Instrumentos de avaliação do vínculo entre mãe e bebê

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Rev Paul Pediatr. 2014;32(3)î

www.spsp.org.br

REVISTA PAULISTA

DE PEDIATRIA

0103-0582 © 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. PALAVRAS-CHAVE 5HODo}HVPmHÀOKR Comportamento materno; Reprodutibilidade dos testes Resumo

Objetivo: Identificar os instrumentos utilizados na avaliação do vínculo entre mãe e bebê com até um ano de vida, descrevê-los e fornecer informações sobre suas medidas de confiabilidade, validade e adaptação para o contexto brasileiro.

Fonte de dados: Trata-se de um estudo de revisão integrativa realizado com base nas publicações contidas nas bases de dados PUBMED, LILACS, ScienceDirect, PsycINFO e CINAHL. Utilizaram-se os descritores mother-child relations e mother infant relationship, e as expressões validity, reliability e scale. Selecionaram-se 23 pesquisas, que foram lidas em sua integralidade.

Síntese dos dados: Foram identificados 13 instrumentos de avaliação do apego entre mãe e bebê: sete escalas, três questionários, dois inventários e um método de observação.

'R WRWDO GH IHUUDPHQWDV DQDOLVDGDV R 3UHQDWDO$WWDFKPHQW ,QYHQWRU\ DSUHVHQWRX PDLRU

validade e confiabilidade para analisar a relação entre a mãe e o feto durante a gestação.

4XDQWR DR SHUtRGR SXHUSHUDO IRUDP HQFRQWUDGRV PHOKRUHV FRHILFLHQWHV GH FRQVLVWrQFLD LQWHUQDSDUDR0DWHUQDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\HR3RVWSDUWXP%RQGLQJ4XHVWLRQQDLUH$OpP

disso, esse último revelou elevada sensibilidade para identificar disfunções leves e graves nas relações afetivas entre mãe e bebê.

Conclusões: Verificou-se que a maioria dos instrumentos é confiável para estudar o fenômeno em questão. Contudo, foram evidenciadas limitações com relação à validade de construto e de critério. Ademais, apenas dois estão traduzidos e adaptados para a

SRSXODomRGHPXOKHUHVHFULDQoDVEUDVLOHLUDVVHQGRSRUWDQWRXPDODFXQDHQFRQWUDGDQD

produção científica nessa área.

© 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

ARTIGO DE REVISÃO

Instrumentos de avaliação do vínculo entre mãe e bebê

Jaqueline Galdino Albuquerque Perrelli*, Carla Fonseca Zambaldi, Amaury Cantilino,

Everton Botelho Sougey

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil

Recebido em 4 de dezembro de 2013; aceito em 23 de março de 2014

Estudo conduzido na Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. *Autor para correspondência.

E-mail: jaquelinealbuquerqueufpe@gmail.com KWWSG[GRLRUJ

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KEYWORDS

0RWKHUFKLOGUHODWLRQV 0DWHUQDOEHKDYLRU Reproducibility of results

Mother-child bonding assessment tools Abstract

Objective: 7R LGHQWLI\ DQG GHVFULEH UHVHDUFK WRROV XVHG WR HYDOXDWH ERQGLQJ EHWZHHQ PRWKHUDQGFKLOGXSWRRQH\HDURIDJHDVZHOODVWRSURYLGHLQIRUPDWLRQRQUHOLDELOLW\ DQGYDOLGLW\PHDVXUHVUHODWHGWRWKHVHWRROV

Data source: 5HVHDUFK VWXGLHV DYDLODEOH RQ 38%0(' /,/$&6 6FLHQFH'LUHFW 3V\F,1)2 DQG&,1$+/GDWDEDVHVZLWKWKHIROORZLQJGHVFULSWRUVmother-child relations and mother infant relationshipDVZHOODVWKHH[SUHVVLRQVvalidity, reliability and scale.

Data synthesis:UHVHDUFKVWXGLHVZHUHVHOHFWHG DQGIXOO\DQDO\]HG7KLUWHHQ HYDOX

-DWLRQ UHVHDUFK WRROV ZHUH LGHQWLILHG FRQFHUQLQJ PRWKHU DQG FKLOG DWWDFKPHQW VHYHQ VFDOHV WKUHH TXHVWLRQQDLUHV WZR LQYHQWRULHV DQG RQH REVHUYDWLRQ PHWKRG )URP DOO WRROVDQDO\]HGWKH3UHQDWDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\SUHVHQWHGWKHKLJKHUYDOLGLW\DQGUHOL -DELOLW\PHDVXUHVWRDVVHVVPRWKHUDQGIHWXVUHODWLRQGXULQJSUHJQDQF\&RQFHUQLQJWKH SXHUSHUDOSHULRGEHWWHUFRQVLVWHQF\FRHIILFLHQWVZHUHIRXQGIRU0DWHUQDO$WWDFKPHQW ,QYHQWRU\DQG3RVWSDUWXP%RQGLQJ4XHVWLRQQDLUH%HVLGHVWKHODVWRQHUHYHDOHGDKLJKHU VHQVLELOLW\WRLGHQWLI\DPHQDEOHDQGVHYHUHGLVRUGHUVLQWKHDIIHFWLYHUHODWLRQVEHWZHHQ PRWKHUDQGFKLOG Conclusions:7KHPDMRULW\RIUHVHDUFKWRROVDUHUHOLDEOHWRVWXG\WKHSKHQRPHQRQSUH -VHQWHGDOWKRXJKWKHUHDUHVRPHOLPLWDWLRQVUHJDUGLQJWKHFRQVWUXFWDQGFULWHULRQUHODW -HGWRYDOLGLW\,QDGGLWLRQWRWKLVRQO\WZRRIWKHPDUHWUDQVODWHGLQWR3RUWXJXHVHDQG DGDSWHGWRZRPHQDQGFKLOGUHQSRSXODWLRQVLQ%UD]LOEHLQJDGHFLVLYHJDSWRVFLHQWLILF SURGXFWLRQLQWKLVDUHD ‹6RFLHGDGHGH3HGLDWULDGH6mR3DXOR3XEOLVKHGE\(OVHYLHU(GLWRUD/WGD

Introdução

2HVWDEHOHFLPHQWRGRYtQFXORHQWUHDPmHHRILOKRpXPD QHFHVVLGDGH ItVLFD H SVLFROyJLFD GR EHEr TXH OKH SURSRU -ciona conforto e proteção. Dessa forma, a mãe é conside-rada a base segura para o estabelecimento das primeiras ligações emocionais da criança que repercutirão em todas as suas relações sociais futuras.1 A Teoria do Apego

desen-volvida por Bowlby2 SURS}HH[LVWLUXPDQHFHVVLGDGHKXPDQD

de desenvolver vínculos afetivos íntimos, com função bioló-gica de sobrevivência da espécie, desde a fase fetal até a

YHOKLFH1DLQIkQFLDHVVDVLQWHUDo}HVHPRFLRQDLVVHGHVHQ -volvem primeiramente com os pais com o intuito de trazer

FRQIRUWRSURWHomRFDULQKRHDPRU1DDGROHVFrQFLDHQD

vida adulta, elas são aprimoradas, modificadas, e novos laços com outras pessoas importantes são construídos e agregados.

