FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA - FEF
JEFFERSON BRENO FRANÇA DINIZ
TÍTULO: O ENSINO DAS MODALIDADES ESPORTIVAS COLETIVAS
NA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO DISTRITO FEDERAL:
APONTAMENTOS BASEADOS EM PLANOS DE ENSINO.
BRASÍLIA-DF 2018
TÍTULO: O ENSINO DAS MODALIDADES ESPORTIVAS COLETIVAS
NA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO DISTRITO FEDERAL:
APONTAMENTOS BASEADOS EM PLANOS DE ENSINO
Trabalho de conclusão apresentado à Universidade de Brasília como requisito parcial para obtenção do título Licenciatura em Educação Física. Professor orientador: Dr. Jonatas Maia da Costa
BRASÍLIA-DF 2018
TÍTULO:
O ENSINO DAS MODALIDADES ESPORTIVAS COLETIVAS
NA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO DISTRITO FEDERAL:
APONTAMENTOS BASEADOS EM PLANOS DE ENSINO.
Trabalho de conclusão apresentado à Universidade de Brasília como requisito parcial para obtenção do título Licenciatura em Educação Física. Professor orientador: Dr. Jonatas Maia da Costa
Aprovado em ___/____/____
COMISSÃO EXAMINADORA
____________________________________ Prof. Dr. Jonatas Maia da Costa (Orientador)
____________________________________ Prof. Dr. Pedro Fernando Avalone Athayde
Brasília - DF 2018
Aos meus pais, por sempre acreditarem em mim, mesmo nos momentos mais difíceis; A minha mulher, que sempre esteve ao meu lado;
Ao meu amigo Leandro, por todo incentivo e amizade;
Ao meu orientador, por toda paciência e incentivo, e por me ajudar a tornar esse trabalho possível;
coletivos têm como característica alguns princípios que dominam as modalidades esportivas, são eles: atacar, defender, princípios técnicos e táticos; todas as modalidades esportivas coletivas possuem um sistema ofensivo, um sistema defensivo e um sistema de transição. Entendendo que as abordagens metodológicas de ensino dos esportes coletivos vêm sofrendo uma grande evolução, e que os métodos antes considerados tradicionais (analítico-sintético, global-funcional, método situacional) estão dando lugar ao que chamamos de novas abordagens (modelo desenvolvimentista, modelo de ensino para compreensão Teaching Games For Understanding, método “transfert”, entre outros); surgiu uma preocupação referente ao método utilizado para ensinar esportes, especificamente, quais ferramentas de ensino estão sendo utilizadas na formação inicial de futuros professores de Educação Física, no que diz respeito ao ensino de esportes coletivos. Foi realizada uma pesquisa de campo, um levantamento apontando as Instituições de Ensino superior que ofertam o curso de Educação Física no DF; no total foram visitadas treze instituições, apenas cinco planos de curso foram obtidos. O objetivo desse trabalho é apresentar um panorama atual do ensino das modalidades esportivas coletivas no ensino superior do DF, para isso, analisaremos como o conteúdo presente nas ementas abarca o debate acadêmico do ensino dos esportes coletivos, além de destacar os aspectos metodológicos de ensino. Entendemos que não é possível apontar uma única abordagem para o ensino das modalidades esportivas coletivas, visto que cada Instituição de Ensino Superior do DF apresenta uma particularidade. O ensino do esporte deve caminhar para uma aprendizagem além das técnicas e táticas, o aluno precisa compreender o porquê fazer, entender a lógica do jogo. Espera-se com que as Instituições de Ensino Superior do DF possibilitem ao aluno em formação o acesso as diferentes abordagens metodológicas, para a construção de uma formação inicial sólida.
Palavras – Chave: Esportes; Esportes coletivos; Abordagens metodológicas; Formação inicial.
characteristics that govern sports in general such as attack, defense, and technical and tactical principles. Every type of sport possesses an offense, a defense, and some sort of transition. Understanding that the methodologies for teaching collective sports in general have been facing a significant evolution, and that the methods once considered traditional (analytic/synthetic, global/functional, situational method) are giving way to newer approaches (developmental model, Teaching Games for Understanding, “transfert” method, among others), there remains a concern about which methods should be used to teach sports, specifically, which teaching tools should be used in the initial education of our future Physical Education Teachers. In a recent field study, the Institutions of Higher Education that offer degrees in Physical Education in DF where surveyed, where 13 facilities were visited with, only five course plans were obtained. The objective of this work is to present a current panorama of the teaching of the collective sports modalities in the higher education of the DF, for this, we will analyze how the content present in the menus covers the academic debate of the teaching of collective sports, besides highlighting the methodological aspects of teaching. We understand that it is not possible to point out a single approach to the teaching of collective sports modalities, since each Institution of Higher Education of the DF presents a particularity. The teaching of sports should be directed towards learning beyond techniques and tactics, the student needs to understand why to do, understand the logic of the game. It is hoped that the Higher Education Institutions of the Federal District will enable the student in training to access the different methodological approaches for the construction of a solid initial formation
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 10
2.1 EDUCAÇÃO FÍSICA E O ENSINO DO ESPORTE ... 10
2.2 PEDAGOGIA DO ESPORTE ... 11
2.3 O ESPORTE, O JOGO E O ENSINO ... 12
2.4 ESPORTES COLETIVOS E AS PRINCIPAIS ABORDAGENS ... 13
2.5 MÉTODO ANALITICO-SINTÉTICO ... 14
2.6 MÉTODO GLOBAL – FUNCIONAL ... 15
2.7 MÉTODO MISTO ... 15
2.8 MÉTODO SITUACIONAL COM PROCESSOS COGNITIVOS ... 16
2.9 MÉTODO JOGOS CONDICIONADOS ... 16
2.10 MODELO DESENVOLVIMENTISTA ... 16
2.11 MODELO DE ENSINO PARA COMPREENSÃO ... 17
2.12 MÉTODO “Transfert ” ... 17
3 METODOLOGIA ... 18
3.1 QUADRO RESUMOS DOS PLANOS DE ENSINO OBTIDOS ... 20
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 24
4.1 ANÁLISE INSTITUIÇÕES “A” E “B” ... 24
4.2 ANÁLISE INSTITUIÇÕES “C”, “D” E “E” ... 28
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 33
1 introdução
O esporte hoje é considerado um fenômeno, a partir da popularização do mesmo, novas abordagens metodológicas surgiram, no que diz respeito ao ensino, pode-se dizer que existe um avanço significativo na literatura, que nos subsidiam a entender essa dimensão fenomenal alcançada.
De acordo com Costa; Nascimento (2004, p. 50):
O esporte é parte integrante da cultura mundial, promovendo benefícios físicos, psicológicos e sociais; entretanto, deve ser ensinado de forma gratificante, respeitando a individualidade e o interesse dos alunos, e ainda considerando o seu caráter multidimensional.
Para entendermos os avanços das novas abordagens metodológicas de ensino de esportes, antes é preciso voltar na história, pois não podemos negar as tendências pedagógicas da Educação Física, que são diversas e que foram submetidas a uma grande evolução com o passar dos anos. Podemos citar como ponto de partida a Educação Física Higienista (saúde em primeiro plano), logo a Militarista (método Francês), não esquecendo a Pedagogicista (prática educativa), a Competitivista (treinamento desportivo), a Educação Física Popular (ludicidade e cooperação) e, por fim, a Educação Física Crítico Social (prática-reflexiva).
