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Indígenas y comercio en las Huastecas (México), siglo XVIII

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N L A S H U A S T E C A S ( M É X I C O ) , S I G L O X V I I I1

A n t o n i o E s c o b a r O h m s t e d e2 R i c a r d o A . Fagoaga H e r n á n d e z3

Centro de Investigaciones y Estudios Superiores

en Antropología Social, D . F.

Universidad de California-San Diego

I N T R O D U C C I Ó N

T 7 n las d é c a d a s de los setenta y ochenta del siglo X X la his-J _ y t o r i o g r a f í a , y p r i n c i p a l m e n t e la originada en los p a í s e s sudamericanos, se e n f o c ó en el análisis del papel de los i n -dios en los diversos circuitos y rutas comerciales. U n o de los

Fecha de recepción: 2 de diciembre de 2004 Fecha de aceptación: 7 de marzo de 2005

1 Una versión de este trabajo se presentó en las X I X Jornadas de Histo-ria Económica, Argentina (octubre, 2004). Agradecemos los comentarios de Carlos Marichal, Carlos Contreras Carranza y Silvia Palomeque, lo que permitió mejorar algunas partes de este texto, así como a los dicta-minadores anónimos de Historia Mexicana.

2 La recopilación y selección del material primario que se presenta se realizó gracias al apoyo que me o t o r g ó la John Simón Guggenheim Me-morial Foundation (2002-2003).

3 Estudiante de doctorado.

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principales trabajos, que desde nuestra perspectiva a b r i ó brecha, fue el coordinado p o r E n r i q u e Tandeter, O l i v i a Ha¬ rris y B r o o k e Larson, en donde se a n a l i z ó el papel del mer-cado interno y la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en los diversos cir-cuitos mercantiles, tanto de aquellos cercanos a localidades mineras, ganaderas y urbanas, c o m o las que en a l g ú n m o -mento se p o d r í a n observar c o m o secundarias.4

Posteriormente, surgieron estudios, que si bien n o se centraban en el papel i n d í g e n a en las diversas econo-mías coloniales del siglo X V I I I , sí existían menciones de manera colateral;5 aun cuando los indos conformaban los sectores social, e c o n ó m i c o , p o l í t i c o y cultural m á s i m p o r -tantes de la A m é r i c a e s p a ñ o l a , poco se r e t o m ó su papel como p r o d u c t o r , i n t r o d u c t o r y comerciante de productos agrícolas y manufacturados, l o que n o descarta que se desarrollaran trabajos que se centraron en una parte de la actividad e c o n ó m i c a india. A p r i n c i p i o s de la presente cen-turia surgieron publicaciones que, aunque varios de sus autores se centraron en una r e g i ó n o localidad, d i e r o n u n a v i s i ó n general y p r o p o r c i o n a r o n nuevos elementos a las maneras en que los indios participaban en los mercados y circuitos mercantiles.5 Sin embargo, n o se ha c o n t i n u a d o el

4 T A N D E T E R , H A R R I S y L A R S O N , La participación indígena, passim. U n interesante esfuerzo, para el caso de la Nueva España, no solamente centrado en aspectos económicos, sino políticos, jurisdiccionales y de élites fue el de OuWENEEL y TORALES (coords.), Empresarios, indios y Estado, passim.

5 Véanse SILVA RlQUER, GROSSO y YUSTE (comps.), Circuitos mercan-tiles y mercados, passim; J O H N S O N y T A N D E T E R (comps.), Economías coloniales, passim; M A R I C H A L , La bancarrota del virreinato, passim, y P I E T S C H M A N N (ed.), Atlantic History, passim.

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esfuerzo de algunos estudiosos en realizar comparaciones, no solamente en las diversas colonias, intendencias o v i r r e i -natos americanos, sino mediante u n análisis comparativo en t é r m i n o s virreinales.7

Si bien el presente a r t í c u l o n o pretende c u b r i r l o d i c h o en las anteriores líneas, sí intenta mostrar las características de c ó m o se d e s a r r o l l ó el comercio en u n espacio social que ha sido considerado de frontera (las Huastecas), y p o r l o tanto, c o n una supuesta escasa i n t e r a c c i ó n c o n otros espa-cios, como se dio en el caso de Yucatán, Oaxaca, el A l t i p l a n o central o Soconusco (Chiapas y Guatemala). Sin embargo, la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en el comercio Ínter y extrarre-gional n o solamente se puede m e d i r p o r medio de la venta, intercambio o trueque de sus p r o d u c t o s , sino t a m b i é n p o r el r e p a r t i m i e n t o de m e r c a n c í a s , forzado o n o , y su cons-tante i n t e r a c c i ó n c o n otros sectores s o c i o é t n i c o s . Es a s í que l o que a q u í se presenta es una geografía e c o n ó m i c a de las Huastecas en donde los actores principales fueron los teenek, nahuas, o t o m í e s , pames, mestizos, mulatos y b l a n

-en México, Chile y Arg-entina, passim; M E N E G U S B O R N E M A N N (comp.),

El repartimiento forzoso de mercancías, passim. Así como los diversos artículos que se encuentran en América Latina en la historia económica. Boletín de fuentes. Economía indígena, México, n ú m . 12, 1999, princi-palmente los de Juan Guillermo M U Ñ O Z (Chile), Raúl José M A N D R I N I (Argentina), Antonio ESCOBAR O H M S T E D E (México) y Carlos S Á N

-CHEZ SILVA (Oaxaca). Asimismo, el texto de M A R I C H A L y M A R I N O

(comps.), De Colonia a Nación, passim.

7 Pocos trabajos son los que conocemos, entre ellos, los de SILVA R l -QUER, "La participación indígena [Nueva España]", pp. 71-96; así como

los de M E N E G U S B O R N E M A N N , " L a e c o n o m í a indígena", pp. 9-64;

GROSSO y G A R A V A G L I A , La región de Puebla, passim, y para

Guatema-la y Chiapas, P A T C H y CÁCERES M E N É N D E Z , "The repartimiento",

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eos, p e r o donde, con base en la d o c u m e n t a c i ó n generada en el ú n i c o m o m e n t o en que se p r e t e n d i ó cobrar la alcaba-la a los indios (1792); damos una v i s i ó n de alcaba-la p a r t i c i p a c i ó n comercial i n d í g e n a en el siglo X V I I I , sustentada en una p o -b l a c i ó n dispersa y d o n d e c o n v i v í a n blos indios, pue-b l o s - m i s i ó n , pue-barrios, r a n c h e r í a s , haciendas y ranchos. N o s hemos p r o p u e s t o observar la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en las redes comerciales y mercados huastecos, c o n el f i n de saber si se ubicaba en el autoabasto, trueque o c o m e r c i a l i -z a c i ó n de los diferentes p r o d u c t o s elaborados p o r ellos. P o r esta r a z ó n , p a r t i m o s d e l análisis de dos " C u a d e r n o general, 1792" y u n o de alcabala para el m i s m o a ñ o ,8 los cuales se elaboraron en V i l l a de Valles y en H u e j u t l a ,9 así c o m o de o t r o t i p o de fuentes donde se menciona, de

mane-8 Los títulos completos de los documentos son: "Cuaderno general que por m é t o d o de Estado constan los géneros, frutos o efectos que han i n -troducido y vendido diariamente los indios en la Administración de Tampico, y sus agregados, con expresión de sus nombres y un resumen al fin que por mayor explica el n ú m e r o de indios introductores, valor de los efectos que vendieron y alcabala que dejó de cobrárseles, 1792", A G N , Alcabalas, vol. 86, ff. 349393; "Cuaderno diario en que por m é -todo de estado se apuntan los géneros, frutos y efectos que introducen y venden diariamente los indios con expresión de sus nombres, el valor del efecto y la alcabala que ha dejado de cobrarse [Villa de los Valles]", A G N , Alcabalas, c. 1570; " L i b r o Real para que D . José Sánchez San-tiesteban a quien se ha cometido la administración real de alcabalas de Villa de Valles y su comprehensión, siente las partidas que en ella

que se causaren y recaudaren por r a z ó n del real derecho de alcabala durante el p r ó x i m o venidero año de 1792 [ . . . ] " , A G N , Alcabalas, c. 1570. 9 En 1777 Miguel Páez, director de alcabalas de la Nueva España, reco-mendaba al virrey Bucareli, que se unieran al alcabalatorio de Tampi-c o - P á n u Tampi-c o los "Tampi-cortos de Huejutla y YahualiTampi-ca". E l real fisTampi-cal apoyó la solicitud considerando "la distancia de otros, lo desierto y disperso de habitaciones y rancherías", aceptándose en septiembre de ese año.

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ra suelta y e s p o r á d i c a , el papel de los indios en los mercados huastecos. U n cuidadoso examen de la fuente mencionada demuestra su riqueza al constituirse en el ú n i c o registro completo, de t o d o u n a ñ o , sobre la m a y o r í a de las opera-ciones mercantiles realizadas p o r los indios, sobre t o d o si se considera que é s t o s y la Iglesia (curas regulares y secula-res, cofradías y hermandades) eran los dos sectores de la sociedad novohispana que estaban exentos del pago de alcabalas.1 0

A q u í la c u e s t i ó n es preguntarse ¿ p o r q u é es necesario saber y conocer l o referente a la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e -na en general y sobre las Huastecas en particular? Q u i z á una breve respuesta al interrogante sea que el enfoque que ha permeado a la h i s t o r i o g r a f í a e c o n ó m i c a del siglo X V I I I ,1 1

A G N , Alcabalas, voi. 177, ff. 3 4 6 - 3 4 8 ; AGN, Alcabalas, voi. 3 9 , ff. 118¬

119, y A G N , Alcabalas, v o i . 3 2 1 , ff. 2 6 - 2 7 .