A qualidade do vínculo entre mãe e bebê exerce influên-cia direta na saúde mental da criança. Portanto, essa

rela-omRGHYHVHUFDORURVDtQWLPDFDULQKRVDHFRQWtQXDDOpP

de proporcionar prazer e conforto para ambos.2 Porém, o

DSHJRGRVSDLVFRPVHXVILOKRVQmRpLQVWDQWkQHRHLQVWLQ -tivo. Trata-se de um processo contínuo, iniciado na ges-tação, em que o bebê imaginário passa a fazer parte do cotidiano da gestante mais intensamente e é formado por

IDQWDVLDV GHVHMRV VRQKRV H UHSUHVHQWDo}HV GRV PRGHORV

de ser mãe.3,4$IRUPDGHFRPSUHHQVmRGDPXOKHUVREUHR

DSHJRFRPVHXILOKRUHSHUFXWHQDVKDELOLGDGHVGHHQWHQGHU

e responder às necessidades da criança.2 Dessa forma, as

LQWHUDo}HV HQWUH SDLV H ILOKRV LQIOXHQFLDP D HVWUXWXUD GH

vínculo afetivo desenvolvida pela criança desde o

nasci-mento.5 Portanto, é importante que se avalie a qualidade

desse vínculo, especialmente no primeiro ano de vida do bebê, com o intuito de identificar possíveis transtornos nessa ligação e evitar consequências futuras para a saúde mental da criança.

Uma revisão realizada em 2010, cujo objetivo foi des-crever os principais instrumentos utilizados para analisar

D UHODomR HQWUH PmH H ILOKR HYLGHQFLRX XP WRWDO GH

ferramentas. Embora exista uma diversidade de instrumen-tos para estudar esse fenômeno, observa-se a escassez de propostas adaptadas para o contexto de mães e bebês bra-sileiros menores de um ano. Esse mesmo estudo encontrou apenas um inventário adequado para a população citada, mas esse instrumento não se aplica ao contexto de crianças

menores de um ano.,VVRPRVWUDDLPSRUWkQFLDGHYHULILFDU

quais são os avanços nos últimos anos em termos de adap-tação transcultural de ferramentas para estudar o vínculo

HQWUHPmHHILOKRQRFRQWH[WREUDVLOHLUR

A seleção do instrumento mais apropriado para determi-nado estudo exige a verificação de suas propriedades psi-cométricas: validade e confiabilidade. A primeira refere-se à capacidade do instrumento para verificar com precisão o que se pretende medir, e a segunda trata da competência

em mensurar rigorosamente determinado evento.7,8 Utilizar

instrumentos imprecisos para medir a relação entre mãe e

ILOKRSURGX]LUiGDGRVFRQWURYHUVRVHTXHVWLRQiYHLVDFHUFD GHVVH IHQ{PHQR )D]VH QHFHVViULR FRQKHFHU GHWDOKDGD -mente as características dos diversos instrumentos e pos-sibilidades de utilização no contexto de mães e bebês bra-sileiros, considerando as peculiaridades existentes nessa população. Diante disso, o objetivo deste artigo é iden-tificar os instrumentos utilizados na avaliação do vínculo entre mãe e bebê com até um ano de vida, descrevê-los e

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,QVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHEr

fornecer informações sobre suas medidas de confiabilidade e validade.

Método

Trata-se de um estudo de revisão integrativa realizada com base nas publicações presentes nas seguintes bases de dados: PUBMED (U.S National Library of Medicine), LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde), ScienceDirect (Base de dados da Elsevier), PsycINFO e

&,1$+/ &XPXODWLYH ,QGH[ WR 1XUVLQJ DQG $OOLHG +HDOWK

Literature).

A revisão foi elaborada para atender à seguinte pergunta de pesquisa: os instrumentos utilizados para analisar o

vín-FXORHQWUHPmHHILOKRFRPDWpXPDQRGHYLGDVmRSUHFLVRV

e confiáveis?

A busca dos estudos foi realizada no período de janeiro

DDEULOGHSRUPHLRGRVGHVFULWRUHVPRWKHUFKLOG UHODWLRQV PRWKHU LQIDQW UHODWLRQVKLS H GDV H[SUHVV}HV YDOLGLW\UHOLDELOLW\HVFDOH2GHWDOKDPHQWR GD

busca encontra-se na figura 1.

8P WRWDO GH HVWXGRV UHODWRX D XWLOL]DomR GH DOJXPD

ferramenta de avaliação do vínculo entre mãeHILOKRFULWp

-rio de inclusão 1) e, portanto, foram analisados na segunda etapa para averiguação do segundo critério de inclusão:

investigações com apresentação de resultados referentes às

propriedades psicométricas das ferramentas utilizadas. Após verificação dos aspectos citados, 47 pesquisas não respon-deram à pergunta condutora do estudo. Assim, 23 artigos

Os instrumentos utilizados para analisar o vínculo entre mãe e ¿OKRFRPDWpXPDQRGHYLGDVmRSUHFLVRVHFRQ¿iYHLV"

TOTAL: 914 publicações

Leitura dos títulos e resumos

&ULWpULRGHLQFOXVmRDSUHVHQWDUQRFRUSRGRUHVXPRDXWLOL]DomRGHDOJXPD IHUUDPHQWDGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHH¿OKRFRPDWpXPDQRGHYLGD SXEOLFDo}HVIRUDPLQFOXtGDVSDUDOHLWXUDGRWH[WRLQWHJUDO &ULWpULRGHLQFOXVmRGHVFUHYHUGHWDOKDGDPHQWH LQIRUPDo}HVVREUHDVPHGLGDVSVLFRPpWULFDV DUWLJRVRULJLQDLVIRUDPUHYLVDGRVTXDQWRDRVLQVWUXPHQWRV XWLOL]DGRVHVXDVSURSULHGDGHVSVLFRPpWULFDV (VWUDWpJLDVGHEXVFDQDVEDVHVGHGDGRVGHVFULWRUHVPRWKHUFKLOGUHODWLRQV PRWKHULQIDQWUHODWLRQVKLSHGDVH[SUHVV}HVYDOLGLW\UHOLDELOLW\HVFDOH Descritores/expressões: ORAND )LOWURVSHVTXLVDVFRPPmHV GHEHErVUHFpPQDVFLGRV HRXFRPQRPi[LPR PHVHVSXEOLFDo}HV no período de janeiro de DMDQHLURGH LGLRPDVLQJOrVSRUWXJXrVH HVSDQKRO 727$/ Descritores/ expressões: AND )LOWURV publicações no período de MDQHLURGHDMDQHLUR GHLGLRPDVLQJOrV SRUWXJXrVHHVSDQKRO 727$/ Descritores/expressões: AND Filtros: publicações no SHUtRGRGHDMDQHLUR GHSHVTXLVDVFRPRV VHJXLQWHVWHPDVFXLGDGRV FRPDFULDQoDVD~GH PHQWDOPmHHSDLV 727$/ 'HVFULWRUHV OR )LOWURVSHVTXLVDVFRPPmHV GHEHErVUHFpPQDVFLGRV HRXFRPQRPi[LPR PHVHVSXEOLFDo}HVQR SHUtRGRGHMDQHLURGHD MDQHLURGHQRLGLRPD LQJOrVDUWLJRVFRPSOHWRVH UHVXPRVGLVSRQtYHLV TOTAL: 77 'HVFULWRU. )LOWURVSHVTXLVDVFRPPmHV GHEHErVUHFpPQDVFLGRV HRXFRPQRPi[LPR PHVHVDUWLJRVSXEOLFDGRV QRSHUtRGRGHD TOTAL: 164

PUBMED LILACS ScienceDirect CINAHL PsycINFO

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compuseram esta revisão. Os relatos de casos, teses, disser-tações, relatórios de pesquisas, editoriais, cartas ao editor, comunicações breves e estudos de revisão foram excluídos.