Do mesmo modo, as abordagens metodológicas de ensino dos esportes coletivos vêm sofrendo uma grande evolução, os métodos antes considerados tradicionais (analítico-sintético, global-funcional, método situacional) estão dando lugar ao que chamamos de novas abordagens (modelo desenvolvimentista, modelo de ensino para compreensão Teaching Games For Understanding, método “transfert”, entre outros). Ciente desta evolução, surgiu uma grande preocupação, no que diz respeito ao método utilizado para ensinar esportes, especificamente os coletivos. Diante disso, tentaremos entender quais ferramentas de ensino estão sendo utilizadas na formação inicial de futuros professores de Educação Física.
De acordo com Darido (2001, p. 20-21):
O papel da Educação Física ultrapassa o ensinar esporte, ginástica, dança, jogos, atividades rítmicas, expressivas e conhecimento sobre o próprio corpo para todos, em seus fundamentos e técnicas (dimensão procedimental), mas inclui também os seus valores subjacentes, ou seja, quais atitudes os alunos devem ter nas e para as atividades corporais (dimensão atitudinal). E, finalmente, busca garantir o direito do aluno de saber porque ele está realizando este ou aquele movimento, isto é, quais conceitos estão ligados àqueles procedimentos (dimensão conceitual).
Por meio de uma pesquisa de campo, foi possível ter acesso aos planos de curso de cinco Instituições de Ensino Superior do Distrito Federal, e assim possibilitar uma análise documental. Na prática quero apresentar com esse trabalho um panorama atual do ensino das modalidades esportivas coletivas no ensino superior, analisaremos como o conteúdo presente nas ementas abarca o debate acadêmico do ensino dos esportes coletivos, além de destacar os aspectos metodológicos de ensino.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Educação Física e o ensino do esporte
O esporte apresenta-se como um dos mais importantes fenômenos sócio culturais deste século, tornando-se, de certa forma, um patrimônio da humanidade.
De acordo com Oliveira, (1983/2004, p.33 e 34):
O esporte tem suas raízes etimológicas no francês desport, que os ingleses alteraram para sport. O termo tinha, então, a conotação de prazer, divertimento, descanso. E, apesar das diversas nuances que o esporte assumiu ao longo do nosso século, as pessoas continuam fiéis ao seu sentido original. Até hoje, por exemplo, quando se pretende manifestar algum descompromisso, diz-se que se fez alguma coisa por esporte.
O que pode caracterizar essa dimensão fenomenal alcançada pelo esporte é a sua condição de um fenômeno sociocultural, que se desenvolveu em meio ás relações humanas (REVERDITO; SCAGLIA; PAES, 2009). Já para Paes (2006), um dos aspectos que caracteriza a dimensão fenomenal do esporte nesse século é a sua pluralidade, uma vez que a cada dia surgem novos significados e re-significados, tornando a sua prática cada vez mais fascinante. Do mesmo modo, para Paes (2002) e Galatti et al. (2008), o esporte apresenta-se como um fenômeno sócio cultural de múltiplas manifestações e complexo, onde passa a ser cada vez mais presente/integrado na vida das pessoas.
De acordo Vancini et al. (2015, p. 142):
Para que possamos compreender esse fenômeno chamado esporte, deve-se considerar e identificar quatro aspectos, sendo eles: cenários (entender o contexto em que ocorre a prática esportiva); personagens (respeitar suas individualidades); significados (motivação para a prática da modalidade esportiva preferida) e modalidades (conhecer as especificidades da modalidade praticada e suas particularidades).
O esporte, na atualidade, assume o status de um fenômeno globalizado, motivador de parte dos maiores eventos internacionais, responsável por parcela significante da movimentação financeira mundial, palco para manifestações políticas e do poder (PIMENTEL; GALATTI; PAES, 2010).
Para Vancini et. al., (2015, p. 140):
O esporte pode ser entendido como uma solicitação muscular com caráter de competição ou com a finalidade de desempenho pessoal destacado. Tem finalidade lúdica ou de competição. Também pode ser compreendido como manifestação social, presente em nossa cultura, em todas as fases da vida, e considerando fenômeno de múltiplas possibilidades, o qual deve ser acessível a todo cidadão.
Em seu livro, “As dimensões sociais do esporte”, Tubino (2001, p. 34-42) elege três dimensões sociais do esporte, que são: o esporte educação (entendido no processo educacional de formação de pessoas); o esporte participação (a dimensão social do esporte referenciado com o principio do prazer lúdico, tem como finalidade o bem estar); o esporte perfomace (dimensão social do esporte que permanece valendo até a década de sessenta, é socialmente importante pelos efeitos que exerce sobre a sociedade). Nesse trabalho daremos ênfase a “dimensão esporte educação”, que compreende o esporte como uma manifestação educacional.
2.2 Pedagogia do Esporte
Segundo Reverdito; Scaglia; Paes (2009) a pedagogia se interessa pelo estudo da teoria e da prática da educação, e, por ser um campo de conhecimento, se interessa pela prática concreta. A pedagogia do esporte tem o importante papel de investigar a prática educativa centrada no esporte, o fator determinante para o seu surgimento foi o grande interesse da sociedade pelas práticas esportivas.
De acordo com Vancini et al. (2015 p. 139):
Os objetivos da pedagogia do esporte estão centrados na pessoa e na sua relação com o ambiente esportivo. Nesse sentido, a pedagogia do esporte se incumbe de apontar os princípios norteadores pedagógicos, organizar, planejar, sistematizar, executar, transformar e avaliar procedimentos de ensino-aprendizagem para que seja possível auxiliar no desenvolvimento integral do ser humano.
Para melhor esclarecer, vale citar Sad; Costa; Sacco (2008, p. 25-26):
O ponto de partida da Pedagogia do Esporte deve caminhar no sentido do desenvolvimento significante/significativo para a vida do aluno. Nesta direção, o ensino do esporte, para além do ensino de técnicas e habilidades, deve instigar no aluno o porquê, para quê do fazer gestual e, ainda, quando e como resolver problemas táticos, ou seja, estimular a compreensão/cognição como ferramenta de intervenção no jogo.
Segundo Vancini et al. (2015) , a pedagogia do esporte está balizada por dois princípios integrados, que servem como ponto de partida para o ensino do esporte, sendo eles: o principio técnico-tático, que busca trabalhar aspectos físicos, técnicos e táticos da pratica esportiva; e o sócio-educativo, que ensina a lidar valores e modos de comportamento. Além das técnicas e táticas, é preciso entender onde o esporte está inserido, levando em consideração as raízes culturais de cada cenário, pois cada personagem possui sua particularidade e traz consigo seus valores e modos de comportamentos.
2.3 O esporte, o jogo e o ensino.
O esporte é um produto cultural que surge do jogo e, somente quanto institucionalizado, é assim intitulado (SADI; COSTA; SACCO, 2008). Segundo Villas Bôas; Fontanella; Perreira (2000) como meio educativo torna-se quase impossível abordar o esporte sem mencionar o jogo. O esporte apresenta-se como algo imutável, bastante sério, onde se destaca as regras e, a sua forma competitiva, um ponto que se deve considerar, por outro lado, no jogo, destaca-se a sua forma lúdica, onde se apresenta como algo mutável, com regras, porém, flexíveis.
