foras de la vida cotidiana

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George Lakoff

Mark Johnson

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Metáforas de la vida cotidiana

I n t r o d u c c i ó n de J o s é A n t o n i o M i l l á n y Susana N a r o t z k v

Los conceptos mediante los que vivimos

SEGUNDA EDICION

C A T E D R A

T E O R E M A

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p.

& -ti

P a r a la m a y o r í a de la gente, la m e t á f o r a es u n r e c u r s o de la i m a g i n a c i ó n p o é t i c a , y los ademanes r e t ó r i c o s , u n a c u e s t i ó n de lenguaje e x t r a o r d i n a r i o m á s que o r d i n a r i o . E s m á s , la m e t á f o r a se c o n t e m p l a c a r a c t e r í s t i c a m e n t e c o m o u n rasgo s ó l o d e l l e n -guaje, cosa de palabras m á s que de p e n s a m i e n t o o a c c i ó n . P o r esta r a z ó n , la m a y o r í a de la gente piensa que pueden a r r e g l á r -selas perfectamente sin m e t á f o r a s . N o s o t r o s hemos llegado a la c o n c l u s i ó n de que la m e t á f o r a , p o r el c o n t r a r i o , i m p r e g n a la v i d a c o t i d i a n a , n o solamente el lenguaje, sino t a m b i é n el p e n -samiento y la a c c i ó n . N u e s t r o sistema c o n c e p t u a l o r d i n a r i o , en t é r m i n o s del cual pensamos y actuamos, es f u n d a m e n t a l m e n t e de naturaleza m e t a f ó r i c a .

L o s conceptos que rigen nuestro p e n s a m i e n t o n o s o n s i m plemente asunto del intelecto. R i g e n t a m b i é n nuestro f u n c i o n a m i e n t o c o t i d i a n o , hasta los detalles m á s m u n d a n o s . N u e s tros conceptos estructuran lo que p e r c i b i m o s , c ó m o nos m o -v e m o s en el m u n d o , la manera en que nos r e l a c i o n a m o s c o n otras personas. A s í que nuestro sistema c o n c e p t u a l d e s e m p e ñ a u n papel central en la d e f i n i c i ó n de nuestras realidades c o t i d i a nas. S i estamos en lo cierto al sugerir que nuestro sistema c o n -ceptual es en gran m e d i d a m e t a f ó r i c o , la m a n e r a en que pensam o s , l o que e x p e r i pensam e n t a pensam o s y lo que hacepensamos cada d í a t a pensam -b i é n es en g r a n m e d i d a cosa de m e t á f o r a s .

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hay nte nos i la

blao n -aara o.

que í p l o ven-\e i ac-i c a n le la

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acti-P e r o nuestro sistema c o n c e p t u a l n o es algo de lo que sea-m o s conscientes n o r sea-m a l sea-m e n t e . E n la sea-m a y o r parte de las pe-q u e ñ a s cosas pe-que hacemos todos los d í a s , s e n c i l l a m e n t e pensa-m o s y actuapensa-mos pensa-m á s o pensa-m e n o s a u t o pensa-m á t i c a pensa-m e n t e de acuerdo c o n ciertas pautas. P r e c i s a m e n t e en absoluto es algo o b v i o lo que son esas pautas. U n a m a n e r a de enterarse es m i r a r al l e n -guaje. P u e s t o que la c o m u n i c a c i ó n se basa en el m i s m o sistema c o n c e p t u a l que usamos al pensar y actuar, el lenguaje es u n a i m p o r t a n t e fuente de evidencias acerca de c ó m o es ese sis-t e m a .

S o b r e la base de l a e v i d e n c i a l i n g ü í s t i c a ante t o d o , h e m o s d e s c u b i e r t o que la m a y o r parte de nuestro sistema c o n c e p t u a l o r d i n a r i o es de naturaleza m e t a f ó r i c a . Y hemos e n c o n t r a d o u n a f o r m a de empezar a identificar detalladamente q u é s o n e x a c t a m e n t e las m e t á f o r a s que estructuran la m a n e r a en que p e r c i b i m o s , pensamos y actuamos.

P a r a dar u n a idea de lo que p o d r í a significar que u n c o n c e p to es m e t a f ó r i c o y que ese c o n c e p t o estructura nuestra a c t i v i -d a -d c o t i -d i a n a , c o m e n c e m o s c o n el c o n c e p t o DISCUSIÓN ( / A R

-G U M E N T O1) y la m e t á f o r a c o n c e p t u a l U N A DISCUSIÓN ES U N A G U E R R A. E s t a m e t á f o r a se refleja en nuestro lenguaje c o t i d i a n o en u n a a m p l i a v a r i e d a d de expresiones:

U N A DISCUSIÓN ES UNA GUERRA'

Tus afirmaciones son indefendibles.

Atacó todos los puntos débiles de mi argumento.

Sus críticas dieron justo en el blanco. Destruí su argumento.

Nunca le he vencido en una discusión. ¿No estás de acuerdo? Vale, ¡dispara!

Si usas esa estrategia, te aniquilará.

E s i m p o r t a n t e v e r que n o es que nos l i m i t e m o s a hablar de discusiones ( / a r g u m e n t o s ) en t é r m i n o s b é l i c o s . P o d e m o s ,

1 E l inglés argument tiene tanto el sentido de un discurso construido para apoyar una posición, como el de un proceso de razonar, debatir o discutir. Por tanto, cuando se alude a la metáfora ARGUMENT IS WAR hay que considerar ese doble sentido. Generalmente en español diríamos discusión, pero en capítulos posteriores, donde se habla de racional argument, hay que entender también «ar-gumento»..

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4 realmente, ganar o perder e n las discusiones. V e m o s a la |£er-s o n a c o n la que d i |£er-s c u t i m o |£er-s c o m o u n o p o n e n t e . A t a c a m o |£er-s |£er-su|£er-s posiciones y defendemos las nuestras. G a n a m o s y p e r d e m o s t e r r e n o . P l a n e a m o s y usamos estrategias. S i e n c o n t r a m o s que u n a p o s i c i ó n es indefendible, la a b a n d o n a m o s y adoptamos u n a n u e v a l í n e a de ataque. M u c h a s de las cosas que hacemos al d i s c u t i r e s t á n estructuradas p a r c i a l m e n t e p o r el concepto- de guerra. A u n q u e n o hay u n a batalla física, se da u n a batalla y e r bal, y la estructura de u n a d i s c u s i ó n —ataque, defensa, c o n -traataque, etc.— lo refleja. E n este sentido, la m e t á f o r a U N A

DISCUSIÓN ES U N A G U E R R A es algo de lo que v i v i m o s e n n u e s t r a c u l t u r a , estructura las acciones que ejecutamos al d i s c u t i r . "•

T r a t e m o s de i m a g i n a r u n a c u l t u r a en la que las discusiones n o se v i e r a n en t é r m i n o s b é l i c o s , en la que nadie perdiera n i ganara, d o n d e n o existiera el sentido de atacar o defender,''ga-n a r o perder terredefender,''ga-no. I m a g i defender,''ga-n e m o s u defender,''ga-n a c u l t u r a e defender,''ga-n la que u defender,''ga-n a d i s c u s i ó n fuera visualizada c o m o u n a danza, los participantes c o m o bailarines, y en la cual el fin fuera ejecutarla de u n a m a -n e r a e q u i l i b r a d a y e s t é t i c a m e -n t e agradable. ' E -n esta cultura^ la gente c o n s i d e r a r í a las discusiones de u n a m a n e r a diferente^ las e x p e r i m e n t a r í a de u n a m a n e r a distinta, las l l e v a r í a a cabo, de o t r o m o d o y h a b l a r í a acerca de ellas de o t r a m a n e r a . P e r o noso-tros seguramente n o c o n s i d e r a r í a m o s que estaban d i s c u t i e n d o en absoluto, p e n s a r í a m o s que h a c í a n algo d i s t i n t o s i m p l e m e n -te. I n c l u s o p a r e c e r í a e x t r a ñ o l l a m a r « d i s c u t i r » a su a c t i v i d a d . Q u i z á la m a n e r a m á s neutral de d e s c r i b i r la d i f e r e n c i a entre s u c u l t u r a . y la nuestra s e r í a d e c i r que nosotros tenemos u n a for-m a de d i s c u s i ó n estructurada en t é r for-m i n o s b é l i c o s y ellos t i e n e n o t r a , estructurada en t é r m i n o s de danza.

E s t e es u n ejemplo de lo que significa que u n c o n c e p t o m e

-t a f ó r i c o , p o r ejemplo U N A DISCUSIÓN ES U N A G U E R R A, e s t r u c t u ra (al m e n o s en parte) lo que hacemos y la m a n e r a en que é n -t e n d e m o s lo que hacemos c u a n d o d i s c u -t i m o s . La esencia de la metáfora es entender y experimentar un tipo de cosa en términos de otra. N o es que las discusiones sean subespecies de guerras. L a s discusiones y la g u e n a son dos cosas de diferente t i p o — d i s -cursos verbales y conflictos armados r e s p e c t i v a m e n t e — y las acciones ejecutadas son diferentes tipos de acciones. P e r o u n a d i s c u s i ó n se estructura parcialmente, se piensa e n ella, se eje-cuta y se describe en t é r m i n o s b é l i c o s . E l c o n c e p t o se

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tura m e t a f ó r i c a m e n t e , la a c t i v i d a d se estructura m e t a f ó r i c a m e n t e , y, e n c o n s e c u e n c i a , el lenguaje se estructura m e t a f ó r i -camente.

