R O C A F U E R T E Y E L
EMPRÉSTITO A C O L O M B I A
Jaime E . R O D R Í G U E Z O . Q u i t o , E c u a d o r .
A L C O N C L U I R L A S G U E R R A S D E I N D E P E N D E N C I A , las arcas fiscales de México se encontraban casi exhaustas. N o se disponía ya de las antiguas rentas y en esos momentos de angustia económica parecía difícil encontrar otras nuevas fuentes de ingreso. Por lo tanto, el gobierno solicitó préstamos voluntarios y a l no tener-los, recurrió a los forzosos. Pero l a mejor manera de conseguir fondos parecía ser l a consecución de empréstitos extranjeros. E n mayo de 1822, Francisco de Borja M i g o n i , u n comer-ciante mexicano residente en Londres, escribió al emperador I t u r . bidé ofreciéndole su intervención para negociar u n empréstito con Inglaterra. Creía que sus nueve años de residencia en aquel país le permitirían concretarlo en las mejores condiciones. Borja M i g o n i sugería que u n préstamo de Inglaterra no sólo resolvería favorablemente l a triste situación de la hacienda imperial, sino también daría a Inglaterra u n inmenso interés en apoyar l a i n -dependencia de México. C o l o m b i a obtuvo u n empréstito de dos millones de libras esterlinas y, en virtud de ello, B o r j a M i g o n i opinaba que Inglaterra apoyaría decididamente a esa nueva n a -ción sin permitir su reconquista y aseguraría al mismo tiempo esa inversión. P o r último, para demostrar la accesibilidad del mercado inglés, Borja M i g o n i mencionó que los gobiernos de Francia, España, Prusia, Austria, D i n a m a r c a y Persia habían
obtenido sus préstamos en Londres.1
1 F r a n c s c o d e B o r j a M i g o n i a A g u s t í n d e I t u r b i d e , L o n d r e s , 2 6 d e m a y o de 1 8 2 2 , S e c r e t a r í a d e R e l a c i o n e s E x t e r i o r e s d e M é x i c o : L a d i
p l o m a c i a m e x i c a n a , M é x i c o , 1 9 1 2 , II, p p . 1 3 7 1 4 0 . ( E n a d e l a n t e , D i p l o -m a c i a -m e x i c a n a . )
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A l mes siguiente, el Congreso mexicano autorizó al gobierno a negociar u n préstamo en el exterior de 25 a 30 millones de pe-sos, en las mejores condiciones posibles, pudiéndose hipotecar como garantía para ello las rentas actuales y
futuras.-Después de l a caída de Iturbide en 1823, el Congreso Cons-tituyente autorizó a contratar ocho millones de pesos en el ex-terior, dando preferencia a l a casa prestamista que ofreciera
los fondos con mayor celeridad.3 Borja M i g o n i recibió el poder
repectivo para negociar tal empréstito en Londres.4
L a llegada a México de Bartolomé Vigors Richards, repre-sentante de l a casa comercial Barclay, H a r r i n g , Richardson y C i a . de Londres, abrió la posibilidad de otras fuentes de crédi-to. Se convino negociar u n empréstito de 20 millones de pesos al 7 0 % del valor del título y al 6 % de interés. D e tal modo, se esperaba obtener 13 860 000 pesos. José Ignacio Esteva, m i -nistro de Hacienda, firmó el contrato el 5 de diciembre de 1823. L a nombrada casa tenía que entregar el contrato debidamente ratificado el 9 de junio de 1824, y a que en caso contrario lo perdería. Por varías razones, que detallaremos más adelante, la casa prestamista no pudo cumplir con este requisito previo y
por este motivo el gobierno debió abrir u n a nueva negociación.'6
E n Londres, mientras tanto, Borja M i g o n i logró contratar u n empréstito para México. E l 7 de febrero de 1824, l a casa Goldschmidt y C i a . se comprometió a entregar l a cantidad de
1 600 000 en el plazo de 15 meses, México, por su parte, tenía que emitir en bonos al 5 % l a suma de £ 3 200 000 que caduca-rían en 30 años. L a emisión se lanzaría al 5 8 % a i v a l o r e m ,
re-2 M a n u e l D U B L Á N y J o s é M a r í a L O Z A N O : Legislación m e x i c a n a , M é x i c o , 1 8 8 7 , i , p . 6 1 7 . ( E n a d e l a n t e , Legislación m e x i c a n a . )
3 Legislación m e x i c a n a , i v , p . 6 1 7 ; L u c a s A l a m á n a B o r j a M i g o n i ,
M é x i c o , 2 4 d e a b r i l d e 1 8 2 3 , A r c h i v o G e n e r a l d e l a Secretaría d e R e l a c i o n e s E x t e r i o r e s d e M é x i c o , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 2 4 " / l . 4 0 1 1 2 1 . ( E n a d e -l a n t e A R E M . )
* D i p l o m a c i a m e x i c a n a , n , 1 4 4 1 4 5 ; A l a m á n a B o r j a M i g o n i , M é x i
-c o , 4 d e m a r z o d e 1 8 2 3 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 " / l . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
= E l S o l , M é x i c o , 2 4 de a g o s t o d e 1 8 2 3 , N<? 7 1 , p. 2 8 3 ; B o r j a , M i g o n i
a A l a m á n , L o n d r e s , 2 d e m a r z o d e 1 8 2 4 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 " / l . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 487
teniendo £ 4 0 0 000 para el pago de intereses y para mantener un fondo de capitalización. Para amortizar l a deuda el gobierno mexicano se comprometió a empeñar l a tercera parte de las rentas aduaneras que ingresaran a partir del 1? de abril de 1825. México percibía el 5 0 % del valor del título y l a casa prestamista el 8 % restante, por comisión de venta, más el 1.5% por manejo de fondos de reserva. L a comisión sobre los intereses, el valor de l a impresión de los bonos y otros gastos a d m i -nistrativos sumaron 313 843 pesos. Conforme a u n a cláusula del contrato, México no podía negociar otro empréstito hasta
trans-currido u n año desde el 7 de febrero de 1824.6
Aseguraba B o r j a M i g o n i que el préstamo se convino en las condiciones más ventajosas, pues el espectro de l a Santa A l i a n -za y especialmente l a invasión de Francia a España había ate-morizado a los inversionistas interesados en l a compra de bonos mexicanos. H a s t a se mostró orgulloso por el logro de u n emprés-tito a l 5 % , el mejor tipo de interés que obtuviera país alguno de los que negociaran con Londres. Reconcía que si bien C o -lombia había contratado en condiciones más favorables, l a per-cepción del 5 0 % en efectivo era satisfactoria, ya que muchos países debían pactar en peores condiciones. Por último, para dar muestra cabal de su desinterés, dejaba constancia de que no había aceptado l a comisión de práctica en semejantes tran-sacciones.7
José M a r i a n o Michelena, nombrado ministro plenipotenciario de México en G r a n Bretaña, y su secretario Vicente R o -cafuerte, llegaron a Londres el 24 de junio de 1824, y de inme-diato trataron de localizar a Borja M i g o n i , quien entonces
ao-« B o r j a M i g o n i a J o s é I g n a c i o E s t e v a , L o n d r e s , 9 d e f e b r e r o d e 1824; D i p l o m a c i a m e x i c a n a , n , p p . 1 8 5 - 1 9 4 , C o r p o r a t i o n o f F o r e i g n B o n d h o l d e r s : 6 4 t h A n n u a l R e p o r t , L o n d r e s , 1 9 3 7 , p . 3 4 4 . ( E n a d e l a n t e ,
6 4 t h A n n u a l R e p o r t . ) ; M é x i c o , M i n i s t e r i o d e H a c i e n d a : M e m o r i a , 1 8 2 7 , M é x i c o , 1 8 2 7 , A n e x o N ? 8 2 ; G r a n B r e t a ñ a , F o r e i g n O f f i c e : B r i -t i s h a n d F o r e i g n S -t a -t e P a p e r s , L o n d r e s , 1 8 2 7 , x i v , p p . 8 6 8 - 8 6 9 . ( E n
a d e l a n t e , B r i t i s h a n d F o r e i g n S t a t e P a p e r s . )
7 B o r j a M i g o n i a E s t e v a , L o n d r e s , 9 d e f e b r e r o d e 1 8 2 4 , D i p l o m a c i a
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tuaba como agente mexicano en G r a n Bretaña, pero no les fue posible hallarlo. E n sus indagaciones dieron con u n agente con-fidencial de Borja M i g o n i , por cuyo intermedio se pusieron en contacto con éste, que se había trasladado a Bruselas.
