La República Restaurada : ¿fruto logrado?

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L A REPÚBLICA R E S T A U R A D A ,

¿FRUTO LOGPvADO?

José MIRANDA

S E G U R O E S T O Y de que muchos historiadores sentirán gran contrariedad o desazón cuando se asomen al p r i m e r tomo de la H i s t o r i a m o d e r n a de México de d o n D a n i e l Cosío V i l l e -gas, que lleva como título L a República R e s t a u r a d a . Y estoy seguro de e l l o porque el contacto i n i c i a l con la v a n g u a r d i a de dicha o b r a tendrá que sacudir las convicciones de los historiadores formados en escuelas metódicas y disciplinadas, obligándolos a pensar si n o h a b r á n tirado por m a l camino, si los principios y normas a que se asen no carecerán de funda-m e n t o y sólo serán espejisfunda-mos provocados p o r el deseo de seguridad o l a inclinación n a t u r a l a l a c o m o d i d a d y lo trilla-do; pues ¿cómo no h a de sacudir y hacer d u d a r a los historia-dores "rigurosistas" u n a obra que parece salirse m u c h o de lo "generalmente a d m i t i d o " , y que a pesar de ello ostenta las rotundas líneas y los firmes colores de los frutos logrados? A q u e l l a sensación n o pasará, sin embargo, de ser el efecto de u n a p r i m e r a impresión, l a reacción pasajera ante l a imagen superficial que nos solemos formar antes de que l a m i r a d a perseverante descubra, y l a reflexión serena relacione o junte, los hilos de l o f u n d a m e n t a l .

N o faltarán (de sobra lo sabemos) críticos atascados en l a p r i m e r a impresión, que r e p u d i a r á n l a obra p o r encontrarle "terribles defectos", verbigracia: l a intervención de u n criterio " p o c o serio" (descubrir a l v i l l a n o , o a q u i e n o quienes i m p i -d i e r o n que las cosas -dejaran -de o c u r r i r -de u n a manera mejor que la real) ; el p r o c e d i m i e n t o " i n s e g u r o " empleado p o r el autor para l a selección y e l acopio de "los datos (no hizo esto, en su mayor parte, p o r sí m i s m o , sino mediante auxiliares b i s o ñ o s ) ; l a " a r b i t r a r i a " periodización que introduce (trastrocadora de l a c o m ú n m e n t e acatada), y l a m o d a l i d a d " i n

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adecuada" - m e t a f ó r i c o - l i t e r a r i a - que adopta en l a redacción de los títulos encabezadores de partes y capítulos. Pero si b i e n se m i r a y reflexiona - s i se m i r a y reflexiona como d i j i m o s a n t e s - esos defectos, a u n en el caso de que los tuviera por tales, serían de poca m o n t a , ya que n o afectan verdaderamente a l a entraña de l a obra, n i a l cometerlos traspasaría d o n D a n i e l los límites de l i b e r t a d de elección d e criterios, formas, e t c .

-en que puede moverse con toda l i c i t u d el historiador. ; * Y si los defectos que p u d i e r a n atribuirse a L a República

R e s t a u r a d a son, p o r m u c h o que se los "estire", de escasa

entidad, ¿no los desvanecen o atenúan considerablemente las virtudes o excelencias fundamentales que notoriamente mues-tra aquélla?

E n t r e las más relevantes de estas virtudes se h a l l a l a sólida construcción; el tener l a o b r a u n a fábrica recia y b i e n trabada: u n asiento amplísimo y compacto de datos extraídos de fuentes directas - m a t e r i a l e s , p o r tanto, de las mejores canteras-, y u n discurso armador b i e n afirmado en el c i m i e n t o fáctico y enlazado de m a n e r a coherente. Y ¿no es esto, ante todo, lo que l a crítica exigente reclama de l a o b r a histórica? Si ésta no c u m p l e en l o tocante a los datos, por n o ser adecuados o suficientes, o si n o c u m p l e en lo tocante al discurso arma-dor, por padecer de incongruencia; si esto ocurre, aquella crítica fulminará a l a o b r a con los terribles rayos de sus j u i -cios desfavorables, cuyas marcas infamantes n o se q u i t a n con nada. Pues bien, aunque n o estamos nosotros en situación de apreciar si en cada p u n t o h a seguido d o n D a n i e l las normas fundamentales d e l método histórico implícitas en l o suso-dicho, sí nos hallamos en condiciones de e m i t i r , basándonos en el examen de c o n j u n t o y el análisis general d e l montaje de la obra, e l j u i c i o con que comenzamos este párrafo.

