Poemas y narraciones nº V

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Dora G o n z á l e z C o r t i n a p u b l i c ó s u p r i m e r a narración en la revista R e f o r m a d e l a Preparatoria No. 3 de la U.A.N.L. hace varios años, y desde entonces, la Preparatoria No.7, su casa, le ha publicado algunos textos litera-rios c o m o : Poemas y Narraciones (del I al IV) y otros con u n a f u e r t e a c e n t u a c i ó n p e d a g ó g i c a c o m o : C o m p r e e s t e l i b r o y l l é v e s e s e i s y L a enseñanza activa: el reto de hoy para docentes. T a m b i é n h a p u b l i c a d o

c u e n t o s y en diversos

universitarios R e f o r m a , N u e v a y e n el

1 0 2 0 1 4 9 4 5 4

p o e m a s ensayos espacios c o m o P o l i f o n í a , P e r s p e c t i v a

Anuario Humanitas, sus más recientes obras son: A mi madre y Volver a Pellicer.

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Y Ó 5 T

L 0 0 3

FONDO UNIVERSITARIO

INDICE

Metamorfosis 7

Cuando quieras 8

Si fueras tú 9

Tú y yo

La unidad 10

Ayer y hoy 12

Dísticos 13

Qué te parece 14

Ingrato amor 15

De cuatro en cuatro 16

Señora Mía 19

Resurgir 20

Tu recuerdo 21

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Tercetillos

Seguir

Ausencia

Tu nombre

Nuestros nombres

Decisión

Te extraño madre

Encuentro

Sin nada

Apariencias

Brindis

Abrázame

Evolución

Aléjate

NARRACIONES

La confesión

El perdón

El río 55

Tal vez 59

Susana 57

El despertar 75

Víctima o verdugo 81

El patio 87

Paulina 93

La pensión 95

Perdóname la vida 97

Sábado de maldad 102

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METAMORFOSIS

La q u e veló t u s desvelos la q u e soportó t u s enojos é s a f u i yo.

La q u e esperó c a d a m a ñ a n a dos o u n a p a l a b r a a m a b l e é s a fui yo.

La q u e calmó t u s a b r u p t o s y te contó b u e n o s c u e n t o s

é s a f u i yo.

La q u e calló por no herirte r e s p o n d i e n d o a t u s a r r a n q u e s é s a fui yo.

La q u e s u p o complacerte c u a n d o t ú solicitaste ésa fui yo.

La que a p r e n d i ó a ser s u m i s a p a r a c o n s e r v a r t e cerca

é s a f u i yo.

La q u e c u r ó t u s h e r i d a s que otros te d e s t i n a r o n é s a fui yo.

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Amigo, friend, amico, ami... Mes: febrero, f e b r u a r y , fevrier... Inicio ligero q u e requiere tiempo,

Sinceridad y f r e c u e n c i a q u e v a n de la m a n o Todos t e n e m o s t a n pocos amigos, q u e

A veces p e r d e m o s por crueles motivos D e s e a n d o e n c o n t r a r l o s e n t o n c e s vivimos.

Cuando quieras...

C u a n d o q u i e r a s . . . ven, m e dijiste u n día yo era t a n p e q u e ñ a q u e la inocencia s u b i ó a m i s mejillas volviéndolas rojas; p a s ó m u c h o tiempo d e s d e aquel día azul en q u e el sol q u e m a b a con rayos impíos y r e s u l t a e n t o n c e s , tropiezo contigo veo c u a n t o te lastimó el tiempo t ú m e ves alegre, t a n llena de vida y m e dices triste con voz implorante:

- Por q u é n o veniste, c u a n d o te llamé. - E r a yo m u y n i ñ a , de mí n o s a b í a

q u é es lo q u e q u e r í a s .

Confesé o f u s c a d a , con algo de miedo m a s te r e t i r a s t e con a n d a r altivo p u e s mi j u v e n t u d pareció ofensiva

y e n t o n c e s te dije, con t o n o algo airado: C u a n d o quieras.... vete. Y de e s a m a n e r a cobré la a c t i t u d de todo u n cobarde.

SI FUERAS

Si f u e r a s t ú como te h a b í a s o ñ a d o de mil a m o r e s te h u b i e r a a c e p t a d o m a s te faltó todo lo q u e yo e s p e r a b a e n c o n t r a r e n otro q u e f u e s e p a r e j a , la c h i s p a , el aliento o quizá energía que m e diera confianza y r e s p a l d o p a r a c a m i n a r por s e n d e r o s n u e v o s donde olvidara los viejos p e s a r e s recobrar e n t o n c e s la noble e s p e r a n z a de q u e la vida n o siempre es i n g r a t a y q u e de este m u n d o n o s v a m o s a otro en el q u e n o s s o b r a lo q u e a q u í n o s falta.

Tú y y o

Tú y yo no p u d i m o s ser

e n t o n c e s c u l p a m o s al cielo y la tierra los ángeles m a l o s n o s s e g u í a n j u n t o s perdimos la c a l m a , n o s llegó la a n g u s t i a y como a g u a y aceite q u e n u n c a se j u n t a n t ú te f u i s t e lejos sin decir a d o n d e

y yo q u e d é sola en e s p e r a t u y a

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La unidad

D e t u v e m i v i s t a e n a q u e l d u e l o c o m e n c é a leer l a m i r a d a t r i s t e d e e s a m u j e r q u e l l a m a m o s M a d r e d i r i g i d a al h o m b r e i n e r t e

c u y a a l m a p a r t i ó al P a d r e .

La t r i s t e z a s e i n v a d i ó e n m i a l m a p o r q u e r e c o r d é q u e Él lavó c u l p a s c u a n d o f u e m u y s u m i s o al P a d r e p a s a n d o s i n m á c u l a a l g u n a

a c u m p l i r la e m p r e s a q u e sólo Él p o d í a . S u r o s t r o a p e r l a d o d e n o t a b a p e n a p e r o n o p o r Él n i s u s s u f r i m i e n t o s es q u e le dolía c o n t e m p l a r s u M a d r e q u e q u e d a b a sola, q u e q u e d a b a t r i s t e e n otro calvario p o c o c o n o c i d o .

Ella s o s t e n í a c o n s u frágil m a n o u n p e q u e ñ o cáliz, c o n v e r t i d o e n u r n a q u e g u a r d a b a a h o r a la s a n g r e v e r t i d a p o r l a vieja h e r i d a del c o s t a d o i z q u i e r d o h e c h a c o n v e n t a j a y p é r f i d o a f á n .

E n t o n c e s e n c o n t r é l a a n t í t e s i s el r o s t r o de ella r e f l e j a b a c a l m a , u n a firmeza s i n g u l a r y altiva,

e s t a b a o r g u l l o s a del d e b e r c u m p l i d o a u n q u e le c o s t a r a dolor e n e n t r a ñ a s .

Sí, Ella, c o n s e r v a b a la a l t u r a del Hijo c u a n d o Él p r e s u r o s o h a c í a d e b e r e s ella e s t a b a al t a n t o g u a r d a n d o silencio y s u c o m p a ñ í a f u e t a n v e n t a j o s a

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Ayer y hoy.

Ayer n a c i m o s llorosos y alegres

todos n o s b r i n d a b a n s o n r i s a s y halagos ellos e r a n b u e n o s y n o s lo m o s t r a b a n j u g a m o s gozosos y el m u n d o e r a n u e s t r o .

Qué s a b r o s o el lodo y la lluvia cayendo, q u é rico j u g u e t e y comer con c u c h a r a , q u é i m p o r t a n t e e n t o n c e s e s t a r en el suelo si es d o n d e s e n t i m o s la s e g u r i d a d r e i n a n t e y p u d i m o s imitar m a s c o t a s y j u g a r con ellas y sentirlas p a r t e de n u e s t r a existencia.

Hoy todo h a p a s a d o , la i n f a n c i a se f u e a u n q u e algo de ella se h a q u e d a d o d e n t r o y parece ser q u e a ella volvemos

a u n q u e lo o c u l t e m o s a m á s n o poder. Recordarla es b u e n o , reviven los gozos

la dulce d e p e n d e n c i a se vuelve p r e s e n t e " y n o s regocijamos de tal p e q u e ñ e z

sólo q u e el a h o r a se h a vuelto m u y b r u s c o n o s azota f u e r t e por todos los r u m b o s y la m a d u r e z se t o r n a c r u d a resistencia.

Dísticos

El a m o r es m u y bonito a u n q u e d u r e t a n poquito. El a m o r es m u y bonito donde q u i e r a q u e se dé. El a m o r es m u y bonito c u a n d o inicia p r i m a v e r a . El a m o r es m u y bonito

porque es dulce y h u e l e a r o s a s . El a m o r es m u y bonito

c u a n d o n a c e s u r g e fiesta. El a m o r es m u y bonito como fuego q u e te a b r a s a . El a m o r es m u y bonito m u c h o tiene de angelito. El a m o r es m u y bonito a u n q u e luego te c o n f u n d a . El a m o r es t a n bonito

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Poemas y Narraciones No. V

Qué t e parece

V a m o s fingiendo... q u e yo te q u i e r o v a m o s fingiendo... q u e t ú m e q u i e r e s v a m o s fingiendo... q u e yo soy t u y a v a m o s fingiendo... q u e t ú e r e s mío v a m o s fingiendo... q u e t ú e r e s libre v a m o s fingiendo... q u e yo t a m b i é n v a m o s fingiendo... q u e p o r m i s ojos ves v a m o s fingiendo... q u e yo t e creo

v a m o s fingiendo... q u e yo t e h a b l o v a m o s fingiendo... q u e t ú m e e s c u c h a s , y a ver, si d e t a n t o fingir

t ú a c a b a s p o r s a b e r q u e m i e n t e s y yo m e c a n s o de t a n t o fingimiento.