A l hacerse cargo de l a legación, M i c h e l e n a y Rocafuerte v i -sitaron a la firma Barclay, donde se enteraron que no era posi-ble concretar l a negociación del empréstito, por oponerse a ello l a cláusula restrictiva del convenio Goldschmidt. C o m o el go-bierno de México había informado a Borja M i g o n i que se es-taba negociando con l a casa Barclay, a M i c h e l e n a le era difícil comprender por qué se había aceptado tal cláusula. Además, le resultaba muy sospechoso que los bonos mexicanos se vendieran
a l 8 0 % , mientras México solamente recibía el 5 0 % .8
Borja M i g o n i regresó a Londres presumiblemente en los p r i -meros días de j u l i o f u n a semana después de enterarse de l a llegada del nuevo diplomático mexicano, y de inmediato R o c a fuerte se entrevistó con él y le hizo saber de l a presencia de M i -chelena para pedirle que tuviera a bien rendir cuenta de su ac-tividad previa en beneficio de México. Este pedido pareció he-r i he-r phe-rofundamente a B o he-r j a M i g o n i , pues a l visitahe-r a M i c h e l e n a demostró su malquerencia con " . . .palabras muy indecentes, no
propias de u n caballero, y de u n orgullo e insensatez intolera-bles e hijas del desprecio con que ve al Gobierno, que él llama revolucionario." T a l fue, a l menos, el efecto que las palabras del agente financiero despertaron en el pensamiento de M i c h e l e n a , y que corroboraban l a sospecha de que B o r j a M i g o n i se hubiese alejado de Londres para demostrar su desagrado por no haber sido elevado al cargo de ministro. Es evidente, además, que m i -raba a M i c h e l e n a con disgusto. T a l animadversión quedó cla-ramente manifiesta al concretarse l a entrega del archivo, que se hallaba m u y desorganizado e incompleto. Empero, B o r j a M i -goni no quiso desprenderse de su papel de agente financiero y por ello no permitió que M i c h e l e n a utilizara los fondos del
em-8 José M a r i a n o M i c h e l e n a a A l a m á n , L o n d r e s , 2 6 d e j u n i o d e 1 em-8 2 4 , A R E M , H / 3 1 1 . 1 ( 4 2 : 7 2 ) " 8 2 4 " / 1 .
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préstito Goldschmidt, apremiosamente necesarios para l a
adqui-sición de barcos y armamentos para l a República M e x i c a n a .9
P a r a justificarse, Borja M i g o n i escribió a l gobierno y adu-jo encontrarse enfermo y no haber recibido noticias de l a ines-perada llegada de Michelena, quien lo había tratado en forma por demás inquisitorial y n i siquiera le dio tiempo para arre-glar su archivo. Trasciende en esta carta el amor propio herido del agente, por no haber sido nombrado él ministro en Londres, y esto lo lleva a rechazar el consulado general mexicano que se le ofrece. Pero, para demostrar su responsabilidad, sostuvo que sólo se retiraría como representante financiero de México
cuan-do se adjudicaran tocuan-dos los foncuan-dos del empréstito Goldschmidt.1 0
M i c h e l e n a , tras consultar los antecedentes en el archivo y reunir la información del caso, dejó sentada su disconformidad con el análisis que Borja M i g o n i hiciera del empréstito obtenido por él para México. Ante todo, se decía que Goldschmidt era la casa proveedora de fondos de la Santa Alianza, baluarte del absolutismo. Además, esta empresa requirió y obtuvo tres meses de plazo para conceder el préstamo, cuando había otras casas dispuestas a negociar enseguida pero que se vieron coartadas por el acuerdo concertado con Goldschmidt. D e manera que toda operación quedó imposibilitada hasta el 7 de febrero de 1824, fecha en que esta casa decidió aprobar la operación. D u -rante esos tres meses Borja M i g o n i —según M i c h e l e n a — en-tretuvo con "mentiras y contradicciones" al gobierno para ga-nar tiempo. N o sólo eso, sino también se excedió en la autori-zación recibida y comprometió a su país en u n a deuda de diez y seis millones de pesos en lugar de los ocho autorizados por el Congreso. Creía M i c h e l e n a que B o r j a M i g o n i actuaba de esta manera ambigua por no tener lazos que lo vinculasen con la re-volución y porque no había hecho nada por l a independencia de su país. A l contrario, las informaciones reunidas indicaban
a M i c h e l e n a a A l a m á n , L o n d r e s , 24 d e j u l i o d e 1 8 2 4 , D i p l o m a c i a
m e x i c a n a , ra, p p . 2 1 8 - 2 2 1 ; B o r j a M i g o n i a J u a n G u z m á n , L o n d r e s , 13
i e j u l i o d e 1 8 2 4 , D i p l o m a c i a m e x i c a n a , u , 2 0 0 - 2 0 1 .
i o B o r j a M i g o n i a l S u p r e m o P o d e r E j e c u t i v o , L o n d r e s , 10 de a g o s t o le 1 8 2 4 , D i p l o m a c i a m e x i c a n a , n, p p . 2 0 2 - 2 0 5 .
490 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
que se había esforzado por congraciarse con el partido español en Londres y hasta se le consideraba responsable de proyectar la posible coronación de u n monarca español en tierras m e x i -canas.1 1
Diversos testimonios (varios de ellos bastante poteriores a estos acontecimientos) nos permiten aseverar cuál fue l a o p i nión de Vicente Rocafuerte con respecto al mismo negocio: A n -te todo, apoyaba todo lo expuesto por M i c h e l e n a y estaba con-vencido de que B o r j a M i g o n i no había negociado el empréstito en condiciones tan altamente favorables. Pero con lo que esta-ba en completo desacuerdo era con las razones que el agente daba para haberlo aceptado. Oportunamente, B o r j a M i g o n i adujo que l a operación se realizó con posterioridad a que lo hiciera C o l o m b i a y cuando los bonos americanos y a se habían desacreditado y perdido gran parte de su valor en los centros mercantiles interesados. Luego, los colombianos deprimieron el mercado al desconocer u n a deuda impaga anterior. Ambos factores lo impulsaron a concretar el negocio a l 5 0 % .
N a d a de ello era verdad, replicaba Rocafuerte, pues Méxi-co y C o l o m b i a negociaron sus respectivas operaciones Méxi-con la misma Goldschmidt al mismo tiempo y bajo iguales circunstan-cias. México obtuvo el 5 0 % y C o l o m b i a el 8 6 % a d v a l o r e m . Además, l a negociación de pago por l a otra deuda colombia-na no era posterior sino anterior al convenio Goldschmidt. Más aún, si bien reconocía que B o r j a M i g o n i no aceptó comisión a l -guna por su actuación en el negocio, lo acusaba de enriquecerse a costa de México. S i concedió tres meses de plazo a Goldsch-midt para conseguir los fondos requeridos, lo hizo por su pro-pio interés y beneficio, pues B o r j a M i g o n i mismo era uno de los comerciantes de Londres que proporcionaban dichas sumas de dinero. L a situación del mercado lo evidenciaba; mientras M é -xico percibía el 5 0 % , Perú, Chile, Buenos Aires y C o l o m b i a vendían sus bonos a l 80, 82, 85 y 8 8 % respectivamente. B o r j a M i -goni bien pudo prescindir de u n a mísera comisión, cuando éi
" M i c h e l e n a a A l a m á n , L o n d r e s , 2 4 d e j u l i o d e 1 8 2 4 , D i p l o m a c i a
F X E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 491
y sus socios ganaban la diferencia entre el valor de emisión v el de venta, que fácilmente podía estimarse en el 8 4 % a d v a l o -r e n ! ; o sea, obtenía una ganancia neta de dos te-rcios sob-re el
capital invertido, llevándose la parte del león.1 2
N o eran éstas las únicas irregularidades y deficiencias en la contratación de medios financieros para el gobierno mexicano. Sus consecuencias eran aún más graves. Guando México inició los tratos preliminares con la casa Barclay, lo hizo con el pro-pósito definido y aceptado por el financista de adquirir naves y armamento para rendir la fortaleza de San J u a n de Ulúa. Pero cuando Goldschmidt y C i a . supo de la firma de ese contra-to preliminar, gestionado por Richards, de l a casa competidora, se propusieron trabar la negociación y postergarla o impedirla. Sin autoridad para ello, el 22 de enero de 1824, o sea dos se-manas antes que existiera u n compromiso formal, se permitieron escribirle a Barclay para advertirle que el gobierno de M é -xico no podría negociar un nuevo empréstito hasta el 7 ele fe-brero de 1825, o sea u n año después de realizada l a operación con Goldschmidt.
L a admonición llegó cuando ya Barclay y C i a . había ade-lantado fondos a México y comprado buques y armas, cum-pliendo el urgente pedido del ministro de Guerra. D a v i d Barclay y Charles H e r r i n g reclamaron el 26 de marzo a Borja M i -goni que modificara el contrato o les entregase el dinero nece-sario para cubrir las cantidades adelantadas a México y los pa-gos del armamento ya comprado. E l agente replicó que carecía
1 2 V i c e n t e R O C A F U E R T E : Exposición d e l a s r a z o n e s q u e d e t e r m i n a
-r o n a . . . a p -r e s t a -r a la República d e C o l o m b i a la s u m a d e £63.000.
L o n d r e s , 1 8 2 9 , p . 2 6 . ( E n a d e l a n t e , Exposición d e l a s r a z o n e s . ) V i c e n t e R o c a f u e r t e a J u a n de D i o s C a ñ e d o , L o n d r e s , 22 de e n e r o d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 3 0 0 ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 3 0 " / ! . L E 1 7 0 0 : R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 19 d e n o v i e m b r e d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 1 3 1 " 8 2 3 " / 1 4 . L E 1621 ( 6 ) . P a r a o t r a i n s t a n c i a e n q u e l a c a s a c o m e r c i a l d e L o n d r e s d e B o r j a M i g o n i i n t e r v i n o e n u n p r é s t a m o p a r a e l g o b i e r n o d e M é x i c o , c f r . R o b e r t S t a p l e s a F r a n c i s c o A r r i l l a g a , M é x i c o , 5 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 3 , E l S o l , M é x i c o , 22 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 3 , s u p l e m e n t o a l N<? 1 0 0 .
