El polen que se esparce en el desierto : semblanzas y perfiles de mujeres de Nuevo León

Texto completo

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L POLEN

QUE SE ESPARCE EN EL DESIERTO

Semblanzas y perfiles de mujeres de Nuevo León

Lídice Ramos Ruiz

Irma Alma Ochoa Treviño

compiladoras

U A N L 2 0 0 0

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UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE NUEVO LEÓN

REYES S. TAMEZ GUERRA Rector

LUIS GALÁN W O N G Secretario General

JOSÉ A N T O N I O G O N Z Á L E Z TREVIÑO Secretario Académico

FACULTAD DE FILOSOFÍA Y LETRAS

NICOLÁS DUARTE ORTEGA Director

H É C T O R F R A N C O SÁENZ Proyectos Editoriales

LÍDICE RAMOS RUIZ

Centro Universitario de Estudios de Género

EL POLEN QUE SE ESPARCE EN EL DESIERTO.

Semblanzas y perfiles de mujeres de Nuevo León

Lídice R a m o s Ruiz I r m a A l m a O c h o a T r e v i ñ o

Compiladoras

Facultad de Filosofía y Letras, UANL

Centro Universitario de Estudios de Género

OQWOH

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EL POLEN QUE SE ESPARCE EN EL DESIERTO. Semblanzas y perfiles de mujeres de Nuevo León

Fotografías: Pablo Cuellar Portada:

Primera edición: marzo de 2000

© Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Autónoma de Nuevo León (edición)

Cd. Universitaria, San Nicolás de los Garza, Nuevo León

ISBN-970-694-022-7

Prohibida la reproducción, transmisión total o parcial de esta obra en cualquier forma, ya sea electrónica o mecánica, incluso fotocopia o sistema para recuperar información sin permiso de la institución res-ponsable de la edición.

so en México. Printed in Mexico

FONDO

UANL

A las madres, a las abuelas, a las tías, a todas aquellas cuyo polen brilla como

estrellas en el desierto.

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Indice

Agradecimientos

Introducción

De las entrevistadoras

Alejandra Rangel Hinojosa C á t e d r a de género

Alicia Leal Puerta

La p u e r t a está a b i e r t a

Ana Matta Arcos

La c o m a n d a n t a A n a

Arlina M a r r o q u í n S á n c h e z El gusto p o r la política

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15

19

25

33

47

61

Beatriz De La Vega H e r n á n d e z

F u e r z a viva d e la p r o m o c i ó n h u m a n a 71

Cecilia S a v i ñ ó n Casas

La r e v u e l t a en el s i s t e m a 83

Consuelo Gloria Morales Elizondo

La justicia es p r i m e r o 97

Dolores Estrada García

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Elvia Inés Mante Barrera

F a n t a s í a con las m a n o s 121

Hortensia Chapa González

I m p u l s o r a d e la s e g u r i d a d social 129

Josefina de la Garza H e r n á n d e z

U n a y m u c h a s m u j e r e s 145

Josefina Leroux C a m i n o

Su destino, florecer 1 5 1

Leticia Herrera

De c a r n e , h u e s o y t i n t a 165

Ludivina Lozano Leal

Arte y política 179

Luisa F e r n a n d a Patrón Pérez

D e s p i e r t a el viejo c a n t o n o r e s t e n s e 191

Marcela Granados S h i r o m a

Por s e n d e r o s e s c a r p a d o s 211

Marcela Guerra Castillo

Por u n a p o l í t i c a d e s d e las m u j e r e s 225

Margarita M o r e n o

F o r t a l e z a y fe 239

María Belmonte

O t r a d i m e n s i ó n del f e m i n i s m o 253

María Elena C h a p a H e r n á n d e z

Con la e q u i d a d en la m a n o 267

María Elena Ramos Tovar

Doctora e n e s t u d i o s d e g é n e r o 285

María G u a d a l u p e Granados Gutiérrez M é d i c a f a m i l i a r

Marianela Madrigal Hinojosa C o m p r o m i s o c o n los p o b r e s

Maricruz Flores Martínez

De la c o s t u r a a la política

María Teresa Celestino Rodríguez S o r o r i d a d y a c a d e m i a

Mariaurora Mota Bravo

F e m i n i s t a d e t i e m p o c o m p l e t o

M a r t h a Casarini Ratto

Su c o m p r o m i s o : la pedagogía

Minerva Margarita Villarreal P a s i ó n y c o n t r a d i c c i ó n

N o r m a A. González Izaguirre El d e r e c h o al p r o p i o c u e r p o

Rosaura Barahona Aguayo

Valentía y r e s p o n s a b i l i d a d

S a n d r a Arenal Huerta: L u n a Roja

Sonia Aracely López García:

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El material que tiene en sus m a n o s es el resultado de u n a serie de esfuerzos trabajados en equipo por u n co-lectivo de m u j e r e s que estamos adscritas o s o m o s cola-boradoras del Centro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras de la Univer-sidad A u t ó n o m a de N u e v o León.

Como es de m u c h a s p e r s o n a s conocido, d u r a n t e las dos últimas décadas, en n u e s t r o país, h a n crecido las instancias a c a d é m i c a s formales que se d e d i c a n a la investigación sobre género. Tanto las estudiosas como los estudiosos que los forman, h a n logrado consolidar p r o p u e s t a s que p l a n t e a n desafíos a las c o n s t r u c c i o n e s del p e n s a m i e n t o científico.

Este f e n ó m e n o no es privativo de México, e n otros territorios los estudios de género t a m b i é n a p o y a n el m o v i m i e n t o social a favor de los derechos de las m u j e -res, como u n a vía para contribuir al m e j o r a m i e n t o de las relaciones interpersonales entre los géneros.

En este c a m i n o de apertura a la conciencia colecti-va regiomontana q u e r e m o s agradecer el i m p u l s o brin-dado a la creación del Centro y ahora su respaldo para la p u b l i c a c i ó n del libro, al Director de la Facultad, Lic. Ni-colás Duarte Ortega.

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El material que tiene en sus m a n o s es el resultado de u n a serie de esfuerzos trabajados en equipo por u n co-lectivo de m u j e r e s que estamos adscritas o s o m o s cola-boradoras del Centro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras de la Univer-sidad A u t ó n o m a de N u e v o León.

Como es de m u c h a s p e r s o n a s conocido, d u r a n t e las dos últimas décadas, en n u e s t r o país, h a n crecido las instancias a c a d é m i c a s formales que se d e d i c a n a la investigación sobre género. Tanto las estudiosas como los estudiosos que los forman, h a n logrado consolidar p r o p u e s t a s que p l a n t e a n desafíos a las c o n s t r u c c i o n e s del p e n s a m i e n t o científico.

Este f e n ó m e n o no es privativo de México, e n otros territorios los estudios de género t a m b i é n a p o y a n el m o v i m i e n t o social a favor de los derechos de las m u j e -res, como u n a vía para contribuir al m e j o r a m i e n t o de las relaciones interpersonales entre los géneros.

En este c a m i n o de apertura a la conciencia colecti-va regiomontana q u e r e m o s agradecer el i m p u l s o brin-dado a la creación del Centro y ahora su respaldo para la p u b l i c a c i ó n del libro, al Director de la Facultad, Lic. Ni-colás Duarte Ortega.

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para p r e s e n t a r la imagen visual que enriquece las histo-rias.

Al Lic. Héctor F r a n c o Sáenz, Secretario de Proyec-tos Editoriales de la Facultad de Filosofía y Letras, UANL, por su sabia orientación y c u i d a d o de la publica-ción de este material.

A G u a d a l u p e Elósegui. Editorialista y periodista por su c o n t r i b u c i ó n solidaria en la corrección de estilo de los estudios presentados.

A Sonia Ulloa Koenigue cuyo d i n a m i s m o y juven-t u d alenjuven-tó las agojuven-tadoras discusiones sobre redacción, coordinación y ejecución de los textos.

Y, sobre todo a las m u j e r e s entrevistadas que nos p r e s t a r o n sus experiencias y sus tiempos para a u m e n t a r n u e s t r a alma.

Introducción

Así como el desierto es capaz de proyectar mil imágenes y colores, así como es posible que las arenas bailen y se tejan tolvaneras, así el colectivo de m u j e r e s q u e nos u n i m o s para trabajar este material, p r e s e n t a m o s u n in-ventario de voces que atan n u d o s y desatan ideas para hacer m e m o r i a de lo que es u n ser h u m a n o .

Es u n mosaico rico, rebelde, lleno de sol y l u n a s d o n d e algunas mujeres c u e n t a n en forma directa, senci-lla y llena de emociones contenidas, sus n e c e s i d a d e s , sus logros, el lado positivo de sus vidas y varias, su par-ticipación en las luchas sociales.

No escapa a todos estos diálogos, el bregar como c i u d a d a n a s cuyo universo c o n s t r u i d o dentro de la vi-sión m a s c u l i n a sólo h a p e r m i t i d o p e q u e ñ o s oasis de conciencia f e m e n i n a .