Ingrato a m o r

Mereces q u e yo t e olvide p o r q u e m a t a s t e m i a m o r pero f u i s t e t a n e r r a d o q u e t o d a v í a a g o n i z a

si te a v i s a n q u e y a m u e r o no t e a p u r e s v i d a m í a q u e l a s p e n a s c o b r a n v i d a s pero n o a s í l a s d e a m o r e s p u e s s i r v e n d e d u l c e a c i c a t e p a r a n o q u e r e r p a r t i r

por ver si u n a m a n e c e r te a p a r e c e s p o r a q u í .

Vuela p a l o m a t o r c a z a y t r a e la n o t i c i a e s p e r a d a no t e t a r d e s p o r f a v o r q u e y a n o llevo la c u e n t a de los a ñ o s d e s u a u s e n c i a sólo sé q u e llevo c a n a s y las g a n a s s e m e a c a b a n e n t r e s u s p i r o y s u s p i r o y u n o q u e otro

g r a n g e m i d o .

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DE CUATRO EN CUATRO

Camino los c a m i n o s q u e otros h a n c a m i n a d o s u e ñ o los s u e ñ o s q u e otros h a n s o ñ a d o la vida m e lleva a d o n d e otros h a n llegado ¿ d ó n d e se escondió la originalidad?

_oOo_

Por si volvieras m a n t e n g o libre el corazón la luz de la e s p e r a n z a brilla en el a l m a la flor de t u r e c u e r d o luce f r e s c a como ayer y la r i s a p e n d i e n t e de t u s conocidos p a s o s .

_oOo_

E n t r e d e b e r e s y placeres se c o n s u m e la vida son p o c a s las certezas y d e m a s i a d a s las d u d a s al otoño le sigue fielmente el invierno

y en el ú l t i m o i n s t a n t e , h a c e falta el amigo.

_oOo_

El p o e t a s a b e las c o s a s q u e c a l l a m o s s a b e decirlas con p r o n t i t u d y aplomo con e s m e r o p r o c u r a s u a v i z a r l a s pero el éxito e s c a p a de s u intento.

oOo

He cortado las flores de m i h u e r t o p a r a p o n e r l a s en t u t u m b a , m a d r e mía y he sentido lo inútil de este acto porque t u s a n g r e fluye por mis v e n a s .

_oOo_

Martes s a n t o , m a r t e s mayor, h o r a s de l e c t u r a y de silencio i n t e r r u m p i d a s a c a s o por u n gato o aquel viejo dolor q u e no se agota.

_oOo_

Maestro, t ú q u e e n s e ñ a s , ¿ e n s e ñ a s con a m o r ? le d a s a t u t r a b a j o la p a s i ó n q u e se requiere o e n t r a s al a u l a con la triste e s p e r a n z a que n a d i e se te a c e r q u e u ose c u e s t i o n a r t e .

_oOo_

Joven amigo, n u n c a te c a n s e s de leer qué i m p o r t a si n o te sirve a h o r a a u m e n t a r á el c a u d a l de t u s a b e r y m a ñ a n a s e r á s m á s útil q u e hoy.

_oOo_

Una vez u n a m a b l e viejecillo m u r m u r ó en m i s oídos dulces n o t a s de m o m e n t o lo m a n d é a volar

sin s a b e r q u e era C u p i d o disfrazado.

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Hoy c r u z a s t e el j a r d í n

y no n o t a s t e q u e la h o r t e n s i a se moría por mirarte.

La pobre se sintió t a n sola.

_oOo_

Ese n i ñ o q u e g u a r d a s en t u vientre n o es cosa de d o s como se dice es f r u t o del s a g r a d o a m o r divino q u e quiso d a r t e m á s q u e a los estériles.

_oOo_

E r a p r i m a v e r a y se sintió joven hizo de todo p u e s energía h a b í a

c u a n d o a s o m ó el invierno lo azotó el miedo y n o s u p o vivir de los r e c u e r d o s gratos.

_oOo_

S a b e n q u é virtud h a c e falta en este m u n d o a l g u n o s r e s p o n d i e r o n q u e el t r a b a j o , otros q u e c o n f i a n z a o la e s p e r a n z a , m á s yo p e n s é en la gratitud.

_oOo_

Yo quisiera, como Borges, vivir con m á s placer ser m e n o s o r d e n a d o y o b s t i n a d o

pero igual q u e el a f a m a d o a r g e n t i n o s a b e m o s q u e e s t a vida es u n a y n a d a m á s .

_oOo_

E n t r e la paz y la g u e r r a e s t á el p e r d ó n c u á n difícil es pedirlo, c u á n t o m á s darlo si él se o s t e n t a s e como b a n d e r a n a c i o n a l la paz sería la r e i n a de la Tierra.

Señora m í a

a: M. C. D.

Ayer te c o n t e m p l a b a c o n d u l z u r a t u s m a n o s c o n m i s m a n o s e n l a z a d a s t u m i r a d a c o n l a m í a e m b e l e s a d a s d e s e o s a s de c a n j e a r s i m p l e t e r n u r a . C u á n t a s v e c e s volvía c o n p r e m u r a a s e n t i r n u e s t r a s m a n o s s u b y u g a d a s a f u n d i r n u e s t r a s a l m a s e x t a s i a d a s y a m i r a r de t u r o s t r o la f r e s c u r a . Todo p a s a e n el t i e m p o n o e n la v i d a todo q u e d a e n el a l m a b i e n g u a r d a d o n a d a p u e d e c e r r a r la a b i e r t a h e r i d a mi p r e s e n t e lo l l e n a t u p a s a d o quizá m u c h o s s i n t i e r o n t u p a r t i d a m a s t u a l m a e n la m í a s e h a q u e d a d o .

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Resurgir

C u a n d o s i e n t a s q u e t o d o e s t á p e r d i d o q u e es p o c o lo q u e t i e n e s y m e r e c e s t o m a c o r a j e e i m p ú l s a t e c o n c r e c e s q u e te f a l t a a p r e n d e r de lo vivido.

Se v a l i e n t e y c a d a h o r a m á s e r g u i d o q u e sólo Dios r e c i b a h o n d a s p r e c e s n o t e fijes e n t r i s t e s p e q u e ñ e c e s h a s de s e r g r a n d e si e r e s p r e v e n i d o .

Q u e e n t u p e c h o se a n i d e l a c o n f i a n z a q u e t u m a n o s e a b r a c o m p a s i v a

e n t u s ojos b r i l l a n d o l a e s p e r a n z a T u m a r c h a r e s o n a n d o r e c r e a t i v a

r e t a n d o al v i e n t o q u e z u m b a c u a l l a n z a s i n d e j a r s e envolver c o m o c a u t i v a .

TU RECUERDO

Observo c o n g r a t i t u d la belleza de la r o s a e s c u c h o c o n fervor el c a n t a r del p a j a r i l l o

y la m ú s i c a de l a f u e n t e q u e m e llega t e n u e m e n t e todo m e e n v u e l v e g r a t a m e n t e p e r o n o gozo el m o m e n t o . R e c u e r d o a h o r a los m o m e n t o s q u e p a s a m o s j u n t o s c u á n t o t i e m p o b i e n d e s t i l a d o e n oro

mi m i r a d a d e s c a n s a d a e n la t u y a i n q u i e t a y las c a r i c i a s q u e j u n t o s c o m p a r t i m o s . De n u e v o l a b e l l e z a d e l a r o s a m e s e d u c e el t r i n o del p a j arillo se filtra f e b r i l m e n t e y con p l a c i d e z m e llega l a r i s a d e la f u e n t e

siento e n t o n c e s l a g r a t i t u d a flor de labio. Tu n o m b r e c o m o a b e j a al oído m e s u s u r r a

no n e c e s i t o v e r t e , t u a r o m a m e h a m a r c a d o sin t e n e r t u foto e n t r e m i s m a n o s

p u e d o c o n t a r t o d a s las l í n e a s de t u f r e n t e . El t i e m p o r o d ó c o m o p i e d r a e n e m p i n a d a los s o n i d o s se e s f u m a r o n , el p a j arillo voló la f u e n t e e s t á a p a g a d a y l a r o s a m a r c h i t ó s e sólo t u r e c u e r d o se n i e g a a c o n s u m i r s e . Hoy te evoco e n el silencio de m i s d í a s t u s i l u e t a h a p e r d i d o el d e l i n e a d o t u n o m b r e se m e c e e n t r e m i s labios

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Desprendimiento

Si p u d i e r a v a r i a r m i s s e n t i m i e n t o s p o r ti lo h a r í a c o n g u s t o y d e s e n f a d o m a s llegas t a r d e a u n c o r a z ó n i n g r a t o q u e s e o c u p a d e q u e r e r a q u i e n s e h a ido. T ú e r e s b u e n o y h a s s a b i d o e s p e r a r c o n alegría los m o m e n t o s q u e a l g u n a vez yo te h e b r i n d a d o c o m o ave q u e b u s c a n u e v a s p l a y a s

t e a t r a e m i n o s t a l g i a y m i d e s g a n o . Yo n o q u i e r o q u e s i g a s m i c a m i n o e s m u y largo, á s p e r o y c a n s a d o n o v e s q u e s i n él a p e n a s a n d o y q u e s u r e t o r n o m e m a n t i e n e viva

Por t u b i e n dirige t u t i m ó n h a c i a o t r o s m a r e s e n ellos h a s d e e n c o n t r a r n u e v o s a m o r e s de é s o s q u e s o n e q u i l i b r a d o s y s a n o s p e r d u r a b l e s , l i m p i o s y e n v i d i a b l e s . Vete feliz d e h a b e r m e c o n o c i d o y m á s a ú n d e h a b e r m e a b a n d o n a d o

d e j a q u e yo e n c u e n t r e l a f o r m a de s e r feliz viviendo de r e c u e r d o s .

