Texto completo

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AREA

I I I

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Semestre

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LITERATURA I .

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Coordinadoras:

Celina Leal de Rodríguez. Diana A. Guerra de Muzza.

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FONDO UNIVERSITARIO

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INDICE DE CONTENIDO.

PAG. INTRODUCCION.

I PRINCIPIOS GENERALES DE LITERATURA. 1

Objeto de l a l i t e r a t u r a . Carácter de l a l i t e r a t u r a hasta mediados del s i g l o X V I I I . Concepto de l a autonomía de l a l i t e r a t u r a . Concepción -del romanticismo acerca de l a poesía y el a r t e en g e n e r a l . El a r t e por el a r t e . La evasión -con r e l a c i ó n a l a l i t e r a t u r a . L i t e r a t u r a y co-nocimiento. Concepto de l i t e r a t u r a comprometi-da. El compromiso l i t e r a r i o según S a r t r e . Di f e r e n c i a e n t r e l i t e r a t u r a comprometida y l i t e r a " t u r a d i r i g i d a . D e f i n i c i o n e s de: t e o r í a , c r í t i ca e h i s t o r i a l i t e r a r i a . D e l i m i t a c i ó n de l i t e r a t u r a u n i v e r s a l , comparada y n a c i o n a l . C u e s -t i o n a r i o .

L e c t u r a : "El P r í n c i p e F e l i z " , cuento de Oscar Wilde.

I I LOS GENEROS LITERARIOS. 25

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L e c t u r a s : "Navidad en Ganimedes", cuento de Isaac Asimov; "El r e t a b l o de l a s m a r a v i l l a s " , entremés de Cervantes y dos poemas: "El alba t r o s " de Carlos Baudelaire y "Lo único e t e r -no" de Guillermo B l e s t Gana.

I I I COMO COMENTAR UN TEXTO LITERARIO.

Generalidades. El método y sus f a s e s . I n s t r u c ciones para l a p r á c t i c a del comentario. Redac c i ó n del e j e r c i c i o . Algunas notas acerca del e s t i l o . C u e s t i o n a r i o .

L e c t u r a : "La Chachalaca", cuento de Rafael Del gado.

REFERENCIA BIBLIOGRAFICA.

INDICE DE UNIDADES.

UNIDAD X I I .

UNIDAD X I I I .

UNIDAD XIV.

UNIDAD XV.

PAG.

V I I

XI

XV

XIX

NOTA:

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INTRODUCCION.

La i n t e n c i ó n de este l i b r o es: i n i c i a r a los e s t u d i a n -tes de p r e p a r a t o r i a en los d i v e r s o s aspectos que i n t e g r a n el fenómeno l i t e r a r i o , en una forma a c c e s i b l e a todos.

Trataremos de responder preguntas b á s i c a s , t a l e s como: ¿qué es l a l i t e r a t u r a ? ; ¿cómo se c l a s i f i c a ? ; ¿qué hacer pa-ra comprenderla mejor?

A modo de breve i n t r o d u c c i ó n diremos que l a l i t e r a t u r a , como a c t i v i d a d creadora, c o n s t i t u y e un a r t e ; el m a t e r i a l del que se vale es l a p a l a b r a , es conveniente recordar que l a p a l a b r a , como la T i e r r a , l a sociedad, el cuerpo humano, puede ser estudiada desde d i f e r e n t e s puntos de v i s t a ya que es m ú l t i p l e , a r t i c u l a d a y cambiante como todo l o que vi^ ve.

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l e r . SEMESTRE. AREA I I I . UNIDAD X I I .

PRINCIPIOS GENERALES DE LITERATURA.

INTRODUCCION:

Creemos que el a p r e n d i z a j e de l a l i t e r a t u r a no debe ser en l o a b s o l u t o , e l e s t u d i o de una s e r i e de nombres de autores y las obras que han e s c r i t o con algunas r e f e r e n c i a s a l a épo ca o a s i t u a c i o n e s que i n f l u y e r o n en su c r e a c i ó n ; ni tampoco l a l e c t u r a de resúmenes arguméntales más o menos bien hechos.

Para c a p t a r realmente l o que nos o f r e c e l a l i t e r a t u r a de bernos conocer primero l a s t e o r í a s que se han elaborado en t o r no a e l l a , sus bases y d i f e r e n c i a c i o n e s ; y después s u m e r g i r -nos de l l e n o en su sustancia en Ta única forma p o s i b l e : leyen

do. ~

OBJETIVOS:

1 . - Mencionar cuál es el o b j e t o de l a l i t e r a t u r a .

2 . - Enunciar el c a r á c t e r que se a t r i b u í a a l a l i t e r a t u r a has ta mediados del s i g l o X V I I I .

3 . - D e f i n i r el concepto de l a autonomía de l a l i t e r a t u r a .

4 . - Mencionar l a concepción de Karl P h i l i p M o r i t z sobre l a obra de a r t e .

5 . - E x p l i c a r l a v i s i ó n del romanticismo acerca de l a poesía y el a r t e en g e n e r a l .

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7 . - Determinar en qué c o n s i s t e l a e v a s i ó n , t a n t o en el crea^ dor l i t e r a r i o como en el l e c t o r , y e x p l i c a r sus formas.

8 . - D e f i n i r l a r e l a c i ó n e n t r e l i t e r a t u r a y conocimiento.

9 . - E x p l i c a r qué representa l a l i t e r a t u r a para el hombre.

1 0 . - Enunciar e l concepto de l i t e r a t u r a comprometida.

1 1 . - E x p l i c a r brevemente l a concepción de l a l i t e r a t u r a , se-gún Jean Paul S a r t r e y sus puntos d i s c u t i b l e s .

1 2 . - E s t a b l e c e r l a d i f e r e n c i a e n t r e l i t e r a t u r a comprometida y l i t e r a t u r a d i r i g i d a .

1 3 . - Mencionar en qué c o n s i s t e n : l a t e o r í a , c r í t i c a e h i s t o r i a l i t e r a r i a s y su r e l a c i ó n r e c í p r o c a .

