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La obra escrita de Lorenzana como arzobispo de México, 1766-1772

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LA OBRA ESCRITA

DE L O R E N Z A N A COMO

ARZOBISPO DE MÉXICO

1766-177Z*

Javier M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

Depto. de Asuntos Culturales, OEA

L A OBRA ESCRITA DE L O R E N Z A N A es tal vez la m á s extensa de la de todos los obispos contemporáneos a él, en la segunda m i -tad del siglo X V I I I , y abarca no sólo materias eclesiásticas sino que, respondiendo al espíritu historicista de la época, se re-fiere también al pasado de la m o n a r q u í a española, en especial a la historia eclesiástica y dentro de ésta a la de las dos dió-cesis arzobispales que rigió.

T a l vez ¡ u afición histórica, para la que su condición de jurista era u n a buena preparación, nació o al menos se per-filó en la é p o c a doctoral de Sigüenza, cuando por el cargo que ocupaba se le e n c o m e n d ó el 15 de febrero de 1751 la organización de la biblioteca y el archivo capitular, ya que al cabildo

se ie h a b í a i n f o r m a d o q u e t e n i e n d o l a I g l e s i a l i b r o s a p r e c i a b l e s p o r s u a n t i g ü e d a d se h a l l a b a n m a r r o t a d o s [sic] y e n e l s u e l o e n u n c u a r t o e n c i m a d e l a C o n t a d u r í a y a l l í e x p u e s t o s p o r t e n e r v e n t a n a a b i e r t a a l t e j a d o , y q u e c e r r a d a y p o n i é n d o s e estantes se p o d r í a n c o l o c a r p o r o r d e n d i c h o s l i b r o s , a s í c o m o o t r o s m u

-* Francisco A n t o n i o L o r e n z a n a , es sin d u d a la figura m á s destacada de la Iglesia e s p a ñ o l a y a m e r i c a n a e n la segunda m i t a d del siglo x v m . N a c i ó en L e ó n el 22 de septiembre de 1722 donde hizo sus primeros estudios. E s t u v o en colegios de j e s u í t a s y benedictinos. E s t u d i ó leyes e n la U n i v e r s i d a d de V a l l a d o l i d y Salamanca, pero se g r a d u ó e n la de

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chos que hay en ia Contaduría de cuentas donde aperran y otros papeles que por andar sin custodia se hallan expuestos a desaparecer.i

L a descripción del estado de los libros y papeles no era m u y halagadora, y con el f i n de poner u n poco de orden en aquella riqueza documental histórica y cultural totalmente abandonada, Lorenzana, de q u i e n tal vez partió la iniciativa,

B u r g o s de O s m a y e n la de Á v i l a . C o l e g i a l del M a y o r de San Salvador de Oviedo, e n S a í a m a n c a , del que l l e g ó a ser Rector.

C a n ó n i g o doctoral de S i g ü e n z a (1751) de donde pasa a u n a c a n o n j í a a la catedral de T o l e d o (1754) . V i c a r i o G e n e r a l , vicetesorero y doctoral h o n o r a r i o del C a b i l d o catedralicio; a b a d de San Vicente; obispo de Plasencia (1765) por menos de u n a ñ o , pasando a arzobispo de M é -x i c o (1766-1772) . S u tarea p r i n c i p a l fue la convocatoria y c e l e b r a c i ó n d e l I V C o n c i l i o P r o v i n c i a l M e x i c a n o . Se e n c o n t r ó envuelto en la expul-s i ó n de loexpul-s j e expul-s u í t a expul-s . R e a l i z ó u n a a m p l i a obra paexpul-storal, viexpul-sitando diverexpul-soexpul-s lugares de su arzobispado. F u e el p r i m e r e c l e s i á s t i c o que de u n a sede a m e r i c a n a p a s ó a la P r i m a d a de E s p a ñ a e n 1772, la que r i g i ó hasta 1800 en que r e n u n c i ó a ella.

E n su calidad de Arzobispo de T o l e d o , P r i m a d o de E s p a ñ a e I n d i a s , j u r a m e n t ó a l futuro F e r n a n d o V I I como heredero de la corona, sep-tiembre de 1789, en la ceremonia que tuvo lugar en la iglesia de los J e r ó n i m o s de M a d r i d .

E l e v a d o a C a r d e n a l por P í o V I en 1789, I n q u i s i d o r G e n e r a l (1794¬ 1797) del Consejo R e a l y C a b a l l e r o de la O r d e n de C a r l o s I I I , s a l i ó e n 1797 para R o m a oficialmente p a r a a c o m p a ñ a r a l papa, pero en rea-l i d a d como exirea-liado por confrea-lictos que tuvo con erea-l favorito de Carrea-los I V , M a n u e l Godoy. L e t o c ó vivir e n R o m a bajo la o c u p a c i ó n n a p o l e ó n i c a . N o m b r a d o embajador de E s p a ñ a ante la Santa Sede, E s p a ñ a p e n s ó en é l como candidato para el Papado, haciendo gestiones a l efecto. M u e r t o P í o V I p a r t i c i p ó como m i e m b r o del C ó n c l a v e que se r e u n i ó e n V e n e c i a , del que fue tesorero - a p o r t a n d o altas sumas p a r a c u b r i r su c o s t o - y se l l e g ó a tenerle en cuenta p a r a c u b r i r la vacante. R e s i d i ó en R o m a , bajo P í o V I I , hasta su m u e r t e el 17 de a b r i l de 1804. F u e e n t e n a d o e n la b a s í l i c a de la Santa C r o c e de J e r u s a l e m , donde sus restos permanecieron hasta 1956 e n que fueron trasladados a l P a n t e ó n de los Arzobispos e n la catedral de M é x i c o . J . M A L A O Ó N B A R C E L Ó : " L O S escritos del cardenal L o r e n z a n a " , Boletín del Instituto de Investigaciones Bibliográficas, M é -xico, D . F . , 1970, pp. 223-264.

l Gregorio S Á N C H E Z D O N C E L , " F r a n c i s c o A n t o n i o L o r e n z a n a , c a n ó n i g o doctoral de S i g ü e n z a " . Hispania Sacra, vol. X I V ( M a d r i d , 1961) , p. 326.

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se d e b i ó dedicar a examinar, estudiar, clasificar aquel m u n do del pasado del cabildo seguntino, rico n o sólo por la i m -portancia que tuvo y todavía tenía la diócesis y catedral de Sigüenza, sino t a m b i é n por quienes h a b í a n ocupado la silla episcopal o fueron miembros de la c o m u n i d a d catedralicia n o m á s alejados en el t i e m p o de l o que hoy estamos de Lo¬ renzana. Así, d e b i ó tener entre sus manos papeles del car-denal Mendoza, el hombre que colaboró con Isabel y Fernando en la creación de la m o n a r q u í a española; el cardenal Ber-n a r d i Ber-n o L ó p e z de Carvajal, prelado que j u g ó u Ber-n papel de importancia en la corte romana de Sixto I V , Inocencio V I I I , A l e j a n d r o V I , P í o I I I , L e ó n X , A d r i a n o V I y Clemente V I I , que se enfrentó a J u l i o I I convocando y presidiendo al Con-cilio de Pisa contra éste, y fue el autor de las Constituciones del Cabildo de Sigüenza vigentes en la é p o c a en que Loren¬ zana pertenecía a él; del obispo Pedro de la Gasea, " b i e n co-nocido por la j o r n a d a que hizo a las Indias contra Pizarro" y por su participación en el Concilio Provincial de T o l e d o de 1565; del vicario general Gonzalo Cisneros, que m á s tarde t o m a el n o m b r e de Francisco cuando ingresa en la O F M , llegando de confesor de la reina, a cardenal y arzobispo de T o -ledo y a regente del reino; el obispo fray Lorenzo Suárez de Figueroa, h i j o de los duques de Frías y fraile dominico, ilustre

por sus virtudes y caridad; el cardenal Diego de Espinosa presidente que fue del Consejo de Castilla en la é p o c a de Felipe I I e i n q u i s i d o r general, y bajo cuyo mandato se esta-blece en f o r m a fija el T r i b u n a l de la Inquisición en M é x i c o

(18 de agosto de 1570), y u n a ñ o m á s tarde en otros lugares de América, famoso por sus incidentes con el príncipe Car-los, etc.

E R A T A M B I É N u n p e r í o d o historicista en el que los Borbones, dinastía e x t r a ñ a y en cierto sentido advenediza, cuyos dere-chos al trono desde u n p u n t o de vista m o r a l e histórico eran discutibles, t r a t a r o n de recurrir quizás por afición, pero m á s por razones políticas, al pasado español a f i n de justificar su presencia, rehacer el tambaleante i m p e r i o español, creando la conciencia de u n poder debilitado pero no perdido, y al

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rao tiempo forjar su p r o p i a historia como parte de la historia de E s p a ñ a y la de ésta dentro del contexto universal. A todo ello se une, bajo la forma de historia, u n florecimiento del regalismo nacido en el reinado del cuarto de los Felipes - e n sus diferencias con l a Santa Sede-, regalismo que alcanza su mayor importancia en los reinados de Carlos I I I y I V ,2 bajo

los cuales ha de v i v i r como jerarca de la Iglesia Francisco L o r e d a n a .

