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Colonizaciones tlaxcaltecas

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V ^ W Í J W I N I Z J A ^ I W I N J I O 1 L A A L A L 1 Ë L A o

Andrea N ' I A R T I N E Z B A R A C S

Centw de Investigaciones y Estudios SupeTiotes en AntTopologia Social

Es S A B I D O Q U E L O S T L A X C A L T E C A S se aliaron con los españoles contra el imperio mexica. L o que no se ha apreciado debida-mente es la profundidad, el sentido preciso y el alcance que tuvo esa alianza para los tlaxcaltecas: esta n a c i ó n ofreció en u n gesto razonado, voluntario y definitivo su lealtad a la co-rona de E s p a ñ a , y se c o n s i d e r ó o fue efectivamente vencedo-ra en la guervencedo-ra contvencedo-ra Tenochtitlan. A partir de esa victoria, los tlaxcaltecas coloniales defendieron con tenacidad su posi-ción de privilegio y su orgullo de n a c i ó n invicta y soberana, frente a u n poder superior crecientemente insensible a los compromisos que lo llevaron a la posición de dominio.

Los tlaxcaltecas, frente a las otras naciones i n d í g e n a s , se consideraron conquistadores frente a conquistados. Siguien-do una p r á c t i c a expansionista p r e h i s p á n i c a , promovida por el poder colonial como una estrategia de conquista, d e s p u é s de la c a í d a de Tenochtitlan diversos núcleos tlaxcaltecas se expandieron fuera de su provincia. L a extensión llegó m á s lejos del actual territorio mexicano, como a Texas o a la A l t a California en el norte, y C e n t r o a m é r i c a en el sur, hasta por lo menos Honduras y E l Salvador. Se afirma a d e m á s que hubo colonización tlaxcalteca en P e r ú , como resultado de la

3 U n a p r i m e r a v e r s i o n de este a r t í c u l o a p a r e c i ó en M A R T Í N E Z BARACS

y A S S A D O U R I A N , 1 9 9 1 , v o l . 9, p p . 149-168.

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1 9 6 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

expedición de Pedro de Alvarado, a c o m p a ñ a d o de d o ñ a Luisa Xicoténcatl, y en otras tierras lejanas.

L A S C O L O N I A S D E L A C O N Q U I S T A

Por el Lienzo de Tlaxcala y las pinturas de la Relación geográfica

o Manuscrito de Glasgow'2 tenemos mucha información,

aun-que a menudo oscura, acerca de los pueblos aun-que los guerre-ros de Tlaxcala contribuyeron a conquistar para las fuerzas e s p a ñ o l a s . Esas pinturas i n d í g e n a s de la segunda mitad del siglo X V I recogen, de la historia de la conquista de M é x i -co, las muchas h a z a ñ a s militares que tuvieron participación tlaxcalteca. En primer lugar, figuró la conquista de M é x i c o -Tenochtitlan, con las c a m p a ñ a s previas que ganaron para los invasores muchos pueblos del M é x i c o central. D e s p u é s de la toma de M é x i c o , los tlaxcaltecas afirmaron en sus pin-turas haber a c o m p a ñ a d o a C o r t é s en la expedición a la Huasteca, a fines de 1522 y en 1523; haber participado en la conquista de Guatemala con Pedro de Alvarado (1524); en las expediciones de Ñ u ñ o de G u z m á n al occidente y al noroeste (1530-1531) y en la guerra del M i x t ó n , contra la

re-belión caxcana de Nueva Galicia (1541). L a Relación

geográfi-ca a ñ a d e una larga lista de los pueblos centroamericanos

conquistados por los guerreros tlaxcaltecas.3

L a participación de i n d í g e n a s del M é x i c o central en la conquista de C e n t r o a m é r i c a es significativa por u n hecho que o c u r r i ó igualmente en la conquista de M é x i c o : ambas fueron guerras de indios, capitaneados por españoles, contra otros indios. Este aspecto, aunque puede parecer obvio, no

2 Lienzo de Tlaxcala, 1 9 6 4 ; Relaciones geográficas, 1 9 8 4 . E l Lienzo de Tlax-cala fue p i n t a d o p o r i n i c i a t i v a del A y u n t a m i e n t o de T l a x c a l a hacia 1 5 5 2 ¬ 1 5 6 4 . U n a v e r s i ó n m á s t e m p r a n a de la o b r a (c¿z. 1 5 4 8 ) se conserva parcial-m e n t e en el l l a parcial-m a d o Fragmento de Texas. Las p i n t u r a s de la Relación geográfica pueden fecharse hacia 1 5 6 8 1 5 8 3 . V é a s e B R O T H E R S T O N y G A L L E

-GOS, 1 9 9 0 y \ 1 A R T Í N E Z B A R A C S , 1 9 9 0 .

'' P a r a u n estudio de los t o p ó n i m o s i n c l u i d o s en las dos p i c t o g r a f í a s

r e i e r i d a s , v é a n s e N4ARTÍNEZ M A R Í N y G A R C Í A Q ^ U I N T A N A , 1 9 8 3 ; N I A Z I H C A -T Z I N , 1 9 2 / , y B R O -T H E R S -T O N y G A L L E G O S , 1 9 9 0 .

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está bien documentado, pues el "apoyo i n d í g e n a " es sólo el telón de fondo de las h a z a ñ a s militares de los ejércitos espa-ñ o l e s . Si esa participación i n d í g e n a es apenas mencionada, del mismo modo el destino final de sus efectivos ha perma-necido en la oscuridad.

Los tlaxcaltecas del siglo de la conquista tuvieron ideas claras respecto a las c a m p a ñ a s militares en las que participa-r o n : en 1519 h a b í a n juparticipa-rado lealtad al participa-rey de Castilla, peparticipa-ro nunca como vencidos por la fuerza española, sino como sus aliados en la misión de conquistar para su nuevo monarca la G r a n Tenochtitlan y, m á s allá, otras tierras y reinos. Los tlaxcaltecas unieron su ejército al de los españoles, y la caci-ca d o ñ a Luisa, la hija que el gran X i c o t é n c a t l dio en señal de alianza al capitán Pedro de A l varado, a c o m p a ñ ó al con-quistador en la guerra de M é x i c o , en la conquista de Guate-mala y en sus expediciones posteriores, refrendando con su presencia j u n t o al conquistador la superior alianza que se h a b í a fraguado.

Rigurosamente fieles a su nueva lealtad, tras el someti-miento de M é x i c o , los guerreros tlaxcaltecas siguieron par-ticipando en las c a m p a ñ a s en que se les r e q u e r í a , para en-grandecer a la corona y a su propia n a c i ó n . Siguiendo una p r á c t i c a c o m ú n en las c a m p a ñ a s militares prehispánicas v e s p a ñ o l a s , muchos guerreros poblaron las tierras que alcan-zaban en sus expediciones. Los pocos datos que tenemos acerca de esos tlaxcaltecas transterrados confirman lo que sabemos de su ideología y lo que p o d r í a m o s prever acerca de su suerte. Las características de esos poblamientos tienen significativos rasgos en c o m ú n con las posteriores fundacio-nes en la G r a n Chichimeca.

E n 1573, los indios mexicas, tlaxcaltecas, zapotecas, cho-lultecas, mixtéeos y de otras naciones novohispanas. radica-dos en las ciudades de C i u d a d V i e j a o Almolonga (Guate-mala), C u z c a t l á n o San Salvador, C i u d a d Real de Chiapa, Gracias a Dios y Comayagua (Honduras), San M i g u e l y otras poblaciones centroamericanas, levantaron una pro-banza que llenó centenares de p á g i n a s y que ha llegado has-ta nosotros. E l objeto de su gestión era demostrar que ellos no p o d í a n ser rebajados a la categoría de tributarios, como

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h a b í a pretendido unos a ñ o s antes el presidente y gobernador

de ¡a provincia de Guatemala, el licenciado Landecho.4

L a probanza consistió en testimonios de muchos testigos españoles e i n d í g e n a s , conforme a u n interrogatorio

elabo-rado por l a parte de los indígenas [son dos bandos o partes

en querella]. Interrogatorio y testimonios nos informan que los guerreros indígenas llegaron con Pedro de Alvarado a someter las naciones guatemaltecas, y tras los primeros t r i u n -fos fueron inducidos a poblar Almolonga, l a C i u d a d Vieja de Guatemala, tanto para mantener la paz como para reto-mar las armas en caso de levantamientos. De este primer po-blamiento salieron nuevos contingentes a conquistar y otra vez poblar San Salvador, Gracias a Dios, San M i g u e l y Chiapa. E n esos lugares se repitió el esquema de poblamien-tos militares que e n v í a n destacamenpoblamien-tos para expandir y afianzar la empresa de sometimiento de las naciones centro-americanas. Esta ramificación sucesiva de asentamientos y avanzadas i n c o r p o r ó a la segunda g e n e r a c i ó n de indígenas mexicanos, nacidos ya en C e n t r o a m é r i c a .

Los guerreros poblaron las ciudades centroamericanas procurando distinguirse claramente de los nativos: éstos eran conquistados y ellos, conquistadores. E n ciertos casos se menciona que los guerreros regresaron a su tierra por sus mujeres y familia; otros, tal vez la m a y o r í a , se casaron con

nativas.5 Aunque este aspecto casi no se menciona, parece

que de manera natural tendieron a agruparse por naciones

4 A G I , Contratación, leg. 4 8 0 2 . U n a s e l e c c i ó n de esta p r o b a n z a se

en-c u e n t r a p u b l i en-c a d a e n A S S A D O U R I A N y M A R T Í N E Z B A R A C S , 1 9 9 1 , v o l . 6, p p . 5 1 3 - 5 2 6 .