1 4 . - D e f i n i r a qué se llama l i t e r a t u r a u n i v e r s a l , comparada y nacional .

PROCEDIMIENTO:

Lee atentamente el m a t e r i a l de e s t u d i o que incluímos a -c o n t i n u a -c i ó n y resuelve los o b j e t i v o s .

ACTIVIDADES:

1 . - Lee: "El p r í n c i p e f e l i z " de Oscar Wilde ( l o encontrarás en t u l i b r o después del c u e s t i o n a r i o ) y elabora por esc r i t o , una s í n t e s i s personal sobre su esc o n t e n i d o . No esc o pies p á r r a f o s únicamente; t r a t a de comprender en r e a l i -dad y hazlo con tus propias p a l a b r a s .

2 . - Contesta l a s preguntas del c u e s t i o n a r i o que corresponde a este c a p í t u l o , es t u a u t o e v a l u a c i ó n .

R e q u i s i t o para presentar l a e v a l u a c i ó n es l a entrega de estas dos a c t i v i d a d e s , debidamente r e a l i z a d a s .

RITMO DE TRABAJO:

1er. d í a .

2o. d í a .

3 e r . d í a .

4o. d í a .

-O b j e t i v o s .

A c t i v i d a d 1.

A c t i v i d a d 2.

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I PRINCIPIOS GENERALES OE LITERATURA.

En Tos ú l t i m o s años se han r e a l i z a d o v i s i b l e s progresos en el campo de l a l i t e r a t u r a . Pero ¿para quiénes y por qué se escribe? I n i c i a l m e n t e podemos d e c i r que l a l i t e r a t u r a es tá e s c r i t a para aquellos que desean e n t e r a r s e de lo que es ~~ capaz de c r e a r el ser humano en el ámbito i n t e l e c t u a l ; para conocer y v a l o r a r l o que se ha e s c r i t o y aprovechar l o que se ha v i v i d o a t r a v é s de e l l a .

La l i t e r a t u r a como conjunto de e s c r i t o s , en prosa o -verso, t i e n e ante todo un c a r á c t e r c r e a t i v o , a r t í s t i c o . Def i n i r l a es realmente d i Def í c i l , pero podemos d e c i r que r e p r e -senta un conocer, un s e r i o saber, y a l a vez, algo a l e g r e , un organismo v i v o , que se puede tomar interesada o d e s i n t e r e sadamente; que puede ser empleada como vehículo de i n f o r m a - " ción o s u s t i t u t o de e x p e r i e n c i a s , y , al mismo tiempo, como gozosa contemplación, como algo no a d q u i s i t i v o , como expe -r i e n c i a en s í misma.

Los s e n t i m i e n t o s , l a imaginación y l a f a n t a s í a forman parte de l a n a t u r a l e z a de l a l i t e r a t u r a contenida en los tex t o s . Estos i n t e g r a n un conjunto de elementos s o l i d a r i o s con la r e a l i d a d s o c i a l en l a cual l a obra l i t e r a r i a nace y a l a que representa a t r a v é s de a c o n t e c i m i e n t o s , temas, p e r s o n a -j e s , ideas y escenarios de una época determinada.

De acuerdo con todo l o a n t e r i o r , l a f u n c i ó n esencial de la l i t e r a t u r a s e r í a : ser f i e l a s í misma, a su n a t u r a l e z a , y también a ser comunicadora de e x p e r i e n c i a s , de saberes de

i d e o l o g í a s .

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La l i t e r a t u r a , como l a s demás c i e n c i a s del e s p í r i t u , t i e n e como o b j e t o el mundo creado por el hombre en el t r a n s -curso de l o s s i g l o s , campo enorme, pues abarca todos l o s do-minios de l a m ú l t i p l e a c t i v i d a d humana; de esto podemos dedu c i r f á c i l m e n t e su importancia y su v a l o r . Sin embargo, las opiniones en cuanto a l a s funciones de l a l i t e r a t u r a son con t r o v e r t i d a s . Hasta mediados del s i g l o X V I I I » se l e a t r i b u -y e , c a s i s i n excepción, una f i n a l i d a d hedonista* o pedagogo c o - m o r a l i s t a * Aunque en algunas ocasiones se externaba el concepto de l a autonomía de l a l i t e r a t u r a , por ejemplo por medio de poesía o r i g i n a l , r i c a en b e l l o s e f e c t o s sonoros, en

r i t m o s nuevos y completamente ajena a motivaciones morales. S i g l o s más t a r d e se transforma l a a c t i v i d a d p o é t i c a en verda dera r e l i q i ó n del a r t e , al consagrarla a l a creación del poe ma y a su perfeccionamiento f o r m a l , excluyéndose toda i n t e n -c i ó n u t i l i t a r i a .

La c o n c i e n c i a de l a autonomía de l a l i t e r a t u r a , y del a r t e en g e n e r a l , a d q u i r i ó fuerza y se fundamentó a p a r t i r de l a segunda mitad del s i g l o X V I I I . Karl P h i l i p M o r i t z , en su obra: Sobie. la XmUacÁón plástica da lo bello t a f i r m a que

l a obra de a r t e es un microcosmos, un todo o r g á n i c o , complet o y p e r f e c complet o en s í mismo, y que es b e l l o precisamencomplete p o r -q u e r o t i e n e necesidad de ser ú t i l .

El romanticismo, al c o n s i d e r a r l a poesía y el a r t e en general como un conocimiento ú n i c o , capaz de r e v e l a r al hom-bre l o i n f i n i t o , los m i s t e r i o s de l o s o b r e n a t u r a l y los e n i ^ mas de l a v i d a , l e da a éste una j u s t i f i c a c i ó n t o t a l .