Este afán histórico nos lo prueban los estudios del padre E n r i q u e Flórez, el padre Risco, la tarea del padre B u r r i e l , el padre Juan Francisco Masdeu, el d e á n de T o l e d o , Infantes, A n t o n i o Capmany, el fraile d o m i n i c o Jaime Villanueva, J. Sempere y Guarinos, Pérez Bayer, el t r i n i t a r i o fray M i g u e l de San ¡osé, d o n Francisco Ortiz, el padre M e r i n o , Gregorio Mayans,' R. Jaime Caresmar, el padre Josep Martí, el padre Jaime Pasqual * y en parte la obra personal del p r o p i o Lo¬

renzana o la que realiza con la colaboración de otros. Casi todos estos escritores padecen de l o que se ha llama-de "visigotismo" y, como parte llama-del regalismo, interesa el teína de los Concilios de T o l e d o , interés que se refleja no sólo en los trabajos históricos sino en las pastorales y edictos de gran n ú m e r o de obispos de esta segunda m i t a d del

si-2 Vicente R O D R Í G U E Z C A S A D O , La política y los políticos en el reinado de Carlos III. M a d r i d , 1962; C a r l o s C O R O N A , Revolución y reacción en el reinado de Carlos IV. M a d r i d , 1957.

3 J o a n M E R C A D E R , Historiadors i erudits a Catalunya i a Valencia en el segle XVIII. B a r c e l o n a , 1966; B . S Á N C H E Z A L O N S O , Historia de la histo-riografía española. M a d r i d , 1946-1947, v o l . 3'; R i c h a r d H E R R , The Eigh-teenth Century Revolution in Spain. P r i n c e t o n , N . J., 1958; y J e a n S A R R A I L H , La España ilustrada de la segunda mitad del siglo XVIII. M é x i c o , 1957.

4 T e m a m á s alejado del m u n d o v i s i g ó t i c o que el de los j e s u í t a s , sirve d e pretexto para referirse a é l y n a t u r a l m e n t e a los Concilios de T o l e d o , al arzobispo de T a r r a g o n a , d o n Francisco A r m a n y á , entonces obispo de L u g o , e n l a respuesta q u e dio (1769) a l dictamen que se s o l i c i t ó a los obispos sobre l a d i s o l u c i ó n de l a C o m p a ñ í a de J e s ú s e n la que dice: " . . . l a religiosa solicitud de l a V . M . renovada la deis monarques m é s illustres q u e celebre els a n n a l s de l'Eglesia i especialmente del r e í

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glo x v i n , como T a v i r a ,5 C l i m e n t ,6 A m a t ,7 y A r m a n y á i F o n t ,8

entre otros.

A este renacimiento de los estudios históricos contribuyó en parte la fundación de las academias y concretamente l a de la Real Academia de la H i s t o r i a creada en 1738, y de la cual llegó Lorenzana a ser m i e m b r o de honor.9

SE PUEDE DECIR que Lorenzana i n i c i a su labor como autor en M é x i c o , o por lo menos los primeros escritos de carácter ecle-siástico que se le conocen, siendo ya prelado, datan de 1766,

E r u i g i precedessor de V . M . que, en el C o n c i l i X I I I de T o l e d o d e m a n á el dictara ais b i s b e s . . . " Pastorales. T a r r a g o n a , 1794, vol. I I , pp. 171 y siguientes, cit. por E n r i c M O R E U - R E Y . El pensament illustrât a Catalunya. B a r c e l o n a , 1966, pp. 107-108.

5 J ô e l S A U G N I E U X , Un prélat éclairé don Antonio Tavira y Almazân. T o u l o u s e , 1970.

6 J o e l S A U G N I E U X , " U n j a n s é n i s t e m o d é r é , J o s é C l i m e n t é v é q u e de B a r c e l o n e (Elementes p o u r u n e b i b l i o g r a p h i e ) " , Bulletin Hispanique, t. L X X , n t i m . 34. T o u l o u s e , 1968.

7 F é l i x T O R R E S A M A T , Vida del limo. Sr. don Félix Amat, arzobispo de Palmira. M a d r i d , 1835.

8 Francisco T O R T M I T J A N S , Biografía histórica de Francisco de Ar-manya Font, O.S.A., obispo de Lugo y arzobispo de Tarragona (1718¬ 1803). V i l l a n u e v a y G e l t r u , 1967.

9 L o r e n z a n a fue m i e m b r o de la A c a d e m i a y elevado a la c a t e g o r í a de h o n o r a r i o el 25 de j u l i o de 1794. M a n t u v o con ella m a g n í f i c a s rela-ciones colaborando en varios de sus trabajos y participando en alguna d e sus sesiones. " C a t á l o g o de los s e ñ o r e s individuos actuales de la R e a l A c a d e m i a de la H i s t o r i a s e g ú n el o r d e n de a n t i g ü e d a d que corresponde a cada u n o en la respectiva clase que o c u p a en el presente a ñ o de 1796". Memoria de la Real Academia de la Historia, t. I ( M a d r i d , 1796) , p. C X X X I X . Datos sobre L o r e n z a n a figuran en las Memorias, t. I , pp. C X I I -C X I I I , t. I I I , pp. 31 a 70, t. I V , p. X V I , y t. V , pp. X X V I - X X V I I , e n el q u e se da la noticia de su m u e r t e : " D e la clase de los honorarios h a fallecido i g u a l m e n t e . . . el E m i n e n t í s i m o S e ñ o r C a r d e n a l D o n Francisco L o r e n z a n a , prelado d i g n í s i m o p o r su m a n s e d u m b r e y beneficencia, y p o r su zelo en promover el estudio de las ciencias e c l e s i á s t i c a s y de la historia en sus varios ramos como lo acreditan entre otras cosas las edi-ciones de las relaedi-ciones y cartas de H e r n á n C o r t é s , de los concilios pro-vinciales de M é x i c o , del breviario g ó t i c o y de las obras de los padres toledanos".

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poco tiempo después de llegar a la capital de la Nueva E s p a ñ a . Es posible que en el tiempo que p e r m a n e c i ó en Plasencia publicara alguna pastoral o diera a l g ú n edicto, pero n o fue-r o n impfue-resos o no q u e d ó fue-rastfue-ro de ellos.1 0

Llega Lorenzana a ocupar el arzobispado de M é x i c o al fallecer M a n u e l R u b i o y Salinas, que h a b í a gobernado la dió-cesis por casi dieciséis años y que se distinguió por su obra reorganizadora del arzobispado. T a l vez lo conoció en E s p a ñ a , ya que fue abad de San Isidro en L e ó n y es posible que por su i n t e r m e d i o entrara en relación con el padre R á v a g o , q u i e n propuso a Fernando V I la designación de R u b i o Salinas para el arzobispado de M é x i c o 1 1 y q u i e n a y u d ó a Lorenzana en

sus primeros ascensos en la carrera eclesiástica. R u b i o y Sali-nas se h a b í a distinguido por su adhesión a los jesuítas en la N u e v a E s p a ñ a a los que prestó colaboración y ayuda, mien-tras que Lorenzana, al llegar a M é x i c o representaba, como su amigo y nuevo obispo de Puebla, F a b i á n y Fuero, una posi-ción regalista y antijesuítica que en la Corte y en ciertos sectores - e n una gran m a y o r í a — se h a b í a venido incubando desde los últimos años del reinado de Fernando V I y que c u l m i n a r í a en la e x p u l s i ó n de los ignacianos poco tiempo des-p u é s de ocudes-par la sede novohisdes-pana, y en una sumisión obe-diente de gran n ú m e r o de prelados a l a corona.

Se enfrenta, pues, Lorenzana, al llegar a M é x i c o con una situación contraria a la que, consciente o inconscientemente, representaba, bien organizada y atendida por la obra de su antecesor,1 2 la que ha de tratar de cambiar. Así, vemos que

en los tres primeros años de su gobierno dicta u n a serie de pastorales y edictos que abarcan todos los aspectos de la vida de su arzobispado; entre aquéllas, las de 12 de octubre de

10 S e g ú n nos i n f o r m ó el c a n ó n i g o archivero de l a catedral de Plasen-cia, d o n M a n u e l L ó p e z S á n c h e z - M o r a , no e n c o n t r ó n i n g u n a pastoral o edicto de L o r e n z a n a en dicho archivo.

11 F r a n c i s c o de SOSA, El episcopado mexicano, 2» e d i c i ó n , M é x i c o , 1939, pp. 262-275.

12 Sobre la o b r a escrita de R u b i o y Salinas, v é a s e B E R I S T Á I N D E S O U S A , Biblioteca Hispano Americana Septentrional, 3? ed., vol. I V , M é x i c o , D . F . , 1947, pp. 262-263.

