APRENDENDO MATEMÁTICA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DE 4º ANO

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(1)APRENDENDO MATEMÁTICA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DE 4º ANO. Daiane da Silva Fagundes 1 Juliana Alves Davila 2 Denice Aparecida Fontana Nixota Menegais 3. Resumo: : O presente resumo relata uma oficina desenvolvida pelas acadêmicas do curso de Matemática da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), sendo elas bolsistas-ID do Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), sobre a atividade compreendida como o"mercadinho" da Matemática. Esta foi aplicada com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental (séries iniciais) de uma escola pública localizada no centro da cidade de Bagé/RS,com participação de 29 alunos e carga horária total de 4h/a. O objetivo da atividade foi trabalhar as operações básicas, de forma lúdica e prazerosa, através de situações- problema encontradas no cotidiano dos alunos, que desenvolveram a capacidade de buscar soluções para os problemas encontrados durante o desenvolvimento da atividade, rompendo com o estigma de que a matemática é algo difícil de aprender. Concluiu-se, então, que a teoria aliada a situações concretas de aprendizagem é um meio, sem dúvida, de extrema importância do qual o professor pode utilizar-seno processo de ensino dos discentes.. Palavras-chave: Lúdico; Matemática; Ensino-Aprendizagem. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. APRENDENDO MATEMÁTICA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DE 4º ANO 1 Aluno de graduação. daiane26fagundes@gmail.com. Autor principal 2 Aluno de Graduação. juliana.alves.davila@gmail.com. Co-autor 3 Docente. denice.menegais@unipampa.edu.br. Orientador. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(2) APRENDENDO MATEMÁTICA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DE 4º ANO 1 INTRODUÇÃO Atualmente, um dos grandes desafios do professor é possibilitar diferentes estratégias em uma prática de ensino que auxilie o aluno na construção de uma aprendizagem significativa, e o cotidiano escolar traz muitas indagações sobre como promover esse processo. A ludicidade como instrumento pedagógico é uma maneira diferente e divertida de aprender. Inserir o lúdico, e principalmente a brincadeira, na sala de aula significa proporcionar aos alunos diferentes maneiras de se chegar ao aprendizado de forma significativa. Quando se fala em inserir tal prática na sala de aula deve-se pensar nos objetivos a serem atingidos. Organizar a brincadeira apenas como recreação é desvalorizar a grande importância que ela proporciona para o desenvolvimento psicológico, cognitivo, emocional, físico, motor e social do aprendiz. Para Vygotsky (1991), o brincar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois os processos de simbolização e de representação levam-na ao pensamento abstrato. Santa Marli Pires dos Santos (1997), afirma que: [...] brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra na sociedade e constrói seu próprio conhecimento. (p. 20). Nesse sentido, fica evidente a importância do lúdico no espaço escolar, uma vez que contribui para o desenvolvimento integral do aluno. Trabalhar o lúdico é mostrar como o mundo do ³faz de conta´ possibilita que a realidade seja experimentada, revista e formulada. Com a oficina do ³mercadinho´ foi possível aproximar a teoria da prática de maneira lúdica, em que a disciplina aqui estudada ofereceu aos aprendizes situações-problema a serem resolvidas, reproduzindo ocorrências reais vinculadas no seu dia a dia de cada um. Tendo por motivação principal abordar dificuldades matemáticas relacionadas às operações básicas, de maneira prazerosa e significativa, é possibilitado ao estudante, através da brincadeira, a construção do raciocínio lógico-matemático baseado em situações reais pertencentes ao cotidiano. 2 METODOLOGIA Este trabalho foi ministrado por acadêmicas do curso de Matemática da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), sendo elas bolsistas-ID do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em parceria com uma escola estadual localizada no centro da cidade de Bagé/RS, com participação de 29 alunos do Ensino Fundamental (séries iniciais) com carga horária total de 4h/a.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 3DPSD œ 6DQWDQD GR Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(3) Figura 1- Mercadinho da Matemática. Fonte: elaborada pelas autoras, 2018. A proposta do ³Percadinho´ GD 0DWHPiWLFD consistiu na reprodução um minimercado fictício em que os alunos do 4º ano foram convidados a participar da atividade como clientes e caixas do mercado. Os alunos foram divididos em duplas e, ao responderem corretamente a tabuada UHFHELDP ³GLQKHLUR´ 3ara realizar as compras foram disponibilizadas listas de compras e também um bloco para registros dos cálculos no decorrer da atividade. Para reprodução do minimercado foram utilizados materiais confeccionados em EVA, que deram origem a objetos como frutas, legumes, guloseimas e materiais de higiene. Também foi utilizado dinheiro falso, de brinquedo, para que pudessem efetuar suas compras, trabalhando, assim, as operações de produto, soma e subtração, praticamente sem perceberem que todo o tempo realizavam-se da Matemática. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO A implementação de práticas diferenciadas no ensino da Matemática mostra-se um grande desafio ao professor que, ao construir propostas de trabalho adequadas à realidade do aluno, está conduzindo-o a uma nova forma de pensar, pois busca metodologias que não limitem a disciplina trabalhada apenas à aplicação de métodos e fórmulas. Uma nova forma de pensar a prática de ensino se faz necessária, visto que a Matemática é tida pelos alunos como algo muito difícil e complexo, tornando-se uma espécie de entrave na vida escolar do aluno. Em uma primeira abordagem com os alunos, ao serem questionados sobre o gostar, ou não da Matemática, a maioria respondeu que não. Nessa perspectiva, mais que desenvolver conceitos é importante estimular o aprendiz para a intuição e a visualização, recorrendo aos materiais manipuláveis e promovendo um ensino-aprendizagem baseado na realização de descobertas e na resolução de problemas. Para Neves (2001), o lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Assim, na idade infantil e na adolescência a finalidade é essencialmente pedagógica. A criança, e mesmo o jovem, opõe uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo ela não é lúdica, não é prazerosa. Em relação à proposta da atividade utilizada como metodologia, esperou-se principalmente que o trabalho com cédulas permitisse que os alunos revisassem as operações básicas através de situações cotidianas, como ir ao mercado, justamente porque essa ocasião possibilita que o discente esteja em contato com os números e com as operações nela Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 3DPSD œ 6DQWDQD GR Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(4) envolvidas. Desta forma, despertar nos alunos o gosto pela Matemática e a busca pelo conhecimento faz com que sejam protagonistas da sua própria aprendizagem. Para tanto, destacamos a fala de alguns alunos do 4º ano em relação à atividade do ³mercadinho´ da Matemática: Aluno A ³(X JRVWHL SRUTXH DVVLP D JHQWH DSUHQGH GH XP MHLWR OHJDO ´ Aluno B ³+RMH HX DSUHQGL D FRQWDU PHOKRU porque, isso também é um tipo de PDWHPiWLFD H GLQKHLUR VmR RV Q~PHURV TXH YRFr FRQWD Vy TXH QD YLGD UHDO« )RL PXLWR GLYHUWLGR H DLQGD PDLV SRGHULD ID]HU LVVR WRGR R GLD ´ Aluno C ³(X DSUHQGL TXH EULQFDQGR D JHQWH DSUHQGH ´. Atividades que envolvem os alunos com uso de materiais que possam ser manipulados facilitam e tornam o aprendizado mais abrangente. Além disso, os estudantes ficam mais participativos quando a aula torna-se diferenciada das demais, favorecendo discussões e questionamentos a respeito da tarefa que está sendo realizada. Isso provê um ensinoaprendizagem de maneira mais lúdica e significativa para a (re)construção do conhecimento, rompendo com o estigma de que a disciplina é algo difícil de ser aprendida. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS As dificuldades encontradas pelos alunos no processo de aprendizagem da Matemática são inúmeras, pois estes sujeitos muitas vezes possuem dificuldades de entenderem alguns conceitos matemáticos compreendidos como básico. Tendo conhecimento de que o lúdico tem um importante papel facilitador no processo de ensino-aprendizagem, cabe ao docente ter o compromisso de fazer com que essa prática de fato aconteça. Para isso, é necessário que o brincar seja privilegiado em sala de aula, como condição facilitadora dos processos de aprender. Assim, de acordo com o PCN: O professor deve organizar seu trabalho de modo que os alunos desenvolvam a própria capacidade para construir conhecimentos matemáticos e interagir de forma cooperativa com seus pares, na busca de soluções para problemas, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles. (BRASIL, 1998, p. 63).. As ocorrências concretas de aprendizagem que envolvem situações-problema sem dúvida são importantes para a interação, a compreensão e a consolidação do ensino da Matemática. Isso permite ao aluno vivenciar situações do seu cotidiano e a participar de atividades que lhe dão prazer, tornando o aprender mais atrativo e eficaz. Conclui-se, dessa forma, com esse trabalho, que o conhecimento só se consolida através de aprendizagens que façam sentido na vida do aluno. Ao brincar, ele revela ter aceitado o desafio do crescimento, assim como as possibilidades de errar, tentar e arriscar, ou seja, a contingência de aprender. REFERÊNCIAS BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Secretaria de educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF. 1998. NEVES, Lisandra Olinda Roberto. O lúdico nas interfaces das relações educativas. Disponível em: http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm. Acessado: 27 ago 2018. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 3DPSD œ 6DQWDQD GR Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(5) PADILHA, Renata Aline; CHIAPETTI DENDENA, Rosicler Lurdes. ENSINANDO E APRENDENDO MATEMÁTICA A PARTIR DO LÚDICO. Anais do SEPE - Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFFS, [S.l.], v. 7, n. 1, fev. 2018. ISSN 2317-7489. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SEPE-UFFS/article/view/6550>. Acesso em: 27 ago. 2018. SANTOS, Santa Marli Pires (Org). O lúdico na formação do educador. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 3DPSD œ 6DQWDQD GR Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

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