El a r t e por e l a r t e , como movimiento e s t é t i c o , como es-cuela l i t e r a r i a h i s t ó r i c a m e n t e s i t u a d a y determinada, es un fenómeno c a r a c t e r í s t i c o del s i g l o XIX. Su m é r i t o c o n s i s t e en c r e e r en l a autonomía de l a l i t e r a t u r a y en d i f u n d i r el p r i n c i p i o de que l a l i t e r a t u r a debe r e a l i z a r ante todo v a l o -res e s t é t i c o s .

La negativa a i d e n t i f i c a r l o b e l l o con l o ú t i l se r e l a ciona con una a c t i t u d i n t e l e c t u a l muy i m p o r t a n t e : una f u e r -t e h o s -t i l i d a d f r e n -t e al progreso de l a c i e n c i a y de l a -t é c m ca como {{andamawtoó excZuA¿vo& de. la pe.iúe,cX¿bll¿dad humana.

Las conquistas de l a c i e n c i a y de l a t é c n i c a , la c r e c i e n t e

i n d u s t r i a l i z a c i ó n y las riquezas derivadas de e l l a s provocan en las m u l t i t u d e s una e u f o r i a que conduce al menosprecio y al o l v i d o de todos los valores que no se i n t e g r a n en el mito del progreso. En nombre de los v a l o r e s o l v i d a d o s , sobre t o -do los e s t é t i c o s , y en nombre de l a e s p i r i t u a l i d a d misma del hombre, l o s | p a r t i d a r i o s del a r t e por e l a r t e proclaman su -repulsa f r e n t e a l o s u t i l i t a r i s t a s .

Entre o t r a s f i n a l i d a d e s , con f r e c u e n c i a se l e asigna a l a l i t e r a t u r a l a de l a e v a s i ó n , que s i g n i f i c a , en términos g e n e r a l e s , l a fuga del yo ante determinadas condiciones y -c i r -c u n s t a n -c i a s de l a vida y del mundo, y que i m p l i -c a la búsqueda y l a c o n s t r u c c i ó n de un mundo nuevo, i m a g i n a r i o , d i f e -r e n t e de aquél del cual se huye, y que funciona como sedante, como compensación i d e a l , como un medio de r e a l i z a c i ó n de sue ños y a s p i r a c i o n e s .

La evasión como fenómeno l i t e r a r i o , puede comprobarse t a n t o en el e s c r i t o r como en el l e c t o r .

Los dos p r i n c i p a l e s motivos de la evasión en el plano del creador l i t e r a r i o son:

a) C o n f l i c t o con l a sociedad: el e s c r i t o r s i e n t e l a medio c r i d a d , l a v i l e z a y l a i n j u s t i c i a de l a sociedad que l o rodea y , en a c t i t u d de amargura y desprecio huye de esa sociedad y se r e f u g i a en l a l i t e r a t u r a .

b) Problemas y sentimientos íntimos que t o r t u r a n l a mente del e s c r i t o r , de los que éste huye por e. camino de l a evasión. El t e d i o , e l s e n t i m i e n t o de abandono y de so-ledad, l a angustia de un d e s t i n o f r u s t r a d o , c o n s t i t u y e n o t r o s tantos motivos para a b r i r l a puerta de l a e v a s i ó n .

La evasión del e s c r i t o r puede r e a l i z a r s e , en el plano de l a c r e a c i ó n l i t e r a r i a , de d i f e r e n t e s modos:

I ) Transformando l a l i t e r a t u r a eil, a u t é n t i c a r e l i g i ó n , en a c t i v i d a d t i r á n i c a m e n t e absorbente» por l a que el a r t i s t a o l v i d a el mundo y l a v i d a .

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b e l l e z a , l a grandiosidad y el encanto que e l presente es incapaz de o f r e c e r .

3) Evasión en el e s p a c i o , que se m a n i f i e s t a en el gusto por l o s p a i s a j e s , l a s f i g u r a s y l a s costumbres e x ó t i -cas En el t e r r e n o de l a evasión en el espacio ocupa l u g a r fundamental el tema del v i a j e . Enclaustrado por el a b u r r i m i e n t o , cansado y herido en cuerpo y alma, eí e s c r i t o r anhela l a a v e n t u r a . Al término del v i a j e se e x t i e n d e un país m a g n i f i c o , un paraíso moldeado por el ensueño del a u t o r .

4) La i n f a n c i a c o n s t i t u y e un t e r r e n o p r i v i l e g i a d o para l a evasión l i t e r a r i a . Ar.te l a s d e s i l u s i o n e s y oerrum bamlentos de l a edad a d u l t a , e l e s c r i t o r , evoca sona-doramente el tiempo perdido de l a i n f a n c i a , p a r a í s o l e j a n o donde v i v e n l a pureza, l a i n o c e n c i a , l a prome-sa y l o s mitos f a s c i n a n t e s .

5) La c r e a c i ó n de personajes es o t r o procedimiento usado con f r e c u e n c i a por e l e s c r i t o r , sobre todo por e l no-v e l i s t a , para e no-v a d i r s e . El p e r s o n a j e , plasmado según los más secretos deseos y d e s i g n i o s del a r t i s t a , p r e senta l a s cualidades y v i v e l a s aventuras que el e s -c r i t o r ha deseado para s i i n ú t i l m e n t e .

6) El ensueño, l o s paraísos a r t i f i c i a l e s provocados por ' l a s drogas y el a l c o h o l , l a o r g í a , e t c . , representan

o t r o s procesos de evasión con amplia proyección en la 1 i t e r a t u r a .

El fenónemo de l a evasión l i t e r a r i a se presenta también en e l l e c t o r . Este l l e g a a l a e v a s i ó n , en forma semejante al e s c r i t o r , a t r a v é s del a b u r r i m i e n t o , de l a f r u s t r a c i ó n y de l a tendencia a soñar i l u s o r i a s f e l i c i d a d e s y aventuras y a c r e e r en ese ensueño. La l e c t u r a r e s u l t a ser entonces e x c i -t a n -t e de un sen-timen-talismo ansioso de quimeras*, forma i l u s o r i a de compensar f r u s t r a c i o n e s de l a p r o p i a e x i s t e n c i a .