Avaliaram-se os atributos confiabilidade e validade dos instrumentos encontrados nos estudos incluídos. A confia-bilidade, geralmente, é averiguada por meio de

estabili-GDGH FRQVLVWrQFLD LQWHUQD H FRQFRUGkQFLD HQWUH DYDOLD

-dores acerca dos escores do instrumento.7,8 A estabilidade

refere-se ao grau de similaridade dos resultados adquiri-dos em duas medições realizadas em ocasiões diferentes. É mensurada com base no coeficiente de confiabilidade teste-reteste. A consistência interna é examinada por meio do índice DOIDŞ GH &URQEDFK 1XQQDOO\ VXJHUH TXH XP LQVWUXPHQWR p FRQILiYHO TXDQGR R YDORU DOIDŞé de pelo

menos 0,70. Ademais, valores acima de 0,80 evidenciam

elevada consistência interna.10 Para avaliação da

concor-GkQFLD HQWUH DYDOLDGRUHV XWLOL]DVH R FRHILFLHQWH NDSSD

N•11 Além dos aspectos acima, verificou-se

conjun-tamente a validade da ferramenta por meio dos seguintes aspectos: validade de conteúdo, critério e construto.7,8

Resultados e discussão

2VHVWXGRVGHVFUHYHUDPRDSHJRHQWUHPmHHILOKRGXUDQWH

a gestação e o puerpério. Foram identificados 13 instrumen-tos de avaliação dessa relação: sete escalas, três questioná-rios, dois inventários e um método de observação. Do total de ferramentas averiguadas, nove podem ser utilizadas no primeiro ano após o parto e quatro durante a gestação. Um questionário é composto por duas versões apropriadas para o período puerperal e o gestacional. Os dados obtidos estão

RUJDQL]DGRVHPGXDVFDWHJRULDV5HODomRPmHHILOKRGXUDQWH DJHVWDomRH$SHJRHQWUHPmHHILOKRQRSHUtRGRSyVSDUWR

As propriedades psicométricas dos instrumentos utilizados no período gestacional estão apresentadas nas tabelas 1 e 2.

5HODomRPmHHÀOKRGXUDQWHDJHVWDomR

)RUDP LGHQWLILFDGDV GXDV HVFDODV SDUD PXOKHUHV JUiYLGDV

MFAS12,13,17,18 e MAAS.14 A primeira é constituída por 23

indi-Tabela 1 Dados sobre validade dos instrumentos de avaliação do vínculo entre mãe e bebê durante a gestação

Instrumentos Tipo Estudos Propriedades Psicométricas: Validade

MFAS/PFAS Escala Sjögren et al12 Validade de construto: Análise fatorial (AF): modelo de cinco fatores

(preocupação com a saúde e o comportamento do feto; preparação mental para cuidar da criança; experiência da gravidez; experiência com os movimentos fetais; e nome do bebê).

6KLQ.LP13 Validade de critério – Validade concorrente: correlação com MFAS – MAI:

U p<0,01).

MAAS Escala Gomez, Leal14 Validade de construto: Modelo de dois fatores. Versão ajustada mostrou

PHOKRUFRQÀDELOLGDGHPDWHUQDFRPLWHQVHSDWHUQDFRPLWHQV PAI Inventário Gau, Lee15 Validade de construto: AF: modelo de 1 fator.

Damato Validade de critério – Validade concorrente: Correlação PAI – MAI (r=0,38).

0$,0DWHUQDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\0)$60DWHUQDO)HWDO$WWDFKPHQW6FDOH0$$60DWHUQDO$QWHQDWDO$WWDFKPHQW6FDOH 3$,3UHQDWDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\3)$63DWHUQDO)HWDO$WWDFKPHQW6FDOH

Tabela 2'DGRVVREUHFRQÀDELOLGDGHGRVLQVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHErGXUDQWHDJHVWDomR

Instrumentos Tipo Estudos 3URSULHGDGHV3VLFRPpWULFDV&RQÀDELOLGDGH MFAS/PFAS Escala 6KLQ.LP13 &RQVLVWrQFLDLQWHUQD0)$6Ş

Seimyr et al17 &RQVLVWrQFLDLQWHUQD0)$6WRWDOŞ VXEHVFDODV0)$6YDULDomRGHŞ

DŞ 3)$6WRWDOŞ HVXEHVFDODV3)$6YDULDomRGHŞ DŞ Ustunsozet al18 &RQVLVWrQFLDLQWHUQDGDYHUVmRWUDGX]LGDHDGDSWDGDSDUDDFXOWXUDWXUFD0)Ł6

Ş H3)$6Ş

MAAS Escala Gomez, Leal14 &RQVLVWrQFLDLQWHUQDPDWHUQDŞ HSDWHUQDŞ

(VWDELOLGDGHWHVWHUHWHVWHWHVWHU PDWHUQDHU SDWHUQD MAMA Questionário

com subescalas

Figueiredo et al &RQVLVWrQFLD,QWHUQDH&RHÀFLHQWHGH%LSDUWLomRVSOLWKDOI

0$0$7RWDOŞ HVSOLWKDOIU 6XEHVFDODLPDJHP&RUSRUDOŞ H VSOLWKDOIU

6XEHVFDODVLQWRPDVVRPiWLFRVŞ HVSOLWKDOIU 6XEHVFDODUHODomRFRQMXJDOŞ HVSOLWKDOIU 6XEHVFDODDWLWXGHVSHUDQWHRVH[RŞ HVSOLWKDOIU

6XEHVFDODDWLWXGHVSDUDFRPDJUDYLGH]HREHErŞ HVSOLWKDOIU PAI Inventário Gau, Lee15 &RQVLVWrQFLDLQWHUQDŞ

Damato &RQVLVWrQFLDLQWHUQD3$,WRWDOŞ

0$,0DWHUQDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\0)$60DWHUQDO)HWDO$WWDFKPHQW6FDOH0$$60DWHUQDO$QWHQDWDO$WWDFKPHQW6FDOH MAMA, Maternal Adjustment and Maternal Attitudes (PPMAMA, Postpartum Maternal Adjustment and Maternal Attitudes); 3$,3UHQDWDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\3)$63DWHUQDO)HWDO$WWDFKPHQW6FDOH

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,QVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHEr

cadores distribuídos em cinco subescalas: diferenciação própria e do feto, interação com o feto, atribuição de características ao feto, doação própria e assumir responsa-bilidade. Pode ser utilizada para mães (MFAS) e pais (PFAS) e tem o objetivo de medir o apego entre os genitores e o

feto.20(QFRQWUDVHDGDSWDGDSDUDDSRSXODomRGHPXOKHUHV

suecas12 e turcas.18

$ FRQVLVWrQFLD LQWHUQD GD 0)$6 YDULRX GH Ş D Ş 13,17,18 Com relação à versão paterna, essa

variabi-OLGDGH IRL GH Ş D Ş 17,18 Esses resultados

corro-ERUDPRVDFKDGRVGDYHUVmRRULJLQDOFXMDFRQILDELOLGDGHGD HVFDOD WRWDO IRL Ş 20 Sobre os coeficientes das

subes-calas, a variação encontrada nos estudos revisados17,18 foi

VHPHOKDQWH j HQFRQWUDGD QD YDOLGDomR GD YHUVmR RULJLQDO Ş ²Ş 20 Isso mostra que o instrumento é

confi-ável para avaliar a relação entre os pais e o feto, ainda que apresente limitações em suas subescalas.