En todas las palabras de estas páginas h a y a m a n e -ceres, cambios con dolor, paciencia, e n c u e n t r o s y espe-ranzas en el milenio que inicia por u n o r d e n simbólico y real que ostente como sustancia la e q u i d a d entre los géneros.

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para p r e s e n t a r la imagen visual que enriquece las histo-rias.

Al Lic. Héctor F r a n c o Sáenz, Secretario de Proyec-tos Editoriales de la Facultad de Filosofía y Letras, UANL, por su sabia orientación y c u i d a d o de la publica-ción de este material.

A G u a d a l u p e Elósegui. Editorialista y periodista por su c o n t r i b u c i ó n solidaria en la corrección de estilo de los estudios presentados.

A Sonia Ulloa Koenigue cuyo d i n a m i s m o y juven-t u d alenjuven-tó las agojuven-tadoras discusiones sobre redacción, coordinación y ejecución de los textos.

Y, sobre todo a las m u j e r e s entrevistadas que nos p r e s t a r o n sus experiencias y sus tiempos para a u m e n t a r n u e s t r a alma.

Introducción

Así como el desierto es capaz de proyectar mil imágenes y colores, así como es posible que las arenas bailen y se tejan tolvaneras, así el colectivo de m u j e r e s q u e nos u n i m o s para trabajar este material, p r e s e n t a m o s u n in-ventario de voces que atan n u d o s y desatan ideas para hacer m e m o r i a de lo que es u n ser h u m a n o .

Es u n mosaico rico, rebelde, lleno de sol y l u n a s d o n d e algunas mujeres c u e n t a n en forma directa, senci-lla y llena de emociones contenidas, sus n e c e s i d a d e s , sus logros, el lado positivo de sus vidas y varias, su par-ticipación en las luchas sociales.

No escapa a todos estos diálogos, el bregar como c i u d a d a n a s cuyo universo c o n s t r u i d o dentro de la vi-sión m a s c u l i n a sólo h a p e r m i t i d o p e q u e ñ o s oasis de conciencia f e m e n i n a .

En todas las palabras de estas páginas h a y a m a n e -ceres, cambios con dolor, paciencia, e n c u e n t r o s y espe-ranzas en el milenio que inicia por u n o r d e n simbólico y real que ostente como sustancia la e q u i d a d entre los géneros.

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p e r m i t e n mirar en sus vidas y no sólo eso, sino que se r o m p e el espeso silencio que la cultura d o m i n a n t e guar-da sobre las m u j e r e s .

El resultado ha sido m u y acogedor p o r q u e al selec-cionar la metodología cualitativa de s e m b l a n z a o perfil, los diálogos sacaron a la l u z la riqueza de estas m u j e r e s . El e n t u s i a s m o no nos ciega sobre las limitaciones que este c a m i n o de hacer investigación tiene. Más, las situa-ciones de trabajo se dieron d e tal forma que el azar par-ticipó de m a n e r a significativa en la c o n f o r m a c i ó n de la m u e s t r a que usted tiene en s u s m a n o s .

A más de u n a de las entrevistadas le p e r m i t i ó re-p e n s a r cómo los códigos culturales se viven, se h a c e n propios, sin que exista u n a prohibición explícita. Para otras, h a b l a r de lo cotidiano, de la familia, les dio la o p o r t u n i d a d de valorizar eso que en la Historia con ma-y ú s c u l a s , n o es signo de distinción.

El entorno en que se realizaron las entrevistas in-fluyó para la p r e s e n t a c i ó n de las m i s m a s . Algunas per-sonas nos h a b r i e r o n las p u e r t a s de sus casas, otras sólo t u v i e r o n t i e m p o en los lugares de trabajo y varias m á s en u n café.

En general, el hacer m e m o r i a , platicar sobre sí m i s m a s que no siempre resulta fácil, permitió a n u e s -tras m u j e r e s , conocerse, e n t e n d e r s e , saber por qué son como son. Y a las que trabajamos la entrevista, nos for-taleció contar con estas i d e n t i d a d e s f e m e n i n a s .

El trabajo en e q u i p o y las discusiones sobre mate-riales teóricos sobre estudios de género nos b r i n d ó la

o p o r t u n i d a d de reafirmar cómo somos las m u j e r e s re-ceptoras y r e p r o d u c t o r a s d e valores, símbolos y repre-sentaciones sociales que p u e d e n y d e b e n cambiarse. De

cómo d e s c u b r i e n d o los senderos de estas voces, pode-mos extirpar las raíces que nos a n u d a n en este desierto patriarcal e n que vivimos.

La invitación para generar este trabajo f u e bastan-te abierta, p e n s a m o s en u n a amplia lista de p e r s o n a s ; sin embargo, no todas p u d i e r o n darnos su polen. Ade-más, n u e s t r a s limitaciones personales, el t i e m p o y los recursos materiales siempre escasos, sólo nos permitie-r o n alcanzapermitie-r este ppermitie-rimepermitie-r v o l u m e n de permitie-ricas expepermitie-riencias.

Sabemos que los estudios de m u j e r e s como grupo social de la historia local son u n t e m a bastante nuevo, que h a n e m p e z a d o a merecer u n lugar e n las investiga-ciones a partir del ejercicio que de la palabra estamos h a c i e n d o desde lugares como el Centro Universitario de Estudios de Género.

Aspiramos, a que el polen de estas flores se expan-dan, se conozca y se reconozca. Y hacer posible que los vientos n o s p r e s e n t e n m á s voces que n o s h a b l e n d e la integración de las m u j e r e s al desarrollo del país, m á s voces que develen los rezagos y las desigualdades asociadas a las diferencias de género entre h o m b r e s y m u -jeres, y m á s voces que aceleren en el siglo XXI u n a cultura nueva. La cultura de la e q u i d a d que necesita u n a fuerza de cohesión espiritual apoyada en la razón, el lenguaje y u n a práctica social dentro de u n o r d e n simbólico diferente al que ahora domina.

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De las entrevistadoras

Aidé García Ovalle, Estudianta de la Licenciatura e n Sociología en la Facultad de Filosofía y Letras, U.A.N.L. Colaboradora del Centro Universitario d e Es-tudios de Género.

Bertha Cervantes Rivas, Licenciada e n Letras Espa-ñolas por la U.A.N.L. Colaboradora del Centro Univer-sitario de Estudios de Género d e la Facultad de Filosofía y Letras UANL.

Brenda Valle Carrillo, E s t u d i a n t a d e la Licenciatu-ra en Sociología. ColaboLicenciatu-radoLicenciatu-ra del Centro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Le-tras UANL.

Irma Alma Ochoa Treviño, Licenciada en Trabajo Social U.A.N.L., D i p l o m a d a e n Historia. Investigadora del Centro Universitario de Estudios de Género de la Fa-cultad de Filosofía y Letras U.A.N.L. Pertenece al Pacto Plural de Mujeres.

Juana María Nava Castillo, Licenciada en Ciencias de la C o m u n i c a c i ó n por la U.A.N.L. Periodista. Ha tra-b a j a d o en diferentes m e d i o s de c o m u n i c a c i ó n impresa, locales y nacionales. Integrante de la Red Nacional d e Periodistas. Es Directora de C o m u n i c a c i ó n e Informa-ción de la M u j e r en N u e v o León, A.C.

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Univer-sitario de Estudios d e Género de la Facultad de Filosofía y Letras UANL.

Lídice Ramos Ruiz, Licenciada e n E c o n o m í a U.A.N.L., Maestría en E c o n o m í a U.N.A.M. Coordinado-ra del Centro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras U.AN.L.

María de Jesús Reyna Ramírez Vázquez, Licenciada en Letras Españolas por la U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a de N u e v o León. Periodista. Miembra de la Red Nacional de Periodistas, Coordinadora de Difusión y Enlace de CIMAC (Comunicación e I n f o r m a c i ó n de la Mujer, A.C.). Ha trabajado en el ABC, El Nacional, Cambio y el Diario de Monterrey.

María Guadalupe Cruz Hernández, Licenciada e n Ciencias de la C o m u n i c a c i ó n por la U n i v e r s i d a d Autó-n o m a de N u e v o LeóAutó-n. Ha sido redactora de Autó-noticias e Autó-n la XEFB, reportera de c u l t u r a en El Nacional (Edición N u e v o León), El Porvenir y El Financiero Noreste. Inte-grante de la Red Nacional de Periodistas y del Pacto Plu-ral de Mujeres.

María Guadalupe Elósegui, Periodista, editorialista y c o l u m n i s t a en diarios locales. Colaboradora del Cen-tro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras UANL.

Mónica Campos Samaniego, Estudianta de la Licen-ciatura en Sociología. U.A.N.L. Colaboradora del Cen-tro Universitario de Estudios de Género de la F a c u l t a d de Filosofía y Letras UANL.

Nancy Sánchez Almanza, Licenciada en Sociología por la U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a de N u e v o León.

Investi-gadora del Centro Universitario d e Estudios de Género d e la Facultad de Filosofía y Letras UANL.