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de instrucciones y se negó a actuar. Los representantes de B a r -clay respondieron que el gobierno desconocía l a clausula restricti-v a del contrato Goldschmidt y que a ello se debía que no hubie-sen enviado instrucción alguna a Borja M i g o n i . También le notificaron que el gobierno de México les reclamó l a mayor d i -ligencia, por lo que ya estaban en tratos para la compra de cua-tro fragatas y del armamento necesario. Vistos estos anteceden-tes, le pedían a l agente que adoptase medidas para cambiar con ellas la "desdichada cláusula de su contrato". B o r j a M i g o n i i n -sistió en que carecía de instrucciones y no dió ninguna
seguri-dad de activar el negocio hasta no recibirlas.1 3
L a casa Barclay, al comprender que estaba en u n peligroso i m p a s s e , acordó enviar dos agentes, W i l l i a m M a r s h a l l y Robert M a n n i n g , a América para resolver los inconvenientes provoca-dos por l a cláusula Goldschmidt, pues en caso contrario no po-drían ratificar el convenio en junio, como lo estipulaba el acuer-do original. E n abril, antes que dichos agentes británicos llegaran a México, recibieron nueva orden del ministro de G u e -rra para adquirir armas y debieron advertirle que toda l a nego-ciación lamentablemente quedaba nula si el gobierno mexicano no modificaba l a cláusula que favorecía a la otra casa financista. Sin embargo, para demostrar su buena voluntad y confianza, tomaban disposiciones para adquirir dos fragatas de 44 caño-nes para l a nación americana. Para apresurar las diligencias, un tercer agente, J o h n W e l c h , fue despachado a México para pedir una extensión del contrato. Guando Barclay y G i a . supo que el gobierno de México había designado u n ministro pleni-potenciario ante G r a n Bretaña, se apresuró a expresar "su sa-tisfacción infinita" y la esperanza de que viniese autorizado
pa-M a n u e l de pa-M i e r y T e r á n a pa-M i c h e l e n a , pa-M é x i c o , 4 de a b r i l de 1 8 2 4 ; B . A . G o l d s c h m i d t a B a r c l a y , H e r r i n g , R i c h a r d s o n y G i a . , L o n d r e s , 12 d e e n e r o d e 1 8 2 4 ; D a v i d B a r c l a y y C h a r l e s L l e r r i n g a B o r j a M i g o n i , L o n d r e s , 26 d e m a r z o d e 1 8 2 4 ; B o r j a M i g o n i a B a r c l a y y H e r r i n g , L o n -d r e s , 3 0 -d e m a r z o -d e 1 8 2 4 ; B a r c l a y y H e r r i n g a B o r j a M i g o n i , L o n -d r e s , 31 d e m a r z o d e 1 8 2 4 ; B o r j a M i g o n i a B a r c l a y y H e r r i n g , L o n d r e s , 3 d e a b r i l d e 1 8 2 4 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 " / l . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 493
ra resolver el apremiante problema de l a cláusula Goldsch-m i d t . "
L A S D I F I C U L T A D E S D E C O M U N I C A C I Ó N hicieron que la situación
se tornase aún más complicada en Inglaterra. E l ministro de H a c i e n d a persistió y finalmente obtuvo que Borja M i g o n i se hiciera cargo del consulado general, no obstante las dificultades ya surgidas entre éste y Michelena. Por su parte Jorge Ganning, ministro de Relaciones Exteriores británico, objetó ese nombra-miento porque Borja M i g o n i formaba parte del gremio de co-merciantes de Londres y tal hecho podría desembocar en serios conflictos de intereses y en acusaciones de parcialidad contra tales agentes consulares. Empero, y demostrando con ello la poca coordinación en el gabinete mexipocano, el ministro Esteva i n -sistió en desconocer las objeciones de Inglaterra y siguió tra-tando a B o r j a M i g o n i durante muchos años como cónsul
gene-ral, aunque el gobierno británico se negara a reconocerlo.1 5 L a
persistencia en mantener esa dualidad de criterio entre los ra-mos de H a c i e n d a y Relaciones Exteriores repercutiría muy per-judicialmente en Londres. N i M i c h e l e n a podía llevar a cabo su considerable programa de adquisiciones bélicas, ni Borja M i -goni dejaba de ejercer sus prerrogativas como agente financiero y negaba los fondos puestos a su disposición por Goldschmidt y C í a .1 6
L o s obstáculos siguieron siendo insolubles hasta que se produjo u n a negociación entre Goldschmidt y el ministerio de H a -cienda en el mes de agosto, y consecuentemente México se vió libre p a r a contratar nuevos empréstitos, siempre que el 2 5 % de
« B a r c l a y , H e r r i n g , R i c h a r d s o n y C i a . a E s t e v a , L o n d r e s , 1? d e a b r i l d e 1 8 2 4 ; B a r c l a y y C í a . a E s t e v a , L o n d r e s , 7 d e m a y o d e 1 8 2 4 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 " / l . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
" R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 18 d e j u n i o d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 1 3 1 " 8 2 8 " / 1 4 . L E 1 6 2 1 ( 6 ) ; G r a n B r e t a ñ a , F o r e i g n O f f i c e , F . O . 5 0 / 4 3 , 1 2 8 , ff 2 5 2 - 2 5 3 ; F . O . 5 0 / 5 1 , 2 8 2 , ff 3 3 - 3 4 .
i s M i c h e l e n a a A l a m á n , L o n d r e s , 21 d e a g o s t o d e 1 8 2 4 , A R E M , H / 3 1 1 . 1 ( 4 2 : 7 2 ) " 8 2 4 " / l .
494 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
los réditos se emplearan en amortizar el préstamo de Goldsch¬ midt. Esta disposición permitió que de inmediato M i c h e l e n a y Rocafuerte negociasen un nuevo contrato con Barclay, Herring, Richardson y C i a . Para evitar todo inconveniente como los an-tes mencionados, se convino en que los bonos no se lanzarían al mercado hasta el 7 de febrero de 1825. Es decir, que la cláusula Goldschmidt quedó en pie, aunque Barclay quedaba
satisfecho y garantido en su operación financiera.1 7
Según las nuevas estipulaciones, Barclay confirió a México la suma de £ 3 200 000 al 6 % de interés anual, vendiéndose los bonos al mejor precio del mercado. L a parte prestamista obten-dría u n 6 % de comisión sobre el precio de venta. E n conse-cuencia, México emitiría bonos por el valor de título e interés antes indicados, con vencimiento de 30 años a partir de l a fecha de emisión. Para garantizar el pago de l a deuda, l a República M e x i c a n a hipotecaba l a tercera parte de l a renta de sus adua-nas marítimas. Conforme a lo previsto, estos bonos se lanzaron en febrero de 1825, se colocaron a l 8 6 . 7 5 % del valor y produ-jeron u n importe neto de £ 2 996 000, de lo que Barclay dedujo £ 166 560 por concepto de comisión. Se estableció, además, u n fondo de amortización de £ 3 3 6 000, que quedó depositado en el tesoro de Barclay. Por último, el valor de l a impresión de bonos, lo destinado a gastos administrativos y l a comisión por el manejo de los fondos que obtuvo Barclay ascendió a la suma
de £ 6 780 y diez chelines.1 8
U n a simple comparación de los empréstitos Goldschmidt y Barclay nos permite apreciar la considerable diferencia entre
1 7 [ D e c r e t o a u t o r i z a n d o e l c o n t r a t o d e B a r c l a y y C i a . p a r a v e n d e r los b o n o s d e M é x i c o e n L o n d r e s ] , M é x i c o , 2 5 d e a g o s t o d e 1 8 2 4 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 V 1 . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
i s R o c a f u e r t e a Sebastián C a m a c h o , L o n d r e s , 2 d e m a r z o d e 1 8 2 6 , J o a q u í n R A M Í R E Z C A B A N A S ( e d . ) : E l Empréstito d e México a C o l o m b i a , M é x i c o , 1 9 3 0 , p p . 5 - 7 . ( E n a d e l a n t e : Empréstito d e México.); 6 4 t h
A n n u a l R e p o r l , p . 3 4 4 ; M é x i c o , M i n i s t e r i o d e H a c i e n d a : M e m o r i a , 1 8 2 6 , M é x i c o , 1 8 2 6 , [ c u a d r o s q u e s i g u e n a l a n e x o n? 9 3 ] ; M e m o -r i a , 1 8 2 7 , a n e x o n» 8 2 . N . d e l A . L a l i b -r a b -r i t á n i c a v a l í a c i n c o pesos
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 495
ambos. A n t e todo, cabe observar que el primero se contrató al 5 % de interés y el segundo al 6 % , o sea que a primera vista la operación con Barclay resultó más onerosa. Pero lo que tie-ne m u c h o más importancia que l a tasa de interés, es l a suma que México recibió en efectivo en cada caso. Hemos dicho ya que de Goldschmidt el gobierno recibió el 5 0 % del valor de tí-tulo y de Barclay el 80.75% a d v a l o r e m , después de deducidas las comisiones de práctica en ambos casos. Dichas comisiones fueron del 8 % para Goldschmidt y tan sólo del 6 % para Bar-clay. C o m o el valor de ambos contratos fue el mismo, resulta fácil verificar l a diferencia del producto bruto obtenido. E n a m -bos casos México adquirió u n a deuda de diez y seis millones de pesos. E n el empréstito Goldschmidt el importe bruto a percibir u n a vez deducida la comisión de venta (8%) fue de ocho m i -llones de pesos que, luego del desfalco por manejo de fondos, gastos administrativos y formación de fondo de amortización quedaron reducidos a 5 686 157 pesos. E n l a operación concluida con Barclay, el producto bruto se elevó a 13 048 000 pesos que, tras las deducciones del caso, se redujeron a 11 333 298 pesos. Por lo tanto a México el seo-undo empréstito le produjo casi el doble de lo percibido de la casa Goldschmidt y el mayor interés se v i o ampliamente compensado por l a diferencia en los gastos administrativos que en el primer caso montaron a 313 843 pesos, mientras en el contrato con Barclay sólo importaron 33 902 pe-sos, cifra u n poco superior a u n diez por ciento de lo erogado en l a operación con Goldschmidt. Estas características demuestran cuán oneroso resultó en definitiva el empréstito Goldschmidt para el gobierno de México.