5 N A V A , 1 9 7 7 , p . 2 1 2 , refiere que en 1 5 2 9 la V i l l a R e a l de San C r i s t ó

-b a l , r e c i é n fundada, g e s t i o n ó en l a c i u d a d de M é x i c o el traslado de hasta 2 0 0 " f a m i l i a s ' , p a r a resolver el p r o b l e m a de l a carencia de mujeres de los m e x i c a n o s y tlaxcaltecas, habitantes de u n b a r r i o e s p e c í f i c o de l a v i l l a . N o sabemos hasta q u é p u n t o esa g e s t i ó n fue exitosa; n o conocemos n i n -g ú n r e -g i s t r o , en l a m e m o r i a t í a x c a l t e c a , de esa s i n -g u l a r m i -g r a c i ó n . E n t o d o caso, de haberse p r o d u c i d o , estaba e n p r i n c i p i o destinada t a n sólo a u n a de las muchas poblaciones de guerreros de naciones i n d í g e n a s novo-hispanas e n C e n t r o a m é r i c a . L a i n f o r m a c i ó n d a d a p o r los testigos de l a p r o b a n z a i n d i c a q u e m u c h o s de esos colonos t e r m i n a r o n c a s á n d o s e c o n n a t i v a s , a u n q u e conservando su s e g r e g a c i ó n .

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(formando "barrios de por s í " ) .6 T u v i e r o n sus propias

au-toridades y la voluntad y capacidad de mantenerse comu-nicados de una a otra ciudad, a pesar de la dificultad que s u p o n d r í a ese intercambio de noticias. Su reivindicación principal era haber sido hidalgos en su tierra, capitanes guerreros s e g ú n las prácticas precortesianas, y no haber nunca tributado. E n cambio, se preciaban de servir a su rey con desinterés y entrega — u n testigo r e c o r d ó que los de A l -molonga combatieron " e n la rebelión de los Confieras e Gavian e de L a c a n d ó n e la entrada de los franceses lutera-nos en puerto de Caballos". O t r o testigo afirmó que el ade-lantado Pedro de Alvarado r e c o m p e n s ó al capitán J u a n Tlax-calteca con u n pueblo de indios en encomienda.

U n memorial de 1543 de fray B a r t o l o m é de Las Casas al rey, en defensa de los indios mexicas y tlaxcaltecas de la ciu-dad de Guatemala y de Chiapas, nos informa por su parte que, como o c u r r i ó en su tierra de origen, allá t a m b i é n los indios del M é x i c o central obtuvieron del rey la merced de ser libres de tributos y servicios personales (por real c é d u l a de 1539); y que, como en su tierra de origen, en las ciudades centroamericanas tampoco fueron respetados sus privilegios

y exenciones.7

A d e m á s de estas noticias referentes a C e n t r o a m é r i c a , po-co sabemos de otros casos de poblamientos tlaxcaltecas fuera de su tierra, en la primera m i t a d del siglo X V I . Debe desta-carse, hacia 1532, el poblamiento tlaxcalteca de la recién fundada Puebla de los Ángeles, significativo como una me-dida de relativa a p r o p i a c i ó n de la nueva fundación por sus vecinos tlaxcaltecas, que p r e t e n d í a n derechos sobre su suelo

6 L a i n f o r m a c i ó n citada p o r L u i s N a v a da cuenta de u n b a r r i o de

mexicanos y tlaxcaltecas en la V i l l a R e a l de San C r i s t ó b a l ( C i u d a d R e a l ) . Pero este dato debe ser c o m p l e t a d o y precisado, pues sabemos que eran m á s numerosos los pueblos de la actual n a c i ó n m e x i c a n a re-presentados en C i u d a d R e a l y en las otras poblaciones centroamericanas del p e r i o d o .

7 " M e m o r i a l de fray B a r t o l o m é de Las Casas y fray R o d r i g o de A n

-d r a -d a al rey ( 1 5 4 3 ) " , en L A S G A S A S , 1 9 5 8 , t o m o v , Opúsculos, cartas y me-moriales, x v , p . 1 9 0 .

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y se consideraban facultados a extender su señorío m á s allá

de sus fronteras, por su victoria sobre los mexicas.8

E n la a n t í p o d a de este poblamiento con pretensiones ex-pansionistas, tenemos el triste caso de los soldados tlaxcalte-cas que llevó Ñ u ñ o de G u z m á n a C u l u a c á n , Nueva Galicia (hoy Sinaloa). U n testigo ocular, G a r c í a del Pilar, i n t é r p r e t e de Ñ u ñ o , hizo esta relación:

E n a q u e l p u e b l o d e C u l u a c a n q u e d a n m u c h o s i n d i o s d e s t a c i b -d a -d presos e n c a -d e n a s , y -d a n -d o voces a D i o s N u e s t r o S e ñ o r , p o r q u e a l g u n o s d e l l o s l o c o m u n i c a b a n c o n m i g o , d i c i e n d o q u e p o r q u é l o s d e j a b a n c o m o a esclavos p r e s o s ; q u e bastase q u e h a -b í a d o s a ñ o s a l g u n o s d e l l o s q u e t r a í a n las petacas a c u e s t a s , d e l o c u a l e s t a b a n t o d o s m o l i d o s ; q u e l o s d e j a s e n i r a sus h i j o s y m u j e r e s ; e s p e c i a l m e n t e d e m i l e d o s c i e n t o s h o m b r e s q u e f u e r o n d e T a x c a l t e c l e n o e s c a p a r o n m á s d e v e m t e , y estos q u e d a r o n e n u n a c a d e n a , s¡ n o fue d o s q u e t r a e G o n z a l o L ó p e z . . .

Ñ u ñ o hizo esclavos a los indios amigos, de Tlaxcala y Huexotzingo, que lo a c o m p a ñ a r o n en sus expediciones a oc-cidente y el noroeste. Respecto a los sobrevivientes, otra re-lación informa: " D e todos los indios que llevó [ Ñ u ñ o ] de Tascaltecle no me acuerdo haber escapado sino dos princi-pales, que andaban en una cadena guardando los puercos de Ñ u ñ o de G u z m á n . "9

¿ Q u é otros lugares poblaron los guerreros tlaxcaltecas d e s p u é s de participar en las c a m p a ñ a s de la conquista espa-ñola? Sus poblaciones se confunden con las migraciones re-currentes que efectuaban individuos o grupos pertenecientes a las diversas naciones i n d í g e n a s , siguiendo una práctica an-terior a la conquista e s p a ñ o l a que se p r o l o n g ó durante todo el periodo colonial. Tenemos el ejemplo de la ciudad de Oa-xaca. E n 1551, el corregidor de esa ciudad recibió quejas de

8 V é a s e al respecto, N A V A , 1 9 7 7 , p . 2 0 7 ; ] V Í A R ¡ N - T A M A Y O , 1 9 6 0 ,

p . 2 9 , y JVIARTÍNEZ B A R A C S , Í 9 9 1 , v o l . 9 , p p . 5 8 - 5 9 .

^ L Ó P E Z P O R T I L L O Y W E K E R , 1 9 8 0 , p . 3 3 4 ; Pvelacion de l a e n t r a d a oe

Ñ u ñ o de G u z m á n , que d i o G a r c í a del P i l a r , su i n t é r p r e t e " y " C u a r t a rel a c i ó n a n ó n i m a de rela j o r n a d a que h i z o Ñ u ñ o de G u z m á n a rela N u e v a G a rel i

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u n grupo de habitantes, los indios mexicanos a h í residentes, respecto a que:

Algunos muios de Tlaxcala, rluexotzmgo, Tegu antepeque y otras partes se han venido y vienen cada día a poblar el dicho pueblo de Oaxaca y que tienen en él sus casas, mujeres, hi-jos y tierras y que aunque gozan de ellas no quieren pagar

tributos.1 0

. A N T E C E D E N T E S D E L A C O L O N I Z A C I Ó N T L A X C A L T E C A

E N L A CLxRAN C H T C H I I V I E C A

Los descubrimientos de grandes depósitos de plata en Zaca-tecas a partir de 1546, y posteriormente en Guanajuato (1554), tendieron sobre el á r i d o norte novohispano, vasto te-rritorio a ú n no colonizado y casi no explorado, las rutas de la explotación y tráfico del codiciado mineral, y el camino para nuevos colonos. E n 1550 estalló la hostilidad de las t r i -bus o naciones de los guachichiles, zacatéeos, guamares y otros contra la invasión de sus extensiones desiertas: la guerra chichimeca, que pospuso por cuarenta años el domi-nio e s p a ñ o l sobre el s e p t e n t r i ó n novohispano.