Corroborando, em relação ao esporte como meio educativo, Leonardo; Scaglia; Reverdito (2009, p. 239-240) afirmam que:
Ensinar pelo jogo é valorizar a complexidade do fenômeno esportivo, negando o ensino pelas partes, e enfatizando o ensino pela totalidade formada por partes que se manifestam de maneira sistêmica (e não fragmentada), numa teia complexa de ações, gestões, intenções e problemas a serem resolvidos em contexto de jogo.
Segundo Maldonado (2015), o esporte na escola, por muito tempo contemplava somente a dimensão procedimental dos conteúdos, após o lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação Física intensificou-se um debate no meio acadêmico, enfatizando que os esportes e outras manifestações corporais também deveriam ser ensinados abrangendo as dimensões conceituais e atitudinais dos conteúdos. De acordo com Villas Bôas; Fontanella; Perreira (2000), amparados nos parâmetros curriculares nacionais de 1998, é necessário uma formulação de atividades significativas, que façam sentido para o aluno, quando se tratam de jogos e esportes como componentes curriculares.
Para alcançar esse objetivo, torna-se necessário a inclusão de atividades que proporcione prazer na sua prática. O esporte, como herdeiro do jogo, possui dois pontos relevantes para o ensino/aprendizagem: a estruturação de jogos e a promoção/substituição das tradicionais modalidades esportivas por atividades em jogos esportivos (SADI; COSTA; SACCO, 2008).
Um dos objetivos do esporte é a formação para a vida, a prática não se limita ao ambiente escolar, ou a clubes/academias. Ao mesmo tempo em que é sério e competitivo é lúdico. O prazer, o descanso, o divertimento, faz parte do seu conceito inicial, das suas raízes. Segundo Vancini et al. (2015) é fundamental o respeito às particularidades dos praticantes, aos diferentes significados que a prática do esporte proporciona. Esse respeito torna-se
necessário pelo fato do esporte ser praticado por diferentes tipos de sujeitos, com individualidades biológicas e necessidades particulares. Segundo Leonardo; Scaglia; Reverdito (2009), após o entendimento da natureza complexa do esporte e do jogo, ambos assumem uma condição capaz de confundir-se enquanto fenômeno humano.
Portanto, entende-se que esporte e o jogo se encontram em uma zona de fronteira de difícil demarcação, onde um, invariavelmente, invade o terreno do outro (REZER, 2010). O jogo é um sistema complexo, ao considera-lo com uma grande categoria, da qual o esporte faz parte, pode-se afirmar que os esportes coletivos também são um sistema dotado de complexidade (LEONARDO; SCAGLIA; REVERDITO, 2009).
2.4 Esportes coletivos e as principais abordagens
Os esportes coletivos têm como característica alguns princípios que dominam as modalidades, são eles: atacar, defender, princípios técnicos e táticos, ou seja, todas as modalidades esportivas coletivas possuem um sistema ofensivo, um sistema defensivo e um sistema de transição. As modalidades coletivas mais tradicionais são: o futsal, vôlei, basquetebol, futebol, handebol, frisbee, futebol americano e etc. De acordo com Vancini et. al, (2015), uma modalidade esportiva é composta por um conjunto de ações motoras direcionadas à um determinado objetivo. Para Menezes; Marques; Nunomura, (2014) os Jogos esportivos coletivos são compostos por elementos técnicos e táticos (individuais e coletivos) específicos, a combinação desses conteúdos resulta na complexidade do jogo, onde o praticante é protagonista.
Segundo Venditti Jr; Sousa (2008), os jogos desportivos coletivos apresentam dois traços fundamentais, o primeiro traço é a cooperação, isto é a capacidade de encontrar respostas adequadas aos problemas que surgem pelas situações de jogo e, por fim, o segundo traço fundamental é a competição. Para Garganta (1998) apud Venditti Jr; Sousa (2008), os jogos desportivos coletivos fazem parte da cultura desportiva contemporânea e sendo bem orientados podem promover desenvolvimento tático-cognitivo, técnico e sócio afetivo.
De acordo com Vancini et al. (2015, p.144):
Outras características comuns dos esportes coletivos é que possuem uma unidade de jogo, caráter de imprevisibilidade das ações motoras, ações cooperativas entre companheiros, rápidas tomadas de decisões e participação de múltiplas inteligências. As múltiplas inteligências que poderiam ser trabalhadas e desenvolvidas através da prática de modalidades esportivas coletivas seriam: corporal-cinestésica,verba-linguística, lógica-matemática, espacial, musical. Naturalista, interpessoal e intrapessoal.
Bayer (1994) estabeleceu uma teoria de ensino, onde todas as modalidades esportivas coletivas possuem uma lógica em comum, isto é possível pelo fato de possuírem seis constantes comuns que configuram uma modalidade esportiva coletiva, sendo elas: a bola ou implemento similar; terreno demarcado (um espaço de jogo); alvo para atacar; alvo para defender; parceiros; adversários; e regras do jogo. São essas invariantes que geram a categoria Esporte Coletivo, ou Jogo Esportivo Coletivo, e que permitem visualizar uma mesma estrutura de jogo (DAOLIO, 2002).
Portanto, segundo Michelini et al. (2012) o que diferencia as modalidades coletivas são as suas regras especificas, pois essas regras que irão definir as particularidades de cada modalidade, sendo esse o fator principal de diferenciação.
Vancini et al. (2015) apontam estratégias de ensino das modalidades esportivas coletivas e facilitadores pedagógicos, citam, por exemplo: exercícios analíticos (que estão relacionados ao aperfeiçoamento da técnica e a sua execução está, muitas vezes, desvinculada a situação real de jogo); exercícios sincronizados (que são dois ou mais fundamentos em um mesmo exercício com dinâmica e aproximação da situação real do jogo); jogos e brincadeiras (que acentuam o caráter lúdico, permitem trabalhar com rigor os aspectos técnicos dos gestos esportivos); situações de jogo (que são os jogos pré-esportivos, jogos reduzidos e o jogo formal).
As abordagens tidas como mais consolidadas e conhecidas no Brasil são: analítico sintético, global funcional e situacional com processos cognitivos.
2.5 Método Analítico–Sintético
O método analítico-sintético é centrado no desenvolvimento das habilidades técnicas, a tática é deixada em segundo plano, continua sendo um dos métodos mais aplicados na iniciação esportiva, a sua característica é trabalhar fundamentos fora da situação real de jogo, a repetição continua de movimentos motores, ou seja, o ensino é fragmentado, o ensino ocorre em partes. O principio metodológico analítico sintético (centrado na aprendizagem técnica de modo desvinculado da tática) prioriza o ensino dos elementos técnicos das modalidades, com base na repetição e automatização de movimentos considerados “ideais” (GRECO, 1998 apud
De acordo com Menezes; Marques; Nunomura (2014, p.357):
Desse modo, esta perspectiva pedagógica baseia-se em atividades fragmentadas e descontextualizadas, as quais priorizam o desenvolvimento do rigor técnico e estereotipado aplicado ao ato motor, independente das situações problemas de jogo. [...] a ruptura com os princípios básicos do método analítico-sintético é um desafio que almeja a formação de aprendizes críticos na resolução de situações problema de ordem cognitiva, de forma contextualizada, ao invés de apenas reproduzir movimentos.
Durante muito tempo, essa foi à abordagem mais popular e a mais utilizada no ensino das modalidades esportivas coletivas.
