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Academic year: 2021

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(1)

HUGO CERDA GUTIERREZ

LOS ELEMENTOS

DE LA INVESTIGACION

COMO RECONOCERLOS,

DISEÑARLOS

Y CONSTRUIRLOS

Reproducción limitada (200 ejemplares)

ABYA Y AL A QUITO

(2)

E l i LIO TECA - FLACSO - E C

C . r . r n : ¿ c i - ...

r r •

-f

l a . e d i c i ó n : 1 9 9 1

2a. e d i c i ó n : R e p r o d u c c i ó n lim ita d a d e 2 0 0 e je m p l a r e s 1 9 9 3 autorizada p o r ed . E l B u h o © A u t o r : H u g o C e r d a G u t i é r r e z © E d i t o r : E D I T O R I A L E L B U H O L T D A . C a lle 5 4 A N o . 1 4 - 5 3 . O f . 1 0 4 A p a r t a d o A é r e o 7 5 9 3 5 T e ls . : 2 3 5 4 5 8 5 - 2 4 9 1 Q 8 3 S a n t a F e d e B o g o t á , D . C.

(3)

C O N T É Ñ @ 0 f l

i H T : r Í Í H

P R O L O G O

PRIM ERA PARTE:

REGIMEN TEORICO Y EPISTEMOLOGICO D E LA INVESTIG ACION CIENTIFICA

Pág.

1. P E R F I L E P IS T E M O L O G IC O Y T E O R IC O

D E L A I N V E S T I G A C I O N ... 19 1.1 ¿ Q u é es i n v e s t i g a r ? ... 19

1.2 T ip o lo g ía s y paradigm as de la investigación c i e n ­

tíf i c a . . . . ... 27

1.3 F u n d a m e n t o s filosóficos y epistem o ló g ico s de

los p arad ig m as de in v e s t i g a c i ó n ... 34 1.4 F ilo s o fía , lógica y e p is te m o lo g ía , s o p o rte s t e ó r i ­

c os de la investigación c i e n t í f i c a ... 41

2. T IP O S D E I N V E S T I G A C I O N ... 45

2.1 La investigación c u a n ti t a t i v a y c u a l i t a t i v a 46

2.2 Las fo rm a s m e to d o ló g ic a s y técnicas en la inves­

tigación c u a l i t a t i v a ... 49

2 .3 La investigación e x p e rim e n ta l en las ciencias s o ­

(4)

2.4 La investigación h i s t ó r i c a ... 59

2.4.1 M étodos en la investigación histórica. . . . 6 6 2.4.2 La m em oria oral c o m o fu e n te de i n fo r­ m ación de la investigación h is t ó r i c a ... 6 8 ‘ 2.5 La investigación d e s c rip tiv a ... 71

2.6 La investigación e x p l i c a ti v a ... 76

2.7 Nuevos tipos de i n v e s t i g a c i ó n ... 80

2.7.1 La investigación e tnográ fica ... 81

2.7.2 Los estudios de c a s o ... 85

2.7.3 E studios de c o m u n i d a d ... 89

2.7.4 Las historias de v i d a ... 91

2.7 .5 La investigación a c c ión-partic ipa tiva . . . . 9 5 2.7.5.1 Participación y c o m p ro m is o : dos pilares . de la investigación acció n -p artic ip a tiv a . . 9 7 2 .7 .5 .2 La investigación a c c ión-partic ipa tiva y la investigación t r a d i c i o n a l ... 9 9 3. M E T O D O Y D I S E Ñ O ... 104

3.1 ¿Q ué es un m é t o d o c i e n t í f i c o ? ... 104

3.2 Algunos rasgos fu n d a m e n ta le s del m é t o d o c i e n ­ t í f i c o 107 3.3 Los m é to d o s en la investigación c i e n t í f i c a ... 117 3.4 El diseño en la i n v e s t i g a c i ó n ... 127 139 4. P R O B L E M A E I N V E S T I G A C I O N ... 139 4.1 ¿Q ué es u n p r o b l e m a ? ... 143 4.2 T ip o s de p r o b l e m a s ... 143 4.2.1 P roblem as e m p í r i c o s ... 145 4 .2.2 P roblem as c o n c e p t u a l e s ... 4 .2.3 P roblem as generales, e sp e cífico s y par- 1 4 6 t i c u la re s ... 4.3 P la n te a m ie n to y form u lac ió n de un p r o b l e m a . . . 147

4.4 S e m án tica y e stru c tu ra de u n p r o b l e m a ... 149 4.5 Fases y etapas en el p l a n t e a m ie n t o y f o r m u l a ­ ción de u n p r o b l e m a ... 156 4.5.1 S itua ción p r o b l e m á t i c a ... 158 4.5.2 E n u n c ia d o del p r o b l e m a ... 161 4.5.3 Los e le m e n to s del p r o b l e m a ... 162

(5)

4.5.4 D escripción, análisis, síntesis y selección

de los e l e m e n t o s ... ^64

4 .5.5 A n t e c e d e n t e s del p r o b l e m a ... 1 0 4 4.5.6 J u s tificac ió n del p r o b l e m a ... 1 0 5 4.5.7 F o rm u la c ió n del p r o b l e m a ... 1 6 6 4 .5 .8 C o m p ro b a c ió n y c o n t r o l del p r o b le m a . . 1 6 6 5. EL M A R C O T E O R I C O ... ] 69 5.1 El m arc o h i s t ó r i c o ... ' ... 172 5.2 M arco c o n c e p t u a l ... 177 5.3 Sistem a t e ó r i c o ... 180 5.3.1 El sistema de v a r ia b le s ... 182 5.3.2 Las h i p ó t e s i s ... 194

5.3.2.1 Una tip o lo g ía de h i p ó t e s i s ... 198

5 .3.2.2 ¿C ó m o se fo rm u la y se c o m p r u e b a una h i p ó t e s i s ? ... 2 0 0 5.4 M arco re fe re n c ia l... 206 S E G U N D A P A R T E : R E G IM E N O P E R A T IV O EN LA IN V E S T IG A C IO N C IE N T IF IC A 6. EL P LA N O P E R A T IV O EN UNA I N V E S T I G A C I O N ... 2 13 6.1 I n f o rm a c ió n y ele m e n to s que n ecesitam os para ' elab o rar el plan o p e r a t i v o ... 214

6.2 La selección del t e m a ... 2 1 5 6.3 O bjetivos generales, esp e cífico s y otras variantes. 221 6.4 R ec u rs o s h u m a n o s , in stituciona le s, técn ic o s y e c o n ó m ic o s. El e q u ip o de in vestigación... 224

6.5 C aracterización y d elim ita ció n de la p o b la c ió n . . 2 2 6 6 .6 Selección de los m é t o d o s , técnicas e i n s t r u m e n ­ to s de la i n v e s t i g a c i ó n ... 2 27 6.7 La fu e n te de d a t o s ... 229 6.8 T ra b a jo de c a m p o y tra b a jo de g a b i n e t e ... 2 3 2

(6)

7. MEDIO S, IN S T R U M E N T O S , TE C N IC A S Y M ETO D O S EN LA R E C O L E C C IO N

DE D A TO S E I N F O R M A C IO N ... 235

7.1 La o b s e r v a c i ó n ... 237

7.1.1 La observación sistem ática y e s t r u c t u ­ r a d a ... 241

7.1.2 La observación p a r ti c i p a n te ... 244

7.1.3 La observación no sistem ática o inestruc-t u r a d a ... 251

7.1.4 La observación e t n o g r á f i c a ... 252

7.1.5 O tros tipos de o b s e r v a c i ó n ... 254

7.2 La e n t r e v i s t a ... 258

7.2.1 Técnica de la e n t r e v i s t a 262­ 7.2.2 Principios directivos de la entrevista . . . . 264

7.2.3 C ó m o realizar las p re gunta s en un a e n t r e ­ vista... 273

7.2.4 Ventajas y desventajas de un a entre v ista . 2 75 7.3 Las e n c u e s ta s ... 276

7.3.1 E ncuestas abiertas y c e rra d a s ... 2 78 7.3 .2 E ncuestas descriptivas, explicativas y sec­ cionales ... 278

7.3.3 E ncuestas l o n g i t u d i n a l e s ... 280

7.3.4 S o n d e o s y encuestas de o p in ió n p ú blica . 2 82 7.3.5 P lan eam ien to y etapa s de una e n c u esta s o c i a l . . . ... 285

7.3 .6 Planeación y plan op erativ o de la e n c u e s ­ t a • • ■ ...,... 2 8 6 7.3.7 Selección y capacitac ió n de los encues-tad o re s o personal.de c a m p o ... 293

7.3.8 V entajas y lim itaciones de u n a e n c u e s ta . 296 7.4 ¿Q ué es u n a m u e s t r a ? ... 2 9 8 7.4.1 M uestreo p r o b a b ilí s t ic o ... 3 0 1 7 .4.2 Muestras no aleatorias, d e te r m in is tic a s o no p r o b a b i l í s t i c a s ... 3 0 6 7.4.3 Algunos p ro b le m a s generales del mues-t r e o . ; ... 308 7 .5 El cu e stio n a rio c o m o i n s t r u m e n t o y técnica en

(7)

7.5.1 Los c o n t e n i d o s de las p r e g u n t a s ...

7.5 .2 ¿ C ó m o r e d a c ta r e m o s las preguntas? . . . . g-jg

7 .5 .3 Una tip o lo g ía de p r e g u n t a s ...