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1767, 22 de septiembre de 1768 y 11 de a b r i l de 1769 (es de-cir la I I , I I I y I V de u n total de seis que publica d u r a n t e su gobierno) son antijesuíticas.1»

D e sus a ñ o s de M é x i c o nos dice Lorenzana:

Y a h a b í a c o n s e n t i d o d e f i r m e e n v i v i r y m o r i r e n t r e m i s a m a -d o s m e x i c a n o s ; y a m i r a b a m i s e p u l c r o e n t r e m i s -d i g n í s i m o s A n t e c e s o r e s ; y a c o n t a b a e s t a P a t r i a p o r m í a ; y a d e l i n e a b a m i s p e n s a m i e n t o s s o b r e e l m o d o m á s a c e r t a d o d e m i G o b i e r n o P a s t o r a l ; y a e m p e c é a v i s i t a r m i s O v e j a s , y c o n o c i e n d o q u e u n C o n c i l i o P r o v i n c i a l es e l r e m e d i o q u e l a I g l e s i a n u e s t r a m a d r e t i e n e p u e s t o p a r a c o r r e g i r a b u s o s , c o r t a r c o r r u p t e l a s , e x t i r p a r v i c i o s , y h a c e r u n i f o r m e l a D i s c i p l i n a E c l e s i á s t i c a e n t o d a s las D i ó c e s i s d e l a P r o v i n c i a , m e r e s o l v í c o n e l a r d o r d e l a e d a d y

c o n f i a n z a d e l a r o b u s t e z a c o n v o c a r e l C o n c i l i o . . . "

Es la é p o c a en que escribe casi febrilmente. N o sólo pu-blica edictos y pastorales sino que como medio de preparar el Concilio I V Mexicano, lleva a cabo la edición de los conci-lios anteriores y como u n "subproducto" de ellos, pero enca-m i n a d o al enca-m i s enca-m o f i n , la de las cartas de H e r n á n Cortés, el conquistador de la N u e v a E s p a ñ a .

E n poco m á s de u n a ñ o (1769-1770) se i m p r i m e n las obras que en M é x i c o h a n de consagrar a Lorenzana como escritor e historiador y las que en parte contribuyeron a destacarle en el obispado de la m o n a r q u í a e s p a ñ o l a y a elevarle a la silla p r i m a d a de las E s p a ñ a s , "caso nuevo en estas A m é r i c a s " , como señala el p r o p i o Lorenzana.

Para su o b r a d e b i ó contar con la colaboración no sólo de los que f o r m a b a n su f a m i l i a eclesiástica, sino t a m b i é n de sacerdotes q u e estaban debidamente enterados de la historia de M é x i c o , cuyos nombres no conocemos, pero que u n estu-d i o cuiestu-daestu-doso p e r m i t i r í a iestu-dentificar.

13 V e r e l estudio d e l P . L u i s S I E R R A , El arzobispo Lorenzana ante la expulsión de los jesuítas..., pp. 1 2 - 2 3 .

14 " A todos los fieles de este nuestro Arzobispado", M é x i c o , 7 de m a r z o d e 1772.

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Los concilios se publican para facilitar la labor de los que van a participar en las tareas del que se va a convocar, pero ello revela también el afán historicista y documentalista, en l a península, especialmente en la historia eclesiástica, atesti-guado por Lorenzana y F a b i á n y Fuero (no olvidemos que en su é p o c a de canónigos de Toledo, fundaron o fomentaron u n a academia de historia en aquella c i u d a d ) . E l origen de la serie de documentos de la historia de M é x i c o que r e u n i ó Lorenzana y que hoy se custodian en la Biblioteca P ú b l i c a de T o l e d o proceden principalmente, b i e n en original o en copia, de la b ú s q u e d a que m a n d ó hacer Lorenzana en "los Archivos de la D i g n i d a d Arzobispal, y de m i Santa Iglesia M e t r o p o l i t a n a " para complementar la publicación de los tex-tos de los concilios I a 111.«

Faltaba una historia eclesiástica de México, cuando Lo-renzana inicia la tarea de publicar los concilios anteriores, al parecer como antecedente del que d e b í a reunirse cumpliendo órdenes reales, en parte inspiradas por él. Por ello no es de e x t r a ñ a r que al publicar los dos primeros (de los cuales el segundo estaba inédito) u t i l i c e los mismos originales que se encontraban en el A r c h i v o de la Catedral y que vayan pre-cedidos del texto de una pastoral del editor en que relata brevemente el objeto de los concilios y hace la historia de los celebrados en M é x i c o ; de diversas resoluciones de la primera J u n t a A p o s t ó l i c a después de u n a curiosa información sobre la llegada de los primeros clérigos a la Nueva E s p a ñ a ; de u n a carta en latín de fray J u l i á n Garcés, primer obispo de T l a x -cala, a Paulo I I I en favor de los indios, y de la célebre b u l a de j u n i o de 1537 en que se declara la racionalidad de los indios.

D e s p u é s del texto de los concilios se inserta la Serie de limos, señores arzobispos de M é x i c o , que termina con el pro-p i o Lorenzana, a la que pro-precede u n a breve introducción; las

15 Parte de los fondos y libros de L o r e n z a n a proceden de la iglesia de P u e b l a en los que se refiere a l venerable obispo Palafox, y otros de la biblioteca de Francisco J a v i e r G a m b o a q u e c o m p r ó en parte solidaria-mente con J o s é de G á l v e z ( i n f o r m a c i ó n facilitada por el P. L u i s Sierra) .

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bulas de elección de la iglesia de Tlaxcala, en latín; Serie de los l i m o s , obispos de Puebla, Guatemala, Oaxaca, Michoacán, Guadalajara, Y u c a t á n y Durango, sufragáneos del arzobispado de M é x i c o ; u n a carta del arzobispo de Santiago, d o n Fran-cisco Blanco, al obispo de Calahorra, d o n J u a n Ochoa Sala-zar, sobre las obligaciones del ministerio episcopal " anotada p o r Lorenzana; Avisos para la acertada conducta de u n pá-rroco en A m é r i c a ; y Avisos para que los naturales de estos reinos sean felices en l o espiritual y temporal, ambos docu-mentos de Lorenzana.

Se p u b l i c ó por separado al a ñ o siguiente u n Apéndice a los dos primeros concilios en el que, a m á s de una adverten-cia del editor, el p r o p i o arzobispo Lorenzana, se incluyen " C a r t a o r i g i n a l de los limos, señores Obispos de M é x i c o , Guatemala y Oaxaca, sobre la i d a al Concilio General [ T r i ¬ d e n t i n o ] , y piden sobre distintos puntos así de Diezmos, como otros para la buena Planta y permanencia de l a Fe en este N u e v o M u n d o " de 27 de a b r i l de 1537; y "Los C a p í t u l o s de Estatutos, Avisos y Ordenanzas... se hicieron por los dichos Señores Obispos, y se dieron a los Reverendos Padres Reli-giosos, para que ellos los tuviesen y guardasen, y a los otros Religiosos sus S ú b d i t o s los hicieron guardar hasta tanto que o t r a cosa por Su Santidad y Su Magestad fuere mandado",

16 E l doctor F r a n c i s c o B l a n c o de Salcedo era l e o n é s como L o r e n -z a n a , de la p r i m e r a noble-za de L e ó n , c a n ó n i g o de l a catedral de d i c h a c i u d a d , obispo de Orense (1556-1565) , asistiendo e n calidad de tal al C o n c i l i o de T r e n t o en su tercera é p o c a (1562-1564) , e n la que j u g ó u n p a p e l importante en las diversas discusiones y entre ellas sobre " s i los obispos r e c i b í a n l a potestad de j u r i s d i c c i ó n inmediatamente d e l P a p a o de C r i s t o " y l a c u e s t i ó n de la residencia de los obispos. F u e m á s tarde obispo de M á l a g a (1565-1574) y arzobispo de Santiago de Compostela. D o n J u a n O c h o a de Salazar fue obispo de C a l a h o r r a y de Plasencia (los dos personajes estaban unidos a l a historia personal de L o r e n z a n a ) . B l a n c o p u b l i c ó Mandamiento e instrucciones del limo, y Revmo. Sr. . . . que manda guardar para el buen govierno de su metrópolis y arcobispado. M a d r i d , 1579; Constituciones synodales [del S í n o d o de 1576]. M a d r i d , 1579; Advertencias de curas. M e d i n a del C a m p o , 1587; y Summa de doc-trina christiana. V a l l a d o l i d , 1587. V e r M a n u e l R . P A Z O S , El episcopado gallego, t. I , M a d r i d , 1946, pp. 51-64 y 103-106.

