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Noches sin la Tita

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Academic year: 2020

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(1)

Noches sin la Tita

^ Nestor Ponce

Los vampiros eran la mano tendida, los montes seguros, el despertarse

ni bien caia el sol sin necesidad de reloj previamente preparado o sacudones, abriendo

los ojos bruscamente, despegando los parpados con un suave chasquido de pestanas.

L a

mullida paz de los sarcofagos en un sotano,

con antorchas encendidas

E

ra tan chico, tan chico c u a n d o m e puse a a m a r l o c a m e n t e el o r d e n , q u e el d e s c u b r i m i e n t o de los v a m p i r o s f u e c o m o u n b a l s a m o p a r a mis inci-pientes colmillos. Desde la o s c u r i d a d mas incierta, en esas n o c h e s de f r i o y niebla, b u s c a b a ansioso f o r m a s de equilibrio en la b r u m a . Las lentas senales n o tarda-ron en llegar. Alii d o n d e a l g u n o s se d e s c o m p a g i n a b a n de m i e d o , en esos a n d u r r i a l e s al q u e otros ni siquiera osaban asomarse, alii e n c o n t r a b a yo u n a respuesta a todos los b o c h o r n o s de la vida cotidiana.

T o d o e m p e z o con el p r o b l e m a del m u n d o y de las cosas. Era asf de alto y ya me p l a n t e a b a n d u d a s las pa-labras: £por q u e el p e r r o se llamaba "perro" y n o - n o d i g a m o s gato, no, m u y f a c i l - "alcantazara"? Mientras los ninos de mi edacl j u g a b a n en el p a r q u e , t r e p a b a n impavidas escaleras de t o b o g a n e s , se m a r e a b a n en calesitas, p e g a b a n chicles c u a n d o n o otras cosas aba-j o del pupitre, yo m e d e d i c a b a a observar desde un

b a n c o a los alcantazaras retozando. C u a n d o a l g u n o se acercaba m o v i e n d o la cola cautelosa, lo hacfa e n t r a r en c o n f i a n z a , lo acariciaba, q u e l i n d o alcantazara q u e sos, le decia, pese a los g r u n i d o s .

Llego el dia, y a h i si q u e m e e n t r o el m i e d o de verdad, en el q u e el m u n d o se m e a n u n c i a b a b a j o la espesa capa de u n diccionario: le habia e n c o n t r a d o a casi t o d a s las cosas a n i m a d a s e i n a n i m a d a s u n ter-m i n o d i f e r e n t e con el q u e se las d e s i g n a b a en la rea-lidad, e i n d e f e c t i b l e m e n t e se t r a t a b a de u n a p a l a b r a mas c o m p l e t a y sugerente. Los helados de chocolate e r a n "los zapoltos de pirriga", u n a maestra, "una cats-ha", el ombligo, "la prosiperia", la Coca-Cola, "el vol-vo-ra". Al llegar a ese bmite, a esa f r o n t e r a , y c u a n d o m e a p r e s t a b a a b a u t i z a r con u n vocablo distinto a los verbos, j u s t o en ese instante, surgio c o m o u n a

eviden-cia el e n t r a h a b l e esqueleto d e la o s c u r i d a d . Y d e n t r o de la o s c u r i d a d , en su m i s m o seno, en la h u m e d a y caliginosa complicidad d e las tinieblas, las c r i a t u r a s n o c t u r n a s f u e r o n p a r a m i las g u f a s y el d e s t i n o traza-do p a r a d e s c i f r a r el desfile d e la g r a m a t i c a universal.

(2)

Carlos Apango: Tejedora depesadillas

el d e s p e r t a r s e ni bien cai'a el sol sin necesidad de reloj p r e v i a m e n t e p r e p a r a d o o sacudones, a b r i e n d o los ojos b r u s c a m e n t e , d e s p e g a n d o los p a r p a d o s con u n suave c h a s q u i d o de pestanas. La mullida paz de los sarcofa-gos en u n sotano, con a n t o r c b a s e n c e n d i d a s a a m b o s lados y u n hilo de c o r r i e n t e de aire q u e a g i t a b a n las llamas. U n a c l a r i d a d tenue, a p a g a d a , p a r s i m o n i o s a , q u e se d e s d i b u j a b a en los i n t e r m i n a b l e s pasillos de la-b e r i n t o s en los q u e yo siempre e n c o n t r a la-b a el c e n t r a .

Asi tan p a n c h o , adherf de lleno al v a m p i r i s m o e bice de tal a d h e s i o n mi f r a n c o secreto. E m p e c e p o r no e x p o n e r m e m u c h o a la luz solar hasta q u e u n dfa mi m a m a m e dijo n e n e q u e palido estas. El m e d i c o se alzo de h o m b r o s y le c o m e n t o m i e n t r a s le coma b i e n . . . Despues m e crecieron las ojeras y m e bice u l t i m o de la n e g r u r a , p e r o n a d i e s o s p e c h a b a de la luz i n t e r i o r q u e a l u m b r a b a mi s e g u r i d a d m i e n t r a s m e acostaba a b a j o de la c a m a envuelto en u n a bolsa de d o r m i r . Pase del s u b t e r f u g i o a la calma s u b t e r r a n e a , del r e p e t i d o lfo m e d i o a m b i e n t a l a la t r a n s p a r e n c i a de los globulos.

