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Efeito do exercício de alongamento estático passivo contínuo versus fracionado sobre a força muscular

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A

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Medicina

del

Deporte

Original

Efeito

do

exercício

de

alongamento

estático

passivo

contínuo

versus

fracionado

sobre

a

forc¸

a

muscular

S.

Barbosa-Netto

e

M.B.

Almeida

DepartamentodeEducac¸ãoFísica,L’esporte/NUPAFISE,UniversidadeFederaldeSergipe,SãoCristóvão,Brasil

informação

sobre

o

artigo

Historialdoartigo: Recebidoa13desetembrode2015 Aceitea29deabrilde2016 On-lineaxxx Palavras-chave: Exercíciodeforc¸a Alongamentoestático Tempodedurac¸ão

r

e

s

u

m

o

Objetivos:Verificaroefeitodoexercíciodealongamentoestáticopassivorealizadosobdoisprotocolos (fracionadoversuscontínuo)comamesmadurac¸ão,sobreonúmeroderepetic¸õesmáximascomcarga habitualmenteutilizadanassessõesdetreinoparadezrepetic¸õesnosupinoretocombarralivre.

Método: Umgrupo de16homens(idade: 23.4±2.8anos;massacorporal:81.8±10.4kg;estatura: 178.7±2.6cm)treinadoseassintomáticos,queforamsubmetidosaosprotocolosfracionadoecontínuo. Paraaanálisedosefeitosdosexercíciosdealongamentosobreacapacidadedegerarforc¸afoiutilizadaa ANOVAparamedidasrepetidascomposthocdeBonferroni.

Resultados:Nãohouvediminuic¸ãonodesempenhonotestederepetic¸õesmáximas,independentemente dasituac¸ãotestada(p=0.842).Emtodosprotocolos,osindivíduosexecutaramemmédia17repetic¸ões máximas(desvio-padrãovariandoentre2.9-3.6repetic¸õesmáximas),semdiferenc¸aentresi.

Conclusão: Executarumexercíciodealongamentoestáticopassivodurante60s,sejaelefracionado oucontínuo,nãodiminuiodesempenhonotestederepetic¸õesmáximasemrelac¸ãoàcondic¸ãosem alongamentoprévio.

©2016Consejer´ıadeTurismoyDeportedelaJuntadeAndaluc´ıa.PublicadoporElsevierEspa ˜na, S.L.U.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/ licenses/by-nc-nd/4.0/).

Efecto

del

ejercicio

de

estiramiento

estático

pasivo

continuo

versus

fraccionado

sobre

la

fuerza

muscular

Palabrasclave:

Entrenamientodefuerza Estiramientoestático Duración

r

e

s

u

m

e

n

Objetivos:Verificarelefectodelejerciciodeestiramientoestáticopasivorealizadobajodosprotocolos (fraccionadoversuscontinuo)conlamismaduración,enelnúmeromáximoderepeticionesconcarga habitualmenteutilizadaenlassesionesdeentrenamientoparadiezrepeticionesenelpressdebancacon barralibre.

Método: Un grupo de 16 hombres (edad: 23.4±2.8 a ˜nos, masa corporal: 81.8±10.4kg, altura: 178.7±2.6cm)entrenadosyasintomáticosquesesometieronalosprotocolosfraccionadoycontinuo. Paraelanálisisdelosefectosdelosejerciciosdeestiramientosobrelacapacidaddegenerarfuerzase utilizóANOVAparamedidasrepetidasconposthocdeBonferroni.

Resultados:Nohubodisminuciónenelrendimientoeneltestderepeticionesmáximas independiente-mentedelasituaciónprobada(p=0.842).Entodoslosprotocolos,lossujetosrealizaron17repeticiones máximasenpromedio(desviaciónestándarentre2.9-3.6repeticionesmáximas),sindiferenciasentre ellos.

Conclusiones:Ejecutarunejerciciodeestiramientoestáticopasivodurante60s,seafraccionadoo con-tinuo,nodisminuyeelrendimientoeneltestderepeticionesmáximasenrelaciónconlacondiciónsin estiramientoprevio.