P o r o t r a parte, esta es la m a n e r a ordinaria en la que m a n t e -n e m o s u -n a d i s c u s i ó -n y hablamos de ella. L a l b i m a -n o r m a l e -n que habiamos de atacar u n a p o s i c i ó n es usar las palabras «ata-car u n a p o s i c i ó n » . N u e s t r a s formas c o n v e n c i o n a l e s de h a b l a r sobre discusiones p r e s u p o n e n u n a m e t á f o r a de l;i que r a r a m e n -te somos conscien-tes. L a m e t á f o r a n o e s t á m e r a m e n t e en las palabras que usamos — e s t á e n nuestro c o n c e p t o m i s m o de d i s c u s i ó n . E l lenguaje de la d i s c u s i ó n n o es p o é t i c o , i m a g i n a t i -v o O r e t ó r i c o ; es literal. H a b l a m o s de discusiones de esa m a n e -ra p o r q u e las c o n c e b i m o s de esa m a n e r a — y actuamos s e g ú n la f o r m a en que c o n c e b i m o s las cosas.

L a a f i r m a c i ó n m á s i m p o r t a n t e que h e m o s hecho hasta a h o r a es que la m e t á f o r a n o es solamente u n a c u e s t i ó n del lenguaje, es d e c i r , de palabras meramente. Sostenemos que, p o r el c o n t r a r i o , los procesos del p e n s a m i e n t o h u m a n o son en g r a n m e -dida m e t a f ó r i c o s . E s t o es lo que queremos d e c i r c u a n d o afir-m a afir-m o s que el sisteafir-ma c o n c e p t u a l h u afir-m a n o e s t á estructurado y se define de u n a m a n e r a m e t a f ó r i c a . L a s m e t á f o r a s c o m o ex-presiones l i n g ü í s t i c a s son posibles, precisamente, p o r q u e s o n m e t á f o r a s e n el sistema c o n c e p t u a l de u n a persona. A s í pues, c u a n d o e n este l i b r o hablamos de m e t á f o r a s , tales c o m o U N A

DISCUSIÓN ES U N A G U E R R A, debe entenderse que metáfora s i g n i -fica concepto metafórico.

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L a sistematicidad

de los conceptos metafóricos

L a s discusiones n o r m a l m e n t e siguen m o d e l o s ; es decir, hay ciertas cosas que hacemos y n o hacemos c a r a c t e r í s t i c a m e n t e en u n a d i s c u s i ó n . E l hecho de que e n parte c o n c e p t u a l i c e m o s las discusiones c o m o batallas influye s i s t e m á t i c a m e n t e e n la f o r m a que adoptan las discusiones y la m a n e r a e n que h a b l a m o s acerca de l o que hacemos al d i s c u t i r . P u e s t o que el c o n -cepto m e t a f ó r i c o es s i s t e m á t i c o , el lenguaje que usamos para hablar sobre ese aspecto del c o n c e p t o es t a m b i é n s i s t e m á t i c o .

V i m o s e n la m e t á f o r a U N A DISCUSIÓN ES U N A G U E R R A que ciertas expresiones d e l v o c a b u l a r i o de la g u e r r a , p o r ejemplo atacar una posición, indefendible, estrategia, nueva linea de ataque,

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P a r a hacernos u n a idea de c u á l es la f o r m a e n que las expre-siones m e t a f ó r i c a s de nuestro lenguaje c o t i d i a n o n o s p u e d e n i n d i c a r la naturaleza m e t a f ó r i c a de los conceptos que estructu-ran nuestras actividades cotidianas, consideremos el c o n c e p t o m e t a f ó r i c o E L TIEMPO ES D I N E R O, tal c o m o se refleja e n nuestra lengua.

E L TIEMPO ES DINERO

Me estás haciendo perder el tiempo. Este artilugio te ahorrará horas. N o tengo tiempo para dedicártelo1.

¿En qué gastas el tiempo estos días?

Esa rueda deshinchada me ha costado una hora. He invertido mucho tiempo en ella.

No dispongo de tiempo suficiente para eso. Estás terminando con tu tiempo.

Tienes que calcular el tiempo.

Reserva algo de tiempo para el ping pong. ¿Vale la pena gastar ese tiempo?

¿Te sobra mucho tiempo? V i v e de tiempo prestado.

N o utilizas tu tiempo con provecho. Perdí mucho tiempo cuando caí enfermo. Gracias por tu tiempo.

E n nuestra c u l t u r a , e l t i e m p o es u n a cosa valiosa. E s u n re-c u r s o l i m i t a d o que u t i l i z a m o s para alre-canzar nuestros objetivos. D e b i d o a que e n la f o r m a e n que h a e v o l u c i o n a d o e n la c u l t u r a o c c i d e n t a l m o d e r n a e l c o n c e p t o de trabajo v a c a r a c t e r í s t i c a -m e n t e asociado c o n el t i e -m p o que lleva realizarlo, y e l t i e -m p o se c u a n t i f i t a c o n p r e c i s i ó n , se h a c o n v e r t i d o e n u n a c o s t u m b r e pagar a la gente p o r horas, semanas o a ñ o s . E n nuestra c u l t u r a E L TIEMPO ES DINERO de muchas maneras: las unidades de las llamadas t e l e f ó n i c a s , los salarios p o r horas, los precios de las habitaciones de h o t e l , los presupuestos anuales, los intereses en los p r é s t a m o s , y el pago de las deudas a la sociedad p o r m e -d i o -de servicios temporales. Estas p r á c t i c a s s o n relativamente nuevas e n la h i s t o r i a de l a raza h u m a n a , y e n absoluto existen

2 E n inglés se usa el verbo grve, literalmente «dar». En español existen ade-más expresiones como tlTitnes un minuto?».

I

en todas las culturas. H a n aparecido e n las sociedades i n d u s triales modernas y estructuran nuestras actividades b á s i c a s c o -tidianas de m a n e r a m u y profunda. D e m a n e r a a n á l o g a aL he-cho de que actuamos c o m o si el t i e m p o fuera u n a cosa v a l i o s a — u n recurso l i m i t a d o , d i n e r o i n c l u s o — concebimos el t i e m p o de esa manera. E s decir, entendemos y e x p e r i m e n t a m o s el t i e m p o c o m o el tipo de objeto que puede ser gastado, desperdiciado, calculado, i n v e r t i d o acertada o desacertadamente, a h o r r a d o y

d e s p i l f a r r a d o . T a n t o E L T I E M P O ES D I N E R O, c o m o E L T I E M P O ES

U N R E C U R S O L I M I T A D O y E L T I E M P O ES U N O B J E T O V A L I O S O s o n conceptos m e t a f ó r i c o s . S o n m e t a f ó r i c o s desde el m o m e n t o e n que estamos usando nuestras experiencias cotidianas c o n e l d i nero, los recursos l i m i t a d o s y las cosas valiosas para c o n c e p -tualizar el t i e m p o . N o existe n i n g u n a necesidad p o r la c u a l el ser h u m a n o deba conceptualizar el t i e m p o de esta manera; e s t á ligada a nuestra cultura. E x i s t e n otras culturas e n las que el t i e m p o n o es n i n g u n a de estas cosas.

L o s c o n c e p t o s m e t a f ó r i c o s E L T I E M P O ES D I N E R O , E L T I E M P O

ES U N R E C U R S O L I M I T A D O, y E L T I E M P O ES. U N OBJETO V A L I O S O constituyen u n sistema ú n i c o basado en l a s u b e a t e g o r i z a c i ó n , ya que e n nuestra sociedad el d i n e r o es u n recurso l i m i t a d o y los recursos limitados s o n cosas valiosas. Estas relaciones de s u b e a t e g o r i z a c i ó n caracterizan ciertos v í n c u l o s entre las m e t á

-foras. Q u e E L T I E M P O ES D I N E R O i m p l i c a que E L T I E M P O ÉS U N

R E C U R S O L I M I T A D O, l o c u a l a su v e z i m p l i c a que E L T I E M P O ES

U N A COSA V A L I O S A . h E s t a m o s adoptando l a p r á c t i c a de usar el c o n c e p t o m e t a f ó

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Sistematicidad metafórica:

destacar y ocultar

L a m i s m a s i s t e m a t i c i d a d que nos p e r m i t e c o m p r e n d e r u n aspecto de u n c o n c e p t o en t é r m i n o s de o t r o ( p o r ejemplo, c o m p r e n d e r u n aspecto de la d i s c u s i ó n en t é r m i n o s de u n a b a -talla) necesariamente h a de o c u l t a r otros aspectos d e l c o n c e p t o en c u e s t j ó n . A l p e r m i t i r n o s c o n c e n t r a r n o s en u n aspecto d e l c o n c e p t o ( p o r ejemplo, los aspectos b é l i c o s de u n a d i s c u s i ó n ) , u n c o n c e p t o m e t a f ó r i c o puede i m p e d i r que nos c o n c e n t r e m o s en otros aspectos del c o n c e p t o que son inconsistentes c o n esa m e t á f o r a . P o r ejemplo, en m e d i o de u n a d i s c u s i ó n acalorada, c u a n d o estamos obcecados en el ataque de las p o s i c i o n e s de n u e s t r o o p o n e n t e y l a defensa de las nuestras, p o d e m o s p e r d e r de vista los aspectos c o o p e r a t i v o s de la d i s c u s i ó n . P u e d e c o n s i derarse que alguien que e s t á d i s c u t i e n d o c o n o t r o e s t á d e d i c á n -dole su t i e m p o , u n a cosa v a l i o s a , en u n esfuerzo c o m ú n de m u t u o e n t e n d i m i e n t o . P e r o c u a n d o estamos preocupados p o r los aspectos b é l i c o s , a m e n u d o perdemos de vista los aspectos c o o p e r a t i v o s .