A los doce anos y tres meses tuve mi p r i m e r a novia. Q u e e m o t i o n c u a n d o r e c u e r d o su p r i m e r corte de fndice. Estaba en la cocina de su casa y pelaba u n a m a n

-zana, d e s o b e d e c i e n d o a la m a d r e q u e le decfa n e n a tene c u i d a d o q u e te vas a cortar, c u a n d o sobrevino el h e c h o : la h o j a del cuchillo resbalo a n t e la resistencia de la f r u t a , p a t i n o hasta clavar su haz en la yema de la deliciosa e x t r e m i d a d . La vision d e la s a n g r e f u e u n carnaval dichoso, u n a q u e l a r r e d e e s p u m a y p e t a r d o s . Espera n o te laves, a t i n e a decir b r u s c a m e n t e . Y c o m o Tita se q u e d o p a s m a d a a n t e mi i n t e r r u p t i o n , a c e r q u e mis labios al ansiaclo f r u t o y c h u p e con deleite ese nec-tar b i e n h e c h o r . N a d a se p o d i a c o i n p a r a r al espesor salado de la sangre. N a d a . N i n g u n p e r f u m e ni n i n g u n color. N i n g u n r e c u e r d o ni p a l a b r a inventada. Me di c u e n t a entonces q u e la s a n g r e e r a la sangre, p o r los siglos d e los siglos y q u e yo a m a b a d e f i n i t i v a m e n t e la dicha q u e m e b r i n d a b a la clave secreta de su gusto.

Y m i e n t r a s otras parejitas se p a s e a b a n de la m a n o p o r p a r q u e s y j a r d i n e s , a v a n z a b a n sin m i r a r d o n d e p o n f a n los pies, convencidas d e la i n m o r t a l i d a d , o lami'an helados en los b a n c o s de los espacios ptibli-cos, Tita y yo elegimos el e n c i e r r o . En fin, es u n de-cir, p o r q u e de h e c h o nos s e n t a b a m o s en el d e s p a c h o q u e d a b a a la cocina, d o n d e la m a d r e lefa f u m a n d o y t o m a n d o mate, s u b r a y a n d o libros y s a c a n d o a p u n t e s en c u a d e r n o s q u e llenaba con letra d i m i n u t a . A veces la m a m a se atrasaba e n el t r a b a j o en la f a c u l t a d y yo tocaba t i m b r e y la Tita m e abrfa, se rascaba la nariz y m e decfa n o te p u e d o a b r i r p o r q u e estoy sola. Enton-ces h a b l a b a m o s u n ratito y si la s e n o r a n o llegaba yo m e d a b a m e d i a vuelta m a n z a n a p a r a h a c e r tiempo, deshacfa los pasos a n d a d o s y volvfa a tocar timbre, an-siando q u e mi a m i g a m e d i j e r a a h o r a sf p o d e s .

Al f o n d o de u n pasillo estaba la h a b i t a t i o n d e la Tita, q u e era la q u e yo s o n a b a t e n e r : de p a r e d e s largas y algo d e s c o n c h a d a s , pisos de m a d e r a t e r c i a d a q u e se q u e j a b a n d o n d e no h a b f a a l f o m b r a s y sobre t o d o ima-genes, fotos a l r e d e d o r del escritorio, fotos d e n o c h e s de luna llena, d i b u j o s de lobos con ojos rojizos, tapices m u r a l e s en f o r m a de tela d e a r a n a y m i n i a t u r a s de es-c a r a b a j o s y sapitos en los estantes. H a b f a e n es-c o n t r a d o u n a l m a gemela, q u e m e h a b l a b a con e n s u e n o d e u n a c a b a n a en la estancia del tfo en la provincia, alia p o r el sur, d o n d e se caen los lfmites, u n a c a b a n a al fin de u n a huella t o r t u o s a q u e ya n o e r a c a m i n o , r o d e a d a p o r u n r o t u n d o b o s q u e d e m a t o r r a l e s espinosos. U n a cabaiia perdicla, c o n o c i d a solo e n a l g u n c o n f f n d e la m e m o r i a , sin a g u a ni c o r r i e n t e electrica, con piso de p i n o y coil u n a v e n t a n a q u e se c h o c a b a con el e n c i e r r o del m o n t e .

(3)

te-las de ararias q u e caian a j i r o n e s b a j o el peso del pol-vo. Ya entonces vestia t o d o de negro. En fin, c u a n d o p o d i a , p o r q u e mi m a m a se p o n f a nerviosa y le agarra-ba el dolor de cabeza y p a p a llegaagarra-ba del traagarra-bajo, m e m i r a b a severo y m e decia eso de n e n e m i r a c o m o se h a puesto tu m a d r e p o r tu culpa.

La n e g r u r a de mis ropajes c o n t r a s t a b a con la pali-dez de mi cutis, con las ojeras q u e a b r a z a b a n mis par-pados, con mis labios m o r a d o s y finos, mi lacio pelo p e g a d o al c r a n e o . En el f o n d o , n o e r a t a n distinto a los chicos de mi e d a d q u e a b r u m a b a n a las m a d r e s con sus travesuras, los p a n t a l o n e s rotos, las u h a s te-rrosas. Yo la e n l o q u e c f a p e r o a mi m a n e r a , mas solita-ria y s e g u r a m e n t e mas desafiante. Volvia de la escuela, liquidaba los d e b e r e s y en vez de ir a jugar a la pelota con los pibes del b a r r i o corria a lo de Tita, d o n d e m e e s p e r a b a n p r o m e s a s de c a b a n a s sordidas, aullidos de p e r r o s misteriosos, h i e n a s de l e n g u a s azules, intermi-nables viajes p o r c a r r e t e r a s ocultas tras las cortinas de lluvia y la queja de los vientos impiadosos.