E n los primeros años de esta cruenta guerra, la adminis-t r a c i ó n e s p a ñ o l a d e adminis-t e r m i n ó la conveniencia de fundar poblados con una finalidad defensiva: uno de éstos fue San M i -guel Copalan, pueblo semiabandonado vuelto a fundar por el virrey Luis de Velasco en 1556, por su localización estra-tégica en uno de los puntos neurálgicos del camino a Zacate-cas. E l historiador que escribió una obra ya clásica de la guerra chichimeca, Philip Powell, describe la fundación de éste y otros poblados defensivos en esos a ñ o s , y la idea del virrey Velasco de recurrir a los otomíes como colonos y como auxiliares militares. A fines de mayo de 1560, el virrey echó a andar el proyecto de fundar u n poblado o t o m í en el camino de Zacatecas: a y u d ó con donaciones de víveres y granos a los futuros colonos e hizo conducir a los jefes

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m í e s , para una primera inspección, al sitio elegido para el nuevo poblado. A ñ a d e Powell:

Los otomíes recibirían herramientas para abrir la tierra duran-te los primeros dos años, quedarían exentos de todo tributo y podrían elegir a sus propios gobernadores, alcaldes y regidores. A l menos 500 colonos, 40 de ellos casados, poblarían la nueva ciudad.1 1

Los datos de que disponemos revelan que ese primer ex-perimento de colonización defensiva por indios amigos en la G r a n Chichimeca, fue originalmente planeado por el virrey Velasco el Viejo para tlaxcaltecas y no para otomíes, y en San M i g u e l . E l virrey solicitó a la r e p ú b l i c a de Tlaxcala, ha-cia los primeros meses de 1560, m i l hombres casados para poblar San M i g u e l ; los oficiales capitulares aceptaron y el virrey pidió al monarca librar la real c é d u l a

correspondien-te. É s t a fue expedida el 26 de septiembre de 1560cuando

ya el proyecto h a b í a sido cancelado.'2 E l 1 - de abril,

Velas-co, en una carta al cabildo de Tlaxcala, mencionaba ya que no h a b í a habido entre los tlaxcaltecas candidatos voluntarios para semejante m i g r a c i ó n .1 3 E n u n gesto que lo h o n r ó , el

virrey Luis de Velasco advirtió entonces al gobierno indio que la colonización debía ser voluntaria, por lo cual rechazaba el ofrecimiento del cabildo de reunir a las personas m i -grantes "compelidas y apremiadas". E l virrey esperó a ú n unas semanas que se reuniesen en la provincia candidatos voluntarios para la c o l o n i z a c i ó n .1 4 A fines de mayo, como

hemos visto, Velasco prescindió finalmente de los tlaxcalte-cas, e c h ó a andar la colonización con o t o m í e s de Jilotepec y les hizo saber su resolución a los tlaxcaltecas.

1 1 P O W E L L , 1 9 8 4 , p . 8 3 .

1 2 G I B S O N , 1 9 5 2 , p . 1 8 2 , cita esta c é d u l a , que o r d e n a b a la p a r t i d a de

los 1 0 0 0 tlaxcaltecas, o f r e c i é n d o l e s e x e n c i ó n t r i b u t a r i a por diez a ñ o s .

1 3 C a r t a del v i r r e y Velasco a la c i u d a d de T l a x c a l a , M é x i c o , 1 - de

a b r i l de 1 5 6 0 , en A G E T , caja 1 , e x p . 4 , 1 5 6 0 . Publicada, en

ASSADOU-R I A N y M A ASSADOU-R T Í N E Z B A ASSADOU-R A C S , 1 9 9 1 , v o l . 6 , p p . 5 2 6 - 5 2 7 .

1 4 C a r t a del v i r r e y Velasco a la c i u d a d de T l a x c a l a , M é x i c o , 1 - de

a b r i l de 1 5 6 0 , en A G E T , caja 1, exp. 4 , 1 5 6 0 . P u b l i c a d a en

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 203

Por el acta de cabildo de la ciudad de Tlaxcala del 15 de j u n i o de 1560 conocemos la p r e o c u p a c i ó n que la petición del virrey produjo entre los oficiales capitulares.1 5 A u n q u e i n i

-cialmente h a b í a n aceptado el mandato virreinal pronto ca-yeron en la cuenta de la enormidad de lo que se les p e d í a y decidieron solicitar al virrey ser eximidos de tan inusitado servicio. E n el cabildo los oficiales explicaron su rechazo:

Habría mucha aflicción si se van. Quienes vayan, sus tierras y casas de aquí, ¿quién las tomará? por esto se reñirá. Y las muje-res y los niños, ¿cómo recorrerán en el camino? ¿quién llevará sus provisiones? además, quienes vayan, los tomarán con aver-sión ya que se van definitivamente. Y por eso los integrantes del cabildo dijeron: nunca se hizo téquitl (servicio) así, todo el tiempo transcurrido desde que llegaron los españoles, en que las mujeres y niños fueran a partes lejanas; y aunque muchas veces fueron y salieron a partes lejanas por mandato del rey nuestro tlahtoani, los tlaxcalteca iban a sabiendas de que algu-nos allá morirían y algualgu-nos que quedaran, volverían, no se

iban para siempre.16

Aparentemente, los caciques tlaxcaltecas de 1560 no te-n í a te-n presete-nte o descote-nocíate-n los poblamiete-ntos de sus guerreros en C e n t r o a m é r i c a y el posterior traslado de algunas m u -jeres tlaxcaltecas para fundar familias con sus compatriotas

guerreros poblados en esas tierras remotas. Esa colonización

h a b í a sido decidida in situ; fue una consecuencia no

planea-da de las c a m p a ñ a s militares. L a colonización de 1560 signi-ficaría, en cambio, el desprendimiento planificado de " m i l tlaxcaltecas casados", cifra seguramente excesiva para una provincia con una carga tributaria fija y sometida a diversos servicios personales. A d e m á s , los caciques tlaxcaltecas a ú n no formulaban, para esos desprendimientos poblacionales, los requerimientos políticos que h a r í a n de las nuevas funda-ciones, réplicas de la provincia madre en cuanto a sus valo-res y estatus político. R e s u l t ó una petición prematura, que suscitó temor por la suerte de mujeres y niños en su traslado

1 5 Actas de Cabildo, 1985, acta del 15/6/1560, p p . 383-385. 16 Actas de Cabildo, 1985, acta del 15/6/1560.

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a u n sitio tan remoto y p r o v o c ó malestar por el súbito extra-ñ a m i e n t o de los futuros colonos, que serían desconocidos en su propia tierra y p e r d e r í a n sus posesiones y derechos.

El cabildo reconocía, su error por haber aceptado sin la debida p o n d e r a c i ó n el pedido del virrey. U n a vez decidido su rechazo, los oficiales acudieron ante Velasco para solici-tarle la exención de ese servicio. Como escribe la t r a d u c c i ó n del acta de cabildo ya citada:

Los regidores habían ido a México ante el señor virrey. Luego, les respondió, aceptó con mucho gusto lo que le suplicaron, pa-ra cjue la gente no vaya a San Miguel. Les dijo: que no les preo-cupe a los tlaxcalteca, no irán a San Miguel porque están un poco lejos. Les dio a ellos, a los habitantes de Xilotepec, allá irán a establecerse porque ellos no están lejos. Los del cabildo dijeron: el señor virrey tuvo compasión de nosotros, la gente no irá a San Miguel.

Los tlaxcaltecas tuvieron suerte de no partir en esa oca-sión a tierras chichimecas, ya que 1561 fue el a ñ o de u n gran levantamiento, obra de lo que Powell llamó " l a primera gran alianza de las tribus chichimecas". Durante la "guerra a fuego y sangre" (de 1570 a 1585), el proyecto de colonias de indios amigos fue desplazado por la intensidad de la vio-lencia. L a estrategia de o c u p a c i ó n territorial de los militares españoles consistió fundamentalmente en el establecimiento de presidios —fuertes y guarniciones militares a intervalos en los caminos— y la fundación de algunas villas e s p a ñ o l a s . Los capitanes se apoyaron en caciques guerreros otomíes y

tarascos y en los propios chichimecas vencidos.1 7

u C a r l o s Sempat A s s a d o u r i a n ha encontrado recientemente que en

1576 h u b o o t r o proyecto de f u n d a r poblaciones de e s p a ñ o l e s e i n d i o s p a c í ficos en la frontera c h i c h i m e c a ; en ellas s e r í a n establecidos " t r e s m i l i n -dios con sus mujeres e h i j o s " . A p a r e n t e m e n t e , la i n t e n c i ó n del v i r r e y E n r í q u e z y del doctor O r o z c o , a u t o r del p l a n , preocupados sobre todo p o r c ó m o atraer a los e s p a ñ o l e s a esa riesgosa c o l o n i z a c i ó n , era que esos i n -dios sirviesen a los e s p a ñ o l e s . E n u n m e m o r i a l de Í 5 7 6 , el doctor O r o z c o e s c r i b í a que el v i r r e y E n r í q u e z , c o n la i n t e n c i ó n de ejecutar su p l a n , ' ' t r a -tó con los indios principales de T l a x c a l a el m e d i o que p o d r í a n tener p a r a que ellos diesen los i n d i o s , y n o sé las causas c o m o se d e j ó '5.

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S

L A N E G O C I A C I Ó N E N T R E T L A X C A L T E C A S , F R A I L E S Y G O B I E R N O

P A R A L A C O L O N I Z A C I Ó N D E L A G r R A N C H I C H I M E C A , 1590-1591

Hacia 1585 la guerra continuaba, drenando cuantiosos fon-dos, sin que una victoria pareciese posible o cercana. El obispo de Guadalajara, D o m i n g o de Alzóla, formuló en 1584, en una carta al arzobispo y virrey de M é x i c o , Pedro

M o y a de Contreras,1 8 u n esquema nuevo para la pacifica¬

ción de la frontera: sustituir la guerra y el sistema de presi-dios por tratados de paz y una red de misiones y poblaciones defensivas que diesen vida sedentaria a los indios alzados. Estos poblados de chichimecas, guiados por religiosos fran-ciscanos y protegidos por pocos soldados, recibirían a indios cristianos que serían, según el obispo, la mejor arma para pacificar a los chichimecas:

Y que vayan también a cada parte de estos indios mexicanos o tlaxcaltecas o de otras partes que sean bien enseñados en la doctrina, para que sirvan de fiscales, de cantores y de otros mi-nisterios, ídem las iglesias, y que ayuden también a la pobla-ción. Y de esta manera, con la suave doctrina de los religiosos y con la comunicación de los indios cristianos, no se puede creer que [no] se reduzcan aquellos bárbaros a la paz y amistad nues-tra y a la fe católica. . .1 9

El obispo recomendaba exentar de tributo, al menos por diez o doce a ñ o s , a los indios cristianos que aceptasen partir a las nuevas poblaciones, y darles " a y u d a para i r allá y para p o b l a r ' ' .