Sobre c ó m o se conformaban las receptorías en las Huastecas véase

G A R A V A G L I A y GROSSO, Las alcabalas novohispanas, pp. 2 1 6 y 2 2 4 - 2 2 5 .

Para saber c ó m o se conformaba el alcabalatono de Villa de Valles,

A G N , Alcabalas, v o i . 6 1 7 , ff. 4 5 6 - 4 5 8 ; véase F O N S E C A y U R R U T I A , Historia, t. I I , 1 0 1 - 1 1 8 , quienes no lo mencionan.

1 0 G A R A V A G L I A y GROSSO, Las alcabalas novobisparías, 1 8 - 2 8 y

A G N , Alcabalas, voi. 4 4 0 , f. 2 0 3 . En las dos últimas décadas del siglo X V I I I los encargados del alcabalatono de Valles mostraban serias dudas sobre si los curas seculares y regulares no se aprovechaban de su condi-ción para no pagar alcabalas de lo que vendían. A G N , Alcabalas, c. 1 5 6 9 . H u b o otros sectores que pidieron no pagar la alcabala, como fue el caso de los milicianos pardos de la zona de Tamiahua, quienes la solicitaron para la pesca y su comercialización, lo cual no se les aceptó. A G N , Alcabalas, voi. 35," exp. 1 3 y A G N , Alcabalas, voi. 2 1 4 , exp. 10. 1 1 Sobre una evaluación de lo mencionado, V A N Y O U N G , "La pareja

dispareja", pp. 8 3 1 - 8 6 9 e IBARRA R O M E R O , " A modo de presentación",

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3 3 8 A N T O N I O ESCOBAR Y RICARDO A. FAGOAGA

- l a cual se ha centrado b á s i c a m e n t e en analizar caminos,1 2 grandes comerciantes y consulados,1 3 comercio exterior,1 4 mercados urbanos con su hmterland y c i r c u i t o s1 5 que giran en t o r n o de centros importantes de acopio, intercambio y d i s t r i b u c i ó n , tanto en M é x i c o c o m o en S u d a m é r i c a - tiene u n enfoque b á s i c a m e n t e cuantitativo a partir del cruzamien-to de diversas fuentes, y en donde la p o b l a c i ó n d e s e m p e ñ a u n papel secundario, ya que en pocos casos se realiza u n aná-lisis de la e c o n o m í a con la d i s t r i b u c i ó n de la p o b l a c i ó n en espacios sociales. Este aspecto nos lleva a observar grandes conglomerados de habitantes que se encontraban concen¬ trados en aquellos lugares que fueron y son cabeceras p o l í -tico-administrativas, sin considerar la existencia de u n alto porcentaje de p o b l a c i ó n dispersa en los montes y bosques, así c o m o en las propiedades privadas, l o cual no nos per-m i t e conocer totalper-mente el t i p o de relaciones per-mercantiles (]UC desarrollaban.

Gracias a la diversidad de informes y a la esquemati-z a c i ó n que c o m e n esquemati-z ó a realiesquemati-zar la corona e s p a ñ o l a bajo el r é g i m e n b o r b ó n i c o , es que contamos c o n una variedad de fuentes ordenadas c o n f o r m e a los intereses e c o n ó m i c o s

1 2 SUÁREZ, Camino real, passtm. Para t o d a la A m é r i c a e s p a ñ o l a SERRE¬

RA, Tráfico terrestre, especialmente p p . 2 3 - 5 3 .

1 3 ALTAMIRANO, ARIAS et al, Grupos de poder económico, passim; VALLE

P A V Ó N ( c o o r d . ) , Mercaderes, comercio y consulados, passim; SOUTO

M A N T E C Ó N , Mar abierto,passim, y FlSHER, " E l c o m e r c i o " , p p . 1 7 3 - 1 9 3 .

1 4 PlETSCHMANN (ed.), Atlantic History, passim; V l L A V l L A R y KUETHE

(eds.), Relaciones de poder, passim.

1 5 GROSSO y SILVA RiQUER ( c o m p s . ) , Mercados e historia, passim; SILVA

RlQUER y LÓPEZ ( c o o r d s . ) , Mercado interno, passim; IBARRA ROMERO,

La organización regional, passim; M l Ñ O GRIJALVA, El mundo

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 339

de las autoridades e s p a ñ o l a s y americanas.1 6 Sin duda, el

si-glo X V I I I fue u n p e r i o d o que m a r c ó grandes cambios y

continuidades, tanto en las sociedades novohispanas como en la m e t r ó p o l i .1 7 Autores c o n t e m p o r á n e o s han insistido en que las reformas b o r b ó n i c a s plasmadas en la A m é r i c a espa-ñ o l a intentaron o lograron concretar una serie de medidas para robustecer el c o n t r o l real y aumentar la c e n t r a l i z a c i ó n administrativa, para fortalecer las finanzas municipales, posteriormente, p r o h i b i r el comercio de r e p a r t i m i e n t o e iniciar una lucha contra los privilegios gremiales y eclesiás-ticos (aun cuando se crearon otros), así c o m o una política en favor de los sectores populares c o n l o que se estableció una nueva r e l a c i ó n entre gobernados y gobernantes. Tene-mos claro que, si bien los cambios c o m e n z a r o n a cristali-zarse a p a r t i r de la O r d e n a n z a de Intendentes de 1786, no por eso debemos desechar que muchas de las tendencias que se observan de una manera m á s clara en este p e r i o d o , f u e r o n iniciadas y desarrolladas durante el gobierno de los H a b s b u r g o .

Los intentos b o r b ó n i c o s p o r contar con mejor y casi p r o -fesional a d m i n i s t r a c i ó n llevaron a la r e s t r u c t u r a c i ó n de las unidades p o l í t i c o - t e r r i t o r i a l e s novohispanas; la elimina-c i ó n de las alelimina-caldías mayores y la e r e elimina-c elimina-c i ó n de las

subdele-" V é a n s e las m ú l t i p l e s r e c o m e n d a c i o n e s , acciones y p r e o c u p a c i o n e s del

v i s i t a d o r José de G á l v e z en la segunda m i t a d d e l siglo X V I I I , en Informe

del marqués de Sonora, passim; M A R I N O , " E l a f á n de recaudar", p p . 61¬ 83. Para u n a breve e v a l u a c i ó n de las fuentes, t a n t o p r i m a r i a s c o m o

b i b l i o g r á f i c a s , v é a s e MENEGUS BORNEMANN, " F u e n t e s para el e s t u d i o " ,

p p . 1 1 - 1 7 , y ESCOBAR OHMSTEDE, " L o s p u e b l o s i n d í g e n a s " , p p . 5 9 - 7 0 .

1 7 PlETSCHMANN, Las reformas borbónicas, p r i n c i p a l m e n t e los caps. III y

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gaciones, así c o m o mejor c o n t r o l sobre los ayuntamientos de las principales ciudades, no tanto en su f u n c i ó n c o m o en los componentes sociales que l o f o r m a b a n al eliminar los puestos hereditarios. Este hecho afectó p o c o a los pue-blos i n d i o s , ya que su estructura p o l í t i c a se m a n t u v o casi intacta (al menos hasta los dos m o m e n t o s de la C o n s t i t u -c i ó n de C á d i z : 1812 y 1820), así -c o m o su r e l a -c i ó n -con las "nuevas" estructuras del poder local (subdelegados, te-nientes de justicia, recaudadores de alcabalas y guardas de tabaco), ya que en muchos casos las instancias cambiaron de n o m b r e , pero los actores eran los mismos; en otros m o -mentos las autoridades e s p a ñ o l a s daban marcha atrás a los proyectos de r e s t r u c t u r a c i ó n o sencillamente los funcionarios novohispanos no las ejecutaban p o r los posibles p r o -blemas que o r i g i n a r í a n .

U n a parte de la cotidianidad de los pueblos indios, así c o m o de otros actores sociales, durante la d i n a s t í a b o r b ó -nica, es perceptible a través de los mecanismos que desarro-l desarro-l a r o n desarro-las autoridades para readesarro-lizar una mejor fiscadesarro-lización del t r i b u t o i n d í g e n a , lo que llevaría a que se incrementara la base tributaria, que traería como consecuencia una moneta-r i z a c i ó n pamoneta-ra el pago,1 8 y por l o tanto, mayor i n c o r p o r a c i ó n

1 8 Hasta este momento no tenemos muy claro el grado de monetari-zación que alcanzaron los pueblos indios en el territorio de la Nueva España, Capitanía de Yucatán y Provincias Internas. Varios estudiosos han insistido en la proliferación de la utilización de los "tlacos" en ciu-dades y zonas urbanas, aun cuando encontramos datos aislados de la existencia de monedas de "Carlos I I I " en manos indígenas en las prime-ras décadas decimonónicas. Para el caso y espacio social que nos ocupa, el pago de tributos se realizaba con productos de alto valor comercial: algodón manufacturado, piloncillo, aguardiente, maíz, y en algunos ca-sos en reales. Véanse también CHAMOUX et al. (coords.), Prestar y pedir

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de p r o d u c t o s i n d í g e n a s a las redes comerciales mestizo-blancas, es decir, u n aumento de la m e r c a n t i l i z a c i ó n .1 9 Sin embargo, no debemos dejar a u n lado, la gran p o s i b i l i d a d de que el pago t r i b u t a r i o fuera realizado p o r propietarios privados que contaban con indios en sus tierras, que no se pagara p o r la huida i n d í g e n a o p o r las exenciones que otorgaba la corona cuando se c o m p r o b a b a n los efectos de f e n ó m e n o s naturales adversos.2 0

E l t r i b u t o no fue el ú n i c o elemento que p a r e c i ó em-pujar a los i n d í g e n a s a la posible c o n v e r s i ó n de p r o d u c t o s en reales, sino t a m b i é n la necesidad de pagar las obvencio-nes parroquiales, a d q u i r i r productos (machetes, sal, gana-do y ropa, entre otros), c o n t r i b u i r , en algunos casos, con el pago de pleitos o a las c o f r a d í a s . Respecto a las actuales Huastecas hidalguense, potosina y veracruzana, el ganado (vacuno, p o r c i n o y m u l a r ) , m a í z , f r i j o l , a l g o d ó n (en rama y manufacturado), c a ñ a de a z ú c a r (aguardiente y p i l o n c i

-prestado, passim y MENEGUS BORNEMANN, "Alcabala o tributo", pp. 110-130.