Hasta q u e sobrevino la catastrofe y los p a d r e s se m u d a r o n del b a r r i o . P r i m e r o n a d i e sabia a d o n d e , ella ni t i e m p o tuvo de g a r a b a t e a r m e a l g u n a cartita y la casa q u e d o c e r r a d a con c a n d a d o s y con u n a placa de m a d e r a atravesada en la p u e r t a . H u b i e r a q u e r i d o entrar, h u r g a r en las habitaciones, con la s e g u r i d a d de e n c o n t r a r la clave de u n m e n s a j e r a s g a d o con u n a u n a complice en u n a raya de la p a r e d , u n a m a n c h a de tinta verde en la p a t a de liebre q u e escondia en u n a c a n a s t a de m i m b r e llena de j u g u e t e s viejos, el eco de u n grito a r r u g a d o en el a n g u l o de u n corredor. Fue e n t o n c e s c u a n d o decidi volver a la n o r m a l i d a d , o, m e j o r dicho, simular q u e volvia a la n o r m a l i d a d p a r a regocijo de mis p a d r e s y t a m b i e n del medico, q u e era un tipo paciente q u e siempre le r e s p o n d i a usted no se p r e o c u p e s e n o r a m i e n t r a s se ajustaba los anteojos de m a r c o de carey .

Desde entonces m e d e d i q u e a e s t u d i a r sin desma-yos, pase r a u d a m e n t e el e x a m e n de ingreso y r e n d i dos anos libres. En la r a d i o c a n t a b a Charles Aznavour y en la tele bailoteaba Nicolino Locche. A los dieciseis era bachiller y antes de los veinte tenia mi titulo de abogado. Mi m a d r e estaba e m b e l e s a d a , j u n t a b a las m a n o s , sonreia con c a n d o r c u a n d o m e p r e s e n t a b a a las amigas q u e s o r b i a n el te y m a s t i c a b a n c o m o rato-nes las criollitas Bagley y m i p a p a a p e n a s cabia en el traje de orgullo.

Con la excusa de q u e p r e f e r i a los h o r a r i o s n o c t u r -nos p a r a el estudio, m e f u i a p o d e r a n d o d e territorios de hospitalidad y silencio. F o r m a s de expresarse: n o era silencio en realidad, t o d o lo c o n t r a r i o . La paleta de la t a r d i a p a r t i l u r a s o n o r a s u p e r o t o d a s mis expec-tativas. I n f i m o s crujidos q u e d e l a t a b a n la presencia acuciante de las a n t e n a s de las c u c a r a c b a s , el aleteo

Carlos Apango: Venus silente

de los m o s q u i t o s z u m b a n d o en busca d e su alimento, respiraciones avidas q u e caian c o m o c u c h a r a d a de ja-r a b e m i e n t ja-r a s el ja-resto de la c i u d a d d e s c a n s a b a . A b ja-r i a la v e n t a n a del c u a r t o y la l u n a e r a u n p a r p a d o ansio-so, respiraba la h u m e d a d y la b r u m a , los l a d r i d o s de los p e r r o s e r r a n t e s q u e b u s c a b a n el a l m a gemela. La n o c h e e c h a b a p a n t a l l a z o s de tinta sobre los c o n t o r n o s de las viviendas y los arboles. El m u n d o e r a u n con-t i n u o d e s c u b r i m i e n con-t o , el d e s e s p e r a n con-t e p a con-t a l e o de la vida y la m u e r t e , del r e c u e r d o y del olvido.

(4)

Mi dormitorio se hallaba al fondo de todo,

con prolongadas paredes gelidas,

tapizadas de amarillo. Focos en forma de antorcha culminaban

apli-ques de aves gigantescas. Patas de unas negras se apoyaban en los

muros,

hendton la lento consistencia de los tapizados y los ojos metalicos reran a la

noche y a los elementos.

f u e r a u n a chica, o u n a senorita, p o r q u e haci'a ya casi o c h o anos q u e h a b f a d e s a p a r e c i d o del b a r r i o y q u e los padres h a b i a n d i c h o - p a r e c e - Mexico, y tal vez n a d i e la g u a r d a r a e n t r e sus r e c u e r d o s . Yo, en cierta f o r m a , la envidiaba, n o era c o m o mi familia, o los a l m a c e n e r o s , el farmaceutico, la vecina de al lado y los gallegos de la o t r a c u a d r a , q u e en t o d o ese t i e m p o no se h a b i a n movido y s e g u f a n allf y p a s a b a n p o r la p u e r t a de casa, b u e n o s dias b u e n a s tardes, c o m o q u i e n n o quiere la cosa. Ella estaba ahi, p a r a siempre, a mi lado.

No tenia n i n g u n amigo, ni los precisaba. Mi com-parifa era la m u l t i t u d de seres de la n o c h e , la rnusica

heavy y metal de los Darkness, la voz de Morrison, los p o e m a s de Byron y los r o m a n t i c o s ingleses, los gra-bados de Goya, las cajas de m a d e r a de t r e p a q u e yo mismo encolaba y p i n t a b a . C o n ellos h a b l a b a y n o m e alcanzaba el t i e m p o p a r a a c o m o d a r la mesa q u e ya mis p a d r e s e s t a b a n de regreso.

