Epidemiological Survey of Oral Cancer Cases in a Reference Hospital of Campina Grande, State of Paraíba, Brazil

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Levantamento Epidemiológico dos Casos de Câncer de Boca em um

Hospital de Referência em Campina Grande, Paraíba, Brasil

Epidemiological Survey of Oral Cancer Cases in a Reference Hospital of Campina

Grande, State of Paraíba, Brazil

Sérgio Henrique Gonçalves de CARVALHO1, Maria Sueli Marques SOARES2, Robéria Lucia de Queiroz FIGUEIREDO3

Objetivo: Determinar dados epidemiológicos e analisar variáveis relacionadas ao paciente, ao tipo histológico, localização anatômica da lesão, hábitos bucais, estadiamento clínico e à classificação do tratamento do pacientes com câncer de boca, atendidos num Hospital de referência, na cidade de Campina Grande-PB.

Método: Foi realizada coleta de dados em prontuários de todos os pacientes portadores de neoplasia maligna de boca, diagnosticada entre 1999 e 2008, sendo submetidos à análise estatística descritiva. Resultados: Do total da amostra de 473 casos de câncer bucal foi observado que 62,71% eram do gênero masculino e 59,96% eram leucodermas. A idade dos pacientes variou de 07 a 90 anos, com média de 65,5±13. O carcinoma espinocelular foi o tipo histológico mais prevalente (86,20%), seguido por carcinoma mucoepidermóide (5,10%), adenocarcinoma (2,10%), carcinoma metastático e linfoma não Hodking com (1,70%) cada. A língua foi localização anatômica mais comum do carcinoma espinocelular (29,60%). A maioria das lesões foi diagnosticada em estádios clínicos III e IV. A presença de hábitos nocivos foi observada em 78,81% dos casos analisados, sendo a associação fumo/consumo de bebidas a mais prevalente (50,00%). O tratamento antineoplásico mais empregado foi a combinação cirurgia e radioterapia (38,10%).

Conclusão: Diante dos resultados da amostra avaliada, conclui-se que o câncer bucal atinge preferencialmente indivíduos leucodermas, do gênero masculino, com hábitos de tabagismo e etilismo ou associação dos dois. O carcinoma espinocelular com localização lingual e diagnosticado em estádio clínico avançado foi o tipo histológico mais frequente. A combinação de cirurgia e radioterapia foi a terapia antineoplásica mais empregada.

Câncer oral; Oncologia; Saúde pública.

Objective: To collect epidemiological data and analyze variables related to the patient, histological type, anatomical location of the lesion, oral habits, clinical staging and treatment classification of patients with oral cancer seen at a reference hospital in the city of Campina Grande, PB, Brazil.

Methods: Data were collected from medical records of all patients with malignant neoplasm of the mouth diagnosed between 1999 and 2008, and subjected to descriptive statistical analysis.

Results: The total sample consisted of 473 cases of oral cancer, 62.71% of which were male patients and 59.96% of which were Caucasians. The ages of the patients ranged from 7 to 90 years (mean age = 65.5 ± 13). Squamous cell carcinoma was the most prevalent histological type (86.20%), followed by mucoepidermoid carcinoma (5.10%), adenocarcinoma (2.10%), metastatic carcinoma (1.70%) and non-Hodgkin's lymphoma (1.70%). The tongue was the most common anatomical location of squamous cell carcinoma (29.60%). Most injuries were diagnosed in the stages III and IV. The presence of deleterious habits was observed in 78.81% of the cases, with the association of smoking / drinking being the most prevalent (50.00%). The most used anticancer treatment was the combination of surgery and radiotherapy (38.10%).

Conclusion: Given the results of the studied sample, it can be concluded that oral cancer primarily affects Caucasian male individuals with smoking and drinking habits or the association of both. Squamous cell carcinoma of the tongue, diagnosed at an advanced clinical stage, was the most frequent histological type. Combination of surgery and radiotherapy was the most frequent anticancer therapy.

Oral cancer; Oncology; Public health.

1

Mestre em Estomatologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa/PB, Brasil.

2

Professora do Departamento de Clínica e Odontologia Social da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa/PB, Brasil.

3

Professora do Curso de Odontologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande/PB, Brasil.