7.5.4 S ecuencia y ord e n en las p r e g u n t a s 3 2 3

7 .5 .5 C o d i f i c a c i ó n ... 3 2 6

7.6 La re copilación d o c u m e n ta l y b ib lio g r á fic a ... 3 2 9

8. T A B U L A C IO N , A N A L IS IS

E I N T E R P R E T A C IO N DE D A T O S ... 340

8.1 El análisis de d a t o s ... 3 4 4

8.1.1 Análisis, síntesis y c o m p a r a c ió n c o m o

m eca n ism o s o p erativos de la investiga­

ción c i e n t í f i c a ... 3 4 6

8.1 .2 El análisis descriptivo y e s t a d í s t i c o 3 4 9

8.1 .3 El análisis de c o r r e l a c i ó n ... 3 5 3

8.1.4 Algunos p ro b le m a s en el análisis de los

d a to s c u a n tita tiv o s y c u a lita tiv o s... 3 5 4

8.1 .5 Análisis del m aterial c u a l i t a t i v o ... 3 5 5

8 .1 .6 Los p ro b le m a s del análisis cu a litativo . . . 3 6 0

8.1.7 El análisis d u r a n te la recolección de d a ­

to s . . . ... 364

8 .1 .8 El análisis desp u é s de la recolección de

d a t o s ... ■... 367

8 .1.9 El análisis en la investigación etnográfica. 369

8.1.9.1 Estrategias de selección se c u e n c ia l 3 7 5

8.1.9.2 P ro c e d im ie n to s a n a lític o s generales 3 7 6

8 .1 .9 .3 ¿ C ó m o se realiza un análisis e tn o g rá fico ? 3 7 7

8.2 ¿Q ué es la i n te rp re ta c ió n de d a t o s ? ... 380 8.2.1 In t r e p r e t a c i ó n de m ateriales c u a n ti t a t i ­

v o s ... 382

8.2 .2 La in te r p r e t a c i ó n del m aterial cualitativo 383

9. IN F O R M E Y P R E S E N T A C I O N

D E LOS D A T O S D E UNA IN V E S T IG A C IO N . . 387

9.1 C o n te n id o s y fases del i n f o r m e ... 3 8 8

9.2 C ara cterísticas sustantivas y criterios en la redac- 398

ción del inform e.

(8)

9.3.1 La re p resen ta ció n e s c r i t a ... 401

9 .3 .2 La re p resen ta ció n s e m ita b u la r y ta b u la r . 403

9 .3.3 La p re se n ta c ió n gráfica de los d a t o s . . . . 407

9.3.4 ¿C ó m o se c o n s tru y e y se elab o ra u n g rá­

fico en investigación? ... 430

B IB L IO G R A F IA G E N E R A L C O N S U L T A D A 437

IND IC E T E M A T I C O ... 443

(9)

PROLOGO

Este tra b a jo busca conciliar y artic ula r lo te ó ric o y lo op erativ o en la investigación cie n tífic a , los f u n d a m e n t o s e p is ­ tem o ló g ic o s co n las estrategias técnicas y m eto d o ló g ic as que u s u a lm e n te u tiliza n los investigadores en sus prá cticas y a c ti ­ vidades investigativas. Este h ec h o p o r lo dem ás no es casual ni ac c id e n ta l, ya qu e re sp o n d e a u n o de los p ro b le m a s más a g u ­ dos que debe e n f re n ta r el e stu d ia n te en el in stan te de trad u c ir en té rm in o s operativos lo que co n o c e y ha m e m o riz a d o desde el p u n t o de vista teó ric o . La m a y o ría de las veces las fallas no sólo d e b e m o s buscarlas en la. p ro p ia do ce n cia y ense ñanza de la investigación, sino en la fo rm a c ió n in telectual del e s tu d ia n ­ te, ya q u e a juicio del d o c e n te a éste le cuesta m u c h o a d a p t a r ­ se al rigor del “ p e n s a m ie n to c i e n t í f i c o ” , o sea, m aneja r to d o un c o n j u n t o de c o n c e p to s , principios, procesos y operacio n es m entales, y aplicarlas en sus actividades académ icas, sociales e intelectuales.

La m a y o r í a de las veces el e stu d ia n te y au n el investiga­ d o r carecen de un a fo rm a c ió n básica a nivel e p istem ológico, lógico y filosófico, y son incapaces de e n t e n d e r y m anejar o p e ra c io n e s m e n ta le s que a la p o s tre son la base del p e n s a ­ m ie n t o , de la actividad y de la investigación cien tífica . Según G a stó n B achelard, la c o n s tru c c ió n de la ciencia y p a r tic u la r­ m e n te la realización de la investigación c ie n tífic a n o se p u e d e reducir a un ab ig arrad o m a n o jo de técnicas y m é t o d o s d e t e r ­ m inados, sino q u e es f u n d a m e n ta l m e n t e una a c tit u d m e n ta l e in te le c tu a l, d o n d e o p e r a c io n e s c o m o el describir, ex plicar,

(10)

re-p re sen tar, identificar, relacionar, generalizar y o re-p e ra r, tienen ta n ta im p o rta n c ia c o m o el uso de las técnicas e stad ísticas o los m é to d o s para planificar una investigación y reco p ilar d a ­ tos. P orque la investigación, a juicio del filósofo francés, más qu e un sim ple m edio técnic o y o p e ra tiv o , es de h e c h o una e x ­ tensión del proceso m o d elad o r, y t r a n s f o r m a d o r del p e n s a ­ m iento.

El c o n o c im ie n to y la tra n s f o rm a c ió n de la realidad exige |

del investigador una fo rm a ció n básica en el o rd e n teó ric o y i

p rá ctico , y esto sólo es posible en el p ro c eso o perativo de la I

investigación, ya que estam os c o n v e n cid o s de q u e la investiga­ ción se a p re n d e “ inv estig an d o ” , así c o m o u n o a p r e n d e a “ p e n ­ sar p e n s a n d o ” . E sto que parece una verdad de P e rogrullo, d e s­ gra ciad am e n te no se aplica en la prá ctica, ya q u e algunos d o ­ c e n te s e investigadores buscan en las fórm ulas reduccio n istas del c o n o c im ie n to sin tétic o de las técnicas y de los m é to d o s , la solución para “ f o r z a r ” al e s tu d ia n te a asimilar y m e m o riz a r las reglas de la investigación c ie n tífic a . La m a y o r ía de las ve­ ces se obliga a los e stu d ia n te s a a p r e n d e r de m e m o ria en u n p ar de sem estres, lo que u n o , con d ificu ltad a p r e n d e en varios años de e stu d io y de prá ctica investigativa. El a p r e n d e r a p e n ­ sar, a solu cio n ar pro b lem a s y op eracio n aliza r c o n c e p t o s es un pro c eso extensivo y n o u n a fó rm u la intensiva.

A lgunos piensan que la investigación c ie n tífic a es c o m o cierta c h a q u e t a de lujo de la cual se p u e d e prescindir, sin qu e ello afecte n u estra perso n alid a d o in tegridad física. Q u e sólo sirve para a d o p t a r a c titu d e s esnobistas y s e u d o in te le c tu a le s , o sea, un a r tíc u lo de m o d a qu e no es in dispensable p ara n u e stra

vida profesional, cultural o social. P r o b a b l e m e n te estas críti- 1

cas provengan de algunos sectores q u e se sien ten m o le s to s p o r el su rg im ien to de ciertas elites in te le c tu a le s y d e n t i s t a s que desprecian la labor del d o c e n te , al cual co n s id e ra n u n simple

r e p r o d u c t o r y transm isor de c o n o c im i e n t o s , m i e n tra s q u e '

ellos son “ p r o d u c to r e s de c o n o c im i e n t o s ” , “ c r e a d o r e s de sa­ b e re s” y “ t r a n s f o rm a d o re s de la re a lid a d ” . D e sg racia d am en te, así c o m o existen estratificaciones s o c io e c o n ó m ic a s en n u es tra socieda d, tam b ién hay d is crim inaciones y prejuicios a nivel in te le c tu a l, ya que los viejos m ito s q u e giran en t o r n o a la p r e ­ s u n ta superioridad de la inteligencia y del p e n s a m ie n to c ie n ­ t í f i c o frente a la actividad pedagógica o e d u c ativ a, n o son o tra cosa que u n a e x te n sió n de las c o n tra d ic c io n e s q u e

(11)

tradi-c io n a lm e n te han ex istid o e n tre el trab a jo in teletradi-ctu al y el m a ­ n u al, a n ta g o n ism o s qu e tienen n o to ria s c o n n o ta c i o n e s clasis­ tas.