U n a vez producido el reconocimiento de México por G r a n Bretaña, asegurada l a adquisición de armas y navios y concre-tada l a negociación con Barclay, Michelena resolvió regresar a su patria dejando a Rocafuerte como encargado de negocios en Londres, con plenas atribuciones diplomáticas, salvo en l a disposición de los caudales nacionales, que quedaban sujetos a las órdenes del ministro de Hacienda, como se le anunciaba a Barclay poco antes del retiro de M i c h e l e n a de l a Corte. N o
496 J A I M B K. R O D R Í G U E Z O .
obstante, Rocafuerte tenía plenipotencia para movilizar los
fon-dos necesarios para mantener l a legación.1 0
Si bien Rocafuerte acató las disposiciones adoptadas por M i c h e l e n a , no ocultó su inquietud por la peligrosa inestabilidad que observó en el mercado de valores londinense. Corroboró su prevención el hecho que el ministro de Hacienda, Esteva, a instancias de los agentes M a n n i n g y M a r s a l l , autorizara a B a r -clay a entenderse directamente con él, sin necesidad de hacerlo por intermedio del encargado de negocios. Esa .incomunicación, la fiebre especulativa y l a atmósfera alcista que imperaban en el mercado de valores, hicieron razonar a Rocafuerte que tal si-tuación no duraría mucho tiempo y que, si incluso las grandes y serias casas de comercio se dejaban arrastrar por la vorágine es-peculativa, resultaba muy peligroso mantener concentrados to-dos los fonto-dos de México en G r a n Bretaña en manos de u n agente como Barclay, pues ésta casa estaba ligada con otras del comercio por los intereses de sus componentes, que integraban los directorios de otras empresas. E n caso que una de dichas casas se viera arrastrada a la quiebra, el desastre podría también
re-percutir seriamente en los intereses que manejaba Barclay.2 0
U n a carta de Esteva, del 2 de agosto de 1825, le ofreció a Rocafuerte l a oportunidad para actuar en defensa del patrimo-nio mexicano. E n ella, el ministro de Hacienda enviaba instrucciones para que el encargado requiriese de Barclay el pago de i n -tereses por los fondos de caución mexicanos que estaban en po-der de dicha casa. Rocafuerte fue de opinión que tal solicitud de pago de intereses equivalía a autorizar a Barclay para que dis-pusiese de dichos fondos de amortización a su completo arbi-trio y que esos capitales, que pertenecían a México, podían
per-« A l a m á n a R o c a f u e r t e , M é x i c o , 20 d e m a y o d e 1 8 2 5 ; A R E M , H / 3 1 0 ( 7 2 : O 0 ) " 8 2 5 " / l . 1 4 - 2 1 - 3 6 ; R o c a f u e r t e a A l a m á n , L o n d r e s , 9 de j u l i o d e 1 8 2 5 . ( c a r t a n<? 1 ) , A R E M , H / 5 1 0 ( 8 5 - 0 )<' 8 2 5 " / l . 2 - 2 - 2 0 2 4 ;
Exposición d e l a s r a z o n e s , p p . 4 - 7 .
20 Exposición d e l a s r a z o n e s , p p . 8 - 9 ; E l S o l , M é x i c o , 2 2 d e a g o s t o
d e 1 8 2 3 , n? 6 9 , p . 2 7 6 ; R o c a f u e r t e a J u a n J o s é E s p i n o s a d e los M o n -t e r o s , L o n d r e s , s.f. [ j u l i o ] d e 1 8 2 6 ; R o c a f u e r -t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 19 d e m a r z o d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 3 0 O ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 2 4 " / l . L E 1 7 0 0 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 497
derse por l a inestabilidad del mercado bolsista británico. E r a i n -dispensable, discurría el encargado de negocios, que aquellas su-mas fuesen depositadas con seguridad en el Banco de Londres o, y a que l a intención del gobierno era colocar ese dinero p a -ra que brinda-ra réditos, que se invirtie-ra el total en bonos del Exchequer, garantizados por el gobierno británico, como la
ope-ración más segura.2 1
E l 8 de agosto Rocafuerte cursó u n a nota a la casa Barclay, conforme a las directivas que había recibido. A I mismo tiempo que pedía que los fondos de México se colocaran para obtener intereses, recabó se les informara qué destino se había dado has-ta entonces a esas sumas y en qué tipo de operaciones Barclay pensaba invertir el dinero. Insinuó que l a compra de bonos del tesoro británico sería u n a inversión ventajosa para México, y la más firme y segura en caso de u n a crisis. Esperaba, en conse-cuencia, que la casa prestamista estuviese ele completo acuerdo
con sus previas sugerencias.2 2
Barclay respondió que no había invertido los fondos mexi-canos por no haber creído que esa fuese l a intención del gobier-no; además, no era habitual realizar ese tipo de inversiones, como lo demostraban los casos de C o l o m b i a y Buenos Aires. L a compra de bonos del tesoro británico, agregaban, sólo redituaba anual-mente del 1. al 3 % y como el capital mexicano de que se dispo-nía era de £ 600 000, no parecía que valiese l a pena insumirlo en semejante adquisición. A ello respondió Rocafuerte que su go-aierno tenía el derecho de asegurar sus intereses y que era con¬ /eniente invertir en bonos del Exchequer, porque eran garan-izados y muy seguros. " E l Gobierno —decía— como cualquier ndividuo, debe sacar ventaja [de sus fondos]. . . poco importa [ u e . . . sea grande o pequeña; basta que la h a y a " T a n clara .rgumentación fue utilizada para insistir que efectuase la
colo-ación de los fondos mexicanos en bonos del Exchequer.2 3
2 1 Exposición d e las r a z o n e s , p p . 8 9 ; R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n
-res, 4 d e m a y o d e 1 8 2 6 , A R E M , m / 3 5 2 ( 7 2 : 4 2 ) / 2 . 7 - 1 6 - 6 1 . 2 2 R o c a f u e r t e a B a r c l a y , H e r r i n g R i c h a r d s o n y C i a . L o n d r e s , 8 d e
?o s t o d e 1 8 2 5 , Exposición d e l a s r a z o n e s , p p . 9 - 1 0 .
-498 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
Los directores de Barclay no dejaron de manifestar que su opinión era contraria y que' México podía perder dinero en l a adquisición de bonos del Exchequer, ya que los mismos no es-taban exentos de sufrir depreciaciones, que bajaran sensible-mente l a paridad. Por ello y para evitar discusiones, le sugerían a Rocafuerte que sometiese l a cuestión al ministro de H a -cienda para su resolución y le advertían que ellos ya habían ins-truido a sus agentes en México, M a n n i n g y M a r s h a l l , para
que desaconsejaran a Esteva tal tipo de inversión.2 4 U n a
con-testación tan arbitraria le pareció a Rocafuerte lesiva para los intereses de México y por ello la elevó al ministro de Hacienda, adjuntando l a correspondencia intercambiada y su parecer sobre la actuación de l a firma Barclay, pero no obtuvo respuesta de
Esteva n i instrucciones posteriores sobre el asunto.2 5
P A R A C O N O C E R C O N M A Y O R C L A R I D A D los sucesos que seguirían
a esta correspondencia enojosa con Barclay, es necesario resu-mir otros acontecimientos conexos. C o l o m b i a había designado en E u r o p a a numerosos agentes oficiales o particulares con el objeto de emprender operaciones de préstamos. Para estable-cer u n eficaz contralor sobre tales negociaciones, Bolívar envió en 1819 a Londres al vice-presidente, don Francisco Antonio Zea, con el doble carácter de agente diplomático y financiero. L a medida, destinada a consolidar y mejorar l a posición colom-biana, no tuvo éxito. Por el contrario, el dispendioso tren de vida de Z e a l a empeoró y en 1823 el Congreso de Colombia debió autorizar al gobierno a lanzar u n nuevo empréstito de treinta millones de pesos fuertes, mediante el cual Antonio A r r u b l a y Francisco Montoya, que reemplezaron a Zea, pen-saban consolidar las deudas de esta nación. A principios de 1824 firmaban contrato con Goldschmidt por u n a suma de £ 4 750 000 al 6 % de interés, cuyos bonos se realizaron al 8 6 %
c a f u e r t e a B a r c l a y y C i a . , L o n d r e s , 27 de a g o s t o de 1 8 2 5 , Exposición
d e l a s r a z o n e s , p p . 1 1 - 1 6 .