1 9 ASSADOURIAN, "Integración y desintegración regional", pp. 141-164, considera que aun no se ha discutido lo suficiente sobre la forma que asumió el tributo colonial, en el sentido de que si se debe considerar un mero valor de uso o una mercancía; MENEGUS BORNEMANN, "La econo-mía indígena", pp. 9-64, con base en el repartimiento insiste en el valor del tributo como mercancía, y M A R I N O , " E l afán de recaudar", pp. 61-83. 2 0 M O L I N A DEL VILLAR, "Tributo y calamidades", pp. 15-58. Esta autora considera que las "moratorias" (relevas) no fueron aceptadas totalmen-te por las autoridades novohispanas en los años coloniales, y en muchos casos siguieron cobrándose sin ninguna consideración (en particular pp. 36 y ss). En el caso de las Huastecas, como se verá más adelante, las solicitudes fueron aprobadas, y aunque la respuesta llegó varios meses después, los indígenas no pagaron el tributo. (Véase la nota 74 de este artículo.)

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l i o ) ,2 1 pero principalmente este ú l t i m o , fueron los p r o d u c -tos que o b t u v i e r o n u n v a l o r susceptible de convertirse en "moneda", esto es, viendo a cada p r o d u c t o c o m o i n s t r u -mento de cambio, el que se integraba de esta manera a los circuitos mercantiles huastecos y extrarregionales. E n este t i p o de comercio n o solamente p a r t i c i p a r o n i n d í g e n a s , sino muchos hacendados, rancheros, comerciantes y arrie-ros regionales. A u n cuando poco sabemos sobre o t r o t i p o de p r o d u c t o s que no c o n t e n í a n alto valor de cambio den-tro de las redes comerciales, c o m o las huertas caseras, la le-ña, el c a r b ó n , las hortalizas, los huevos o las gallinas, no dudamos que estos ú l t i m o s hayan servido para el trueque o para el pago de la c o n t r i b u c i ó n c i v i l , de la c o m u n i d a d o la eclesiástica. U n aspecto que se debe resaltar es que de parte de los i n d í g e n a s , así c o m o de otros actores s o c i o é t n i -cos, existía una racionalidad e c o n ó m i c a en la que privaba el valor de uso y en la cual el intercambio se presentaba c o m o mecanismo de a d q u i s i c i ó n de bienes que p r o v e n í a n de microsistemas diferentes o en proceso de transforma-c i ó n (tanto de adentro transforma-c o m o de afuera del espatransforma-cio sotransforma-cial), p o r ejemplo, la zona entre Huejutla, Yahualica, H u a u t l a y M e z t i t l á n (actual Huasteca hidalguense), T u x p a n , Tamia-hua, Chicontepec y H u a y a c o c o t l a (Huasteca veracruzana) o la existente entre Valle del M a í z , V i l l a de Valles, A l a q u i -nes, A q u i s m ó n , X i l i t l a y Tancanhuitz (Huasteca potosina). (Véase el mapa.)

2 1 Una interesante descripción de cómo se elaboraba el azúcar en la Nueva España durante la segunda mitad del siglo x v m es la de Landívar, Rustica-no Mexicana, en REGENOS, Rafael Landivar's, pp. 233-243. La descrip-ción del entorno de las Huastecas sólo se hace en un párrafo, p. 272. Tam-bién existen descripciones para los ganados vacuno, caballar y lanar.

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E l intercambio mercantil es u n terreno virgen para su estudio en las Huastecas, aun cuando se han realizado re-cientes análisis, los que se han enfocado en la i m p o r t a n c i a de algunos p r o d u c t o s , c o m o carne, ganado en pie, aguar-diente y p i l o n c i l l o , durante los p r i m e r o s siglos coloniales o dando una v i s i ó n general, y en algunos casos en p a r t i c u -lar, sobre los p r o d u c t o s y m e r c a n c í a s que circulaban en varios espacios huastecos durante los siglos X V I I y X V I I I . Estos avances han p e r m i t i d o observar c ó m o ciertas mer-cancías que p r o v e n í a n de diversas localidades de la costa y el A l t i p l a n o novohispano eran distribuidas y consumidas en la r e g i ó n , así c o m o la p a r t i c i p a c i ó n de indios y los que no l o eran en los circuitos mercantiles, aun cuando pode¬ mos adelantar que muchos de los p r o d u c t o s generados p o r manos i n d í g e n a s iban m á s allá del espacio social conocido p o r ellos (ciudad de M é x i c o , C h i h u a h u a , Puebla, el Bajío y las misiones del N u e v o Santander).2 2

Este trabajo no se encuentra aislado de una tendencia h i s t o r i o g r á f i c a , c o n diversos matices y posiciones, de a n á -lisis del c o m p o r t a m i e n t o de los pueblos i n d í g e n a s y de sus individuos dentro de sociedades novohispanas tendientes a una m e r c a n t i l i z a c i ó n y u n mercado i n t e r n o . E n o t r o estu-dio se han mencionado los espacios sociales que cuentan

2 2 F A G O A G A H E R N Á N D E Z , "Circuitos mercantiles", passim; N O Y O L A ,

"Comercio y estado de guerra", pp. 1 3 - 4 0 ; ESCOBAR OHMSTEDE, " E l

comercio", pp. 8 7 - 1 1 5 ; GARCÍA GUARNEROS, "La embriaguez en los

pueblos", passim; AGUILAR-ROBLEDO, "Ganadería, tenencia de la

tie-rra", pp. 5 - 3 4 ; ESCOBAR O H M S T E D E , De la costa a la sierra, pp. 6 2 - 6 4 , y

PlETSCHMANN, "La agricultura e industria rural", pp. 7 1 - 8 5 . Una visión muy general y hasta cierto punto esquemática es la de RUVALCABA, "Vacas, muías, azúcar y café", pp. 1 2 1 - 1 4 1 .

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 3 4 5

con estudios sobre la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en el comer-cio de la N u e v a E s p a ñ a (Oaxaca, Tlapa, Puebla-Tlaxcala, el valle de Toluca, Guadalajara, Tepeaca, Z a m o r a y San Juan de los Llanos, entre o t r o s ) .2 3 A p a r t i r de entonces, han surgido varios análisis sobre, nuevamente Oaxaca,2 4 así c o m o para V i l l a de Valles,2 5 V a l l a d o l i d ,2 6 Zacatecas2 7 y L e ó n .2 8 Estos trabajos han fortalecido la i m p o r t a n c i a de la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en los mercados urbanos y rurales de la N u e v a E s p a ñ a , al mostrar que no solamente las c i u dades fueron los ejes articuladores, sino t a m b i é n en m u -chos casos, los p r o d u c t o s .

C o n base en l o anterior, podemos considerar que en varios espacios sociales novohispanos, el papel de los i n -dios c o m o proveedores de p r o d u c t o s y m e r c a n c í a s fue b á s i c o , sobre t o d o si tomamos en cuenta, que muchos p r o ductos n o eran registrados, y a sea p o r q u e estaban c o n -siderados dentro del r e p a r t i m i e n t o , su valor era poco o entraban c o n el rango de trueque. A s í , tenemos que para la r e g i ó n de Guadalajara, E r i c V a n Y o u n g considera que en-tre 1750-1770 el m a í z p r o d u c i d o p o r los indios r e p r e s e n t ó 2 5 % del t o t a l de las transacciones realizadas en la ciudad, y se redujo, de manera notable, durante los siguientes a ñ o s

2 3 ESCOBAR O H M S T E D E , " E l comercio", pp. 8 9 - 9 1 .

2 4 M A C H U C A , " E l impacto del repartimiento", pp. 1 2 0 - 1 4 5 ; BASKES, Indians, Merchants and Markets, passim y S Á N C H E Z SILVA, Indios, comerciantes y burocracia, passim, y de este autor " E l comercio

i n d í g e n a " , pp. 7 1 - 8 4 .

2 5 F A G O A G A H E R N Á N D E Z , "Circuitos mercantiles",passim.

2 6 SILVA RlQUER, "Población, haciendas, ranchos y comercio", pp. 5 1 - 8 6 . 2 7 R Í O S Z U Ñ I G A , "Comercio i n d í g e n a " , pp. 1 1 6 - 1 4 7 .

