LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM PRÉDIO DA UNIPAMPA CAMPUS ALEGRETE

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(1)LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM PRÉDIO DA UNIPAMPA CAMPUS ALEGRETE. Gabriele Espindola Azolim 1 Darielle Jacques Pavanelo 2 Aldo Leonel Temp 3. Resumo: No Brasil, após muitos anos de debates e revisões, no ano de 2013 entrou em vigor a norma de Desempenho das Edificações Habitacionais NBR 15575 (ABNT,2013), a qual define e evidencia a importância de um desempenho mínimo ao longo da vida útil dos elementos construtivos. A quarta parte dessa norma aborda exclusivamente requisitos para sistemas de vedações verticais internas e externas (SVVIE) de edificações habitacionais de até cinco pavimentos. Os sistemas de vedações, tais como as portas e as janelas, além das exigências estéticas, possuem funções de garantir o bem estar, a estanqueidade (ar e a água), a segurança e o conforto acústico e térmico. Deste modo, para que todas essas exigências sejam desempenhadas corretamente é necessário que as instalações e as técnicas construtivas desses elementos sejam efetuadas corretamente para evitar possíveis manifestações patológicas. As manifestações patológicas contribuem para a má qualidade do produto final da edificação e devem ser evitadas, pois geram comprometimento do aspecto estético, da durabilidade e estanqueidade da edificação. Neste contexto, com intuito de compreender os efeitos dessas manifestações, o presente trabalho propõe realizar uma inspeção, identificação e quantificação das patologias mais frequentes nas esquadrias de fechamento externas da edificação do Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC), na cidade de Alegrete-RS.. Palavras-chave: Manifestações.Patologias. Esquadrias. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM PRÉDIO DA UNIPAMPA CAMPUS ALEGRETE 1 Aluno de graduação. gabrieleespindola@gmail.com. Autor principal 2 Aluno de graduação. dariellejacquespavanelo@gmail.com. Co-autor 3 Docente. eng.aldotemp@gmail.com. Orientador. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 21 a 23 de novembro de 2017.

(2) LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM PRÉDIO DA UNIPAMPA CAMPUS ALEGRETE 1. INTRODUÇÃO No Brasil, após muitos anos de debates e revisões, no ano de 2013 entrou em vigor a norma de Desempenho das Edificações Habitacionais NBR 15575 (ABNT,2013), a qual define e evidencia a importância de um desempenho mínimo ao longo da vida útil dos elementos construtivos. A quarta parte dessa norma aborda exclusivamente requisitos para sistemas de vedações verticais internas e externas (SVVIE) de edificações habitacionais de até cinco pavimentos. Os sistemas de vedações, tais como as portas e as janelas, além das exigências estéticas, possuem funções de garantir o bem estar, a estanqueidade (ar e a água), a segurança e o conforto acústico e térmico. Deste modo, para que todas essas exigências sejam desempenhadas corretamente é necessário que as instalações e as técnicas construtivas desses elementos sejam efetuadas corretamente para evitar possíveis manifestações patológicas. As manifestações patológicas contribuem para a má qualidade do produto final da edificação e devem ser evitadas, pois geram comprometimento do aspecto estético, da durabilidade e estanqueidade da edificação. Neste contexto, com intuito de compreender os efeitos dessas manifestações, o presente trabalho propõe realizar uma inspeção, identificação e quantificação das patologias mais frequentes nas esquadrias de fechamento externas da edificação do Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC), na cidade de AlegreteRS. 2. METODOLOGIA A metodologia empregada neste trabalho é baseada na técnica de Antunes (2012), que compreende em uma sequência fundamentada em três etapas distintas: coleta de dados, tratamento dos dados e diagnóstico. A primeira etapa compreende na coleta preliminar das informações sobre a edificação e dos elementos de fechamento que posteriormente serão analisados. A partir desse levantamento, constatou-se que o prédio foi construído há aproximadamente 2,5 anos, é composto por dois pavimentos de concreto armado e localiza- se dentro do Campus da Universidade Federal do Pampa, na cidade de Alegrete/RS. Juntamente com a coleta de dados, nesta fase o levantamento fotográfico in loco é realizado, a fim de uma análise mais detalhada e diagnósticos mais precisos. Na segunda etapa ocorre o tratamento dos dados. É nessa fase onde realizase a organização das imagens conforme a orientação das fachadas e o tratamento dos registros fotográficos com intuito de evidenciar as manifestações patológicas encontradas. Por fim, na terceira etapa do estudo, acontece o diagnóstico, ou seja, a análise das patologias encontradas, apontando os locais mais críticos da edificação e as possíveis causas das manifestações..