U n caso m u c h o m á s sutil de la m a n e r a en que u n c o n c e p t o m e t a f ó r i c o puede o c u l t a r u n aspecto de nuestra e x p e r i e n c i a puede observarse en l o que M i c h a e l R e d d y ha d e n o m i n a d o l a « m e t á f o r a d e l c a n a l » . R e d d y o b s e r v a que nuestro lenguaje so-bre el lenguaje e s t á estructurado de u n a m a n e r a general p o r m e d i o d é l a siguiente m e t á f o r a compleja:

LAS IDEAS (O SIGNIFICADOS) SON OBJETOS. LAS EXPRESIONES LINGÜÍSTICAS SON RECIPIENTES. L A COMUNICACIÓN CONSISTE E N U N ENVÍO.

E l hablante p o n e ideas (objetos) e n las palabras (recipientes) y las e n v í a (a t r a v é s de u n canal) o u n oyente que extrae las ideas-objetos de sus recipientes. R e d d y l o d o c u m e n t a c o n m á s de cien tipos de expresiones en i n g l é s , que él e s t i m a que d a n cuenta de al menos el 7 0 % de las expresiones que usamos p a r a hablar sobre el lenguaje. V e a m o s algunos ejemplos:

La metáfora del CANAL

Es difícil hacerle llegar esa idea. Y o te di esa idea.

Nos alcanzaron tus razones.

Es difícil poner mis ideas en palabras.

Cuando tengas una buena idea trata de capturarla inmediatamente en palabras.

Trata de poner más pensamiento en menos palabras. N o se puede simplemente llenar de ideas una oración. E l significado está ahí mismo en las palabras.

Sus palabras tienen poco significado.

La Introducción tiene una gran cantidad de contenido. Tus palabras parecen huecas.

La oración no tiene significado.

Las ideas están enterradas en párrafos terriblemente difíciles. \ .

E n ejemplos c o m o é s t o s es m u c h o m á s difícil v e r que hay algo o c u l t o por la m e t á f o r a , o i n c l u s o que hay u n a m e t á f o r a . E n tan gran m e d i d a es esta la m a n e r a c o n v e n c i o n a l de pensar sobre el lenguaje que, a veces, es difícil i m a g i n a r que p o d r í a n o ajustarse a la realidad. P e r o si atendemos a l o que supone l a m e t á f o r a d e l C A N A L, p o d e m o s v e r algunas de las formas e n que enmascara aspectos d e l proceso de la c o m u n i c a c i ó n .

E n p r i m e r lugar, ese aspecto de la m e t á f o r a d e l C A N A L que se puede f o r m u l a r c o m o LAS EXPRESIONES LINGÜÍSTICAS S O N

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dependiente de la gente y los contextos. L a parte de la m e t á f o

-ra que d i c e que LAS EXPRESIONES LINGÜISTICAS SON R E C I P I E N -TES PARA SIGNIFICADOS supone que las palabras (y las sentencias) t i e n e n significados, de n u e v o independientes de los c o n ceptos y los hablantes. Estas m e t á f o r a s son apropiadas en m u -chas situaciones — a q u é l l a s en que las diferencias de c o n t e x t o n o t i e n e n i m p o r t a n c i a y en las que todos los participantes e n la c o n v e r s a c i ó n e n t i e n d e n las expresiones de la m i s m a m a n e r a . Estas dos i m p l i c a c i o n e s quedan ejemplificadas en o r a c i o n e s c o m o :

E l significado está ahí mismo en las palabras

que, de acuerdo c o n la m e t á f o r a d e l C A N A L, p o d r í a decirse de cualquier o r a c i ó n . P e r o hay m u c h o s casos en que el c o n t e x t o i m p o r t a . H e a q u í u n caso famoso, registrado e n una c o n v e r s a -c i ó n real, p o r P a m e l a D o w n i n g :

Por favor, siéntate en el asiento del zumo de manzana.

E s t a o r a c i ó n , aislada, n o tiene significado a l g u n o , ya que la ex-p r e s i ó n «el asiento d e l z u m o de m a n z a n a » n o es u n a f o r m a c o n v e n c i o n a l de referirse a n i n g u n a clase de objeto. P e r o la o r a c i ó n tiene sentido perfecto en el c o n t e x t o e n que fue profe-rida. U n i n v i t a d o de la n o c h e a n t e r i o r v i n o a desayunar. H a b í a c u a t r o sitios, tres c o n z u m o de naranja y u n o c o n z u m o de m a n z a n a . E r a c l a r o que era «el asiento d e l z u m o de m a n z a n a » . I n c l u s o a la m a ñ a n a siguiente, c u a n d o ya n o h a b í a z u m o de m a n z a n a , t o d a v í a era c l a r o q u é sitio era «el asiento del z u m o de m a n z a n a » . A d e m á s de oraciones que n o t i e n e n significado fuera de c o n t e x t o , hay casos en que u n a sola o r a c i ó n significa cosas diferentes para gente distinta. C o n s i d e r e m o s :

Necesitamos fuentes de energía alternativas

significa algo m u y diferente para el presidente de M o b i l O i l y para el presidente de A m i g o s de la T i e r r a . E l significado n o e s t á e n la o r a c i ó n m i s m a — t i e n e m u c h a i m p o r t a n c i a q u i é n e s t á d i c i e n d o o e s c u c h a n d o la sentencia, y c u á l e s son sus acti-tudes p o l í t i c a s y sociales. L a m e t á f o r a del C A N A L n o se ajusta a

casos en los que es necesario el c o n t e x t o para d e t e r m i n a r si la o r a c i ó n tiene significado y, si es así, c u á l es ese significado.

E s t o s ejemplos muestran que los c o n c e p t o s m e t a f ó r i c o s que hemos e x a m i n a d o nos p r o p o r c i o n a n u n a c o m p r e n s i ó n p a r c i a l de lo que son la c o m u n i c a c i ó n , la d i s c u s i ó n y el t i e m p o , y que, h a c i é n d o l o , o c u l t a n otros aspectos de estos conceptos. E s i m -portante v e r que la e s t r u c t u r a c i ó n m e t a f ó r i c a que se i m p l i c a a q u í es parcial, n o total. S i fuera total, u n c o n c e p t o seria e n realidad el o t r o , n o s e r í a m e r a m e n t e e n t e n d i d o en t é r m i n o s del o t r o . P o r ejemplo, el t i e m p o n o es realmente d i n e r o . S i u n o gasta su tiempo tratando de hacer algo y n o le sale b i e n , n a -die le d e v u e l v e su t i e m p o . N o hay bancos p a r a el t i e m p o . Y o puedo dedicarte m u c h o t i e m p o , pero t ú n o puedes d e v o l v e r m e el m i s m o t i e m p o , aunque puedes devolverme la misma cantidad de tiempo. Y a s í sucesivamente. A s í pues, parte de u n c o n c e p t o m e t a f ó r i c o n o se ajusta n i puede ajustarse a la realidad. ¡k

P o r otra parte, los conceptos m e t a f ó r i c o s p u e d e n extenderse m á s allá del r a n g o de las formas literales o r d i n a r i a s de p e n sar y hablar, hasta el rango de lo que se d e n o m i n a p e n s a m i e n -to y lenguaje figurativo, p o é t i c o , colorista, o i m a g i n a t i v o . A s í , si las ideas son objetos, p o d e m o s vestirlas con ropas caprichosas,

jugar con ellas, alinearlas de una manera agradable j ordenada, etc.

P o r consiguiente^ cuando d e c i m o s que u n c o n c e p t o e s t á est r u c est u r a d o p o r u n a m e est á f o r a , queremos decir que e s est á p a r c i a l mente estructurado y que puede ser e x t e n d i d o de ciertas m a

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Metáforas orientacionales

H a s t a é s t e m o m e n t o , h e m o s e x a m i n a d o lo q u ; l l a m a r e m o s

metáforas estructurales, casos en los que u n c o n c e p t o e s t á estruc-turado m e t a f ó r i c a m e n t e en t é r m i n o s de o t r o . P e r o hay o t r o t i p o de c o n c e p t o m e t a f ó r i c o , que n o estructura u n c o n c e p t o en t é r m i n o s de o t r o , sino que o r g a n i z a u n sistema global de c o n -ceptos c o n r e l a c i ó n a otro.' L l a m a r e m o s a estas

metáforas_orien-tacionales, ya que la m a y o r í a de ellas tiene que v e r c o n la o r i e n t a c i ó n espacial: arribaabajo, dentrofuera, d e l a n t e d e t r á s , p r o -f u n d o - s u p e r -f i c i a l , c e n t r a l - p e r i -f é r i c o . Estas orientaciones espa-ciales surgen d e l h e c h o de que tenemos cuerpos ele u n tipo de-terminado" y que f u n c i o n a n c o m o f u n c i o n a n en nuestro m e d i o físico. L a s m e t á f o r a s o r i e n t a c i o n a l e s ^ d a n a u n concepto u n a o r i e n t a c i ó n espacial:'por ejemplo F E L I Z ES ARRIBA. E l hecho de que el c o n c e p t o F E L I Z e s t é o r i e n t a d o ARRIBA lleva a expresio-nes c o m o « H o y m e siento a l t o »3.