C reem os qu e la investigación n o es un lujo ni un a a c ti ­ t u d es n o b ista , sino al c o n tra rio , es un a necesidad, ya q u e se tra ta de un a actividad qu e está i n t im a m e n te relacionada con la creatividad, la au to d isc ip lin a , la solución de p ro b le m a s r e a ­ les, la c o n c e p tu a liz a c ió n , la c o n s tru c c ió n del p e n s a m ie n to c i e n tí f i c o , etc. E n la prá ctica social y en el ejercicio p ro f e s io ­ nal se re q u ie re pen sa r para so lu c io n a r p ro b le m a s y to m a r d e ­ cisiones, sin q u e p o r ello se p ro p o n g a hacer un a investigación p r o p i a m e n te dicha, p o r lo m e n o s en los té rm in o s tra d ic io n a ­ les. Ello quizás nos está d e m o s t r a n d o la im p o rta n c ia q u e p o ­ see esta ac tividad p ara el desarrollo in telectu al, técn ic o y c ie n ­ t í f i c o de las personas.

P ero, p o r o t r o lado, la investigación c ie n tífic a se e n c u e n ­ tra e s t r e c h a m e n t e asociada al c a m b io y a la t ra n s f o rm a c ió n social, e spiritual, e c o n ó m ic a , c u ltu ra l, p o lític a o ed uc ativa de n u e s tro s p u eb lo s, p o rq u e a la p o stre ella estable ce las c o n d i ­ ciones básicas que p o sibilitan esto s c a m b io s y tr a n s f o r m a c io ­ nes. La p rá c tic a y la e x p e rien cia nos han e n s e ñ a d o qu e sin el a p o y o y la a y u d a de la investigación no p o d e m o s c o n o c e r la realidad, y sin este c o n o c im ie n t o no es posible ca m bia rla o tra n sfo rm a rla . La historia de las ciencias, las arte s y las culturas nos d e m u e s tr a c ó m o la n o c ió n de investigación, ya sea en su d im e n s ió n teórica, e m p íric á o axiológica, ha e sta d o pre sente en to d o s los proc esos de c a m b io . Ello nos es e x t r a ñ o , ya que la investigación de h e c h o se ha c o n s t it u id o en un c a m in o para c o n o c e r la re alid ad y un p r o c e d i m ie n to reflexivo, siste m átic o, c o n tr o l a d o y c r ít i c o que ha p o sib ilitad o in te r p r e t a r los h e ­ chos y fe n ó m e n o s , relaciones y leyes, p la n te a r p ro b le m a s y buscar soluciones, y en general p re p a ra r el c a m in o y crear las c o n d ic io n e s para estos cambios.

E ste libro surge desp u é s de h ab e r an alizado en fo rm a c rític a to d o s los p ro b le m a s qu e c o t id i a n a m e n t e deb e e n f r e n ­ t a r el e s tu d ia n te desde qu e c o m ie n z a a seleccionar u n te m a de investigación, h asta q u e c u lm in a su e s tu d io y elab o ra el i n f o r ­ m e final. Mi v í n c u l o , d u r a n te m u c h o s a ñ o s c o n la c á te d ra , y p a r ti c u la r m e n t e c o n la prá ctica investigativa en diversas u n i ­ versidades e in s titu c io n e s , m e ha p e r m it i d o d e t e c t a r las difi­

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c u ltad e s que debe asum ir el e s tu d ia n te , n o sólo a nivel a c a d é ­ m ico, sino fu n d a m e n ta l m e n t e en el m o m e n t o de seleccionar el tem a, investigarlo y e la b o ra r su tesis o m o n o g r a f ía de gra­ d o c o m o re q u isito obligatorio de su gra d u ació n . Los p r o b l e ­ mas siem pre son los mismos: in c a p a c id a d p o r p a r te de los e s tu d ia n te s p ara resolver cu e s tio n e s m e to d o ló g ic a s, operativas y teóricas fu n d a m e n ta le s en el m o m e n t o de elegir los tem as, realizar un p r o y e c t o o c o n c e p tu a liz a r , p la n e a r y e je c u ta r la revisión de la l ite ra tu ra disponible. E n la p rá ctica, el e s t u d i a n ­ te tiene m u ch as d ificultades p ara leer c r í t i c a m e n t e u n in f o r ­ me de investigación o in te r p r e ta r un c u a d r o e s ta d ís tic o o u n a i n fo rm a c ió n d e te r m in a d a . Son m u c h o s e in n u m e ra b le s los p ro b le m a s que n o p u e d e resolver, desde asp e c to s e s t r i c t a m e n ­ te epistem ológicos, lógicos o filosóficos, h asta tare as q u e t i e ­ n en relación con el análisis e i n t e r p r e ta c i ó n de d a to s , f o r m u ­ lación de p ro b le m a s y elab o ració n de in fo rm e s finales.

Las con se cu en c ia s para el e s tu d i a n te son imprevisibles, ya si bien son pocas las p erso n as a q u ien es les in tere sa re al­ m e n t e investigar, la ac tividad le ofrece p o r lo m e n o s la o p o r ­ t u n i d a d de desarrollar sus ca p a c id a d e s in te le c tu a le s (c reativi­ dad, c rític a , análisis, síntesis, rigor, disciplina, o b jetivida d, resp o n sa b ilid a d , p ertin e n c ia , etc.). “ Si la fo rm a c ió n de p e r s o ­ nas de p e n s a m i e n to in d e p e n d ie n te —escribe el investigador m e x ic a n o O scar S oria— es t a re a de la u n iv ersid ad ¿en qué m o m e n t o , d u r a n te la vida ac a d é m ic a del e s tu d i a n te , se i n t e n ­ ta de m a n e ra sistem ática e in te n c io n a l tal d e sa rrollo? ¿Q ué m ed io s se p o n e n real y e f ic ie n te m e n te para a lca n zar tal f o r ­ m ación integral? P u ed e argüirse q u e la investigación sola no f o m e n t a las disposiciones deseables m e n c io n a d a s. P ero t a m ­ p o c o p o d rá negarse q u e la investigación c o la b o r a e f ic a z m e n te en su d e s a rro llo” 1 .

El a u t o r de este libro ha vivido desde a d e n t r o la e x p e ­ riencia y la actividad investigativa, y le ha c o r r e s p o n d i d o d e ­ s e m p e ñ a r diversos oficios d e n t r o de la investigación, desde las fu n c io n e s de “ cargaladrillos” h asta las tare as de d is e ñ a d o r

S Q R I A , O s c a r . " D o c e n c i a d e la i n v e s t i g a c i ó n e n la u n i v e r s i d a d " e n L a e d u c a c i ó n . R e v i s t a I n t e r a m e r i c a n a d e D e s a r r o l l o E d u c a t i v o , N o . 9 8 , 1 9 8 5 . A ñ o X X X . W a s h i n g t o n , 1 9 8 6 .

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y d ire c to r. P o r o tra p a r te , el h e c h o de estar v in c u la d o desde h ac e 2 0 a ñ o s a la ac tiv id ad ac a d é m ic a universitaria, p a r t i c u ­ la rm e n te c o m o c a te d r á t i c o , d ire c to r de tesis de grado, c o o r ­ d i n a d o r de sem inarios investigativos, etc., le ha p e r m itid o c o n o c e r desde m u y cerca t o d a la p ro b le m á tic a qu e vive la

, investigación c ie n tífic a en la universidad, expe rien cia q u e ha

p r o y e c t a d o y v o lcad o en este t e x to .

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Primera parte:

REGIMEN TEORICO

Y EPISTEMOLOGICO

DE LA INVESTIGACION

CIENTIFICA

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1. P E R F I L T E O R IC O Y E P IS T E M O L O G IC O D E LA IN V E S T IG A C IO N C IE N T I F I C A

1.1 ¿Q ué es investigar?

Q uiérase o n o , el a c to de investigar está tan e s tre c h a ­ m e n te ligado a la vida i n te le c tual, te c n o ló g ic a . ^ o cial. cultural y c o m ú n del ser h u m a n o , qu e se c o n s t it u y e en un fa cto r inse­ p arable d e c u a lq u ie r actividad cognoscitiva u o p era c ió n m e n ­ tal q u e se r e alice. Y ello p o r q u e el té rm in o “ investigar” tiene significados m u y d ife re n te s e n tre la gente y de h e c h o lo re la ­ c io n a m o s co n u n a gran c a n tid a d de té rm in o s y c o n c e p to s , c o ­ m o p o r e je m p lo , indagar, in q uirir, e x a m in a r, in sp ecc io n ar, e x ­ p lo rar, buscar o ra strear, q u e a la p o s tre son fu n c io n e s p r o ­ pias del p en s a r o de la actividad racional.