(3) 3. RESULTADOS e DISCUSSÃO A edificação, apesar de ter aproximadamente 2,5 anos, e ser considerada uma obra recente, apresenta diversos problemas patológicos em seus elementos de fechamento externo. A Figura 1 apresenta a localização de cada fachada para melhor entender os resultados, os quais serão analisados conforme essas orientações.. Figura 1. Fachada norte.. Figura 2. Fachada sul.. Figura 3. Fachada leste.. Figura 3. Fachada oeste.. A fachada norte apresentou baixo índice de manifestações patológicas em seus elementos de fechamento. No entanto, observou-se a presença de fissuras horizontais junto a parte inferior de todas as esquadrias retangulares que conforme Thomaz (1989), esse tipo de fissura pode ser originado pela ruptura por compressão da própria argamassa de assentamento. Além da constatação de bolhas que podem ter sido provocadas pela infiltração nas interfaces do peitoril.. Figura 5. Bolhas ocasionadas por umidade fachada norte..

(4) Figura 6. Fissuras horizontais fachada norte. A fachada sul é a fachada com menos incidência de sol e portanto a mais propensa a manifestações patológicas relacionadas a umidade. Essa fachada é composta por apenas 2 elementos de fechamento externo, sendo uma porta e uma janela de formato circular. Na janela, notou-se a presença de manchamento da superfície devido ao carreamento de partículas. Segundo Luduvico (2016), esse fenômeno ocorre quando a água em deslocamento se enriquece de elementos sólidos como a poeira e assim, seu poder abrasivo é aumentado pelo atrito que exerce. Moch (2009) afirma que a possível causa é o prolongamento longitudinal insuficiente do peitoril, e nesse caso, a falta do emprego desse elemento.. Figura 7. Manchamento fachada sul. . A fachada leste possui o maior índice de janelas e foi a fachada com maior índice de manifestações patológicas. Nessas esquadrias foram constatados manchamentos da superfície, ocasionados pelo prolongamento insuficiente do peitoril e pela falta de pingadeira. Além das diversas fissuras nos cantos das aberturas devido a atuação de sobrecargas e em alguns casos, devido a retração da laje de concreto..

(5) Figura 8. Patologias fachada leste. A fachada oeste é a fachada de acesso à edificação, o número de manifestações patológicas em seus elementos de fechamento foi consideravelmente inferior comparando ao da fachada leste. Porém, notou-se a presença de fissuras horizontais nas partes inferiores de algumas janelas assim como na fachada norte.. Figura 5. Fissuras horizontais fachada oeste. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando a baixa idade da edificação, constatou-se a presença de diversas patologias nas esquadrias de fechamento da edificação analisadas. O índice de patologias aumentou significadamente na fachada leste, a qual possui o maior número de janelas. Em geral, as principais patologias encontradas foram manchamentos, bolhas abaixo do peitoril e fissuras na parte inferior (horizontais e inclinadas). Os manchamentos e as bolhas poderiam ser evitados com o emprego de um peitoril com um prolongamento transversal significativo em relação a superfície externa do revestimento da fachada adotado de pingadeira. A maioria das fissuras observadas nos elementos de fechamento são geradas pela a atuação de sobrecargas, isso geralmente acontece em virtude da inexistência de vergas e contravergas na estrutura..

(6) 5. REFERÊNCIAS ________.NBR 15575-4: Edificações habitacionais - Desempenho - Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas - SVVIE . Rio de Janeiro, 2013. 63 p. ANTUNES, G. R. Estudo de manifestações patológicas em revestimentos de fachada em Brasília ± Sistematização da incidência de casos. 199f. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. Goiás, 2012. LUDUVICO, T. S. Desempenho a estanqueidade à agua: interface janela e parede. 2016. Dissertação (Pós-Graduação em Engenharia Civil)- Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2016. MOCH, T. Estudo da Interface Janela/Alvenaria: proposta componente de conectividade. 2009. 178f. Dissertação (Mestrado em Engenha Civil) ± Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. THOMAZ, E. Trincas em edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: Pini; EPUSP; IPT, 1989..

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Figura 5. Bolhas ocasionadas por umidade fachada norte.

Figura 5.

Bolhas ocasionadas por umidade fachada norte. p.3
Figura 6. Fissuras horizontais fachada norte.

Figura 6.

Fissuras horizontais fachada norte. p.4
Figura 7. Manchamento fachada sul.

Figura 7.

Manchamento fachada sul. p.4
Figura 8. Patologias fachada leste.

Figura 8.

Patologias fachada leste. p.5
Figura 5. Fissuras horizontais fachada oeste.

Figura 5.

Fissuras horizontais fachada oeste. p.5

Referencias