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446 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

M é x i c o 1539. E l texto ú l t i m o lleva algunas notas aclarato-rias en relación con ciertos aspectos de la v i d a o costumbres i n d í g e n a s . »

Reimpreso en v o l u m e n independiente el I I I Concilio, Lo-renzana espera publicar el I V , una vez celebrado, completan-do así la serie de concilios como nos los dice en la advertencia del Apéndice;" pero las circunstancias fueron otras y l o que él consideró el acto m á s i m p o r t a n t e de su vida pastoral en M é x i c o nunca logró la a p r o b a c i ó n de Su Santidad, y por tan-to ver publicado su textan-to, como h a b í a planeado para com-pletar la serie de concilios mexicanos. E l tiempo hizo olvidar a Lorenzana y a su obra, y el manuscrito del I V Concilio Provincial yacía olvidado hasta que el obispado de Querétaro dispuso su publicación cuando finalizaba el siglo x i x .1»

En el p r o p i o a ñ o de 1770 apareció otra obra, m á s perso-nal que la p u b l i c a c i ó n de los concilios, a saber, la Oración a Ntra. Señora de Guadalupe. N o conozco c u á n d o la p r o n u n -ció, pero del texto se desprende que d e b i ó ser el d í a de la Guadalupe, 12 de diciembre, de dicho año, y posiblemente en la Catedral.

El culto a l a Guadalupe se h a b í a intensificado bajo su antecesor en la sede mexicana, R u b i o y Salinas,2 0 y t a l vez

Lorenzana quiso dar u n a muestra de su interés por el mis-mo, y m á s en u n m o m e n t o en que la corte de Carlos I I I acen-tuaba la devoción a la Inmaculada Concepción, a cuya his-toria hace referencia, r e l a c i o n á n d o l a con la aparición de la

I T Este a p é n d i c e fue publicado í n t e g r a m e n t e por N i c o l á s L E Ó N , Bi-bliografía mexicana del siglo XVIII, 4? parte. M é x i c o , 1907, p p . 308-330.

18 " . . . e l feliz hallazgo de estos originales no le queda q u e desear a el m á s curioso, pues c o n ó r d e n c r o n o l ó g i c o tiene noticia de l a p r i m e r a J u n t a A p o s t ó l i c a y R e g i a de los primeros Religiosos Misioneros de la O r d e n de San Francisco; d e s p u é s sigue la carta de los Obispos a S u M a -gestad e n el a ñ o de 1537; la J u n t a de los Obispos y Religiosos e n el 39 y d e s p u é s e l P r i m e r C o n c i l i o M e x i c a n o , y siguientes hasta el ú l t i m o quarto P r o v i n c i a l . . . " . L E Ó N , op. cit., p. 309.

19 Concilio Provincial Mexicano IV celebrado... el 1771. Se i m p r i m e por p r i m e r a vez e n Q u e r é t a r o , 1898. E n 4?, X - 2 2 2 pp.

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G u a d a l u p a n a a u n i n d i o en M é x i c o como muestra de amor a esa tierra y sus gentes.

Es u n a oración erudita, m á s pensada que sentida, escrita l i m p i a m e n t e y bien ordenada, de acuerdo con los " c á n o n e s " de u n a oración sagrada y bien documentada y con toda la i n -f o r m a c i ó n disponible en la época. Es m á s el escrito de u n historiador que el sermón de u n clérigo. Como fuentes del m i l a g r o de la aparición de la Guadalupe utiliza los escritos de los que en nuestros días Francisco de la Maza ha llamado "los evangelistas de G u a d a l u p e " ,2 1 M i g u e l Sánchez,2 2 L u i s

Lasso de la Vega,2 3 Luis Becerra y T a n c o 2 4 y Francisco

Flo-rencia 2 5 que contribuyeron a revivir el culto guadalupano en

el siglo x v n .

A lo largo de la oración exalta la obra de E s p a ñ a en Amé-rica, refiriéndose en ella a H e r n á n Cortés, cuyas cartas-rela-ción acababa de publicar, a Z u m á r r a g a y a otros antecesores suyos en el arzobispado y a obispos de otras diócesis de M é -x i c o .2 6

A l describir la imagen de la Guadalupe, responde al

sen-21 Francisco de la M A Z A , " L O S evangelistas de G u a d a l u p e y el nacio-n a l i s m o m e x i c a nacio-n o " , Cuadernos Americanos, vol. X L V I I I . M é x i c o , D . F . , 1949, pp. 163-188.

22 Imagen de la Virgen Madre de Dios de Guadalupe, milagrosamen-te aparecida en la ciudad de México, celebrada en su historia con la profecía del capitulo doce del Apocalipsis... M é x i c o , 1648. E s el p r i m e r i m p r e s o g u a d a l u p a n o que cuenta la completa r e l a c i ó n de las apariciones del T e p e y a c . D e él parten todos los relatos posteriores.

23 Huei tlamahholtica omonexiti ilhuicac tlatoca ihwapilli Sancta Maria. [ E l gran acontecimiento con q u e se a p a r e c i ó la S e ñ o r a R e i n a d e l C i e l o Santa M a r í a . ] M é x i c o , 1649.

24 Origen milagroso del Santuario de Nuestra Señora de Guadalupe. M é x i c o , 1666. H a y u n a e d i c i ó n posterior, de 1675, con cambio e n el t í t u l o .

2 5 La Estrella de el norte de México, aparecida al rayar el día de la luz evangélica en este Nuevo Mundo, en la cumbre de el cerro de Te-peyac... M é x i c o , 1688.

2 6 E n t r e las citas n o sagradas que hace L o r e n z a n a , tenemos a J u a n d e S O L Ó R Z A N O P E R E I R A , De Indiarum iure, y diversos escritos de A n t o n i o de L e ó n P i n e l o .

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448 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

tido escriturista de la época, pues l o hace en continua refe-rencia al Cantar de los Cantares, y en otros lugares recurre a los textos de los Salmos, Génesis, É x o d o y de los evangelis-tas San Lucas y San Mateo.

E n Lorenzana es difícil determinar si el recuerdo de la a p a r i c i ó n de la Guadalupe de E x t r e m a d u r a en la é p o c a de San L e a n d r o y la descensión de la V i r g e n para poner la casu-l casu-l a a San I casu-l d e f o n s o , " c o m p a r á n d o casu-l a s con ecasu-l m i casu-l a g r o de Te-peyac, obedece al visigotismo, tan c o m ú n en la segunda m i t a d del x v i n , o responde a su u n i ó n vital a T o l e d o y Plasencia.

L a oración iba destinada a i m p l o r a r :

los diversos auxilios para el próximo Concilio Provincial que deseo empezar y acabar para mayor gloria de Dios, exaltación de la Santa Iglesia Americana, extirpación de los vicios y salud de todas las almas...

L a tercera de las obras que aparecen en 1770 con la firma de Lorenzana es una edición, con el título de Historia de Nueva España. .. escrita por su esclarecido conquistador Her-nán Cortés... que dedica:

A los limos, señores Obispos, / nuestros hermanos, y compro-vinciales, / Cabildos / de Iglesias Catedrales, / Párrocos / y a todo el estado eclesiástico / de la Provincia Mexicana, / . . .

dedicatoria en la que claramente se expresa el regalismo de Lorenzana cuando dice:

La estrecha unión que debe haber entre Estado Eclesiástico y Secular; la Concordia firme y constante que el Sacerdocio ha

2 7 L o r e n z a n a reverenciaba a la figura de S a n Ildefonso que nos lo encontramos citado continuamente e n sus escritos. E n 9 de febrero de 1788 L o r e n z a n a firmaba u n a " R e p r e s e n t a c i ó n h e c h a por la Santa Iglesia de T o l e d o a l R e y Nuestro S e ñ o r , don C a r l o s I I I , . . . s o b r e que se resti-tuyesen las sagradas reliquias de la casulla d e l glorioso Arzobispo, que existen e n la Santa Iglesia y el cuerpo del m i s m o Santo que se h a l l a en la c i u d a d de Z a m o r a " .

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de mantener con el Imperio; la Relación que el Brazo Ecle-siástico dice a el Real para que le proteja y auxilie; las

circuns-tancias de Ministro de Dios y Ciudadano, que se junta con todo Sacerdote; la de Persona Consagrada, y exenta que no se pueden separar de Vasallo Fiel y Obediente a su Soberano...

y m á s adelante escribe:

sea justo desahogo de m i pecho m i gratitud y humilde recono-cimiento a nuestro Soberano que me elevó a esta Dignidad Arzobispal...

y para terminar dirigiéndose a los obispos:

Aclamemos Señores Illmos. a nuestro Rey como lo hacían los Padres de los Concilios Toledanos...