2 4 B a r c l a y y C i a . a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 8 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 5 , Exposición d e l a s r a z o n e s , p p . 1 6 - 1 7 .
E L E M P R E S T I T O A C O L O M B I A 499
ad v a l o r e m . L a casa prestamista quedaba en adelante
recono-c i d a recono-como agente finanrecono-ciero del gobierno recono-colombiano en G r a n Bretaña.2 6
T a n importante representación no impidió que Goldschmidt y C i a . dejara de cubrir sus compromisos en l a Bolsa de L o n dres, tal como el 15 de febrero de 1826 Rocafuerte le c o m u n i -caba a su gobierno. Creía que l a casa prestamista estaba en serias dificultades y que l a suspensión de pagos podía muy fá-cilmente convertirse en u n a quiebra. N o obstante, en circuns-tancias tan críticas, como comentaba Rocafuerte, los directivos de Goldschmidt actuaron con "gran delicadeza" y se negaron a recibir las £ 50 000 del empréstito Barclay, destinadas a amor-tizar parte del préstamo que l a primera empresa concediera
a México.2 7
E l descalabro de Goldschmidt, si bien afectó sensiblemente los fondos de Colombia, no lo hizo con los de México. Para averiguar a cuanto ascendían los caudales afectados, esa misma noche Rocafuerte visitó a l titulado cónsul Borja M i g o n i y sin-tió g r a n alivio a l saber que l a probable pérdida se reducía a unas £ 4 000. L a suspensión de pagos perjudicaba a los tene-dores de bonos del primer préstamo, algunos de los cuales de-jaron de percibir sus dividendos correspondientes al mes de enero. C o m o l a suma no era grande, Rocafuerte dispuso que tales tenedores de bonos fuesen pagados por Barclay y para que los interesados conociesen esta disposición, mandó publicar de inmediato u n aviso en los periódicos. Esta acción mantuvo la confianza en el crédito de México y los bonos de Goldschmidt siguieron cotizándose al valor del 69-70%. Las £ 5 0 000 que deberían haberse entregado a Goldschmidt como producto del 25% del empréstito Barclay, destinado a amortizar el de l a
2« P e d r o A . Z U B I E T A : A p u n t e s s o b r e l a s p r i m e r a s m i s i o n e s
diplo/ná-i c a s d e C o l o m b diplo/ná-i a , B o g o t á , 1 9 2 4 , p p . 2 7 6 , 2 8 5 - 2 8 7 , 3 1 4 - 3 7 9 ; D a v diplo/ná-i d
Í U S H N E L L : T h e S a n t a n d e r R e g i m e i n G r a n C o l o m b i a , N e w a r k , 1 9 5 4 ,
>p. 1 1 2 - 1 1 5 ; 6 4 t h A n n u a l R e p o r t , p . 1 9 7 .
2 7 R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 15 d e f e b r e r o d e 1 8 2 6 . P a r c i a l -tiente r e p r o d u c i d a e n J o a q u í n D . C A S A S Ú S : L a d e u d a contraída e n
500 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
p r i m e r a casa financiera, se emplearon para el rescate de dichos bonos en el mercado de valores.
Por su parte, los acreedores de Goldschmidt designaron u n a comisión, que resolvió dejar el manejo de l a casa en manos de los socios en vez de reclamar l a quiebra judicialmente. Se es-timaba que los socios de la empresa poseían u n capital sufi-ciente para cubrir el pasivo y que, en caso de haberlas, las
pér-didas resultarían de poca consideración.2 8
Rocafuerte no era tan optimista, dada l a situación finan-ciera del momento y los particulares intereses afectados. L a falencia de l a casa Goldschmidt podía ocasionar serios daños a C o l o m b i a , si ésta no lograba conseguir los fondos necesarios pa-r a cubpa-ripa-r sus comppa-romisos. Cabe pa-recopa-rdapa-r que en ese tiempo C o l o m b i a era l a más conocida de las naciones americanas y que sus bonos siempre mantuvieron u n valor adquisitivo por encima de las naciones hermanas. Por eso, si perdía su crédito,
perjudicaba a todas las repúblicas americanas.2 9
S u tino y buen juicio quedó demostrado en estas difíciles circunstancias, pues a l poco tiempo recibía u n a carta de M a -nuel José H u r t a d o , ministro de C o l o m b i a en G r a n Bretaña, quien le anunciaba l a ya conocida suspensión de pagos de Goldschmidt y le hacía presente l a urgente necesidad que C o -lombia tenía de cumplir con el pago de los dividendos que ven-cían a fines de abril. C o m o razones de tiempo haven-cían completa-mente imposible conseguir el dinero de América, H u r t a d o le suplicó a Rocafuerte le prestase l a cantidad necesaria, tomán-dola de los fondos mexicanos en poder de Barclay. N o vaciló en afirmar que las nuevas naciones de América necesitaban brin-darse mútua ayuda para conservar su crédito, tan importante como su independencia misma. T a l como Colombia y Chile ayudaron al Perú en su lucha por l a emancipación, México de-bía en esos cruciales momentos brindar apoyo a l a
independen-2» R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 2 d e m a r z o d e 1 8 2 6 , Empréstito
d e México, p p . 5-7.
2 9 R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 19 d e m a r z o d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 3 0 0 { 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 3 0 " . / l . L E 1 7 0 0 ; Exposición d e las r a z o n e s , p . 2 6 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 501
tía de Colombia. ¿Qué general mexicano con tropas a su dis-posición — p r e g u n t a b a — permanecería indiferente y esperaría el permiso de su gobierno para auxiliar "algunas de nuestras plazas", si las veía atacadas?3 0
Rocafuerte se manifestó bien dispuesto a hacer el présta-mo cuando recibió l a noticia de Hurtado. L e pareció que exis-tía u n a diferencia básica entre E u r o p a y América, pues el es-píritu de las repúblicas americanas estaba en contra del or-den monárquico de Europa. L a s nuevas naciones americanas se encontraban a punto de lograr el éxito. E l castillo de San J u a n de Ulúa se había rendido y el futuro Congreso de Pana-má presagiaba grandes cosas para las nuevas nacionalidades. S u prestigio estaba m u y alto en E u r o p a y, por tanto, permitir que el crédito de C o l o m b i a se hundiese, sería perjudicar a México y a los otros países americanos. México y Colombia habían fir-mado un tratado de unión y H u r t a d o parecía invocarlo al pre-sentar el ejemplo del general mexicano que estaba obligado a defender u n a plaza colombiana en caso de ser atacada. R o -cafuerte se sintió aludido; él era el general y los fondos de-positados en la casa Barclay las tropas a emplear para impedir la derrota de Colombia. N o sólo el tratado a que hacemos re-ferencia, sino hasta el derecho internacional, se prestaba a jus-tificar su actitud. Pero como le constaba que muchos políticos de México objetarían este préstamo, se dispuso a proceder con
absoluta prudencia en l a cuestión.3 1 L e constaba a Rocafuerte
que Barclay y C i a . debía coincidir con él en que l a solidez del crédito de México estaba íntimamente ligada al de Colombia y c¡u.e si uno se debilitaba, l a depreciación repercutiría de i n
-mediato en el otro. S u opinión se extendía a, Lina, esfera más
alta: " . . . c u a l q u i e r gobierno de América, por m u y atrasado
s« M a n u e l José H u r t a d o a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 22 de f e b r e r o d e 1826, M é x i c o , M i n i s t e r i o d e H a c i e n d a : C u a d e r n o q u e c o n t i e n e e l
prés-t a m o h e c h o a C o l o m b i a p o r D . V i c e n prés-t e R o c a f u e r prés-t e , M é x i c o , 1 8 2 9 , p p .
5-7. ( E n a d e l a n t e , C u a d e r n o d e l préstamo a C o l o m b i a . )
s i Exposición d e l a s r a z o n e s , p p . 2 9 - 3 0 , 3 6 , 5 8 ; T r a t a d o d e U n i ó n ,
L i g a y C o n f e d e r a c i ó n P e r p e t u a e n t r e M é x i c o y C o l o m b i a , M é x i c o , 2 d e d i c i e m b r e d e 1 8 2 3 , D i p l o m a c i a m e x i c a n a , i , p p . 2 4 3 - 2 4 9 .
502 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
que se halle en sus finanzas, ofrece m u c h a más seguridad que una casa comercial de Londres, que por más fuerte que sea, puede quebrar repentinamente . . , - "3 2
Conforme a ello, no dudó en responderle a H u r t a d o que entendía tanto l a gravedad como l a urgencia del asunto y que, como representante de México, creía que su país estaría dispues-to a ayudar con gusdispues-to a l a república hermana. Por ello, aunque carecía de instrucciones precisas, acordaría el préstamo solici-tado previo entendimiento con el ministro de Colombia sobre las condiciones generales, las garantías y la forma de pago, para
evitar todo malentendimiento en el futuro.3 3
Y a con l a resolución tomada, el 27 de febrero de 1826, R o -cafuerte le escribió a la firma Barclay para explicarle la solicitud de H u r t a d o y l a relación existente entre el crédito de C o -lombia y el de México. Sabía que su gobierno debía sancionar favorablemente esta resolución y pedía a Barclay que librara £ 63 000 a favor del ministro de Colombia. Barclay interpretó favorablemente las indicaciones de Rocafuerte, como se observa de su respuesta:
Apreciando debidamente los motivos de V . E . y conocien-do la gran importancia de conservar l a más exacta regu-laridad en el pago de los dividendos. . ., no vacilamos en cumplir con l a orden de V . E .3 4
E l 6 de abril de 1826 Rocafuerte y H u r t a d o rubricaban el con-trato de préstamo, en cuyo enunciado se daba clara explicación de las circunstancias que lo originaban. Conforme a lo conve-nido, l a casa Barclay, el P de mayo, debía transferir los fondos al ministro de Colombia. Ambas partes tomaban como ante-cedente para la operación el tratado mexicano-colombiano de
•'>2 R o c a f u e r t e a E s t e v a , L o n d r e s , 2 d e a g o s t o de 1 8 2 6 , Exposición
d e l a s r a z o n e s , p p . 2 4 - 2 6 .