Hay o t r a t e o r í a que i d e n t i f i c a l a l i t e r a t u r a con el cono c i m i e n t o . Respecto a e l l a se puede a f i r m a r que l a creación l i t e r a r i a no es f i l o s o f í a d i s f r a z a d a , ni el conocimiento que se t r a n s m i t e por e l l a está esencialmente c o n s t i t u i d o por p n n c i p i o s c i e n t í f i c o s . No o b s t a n t e , l a r u p t u r a t o t a l e n t r e l i t e

r a t u r a y conocimiento r e p r e s e n t a r í a una m u t i l a c i ó n i n a c e p t a -b l e del fenómeno l i t e r a r i o , pues, como d i j i m o s a n t e s , toda obra l i t e r a r i a a u t é n t i c a traduce una e x p e r i e n c i a humana y d i -ce algo a-cerca del hombre y del mundo. A t r a v é s de todos los tiempos l a l i t e r a t u r a ha sido e l más fecundo instrumento de a n á l i s i s y comprensión del hombre y de sus r e l a c i o n e s con e l mundo. S ó f o c l e s , Shakespeare, Cervantes, D o s t o y e v s k i , Kafka,

representan nuevos modos de comprender a l hombre y l a v i d a , y revelan verdades humanas que antes se desconocían o apenas

eran p r e s e n t i d a s .

En nuestro tiempo se habla mucho de l i t e r a t u r a comprome t i d a y de compromiso l i t e r a r i o . Estas d o c t r i n a s surgen a par t i r de l a segunda guerra mundial y de los años s i g u i e n t e s . En esencia e s t e compromiso s i g n i f i c a preocupación por l o que sucede en el mundo y una m a n i f e s t a c i ó n palpable de esa preocu pación.

Jean Paul S a r t r e expone esta concepción de l a l i t e r a t u ra en su ensayo mundialmente c é l e b r e , "¿Qué es l a l i t e r a t u ra?" La r e f l e x i ó n s a r t r i a n a sobre l a n a t u r a l e z a y l a f i n a l i -dad de l a l i t e r a t u r a comprende t r e s preguntas y t r e s respues-tas sobre aspectos diversos, íntimamente complementarios, de l a a c t i v i d a d l i t e r a r i a , ya mencionados con a n t e r i o r i d a d : ¿qué es e s c r i b i r ? ; ¿por qué e s c r i b i r ? ; ¿para quién e s c r i b i r ?

A c o n t i n u a c i ó n se expondrá, muy brevemente, l a d o c t r i n a de S a r t r e .

A. ¿Qué es e s c r i b i r ?

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B. ¿Por qué e s c r i b i r ?

S a r t r e examina y condena o t r a s respuestas dadas t r a d i c i o nalmente a esta pregunta l a l i t e r a t u r a como e v a s i ó n , l a l i -t e r a -t u r a como conocimien-to e s p e c í f i c o - y formula una nueva e x p l i c a c i ó n : el hombre t i e n e l a c o n c i e n c i a de ser r e v e l a d o r de las cosas y , por l o t a n t o , toda obra l i t e r a r i a se presenta como una llamada, comprometiendo l a l i b e r t a d y l a generosidad del l e c t o r en el proceso de su r e v e l a c i ó n .

C. ¿Para quién e s c r i b i r ?

Seqún S a r t r e el e s c r i t o r se d i r i g e a l a l i b e r t a d de sus l e c t o r e s . Además no a un l e c t o r i d e a l , sino a uno concreto y contemporáneo.

Estas ideas de S a r t r e t i e n e n v a r i o s puntos d i s c u t i b l e s : iqnora deliberadamente los v a l o r e s propios del fenomeno l i t e -r a -r i o y confunde su contenido con el de una ob-ra p o l í t i c a , so c i o l ó g i c a , p a n f l e t a r i a ; h i s t o r i z a l a a c t i v i d a d l i t e r a r i a y , al h a c e r l o , niega al l e c t o r l a p o s i b i l i d a d de r e c o n s t r u i r l o s conceptos n e c e s a r i o s , por medio de l a c u l t u r a para poder

l e e r y comprender obras de épocas muy d i v e r s a s . Recordemos que l a l i t e r a t u r a a u t é n t i c a no es el r e s u l t a d o de los v a l o r e s de una época únicamente.

E s t a b l e c i d o l o a n t e r i o r , es conveniente d e c i r también que hay que d i s t i n g u i r e n t r e l i t e r a t u r a comprometida y l i t e r a t u r a d i r i g i d a . En l a l i t e r a t u r a comprometida, l a defensa de determinados v a l o r e s p o l í t i c o s y s o c i a l e s n a c e d e una d e c i

-s i ó n l i b r e del e -s c r i t o r . En l a l i t e r a t u r a d i r i g i d a , lo-s valo res que deben ser defendidos y exaltados y los o b j e t i v o s que han de alcanzarse son impuestos por un poder ajeno al e s c r i -t o r , c a s i siempre por un poder p o l í -t i c o , con l a c o n s i g u i e n -t e l i m i t a c i ó n e i n c l u s o en algunos casos l i q u i d a c i ó n de l a n b e r tad del a r t i s t a .

Como o t r o tema básico para i n i c i a r s e en el conocimiento de l a l i t e r a t u r a está l a d i s t i n c i ó n e n t r e l o que es la t e o r í a ,

l a c r í t i c a y l a h i s t o r i a l i t e r a r i a s .

La t e o r í a l i t e r a r i a l a podríamos d e f i n i r como l a p o s i b i -l i d a d de-l e s t u d i o s i s t e m á t i c o e integrado de -l a -l i t e r a t u r a ; en forma más concreta diríamos que es el e s t u d i o de l o s p r i n -c i p i o s de l a l i t e r a t u r a , de sus -c a t e g o r í a s , -c r i t e r i o s , e t -c .