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346 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A. F A G O A G A

hasta llegar a s ó l o 1 % en 1812. Sin embargo, el m o n t o i n i -cial es m u y semejante al registrado en 1792 en V a l l a d o l i d .2 9 E n el caso de Tepeaca y C h o l u l a (Puebla), Juan Carlos G a -ravaglia y Juan Carlos Grosso, observaron, semejante al caso de V i l l a de Valles y de H u e j u t l a , c ó m o 2 0 % de las transacciones en ambos mercados son indias a fines del si-glo X V I I I .3 0 Respecto al valle de Toluca, Margarita Menegus afirma que a fines del siglo X V I I I el comercio i n d í g e n a n o s ó l o alimentaba al menudeo a los mercados locales y r e -gionales, sino que a b a s t e c í a en 5 0 % al mercado de la v i l l a de T o l u c a .3 1 U n a zona contrastante, debido a su actividad comercial, es Z a m o r a , que si bien n o era una r e g i ó n c o n preponderancia india, su p a r t i c i p a c i ó n en el mercado fue de 1 8 % , que al parecer de Jorge Silva n o es "nada despreciable", valor semejante que parece apreciarse para la j u r i s -d i c c i ó n -de L e ó n .3 2 C o m o apreciamos, la presencia de los productos elaborados p o r los indios en los circuitos mer¬ cantiles fue imprescindible para el abasto de los centros urbanos, sean ciudades o pueblos. Si bien en algunos es-tudios los porcentajes pueden resultar bajos, h a b r í a que recordar que las jurisdicciones c o m p a r t í a n los espacios agrario y e c o n ó m i c o c o n hacendados, rancheros y comer-ciantes, cjue c o n m u c h o d e s e m p e ñ a b a n u n papel m á s

acti-2 9 V A N Y O U N G , "Hinterland y mercado urbano", pp. 238-239 y SILVA RlQUER, "La participación indígena [Nueva España]", p. 75.

3 0 G A R A V A G L I A y GROSSO, "Comerciantes, hacendados y campesinos", gráfica 7. De los mismos autores "Indios, campesinos y mercado", pp. 245-278.

3 1 MENEGUS BORNEMANN, "La participación indígena", p. 153. 3 2 SILVA RlQUER, " L a participación indígena [Zamora]", pp. 115 y ss. y "La participación indígena [Nueva España]", pp. 82-94.

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INDÍGENAS Y COMERCIO EN LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 347

v o . A u n q u e llama la a t e n c i ó n el caso del valle de Toluca donde la m i t a d de las m e r c a n c í a s p r o v e n í a de las manos i n -d í g e n a s . Aspecto que q u i z á sea semejante en zonas c o n al-tas concentraciones de p o b l a c i ó n india ( Y u c a t á n , Oaxaca, G u e r r e r o , Tabasco y Chiapas), aunque los datos no se han cuantificado en su totalidad.

C o n los avances que ha tenido la h i s t o r i o g r a f í a en el análisis del papel del i n d í g e n a en la p r o d u c c i ó n , mercan-t i l i z a c i ó n y d i s mercan-t r i b u c i ó n de p r o d u c mercan-t o s , es que podemos observar diversas perspectivas analíticas sobre las p o b l a -ciones indias del altiplano central, así c o m o en el sur y sureste de la N u e v a E s p a ñ a . Sin duda l o sucedido en el noreste novohispano c o n los grupos n ó m a d a s o s e m i n ó -madas tiene otras c a r a c t e r í s t i c a s , así c o m o la manera en que f u n c i o n a r o n las misiones jesuítas antes y d e s p u é s de la e x p u l s i ó n de la C o m p a ñ í a en 1767, l o que ha sido parcial-mente estudiado.3 3

C o n base en l o anterior, se ha observado el papel m o n o -p o l i z a d o r de los regatones e intermediarios, c o m o los que encarecían los productos y que en algunos casos p r o d u c í a n la escasez de alimentos en momentos de falta de semillas, se beneficiaron y o b t u v i e r o n cuantiosas ganancias.3 4 A s i m i s

-3 -3 RADDING, Wandenng Peoples.

3 4 El comentario no evita considerar que existió la usura, aunque ésta fue condenada por la Iglesia, en el sentido de que cuando el acreedor percibía un interés, en ese momento cometía un pecado mortal. En el caso de las Huastecas se han encontrado pocas referencias sobre los regatones, aunque sí sobre aquellos que acaparaban productos que lle-vaban los arrieros, como fue el caso del administrador de alcabalas de Villa de Valles, José de la Rosa, quien fue acusado de ser uno de los principales comerciantes de la sierra baja, y que durante el año de crisis alimentaria de 1785, se dedicó a acaparar el maíz y la sal que

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transporta-348 A N T O N I O ESCOBAR Y RICARDO A. FAGOAGA

m o , se ha visto la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en u n mercado re-gional en relación con otros sectores s o c i o é t n i c o s , en los que se intenta, dentro de las posibilidades que dan las fuentes, presentar una escena m á s cualitativa de c ó m o los indios se integraban o no a los mercados locales o regionales, y m e n -cionan de q u é manera algunos pueblos se especializaban en ciertos productos que los ecosistemas les brindaban. Sin embargo, en dichas perspectivas no se considera la disper-s i ó n de lodisper-s pobladoredisper-s, tanto en ladisper-s juridisper-sdiccionedisper-s indiadisper-s c o m o en las propiedades privadas, l o que puede reducir el n ú m e r o de quienes ingresan productos, así como de los c o n -sumidores. E n una lectura cuidadosa de las propuestas me-t o d o l ó g i c a s , u n o puede apreciar que no exisme-te una diferencia tajante en las formas de abordar la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en las redes comerciales. E n el caso de M a r g a r i t a M e n e g u s ,3 5 Jorge Silva y de Juan Carlos Garavaglia y Juan Carlos Grosso,

se puede leer entre líneas el marco analítico que Sempat Assa-dourian ha propuesto para el sur del continente americano.

ban los arrieros. A G N , Alcabalas, vol. 33, exp. 14. O t r o caso, es cuando el subdelegado de Chicontepec-Huayacocotla le informaba al inten-dente de Puebla, en agosto de 1794, "que no bien llegan a la plaza los vendedores, cuando ya le ajustan su mercancía, haciendo un estanco de aquel género y revendiéndolo a los pobres con notable usura". El sub-delegado informó que decidió ordenar a los regatones dejar en "liber-tad" a los vendedores hasta dada la campanada de medio día, A G N ,

Alcabalas, vol. 24, exp. 9, ff. 100-112

3 5 Éste es uno de los pocos autores que relaciona la existencia de los mercados mineros con los urbanos y rurales en la Nueva España, aun-que reconoce aun-que es necesario "profundizar en el estudio de los merca-dos locales o regionales alejamerca-dos de los grandes mercamerca-dos mineros y urbanos, para revalorar la participación [indígena]". MENEGUS BORNE¬ M A N N , "La participación indígena", p. 140. Véase también RÍOS Z ú Ñ I -GA, "Comercio indígena".

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 349

L o que nos interesaba resaltar es c ó m o cada una de las tendencias antes s e ñ a l a d a s , al u t i l i z a r fuentes hasta cierto p u n t o diversas, y en algunos casos los libros levantados sobre el pago de alcabalas de 1792, observa el grado de p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a en mercados urbanos y rurales y la i n c l u s i ó n de p r o d u c t o s elaborados p o r ellos en las redes comerciales. Hasta ahora, éste era u n aspecto que p a r e c í a d e s d e ñ a d o p o r la m a y o r í a de los estudiosos c o n t e m p o r á -neos, a pesar de que H o r s t Pietschmann l l a m ó la a t e n c i ó n sobre la necesidad de "averiguar hasta q u é p u n t o perma-necieron los indios en el estado de una e c o n o m í a de sub-sistencia o e c o n o m í a natural, así c o m o c u á n d o y c ó m o se integraron en la e c o n o m í a de mercado con su d i v i s i ó n es-pecífica de f u n c i o n e s " .3 6 Paulatinamente, como hemos observado, han surgido estudios que se han i n t r o d u c i d o en este aspecto tan difícil de la vida e c o n ó m i c a de la N u e v a E s p a ñ a , pero se centran en regiones consideradas p o r su alto intercambio comercial, o pensando principalmente en el papel del i n d í g e n a c o m o proveedor de m e r c a n c í a s en lugares donde se encontraban fuertes concentraciones p o -blacionales ligadas c o n actividades e c o n ó m i c a s vitales para la e c o n o m í a novohispana (centros mineros, ciudades i n -termedias e importantes puertos). Este tema se refleja en los diversos trabajos, donde, y q u i z á p o r el t i p o de fuentes, la p a r t i c i p a c i ó n i n d í g e n a se mide de manera cuantitativa con base en su a p a r i c i ó n en circuitos comerciales y mercados locales. Sin embargo, se ha dejado, y q u i z á hasta m a r g i n á

is PIETSCHMANN, " A g r i c u l t u r a e i n d u s t r i a " , p p . 7273. D e h o u v e c o n s i

-dera que l o analizado p o r P i e t s c h m a n n , en el sentido del trueque, p o d r í a

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350 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A . F A G O A G A

do, el análisis de localidades c o n p o b l a c i ó n dispersa, d o n -de el intercambio -de m e r c a n c í a s se -desarrolla en días esta-blecidos (mercados), a los cuales asiste la p o b l a c i ó n de las haciendas, ranchos, r a n c h e r í a s y localidades que están den-t r o del anillo de influencia del lugar, o donde sencillamen-te los habitansencillamen-tes no asissencillamen-ten de manera regular para adquirir e intercambiar productos; en este sentido h a b r í a que r e t o -mar el valor de uso que p o d r í a n darle a cada p r o d u c t o los i n d í g e n a s .