©2016Consejer´ıadeTurismoyDeportedelaJuntadeAndaluc´ıa.PublicadoporElsevierEspa ˜na, S.L.U.Esteesunart´ıculoOpenAccessbajolalicenciaCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/ licenses/by-nc-nd/4.0/).

Autorparacorrespondência.

Correioeletrónico:[email protected](S.Barbosa-Netto). http://dx.doi.org/10.1016/j.ramd.2016.04.002

1888-7546/©2016Consejer´ıadeTurismoyDeportedelaJuntadeAndaluc´ıa.PublicadoporElsevierEspa ˜na,S.L.U.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

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Keywords:

Resistanceexercise Staticexercise Durationtime

Effect

of

continuous

versus

fractionated

passive

static

stretching

exercise

on

muscle

strength

a

b

s

t

r

a

c

t

Objectives:Toverifytheeffectofpassivestaticstretchingexercise,performedundertwoprotocols (frac-tionatedversuscontinuous)withthesameduration,overthemaximumnumberofrepetitionswiththe weightnormallyusedintrainingsessionsfortenrepetitionsonthebenchpress

Method:Agroupof16trainedandasymptomaticmen(age:23.4±2.8years,bodymass:81.8±10.4kg, height:178.7±2.6cm)thatunderwentboththefractionatedandthecontinuousprotocols.Inorderto analyzethestretchingexerciseeffectsoverthecapacitytoproducestrength,ANOVAwasusedforthe repeatedmeasurementswithBonferroni’spost-hoctest

Results: Therewasnodecreaseinperformanceonthetestofmaximumrepetitiosregardlessofthe testedsituation(p=0.842).Inallprotocols,individualsperformedanaverageof17maximumrepetitions (standarddeviationrangingbetween2.9and3.6maximumrepetitions),withnodifferencebetween them

Conclusions:Performingapassivestaticstretchingexerciseduring60s,eitherfractionatedorcontinuous, doesnotreducetheperformanceonthetestofmaximumrepetitionsinrelationtotheconditionwithout previousstretch

©2016Consejer´ıadeTurismoyDeportedelaJuntadeAndaluc´ıa.PublishedbyElsevierEspa ˜na,S.L.U. ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

Osexercíciosdealongamento,geralmente,sãoutilizadosantes daatividadeprincipalcomoobjetivodeprepararamusculatura paraosestímulossubsequentes1,2.Ainda que semespecificaro

momentoemqueoalongamentodevaserexecutado,oAmerican CollegeofSportsMedicine(ACSM)3recomendaqueesses

exercí-ciossejamincluídosnassessõesdosprogramasdetreinamento, nomínimode2-3vezesporsemana.Alémdisso,sugereaindaque devemserrealizadasde2-4sériesdealongamentoestático, sus-tentandoaposic¸ãoentre10-30sequeamédiadetempototalde alongamentosejade60sparacadaexercício.

Poroutrolado,algunsestudostêmsugeridoqueosexercícios dealongamentopodemserprejudiciaisquandoprecedemos exer-cíciosdeforc¸a,umavezqueacapacidadedegerarforc¸apodeser diminuída4–6.UmposicionamentodoEuropeanCollegeofSports

Science7concluiuquefortesevidênciasdequeumasérieaguda

dealongamentopodediminuirodesempenhoemtestesdeesforc¸os muscularesmáximos.

Dentrodessa perspectiva, Kay et al.8 revisaram ospossíveis

efeitosagudosdosexercíciosdealongamentosobreacapacidade degerarforc¸a,maisprecisamenteosefeitosdeletérioscausados pelosexercíciosdealongamentoestático.Osautoresconcluíram queosexercíciosdealongamentoestáticocomdurac¸ãoigualou superiora60sestãomaispropensosareduzirodesempenhoda forc¸aepotênciamuscular.Contudo,nãoestáclaroseos60s men-cionadospelosautoressãocontínuosoufracionados,conformeas recomendac¸õesdoACSMeomododeexercíciomaisrealizadona práticacotidiana.