/

T e r c e t i l l o s

Me dijiste q u e e r a t a r d e p a r a a m a r y te dejé p a r t i r con t u soledad a c u e s t a s pero yo m e q u e d é con la e s p e r a n z a abierta.

~ o ~

De haberlo querido te h u b i e r a h e c h o feliz pero e n t r e dos c a d a q u i e n p o n e s u p a r t e y t ú p e n s a s t e q u e yo h a b r í a de ponerlo todo.

~o~

Si me q u i e r e s te querré, se lo dijo, u n e n t u s i a s t a

ella q u e d ó p e n s a t i v a y con gesto triste en la m i r a d a respondió: el a m o r se da, no se condiciona.

~ o ~

Si me d e j a s de querer, te dejo,

no i m p o r t a y a si me quisiste m u c h o lo que c u e n t a , es q u e s o m o s diferentes.

~o~

¿Qué si te extraño?, p a r a q u é ocultarlo

fueron m u c h o s los días q u e j u n t o s convivimos mas, si t ú m e olvidaste, cómo evitarlo.

~ o ~

Qué alegría S e ñ o r conocer t u s t i e r r a s en que f u i s t e a m a d o y p e r s e g u i d o

quien p u d i e r a como Tú, no e r r a r la s e n d a .

~ o ~

Muéstrales, Señor, t u Rostro a los q u e s u f r e n , a los h u é r f a n o s , v i u d a s y d i f u n t o s

(17)

Desde este m o n t e diviso la c i u d a d con los recovecos de s u s c u r v a s vías mi corazón p a l p i t a d u l c e m e n t e .

Hoy h e visitado el c a m i n o del Calvario q u é tristeza, q u é dolor, c u á n t a injusticia y a ú n h a y gente J e s ú s , q u e de Ti d u d a .

Yo quisiera ser obediente c u a l María escoger el c a m i n o de la c r u z como J e s ú s pero la debilidad colma el deseo.

~ o ~

Qué h a n h e c h o de ti, p u e b l o elegido t u s enemigos no d e j a n de ofenderte

e s t á n j u z g a n d o t u s o m b r a a n t e el Señor.

Aquí se dice q u e J e s ú s f u e b a u t i z a d o el J o r d á n es f a m o s o por tal h e c h o

i! i q u i é n p u d i e r a d o r m i r s e e n t r e s u s a g u a s .

Gracias Señor por t u p e r d ó n gracias S e ñ o r por t u r e d e n c i ó n

pero m á s q u e todo por t u r e s u r r e c c i ó n .

P e r d o n a Señor, a q u i e n n o cree

p e r d o n a Señor, a q u i e n cree con t e m o r pero sobre todo, a aquél q u e o s a r e t a r t e .

Señor permite q u e como i n c a n s a b l e peregrino siga t u s p a s o s a n h e l a n d o ver Tu rostro

sin m á s propósito q u e seguirte a m a n d o .

~ o ~

Pablo y Pedro, Señor, t u s discípulos a m b o s defendieron t u p u e b l o y t u j u s t i c i a

dame del a g u a q u e de Ti bebieron. ~o~

Sólo q u i e n n o te conoce, Señor mío es c a p a z de n o a m a r t e y sí ofenderte los d e m á s , Señor, te conocemos.

~o~

Quien no conoce, Señor, t u s m a n d a m i e n t o s pero s a b e del castigo a los impíos

(18)

SEGUIR

Tres golpes h e recibido e n la vida. P e n s a r é i s q u e es poco, amigo mió, m a s h a n p r o d u c i d o g r a n extravío p o r q u e c a u s a r o n p r o f u n d a h e r i d a .

Q u i e r a Dios q u e e n las s e n d a s de la vida y a no vuelva a s e n t i r escalofrío,

p u e s mi corazón n o s o p o r t a el frío, ni tal p e n a t a n g r a n d e y t a n s u f r i d a .

El tercero h a sido el m á s t a j a n t e . Creyó mi a l m a n o s o p o r t a r s u peso, m a s Dios, generoso, m e llevó avante.

Y, hoy, con u n dolor m e n o s costoso y a mi a l m a r e s p i r a r e l a j a n t e

y mi c u e r p o se a m a n s a , es forzoso.

AUSENCIA

Qué le pides t ú a la vida, p r e g u n t ó el p a d r e viendo cómo a t e s o r a b a el niño s u s j u g u e t e s , y gritaba,

al tiempo q u e él u n o s n u d o s d e s a t a b a .

Por qué h e de pedirle, le contestó, tal r e s p u e s t a al p a d r e le e n c a n t a b a pero el niño siempre le agregaba: Los c u e n t o s q u e mi m a d r e me contó.

Hace tiempo la m a d r e viajó al cielo nadie p u d o llenar ese vacío

quién como ella con ese grato celo

(19)

TU NOMBRE

Si p o r q u e h a s r e t a r d a d o t u v e n i d a

p i e n s a s q u e t u n o m b r e se m e h a q u e d a d o como h o j a endeble y sin n i n g ú n c u i d a d o de mínimo peso y de corta bienvenida.

Se ve q u e ignoras q u e n o estoy dolida p u e s Alguien de s u m a n o m e h a llevado a c a n t a r b a j o u n cielo estrellado

m i e n t r a s p i e n s o c u a n d a r t e bienvenida.

Los a ñ o s h a n p a s a d o l e n t a m e n t e el otoño borró la h u e l l a del estío las h o j a s se a c u m u l a n t r i s t e m e n t e .

y yo espero c u r a r t e de t u hastío;

vuelve pronto, mi a m o r , s e r e n a m e n t e

q u e m i s labios te n o m b r a n con m á s brío.

NUESTROS NOMBRES

Se h a e n r e d a d o t u n o m b r e con el mío como rayos q u e s a l e n de u n a f u e n t e frescos, dulces, en u n s u a v e t o r r e n t e f o r m a n d o u n d u e t o c a n t a r i n o y frío.

Yo los miro c h a r l a r cerca del río en u n h a b l a r sutil y p e r m a n e n t e

como h e r m a n a s q u e r o m p e n el silente como a m i g a s venciendo cruel hastío.

(20)

Decisión

Tus cartas nunca llegaron ni tampoco tus postales la espera tediosa y larga colmó la copa servida.

N o se cumple tu promesa del regreso heme aquí en espera del cartero a lo lejos se divisa el horizonte tan distante como incierto. Ya no viene la paloma mensajera cambió su vuelo por otros lares hoy decido retomar la vida en suspenso desde tu partida.

Te extraño madre

Te extraño madre, totalmente pero sobre todo, tus manos propiedad de mujer generosa activa, prudente y buena, abiertas para prodigar cariño, plegadas para orar con fe suaves para acariciar fuertes para trabajar. Tus manos, aves morenas que encierran cantos enseñanzas de antaño tiernas como de niño reacias para el enojo mansas como de ángel lisas como de monja castas como de monje.

De líneas suaves como de mapa habilidosas en la cocina

y tanto más para la escoba

amantes del jabón y de la plancha suspirantes para los hijos

(21)

Encuentro

Te vi y mi corazón abrió sus puertas te vi y mi día nublado se volvió claro te vi y tu mirada me llenó de gozo te vi y tu sonrisa ahuyentó mi paz.

Me viste y eso bastó para amanecer de nuevo me viste y el santo se me fue al cielo me viste y se borró de tajo un rencor

viejo me viste y el cuerpo estremeció mi

alma. Nos vimos y nuestras bocas hablaron

con verdad nos vimos y los demás dejaron de

existir nos vimos y comprendimos al fin lo

que es el amor quizá sea pasajero, pero lo que dure

será bueno.

Sin nada

(22)

Apariencias

Si t ú te vas, e n ese i n s t a n t e mi a l m a q u e d a r á vacía

mi oído se n e g a r á a e s c u c h a r o t r a voz q u e no s e a t u y a .

Si t ú te vas, la l u n a p e r d e r á sentido mis p a s o s n o e n c o n t r a r á n s u r u m b o m i s m a n o s se volverán inmóviles y la luz se t o r n a r á e n tinieblas.

Si t ú te vas, contigo p a r t i r á mi s o m b r a la física r o m p e r á t o d a s s u s leyes

la soledad s e r á mi c o m p a ñ e r a y el sol m e n e g a r á s u s rayos.

Si t ú te vas, y a n o h a b r á p e n a t a n g r a n d e y p r o f u n d a como é s t a

p u e s con u n b e s o sellaste con m e n t i r a s a q u i e n s i e m p r e g u s t ó de las v e r d a d e s .

Brindis

Tras d é c a d a s de u n a a b s u r d a e s p e r a he de decirte a t r a v é s del viento

que u n nuevo a m o r apareció e n mi h u e r t o y de p a r en p a r le abrí s u s p u e r t a s .

Tu p a l a b r a e m p e ñ a d a perdió peso la d i s t a n c i a h a recortado t u r e c u e r d o cada día la e x t r a ñ e z a f u e b a j a n d o y tu imagen con el tiempo f u e b o r r o s a .

Ya no vuelvas te pido h u m i l d e m e n t e fuimos dos, luego u n o , a h o r a dos mi destino n o e r a tuyo, estoy s e g u r a que eres feliz y p u e d o serlo, sin u n i r n o s .

Lejos u n o del otro quizá a p r e n d i m o s que lo n u e s t r o no tenía g r a n f u t u r o

(23)

Abrázame

Abrázame, que quiero prolongar este momento deseo yo perderme entre tus brazos

y contener tu cuerpo con los míos.

Abrázame, olvida tu pasado y tu presente que no te importe nada sólo ahora

ni quieras más vivencia que ésta nuestra. Abrázame, que quiero eternizar en este día el lapso en que descanso entre tus brazos muy cerca tu corazón del mío.

Abrázame, que quiero enredar el pensamiento el mío con el tuyo hecho una trenza

capaz de desafiar las conveniencias.