EL ESCENARIO HUASTECO

Las Huastecas abarcaron varias jurisdicciones civiles, ecle-siásticas (regulares y seculares) y alcabalatorias (en el siglo X I X y en la actualidad varios estados de la R e p ú b l i c a ) , este hecho aunado a la diversidad "racial" y geográfica nos ofrece u n mosaico compartido p o r diversas formas de asentamien-to y desarrollo de la p o b l a c i ó n , así c o m o de localidades que ocupaban dicho espacio (pueblos, barrios, misiones, r a n c h e r í a s , haciendas y ranchos).

E n l o referente a la p o b l a c i ó n encontramos nahuas, teenek, o t o m í e s y pames, así c o m o pardos, mulatos, mes-tizos y "blancos" (europeos y criollos, principalmente en la costaplanicie costera y piedemonte). L o s p r i n c i p a -les asentamientos en la sierra y en el piedemonte estaban ubicados en el corregimiento y p o s t e r i o r s u b d e l e g a c i ó n de V i l l a de Valles (Huasteca potosina), así c o m o en la serrana H u e j u t l a y Yahualica (Huasteca hidalguense); mientras que en el piedemonte veracruzano se encontraban las alcaldías mayores de C h i c o n t e p e c - H u a y a c o c o t l a y Huauchinango

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 351

y en la planice costera las de P á n u c o y Tampico (Huasteca veracruzana).3 7

E n el caso de la j u r i s d i c c i ó n de V i l l a de Valles la p o b l a -c i ó n se en-contraba distribuida entre los pueblos, barrios, p u e b l o s - m i s i ó n , ranchos, r a n c h e r í a s y haciendas, así como dispersa en los montes, a decir de los funcionarios civiles y e c l e s i á s t i c o s . E n la parte n o r t e y oeste se encontraban varios p u e b l o s - m i s i ó n de la C u s t o d i a de Tampico, Valles y R i o v e r d e (pertenecientes a los obispados de M i c h o a c á n y de M é x i c o ) , l o cual no c o r r e s p o n d í a exactamente con l o c i v i l . E l corregimiento fue considerado zona de frontera, y en varias ocasiones los pueblos del n o r t e se encontraban exentos de tributos. C o n la c o l o n i z a c i ó n de N u e v o San-tander, en la d é c a d a de los cuarenta del siglo X V I I I , la p o b l a c i ó n d i s m i n u y ó de manera i m p o r t a n t e , debido a que m u c h o s de los pames ubicados en las misiones fueron lle-vados c o n "colleras" para fundar las nuevas poblaciones. Sin embargo, esto no parece que haya ocasionado fuertes bajas poblacionales, l o que sí o c u r r i ó cuando muchas fa-milias h u y e r o n a los montes y a las haciendas, y les fue difícil a los misioneros volverlas a congregar. L a parte sur

3 7 Véase el mapa de p. 343. En el caso de Chicontepec, Huayacocotla y Huauchinango, éstas pertenecieron a la intendencia de Puebla y al pos-terior estado de Puebla, hasta 1853, cuando fueron agregados al estado de Veracruz. Para el caso que aquí nos atañe y para no confundir al lec-tor, las dos subdelegaciones mencionadas las consideraremos dentro de la actual Huasteca veracruzana, igual que en el caso de Pánuco y Tampi-co que formaban parte de la intendencia de Veracruz. Semejante situa-ción presenta Huejutla, que fue un punto de la intendencia de México y del estado del mismo nombre, hasta que en 1869 fue un distrito del es-tado de Hidalgo, por lo que es actualmente un lugar importante de la denominada Huasteca hidalguense.

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3 5 2 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A. F A G O A G A

del c o r r e g i m i e n t o contaba c o n una p o b l a c i ó n m á s estable, b á s i c a m e n t e compuesta de nahuas, o t o m í e s y teenek. E n 1765, en la j u r i s d i c c i ó n , se c o n t a b i l i z a r o n 5 088 familias de t r i b u t a r i o s en pueblos y 79 de l a b o r í o s (en t o t a l 20664 i n d i v i d u o s ) , así c o m o 59 familias de mulatos (234); sin e m -bargo, en 1743 se h a b í a n registrado u n poco m á s de 45 000 i n d í g e n a s y 2384 no indios. N o sabemos si la r e d u c c i ó n se d e b i ó a la m o v i l i d a d forzosa de 1743, la que se c o n j u n t ó con f e n ó m e n o s naturales adversos y epidemias, para que en casi 20 a ñ o s los indios tuvieran la m i t a d de la p o b l a c i ó n , o si f u e r o n subregistrados. Para la p r i m e r a d é c a d a del siglo X I X , el n ú m e r o de t r i b u t a r i o s indios se h a b í a incrementado a 6060 (24238 i n d i v i d u o s ) y los de mulatos en 1 622 (6488 i n d i v i d u o s ) .3 8 Principalmente, la p o b l a c i ó n se encontraba asentada en las jurisdicciones de los pueblos y barrios (al sur del c o r r e g i m i e n t o ) , aun cuando mucha se encontraba dispersa y otra parte, no solamente de indios, sino t a m b i é n de mulatos y mestizos, se asentaba en las misiones. E n 1743 se cuantificaron 30 pueblos y en 1770 se mencionan 46. Para 1790 la cifra fue nuevamente de 30 pueblos y cuatro a ñ o s d e s p u é s se encuentran 23. A d e m á s de los pueblos, c o m -p a r t í a n d i c h o es-pacio nueve grandes haciendas de Valles productoras de ganado, m a í z , f r i j o l y c a ñ a de a z ú c a r , a s í c o m o diversas r a n c h e r í a s (48) ubicadas en la sierra, a d e m á s de 17 misiones, l o que le daba u n paisaje c o m p l i c a d o a la j u r i s d i c c i ó n , y en el que cada u n o de los hacendados, co-merciantes, misioneros, "protectores de i n d i o s " e i n d í g e n a s d e s e m p e ñ a b a n u n papel en los circuitos mercantiles.

3 8 F A G O A G A H E R N Á N D E Z , "Circuitos mercantiles", cap. i i ; A G I , Audiencia de México, leg. 2 1 0 4 , y A G I , Indiferente, leg. 108.

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, S I G L O X V I I I 353

Las otras dos jurisdicciones serranas importantes eran: H u e j u t l a y Yahualica. Respecto a la p r i m e r a , contaba c o n 54 familias de e s p a ñ o l e s , en 1743, 60 de mulatos y negros y 852 familias de indios. L a p o b l a c i ó n se ubicaba en seis pue-blos, 21 barrios, ocho haciendas y diez ranchos. Cuarenta a ñ o s m á s tarde, la parroquia que abarcaba el m i s m o espacio que la entonces alcaldía mayor, c o n t e n í a siete pueblos y 17 haciendas y ranchos, se contaban 1 865 familias indias y 401 de no indias. E n 1791, el censo m i l i t a r nos muestra que H u e j u t l a concentraba 7 3 % de los pobladores urbanos (mulatos, mestizos y "blancos") y el resto se ubicaba en 22 propiedades privadas, ya que no existía n i n g ú n o t r o pueblo de la j u r i s d i c c i ó n que tuviera u n n ú m e r o i m p o r t a n t e de i n d i v i d u o s no indios. Este hecho no i m p l i c ó la d e s a p a r i c i ó n de los otros pueblos de la j u r i s d i c c i ó n , sino que el censor no e n c o n t r ó o no quiso ubicar a i n d i v i d u o s no indios, lo que puede marcar la preponderancia india en las d e m á s localida-des. A s í se registraron, en el pueblo cabecera, 599 e s p a ñ o l e s , mestizos y castizos y 258 mulatos; mientras que en las propiedades privadas se registraron 197 e s p a ñ o l e s , mestizos y castizos y 123 m u l a t o s .3 9 Yahualica t e n í a para finales del siglo X V I I I seis pueblos, 45 barrios y cuatro r a n c h e r í a s , y contaba para 1765 con 2202 tributarios indios (8 806 i n d i v i -duos) y quince mulatos (60 i n d i v i d u o s ) . A ñ o s d e s p u é s , en 1786, se registraron 2116 tributarios en pueblos y 75 labo-r í o s (en t o t a l 8 762 i n d i v i d u o s ) , mientlabo-ras que fuelabo-ron labo- regis-trados 22 tributarios mulatos (86 i n d i v i d u o s ) .4 0

3 9 A G N , Padrones, vol. 3, ff. 373-416. En términos generales, los catalo-gados como españoles contabilizaban un total de 595 individuos, por 457 mulatos, 18 mestizos y nueve castizos.

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354 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A . F A G O A G A

E n 1743, en P á n u c o y Tampico, existían 145 familias de las llamadas de " r a z ó n " y 1298 de i n d í g e n a s . D u r a n t e la segunda d é c a d a del siglo X I X se c o n t a b i l i z a r o n 485 f a m i -lias no indias y u n n ú m e r o i m p o r t a n t e de fami-lias indias (1 999).4 1 L a j u r i s d i c c i ó n c u b r í a diez pueblos y trece ha-ciendas, muchas de ellas eran productoras de m u í a s y ganado vacuno, m a í z y c a ñ a de a z ú c a r . E n el caso de C h i -contepec-Huayacocotla, localizada al sur de la de P á n u c o , en la r e g i ó n serrana (piedemonte), e x i s t í a n en 1783 unos 454 e s p a ñ o l e s , 355 mestizos, 453 mulatos y 15 800 indios; datos que v a r i a r o n 21 a ñ o s d e s p u é s , sobre t o d o en el sec-tor no indio, cuando se registraron 299 e s p a ñ o l e s , 174 mes-tizos, 300 mulatos y 16 910 indios.