Sayonara Salinas Cruz, E s t u d i a n t a de la Licencia-t u r a en Sociología de la U n i v e r s i d a d A u Licencia-t ó n o m a de Nue-vo León. Colaboradora del Centro Universitario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras UANL.

Sonia Borjas García, Licenciada en Ciencias de la C o m u n i c a c i ó n por la U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a de N u e v o León. Periodista. Coordinadora de Proyectos de CIMAC.

Sonia Ulloa Koenigue, E s t u d i a n t a de la .Licenciatu-ra en Filosofía de la Universidad A u t ó n o m a de N u e v o León. Colaboradora del Centro Universitario d e Estu-d i e s Estu-de Género.

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Cátedra de género

Sonia Ulloa Koenigue

Al recordar su infancia como u n período pacífico, fruc-tífero y feliz de su vida, evoca la figura de sus padres, sus h e r m a n a s y h e r m a n o , u n i d o s en u n a m b i e n t e armo-nioso, culto, respetuoso de la diversidad de opiniones y p e n s a m i e n t o .

Compartí un núcleo familiar de conversación intere-sante. Confluían en mi casa grandes intelectuales con discusiones muy profundas con mi padre, en las que todos participábamos escuchando las sabias opiniones que se vertían.

Elena, Raúl, Mónica, Lucía y Alejandra Rangel Hinojosa son profesionistas con desarrollo en las h u m a n i -d a -d e s y en la economía. Don Raúl Rangel Frías, h o m b r e sensible y gran conversador, p u s o al alcance d e s u s hi-jas e hijo u n a extensa biblioteca, desde que aquellos eran m u y p e q u e ñ o s .

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De la d o c e n c i a al a r t e

Desde su p r i m e r e m p l e o Alejandra optó por la carrera magisterial. C o m o vocación y como o p o r t u n i d a d le re-sultaba la mejor opción, para llevar a cabo u n a vida la-boral activa e n c o m b i n a c i ó n c o n los c o m p r o m i s o s de u n a joven casada.

C u a n d o la m a t e r n i d a d arriba, la vida de c u a l q u i e r m u j e r cambia, p u e s por u n a parte los hijos y las hijas se t o r n a n en n u e v o s ojos y n u e v a s voces que h a b r á n de ser e s c u c h a d o s por s u s m a d r e s y sus padres, y por el otro está la c u e s t i ó n profesional.

Se e n r i q u e c e tu m u n d o con n u e v o s seres con dis-tintas p r o p u e s t a s y sensibilidades y por otra p a r t e se v u e l v e n u n f r e n o p a r a el desarrollo profesional de la m u j e r d e b i d o a las a t a d u r a s culturales. Este es el reto de la m a t e r n i d a d para las m u j e r e s .

Los p r i m e r o s t e m a s en su docencia giran alrede-dor de la Antropología Filosófica, c u a n d o impartió cla-ses en la U n i v e r s i d a d de Monterrey. En el Instituto Tecnológico y d e E s t u d i o s Superiores de M o n t e r r e y dio cátedra d e Análisis del P e n s a m i e n t o M e x i c a n o C o n t e m -poráneo, asignatura q u e r e c u e r d a con m u c h o cariño; y e n la F a c u l t a d d e Filosofía y Letras de la U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a d e N u e v o León se inicia d a n d o cursos gene-rales de Filosofía.

La d i f u s i ó n c u l t u r a l nació como u n a e x t e n s i ó n de su labor a c a d é m i c a en las h u m a n i d a d e s . Los m i s m o s estudios c u l t u r a l e s - h i s t ó r i c o s , según nos c u e n t a - , le p e r m i t i e r o n d e s p u é s llegar a la práctica c o n las m a n o s llenas d e c o n o c i m i e n t o .

La teoría en la A c a d e m i a resulta m u c h o m á s fácil, pero e n la realidad se nos p r e s e n t a la c o m p l e j i d a d de definir lo que es la verdadera democracia, o inclusive partir desde la m i s m a definición de lo que es o n o es cultura, cuáles son sus límites y extensiones. En ese es-cenario real d o n d e se c o n s t r u y e n los espacios de la cul-tura, sí que es complicado.

En el Consejo para la Cultura y las Artes de N u e v o León (Conarte), institución que Alejandra preside, se t o m a n las decisiones en c o n j u n t o , según lo d i c t a m i n a n sus estatutos.

Es u n organismo colegiado, c o n f o r m a d o por repre-sentantes de todas las disciplinas artísticas, y elegidos por cada organización de artistas, p r o m o t o r e s cultura-les, intelectuales y directores de museos. S u s integran-tes a c t ú a n con toda la libertad, tal como si f u e r a su propia obra.

Sin embargo, ese c u e r p o colegiado es exigente y ri-guroso en las p r o p u e s t a s que b u s c a n apoyo, y Alejandra se considera respetuosa de las decisiones del organis-mo.

La a l t e r i d a d

En las m a n o s de las mujeres, nos dice la maestra Alejan-dra: están las costumbres, las tradiciones, las creencias, los ri-tuales y las prácticas sociales, todas como expresiones de la cultura.

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r e p r o d u c i e n d o y qué tanta conciencia t e n e m o s d e que estamos c o n t i n u a n d o y r e p i t i e n d o como m o d e l o s de d o m i n a c i ó n patriarcal. P o n i e n d o al h o m b r e c o m o el

gran otro, como r e p r e s e n t a n t e de la cultura oficial o ge-neralizada. Así que en la m e d i d a que las m u j e r e s n o to-m e to-m o s conciencia será difícil terto-minar con esta s u b o r d i n a c i ó n cultural. Creo que todas t e n e m o s la cap a c i d a d de excapresar n u e s t r o descontento, de no cap e r m a -necer en u n a actitud cómoda, poco c o m p r o m e t i d a , conformista, pasiva. Eso sí, sin a d o p t a r u n a c o n d u c t a en que, por la c o n s e c u c i ó n de beneficios, nos olvide-m o s de los olvide-matices que nos h a c e n distintas.

La filósofa r e c o m i e n d a no h o m o g e n e i z a r a las m u -jeres en u n a sola, p u e s t o que existen múltiples f o r m a s de ser m u j e r no p u e d e hablarse de LA MUJER, como úni-ca, como u n a sola.

No p u e d e hablarse de la m u j e r en abstracto, sino de las m u j e r e s en concreto, en plural, c o n t e x t u a l i z a n d o a cada u n a en sus circunstancias.

Por eso p u n t u a l i z a en la i m p o r t a n c i a de la teoría de género, ya que señala como cierto que las m u j e r e s h e m o s sido las o p r i m i d a s de la historia, p e r o t a m b i é n indica que esto n o basta para tomar conciencia.

Esta es la tarea de la teoría de género: d e s m a n t e l a r el sistema y e n t e n d e r cuáles son los m e c a n i s m o s que s u b y a c e n y que obligan a estas prácticas de u n sistema dicotómico, binario, de categorías, d o n d e el h o m b r e es s i n ó n i m o de todo lo asociado a lo positivo y las m u j e r e s a lo negativo, y d o n d e se presenta la diferencia biológi-ca como u n p u n t o de desigualdad de o p o r t u n i d a d e s .

Afirma categórica que m i e n t r a s los h o m b r e s y las m u j e r e s no nos i n v o l u c r e m o s con la perspectiva de

gé-ñero y e n t e n d a m o s que nosotros y nosotras h e m o s c o n s t r u i d o estas diferencias, será difícil avanzar.

Alejandra considera que en la conciencia y cultu-ra de género d e b e n participar a m b a s expresiones de la realidad: la masculina y la femenina, y que esta lucha, como cualquier otra de orden social, impone riesgos.

A q u i e n luche por conseguir esta igualdad, por cambiar estos esquemas, habrá que advertirle que siem-pre h a existido u n m o v i m i e n t o resiem-presivo para u n movi-m i e n t o emovi-mancipatorio o liberal, pero arriesgar es vivir. Esto que vivimos es u n n u e v o h u m a n i s m o , p a r a f r a s e a n -do a Rosario Castellanos.

Si revisamos la historia, agrega la p r e s i d e n t a de Conarte, p o d e m o s darnos c u e n t a de que en m o v i m i e n -tos liberales como la Revolución Francesa, que es el mo-delo de u n a revolución democrática, el primer cues-t i o n a m i e n cues-t o es que no p u e d e ser democrácues-tico, ni p u e d e ser igualitario, n i h u m a n o si se r e p r i m e y olvida al 51 por ciento de la población.

Al clamar por los derechos del hombre, nos pregunta-mos ¿dónde quedan los de las mujeres? Todas las que arribamos a esta toma de conciencia lo hemos hecho a través de muchas otras mujeres y varones que han he-cho ciertas demarcaciones, señalando pautas en donde se ha instalado esta desigualdad.

C o n c i e n c i a d e g é n e r o

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expli-caciones de la teoría d e género m u c h o s de sus postula-dos para entender y d e s m a n t e l a r al sistema de d o m i n a c i ó n patriarcal. La obra y el p e n s a m i e n t o de Foucault, Habermas y Lacan h a n sido objeto de estudio de las teóricas feministas, p l a n t e a Alejandra.