RESUMO

ABSTRACT

(2)

Devido sua alta incidência e mortalidade o câncer bucal é considerado um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo1,2. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa para novos casos de câncer de cavidade bucal para o ano de 2010 é de 14.120, destes 10.330 casos acometeriam o gênero masculino e 3.790 o gênero feminino3,4,18,22.Sua etiologia é multifatorial, não havendo um fator causador isolado, podendo decorrer da interação entre fatores endógenos, como, a desnutrição geral e mesmo a predisposição genética, e os fatores exógenos, anemia por deficiência de ferro, infecções da cavidade oral, como o Papiloma vírus Humano (HPV), fatores ambientais como os raios solares e os fatores comportamentais como o fumo e o álcool, cuja associação pode resultar na iniciação e promoção neoplásica7,8. Variações éticas e raciais têm sido observadas nas taxas globais de incidências geopolíticas da doença, revelando no Brasil uma maior prevalência de câncer bucal em indivíduos leucodermas (83,20%), seguido por feodermas (11,20%) e melanodermas (4,30%)2,4,6,21. Na maioria dos países a doença é mais comum em homens, com razão homem/ mulher de 3/1, porém a partir dos 55 anos de idade esta proporção tende a aumentar de maneira importante. Também há muita variação inter e intra-regional de incidência da doença1,6.

O fumo e o álcool representam um importante fator para o aparecimento de neoplasias malignas, estudos tentam diferenciar seus efeitos deletérios, apesar de uma interação biológica não estar definitivamente estabelecida. O consumo isolado do fumo ou associado ao álcool propicia o surgimento de atipias no epitélio bucal, porém a mesma relação não foi identificada no consumo isolado de álcool10,11,12.

As lesões bucais malignas mais prevalentes são freqüentemente diagnosticadas em estádios clínicos tardios entre III e IV3,14,17, resultando em aumento da mortalidade e co-morbidades, e em diminuição da sobrevida e da possibilidade de cura do paciente oncológico.

As principais modalidades de tratamento do câncer bucal instituídas no Programa Nacional de Controle do Câncer são: cirurgia, radioterapia e quimioterapia (incluindo manipulação hormonal), associados ou não, além do apoio dos profissionais da odontologia e de outras áreas técnico-assistenciais, como enfermagem, farmácia, serviço social, nutrição, fisioterapia, psicologia clínica, psiquiatria. Tal abordagem multidisciplinar se põe como forma mais efetiva no manejo de pacientes oncológicos e tem como metas a cura, o prolongamento da vida útil e a melhora da qualidade de vida dos pacientes18,19.

Dados epidemiológicos sobre o câncer bucal são importantes para o conhecimento de variações nas características padrões da doença e indicação de fatores associados, bem como para o estabelecimento de ações de prevenção, controle e tratamento.

O objetivo do presente estudo foi analisar variáveis relacionadas ao perfil epidemiológico do paciente, ao tipo histológico, localização anatômica da lesão primária, hábitos bucais, estadiamento clínico e à classificação do tratamento instituído a pacientes com câncer bucal atendidos em hospital de referência, na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil.

A pesquisa foi desenvolvida no Ambulatório de Estomatologia do Centro de Cancerologia Ulisses Pinto do Hospital da Fundação Assistêncial da Paraíba da cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil. Foi realizado um estudo epidemiológico, descritivo, transversal, retrospectivo.

O universo e a amostra do presente estudo foram constituídos por prontuários de pacientes portadores de neoplasia maligna de boca atendidos no centro de Cancerologia Ulisses Pinto do Hospital da Fundação Assistêncial da Paraíba, atendidos no ambulatório de estomatologia, no período de Janeiro de 1999 a Dezembro de 2008, seguindo os critérios de elegibilidades previamente estabelecidos, onde foram incluídos especificamente os pacientes com confirmação histopatológica de neoplasia maligna de boca, além de ter recebido atendimento dentro do período deste estudo. Pacientes sem registro em prontuários ou com preenchimento de prontuários incompletos foram excluídos da referida pesquisa.

O registro da coleta de dados foi realizado a partir do prontuário médico de cada paciente, em uma ficha especifica elaborada para este fim, que continha informações sobre: identificação pessoal do paciente, hábitos bucais nocivos como etilismo e tabagismo, localização da lesão primária, classificação histológica da lesão, classificação do tratamento proposto, duração do tratamento e classificação TNM.

A classificação do tratamento antineoplásico apresentada neste estudo foi baseada nos protocolos seguidos no serviço onde foram coletados os dados da pesquisa. A determinação do tratamento considerava a necessidade terapêutica do individuo e foi determinada nos seguintes tratamentos: cirúrgico (C), radioterápico (R), quimioterápico (Q), imunoterápico (I), ou a combinação de cirurgia e radioterapia (C+R), cirurgia e quimioterapia (C+Q), cirurgia e imunoterapia (C+I), radioterapia e quimioterapia (R+Q), radioterapia e imunoterapia (R+I), quimioterapia e imunoterapia (Q+I), cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia (C+Q+R+I).