Más sobresaliente a ú n que l a v i r t u d antes m e n c i o n a d a sería l a de l a aguda generalización o interpretación compren-siva. A las generalizaciones o interpretaciones comprensivas se dirige l a construcción, de l a que son las obligadas salidas o las desembocaduras naturales. Y es precisamente en esta coronación o remate de l a construcción, que constituye por cierto l a parte más esencial de la labor histórica, en l a que el

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genio - b u e n o - de d o n D a n i e l b r i l l a con más esplendor. A h í están para mostrarlo las cincuenta y pico páginas del capítulo " H e r e n c i a s y legados", que son, sencillamente, preciosas. P a r a los grandes trechos de espacio histórico que se h a n extendido b a j o su vista - e s decir, los que h a d o m i n a d o parceladamente p o r l a reiterada e x p l o r a c i ó n - , tiene Cosío, cuando se r e m o n t a con fines interpretativo-comprensivos, visión de águila cau-dal, facilidad prodigiosa p a r a captar los trazos esenciales - l o s sentidos y las s i g n i f i c a c i o n e s - del inmenso cuadro panorámico colocado ante él; y, singularmente p a r a l o subterráneo, escon-d i escon-d o o escon-disfrazaescon-do, visión escon-de zahori, h a b i l i escon-d a escon-d sin i g u a l para penetrar en lo recóndito o tras las máscaras y descubrir las causas o móviles de conductas o acciones individuales y so-ciales, causas o móviles que servirán como "reductores" para la interpretación o l a síntesis, pues le permitirán reducir a u n i d a d o verter en u n solo molde "significativo" i n f i n i d a d de manifestaciones de l a v i d a h u m a n a pretérita.

Sólo las anteriores virtudes - v i r t u d e s propiamente histó-r i c a s - de L a República R e s t a u histó-r a d a bastahistó-rían pahistó-ra consaghistó-rahistó-r a Cosío Villegas como notable historiador y para colocar a a q u e l l a obra entre l a flor y nata de l a historiografía con-temporánea. Pero todavía h a b r í a que reconocer al p r i m e r vástago histórico de d o n D a n i e l otras excelencias, algo mar-ginales a l a historia éstas, aunque por l o general r e d u n d e n m u c h o en beneficio de ella.

De dichas excelencias hay u n a que raya en l o extraordi-nario, y que a nuestro j u i c i o reviste a l a obra de u n gran v a l o r más, quizá de su mayor valor, al volverla sumamente trascendente. M e refiero a l a enorme labor removedora que ella realiza. B r i l l a a q u í también esplendorosamente el genio - ¿ m a l o ? — de d o n D a n i e l . ¡Y q u é gran servicio presta con esa labor a l a historia! Sobre u n inmenso espacio de gleba seca y apelmazada, de terreno esterilizado p o r el tópico, el j u i c i o ligero y l a interpretación inconsistente, Cosío Villegas va pasando p o r d o q u i e r el arado de l a crítica más despiadada, trastrocándolo todo. Es probable, casi seguro, que d o n D a n i e l , arrastrado p o r l a pasión de q u i e n trabaja en menester de su gusto, haya i d o a veces demasiado lejos y puesto "patas

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arri-ba" cosas que debieran c o n t i n u a r "patas abajo". Sin embar-go, ello n o menoscaba el mérito de esa m a g n a obra de remo-v i m i e n t o : quiérase o no, d o n D a n i e l h a abierto al cultiremo-vo, ha preparado, además de para l a p r o p i a , para futuras siembras ajenas, u n gran predio histórico "emborrascado".