A la f a c u l t a d , de traje, p e r o c u a n d o llegaba a mi cuarto, u n a pieza de largas p a r e d e s d e s c o n c h a d a s de las q u e p e n d f a n instalaciones en f o r m a de murciela-go, c u a d r o s d e Cuervos y posters de los Darknessy Metal Black; c u a n d o llegaba a mi c u a r t o me p o n i a u n a am-plia camisa n e g r a con dibujos plateados, m e calzaba anillos en todos y cada u n o de los d e d o s de la m a n o , sortijas de plata en f o r m a de cabezas de aves con pi-cos agudos, p u n a l e s , calaveras y ratas. En ese c u a r t o cerrado, lejos de los r u i d o s sordos de la calle, e n t r a b a u n universo con gotas de lluvia y c u e n t a s de luz. Ha-bfa u n a p a r a t o de tele sobre u n a mesita y la coleccion de videos de vampiros se a l i n e a b a en los estantes. Te-nia p o r supuesto las versiones de M u r n a u , Malford, Browning, la serie de Fisher, Jesus Franco, Yamamoto, Robbe-Grillet, Polanksi, C o p p o l a , p e r o t a m b i e n rare-zas tales c o m o las joyitas de M e h m e t M u t h a r o Ingvar C. Oes. Me f a l t a b a n a l g u n a s cintas, y m i e n t r a s las bus-caba en casas de a n t i g i i e d a d e s y locales especializa-dos pase la oposicion p a r a e n t r a r en el m i n i s t e r i o y o b t e n e r lo q u e p e r s e g u f a desde q u e decidf estudiar: la i n d e p e n d e n c i a e c o n o m i c a .

Pase p o r supuesto la oposicion sin mayor proble-ma y, ante la tristeza orgullosa de mis padres, e n t r e en el m i n i s t e r i o en la capital. H a c f a anos q u e n o m e

e x p o n f a t a n t o al sol, p e r o los r e s u l t a d o s de los tramites en las polvorientas oficinas de Paseo Colon f u e -ron excelentes: obtuve u n p u e s t o en u n a d e p e n d e n c i a q u e se encontraba en u n barrio excentrado, election que m u c h o n o e n t e n d i o el j e f e q u e m e h a b f a recibido con u n a sonrisa e n g o m i n a d a tras su escritorio, usted u n m u c h a c h o t a n b r i l l a n t e e n c e r r a r s e en esa d e l e g a t i o n p e r d i d a y sin perspectivas de p r o g r e s o .

Alquile u n a casona a n t i g u a en el b a r r i o de Villa Crespo, al f o n d o d e u n a calle c o r t a d a y cumplf reli-g i o s a m e n t e con mis h o r a r i o s de siete a q u i n c e . A h o r a , la t a r d e y sobre t o d o la n o c h e e r a n mfas. Llegaba, co-mfa f r u g a l m e n t e y m e acostaba a d o r m i r . Me h a b i t u e a d e s p e r t a r m e con los p r i m e r o s lengiietazos de la os-c u r i d a d . La os-casona era s o m b r f a , r o d e a d a d e pinos y alerces. H a b f a t a m b i e n u n o m b u y ligustrinas d e t r a s de las rejas oxidadas. U n a vez p o r mes p a s a b a u n viejo sin dientes a c o r t a r el p a s t o y a levantar las hojas y las p i n o c h a s . U n a escalera de m a r m o l p a r t i d o c o n d u c f a a la p u e r t a cancel, q u e a l g u n a vez h a b f a sido verde. En la p l a n t a baja se h a l l a b a n el c o m e d o r , la cocina y u n a salita. Pocos muebles h a b f a , p e r o en el c o m e d o r p u s e u n a mesa de c e d r o p a r a veinte p e r s o n a s , q u e e n c o n t r e en u n r e m a t e , y u n oleo c u a r t e a d o p o r el t i e m p o , con u n a m u j e r d e r o s t r o ovalado y m i r a d a p e r d i d a . A r r i b a estaban los c u a r t o s . V i n i e r o n obreros, e m p a p e l a r o n , p i n t a r o n . Traje m u e b l e s nuevos. T o d o muy claro, lu-minoso. C u a n d o v e n f a n mis p a d r e s , la a r m o n f a e r a s o n r i e n t e y cristalina. Lo m f o e r a el sotano. U n a pieza cavernosa y u n a p u e r t a oculta tras u n a r m a r i o des-c u a j e r i n g a d o Servian de p a n t a l l a . Y d e t r a s estaba mi antro, mi templo, mi hogar. H a b f a u n c u a r t o p a r a los libros, o t r o p a r a los videos, u n o p a r a las cajas d e acajti y de m a d e r a de hilo, o t r o p a r a las j a u l a s d e ratas. Mu-chas habitaciones e s t a b a n a c o l c h a d a s d e b o r r a v i n o , o era el efecto d e los focos rojizos q u e p r o d u c f a n tonos envolventes y t o r n a s o l a d o s q u e se d e s p r e n d f a n d e las telas sedientas y c i r c u l a b a n e n t r e los objetos.

(5)

tapiza-dos y los ojos metalicos reian a la n o c h e y a los elemen-tos. En el c e n t r a del piso de tierra, e n t r e los inciensos y los olores turbios, e n t r e los c a n d e l a b r o s de e b a n o c h o r r e a d o s de sebo, se alzaba sobre u n pedestal el cajon de roble labrado, con suaves s a b a n a s de seda y colchas matelassee b o r d a d a s con flores de m u e r d a g o . A l b m e r e p o s a b a cada t a r d e ; la tapa del cajon se desli-zaba suavemente desde el i n t e r i o r y el sonido mecani-co del cierre era u n a s i n f o n i a en mis oidos. Del c u a r t o vecino m e llegaban los chillidos c o m p u n g i d o s de las ratas, la r e s p i r a t i o n e n t r e c o r t a d a de los q u e agoniza-b a n en la ciudad, oia caer las agoniza-baagoniza-bas de las a l i m a n a s q u e se d e s e s p e r a b a n a n t e la p u t r e f a c t i o n .

T o d o se p u d r i a , y del h e d o r p u n z a n t e de las he-ces, de la liquidez t u r b i a de los orines descompuestos, de alii m e e r g u f a yo p a r a festejar el m u n d o .