2.6 Método Global - Funcional
O principio metodológico global funcional é centrado na lógica do jogo, ou seja, proporciona para os alunos praticantes diversas experiências, a sua característica de deixar jogar facilita o processo de ensino e aprendizagem, pois os alunos terão o conhecimento na prática das técnicas e táticas, além de executarem a totalidade dos movimentos, diferente do analítico que os movimentos são executados em partes. De acordo com Menezes; Marques; Nunomura (2014), esse principio apoia-se no processo de ensino-aprendizagem-treinamento que não se restringe ao domínio completo dos elementos técnicos e automatizados, mas que desenvolva inteligências para resolver tarefas cognitivas e motoras.
Ainda sobre o principio global-funcional, para Menezes; Marques; Nunomura (2014, p.358):
Esse princípio se apoia no processo de ensino-aprendizagem-treinamento que não se restrinja, puramente, ao domínio completo dos elementos técnicos e à automatização desses, mas que desenvolva, concomitantemente, a inteligência dos aprendizes para resolver as tarefas cognitivas e motoras.
A abordagem global funcional considera a compreensão da lógica do jogo pelo aprendiz, de forma a ampliar a sua capacidade de assimilação e associação com os demais Jogos esportivos coletivos, a partir da transferência de práticas possíveis entre esses (GALATTI; PAES, 2007 apud MENEZES; MARQUES; NUNOMURA, 2014).
2.7 Método Misto
Pode-se dizer que é a fusão do método global funcional com o método analítico-sintético, o gesto técnico é aplicado em situações comuns de jogo, caso aja defeitos técnicos
no movimento do aluno, esses gestos são fragmentados até que se atinja um bom nível para continuar o jogo.
2.8 Método situacional com processos cognitivos
O método situacional com processos cognitivos é centrado nas situações do jogo, baseado em situações próprias do jogo formal, onde é apresentando aos aprendizes situações problemas, para que eles possam desenvolver capacidades técnicas, táticas e cognitivas para a resolução. O aprendiz deve buscar a inter-relação entre as capacidades técnicas, táticas e cognitivas para solucionar as situações–problema impostas pelo jogo (GRECO, 1998 apud
MENEZES; MARQUES; NUNOMURA, 2014). Esse método baseia-se em situações próprias do jogo formal, desenvolvidas de forma reduzida, mantendo os objetivos, princípios e elementos inerentes ao jogo formal, desenvolvidas de forma reduzida (como o 1x1, o 2x1, o 3x2, e etc.), mantendo os objetivos, princípios e elementos inerentes ao jogo formal. (MENEZES; SOUSA; BRAGA, 2011 apud MENEZES; MARQUES; NUNOMURA, 2014).
2.9 Método Jogos Condicionados
Leonardo; Scaglia; Reverdito (2009) defendem que os esportes coletivos formam uma grande família de jogos, o que caracteriza uma família de jogos é um conglomerado de jogos que possuem semelhanças e diferenças entre si.
Ainda sobre a família dos jogos, Leonardo; Scaglia; Reverdito (2009, p. 241):
Os esportes coletivos estarão contidos dentro de uma mesma família, não havendo, principalmente nas fases de iniciação esportiva, a evidência de uma modalidade sobre a outra, fazendo com que a aprendizagem obtida, por exemplo, no basquete traga grandes transferências para a compreensão da lógica do futebol, do handebol, basquete, polo aquático, futebol americano e de tantos outros esportes coletivos.
Os jogos condicionados surgem como uma proposta para o ensino das modalidades esportivas coletivas, essa proposta baseia-se no principio de jogar para aprender, os aspectos técnicos e táticos também são explorados para a fixação da aprendizagem.
2.10 Modelo desenvolvimentista
A seleção criteriosa de situações que envolvam competição e auto avaliação favorecerá a contextualização dos conteúdos de aprendizagem (COSTA; NASCIMENTO, 2004). Corroborando, Maldonado (2005) se identifica com as propostas pedagógicas que defendem a finalidade é formar pessoas com pensamento crítico, para agir com autonomia em
relação às manifestações da cultura corporal de movimento, e com a consciência voltada para a formação e o exercício da cidadania.
Ainda, de acordo com Maldonado (2015, p. 227):
Possibilitar uma educação crítica dentro do ambiente escolar poderá melhorar as relações humanas em um futuro próximo, tornando a nossa sociedade menos desigual e mais justa, além de munir os jovens com conhecimento para lutar pelas melhorias que a nossa sociedade necessita.
No modelo de ensino desenvolvimentista a reflexão crítica em cada tomada de decisão dentro das atividades é uma característica desse modelo, além das sequencias pedagógicas de complexidade crescentes na execução das atividades.
2.11 Modelo de ensino para compreensão
O modelo baseado na compreensão “Teaching Games For Understanding (TGFU)”, segundo Placek (1996) apud Costa; Nascimento (2004) constitui-se num modelo de integração, que favorece a compreensão dos esportes e facilita a aprendizagem. A principal ideia desse modelo, segundo Rink et al. (1996) apud Costa; Nascimento (2004), incide em “
o que fazer” deveria proceder “o como fazer”, tendo como principal objetivo o entendimento sobre a modalidade.
2.12 Método Transfert
Por considerar diversas semelhanças entre as várias modalidades esportivas coletivas, Bayer (1994) apresenta um modelo chamado “Transfert”, os três elementos fundamentais nessa proposta são: os princípios operacionais comuns (esses princípios são subdivididos em ataque e defesa, o primeiro princípio de ataque é a conservação da bola individual e coletiva, o segundo princípio de ataque é progressão dos jogadores e da bola até a meta adversária, o terceiro principio de ataque é atacar a meta adversária, o primeiro principio de defesa é a recuperação da bola, o segundo principio de defesa é impedir a progressão dos jogadores e da bola, o terceiro principio de defesa é proteger a minha meta, ou seja, impedir a finalização); as regras de ação (são meios para atingir os objetivos dos princípios operacionais); e, por fim, os gestos técnicos.
3 METODOLOGIA
Esse trabalho trata-se de uma pesquisa exploratória, um levantamento documental foi realizado, na tentativa de compreender melhor o panorama atual do ensino das modalidades esportivas coletivas nas Instituições de Ensino superior (IES) do Distrito Federal (DF).
De acordo com Gil (2008, p.27):
As pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores.
Segundo Severino (2007), na pesquisa exploratória, o principal objetivo é colher informações sobre um objeto específico, a fim de delimitar o campo de pesquisa e mapear as condições de manifestação do objeto selecionado. Pesquisas exploratórias são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo a cerca de determinado fato (GIL, 2008).
Severino (2008, p.124) afirma que:
Documentação é toda forma de registro e sistematização de dados, informações, colocando-os em condições de análise por parte do pesquisador. Pode ser tomada em três sentidos fundamentais: como técnica de coleta, de organização e conservação de documentos; como ciência que elabora critérios para coleta. Organização, sistematização, conservação, difusão dos documentos; no contexto da realização de uma pesquisa, é a técnica de identificação, levantamento, exploração de documentos fontes do objeto pesquisado e registro das informações retiradas nessas fontes e que serão utilizadas no desenvolvimento do trabalho.
Primeiramente foi realizado um levantamento das IES que ofertam o curso de Educação Física no DF, um mapeamento foi feito, e internamente traçamos estratégias de abordagens, com o objetivo de facilitar o dialogo com as IES. Durante todo esse percurso encontramos alguns obstáculos, principalmente na tentativa de recolher o material para o levantamento documental. Um total de treze IES foram visitadas no DF, com o objetivo de recolher/obter os planos de ensino das disciplinas ofertadas que tenham como base o ensino das modalidades esportivas coletivas.