Portanto,o objetivodo presenteestudofoiverificar oefeito doexercíciodealongamentoestáticopassivorealizadosobdois protocolos(fracionadovs.contínuo)commesmadurac¸ão,sobreo númeroderepetic¸õesmáximas(RM)comcargahabitualmente uti-lizadanassessõesdetreinoparadezrepetic¸ões(RMCH)nosupino retocombarralivre.

Método

Foramaptosaingressaremnoestudoindivíduosquepraticavam exercíciodeforc¸a,maisprecisamentemusculac¸ão,hápelomenos seismesesenãopossuíamcomprometimentonasarticulac¸õesdo

ombro,cotoveloepunhoporqueimpossibilitariaa execuc¸ãodo exercíciotestado.Nenhumdosindivíduosestavaparticipandode programadealongamento.Paraacoleta,cadaparticipantefoi soli-citadoacomparecertrêsdiasnãoconsecutivos(48-72h)aolocaldo estudo.Oprotocolodeterminavaarealizac¸ãodeumaquecimento padronizado,seguidodeumexercíciodealongamento.Apósisso, osindivíduosforamconvidadosaexecutarasRMCH.Todosforam orientadosanãorealizarexercíciosantesdessesprocedimentos.O protocolodoestudofoipreviamenteaprovadopeloComitêdeÉtica ePesquisaemsereshumanos.

Sujeitos

Um grupo de 16 homens (idade: 23.4±2.8 anos, massa corporal:81.8±10.4kg,estatura:178.7±2.6cm)treinadose assin-tomáticosatenderamaos requisitosacimacitados(amostra por conveniência).Os indivíduos costumavam treinar forc¸a durante aproximadamente40min,numafrequênciasemanalmínimade quatrovezesporsemana.Foirealizadaumaexplicac¸ãoacercado estudona qual foram expostos ospossíveis benefícios eriscos durante o procedimento. Essas informac¸ões foram descritas no TermodeConsentimentoLivreeEsclarecido(TCLE),quefoilido eassinadopelosparticipantesinteressados.

Apósa assinaturadoTCLE,osparticipantes foramindagados sobreidade,massacorporal,estaturaeRMCH.Emseguida,deu-se inícioaoprocedimento.

Delineamentoexperimental

Osparticipantesforamavaliadosemtrêsdias:

Visita1–foirealizadaaseguinteperguntaaoparticipante:«Com qualcargavocêexecutadezrepetic¸õesnosupinoreto?».Apósa res-posta,oavaliadoexecutouumaquecimentoespecíficodoexercício testadoqueconsistiuemumasériededezrepetic¸õescom50%da cargamencionadapelomesmo,eumasegundasérie,1mindepois, decincorepetic¸õescom70%dacargamencionada9.Emseguida,

repousoupor2minsentadonoaparelhoe,enquantodescansava,o avaliadorcolocouacargaditapeloparticipanteeomesmo execu-touoexercíciocomsupervisãodoavaliadorecomumaressalva: executeonúmerodeRMatéaexaustão.

Oparticipanteexecutouoexercícioemdecúbitodorsal, reti-randoabarracomacargaqueusualmentetreinaefazendouma

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Aquecimento Alongamento Exercício

Repetições máximas com carga habitual

10 reps a 50% da RMCH • •1 × 60 s 3 × 20 s • ou Intervalo: 1 min • 5 reps a 70% da RMCH •

Figura 1.Modelo do delineamento do experimento.RMCH: carga executa 10repetic¸õesnosupinoreto.

abduc¸ãohorizontaldosombroseumaflexãodocotoveloaté apro-ximadamente90◦,composteriorabduc¸ãohorizontaldosombrose extensãodoscotovelosatéaposic¸ãoinicial.Somenteforam conta-bilizadasasrepetic¸õesqueseguiramessepadrãodeexecuc¸ão,ou seja,todososmovimentosforamconsideradosválidosseabarra foimobilizadaemsuaamplitudecompleta.Apósaexecuc¸ãodas repetic¸ões,oparticipantecolocouabarranoapoiadordoaparelho eoprocedimentofoifinalizado.