Estas Orientaciones m e t a f ó r i c a s n o son arbitrarias, t i e n e n u n a base en nuestra e x p e r i e n c i a física y c u l t u r a l . A u n q u e las o p o s i c i o n e s polares arribaabajo, dentrofuera, etc., s o n de n a -turaleza física, las m e t á f o r a s orientacionales basadas en ellas

3 En español propiamente se habla de «estar alto de moral» o «bajo de mo-ral»; no obstf.nte, abundan más las expresiones referidas a la metáfora T R I S T E ES A B A J O: «Estoy por los suelos», «Estoy hundido (en la miseria)», etc.

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pueden v a r i a r de u n a c u l t u r a a o t r a . P o r ejemplo, en algunas culturas el futuro e s t á delante de n o s o t r o s , mientras que en otras e s t á d e t r á s . V a m o s a e x a m i n a r c o m o i l u s t r a c i ó n las m e t á f o r a s de e s p a c i a l i z a c i ó n arribaabajo, que h a n s i d o i n t e n s i v a -mente estudiadas p o r W i l l i a m N a g y (1974). E n cada caso, daremos u n a breve i n d i c a c i ó n sobre la forma en que cada c o n -cepto m e t a f ó r i c o puede haber s u r g i d o de nuestra e x p e r i e n c i a física y c u l t u r a l . Estas e x p l i c a c i o n e s p r e t e n d e n ser sugerentes y plausibles, n o definitivas.

FELIZ ES ARRIBA; TRISTE ES ABAJO

Me siento alio. Eso me levantó el ánimo. Se me levantó la moral. Es-tás saltando de gozo. Pensar en ella siempre me ayuda a levantarme. Me siento bajo. Estoy deprimido*. Está verdaderamente bajo estos días. Caí en una depresión. M i moral cayó por los suelos. [Se en-cuentra abatido, espero que pronto se remonte.]

Base física: u n a postura i n c l i n a d a a c o m p a ñ a c a r a c t e r í s t i c a mente a la tristeza y la d e p r e s i ó n , u n a postura e r g u i d a a c o m p a -ñ a a u n estado e m o c i o n a l p o s i t i v o .

LO CONSCIENTE ES ARRIBA; LO INCONSCIENTE ES ABAJO

Levanta. Despierta5. Y a estoy levantado. Amaneció (se levantó) pron-to por la mañana1". Cayó dormido. (Se hundió en un profundo sue-ño.] Está bajo hipnosis. Cayó en coma7.

Base física: los h u m a n o s y la m a y o r í a de los o t r o s m a m í f e ros d u e r m e n echados y se m a n t i e n e n de pie c u a n d o e s t á n d o r -m i d o s .

SALUD Y VIDA SON ARRIBA; LA ENFERMEDAD Y LA MUERTE SON ABAJO

Está en la cima de la salud. Lázaro se levantó de entre los muertos.

4 Literalmente, «deprimido» es hundido o abatido, puesto que «depresión» tiene un sentido físico claro.

5 En inglés se utiliza un verbo preposicional con up; pero nótese que en es-pañol puede usarse simplemente «lArriba!» como interjección, con el mismo sentido exactamente que «Wake up!».

6 En inglés se utiliza el mismo verbo, raise, para referirse a la acción de le-vantarse y a la de salir el sol. Es lo equivalente del español «amanecen aplicado a la acción de levantarse.

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E n cuanto a su salud, va hacia arriba. Cayó enfermo. Está decayen-do. Se vino abajo con la gripe. Su salud está declinando. Cayó

muerto.

Base física; las enfermedades graves nos o b l i g a n a yacer físi-camente. C u a n d o alguien e s t á m u e r t o , f í s i c a m e n t e e s t á ten-d i ten-d o .

TENER CONTROL O FUERZA ES ARRIBA; ESTAR SUJETO A CONTROL O FUERZA ES ABAJO

Tengo control sobre ella. Estoy por encima de la situación. Está en una posición superior. Está en la cumbre de su poder. Está en el alto mando. Está en el escalón más alto. Creció su poder. Es superior a mí en fuerza. Está bajo mi control. Cayó del poder. Su poder está en declive. Es socialmente inferior a mí.

Base física: la talla física se c o r r e l a c i o n a c a r a c t e r í s t i c a m e n t e c o n la fuerza física, y el v e n c e d o r de u n a lucha e s t á c a r a c t e r í s -t i c a m e n -t e a r r i b a .

MÁS ES ARRIBA; MENOS ES ABAJO

E l n ú m e r o de libros impresos cada año sigue en alza. Su n ú m e r o es alto. Mis ingresos se elevaron el año pasado. L a actividad artísti-ca en este estado decayó el año pasado. E l n ú m e r o de errores que comete es increíblemente bajo. Sus ingresos disminuyeron el a ñ o pa-sado. Es menor de edad". Si tienes demasiado calor, baja la calefac-ción.

B a s e física: si se a ñ a d e u n a cantidad m a y o r de u n a sustancia o de u n objeto físicos a u n recipiente o pila, se eleva el n i v e l .

LOS ACONTECIMIENTOS FUTUROS PREVISIBLES ESTAN ARRIBA (Y

ADE-L A N T E )

Todas las actividades que va a haber están anotadas en el papel. ¿Qué va a pasar esta semana? Tengo miedo de lo que pueda pa-samos más adelante, ¿Qué hayP.

* En inglés «menor de edad» es literalmente underage, «por debajo de la edad (adulta)».

' En inglés se usa un verbo preposicional con up para referirse a lo que va a pasar. En español parece que la orientación de los acontecimientos futuros no

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Base física: n o r m a l m e n t e nuestros ojos m i r a n en la direc-c i ó n en que direc-c a r a direc-c t e r í s t i direc-c a m e n t e nos m o v e m o s (adelante, h a direc-c i a adelante). C u a n d o u n objeto se a p r o x i m a a u n a persona (o u n a persona se a p r o x i m a a u n objeto) el objeto parece m á s grande. P u e s t o que el suelo se percibe c o m o fijo, la parte s u p e r i o r , d e l objeto parece m o v e r s e hacia la parte s u p e r i o r del c a m p o v i s u a l

de la persona. H

I

U N STATUS ELEVADO ES ARRIBA; U N STATUS BAJO ES ABAJO ¡i

Tiene una elevada posición. Subirá hasta lo más alto. Está en ¡azum-bre de su carrera. Está subiendo la escalera1 0. Tiene poca m.ovilitíad hacia arriba. Está en lo más bajo de la jerarquía social. Bajó de posi-ción.

Bases sociales y físicas: el status e s t á r e l a c i o n a d o c o n e l ' p o -der (social), y el po-der (físico) es arriba.

LO BUENO ES ARRIBA; LO MALO ES ABAJO

Las cosas van mejorando". E l año pasado alcanzamos un pica, pero hemos ido cuesta ahijo desde entonces. Las cosas están en el pun-to más bajo. Hace trabajo de alta calidad.

Bases físicas para el bienestar personal: felicidad, salud, V i d a y c o n t r o l — l a s cosas que caracterizan p r i n c i p a l m e n t e l o q u é es

b u e n o para u n a p e r s o n a — son todas ARRIBA. S

'f;

LA VIRTUD ES ARRIBA; EL VICIO ES ABAJO

Es altruista (tiene elevados pensamientos). Tiene valores altos. Es honrada1 2. Es una buena ciudadana. Eso fue una mala pasada (un truco bajo). N o seas turbio1 3. Y o no me rebajaría a eso. Eso

es tanto ARRIBA como ADKLANTE. En el original: All up coming events are Usted in the paper. What's coming up this week? Fm afraid of what's up ahead of us. What is upf

1 0 No tiene sentido en español, pero nótese que en nuestra lengua se «esca-lan puestos», y se puede ser un «arribista».

1 1 En inglés look up es argot por improve, «mejorar».

1 2 E l inglés upright es equivalente al español «recto», igual que upstanding en

el ejemplo siguiente. ,:

1 3 En inglés underhandii; nótese que aunque no exista en español un adjetivo literalmente equivalente, tiesta la expresión «hacer algo bajo mano», que es pre-cisamente lo opuesto a «hacer algo claramente».

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sería .indigno de m í1 4. Cayó en el abismo del vicio. Eso fue una cosa v i l1 5.

Bases físicas y sociales: l a m e t á f o r a L O B U E M O ES ARRIBA para u n a p e r s o n a (base física) junto c o n u n a m e t á f o r a que

dis-c u t i r e m o s m á s adelante, L A S O C I E D A D ES U N A P E R S O N A (en l a v e r s i ó n e n que u n o no e s t á i d e n t i f i c á n d o s e c o n su sociedad). Ser v i r t u o s o es actuar de acuerdo c o n las n o r m a s establecidas p o r u n a s o c i e d a d / p e r s o n a para m a n t e n e r su bienestar, L A VIR-T U D ES ARRIBA p o r q u e las acciones virtuosas se c o r r e l a c i o n a n c o n el bienestar social desde el p u n t o de vista de la s o c i e d a d / /persona. P u e s t o que las m e t á f o r a s fundamentadas s o c i a l m e n

te f o r m a n parte de la c u l t u r a , l o que cuenta es e l p u n t o de v i s -ta de la s o c i e d a d / p e r s o n a .