Se considera que la teoría de género y la posmoderni-dad son las dos grandes aportaciones de fines del siglo XX. Así, en la lucha por la consecución de una socie-dad más justa e igualitaria, se requiere una conciencia de género paralela por ejemplo a la conciencia de clase del marxismo.

A d e m á s se p r o n u n c i a por crear u n a i n f r a e s t r u c t u -ra en pa-ralelo a una cultu-ra de género, pa-ra que física-m e n t e p u e d a facilitarle a los h o física-m b r e s y física-m u j e r e s u n a auténtica integración entre géneros, y para reforzar el c o n f u s o v í n c u l o entre la teoría y la práctica. El problema de la cultura de género no es nada más la escasa difusión del discurso, sino también cómo nos apropiemos de él y lo persona-licemos en nuestra propia vida.

El f u t u r o de la sociedad en su c o n j u n t o se v i s l u m -bra como la toma de conciencia de q u i e n e s la integren. Por eso, Alejandra Rangel p r o p o n e que: trabajemos con otras mujeres para introducir la teoría de género como una teo-ría social.

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La puerta esta abierta

Juana María Nava Castillo

La violencia contra las m u j e r e s es u n o de los principa-les p r o b l e m a s que afecta el desarrollo de la sociedad, y todas y todos d e b e m o s de contribuir a eliminarla. Así lo r e c o n o c e q u i e n d e s d e hace varios años t o m ó la m i s i ó n d e apoyar a las víctimas de maltrato, y de estar s i e m p r e d i s p u e s t a a abrir lo que para m u c h a s m u j e r e s significa

la última puerta para salvar su vida.

Contrario a lo que u n a p u d i e r a imaginar, Alicia Leal Puerta, la m i s m a que ofrece apoyo a m u j e r e s desesperadas, atormentadas, violentadas en sus m á s e l e m e n -tales derechos h u m a n o s , y que c o n f r e c u e n c i a se e n f r e n t a a las autoridades, a los agresores, a los jueces insensibles, no es de u n físico robusto, n i es antipática o agresiva, no, ella m á s bien posee u n a apariencia serena, sencilla en su hablar, pero m u y c o n t u n d e n t e en sus pro-p u e s t a s .

Dispuesta siempre a colaborar con las m u j e r e s que b u s c a n el apoyo negado m u c h a s veces en sus familias y m i n i m i z a d o por las autoridades. Cree f i r m e m e n t e que así como ella m i s m a tuvo la o p o r t u n i d a d y los m e d i o s para salir de u n a situación dolorosa, otras, a u n q u e sea u n a s pocas, p u e d e n hacerlo a través de Alternativas Pa-cíficas, asociación civil que f u n d ó y dirige.

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la i n d i g n a c i ó n que le provoca que las m u j e r e s sean vio-lentadas, la hace m á s fuerte en su labor.

La c o r r u p c i ó n y la prepotencia q u e seguido en-f r e n t a por proteger a las víctimas de violencia, y p e o r aún, las a m e n a z a s e n contra de su integridad, le d a n el coraje de seguir e n el camino que tan vital h a r e s u l t a d o para m u c h a s m u j e r e s que n o e n c o n t r a r o n en otro lugar la orientación necesaria para c o m p r e n d e r que el maltra-to físico, e m o c i o n a l o psicológico no es natural, y que existen opciones para tener u n a vida digna.

Y todo esto se da en fechas m u y recientes, h a c e u n o s cuatro años, c u e n t a Alicia, que al realizar s u servi-cio social en el Centro de A t e n c i ó n a Víctimas de Delito (CAVIDE). Percibió q u e existe u n gran h u e c o en la asis-tencia social para las m u j e r e s d a ñ a d a s , y se p r o p u s o crear lo que h a significado el p r i m e r refugio e n el Esta-do c o n u n a a t e n c i ó n integral tanto para las m u j e r e s como para sus hijas e hijos que p a d e c e n violencia en su hogar.

Nacida en M o n t e r r e y el 7 de m a r z o de 1960, es la m a y o r de dos h e r m a n a s y tres h e r m a n o s . Alicia dice que su i n q u i e t u d p o r dedicarse a cuestiones sociales le viene d e s d e la i n f a n c i a .

Aunque estudié la primaria y la secundaria en escuelas de religiosas, siempre me inculcaron el valor del traba-jo por los demás, y en mi caso esa formación no me ha limitado a cuestionar lo que no me parece y a ser pro-positiva de cambios para beneficio de la sociedad.

Sin duda, la educación que recibí de mis padres y de mi abuelo paterno me marcaron el interés por las cau-sas sociales. Mi padre fue siempre un hombre muy

ac-tivo, se inclinó siempre por los asuntos de la comunidad, y mi abuelo también fue un hombre in-cansable, trabajando siempre por la sociedad, él estuvo en la Revolución y creía en todos los valores que ésta proponía; y pues murió algo decepcionado, como pu-diéramos estar muchos de nosotros, por no alcanzarse plenamente los postulados de la Revolución. Yo creo que de ahí también viene un poco mi interés por tratar de cambiar las cosas, aunque sea' en una parte, lo que mejor podamos hacer. Mis tías dicen que "abuelié" en el sentido de la pasión de mi abuelo por la cuestión del trabajo hacia los demás.

Considera que en cuestión de estudios recibió lo n o r m a l para u n a m u j e r de su tiempo. Cuenta q u e al casarse i n t e r r u m p i ó su carrera de Ciencias de la C o m u n i -dad, que cursaba e n el Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey (ITESM). Eso f u e en

1979, c u a n d o Alicia tenía 19 años, y se f u e a vivir a la capital del país, d o n d e n a c i e r o n dos de sus tres hijas.

Después del terremoto de 1985, y luego de cinco asal-tos, me resultaba muy difícil la ciudad de México, ade-más de que no contaba con la cercanía de mi familia. No sé porque me asaltaron tanto, tal vez me vieron muy distraída, en fin, nos regresamos, y acá en Monte-rrey nació mi hija más pequeña.

Tras siete años y m e d i o de m a t r i m o n i o y d e h a b e r sido m a m á de t i e m p o completo, Alicia reinició sus es-t u d i o s universies-tarios en 1990. Regresó al Tecnológico b u s c a n d o la carrera de Ciencias de la C o m u n i d a d , pero ésta ya no existía, así es que t o m ó otras opciones.

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aunque nunca dejé de trabajar, aun estando en la se-cundaria y en la prepa. Durante mi estancia en la capi-tal tomé algunos cursos, encaminados más a cuestiones de desarrollo personal, nada de tipo profe-sional.

Creo en la educación como una cuestión fundamental en el país, no tanto en la enseñanza formal, pero sí en la educación integral, para poder enriquecer a nuestra comunidad.

Por ello, Alicia se inclinó por la Pedagogía, y 15 años d e s p u é s de h a b e r a b a n d o n a d o su carrera, r e t o m ó su p r e p a r a c i ó n profesional, sólo que esta vez a cargo de tres niñas. Obtuvo su licenciatura a través del sistema abierto del Centro de E s t u d i o s Universitarios.

Inicié mi servicio social, trabajando con Aixa Alvarado en el Centro de Atención a Víctimas de Delito (CAVIDE) me empecé a acercar un poco más al tema de la violencia hacia las mujeres. Estudiaba al mismo tiempo un diplomado en Desarrollo Humano en la Universidad Iberoamericana, y al momento de hacer un trabajo, aproveché la información de CAVIDE, que era y es un gran logro en Nuevo León. Entonces, mis compañeras y yo nos empezamos a dar cuenta de este enorme vacío en cuestión de apoyo social a mujeres que viven maltrato, y también de sus hijos e hijas, pues si bien hay instituciones que se ocupan de éstos como el DIF y el CAVIDE, no había una atención integral ha-cia las mujeres; ahora se han dado algunos pasos en este sentido, pero no lo necesario.

Al momento de integrar la investigación, dos amigas y yo propusimos la creación de un lugar donde puedan habitar las mujeres y sus hijos que padecen atropellos,

pero también nos dimos cuenta que en Monterrey no se quería tocar el tema, que muchas personas no creen que los refugios son una opción.

Entonces pensamos en los altos costos y en que no ha-bía experiencia previa. Veíamos lo delicado y compli-cado del proyecto, pero luego decididas invitamos a los mismos compañeros de la Universidad para trabajar en esto, y así las cosas se fueron dando. Pedimos apoyo y la comunidad empezó a responder.

De esta manera, los resultados de u n trabajo aca-démico permitieron que se conformara u n a asociación civil, Alternativas Pacíficas, que b u s c a combatir la vio-lencia hacia las mujeres, y se abre el primer refugio en el Estado con u n modelo de orientación integral para las mujeres, con sus hijas e hijos.