Visitas2e3–asequênciadestasvisitasfoirandomizada(fig.1). Nesta fase, o procedimento seguiuo protocolo previamente descrito.Adiferenc¸a foiainclusãodoexercíciodealongamento entreoaquecimentoeaexecuc¸ãodasRMCH.Foirealizado exercí-ciodealongamentodaseguinteforma:osparticipantesficaram depéealongaram omúsculopeitoralmaior(abduc¸ão horizon-taldeombro)comauxíliodaparedeesustentaramaposic¸ãona amplitudequeoparticipantesinalizassecomumlevedesconforto.

Protocolo1(3×20s)–osindivíduosalongaramdeformaativa durante20sdeexercícioe20sderepouso.Oexercíciofoi execu-tado3vezesalternadamente,totalizando60sdeatividade.

Protocolo2(1×60s)–osindivíduosalongaramdeformaativa durante60scontínuos.

Análiseestatística

Para idade, massa corporal e estatura foram calculadas média±desvio-padrão.Paraa análisedosefeitos dosexercícios dealongamentosobreacapacidadedegerarforc¸a,foiutilizadaa ANOVAone-wayparamedidasrepetidasseguidodeposthocde Bonferroni.Osdadosforamtambémanalisadosquantoàtendência dosefeitospós-alongamento(aumento,reduc¸ãoousemalterac¸ão nasRMCH)porintermédiodotestedequi-quadrado.Foiadotado umníveldesignificânciade5%eosoftwareSPSS20.0(IBM,EUA) foiaplicadoemtodososcálculos.

Resultados

Nãohouvediminuic¸ãonodesempenhonotestedeRM, indepen-dentementedasituac¸ãotestada(p=0.842).Emtodosprotocolos,os indivíduosexecutaramemmédia17RM(desvio-padrãovariando entre2.9-3.6RM),semdiferenc¸aentresi(fig.2).

Foi identificadaa frequência dos efeitos observadossobre o desempenhonotestedeRMparacadaindivíduo(aumento,reduc¸ão ousemalterac¸ão)apósosdoisprotocolosdealongamento.Oteste dequi-quadradonãoapresentoudiferenc¸asnasdistribuic¸õesdas frequênciasentreassituac¸õestestadas(p=1.00).Contudo, nota--seumatendênciaaumaumentodonúmeroderepetic¸õesapóso alongamentofracionado(56.3%daamostra),aopassoqueo alon-gamentocontínuoregistroutendênciaareduc¸ãodaperformance (50%daamostra)(fig.3).

Discussão

Oobjetivodoestudofoiverificaroefeitodoexercíciode alon-gamentoestáticopassivorealizadosobdoisprotocolos(contínuo

22.5 20.0 17.5 15.0 Repetições máximas 12.5 10.0

Controle Fracionado Contínuo

Máximo percentil 75 Mediana percentil 25 minimo

Figura2. Comparac¸ãodonúmeroderepetic¸õesmáximasnoexercíciosupinoreto combarralivrenasituac¸ãocontrole(semalongamentoprévio)eapós60segundos dealongamentofracionadoecontínuo.

vs.fracionado)commesmadurac¸ão,sobreasRMCHnosupinoreto combarralivre.Oprincipalachadodoestudofoiqueo desempe-nhonotestedeRMnãofoiafetadoemnenhumdosdoisprotocolos. Dessaforma,entende-sequeexecutarumúnicoexercíciode alon-gamentodurante60s,demaneiratantofracionadacomocontínua, nãodiminuiodesempenhonotestedeRMempraticantesde trei-namentodeforc¸a.