Quanto à validade de construto, uma pesquisa sobre os sentimentos dos pais e das mães com relação ao bebê evidenciou, por meio da análise fatorial (AF), um modelo

de cinco fatores para essa escala.12 Outro estudo com dois

JUXSRVGHPXOKHUHVHYLGHQFLRXPRGHORVGLVWLQWRVFRPGRLV

e três fatores. As soluções resultantes dessa análise não corresponderam às subescalas originais da MFAS e foram diferentes nos dois grupos.21 A AF tem o propósito de

dimi-nuir o número de dimensões necessárias para descrever dados derivados de um grande número de medidas. Essas dimensões são definidas por uma matriz de correlação cujos coeficientes devem apresentar valores acima de

0,30.222VDFKDGRVUHIHUHQWHVj$)GD0)$6PRVWUDUDPVH

divergentes entre os estudos revisados e a versão original. Tais resultados sugerem problemas referentes à validade de construto.

Observou-se validade concorrente moderada entre a MFAS e o MAI, mas o índice de correlação foi inferior ao

DGHTXDGRU•8

Essa escala encontra-se adaptada e validada para a

popu-ODomRGHPXOKHUHVEUDVLOHLUDV&RQWXGRDSHQDVVHXUHVXPR

encontra-se disponível para leitura, portanto a pesquisa não foi incluída nesta revisão. O estudo foi desenvolvido

FRPPXOKHUHVFRPLGDGHJHVWDFLRQDOGHDPHVHV2

autor destaca que a versão brasileira da MFAS apresentou consistência interna aceitável, mas também apresentou

OLPLWDo}HV HP VHX FRQWH~GR VHPkQWLFR PRVWUDQGR UHVWUL -ções quanto à validade.23

$0$$6pFRPSRVWDSRUGXDVYHUV}HVPDWHUQDFRP

LWHQVHSDWHUQDFRP$HVFDODSRVVXLGRLVFRPSRQHQ

-tes: qualidade e tempo de duração do vínculo.Os itens são

respondidos por meio de uma escala de cinco pontos. Altos escores indicam um apego positivo e maior preocupação dos pais com o feto.24

Sobre as propriedades psicométricas, a MAAS

encontra-VHYDOLGDGDSDUDDSRSXODomRGHPXOKHUHVSRUWXJXHVDVFRP

consistência interna aceitável. Ademais, a confiabilidade teste-reteste da versão paterna mostrou-se maior do que a materna, mas ambas foram abaixo da considerada

ade-TXDGDU•$OpPGLVVRIRLHYLGHQFLDGRXPPRGHORGH

dois fatores.14 Originalmente, essa escala também revelou

duas dimensões e mostrou índices de confiabilidade

supe-ULRUHVŞ HŞ SDUDDVYHUV}HVPDWHUQDHSDWHUQD

respectivamente.24

Ainda com relação à avaliação do apego entre mãe e

ILOKRGXUDQWHDJHVWDomRIRUDPLGHQWLILFDGRVXPTXHVWLR -nário (MAMA) e um inventário (PAI). O MAMA tem o objetivo de avaliar o ajuste e as atitudes maternas durante a

gra-YLGH]eDXWRDSOLFiYHOFRPSRVWRSRULWHQVGLVWULEXtGRV

em cinco aspectos: imagem corporal, sintomas somáticos, relação marital, atitudes referentes ao sexo e atitudes referentes à gravidez e ao bebê. Os itens são respondidos numa escala de quatro pontos: 1) nunca/de forma alguma; 2) raramente/um pouco; 3) muito; 4) muitíssimo. Há duas versões: pré-natal e pós-parto.25

O MAMA encontra-se disponível para o contexto de mães portuguesas com índice de confiabilidade da escala–total

SUy[LPR GD YHUVmR RULJLQDO Ş VHQGR FRQVLGHUDGR

confiável.25 Porém, a consistência interna das subescalas

portuguesas mostrou-se inferior à encontrada no MAMA original, conforme descrição a seguir: imagem corporal:

Ş VLQWRPDV VRPiWLFRV Ş UHODomR FRQMXJDO Ş DWLWXGHVFRPUHODomRDRVH[RŞ HDWLWXGHV

UHIHUHQWHVjJUDYLGH]HDREHErŞ 25

Outro estudo utilizando o PAI e o MAMA, em suas ver-sões originais, também revelou maior consistência interna nas subescalas citadas em comparação com a versão

por-WXJXHVD LPDJHP FRUSRUDO Ş VLQWRPDV VRPiWLFRV Ş UHODomRFRQMXJDOŞ DWLWXGHVFRPUHODomRDR VH[RŞ HDWLWXGHVUHIHUHQWHVjJUDYLGH]HDREHEr

Ş Isso mostra que as subescalas da versão adaptada

SDUDPXOKHUHVSRUWXJXHVDVQHFHVVLWDPGHUHILQDPHQWR 6REUH R FRHILFLHQWH GH FRUUHODomR VSOLWKDOI do MAMA, observaram-se que as atitudes referentes à gravidez e ao bebê, e os sintomas somáticos, apresentaram, nesta

RUGHP U H U Esse último aspecto mostrou

resultado ainda menor na versão original (r=0,58).25 O

FRHILFLHQWH VSOLWKDOI RX HVWLPDWLYD GH ILGHGLJQLGDGH GH

Spearman-Brown, refere-se à correlação entre os itens componentes das duas metades de uma escala. Valores próximos a 1,0 conferem elevada consistência entre as

metades do instrumento e o teste em sua totalidade.27,28

Observou-se que as subescalas da versão portuguesa do MAMA que representaram adequadamente o construto relativo a atitudes e ajustamentos da mãe na gravidez

FRUUHODomR VSOLWKDOI U• IRUDP ,PDJHP &RUSRUDO

Relação Conjugal e Atitudes relacionadas ao sexo.

(VVHV DFKDGRV FRUURERUDP RV UHVXOWDGRV HQFRQWUDGRV QR

estudo original, cuja correlação foi r=0,72 (imagem cor-poral), r=0,74 (relação conjugal), r=0,82 (atitudes refe-rentes ao sexo) e r=0,73 (atitudes relacionadas à

gesta-ção e ao feto).25 Contudo, observa-se que, no estudo de

Figueiredo, essa última dimensão apresentou medida de

correlação abaixo do mínimo esperado. Isso sugere que, na versão portuguesa, as atitudes referentes à gravidez e ao feto (r=0,48), juntamente com os sintomas

somáti-FRV U parecem apresentar problemas quanto à

verificação do mesmo construto das demais subescalas e, portanto, necessitam de revisão.

Quanto ao PAI, esse inventário mensura os sentimentos afetuosos da mãe com relação ao feto. Tem 21 itens que

VmRUHVSRQGLGRVFRPEDVHHPXPDHVFDOD/LNHUWGHTXDWUR

pontos. Pontuações elevadas indicam maior apego dos pais

com o feto.Esse inventário apresentou maiores índices de

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HPFRPSDUDomRjVXDYHUVmRRULJLQDOŞ Isso mostra

que o instrumento é confiável.