Abrázame, que quiero yo perderme entre tus brazos romper mi esterilidad en mil pedazos

y guardar este recuerdo de por vida.

Abrázame, que intuyo que te apartas de mi vida cuando yo te necesito cerca mío

tú eres mi sostén y mi destino.

Abrázame, que pronto asomará el cruel hastío la vida es gustosa de los cambios

y yo quiero morir en este abrazo.

Evolución

Ayer yo veía con sorpresa

que a los niños les daban los fusiles y a las niñas, por supuesto, las muñecas

y me dije vagamente: qué torpes son los hombres. Después cuando fui adolescente

un vecino me dijo: huyamos de la casa y su fiebre infantil me contagiaba

pero dije ambiguamente: qué torpes son los hombres. Ya de joven escuchaba dulcemente

los dichos hechos moda de ese entonces que sólo la mujer casada era realizada

y me dije sin certeza; qué torpes son los hombres. Ya más cerca del final que del comienzo

mirando la ruptura entre miles de parejas deduje que nada es para siempre

(24)

Aléjate

Aléjate, no quiero que lastimes a mi alma porque otros a ti se anticiparon

y ya conoció el dolor gracias a ellos.

Aléjate, no quieras engañarme con mentiras tus palabras suenan huecas y vacías

y con ellas tus ojos no concuerdan.

Aléjate, que temo por mi paz y mi cordura presiento que tus fines no son nobles pues eres muy amigo de aventuras. Aléjate, no tienes el derecho de dañarme mirad que la vida se cobra las ofensas por mi bien y por el tuyo, aléjate.

Aléjate, que no quiero acostumbrarme a tus caricias tenerte algunos días no me basta

prefiero no probar lo que es efímero.

Aléjate, que yo soy sólo mujer de un solo hombre y quiero estar completa cuando llegue

(25)

La c o n f e s i ó n

Por m á s q u e h a c í a m e m o r i a , ella no r e c o r d a b a d e s d e c u á n d o comenzó e s a a n g u s t i a s e n t i m e n t a l , ese

n e c e s i t a r e s c u c h a r s u voz, ver s u figura q u e adivinaba esbelta y sobre todo, provocar ese c h o q u e de m i r a d a s con el c u a l se a l i m e n t a b a día t r a s día.

E n c u a n t o él a p a r e c í a , el templo e r a otro; m á s i l u m i n a d o , m á s completo y los d e m á s y a no existían. Una a u n a las p a l a b r a s c a í a n en s u oído como centavos de oro; las repetía e n s u interior y c o m e n z a b a s u t o r m e n t o . ¡Qué s a b i d u r í a la de ese h o m b r e : Sí, h o m b r e ; y s a b o r e a b a la p a l a b r a .

Todos los días a los quince p a r a l a s siete, ella a c u d í a a la misa. Se p r o m e t í a q u e a h o r a , ese d í a , s e a t r e v e r í a a c o n f e s a r s e p a r a p o d e r c o m u l g a r ; p e r o s i e m p r e p a s a b a lo m i s m o , evitaba hacerlo y salía del templo con el p e s o de s u a n g u s t i a cotidiana.

Se t r a t a b a de u n templo sencillo. A ú n no t e n í a lugares r e s e r v a d o s p a r a el bautizo, confesión y m e d i t a r ante el Santísimo. Antes, a ella le h a b í a g u s t a d o deleitarse en los pocos c u a d r o s q u e m o s t r a b a n e s c e n a s bíblicas. Sólo los veía y envidiaba la m a n o de los ejecutores por sentirse sin d o n e s p a r a la p i n t u r a y el dibujo. Al devolverse a su infancia, se veía t o m a n d o con emoción u n lápiz y sobre u n a h o j a en blanco recorrer libremente h a c i a todos lados, para luego d i s f r u t a r q u e r i e n d o darle n o m b r e y e n c o n t r a r formas bellas. Los d e m á s se hicieron cargo de q u e se enterara q u e carecía de a p t i t u d e s y de q u e si lo volvía h a c e r sería u n a p é r d i d a de tiempo y gasto de papel injustificable.

C u a n d o e s t u d i ó las figuras geométricas se dio a la tarea de englobar todos los objetos y la s o m b r a de é s t o s en u n círculo o en u n c u a d r a d o . Pero de todos ellas lo q u e más le fascinó f u e el triángulo.

D e s p u é s con la f r e s c u r a q u e s u r g e de ver el ayer como hoy, ella veía, c a d a vez q u e se d e t e n í a a n t e la e s c e n a de Cristo y los l a d r o n e s , q u e c o n s t i t u í a n u n triángulo. E n Navidad, María, J o s é y el Niño J e s ú s , e r a n otro triángulo y en C u a r e s m a , m i r a b a con a s o m b r o y devoción, como María con J u a n y J e s ú s e n la cruz, reflejaban otro triángulo.

(26)

c o n f u n d i d a y se decía, como c u a n d o e r a n i ñ a : "¡Esto no e s t á p a s a n d o ! ¡Esto no m e e s t á p a s a n d o ! "

Pero e n s e g u i d a volvían e s o s a t a q u e s de f u r o r con que m a n c h a b a no sólo s u alma, sino t a m b i é n el recinto donde se e n c o n t r a b a "devotamente" t a r d e t r a s t a r d e que c o n t r a d e c í a n los c á n o n e s m o r a l e s q u e h a b í a conocido y p r a c t i c a d o d e n t r o de u n a familia p o b r e pero cristiana.

E n s u d e f e n s a ella se repetía q u e si a q u í en el m u n d o se h a c e la v o l u n t a d de Dios, y él con f r e c u e n c i a h a b í a traído a colación en s u homilía, e s a f r a s e q u e a ella le g u s t a b a e s c u c h a r p a r a a c o m o d á r s e l a livianamente, aquella de que "no se m u e v e la h o j a del árbol sin la v o l u n t a d de Dios", p o r q u e así s e n t í a m e n o s p e s a d a s u incipiente culpa.

S u viudez t e m p r a n a y el no ser m a d r e , f u e r o n las c a u s a s de s u a b e r r a n t e encierro. Comenzó a r e t o m a r las a m i s t a d e s , el c o n t a c t o con los vecinos, y poco a poco, dejo de e n c o n t r a r la paz, a n o ser d e n t r o del espacio q u e había h e c h o suyo, d e s d e a n t e s q u e él llegara: el templo.

- ¿No s a b e si h a y m i s a de 8? La voz de la s e ñ o r a con u n n i ñ o en b r a z o s y otro de la m a n o , la sacó de s u p e n s a r y m o l e s t a le p r e g u n t ó : - ¿ Q u é m e dijo?- La s e ñ o r a volvió a p r e g u n t a r : - Q u é si va h a b e r m i s a de 8. Ella le dijo: -No, va a e m p e z a r la de 7, a las 8 no h a y . Ya no e s c u c h ó el " g r a c i a s " p o r q u e e l l a c o n s u l t ó el r e l o j q u e

marcó 6:50 y s a c a n d o f u e r z a s de d o n d e p u d o se acercó a la silla de los a c u s a d o s . Él dijo el ceremonial y ella respondió m í m i c a m e n t e y sólo empezó a h a b l a r c u a n d o él p r e g u n t ó , con e s a voz que t a n t o q u e r í a e s c u c h a r : - ¿ C u á l e s son t u s pecados? Como p u d o empezó a b a l b u c e a r , e n t r e sollozos e interrupciones, el p r o b l e m a cuyo peso la asfixiaba. Al principio él no e n t e n d i ó lo q u e ella le c o n t a b a ; comenzó a darle u n a confesión en q u e a él le pareció q u e del e n a m o r a m i e n t o q u e ella h a b l a b a e r a h a c i a Cristo y le dijo que no e r a pecado, q u e todos s o m o s ovejas q u e r i d a s por Él y que es n a t u r a l q u e como ovejas a m e m o s y sigamos a

Cristo.

II

Ella sacó el p a ñ u e l i t o de s u bolsa y se limpió con coraje p a r t e del rostro; así q u e él se h a c í a el d e s e n t e n d i d o , claro, así le r e s u l t a b a m á s fácil todo; comprendió q u e sólo le q u e d a b a n dos o p c i o n e s : seguirle la c o r r i e n t e y q u e d a r s e todo como si n a d a a u n q u e se a u t o t r a i c i o n a r a , o aclararlo todo p a r a q u e él c o m p r e n d i e r a q u e la vida

h u m a n a es m u y compleja y q u e el **

c o r a z ó n n o s j u e g a r u d o y s i n c o m p a s i ó n .

(27)

-No, p a d r e , u s t e d m e e s t á e n t e n d i e n d o mal. - P o r q u é , hija.

-Porque yo a m o al Señor, sé q u e El es mi c r e a d o r y salvador, pero h a y otro q u e se h a h e c h o d u e ñ o de mi corazón.

A m a r á s a Dios por sobre t o d a s las cosas, ¿ r e c u e r d a s ? -Sí, p a d r e , pero t a m b i é n a m o al q u e tengo e n t r e n t e .

Él se p u s o de pie a n t e tal irreverencia y le dijo: -Arrepiéntete y pide p e r d ó n a Cristo por e s t a ofensa.

I ÍLmí"

Ella se p u s o de pie y r e t a d o r a m e n t e le increpó:- Y u s t e d p a d r e , ¿ya lo pidió por e s a s m i r a d a s a m o r o s a s que m e m a n d a c a d a vez q u e lo veo y m e ve al m i s m o tiempo?

! El no contestó el a t a q u e , se vio el reloj y le dijo, casi irónicamente: -Voy a c a m b i a r m e , es h o r a de la m i s a . Ella S no se q u e d ó a m i s a , el m a l e s t a b a h e c h o . S u impasibilidad

l a d e s c o n c e r t ó . C o n f e s a b a u n a v e r d a d y l a m e n o s p r e c i a r o n . Y a h o r a , cómo b u s c a r la reconciliación i espiritual, si h a b í a c e r r a d o el ú n i c o c a m i n o p a r a e s t a r bien

Jiuífei con Dios.