LO RACIONAL ES ARRIBA; LO EMOCIONAL ES ABAJO

L a discusión cayó en un nivel emocional, pero \i levanté otra vez al plano; racional. Dejamoslnuestros sentimientos a un Udo y mantuvi-mos una discusión de alto nivel intelectual sobre t;l :ema. N o pudo sobreponerse a sus emociones.

Bases físicas y culturales: e n nuestra c u l t u r a , la gente c o n s i dera que tiene c o n t r o l sobre los animales, las plantas y s u m e d i o físico^ y l o que c o l o c a al h o m b r e p o r e n c i m a de l o s l i h i m a les y le d a c o n t r o l sobre ellos es su capacidad exclusiva de r a -z o n a r . Et, C O N T R O L ES ARRIBA, así, p r o p o r c i o n a u n a base para (la m e t á f o r a ) el H O M B R E ES ARRIBA, y, e n c o n s e c u e n c i a , para (la

m e t á f o r a ) L O R A C I O N A L ES ARRIBA.

Conclusiones

S ó b r e n l a base de estos ejemplos, sugerimos l a s siguientes c o n c l u s i o n e s sobre el f u n d a m e n t o e x p e r i e n c i a l , la c o h e r e n c i a y la s i s t e m a t i c i d a d de los conceptos m e t a f ó r i c o s :

1 4 E n inglés, literalmente, benealb me es «por debajo de mí».

1 5 Literalmente ¡mv-down tbing es un enfático (U.S.A.) para referirse a algo

degradado o abyecto.

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— L a mayoría de nuestros conceptos fundamentales están organi-zados en términos de una o más metáforas especializadoras.

— Hay una sistematicidad interna en cada metáfora espccializado-ra. Por ejemplo, FELIZ ES ARRIBA define un sistema coherente, más que un n ú m e r o de casos aislados y arbitrarios (un ejemplo de un sistema incoherente sería uno en el que, digamos, «Me siento alto» significara «Me siento feliz», pero «Se me levantó la moral» significara «Me siento más triste»).

— Hay una sistematicidad global entre las diferentes metáforas es-pacializadoras, que define la coherencia entre ellas. Así, LO BUE-NO ES ARRIBA da una orientación hacia arriba al bienescar en ge-neral, y esta orientación es coherente con casos especiales como FELIZ ES ARRIBA, SALUD ES ARRIBA, VIVO ES ARRIBA, CONTROL ES ARRIBA; STATUS ES ARRIBA es coherente con CONTROL ES ARRIBA.

— Las metáforas espacializadoras tienen sus raíces en la experien-cia física y cultural; no son asignadas de manera arbitraria. Una metáfora puede servir como vehículo para entender un concep-to solamente en virtud de sus bases experienciales (algunas de las complejidades de la base experiencial de la metáfora se discu-ten en la sección siguiente).

— Hay muchas posibles bases físicas y sociales: para la metáfora. L a coherencia dentro del sistema global parece ser parte de la ra-zón por la que se elige una en vez de otra. P o r ejemplo, la felici-dad también tiende a correlacionarse físicamente con la sonrisa y un sentimiento general de expansividad. E n principio esto po-dría constituir la base para una metáfora FELIZ ES ANCHO; TRIS-TE ES ESTRECHO1 6. Y de hecho existen expresiones metafóricas menores, como «Me siento expansivo» que seleccionan un aspec-to de la felicidad distinaspec-to del que selecciona «Me sienaspec-to alta». Pero la metáfora principal en nuestra cultura es FELIZ ES ARRI-BA; hay una razón por la que hablamos de la altura del éxtasis y no de la anchura del éxtasis, FELIZ ES ARRIBA es coherente con BUENO ES ARRIBA, SANO ES ARRIBA, etC.

— E n algunos casos, la espacialización es una parte tan esencial de un concepto que es difícil imaginar una metáfora alternativa que pudiera estructurarla. E n nuestrsusociedad «status alto» es uno de esos conceptos. Otros casos, como felicidad, no son tan claros. E l concepto de felicidad ¿es independiente de la

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ra FELIZ ES ARRIBA, o la espacialización arriba-abajo de la felici-dad es parte del concepto? Creemos que es una parte del con-cepto dentro de un sistema conceptual dado. L a metáfora FELIZ ES ARRIBA sitúa a la felicidad dentro de un sistema metafórico coherente y parte de su significado deriva de su papel en ese sis-tema.

— Los denominados conceptos puramente intelectuales, por ejem-plo los conceptos de una teoría científica, están a menudo —quizá siempre— basados en metáforas que tienen un funda-mento físico y / o cultural. Altas en «partículas de altas energías» se basa en MÁS ES ARRIBA. Alto en «funciones de alto nivel», como en la psicología fisiológica, se basa en LO RACIONAL ES ARRIBA. Bajo en «fonología de bajo nivel» (que se refiere a aspec-tos fonéticos detallados de los sistemas sonoros de los lenguajes) se basa en LA REALIDAD MUNDANA ES ABAJO (como en «con los pies en la tierra»). La capacidad de atracción intuitiva de una teoría científica tiene que ver con el acierto con que sus metáfo-ras se ajusten a la experiencia personal.

— Nuestra experiencia física y cultural proporciona muchos funda-mentos posibles para metáforas espacializadoras. Cuáles son los elegidos y cuáles se convierten en los principales puede variar de una cultura a otra.

— Es difícil distinguir las bases físicas de las culturales en una me-táfora, ya que la elección de una base física entre muchas otras posibles tiene que ver con la coherencia cultural.

Las fundamentos experienciales de ¡as metáforas

N o sabemos m u c h o sobre los fundamentos experienciales de las m e t á f o r a s . D e b i d o a nuestra i g n o r a n c i a en esta m a t e r i a hemos d e s c r i t o las m e t á f o r a s separadamente, y s ó l o d e s p u é s h e m o s a ñ a d i d o unas notas especulativas sobre sus posibles fundamentos experienciales. A d o p t a m o s esta p r á c t i c a n o p o r p r i n c i p i o , s i n o p o r i g n o r a n c i a . En realidad creemos que"ninguna

metáfora se puede entender, ni siquiera representar, adecuadamente

in-dependientemente de su fundamento en la experiencia. P o r ejemplo MÁS ES ARRIBA tiene u n t i p o de base en la experiencia m u y d i

-ferente de F E L I Z ES A R R I B A O R A C I O N A L ES ARRIBA. A u n q u e el

c o n c e p t o ARRIBA es el m i s m o en todas las m e t á f o r a s , las expe-riencias en las que estas m e t á f o r a s ARRIBA se basan son m u y

diferentes. N o es que haya m u c h o s ARRIBA distintos; m á s b i e n se trata de que la v e r t i c a l i d a d p a r t i c i p a en nuestra e x p e r i e n c i a de muchas maneras distintas, y a s í da lugar a muchas m e t á f o -ras diferentes.

U n a m a n e r a de enfatizar l a i n s e p a r a b i l i d a d de las m e t á f o r a s de su base experiencial s e r í a i n c o r p o r a r la base e x p e r i e n c i a l d e n t r o de la r e p r e s e n t a c i ó n m i s m a . A s í , en vez de escribir MÁS ES ARRIBA, y R A C I O N A L ES ARRIBA, p o d r í a m o s hacer v i s i b l e u n a r e l a c i ó n m á s compleja en el diagrama:

MÁS ARRIBA %

B A S E

E X P E R I E N C I A L I i I

A B A J O

B A S E

E X P E R I E N C I A L II

E M O C I O N A L A B A J O a

U n a r e p r e s e n t a c i ó n c o m o é s t a e n f a t i z a r í a que las dos partes de cada m e t á f o r a ú n i c a m e n t e e s t á n unidas p o r u n a base expe-riencial, y que s ó l o p o r m e d i o de estas bases experienciales pueden servirnos las m e t á f o r a s para entendernos. N o usare-m o s estas representaciones, p e r o e x c l u s i v a usare-m e n t e porque sabemos m u y poco acerca de las bases experienciales de las m e t á f o -ras. C o n t i n u a r e m o s u t i l i z a n d o la palabra «es» al f o r m u l a r ¡me-t á f o r a s c o m o MÁS ES ARRIBA, p e r o este «es» debe ser c o n s i d e r a -d o c o m o una abreviatura -de u n conjunto -de experiencias en el que se basa la m e t á f o r a y en cuyos t é r m i n o s la entendemos.

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« E s o e s t á en el aire» y « E l asunto e s t á deádido»u'. E s t a m e t á f o r a

tiene u n a Base e x p e r i e n c i a l m u y parecida a E N T E N D E R ES C A P

-T U R A R, c o m o e n « N o cogí su e x p l i c a c i ó n » . C u a n d o se trata de objetos físicos, si u n o puede coger algo y tenerlo e n la m a n o , puede m i r a r l o cuidadosamente y alcanzar u n a c o m p r e n s i ó n r a z o n a b l e m e n t e buena del m i s m o . E s m á s fácil coger algo y m i -rarlo cuidadosamente si está en el suelo en u n

sitio

d e t e r m i n a -do, que si e s t á flotando e n el aire ( c o m o u n a hoja o u n t r o z o de

papel). A s í pues, L O D E S C O N O C I D O ES ARRIBA; L O C O N O C I D O ES

A B A J O es c o h e r e n t e c o n E N T E N D E R ES C A P T U R A R ( C O G E R ) .

