¡Sólo los da el d i a b l o !

—¿Cómo?

—¿Luego ese r i c o Manzano...?

—Le vendió el alma al d i a b l o .

—¿Y...?

— ¡Está condenado!

I I

Ya adolescente, me contaron que había en Sayula una ca-sona a n t i g u a , abandonada por sus dueños, en v i r t u d de que en e l l a asustaban...

Habían pasado por e l l a muchas f a m i l i a s que habían inten tado h a b i t a r l a . Y todas se habían ido de a l l í aterrorizadas.

No había ya quien la a l q u i l a r a .

Y l l e g ó un tiempo en que nadie quería v i v i r en e l l a ni de balde.

La casona inspiraba miedo hasta por fuera. Su ancho -zagúan permanecía constantemente cerrado; sus ventanas ya desvencijadas, permitían ver el i n t e r i o r de unas piezas hú-medas, sucias y obscuras, por donde la gente se imaginaba que transitaban fantasmas blancos o f r a i l e s vestidos de ne-gro. Por sobre las a l t a s tapias del c o r r a l o de l a huerta, surgían v i e j o s y a l t o s árboles, contribuyendo a hacer más sombrío el i n t e r i o r de aauella s i n i e s t r a mansión.

Contábase que un pobre zapatero remendón no hallando dónde meterse, p i d i ó permiso de i n s t a l a r s e con su mujer en la f a t í d i c a y lúgubre casona, l o cual l e fue concecido f á -cilmente por sus dueños, los cuales deseaban que, al menos, aquella propiedad se conservase.

El t a l zapatero era de alma f u e r t e . Decía que no l e tenía miedo ni al diablo mismo.

Sin embargo, la gente, que creía que aquel dicho era sólo una balandronada, esperaba, con el fundamento de l a tra^ d i c i ó n , que antes de los ocho días s a l d r í a de la casona, más muerto que v i v o , como habían salido todos los que habían pre

tendido v i v i r a l l í . Y se sorprendían de v e r l o diariamente en el ancho zaguán, sujetando con el t i r a p i é el zapato que remendaba, golpeándole los tacones o las plantas con su i n -cansable m a r t i l l o y cantando alegremente.

—Maestro — l e preguntaban—, ¿qué t a l ?

—Buen t a l . Ya sé por qué me lo pregunta. Aquí no pa-sa nada.

—¿Nada? Pues todo e l mundo dice que aquí asustan.

(36)

Pero como l e digo: aquí no pasa nada.

—¿Luego son puras h a b l a d u r í a s . . . ?

—Yo no sé si serán. Pero aquí, hasta ahora, no ha pa^ sado nada. De noche y de día ando por todas p a r t e s , d i c i e n do- "¡Muertos1 ¿En dónde están que no los veo?" Y todo

i n ú t i l m e n t e . ¡Nadie responde! Ya l e digo: aquí no pasa na da.

Su i n t e r l o c u t o r se mostraba c o n t r a r i a d o .

—¿Luego el f r a i l e que dicen que sale de j u n t o al bro-cal del pozo y se pierde entre los duraznos...?

—Pues no ha s a l i d o . Ha de estar cansado.

—¿Y la mujer vestida de blanco, a manera de monja, que se pasea por los corredores rezando su r o s a r i o . . . ?

—Tampoco. Tal vez se r e s f r i ó fen alguna de las noches pasadas, y t i e n e c a t a r r o .

—Hombre, no se burle usted. Es cosa s e r i a .

—Hablo en s e r i o .

—Bueno. ¿Y l a calavera de ojos centelleantes que ca-mina a brincos por las habitaciones?

— ¡Nada, hombre, nada!

- ¿ Y . . . ?

- ¿ Y l a muía p r i e t a de ojos de lumbre que t i r a patadas? ¡Tampoco, hombre! Ya l e digo a usted que aquí no pasa nada. ¡Nunca he v i v i d o en una casa más quieta y callada que esta.

Mas una noche, el zapatero soñó que un f r a i l e negro, con su espeso capuchón sobre el r o s t r o , se acercó al pobre petate en que dormía con su mujer. Por largo r a t o el f r a i l e permaneció mudo e i n m ó v i l , como pensativo e indeciso. 0 quj[ zá rezaba. El zapatero esperaba que algo d i j e r a ; mas al ver que nada decía, iba a i n t e r r o g a r l o , cuando de entre el capu-chón s a l i ó una voz ronca y f r í a que pronunció claramente es-tas palabras:

— ¡Manzano te hará r i c o ! ¡Ve con él i —Y desapareció.

El zapatero era madrugador. Aún estaba obscura l a maña^ na, cuando despertó, recordando el sueño en todos sus d e t a -l -l e s .

— ¡ V i e j a ! ¡ V i e j a ! ¡Levántate!

—¿Eh? ¿Qué dices?

—Que te levantes. Quiero que me eches unas gordas, pues tengo que i r a Zapotlán.

—¿Te has vuelto loco?

—Levántate. Después te contaré.

Mientras l a buena mujer molía el nixtamal y echaba las gordas, su marido l e platicaba el sueño.

— ¡Ay, v i e j o ! — l e decía e l l a — . ¡Cuánto temo que eches t u v i a j e de balde!

—¿Por qué l o he de echar? Yo creo que este es un a v i -so de Dios. Ten f é .

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