■ D esde q u e el niño se e n f r e n t a con un h e c h o , un f e n ó m e ­ no o un o b je to d e s c o n o c id o , y p re g u n ta sobre él, lo e x a m in a a t e n t a m e n t e co n la vista, lo inspecciona con sus m an o s, lo huele y lo to ca, se c o m ie n z a n a sen tar las bases de lo q u e p o s t e r i o r m e n te será el a c to de investigar. En ese deseo y n e ­ cesidad de saber, de ver las cosas y de enterarse del q u é, p o r qué o para qué, están im p líc ito s los fu n d a m e n t o s de una n e ­ cesidad vital qu e le p r o d u c e m u c h o placer al n iñ o , p e r o que la m e n ta b l e m e n te co n los años se va p e rd ie n d o p o r o b ra y gra­ cia de m u c h o s fa cto res sociales, cu ltu ra le s y educativos. P o r­ q u e de h e c h o no basta con desplegar in stin tiv a m e n te toda esta gam a de se n tid o y ca p a c id a d e s innatas para alcanzar los niveles su p erio res de la investigación cien tífica . H ay qu e o r ­ d en a r, s iste m a tiz a r y darle una d irección a to d as estas

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capaci-dades, o sea, so m eterla s al régim en p r o p io del m é t o d o c i e n ­

tífico . '*

Al m u n d o tecnológico, c ie n tífic o , cu ltu ra l o educativo le h ubiera sido m uy difícil alcanzar los niveles ac tua les sin la ay u d a y c o la b o ra c ió n de la actividad investigativa, ya que ésta c o n su acción ha p o sibilitado la tra n s f o rm a c ió n y los c a m b io s q u e exige un m u n d o en p e r m a n e n t e ev o lución y desarrollo. P o rq u e si hac em os un r e c u e n to h istó ric o de las grandes c o n ­ quistas y ap o rte s en este terre n o , d esc u b rire m o s q u e detrás de cada inven to o c a m b i ó s e e n c u e n tra p re sen te la no ció n de “ in ­ vestigación c i e n t í f i c a ” , ya séa en su d im en sió n teórica, e m p í ­ rica o axiológica. Ello n o es a c cid en tal, ya qu e la investiga­ ción en la prá ctica se ha c o n s t i t u id o en un c a m in o para c o n o ­ cer la realidad y un p r o c e d im ie n to reflexivo, siste m átic o , c o n ­ tro la d o y c r ític o que ha p o s ib ilita d o i n te rp re ta r los h e c h o s y fe n ó m e n o s , relaciones y leyes, p la n te a r p ro b le m a s y buscar soluciones, y en general p re p a ra r el c a m in o y crear las c o n d i ­ ciones para estos cam bios y tran sfo rm acio n es .

No es accidental el h ec h o de que la p alabra “ investiga­ c i ó n ” tenga muchas^fQjmas dife re n te s de_asumir esta r e s p o n ­ sabilidad y c o m p r o m i so, y a que_en la prá ctica se conv ierte en una b ú s q u e da intensiva que d e b e dar m u c h o s ro d e o s a n t es de cum plir sus objetivos y alcanzar sus fines, lo cual explica p e r ­ fe c ta m e n te su origen e tim ológic o. La p alabra “ in v estig ació n ” proviene de las voces latinas in-uestigium , q u e lite ra lm e n te

significan “ e n pos de la h u e lla ITtTsigniticado p a recid o tiene

la palabra inglesa research, que se utiliza para referirse a la in ­ vestigación o al investigar, p e r o que ta m b ié n tiene un sen tid o de búsqueda o indagación, al igual qu e el rechercher en f r a n ­ cés, q u e hace alusión al a c to de “ buscar de n u ev o " , o sea, la b ú s q u ed a de algo, p e r o más m in u c io s a m e n te . Ea~voz latina

vestigium significa ad e m á s “ plan ta de p i e ” y p o r e x te n s ió n la

“ h u e l l a ” qu e q ueda. De ello se p u e d e d e d u c ir q u e el proceso de investigación siem pre expresa el m o d o de llegar al c o n o c i ­ m ie n to de algo, con esfuerzo, p o r la vía in direc ta de un “ r o ­ d e o ” , siguiendo una huella o un vestigio, p o r un largo c a m in o en form a sistem ática, o sea, con m é to d o .

En la historia de la filosofía n o ha e x is tid o p e n s a d o r qu e no se haya p re o c u p a d o directa o in d i r e c ta m e n t e del te m a , ya qu e p ro b le m á tic a s c o m o las del p ro c e so del c o n o c im i e n t o , r e ­

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lación e n tre el su jeto y el o b je to , te o ría del c o n o c im ie n to , o n to lo g ía , gnoseología, reflexión h u m a n a , alternativas de vin ­ culación e n tre p e n s a m ie n to y realidad, cosm ovisiones m e t o ­ dológicas, etc., se han o c u p a d o de la investigación científica. De igual m an era, p e n sa d o res desde A ristóteles y P la tó n hasta c ie n tífic o s y filósofos c o m o B ertra n d Russel, Lucien G o ld ­ m an, G a stó n B achelard, J. H aberm as, Karl P o p p e r y ta n to s o tro s, se han o c u p a d o de analizar y explicar sus m é to d o s , té c ­ nicas y f u n d a m e n t o s filosóficos, lógico-m atem á ticos y e p iste ­ m ológicos. P or e jem plo, A ristóteles nos habla de la curiosidad c o m o un fa c to r que m ueve a investigar y q u e el a p r e n d e r a investigar es el más grande de los placeres. Platón en su d iá lo ­ go “ M e n o n ” , escribe: ¿Y c ó m o b u s c a r á s , o h S ó c r a t e s , l o q u e t ú i g n o r a s t o t a l m e n t e ? y „ d e las c o s a s q u e i g n o r a s , ¿ c u á l te p r o p o n d r á s i n v e s t i g a r ? y si p o r v e n t u r a l l e g a r a s a e n c o n t r a r l a ¿ c ó m o a d v e r t i r á s q u e e s a e s la q u e t ú c o n o c e s ? E n t i e n d o q u é q u i e r e s , M e n o n . . . Q u i e r e s d e c i r q u e n a d i e p u e d e i n d a g a r l o q u e s a b e ni l o q u e n o s a b e ; p o r q u e n o i n ­ v e s t i g a r í a l o q u e s a b e , p u e s l o s a b e ; ni l o q u e n o s a b e , p u e s n i ta n s i q u i e r a s a b r í a l o q u e d e b e i n v e s t i g a r 2 .

Para o tro s p en sa d o re s el investigar es el c a m in o q u e nos, a y u d a a buscar el se n tid o de las~co sas. q u i zas el p r o p i o crite- n o de lá~verdaci. cTsea, el recurso para c o m p r o b a r la veracidad o la falsedad de tal o cual aseveración, hipótesis, s is te m a tiz a ­ ción teóric a, Juicio^"etc. O tra s veces_la investigación nos a y u ­ da a a u m e n t a r él h o r i z o n t e de significatividad de las cosas, de los seres y del m ed io q u e nos c irc u n d a. En t o d o caso, to d as estas p o s tu ra s se relacionan co n la realidad, la cual buscan

c o m p r e n d e r , ex p lica r o s im p le m e n te describir. .

Pero el investigar n o sólo ha sido ex p lic a d o y e n t e n d i d o desde el p u n t o de vista filosófico o e p iste m o ló g ic o , sino que en la vida c o tid ia n a y en la actividad p rá c tic a se utilizan n u ­ m ero so s té rm in o s y c o n c e p t o s que se asocian c o n sus f u n c io ­ nes y tareas. E n tre los p rincipales p o d e m o s m e n c io n a r el in ­ quirir, indagar, e x a m in a r, in sp ecc io n ar, e x p lo ra r, busca r y ras­ trear. El indagar es la fó r m u la o el a c to que nos a y u d a a llegar

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a saber cierta cosa, d iscu rrie n d o con f u n d a m e n t o o p or c o n j e ­ turas o señales. Al inquirir se tra ta de buscar una in fo rm a c ió n sobre cierta cosa m e d ia n te p re gunta s u o tro s p ro c e d im ie n to s . El e x a m in a r nos exige s o m e te r a e x a m e n una cosa, o sea, es­ tu d ia r y observar c u id a d o s a m e n te un a cosa o u n a c i r c u n s ta n ­ cia para enterarse c ó m o es o c ó m o está. El inspeccionar nos sugiere e x a m in a r a te n t a m e n te una cosa para ver si está de la m an era con v e n ie n te o debida y el e xplorar es un a c to qu e nos exige e x a m in a r d e b id a m e n te u n a cosa o un lugar para c o m ­ p re n d e r c ó m o está y cuál es su situación. El buscar nos está señ a la n d o q u e d e b e m o s hacer algo para e n c o n tr a r a alguien o algo, y fin alm en te el rastrear, seguir o buscar a alguien o algo p or m edio de sus huellas. Si su m a m o s to d o s estos significados y definiciones nos ac e rc a ría m o s a una visión más global y t o ­ talizante del a c to de investigar.

E n n u e s tro m edio ac a d é m ic o y universitario se sigue m a ­ n e ja n d o la idea equivoca da de que t o d o aq uello qu e n o se c i ­ ña a .procedim ientos, n o rm a s y técnicas p ropias de la investi­ gación form al, o sea un c o n j u n t o de reglas q u e tienen p or p ro p ó s ito establecer relaciones e n tre variables, resolver a lgu­ nos pro b lem a s específicos, e f e c tu a r p r o n ó s ti c o s y p re d ic c io ­ nes con el m a y o r nivel posible de c o n fia b ilid a d , no es p r o p i a ­ m e n te una investigación. Ello ha c o n tr i b u i d o a que n u estro s e s tu d ia n te s sigan c r e y e n d o que los ac to s de iden tificar as­ pectos y p u n to s de vista, buscar y resolver co n tra d ic c io n e s , relacionar un h e c h o con sus causas y conse cuenc ia s, explicar y c o m p r e n d e r los hechos, e xplicitar los valores y principios q u e inspiran y guían la acción, etc., n o son p r o p i a m e n te “ in­ vestigación” . Las mismas fu nc ione s de e n u m e r a r, describir, c o m p a r a r, distinguir, clasificar, definir o situar un fe n ó m e n o o una actividad en un tie m p o y en un espacio d e t e r m in a d o , t a m p o c o h aría n parte del c a m p o investigativo. Ello quizá nos enseña qu e existen niveles de investigación, los cuales van d e s­ de el más simple a c to de pensar hasta las fu n c io n e s superiores de la investigación c ientífica .