Em um primeiro momento visitamos a IES “A”, não foi possível estabelecer nenhum tipo contato com os professores/coordenadores, o horário de atendimento havia-se encerrado. Retornamos no dia seguinte, no horário agendado, a recepção foi a melhor possível, professores/coordenadores extremamente solícitos. Após alguns minutos de espera foi possível obter o plano de ensino sem maiores problemas.
A primeira dificuldade encontrada na Instituição “B” foi o deslocamento e, consequentemente, o acesso. Em seguida, esbarramos na dificuldade de comunicação com os coordenadores/professores da IES “B”, esse foi o segundo obstáculo. O terceiro obstáculo foi à desconfiança, uma relação de confiabilidade precisou ser estabelecida, para isso foi necessário realizar mais de uma visita a IES. O quarto obstáculo ocorreu com a negativa/obstrução dos documentos solicitados, os coordenadores justificavam a negativa alegando que os documentos respeitam as individualidades de cada professor, por isso são intrasferíveis para alunos de outras IES, após um longo diálogo conseguimos o plano de ensino.
O deslocamento também até a IES “C” também foi um obstáculo a ser superado, assim como o acesso. Fui impedido de acessar o prédio por dois seguranças, logo na entrada, os mesmos exigiram a identidade estudantil com vinculo ativo a IES “C”. Porém, isso foi um facilitador, pois, por meio dos seguranças, conseguimos estabelecer uma comunicação com os coordenadores/professores da IES “B”, esse foi o segundo obstáculo. O terceiro obstáculo foi à desconfiança, uma relação de confiabilidade precisou ser estabelecida, para isso foi necessário realizar mais de uma visita a IES. O quarto obstáculo ocorreu com a negativa/obstrução dos documentos solicitados, os coordenadores justificavam a negativa alegando que os documentos respeitam as individualidades de cada professor, por isso são intrasferíveis para alunos de outras IES, após um longo diálogo conseguimos o plano de ensino.
Já nas IES “D” e “E”, não tivemos dificuldades com o deslocamento, o acesso ao prédio foi liberado após um rápido diálogo com o segurança. Porém, não tivemos a oportunidade de conhecer os professores/coordenadores dessas IES. Os planos de ensino estavam disponíveis na secretária do curso, após alguns minutos de espera foi possível obtê-los sem maiores problemas.
Por fim, apenas cincos IES disponibilizaram os planos de ensino das disciplinas que possuem como base o ensino das modalidades esportivas coletivas. A técnica de análise documental permitiu mensurar/traçar hipóteses. Os planos de cursos foram obtidos impressos e em formato digital.
Dessa forma, a seguir será mostrado um quadro com um resumo dos planos de ensino obtidos das IES.
2.1 Quadro resumo dos planos de ensino obtidos: IES CARGA HORÁRIA SEMANAL DISCIPLINA EMENTA Instituição de ensino Superior “A”
4hrs MET. DAS ATIVIDADES ESPORTIVAS
COLETIVAS
ABORDAR E DESENVOLVER PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS PARA APRENDIZAGEM DOS ESPORTES COLETIVOS NO PROCESSO DE INICIAÇÃO;
COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DOS JOGOS COLETIVOS;
MÉTODOS DE ENSINO DAS HABILIDADES TÉCNICO-TÁTICAS; CONSTRUÇÃOS SOCIAL DAS REGRAS;
TÉCNICO E PROFESSOR: O DEBATE ACADÊMICO; DIFERENTES FORMAS DE EXPRESSÃO DO ESPORTE Instituição de ensino Superior “B” 4hrs PEDAGOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS DESENVOLVER UM CONJUNTO AMPLO DE CONHECIMENTOS E HABILIDADES PEDAGÓGICAS; TÉCNICAS E TÁTICAS SOBRE OS ESPORTES COLETIVOS;
POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO; BASE A ESCOLA;
TÉCNICO E PROFESSOR: O DEBATE ACADÊMICO;
DIFERENTES FORMAS DE EXPRESSÃO DO ESPORTE.
Instituição de Ensino Superior “C” 3hrs VOLEIBOL – ASPESCTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS DIFERENTES HABILIDADES MOTORAS ESPECÍFICAS DA MODALIDADE; ASPECTOS TÉCNICOS-TÁTICOS; PREOCUPAÇÕES COM AS METODOLOGIAS DE ENSINO; ESPORTES ALÉM DA SALA DE AULA;
PROMOÇÃO DA SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA; FORMAÇÃO DE ALUNOS
CONSCIENTES DOS SEUS DIREITOS E DEVERES.
3hrs HANDEBOL – ASPECTOS PEDAGÓGICOS E
APROFUNDAMENTOS
PRÁTICA SOCIAL E ESPORTIVA; PREOCUPAÇÃO COM OS
PROCESSOS PEDAGÓGICOS; ASPECTOS SOCIAIS E DE ALTO RENDIMENTO.
3hrs
BASQUETEBOL-ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
CONHECIMENTO SOBRE A
HISTÓRIA, ORIGEM E TENDÊNCIAS DO BASQUETEBOL; DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE PARA COMPREENDER OS ASPECTOS PEDAGÓGICOS; FUNDAMENTOS BÁSICOS DA MODALIDADE;
ÁREA ESCOLAR E INICIAÇÃO ESPORTIVA
3hrs FUTSAL/FUTEBOL – ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
ASPECTOS HISTÓRICOS (ORIGEM E EVOLUÇÃO);
MÉTODOS PARA ENSINO E TREINAMENTO BÁSICO; FOCO PARA A DIDÁTICA,
BIOESTATÍSTICA, BIOMECÂNICA, FISIOLOGIA E SUAS IMPLICAÇÕES.
Instituição de Ensino Superior “D” NÃO INFORMADO MET. DO ENSINO DO HANDEBOL
FORMAÇÃO ESPECÍFICA TEÓRICO-PRÁTICO; CONHECIMENTOS BÁSICOS METODOLOGICOS DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO HANDEBOL. NÃO INFORMADO MET. DO ENSINO DO FUTSAL/FUTEBOL
FORMAÇÃO ESPECÍFICA TEÓRICO-PRÁTICO; CONHECIMENTOS BÁSICOS METODOLOGICOS DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO FUTSAL/FUTEBOL NÃO INFORMADO MET. DO ENSINO DO VOLEIBOL
FORMAÇÃO ESPECÍFICA TEÓRICO-PRÁTICO; CONHECIMENTOS BÁSICOS METODOLOGICOS DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO VOLEIBOL. NÃO INFORMADO MET. DO ENSINO DO BASQUETEBOL
FORMAÇÃO ESPECÍFICA TEÓRICO-PRÁTICO;
CONHECIMENTOS BÁSICOS METODOLOGICOS DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO BASQUETEBOL.
Instituição de Ensino Superior “E” NÃO INFORMADO NÃO INFORMADA NÃO INFORMADA NÃO INFORMADA MET. DO ENSINO DO BASQUETEBOL MET. DO ENSINO DO HANDEBOL MET. DO ENSINO DO VOLEIBOL MET. DO ENSINO DO FUTSAL/FUTEBOL
ABORDA A MODALIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL; PROCESSOS PEDAGÓGICOS E JOGOS PRÉ-ESPORTIVOS; TÉCNICO-TÁTICO; REGRAS.