A sequência do procedimento (aquecimento, alongamento e forc¸a)pareceestaradequadaparaavaliarmosoefeitodoexercício dealongamentosobreacapacidadedegerarforc¸anesseestudo.No tocanteaoaquecimento,hácontrovérsiasnaliteraturacientífica. Ribeiroetal.10mostraramqueaquecerdeformaespecífica,geralou

combinadanãoapresentoudiferenc¸assignificativas,quando com-paradoscomocontrole,nodesempenhodehomenstreinadosque utilizaramcargassubmáximas(80%de1RM)noexercíciosupino reto.Poroutrolado,estudosvêmmostrandomelhoras significa-tivasnodesempenhodaforc¸amuscularquandooaquecimentoé realizadoantesdaatividadeprincipal11–13.

Da mesma forma, osexercícios de alongamento foram exe-cutadosapós oaquecimentoporquesãomaisefetivosquandoa temperaturacorporaloutecidual estáelevada3.Ademais, sãoo

tipodeaquecimentoealongamentomaisutilizadosnapráticado cotidiano.Sendoassim,essaordemaparentaestarcondizente por-queestamosavaliandoosefeitosdavariávelalongamentosobre a variávelforc¸a. Dessemodo, emnosso estudo,o aquecimento antecedeuoalongamentoparaevitarpossíveisinfluênciasdiretas

10 9 8 7 6 5 4 Número de indivíduos 3 2 1 0

Aumento Sem alteração

Fracionado Contínuo

Redução

Figura3.Frequênciadeindivíduosqueapresentaramounãoefeitono desempe-nhonotestederepetic¸õesmáximas,apósalongamentocontínuoefracionado,em relac¸ãoàcondic¸ãosemalongamento.

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do aquecimento sobre a performance muscular, o que poderia confundiremparteosresultados.

O tempo total de alongamento seguiu as recomendac¸õesdoACSM3paraestetipodeatividade,levando-se

emconsiderac¸ãotambémqueKayetal.8propõemque

alongamen-toscomdurac¸ãoinferiora60snãocausamreduc¸ãosignificativa nodesempenhodaforc¸a.Essasdoisinformac¸õesforamabasepara aelaborac¸ãodométododopresenteestudo.Emadendo,o alonga-mentofracionadopareceseromaiscomumnapráticadocotidiano preservando,aomenosemparte,avalidadeecológicadoestudo.

Tricoli et al.5 observaram que a capacidade de gerar forc¸a

máximaemmembrosinferioresdiminuicercade14%apósuma sequênciade exercíciosde alongamento estático.Um grupode 11indivíduosfisicamenteativos,porémsemenvolvimentocom treinamento de forc¸a, foi submetido a dois condic¸ões: com e semalongamento.Ossujeitosrealizaramumaquecimentogeral na esteira rolante (8km/h sem inclinac¸ão), seguido de aqueci-mento específicodo exercício leg press 45◦ (cincorepetic¸ões a 50%cargamáximaestimada),paraemseguidarealizarotestede cargamáxima(1RM).Nacondic¸ãocomalongamento,foram incluí-dosessesexercíciospreviamenteaoaquecimentoespecífico.

Comparandoacondic¸ãoalongamentodoestudoacimacitado comasdo nossoestudo,podemosobservaralgumasdiferenc¸as. A principal delas é o tempo total dedicado aos exercícios de alongamento (540 vs. 60s). O tempo de 540s de alongamento específicoparaamusculaturatestadapareceserdemasiadamente longo e exaustivo quando a tarefa principal é a forc¸a. Outros-sim,essadurac¸ãoultrapassatantooqueépropostonasdiretrizes paraprescric¸ãodeexercícios dealongamento, comotambémo tempocotidianamenteutilizadopelospraticantesdetreinamento deforc¸a.Onúmerodeexercíciosdealongamentoutilizadospara ummesmogrupomusculartambémfoisuperioraonosso,oque podeter contribuídosobremaneirapara reduc¸ãodaforc¸a.Cabe aindadestacarqueoutradiferenc¸aentreosprotocolosdosestudos foiautilizac¸ãodetestede1RM,diferindodopresenteestudo.