Para m u ch o s d o c e n te s de la investigación el a c to de i n ­ vestigar sólo es posible c u a n d o se asum e una “ a c ti t u d m e n ­ t a l ” fren te a las cosas y los hec hos q u e lo ro d e a n . Es un a p r e n ­ d er a buscar, a explicar sus efecto s y conse cuenc ia s, e s ta b le ­ cer v ínculos y relaciones, e f e c tu a r p ro n ó s tic o s , p ro b le m a tiz a r la realidad, e x a m in a r c r ít i c a m e n t e los h e c h o s y fe n ó m e n o s,

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verificar su falsedad o verdad. C om ienza c o n la curio sid ad y la m a n ía de p re g u n ta rlo t o d o , y cu lm ina co n el cuestiona- m ie n t o c o n c e p tu a l de un a realidad co m p le ja y c o n t r a d i c t o ­ ria. Y esta a c ti t u d se c o m ie n z a a d esarrollar desde n iñ o , c u a n ­ d o recién e m p iez a a desc u b rir el m u n d o invisible y secreto qu e lo ro d e a , c u a n d o a b u r re a los a d u lto s co n sus “ p o r q u é ” , o sea, c u a n d o c o m ie n z a a germ in a r c o m o semilla el v e rd ad ero e s p íritu de la b ú sq u e d a y de la investigación, q u e si se a lim e n ­ ta, se estim u la y se desarrolla a d e c u a d a m e n t e , t e n d r á c u a n d o a d u lto una d im e n sió n re a lm e n te cien tífica . Y ello en la m e d i­ da q u e co m ie n c e a c o m p r e n d e r los c o n c e p to s , los principios, c a te g o ría s y n o c io n e s teóricas y operativas de la ciencia y su m é t o d o .

¿ C u á n d o y c ó m o c o m ie n z a a nac er en las p erso n as el in ­ terés, la a c ti t u d o la p re disposición p o r el m é t o d o y la inves­ tigación c ie n tífic a ? A lgunos afirm a n q u e este in teré s c o m i e n ­ za c u a n d o las p ersonas se p la n te a n u n a serie de s u p u e s to s que n o p u e d e n d e m o s t r a r o u n c o n j u n t o de p ro b le m a s q u e no p u e d e resolver, qu e a la p o s tre se c o n s t i t u y e n en el m arc o ló ­ gico y o n to ló g ic o del p e n s a m i e n to c ie n tífic o . V e a m o s a lgu­ n o s de estos supuestos:

— De ace p ta r qu e la in d u c c ió n p u e d e p r o p o rcionar n u ev a in fo rm a c ió n , o sea, a p a r ti r de ciertas p r o p o s i­ c i o n e s p a r t i c u lares ó singu lares p a ra llejjar a un a o v a ­ rias p ro p o s ic io n e s m ás generales.

— C reer en la validez de los procesos d e d uc tivos, p o r m e d io de los cuales se p u e d e e x tra e r un a c o n s e c u e n ­ cia de u n o o m as principios, premisas~o s u p u é s t o s r — S u p o n e r qu e los hec hos no se p r o d u c e n cáprichosa-

m e n te , sino q u e están d e te rm in a d o s , o sea, qu e los fe­ n ó m e n o s y los proc esos re sp o n d e n a un e n c a d e n a ­ m ie n to de causas y efectos.

— E s ta r c o n v e n cid o s de qu e los f e n ó m e n o s de la n a t u r a ­ leza o de la socieda d h u m a n a p u e d e n ser o r d e n a d o s y p r e s e n ta r ciertas regularidades, o sea, q u e o c u r ra n de a c u e r d o c o n u n a regla o c o n u n ifo rm id a d .

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— T e n e r c o n fia n za en las observaciones del c ie n tíf ic o , o sea, qu e los m edios que utiliza para c o n o c e r y e x p li­ car la realidad sean g a r a n tía de veracidad y verificabi- bilidad,

O tro s p la n te a n en c a m b io qu e la d u d a es el c a m in o que nos p u ed e llevar a la investigación c i e n tífic a , p a r tic u la rm e n te la “ d u d a a p a re n te o fingida” , tal c o m o se p re s e n ta en el p l a n ­ t e a m i e n to c ie n tífic o de un p ro b le m a . Esta d u d a significa sólo un p rescindir de la ce rteza n a tu ra l, co n el fin de llegar a la ce rteza c ie n tífic a p o r m edio de la c o m p r o b a c i ó n y e l a b o r a ­ ción e x p líc ita de las r a z o n e s , o s e a ,a través de la ac ción de la investigación c ien tífica . La d u d a nos c o n d u c e a p la n te a rn o s p roblem as, a h acernos p re g u n ta s y a c u e s tio n a r n o s las cosas. A q u í hay que re c o rd a r la fam osa “ d u d a filosófica” , que es un a suspensión tran sito ria del juicio hasta re u n ir los c o n o c i ­ m ien to s necesarios para fo rm u larlo co n seguridad, y que para algunos, es la m edida de lo que es la investigación cien tífica .

Son m u ch as las definiciones y o p in io n e s d ife re n te s que existen e n t r e los investigadores y c ie n tífic o s sobre lo que c o ­ m ú n m e n t e se d e n o m in a “ investigación c i e n t í f i c a ” . A d o lfo C i it t o afirm a qu e la investigación c ie n tífic a “ c o n s t i t u y e un proceso de ajuste siste m átic o e n tre la realidad y el c o n o c i ­ m ie n to o re p resen ta ció n de e lla ” 3 . Para Claire Selltiz, “ el ob- te tivo de la investigación c ie n tífic a es d e sc u b rir re sp u estas a d e te r m in a d a s i n t e r r o g a n t e s a través de la ap licación de p r o ­ ced im ien to s cien tífico s. E stos p ro c e d i m ie n to s han sido d e sa ­ rrollados con el o b je to de a u m e n t a r el grado de ce rteza de que la in fo rm a c ió n re u n id a será de in teré s para el i n t e r r o g a n ­ te qu e se estu d ia y q u e, ad e m á s, re ú n e las c o n d ic io n e s de fia ­ bilidad y o b je tiv id a d ” a . Eli de G o rta ri afirm a qu e “ la investi­ gación cie n tífic a , c o m o to d a s las otras actividades h u m a n a s, se realiza co n m a y o re s p ro b a b ilid ad e s de é x it o c u a n d o pre via­ m e n te se elabora un p r o y e c to del tra b a jo p o r realizar, en el

3 C R I T T O , A d o l f o . E l m é t o d o c i e n t í f i c o e n l as c i e n c i a s s o c i a l e s . P a i d ó s .

4 S E L L T I Z , C. M. J a h o d a y o t r o s . M é t o d o s d e i n v e s t i g a c i ó n e n las

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cual se incluye el p r o c e d im ie n to para ejecutarlo. El m é t o d o c ie n tífic o es j u s t a m e n t e el p r o c e d im ie n to p la n e a d o que se sigue en la investigación, para descubrir las formas de e x i s te n ­ cia de los procesos" . O tros a u to re s c o m o Mario Bunge, L. Fes- tinger, Lucien G o ld m a n ñ , Lefebre, Lazarsfeld, P opper, Mer- to n , etc., han e n sa y a d o sus propias definiciones sobre el a s u n ­ to. las cuales nos hablan de u n a actividad e n c a m in a d a a la s o ­ lución de p ro b lem a s, que se define p or e) uso de un m é t o d o c ie n tífic o , que es un p r o c e d i m ie n to siste m átic o d e s tin a d o a a d q u irir nuevos c o n o c im ie n to s , qu e es el proceso formal de llevar a ca b o el m é t o d o c ie n tífic o y una gran c a n tid a d de f o r ­ mas d iferen tes de e n t e n d e r y explicar una actividad q u e tiene facetas y m atices m uy diversos.

Para que una investigación cien tífica adq u iera el carácter de tal —de “ c i e n t í f i c a ” n a t u r a lm e n te — se necesita que reúna cierto s requisitos en c u a n to al m é t o d o , a los fines u objetivos. A juicio del investigador arg en tin o Ezequiel Ander-Egg, los aspectos qu e ca rac te rizan una investigación c ie n tífic a , serían los siguientes:

A n te to d o , es una fo r m a de p la n t e a r p ro b le m a s y buscar solu c io nes m e d ia n te una indagación o b ú s q u e ­ da que ¿Tiene un interés t e o rético o una p re o c u p a c ió n

prá ctica. ' "

— De una m an era m u y general, se llama ta m b ié n investi­ gación c i e n t í f ic a, a la a d q u isición de c o n ocim ien to s a c erc a de u n a sp e c to d e la realidad ( situ a c ió n - p ro b le ­ m a) corcel fin de a c tu a r sobre ella.