Alicia sigue c o m e n t a n d o :

Mientras una mujer no encuentre una protección y se-guridad para ella y para sus hijos resulta utópico pen-sar que muchas de ellas puedan denunciar, por el riesgo que su vida corre; de hecho, el refugio que he-mos creado no es la solución al problema de la violen-cia familiar, pero sí es una instanviolen-cia importante de atención para aquellas mujeres cuya vida o integridad está en peligro, y la de sus hijos también, pues muchas veces aguantan las vejaciones para no dejarlos solos.

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me refiero a evitar divorcios, a veces los divorcios son inevitables, qué más quisiéramos que no los hubiera, porque la separación de la familia es dolorosísima, pero a veces es necesario; el valor primordial es la vida, antes que cualquier otra cosa.

Los P a p a r a z z i

Alicia a b u n d a , y va directa al señalar las a m e n a z a s de que ha sido objeto por realizar u n trabajo que disgusta a m u c h o s , no sólo por pertenecer a u n p a t r ó n c u l t u r a l en el cual el m a c h i s m o se sigue i m p o n i e n d o , sino p o r q u e m u c h o s victimarios p e r t e n e c e n a sectores de p o d e r que no c o n c i b e n cómo su propia pareja se les rebela.

La terrible desgracia que yo observo en este país, que yo creo que es obvia para muchos, es la impunidad y la corrupción que existe cuando una persona está acos-tumbrada a salirse con la suya, a brincarse la justicia, a tener influencias, y con eso lograr todo.

Al estar al f r e n t e de u n a asociación que b r i n d a protección a m u j e r e s que deciden dejar su s i t u a c i ó n de maltrato y a b a n d o n a r a su agresor, le ha traído u n a serie de i n c i d e n t e s de gran riesgo para ella y su e q u i p o de tra-bajo.

Desgraciadamente las amenazas que hemos recibido, yo en lo personal y también mi equipo, han sido por personas relacionadas con el narco, con sindicatos muy poderosos, con gente que tiene acceso a armas, policías, que vienen buscando a sus esposas, a sus mu-jeres, a sus parejas, y en el momento en que ellos ven que les estamos dando apoyo y que su mujer no sale,

obviamente con la persona que se van en contra es con quien está en la dirección, y ésa soy yo.

El temor, agrega:

Es continuo, aunque parezca película me ha tocado ver gente con telefotos alrededor de nuestras oficinas. Ha recibido llamadas telefónicas áe\ya sé donde vives, ya sé dónde están tus hijas; son muy frecuentes.

En b r o m a dice que ella t a m b i é n tiene s u s p a p a -r a z z i s , sólo que no p -r e c i s a m e n t e pa-ra sali-r e n las - revis-tas de m o d a .

Claro que me ha dado un miedo espantoso, he sentido una culpa terrible de cómo es posible que esté arries-gando así a mis hijas, pero siento que tengo una estruc-tura emocional fuerte, el miedo me impulsa a irme hacia delante, nunca hacia atrás; el ser humano sobre-vivió gracias al miedo y al coraje juntos. El pánico que me da cuando me amenazan, y la rabia que me provoca gente que está acostumbrada a salirse con la suya, que cree que por tener amigos por todos lados va a lograrlo, me ocasiona una indignación terrible, una irritación profunda, y eso es lo que me ha ayudado a decir pues ahora menos que nunca.

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Yo tuve la o p o r t u n i d a d

Conocedora en carne propia de lo que es la violencia, - s e ñ a l a , n o t a b l e m e n t e c o n m o v i d a - , algunos p u n t o s de los cuales difícilmente p u e d e desligarse. Más a u n , sien-te el c o m p r o m i s o de apoyar a q u i e n e s no c o r r e n c o n la suerte d e contar con los recursos para s o l u c i o n a r su problema, o siquiera para reconocerlo como tal.

Yo, como muchas otras, sé lo que es la violencia, sé lo que es el miedo y no estoy dispuesta a dejar este traba-jo, es algo que yo recuerdo del colegio de monjas, si un poco tuvo de bueno, porque luego ya ves que estar en un colegio de monjas puede resultar terrible; pero nos decían que éramos el futuro de México y llega un mo-mento que eres el presente ya, y que el futuro está acá y son tus hijas, y digo, bueno yo no quiero que esto siga pasando. Tuve la oportunidad de salir de una relación de mucho maltrato, y pude hacerlo porque conté con los medios económicos y con el apoyo de mi familia, básicamente de los hombres de la familia, y de alguna manera vas creciendo hasta que dices ya basta.

Al m o m e n t o de e m p e z a r a trabajar en esto, Alicia p e n s a b a dirigirse al área de educación, pero u n a vez en-terada de que m u c h a s mujeres no tienen la alternativa que ella logró tener: dinero para pagar abogados, para recibir terapia, y que las propias familias les d i c e n que se aguanten, que así es esto, o que las a u t o r i d a d e s sim-p l e m e n t e les n i e g u e n el asim-poyo sim-p o r q u e n o sim-p r o c e d e n sus d e n u n c i a s , entonces e n c u e n t r a u n mejor c a m i n o , para auxiliar directamente en la r e c u p e r a c i ó n de la digni-dad, de la vida de las m u j e r e s .

Yo tenía todos los pelos de la burra en la mano para de-cir \ya basta!, ya no quiero vivir así, y creo que el hecho de

vivir esto ha sido también un impulso. Me doy cuenta que salí adelante primero porque quería hacerlo, y se-gundo porque tuve opciones; pero cuando escucho de mujeres que se han suicidado porque ya no encuentran otro camino, pienso que podemos compartir los benefi-cios, que la vida o Dios o como quieras llamarle te va dando, y tú vas aceptando para poder cooperar con otras que atraviesan la puerta como su única y última opcion. Entonces ves que ha valido la pena.

A p u n t o de c u m p l i r sus 40 años, reconoce que el costo de su trabajo ha sido alto, p u e s tiene que interve-nir en casos de violencia extrema, y para m a n t e n e r la t r a n q u i l i d a d se somete a u n a constante terapia de apo-

yo-De la l u c h a f e m i n i s t a

señala que:

No soy feminista en ese sentido de ultranza que surgió en 1960, aunque pienso que fue necesaria esa postura que se dio en un principio en el movimiento de las mu-jeres, pero ahora creo en la integración de hombres y mujeres, en la creación de una nueva forma de relacio-narnos. Feminismo se entiende hoy por hoy todavía como un movimiento de lucha, yo no estoy luchando por nada, estoy trabajando para que las mujeres tenga-mos equidad; tenetenga-mos el derecho a recibir y a vivir con lo que nos corresponde como personas, independien-temente del género.

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Pudiera ser feminista en el sentido que trabajo por los derechos de las mujeres, que abogo por ellos no lu-chando, sino trabajando, exigiendo; hay diferentes for-mas de hacerlo. En los años 60 las mujeres fueron más agresivas, eso fue necesario para ser escuchadas, cada quien tiene sus estilos y formas de trabajar, para estar en esto debes tener una cierta carga de agresión, no de violencia, sino la fuerza para echarte hacia delante.

A l e j a n d r a , Daniela y Mariana, sus hijas, h a n a p r e n d i d o y c o m p r e n d e n su trabajo y c o n s i d e r a que el h e c h o d e vivir solas d e s d e hace casi ocho años les permite t e n e r u n a b u e n a c o m u n i c a c i ó n y ser i n d e p e n d i e n -tes.

De su m a d r e , Alicia Puerta Medina, q u i e n m u r i ó hace p o c o m á s de u n año, recibió la confianza q u e sien-te en sí m i s m a .

Se apoyó en mí durante su enfermedad; ella siempre manifestaba su orgullo por lo que yo hacía, ayudándo-me, cuidando de mis niñas, con esa entrega silenciosa, constante, se asustaba con mi trabajo, pero en el senti-do normal de la protección.

Mi papá, Genaro Leal Martínez, es un hombre involu-crado en política por deseos de servir, para lograr un cambio. Fue alcalde en el municipio de San Pedro, Garza García, y siempre ha estado muy comprometido con la justicia social. Aún así, a pesar de la cercanía, yo soy apartidista, encabezo una organización laica, pues la violencia no respeta nada, ni educación, ni clase so-cial.

Estoy convencida de que los cambios en el país ven-drán de la comunidad, los partidos no aportan nada,

dice enfática Alicia, quien se considera una persona con sueños, que cree en ellos, y sabe cómo realizarlos; además es de un carácter fuerte, firme, educada en la libertad y en el respeto de las diferencias e ideologías.

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La comandanta Ana

Sonia Borjas García

Nací en Monterrey en 1959, en el Hospital de Zona. Toda mi vida ha transcurrido en La Fama, salvo cuan-do me casé en 1985. Duré nueve meses viviencuan-do en el centro, pero mi mamá enterró mi ombligo en el patio de la casa y yo creo que la naturaleza me llamó a regre-sar para allá.

A n a Matta es u n a m u j e r incansable. Hay días que los inicia a la 1:30 de la tarde y los t e r m i n a a las 8:00 de la m a ñ a n a del día siguiente; d u e r m e poco, pero ya me acostumbré. En los últimos 10 años de su vida se h a de-s e m p e ñ a d o como e n f e r m e r a general, a c t u a l m e n t e tra-baja e n u n a clínica del IMSS en Santa Catarina, s i e m p r e e n el t u r n o n o c t u r n o . Ahí, es la responsable directa del proyecto c u l t u r a l del hospital p o r q u e es integrante del Comité Ejecutivo del Sindicato en el área de Recreación y Cultura.