E l plan original de la obra era el de publicar las cartas segunda (Segura de la Frontera, 30 de octubre de 1520) y tercera (Coyoacán, 15 de mayo de 1522) de H e r n á n Cortés con algunas notas sobre "los sitios, pueblos, genio, religión y costumbres de los naturales, poniendo al frente de este t o m o la serie del gobierno político y c r i s t i a n o . . . corregido y aumen-tado por documentos y originales dignos de fe", pero en la dedicatoria aclara que decidió a ñ a d i r la cuarta (Tenochti-tlán, 15 de octubre de 1524) para completar la visión de la conquista.2 8

En la realidad se trata de u n a compilación documental en que el centro de ella son las cartas de Cortés, con u n total de 478 notas a pie de p á g i n a , aclaratoria del texto.2 9 Las

no-2 8 E r a n las tres cartas de C o r t é s conocidas por h a b e r sido publicadas, ya que la p r i m e r a se h a perdido a u n q u e de ella tenemos numerosas referencias c o n t e m p o r á n e a s ( B e r n a l D í a z del Castillo, Francisco C e r v a n -tes de Salazar y Francisco L ó p e z de G ó m a r a ) ; la q u i n t a no se p u b l i c ó hasta 1842 de u n a copia que m a n d ó sacar e n V i e n a el conde de F l o r i d a -b l a n c a e n 1782 a la s a z ó n m i n i s t r o de Estado, q u i é n sa-be si influido p o r L o r e n z a n a , ya en la P e n í n s u l a y m i e m b r o de la corte de Carlos I I I .

29 E l original de las notas y apostillas se encuentran en la A c a d e m i a de la H i s t o r i a ( M a d r i d ) . C o l e c c i ó n M u ñ o z , tomos 4 y 5, Signatura 9/4782.

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tas c u m p l e n el plan que Lorenzana señaló en el prólogo, pero van m á s allá, pues aunque la mayoría de ellas son geográ-ficas, identificando los lugares, que en algunos casos h a b í a n cambiado de nombre o desaparecido, localizan accidentes oro-gráficos, dan información sobre la zoología y b o t á n i c a nativa, y sobre el origen de las costumbres,3 0 religión, productos,

cultivos y tributos de los indígenas; aclaran o dan el signifi-cado de términos o palabras indígenas; se relacionan t a m b i é n con la conquista propiamente dicha y la colonización, como las que ofrecen detalles sobre personajes o las funciones que d e s e m p e ñ a b a n ; industrias o artesanías introducidas por la vieja E s p a ñ a ; heroísmo de los conquistadores y primeros po-bladores y en general explican ciertos pasajes de las cartas que para el lector del x v m r e q u e r í a n aclaración.

Siente una gran a d m i r a c i ó n por Cortés, que a m á s de mostrarla en la dedicatoria y en el prólogo, se percibe a tra-vés del texto de muchas notas, en que elogia sus dotes de m i l i t a r , gobernante y político, su sentido humano, su com-prensión del indígena, la grandeza de su obra y la belleza y s a b i d u r í a de sus escritos, que le lleva a exclamar en la úl-t i m a noúl-ta:

.. .veneraré a Cortés, y beso su firma, como a un héroe político, militar y cristiano sin ejemplo por su término; de un vasallo, que sufrió los golpes de la fortuna con la mayor fortaleza y constancia, y de un hombre a quien tenía Dios destinado para poner en manos del rey católico otro nuevo, y más grande mundo.

E l cariño y respeto al i n d í g e n a se refleja a todo lo largo de la obra, y de ello ya h a b í a dado pruebas varias en sus pastorales y edictos y concretamente en uno de estos últimos

(de 20 de j u n i o de 1768) sobre la "felicidad espiritual y tem-poral de los naturales de estos reinos". Así vemos que elogia

3 0 L e l l a m a la a t e n c i ó n , y lo s e ñ a l a , la c o r t e s í a de los i n d í g e n a s , ya t r a d i c i o n a l desde el siglo x v i , como se puede ver en la literatura de la é p o c a , p. ej. en Cervantes.

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el valor del i n d i o frente a los conquistadores comparando su resistencia con el heroísmo de los numantinos y saguntinos y a "los naturales de la V i l l a de Valderas". E n otro lugar dice refiriéndose a la lucha que presentaron a los españoles: "Esta acción [de Chichimecatecle] prueba que en los indios hay esfuerzo y valor". Pero no sólo los admira como hombres por su valor y su obra sino que los defiende de los moldes esta-blecidos en la época tanto por los europeos como por los crio-llos. Los defiende frente a afirmaciones poco comprensivas:

n o s o n los i n d i o s t a n r u d o s c o m o los q u i e r e n h a c e r , y q u i e n los o b s e r v e r e c o n o c e r á l a c a p a c i d a d q u e c o n o c i ó e n e l l o s C o r t é s . . .

y c o n t i n ú a

a l g u n a s veces se h a c e n los b o b o s y es p o r q u e les t i e n e c u e n t a .

A d m i r a " e l poder del i m p e r i o mexicano", "su i n d u s t r i a para las artes" y se interesa de t a l modo en su pasado que r e ú n e piezas arqueológicas como ciertas "puntas de pedernal de lanzas de largo m á s de u n palmo, y tan fuertes y penetran-tes como el h i e r r o " , que, según escribe, conservaba en su biblioteca.

L a naturaleza del N u e v o M u n d o , con su grandiosidad, be-lleza y variedad, le impresiona y en diversos lugares la expli-ca, pero no para el americano, sino para el hombre europeo ignorante del N u e v o M u n d o , y tal vez descreído de l o que se cuenta, y así, por ejemplo, al hablar de los ahuehuetes narra " . . . E n A t l i x c o he visto uno, que dentro la concavidad del tronco caben doce o trece hombres a c a b a l l o . . . " , y por si su testimonio pudiera ponerse en duda continúa: " . . . y en presencia de los ilustrísimos señores arzobispo de Guatemala y obispo de la Puebla entraron dentro m á s de cien mucha-chos, y a ú n c a b í a n m á s " .

E n general, gran n ú m e r o de las notas narrativas de paisa-jes, productos, rutas, etc., están basadas en su experiencia per-sonal. Así, cuando Cortés habla de Metztitlán como " t i e r r a asaz fuerte", Lorenzana anota:

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452 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

Las he pasado y tiene sobrada razón Cortés, porque necesité apearme de la m u í a . . .

o comentando otro pasaje de las Cartas dice

Conozco a unos indios caciques que tienen unos ranchos como descendientes de los señores de Tezcuco, y los llaman de apellido Sánchez; y está así declarado por la Real Audiencia...

E n cierto sentido las notas de Lorenzana son una crónica del M é x i c o que él vivió y conoció y, como los cronistas del x v i , hace comparaciones entre los hechos y costumbres mexi-canas que relata y las de las tierras que él conoció y vivió en la península. Pero en cierto sentido, por tener una prepara-ción m á s completa, a veces los relaciona con hechos de la Castilla m e d i e v a l3 1 o con la historia e c l e s i á s t i c a3 2 y aun

l a antigua, concretamente con el A n t i g u o Testamento, al com-parar lugares de M é x i c o o hechos de su historia con algunos de la Sagrada Escritura.

Justifica la conquista del N u e v o M u n d o como obra de la D i v i n i d a d , que utiliza a E s p a ñ a como instrumento para lo-grar la conversión de los indios y, por tanto, Dios la enca-m i n ó enca-m á s al orden espiritual que al enca-material.

Casi todo el oro y joyas que tenía Cortés y los españoles se perdieron, y cuando se ganó México por la fuerza, los indios lo arrojaron al agua, porque casi nada pareció, porque Dios mandó en esto que la conquista más había sido por ganar almas, que los metales.3 3

31 C o m o ejemplo podemos s e ñ a l a r las referencias a Pedro I y a E n -r i q u e I I de Castilla (p. 455 de la 2? e d i c i ó n de 1828) ; a Santiago A p ó s t o l como protector de E s p a ñ a y la leyenda de su a p a r i c i ó n en las Navas de T o l o s a y la costumbre de invocarlo desde entonces antes de empezar u n a batalla (pp. 321, 346 y 429, i d . i d . ) .

32 S u a d m i r a c i ó n por el c a r d e n a l Pedro de Mendoza y el " g r a n car-d e n a l " car-d o n Francisco J i m é n e z car-de Cisneros, car-de los que iba a ser sucesor, en la silla p r i m a d a de T o l e d o , se e n c u e n t r a e n varias de sus notas

(pp. 254 y 273, id. i d . ) .