1

H u b o de p a s a r m u c h o tiempo p a r a q u e ella se atreviera a volver al l u g a r d o n d e e n c o n t r ó la p a z y d o n d e la perdió. Por a ñ o s h a b í a asistido a otro templo y como el tiempo todo lo c u r a , u n día ella se sintió f u e r t e como p a r a r e c u p e r a r u n a p a r t e de s u p a s a d o , q u e t a n t o le

había lastimado, pero q u e a h o r a veía como u n a h o j a del calendario t i r a d a en los corredores de u n p a r q u e c e r c a n o y limpio.

F u e u n a m a ñ a n a de domingo, el templo e s t a b a lleno y muy c a m b i a d o . Ahora sí h a b í a lugares d e s t i n a d o s p a r a cada cosa: confesionario, el baptisterio y el recinto p a r a el Santísimo. Ella se q u e d ó a t r á s , cerca de la salida; observó que se h a b í a n renovado las b a n c a s , a h o r a con b a s e s reclinatorias; las v e n t a n a s lucían brillantes colores q u e c o n f o r m a b a n u n a c r u z a n c h a y vacía. Se m o r í a por p r e g u n t a r q u i é n oficiaría la m i s a pero se a b s t u v o de hacerlo. E n realidad y a no i m p o r t a b a ; la e n f e r m e d a d había p a s a d o .

Todos se p u s i e r o n de pie y el ruido general q u e se produjo la hizo l e v a n t a r s e a u t o m á t i c a m e n t e . Un c u r a , alto y afable, s a l u d ó y se dirigió a la e n t r a d a a recibir a u n a

q u i n c e a ñ e r a . Ella sintió sin s a b e r p o r q u é u n alivio. Por ocho a ñ o s se h a b í a ido con u n a h e r m a n a q u e vivía en Veracruz, a h o r a volvía a s u c a s a , que h a b í a r e n t a d o al hijo de u n vecino quien se casó en ese e n t o n c e s . Como h a b í a n cambiado de t r a b a j o a otro e s t a d o al joven, le d e s o c u p a r o n la casa. Ella volvió p a r a venderla o q u e d a r s e , a ú n no t o m a b a la decisión.

(28)

q u e h a c í a ocho a ñ o s q u e él y a n o oficiaba y le increpó:- ¡Ah!, p u e s d e s d e q u e t ú te f u i s t e con t u h e r m a n a a Veracruz.

Ella se m a n t u v o firme y s e g u r a . Se despidió c o r t é s m e n t e y a la p r e g u n t a de la vecina a c e r c a de q u e si se iría a V e r a c r u z o se q u e d a r í a e n s u c a s a , ella r e s p o n d i ó con u n m a r c a d o desgano:- A ú n n o lo sé.

No quiso s a b e r m á s ; p u s o u n aviso e n el periódico y p r o n t o vendió la c a s a q u e s u marido le h a b í a dejado. Decidió r e g r e s a r a V e r a c r u z d o n d e b u s c a r í a e n t e r r a r una e t a p a i n d e s e a b l e de s u vida. Recién c o m p r e n d í a q u e si las g u e r r a s c u e s t a n m u c h o , la t r a n q u i l i d a d c u e s t a m á s .

El perdón

Qué lejos e s t a b a Maridelia de conocer las c o n s e c u e n c i a s d e u n a c t o q u e e n c i e r r a generosidad y h e r o í s m o e n s u s inicios y con el tiempo se vuelve arbitrario e i n j u s t o . C u a n d o lo realizó n u n c a p e n s ó q u e el destino se volvería c o n t r a ella. En s u condición de soltera quiso f o r m a r u n a familia, y b u s c ó ser m a d r e a través de los medios permitidos por la ley.

C r e y e n t e e n l a s n o r m a s j u r í d i c a s y s o c i a l e s p e n s ó que c o n s e g u i r í a s u s f i n e s e n poco t i e m p o y ligeros t r á m i t e s , p e r o le s u c e d i ó t o d o lo c o n t r a r i o . La o p i n i ó n de sus a m i g o s y de s u s p r o p i o s p a d r e s la h u b i e r a llevado a la r e n u n c i a de s u d e s e o , p e r o é s t e h a b í a a l i m e n t a d o s u alma y decidió a c t u a r c o n f o r m e s u p r o y e c t o .

(29)

q u e h a c í a ocho a ñ o s q u e él y a n o oficiaba y le increpó:- ¡Ah!, p u e s d e s d e q u e t ú te f u i s t e con t u h e r m a n a a Veracruz.

Ella se m a n t u v o firme y s e g u r a . Se despidió c o r t é s m e n t e y a la p r e g u n t a de la vecina a c e r c a de q u e si se iría a V e r a c r u z o se q u e d a r í a e n s u c a s a , ella r e s p o n d i ó con u n m a r c a d o desgano:- A ú n n o lo sé.

No quiso s a b e r m á s ; p u s o u n aviso e n el periódico y p r o n t o vendió la c a s a q u e s u marido le h a b í a dejado. Decidió r e g r e s a r a V e r a c r u z d o n d e b u s c a r í a e n t e r r a r una e t a p a i n d e s e a b l e de s u vida. Recién c o m p r e n d í a q u e si las g u e r r a s c u e s t a n m u c h o , la t r a n q u i l i d a d c u e s t a m á s .

El perdón

Qué lejos e s t a b a Maridelia de conocer las c o n s e c u e n c i a s d e u n a c t o q u e e n c i e r r a generosidad y h e r o í s m o e n s u s inicios y con el tiempo se vuelve arbitrario e i n j u s t o . C u a n d o lo realizó n u n c a p e n s ó q u e el destino se volvería c o n t r a ella. En s u condición de soltera quiso f o r m a r u n a familia, y b u s c ó ser m a d r e a través de los medios permitidos por la ley.

C r e y e n t e e n l a s n o r m a s j u r í d i c a s y s o c i a l e s p e n s ó que c o n s e g u i r í a s u s f i n e s e n poco t i e m p o y ligeros t r á m i t e s , p e r o le s u c e d i ó t o d o lo c o n t r a r i o . La o p i n i ó n de sus a m i g o s y de s u s p r o p i o s p a d r e s la h u b i e r a llevado a la r e n u n c i a de s u d e s e o , p e r o é s t e h a b í a a l i m e n t a d o s u alma y decidió a c t u a r c o n f o r m e s u p r o y e c t o .

(30)

dedicaría s u tiempo y s u s e s p e r a n z a s . Calló p a c i e n t e m e n t e a n t e las a d v e r t e n c i a s p o r q u e s u c a r á c t e r no e r a pleitista; perdió h a s t a el s a l u d o de a l g u n o s vecinos q u e le d e c í a n que ella sola n o sería c a p a z de llevar e s a c a r g a q u e p l a n e a b a e c h a r s e sobre s u s h o m b r o s ; h a b r í a de p a s a r por alto las a m o n e s t a c i o n e s de s u s p a d r e s , a c e r c a de q u e le estaba b u s c a n d o t r e s pies al gato; y, por último, las t r a b a s q u e si le dolían: las legales y b u r o c r á t i c a s .

D e s p u é s de u n largo periodo, el s u e ñ o de Maridelia se hizo realidad y se llegó el día en q u e recogió ese pedazo de vida con que p e n s a b a alegrar y completar la propia.

A s u hijo le p u s o el n o m b r e de s u p a d r e , S e b a s t i á n , y poco a poco lo f u e n u t r i e n d o física y m e n t a l m e n t e . El niño comenzó a d e m o s t r a r u n a especial inteligencia y ella no tuvo e m p a c h o e n m a n d a r l o a los m e j o r e s colegios p a r a que

s u desarrollo integral lo c o n d u j e r a a u n a sólida profesión.

E n los d í a s de a u s e n c i a de la s a l u d , lo veló con cariño sin igual y v e r d a d e r o apego; f u e r o n n o c h e s larguísimas e n q u e h u b o de olvidarse de sí m i s m a p a r a d e d i c a r s e en c u e r p o y a l m a a s u c u i d a d o .

El n i ñ o t e n í a u n d o n p a r a el u s o de la p a l a b r a ; le g u s t a b a h a b l a r h a s t a p o r los codos; s u s habilidades

i n n a t a s p a r a la oratoria lo llevaron a o c u p a r el p r i m e r lugar en c u a n t o c o n c u r s o p a r t i c i p a b a y y a s u s d e m á s c o m p a ñ e r o s c o m e n z a b a n a l l a m a r l o "El líder" y p r o c u r a b a n no competir con él, p o r q u e s a b í a n q u e Sebastián se llevaría las p a l m a s .

C u a n d o llegó a la F a c u l t a d de Derecho, Maridelia se sentía complacida: S e b a s , como por cariño siempre le había n o m b r a d o , era serio, formal, e s t u d i o s o y a m a b l e . Entonces e s c u c h a b a a l a b a n z a s por s u b u e n tino en elegir aquel n i ñ o q u e a h o r a sería u n h o m b r e de provecho; s u gran c a p a c i d a d p a r a e d u c a r l o y "consentirlo" sin echarlo a perder; lo b u e n o q u e h a b í a sido el d e s t i n o con ella, en brindarle la o p o r t u n i d a d de ser "madre" y vivir bien a c o m p a ñ a d a , a h o r a q u e s u s p a d r e s h a b í a n fallecido. Todo esto f u e d e s p e r t a n d o en ella cierta dosis de v a n i d a d y orgullo q u e la llevaron a d o r m i r s e e n s u s laureles.