Quanto à validade de construto, a AF revelou que um

IDWRU IRL UHVSRQViYHO SRU GD YDULkQFLD WRWDO15 O

estudo sobre a versão original apresentou modelo de cinco dimensões, e o fator 1 – composto por 11 itens que abordam os conteúdos preparação para o parto, fantasia, afeição e

LQWHUDomR ² IRL UHVSRQViYHO SRU GD YDULkQFLD$OpP

disso, essa pesquisa mostrou adequada validade concor-rente entre PAI e MFAS, cujo coeficiente de correlação foi

de r=0,72.

$SHJRHQWUHPmHHÀOKRDSyVRSDUWR

A avaliação da resposta emocional da mãe com relação ao bebê, no período pós-parto, foi o objetivo da maior parte dos instrumentos. Serão discutidos os utilizados com maior

frequência: PBQ, MIBS, PAQ, MAI. As

tabelas 3 e 4 contêm informações sobre validade e confia-bilidade das ferramentas identificadas.

O PBQ foi o questionário mais utilizado nos estudos revi-sados. Esse instrumento tem o objetivo de rastrear proble-mas na relação mãe-bebê com base em quatro componen-tes: 1) laço enfraquecido, 2) rejeição e raiva patológica, 3) ansiedade sobre o bebê/ansiedade acerca do cuidado com o

bebê e 4) abuso iminente/risco de abuso.42 Possui tradução

H DGDSWDomR SDUD DV FXOWXUDV DOHPm KRODQGHVD H FKLQHVD

É uma ferramenta confiável para identificar disfunções nas

UHODo}HVFRPRVILOKRVGHDFRUGRFRPRVFRHILFLHQWHVDOID

das versões alemãHKRODQGHVD31 Esses valores sustentam

RVDFKDGRVGRHVWXGRRULJLQDOFXMRVFRHILFLHQWHVGHFRQILD

-ELOLGDGHYDULDUDPGHŞ DŞ 42 Portanto, observa-se

que o PBQ detém consistência interna adequada.

4XDQWRjYDOLGDGHSUHGLWLYDDDGDSWDomRSDUDPXOKHUHV FKLQHVDVDSUHVHQWRXVHQVLELOLGDGHDGHTXDGDSDUDLGHQWLILFDU

danos nas relações com seu bebê.33 Ademais, viu-se que as

subescalas 1 e 2 apresentaram sensibilidade elevada para

UDVWUHDUSUREOHPDVQDOLJDomRHQWUHPmHHILOKRHUHMHLomR 2VUHVXOWDGRVDFLPDFRUURURERUDPRVDFKDGRVUHIHUHQWHVj

validação do instrumento original, em que o componente 1, laço enfraquecido, mostrou-se sensível para identificar mães

FRPGLVIXQo}HVOHYHVQDOLJDomRFRPVHXILOKRHDVXEHVFDOD

2, rejeição e raiva patológica, apresentou sensibilidade

ele-YDGDSDUDYHULILFDUPXOKHUHVFRPJUDYHVSUREOHPDVUHODFLR -nados à rejeição ao seu bebê. Os demais componentes do

PBQ não apresentaram elevada sensibilidade.42

Outros autores utilizaram a versão original e verificaram

UHVXOWDGRVVHPHOKDQWHVKDMDYLVWDTXHRVFRPSRQHQWHVH

2 foram, respectivamente, sensíveis para identificar mães

FRPDOJXPWLSRGHGHVRUGHPQDOLJDomRFRPRILOKRHSDUD UDVWUHDUPXOKHUHVFRPUHMHLomRDRVHXEHEr2VGHPDLVIDWR

-Tabela 3 Dados sobre validade dos instrumentos de avaliação do vínculo entre mãe e bebê durante o período pós-parto.

Instrumentos Estudos Propriedades Psicométricas: Medidas de validade

PBQ 5HFNet al 9&3%4H(3'6U LWHQVHU LWHQVFRPp<0,001. AF: modelo de IDWRU1RYHLWHQVDSUHVHQWDUDPFDUJDIDWRULDOQmRVLJQLÀFDWLYDHIRUDPSRUWDQWR retirados da versão em alemão.

%URQFNLQJWRQet al30 93/(( 6 55( 6 $( 6 $,DSUHVHQWRXEDL[D

sensibilidade.

Van Bussel et al31 9&3%4²3$4WRWDOVHPDQDDSyVRSDUWRŬ VHPDQDŬ

3%4WRWDO²0,%6VHPDQDŬ HVHPDQDŬ :LWWNRZVNLet al32 Validade de construto: AF: modelo de três fatores.

Siu et al33 933%47RWDO6 H( (6 H( (TXDOTXHUUHMHLomRGDPmHSDUD

FRPREHEr6 H( HUDLYDSDWROyJLFD6 H( (6 H( (UDLYDHPTXDOTXHULQWHQVLGDGH6 H( HUDLYDPRGHUDGDDJUDYH6 H(

MIBS Van Bussel et al31 9&0,%6WRWDO²03$6LPHGLDWDPHQWHDSyVRSDUWR²Ŭ HDGLDVDSyVRSDUWR

²Ŭ

:LWWNRZVNLet al34 VC: MIBS – PBQ imediatamente após o nascimento e 2 a 4 dias após o parto.

Taylor et al Validade de construto: AF: estrutura de dois fatores.

Bienfait M et al37 936 SDUDGHWHFWDUDOWHUDo}HVQRYtQFXORPmHEHErH(

PAQ Van Busselet al31 9&3$4²3%4Ŭ HŬ 3$4²0,%6WRWDOŬ HŬ

Scapesiet al $)²YHUVmRLWDOLDQDPRGHORGHIDWRUHVWHPSRFRPREHErFRPSHWrQFLDDQVLHGDGH carga de atividades, indiferença e prazer com a proximidade.

Feldstein et al40 9&3$4²$46U

Condon et al41 $)PRGHORGHWUrVIDWRUHVSDUDSDLVGHEHErVFRPHPHVHV

MAI 6KLQ.LP13 9&0$,²0)$6U p<066U p<0,01).

AF: modelo de três fatores. Correlação do MAI total com os três fatores variou de r=0,52 DU

Damato VC: PAI – MAI (r=0,38).

VC, Validade concorrente; VP, Validade preditiva; AF, Análise fatorial; LE, Laço Enfraquecido; RR, Rejeição e raiva patológica; $$QVLHGDGH$,$EXVRLPLQHQWH((VFDOD((VFDOD((VFDOD((VFDOD66HQVLELOLGDGH((VSHFLÀFLGDGH

(3'6(GLQEXUJK3RVWQDWDO'HSUHVVLRQ6FDOH0$,0DWHUQDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\0,%60RWKHU,QIDQW%RQGLQJ6FDOH0)$60DWHUQDO )HWDO$WWDFKPHQW6FDOH03$60DWHUQDO3RVWSDUWXP$WWDFKPHQW6FDOH3$,3UHQDWDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\3$43DUHQWWRLQIDQW $WWDFKPHQW4XHVWLRQQDLUH03$4YHUVmRPDWHUQDH33$4YHUVmRSDWHUQD3%43RVWSDUWXP%RQGLQJ4XHVWLRQQDLUH

(7)

,QVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHEr

res do PBQ não apresentaram validade preditiva suficiente para verificar outros problemas na relação.30