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Las fuentes escritas que utiliza no son difíciles de identi-ficar ya que las cita: fray J u a n de T o r q u e m a d a , Monarquía indiana (Sevilla 1615), que es de q u i e n m á s se fía; Francis-co L ó p e z de Gomara, Historia de las Indias y la conquista, de México (Zaragoza 1552), que, como se sabe, utiliza en forma extensa las Cartas de Cortés y al que en cierto sentido sigue en su a d m i r a c i ó n por la naturaleza del N u e v o M u n d o y en la minuciosidad con que describe las costumbres indígenas; A n t o n i o de Solís, Historia de la conquista de México, pobla-ción y progreso de la América Septentrional conocida con el nombre de Nueva España ( M a d r i d , 1684), de q u i e n dice con criterio no diferente al de la historiografía actual:

con los vivos coloridos de sus expresiones; castizo, elegante, flui-do estilo, de moflui-do que es singular pieza de nuestro Castellano; mas por su tan sobresaliente el adorno, tan limadas las pala-bras, tan discretos los discursos, que pone en boca de los Indios, queda un recelo en quien les trata, de algún exceso de exage-ración, no por el Autor, sino por la materia; no por falta de verdad en la substancia, sino por la viveza de la pintura; no por artificio engañoso, sino por cierta decadencia que se des-cubre en lo n a t u r a l3*

y efectivamente, no le merecía confianza la obra de Solís, y nos l o prueba el que de los autores clásicos de la historia indiana es al que menos recurre; padre Joseph Acosta, His-toria natural y moral de las Indias (Sevilla, 1590) ; A n t o n i o de Herrera, Historia general de los hechos de los castellanos en las islas y tierra firme del mar océano ( M a d r i d , 1601-1615, aunque es posible que Lorenzana se sirviera de la edición c o n t e m p o r á n e a a él, 1726-1730, que dirigió A n t o n i o González B a r c i a ) , y Bernal D í a z del Castillo, Historia verdadera de la Conquista de la Nueva España ( M a d r i d , 1632). U t i l i z a a otros autores menores para ciertas citas, como el carmelita

34 P r ó l o g o , pp. I I I y I V sobre el valor de la obra de S o l í s puede verse Francisco E S T E V E B A R B A , Historiografía Indiana. M a d r i d , 1 9 6 4 , pp. 1 2 5 - 1 2 9 .

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fray A n t o n i o de la Ascensión " R e l a c i ó n del descubrimiento del C a p i t á n [Sebastián] V i z c a í n o "3 5 y al jesuíta M i g u e l Ve¬

negas, Noticias de la California y de su conquista temporal y espiritual hasta el tiempo presente ( M a d r i d , 1757) 3 8 Para el

aspecto "de las plantas y yerbas, licores y cosas medicinales" su fuente es " e l D r . Francisco H e r n á n d e z , cuya obra se hizo de orden del rey, p i n t a n d o al n a t u r a l todas las plantas, que pasan de m i l doscientas".3 7 E n la "serie del gobierno político

cristiano" toma como p u n t o de partida la obra del franciscano fray A g u s t í n de Betancur, Teatro mexicano; descripción breve de los sucesos exemplares históricos, políticos y religiosos del nuevo mundo occidental de las Indias (México, 1698), "co-rregido [lo que Betancur escribió], y aumentado por docu-mentos, y originales dignos de fe".

A h o r a bien, la obra que m á s utiliza para aclarar una serie de conceptos de las Cartas de Cortés en lo que se refiere al indígena, su vida y su pasado, es la de

e l c a b a l l e r o D. L o r e n z o B o t u r i n i y B e n a d u c i , i t a l i a n o , h a c e p o c o q u e v i n o a estos r e y n o s , y e n e l l o s t r a b a j ó c o n t a n t o d e s v e l o , p a r a i n t e r n a r s e e n e l c o n o c i m i e n t o d e los i d i o m a s d e los I n d i o s , e n l a h i s t o r i a d e s u g e n t i l i s m o , y c o s t u m b r e s . . .

3 5 Conocido el m a n u s c r i t o o u n a copia ya que no h a b í a sido p u b l i -cada. E l t í t u l o completo es Relación breve en que se da noticia del des-cubrimiento que se hizo en la Nueva España en la Mar del Sur desde el puerto de Acapulco hasta más adelante del Cabo Mendocino: en que se da quenta de las riquezas y buen Temple y Comodidades del Reino de las Californias: y de como podría Su Magd., a poca costa pacificarle y encorporarle a su corona y hazer que en él se predique el Santo Evan-gelio [1620].

3 8 L a obra fue p u b l i c a d a por su c o m p a ñ e r o de O r d e n el famoso P . A n d r é s M a r c o B u r r i e l a l que c o n o c i ó personalmente L o r e n z a n a , e n su é p o c a de c a n ó n i g o de T o l e d o .

3 7 L a e d i c i ó n que u t i l i z ó fue, como el p r o p i o L o r e n z a n a i n d i c a , el extracto de " e l D r . N a r d o A n t o n i o [Reccho] m é d i c o italiano; y es r a z ó n que los e s p a ñ o l e s h a g a n el debido aprecio de ella, cuando h a dado luz a los estrageros. . . " (loe. cit., p. 3 3 3 ) . Sobre H e r n á n d e z y su obra, v é a s e G e r m á n S O M O L I N O S , " V i d a y obra de Francisco H e r n á n d e z " , e n Obras Completas [de este m é d i c o toledano]. V o l . I . M é x i c o , D . F . , 1960, p p . 409-417.

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Sentía Lorenzana gran a d m i r a c i ó n por él y por su m é t o d o de trabajo, pues luego a ñ a d e :

. . .se metía en sus casas y jacales, y allí dormía con incomodidad únicamente por adquirir monumentos dignos de la antigüedad: en efecto recogió muchos, que paran en uno de los oficios del Superior Gobierno de este Virreynato...

E l l o p e r m i t i ó a Lorenzana consultar la d o c u m e n t a c i ó n que a B o t u r i n i se le h a b í a recogido al ser expulsado de la N u e v a E s p a ñ a en 1744 (por extranjero que h a b í a pasado sin licencia real) y así nos lo indica con sus propias palabras:

. . . y en elogio de este Caballero, debo decir, que por sus pape-les he aprendido mucho, que no había encontrado en otros Autores...

y termina su elogio y, de hecho, en defensa de B o t u r i n i , afir-m a n d o :

fue desgraciado por causas, que por entonces parecieron justas, más la pobreza con que murió, y el libro que en Madrid dió a luz son pruebas de sus fines, fidelidad y desinterés.

L a obra de B o t u r i n i3 8 a que se refiere Lorenzana, y que

éste sin duda utilizó, lleva el barroco título, tan p r o p i o de la época, Idea de una nueva historia general de la América Septentrional, fundada sobre material copioso de figuras, symbolos, caracteres y geroglificos, cantares y manuscritos de autores indios, últimamente descubiertos ( M a d r i d , 1746).

38 Sobre B o t u r i n i , personaje de gran i n t e r é s , puede verse: E u g e n i o S A R R A B L O A G U A R E L E S , El conde de Fuenclara, embajador y virrey de Nueva España (1687-1752), vol. I I . Sevilla, 1966, pp. 73-99; y sobre la d o c u m e n t a c i ó n que r e u n i ó M a n u e l B A L L E S T E R O S G A I B R O I S , " L o s papeles de don L o r e n z o B o t u r i n i B e r n a d u c i " , en Documentos inéditos para la historia general de la América Septentrional, t. V I , pp. X I - X V I I I . V e r t a m b i é n V í c t o r R i c o G O N Z Á L E Z , Historiadores mexicanos del siglo XVI11. M é x i c o , D . F . , 1949.

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456 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

E l examen de los escritos de Lorenzana revelan el enor-m e i n f l u j o de B o t u r i n i , pues tal vez sin conocer sus papeles n o hubiera dado tanta i m p o r t a n c i a a la parte i n d í g e n a que intercala, n i hubiera ordenado preparar las láminas, que d i -b u j ó Villavicencio, con motivos prehispánicos, pues aunque en la segunda m i t a d del x v m , cuando Lorenzana regía la sede novohispana, ya se h a b í a despertado el interés histórico y arqueológico por el m u n d o anterior a la conquista, las pu-blicaciones sobre este tema son todas posteriores.

N o cabe la menor duda de que Lorenzana no h u b i e r a po-d i po-d o preparar esta obra (sólo llevaba en M é x i c o poco m á s de tres años) sin l a ayuda de sus colaboradores - q u e n o sabemos quiénes fueron, pero que p o d r í a m o s a d i v i n a r - tales como J o s é A n t o n i o Alzate, que le prepara el mapa que figu-r a en la obfigu-ra, y pofigu-r tanto le d e b i ó auxiliafigu-r en gfigu-ran n ú m e figu-r o de las notas geográficas contenidas en la misma.

E n cuanto a los textos que utilizó de las Cartas suponemos que fueron los de d o n A n d r é s González Barcia ( M a d r i d , 1749), ya que las ediciones originales eran sumamente r a r a s3 9

y Barcia nos dice que para "repetirlas en su obra las consi-g u i ó después de mucha diliconsi-gencia, del consejero de órdenes d o n M i g u e l N ú ñ e z de Rojas que las tenía en su l i b r e r í a " .4 0

3 9 E n el tomo p r i m e r o de la c o l e c c i ó n de Historiadores primitivos de las Indias Occidentales. L a s impresiones originales de las cartas fueron: segunda, Sevilla, por J u a n Cromberger, 1522; tercera, por el m i s m o C r o m -berger e n Sevilla, 1523; y l a cuarta, e n T o l e d o , por G a s p a r de A v i l a , 1525.