Frente a este p a n o r a m a p o b l a c i o n a l y de localidades, así como de q u é manera se ocupaba el espacio huasteco, podemos considerar la inexistencia de "espacios v a c í o s te-rritoriales", y a que cada u n o p e r t e n e c í a a alguno de los ac-tores sociales. Sin embargo, mucha de esta p o b l a c i ó n no se encontraba asentada en los fundos legales de los pueblos, n i en los cascos de hacienda o alrededor de la iglesia, sino, insistimos, se encontraban dispersos.

ACTIVIDADES COMERCIALES DE LOS HABITANTES

E l comercio en las Huastecas giraba en t o r n o de dos as-pectos: el r e p a r t i m i e n t o de m e r c a n c í a s y lo que desarrolla-ban los m i e m b r o s de los pueblos indios, el que c o m p a r t í a n con otros sectores s o c i o e c o n ó m i c o s , aunque de manera desventajosa c o n aquellos no indios que contaban c o n d i

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INDÍGENAS Y COMERCIO EN LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 355

versas bases materiales, c o m o p o d r í a n ser los B a r r a g á n y los O r t i z de Z á r a t e en Valle del M a í z , quienes t r a í a n mer-c a d e r í a s de Veramer-cruz y P á n u mer-c o y las d i s t r i b u í a n entre sus encargados que se encontraban en la Huasteca potosina y en l o que h o y se denomina la zona media de San L u i s P o t o s í .4 2 E l papel i n d í g e n a en la manera en que sus p r o -d u c t o s s u r t í a n los merca-dos y c i r c u i t o s locales en las Huastecas nos muestra c ó m o gran parte de l o que p o d r í a n ser las m e r c a n c í a s de p r i m e r a necesidad, eran producidas p o r ellos, l o que no deja a u n lado el papel de los indios co-mo quienes m o v í a n dichos productos p o r diferentes loca-lidades Í n t e r y extrarregionales.

EL REPARTIMIENTO

E l papel del r e p a r t i m i e n t o en las zonas rurales ha mostrado varias vertientes en la h i s t o r i o g r a f í a , sobre t o d o d e s p u é s de su a b o l i c i ó n legal en 1786,4 3 aunque coinciden en que fue u n mecanismo de i n t e g r a c i ó n e c o n ó m i c a . U n a de ellas

4 2 BLÁZQUEZ, "Consideraciones sobre los mercaderes", pp. 135-158, comenta que a mediados del siglo XVII, Juan Leal y Francisco de la Cruz crearon en Xalapa una compañía para comprar y vender géneros y ganado en la Huasteca, Michoacán y otras partes de la Nueva España (p. 149) y A G N , Alcabalas, c. 1569.

« El 21 de jumo de 1787, el intendente de Puebla, Manuel de Flon orde-nó que "se eviten los repartimientos y monopolios que practicaban en lo anterior las justicias mayores, en notable detrimento y prejuicio de los naturales", A G N , Subdelegados, c. 35, f. 22. El bando también se encuentra en A G I , México, leg. 1675. En ambos volúmenes están las opiniones contra o en favor del sistema de repartimiento por parte de la mayoría de los intendentes novohispanos. Resalta el caso de Yucatán, que lo considera importante para la circulación comercial.

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3 5 6 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A. F A G O A G A

observa que los i n d í g e n a s d i s m i n u y e r o n su p a r t i c i p a c i ó n en el sistema e c o n ó m i c o c o l o n i a l debido a que no a d q u i r í a n p r o d u c t o s , relativizando la r e l a c i ó n p r o d u c t o r e s c o n s u m i -dores; mientras que otra piensa que a p a r t i r de la a b o l i c i ó n del r e p a r t i m i e n t o , los i n d í g e n a s t u v i e r o n m a y o r injerencia en las redes comerciales.4 4 L a tercera, que retoma partes de las anteriores, es la de considerar si fue forzoso o b e n e f i c i ó a los i n d í g e n a s .4 5 A s i m i s m o , d e n t r o de estas visiones, llama la a t e n c i ó n que, a diferencia de l o acontecido en los Andes, en la N u e v a E s p a ñ a no se haya analizado la existencia de t u m u l t o s o rebeliones p o r causa del r e p a r t i m i e n t o ,4 6 a u n

-4 -4 Entre otros trabajos véase PATCH y CÁCERES MENÉNDEZ, "The repar-timiento"; PlETSCHMANN, "Agricultura e industria", pp. 7 3 - 7 4 y 7 6 - 8 1 ; ESCOBAR OHMSTEDE, " E l comercio", pp. 9 6 9 8 ; F A G O A G A H E R N Á N

-DEZ, "Circuitos mercantiles", pp. 8 8 - 9 2 ; MACHUCA, " E l impacto del

repartimiento"; O U W E N N E L , Ciclos interrumpidos, pp. 3 1 8 3 3 2 ; M E N E -GUS B O R N E M A N N , " E c o n o m í a y comunidades indígenas", pp. 2 3 1 - 2 5 0 ; PASTOR, " E l repartimiento de m e r c a n c í a s " , pp. 2 0 1 - 2 3 6 ; D E H O U V E , " E l

sistema de crédito"; SÁNCHEZ SILVA, " E l comercio indígena", pp. 7 1 - 8 4 e "Indios y repartimiento", pp. 1 0 5 - 1 1 8 , y ÜUCEY, "Viven sin ley ni

rey", pp. 2 0 - 2 4 .

4 5 BASKES, "Coerced or voluntary?", pp. 1-28, quien propone que los indígenas se beneficiaban del repartimiento, y por lo tanto, su partici-pación no era forzosa, sino conveniente para sus intereses, por lo que sigue la propuesta de Brian Hamnett, en el sentido de que los indios de Oaxaca encontraron mejores incentivos económicos en la p r o d u c c i ó n de grana que en el maíz. Véase la propuesta de HAMNETT, "Dye Pro¬ duction, Food Supply", pp. 5 1 - 7 8 . Esta misma tendencia puede obser-varse en OUWENEEL, " E l gobernador de indios", pp. 6 5 - 9 7 . Para una posición contraria a la de este último autor, MENEGUS BORNEMANN, "La economía indígena", pp. 9 - 6 4 .

4 6 En 1 7 5 2 se dio u n tumulto en Tancanhuitz (Huasteca potosina) con-tra el alcalde mayor, Antonio Leal, a causa de la manera en que cobraba el repartimiento. A G N , Indios, vol. 5 7 , exp. 104. Existen algunas

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excep-INDÍGENAS Y COMERCIO EN LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 357

que sí gran cantidad de quejas sobre los tiempos y las ma-neras en que se cobraba é s t e .4 7

N o pretendemos mostrar cuál de las tendencias es la correcta, sino aportar la i n f o r m a c i ó n y el análisis de la d o c u m e n t a c i ó n relevante para las Huastecas, y que p e r m i -te ubicarlas en u n p u n t o de la d i s c u s i ó n , aun cuando, con base en la d o c u m e n t a c i ó n consultada, se puede considerar que el repartimiento fue forzoso para los i n d í g e n a s , pues p e r m i t i ó la c i r c u l a c i ó n y a d q u i s i c i ó n de bienes extrarregionales. Sin embargo, l o que m á s aparece es la o b l i g a t o -riedad de a d q u i r i r m e r c a n c í a s y t a m b i é n el conflicto p o r los tiempos y maneras de c o b r o de dichos productos.

L a noticia m á s temprana, en el siglo X V I I I , sobre c ó m o se llevaban a cabo los repartimientos en V i l l a de Valles la des-cribe el corregidor Francisco de Lazcano, en 1743, donde aseguraba que en "tiempos pasados" era el a l g o d ó n , hila-do, mantas y partidas de m u í a s l o que m á s comerciaban los i n d i o s y que al m o m e n t o de elaborar el i n f o r m e , o

Rela-ción Geográfica c o m o mejor la conocemos, era el p i l o n c i

-ciones estudiadas sobre quejas violentas en torno del repartimiento. U n o de los pocos que conocemos es el trabajo de DUCEY, "Viven sin ley n i rey", pp. 30-40 y del mismo autor A Nation, pp. 30-59, que men-ciona amotinamientos en Papantla a causa del repartimiento. PATCH, "Cultura, comunidad", pp. 146-169, sugiere que la rebelión de 1761 en Yucatán, encabezada por Jacinto Canek, no fue a causa del repartimiento, sino c o n t ó con otras causas como detonantes.

4 7 M A C H U C A , " E l impacto del repartimiento" y ESCOBAR OHMSTEDE, " E l

comercio", p. 98.

Para la región que nos ocupa y que veremos más adelante, A G N , Indios, vol. 57, exp. 104; A G N , Tierras, v o l . 2965, exp. 6; A G N ,

Alcabalas, vol. 33, exp. 8; A G N , Alcabalas, vol. 257, exp. 8, y A G N , Sub-delegados, c. 40, exp. 11.