En u n a de mis e x p e d i c i o n e s p o r la p l a n t a alta, e n c o n t r e u n a p u e r t a disimulada en u n trastero. U n a escalera e s t r e c h a se desovillaba y c u l m i n a b a en u n mi-n a r e t e de p i z a r r a comi-n u mi-n a a mi-n t e mi-n a metalica. D e s c u b r i q u e u n a d e las tejas e r a movible y que, en p u n t a s de pie, se p o d i a observar la calle y los t e c h a d o s del ve-cindario. Era u n a b u e n a t o r r e de vigilancia, p e r o lo mio era el sotano. En la p a r e d de mi c u a r t o , f r e n t e al cajon, coloque u n a repisa de m a r m o l con arabescos b o r d o . Alii deposite la cajita de m a d e r a con mi tesoro de la infancia. A b r i a los ojos, d e s p e r t a b a b a r r i d o p o r la o s c u r i d a d que, p r i m e r o con pereza, luego a la ca-rrera, iba i n v a d i e n d o espacios y objetos, y sabia q u e la secreta u r n a estaba alii, c o m o el relicario de u n a prin-cesa de las tinieblas q u e en c u a l q u i e r m o m e n t o iba a e n c e n d e r la n o c h e con su b r a m i d o de jiibilo.

En u n a ocasion, envuelto en u n a capa, decidi visi-tar cierto local de videos q u e m e parecia h a b e r entre-visto en u n callejon. El lugar se e n c o n t r a b a al d o b l a r la e s q u i n a de u n a vereda angosta, a b r u m a d a p o r las sombras de los parafsos y r e v e n t a d a p o r las raices q u e p u g n a b a n p o r sobresalir. La p u e r t a e r a p e q u e h a y ha-bia q u e b a j a r tres escalones p a r a acceder al a g u j e r o . En el interior, los p r i m e r o s pasos e r a n dificiles, algo confusos, a t e n u a d o s p o r la aspereza d e u n tapiz q u e no p o d i a disimular la i r r e g u l a r i d a d del suelo. Las pa-redes estaban ocultas hasta el techo p o r tablas de ma-dera de doce p u l g a d a s en las q u e se a l i n e a b a n cajas de cintas, pilas de periodicos viejos, libros inusuales, polvo y cadaveres de polillas y m o s c a r d o n e s desecha-dos p o r los a r a c n i d o s . B a j a n d o otros desecha-dos p e l d a h o s se accedia a o t r a pieza, con la m i s m a g e o m e t r i a de estan-tes, la t e r q u e d a d del t o r p e olor a r a n c i o y la certeza inapelable de no saber de d o n d e provenfa la luz.

- ( B u s c a algo?

La voz vino de u n rincon, se astillo c o n t r a el silen-cio. Oia la s a n g r e p e g a n d o m e en los t i m p a n o s , el re-voltijo de g r u m o s y liquidos g o t e a n d o de las jeringas.

Me 01 p r e g u n t a r p o r la pelicula de Federico Mendez de 1957, con C a r m e n M o n t e j o en el p a p e l de la m u j e r v a m p i r o . El tipo se levanto a p o y a n d o en la mesa las m a n o s d e f o r m a d a s p o r a l g u n a alergia. Era m u y alto, j o r o b a d o , con el sucio p e l o escaso muy largo, de u n gris p e r c u d i d o , cayendo sobre el traje oscuro, los co-dos gastaco-dos.

- A s i q u e u n coleccionista en busca de u n a joyita...

Avanzo con m o v i m i e n t o s d u d o s o s hacia la biblio-teca, c o m o a g a r r a n d o s e al aire. Su r e s p i r a t i o n se mez-claba con los c h a s q u i d o s de la saliva en la boca, el aire se le e n t r e c o r t a b a , soltaba silabas i n c o m p l e t a s q u e ras-g u n a b a n la clai idad de p e r ras-g a m i n o .

- F i j a t e en el e s t a n t e aquel, q u e r i d o .

Me sobresalto el c o m e n t a r i o d e la vieja e n a n a . No la h a b i a visto a p o y a d a en u n a escalera plegable, de m a d e r a rustica. La i n g r a t i t u d de las a r r u g a s le des-m o r o n a b a las des-mejillas y los c o n t o r n o s de la boca, le tiraba la cara hacia la tierra. El g i g a n t e se movio a u n con mas t o r p e z a , aplasto sus z a p a t o n e s gastados sobre el mosaico i r r e g u l a r . C a m i n o c h u p a n d o s e las encfas, e n j u a g a n d o s e la l e n g u a de a l g u n s a b o r a c r e y a n t i g u o . No m e m i r a b a , p e r o los ojos de la vieja s e g u f a n mis gestos con ansia y cierta f o r m a d e a g r a d e c i m i e n t o .

- U s t e d a n d a d e t r a s d e u n tesoro p r e c i a d o . Las cintas de M e n d e z n u n c a f u e r o n r e p r o d u c i d a s p a r a el comercio. Las copias q u e existen b a n sido o b r a de, di-gamos, a f i c i o n a d o s . . .

Dejo la f r a s e c o l g a n d o , e s t i r a n d o s e c o m o u n a gata n e g r a en u n paisaje de gris nevado, d o n d e se a p l a s t a b a n e n la m i s m a masa i n f o r m e el cielo cubier-to y la tierra. A n d u v o h u r g a n d o u n o s instantes con u n a u n a c a n s a d a e n t r e los videos. Recorria el estante - o lo d i s i m u l a b a muy b i e n - m o v i e n d o n e g a t i v a m e n t e la cabeza.