4 0 E n r i q u e V E D Í A , Historiadores primitivos de las Indias Occiden-tales ( C o l e c c i ó n dirigida e ilustrada p o r . . . ) , e n Biblioteca de Autores E s p a ñ o l e s , t. 22. M a d r i d , 1918, p. X V I . L a e d i c i ó n de las " C a r t a s " de L o -r e n z a n a fue t-raducida a l f -r a n c é s po-r el conde de F l a v i g n i con el t í t u l o de Correspondance de Femand Cortes avec l'Empereur Charles Quint sur la conquête de Mexique, p u b l i c a d a e n P a r í s hacia 1778. (Es u n tomo de 588 paginas, dedicado a la m a r q u e s a de Polignac.) Contiene las tres cartas que aparecen en l a de L o r e n z a n a pero l l a m á n d o l a s p r i m e r a , segun-d a , tercera y cuarta. Sigue a L o r e n z a n a e n tosegun-das sus notas hasta el punto de repetir los elogios de é s t e a C o r t é s . Se r e i m p r i m i ó en Suiza en 1779. V E D Í A , op. cit., p. X V I I .

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L a cuarta de las obras de Lorenzana que se i m p r i m e n en M é x i c o es u n a c o m p i l a c i ó n cronológica de las disposiciones que p r o m u l g ó como arzobispo de México, desde su p r i m e r a pastoral de 5 de octubre de 1766, cuando acababa de incor-porarse a su puesto, hasta u n edicto de 28 de noviembre del a ñ o 1770 en que se publica la colección. E n total son 6 pas-torales, 1 carta y 16 edictos precedidos de una introducción sobre la " u t i l i d a d de las pastorales".

La quinta esencia del espíritu de los Prelados son sus Cartas Pastorales; en ellas exprimen todo el jugo de su doctrina, mani-fiestan a sus subditos el íntimo sentimiento de sus corazones, les suministran como Pastores a unos leche a otros miel y a otros alimento más sólido acomodado a la complexión y calidad de cada u n o . . .

C o n estas palabras basadas en textos del profeta M a l a q u í a s y de San Pablo abre Lorenzana el capítulo sobre la " U t i l i d a d de las Pastorales" en el v o l u m e n que recoge sus escritos como cabeza del Arzobispado de M é x i c o . Justifica esta compilación con el ejemplo de San Gregorio el Magno, San J u a n Crisòs-tomo, y, ya m á s cerca de sus días, el de Benedicto X I V ; Juan M o n t a l b á n , obispo de G u á d i x ; 4 1 Pedro Lepe Dorantes, obispo

de Calahorra; 4 2 Francisco Valero y Losa, arzobispo de T o l e d o ,

y el venerable Juan de Palafox, obispo de Puebla de los Án-geles, y precursor de Lorenzana, aunque con carácter tem-poral, en el arzobispado de la Nueva E s p a ñ a . A m á s h a b í a

d o n M a n u e l d e l M a r , q u i e n c a m b i ó la p r i m e r a parte del t í t u l o , d á n d o l e el de l a n u e v a n a c i ó n , Historia de México y la r e v i s ó y a d a p t ó a la orto-g r a f í a m o d e r n a , a d a p t a c i ó n que consiste p r i n c i p a l m e n t e e n c a m b i a r l a " X " por la " J " , lo que e n algunos casos la hace de d i f í c i l lectura. S u p r i m i ó varias l á m i n a s de l a e d i c i ó n original y el m a p a de l a N u e v a E s p a ñ a por J o s é A n t o n i o Alzate.

41 Cartas pastorales de mura, simonía y penitencia para confesores y penitentes. .. S a l a m a n c a , 1720 (11 h . , 448 p p . ) .

4 2 Cartas pastorales... para la reformación de costumbres, destierro de abusos, exercicios de virtudes y devoción del Culto Divino. V a l l a d o l i d , 1 7 2 0 ( 6 5 1 p p . 2 , h . ) .

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458 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

una razón que, aunque n o l a señala explícitamente, n o cabe la menor duda de que fue fundamental, a saber, l a de q u e los eclesiásticos tuvieran recopiladas las normas y directrices que para el gobierno de su diócesis h a b í a dictado en los prime-ros años de gobierno, en los q u e h a b í a querido reformar l a situación existente.4 3

Se extiende después sobre las condiciones y conducta de los obispos, tanto en el o r d e n espiritual como cultural y per-sonal, recordando la respuesta que Santa Teresa d i o a u n c a n ó n i g o de que " s ó l o es capaz para Obispo el que n o tenga gana de serlo". H a b l a con detenimiento de las funciones q u e tiene q u e ejercer el que está a l frente de u n cargo episcopal s e ñ a l a n d o a d e m á s los deberes de los súbditos para relacio-narlo todo con l a publicación de pastorales.

Las fuentes que utilizó, independientemente de las referencias a hechos u opiniones de eclesiásticos y escritores, p r i n -cipalmente españoles, son las Sagradas Escrituras y las obras de Santo T o m á s de A q u i n o (Ética y Questiones). E n cuanto a la primera de esas fuentes recurre en particular a los pro-fetas M a l a q u í a s y J e r e m í a s , los Salmos y el Deuteronomio d e l A n t i g u o Testamento, y a los evangelistas San Juan y San Ma-teo, epístolas de San Pablo y l a de Santiago del Nuevo Testa-mento, terminando su escrito con u n a cita de Palafox:

No escondamos pues los Obispos los talentos, que Dios nos dió, para comerciar en ganar Almas, pues tiene en esto empe-ñada su causa...

A continuación se r e i m p r i m e n u n total de 23 escritos4 4

que son de interés para conocer el pensamiento de

Loren-43 H a b l a n d o de los q u e c o n a n t e r i o r i d a d h a b í a n publicado las pas-torales, dice: " . . . p o r encerrar puntos m u y substanciales concernientes á el b u e n r é g i m e n y c o n dificultad e r r a r á e l q u e h u b i e r e leido estos preciosos d o c u m e n t o s . . . " .

44 V e r J a v i e r M A L A G Ó N B A R C E L Ó , " L O S escritos d e l cardenal L o r e n ¬ z a n a " , e n Boletín del Instituto de Investigaciones Bibliográficas n ú m . 4. M é x i c o , D . F . , 1970.

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zana en cuanto a la organización y gobierno de su arzobis-pado, así como sus ideas en l o que a los jesuítas se refiere, a las tareas de u n arzobispo y relaciones con las autoridades reales y su p r e o c u p a c i ó n de la vida en c o m ú n de las religio-sas, su paternalismo con el indígena, etc.

H a y temas que trata en M é x i c o y a los que vuelve cuando es arzobispo de Toledo, como el de las academias morales, sobre el toque de campanas, el progreso material de las clases humildes, etc.

¿ C u á l fue la razón de que, escasamente tres años después de haber sido elevado a la silla arzobispal de M é x i c o y a los 48 a ñ o s de edad, le preocupara el r e u n i r sus escritos pasto-rales, que a d e m á s en su mayoría h a b í a n sido impresos para su distribución a los párrocos y d e m á s sacerdotes de su dióce-sis? T a l vez la razón, a m á s de las que él nos da, estribe en su p r e o c u p a c i ó n por no convertirse en u n obispo m á s o en su aspiración a puestos de mayor importancia o m á s de su agra-do. Hablamos en puros supuestos, pero no faltos de cierto fundamento aparente, como nos lo prueba la felicitación que Lorenzana envía al papa Clemente X I V al ser elegido, lo que posiblemente hicieran t a m b i é n todos los obispos, pero Lo-renzana a d e m á s la i m p r i m i ó y, como es lógico, la repartiría, así como otra carta dirigida al mismo Santo Padre, al en-viarle las ediciones de los Concilios mexicanos, la Historia de la Nueva España y los dos volúmenes sobre el r i t o moz-á r a b e , la que igualmente hizo i m p r i m i r y por l o tanto dis-t r i b u i r . Sea cual fuere la razón, n o cabe duda de que dis-tuvo resultado la " a c t i v i d a d " de Lorenzana pues le sirvió para elevarle a la silla primada de E s p a ñ a , no sabemos si impre-sionó al papa, pero sí al confesor del rey, el padre Eleta, y por lo tanto a. su penitente, Carlos I I I , a los que de seguro r e m i t i ó ejemplares de sus obras.

E N T R E sus PASTORALES Y EDICTOS conviene destacar, respectiva-mente, la que figura en q u i n t o lugar y el que aparece en el decimoquinto en la colección, publicado originalmente el 6 de octubre de 1769 y el 18 de agosto del a ñ o siguiente. Ambos escritos se refieren al aprendizaje del castellano por los indios.

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460 J A V I K R MALAGÓN-BARCELÓ

Este tema ya figura en la "Reglas para que los naturales de estas regiones sean felices en l o espiritual y t e m p o r a l " , dadas por Lorenzana el 20 de j u n i o de 1768 en las que dice:

...sepan [los indios] la Doctrina Christiana no sólo en su idio-ma, sino principalmente en castellano...,

y m á s adelante agrega

Octava: ...que tengan escuela de castellano, y aprendan los niños a leer, y escribir, pues de este modo adelantarán, sabrán cuidar de su casa, podrían ser Oficiales de la República, y ex-plicarse con los Superiores, ennobleciendo su Nación, y deste-rrando la ignorancia que tienen, no sólo de los Mysterios de la Fe, sino también del modo de cultivar sus tierras, cría de ga-nados y comercio de sus frutos, a lo que se añade ser falta de

respeto hablar en su idioma con los Superiores, o delante de ellos, pudiendo hacerlo en Castellano, aunque sea poco.