33 R o c a f u e r t e a H u r t a d o , L o n d r e s , 25 d e f e b r e r o d e 1 8 2 6 , C u a d e r n o
d e l préstamo a C o l o m b i a , p p . 8 - 1 0 .
s* R o c a f u e r t e a B a r c l a y y C i a . , L o n d r e s , 27 de f e b r e r o d e 1 8 2 6 ; B a r c l a y y C i a . a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 28 d e f e b r e r o d e 1 8 2 6 , E x p o s i
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 503
1823 de Unión, L i g a y Confederación Perpetua. N o se cobra-rían intereses y el préstamo debía cancelarse en el plazo de 18 meses. H u r t a d o , en representación de Colombia, autorizaba a Rocafuerte o a cualquier representante de México, a recibir en parte o en todo los fondos pertenecientes a Colombia, hasta cubrir el monto del préstamo, que pudieran rescatarse de l a r u i n a de l a casa Goldschmidt. E l pacto fue legalizado con los sellos de México y Colombia, y validado con l a impronta del
corregidor de l a ciudad de Londres.3 5
E l 11 de abril, Rocafuerte remitía al ministro de Relaciones Exteriores de México copia legalizada del contrato y su informe personal sobre l a operación. A f i r m a b a en éste que el capital sería restituido en el plazo máximo de 18 meses y que, des-pués de consultar l a cuestión con "abogados muy versados en la política", le pareció mejor no exigir intereses, dadas las cir-cunstancias críticas de los nuevos estados de América en los
que, insistía, nacería l a fuerza moral de u n nuevo m u n d o .3 6
Cuando e l gobierno colombiano supo de la suspensión de p a -gos de Goldschmidt, se apresuró a buscar u n a manera segura para pagar puntualmente los dividendos a los tenedores de sus bonos. Primero estuvo calculando l a posibilidad de que el Perú suministrase el dinero, cancelando su deuda con Colombia, pero luego decidió recurrir a medios más concretos para que " . . . el pago del interés se arreglara para el futuro de un modo fijo y permanente, sin que se experimente l a menor dificultad n i retraso". Por desgracia, tales medidas no se hicieron realidad, ni pudieron influir oportunamente en l a valorización de los bonos americanos que circulaban en el mercado de valores de Londres. C o l o m b i a se confió en el pago de l a deuda por Perú, mas este país no estuvo siquiera en condiciones de abonar los dividendos de abril de su propia deuda en Londres y parecía
35 E l c o n t r a t o e n t r e R o c a f u e r t e y H u r t a d o se h a l l a e n A R E M , n i / 2 4 2 ( 7 2 : 8 6 1 ) 1 , y t a m b i é n e n H / 1 2 3 . 3 2 ( 8 6 1 : 7 2 ) " 8 2 7 " / l . 1 - 3 8 3 6 . L a v e r s i ó n e n e s p a ñ o l se p u b l i c ó e n C u a d e r n o d e l préstamo a C o l o m b i a , pp. 1 6 - 2 2 .
36 R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 11 d e a b r i l d e 1 8 2 6 ,
504 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
m u y dudoso que en el futuro pudiese cumplir regularmente con semejante obligación. L a s dificultades económicas peruanas se reflejaron de inmediato en los bonos de las otras naciones ame¬ ricanas, cuyo valor comenzó a caer en l a Bolsa londinense. E n verdad, comentaba el periódico E l S o l , el "mercado en general
está malo hasta el e x t r e m o " .3 7
E l 1* de abril los bonos de México se cotizaban al 6 6 % del valor y después del incumplimiento de pago por el Perú b a -jaban al 6 0 % . Rocafuerte, H u r t a d o y el ministro de Buenos Aires, M a n u e l de Sarratea, al comprender que los represen-tantes del Perú no se daban cuenta de l a gravedad de l a si-tuación, trataron de hacerlos entrar en razón para que hallaran u n a solución al caso. Sugirieron con firmeza que Perú acepta-ra u n empréstito que le ofrecieacepta-ran en París, en condiciones ventajosas, y cumpliesen con los compromisos de pagos ven-cidos, pero los peruanos no adoptaron resolución alguna. Por estas circunstancias, no sólo se depreciaron los bonos ameri-canos, sino también se malquistó l a opinión pública británica. C a n n i n g fue violentamente criticado por l a firma de los tra-tados de reconocimiento con C o l o m b i a y las Provincias Unidas del Río de l a Plata. E l tratado similar con México corría pe-ligro de fracasar.3 8
A juicio de Rocafuerte, G r a n Bretaña se abocaba a u n a grave crisis comercial, reflejo de la que pesaba sobre l a eco-nomía europea. Cundía l a desocupación y el gobierno se vio forzado a llamar al ejército a mantener el orden, particular-mente en los centros industriales. A l a inestabilidad del mercado se unía u n a desmesurada especulación, mientras los bonos de México se desvalorizaban, como todos los bonos americanos.
Para detener este proceso, Rocafuerte anunció que su país enviaba 300 000 pesos para el pago de dividendos y este solo
3' José M a r í a d e l C a s t i l l o a G o l d s c h m i d t y C i a , B o g o t á , 8 d e a b r i l d e 1 8 2 6 , E l S o l , M é x i c o , 2 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 6 , N » 1 1 7 6 , p . 1 7 8 0 ; R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 4 d e m a y o d e 1 8 2 6 , A R E M , m / 3 5 2 ( 7 2 : 4 2 ) 2. 7 - 1 6 - 6 1 ; E l S o l , M é x i c o , 2 d e j u l i o d e 1 8 2 6 , N ? 1 1 1 4 , p . 1 5 3 7 .
M R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 4 d e m a y o d e 1 8 2 6 , A R E M , i n / 3 5 2 ( 7 2 : 4 2 ) 2 . 7 - 1 6 - 6 1 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 505
anuncio de u n a una pequeña cantidad (que aún no había lle-g a d o ) , contribuyó un tanto a estabilizar el crédito mexicano. L a confianza en el crédito de México, opinaba Rocafuerte, se restablecería no bien se pagaran los dividendos y ello confir-maría en los tenedores de bonos la opinión que México era una gran nación, poseedora de vastos recursos y capaz de cumplir holgadamente, como no lo hacían otros países. Por ello insistía, en su correspondencia, que los fondos mexicanos debían ser depositados en el Banco de Londres, pues " . . . c o n eso evita-remos toda contingencia de quiebra como l a de Goldschmidt. M e parece muy conveniente depositar este dinero en el mismo Banco y anunciar al otro día en los diarios que los tenedores de bonos que quieran el interés de su dinero puedan concu-rrir al Banco de Londres. . . "3 9
E N M É X I C O , E L 1'.' D E M A Y O , Esteva se enteró de l a quiebra de Goldschmidt y C i a . y sugirió que Rocafuerte y B o r j a M i g o n i se pusieran de acuerdo para proteger en forma conjunta el cré-dito mexicano y suplicó al primero que se esforzara en lo posi-ble para que la hacienda nacional no sufriese perjuicio alguno. Confiaba Esteva en l a "seguridad m o r a l " de Barclay, casa que pensaba destinada a adquirir la representación financiera de
™ I b i d . ; E l h i s t o r i a d o r J o a q u í n D . Casasús a f i r m a q u e B o r j a M i g o n i
e s c r i b i ó a l m i n i s t r o d e H a c i e n d a , E s t e v a , e l 15 d e f e b r e r o d e 1 8 2 6 , s u g i r i e n d o q u e d e s p u é s d e l a q u i e b r a de G o l d s c h m i d t , se s a c a r a n los f o n -dos d e M é x i c o d e l a c a s a B a r c l a y y se los d e p o s i t a s e e n e l B a n c o d e L o n d r e s . Casasús, q u e tenía a c c e s o a los d o c u m e n t o s , se r e f i e r e a l a c a r t a d e B o r j a M i g o n i , p e r o n o l a c i t a t e x t u a l m e n t e , c o m o l o h a c e c o n o t r a s c a r t a s . T a m b i é n a f i r m a q u e c u a n d o E s t e v a r e c i b i ó l a c a r t a n o h i z o n a d a más q u e m a n d a r l a a R o c a f u e r t e , q u i e n c o n t e s t ó f u r i o s o , d e c l a r a n d o q u e ya h a b í a a n u n c i a d o q u e l a c a s a B a r c l a y p a g a r í a los d i v i d e n d o s d e l p r i -m e r e -m p r é s t i t o y c o n t i n u a r í a l a a -m o r t i z a c i ó n d e l a d e u d a . P e r o Casasús ni d a l a f e c h a d e l a c a r t a d e R o c a f u e r t e , n i l a c i t a c o m o l o h a c e e n stros casos. C A S A S Ú S : H i s t o r i a d e l a d e u d a , p . 1 0 6 . E s t e v a e s c r i b i ó a R o c a f u e r t e e l 1? d e m a y o d e 1 8 2 6 y a c u s ó r e c i b o de l a c a r t a d e B o r j a V l i g o n i d e l 15 d e f e b r e r o d e 1 8 2 6 . P e r o n o h a y n a d a e n l a c a r t a d e i s t e v a q u e i n d i q u e q u e B o r j a M i g o n i h a y a s u g e r i d o s a c a r los f o n d o s le l a c a s a B a r c l a y . C o m o E s t e v a e s c r i b e q u e m a n d a u n a c a r t a i d é n t i c a . B o r j a M i g o n i , se s u p o n e q u e m e n c i o n a r í a a l g o a c e r c a d e los f o n d o s ,