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358 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A. F A G O A G A

lio del que se fabricaban "seis, siete m i l cargas cada a ñ o " .4 8 La preponderancia de la agricultura sobre una zona que ha sido considerada i m p o r t a n t e para la cría y comercializa-c i ó n de m u í a s , se antoja radicomercializa-cal; sin embargo, parecomercializa-ciera que los "ranchos" se m o v i e r o n de las tierras llanas y planas de la frontera de indios chichimecos hacia zonas al sur.4 9 Se e x p a n d i ó la agricultura i n d í g e n a , sobre t o d o el cultivo de la c a ñ a , en las zonas circundantes a las misiones de V i -lla de Valles y Valle del M a í z . Las tierras en la ú l t i m a , eran cultivadas con arado " l o que no se hace en las d e m á s partes desta Huasteca",5 0 o que las haciendas, c o m o la de San Ignacio del Buey que p r o d u c í a c a ñ a y que abarcaba gran-des extensiones de t e r r i t o r i o centrara su p r o d u c c i ó n en la e l a b o r a c i ó n de p i l o n c i l l o en su p r o p i o trapiche.5 1 T a m b i é n h a b r í a que considerar que la c o n s o l i d a c i ó n de las tierras de las haciendas fomentara que el ganado no cruzara p o r sus tierras.5 2

4 8 FAGOAGA HERNÁNDEZ, "Circuitos mercantiles", pp. 89-90 y A G I ,

Indiferente, leg. 108, f. 120.

« A G I , Indiferente, leg. 108, f. 120. La distinción entre los distintos t i -pos de "fronteras" se pueden analizar en ScHRÓTER, "La frontera", pp. 351-385. Para un estudio comparativo entre México y Bolivia, además de mostrar diferencias en las fronteras ecológicas y económicas, R A D ¬ DING, " F r o m the Counting House", pp. 57-82.

5 0 A G I , Indiferente, leg. 108, f. 115v.

5 1 GÓMEZ CAÑEDO, "La Sierra Gorda", p. 145. La extensión de las tie-rras de la hacienda y la importancia de la caña, MÁRQUEZ JARAMILLO y SÁNCHEZ UNZUETA, "Fraccionamiento", pp. 70-86 y MEADE, Historia de Valles, p. 5.3. La formación y consolidación de haciendas en la Huasteca potosina, AGUILAR-ROBLEDO, "Haciendas y condueñazgos", pp. 126¬ 131 y del mismo autor "Ganadería, tenencia de la tierra", pp. 5-34. 5 2 Estos casos se pueden ejemplificar con el trabajo de GARCÍA M A R -TÍNEZ, "Los caminos del ganado", pp. 13-29. La trashumancia en la

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, S I G L O X V I I I 359

E l o t r o caso corresponde a la planicie costera, cuando los i n d i o s de Temapache, j u r i s d i c c i ó n de H u a u c h i n a n g o , o b t u v i e r o n una licencia, en 1744, para fabricar a z ú c a r y panocha en sus trapiches, comercializar el p r o d u c t o con sus m u í a s , y de esta manera pagar las obvenciones p a r r o -quiales y los t r i b u t o s c o n las ventas y no c o n el p r o d u c t o , c o m o se l o exigían el alcalde m a y o r y el cura. L o interesan-te, es que si bien las autoridades exigían n o el dinero, sino el p i l o n c i l l o , los indios argumentaban que no p o r dedicar-se al comercio d e j a r í a n de hacer el r e p a r t i m i e n t o de vigías y g u í a s en los puntos de la costa que les c o r r e s p o n d í a n . D e esta manera c u m p l i r í a n con las dos formas de reparti-m i e n t o .5 3 A p a r t i r de este caso, l o que surge en la i n f o r m a -c i ó n , y que p a r e -c e r á ser una -constante en la segunda m i t a d del siglo X V I I I huasteco, es la p a r t i c i p a c i ó n de los curas y misioneros en el r e p a r t i m i e n t o , c o m p i t i e n d o ventajo-samente, p o r estar exentos de alcabala, con aquel que reali-zaban alcaldes mayores, subdelegados y comerciantes. D e esta manera, podemos considerar que en las Huastecas existieron dos repartimientos: el c i v i l y el eclesiástico.

A mediados del siglo X V I I I , la corona e s p a ñ o l a solicitó diversos informes a sus autoridades c o n el f i n de evaluar la pertinencia del r e p a r t i m i e n t o y q u é t i p o de m e r c a n c í a s eran utilizadas para éste en los diversos reinos que estaban bajo su d o m i n i o . Bajo esta premisa el alcalde m a y o r de Chicontepec y el c o r r e g i d o r de V i l l a de Valles respondier o n a la Real C é d u l a del 17 de j u l i o de 1751. L a i n f o respondier

-Huasteca potosina, A G U I L A R - R O B L E D O , "Ganadería, tenencia de la tierra", pp. 13-23.

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360 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A . F A G O A G A

m a c i ó n enviada tres y dos años d e s p u é s nos permite presen-tar ciertas c a r a c t e r í s t i c a s para el piedemonte veracruzano y la sierra y una parte de la planicie potosina. E n el caso de Chicontepec, se comentaba que los principales productos que se r e p a r t í a n eran las m u í a s , los machetes de campo (entre diez y doce reales), las tilmas (de diez reales a u n pe-so), los sombreros (de diez reales a u n peso) y el j a b ó n (de cinco onzas a diez reales). Los p r o d u c t o s se entregaban a los indios y éstos pagaban cuatro o seis meses d e s p u é s con el p r o d u c t o de las cosechas de a l g o d ó n y c a ñ a de a z ú c a r . La c o n v e r s i ó n de estos productos en mantas y p i l o n c i l l o , y su p o s t e r i o r venta en Pachuca, Tulancingo y A t o t o n i l c o , nos hace suponer que las siembras no se r e d u c í a n a " u n cuartillo y m e d i o de sembradura" de c a ñ a p o r t r i b u t a r i o . Respecto a Valles, el corregidor comentaba que a los i n -dios se les pagaba la carga de p i l o n c i l l o a tres pesos en ma¬ y o , j u n i o , j u l i o , agosto y septiembre, y se les adelantaban los meses de febrero, marzo y abril en cjue la v e n d í a n a cuatro. L o que se les daba a los i n d í g e n a s era p a ñ o de Q u e -r é t a -r o (cinco pesos la va-ra), f-razadas, somb-re-ros y mache¬ tes (tres pesos) y sal (tres pesos el a l m u d ) .5 4

E n 1790, el intendente de San L u i s P o t o s í , B r u n o D í a z de Salcedo, le i n f o r m ó al v i r r e y Revillagigedo que den-t r o de la P r o v i n c i a solamenden-te en el caso de V i l l a de Valles el c o r r e g i d o r " r e p a r t í a p i l o n c i l l o , y cobraba en esta es-pecie el t r i b u t o " , cosa que ya se le h a b í a p r o h i b i d o . E l corregidor r e c i b í a la carga a dos pesos y la v e n d í a a los co-merciantes y arrieros entre cinco y ocho pesos, s e g ú n el estado de la cosecha. Sin embargo, D í a z de Salcedo no

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, S I G L O X V I I I 361

t e n í a u n gran c o n o c i m i e n t o sobre este t i p o de comercio, ya que dos a ñ o s d e s p u é s v o l v i ó a responder que no se sa-b í a que se husa-biera realizado, cosa que rectificó unos días d e s p u é s al anexar una carta del subdelegado de V i l l a de Va-lles, J o s é Plasencia, quien comentaba en octubre de 1792 que en los tiempos de los corregidores h a c í a n ellos los repartimientos de p i l o n c i l l o a los pueblos pagando en oca¬ siones catorce, 16, 18 o 20 reales no en dinero, sino en co-mestibles o ropa. C o n la p r o h i b i c i ó n de la Ordenanza de Intendentes, f u e r o n los "vecinos pudientes" quienes c o n t i -n u a r o -n co-n el r e p a r t i m i e -n t o , y pagaro-n a los i-ndios de la misma manera que unos meses antes l o h a b í a hecho el corregidor, es decir, en ropa, semillas y en m u y contadas ocasiones en reales, pero que sin embargo, desde su recien-te ingreso c o m o subdelegado h a b í a logrado que los veci¬ nos dejaran de realizar usura y pagaran a tres pesos la carga, aunque n o especifica si el r e p a r t i m i e n t o dejó de f u n cionar, que p o r l o que p a r e c i ó no fue así, ya que a p r i n c i -pios del siglo X I X era el subdelegado q u i e n habilitaba reales a cambio de p i l o n c i l l o .5 5 U n a sumaria realizada al receptor de alcabalas de H u e h u e t l á n , en 1786, nos acerca al proceso de r e p a r t i m i e n t o . Todos los testigos coincidie¬ r o n oue la f o r m a en oue l o realizaba era, la siguiente: si los

5 5 A G I , México, leg. 1675 y FAGOAGA HERNÁNDEZ, "Circuitos mercan-tiles", p. 92. En las cuentas del subdelegado de Valles, de 1808 y 1809, se menciona que el piloncillo fue embodegado en la misión de San José del Valle del Maíz, y que posteriormente se vendió a la hacienda La Angos-tura, a vecinos de Riogrande, de Valle del Maíz, al Real de Guanamtos, al Real de Guanaseví, Guadalcázar, Alaqumes, la misión La Divina Pas-tora (que se encontraba en tierras de La Angostura) y en el pueblo de San Nicolás. A H E S L P , Intendencia, leg. 1810-11(3), exp. 3.