La h i s t o r i a de la l i t e r a t u r a contempla el fenómeno l i t e -r a -r i o como una s e -r i e de ob-ras y auto-res dispuestos en o-rden c r o n o l ó g i c o y como partes i n t e g r a n t e s del proceso h i s t ó r i c o .

En cuanto a la c r í t i c a l i t e r a r i a podríamos d e c i r que es el e s t u d i o de obras concretas de a r t e con el f i n de a n a l i z a r su c a l i d a d .

Naturalmente es f á c i l a d v e r t i r que estas t r e s formas de e s t u d i a r l a l i t e r a t u r a se presuponen y enlazan mutuamente de una manera muy e s t r e c h a . No se puede concebir l a t e o r í a l i t e r a r i a s i n l a c r í t i c a o s i n l a h i s t o r i a , ni l a h i s t o r i a s i n l a t e o r í a y l a c r í t i c a . Ninguna obra puede ser analizada s i n re c u r r i r a p r i n c i p i o s g e n e r a l e s , ni tampoco s i se ignoran las r e l a c i o n e s h i s t ó r i c a s , pues s e n c i l l a m e n t e no s e r í a p o s i b l e ni s i q u i e r a saber qué obra es o r i g i n a l y cuál derivada y s o l a mente se l o g r a r í a hacer c o n j e t u r a s poco p r e c i s a s . El d i v o r -c i o e n t r e l a -c r í t i -c a , l a h i s t o r i a y l a t e o r í a l i t e r a r i a i r í a en p e r j u i c i o de todas y cada una de e l l a s .

Como punto f i n a l estableceremos las d i f e r e n c i a s que se observan e n t r e l i t e r a t u r a u n i v e r s a l , l i t e r a t u r a comparada y l i t e r a t u r a n a c i o n a l .

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La comparación formal e n t r e l i t e r a t u r a s , -o e n t r e movimientos, f i g u r a s y obras en busca de sus r e l a c i o n e s r e c í p r o

-cas, es el o b j e t o de l a l i t e r a t u r a comparada.

La l i t e r a t u r a nacional obviamente es el c o n j u n t o de creaciones de uri conglomerado humano en p a r t i c u l a r . Al e s t u -d i a r l a s -d i s t i n t a s c o n t r i b u c i o n e s -de l a s naciones al proceso l i t e r a r i o g e n e r a l , se deben hacer a un lado los sentimientos n a c i o n a l i s t a s y las t e o r í a s r a c i s t a s . Todo a n á l i s i s o b j e t i v o tendrá que d i s t i n g u i r e n t r e l a s cuestiones relacionadas con l a ascendencia r a c i a l de los e s c r i t o r e s y con l a s s o c i o l ó g i -cas de procedencia y ambiente, por una p a r t e y por o t r a , l a s r e l a t i v a s a l a i n f l u e n c i a r e a l del p a i s a j e y a l a t r a d i c i ó n y modas l i t e r a r i a s . Los problemas con l a n a c i o n a l i d a d se c o m -p l i c a n más, s i se va a d e c i d i r s i l a s l i t e r a t u r a s e s c r i t a s ^ e n una misma lengua son l i t e r a t u r a s nacionales d i s t i n t a s , ¿qué es l o que las d e f i n e ? ; ¿la independencia p o l í t i c a ? ; ¿la con -c i e n -c i a n a -c i o n a l ? ; ¿la de l o s propios a u t o r e s ? ; ¿el empleo de asuntos nacionales y de " c o l o r l o c a l " ? ; ¿o es l a a p a r i c i ó n de un neto e s t i l o l i t e r a r i o nacional?

Cuando se haya d e c i d i d o e s t o , se podrá a n a l i z a r el modo p r e c i s o en que cada l i t e r a t u r a nacional ingresa en l a t r a d i c i ó n , s i n que las h i s t o r i a s de l i t e r a t u r a nacional sean s i m -plemente c a t e g o r í a s g e o g r á f i c a s .

Lo que es muy importante r e c o r d a r , en este aspecto, es que l a l i t e r a t u r a u n i v e r s a l y l a s nacionales se presuponen mu tuamente y que el poder d e s c r i b i r l a a p o r t a c i ó n p r e c i s a de ca da una s i g n i f i c a r í a conocer mejor el c o n j u n t o del amplio mun-do de l a 1 i t e r a t u r a .

CUESTIONARIO.

1 . - ¿Cuál es el o b j e t o de l a l i t e r a t u r a ?

2 . - ¿Qué c a r á c t e r se a t r i b u í a a la l i t e r a t u r a hasta mediados del s i g l o X V I I I ?

3 . - ¿En qué época toma fuerza l a conciencia de l a autonomía de l a l i t e r a t u r a ?

4 . - ¿Qué afirma Karl P h i l i p M o r i t z , en su obra: Scb/ie ta -ÓÍR

taitón plástica cíe lo 6e¿&,\ de la obra de arte?

5 . - ¿Cómo consideraba el romanticismo a l a poesía y el a r t e en general?

6 . ¿En qué s i g l o se s i t ú a el a r t e por el a r t e , corno movi -miento e s t é t i c o ?

7 . - ¿Cuál es el m é r i t o de esta t e o r í a ?

8 . - ¿Con qué a c t i t u d i n t e l e c t u a l se r e l a c i o n a l a negativa a i d e n t i f i c a r l o belfo con l o ú t i l ?

9 . - ¿Qué es l a evasión?

10.- ¿Cuáles son los p r i n c i p a l e s motivos de l a evasión en el plano del creador l i t e r a r i o ?

11.- ¿De qué modos puede r e a l i z a r s e l a evasión del e s c r i t o r , en el plano de l a creación l i t e r a r i a ?

12.- ¿Cómo se presenta la evasión l i t e r a r i a en el l e c t o r ?

13. ¿Qué se puede a f i r m a r respecto a la t e o r í a que i d e n t i f i -ca l a l i t e r a t u r a con el conocimiento?

14.- ¿Qué representa l a l i t e r a t u r a para e l hombre?