ABORDA A MODALIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL; PROCESSOS PEDAGÓGICOS E JOGOS PRÉ-ESPORTIVOS; TÉCNICO-TÁTICO; REGRAS.
ABORDA A MODALIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL; PROCESSOS PEDAGÓGICOS E JOGOS PRÉ-ESPORTIVOS; TÉCNICO-TÁTICO; REGRAS.
ABORDA A MODALIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL; PROCESSOS PEDAGÓGICOS E JOGOS PRÉ-ESPORTIVOS; TÉCNICO-TÁTICO; REGRAS. (Met.) = Metodologia
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na tentativa de compreender melhor o panorama atual do ensino das modalidades esportivas no ensino superior no DF e, após ter acesso aos planos de curso de cinco Instituições de Ensino Superior de Brasília, analisaremos como o conteúdo presente nas ementas abarca o debate acadêmico do ensino de esportes coletivos, baseados na revisão bibliográfica aqui feita. Para facilitar o entendimento, bem como preservar o anonimato das IES, usaremos letras para indicar cada instituição que será mencionada nesse trabalho.
4.1 Análise instituições “A” e “B”
A instituição “A”, em seu plano de curso, apresenta estudos teóricos e práticos relativos à pedagogia do esporte, que permitem abordar e desenvolver procedimentos metodológicos para aprendizagem dos esportes coletivos no processo de iniciação, tendo por referências as competências essenciais dos jogos coletivos, suas características gerais e o desenvolvimento das habilidades abertas em contexto de jogo, as diversas abordagens metodológicas aplicadas das modalidades de coletivas, o estudo de diversos métodos de ensino das habilidades técnico-táticas utilizadas na iniciação esportiva, a construção social das regras: jogo e esporte. Técnico e professor: o debate acadêmico. Estabelecer relações com os modelos de aprendizagem aplicados a iniciação esportiva nas diferentes formas de expressão do esporte:
O esporte como instrumento de reprodução social;
O esporte como elemento da prática social;
O esporte como instrumento de aplicação de atividade física ligado ao ensino.
A disciplina tem ênfase na vivência/experimentação dos estudantes, e propõe analisar as mais recentes e inovadoras teorias de ensino que dizem respeito à pedagogia dos esportes coletivos no processo de iniciação esportiva. Apresenta conceitos para dar suporte à prática pedagógica do ensino dos jogos coletivos , a partir das semelhanças existentes entre as diversas manifestações culturais dos jogos coletivos do cotidiano. Ainda propõe refletir sobre os esportes coletivos como fenômeno sociocultural em suas manifestações do rendimento, lazer e educação. Espera-se, ao final do curso, o/a estudante ser capaz de reconhecer/construir diferentes possibilidades de ações pedagógicas.
O objetivo maior da disciplina é incrementar e enriquecer possibilidades de construção da futura prática social do estudante na iniciação esportiva em todos os ambientes
de ação do educador físico. Os conteúdos da metodologia dos esportes coletivos são divididos em cinco unidades.
O plano de ensino também possui objetivos gerais, são eles:
Refletir sobre as possibilidades pedagógicas dos esportes coletivos em todos os espaços de intervenção da educação física, investigando e experienciando metodologias inovadoras aplicadas a prática de ensino, de forma reflexiva e efetiva;
Vivenciar experiências concretas e sinestésicas para refletir e efetivar conceitos apresentados na prática de intervenção na Educação Física.
E objetivos específicos, são eles:
Vivenciar e refletir sobre processos metodológicos inovadores no ensino dos esportes coletivos que consideram o predomínio do lúdico como dinâmica das aulas e a tática, como objetivo de ensino;
Reconhecer a produção de conhecimento atual da pedagogia dos esportes coletivos para refletir sobre o estado da arte da área;
Construir programa de intervenção no ensino de um jogo esportivo coletivo para refletir sobre sua aplicabilidade em diferentes ambientes de trabalho da educação física.
A instituição de Ensino Superior “B”, em seu plano de curso, apresenta o objetivo geral, que é desenvolver um conjunto amplo de conhecimentos e habilidades pedagógicas, técnicas e táticas sobre os esportes coletivos, e suas possibilidades de utilização tendo como base a escola.
Os conteúdos programáticos da Instituição de Ensino Superior “B” foram divididos em dez unidades, conforme podemos ver abaixo:
O conhecimento do jogo e do esporte.
O esporte como instrumento de reprodução social.
O esporte como elemento da prática social.
O esporte como instrumento de aplicação de atividade física, ligado ao ensino.
O esporte da escola.
As diversas abordagens metodológicas aplicadas ao ensino das modalidades coletivas.
Estudo de diversos métodos de ensino das habilidades técnico-táticas utilizadas na iniciação esportiva.
A construção social das regras: Jogo e esporte. Desporto coletivo e desenvolvimento psicológico. Técnico e Professor: o debate acadêmico.
As instituições “A” e “B” trabalham com apenas uma disciplina na sua grade curricular obrigatória, isso durante toda a formação inicial dos estudantes de Educação Física, essa disciplina é voltada exclusivamente para o ensino das modalidades esportivas coletivas. Ambas têm como característica o foco nas competências essenciais do esporte, nos conhecimentos, nas habilidades pedagógicas, na técnica e táticas do jogo, nos conteúdos programáticos, pois são similares, além de ter como base o ensino para a escola.
Por ser o esporte uma manifestação de jogo, o ensino do esporte coletivo não pode negar sua essência e deve ter no jogo sua principal gênese pedagógica, seja em ambiente escolar, ou mesmo nos ambientes esportivos (LEONARDO; SCAGLIA; REVERDITO, 2009).
Segundo Leonardo; Scaglia; Reverdito (2009), Rezer (2010), Sadi; Costa; Sacco (2008), Villas Bôas; Fontanella; Perreira (2000) devemos considerar o ensino esportivo pelo jogo, valorizar a sua capacidade de fenômeno esportivo, principalmente pelas características sistema e complexas que possuí, abandonando o ensino de forma fragmentada, negando a tendência do ensino tecnicista.
De acordo com Reverdito; Scaglia; Paes (2009, p.603):
A prática pedagógica sustenta-se sobre a diversidade e os princípios pedagógicos do ensinar esportes a todos, ensinar esportes bem a todos, ensinar mais que esportes e ensinar a gostar de esportes. Sua estratégia-metodologia está pautada na aprendizagem do jogo por meio do jogo jogado, sendo o ensino orientado para a compreensão do jogo, com o objetivo do desenvolvimento da capacidade tática (cognitiva) em direção à especificidade técnica (motora específica), privilegiando situações de jogos e brincadeiras populares da cultura infantil, metodicamente orientados pelo jogo-trabalho.
Corroborando, Venditti Jr.; Sousa (2008 p.56):
É imprescindível que os profissionais que atuam na Educação Física utilizem, como um de seus referenciais metodológicos, o jogo. Mas não o jogo em suas características apenas técnicas e competitivas, mas sim o “jogo possível”, que integre e que facilite as potencialidades em que o aluno aprende jogando e não precise antes aprender como se faz para só depois jogar.
Após analisar as ementas, podemos observar que tanto a instituição “A” quanto a instituição “B” não possuem apenas uma abordagem/método de ensino, e sim várias abordagens metodológicas.