Umestudosimilarao nossofoirealizadoporFrancoetal.14,

noqualosautoresverificaramosefeitosdosexercíciosde alonga-mentosobreacapacidadedegerarforc¸anosupinoreto.Umgrupo dehomenstreinadosfoisubmetidoadoisprotocolos,umpara veri-ficarosefeitosdonúmerodesériesdealongamento,eooutrodo tempodedurac¸ãodesseestímulosobreaperformancedaforc¸a. Paraoprimeiroobjetivo,osindivíduosrealizaramumexercício dealongamentoestáticopassivoparaopeitoralemtrêscondic¸ões (1×20s,2×20s,3×20s)antesdeexecutaroexercíciotestado. Nenhumadiferenc¸a significativafoiencontradanonúmerototal derepetic¸õesexecutadasnascondic¸õesacimacitadas(10.8±1.9; 10.7±1.4;11.3±2.5,respectivamente).

Parao segundo objetivo, osparticipantes foram submetidos ao mesmoprocedimento, a diferenc¸a foina durac¸ãodo exercí-ciodealongamento(1×20svs.1×40s).Adurac¸ãodoestímulo apresentoudiferenc¸asignificativanonúmerototalderepetic¸ões (10.3±1.6;9.1±1.8,respectivamente).Aprincipaldiferenc¸aentre oprotocolodosautoreseonossofoiotipodealongamento.Os auto-resutilizaramoalongamentoestáticopassivo,enquantoonosso estudoutilizouoalongamentoestáticopassivo.Aopc¸ãodo exercí-ciodealongamentoestáticopassivononossoprotocoloaconteceu porquedados(aindanãopublicados)donossolaboratório iden-tificaramqueamaioriadospraticantesdetreinamentodeforc¸a realizamexercíciosdealongamentosozinhos.

Emoutroestudo,Ribeiro et al.15 verificaramos efeitos

agu-dosdosexercíciosdealongamentoestáticosobreodesempenho desériesmúltiplasnosupinoreto.Umgrupode15homens des-treinadosexecutouumexercíciodealongamentoestáticoparao peitoraleoutropara otrícepsdurante30sdeforma unilateral, antesdeexecutaroexercíciosupinoretoatéafalhaconcêntrica com80%de 1RM. Os autoresobservaramque osexercícios de

alongamentonãoafetaramacapacidadedegerarforc¸anosupino reto. É importantesalientar que Ribeiro et al.15 contaram com

umaamostradehomensdestreinados,diferentementedonosso estudo.Emboraosindivíduos tenhampassado pelassessõesde familiarizac¸ão,éimportanteressaltaraquestãodaadaptac¸ão neu-raldotreinamentonasprimeirassemanas16.

Outropontonotadofoiométododeavaliac¸ãodoefeitodo exer-cíciodealongamentosobrea forc¸anoestudodeRibeiroetal.15

Osautorespreconizaramosomatóriodasrepetic¸õesaolongodas quatrosériesdosupino,enquantoonossoestudoutilizouapenas umasériedeRMpós-alongamento.Destaforma,nossosdadosnão permiteminferirsobrepossíveisefeitosemsériessucessivas.

Noquedizrespeitoaosmétodosdemensurac¸ãodaforc¸a mus-cular, os estudos que verificaram os efeitos dos exercícios de alongamentosobreaforc¸arealizaramtestesdecargamáxima. Tri-colietal.5avaliaramosefeitosdoalongamentoemfunc¸ãode1RM,

eRibeiroetal.15eFrancoetal.14realizaramtestesde1RM,eapartir

dotestecalcularamacargapara80e85%de1RMparaos indiví-duos,respectivamente.Dadosdonossolaboratóriosugeremque ospraticantesdetreinamentodeforc¸anãocostumamtreinarcom cargasmáximasparaumpré-determinadonúmeroderepetic¸ões nocotidiano.Dessemodo,resolvemosadotarcomoparâmetroa cargaquehabitualmenteospraticantesutilizavamemsuasrotinas detreinamento.