(15)

1 6 . - ¿Cuándo aparece el concepto de l i t e r a t u r a comprometida?

1 7 . - ¿Cómo se podría e x p l i c a r , brevemente, l a concepción de l a l i t e r a t u r a según Sartre?

1 8 . ¿En qué ensayo de Jean Paul S a r t r e , se da esta concep -ción?

1 9 . ¿Cuáles son l o s puntos d i s c u t i b l e s de l a t e o r í a s a r t r i a -na sobre l a l i t e r a t u r a ?

2 0 . - ¿Qué d i f e r e n c i a hay e n t r e l i t e r a t u r a comprometida y l i t e r a t u r a d i r i g i d a ?

2 1 . - ¿Qué es l a t e o r í a l i t e r a r i a ?

2 2 . - ¿En qué c o n s i s t e l a c r í t i c a l i t e r a r i a ?

2 3 . - ¿Qué contempla l a h i s t o r i a de l a l i t e r a t u r a ?

2 4 . - ¿Existe una separación t o t a l e n t r e t e o r í a , c r í t i c a e h i s t o r i a l i t e r a r i a ?

2 5 . - ¿Cómo se ha concebido el t é r m i n o : l i t e r a t u r a u n i v e r s a l ?

2 6 . - ¿Qué o b j e t o t i e n e l a l i t e r a t u r a comparada?

2 7 . - ¿Qué es l a l i t e r a t u r a nacional?

"EL PRINCIPE FELIZ.

(16)

y iiu

Dominando l a c i u d a d , sobre una a l t a columna, elevábase l a estatua del P r i n c i p e F e l i z . Era toda dorada, c u b i e r t a de tenues hojas de oro f i n o ; tenía por ojos dos b r i l l a n t e s z a f i -r o s , y un g-ran -r u b í -r o j o c e n t e l l e a b a en el puño de su espada. Todo esto l e hacía ser muy admirado.

—Es tan hermoso como una v e l e t a —observaba uno de los concejales de l a c i u d a d , que deseaba granjearse una reputación de hombre de gustos a r t í s t i c o s — ; sólo que no es tan ú t i l -—añadía, temiendo l e tomasen por hombre poco p r á c t i c o , l o que realmente no e r a .

—¿Por qué no eres como el P r í n c i p e F e l i z ? —preguntaba una madre sentimental a su h i j i t o , que l l o r a b a pidiendo l a l u na — . Al P r í n c i p e F e l i z nunca se l e ocurre l l o r a r por nada.

—Me a l e g r o de que haya a l g u i e n en el mundo completamen-t e f e l i z —murmuraba un desengañado, concompletamen-templando l a maravi-l maravi-l o s a e s t a t u a .

—Tiene todo el aspecto de un ángel —decían los niños del Hospicio al s a l i r de la C a t e d r a l , con sus b r i l l a n t e s c a -pas e s c a r l a t a y sus l i m p i o s d e l a n t a l e s blancos.

—¿En qué lo conocéis? — r e p l i c a b a el profesor de materna t i c a s —. Nunca v i s t e i s ninguno.

— ¡Oh, los hemos v i s t o en sueñosl —contestaban los n i -ños; y el profesor de matemáticas f r u n c í a el e n t r e c e j o y toma ba un a i r e severo, pues no podía aprobar que los niños soña-~ sen.

Una noche voló sobre l a ciudad una pequeña g o l o n d r i n a . -Seis semanas a n t e s , sus amigas habían p a r t i d o para E g i p t o ; pe ro e l l a se quedó a t r á s , pues estaba enamorada del más hermoso de los j u n c o s . Lo encontró al comienzo de l a primavera, mien-tras revoloteaba sobre el r í o en pos de una gran mariposa ama

(17)

vo para h a b l a r l e . -< • ";vV: ' •

—¿Te amaré? — d i j o l a g o l o n d r i n a , que gustaba de no -andar con rodeos. Y el junco l e h i z o una gran r e v e r e n c i a .

Entonces l a g o l o n d r i n a jugueteó a su a l r e d e d o r , razando el agua con l a s alas y trazando en el 1 a surcos de p l a t a . Era su modo de hacer l a c o r t e ; y a s í pasó todo e l verano.

—Es una constancia r i d i c u l a —gorjeaban l a s o t r a s go-l o n d r i n a s — ; no t i e n e un céntimo y , en cambio, demasiada fa^ m i l i a .

Y, e f e c t i v a m e n t e , todo el r í o estaba c u b i e r t o de juncos.

Cuando l l e g ó el o t o ñ o , todas emprendieron el v u e l o . En-tonces l a g o l o n d r i n a se s i n t i ó muy s o l a , y empezó a cansarse

de su amante. --•

—No t i e n e conversación —se decía — , y temo sea bastan t e t o r n a d i z o , pues siempre está coqueteando con l a b r i s a .

Y realmente, siempre que c o r r í a b r í ^ a ^ e l j u n c § . m u l £ l

-->pl icaba sus más graciosas c f t p e s í a s . ^

—Es demasiado s e d e n t a r i o -^-continuaba d i c i é n d o s e Ta go l o n d r i n a — ; y a mi me gusta v i a j a r . Por t a n t o , quien me quie ra debe amar también los v i a j e s .

—¿Quieres seguirme? — l e preguntó por f i n . Pero e l jun co sacudió l a cabeza; t a l apego t e n í a a su hogar.

— iHas estado jugando conmigo1, —exclamó l a g o l o n d r i n a

Me voy a l a s p i r á m i d e s . ¡Adiós'.

Y l e v a n t ó v u e l o .

Durante todo el día estuvo volando y , al anochecer, l i e gó a l a c i u d a d .

—¿Donde me hospedaré? —se preguntó—. Espero que h a -brán hecho p r e p a r a t i v o s para r e c i b i r m e .

Entonces v i ó l a estatua sobre su a l t a columna.

—Voy a guarecerme a l l í —se d i j o — . El l u g a r es b o n i t o y bien a i r e a d o .