De acordo com Venditti Jr.; Sousa (2008 p.55):
A proposta fundamental é a elaboração de uma metodologia que respeite as características de cada faixa etária. Na fase de iniciação esportiva, para ensinar qualquer modalidade esportiva, defendemos que é fundamental o papel do profissional de EF em conscientizar o aluno de suas capacidades e limitações para não ultrapassar os limites corporais, físicos e emocionais dos seus alunos.
O método Transfert, aqui citado, encaixa-se nos planos de ensino das duas instituições, pois, com as suas seis constantes e os princípios operacionais é possível fazer a transferibilidade de conhecimento, pois de acordo com Bayer (1994), todas as modalidades esportivas possuem semelhanças em comum. A teoria de Claudio Bayer propõe uma caracterização das modalidades esportivas coletivas de modo a oferecer uma possibilidade de compreensão de suas componentes táticas com base num ponto de partida comum (MICHELINI ET AL. 2012).
Outra possibilidade de abordagem é o método funcional-global, pois, apoia-se no processo de aprendizagem e treinamento corroborando com os objetivos gerais das duas instituições. Assim também como o método situacional com processos cognitivos, que apresentam situações do jogo formal desenvolvida de forma reduzida.
Por fim, o modelo de ensino desenvolvimentista, pois ambas as instituições buscam uma reflexão crítica em cada tomada de decisão, da mesma forma, o modelo de ensino para compreensão, pois ambas as ementas buscam um entendimento sobre as diversas modalidades esportivas coletivas. A adoção de um modelo híbrido de ensino, combinando princípios do Modelo desenvolvimentista e o Modelo de Educação Desportiva é viável e promissor (COSTA; NASCIMENTO; VIEIRA, 2016). Segundo Venditti Jr.; Sousa (2008) é necessário que os professores não ensinem apenas modalidades esportivas, porém, tão fundamental quanto o ensino das modalidades esportivas é ensinar questões relativas à formação humana.
Para Freire (1994) apud Venditti Jr.; Sousa (2008 p.48):
O profissional que trabalha na iniciação esportiva com preocupações pedagógicas tem como objetivo transmitir conhecimentos na área de esportes para seus alunos, além de educa-los para a vida em sociedade e para se tornarem cidadãos críticos e conscientes de seu tempo e espaço social.
Segundo SCAGLIA et al. (2013) o aprendizado de qualquer jogo esportivo coletivo não pode se restringir apenas ao ensino fragmentado de gestos técnicos estereotipados e descontextualizados.
4.2 Analise das instituições “C”, “D” e “E”
A instituição de Ensino Superior “C”, não apresenta uma única disciplina para o ensino de esportes coletivos, a instituição opta por dividir em quatro disciplinas os esportes coletivos, no caso, os mais tradicionais, ou seja, uma disciplina especifica para o voleibol, outra basquetebol, outra para o futsal/futebol, e outra para handebol, optando por um ensino individualizado de cada modalidade.
A disciplina Voleibol – aspectos pedagógicos e aprofundamentos possui carga horária de 3h/a semanais, é ministrada após o quarto semestre de curso. De acordo com a sua ementa, o aluno irá vivenciar as diferentes habilidades motoras especificas do voleibol, o conhecimento dos tópicos táticos e parâmetros importantes para a montagem e direção de equipes de nível iniciante, as formas metodológicas para o ensino e aplicação do voleibol de maneira que possa ser utilizada pelos futuros professores como um instrumento da Educação Física, seja para a promoção da saúde, da qualidade de vida e na formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.
A disciplina Handebol – aspectos pedagógicos e aprofundamentos possui carga horária de 3h/a semanais, é ministrada após o segundo semestre de curso. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar a contextualização do handebol como prática social e esportiva, os aspectos sociais e de alto rendimento, levando em consideração as fases de desenvolvimento do aprendiz, assim como, os processos pedagógicos de ensino-aprendizagem envolvidos no ensino da modalidade.
A disciplina Basquetebol – aspectos pedagógicos e aprofundamentos possui carga horária de 3h/a semanais, é ministrada após o segundo semestre de curso. De acordo com a sua ementa, nessa disciplina, o aluno é levado a ter conhecimento sobre a história, origem e tendências do basquetebol. Desenvolver a capacidade de compreender os aspectos pedagógicos e fundamentos básicos da modalidade na área escolar e iniciação esportiva.
A disciplina Futebol e Futsal – aspectos pedagógicos e aprofundamentos possui carga horária de 3h/a semanais, é ministrada após o segundo semestre de curso. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar os aspectos históricos da origem e evolução do futebol e
futsal. Principais métodos utilizados para o seu ensino e treinamento básico, envolvendo didática, bioestatística, biomecânica, fisiologia e suas implicações no crescimento e desenvolvimento humano, contribuindo assim com a formação e atualização do futuro professor de Educação Física, para a sua atuação na área de Licenciatura e Bacharelado.
Nenhuma das quatro ementas da Instituição de Ensino Superior “C” apresentou o conteúdo programático ou os seus objetivos gerais e específicos.
A instituição de Ensino Superior “D”, não apresenta uma única disciplina para o ensino de esportes coletivos, a instituição opta por dividir em quatro disciplinas os esportes coletivos, no caso, os mais tradicionais, ou seja, uma disciplina especifica para o voleibol, outra basquetebol, outra para o futsal/futebol, e outra para handebol, optando por um ensino individualizado de cada modalidade.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Handebol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar uma formação especifica de caráter teórico-prático, que tem por objetivo os conhecimentos básicos metodológicos do processo de ensino-aprendizagem do Handebol para atuação nos diferentes cenários escolares onde se desenvolve.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Basquetebol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar uma formação especifica de caráter teórico-prático que procura os conhecimentos básicos metodológicos do processo de ensino- aprendizagem de basquetebol para atuação nos diferentes cenários escolares onde se desenvolve.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Voleibol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar uma formação especifica de caráter teórico-prático que tem por objetivo os conhecimentos básicos metodológicos do processo de ensino-aprendizagem do Voleibol para atuação nos diferentes cenários escolares onde se desenvolve.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Futebol/Futsal, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina
é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina irá abordar uma formação profissional específica de caráter teórico-prático que procura os conhecimentos básicos metodológicos do processo de ensino-aprendizagem do Futebol e Futsal para atuação nos diferentes cenários escolares onde se desenvolve.
Nenhuma das quatro ementas da Instituição de Ensino Superior “D” apresentou o conteúdo programático, carga horária ou os seus objetivos gerais e específicos.
A instituição de Ensino Superior “E”, não apresenta uma única disciplina para o ensino de esportes coletivos, a instituição opta por dividir em quatro disciplinas os esportes coletivos, no caso, os mais tradicionais, ou seja, uma disciplina especifica para o voleibol, outra basquetebol, outra para o futsal, e outra para handebol, optando por um ensino individualizado de cada modalidade.
A disciplina – Metodologia do Ensino Voleibol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina aborda o Voleibol como instrumentos de desenvolvimento biopsicossocial. O aluno irá conhecer os processos pedagógicos e jogos pré-esportivos, o voleibol como desporto competitivo e de lazer, o sistema técnico-tático e, por fim, as regras.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Handebol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina aborda o Handebol como instrumentos de desenvolvimento biopsicossocial. O aluno irá conhecer os processos pedagógicos e jogos pré-esportivos, o handebol como desporto competitivo e de lazer, o sistema técnico-tático e, por fim, as regras.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Basquetebol, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina aborda o Basquetebol como instrumento de desenvolvimento biopsicossocial. O aluno irá conhecer os processos pedagógicos e jogos pré-esportivos, o Basquetebol como desporto competitivo e de lazer, o sistema técnico-tático e, por fim, as regras.