506 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
México con exclusividad.4 0 Pero no todos sus compatriotas
opinaban de l a misma manera. Durante los meses de junio, julio y agosto los periódicos de l a capital y particularmente E l S o l criticaron con severidad l a política del ministro de H a -cienda. Esteva había declarado enviar varios millones de pesos en l a fragata de guerra británica P i r a m u s para cubrir los d i v i -dendos, pero al elevar anclas dicha nave se afirmó que sólo transportaba 500 000 pesos. ¿En qué podía influir cantidad tan
exigua?, acotaba uno de los críticos.4 1
A l llegar l a P i r a m u s a G r a n Bretaña, Rocafuerte se halló en el puerto para recibirla y llevar los fondos a Londres con toda la publicidad posible. Pero su sorpresa fue mayúscula, puesto que desgraciadamente l a fragata en vez de los varios millones o del medio millón rumoreados, sólo traía 283 000 pesos, can-tidad demasiado reducida para poder provocar u n alza de los bonos mexicanos, si bien ayudó a mantenerlos por encima del valor de los otros países americanos. Colombia trataba i n
-si a q u e l l o h u b i e r a s u g e r i d o . A d e m á s , e n u n a p o s d a t a , E s t e v a d i c e q u e c o n f í a e n l a " s e g u r i d a d m o r a l [de] l a C a s a d e los señores B a r c l a y . . . " y q u e e l l o s d e b e n i n t e r v e n i r e n l a c r i s i s . E s t e v a a R o c a f u e r t e , M é x i c o , 1» d e m a y o d e 1 8 2 6 . E s t a c a r t a se p u b l i c ó e n e l f o l l e t o Exposición d e l a s
r a z o n e s , p p . 2 2 2 3 . C o m o e l f o l l e t o se p u b l i c ó c o n e l p e r m i s o d e l g o
-b i e r n o p a r a u s a r d o c u m e n t o s o f i c i a l e s , se s u p o n e q u e l a c a r t a es a u t é n t i c a . R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 17 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 1 3 1 " 8 2 8 " 14. L E 1 6 2 1 ( 6 ) , y R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 3 0 d e « ñ e r o d e 1 8 2 9 , A R E M , H / 6 3 2 " 8 2 8 " l . E n a q u e l e n t o n c e s e l c o r r e o d e L o n d r e s a M é x i c o t a r d a b a a l r e d e d o r d e dos meses. S i E s t e v a r e c i b i ó l a c a r t a d e B o r j a M i g o n i a f i n e s d e a b r i l y l a c o n t e s t ó e l 1? d e m a y o , era difícil q u e s u r e s p u e s t a se r e c i b i e r a a n t e s d e j u l i o o a g o s t o . P e r o se p u e d e v e r q u e d e s d e m u c h o a n t e s R o c a f u e r t e q u i s o s a c a r los f o n d o s d e l a s m a n o s d e B a r c l a y . E l 4 d e m a y o d e 1 8 2 6 e s c r i b i ó u n a c a r t a p i d i e n d o e s p e c í f i c a m e n t e q u e se r e t i r a s e n los f o n d o s d e esa c a s a y se d e p o -s i t a -s e n e n e l B a n c o d e L o n d r e -s . A-sí q u e e-s i m p o -s i b l e q u e c o n t e -s t a -s e c o n t r a ese a s u n t o , s i B o r j a M i g o n i l o h u b i e r a p r o p u e s t o .
4° E s t e v a a R o c a f u e r t e , M é x i c o , 1? d e m a y o d e 1 8 2 6 , Exposición
d e l a s r a z o n e s , p p . 2 2 - 2 3 .
« E l S o l , M é x i c o , 2 d e a g o s t o d e 1 8 2 6 , N<? 1 1 5 0 , p . 1 6 7 7 y " E l
a m i g o d e l a v e r d a d a los e d i t o r e s d e l S o l " , e n E l S o l , 18 d e a g o s t o d e 1826, N ? 1 1 6 1 , p . 1 7 2 1 .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 507
fructuosamente de obtener u n empréstito para cubrir el ven-cimiento de los próximos dividendos y el Perú, su mayor deu-dor, nada hacía por salvarle el crédito. Sólo México mantenía su cotización y, si bien a principios de julio los bonos mexicanos tan sólo se cotizaban a l 3 9 % a d v a l o r e m , seguían siendo los
más valorizados entre todos los americanos.4 2
E n ese c l i m a financiero de incertidumbre y tras recibir u n auxilio pecuniario tan insuficiente, hubo otro hecho que con-tribuyó a agudizar l a intranquilidad de Rocafuerte y fue l a carta de Esteva del 1» de mayo, en l a que alababa l a "seguridad m o r a l " de l a casa Barclay. Esto equivalía a desoír sus adver-tencias acerca de la incierta solidez económica de los Barclay y a rechazar su sugerencia de transferir los fondos mexicanos a l Banco de Londres. Gomo quiera, no cejó e insistió en llevar a conocimiento de su gobierno mayores detalles sobre el particu-lar. Así, por ejemplo, se había enterado que el señor Powels, socio de l a f i r m a Herring, Powels, G r a h a m y G i a . , comprometido en las especulaciones que provocaron l a quiebra de Goldsch¬ midt, había perdido en ellas no sólo el dinero propio, sino t a m -bién el de sus socios H e r r i n g y G r a h a m . M a s H e r r i n g era uno de los principales socios de Barclay y estaba arrastrando a esta última casa financiera a l a quiebra, para tratar de salvar la empresa de que era titular. Es decir, que l a solidez económica de ambas casas era dudosa y que ambas podían sucumbir ante los embates de u n a crisis financiera. L a solvencia de Barclay ya era sumamente dudosa, pues a. duras penas había, podido pagar recientemente £ 3 0 000 de libranzas mexicanas: le constaba a Rocafuerte que tan sólo merced a su tenaz insistencia pudo ob-tener el pago, con el que evitó una nueva desvalorización de los bonos de México.
C o m o resultado de estas noticias poco alentadoras y para mantener el prestigio crediticio del país, Rocafuerte se propuso convencer al influyente Alexander Baring, para que se hiciera car-go de los asuntos financieros de México. Baring parecía inclinado
4 2 R o c a f u e r t e a C a m a c h o , L o n d r e s , 9 de j u n i o d e 1 8 2 6 , A R E M , H / 3 0 0 ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 3 0 " / 3 1 . L E 1 7 0 0 .
508 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
a aceptar la representación, siempre que los Barclay no opusie-sen reparos. Baring Brothers era l a casa bancaria más sólida en Inglaterra y el público había demostrado inveterada confianza en ella; si aceptaba l a representación financiera de M é -xico, era indudable que los bonos de este país sufrirían u n alza inmediata. E l negocio, destinado a "salvar los fondos de M é -x i c o " , debería efectuarse en el mayor secreto, pues si l a noticia llegaba a conocimiento público, era muy posible que comen-zaran a especular contra los Barclay, llevándolos a l a quiebra antes que los capitales mexicanos estuviesen en el tesoro de B a r i n g .4 3
E l 7 de julio de 1826, al saber que los bonos mexicanos, tal como los demás de América, seguían declinando, Esteva instruyó a Rocafuerte que anunciase' por los periódicos que M é -xico no debía confundirse con otras naciones del Nuevo M u n d o y que se comprometía al pago puntual de los intereses de sus bonos. Pero además de esta enfática declaración, nada agregó respecto a l a transferencia de fondos de Barclay al Banco de
L o n d r e s .4 4 Esta importante carta de Esteva llegó a manos de
Rocafuerte el 2 de agosto de 1826, cuando ya se había desen-cadenado l a gran crisis financiera de ese mes, en que quebra-r o n l a casa Baquebra-rclay y otquebra-ras de las mayoquebra-res fiquebra-rmas del mequebra-rcado británico. L l e n o de amargura, el encargado de negocios de M é -xico sólo pudo responder que siempre consideró el crédito del país como "base indestructible de nuestra fuerza y poder" y
constantemente hizo todo lo posible para protegerlo.4 5
L A S I T U A C I Ó N E R A D E S M O R A L I Z A D O R A . Los bonos de México
continuaban depreciándose; no llegaban instrucciones y al
que-« R o c a f u e r t e a E s p i n o s a d e los M o n t e r o s , L o n d r e s , 1? d e [ j u l i o ] de 1 8 2 6 , A R E M , H / 3 0 0 ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 3 0 " / l . L E 1 7 0 0 : E l S o l , , 22 d e a g o s -to d e 1 8 2 3 , N<? 6 9 , p . 2 7 6 .