Esse instrumento pode ser uma ferramenta importante para o profissional da atenção primária, pois uma de suas peculiaridades é a aplicação em serviços de saúde

localiza-dos na comunidade.42 As Unidades Básicas de Saúde (UBS)

possuem algumas fragilidades no que concerne à abordagem dos aspectos psicossociais envolvendo a relação entre mãe e bebê. Autores sugerem ser imprescindível a capacitação

GHVVHVSURILVVLRQDLVSDUDDWXDUHPQRkPELWRGDVD~GHPHQ

-WDO GD PXOKHU GXUDQWH D JHVWDomR H R SHUtRGR SXHUSHUDO SURPRYHQGRTXDOLGDGHGHYLGDGRVSDLVHGHVHXVILOKRV43

A MIBS pode ser utilizada nas primeiras semanas após o nascimento da criança até quatro meses pós-parto para identificar dificuldades vivenciadas pela mãe para esta-belecer relação com o bebê. É composta por oito adje-tivos distribuídos em três aspectos: apego positivo, negativo e confuso. Adjetivos negativos têm pontuação invertida. Elevadas pontuações indicam problemas no vínculo

mãe-bebê.

Com relação às propriedades psicométricas, os estudos que utilizaram a MIBS encontraram consistência interna

LQIHULRUDRLGHDOŞ•&RQWXGRDSHVTXLVDGHYDOLGD -ção da versão original da MIBS mostrou consistência interna

DFHLWiYHOŞ e um modelo de dois fatores.

Quanto à validade de critério, a referida escala apre-sentou elevada sensibilidade para detectar mães com

alte-rações no vínculo com seus bebê37 e validade concorrente

moderada com PBQ34 e MPAS.31 Contudo, neste último caso,

a correlação foi negativa, de modo que elevados escores de apego na MIBS estão correlacionados com pequenas

pontu-ações na MPAS.31 Essa escala tem pontuação invertida para

os aspectos negativos relacionados ao apego, portanto

ele-vados escores denotam dificuldades no vínculo entre mãe

HILOKR(VVHVDFKDGRVVXJHUHPTXHDVYHUV}HVSDUDRXWUDV

culturas apresentam limitações quanto à confiabilidade, mas demonstram validade preditiva e concorrente, ainda que de forma moderada.

As disfunções do apego detectadas pela MIBS estão

rela-FLRQDGDV DR IDWR GH TXH QR SHUtRGR SXHUSHUDO D PXOKHU DSUHVHQWD PDLRUHV DOWHUDo}HV GH KXPRU TXH SRGHP FRP

-SURPHWHU R HVWDEHOHFLPHQWR GR YtQFXOR FRP R ILOKR $

depressão se apresenta como preditora de problemas na

relação emocional entre a mãe e o bebê.43 Na presença

GHVVD GRHQoD D PXOKHU WHQGH D QmR UHVSRQGHU VDWLVIDWR

-ULDPHQWHjVQHFHVVLGDGHVGRILOKRVHMDPHODVGHQDWXUH]D

física, como alimentação, manutenção da temperatura corporal e promoção do conforto da criança, sejam

emo-FLRQDLVFRPRDVQHFHVVLGDGHVGHFRPXQLFDomRFDULQKRH DPRUGRILOKRSDUDFRPVXDSURJHQLWRUD44-45

2 3$4 p XP TXHVWLRQiULR FRPSRVWR SRU LWHQV RUJD -nizados em três subescalas: qualidade do vínculo (QV),

DXVrQFLD GH KRVWLOLGDGH $+ H SUD]HU QD LQWHUDomR 3,

Esse instrumento tem o objetivo de avaliar a resposta emo-cional da mãe com relação ao bebê, especificamente no

primeiro ano de vida. Foi utilizado em quatro

investiga-ções, das quais duas estão relacionadas à adaptação e à

YDOLGDomR SDUD DV FXOWXUDV KRODQGHVD31 e italiana. Todas

as publicações que utilizaram esse instrumento evidencia-ram índices de confiabilidade aceitáveis. Porém, a versão

KRODQGHVDTXDQGRXWLOL]DGDSDUDPmHVGHEHErVFRPD

12 semanas, mostrou problemas quanto à confiabilidade. O uso dessa versão é apropriada para bebês com idade entre 4 e 5 meses.31

Quanto à versão original, o PAQ apresentou consistência

LQWHUQDVXSHULRUjHQFRQWUDGDQDVYHUV}HVFLWDGDVŞ

Tabela 4'DGRVVREUHFRQÀDELOLGDGHGRVLQVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHErGXUDQWHRSHUtRGRSyVSDUWR

Instrumentos Estudos 3URSULHGDGHV3VLFRPpWULFDV0HGLGDVGH&RQÀDELOLGDGH

PBQ 5HFNet al &,YHUVmRFRPLWHQVŞ /(Ş 55Ş $Ş H5$Ş &,YHUVmRFRPLWHQVŞ /(Ş 55Ş $Ş 5$Ş Van Bussel et al31 &,3%4WRWDOVHPDQDŞ HŞ 

:LWWNRZVNLet al32 &,²3%4IDWRUŞ IDWRUŞ HIDWRUŞ

:LWWNRZVNLet al34 &,GR3%4WRWDOŞ HŞ 6Ş 6H6²Ş

0RHKOHUet al35 &,GR3%4Ş

MIBS Van Busselet al31 &,0,%6WRWDOLPHGLDWDPHQWHDSyVRSDUWRŞ HŞ DGLDVDSyVRSDUWR

:LWWNRZVNLet al34 &,Ş LPHGLDWDPHQWHDSyVRSDUWRHŞ DGLDVDSyVRSDUWR

Tayloret al 9HUVmRFRPRLWRLWHQVŞ

Figueiredo et al38 &,HVFDODWRWDOŞ 6Ş 6Ş H6Ş (VFDODWRWDO²VSOLWKDOI

(r)=0,52; S1 r=0,52; S2 r=0,45; e S3 r=0,28. Correlação Teste-reteste (Spearman): Ŭ

PAQ Van Busselet al31 &,3$4WRWDOVHPDQDDSyVRSDUWRŞ HVHPDQDDSyVRSDUWR

Ş

Scapesi et al &,3$4WRWDOŞ

Feldstein et al40 &,03$4²Ş 33$4²Ş

Condon et al41 &,*OREDOPHVHVGREHEr²Ş PHVHV²Ş

MAI 6KLQ.LP13 &,0$,WRWDOŞ )DWRU0$,Ş )DWRU0$,Ş H)DWRU0$,

Ş

Damato &,0$,Ş HŞ

0$,0DWHUQDO$WWDFKPHQW,QYHQWRU\0,%60RWKHU,QIDQW%RQGLQJ6FDOH3$43DUHQWWRLQIDQW$WWDFKPHQW4XHVWLRQQDLUH (MPAQ, versão materna; e PPAQ, versão paterna); PBQ, Postpartum Bonding Questionnaire; CI, Consistência Interna;

LE, Laço enfraquecido; RR, Rejeição e raiva patológica; A, Ansiedade sobre o bebê; RA, Risco de Abuso; CM, Componentes materno; CB, Componentes do bebê; CD, Componentes da díade; S1, Subescala 1; S2, Subescala 2; S3, Subescala 3.