— Es u n a e x p lo ra c ió n sistem ática a p a r tir de u_n_m a rco t e ó rico en el q ue se encajan los p ro b le m a s o l_as h i p ó ­ tesis c o m o e n c u a d re referencial.

— R e q u ie re un a fo rm u la c ió n precisa del p r o b le m a que se quiere investigar y de un diseño m e to d o ló g ic o en el q u e se e x p re se n los p r o c e d im ie n to s para buscar la o las respuestas im plicadas en la fo rm u la c ió n del p ro b le m a .

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— Exige c o m p ro b a c ió n y verificación del h e c h o o f e n ó ­ m e n o qu e se estudia m e d ia n te la c o n f r o n t a c i ó n e m p í ­ rica.

— Trasciende las situaciones o casos partic u la res para h a ­ cer inferencias de validez general.

— Utiliza un a serie de i n s tru m e n to s m e to d o ló g ic o s qu e son relevantes para o b t e n e r y c o m p r o b a r los d a to s c onsiderados p e r tin e n te s a los objetivos de la investi­ gación.

— P or ú ltim o , la investigación se registra y expresa en un in fo rm e , d o c u m e n t o o e s t u d i o” 6 .

Para la m a y o ría de los investigadores, el h e c h o de e n f r e n ­ tarse con un p ro b le m a c ie n tífic o , y p lan tea fse su c o r r e s p o n ­ d iente solución y respuesta, ya implica un a a c ti t u d qu e se re la ­ ciona y se vincula a la investigación cien tífica . De a h í q u e se afirm e que no hay investigación c ie n tífic a si n o existe un p r o ­ blem a que resolver, describir, ex plicar o s im p le m e n te id e n ti ­

ficar. “

Hay que a c e p ta r q u e existen n u m ero sa s c o n c e p c io n e s es ­ te re o tip a d a s sobre la e x presión “ investigación c i e n t í f i c a ” , ya que tra d ic io n a lm e n te d o m in a n los usos y los crite rio s a c a d é ­ micos y form alistas sobre el a s u n to . E n n u e s t r o m e d io p o r e jem plo, d o m in a la posición n o rte a m e ric a n a , d o n d e la investi­ gación se relaciona con el m an ejo de técnicas de recolección y t r a t a m i e n to de d ato s em p íric o s. En m u ch as universidades la investigación es s o lam en te esto. C o m o c o n t r a p a r t i d a existe la c o n c ep ció n de que la p ro d u c c ió n del c o n o c im i e n t o está re ser­ vada a un g rupo m uy exclusivo de personas, más “ in telige n­ t e s ’’ y p re p ara d as que el c o m ú n de las personas. Para estos sectores el p ro d u c ir c o n o c im ie n to s es un a c to f u n d a m e n t a l ­ m e n te teó ric o , de c a rá c te r lógico y d is ta n te de to d a c o n c e p ­ ción ideológica o actividad práctica. Esta últim a tiene un va­

6 A N D E R - E G G , E z e q u i e l . T é c n i c o s d e i n v e s t i g a c i ó n s o c i a l H u m a - n i t a s , B u e n o s A i r e s , 1 9 8 3 .

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lor sec u n d a rio y se limita a a p o r ta r algunos d a to s qu e p o s ib i­ litan a la te o r í a sacar sus con c lu sio n e s, generalizar y concep- tualizar. A su juicio la investigación c ie n tífic a n o p u e d e c o n ­ vertirse ni e n u n a ra z ó n e m p íric a y p ra g m á tic a, ni en su d e ­ fe c to , en u n ap é n d ic e de una c o n c e p c ió n ideológica. Creem os qu e en los dos casos se tra ta de e n f o q u e s m u y unilaterales s o ­ bre la investigación, ya qu e t o d o s estos asp e c to s se reflejan y se c o m p l e m e n t a n . P or o tra p a r te , ta m p o c o se p u e d e n dejar p or fuera los parad ig m as c u a litativos, fe n o m e n o ló g ic o s , n a t u r a l í s ­ ticos, e tn o g rá fico s, etc., q u e j u n t o con los a n a lític o s , funcio- nalistas y m arxistas, fo rm a n p a r te de ün c o n j u n t o de op cio n es y altern ativ a s que posee la investigación c ie n tífic a para d e s a ­ rrollar sus actividades.

1.2 T ip o lo g ía s y p ara d ig m a s de la investigación c ie n tífic a E n la a c tu a lid a d se hace m u y difícil clasificar la inm ensa c a n tid a d y variedad de m o d a lid a d e s investigativas, q u e si bien en m u c h o s casos n o pasan de ser sim ples técnicas y m é to d o s , se les ubica d e n t r o de d e te r m in a d a tipología. P ero detrás de c a d a u n o de estos tipos de investigación se e n c u e n t r a u n a c o n ­ cepción filosófica que los s u s te n ta n y los respaldan te ó r i c a ­ m e n te , y qu e en la te r m in o lo g ía ac tu a l se le d e n o m i n a para­

digm a de investigación. C o m o verem os, n o siem p re esto s p a ­

radigm as se derivan o son una e x te n s ió n o p erativ a de d e t e r m i ­ n ad a s escuelas o c o n c e p c io n e s filosóficas, sino que en m u c h o s casos se n u t r e n de e le m e n to s c o n c e p tu a le s p ro v e n ie n te s de d i­ fe ren tes c o rrien tes. Para G u illerm o B riones, u n “ paradigm a de in v es tig ació n ” es “ u n a co n c e p c ió n del o b j e t o de es tu d io de u n a ciencia, de los p ro b le m a s para estu d iar, de la n a tu ra leza de sus m é to d o s y de la fo rm a de ex plicar, i n t e r p r e t a r o c o m ­ p re n d e r —según el caso— los re su ltad o s de la investigación realizada. En c o n j u n t o , el p aradigm a define lo q u e c o n s t i tu y e la ciencia “ l e g í t im a ” para el c o n o c im i e n t o de la realidad a la cual se re f i e r e ” 7 . El p r o p i o a u t o r c i t a d o grafica de esta m a n e ­ ra el p a ra d ig m a de investigación:

7 B R I O N E S , G u i l l e r m o . M é t o d o s y t é c n i c a s a v a n z a d a s d e i n v e s t i g a ­

c i o n e s a p l i c a d a s a la e d u c a c i ó n y a l as c i e n c i a s s o c i a l e s M ó d u l o 1. E p i s t e m o l o g í a y m e t o d o l o g í a d e la i n v e s t i g a c i ó n s o c i a l . C u r s o a

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Fig. 1

T ra d ic io n a lm e n te el té rm in o “ p a r a d ig m a ” se utiliza c o ­ m o s in ó n im o de m o d e lo o e jem plo, o en su d e f e c to se usa en lingüística para designar un c o n j u n t o de e sq u e m a s form ales o virtuales de ele m e n to s, p ero en el caso r e la c io n a d o con la investigación tiene un significado d ife r e n te . A q u í el p a rad ig ­ m a se c o n s titu y e en un p u n t o o una c o n c e p c ió n in term ed ia e n tre una co n c e p c ió n filosófica y la actividad o los p r o c e d i ­ m ien to s m e to d o ló g ic o s p ro p io s de la investigación. Una c o n ­ cepción filosófica, p o r su c a rá c te r e s tr i c ta m e n te teó ric o , no p u e d e convertirse d ire c ta m e n te en una altern ativ a m e t o d o l ó ­ gica u operativa de un a investigación, sino que ello es posible sólo a través de los p ro c e d im ie n to s qu e utiliza la investigación en el p ro c eso de operácio n aliza ció n de las variables, h ipótesis o su p u esto s teóricos. Para algunos investigadores, un p a ra d ig ­ ma n o es otra cosa que la tra d u c c ió n en té rm in o s o p erativos y m e to d o ló g ic o s de las ideas, c o n c e p t o s y re p re se n ta c io n e s teóricas que se efe c tú a n sobre un o b je t o de e stu d io . Su u tili­ dad en la investigación c ie n tífic a es obvia, ya q u e en el m o ­ m e n t o de ap o y a rse en un p aradigm a re c o n o c id o , p e r m ite s u ­ p erar las c o n tra d ic c io n e s y discrepancias q u e t r a d i c io n a lm e n ­ te p u e d e n surgir en tre la ciencia y la re alid ad , e n t r e la te o ría y la p ráctica. A) surgir esta instancia in te rm e d ia es posible in teg ra r y c o m b in a r m u ch as c o n c e p c io n e s , y resolver los a b is­ m os q u e separan las diversas c o n c ep cio n es. N o hay que olvi­ dar que en la a c tu a lid a d , e n tre los investigadores existe cierta te n d e n c ia al eclecticism o y se a d o p ta lo que parece positivo y c o n v e n ie n te de una u o tra c o r rie n te , i n d e p e n d ie n te m e n t e de q u e éstas sean o p u estas o no. Pero a pesar de este eclecticis­ m o , existe un énfasis y p re d o m in io de cie rto s ó r d e n e s de ideas. Hoy día se habla de 5 paradigm as que d o m in a n el esc e­ nario de la investigación científica:

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Principios y con cep tos E P I S T E M O L O G I C O S L O G I C O S M A T E M A T I C O S E S T A D I S T I C O S F I L O S O F I C O S P S I C O L O G I C O S S O C I O L O G I C O S H I S T O R I C O S F ig . 2 . P a r a d i g m a s d e i n v e s t i g a c i ó n . En la a c t u a l i d a d l o s p a r a d i g m a s d e i n v e s t i g a c i ó n se h a n c o n v e r t i d o e n las c o n c e p c i o n e s i n t e r m e d i a s e n t r e l o s p r i n c i p i o s y c o n c e p t o s t e ó r i c o s p r o p i o s d e a l g u n a s d i s c i p l i n a s q u e f u n d a m e n t a n la i n v e s t i g a c i ó n c i e n t í f i c a y l o s p r i n c i p i o s o p e r a t i v o s y m e t o d o l ó g i c o s d e la i n v e s t i g a c i ó n p r o p i a m e n t e d i c h a . N o h a y q u e o l v i ­ d a r q u e e s t a s d i s c i p l i n a s t e ó r i c a s t i e n e n su p r o p i a ¿ r e a y c a m p o d e a c ­ c i ó n o d e i n f l u e n c i a , y q u e , si b i e n s o n l o s f u n d a m e n t o s t e ó r i c o s d e la i n v e s t i g a c i ó n c i e n t í f i c a , é s t a s n o t i e n e n c o m o ú n i c o r e f e r e n t e la i n v e s ­ t i g a c i ó n . D e a h í la n e c e s i d a d d e “ t r a d u c i r ” e s t o s c o n c e p t o s y p r i n c i p i o s t e ó r i c o s a i o s n i v e l e s m á s e s p e c í f i c o s y o p e r a t i v o s d e la i n v e s t i g a c i ó n c i e n t í f i c a ; d e lo c o n t r a r i o s u s n i v e l e s d e t e o r i c i d a d n o s o n c o m p a t i b l e s c o n las e x i g e n c i a s o p e r a t i v a s y m e t o d o l ó g i c a s d e la a c t i v i d a d i n v e s t i g a - t i v a . A l g u n o s i n v e s t i g a d o r e s p l a n t e a n q u e el “ p a r a d i g m a d e i n v e s t i g a ­ c i ó n ” , al m e d i a r , b u s c a s u p e r a r las v ie j a s c o n t r a d i c c i o n e s e n t r e la t e o r í a y la p r á c t i c a , e n t r e lo e s t r i c t a m e n t e c o n c e p t u a l y l o o p e r a t i v o .

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— Marxista — F un cio n alista — A n a lític o — In te r p re ta tiv o — E structura lista

Algunos teóricos de la investigación n o están p l e n a m e n ­ te convencidos de la existencia de éstos paradigm as y c o n s i d e ­ ran que éstos son el re su lta d o de una clasificación arbitraria de los filósofos y de los e p istem ólogos, q u e buscan establecer un p u e n te artificial en tre la te o ría y la p rá ctica investigativa. C reem os qu e los prejuicios en t o r n o a los parad ig m as son in ­ justos, ya que en la práctica se ha p o d i d o c o m p r o b a r que esta articulación de lo filosófico y lo o p e ra tiv o , p ro p io del p r o c e ­ so investigativo, ha p osibilitado alca n zar m a y o re s niveles de unidad e n tre lo teó ric o y lo p rá c tic o , q u e n o r m a l m e n t e se ha c o n s titu id o en un e te r n o do lo r de ca beza de la investigación científica. D e b id o a que eí e stu d io de los parad ig m as de inves­ tigación es un tem a c o m p le jo y d enso, d o n d e se co n ju g an n u ­ m erosas d o ctrin a s y p o stu la d o s filosóficos, ep istem o ló g ico s, lógicos, e s tad ístico s y m e to d o ló g ic o s, sólo nos lim ita re m o s a destacar algunos principios generales de cada u n o de estos p a ­ radigmas.

El paradigma m arxista se f u n d a m e n t a en ías c a te g o ría s y principios pro p io s del m a teria lism o h istó ric o y d ialéctico. La dialéctica m arx ista, a juicio de sus p artid a rio s, es una ciencia qu e tra ta de las leyes más generales del d esa rro llo de la n a t u ­ raleza, de la sociedad y del p e n s a m ie n to h u m a n o . Marx y En- gels e s tru c tu r a ro n la dialéctica so b re la base de la c o n c e p c ió n m aterialista del p ro c eso h istórico y del desarrollo del c o n o c i ­ m ie n to , g en eralizando los proc esos reales q u e o c u r re n en la n a tu ra le z a , en la sociedad y en el pensar. En la d ialéctica c i e n ­ tífic a se c o m b in a n o rg á n ic am en te las leyes del desarrollo t a n ­ to del ser c o m o del c o n o c e r, d a d o qu e tales leyes p o r su c o n ­ te n id o , son idénticas y sólo se d iferencian p o r la form a. De a h í q u e la dialéctica m aterialista sea n o sólo una d o c trin a on- tológica, sino adem ás gnoseológica, una lógica qu e e x a m in a el p e n s a m ie n to y la cognición t a n t o en su devenir c o m o en su desarrollo, y en ellos está c o n te rtid o c o m o te n d e n c ia su f u t u ­ ro, es decir, a q u e llo que devendrá. Este m a te ria lism o d ia lé c ti­ co se e n c u e n tra fu n d a d o en algunas leyes y p rin cip io s

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genera-Ies, qu e a la p o s tre son los qu e c a rac te rizan y d efin e n este p a ­ radigm a investigativo. S o n los siguientes:

• Ley de la u n id a d y lucha de c o n tra rio s

• Ley de tra n s f o rm a c ió n de los ca m b io s c u a n tita tiv o s en c u a litativos

• Ley de la negación de la negación

La ley de la u n id a d y lucha de c o n tra rio s im plica la exis­ tencia de c o n tra d ic c io n e s , qu e es un m o d o de tra n sfo rm a c ió n de los f e n ó m e n o s o procesos, en razón de la presencia en su seno de asp e c to s o p u e sto s que s u p o n ié n d o s e necesarios el u n o y el o t r o , tie n d e n a excluirse m u t u a m e n t e , p e r o a su vez co e x iste n s i m u ltá n e a m e n te , p u es el u n o su p o n e al o tro . La ley de t r a n s f o rm a c ió n de los ca m b io s c u a n tita tiv o s en c u a lita ­ tivos revela las vías y form a s de desarrollo del m u n d o m a t e ­ rial y social, y la ley de la negación se refiere a la te n d e n c ia principal y la c o rre la c ió n de lo viejo y lo nu ev o en el d e sa rro ­ llo del m u n d o n a tu ra l y social.

En un i n te n t o p o r darle a la c o n c e p c ió n m aterialista d ia ­ léctica u n a m e t o d o l o g ía p ro p ia en el t e rr e n o cognoscitivo, c ie n tífic o y ed u c a tiv o , surgió en la déc ad a del 6 0 en la U nión Soviética, u n a serie de te o ría s y p la n te a m ie n to s qu e c u e s tio ­ n a r o n las rígidas y dog m áticas posiciones d o m in a n te s . Los so­ viéticos Davydov, M ajm u to v y o tro s , dieron n a c im ie n to a un a c o n c e p c ió n d e n o m i n a d a c o n c e p c ió n p r o b l é m i c a , q u e en sus c o m ie n z o s surgió c o m o un m é t o d o y un m é t o d o p e d a ­ gógico, p ero que p o s t e r io r m e n te se t ra n s f o rm ó en un v erd a­ d ero p arad ig m a investigativo que le n t a m e n te ha te n id o relativo auge en varios países. Los fu n d a m e n t o s de esta c o n c e p c ió n se c e n tr a n en los p rin c ip io s de la p ro b le m ic id a d de los c o n o c i ­ m ie n to s nuevos q u e se d esc u b ren y la suposición del objetivo. R e a lm e n te n o existe p len o a c u e rd o so b re c ó m o defin ir el t é r ­ m in o “ p r o b l e m ic i d a d ” , ya q u e para m u c h o s éste va más allá del p ro b le m a y se refiere a las diversas c o n tra d ic c io n e s que su r­ gen e n tre lo c o n o c id o y lo d e sc o n o c id o o b u s c a d o , y qu e c u l­ m ina co n la solución del p ro b le m a . Para o tro s en c a m b io , la p ro b le m ic id a d tiene un significado m ás form a l, ya q u e t e n ­ d ría relación c o n el p ro c e so del p l a n t e a m i e n t o del problem a. A u n q u e al p ara d ig m a m a rx ista no se le r e c o n o c e d ire c ta ­ m e n te existen c ia c o m o m é t o d o investigativo c o n

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característi-cas propias, ha in fluido p o d e r o s a m e n t e en la gestión y e s tr u c ­ tu ra c ió n de algunas m o d alid ad es de la investigación c u a li t a ti ­ va, de tip o histó rico o s o c i o e c o n ó m ic o , de a h í q u e se afirm e que el paradigm a m arxista se ha c o n s t i t u id o en u n foco p o ­ tencial de influencias, p e r o n o en u n a re alidad n jeto d o ló g ic a o c ie n tífic a de la investigación.