O t r a de las excelencias es el sentimiento patriótico que late en todas las páginas de L a República R e s t a u r a d a . Quizá reste o b j e t i v i d a d a ésta, pero le añade, en cambio, algo m u y estimable en l a historia de tiempos m u y próximos a nosotros, emoción y sentido entrañablemente humanos, los cuales i m -pregnan a conceptos, juicios, interpretaciones, etc., haciéndo-los aparecer como elementos de u n d r a m a que vive - m e j o r sería decir s u f r e - el autor. Este añadido d a a l a obra de d o n D a n i e l acusados perfiles de historia pragmática, de historia que se propone enseñar o aleccionar a las generaciones actua-les y venideras. Y en este aspecto cabe considerarla como una historia fuertemente orientada hacia el presente y el fu-turo; pues sus tiros - l o que cabría l l a m a r descargas pragmá-t i c a s - se d i r i g e n a blancos impersonales (ideas, acpragmá-tipragmá-tudes, sistemas, etc.) que aún permanecen en l a escena. N o faltará p o r ello q u i e n atribuya a L a República R e s t a u r a d a u n a i n -tención política; pero ¿cómo no ha de tenerla u n a historia rebosantes de mensajes políticos? Y si el autor lanza esos mensajes de manera noble, con elevados propósitos; si tira la p i e d r a sin esconder l a m a n o , ¿qué se le puede reprochar?

T a n b r i l l a n t e balance de méritos n o deja de ser empali-decido p o r u n o que otro demérito. N o son de considerar como deméritos a nuestro j u i c i o , ya l o dijimos, aquellos defectos citados a l p r i n c i p i o que algunos críticos h a n colgado o col-garán a L a República R e s t a u r a d a . Pero sí, en cambio, otros, dos o tres a lo sumo, que tienen ya antecedentes en i a obra histórica de d o n D a n i e l , en L a r e v u e l t a de L a N o n a concre-tamente, a saber: l a composición algo apretada y enmaraña-da, l a exposición u n tanto farragosa y el " h i p e r j u i c i s m o " . T i e n e d o n D a n i e l en sus escritos históricos u n a composición que (a nuestro entender, claro está) g a n a r í a m u c h o si fuese menos recargada o apretada y procurara guardar el recomen-dado e q u i l i b r i o y establecer l a d e b i d a graduación entre sus

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múltiples elementos; ganancia a l a que habría que añadir, de seguro, la eliminación de la trama enredada y la exposición farragosa, vicios éstos que tienen su p r i n c i p a l causa en el anterior. Justo es confesar que tales deméritos se han mitigado m u c h o en L a República R e s t a u r a d a , pero lo que de ellos subsiste, que no es poco, q u i t a algunos quilates a la grandeza q u e en el ámbito esencial - e n el terreno de la verdad, como se dice en t a u r o m a q u i a - ha conquistado l a obra.

Y, finalmente, u n envío al autor: N o creo, don D a n i e l , q u e sea posible compaginar, como usted, con la mejor de las voluntades, se propone, l a forma de exposición científica, sabia o erudita - c o m o se la q u i e r a l l a m a r - , con la vulgar o vulgarizadora; o, dicho de otra manera, la forma de transmi-sión del que sabe a los que saben con l a forma de transmitransmi-sión del que sabe a los que no saben o saben m u y poco. C o n su intento, sacrifica usted a los que saben, a quienes no puede presentar la obra con la precisión terminológica y el aparato i n f o r m a t i v o - p a r a l a c o m p r o b a c i ó n - necesarios, sin que be-neficie casi a los que no saben, m u y por arriba de cuyo nivel ha tenido que quedar por fuerza L a República R e s t a u r a d a . N o conozco ningún caso de u n a obra —y menos de u n a obra l a r g a — de investigación que haya llegado a lo que se l l a m a " e l g r a n p ú b l i c o " . P a r a aproximarse a éste no hay más que u n expediente, el de l a vulgarización plena, o sea el del escrito d i r i g i d o de lleno —por el contenido, la técnica, el estilo, etc.— al h o m b r e culto corriente; y para esta aproximación, ¿no le parece lo más indicado u n solo tomo, breve y sencillo, en que se resuma el contenido de los seis gruesos volúmenes que com-p o n d r á n toda la obra?

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