P e r o D E S C O N O C I D O ES ARRIBA n o es coherente c o n m e t á f o

-ras COmO 3 U E N 0 ES ARRIBA y L O T E R M I N A D O ES A R R I B A ( c o m o en « e s t o y t e r m i n a n d o » )1 8. P o d r í a esperarse que T E R M I N A D O

es-t u v i e s e e m p a r e j a d o c o n C O N O C I D O y N O T E R M I N A D O c o n D E S -C O N O -C I D O. P e r o e n l o que c o n c i e r n e a las m e t á f o r a s de la v e r -ticalidad n o es ese el caso. L a r a z ó n es que D E S C O N O C I D O ES ARRIBA tiene u n a base e x p e r i e n c i a l m u y distinta de T E R M I N A D O

ES A R R I B A . *

ñ

1 7 Literalmente: «That's up in thc oír», «The matter is sefíUd». 1 8 «I am finishing upj>

58

5

Metáfora y coherencia cultural

L o s valores m á s fundamentales e n u n a c u l t u r a s e r á n c o h e -rentes c o n la estructura m e t a f ó r i c a de los c o n c e p t o s funda-mentales e n l a m i s m a . P o r ejemplo, c o n s i d e r e m o s algunos de los valores culturales de nuestra sociedad que s o n coherentes c o n nuestras m e t á f o r a s espacializadoras A R R I B A - A B A J O y cuyos opuestos n o s e r í a n coherentes.

« M á s es m e j o r » es coherente c o n MÁS ES ARRIBA y B U E N O ES

A R R I B A .

« M e n o s es m e j o r » n o es coherente c o n ellas.

« M á s grande es m e j o r » es coherente c o n MÁS ES ARRIBA y

B U E N O ES A R R I B A .

« M á s p e q u e ñ o es mejon> n o es coherente c o n ellas.

« E l futuro s e r á m e j o r » es coherente c o n E L F U T U R O ES A R R I

-B A y B U E N O ES A R R I B A .

« E l futuro s e r á p e o r » n o lo es.

« H a b r á m á s e n el f u t u r o » es coherente c o n MÁS ES ARRIBA y

E L F U T U R O ES A R R I B A .

«Su s i t u a c i ó n s e r á m á s elevada e n e l f u t u r o » es coherente

COn S I T U A C I Ó N E L E V A D A ES ARRIBA y E L F U T U R O ES A R R I B A .

(12)

de p r o g r e s o . « H a b r á m á s e n e l f u t u r o » presenta c o m o casos es-peciales la a c u m u l a c i ó n de bienes y la i n f l a c i ó n de los salarios. « T u s i t u a c i ó n s e r á m á s elevada e n el f u t u r o » es u n a declara-c i ó n de a m b i declara-c i ó n . S o n declara-coherentes declara-c o n nuestras m e t á f o r a s espacializadoras actuales; sus opuestos n o lo s e r í a n . A s í que p a -rece que nuestros valores n o s o n independientes, sino que deben f o r m a r u n sistema coherente c o n los conceptos m e t a f ó r i -cos de los que v i v i m o s . N o estamos a f i r m a n d o que todos los valores culturales coherentes c o n u n sistema m e t a f ó r i c o exis-tan e n realidad, solamente que aquellos que existen y e s t á n p r o f u n d a m e n t e establecidos s o n consistentes c o n el sistema m e t a f ó r i c o .

L o s valores i n d i c a d o s m á s a r r i b a se m a n t i e n e n de m a n e r a generalizada en nuestra c u l t u r a s i las circunstancias se mantien e mantien . P e r o d e b i d o a que mantien o r m a l m e mantien t e las circumantienstamantiencias c a m -b i a n , a m e n u d o hay c o n f l i c t o s entre estos valores, y p o r l o tan-t o hay c o n f l i c tan-t o s entan-ttan-te las m e tan-t á f o r a s asociadas c o n ellos. P a r a e x p l i c a r estos c o n f l i c t o s entre valores (y sus m e t á f o r a s ) debe-m o s d e s c u b r i r q u é prioridades o t o r g a a los valores y debe-m e t á f o r a s en c u e s t i ó n la s u b c u l t u r a que los usa. P o r ejemplo MÁS ES ARRI-B A, s i e m p r e parece poseer la m á s alta p r i o r i d a d puesto que tie-ne el f u n d a m e n t o físico m á s claro. L a p r i o r i d a d de MÁS ES ARRIBA sobre B U E N O ES ARRIBA puede observarse en ejemplos c o m o « L a i n f l a c i ó n e n t á é n a/zfl» y « L a tasa de c r i m i n a l i d a d as-átnde». D a d o que l a i n f l a c i ó n y la tasa de c r i m i n a l i d a d s o n m a -las, estas sentencias significan l o que significan porque MÁS ES ARRIBA tiene siempre la m á s alta p r i o r i d a d .

E n general, l a e l e c c i ó n de los valores a los que se concede p r i o r i d a d es cosa de l a subcultura e n l a que se v i v e , y p a r c i a l m e n t e t a m b i é n de los valores personales. L a s diversas s u b c u l -turas de u n a c u l t u t a p r i n c i p a l c o m p a r t e n valores b á s i c o s , pero les c o n c e d e n prioridades distintas. P o r ejemplo MÁS G R A N D E ES MEJOR puede e n t r a r e n c o n f l i c t o c o n H A B R Á MÁS E N E L F U T U R O c u a n d o se plantea si es preferible c o m p r a r u n coche grande a h o r a y pagar plazos durante m u c h o t i e m p o , plazos que se c o -m e r á n futuros salarios, o s i es preferible c o -m p r a r u n coche pe-q u e ñ o y barato. E x i s t e n subculturas americanas en las pe-que u n o c o m p r a el c o c h e grande y n o se p r e o c u p a p o r el futuro, y exis-ten otras e n las que el futuro se p o n e e n p r i m e r lugar y u n o c o m p r a el c o c h e p e q u e ñ o . H u b o u n t i e m p o (antes de la

infla-60

j

y

*

c i ó n y la crisis de la e n e r g í a ) e n que tener u n coche p e q u e ñ o estaba m u y b i e n considerado d e n t r o de la subcultura e n la q u e

L A V I R T U D ES ARRIBA y A H O R R A R ES VIRTUOSO t e n í a n p r i o r i d a d sobre MÁS G R A N D E ES MEJOR. E n nuestros d í a s e l n ú m e r o de poseedores de coches p e q u e ñ o s se h a elevado d r á s t i c a m e n t e porque existe u n a gran s u b c u l t u r a e n l a que A H O R R A R DINERO

ES MEJOR tiene p r i o r i d a d sobre MÁS G R A N D E ES MEJOR.

A d e m á s de subculturas, existen grupos cuya c a r a c t e r í s t i c a definitoria es que c o m p a r t e n ciertos valores i m p o r t a n t e s que e s t á n e n c o n f l i c t o c o n los de l a c o r r i e n t e c u l t u r a l p r i n c i p a l . P e r o de formas menos obvias m a n t i e n e n otros valores de l a corriente c u l t u r a l p r i n c i p a l . T o m e m o s las O r d e n e s m o n á s t i c a s , c o m o los trapenses. A l l í M E N O S ES MEJOR y MÁS P E Q U E Ñ O ES MEJOR, s o n verdad c o n respecto a posesiones materiales, que se c o n s i d e r a n algo que dificulta l o i m p o r t a n t e , es decir, s e r v i r a D i o s . L o s trapenses c o m p a r t e n c o n l a c u l t u r a p r i n c i p a l el v a -lor L A V I R T U D ES ARRIBA, aunque le d a n l a p r i o r i d a d absoluta y una d e f i n i c i ó n m u y diferente, MÁS es t o d a v í a MEJOR, aunque se aplica a la v i r t u d ; y ti status t o d a v í a es ARRIBA, aunque n o se trata de u n status en este m u n d o sino e n o t r o superior, el rei-n o de D i o s . A u rei-n m á s E L F U T U R O SERÁ MEJOR es v e r d a d e n t é r -m i n o s de c r e c i -m i e n t o espiritual (ARRIBA) y, finalmente, de la s a l v a c i ó n (realmente ARRIBA). E s t o es t í p i c o de grupos que est á n fuera de la corrieneste c u l est u r a l p r i n c i p a l . L a v i r est u d , la b o n dad y el status pueden ser radicalmente redefinidos, pero s i -guen siendo ARRIBA. Sigue siendo mejor tener MÁS de l o que es

i m p o r t a n t e , E L F U T U R O SERÁ MEJOR c o n r e s p e c t o a l o que es i m p o r t a n t e , y así sucesivamente. E n r e l a c i ó n c o n l o que es i m portante para u n grupo m o n á s t i c o , el sistema de valores es i n -ternamente coherente, y respecto a lo que es i m p o r t a n t e para el grupo es coherente c o n las m e t á f o r a s orientacionales m á s

importantes de la corriente c u l t u r a l p r i n c i p a l . j)

L o s i n d i v i d u o s , corno los grupos, v a r í a n e n sus prioridades y en las maneras de definir l o que es b u e n o y v i r t u o s o para ellos. E n este sentido, existen subgrupos de s ó l o u n i n d i v i d u o . E n r e l a c i ó n c o n lo que es i m p o r t a n t e para ellos, sus sistemas de valores individuales s o n coherentes c o n las m e t á f o r a s orientacionales principales de la corriente c u l t u r a l en la que se i n s c r i b e n .