Es a d e m á s consejera estatal del PRD; participó en u n g r u p o ecológico, de d o n d e nació su i n q u i e t u d por in-corporarse al trabajo político, y h a c e 10 años f o r m a par-te de la Asociación Civil Consejo Promotor d e Arpar-te y Cultura de Santa Catarina.

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Siento que la escritura es un vehículo para sentir la vida intensamente, me dicen cosas los textos de Bene-detti, la música de Silvio, de Pablo, la palabra es esen-cial en la vida de la gente.

La escritura no la h a t o m a d o como oficio, pero c o m p o n e textos a su madre, a sus hijos, a las cosas. Du-rante algún t i e m p o escribió crónicas de Santa Catarina e n la prensa local y el relato "María Jalisco" que le f u e p u b l i c a d o en el libro S a n t a C a t a r i n a en el T i e m p o .

T i e n e dos h e r m a n a s y tres h e r m a n o s , f u e la m e n o r de las hijas del m a t r i m o n i o f o r m a d o por Carolina Arcos y E d u a r d o Mata y conserva b o n i t o s recuerdos de su in-fancia, la cual compartió más c o n niños que con niñas.

Mi casa siempre fue una casa muy grande, vivíamos en una construcción antigua, pequeña con mucho patio: Había patos, guajolotes, gallinas, perros, siempre hubo gatos. En mi casa es una característica el tener gatos; yo estoy contando como 70 en 14 años de matrimonio. Unos se van, otros se mueren, otros no sé, nunca me he quedado mucho tiempo con un gato a pesar de que me gustan mucho.

De su m a d r e es de quien a p r e n d i ó a convivir con los animales.

Me parece que mis hijos lo han aprendido también. Es-tornuda el perro y le dicen salud, o preguntan ¿qué te pasa, pato1., como si fueran humanos. Yo siento que el

amor por la naturaleza es herencia de mi madre y tam-bién el hecho de querer hacer cosas; me parece que es algo que ella quiso hacer, porque siempre me ha apoya-do, nos ha apoyado a todos. Lo sentimos y ella nos lo hace saber.

R e c u e r d a que c u a n d o tenía 20 años, su m a d r e la i m p u l s a b a a hacer las cosas que quería.

Me decía: Tú hazlo, porque yo no puedo hacerlo, ya estoy muy vieja, no pude hacerlo porque no tuve educación.

Real-mente me encanta pero siento también que es una deu-da que tengo con ella, que la pago con todo gusto. Vernos a los hijos y a las hijas realizados es un placer para ella.

De su padre, Ana r e c u e r d a que era el típico ma-cho: Juan Charrasqueado, borracho, parrandero, jugador,

sin embargo, f u e liberal con las hijas, y estricto c o n los hijos.

Creo que a las mujeres nos permitió mucho, a los hom-bres no. Mis hermanos no toman una copa de vino, no se descomponen, porque ellos siempre estuvieron bien vigilados.

A los 22 ó 23 años, ella podía llegar a su casa h a s t a el día siguiente hasta atrás, porque su papá le decía: Yo sé que nada más vas y te echas la copa con tus amigas, pero a d -m i t e - con la confianza de que yo no iba a a n d a r de ca-b r o n a por ahí, como diría él. Siempre tuve esa lica-bertad, pero t a m b i é n esa represión, y así de fuerte, p o r q u e c u a n d o yo e m p e c é en el partido, en el Partido Socialista Unificado de México (PSUM), los sábados h a b í a u n cír-culo de estudios, era para la f o r m a c i ó n ideológica y yo me ponía mis tenis, el p a n t a l ó n de mezclilla, el morral.

Y ¿a dónde chingados vas?

-Pues ahorita vengo.

Si yo me arreglaba de tacón alto y vestido:

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Vestir m e z c l i l l a , tenis y morral le p r o d u c í a miedo a don Eduardo.

Llega el m o m e n t o en que él se da c u e n t a que la niña ya no es la n i ñ a . Ya está p e n s a n d o y q u e r i e n d o ha-cer cosas.

Creo que eso le dio miedo. A mi madre no, a mi madre le dio gusto, entonces , cuando yo le decía:

-Ya me voy...

-Vete, que no te vea tu papá.

Y mi papá refunfuñaba:

-¿Dónde andabas?

-Pues por ahí.

En la casa d e A n a todos los h e r m a n o s y h e r m a n a s trabajaron y e s t u d i a r o n en su m o m e n t o .

Uno iba jalando al otro, como en todas las familias que se apoyan. Yo soy la más chica de las mujeres, como mis hermanas eran mucho más grandes que yo a mí no me pelaban, yo jugaba con mis hermanos y siento que fue una ventaja porque aprendí a jugar dominó, fútbol, iba al estadio, jugué a las canicas, sé bailar el trompo, el balero ¡ja,ja,ja! un estuche de monerías.

La semana pasada arreglé una fuga de la casa, le hablé a mi hermano, y él me regañó: Si ya te enseñé. Ellos me han enseñando mucho en ese sentido, a no necesitar un plomero, ni un electricista, ni a necesitar quién arregle el tornillo ni el clavito.

A n a milita en el Partido de la Revolución Demo-crática (PRD) desde 1982.

Antes estuve en un grupo ecológico, con pintas en bar-das que hacíamos con recursos propios y apoyo de al-guna gente. Parece que todavía hay alal-gunas muy olvidadas por ahí. El grupo de Conservación de Flora y Fauna no era asociación civil, porque era un rollísimo tremendo y una lana registrarnos como asociación ci-vil, éramos un grupo de gente conocida, la mayoría eran agrónomos, había también un médico de pueblo y un anestesiólogo.

Después el grupo se disolvió, pero en forma paralela me invitaron a ingresar al PSUM. Yo sabía que ésta era mi orientación, lo que quería, y empecé siendo la única mujer en un grupo de 15 compañeros durante muchos años.

Ahora me da mucho gusto que haya mujeres, porque podemos hacer reuniones con ellas, pero a mí la onda o el rollo de género en la militancia no me cayó durante mucho tiempo. Yo sentía que era una responsabilidad trabajar y valía madre si eras hombre o mujer, igual le tenías que entrar a las pintas, a las pegas y jugando, y lo que tú quieras, casi desde que ingresé, porque nunca me rajé. Los compañeros me dieron el grado de coman-danta, entonces, entre la raza, entre un grupo de com-pañeros, soy La comandanta Ana, aunque el apodo es más bien un juego.

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La Fama tiene muchas características de pueblo, todos nos conocemos, aunque sea de vista, somos compadres o parientes. Una generación de muchachos se fue a es-tudiar agronomía, uno de ellos era mi vecino, otro era mi compadre y me invitaron a un club ecológico por-que sabían por-que tenía manía por los insectos, adquirí la afición porque hice mi servicio social en un ejido de Nayarit en 1989 y una vez me picó un insecto, como una cucaracha negra, que solamente sale en época de lluvias con ventarrones, como que lo trae el viento. A mí me dio tanto horror que me dije: ésta me la voy a llevar,

y ahí ando por las calles del pueblo persiguiendo la cu-caracha. La guardé en una solución con perfume, me la traje y la anduve enseñando, y luego me trajeron un alacrán y un ciempiés. Llegó un momento en que tenía un chingo de animales. Una vez me regalaron un cama-león que tenía en el patio, pero a veces se quedaba abierta la puerta y se acostaba en el tapete de los pies y como yo compartía la recámara con mi hermana, ella se levantaba antes que yo y lo primero que hacía era pi-sar al camaleón. En otra ocasión me regalaron un mur-ciélago que colgaba en la esquina de la recámara, también me regalaron una víbora. ¡Tanta cosa que me dieron!, nuestra casa parecía un zoológico, y por esa ra-zón me invitaron.

El trabajo en el grupo ecológico duró cerca de tres años nos contactamos con la gente de la SARH, reforesta-mos, había una campaña para llenar de arbolitos La Fama. Los vendíamos a cinco pesos, solamente para sa-car los gastos de la gasolina, sasa-car otro pedido e ir al vi-vero a traerlos. Creo que tronamos como dos vehículos que no eran nuestros, pero fue un trabajo muy rico.

El grupo ayudó a reforestar La Escondida después de que sufrió u n incendio.

Al poniente, por la avenida Morones Prieto, había un arroyito natural en donde hicieron mesas y bancas, y la gente de La Fama y de Santa Catarina nos íbamos cami-nando y agarrando el fresco temprano, nos llevábamos lonche, ahí pasábamos los domingos. Me dio lástima, dije: Qué mala onda, La Escondida se nos va acabar, y nos organizamos y fuimos a plantar arbolitos a La Escondida.