A s í , fué a posarse justamente entre l o s pies del P r í n c i -pe F e l i z .

—Tengo una alcoba dorada — s e d i j o dulcemente, mirando a su a l r e d e d o r . Y se dispuso a d o r m i r . Pero no había acabado de esconder l a cabeza bajo el a l a , cuando l e cayó encima una gran gota de agua.

— i Qué cosa tan rara', —exclamó—. No hay una nube en todo el c i e l o , las e s t r e l l a s están c l a r a s y b r i l l a n t e s y , s i n embargo, l l u e v e . Realmente, este clima del n o r t e de Europa es espantoso. Al junco l e gustaba l a l l u v i a ; pero era puro egoí:s mo.

Entonces, cayó o t r a g o t a .

—¿Para qué s i r v e una estatua s i no resguarda de l a l l u -via? — d i j o — . Voy a buscar una buena chimenea.

Y d e c i d i ó l l e v a r su vuelo a o t r a p a r t e .

Pero, antes de que a b r i e s e l a s a l a s , cayó una t e r c e r a -gota; y mirando hacia a r r i b a , v i ó . . . IAh, l o que v i ó i

Los ojos del P r í n c i p e F e l i z estaban l l e n o s de l á g r i m a s , y lágrimas c o r r í a n por sus doradas m e j i l l a s . Tan b e l l o era su

r o s t r o , a l a l u z de l a l u n a , que l a golondrina se s i n t i ó l l e -na de compasión.

—¿Quién sois? —preguntó.

(18)

—Entonces, ¿por qué l l o r á i s ? Casi me habéis empapado.

—Cuando estaba en vida y t e n í a un corazón de hombre — c o n t e s t ó l a estatua — , yo no sabía l o que eran l a s l á g r i -mas, pues v i v í a en el Palacio de l a Despreocupación9 donde - i

no se permite l a entrada al d o l o r . Durante e l día jugaba con mis compañeros en el j a r d í n , y por l a noche bailaba en el -gran s a l ó n . Alrededor del j a r d í n se elevaba un a l t í s i m o muro; pero jamás s e n t í c u r i o s i d a d por conocer l o que había t r a s é l ; t a n hermoso era cuanto me rodeaba. Mis cortesanos me llamaban el P r í n c i p e F e l i z , y f e l i z era en verdad, s i el placer es l a d i c h a . Así v i v í , y así m o r í . Y ahora que estoy muerto, me han subido t a n a l t o , que puedo ver todas l a s fealdades y toda l a m i s e r i a de mi ciudad y aunque mi corazón sea de plomo, no ten

go más remedio que l l o r a r .

— iCómo 1 ¿No es de oro de l e y ? — d i j o para s í l a g o l o n d r i n a . (Era demasiado bien educada para hacer en voz a l t a -observaciones sobre l a g e n t e ) .

— A l l á abajo —continuó l a e s t a t u a con su voz queda y mu s i c a l — , a l l á a b a j o , en una c a l l e j u e l a , hay una casuca misera b l e . Una de las ventanas está a b i e r t a , y a t r a v é s de e l l a veo a una mujer sentada ante una mesa. Su r o s t r o está demacrado y m a r c h i t o , y sus manos, ásperas y r o j i z a s , están l l e n a s de pin chazos, pues es c o s t u r e r a . Borda p a s i o n a r i a s en un t r a j e de seda que debe l u c i r en el próximo b a i l e del Palacio l a más -b e l l a de l a s damas de l a r e i n a . So-bre una cama, en un r i n c ó n del aposento, yace su h i j i t o enfermo. Tiene f i e b r e , y pide n a r a n j a s . Su madre sólo puede d a r l e agua del r í o ; así que el niño l l o r a . Golondrina, g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a , ¿querrías l l e v a r l e el r u b í del puño de mi espada? Mis pies están clava dos a e s t e pedestal y no puedo moverme.

—Me esperan en Egipto —respondió l a g o l o n d r i n a — . Mis amigas r e v o l o t e a n sobre el N i ! o y c h a r l a n con los grandes lo t o s . Pronto i r á n a dormir a l a tumba del Gran Rey. A l l í esta el Rey, en su pintado a t a ú d , e n v u e l t o en l i e n z o a m a r i l l o , y embalsamado con e s p e c i a s . Alrededor del c u e l l o t i e n e una cade na de jade verde p á l i d o , y sus manos .son como hojas secas.

—Golondrina, g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i -pe—, ¿no t e quedarás conmigo una noche, y serás mi mensaje-ra? i El niño t i e n e t a n t a sed, y l a madre está tan t r i s t e ' .

—No creo que me gusten los niños —contestó l a gOlondri_ na — . El verano pasado, cuando v i v í a a o r i l l a s del r í o , habí? dos muchachos mal educados, l o s h i j o s del m o l i n e r o , que no ce saban de t i r a r m e p i e d r a s . ¡Claro que no me atinaban nunca! Nosotras, l a s g o l o n d r i n a s , volamos demasiado b i e n ; y , además, yo soy de una f a m i l i a c é l e b r e por su l i g e r e z a ; pero, de todos modos, era una f a l t a de r e s p e t o .

Mas l a mirada del Príncipe F e l i z era tan t r i s t e , que l a golondrina se conmovió.

—Hace mucho f r í o aquí — d i j o — ; pero me quedaré una no-che con vos, y seré vuestra mensajera.

—Gracias, g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i p e .

Entonces l a golondrina arrancó el gran r u b í de l a espada del P r í n c i p e , y con él en el pico remontó su vuelo por encima de los t e j a d o s . Pasó j u n t o a l a t o r r e de l a C a t e d r a l , que t e -nía ángeles esculpidos en mármol blanco. Pasó j u n t o al Palac i o , donde se oía músiPalaca de danza. Una prePalaciosa muPalachaPalacha s a

-l i ó a-l ba-lcón con su n o v i o .