N o todas las culturas c o n c e d e n p r i o r i d a d a la o r i e n t a c i ó n

:6i

(13)

arriba-abajo c o m o hacemos n o s o t r o s . E x i s t e n culturas d o n d e el e q u i l i b r i o o la c e n t r a l i d a d d e s e m p e ñ a n u n pí.pel m u c h o m á s i m p o r t a n t e que en nuestra c u l t u r a . C o n s i d e r e m o s p o r ejemplo, la o r i e n t a c i ó n n o espacial a c t i v o - p a s i v o . P a r a n o ¡ otros A C T I V O

ES A R R I B A y PASIVO ES A B A J O en la m a y o r parte ele las c u e s t i o -nes. P e r o existen culturas en las que la p a s i v i d a d se v a l o r a m á s que la a c t i v i d a d . E n general, las orientaciones p r i n c i p a l e s a r r i -ba-abajo,' dentro-fuera, c e n t r a l - p e r i f é r i c o , a c t i v o - p a s i v o etc., parecen r e c o r r e r todas las culturas; lo que v a r í a de u n a a o t r a es la m a n e r a de o r i e n t a r los diferentes conceptos y la i m p o r -t a n c i a c o n c e d i d a a las o r i e n -t a c i o n e s .

%

¡f 1 •r

6

Metáforas ontológicas

Metáforas de sustancia y entidad

L a s orientaciones espaciales, c o m o arriba-abajo, delante-d e t r á s , centro-periferia, y cerca-lejos, p r o p o r c i o n a n u n fundelante-da- funda-m e n t o e x t r a o r d i n a r i a funda-m e n t e r i c o para entender c o n c e p t o s en t é r m i n o s orientacionales. P e r o n o se puede i r m u c h o m á s lejos en lo que respecta a los t é r m i n o s orientacionales. N u e s t r a ex-periencia de los objetos físicos y de las sustancias p r o p o r c i o n a u n a base a d i c i o n a l para la c o m p r e n s i ó n m á s allá de la m e r a o r i e n t a c i ó n ^ E n t e n d e r nuestras (experiencias, en t é r m i n o s de objetos y sustancias nos p e r m i t e elegir partes1 de nuestra expe-riencia y tratarlas c o m o entidades discretas o sustancias de u n tipo u n i f o r m e . U n a vez que hemos i d e n t i f i c a d o nuestras expe-riencias c o m o objetos o sustancias p o d e m o s referirnos a ellas, categorizarlas, agruparlas y cuantificarlas — y , de esta m a n e r a ,

razonar sobre ellas. — C u a n d o las cosas n o son claramente discretas o limitadas

(14)

que c o n v i e r t a n e n discretos a los f e n ó m e n o s físicos, igual que l o s o m o s nosotros: entidades limitadas p o r u n a superficie.

D e la m i s m a m a n e r a que las experiencias b á s i c a s de la o r i e n t a c i ó n espacial h u m a n a dan lugar a m e t á f o r a s o r i e n t a c i o -nales, nuestras experiencias c o n objetos físicos (especialmente nuestros p r o p i o s cuerpos) p r o p o r c i o n a n la base para u n a v a -r i e d a d e x t -r a o -r d i n a -r i a m e n t e a m p l i a de m e t á f o -r a s o n t o l ó g i c a s , es d e c i r , formas de considerar a c o n t e c i m i e n t o s , actividades, e m o c i o n e s , ideas, etc., c o m o entidades y sustancias.

L a s metáforas ontológicas s i r v e n a efectos diversos, y los dife-rentes tipos de m e t á f o r a s reflejan los tipos de fines para los que s i r v e n . T o m e m o s la e x p e r i e n c i a de la subida de p r e c i o , que puede visualizarse m e t a f ó r i c a m e n t e c o m o u n a e n t i d a d p o r m e d i o del n o m b r e i n f l a c i ó n . E s t o nos p r o p o r c i o n a u n a mane-ra de referirnos a esa experiencia:

L A INFLACIÓN ES UNA ENTIDAD

La inflación está bajando nuestro nivel de vida. Si hay mucha más inflación no sobreviviremos. Hay que combatir la inflación.

La inflación nos está poniendo entre la espada j la pared.

La inflación se hace notar en las cajas de los hoteles y en las gasoli-neras.

Comprar tierra es la mejor manera de hacerfrente a la inflación. La inflación me pone enfermo.

E n estos casos, v e r la i n f l a c i ó n c o m o u n a e n t i d a d nos per-m i t e referirnos a ella, cuantificarla, identificar u n aspecto par-ticular, v e r l a c o m o causa, actuar al respecto, y q u i z á i n c l u s o creer que la e n t e n d e m o s . L a s m e t á f o r a s o n t o l ó g i c a s c o m o é s t a s o n necesarias i n c l u s o para tratar de enfrentarnos de m a n e r a r a c i o n a l c o n nuestras experiencias.

L a g a m a de m e t á f o r a s o n t o l ó g i c a s que usamos para esos p r o p ó s i t o s es m u y a m p l i a . L a lista siguiente nos da u n a idea de los tipos de fines a los que s i r v e n , junto, c o n ejemplos represen-tativos de m e t á f o r a s o n t o l ó g i c a s para cada u n o .

Referirse

M i miedo a las insectos está volviendo loca a mi mujer. Esa fue una buena pesca (partido).

Trabajamos por la paz

L a clase media es una fuerza silenciosa con poder en la política

áme-rinana. ¿ E l honor de nuestro país está en juego en esta guerra.

; |

Cuantificar % Será necesaria mucha paciencia para terminar este libro.

Hay tanto odio en e( mundo.

Dupont tiene un gran poder político en Delaware. »

Hay demasiada hostilidad dentro de ti. -:

Pete Rose tiene mucha experienciaj habilidad en el baseball. t:

Identificar aspectos :' E l lado violento de su personalidad sale a relucir cuando se le

pre-siona, jr

La brutalidad de la guerra nos deshumaniza a todos. £ N o puedo mantenerme al ritmo de la vida moderna.

Su estado emocional se ha deteriorado últimamente. Nunca llegamos a tener un* sensación de victoria en Vietnam.

Identificar causas ' í

La presión de las responsabilidades fue la causa de su crisis. L o hizo movido por la cólera.

Nuestra influenciaren el mundo ha declinado, debido a la ausencia

de fibra ética. * Las discordias internas les costó el campeonato.

Establecer metas J motivaciones

V i n o a Nueva York en busca de fama jfortuna.

Esto es lo que tiene que hacer para asegurarse una protección financiera. -V o y a cambiar mi forma de vida, para encontrar la verdadera

feli-cidad.

E l F B I actuará deprisa ante una amenaza contra la seguridad nacional. Consideró que casarse era la solución de sus problemas.

(15)

enten-der m u c h a s cosas sobre ella. P e r o las m e t á f o r a : ; o n t o l ó g i c a s se

pueden-elaborar m u c h o m á s . H e a q u í dos ejemplos de c ó m o la

m e t á f o r a o n t o l ó g i c a L A M E N T E ES U N A EUTID/.D es elaborada en nuestra c u l t u r a .

L A MENTE ES UNA MA'QUINA

V o y a perder el control.

M i cerebro no funciona hoy. Chico, ahora giran las ruedas.

Hoy estoy un poco oxidado.

Llevamos trabajnado en este problema todo el día y ahora nos es-tamos quedando sin vapor.

[Te patinan las neuronas.) (Lefalta un tornillo.]

L A MENTE ES U N OBJETO FRÁGIL

Su ego es muy frágil.

Hay que manejarlo con cuidado desde la muerte de su mujer. Se derrumbó en el interrogatorio.

Se la aplasta con facilidad.

La-experiencia lo hizopodazos.

Su cerebro estalló.

E s t a s m e t á f o r a s especifican diferentes tipos de objetos. N o s

p r o p o r c i o n a n diferentes m o d e l o s m e t a f ó r i c o s de la m e n t e , y ,

así, no? p e r m i t e n c e n t r a r n o s en aspectos distintos de la

expe-r i e n c i a : m e n t a l . L a m e t á f o expe-r a de la m á q u i n a nos hace c o n c e b i expe-r

la m e n t e c o m o si t u v i e r a u n estado de f u n c i o n a m i e n t o y o t r o

de n o f u n c i o n a m i e n t o , u n n i v e l de eficiencia, u n a c a p a c i d a d

p r o d u c t i v a , u n m e c a n i s m o i n t e r n o , u n a fuente de e n e r g í a , y

u n a c o n d i c i ó n de o p e r a t i v i d a d . L a m e t á f o r a d e l objeto frágil

n o es n i m u c h o m e n o s tan rica. N o s p e r m i t e s ó l o h a b l a r de la

fuerza p s i c o l ó g i c a . S i n e m b a r g o , hay u n a g a m a de experiencias

mentales que se p u e d e n c o n c e b i r en t é r m i n o s de c u a l q u i e r a de

las dos m e t á f o r a s . L o s ejemplos que se nos o c u r r e n s o n é s t o s :

Sufrió un colapso (se averió...) (LA MENTE ES UNA MÁQUINA).