E n la n u e v a escuela, S e b a s t i á n , q u e s i e m p r e h a b í a estado r o d e a d o de gente que lo a d m i r a b a y r e s p e t a b a , se percató de u n m u n d o diferente; h a b í a jóvenes de todo: apáticos, revoltosos, de alegría extrema, fáciles al insulto, al m e l o d r a m a , al cigarro y a la b e b i d a los fines de s e m a n a .

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d o m i n a r a m u c h o s t e m a s ; era otro como c u a l q u i e r a , era otro como todos; y eso lo desubicó, lo t r a s t o r n ó y lo llevó a u n cambio indeseable.

E n dos m e s e s él e r a otro y comenzó el calvario de Maridelia. Con f r e c u e n c i a ella le r e c l a m a b a s u nuevo c o m p o r t a m i e n t o , con "pinzas" p u e s n o q u e r í a desembocar en u n a serie de o f e n s a s q u e d e s p u é s r e s u l t a r a n difíciles de olvidar.

S e b a s t i á n se inició e n el t a b a q u i s m o , se hizo de "amigos" q u e n o le convenían y conoció, n u n c a supo Maridelia cómo, de s u adopción.

Ella f u e i n c a p a z de enfrentarlo; lo a m a b a demasiado p a r a lastimarlo y c u a n d o él le echó e n c a r a el i n f o r t u n i o de ignorar q u i é n e s e r a n s u s p a d r e s y p o r q u é lo había e n s e ñ a d o a decirle Madre, c u a n d o ella n o lo h a b í a traído al m u n d o , la ú n i c a reacción q u e m a n i f e s t ó f u e el llanto. Éste brotó c o p i o s a m e n t e al r e c o r d a r los vaticinios de sus vecinas, los i m p e d i m e n t o s q u e tuvo q u e h a c e r a u n lado y la oposición de s u p a d r e s y los m e s e s q u e h u b o de esperar p a r a conseguir s u s u e ñ o . E n ese m o m e n t o sintió q u e los a ñ o s al lado de S e b a s h a b í a n sido u n s u e ñ o del cual d e s p e r t a b a h a s t a a h o r a .

No se dio c u e n t a q u e S e b a s t i á n salió de la c a s a , hasta q u e e s c u c h ó el portazo. Se s e n t ó en la m e c e d o r a donde t a n t a s veces arrulló a s u n i ñ o y deseó q u e él no

h u b i e r a c r e c i d o n u n c a , e s a h u b i e r a sido la s o l u c i ó n p e r f e c t a . Ahí se q u e d ó d o r m i d a y e n el s u e ñ o veía a S e b a s de p o c o s a ñ o s , s o n r i e n t e le a c a r i c i a b a el r o s t r o y le decía m a m á , u n a vez alto, d e s p u é s b a j i t o , r á p i d o , l e n t o , s i l a b e a n d o y l u e g o el d i m i n u t i v o q u e a ella le s a b í a a gloria: ¡Mamita!

E n e s e m u n d o i r r e a l d o n d e c r e í a t o m a r la felicidad con s u s m a n o s , e n t r e c r u z a d a s c o n el p e q u e ñ o , p e r m a n e c i ó p o r m u c h o t i e m p o . C u a n d o el m u c h a c h o volvió y se e n c e r r ó e n s u c u a r t o , ella n o se dio c u e n t a . Más t a r d e , e s c u c h ó q u e a b r í a n l a s p u e r t a s del c l o s e t de la r e c á m a r a d e s u hijo, a b r i ó los o j o s y, s i n p a r a r s e , p r e g u n t ó : - ¿ E r e s t ú , h i j o ? , y d e i n m e d i a t o se a r r e p i n t i ó de h a b e r l o n o m b r a d o a s í . I n t u y ó q u e él s u f r í a d e m a s i a d o e n e s t e m o m e n t o , y q u e ella d e b í a e s p e r a r a que a s i m i l a r a la v e r d a d d e s c u b i e r t a p o r b o c a de o t r o s , a los q u e d e n o m i n ó m a l v a d o s .

Él hijo n o c o n t e s t ó , e s t a b a p r e p a r a n d o s u m a l e t a ; la llenó de r o p a , s i n q u e s u o f u s c a c i ó n le p e r m i t i e r a ver en ella el t r a b a j o d e u n a m u j e r a la q u e a h o r a se n e g a b a darle el n o m b r e q u e m e r e c í a ; e s a s p r e n d a s e s t a b a n llenas de s u c a r i ñ o , c u i d a d o s , t i e m p o y e s f u e r z o s , p o r eso e s t a b a n b i e n p l a n c h a d a s , olían a limpio y h a b í a n sido o r d e n a d a s c o n a m o r ; p e r o él n o se dio c u e n t a , s u orgullo h a b í a s i d o l a s t i m a d o , él q u e r í a s e r c o m o la mayoría; la h i s t o r i a de s u o r i g e n e r a f a l s a , No se t r a t a b a de q u e s u m a d r e n o se p u d o c a s a r c o n s u p a p á p o r q u e él

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se f u e de viaje y s u f r i ó u n l a m e n t a b l e accidente; él h a b í a sido d a d o en adopción a u n a m u j e r solitaria y s o ñ a d o r a q u e le h a b í a n e g a d o el derecho de p e r t e n e c e r a u n a p a r e j a e n u n hogar d o n d e h u b i e r a tenido otros " h e r m a n o s a u n q u e t a m b i é n f u e s e n adoptivos. E s t o e r a lo q u e el no podía p e r d o n a r , q u e ella lo a d o p t a r a p a r a c u b r i r s u soledad y lo c o n d e n a r a a h o r a a vivir i g n o r a n d o q u i e n lo h a b í a

procreado.

C u a n d o salió del c u a r t o con la m a l e t a , Maridelia ya no lloraba; e r a obvio q u e él se iría p a r a castigar s u osadía; ella no p e n s ó en detenerlo. Por p r i m e r a vez en t a n t o s a n o s lo veía ajeno, desconocido, frío, j u e z implacable, se h a b í a vuelto s u enemigo.

Él abrió la p u e r t a de la c a s a y por u n i n s t a n t e se detuvo. Ella e n s u interior rezó: ¡Oh Dios!, q u e se a r r e p i e n t a . Pero el m u c h a c h o volteó a verla sólo u n i n s t a n t e y se f u e . E n t o n c e s ella lloró a s u s a n c h a s , se maldijo y lo maldijo. La ira h a b í a e n t r a d o e n s u corazon y no q u e r í a salir. La p r e g u n t a se abrió p a s o en s u s l a m e n t o s y salió a la superficie:- ¿Por q u é a mí? ¿Por q u e yo?.

E n l a s s e m a n a s q u e el m u c h a c h o se f u e a vivir con u n c o m p a ñ e r o de la escuela, ella perdió peso y las g a n a s de vivir C u a n d o el deseo de verlo la llevó a la f a c u l t a d sin que él lo n o t a r a , halló la t a b l a salvadora, p o r q u e entonces e n c o n t r ó el motivo q u e la obligaría a vivir: verlo

de lejos. Testigo fiel y silencioso lo vio e n t r a r y salir en e s a escuela d o n d e a p r e n d e r í a a i m p a r t i r justicia. A los pocos meses lo comenzó a ver a c o m p a ñ a d o de u n a joven de cabellos largos y se sintió m á s t r a n q u i l a ; si él se e n a m o r a b a y la joven e r a b u e n a , s u hijo podría ser feliz, a pesar de ser u n hijo adoptivo.

El tiempo p a s ó y c u a n d o S e b a s t i á n se le declaró a Felisa- la m u c h a c h a con la q u e salía y e s t u d i a b a - ella le preguntó si no le i m p o r t a b a s a b e r q u e ella i g n o r a b a quiénes e r a n s u s p a d r e s . Él a s u s t a d o , le preguntó:-¿Cómo es eso, no te e n t i e n d o ? Felisa le contestó:- Es q u e soy hija adoptiva, espero q u e no te importe, p o r q u e quiero a mis p a d r e s , q u e m e h a n c u i d a d o , e d u c a d o y a m a d o , a pesar de q u e yo no lleve s u s a n g r e . E n ese i n s t a n t e , Sebastián, c o m p r e n d i ó la c r u e l d a d q u e h a b í a cometido contra la m u j e r q u e le e n s e ñ ó a c a m i n a r , h a b l a r , correr, estudiar y q u e n u n c a le h a b í a pedido n a d a ; con l á g r i m a s en los ojos, abrazó a Felisa, m u r m u r a n d o en s u oído:- El destino te p u s o en mi c a m i n o p a r a q u e yo a p r e n d i e r a a valorar lo j u s t o .

¿I

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C u a n d o estuvo f r e n t e a ella, la miró con los ojos de a n t e s y Maridelia c o m p r e n d i ó todo. Lo abrazo, le limpio con s u s dedos las l á g r i m a s q u e r o d a b a n a r d i e n t e s y s a l a d a s y no dijo n a d a . S e b a s t i á n le dijo, l e n t a m e n t e , que la a m a b a y n e c e s i t a b a s u perdón; e n t o n c e s ella, con la sencillez de los q u e a m a n y e s t á n a p u n t o de recobrar al ser a m a d o , le dijo:- Hijo mío, mi S e b a s , hoy la o f u s c a c i ó n ha salido de t u corazón y es u n gran día. E s p é r a m e e n casa p a r a comer j u n t o s y celebrarlo.

S e b a s t i á n se f u e lleno de c o n t e n t o y p e n s ó en entrar al primer templo q u e se c r u z a r a en s u camino, p a r a dar gracias al Creador y bendecirlo por h a b e r l e d a d o una m a d r e como Maridelia.

El río

La corriente se deslizaba con f u e r z a r u m b o al poniente. El a g u a t u r b u l e n t a t r a n s i t a b a con furia, en s u paso d e s b o r d a n t e a c a r r e a b a lo q u e e n c o n t r a b a : vidrios, palos, botellas de plástico, r a m a s y t r o n c o s de árboles; aquello era insólito p o r q u e ese lecho a r e n o s o t e n í a a ñ o s de estar seco y vacío.