El rey a d o p t ó u n plan de pacificación m u y similar al es-quema del obispo de Guadalajara. Los presidios y la milicia fueron radicalmente reducidos, mientras los capitanes de la frontera e m p r e n d í a n negociaciones de paz con los

principa-Y a el T e r c e r C o n c i l i o P r o v i n c i a l M e x i c a n o , en 1585, r e c o m e n d ó p a r a la p a c i f i c a c i ó n de la í r o n t e r a el establecimiento de poblaciones de e s p a ñ o les e i n d i o s cristianos, " h o n r á n d o l o s y e x c e p t u á n d o l o s de t r i b u t o s y o b l i -g a c i o n e s " . V é a s e A S S A D O U R I A N , 1992.

^ P O W E L L , 1984, p p . 189-192.

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206 A N D R E A M A R T I N E Z B A R A C S

les jefes chichimecas. Estas medidas produjeron una prime-ra pacificación de la fronteprime-ra.

A fines de 1590, el nuevo virrey, Luis de Velasco el Jo-ven, en ejecución de u n plan de su predecesor, el M a r q u é s de V i l l a m a n r i q u e , c o m e n z ó a negociar con los señores del cabildo de Tlaxcala el envío de 400 familias para establecer

varios asentamientos en la G r a n Chichimeca.2 0 E l acuerdo,

alcanzado formalmente el 14 de marzo de 1591, fue resulta-do de u n a compleja negociación, en la que cumplieron una notoria función mediadora los frailes franciscanos de la pro-vincia de Tlaxcala, sobre todo fray G e r ó n i m o de Mendieta, entonces g u a r d i á n del convento de la ciudad de Tlaxcala, y fray G e r ó n i m o de Z á r a t e .2 1

N o conocemos todas las objeciones que pusieron los tlax-caltecas a la m i g r a c i ó n de las 400 familias, pero sí sabemos que elaboraron u n a lista de condiciones o memorial que so-metieron primero a la consideración de los franciscanos M e n d i e t a y Z á r a t e , y posteriormente al virrey. Este memo-rial, que hemos descubierto en el Archivo General de la Na-c i ó n ,2 2 fue la base del convenio final o capitulaciones.2 3 Es

u n borrrador con adiciones de otros ramos, que exhiben la discusión que, sobre el proyecto de colonización, sostuvie-ron los señores tlaxcaltecas y los frailes mencionados.

2 !^ P O W E L L , 1984, p . 202.

2 1 Sabemos p o r l a p l u m a del m i s m o M e n d i e t a de su i m p o r t a n t e p a r t i

-c i p a -c i ó n en el desplazamiento de las 400 familias tlax-calte-cas a l septen-t r i ó n : " Y el que essepten-to escribe n o fue el que menos septen-t r a b a j o en el negocio, p o r q u e en aquella s a z ó n era su g u a r d i á n " . M E N D I E T A , 1980, l i b r o n i , cap. x x v i l , p . 245. L a Historia cronológica de la Nobilísima Ciudad de Tlaxca-la, de d o n j u á n B u e n a v e n t u r a Zapata y M e n d o z a , es l a fuente que infor-m a de l a a c t u a c i ó n destacada, en el infor-m i s infor-m o asunto, de o t r o religioso fran-ciscano de T l a x c a l a , fray G e r ó n i m o de Z á r a t e .

" " M e m o r i a de las cosas que p i d e n los i n d i o s de l a p r o v i n c i a de T l a x c a l a q u e h a n de i r a las nuevas poblaciones de los c h i c h i m e c a s " ,

A G N , Civil, v o l . 1277, s.f., p u b l i c a d o en A S S A D O U R I A N y M A R T Í N E Z B A -RACS, 1 9 9 1 , v o l . 6, cap. i x , p p . 532 y 536.

2 3 " C a p i t u l a c i o n e s d e l v i r r e y Velasco c o n l a c i u d a d de T l a x c a l a p a r a

el e n v í o de cuatrocientas familias a p o b l a r en t i e r r a de chichimecas, 1 5 9 1 " , en V E L Á Z Q U E Z , 1987, v o l . 1, p p . 177-183. V é a s e la nueva trans-c r i p trans-c i ó n d e l texto o r i g i n a l , A G N , Tierras, v o l . 2956, e x p . 9 9 , ff.

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 207

Los criterios para el proyecto de colonización, expuestos en el memorial, reflejaban punto por punto las grandes preo-cupaciones políticas de los tlaxcaltecas y los derechos que ya h a b í a n conquistado. Su concepción era similar, aunque m á s elaborada, a la que rigió las colonizaciones e s p o n t á n e a s de los guerreros tlaxcaltecas y de otras naciones en Centro-a m é r i c Centro-a . Respecto Centro-a lCentro-as cCentro-apitulCentro-aciones, el memoriCentro-al iniciCentro-al del cabildo presenta diferencias, algunas m u y signiñcativas. — E L m e m o r i a l pedíar ante"Todo" que sus poblaciones

estuvie-sen absolutamente separadas de las de los españoles: barrios con sus solares, labranzas, estancias, pastos, montes, agua, salinas, caleras, molinos; todo lo que fuese de ellos t e n d r í a que estar precisado, y en n i n g ú n tiempo y por ninguna vía, español alguno p o d r í a introducirse en sus dominios.

Los franciscanos que revisaron y modificaron las peticio-nes tlaxcaltecas a ñ a d i e r o n a esta exigencia central u n ele-mento que sus autores no h a b í a n tomado en cuenta: los co-lonos de Tlaxcala estarían "de por s í " , separados de los españoles, pero t a m b i é n de los " d e m á s indios de otras na-ciones", esto es, chichimecas y otros " i n d i o s cristianos" que p o d r í a n hallarse en las poblaciones de la G r a n Chichi-meca. C o n esta modificación llegó la petición al virrey, quien d e t e r m i n ó en las capitulaciones que todas las naciones e s t a r í a n " d e por s í " y que nadie p o d r í a introducirse en los dominios de los colonos tlaxcaltecas.

El memorial p e d í a t a m b i é n a u t o n o m í a política. L a exi-gencia de contar con cabildo i n d í g e n a se o m i t i ó en ambos documentos, suponemos que por obvia y porque no levanta-ría objeciones por parte del gobierno. Y en efecto, todas las fundaciones tlaxcaltecas contaron con su gobierno interno a u t ó n o m o . Pero la propuesta tlaxcalteca, en una glosa hábil-mente a ñ a d i d a , creemos que por fray G e r ó n i m o de Z á r a t e , exigió a d e m á s que los colonos fuesen ajenos a la jurisdicción de la audiencia de Guadalajara y estuviesen sujetos a la go-b e r n a c i ó n de M é x i c o , o sea, al virrey de la Nueva E s p a ñ a . Esta concesión los s e p a r a r í a de la vida política de la Nueva Galicia, en la cual no t e n í a n ganada una posición de privile-gio, y les o t o r g a r í a una jurisdicción especial acorde a su exi-gencia de recibir en todo u n trato preferente y separado.

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2 0 8 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

A d e m á s , signiñcaría en los hechos una considerable autono-m í a , por depender ú n i c a autono-m e n t e de u n gobierno distante.

L a concesión no fue incluida en las capitulaciones. Sin embargo, en el caso de San Esteban del Saltillo, por ejem-plo, los colonos obtuvieron su independencia respecto al al-calde mayor de la vecina villa española y, hasta 1781 por lo menos fueron ajenos a las jurisdicciones de la Audiencia de Guadalajara y de la g o b e r n a c i ó n de la Nueva Vizcaya, y de-pendieron exHusivamente dé Ta~gobernación ctíTTarT^íuevaT E s p a ñ a . E n otras palabras, los colonos obtuvieron en ese ca-so, a sugerencia de Z á r a t e , la concesión que el cabildo h a b í a

pedido.2 4 Las colonias tlaxcaltecas en general quedaron al

margen de los gobiernos españoles de sus cercanías; su ú n i c a autoridad local no i n d í g e n a fueron los "protectores de i n -d i o s " . E n este punto -de la a u t o n o m í a política, el proyecto tlaxcalteca para colonizar la Gran Chichimeca, influido como estuvo por los frailes franciscanos de Tlaxcala, prefi-guró una p r e o c u p a c i ó n que entonces apenas se insinuaba entre ellos, pero que m á s adelante sería piedra angular de la sobrevivencia de Tlaxcala como provincia.

A d e m á s , el memorial y las capitulaciones incluyeron otras reivindicaciones centrales de los tlaxcaltecas. Respecto a los ganados, el memorial pedía alejar las estancias de ga-nado mayor a cinco leguas; los tlaxcaltecas obtuvieron tres leguas para el ganado mayor y dos leguas para el menor. Pe-d í a n excluir en principio los agostaPe-deros Pe-de ganaPe-do menor de las tierras tlaxcaltecas: obtuvieron que no entraran an-tes de "alzados los frutos" y durante el mes de enero.