« E x p o s i c i ó n d e las r a z o n e s , p . 2 7 ; C a m a c h o a R o c a f u e r t e , M é x i c o , 7 d e j u l i o d e 1 8 2 6 , A R E M , n i / 3 5 2 ( 7 2 : 4 2 ) / 2 . 7 - 1 6 - 6 1 .
« R o c a f u e r t e a E s t e v a , L o n d r e s , 2 d e a g o s t o d e 1 8 2 6 , Exposición
d e l a s r a z o n e s , p p . 2 4 - 2 6 ; R o c a f u e r t e a C a ñ e d o , L o n d r e s , 9 d e m a r z o d e
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 509
brar Barclay, Rocafuerte no disponía de fondo alguno para c u b r i r los dividendos que vencían en septiembre. E n esa dis-yuntiva, decidió continuar negociando por cuenta propia con B a r i n g Brothers. Les manifestó que México estaba en condi-ciones de pagar y que el único problema apremiante era de tiempo. S i Baring se comprometía a pagar los dividendos en octubre, podrían considerarse como agentes de México. Para demostrarles que tal era l a realidad concreta, puso en conoci-miento de los financistas l a reciente circular del ministerio de H a c i e n d a a los directores de las aduanas marítimas, mandando retener l a m i t a d de todas las rentas percibidas para el pago de la deuda exterior e insistiendo, además, que ese dinero no podía ser invertido en ninguna otra contingencia. C o m o R o c a -fuerte pudo obtener l a renuncia de l a representación de los Barclay, l a casa Baring Brothers resolvió aceptar l a agencia de México el 13 de septiembre de 1826 y se comprometió al pago de los dividendos vencidos. Igualmente se hizo cargo de ¡os gastos y sueldos de los agentes diplomáticos de México en E u r o p a , mientras el ministro de H a c i e n d a no resolviese otra cosa. Todos esos caudales adelantados debían ser restituidos a la mayor brevedad, gozando en el ínterin u n lucro anual de 5 % . A l concertar esta operación con Baring, Rocafuerte acep-tó que l a casa prestamista enviase u n representante a México para arreglar en forma definitiva el pago, los intereses y l a amortización de l a deuda. Naturalmente, para que Baring Brothers pudiera considerarse legítimamente como agente f i -nanciero permanente de México, se estipulaba que el convenio sería sometido al acuerdo y homologación por el gobierno de México.4 5
»« B a r c l a y y C i a . a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 10 de s e p t i e m b r e d e 1 8 2 6 : R o c a f u e r t e a A l e x a n d e r B a r i n g , L o n d r e s 11 d e s e p t i e m b r e de 1 8 2 6 ; \ l e x a n d e r B a r i n g a R o c a f u e r t e , L o n d r e s 13 d e s e p t i e m b r e d e 1 8 2 6 , \ R E M , 2 - 5 - 2 5 1 4 ; E s t e v a a los d i r e c t o r e s d e las a d u a n a s m a r í t i m a s , víéxico, 2 8 d e d i c i e m b r e d e 1 8 2 5 ; A g r e e m e n t b y w h i c h D . V i c e n t e t o c a f u e r t e . . . t r a n s f e r s t o B a r i n g B r o t h e r s t h e A g e n c y o f M e x i c o w h i c h i a r c l a y , H e r r i n g , R i c h a r d s o n a n d C o . h e l d p r e v i o u s l y , L o n d r e s , 20 d e ; p t i e m b r e d e 1 8 2 6 , A R E M , H / 1 2 1 . 3 2 " 8 2 3 - 2 4 " / l . 4 0 - 1 1 - 2 1 .
510 J A I M E E . R O D R Í G U E Z O .
L a m e d i d a tuvo efectos harto saludables; no bien se supo que Baring Brothers regenteaba los negocios de México, re-nació l a confianza en los bonos de ese país y subió l a cotización al 6 6 % . A l mes siguiente, el nuevo ministro plenipotenciario, Sebastián Gamacho, cuyo viaje a Londres tenía por objeto con-cluir l a negociación de u n tratado de amistad y comercio con G r a n Bretaña, trajo consigo medio millón de pesos para la cuota de dividendos. Parecía, pues, que el crédito mexicano estaba afianzado v esto se prueba con facilidad: si bien es ver-dad que México perdió 1 769 645 pesos en la quiebra de Bar-clay, también es cierto que las demás naciones americanas su-frieron pérdidas mayores y ninguna de ellas, salvo México, gozaba de crédito a fines de 1826. S i México hubiese continua-do sirviencontinua-do cumplidamente l a deuda, nada habría afectacontinua-do su crédito y su prestigio. Pero desgraciadamente esos servicios se descontinuaron durante el resto de toda la década y las gue-rras civiles e invasiones extranjeras consumieron las rentas de la nación.4 7
Volvamos al empréstito conferido a Colombia. E l ministro de Hacienda, Esteva, no lo conoció hasta principios de julio y el 9 de ese mes le manifestaba a Rocafuerte l a conformidad del presidente de la Nación con l a actuación del encargado de negocios, para afirmar el principio de ayuda mútua entre los pueblos de América. A Esteva mismo le causaba gran placer el intento de ayudar a Colombia, pero n i él ni el ministerio a su cargo, n i la hacienda nacional estaban en condiciones de
ofre-cer empréstito alguno.4 8 L a velada censura del gobierno le llegó
a Rocafuerte en agosto, cuando la ruina del mundo financiero londinense le confirmaba l a razón de su proceder. Se sintió he-rido por este juicio y estaba plenamente seguro de que, cuando
*• E l S o l , M é x i c o , 14 d e d i c i e m b r e d e 1 8 2 6 , N<? 1 2 7 6 , p . 2 1 9 0 y 17
d e d i c i e m b r e d e 1 8 2 6 , N ? 1 2 8 0 , p . 1 2 0 6 ( s i c ; 2 2 0 6 ) . A l e x a n d e r B a r i n g a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 2 5 d e d i c i e m b r e d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 3 0 0 ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 3 0 " / l . L E 1 7 0 0 .
4 8 E s t e v a a C a m a c h o , M é x i c o , 9 d e j u n i o d e 1 8 2 6 , A R E M , n i / 2 4 2 ( 7 2 : 8 6 1 ) / 1 . L E 1 0 4 4 ( 1 ) .
E L E M P R É S T I T O A C O L O M B I A 511
M é x i c o conociese toda l a verdad, ratificaría ampliamente su
actuación en el proceso.4 9
L o s hechos posteriores no le serían empero favorables. E l 2 de octubre de 1826, H u r t a d o le anunciaba que el gobierno de C o l o m b i a había aceptado las condiciones del empréstito de M é x i c o y le aseguró que su país cancelaría l a deuda dentro del
plazo estipulado.5 0 Pero Colombia no pudo cumplir, si bien m a
nifestó voluntad para hacerlo. E n 1828 José Fernández de M a -d r i -d , entonces ministro -de C o l o m b i a en Inglaterra, ofreció l a entrega de las fragatas C u n d i n a m a r c a y C o l o m b i a , botadas en astilleros de los Estados Unidos en 1826 y gemelas de l a afamada Constitución, para cancelar l a deuafamada con México. R o c a -fuerte puso el ofrecimiento colombiano en conocimiento del ministro de Relaciones Exteriores y sugirió que se lo aceptase, ya que le parecía un negocio m u y ventajoso para México. Pe-ro, p o r razones desconocidas, no obtuvo respuesta alguna a su
comunicación.3 1
E n marzo de 1828, al vencer el año y medio de plazo con-cedido a C o l o m b i a , Esteva ordenó a B o r j a M i g o n i que averi-guase el estado de los pagos y éste se dirigió a Fernández de M a d r i d para requirirle respecto a l a decisión adoptada por su
país.5 a E l diplomático colombiano aseguró que había hecho
una oferta en firme a Rocafuerte, por dos fragatas que valían más de los 315 000 pesos de l a deuda y que estimaba que d i -cho negocio aún quedaba pendiente. E n realidad, acotaremos nosotros, parece que el valor de los buques era mucho mayor que e l importe de l a deuda. T a l lo que deducimos de u n i n
-*<•> R o c a f u e r t e a E s p i n o s a d e los M o n t e r o s , L o n d r e s , 3 d e agosto d e 1 8 2 6 , A R E M , m / 2 4 2 ( 7 2 : 8 6 1 ) / l . L E 1 0 4 4 ( 2 ) .
so H u r t a d o a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 2 d e o c t u b r e d e 1 8 2 6 , Empréstito
d e México, p . 2 3 , y A R E M , n i / 2 4 2 ( 7 2 : 8 6 1 ) / l . L E 1 0 4 4 ( 1 ) .
« J o s é F e r n á n d e z d e M a d r i d a R o c a f u e r t e , L o n d r e s , 9 d e m a r z o d e 1 8 2 8 , A R E M , m / 2 4 2 ( 7 2 : 8 6 1 ) / l . L E 1 0 4 4 ( 2 ) ; R o c a f u e r t e a J o s é M a -ría B o c a n e g r a , L o n d r e s , 18 d e a b r i l d e 1 8 2 8 , A R E M , H / 3 0 0 ( 7 2 : 8 6 1 ) " 8 2 3 - 3 0 " / l . L E 1 7 0 0 .
™ E s t e v a a B o r j a M i g o n i , M é x i c o , 11 d e m a r z o d e 1 8 2 8 , C u a d e r n o