A localização anatômica dos tumores foi estabelecida seguindo a classificação do código internacional de doenças (CID) identificado sob a sigla C00 – C10: neoplasias malignas de lábio externo superior (C00-0), lábio externo inferior (C00-1), lábio externo não especificado (C00-3) e de cavidade oral (mucosa labial superior (C00-3), mucosa labial inferior (C00-4), mucosa

INTRODUÇÃO

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labial não especificada (C00-5), comissura labial (C00-6), gengivas (C03), palato (C05), língua (C01), assoalho da boca (C04), mucosa jugal 0), vestíbulo da boca (C06-1) e região retromolar (C06-2), glândula parótida (C07), glândula submandibular (C08-0), glândula sublingual (C08-1), tonsila (C09), orofaringe (C10), linfonodo do pescoço (C77-0)13.

Os dados foram processados em programa SPSS 15.0, onde foi realizada análise estatística descritiva.

O projeto foi submetido à avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UEPB e aprovado sob protocolo (CAAE) nº 0281.0.133.000-9.

Dentre os 472 indivíduos que tiveram seus prontuários estudados, 296 (62,71%) eram do sexo masculino e 176 (37,29%), eram do sexo feminino. A idade dos indivíduos variou de 07 a 90 anos, sendo a média das idades de 65,5±13 anos. Quanto à cor da pele, 283 (59,96%) eram leucodermas, 163 (34,50%) eram feodermas e 26 (5,50%) melanodermas.

Na Tabela 1 é visualizada a distribuição dos pacientes segundo o tipo histológico da lesão, constatando-se o carcinoma epidermóide é o mais prevalente. Em relação à localização primária do câncer de boca dos indivíduos estudados se observou que a língua foi a região mais acometida. Os dados desta variável estão demonstrados na Figura 1.

Na Figura 2 apresenta-se a classificação TNM obtida na amostra estudada. Podemos observar que a maioria dos casos foram diagnosticados em fase tardia com classificação III e IV, com 24,58% e 7,62% respectivamente.

Tabela 1. Distribuição dos pacientes em valores absolutos e percentuais segundo o tipo histológico da lesão, atendidos no Hospital da FAP, Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre 1999 e 2008.

Tipo Histológico Frequência % Carcinoma epidermóide 407 86,20 Carcinoma mucoepidermóide 24 5,10

Adenocarcinoma 10 2,10 Linfoma não Hodking 8 1,70 Carcinoma metastático 8 1,70 Carcinoma adenóide cístico 5 1,10 Melanoma maligno 5 1,10 Carcinoma basoescamoso 2 0,40 Linfoma de Células T/Nk 1 0,20 Não consta 2 0,40 Total 472 100,00

A Figura 3 apresenta a frequência de hábitos bucais nocivos. Foi observado na amostra do estudo que 236 (50%) indivíduos possuíam experiência precedente com fumo associado a álcool, sendo o consumo de cigarro artesanal referido por 260 (55%) indivíduos e o de bebidas alcoólicas destiladas em 307 (65%) indivíduos. O

hábito isolado de fumar foi registrado em 132 (28%) indivíduos e o de consumo isolado de bebidas alcoólica em apenas 2 indivíduos (0,42%).

Figura 1. Distribuição dos pacientes em valores percentuais segundo a localização anatômica da lesão, atendidos no Hospital da FAP, Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre 1999 e 2008.

Figura 2. Distribuição dos pacientes em valores percentuais segundo a classificação TNM da lesão, atendidos no Hospital da FAP, Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre 1999 e 2008.

Figura 3. Distribuição dos pacientes em valores percentuais segundo os hábitos nocivos, atendidos no Hospital da FAP, Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre 1999 e 2008.

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Na Tabela 2 se observa que os tratamentos antineoplásicos mais frequentemente instituídos para os casos da amostra estudada foram a associação de cirurgia e radioterapia e a e a radioterapia como tratamento isoladamente.

Tabela 2. Distribuição dos pacientes em valores absolutos e percentuais segundo o tratamento proposto, atendidos no Hospital da FAP, Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre 1999 e 2008.