Recordando sin duda que en su provincia fueron concedi-das mercedes de estancias a españoles bajo el pretexto de que esas tierras estaban incultas, el memorial p e d í a que no pudiesen serles enajenadas tierras o estancias particulares o de comunidad, aun si estuvieran despobladas. Las

capitula-2 4 D e s p u é s de crearse, en 1 7 7 6 , la C o m a n d a n c i a de las Provincias I n

ternas, San Esteban fue i n c o r p o r a d o a la g o b e r n a c i ó n de la N u e v a V i z c a ya y separado de la g o b e r n a c i ó n de la N u e v a E s p a ñ a , lo que s u s c i t ó p r o -testas de su g o b i e r n o i n d í g e n a . E n 1 7 8 7 San Esteban y Saltillo f u e r o n segregadas de la N u e v a V i z c a y a e incorporadas a la p r o v i n c i a de C o a h u i -la, v é a s e Z A V A L A , 1 9 8 9 , p p . 3 1 y 4 9 .

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 209

ciones les dieron, para esos hipotéticos casos, u n plazo i n i -cial de cinco a ñ o s :

Conforme a lo planeado por el gobierno virreinal desde la fallida colonización de 1560, todos los colonos e s t a r í a n , según el texto de las capitulaciones, "libres, exentos y reser-vados de todo género de tributo, servicio personal, pecho y alcabala y otra cualesquier imposición que en cualesquier tiempo se les i m p o n g a " . E l memorial h a b í a dicho lo mismo, "palatTrasTria^D^paiabras menos.

Desde el origen hubo una salvedad a la supuesta e x e n c i ó n tributaria total: ésta no incluiría el servicio a la Iglesia. E n la fundación de San Esteban, por ejemplo, estaba decidido que el convento se l e v a n t a r í a " a costa de Su Majestad [ • • • ]

e de los dichos tlaxcaltecas".2 3 E l principal conflicto de esa

fundación durante los siglos X V I I y X V I I I serán sus

constan-tes y excesivas erogaciones eclesiásticas.2 6

J u n t o a la general e x e n c i ó n tributaria, h a b í a otro punto que resultó ambiguo en ambos documentos: semejante exención tributaria para los colonos equivalía a considerar-los principales e hidalgos, pues en el M é x i c o virreinal sólo con esa categoría u n indio p o d í a librarse del tributo. Sin em-bargo, de los colonos, sólo sus jefes eran auténticos principa-les. El memorial incluyó por ello una seudofalsificación en la fórmula: "atento a que todos los tlaxcaltecas son hidalgos

2 1 " R e p a r t i m i e n t o de los tlaxcaltecas y su asiento en la V i l l a del

Salti-l Salti-l o , 1591 , en V E L Á Z Q U E Z , 1987, v o Salti-l . 1, p. 208.

2 6 E n 1593, p o r e j e m p l o , d o n D i e g o F e r n á n d e z de Velasco,

goberna-d o r y c a p i t á n general goberna-de la N u e v a V i z c a y a y teniente goberna-de c a p i t á n general en el N u e v o R e i n o de G a l i c i a , m a n d ó a Pedro de M u r g a , p r o t e c t o r de los indios del S a l t i l l o , respecto a l a c o n s t r u c c i ó n de u n a galera en la iglesia de San Esteban de la N u e v a T l a x c a l a : " m a n d o a los dichos indios tlaxcal-tecos y chichimecos que allí asisten, acudan a trabajar y andar y acabar l a dicha galera de la d i c h a iglesia [ . . . ] p o r semanas p o r su t u r n o [. . . ] y , no a c u d i e n d o , m a n d o a vos, el d i c h o c a p i t á n Pedro de M u r g a , no les deis de c o m e r los d í a s que f a l t a r e n , y al padre g u a r d i á n que allí asiste, suplico se lo d i g a y d é a entender [. . ] " . A r c h i v o H i s t ó r i c o del Estado de San L u i s P o t o s í , F o n d o P o w e l l , A . 0 6 (Protectores de i n d i o s ) , n ú m . 2 1 , p p . 46 y 47. S i l v i o Z a v a l a , 1989, e d i t ó numerosos documentos que d a n constancia de este p e r m a n e n t e p r o b l e m a en los siglos x v n y X V Í Í I en San Esteban de l a N u e v a T l a x c a l a .

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210 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

y libres estándose en sus casas. . . " . Eso no era cierto n i lo fue antes de la conquista; pero los tlaxcaltecas sí pretendie-ron en su tierra estar exentos de todo tributo y servicio hacia el gobierno colonial, no por ser todos hidalgos, sino por su calidad de conquistadores aliados de C o r t é s . L a n o c i ó n de que "todos los tlaxcaltecas son hidalgos" era u n nuevo ca-mino para obtener en beneficio de los colonos lo que los tlax-caltecas siempre h a b í a n exigido para sí. Era una p r e v e n c i ó n

en parte innecesaria, pues las autoridades \7írr^riales, d é c a ~ das antes, h a b í a n decidido conceder esa exención a éstos y otros indios colonos. Pero los tlaxcaltecas s a b í a n por expe-riencia que nunca estaba de m á s reforzar u n privilegio con nuevos argumentos, pues tarde o temprano, como ellos po-d í a n prever, no faltarían autoripo-dapo-des que intentaran po- dismi-n u i r sus prerrogativas.

E l texto correspondiente de las capitulaciones modificaba los t é r m i n o s del m e m o r i a l . E l virrey mandaba que a todos los colonos y sus descendientes "se les guarden perpetua-mente los privilegios de h i d a l g u í a que les pertenecen por mis cédulas y reales provisiones": o sea, ninguno, pues n i n g ú n privilegio de h i d a l g u í a t e n í a n los tlaxcaltecas que no fuesen caciques m u y reconocidos, y ninguno de estos ú l t i m o s parece haber emigrado a la G r a n Chichimeca. Sin embargo, el memorial h a b í a pedido t a m b i é n que los colonos recibiesen todos los privilegios y exenciones que los tlaxcal-tecas gozaban y en adelante les fueren concedidos, y esto fue otorgado por las capitulaciones: con ello quedaba garan-tizada la identidad política entre l a provincia madre y sus colonias: lo que la p r i m e r a obtuviese, lo ganaban t a m b i é n las segundas.

Otros privilegios fueron: como en Tlaxcala, el derecho a portar armas y "andar a caballo ensillado y frenado" para los principales —los a u t é n t i c o s , esto es, los jefes de la expe-d i c i ó n — , asentaexpe-do en el memorial y conceexpe-diexpe-do en las capitu-laciones. E l memorial p i d i ó que los mercados de las colonias fuesen libres de impuestos: se les concedió por treinta a ñ o s prorrogables. Pidieron ropa y comida para el viaje, que les rompieran con arados las tierras en las colonias y les dieran el sustento por dos a ñ o s ; obtuvieron u n apoyo

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indetermina-C O L O N I Z A indetermina-C I O N E S T L A X indetermina-C A L T E indetermina-C A S 211

do para el viaje, arados para romper ellos mismos la tierra y el sustento para los dos a ñ o s .

El memorial c o n t e n í a una ú n i c a petición para los tlaxcal-tecas que p e r m a n e c e r í a n en la provincia: a cambio de per-der 400 tributarios y sus familias, p e d í a n que " S u Majestad sea servido de quitar a la dicha ciudad el servicio personal

de la obra de la iglesia de la ciudad de Los Angeles".2 7 L a

glosa al margen de esta petición escribía tan sólo: " L o co-municado con el padre g u a r d i á n " . Esta petición no fue con-cedida en su totalidad, pero al menos los tlaxcaltecas ob-tuvieron una reducción de 25 hombres sobre ese servicio

personal.2 8 Esta modesta c o m p e n s a c i ó n parece haber sido

el ú n i c o beneficio que obtuvieron los tlaxcaltecas a cambio de conceder la s a n g r í a de centenares de sus miembros. Phi-lip W . Powell a t r i b u y ó al gobierno virreinal haber disminui-do considerablemente las obligaciones de la provincia de Tlaxcala en agradecimiento a la m i g r a c i ó n ; pero su afirma-ción no parece basarse en n i n g ú n otro dato fuera de esta

po-co po-considerable r e d u c c i ó n de u n servicio personal.2 9 Cabe

s e ñ a l a r que, lejos de la m e j o r í a imaginada por Powell, los ú l t i m o s a ñ o s del siglo X V I fueron los m á s duros para los tlaxcaltecas. E l mismo virrey que obtuvo las 400 familias, don Luis de Velasco el Joven, impuso a Tlaxcala en 1592, con e n g a ñ o s , el servicio indefinido del tostón. No sólo fue una e r o g a c i ó n m á s impuesta sobre los tlaxcaltecas: la

inten-2 7 H a c i a 1573 fue i m p u e s t a a T l a x c a l a la a s i g n a c i ó n de 65 o 70

efecti-vos cada semana para la e d i f i c a c i ó n de la nueva catedral de Puebla. E l g o b i e r n o i n d i o p r o t e s t ó c o n t r a ese n u e v o servicio personal c o m p u l s i v o , del c u a l d e b í a estar exenta la p r o v i n c i a . e n v i r t u d de sus p r i v i l e g i o s . A d e -m á s , s e g ú n d e n u n c i a b a , la fuerza de trabajo a s í d r e n a d a de la p r o v i n c i a iba a p a r a r al servicio de particulares e s p a ñ o l e s de Puebla o a las empresas a g r í c o l a s de A t l i x c o . L a e l i m i n a c i ó n d e l servicio personal para la f á b r i c a de l a catedral fue u n a de las peticiones constantes de l a r e p ú b l i c a de T l a x -cala ante el rey y el v i r r e y desde su i m p o s i c i ó n . V é a s e A S S A D O U R I A N , 1991, v o l . 9, p p . 102-104.