Estalló (LA MENTE ES U N OBJETO FRÁGIL).

P e r o estas dos m e t á f o r a s n o se c e n t r a n exactamente en el

m i s m o aspecto de la e x p e r i e n c i a m e n t a l . C u a n d o u n a m á q u i n a

66

se a v e r í a , s i m p l e m e n t e deja de f u n c i o n a r . C u a n d o u n objeto

frágil se hace pedazos, los trozos se desperdigan c o n c o n s e

-cuencias tal v e z peligrosas. A s í p o r ejemplo, c u a n d o a l g u i e n se

v u e l v e loco y se c o n v i e r t e en salvaje o v i o l e n t o , s e r í a a p r o p i a

d o d e c i r « E s t a l l ó » . P o r o t r a parte, si a l g u i e n se aletarga y es i n

capaz de f u n c i o n a r p o r razones p s i c o l ó g i c a s s e r í a m á s a p r o p i a

-do d e c i r «Se a v e r i ó . . . » .

L a s m e t á f o r a s o n t o l ó g i c a s c o m o é s t a s s o n tan naturales e

i m p r e g n a n t a n t o nuestro p e n s a m i e n t o que n o r m a l m e n t e se

c o n s i d e r a n descripciones directas y autoevidentes de f e n ó m e

-nos mentales. A la m a y o r í a de n o s o t r o s n u n c a se -nos o c u r r e

pensar que son m e t a f ó r i c a s . A s e r c i o n e s c o m o « E s t a b a bajo

p r e s i ó n » se c o n s i d e r a n d i r e c t a m e n t e c o m o verdaderas o falsas.

E n efecto, esta e x p r e s i ó n fue usada p o r v a r i o s periodistas para

explicar p o r q u é D a n W h i t e l l e v ó u n a p i s t o l a al a y u n t a m i e n t o

de San F r a n c i s c o y d i s p a r ó y m a t ó al alcalde G e o r g e M o s c o n e .

A la m a y o r í a de nosotros este t i p o de e x p l i c a c i o n e s n o s

pare-cen perfectamente naturales. L a r a z ó n es que m e t á f o r a s c o m o

L A M E N T E ES U N OBJETO F R Á G I L s o n parte i n t e g r a n t e d e l m o d e

-lo de mente que poseemos en esta c u l t u r a ; se trata d e l m o d e l o

en t é r m i n o s del que la m a y o r í a de n o s o t r o s pensamos y

ac-tuamos.

Metáforas de recipiente

Extensiones de tierra

S o m o s seres físicos, l i m i t a d o s y separados d e l resto d e l

m u n d o p o r la superficie de nuestra p i e l , y e x p e r i m e n t a m o s el

resto del m u n d o c o m o algo fuera de n o s o t r o s . C a d a u n o de

nosotros es u n recipiente c o n u n a superficie l i m i t a d a y u n a

o r i e n t a c i ó n dentrofuera. P r o y e c t a m o s nuestra p r o p i a o r i e n t a

c i ó n dentrofuera sobre otros objetos físicos que e s t á n l i m i t a

dos por superficies. A s í pues, los c o n s i d e r a m o s t a m b i é n r e c i

-pientes c o n u n i n t e r i o r y u n e x t e r i o r . L a s habitaciones y las

ca-sas son o b v i o s recipientes. Ir de u n a h a b i t a c i ó n a o t r a es i r de

u n recipiente a o t r o , es d e c i r , salir de u n a h a b i t a c i ó n y entrar en

o t r a . I n c l u s o a los objetos s ó l i d o s les asignamos esta o r i e n t a

(16)

i n t e r i o r . I m p o n e m o s t a m b i é n esta o r i e n t a c i ó n en nuestro a m -biente natural. Se c o n s i d e r a que u n c l a r o del bosque tiene u n a superficie que l o l i m i t a y nosotros nos v e m o s en el c l a r o o fuera del c l a r o , en el bosque y fuera del bosque. U n claro d e l bosque tiene algo que p e r c i b i m o s c o m o u n a frontera natural, el á r e a b o r r o s a d o n d e m á s o menos desaparecen los á r b o l e s y empieza m á s o menos el claro. P e r o i n c l u s o d o n d e n o existe u n a f r o n -tera n a t u r a l física, que se pueda considerar c o m o la d e f i n i t o r i a de u n recipiente, i m p o n e m o s l í m i t e s , s e ñ a l a n d o t e r r i t o r i o s de m a n e r a que tengan u n i n t e r i o r y u n a superficie que los limite: u n m u r o , u n a cerca, u n a l í n e a o u n p l a n o abstractos. H a y p o -cos i n s t i n t o s h u m a n o s m á s b á s i c o s que la t e r r i t o r i a l i d a d . Y de-finir u n t e r r i t o r i o , p o n e r u n a frontera alrededor, es u n acto de c u a n t i f i c a c i ó n . L o s objetos l i m i t a d o s , sean seres h u m a n o s , ro-cas o extensiones de tierra, tienen t a m a ñ o . E s o los hace sus-pectibles de ser cuantificados e n t é r m i n o s de l a cantidad de sustancia que c o n t i e n e n . P o r ejemplo K a n s a s es u n a e x t e n s i ó n l i m i t a d a , u n recipiente, y p o r eso p o d e m o s decir « H a y m u c h a tierra en K a n s a s » .

L a s sustancias se pueden v e r c o m o recipientes. T o m e m o s u n a t i n a de agua p o r ejemplo. C u a n d o u n o se i n t r o d u c e en la t i n a , se i n t r o d u c e e n e l agua. T a n t o la tina c o m o e l agua se c o n s i d e r a n recipientes, pero de diferente tipo. L a t i n a es u n OBJETO RECiPrENTE, mientras que el agua es u n a SUSTANCIA R E

-C I P I E N T E .

El campo visual

C o n c e p t u a l i z a m o s nuestro c a m p o visual c o m o u n r e c i p i e n -te, y c o n c e p t u a l i z a m o s lo que v e m o s c o m o algo en su i n t e r i o r . I n c l u s o el t é r m i n o « c a m p o visual» lo sugiere. Se trata de u n a m e t á f o r a n a t u r a l , que resulta d e l hecho de que c u a n d o u n o m i r a hacia a l g ú n t e r r i t o r i o (tierra, suelo etc.), su c a m p o visual define u n a frontera, es decir, la parte que u n o p ú é d e v e r . D a d o que u n espacio físico l i m i t a d o es u n recipiente y que nuestro c a m p o v i s u a l se c o r r e l a c i o n a c o n ese espacio físico l i m i t a d o , el

c o n c e p t o m e t a f ó r i c o LOS C A M P O S VISUALES SON R E C I P I E N T E S surge de m a n e r a natural. A s í pues, p o d e m o s d e c i n

L o tengp a la vista,

68

Ahora está fuera de mi vista. »

N o puedo verlo, hay un árbol en medio. \

[¡Sal de mi vista ahora mismo!] |

Eso está en el centro de mi campo visual. N o hay nada a la vista.

N o puedo tener a la vista todos los barcos a la vez. ^

Acontecimientos, acciones, actividadesj estados ¿

U t i l i z a m o s m e t á f o r a s o n t o l ó g i c a s para entender aconteci-m i e n t o s , acciones, actividades y estados. L o s aconteciaconteci-mien,tos y las acciones se conceptualizan m e t a f ó r i c a m e n t e c o m o obje-tos; las actividades c o m o sustancias; los estados c o m o reci-pientes. U n a carrera, p o r ejemplo, es u n a c o n t e c i m i e n t o que se c o n s i d e r a c o m o una entidad discreta. L a carrera existe e n e l espacio y en e l tiempo y tiene fronteras b i e n definidas. í3br tanto la v e m o s c o m o u n OBJETO R E C I P I E N T E que contiene par-ticipantes ( q u e j ó n objetos), a c o n t e c i m i e n t o s c o m o el p r i n c i p i o y el final (que son objetos m e t a f ó r i c o s ) , y la 'actividad de c o r r e r (que es u n a sustancia m e t a f ó r i c a ) . A s í , p o d e m o s d e c i r de u n a

carrera: % •j

¿Estarás en la catrera del domingo? (carrera como OBJETO R f c i

-PIENTE). ¡J

¿Vas a ir a la carrera? (carrera como OBJETO). i l Viste la carrera? (carrera como OBJETO).

E l final de la carrera fue realmente emocionante (final como OB-JETO ACONTECIMIENTO dentro de un OBJETO RECIPIENTE). 1 Hubo mucho buen correr en la carrera (correr como SUSTANCIA, en

un RECIPIENTE).

N o pude hacer un esprint hasta el final (esprint como SUSTANCIA). En la mitad de la carrera me quedé sin fuerzas (carrera como

OBJE-TO RECIPIENTE).

Ahora está fuera di la carrera (carrera como OBJETO RECIPIENTE).

L a s actividades en general se c o n t e m p l a n m e t a f ó r i c a m e n t e c o m o SUSTANCIAS y, en consecuencia, c o m o RECIPIENTES:

Al lavar la ventana salpiqué de agua todo el suelo1 9. ¿Cómo se libróJeny de lavar las ventanas?2 0.

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