Tipo de tratamento Frequência % Cirurgia/Radioterapia 180 38,10 Radioterapia 151 32,00 Radioterapia/Quimioterapia 61 12,90 Cirurgia/Radioterapia/Quimioterapia 57 12,10 Cirurgia 10 2,10 Cirurgia/Quimioterapia 8 1,70 Quimioterapia 2 0,40 Não consta 3 0,60 Total 472 100

A literatura estudada afirma que o câncer bucal é mais prevalente em homens do que em mulheres numa proporção de 4:1, nos diversos grupos étnicos, sendo os indivíduos leucodermas e na faixa etária superior aos 50 anos os mais propensos à doença, porém critérios claros que expliquem esta variação, ainda não são conhecidos18,20,21,22. Os resultados do presente estudo estão em acordo com a literatura, visto que 90% dos casos de câncer de boca sejam diagnosticados em indivíduos acima dos 45-50 anos, porém tem-se recentemente constatado um significativo aumento no número de casos de câncer bucal, particularmente em língua, em indivíduos faixa etária, entre 20 e 30 anos2,3,6,21. No presente estudo houve um caso em um indivíduo com 07 anos de idade.

Em relação ao tipo histológico do tumor, o resultado do presente estudo corrobora com a afirmativa dequeas neoplasias malignas de boca são representadas predominantemente pelo carcinoma espinocelular, neoplasia maligna de origem epitelial8,11,19,23,25. As neoplasias malignas da cavidade bucal representam de 3% a 5% de todas as neoplasias, e o carcinoma espinocelular 95% de todos os cânceres que acometem a cavidade bucal20,22,24.

A língua foi a localização anatômica mais comum dos casos deste estudo, estando de acordo com a literatura que identifica a língua como o sítio mais acometidos pelas neoplasias malignas de cavidade bucal15,16,22,25. Vale ressaltar a importância e preocupação com este dado porque tumores localizados em língua estão relacionados com maior ocorrência de óbitos, devido seu comportamento agressivo e frequente metastatização cervical precoce7,18,19,25,27.

Os hábitos de tabagismo e etilismo de forma associados foram os mais frequentes entre os indivíduos

do estudo. Este dado corrobora outros estudos e desperta preocupação considerando que tal associação tem um forte papel na potencialização do risco de câncer de boca4,7,28. O etilismo aumenta em dez vezes a possibilidade de câncer bucal, porém quando associado ao hábito do fumo, o risco passa a ser 142 vezes maior, na comparação com os que não se expõem a esses fatores 9,10, ambos os carcinógenos, isolados ou não, são sérios fatores de risco para o aparecimento de neoplasias malignas bucais8,11,12.

Em relação à classificação TNM apresentada na amostra pesquisada verificou-se que importante parcela das neoplasias foi diagnosticada em estágios avançados da doença, em estadiamento de graus III e IV, enfatizando o atraso no diagnóstico da lesão como fator determinante do planejamento terapêutico mais agressivo, dispendioso e multilante e, conseqüentemente um pior prognóstico e sobrevida ao paciente5,9,17,26. De acordo com o estadiamento clínico do tumor, a complexidade do tratamento aumenta, necessitando, além de uma cirurgia radical, a associação com outras modalidades de tratamento, tais como radioterapia e quimioterapia25,27.

A cirurgia e a radioterapia são as principais modalidades terapêuticas utilizadas no tratamento do câncer diagnosticados em dimensões regionais e localizadas, podendo obter cura nos estágios iniciais da doença, porém a radioterapia, associada ou não a cirurgia, tem um papel limitado em lesões com estágios avançados. No presente estudo o tratamento mais empregado foi a cirurgia associado à radioterapia. Acreditamos este dado se justifique tendo em vista que a maioria dos casos foi diagnosticada em estágio II e IV, ao mesmo tempo está de acordo com os resultados de outros estudos7,11,15,19.

Diante dos resultados obtidos a partir da amostra do presente estudo, pode-se observar que as neoplasias malignas de cavidade oral diagnosticadas no ambulatório de estomatologia do Centro de Cancerologia Ulisses Pinto do Hospital da Fundação Assistêncial de Paraíba na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil, acometiam preferencialmente indivíduos do gênero masculino, com idade média de 65,5 anos, leucodermas e que apresentavam hábitos fumar e consumir bebida alcoólica. O tipo histológico mais diagnosticado no período estudo foi o carcinoma espinocelular, sob estadiamento clínico de graus III e IV, no momento do diagnóstico, tendo como sitio anatômico principal a língua. Foi estabelecida como principal forma terapêutica antineoplásica a associação entre cirurgia e radioterapia buscando desta forma a melhor conduta para os pacientes pertencentes à amostra estudada.

CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

DISCUSSÃO

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Recebido/Received: 10/05/2010 Revisado/Reviewed: 27/07/2011 Aprovado/Approved: 04/10/2011

Correspondência: Maria Sueli Marques Soares

Departamento de Clínica e Odontologia Social. Universidade Federal da Paraíba – Campus I - Cidade Universitária - João Pessoa/ PB/ Brasil

CEP: 58059-900. Telefone: 83 3216 7797

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