2 8 M a n d a m i e n t o de L u i s de Velasco, 9 / 3 / 1 5 9 1 , A G N , Indios, v o l . 5,

e x p . 269, f. 141v. o 72v.

2 9 D i c e P O W E L L , 1984, p . 204: " e l v i r r e y redujo considerablemente el

t r a b a j o r e q u e r i d o a quienes se q u e d a b a n en T l a x c a l a ' ' . E n Capitán mestizo

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2 1 2 A N D R E A M A R T Í N E Z H A R A C S

ción del virrey Velasco fue humillar, doblegar de una vez por todas a esos "indios [ - • - ] regalados y sobre s í " , que se preciaban "tanto de conquistadores y de las franquezas y l i -bertades que por merced de Vuestra Majestad t i e n e n " . El asunto del pago del servicio del tostón condujo a u n enfren-tamiento entre las partes: el cabildo se aferró a la palabra dada, el virrey al principio de autoridad y el asunto t e r m i n ó en 1599, con el encarcelamiento de los miembros del cabildo y el embargo de los propios de la ciudad. L a provincia, hu-millada y depauperada, tampoco pudo cumplir con el pago de sus tributos —de n i n g ú n modo disminuidos, a pesar de la ausencia de 400 tributarios enteros y muchos otros " m e -dio t r i b u t a r i o s " , los solteros de la m i g r a c i ó n — , por lo que a finales del siglo debió vender buena parte de sus propios v de los bienes personales de los oficiales del cabildo para pa-gar sus deudas. Así p r e m i ó el virrey el famoso servicio con-cedido por la provincia en beneficio de la pacificación de la

G r a n Chichimeca.5 0

5 0 V é a n s e los documentos publicados por ASSADOURIAN y M A R T Í N E Z

B A R A C S , 1 9 9 1 , v o l . 6 , " E l nuevo servicio del t o s t ó n1, p p . 2 8 7 2 9 5 y A S

-S A D O U R I A N , 1 9 9 1 , v o l . 9 , p p . 1 0 6 - 1 1 1 .

E l v i r r e y Velasco el J o v e n p l a n e ó o t r o e n g a ñ o m á s , d i r i g i d o a T l a x c a -la. E n u n a carta del 5 de octubre de 1 5 9 3 , p r o p o n í a al rey "sacarles (a los tlaxcaltecas) algunos indios sin decirles para d ó n d e , y , d á n d o l o s , po-blarlos en algunas de las minas m á s faltas de gente en que, p o r su prove-cho, t r a b a j a r á n '1. Para conseguir esa n u e v a m i g r a c i ó n , el v i r r e y s u g e r í a

que la s o l i c i t u d a los tlaxcaltecas fuese f o r m u l a d a en n o m b r e del rey. Has-ta d o n d e s é , este proyecto no se llevó a cabo. C i t a d o por Z A V A L A , Í 9 8 7 ,

t. 3 , 1 5 7 6 - 1 5 9 9 , p p . 3 1 0 y 3 1 1 .

Puede observarse a q u í que, meses d e s p u é s de la p a r t i d a de las " c u a t r o c i e n t a s " familias, el v i r r e y Velasco h a b í a aconsejado al rey sacar-le m á s pobladores a la p r o v i n c i a de T l a x c a l a , v a l i é n d o s e o t r a vez de esa p a r t i c u l a r mezcla de a d u l a c i ó n y e n g a ñ o : " y p o r q u e en los cuatrocientos i n d i o s de T l a x c a l a no h u b o la c a n t i d a d que l ú e menester para p o b l a r i n -dios de paz en todas las parcialidades de chichimecas [. . . ] , y para obligar a los indios de T l a x c a l a a que ayuden con m á s gente, s e r á de m u c h a i m -p o r t a n c i a que V u e s t r a M a j e s t a d sea servido de m a n d a r se les escriba una c a r t a d á n d o s e p o r servido de lo que hasta ahora h a n hecho, y m a n d á n d o -les q u e , h a b i e n d o necesidad de m á s gente p a r a otras poblaciones, la d e n , p i d i é n d o s e l a '1. " C a r t a del v i r r e y Velasco al rey, 1 0 de n o v i e m b r e de

1 5 9 1 ' ' , A G I , Aíéxico, 2 2 , r a m o 2 , n ú m . 6 5 , en A H E S L P , Poweii, A 0 2

(19)

C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 2 1 3

P e d í a n , asimismo, "que se les den por escrito las liberta-des que les p r o m e t i ó [Fernando Cortés] de los servicios que sus padres le hicieron en ganar la Nueva E s p a ñ a " : al mar-gen del memorial, una glosa que parece haber sido escrita por fray G e r ó n i m o de Z á r a t e les c o m u n i c ó la vaga aquies-cencia de las autoridades.

A l final del memorial, que sirvió t a m b i é n de borrador a los frailes, alguien escribió que faltaba decidir " e l t é r m i n o y distrito que ha de tener cada p o b l a z ó n " . L a letra que su-ponemos de Z á r a t e r e s p o n d i ó : "pues no es m á s que a la una banda se les den seis leguas". N i n g u n a medida para las po-blaciones contiene las capitulaciones. Igualmente, las glosas consultaban y resolvían entre ellas que las poblaciones ha-b r í a n de tener título de villas — l o que no fue tomado en cuenta— y que h a b r í a n de estar sujetas a la g o b e r n a c i ó n de M é x i c o — l o que ya hemos comentado. Estas glosas en el memorial que enumera las peticiones de los tlaxcaltecas muestran hasta q u é punto el proyecto y su concreción fue-ron obra de los franciscanos.

Finalmente, la letra que suponemos de Z á r a t e a ñ a d i ó la siguiente glosa, que fue tachada (¿por él?, ¿por Mendieta?): " q u e en n i n g ú n tiempo les quiten la d o c t r i n a " . Los francis-canos, amenazados con perder las doctrinas indígenas en to-da la Nueva E s p a ñ a , sin duto-da h a b r á n procurado que los tlaxcaltecas lo exigiesen en las nuevas poblaciones. Y no era la primera vez que los tlaxcaltecas p e d í a n para ellos la

exclu-sividad franciscana.3 1 T u v i e r o n éxito, pues aunque las

ca-pitulaciones no mencionan el asunto, sabemos por otros do-cumentos que Luis de Velasco quiso dar las doctrinas de las nuevas poblaciones tlaxcaltecas a los padres jesuítas: los tlaxcaltecas se negaron, mostrando una cédula real que am-paraba su elección exclusiva de los frailes menores o francis-canos. S e g ú n el relato que el propio virrey Velasco hizo al rey, él tuvo que ceder en ese punto, para no poner en peligro la salida de las 400 familias:

5 1 " C a r t a de naturales de l a p r o v i n c i a de Tlascala al R e y D o n Felipe

I I [ . . . ] , Tlascala, 1 - de m a r z o de 1 5 6 2 " , en Cartas de Indias, v o l . 1, doc.

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2 1 4 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

Cuando se sacaron los indios de Tlaxcala para poblar con los chichimecas, tuve propósito de encargar la doctrina de los unos y de los otros a los padres de la Compañía. Y , teniendo ya he-cha eleción de los que bastarían y eran convenientes para el efecto, no quisieron venir en ello los de Tlaxcala, diciendo que su doctrina estaba encargada a los religiosos de San Francisco y tenían cédula de Vuestra Majestad en esta razón, que mostra-ron, y que, pues los que iban a poblar eran de su nación, que no los habían de doctrinar otros padres que los que siempre los habían doctrinado. Y , aunque se presumía que esto salía de los mismos religiosos y que no era lo que convenía, hube de pasar por ello, por no alterar lo que Vuestra Majestad mandaba y porque, no haciéndose así, hiérales muy fácil mudar a los in-dios y desbaratar la salida, que no sin dificultad se había con-certado. Y así, hubieron de ir y están hoy con ellos en las pobla-ciones religiosos de esta orden.3 2

L A O P O S I C I Ó N E N T L A X C A L A Y L A P A R T I D A A C H I C H I M E C A T L A L P A N

El memorial comentado fue elaborado en respuesta a la p r i -mera gestión del virrey ante la ciudad de Tlaxcala, el 22 de

diciembre de 1590.3 3 Hasta la firma de ¡as capitulaciones,

el 14 de marzo siguiente, transcurrieron m á s de dos meses y medio, periodo durante el cual el documento fue

formula-3 2 C a r t a del v i r r e y Velasco al r e y , 6 de a b r i l de 1 5 9 6 , en A G I , México,

2 2 , r a m o 4 , n ú m . 1 3 1 [vista en A H E S L P , F o n d o Powell, A . 0 2 . 7 5 1 ] . E n esa carta, c o m o en o t r a a n t e r i o r , del 6 de a b r i l de 1 5 9 4 , citada p o r Z A V A L A , 1 9 8 7 , v o l . 3 , p p . 6 3 4 6 3 5 , el v i r r e y solicitaba al m o n a r c a que m a n d a -se s u s t i t u i r , en las doctrinas de los tlaxcaltecas del s e p t e n t r i ó n , a los pa-dres de l a o r d e n de San Francisco p o r religiosos de la C o m p a ñ í a .

S e g ú n T o r q u e m a d a , n o sólo las nuevas poblaciones estuvieron todas bajo a d m i n i s t r a c i ó n franciscana, sino que los frailes en c u e s t i ó n prove-n í a prove-n d e la p r o v i prove-n c i a de T l a x c a l a : eprove-n cada p o b l a c i ó prove-n se h i z o " c o prove-n v e prove-n t o o m o n a s t e r i o de frailes franciscos, q u e son los que sacaron de T l a x c a l l a y l l e v a r o n a situar en las dichas p o b l a z o n e s " , T O R Q U E M A D A , 1 9 7 7 - 1 9 8 3 , v o l . 6 , l i b r o x i x , cap. x v i , p . 6 2 .