Comopodemosobservar,a literaturatem-nosmostradoque séries fracionadas totalizando 60s, com um ou dois exercícios dealongamento,sejamestáticosativosoupassivos,parecemnão diminuir a capacidade de gerar forc¸a. Em contrapartida, ainda nãoháumconsensosobreassériescontínuas.Francoetal.14

obser-varamque 1×40sdealongamentoestáticopassivoprejudicaa forc¸anosupinoreto,enquantonossoestudomostrouque1×60s dealongamentoestáticopassivonãoproporcionou comprometi-mentofuncional.Sendoassim,assériesfracionadasparecemsera melhoralternativaparaospraticantesquequeiramalongarantes dotreinamentodeforc¸a.

Emúltima análise, em que pese a reduc¸ão estatisticamente significativadonúmerodeRMexecutadaspós-alongamento obser-vada emalguns estudos,é possível que, naprática, esse efeito nãosejapercebido,vistoqueospraticantesdestetipode treina-mentonãocostumam utilizarRM.Portanto, podemosespecular que,mesmoapósumalongamentoqueinduzisseperdadeforc¸a (cercade uma repetic¸ãoa menos), os indivíduos conseguiriam atingirseunúmeroderepetic¸õesprogramadas,poisareduc¸ãoda performanceérelativaàcargamáximaeostreinossãobaseados emcargassubmáximas.

Umapossívellimitac¸ãodoestudofoiautilizac¸ãodeumúnico exercíciodealongamento,umavezqueoexercíciotestadofoi mul-tiarticular.Contudo,para preservarmosavariávelindependente e, consequentemente, não perdermos o controle da mesma ao aumentaronúmerodeexercícioseotempototaldedurac¸ãodo alongamento,optamosporadotarapenasumexercício de alon-gamento.Alémdisso,Ribeiroetal.15nãoencontraramdiferenc¸as

significativasnaforc¸amesmoutilizandodoisexercíciosde alonga-mentounilateral,aindaqueotempodedurac¸ãotenhasidode30s paracadamembro.Aonossomelhorconhecimento,não encontra-mosnaliteraturacientíficaevidênciasquesugeremaquantidade idealdeexercíciosdealongamentos,merecendoummaior escla-recimentoemestudosfuturos.Sendoassim,dentrodaspremissas analisadas,onossométodoatendeuasrecomendac¸õesdotempo totaldealongamentoparaomesmogrupomuscular.

Outrapossívellimitac¸ãoaconteceunadose-respostado exercí-ciodealongamento,porqueutilizamosasubjetividade(sensac¸ão de levedesconforto)para determinara intensidade do alonga-mento.Noentanto,essatambéméumarecomendac¸ãodosestudos queavaliamaintensidadedoexercíciodealongamento,alémdeser umaestratégiabastanteutilizadanapráticadocotidiano.

(5)

Sendoassim,concluímosqueexecutarumexercício de alon-gamento estático passivo durante 60s, seja ele fracionado ou contínuo,nãodiminuiodesempenhonotestedeRMemrelac¸ão àcondic¸ãosemalongamentoprévio.

Responsabilidadeséticas

Protec¸ãodepessoaseanimais. Osautoresdeclaramqueos pro-cedimentos seguidos estavam de acordo comos regulamentos estabelecidospelosresponsáveisdaComissãodeInvestigac¸ão Clí-nicaeéticaedeacordocomosdaAssociac¸ãoMédicaMundialeda Declarac¸ãodeHelsinki.

Confidencialidadedosdados.Osautoresdeclaramterseguidoos protocolosdoseucentrodetrabalhoacercadapublicac¸ãodosdados depacientes.

Direitoàprivacidadeeconsentimentoescrito. Osautores decla-ramterrecebidoconsentimentoescritodospacientese/ousujeitos mencionadosnoartigo.Oautorparacorrespondênciadeveestar napossedestedocumento.

Conflitodeinteresses

Osautoresdeclaramnãohaverconflitodeinteresses. Referências

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Referencias

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