El paradigma funcionalista tiene m u ch as varia ntes y c o ­ rrientes diferentes, de a h í la d ificu ltad para un ifica r los c r it e ­ rios fren te a lo q u e u s u a lm e n te se define c o m o “ f u n c i ó n ” y “ f u n c io n a lis m o ” , c o n c e p to s sobre los cuales se asienta este p a ­ radigm a. Según E o b e r t M erton, u n o de los a u to re s q u e i n t r o ­ d u je ro n p r á c tic a m e n te el t é rm in o en la investigación, d e fin e la fu n c ió n c o m o “ una con se cu en c ia objetiva observable, p r o d u c i ­ da p o r la presencia de un e l e m e n to en el seno de u n sistem a so­ cial, la cual a u m e n t a o m a n tie n e su gra d o d e in t e g ra c ió n ” 8 . Este p aradigm a surgió a p a r tir de algunos p rincipios básicos t o m a d o s de los trabajos de Max Weber, Wílfredo P are to y Em ilio D u rh e im , el p ad re del positivism o, d esa rro llad o s p o s ­ t e rio rm e n te p o r los a n tro p ó lo g o s Malinowski y Radliffe-Brown, e s t r u c tu r a d o s y pu esto s en prá ctica p o r los sociólogos n o r ­ tea m e ric a n o s Parsons y M erton.

Este p aradigm a se asocia c o n los p o s t u l a d o s de la socio- »

logia n o rte a m e ric a n a q u e critica el m é t o d o h istó ric o y q u e c onsidera q u e la exigencia p rim o rd ia l de la investigación c o n ­ siste en establecer e m p í r i c a m e n t e los hec hos del caso en es­ tu d io , o sea, le interesan los esta d o s m an ifiesto s. M erto n , a la inspiración o c a rá c te r vago del m é t o d o h istó ric o , o p o n e la se­ guridad de las técnicas de e n c u e sta y de análisis del c o n te n id o m anifiesto. Su fu n c ió n no es tra n s f o r m a d o r a c o m o en el caso m arxista, sino investigar la realidad de un sistem a p ara, p r i m e ­ ro d e t e c t a r los aspectos disfu n cio n ale s del sistem a, y p o s t e ­ rio rm e n te , p ro c u ra r los a r g u m e n to s y la i n f o rm a c ió n qu e sir­ va p ara convertirlos en funcionales, y de esta m a n e ra p re s e r­ var y asegurar la existencia y el fu n c io n a m ie n to del sistem a. O sea los “ fu n c io n a le s ” son positivos para el sistem a social y son “ d isfu n c io n a le s ” , si p ro v o c a n un e s ta d o de r u p t u r a con

8 M E R T O N , R o b e r t K . S o c i a l t h e o r y a n d s o c i a l s t r u c t u r e . G l e n c o e , 1, 1 1 . T h e F r e e P r e ss . 2 n d e d . 1 9 6 7 .

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d i c h o sistem a. El p aradigm a fu ncionalista t o m a m u c h o s as­ p e c to s del e m p irism o clásico y del positivism o, p ero en gen e­ ral se le asocia con algunas c o rrie n te s idealistas actuales: f e n o ­ m e n o lo g ía , realism o c r ític o , perso n alism o , p ra g m a tism o , etc.

El paradigma a n a lític o , al igual que el func iona lism o, tiene facetas m u y d istintas y qu e algunos derivan de u n m a ­ terialism o m o d e r n o n o m arxista y de un realism o c ie n tífic o q u e se e n c u e n t r a v in c u la d o con las co n c e p c io n e s p ro p ias de la ló gica-m a te m átic a y del neopositivism o. Paul Lazarsfeld, u n o de los más i m p o r t a n t e s teóricos de este p aradigm a, afirma qu e la m e to d o lo g ía en las ciencias sociales es n ecesariam ente un e n f o q u e a n a lític o qu e analiza e studios c o n c re to s para ex- p licita r los p ro c e d im ie n to s q u e se em p lea rán , los supuestos su b y a c e n te s que se c o n sid e ra ro n y los m o d o s de explicitación que se ofrecieron. U n o de los criterios d o m i n a n t e s de este p a ­ radigm a es la existencia de las variables, q u e a la p o s tre se c o n s t i t u y e n en las d im en sio n es de un fe n ó m e n o y las cuales tie n e n c o m o c a ra c te rís tic a principal, la ca p a c id a d de asum ir d istin to s valores.

O tr o de los teóric os de este paradigm a es el c o n o c id o e p iste m ó lo g o a r g e n tin o Mario B unge, para el cual la ciencia es f u n d a m e n t a lm e n t e analítica, “ ya q u e la investigación c ie n t íf i ­ ca a b o r d a p ro b le m a s circ u n scrip to s , u n o a u n o , y tra t a de d e s c o m p o n e r l o t o d o en e l e m e n to s (n o nec e sa ria m e n te ú l t i­ m os o siquiera reales). La investigación c ie n tífic a no se p la n ­ tea c u e stio n e s tales c o m o : ¿ C ó m o es el universo en su c o n j u n ­ to ? o ¿ C ó m o es posible el c o n o c im ie n to ? T ra ta en ca m bio, de e n t e n d e r to d a situación to tal en té rm in o s de sus c o m p o ­ n entes. I n t e n t a desc u b rir los e l e m e n to s q u e c o m p o n e n cada t o t a l id a d , y las i n t e r c o n e x io n e s qu e explican su in te g ra c ió n ” . T a m b ié n son i m p o r t a n t e s re p re s e n ta n te s de este parad ig ­ ma, ad e m á s del m e n c io n a d o Paul Lazarsfeld, el psicólogo K u r t Lew in y H arold Laswell, q u e d esarrollaron la c o n c e p ­ ción d e n o m i n a d a análisis de co n te n id o s, la cual se utiliza en la d esc rip ció n o bjetiva, sistem ática y c u a n tita tiv a del c o n t e n i ­ d o m a n ifie s to de la c o m u n ic a c ió n de masas.

El paradigm a c u a litativ o-inte rpretativ o se asocia f u n d a ­ m e n ta l m e n t e c o n la investigación cualitativa, p a r tic u la rm e n te en el c a m p o de las ciencias sociales. M e to d o ló g ic a m e n te se

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ca-íacteriza p o r el énfasis que hace en la aplicación de las té c n i­ cas de descripción, clasificación y explicación. De los tipos de investigación más co m u n e s que fo r m a n p a rte de este p a rad ig ­ ma, h ab ría que m en c io n a r el e tn o g rá fico , a n tro p o ló g ic o , e s t u ­ dios de casos, etc., sobre los cuales h ab la re m o s más a m p lia ­ m e n te en los p ró x im o s c a pítulos.

F in a lm e n te el paradigma estructuralista tiene sus o ríg e ­ nes en la década del 50, p a r tic u la rm e n te en el c a m p o de las ciencias sociales, pero fue el a n t r o p ó lo g o C laude Lévy-Strauss quien dio form a a su c u e rp o teóric o y prá ctico. Su n o m b re nos sugiere que su base es la idea de estru ctu ra , qu e en té r m i ­ nos generales se utiliza para designar el m o d o c ó m o las partes de un t o d o están articuladas unas co n otras, f o r m a n d o una to ta lid a d c o n c re ta . La e stru c tu r a es lo que da u n id a d a la dis­ posición in tern a de un c o n j u n t o que p e r d u ra en el tiem po. Pero la e stru c tu r a ta m b ié n , es lo que da significación a cada una de las partes, que son d e p e n d ie n te s del to d o y solidarias e n tre sí, de tal m anera que t o d a m od ificac ió n en cualquiera de ellas, afecta inev itab lem en te a las dem ás.

La c o n c e p c ió n estru c tu ralista ha invadido la m a y o r í a de las disciplinas de las ciencias sociales y h u m a n a s, de a h í que exista un e n f o q u e estru c tu ralista en el t e rr e n o de la p sico lo ­ gía, de la lingüística, en las ciencias ec o n ó m ic a s, etc., do n d e se destac an n o m b re s c o m o J e a n Piaget, R o m á n J a c o b s o n y otro s. C o m o m é to d o , el es tru c tu r a lis m o consiste en c o n f r o n ­ tar c o n j u n to s d iferen tes para desc u b rir una e s tru c tu r a c o m ú n y diferencias significativas que, al m ism o tie m p o , p e r m ita n la distinción y relación e n tre ellos.

1.3 F u n d a m e n t o s filosóficos y ep istem ológicos de los paradigm as de investigación

Es evidente que to d o s estos paradigm as de investigación son el re su lta d o de directrices y d e r ro te ro s señalados p o r d i ­ versas co rrie n te s filosóficas y epistem ológicas, la m a y o r ía de las cuales tienen su p ro p ia c o n c e p c ió n sobre el p ro c eso de co n stru c c ió n de la ciencia y sobre los criterios teóric os que su ste n ta n la investigación científica, ¿Cuáles son las p rin c ip a ­ les c o rrie n te s filosóficas que sirven de m arc o teó ric o y de p u n t o de a p o y o de estos paradigm as? S o n n u m e ro sa s, y

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