Algunos m o r a d o r e s no se s e p a r a b a n de s u l u g a r de alerta, si el nivel s u b í a u n poco m á s sería necesario avisar a los h a b i t a n t e s de la n e c e s i d a d de e v a c u a r . El pueblito estaba dividido por el río y el p e q u e ñ o p u e n t e , mal h e c h o desde s u s inicios, ofrecía p o c a s e g u r i d a d p a r a cruzarlo.

El p r e s i d e n t e m u n i c i p a l , s a b í a q u e e s a e r a u n a emergencia, p e r o se h a b í a n q u e d a d o s i n l í n e a t e l e f ó n i c a en la p r e s i d e n c i a del p u e b l o , ú n i c o l u g a r d o n d e la h a b í a . Pensó q u e si s u c h o f e r c r u z a b a el p u e n t e , p o d r í a a v i s a r en el otro p u e b l o p a r a q u e m a n d a r a n g r u p o s de r e s c a t e y así se p u d i e r a e f e c t u a r la e v a c u a c i ó n , q u e y a p a r e c í a inminente.

No o b s t a n t e , c o m o el riesgo e r a d e m a s i a d o n o se a n i m a b a a d a r la o r d e n . El c h o f e r e r a A n a s t a s i o , u n joven a c o m e d i d o q u e e s t u d i a b a p o r l a s n o c h e s la

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él cumpliría el encargo, a u n q u e le f u e s e en ello s u propia vida. NpUg, j§l¡ X i!" ftíif"

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P e n s a n d o en esto se le vino u n a i d e a q u e calificó de loca y por lo m i s m o la rechazó s u m e n t e , a u n q u e no del todo s u corazón. Al principio se le ocurrió q u e p a r a no p o n e r e n riesgo a s u chofer, u n joven h o n r a d o y decente, p o d r í a e n t o n c e s s a c a r a G e r m á n , u n golpeador de m u j e r e s y vecinos q u e por a h o r a e s t a b a c u m p l i e n d o u n a c o n d e n a

en la cárcel, p a r a q u e hiciera la dirigencia p e r t i n e n t e .

Por u n largo m o m e n t o en el q u e p e n s ó , vació la cajetilla de cigarrillos, e n c e n d i e n d o u n o t r a s otro, m i e n t r a s la i d e a j u g a b a c o q u e t a m e n t e en s u cabeza. Si m o n a

G e r m á n en s u f u g a , el pueblo no p e r d í a g r a n c o s a se j u s t i f i c a b a . E n cambio, si m o r í a Anastasio, q u e e r a útil y

servicial, él se q u e d a b a sin chofer y la familia del m u c h a c h o , sí lo iba a r e s e n t i r .

Como caído del cielo apareció A n a s t a s i o q u i e n le p r e g u n t ó a s u jefe:- ¿No s e r á necesario ir a b u s c a r a y u d a al

otro p u e b l o ? El le r e s p o n d i ó con otra c u e s t i ó n : - Y, ¿Quien crees q u e s e r á capaz de h a c e r l o ? El m u c h a c h o , resuelto e impulsivo, contestó: - P u e s yo, ¡acaso n o e s t a la camioneta!

El p r e s i d e n t e se q u e d ó pensativo. No s a b í a si debía compartir s u idea con el joven, o hacerlo él p e r s o n a l m e n t e , para q u e si l a s c o s a s s a l í a n mal, Anastasio no tuviera vela en el entierro.

D e s p u é s de u n m i n u t o de p e s a d o silencio el joven insistía:- P u e s e n t o n c e s , ya voy o m e espero. El funcionario f r u n c i ó el ceño y le dijo: - y a veremos, h a y q u e esperar. Si c o m p o n e m o s la línea del teléfono, a v i s a m o s y así no corremos riesgos.

El joven salió m u r m u r a n d o u n "con permiso" y y a no volvió. El h o m b r e salió poco d e s p u é s r u m b o a la cárcel; iba decidido; a G e r m á n nadie lo quería, y c u a n d o e s t a b a preso, el pueblo e s t a b a m á s en paz. Aparentó t r a n q u i l i d a d cuando s a l u d ó al g u a r d i a y al celador.

- ¿ Q u i u b o ? , m u c h a c h o s .

- Cómo está, s e ñ o r alcalde- c u a d r á n d o s e . - Quiero h a b l a r con G e r m á n , ¿ s e p u e d e ? - Cómo no, alcalde. Pase u s t e d .

La cárcel olía mal; la m u j e r q u e limpiaba h a c í a d í a s que n o iba y a h o r a con el peligro del río, m e n o s h a c í a acto de presencia. G e r m á n se sorprendió al ver al alcalde; éste lo midió con la m i r a d a y estuvo u n poco t i t u b e a n t e . Se le veía flaco, mal cuidado, avejentado pero u n reflejo de inocencia en s u s p u p i l a s casi lo d e s a r m a .

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El m u c h a c h o le dijo: - ¿A poco ya voy a salir? El alcalde no le contestó; p e n s ó sobre s u acción. El otro se sentó, decepcionado y cabizbajo.

D e s p u é s de u n m o m e n t o de t i t u b e a r , él f u e soltando s u idea como t r a t a n d o de a p a r e n t a r q u e la c o s a t e n í a que h a c e r s e de e s a m a n e r a , p o r q u e no h a b í a alternativa. El m u c h a c h o primero n o le p u s o a t e n c i ó n pero d e s p u é s si y se p u s o de pie. Levantó la m i r a d a h a c i a la ventanilla a b a r r o t a d a y le comentó:- Así q u e a h o r a sí sirvo p a r a algo con t o n o sarcástico. El alcalde no abrió la boca. El otro a los pocos m i n u t o s p r e g u n t ó : - ¿Y, l a s llaves de la c a m i o n e t a ? El alcalde sin decir m á s , l a s sacó de s u bolsillo y se l a s entregó; c u a n d o a r r a n c ó el vehículo el alcalde tapo

s u r o s t r o con las m a n o s .

TAL VEZ

A m i p a d r e : S i m ó n R. G o n z á l e z

Subió m a q u i n a l m e n t e , acomodó s u m a l e t a y se sentó con la m e n t e en blanco. A los pocos m i n u t o s tuvo la sensación de q u e el t r e n se movía; e r a falso, el que e s t a b a en la o t r a vía e r a el q u e m a r c h a b a primero. D e j a b a Veracruz, volvía a Monterrey. Oyó de lejos el silbato q u e a n u n c i a b a la p a r t i d a . El ruido lo centró en s u realidad. En s u corazón llevaba m á s peso q u e en la m a l e t a .

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El m u c h a c h o le dijo: - ¿A poco ya voy a salir? El alcalde no le contestó; p e n s ó sobre s u acción. El otro se sentó, decepcionado y cabizbajo.

D e s p u é s de u n m o m e n t o de t i t u b e a r , él f u e soltando s u idea como t r a t a n d o de a p a r e n t a r q u e la c o s a t e n í a que h a c e r s e de e s a m a n e r a , p o r q u e no h a b í a alternativa. El m u c h a c h o primero n o le p u s o a t e n c i ó n pero d e s p u é s si y se p u s o de pie. Levantó la m i r a d a h a c i a la ventanilla a b a r r o t a d a y le comentó:- Así q u e a h o r a sí sirvo p a r a algo con t o n o sarcástico. El alcalde no abrió la boca. El otro a los pocos m i n u t o s p r e g u n t ó : - ¿Y, l a s llaves de la c a m i o n e t a ? El alcalde sin decir m á s , l a s sacó de s u bolsillo y se l a s entregó; c u a n d o a r r a n c ó el vehículo el alcalde tapo

s u r o s t r o con las m a n o s .

TAL VEZ

A m i p a d r e : S i m ó n R. G o n z á l e z

Subió m a q u i n a l m e n t e , acomodó s u m a l e t a y se sentó con la m e n t e en blanco. A los pocos m i n u t o s tuvo la sensación de q u e el t r e n se movía; e r a falso, el que e s t a b a en la o t r a vía e r a el q u e m a r c h a b a primero. D e j a b a Veracruz, volvía a Monterrey. Oyó de lejos el silbato q u e a n u n c i a b a la p a r t i d a . El ruido lo centró en s u realidad. En s u corazón llevaba m á s peso q u e en la m a l e t a .

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E n todo ese tiempo las c o s a s h a b í a n c a m b i a d o Al p r i n c i p i o h u b o m u c h a s l l a m a d a s , c a r t a s i n c l u s o t e l e g r a m a s , p e r o d e s p u é s él f u e b a j a n d o l e a la c o m u n i c a c i ó n , y es q u e h a b í a conocido a Nelly, la h i j a del d u e ñ o del r e s t a u r a n t e d o n d e f u e c o n t r a t a d o como mesero. E n t r e s a l u d o y saludo, s o n r i s a s y m i r a d a s , surgió la a t r a c c i ó n m u t u a q u e los hizo p e n s a r e n el casorio.

El p a d r e no estuvo de a c u e r d o , Nelly a p e n a s tenía dieciséis a ñ o s , así q u e h u b i e r o n de e s p e r a r a que c u m p l i e r a los dieciocho. La m a d r e de G u s t a v o f u e quien primero se dio c u e n t a del despego del m u c h a c h o ; en u n a de las l l a m a d a s le dijo al despedirse:-Te n o t o raro, ¿Te p a s a aleo-? Él sólo s u p o c o n t e s t a r : ¿ Por q u é m e lo p r e g u n t a ' Ella le dijo:- No sé, no p r e g u n t a s por Tala. El respondio:-A ella le h a b l o a p a r t e . La m a d r e le reclamó:-Me dijo q u e hace m u c h o q u e no le h a b l a s . G u s t a v o decidió colgar y rápido agregó: -Es p o r el t r a b a j o , ya s a b e s ; p e r o ella n a d a ingenua le incriminó:- No, si yo n a d a sé, el q u e s a b e c u a l es tu c u e n t o eres t ú - y f u e ella q u i e n colgo primero.