- N o - c o n c l u y o - No la tengo. Pero volve la sema-n a q u e viesema-ne. Voy a ver si te la p u e d o cosema-nseguir.

La e n a n a m e m i r a b a a h o r a m e d i o divertida. Me c r u c e la capa sobre el h o m b r o y m e d i r i g i a la salida despues de saludar. El r e n g o m e alcanzo c u a n d o abria la p u e r t a . Mire hacia el suelo y n o t e q u e los p a n t a l o -nes amplios le d i s i m u l a b a n la suela c o m p e n s a d a de diez c e n t i m e t r o s . El aliento siseaba, e r a de tabaco vie-j o y uvas d e s c o m p u e s t a s :

-Yo te consigo la cinta, p e r o eso si: ni s o n a r con l'nfulas de v a m p i r o , pibe. Ni sonar.

Me lo dijo muy serio, a p u n t a n d o m e con 1111 d e d o tembloroso, p e r o e n s e g u i d a la risa le t r a g o el rictus y dejo ver u n o s d i e n t e s filosos, m a n c h a d o s de sarro. A b r i la p u e r t a r a p i d a m e n t e y m e precipite a la calle.

- T e e s p e r a m o s , m u c h a c h o . No lo tomes mal jEra u n chiste! - a l c a n z o a g r i t a r m e .

(6)

uan Ortiz: Domador de Giganliferos

Doble la e s q u i n a .

La capa colgaba a lo largo del c u e r p o .

Los brazos se a b a n d o n a b a n siguiendo el r i t m o en-t r e c o r en-t a d o de mis pasos.

Un chico q u e venia t i r o n e a d o de la m a n o de u n a m u j e r p o c o p i n t a d a m e m i r o raro.

Casi no h a b f a trafico.

Me apoye c o n t r a u n a reja p a r a t o m a r aire. Nadie m e segufa.

Entre en mi casa y m e e c h e en la c a m a sin encen-der la luz.

Me d e s p e r t e con la cabeza z u m b a n d o . Tiritaba. El piso estaba helado, u n a claridad a g r i a r e p t a b a p o r las piezas. T a r d e en c o m p r e n d e r q u e g o l p e a b a n a la puer-ta. El reloj m a r c a b a las cinco. No sabfa si d e la m a n a n a o de la tarde. Me a c e r q u e de puntillas a la p u e r t a y espie p o r el visor: u n a m u j e r estaba de espaldas, al pie de los p e l d a n o s de m a r m o l , el rostro hacia las rejas y mas alia la calle. Se dio vuelta r e p e n t i n a m e n t e y sus ojos m e e s p a n t a r o n . Me a p a r t e con b r u s q u e d a d y al d a r m e vuelta mi c u e r p o c h o c o c o n t r a la p u e r t a . Pasa-ron u n o s s e g u n d o s y volvio a r e t u m b a r la insistencia de los golpes. No se p o r que, q u e impulso irresistible m e llevo a abrir. T a r d e u n o s s e g u n d o s en reconocerla: era u n a c o m p a n e r a de trabajo, la boca e n t r e a b i e r t a y la m i r a d a de sorpresa.

Estaba descalzo y hacfa f r f o , la hice pasar. En al-gtin m o m e n t o m e dijo q u e hacfa c u a t r o dfas q u e no iba p o r la oficina, j e f e , n a d i e sabfa n a d a de usted, ni hablo p o r telefono, nos p r e o c u p a m o s . Encendf el gas y puse u n a pava en la h o r n a l l a . A quien p o d f a impor-tarle mi vida, las p r e o c u p a c i o n e s , los h o r a r i o s de

ofi-Me desperte con la cabeza

zumban-do Tiritaba

El piso estaba helado,

una claridad agria reptaba por

las piezas. Tarde en comprender

que golpeaban a la puerta. El

reloj marcaba las cinco.

N o sabia

si de la manana o de la tarde.

cina. La chica tenia el pelo corto, se c o m f a las u n a s y t r a b a j a b a en "registros". Le c o n o c f a los d e d o s . Le tem-b l a tem-b a n l i g e r a m e n t e . Trafa los e x p e d i e n t e s , los firma-ba. Siempre las m i s m a s u n a s m o r d i s q u e a d a s , la piel blanca. Labios s u c c i o n a n d o u n a s , d i e n t e s a r r a n c a n d o excrecencias, t o r p e s cutfculas, la l e n g u a i g u a l a n d o superficies, la n a d a de las r e d o n d e c e s , el c r e c i m i e n t o cero.

- N o q u i e r e q u e p r e p a r e u n o s mates.

Er a mas u n a a f i r m a c i o n q u e u n a p r e g u n t a , p e r o delicada, bien e d u c a d a , sin b r u s q u e d a d . U n a f o r m a sutil, a p a g a d a , de convencer. Le senale el a p a r a d o r y ella se q u e d o con las p u p i l a s e n t r e l a z a d a s en mis ma-nos. Las escondf en las m a n g a s de la bata. Me h a b f a olvidado de q u i t a r m e los anillos y ella j a m a s m e ha-bfa visto, en realidad n u n c a n a d i e m e h a b f a visto, con diez anillos plateados con f o r m a s cle lechuzas, ratas,

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(7)

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uan Ortiz: ;Diosito?

serpientes, calaveras y telas de araria. Se puso a p r e p a -rar el m a t e c o m o si en ello le f u e r a la vida.

- N o se sienta —me p r e g u n t o o m e dijo y yo m e deje caer en u n a silla.