3 3 Esta fecha e s t á dada p o r u n a carta del v i r r e y Velasco al rey,

fecha-d a el 2 2 fecha-de fecha-d i c i e m b r e fecha-de 1 5 9 0 : " p a r a esto c o m i e n z o a t r a t a r con los infecha-dios de T l a x c a l a que m e e n v í e n 4 0 0 i n d i o s para hacer 8 poblaciones y poner 5 0 en cada u n a , con su iglesia y casa de r e l i g i o s o s ' ' , A G I , México, 5 8 - 3 - 1 1 ; v i s t a en A H E S L P , F o n d o Powell, A . 0 2 . 7 3 3 .

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 215

do por los tlaxcaltecas, corregido por los frailes y discutido con las autoridades virreinales. Reflexionando acerca de es-te lapso, que parece largo si se desconocen las negociaciones tripartitas que e n m a r c ó , Philip Powell ha observado que " e l invierno de 1590-1591 fue el periodo crítico de. la pacifica-ción de los chichimecas" y ha sugerido que los señores de Tlaxcala pudieron tener la astucia de posponer el acuerdo en

espera del desenlace.3 4 Probablemente, la evaluación de la

guerra en el s e p t e n t r i ó n figuró entre los puntos centrales pa-ra decidir la m i g r a c i ó n colectiva; pero esta decisión, como vimos en el apartado anterior, consideró muchos otros as-pectos importantes para los tlaxcaltecas: la negociación re-velada por los dos documentos que hemos analizado debió tomar su tiempo; a d e m á s , estuvo a c o m p a ñ a d a por una l u -cha m á s directa, que no sólo retrasó el acuerdo, sino que es-tuvo cerca de impedirlo. E n efecto, la petición virreinal le-v a n t ó una fuerte oposición, manifestada por oficiales y principales, y encabezada por el tlahtoani de Tizatlan, don Leonardo X i c o t é n c a t l , sin duda una de las personalidades políticas tlaxcaltecas m á s reconocidas del periodo.

Paralelamente al desarrollo de las negociaciones entre re-presentantes del virrey, señores i n d í g e n a s y frailes, los ana-les de don J u a n Buenaventura Zapata y Mendoza revelan que el 2 de febrero de 1591 se a n u n c i ó p ú b l i c a m e n t e en Tlaxcala la partida de los futuros colonos y los nombres de sus capitanes: dos caciques principales por cada una de las cuatro cabeceras. E l cabildo dio solemnidad a la anunciada d e t e r m i n a c i ó n desfilando ante los dos frailes mencionados, M e n d i e t a y Z á r a t e .3 5

El 28 de febrero, sin embargo, "cometieron una falta" los cuatro capitanes de Ocotelulco y T i z a t l a n : vieron al v i -rrey y le anunciaron su " a r r e p e n t i m i e n t o " , que fue seguido por el arrepentimiento de los capitanes restantes. A ñ a d e

Za-3 4 P O W E L L , 1984, p p . 203-204.

3 5 Z A P A T A y M E N D O Z A , ff. 16-17, t r a d u c c i ó n del n á h u a t l al e s p a ñ o l de

A n d r e a M a r t í n e z B . P u b l i c a d o en A S S A D O U R I A N y M A R T Í N E Z B A R A C S , 1991, v o l . 9, p p . 530-532. Todos los datos de Z a p a t a y M e n d o z a citados e n este a p a r t a d o p r o v i e n e n de este pasaje.

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216 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

pata, mostrando la intervención de los frailes en el centro del conflicto: "sobre esto a b o g ó fray G e r ó n i m o de Z á r a t e ante el v i r r e y . " L a oposición de los capitanes significaba, sin l u -gar a duda, la deserción de los futuros colonos a su cargo: el proyecto se v e n í a abajo.

El 1 - de marzo, el virrey Velasco prohibió a los cuatro capitanes que iniciaron la oposición, salir de la ciudad de M é -xico, retornar a su provincia y "pasar adelante con su mal i n t e n t o " por cualquier vía. El texto del mandamiento del v i -rrey decía así:

. . . h a b i é n d o l e s [ a los i n d i o s p r i n c i p a l e s de l a c i u d a d d e T l a x c a -l a ] e s c r i t o y t r a t a d o e-l n e g o c i o y e s t a n [ d o ] d e a c u e r d o q u e -los d a r í a n d e su v o l u n t a d , s i n p r e m i o , f u e r z a n i c o m p u l s o , y n o m b r a d o s p a r a q u e fuesen c o n ellos y los l l e v a s e n a su o r d e n B a r t o -l o m é O s o r i o , R o d r i g o d e r V í o h n a de T i c a t -l a ; E s t e b a n d e S a n r v í i g u e l , H i p ó l i t o d e S a n N i c o l á s , de O c o t i l u l c o , i n d i o s p r e n c i p a l e s d e a l l í , se h a n esto[s] e s c u s a d o d e l c u m p l i m i e n t o d e l o t r a -t a d o y , p e r s u a d i d o s d e a l g u n a s p e r s o n a s y c o n g e n -t e b a j a y m a l i n c l i n a d a , h a n d i s u a d i d o y a l b o r o t a d o a los d e m á s i n d i o s p a r a q u e n o v a y a n a l a d i c h a p o b l a z ó n [ - • • ] Es c o n v e n i e n t e q u e es-tos r e v o l t o s o s n o t r a t e n m c o m u n i q u e n a l o s d e m á s i n d i o s q u e v o l u n t a r i a m e n t e a c u d a n a e l l o [ • • ] [ m a n d a el v i r r e y se les n o -t i f i q u e a los c u a -t r o p r i n c i p a l e s m e n c i o n a d o s ] q u e n o s a l g a n d e esta c i u d a d m v a y a n a l a de T l a x c a l a n i sus t é r m i n o s s i n o r d e n n i l i c e n c i a m í a , so p e n a d e c i e n t azotes q u e les s e r á n d a d o s p u -b l i c a m e n t e y d e q u e i r á n d e s t e r r a d o s a u n f u e r t e , e l q u e p o r m í se les s e ñ a l a r e , c o m o p e r s o n a s i n q u i e t a s y r e v o l t o s a s y q u e p e r -t u r b a n l a p a z q u e se p r e -t e n d e c o n s e r v a r c o n l o s i n d i o s a q u i e n e l l o s h a n t r a t a d o d e i n q u i e t a r , y les a p e r c i b a q u e se a b s t e n g a n d e p a s a r a d e l a n t e c o n su m a l i n t e n t o p o r e s c r i t o y de p a l a b r a , p o r q u e s e r á n c a s t i g a d o s c o n r i g o r . ^

El 6 de marzo, s e g ú n Zapata y Mendoza, ya los capitanes

insumisos fueron sustituidos.: i / El d í a 9, una orden

virrei-i f l A G N , Indios, v o l . 5, e x p . 252, f. 136v. o 6 7 v . , 1-3-1591. E l texto

de Z a p a t a y M e n d o z a da los mismos nombres para los capitanes de T i z a -da, pero m e n c i o n a a los de O c o t e l u l c o por sus n o m b r e s i n d í g e n a s : Este-b a n Z a c a m a q u i z t l e H i p ó l i t o A m a n t é c a t l .

(23)

C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 217

nal para el gobernador español de Tlaxcala, Alonso de Na-va, le m a n d ó

que, con mucho cuidado, entendáis y veáis que indios y perso-nas inquietan y alteran y pretenden disuadir a los dichos 400 indios amigos de la dicha jornada. Y , a ios que fueren culpados o sospechosos, mviaréis ante mí para que sean castigados con-forme a sus culpas.38

E l mismo día, el virrey supo el nombre del principal insti-gador de la rebeldía. Por la importancia del personaje, deci-dió evitar la agitación que c a u s a r í a su d e t e n c i ó n en la pro-vincia:

Y soy informado que un don Leonardo, indio principal, es sos-pechoso e n este caso y, siendo culpado, podrá causar mucho daño, os mando que, enterado y certificado con mucho cuidado de lo que en esto hay, y si os pareciere conveniente, mviaréis mego ante mí al dicho don Leonardo, con razón particular de lo que hay, para que no esté n i resida en esa ciudad e n tanto

que se van los dichos indios amigos a las dichas poblazones.39

Se trataba de don Leonardo X i c o t é n c a t l , el tlahtoani de T i z a t l a n , que sería dos a ñ o s d e s p u é s desterrado "de la ciu-dad de Tlaxcala y 10 leguas a la redonda [. . . ] por el tiempo

que ordenare su S e ñ o r í a " ,4 0 por causas que desconocemos

pero que deben tener relación con los choques con la autori-dad virreinal y los encarcelamientos que se produjeron en Tlaxcala en esos a ñ o s , los m á s difíciles para la provincia des-de el establecimiento des-de la Nueva E s p a ñ a . Vemos así que la oposición a la m i g r a c i ó n multitudinaria afectó a la cúspide del poder de la república de Tlaxcala y se extendió a todos los jefes inicialmente nombrados para la expedición, lo cual sugiere que los superiores de éstos en las cuatro cabeceras pudieron ser igualmente contrarios al proyecto. En una so-ciedad a ú n fuertemente corporativa, semejante oposición de

A G N , Indios, v o l . 5, exp. 267, f. 141 o 72. A G N , Indios, v o l . 5, exp. 268, f. 141 o 72. A G N , Indios, v o l . 6, l a . p a r t e , exp. 692, f. 184.