Ya después dentro del PSUM, en 1985, me puse las pi-las, formalita, y participé en las elecciones para alcalde como sexta regidora y en el '88 nuevamente, yo recuer-do que cuanrecuer-do me casé en 1985, mis compañeros y mis hermanos hicieron una reunión especial para saber con quién se iba a casar la compañera.

Su esposo, Margarito Cuéllar, no pertenecía al gru-po, era de la agrupación Tierra y Libertad.

Yo creo que le puse tanto gorro, que me parece que fue una buena aportación al partido, ahora se está hacien-do cargo del equipo de comunicación del PRD en el es-tado y también es un buen poeta.

A n a conoció a Margarito e n u n taller de poesía y lectura; ella era su a d m i r a d o r a desde t i e m p o atrás, por-que le transmitía emociones a través de su poesía. A los 11 días de conocerse él le pidió m a t r i m o n i o y a los cua-tro meses de ser novios, se casaron.

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Yo les había pedido a los muchachos mucha pruden-cia, no provoquen, les dije, porque son hombres, bron-cudos, son compañeros forjados a madrazos. Miren compañeros, vamos a hacerlas cosas bien, no provoquen para que no los vayan a sacar de la casilla, no hagan mucho ruido, hay que apoyarnos, no discutan, simplemente llenen sus recur-sos de protesta, vamos a estar dándoles vueltas. Estuvo la si-tuación tan difícil que llega un momento en que me dice una de mis compañeras en el último rondín, como a las seis de la tarde: es que este cabrón me sacó, me trae un hombrón, un porro de la CTM, que estaba más gran-de que yo. Yo pesaba 45 kilos y me le fui encima, yo no sé a qué me atenía, pero dije: No, ya esto es demasiado.

Me acuerdo que ese coraje fue tan grande, porque era bien injusto lo que estaba pasando, que dije: gracias a Dios que tengo coraje y gracias a Dios que ante la injusticia sigo teniendo el mismo coraje, espero que nunca se me quite porque el día que eso pase yo creo que voy a doblar las manos.

Mi ingreso al PRD se da ya con la campaña de afilia-ción, cuando el PMS pasó a ser parte del PRD en 1989, la militancia es un poco más a discreción, como parte de otra estructura, ya no era cuidar casillas. En 1994 fui representante suplente del distrital electoral, porque sentía que ya estábamos haciendo la generación de en-lace, de la gente que cuida casillas, porque tú ya tienes un poquito más de experiencia, de formación, y ya puedes darle la orientación a los compañeros para de-fender el voto.

Ana h e r e d ó de su m a d r e ese coraje por d e f e n d e r lo justo, con ella guarda u n a relación m u y cercana y no importa las actividades que tenga en el día, siempre se da t i e m p o para verla diariamente.

Procuro verla un tiempito todos los días y si no lo ten-go, me voy a dormir con ella. Puedo no creer en Dios ni en el diablo, ni en nada, pero mi madre es mi madre y en ella se encierra lo que conozco, lo que admiro, lo que quiero. Creo que entre ella y yo hay un diálogo sin palabras, yo no necesito decirle que la quiero, ni ella necesita decirme nada, a veces solamente nos senta-mos en el patio a ver las estrellas ¡mira aquella qué boni-ta, y aquella otra, qué fregona!

Creo que tenemos un diálogo de otras cosas cuando realmente nos estamos comunicando, y el hecho de dormir juntas, de tejer juntas o de platicar, nos habla de un hermoso diálogo entre mujeres.

Ana Matta tiene dos hijos: Ayax, de 10 años y Uli-ses, de seis.

Son mis pequeños griegos. Mi hijo Ulises nació en La Fama, porque me aferré a que naciera ahí, en el Hospi-tal Municipal, concretamente, con todos los miedos del mundo porque no era un hospital de primer nivel o de especialidad, pero bueno, me aviento el boleto, él tiene que nacer aquí y le hago el mismo ritual de ente-rrar el ombligo debajo del durazno, yo siento que es como una comunión con la tierra.

Yo descubro la perspectiva de género recientemente por cuestiones de mi trabajo, donde las relaciones la-borales son muy difíciles por el hostigamiento de los jefes, busco asesorarme para entender las causas de es-tos hechos.

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que participo en la defensa de algunos compañeros y compañeras, en algunas cuestiones jurídicas y soy par-te del enlace entre los delegados y ellas, los secretarios del sindicato y ellas, dando un poco de orientación.

A n a comenta que las relaciones conyugales de las m u j e r e s que trabajan son difíciles:

Se da una especie de competencia entre los cónyuges por eso de quién gana más, la mujer tiene que hacer su chamba de la casa y salir para sacar adelante la econo-mía. Se da también el celo del hombre de que me la van a ganar y están contándoles el tiempo, de cuánto se tar-da de su casa al trabajo y viceversa. Hay situaciones en las que truenan y yo veo a las mujeres desorientadas y les pregunto ¿ahora que te hizo ese cabrón?, y ellas casi siempre llegan al punto de decirla me tiene harta.

A n a llega m u y t e m p r a n o a la clínica para charlar y ver pendientes, explica que son u n grupo de 400 traba-jadores, de ellos 250 son mujeres.

Cuando estábamos en campaña por el comité ejecutivo de la sección sindical, el líder era un doctor y yo le de-cía: Si las mujeres somos mayoría y somos las que estamos haciendo campaña, ¿por qué no se refleja en la planilla ?

De ahí se dio pie para c o n f o r m a r la planilla más o m e n o s equilibrada y t a m b i é n para c o m e n t a r q u e en al-gunas de las secretarías dirigidas p o r h o m b r e s se daba u n a cuestión malsana p o r q u e p e d í a n a las c o m p a ñ e r a s ir vestidas de cierta manera, con m i n i f a l d a y todo, para lograr u n derecho que tenían.

Por una cuestión política, él no se registra sino su espo-sa, y todo mundo pensó que se iba a vulnerar el grupo y pasó todo lo contrario, porque nos sentimos

identifica-das con ella y esto nos hizo sacar la casta. Fue una cam-paña muy aguerrida porque estábamos defendiendo lo nuestro, no era el doctor o la doctora, éramos nosotras, éramos todas. La elección se realizó el 25 de junio de 1999 y el 1 de julio entramos en funciones.

Ya dentro de nuestra comisión, se impartió el primer curso de género para las compañeras que forman parte del comité; algunas tenían experiencia, a otras les falta-ba la cuestión teórica para trafalta-bajar falta-bajo la perspectiva de género. Eso lo hemos ido aprendiendo juntas, nos faltaba la orientación teórica para dar bases a nuestra práctica, es que yo no soy teórica ni académica, soy muy práctica.

También se organizó un curso para formación política de mujeres sindicalistas, con la aprobación a sus pro-puestas por parte de la dirigencia. No he encontrado trabas, la secretaria general quisiera tomarlo porque sabe muy bien que ella llegó ahí no por accidente, sino por decisión de las compañeras que la apoyamos. Esta-mos despertando en el aspecto político y cultural.

A n a siente que es u n a obligación, como m u j e r , apoyar la defensa de las mujeres, trabajar al interior de los partidos. Cree que debe de haber respeto y e q u i d a d .

Esa igualdad por la que estamos luchando en los parti-dos políticos, en la sociedad civil, debe empezar desde casa. No puedes salir a la calle a proclamar justicia y equidad si no luchas primero en tu familia, con tu pa-reja, para ir ampliando el círculo de alguna manera, debe de haber una congruencia entre la idea y el hecho.

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El gusto por la política

Reyna Ramírez

Soy hija de mí misma. De mi sueño nací. Mi sueño me sostiene.

Rosario Castellanos

En M o n t e r r e y vive u n a m u j e r que h a logrado t r a s c e n d e r las esferas p ú b l i c a s e i r r u m p i r en roles que anterior-m e n t e estaban v e d a d o s para nosotras: Los del anterior-m u n d o de la política. Este es el caso de Arlina M a r r o q u í n Sán-chez, o r i u n d a del Distrito Federal, que si b i e n n o h a al-c a n z a d o a ú n p u e s t o s de eleal-cal-ción p o p u l a r de p r i m e r nivel, es u n a destacada militante de la política en Nue-vo León.

Arlina es u n p e r s o n a j e p u n t a de lanza e n la enti-d a enti-d . Es la p r i m e r a m u j e r que fue p o s t u l a enti-d a c o m o canenti-di- candi-data a la g u b e r n a t u r a del estado; f u n d a d o r a del p r i m e r p a r t i d o político creado f u e r a de la c i u d a d de México; la p r i m e r a m u j e r e n tratar de organizar u n a asociación po-lítica en N u e v o León.

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Thatcher, Mary Robinson, Golda Meir, entre otras m u -chas más.

Vivilla d e s d e c h i q u i l l a

Nací en el Distrito Federal en 1951, soy la mayor de nueve hermanos, (Arturo, Simón, Otoniel, Abel, Clau-dia, Patricia, Joel y Carlos). En esa ciudad realicé estu-dios de primaria, secundaria e inicié la preparatoria, esta última en la Universidad Femenina de México.