E n la m a l e t a llevaba l a s c a r t a s de Tala, sintió el i m p u l s o de releerlas pero se a b s t u v o . Desde q u e m u ñ o Nelly n o h a c í a o t r a cosa. D e s p u é s c a m b i ó de idea y si lo hizo C u a n d o e s t a b a en eso a n u n c i a r o n q u e p a s a r a n al vagón-comedor y f u e c u a n d o se dio c u e n t a q u e ya

estaban p a s a n d o por la capital, la l e c t u r a lo h a b í a embebido al grado de q u e no se dio c u e n t a de la p a r a d a de Córdoba.

D e s p u é s de c o m e r siguió el cigarrillo, la tos, el b a ñ o y después de h o r a y m e d i a regresó a s u lugar. Cerró los ojos. No quería p e n s a r ; s u c a b e z a e r a u n caos. Sin s a b e r cómo se situó en el m o m e n t o en q u e dejó Monterrey. S u s p a d r e s lo despidieron en la estación llenos de i n c e r t i d u m b r e . También e s t a b a Tala: callada, robotizada. Él la a b r a z ó y le dijo al oído: -No llores, s e r á c o s a de dos a ñ o s . Ella no lloraba, lo miró perpleja y siguió h u n d i d a en s u silencio. Cuando s u b i ó al t r e n se dio c u e n t a q u e en la m a n o llevaba las gorditas con q u e s o y r a j a s p r e p a r a d a s por s u m a d r e para que no c o m p r a r a algo q u e le i n d i g e s t a r a en el camino.

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m i s m o p u e s t o ; Pedro q u e c o r t a b a la r e b a n a d a del dulce de c a j e t a y r e g a l a b a s u g a n a n c i a p o r ver u n a s o n r i s a y s e n t i r s e útil en ese p a i s a j e cotidiano. Les dijo adiós con la m i r a d a y se d i s p u s o a b u s c a r s u asiento.

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No s u p o c u á n d o se q u e d ó dormido. S u s u e n o , casi pesadilla, lo hizo b a l b u c i r p a l a b r a s q u e d i s t a b a n m u c h o del castellano. El t r e n seguía s u camino, firme, seguro, rítmico; p a s ó por Q u e r é t a r o y por León. G u s t a v o vagaba por otros c a m i n o s f a n t a s m a l e s c u a n d o l a s voces de otros p a s a j e r o s lo volvieron a la realidad. El t r e n e n t r a b a a a e s t a c i ó n de S a n Luis Potosí. Se talló los ojos; le dolía la c a b e z a y vio con a s o m b r o q u e c o m e n z a b a a oscurecer.

Por p r i m e r a vez p e n s ó q u e llegaría a s u destino gracias a los h o m b r e s q u e p a s a b a n s u vida colocando rieles y d u r m i e n t e s , c a m b i a n d o la dirección de las vías,

conduciendo m á q u i n a s , o q u i z á s dirigiendo m a n i o b r a s desde u n a oficina, pero q u e facilitan el t r a s l a d o seguro y económico a diferentes p u n t o s del país. Pensó en s u tío que h a b í a m u e r t o a c c i d e n t a l m e n t e como fogonero, en las labores de s u r a m o y del cual n a d i e dijo q u e h u b i e r a muerto en el c u m p l i m i e n t o de s u deber, p o r q u e eso sólo se dice en los c a s o s de los militares, b o m b e r o s o policías.

U n a voz infantil lo sacó de s u meditación: -¿Me prestas u n a revista? G u s t a v o volvió el rostro p a r a verlo y ver de q u é revistas se t r a t a b a . E n s e g u i d a se dio c u e n t a que los p a s a j e r o s q u e h a b í a n b a j a d o las dejaron. Tomó u n a y se la dio al p e q u e ñ o q u e le dio las gracias. Él tomó la otra con la intención de d i s t r a e r s e . La abrió al azar y vio u n anuncio de alimento infantil. Se p u s o triste; Nelly no le pudo d a r u n hijo. Cerró la revista y la dejó caer en el asiento, d e s p u é s e n t o r n o s u s ojos; p e n s ó en Tala; s u t a b l a de salvación.

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El á n i m o le d u r ó poco. Antes de llegar a Monterrey, lo S01 cerca del c a r r o - c a s a y t o d a s las v e n t a n a s abiertas, a t a c a r o n las d u d a s como b r u j a s de otros m u n d o s : ¿ y si Entonces con s u s ojos de n i ñ o las veía f r e s c a s , divertidas y Tala y a no lo e s p e r a b a ? y, ¿ si ella y a f u e s e a j e n a ? y, si cómodas. T a m b i é n notó la a u s e n c i a de los p e o n e s , y del armón en q u e se t r a n s p o r t a b a n ; a l g u n a vez p e n s ó en manejar alguno, si se lo p e r m i t i á n , p o r q u e ir al aire libre y la s e g u r i d a d de las r u e d a s d e n t r o del riel, le f a s c i n a b a .

Todo esto lo llevó a reflexionar q u e en los a c c i d e n t e s con otros vehículos, el q u e m a n e j a la locomotora no p u e d e tener la c u l p a ya q u e el t r e n no se sale de la vía, salvo en algún d e s a f o r t u n a d o descarrilamiento, y se dijo i m i t a n d o a su abuelita: - "Dios g u a r d e la h o r a " y r e c o r d a n d o la f r a s e del abuelo: - " Toco m a d e r a " , pero no la b u s c ó p a r a tocarla.

Al poco tiempo el t r e n a n u n c i ó s u e n t r a d a olímpica en la E s t a c i ó n del Golfo; y a p a r a e n t o n c e s G u s t a v o e r a u n manojo de nervios. Bajó s u m a l e t a y sacó el p a ñ u e l o p a r a secar s u f r e n t e y s u s m a n o s e m p a p a d a s de s u d o r frío y perlado. La a n g u s t i a lo envolvió y miró por la ventanilla. Se q u e d ó perplejo. No e n c o n t r ó n i n g ú n rostro conocido. El a m b i e n t e e r a otro: m á s amplio, m á s limpio, m á s brillante...más vacío. Bajó con t o d a rapidez de q u e hizo acopio y salió a b u s c a r u n taxi. No batalló en encontrarlo; dio la dirección y se e x t r a ñ ó q u e a h o r a t u v i e r a n m a r c a d o r dónde se leía cómo s u b í a el precio.

Pagó y se b a j ó con el último aliento q u e le q u e d a b a e n j u e g o . Tocó; no h u b o r e s p u e s t a . Todo e s t a b a oscuro; no lo p e r d o n a b a , ¿ q u é sería de él?. D e s p u é s de todo, la

ú l t i m a de s u s c a r t a s d a t a b a de varios m e s e s a t r a s ; ai p a r e c e r le c o b r a b a s u a b a n d o n o . De p r o n t o le vino un s e n t i m i e n t o de extrañeza. Casi al final del trayecto se daba c u e n t a q u e no h a b í a visto l a s c a s i t a s de los g u a r d a v í a s ni t a m p o c o los viejos v a g o n e s q u e servían de c a s a a los garroteros y fogoneros. Recordó q u e de niño, las había visto Le p a r e c í a n alegres con s u s botecitos colgando con

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e r a n l a s doce de la noche; con m a n o t i t u b e a n t e opnmio n u e v a m e n t e el timbre. La p u e r t a se abrió y él entro con

sigilo. Al i n s t a n t e alguien e n c e n d i ó la luz y todos, familiares y amigos, le a p l a u d i e r o n . B u s c ó con la m i r a d a a Tala. Ella venía de la cocina con u n p a s t e l e n l a s manos. Al verlo, exclamó: - G r a c i a s por volver en el día de mi c u m p l e a ñ o s .

G u s t a v o corrió a a b r a z a r l a , m u s i t a n d o u n "Gracias a Dios" q u e n a d i e e s c u c h ó y surgió la pesadilla: - ¿Cómo explicarle q u e volvía viudo? Tal vez a l g ú n d í a se dijo, y la

soltó p a r a ir a b e s a r a s u m a d r e , cuyo c o n t e n t o e s t a b a a p u n t o de enloquecerla.

S u s a n a

¿Hay alguien a q u í ? La voz de S u s a n a recorrió todos los r i n c o n e s de la c a s a y llegó al t r a s p a t i o , pero no h u b o r e s p u e s t a a l g u n a . Ella insistió de nuevo, a la vez q u e e m p u j a b a la portezuela en vías de extinción.

Hacía cinco a ñ o s q u e ella h a b í a partido en b u s c a de su "felicidad", a r m a d a sólo de s u s ilusiones y con la confianza p u e s t a en Salvador, s u novio.

E n t o n c e s con ello se creyó bien e q u i p a d a , a d e m á s como secretaría de s u tío Martín y con el inicio de s u s clases de inglés, p e n s a b a q u e no sería estorbo p a r a Salvador, ya q u e ella s a b r í a g a n a r s e el p a n de c a d a día.

Miró con tristeza el m o n t ó n de polvo q u e c u b r í a los pocos m u e b l e s y a desvencijados, las t e l a r a ñ a s q u e como encaje lucían los á n g u l o s s u p e r i o r e s de v e n t a n a s , p u e r t a s y p a r e d e s . Quería s e n t a r s e , pero dónde; de p r o n t o sintió un ahogo y el llanto cobró f u e r z a sin s u permiso. S u s padres e r a n p o b r e s pero siempre la t r a t a r o n bien. Se f u e porque Salvador iba a t r a b a j a r en la capital y él temía q u e ella t o m a r a otro novio y lo d e j a r a p l a n t a d o .

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