(8)

²EHErVFRPVHPDQDVHPHVHVHŞ ²PHVHV

Contudo, outros autores evidenciaram consistência interna

superior à versão original.41 (VVHV DFKDGRV VXVWHQWDP D

confiabilidade desse instrumento. Com relação à validade de construto, verificou-se um modelo de seis fatores na

versão italiana. Em contrapartida, para mães de bebês

KRODQGHVHV RXWURV DXWRUHV UHYHODUDP XP PRGHOR GH WUrV

dimensões.41(VVHV~OWLPRVDFKDGRVFRUURERUDPRVUHVXOWD

-dos da versão original do instrumento, cuja AF resultou num

modelo de três fatores.

O MAI é utilizado para mensurar o apego entre mãe

H ILOKR 7UDWDVH GH XP LQYHQWiULR FRPSRVWR SRU LWHQV RUJDQL]DGRV QXPD HVFDOD /LNHUW GH TXDWUR SRQWRV

Elevadas pontuações indicam maior apego entre mãe e

bebê.47 Encontra-se traduzido e adaptado para a

popula-omRGHPXOKHUHVFRUHDQDV13 e brasileiras.48 Neste último

caso, realizou-se a validação para mães de crianças com idade entre seis e treze anos e demonstrou elevada

con-ILDELOLGDGH Ş 48 A consistência interna da versão

RULJLQDOŞ ²EHErVFRPVHPDQDVŞ ²EHErV

FRPPHVHVHŞ ²EHErVFRPPHVHV47

apresen-tou valores inferiores aos encontrados em duas outras

SHVTXLVDV FXMR Ş! Assim, observa-se que o MAI

é uma ferramenta robusta para mensurar o apego entre a mãe e o bebê.

Outros instrumentos foram citados, com menor fre-quência, nos estudos sobre a relação entre mãe e bebê no período pós-parto. São eles: Global Rating Scales

(GRS), %DUNLQ ,QGH[ RI 0DWHUQDO )XQFWLRQLQJ %,0)50

3DUHQW&KLOG (DUO\ 5HODWLRQDO $VVHVVPHQW 3&(5$51

3RVWSDUWXP0DWHUQDO$WWDFKPHQW6FDOH30$652 e Escala

de interações de Brown.53 Todos mostraram elevada

con-sistência interna, exceto a ferramenta GRS, cujo estudo

QmR GHVFUHYHX QHQKXPD PHGLGD GH FRQILDELOLGDGH A

maior parte dos itens da Escala de Brown apresentou

HOHYDGD FRQFRUGkQFLD HQWUH REVHUYDGRUHV FRHILFLHQWH .DSSDDFLPDGH53 Quanto às medidas de validade

concorrente, o GRS mostrou correlação com o

Infant-Toddler Home Inventory, e o BMIF revelou correlação

FRP *UDWLILFDWLRQ &KHFN /LVW 6KRUW)RUP +HDOWK 6XUYH\

Mental Functioning component e com a Escala de

Depressão de Hamilton.50

&RQVLGHUDo}HVÀQDLV

As subescalas atitudes referentes à gravidez e ao feto e sin-tomas somáticos (MAMA) apresentaram problemas quanto à verificação do mesmo construto das demais dimensões desse questionário.

O PAI mostrou validade de critério e de construto, além de elevado índice de confiabilidade. Em contrapartida, a MFAS apresentou limitações quanto à validade de cons-truto. Há tradução e adaptação para a população de mães e bebês brasileiros, porém esse estudo encontra-se indispo-nível para acesso eletrônico.

4XDQWRDRSHUtRGRSXHUSHUDOR0$,GHPRQVWURXPHOKR -res coeficientes de confiabilidade, mas sua versão brasileira não se encontra validada para mães de crianças menores de um ano. O PBQ mostrou-se sensível para identificar mães

FRPGLVIXQo}HVOHYHVQDOLJDomRFRPVHXILOKRHPXOKHUHV

com graves problemas relacionados à rejeição ao bebê. As

YHUV}HVSRUWXJXHVDHKRODQGHVDGD0,%6DSUHVHQWDUDPFRQ -sistência interna insuficiente.

Finalmente, observou-se que a maior parte dos instru-mentos possui elevada precisão para mensurar o apego materno-infantil, porém alguns apresentam limitações quanto à sua validade. Ademais, a maioria não se encontra traduzido e adaptado para a população brasileira. Assim, observa-se a necessidade de se adaptar e validar instru-mentos, considerando as especificidades de mães e bebês brasileiros no primeiro ano de vida.

&RQÁLWRVGHLQWHUHVVH

2VDXWRUHVGHFODUDPQmRKDYHUFRQIOLWRVGHLQWHUHVVH

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1XQQDOO\-&,QWURGXFWLRQWRSV\FKRORJLFDOPHDVXUHPHQW1HZ <RUN0F*UDZ+LOO

10. &URQEDFK / &RHIÀFLHQW DOSKD DQG WKH LQWHUQDO VWUXFWXUH RI WHVWV3V\FKRPHWULND

11. /DQGLV-5.RFK**7KHPHDVXUHPHQWRIREVHUYHUDJUHHPHQW IRUFDWHJRULFDOGDWD%LRPHWULFV

12. 6M|JUHQ%(GPDQ*:LGVWU|P$00DWKLHVHQ$68YQlV0REHUJ . 0DWHUQDO IRHWDO DWWDFKPHQW DQG SHUVRQDOLW\ GXULQJ ÀUVW SUHJQDQF\-5HSURG,QIDQW3V\FKRO

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'DPDWR (* 3UHQDWDO DWWDFKPHQW DQG RWKHU FRUUHODWHV RI SRVWQDWDO PDWHUQDO DWWDFKPHQW WR WZLQV $GY 1HRQDWDO &DUH

17. Seimyr L, Sjögren B, Welles-Nyström B, Nissen E. Antenatal PDWHUQDOGHSUHVVLYHPRRGDQGSDWHUQDOIHWDODWWDFKPHQWDWWKH HQGRISUHJQDQF\$UFK:RPHQV0HQW+HDOWK

(9)

,QVWUXPHQWRVGHDYDOLDomRGRYtQFXORHQWUHPmHHEHEr 18. 8VWXQVR] $ *XYHQF * $N\X] $ 2ÁD] ) &RPSDULVRQ RI

PDWHUQDO²DQG SDWHUQDO²IHWDO DWWDFKPHQW LQ 7XUNLVK FRXSOHV 0LGZLIHU\

Figueiredo B, Mendonça M, Sousa R. Versão portuguesa do maternal adjustment and maternal attitudes (MAMA). Psic 6DXGH 'RHQoDV

20. &UDQOH\ 06 'HYHORSPHQW RI D WRRO IRU WKH PHDVXUHPHQW RI PDWHUQDODWWDFKPHQWGXULQJSUHJQDQF\1XUV5HV 4. 21. 0OOHU0()HUNHWLFK6)DFWRUDQDO\VLVRIWKHPDWHUQDOIHWDO DWWDFKPHQWVFDOH1XUV5HV 22. )LJXHLUHGR)LOKR'%GD6LOYD-~QLRU-$9LVmRDOpPGRDOFDQFH XPDLQWURGXomRjDQiOLVHIDWRULDO2SLQ3XEOLFD 85. 23. )HLMy0&%UDVLOLDQYDOLGDWLRQRIWKHPDWHUQDOIHWDODWWDFKPHQW VFDOH$UT%UDV3VLFRO5LR-24. &RQGRQ-77KHDVVHVVPHQWRIDQWHQDWDOHPRWLRQDODWWDFKPHQW GHYHORSPHQWRIDTXHVWLRQQDLUHLQVWUXPHQW%U-0HG3V\FKRO