En mi adolescencia participé en concursos de oratoria que me ayudaron a desenvolverme en público. Uno de tantos que gané fue con el tema Las heroínas de Méxi-co.

Su llegada a Monterrey le permitió t e r m i n a r sus estudios preparatorios en el Colegio Labastida. Nos co-m e n t a que el caco-mbio f u e co-m u y radical, pues venía de u n a escuela liberal y entró de l l e n o a u n a d o n d e reinaba el c o n s e r v a d u r i s m o extremo.

Ingresó a la Universidad d e Monterrey a estudiar medicina, d o n d e estuvo sólo a ñ o y m e d i o p o r q u e entró en desacuerdos con el programa d e estudios, con la falta de equipo técnico y además, r e c u e r d a que lo ú n i c o que le gustaba era la materia d é a n t r o p o l o g í a social.

Decidió entonces intentar ingresar a la Universi-dad A u t ó n o m a de Nuevo León p a r a c o n t i n u a r sus estu-dios profesionales. La U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a de N u e v o León, se encontraba e n v u e l t a e n las discusiones del pase automático de p r e p a r a t o r i a s a facultades, y en la Facultad de Medicina se d i s c u t í a la falta d e capaci-dad física para absorber a todos los e s t u d i a n t e s q u e de-m a n d a b a n ingreso.

A pesar de que yo venía de otra institución, me integré al grupo de alumnos inconformes y organizamos una revuelta. El rector de ese entonces, Ing. Ulises Flores, convocó a los alumnos que deseábamos entrar a reu-nimos con él para analizar la situación. Luego de va-rias sesiones quedaron inscritos en la Facultad de Medicina sólo estudiantes de buenos promedios y de preparatorias públicas.

A todos los demás nos dieron dos opciones: seguir lu-chando por nuestras demandas o tomar cursos en lo que denominaron "aulas anexas". Los que entramos en esta segunda alternativa nos tocó un cambio en la vida. A mí, en lo personal, de 360° porque de estar acostum-brada a andar en carro, a estrenar todos los días algo nuevo de ropa o zapatos, en estas aulas conocí el otro lado de la moneda, tuve que cambiar de forma de pen-sar y de vestir.

En esta experiencia juvenil, Arlina t u v o u n a parti-cipación activa, ella nos c o m e n t a q u e por s u s dotes de oratoria la enviaban a las j u n t a s c o n el Dr. Ugartechea, director de la Facultad de M e d i c i n a , o b i e n con el rec-tor. D u r a n t e dos años estuvieron n e g o c i a n d o la revali-dación de las materias que t o m a b a n en aulas anexas, a la que no faltaron zafarranchos, a l g u n o s a p e d r e a d o s y a p e d r e a d a s , y en d o n d e hasta los p a d r e s de familia ayu-daron e n la medida de sus posibilidades, para que sus hijos e h i j a s f u e r a n aceptados por la U n i v e r s i d a d Autó-n o m a de N u e v o LeóAutó-n.

Su i n g r e s o a los p a r t i d o s p o l í t i c o s

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gra-tuita. A h í m i vida volvió a dar u n giro, sin d a r m e c u e n t a entré en la d i n á m i c a del partido.

En la d é c a d a d e los 80's f u e Diputada Local su-plente por el PARM y después regidora en el M u n i c i p i o de Monterrey. Del 82 al 85 f u e Diputada Local y poste-r i o poste-r m e n t e Secposte-retaposte-ria Geneposte-ral del m i s m o paposte-rtido políti-co.

Dentro de estas experiencias partidistas recorrió las colonias p o p u l a r e s , consultó a la gente sobre sus ne-cesidades y se c o m p r o m e t i ó a a y u d a r a la obtención de los servicios básicos.

En 1987 llegó a la dirigencia nacional del partido (PARM) Carlos E n r i q u e Cantú Rosas. Por divergencias con este dirigente f u e r o n e x p u l s a d o s tanto Arlina como el dirigente estatal Fortino Garza Cárdenas. Ella nos platica que ese a ñ o h u b o gran controversia dentro de la organización,

No aceptamos las decisiones del Dirigente Nacional y formamos un grupo que autodenominamos "Los au-ténticos parmistas". En plenas discusiones un año des-pués falleció Fortino Garza Cárdenas.

Arlina e n c a m i n a sus esfuerzos para la f o r m a c i ó n de u n p a r t i d o estatal y tiene r e u n i o n e s con la Comisión Estatal Electoral p a r a conseguir el registro del Partido Liberal R e v o l u c i o n a r i o (PLR), que m e n c i o n a es el pri-m e r partido f u n d a d o f u e r a de la c i u d a d de México en 1988.

Muchas de las reglas políticas se estaban rompiendo y mi tesis en esos momentos, era que los partidos políti-cos nacionales tendían a desaparecer y promovimos

iniciativas de ley para crear partidos estatales aprove-chando la coyuntura.

Del año en que conseguimos el registro hasta 1991, nos dimos a la tarea de visitar cada uno de los municipios del Estado, haciendo reuniones, asambleas frente a No-tario Público para mantener el registro vigente. Y así me lancé como candidata a gobernadora en la contien-da de 1991 que ganó Sócrates Rizzo García.

C o m o vemos, f u e la primera m u j e r c a n d i d a t a a la g u b e r n a t u r a del Estado de N u e v o León, y dado el n ú m e -ro d e votos obtenidos, perdió el regist-ro local de su par-tido (PLR).

Entre los años 1991 y 1995 Arlina y otros c o m p a -ñ e r o s y c o m p a -ñ e r a s , discutieron con los e x p a r m i s t a s la c o n v e n i e n c i a de integrar u n partido a nivel nacional. Decidieron entonces, que no era posible. Arlina y el e q u i p o d e trabajo de N u e v o León optaron por crear u n a asociación política en el Estado, que en esos m o m e n t o s tenía cerca d e 3,000 afiliados y afiliadas e n 8 distritos y l u c h a n por la o b t e n c i ó n del registro.

A partir de 1998 Arlina se afilia al Partido Revolu-cionario Institucional (PRI) d o n d e a c t u a l m e n t e se de-s e m p e ñ a como Secretaria de Grupode-s Vulnerablede-s de la CNOP (Confederación Nacional de Organizaciones Po-pulares).

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Arlina platica que la política se le h a d a d o casi de m a n e r a natural por la influencia de su abuelo, q u i e n fue alcalde del m u n i c i p i o de Allende, y de su p a d r e , quien f u e p r e s i d e n t e del comité del PRI, del m i s m o m u n i c i -pio; sin embargo, las cosas no h a n sido fáciles en su ca-rrera.

Mi padre Simón Marroquín se oponía a que yo incur-sionara en la política. Él era médico y estaba feliz de que su hija practicara la medicina, pero la política, de plano no. El opinaba que hay corrupción y algunas per-sonas tratan de corromper a los políticos. Él temía que a mí me sucediera eso.

Para orgullo mío - y supongo que de mis padres tam-bién- nunca he tenido padrinos políticos, tampoco nunca me he relacionado emocionalmente con gente de la política, mucho menos he usado a la gente para crecer. Todo lo que he logrado ha sido gracias a mi es-fuerzo y perseverancia, a mis ganas de hacer las cosas, de creer en mis ideales, de fijarme objetivos y cumplir-los, y a que me he identificado con la gente del pueblo que de una u otra forma han tenido fe en mí.

Mucho de lo que soy también se lo debo a mi madre, Laura Sánchez, pues ella me ha apoyado muchísimo y creo que le heredé su carácter firme y decidido. De ella tengo un gran ejemplo, pues siempre ha trabajado para brindarnos una vida tranquila y desahogada.

A lo largo de 20 años de carrera política, A r l i n a h a trabajado en colonias marginadas, con m u j e r e s , n i ñ a s y niños maltratados, con p e r s o n a s que conviven, c o m e n y d u e r m e n con la violencia. Eso le h a p e r m i t i d o sensibi-lizarse c o n los problemas de los d e m á s y h a p o d i d o ser m e d i a d o r a y gestora de a t e n c i ó n a p r o b l e m a s de este tipo. Es allí d o n d e ve la utilidad práctica de la política.

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Fuerza viva de la promoción humana

Yolanda Aguirre Platas

Contaba con escasos 23 años c u a n d o Beatriz de la Vega H e r n á n d e z toma u n a decisión que m a r c a r í a u n estilo de vida m u y particular: La p r o m o c i ó n h u m a n a , el contacto directo con la gente, con las m u j e r e s d e clases p o p u l a -res. Ingresa a la Congregación de las H e r m a n a s del Ser-vicio Social, y cambia su natal G u a d a l a j a r a para radicar en Monterrey. Doce años d e s p u é s dejaría la Congrega-ción.

Su preocupación e interés por el desarrollo social de las c o m u n i d a d e s pobres y la p r e p a r a c i ó n de personas interesadas en la asistencia social, la p r o m o c i ó n h u -m a n a y la organización social p e r s i s t e n y esto se constata en su labor como s u b d i r e c t o r a del Secretariado de Pastoral Social e n la Arquidiócesis d e Monterrey.

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