D u r a n t e u n o s m i n u t o s t o d o f u e silencio, la lenta paz de los feretros, el fin del dfa, los a t a r d e c e r e s de d o m i n g o r e c o r r i e n d o los cementerios, d e t e n i e n d o m e ante las t u m b a s p a r a leer las fechas de fallecimien-to, las inscripciones en las placas, las camisetas de Boca atravesadas en las cruces, r a s g a n d o s e , las flores de plastico descoloridas, los n o m b r e s de los familia-res, u n n i c h o con u n a botella de vino d e s c o r c h a d a y u n a copa de la q u e se h a e v a p o r a d o el alcohol, tantas muertes, t a n t a s historias, varias historias p a r a la mis-m a mis-m u e r t e .

-r=Que le paso en la f r e n t e ?

La voz m e saco del e n s i m i s m a m i e n t o . Voltee la cabeza sin e n t e n d e r y m e t o q u e la f r e n t e . Me ardfa, h a b f a u n c o r t e p r o f u n d o y costras de sangre seca. Se acerco y ofa su r e s p i r a t i o n , hasta p o d i a seguir el m o v i m i e n t o del aire a b r i e n d o s e c a m i n o hasta sus pul-mones, los globulos o x i g e n a n d o s e , dilatandose, acom-p a n a n d o s e en u n a f r e n e t i c a d a n z a ciega. H a b f a u n a especie de a f a n en sus gestos, u n interes i n o c e n t e q u e m e revolvfa las tripas, q u e m e d a b a g a n a s de vomitarle en la cara. E n t r e los d e d o s de u n a s m o r d i d a s trafa u n a servilleta de papel h u m e d e c i d a con a g u a tibia.

- ( N o tiene algo p a r a desinfectar? Tiene u n corte feo.

Un corte feo. C o n sangre. Un tajo. U n a r o t u r a . Celulas abiertas, rasgadas, p a r t i d a s , b o q u e a n d o . Es-taba l l e g a n d o la n o c h e y los p a j a r o s se g o l p e t e a b a n c o n t r a las r a m a s , a h i a f u e r a .

Vino del b a n o d o n d e estaba el b o t i q u f n y d u r a n t e

u n o s m i n u t o s se d e d i c o a r e s t a n a r la l a s t i m a d u r a sin h a c e r c o m e n t a r i o s . Despues se sento en el e x t r e m o de la mesa y t o m o dos mates. Me d i o el tercero.

- ( E s t a s e g u r o q u e se siente bien?

T o d o p a r e c f a ritual, d e s e a d o d e s d e u n a vez y p a r a la f a s c i n a t i o n e t e r n a , y las respuestas e r a n previsibles, en cierto m o d o inutiles. O p t e p o r c a l l a r m e . Q u e t o d o se hiciera solo.

-Vive listed sin c o m p a n f a en u n a casa t a n g r a n d e - m e d i j o - . Estuve b u s c a n d o el b o t i q u f n de p r i m e r o s auxilios y las piezas p a r e c e n d e s h a b i t a d a s .

La esposa del viejo j a r d i n e r o c o m e n t a b a lo mismo, le falta angel a estos c u a r t o s y se b u r l a b a . "Los c u a d r o s de h o m b r e s , m u j e r e s y n i n o s q u e c o m p r o en los remates t a m b i e n e s t a n deshabitaclos", p e n s e , " a b a n d o n a -dos p o r la r u t i n a del c e r e m o n i a l y del hastfo".

La vieja e r a m a n i a t i c a de la limpieza y luego de su paso q u e d a b a f l o t a n d o u n olor a resina y alcanfor, ni u n a m o t a de polvo. "Abra las ventanas, serior, h a g a c o r r e r el aire", m e p e d i a .

Recorde la casa de mis p a d r e s . Sobre su c a m a ha-b f a n p u e s t o u n rosario e n o r m e de p i e d r a s verdes, u n collar de a m b a r con insectos p e t r i h c a d o s . A veces m e sentaba en la c a m a , e s t u d i a b a la d e c o r a t i o n y m e reia a carcajadas. En su casa, la Tita iba de u n a pieza a o t r a y yo tras ella, basta, p a r a q u e n o m e g u s t a n estos j u e -gos, dale, p a r a p o r favor te lo suplico.

(8)

mujer-vampi-ro tan h e r m o s a , la palida c u b a n a es c o m o la Tita con q u i n c e anos mas y en los ojos u n a r q u e o m a g n e t i c o . O sea q u e si se f u e r o n a Mexico es p o r q u e la Tita de g r a n d e se p u s o tan l i n d a c o m o la M o n t e j o a u n q u e la pelfcula f u e filmada hace mas de veinte anos, a lo me-j o r veinticinco. Solo p u d e ver u n f o t o g r a m a en u n a

revista p a s a d a de m o d a , le f a l t a b a n paginas, hojas a m a r i l l e n t a s y letras m a r r o n e s .

- ( E s t a bien el a g u a ? - m e p r e g u n t a la chica de la d e l e g a t i o n .

Se pasa la m a n o p o r el cuello, se rasca, los d e d o s con las u n a s q u e se i n c r u s t a n en la piel, palpita el cue-llo, laten las venas con u n a lentitud e n s o r d e c e d o r a , dejan la huella del r u b o r .

- ( L e duele la cabeza? - q u i e r e s a b e r - . P o r q u e hace c u a t r o dfas q u e no va a la oficina, jefe, y nos pre-o c u p a m pre-o s , npre-o h a b l pre-o usted p pre-o r telefpre-onpre-o p e r pre-o es lpre-ogicpre-o p o r q u e n o tiene telefono p e r o si tuvo fiebre o se indis-puso, se d e s c o m p u s o , se sintio mal, dolores de cabeza, se ha de h a b e r cafdo, o g o l p e a d o con el b o r d e de u n a ventana, de u n a mesa, d e la p u e r t a de u n b a r g u e n o . O en el s o t a n o - s e rfe a b r i e n d o los brazos, b a i l a n los dientes, vibran los c o m e n t a r i o s .