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3 6 2 A N T O N I O ESCOBAR Y R I C A R D O A. F A G O A G A

i n d í g e n a s t e n í a n a l g ú n apremio o para pagar la limosna, el bautizo, etc., Ignacio Torres les pagaba la carga de p i l o n c i -llo a dos pesos de fiado, pero con la c o n d i c i ó n de que se llevaran machetes, hachas, frazadas, f r i j o l , m a í z , sal, jicas o chile, t o d o a u n precio bastante alto ( u n a l m u d de f r i j o l que valía dos reales de plata lo daba a 20 reales de p i l o n c i -llo), y en dado caso que el deudor no le pagara en t i e m p o y forma le embargaba los bienes que t e n í a , de esta f o r m a el receptor ganaba de todas maneras.5 6 O t r o s ejemplos s e r í a n el de Felipe B a r r a g á n , d u e ñ o de grandes extensiones de tie¬ rras en las jurisdicciones de Villa de Valles y Rioverde, quien i n t e n t ó c o m p r a r p i l o n c i l l o , en 1789, a los indios de C o x c a t l á n , c o m o adelanto de su p r o d u c c i ó n . Inmediata-mente el corregidor, Salvador N a v a r r o , p i d i ó a su teniente M a n u e l Morales que repartiera dinero p o r t o d o lo p r o d u cido. Esto o b l i g ó a los indios a que "de noche y h u r t a d i -llas" vendieran su p i l ó n .5 7 Por o t r o lado, al administrador de alcabalas de V i l l a de Valles, J o s é de la Rosa, t a m b i é n co-nocido c o m o u n o "de los mayores comerciantes de sierra abajo", en 1786 se le acusaba de repartir g é n e r o s a los i n -dios y de rescatar m a í z y harina lo que dejaba a las plazas vacías, sin la presencia de "molangueros comerciantes de a pie" y arrieros. C o n la falta de m e r c a n c í a s los indios t e n í a n que a d q u i r i r t o d o lo que Rosas t e n í a en su poder. A d e m á s , el p i l o n c i l l o que lograba reunir lo enviaba a Valle del M a í z al c a p i t á n Francisco O r t i z de Zarate o a alguno de sus h i jos, para, cjue l o vendieran a m a y o r precio fuera de la j u r i s

-5 6 Se consideró que Torres incurrió en un "crimen de mayor gradua-ción", porque el repartimiento lo realizó cuando había epidemia y fuer-te escasez de semillas en la región. A G N , Alcabalas, vol. 3 3 , exp. 16. 5 7 V E L Á Z Q U E Z , Historia de San Luis Potosí, t. I I , p. 6 4 6 .

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INDÍGENAS Y COMERCIO EN LAS HUASTECAS, SIGLO X V I I I 363

d i c c i ó n sin tener que consultar a los recaudadores de alca-balas de los p u e b l o s .5 8

U n p r o d u c t o de alto valor comercial era el a l g o d ó n , en rama o ya manufacturado. E n algunos pueblos de las Huas-tecas se cultivaba, principalmente en la parte de la Huaste-ca hidalguense, el cual era financiado p o r los funcionarios e s p a ñ o l e s ; una parte era entregado en " b r u t o " y otra, las i n -d í g e n a s l o c o n v e r t í a n en fajas, mantas y fraza-das. A cambio de estos productos a los indios se les entregaban machetes, sal y j a b ó n , mientras que p o r los productos en b r u t o se les pagaba en efectivo.5 9 E n 1769, u n caso interesante fue cuando las i n d í g e n a s de A q u i s m ó n (Huasteca potosina) se quejaban de que el misionero O s t o l o z a les solicitaba c o m o parte de los servicios personales u n o v i l l o de h i l o c o n u n peso a p r o x i m a d o de u n cuarto de onza, el cual el cura i n -gresaba a las redes comerciales sin pagar la alcabala.

Productos importantes en el r e p a r t i m i e n t o eran el j a b ó n y la manteca, en este caso, p a r e c e r í a que eran los p á r r o c o s seculares quienes estaban m á s interesados en su comercia-l i z a c i ó n . Para comercia-la engorda de comercia-los cerdos y su c o n v e r s i ó n en j a b ó n y manteca, adelantaban dinero a los i n d í g e n a s , quie-nes d e s p u é s t a m b i é n t e n í a n que transportar los productos a la ciudad de M é x i c o o Puebla, sin p a g á r s e l e s m u c h o m á s de l o pactado c o n a n t e r i o r i d a d .6 0 A esta f o r m a de r e p a r t i

-5 8 A G N , Alcabalas, vol. 33, exp. 14, ff. 350-399. N o se especifican exac-tamente los lugares en el documento, pero se enviaba a Guadalcázar, San Luis P o t o s í y Zacatecas.

5 9 A G N , Tierras, vol. 2859, exp. 4. Véase también, GoRTARI, Pueblos

indios, pp. 140-145.

6 0 A G N , Tierras, v o l . 2832, exp. 7. A fines de la década de los ochenta los alcaldes mayores de Huauchinango, Huejutla y Chicontepec

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men-364 A N T O N I O ESCOBAR Y RICARDO A. FAGOAGA

miento eclesiástico, h a b r í a que agregarle el que h a c í a n los misioneros de la Huasteca potosina, quienes le adelanta-ban dinero a los i n d í g e n a s p o r el p i l ó n . Posteriormente, y en vista de que no pagaban alcabala, la v e n d í a n a los arrie-ros y a A n t o n i o M i g u e l B a r r a g á n , comerciante y hacenda-do de V i l l a del M a í z . O t r a manera, es que solicitaban que las obvenciones parroquiales se las pagaran c o n p i l o n c i -l -l o ,6 1 el que r e c i b í a n a u n precio inferior del que existía en el mercado, y d e s p u é s se l o entregaban a los arrieros, quie-nes posteriormente l o v e n d í a n , t o d o esto sin considerar el pago de 6% de alcabala. U n caso interesante fue el que se dio en 1787, cuando el cura de Yahualica, J o s é A n g u l o Bustamante, m a n d ó 24 m u í a s cargadas c o n manteca a la ciudad de M é x i c o , que regresaron con harina; una parte se d e s c a r g ó en el pueblo de H u a z a l i n g o y el resto se trans-p o r t ó a H u e j u t l a , trans-p o r m e d i o de cargadores i n d i o s .6 2

E l sistema eclesiástico ocasionaba, de manera semejante al c i v i l , la h u i d a de los i n d í g e n a s a los montes, al no poder cubrir los correspondientes pagos.6 3 D e esta manera, no solamente se enfrentaban al r e p a r t i m i e n t o de los f u n c i o

-cionaban que no existía una "cría formal" de cerdos en sus respectivas jurisdicciones, pero que se criaban en algunos ranchos y casas de las cabeceras. Los tres insistían en que las mujeres convertían el cerdo en manteca y en algunos casos en jabón, y que se pagaba en los tres proce-sos la correspondiente alcabala. Véanse los tres oficios dirigidos al administrador de alcabalas en la ciudad de México, en A G N , Alcabalas,

vol. 201, ff. 27, 40 y 137.

6 1 En 1792, seis parroquias de la Huasteca potosina obtuvieron, como pago de obvenciones, 300 cargas de piloncillo con un valor de 1 350 pe-sos. FAGOAGA HERNÁNDEZ, "Circuitos mercantiles", p. 101.

6 2 A G N , Tierras, vol. 2832, exp. 7.

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I N D Í G E N A S Y C O M E R C I O E N LAS HUASTECAS, S I G L O X V I I I 365

narios civiles, sino t a m b i é n al eclesiástico. L a alianza y a veces competencia entre los curas-misioneros y los funcio-narios civiles arroja i n f o r m a c i ó n que es interesante. E n 1778, el padre custodio de las misiones de Tampico, informaba que el corregidor de Valles realizaba intenso repartimiento en varias misiones (Tancuayalab, Tamapache, Tamitas, T a m -pasquid, Tanlajás y H u e h u e t l á n ) , así como en los pueblos T a m p a c á n , Chapulhuacan, X a l t o c a n , Tamazunchale, M a -tlapa, Tanchanaco, A q u i s m ó n , C o x c a t l á n , A x t l a y San A n t o n i o , donde el p i l o n c i l l o era el p r o d u c t o b á s i c o que se o b t e n í a . Esto no evita considerar el papel que t u v i e r o n los arrieros i n d í g e n a s y mestizos en el i n t e r c a m b i o de mer¬ c a n c í a s , quienes t r a n s p o r t a b a n p r o d u c t o s de y hacia las Huastecas de Puebla, A t o t o n i l c o , Tianguistengo, Tampico, T u x p a n y San L u i s P o t o s í .

E n el caso del ganado, si retomamos el i n f o r m e del alcalde m a y o r de Chicontepec de 1754, éste mencionaba que el r e p a r t i m i e n t o de m u í a s "hacia m u c h o t i e m p o no se h a c í a " , pero que con doscientos o trescientos animales se c u b r í a n los requerimientos de todos los pueblos. Las d i -ficultades para el r e p a r t i m i e n t o de m u í a s se d e b í a a que se daban a 25 pesos p o r u n a ñ o , pero que en la m a y o r í a de los casos el costo se saldaba hasta d e s p u é s de dos; a d e m á s , en la j u r i s d i c c i ó n e x i s t í a n tres haciendas que las criaban y las v e n d í a n entre quince y 16 pesos.6 4 E l r e p a r t i m i e n t o de ga-nado t u v o c o n t i n u i d a d a pesar de su p r o h i b i c i ó n legal, ya

6 4 A G N , Subdelegados, c. 34, exp. 51, ff. 383-385 y A G N ,

Alcaba-las, vol. 33, exp. 16. Es posible que los dueños de estas propiedades se dedicaran al repartimiento de muías más allá de los límites de las Huas-tecas, como Tulancingo y Atotonilco el Grande. A G N , Alcabalas,

Referencias

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