A disciplina – Metodologia do Ensino do Futebol/Futsal, não possui carga horária semanal especificada na ementa, também não é informado o período do curso que a disciplina
é ministrada. De acordo com a sua ementa, a disciplina aborda o futebol e o futsal como instrumentos de desenvolvimento biopsicossocial. O aluno irá conhecer os processos pedagógicos e jogos pré-esportivos, o futebol e o futsal como desportos competitivos e de lazer, o sistema técnico-tático e, por fim, as regras.
Nenhuma das quatro ementas da Instituição de Ensino Superior “E” apresentou o conteúdo programático, carga horária semanal ou os seus objetivos gerais e específicos.
Na IES “C”, “D” “E”, as dozes ementas analisadas possuem alguns pontos em comuns, outros nem tanto. Por exemplo, em um primeiro momento, as disciplinas de Voleibol e Basquetebol da IES “C” focam no desenvolvimento das habilidades motoras especificas da modalidade, o aperfeiçoamento dos fundamentos básicos, aspectos pedagógicos e táticos da modalidade.
Do mesmo modo, nas IES “D” e “E”, todas as quatro modalidades focam no desenvolvimento das habilidades motoras especificas e no aperfeiçoamento dos fundamentos básicos, além dos aspectos pedagógicos e táticos de cada modalidade. Nas oito ementas analisadas das IES “D” e “E”, podemos destacar uma falta de cuidado na elaboração dos planos de ensino, mas, mesmo diante disso é possível indicar uma inclinação para o método analítico sintético. Segundo Menezes; Marques; Nunomura (2014) esse método prioriza o desenvolvimento do rigor técnico.
De acordo com Rodrigues; Darido; Paes (2013, p. 326):
O ensino descontextualizado de habilidades técnicas dá lugar a reflexões que contemplem a importância de compreender a dinâmica do jogo a partir da preposição de situações problemas, sustentadas por processos de tomada de decisão dos jogadores.
Já as ementas do Futsal/futebol e Handebol da IES “C”, apresentam em suas ementas uma preocupação com os aspectos históricos (origem e evolução) e sociais, do mesmo modo com os métodos e processos pedagógicos.
As disciplinas Voleibol e Basquetebol da IES “C”, além das preocupações pedagógicas, também apresentam uma preocupação com a promoção da saúde, qualidade de vida e formação consciente.
É possível notar uma inclinação para o método de ensino para compreensão, o TGFU na IES “C”, que tem como principal objetivo a busca pelo entendimento sobre a modalidade,
por outro lado, por ter a finalidade de formar pessoas, o modelo desenvolvimentista também pode ser incluso.
Por fim, não poderia deixar de incluir o método situacional com processos cognitivos, pois, nas oito ementas analisadas das IES “C” e IES “E” (além da sua inclinação para o método analítico-sintético), existe a compreensão que todas estão centradas em situações de jogo, em busca de uma inter-relação entre as capacidades técnicas, táticas e cognitivas.
Segundo Garganta (1995) apud Reverdito; Scaglia; Paes (2009) a estratégia-metodologia orientada para o ensino do esporte, especificamente os jogos coletivos, deverão acontecer por meio dos jogos condicionados, unidades funcionais, orientados para compreensão do jogo (razões do fazer) e integrado a sua especificidade técnica (modo de fazer), contemplando uma prática transferível a partir da assimilação dos princípios comuns nos jogos, através de formas jogadas acessíveis, motivantes e desafiadoras.
Entende-se que o foco dos planos de ensino seja a iniciação esportiva no ambiente escolar.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No inicio desse trabalho procuramos, por meio da literatura, conhecer melhor o esporte e o ensino do esporte, a pedagogia do esporte, o esporte, o jogo e o ensino, os esportes coletivos e suas principais abordagens, para subsidiar no entendimento de como os conteúdos presentes nas ementas obtidas das IES do DF, estão sendo transferidos para os futuros professores durante a formação inicial.
Com base nas ementas obtidas, não é possível concluir qual a abordagem de ensino predominante nas IES do DF, pois as cinco instituições possuem abordagens semelhantes para o ensino de esportes coletivos.
As IES “A” e “B” trabalham com apenas uma disciplina voltada ao ensino de jogos esportivos coletivos, diferente das IES “C”, “D” e “E”, mas isso não é um fator limitante, pois optando por aderir diversas abordagens metodológicas, na teoria, essas IES estão ofertando um sistema mais amplo e completo de ensino.
A instituição de ensino “C”, entre as IES “D” e “E”, foi a que se mostrou mais organizada para o ensino dos jogos esportivos coletivos. Assim como as IES “A” e “B”, a instituição “C” trabalha com diversas abordagens metodológicas, além de não inclinar-se para o método analítico-sintético. As quatros disciplinas de esportes coletivos da IES “C” trabalham o esporte para além das salas de aula, também existe uma preocupação com a promoção da saúde, qualidade de vida e formação dos seus alunos conscientes dos seus direitos e deveres.
Os conteúdos presentes nas ementas das IES “D” e “E” mostraram-se insuficiente para uma análise mais elaborada, pois não possuem conteúdos programáticos, objetivos gerais e específicos e carga horária. Porém, mesmo destacando essa falta de cuidado na elaboração dos planos de ensino, que podem ou não refletir o sistema de ensino dessas IES, o que podemos notar é uma forte inclinação para o ensino tecnicista.
Entendemos que não existe uma única abordagem para o ensino de esportes coletivos, cabe ao professor, ao longo da sua formação, entender qual o melhor caminho para o ensino, pois fatores além dos métodos precisam ser considerados, como: espaço físico, material, domínio da turma, relação aluno-professor, relação professor-aluno, relação aluno-aluno, cultura esportiva e etc.
Já a literatura sugere a iniciação dos jogos esportivos coletivos por meio do jogo ou “jogos possíveis”, essa abordagem metodológica se apresenta como a mais eficaz para o ensino das modalidades esportivas coletivas e para o processo de rompimento do ensino tecnicista, negando de uma vez por todas o ensino fragmentado de gestos técnico.
O ensino do esporte deve caminhar para uma aprendizagem além das técnicas e táticas, o aluno precisar compreender o porquê fazer, antes do como fazer, precisa entender a lógica do jogo, pois entendemos que o esporte é uma manifestação educacional. Os princípios integrados da pedagogia do esporte são o ponto de partida para o ensino, além dos aspectos técnicos e táticos é preciso enfatizar o principio sócio educativo, que estimula a lidar valores e modos de comportamentos.
O professor, desde a sua formação inicial precisa ter disposição e senso crítico, além de uma base sólida de conteúdos, são fatores que possibilitarão trilhar novos caminhos e experimentar novas abordagens metodológicas. Não podemos ser reféns de experiências pessoais adquiridas na Universidade, o ensino vai além, é preciso entender todo o contexto que o esporte está inserido, a sensibilidade é algo bom, ela precisa ser desenvolvida e trabalhada, sendo assim, é possível trilhar um caminho de excelência para o ensino de modalidades esportivas coletivas.
Por fim, espera-se que as IES de Brasília possibilitem ao aluno em formação o acesso as diferentes abordagens metodológicas, para a construção de uma formação inicial sólida, que seja capaz de reconhecer e trabalhar as diversas abordagens aqui citadas, ensinando o esporte na sua totalidade/plenitude.
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