- N e c e s i t o d o r m i r - l e digo.

- C l a r o . Venga - s e i n c o r p o r a , solfcita, y m e con-duce a u n c u a r t o sin vacilar, c o m o si conociera de me-m o r i a los pasillos y las p u e r t a s ciegas q u e d a n a me-m u r o s tapiados. E l j a r d i n e r o ha h e c h o o b r a s en la casa. Tam-bien es c a r p i n t e r o . Y a l b a n i l .

La m u c h a c h a h a t r a f d o u n a silla j u n t o a la c a m a . Remoja u n p a n o en u n a p a l a n g a n a , sobre la mesa d e luz. El medico, el hospital, ardor, incendio, c a l a m i d a d .

- j N o q u i e r o ir! jNo q u i e r o ir a n i n g u n hospital! - g r i t o sujetandola.

Forcejea hasta q u e logra s e p a r a r el b r a z o de mi m a n o . Se fricciona la m u n e c a con el c e n o f r u n c i d o . No tengo g a n a s de luchar, no. Me duele el c u e r p o p o r la ausencia. Todos los musculos apretados, c o m p u n g i -dos, se a n u d a n a h o r a c o m o a c u m u l a n d o la p e r d i d a . "Pero esta la u r n a , p e r o esta la urna", suspiro.

-Tench ia q u e verse usted, esta t o d o piel y hueso - m e dice la chica.

Sin e m b a r g o he comido, ha p a s a d o la vieja del h o m b r e sin dientes. Volvio c a r g a d a con bolsas, hervo-res en la cocina, espesos g r u m o s revoloteando p o r los corredores, r e m o l i n o s d e vapor e n r o s c a n d o s e p o r las escaleras. Frituras y c r o q u e t a s de seso y c a r n e picada. De n o c h e a d u r a s p e n a s llego hasta el sotano, voy a mi santuario, m e inclino a n t e los calices, m e c o n s a g r o de

c u e r p o ' e n t e r o a n t e las cajas. D e s c o r r o la t a p a de mi feretro, acaricio la sed de los acolchados, la f r e s c u r a de las sedas q u e se apilan en el cofre e n t r e las bolas de n a f t a l i n a .

- ( P o r q u e n o hay n i n g u n espejo en la casona? - p r e g u n t a .

Se m e c i e r r a n los ojos. Me d u e r m o . Me levanto con dificultad en la o s c u r i d a d y voy t a m b a l e a n d o has-ta la cocina. Los viejos m e eshas-tan e s p e r a n d o . H a n en-c e n d i d o u n a vela. A gatas si p a r p a d e a n .

- T a r d o usted t a n t o t i e m p o , n i n o .

- E s a chica se estaba p o n i e n d o cargosa - a g r e g a el viejo.

- M u y cargosa... - c o m p l e t a la m u j e r .

- N o nos q u e d a b a o t r a s o l u t i o n . . . —concluye el h o m b r e .

Me acerca u n a taza h u m e a n t e . U n sabor d u l z o n . Unico. Necesito estar solo.

En el sotano, d e los estantes, recojo la caja d e ma-d e r a ma-de trepa. H e f o r r a ma-d o el i n t e r i o r con r a s o y en el centro, casi seco, r e p o s a el c o r a z o n de la Tita. P r i m e r o creyo q u e era u n j u e g o , c u a n d o e m p e c e a p e r s e g u i r l a p o r la casa con u n cuchillo de c a r n i c e r o y eso q u e la m a d r e le dijo n e n a n o le a b r a s a nadie, y yo iba tras su silla de r u e d a s c u a r t o tras c u a r t o y ella g r i t a b a p a r a dale q u e n o m e gusta n a d a este j u e g o p a r a y n o seas malo. El t r a b a j o f u e m i n u c i o s o y la policfa no m e hizo m u c h a s p r e g u n t a s , p o b r e c i t o d e c f a m a m a , q u e d o muy a f e c t a d o p o r la m u e r t e de la a m i g u i t a , q u e ho-rror, siempre j u g a b a n j u n t o s . La cajita estaba f o r r a d a p o r d e n t r o y el c o r a z o n de la Tita q u e d o precioso en el centro, p o s a d o sobre u n a m a n c h a q u e con el t i e m p o f u e p o n i e n d o s e o c r e y p a l i d e c i e n d o . C o n s u m a deli-cadeza lo extrafa y lo colocaba en las p a l m a s d e mis m a n o s , a s p i r a b a los vahos incisivos d e la descomposi-cion y lo elevaba al cielo y a las tinieblas. La Princesa estaba p a r a siempre j u n t o a mi. Lista p a r a r e g r e s a r en c u a l q u i e r m o m e n t o .

Pero despues la Tita, c u a n d o el g i g a n t e j o r o b a d o p o r fin m e consiguio el video, se m e a p a r e c i o hacien-d o m e senas en la pelfcula m e x i c a n a esa. P o n f a la cinta en el a p a r a t o y en plena a c t i o n , de r e p e n t e y sin p e d i r p e r m i s o , al f o n d o de u n a escena, salfa la Tita y m e ha-cfa c h a u c h a u coil la m a n o . Ahf e m p e z a r o n todos los p r o b l e m a s con el p e r s o n a l de la oficina. Me di c u e n t a q u e m e m i r a b a n m e d i o raro. Los s o r p r e n d f a cuchi-c h e a n d o y se cuchi-callaban cuchi-c u a n d o yo e n t r a b a .

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