25. .XPDU 5 5REVRQ .0 6PLWK $0 'HYHORSPHQW RI D VHOI administered questionnaire to measure maternal adjustment and maternal attitudes during pregnancy and after delivery. -3V\FKRVRP5HV

0OOHU0(0HUFHU57'HYHORSPHQWRIWKHSUHQDWDODWWDFKPHQW LQYHQWRU\:HVW-1XUV5HV

27. Spearman C. Correlation calculated from faulty data. Br J 3V\FKRO

28. %URZQ : 6RPH H[SHULPHQWDO UHVXOWV LQ WKH FRUUHODWLRQ RI PHQWDODELOLWLHV%U-3V\FKRO

5HFN&.OLHU&03DEVW.6WHKOH(6WHIIHQHOOL86WUXEHQ.et al7KHJHUPDQYHUVLRQRIWKHSRVWSDUWXPERQGLQJLQVWUXPHQW SV\FKRPHWULF SURSHUWLHV DQG DVVRFLDWLRQ ZLWK SRVWSDUWXP GHSUHVVLRQ$UFK:RPHQV0HQW+HDOWK 30. %URQFNLQJWRQ,))UDVHU&:LOVRQ'7KHSRVWSDUWXPERQGLQJ

TXHVWLRQQDLUH D YDOLGDWLRQ $UFK :RPHQV 0HQW +HDOWK

31. 9DQ %XVVHO -& 6SLW] % 'HP\WWHQDUH . 7KUHH VHOIUHSRUW TXHVWLRQQDLUHVRIWKHHDUO\PRWKHUWRLQIDQWERQGUHOLDELOLW\ DQGYDOLGLW\RIWKH'XWFKYHUVLRQRIWKH03$63%4DQG0,%6 $UFK:RPHQV0HQW+HDOWK

32. :LWWNRZVNL $ :LOOLDPV - :LHFN $ $Q H[DPLQDWLRQ RI WKH SV\FKRPHWULFSURSHUWLHVDQGIDFWRUVWUXFWXUHRIWKHSRVWSDUWXP bonding questionnaire in a clinical inpatient sample. Br J Clin 3V\FKRO

33. 6LX%:&KRZ+0.ZRN66/L2/.RR0/&KHXQJ()et al. ,PSDLUPHQW RI PRWKHULQIDQW UHODWLRQVKLS YDOLGDWLRQ RI WKH &KLQHVHYHUVLRQRISRVWSDUWXPERQGLQJTXHVWLRQQDLUH-1HUY 0HQW'LV 34. :LWWNRZVNL$:LHFN$0DQQ6$QHYDOXDWLRQRIWZRERQGLQJ TXHVWLRQQDLUHVDFRPSDULVRQRIWKHPRWKHUWRLQIDQWERQGLQJ VFDOHZLWKWKHSRVWSDUWXPERQGLQJTXHVWLRQQDLUHLQDVDPSOHRI SULPLSDURXVPRWKHUV$UFK:RPHQV0HQW+HDOWK 35. 0RHKOHU ( %UXQQHU 5 :LHEHO $ 5HFN & 5HVFK ) 0DWHUQDO

GHSUHVVLYH V\PSWRPV LQ WKH SRVWQDWDO SHULRG DUH DVVRFLDWHG ZLWK ORQJWHUP LPSDLUPHQW RI PRWKHU²FKLOG ERQGLQJ $UFK :RPHQV0HQW+HDOWK

7D\ORU$$WNLQV5.XPDU5$GDPV'*ORYHU9$QHZPRWKHU WRLQIDQWERQGLQJVFDOHOLQNVZLWKHDUO\PDWHUQDOPRRG$UFK :RPHQV0HQW+HDOWK

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38. )LJXHLUHGR%0DUTXHV$&RVWD53DFKHFR$3DLV$%RQGLQJ VFDOH WR HYDOXDWH SDUHQWV· HPRWLRQDO LQYROYHPHQW ZLWK WKHLU LQIDQW3V\FKRORJLFD

6FDSHVL$9LWHUERUL36SRQ]D6=XFKLQHWWL3$VVHVVLQJPRWKHU WRLQIDQW DWWDFKPHQW WKH ,WDOLDQ$GDSWDWLRQ RI D VHOIUHSRUW TXHVWLRQQDLUH-5HSURG,QIDQW3V\FKRO 40. )HOGVWHLQ6+DQH$$0RUULVRQ%0+XDQJL.<5HODWLRQRIWKH

3RVWQDWDODWWDFKPHQWTXHVWLRQQDLUHWRWKHDWWDFKPHQW46HW -5HSURG,QIDQW3V\FKRO

41. &RQGRQ -7 &RUNLQGDOH &- %R\FH 3 $VVHVVPHQW RI SRVWQDWDO SDWHUQLQIDQW DWWDFKPHQW GHYHORSPHQW RI D TXHVWLRQQDLUH LQVWUXPHQW-5HSURG,QIDQW3V\FKRO 42. %URFNLQJWRQ)2DWHV-*HRUJH67XUQHU'9RVWDQLV36XOOLYDQ

M et al$VFUHHQLQJTXHVWLRQQDLUHIRUPRWKHULQIDQWERQGLQJ GLVRUGHUV$UFK:RPHQV0HQW+HDOWK

43. )LJXHLUHGR % &RVWD 5 3DFKHFR $ 3DLV $ 0RWKHUWRLQIDQW HPRWLRQDO LQYROYHPHQW DW ELUWK 0DWHUQ &KLOG +HDOWK

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45. )LJXHLUHGR % &RVWD 5 0RWKHU·V VWUHVV PRRG DQG HPRWLRQDO LQYROYHPHQW ZLWK WKH LQIDQW PRQWKV EHIRUH DQG PRQWKV DIWHUFKLOGELUWK$UFK:RPHQV0HQW+HDOWK &RQGRQ-7&RUNLQGDOH&-7KHDVVHVVPHQWRISDUHQWWRLQIDQW

DWWDFKPHQW GHYHORSPHQW RI D VHOIUHSRUW TXHVWLRQQDLUH -5HSURG,QIDQW3V\FKRO

47. 0OOHU 0( $ TXHVWLRQQDLUH WR PHDVXUH PRWKHUWRLQIDQW DWWDFKPHQW-1XUV0HDV

48. %RHFNHO 0* :DJQHU $ 5LWWHU ) 6RKQH / 6FKHLQ 6 *UDVVL Oliveira R. Análise fatorial do inventário percepção de YLQFXODomRPDWHUQD5,3

*XQQLQJ0&RQUR\69DORULDQL9)LJXHLUHGR%.DPPHUHU0+ 0X]LN0et al0HDVXUHPHQWRIPRWKHULQIDQWLQWHUDFWLRQVDQG WKH KRPH HQYLURQPHQW LQ D (XURSHDQ VHWWLQJ SUHOLPLQDU\ UHVXOWV IURP D FURVVFXOWXUDO VWXG\ %U - 3V\FKLDWU\ 6XSSO V

50. %DUNLQ -/ :LVQHU ./ %URPEHUJHU -7 %HDFK 65 7HUU\ 0$ :LVQLHZVNL65GHYHORSPHQWRIWKHEDUNLQLQGH[RIPDWHUQDO-:RPHQ·V+HDOWK

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Figure

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