(24)

218 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

los jefes debió significar la desbandada de los macehuales enlistados para la m i g r a c i ó n .4 1

A d e m á s de procurar detener el creciente rechazo del éxo-do, el virrey Velasco emitió el mismo d í a 9 de marzo otros mandamientos que ayudaban a la realización de su intento. C o m o en 1560, u n problema central era el temor de los futu-ros colonos a perder sus bienes y derechos en su tierra natal. Para remediar esto, todos los migrantes fueron amparados

en sus posesiones, y en particular los nuevos capitanes.4 2

E n los siglos X V I I y X V I I I , algunas tierras s e r á n defendidas por los indios argumentando esa particular inafectabilidad.

O t r a medida del virrey Velasco para promover el éxodo fue facilitar la liberación de todos aquellos indios que quisie-sen sumarse al contingente migratorio y estuviequisie-sen sujetos por deudas, condenas o compromisos de diversos tipos: ga-ñ a n e s o tlaquehuales, privados de su libertad por el subter-fugio de las deudas a sus estancias; hombres que c u m p l í a n una condena judicial trabajando en forma cautiva en u n obraje, y m á s generalmente, todos aquellos miembros de la depauperada población india que estuviesen sujetos por deudas a gente con superior poder e c o n ó m i c o . A todos estos indios cautivos o endeudados, el gobierno virreinal ofreció su apoyo en los días previos a la firma de las capitulaciones,

4 1 P o w e l l p a s ó con demasiada prisa sobre el t e m a de los tlaxcaltecas

en su o b r a sobre l a Guerra chichimeca. A d e m á s de exagerar cuando a f i r m ó que l a p r o v i n c i a fue beneficiada a c a m b i o de haber cedido las 400 f a m i -lias, r e d u j o la o p o s i c i ó n c o n t r a esta c e s i ó n a " u n o s cuantos tlaxcaltecas" ( P O W E W L L , 1984, p. 204). A u n desconociendo la i n f o r m a c i ó n c o n t e n i d a en la Historia cronológica de Z A P A T A Y M E N D O Z A , l a sola m e n c i ó n en los m a n d a m i e n t o s del A G N , Indios, que él c i t a , de los nombres y atributos de los opositores al proyecto, p o d r í a haberle a d v e r t i d o que la o p o s i c i ó n a l c a n z ó al g r u p o d i r i g e n t e tlaxcalteca.

4 2 A G N , Indios, v o l . 5, exp. 270, f. 142 o 73: el v i r r e y , resumiendo

u n a p e t i c i ó n referida a los m i g r a n t e s , s e ñ a l a b a : " [ . . . ] algunos tienen ca-sas, t i e r r a s y posesiones y las h a n de dejar encomendadas a sus herederos o a personas que les parezca, y p o r su parte se me ha p e d i d o m a n d e darles m a n d a m i e n t o de a m p a r o para que p o r su ausencia no se les tome n i q u i t e , a h o r a n i en t i e m p o alguno lo que así dejaren p o r sus b i e n e s " . A G N , In-dios, e x p . 273, f. 142v. o 7 3 v . : m a n d a m i e n t o de a m p a r o a favor de d o n T o m á s de A q u i n o . A G N , Indios, e x p . 274, f. 143 o 74: a m p a r o a d o n Francisco V á z q u e z .

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C O L O N I Z A C I O N E S T L A X C A L T E C A S 219

tal vez por la necesidad política de obtener resultados con p r o n t i t u d .4 3

Finalmente, t a m b i é n el 9 de marzo Velasco accedió a la ú n i c a petición que el memorial h a b í a solicitado para la pro-vincia misma: a p r o b ó reservar a 25 indios del servicio para

la obra de la iglesia catedral de la ciudad de Los Angeles.4 4

Fue esta concesión lo ú n i c o que ganó la provincia de Tlaxca-la a cambio de perder para siempre a 400 familias, o sea, a 400 tributarios enteros, a d e m á s de los medio tributarios, esto es, los solteros de la m i g r a c i ó n .

Seguramente en estos días previos a las capitulaciones, de tensión y concesiones virreinales, Velasco a p r o b ó t a m b i é n la exclusividad franciscana para las colonias tlaxcaltecas.

Si las capitulaciones son del 14 de marzo, la partida se i n i -ció apenas el 6 de j u n i o : casi tres meses d u r ó la r e u n i ó n de los migrantes. Poco se sabe acerca de c ó m o fueron reunidas las 400 familias. Podemos suponer que hubo dos tipos bási-cos de enlistamiento: el colectivo y el individual. Respecto al primero, no está excluido que una parte del reclutamiento para las colonias de la frontera chichimeca se haya efectuado según la o r g a n i z a c i ó n de la fuerza de trabajo en la provin-cia: así como los mandones r e u n í a n las cuadrillas para la obra de la catedral de Puebla, por ejemplo, del mismo modo pudo realizarse el reclutamiento general para la m i g r a c i ó n , como otro " s e r v i c i o " compulsivo, éste por familias comple-tas y de por vida.

Los datos señalados muestran que el "proyecto septt r i ó n " para Tlaxcala suscisepttó una considerable oposición

en-4 3 A G N , Indios, v o l . 5, exp. 2 7 1 , f. 142 o 73, 9 / 3 / 1 5 9 1 : m a n d a m i e n t o

del v i r r e y V e l a s c o , que o r d e n a al g o b e r n a d o r de T l a x c a l a proteger a los indios alistados p a r a l a c o l o n i z a c i ó n c h i c h i m e c a que " h a n t e n i d o cuentas y hecho asientos con e s p a ñ o l e s y otras personas, las cuales los p r e t e n d e r á n detener y q u i t a r de l a lista para i m p e d i r l e s el i r adelante en el i n t e n t o ' ' ; el v i r r e y m a n d a q u e , l i q u i d a d a s sus deudas, sean castigados los intentos de retener a esos i n d i o s alistados. A G N , Indios, exp. 282, f. 145 o 76, 1 2 / 3 / 1 5 9 1 : m a n d a m i e n t o a favor de M i g u e l T l á q u i t l , detenido en u n obraje, p a r a q u e , "satisfaciendo y c u m p l i e n d o con la causa de haber en-t r a d o a l l í " , se le deje l i b r e m e n en-t e i r a p o b l a r C h i c h i m e c a s .

4 4 A G N , Indios, v o l . 5, exp. 269, f. 141v. o 72v. ( E l m a n d a m i e n t o se

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220 A N D R E A M A R T Í N E Z B A R A C S

tre principales y macehuales de la provincia y resultó u n ne-gocio difícil. El propio fray G e r ó n i m o de Mendieta, uno de sus principales artífices, no ocultó su malestar por haber propiciado una aventura que p o d í a resultar letal para los ya

agraviados tlaxcaltecas, y u n intento malhadado.4 5 L a

tra-gedia llegó pronto a San A n d r é s del T e ú l , el 17 de abril de 1592, pero el primer caso de violencia y destrucción extre-mas en fundaciones tlaxcaltecas fue t a m b i é n el ú l t i m o .

Gracias a la Historia cronológica de don Juan Buenaventura

Zapata y Mendoza conocemos los detalles de la salida de los colonos. El 6 de j u n i o , las carretas de los ocotelolca, encabe-zados por don Lucas de Montealegre y don M i g u e l Casas Ehcapitzactzin, emprendieron la partida. El d í a 7 siguieron los de Tizatlan, conducidos por don Buenaventura de Paz y don J o a q u í n de Velasco (¿de Pedroza?). Tras una demora de dos días por no haber completado sus contingentes, par-tieron los de Quiahuiztlan, dirigidos por don Luis o Lucas Téllez y don Diego R a m í r e z , y los de T e p e t í c p a c , encabeza-dos por don Francisco V á z q u e z y don J o a q u í n de Paredes.

Las cuatro caravanas, pletóricas de gente y de u n concen-trado de la cultura material tlaxcalteca: semillas y arbustos, enseres domésticos y objetos de tradición mesoamericana, se reunieron en Chicuicnauhtlan. A h í los futuros colonos reci-bieron la visita del virrey. E l 6 de j u l i o , en el río San J u a n , A g u s t í n de Hinojosa Villavicencio, "teniente de c a p i t á n ge-neral para las nuevas poblazones de los chichimecos", man-dó hacer la cuenta de todos los naturales que se t r a s l a d a r í a n al norte. A l parecer, ninguna cabecera completó los cien hombres y sus familias: de Ocotelulco iban 90 casados, de Tizatlan 89, de Quiahuiztlan 80 y de T e p e t í c p a c 86.4 6

4 5 V é a n s e las cartas de fray G e r ó n i m o de M e n d i e t a al v i r r e y Velasco,

del 26 de j u n i o de 1 5 9 1 , y del v i r r e y al p r i m e r o , el 15 de m a y o de 1592, que m u e s t r a n las preocupaciones de M e n d i e t a sobre esa m i g r a c i ó n p o r él favorecida y su angustia d e s p u é s de la masacre de tlaxcaltecas en San A n -d r é s -del T e ú l , en G A R C Í A I C A Z B A I . C E T A , 1 9 4 1 , t o m o 5, p p . 113-116.

4 6 Respecto al n ú m e r o y c o m p o s i c i ó n de los futuros colonos y su m a r

-cha hasta sus puntos de destino, v é a n s e " C u e n t a por sus nombres de los indios de T l a x c a l a que v i n i e r o n a p o b l a r entre los chichimecas, 1 5 9 1 '1,

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