Lorenzana pensaba como castellano y su posición era la unificadora del poder central de la m o n a r q u í a , frente a las lenguas de las otras regiones, con i d i o m a propio, de la penín-sula. E l problema que él h a b í a vivido en E s p a ñ a se l o encon-traba igual, aunque con características propias, en la Nueva E s p a ñ a .

Su p r e o c u p a c i ó n por este problema n o sólo en el aspecto temporal, sino t a m b i é n espiritual, se refleja en el hecho de que transcurrido poco m á s de u n a ñ o publicaba u n a pastoral, "Para que todos los indios aprendan el castellano", en la que hace u n resumen sobre la política lingüística de las naciones conquistadoras, desde el m u n d o antiguo, de i m p o n e r su idioma.

Elogia y comprende el que al p r i n c i p i o de la conquista los misioneros aprendan los idiomas nativos "para lograr la conversión", pero no entiende cómo después de m á s de dos siglos no h a n a d q u i r i d o "los Naturales la Instrucción Espa-ñ o l a " , y m á s cuando hay mandato en las Leyes de Indias

(1.18 tít. I . L i b . V I ) ; ahora bien el texto que él da n o res-ponde al de la ley que cita tomada de unas reales cédulas

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de " d o n Carlos y los Reyes de Bohemia, Gobernadores en V a l l a d o l i d a 7 de j u n i o y a 17 de j u l i o de 1550", pues olvida q u e la p r o p i a disposición especifica "que los Indios, se les ponga maestros, que enseñen a los que voluntariamente la quisieran aprender, como les sea menos molestia, y sin c o s t a . . . "

Alega las ventajas, enumeradas en diversas ocasiones, y los problemas que resolvería la u n i d a d lingüística castellana. Su posición no era nueva, pues en el siglo x v n el obispo de Oaxaca, y en los principios del x v m los descendientes de los nobles indios, h a b í a insistido sobre la necesidad de la en-s e ñ a n z a del caen-stellano. L a diferencia de poen-sicioneen-s een-stá en que Lorenzana quiere la "obligatoriedad" del aprendizaje del castellano como nos l o prueba su pastoral en que termina d i -ciendo:

Así lo mandamos y ordenamos en virtud de Santa Obedien-cia y bajo de las más graves penas a todos los Párrocos, Vica-rios y Clérigos de este Arzobispado... usando el castellano para la explicación de la Doctrina Christiana, y en el trato c o m ú n . . .

y pide y ruega a la colaboración de las justicias seculares, d u e ñ o s de haciendas y d e m á s personas, que puedan contri-b u i r a f i n tan importante.

L a pastoral de Lorenzana tuvo tal acogida por el virrey, m a r q u é s de Croix, que r e m i t i d a al monarca, la respuesta fue u n a real c é d u l a de Carlos I I I , en la que ordenaba a todas las autoridades seglares y religiosas de Perú, Nueva E s p a ñ a y N u e v a Granada, lo que Lorenzana h a b í a mandado a las eclesiásticas de su arzobispado. E l texto de la real cédula, con otras palabras era el de la pastoral del arzobispo.

Lorenzana, con su iniciativa h a b í a logrado, a m á s del f i n que perseguía, llamar la atención del gobierno de M a d r i d y del monarca, sobre su tarea como arzobispo y súbdito leal a l a corona, lo que u n i d o a otros aspectos de su obra en México, facilitaría su ascenso futuro, que le llevó a la silla p r i -mada de E s p a ñ a y de las Indias.

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462 J A V I E R M A L A G Ó N - B A R C E L Ó

ordenando su c u m p l i m i e n t o , por u n edicto. D e b í a sentirse satisfecho de reiterar lo que h a b í a iniciado h a r í a dos a ñ o s . « Lugar aparte en sus publicaciones ocupa la Missa Gothica seu Mozarabica et Officium itidém Gothicum, primera reedi-ción del Misal Mixto de Cisneros, así como del Breviario Gó-tico, que se i m p r i m e en la tipografía del Seminario Pala-foxiano de Puebla de los Ángeles, diócesis de su amigo y ex cabildante de Sigüenza y Toledo, el obispo Francisco F a b i á n y Fuero,4 6 coautor de la obra, y quien quizás tuvo a su

cui-dado la i m p r e s i ó n de la misma. Consta de dos volúmenes; el p r i m e r o de 137 páginas, se inicia con los cuatro exámetros de la portada de la Biblia complutense y su explicación rela-cionándolos con el escudo de armas del cardenal Cisneros seguidos de las "Explanaciones" en las que Lorenzana hace la historia del r i t o m o z á r a b e desde sus orígenes hasta su i m -presión en el siglo x v i , y explica las características de los oficios mozárabes, y por ú l t i m o figura el texto de Cisneros sobre la misa; el segundo tomo, de 198 páginas, contiene " H o r a e minores diurnae Breviarii Mozarabii, justa regulara Beati I s i d o r i " .

C o m o señala el padre G e r m á n Prado la o b r a de Loren-zana no es la simple reedición de la de Cisneros, agotada, y obra rara antes de terminado el siglo x v i , sino que sabiendo que adolecía de muchos defectos, erratas y omisiones la com-pulsó con los códices toledanos d á n d o n o s "tras larga tarea las regias ediciones que ahora sirven en la capilla m o z á r a b e toledana".4 7 E l p r ó l o g o macizo de erudición ha pasado a la

Patrología Latina de M i g n e ,4» que fue obra personal de

Lo-45 P a r a i n f o r m a c i ó n m á s a m p l i a sobre este aspecto de la obra de L o r e n z a n a y sus consecuencias, v é a s e Shirley B . H E A R T , La política del len-guaje en México: De la colonia a la nación. M é x i c o , D . F . , 1972, pp. 80-86.

46 Sobre F a b i á n y F u e r o , ver Francisco M A R T I G I L A B E R T , La Iglesia en España durante la Revolución. Francesa. P a m p l o n a , 1971, pp. 331 a

367, y C a t a l i n a G A R C Í A , Biblioteca de Autores. G u a d a l a j a r a . M a d r i d , 1. 47 Historia del rito mozárabe y toledano. Santo D o m i n g o de los Silos, 1928, p. 90.

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r e m a n a , así como las notas, explicaciones y el elogio, si bien c o n t ó con la colaboración de Fuero, la cual d e b i ó consistir p r i n c i p a l m e n t e en el cotejo de los textos especialmente los escritos en griego, lengua que conocía, ya que muchas antí-fonas y d o x o l o g í a s en los códices m o z a r á b i g o s están escritas en griego.*9

¿A q u é se d e b i ó la publicación de esta obra en México? Es s i n duda u n trabajo de sus años de c a n ó n i g o de Toledo, pues así se desprende de los títulos que emplean tanto él como F u e r o y del hecho que la dedique al "venerable D e á n y C a b i l d o de la Santa Iglesia de T o l e d o , Primada de las Espa-ñas y de las I n d i a s " y su publicación d e b i ó ser parte de la p r e p a r a c i ó n del I V Concilio Provincial Mexicano, pensando asimilarlo a los Concilios Toledanos, de los cuales h a b í a na-cido el r i t o gótico.

Lorenzana no se d i o por satisfecho con la edición de 1770, pues veremos que ya arzobispo de T o l e d o sigue trabajando sobre aquel r i t o publicando nuevas ediciones en M a d r i d y en R o m a .

E n sus años en M é x i c o publica otra serie de escritos, como memoriales de los niños expósitos y de los pobres mendigos. E n este ú l t i m o establece ya el p r i n c i p i o de los hospicios como centro de trabajo y médico, y, por tanto, centro de formación profesional y de salud, p r i n c i p i o que después ha de poner en práctica en la Real Casa de la Caridad de Toledo, incluso con la tarea p r i n c i p a l de tejer telas. E l m e m o r i a l de los po-bres, m u y extenso y con u n g r a n sentido práctico, m u y carac-terístico del despotismo ilustrado, es u n resumen de las ideas de Lorenzana y de su pensamiento jurídico, con numero-sas citas de textos legales (Partidas, Nueva recopilación, Leyes de Indias), de tratadistas (Solórzano, Pereira, Grocio) y de

48 L a c o l a b o r a c i ó n del obispo de P u e b l a d e b i ó de ser de gran utili-d a utili-d , como consecuencia utili-de su conocimiento utili-d e l griego. B E R I S T Á I N D E S O U Z A , Biblioteca Hispano Americana Septentrional, 3? e d i c i ó n . M é x i c o , 1947, vol. I I , pp. 312-313, nos dice " h a b e r m e dado por sí m i s m o [Fuero] lec-ciones de l a lengua g r i e g a . . . " y e n el " . . . S e m i n a r i o de P u e b l a de los Á n g e l e s f u n d o . . . c á t e d r a de lengua griega".

Referencias

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