— ¡Qué hermosas son l a s e s t r e l l a s — d i j o él — , y cuan ma

r a v i l l o s o es el poder del amor! ~

—Espero que mi t r a j e esté l i s t o para el b a i l e de gala — r e p l i c ó e l l a — . He mandado bordar en él p a s i o n a r i a s . Pero -¡las costureras son tan holgazanas!

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l a c o s t u r a . Luego r e v o l o t e ó dulcemente alrededor de l a cama, abanicando con sus alas l a f r e n t e del n i ñ o .

— iQué f r e s c o tan agradable', — d i j o el n i ñ o — . Debo de e s t a r mejor

Y cayó en un d e l i c i o s o sueño.

Entonces l a golondrina v o l v i ó hacia el P r í n c i p e F e l i z , y l e contó l o que había hecho.

—Es c u r i o s o —añadió — , pero ahora casi tengo c a l o r ; y , s i n embargo, hace mucho f r í o .

—Es porque has hecho una buena acción —respondió el

-P r í n c i p e . ,

Y l a golondrina comenzó a r e f l e x i o n a r , y se durmió. -Siempre que r e f l e x i o n a b a se dormía.

Al rayar el a l b a , voló hacia el r í o a tomar un baño.

— iQué e x t r a o r d i n a r i o f e n ó m e n o e x c l a m ó e l profesor; de o r n i t o l o g í a j " que pasaba por e l puente—, i'tiaa g o l o n d r í a # l n i n v i e r n o !

Y e s c r i b i ó sobre e l l o una l a r g u í s i m a c a r t a al p e r i ó d i c o de l a l o c a l i d a d . Todo el mundo habló de e l l a . (¡Contenía tan tas palabras que no se e n t e n d í a n ' . ) .

—Esta noche p a r t i r é para Egipto —decíase l a golondrina y , a esta i d e a , sentíase muy c o n t e n t a .

V i s i t ó todos l o s monumentos p ú b l i c o s , y descansó l a r g o r a t o en el campanario de l a i g l e s i a . Los g o r r i o n e s susurraban a su paso, y se decían unos a o t r o s "¡Qué e x t r a n j e r a tan dis t i n g u i d a " , cosa que l a l l e n a b a de a l e g r í a .

Al s a l i r l a l u n a , v o l v i ó hacia el P r í n c i p e F e l i z .

—¿Teneís algunos encargos que darme para Egipto? — l e -g r i t ó — Voy a p a r t i r .

—Golondrina, g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i -pe—, ¿no te quedarás conmigo o t r a noche?

—Me esperan en Egipto —contestó la golondrina — . Maña-na, mis amigas volarán hacia l a segunda c a t a r a t a . Entre las cañas duerme a l l í el hipopótamo, y sobre un gran trono de gra n i t o se yergue el dios Memnón. Toda la noche pasa acechando las e s t r e l l a s , y cuando b r i l l a l a e s t r e l l a m a t u t i n a , lanza un g r i t o de a l e g r í a , y queda s i l e n c i o s o . A mediodía, los leones f u l vos baj an a beber a l a o r i l l a del río.. Tienen ojos como -b e r i l o s verdes y sus rugidos son más sonoros que los rugidos de l a c a t a r a t a .

—Golondrina, g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i -pe—, a l l á a b a j o , a l o t r o lado de l a ciudad, veo'a un joven en un desván. Está i n c l i n a d o sobre una mesa c u b i e r t a de pape-l e s , y en un vaso, a su pape-l a d o , se marchita un ramo de v i o pape-l e t a s . Sus c a b e l l o s son castaños y r i z a d o s , y sus l a b i o s r o j o s como granos de granada, y sus ojos anchos y soñadores. Se esfuerza en acabar una obra para el d i r e c t o r del t e a t r o ; pero t i e n e de masiado f r í o para s e g u i r e s c r i b i e n d o . No hay fuego en l a c h i -menea, y el hambre l e ha extenuado.

—Me quedaré o t r a noche con vos — d i j o l a g o l o n d r i n a , que realmente tenía buen corazón — . ¿Hay que l l e v a r l e o t r o r u b í ?

— iAyI no tengo más rubíes — d i j o el P r í n c i p e — . Mis ojos es lo único que me queda. Son dos r a r í s i m o s z a f i r o s , t r a í d o s de la India hace mil años. Arranca uno de e l l o s y l l é v a s e l o . Lo venderá a un j o y e r o , y comprará pan y l e ñ a , y acabará su -obra.

—Querido p r í n c i p e — d i j o l a golondrina — , yo no puedo hacer eso.

Y se echó a 1 l o r a r .

(20)

Entonces l a g o l o n d r i n a arrancó uno de l o s ojos del P r í n -c i p e , y e-chó a v o l a r -con él ha-cia el desván del e s t u d i a n t e . No era d i f í c i l e n t r a r en é l , pues había un agujero en el t e -cho, que aprovechó l a g o l o n d r i n a para e n t r a r como una f l e c h a . Tenía el joven l a cabeza hundida e n t r e las manos; así que no oyó el rumor de las a l a s . Cuando, al f i n , levantó l o s o j o s , -v i o el hermoso z a f i r o encima de l a s -v i o l e t a s m a r c h i t a s .

—Empiezo a ser estimado —exclamó—. Esto debe p r o v e n i r de algún r i c o admirador. Ya puedo acabar mi o b r a .

Y parecía completamente dichoso.

Al día s i g u i e n t e l a g o l o n d r i n a voló hacia el p u e r t o . Se posó sobre el m á s t i l de un gran n a v i o , y se e n t r e t u v o m i r a n -do a l o s m a r i n e r o s , que subían con cuerdas unas enormes ca-j a s de l a c a l a .

— ¡Me voy a Egipto', — l e s g r i t ó l a g o l o n d r i n a . Pero nadie l e hacía caso.

Al s a l i r l a l u n a , v o l v i ó hacia el P r í n c i p e F e l i z .

—Vengo a d e c i r o s adiós ^ l e d i j o .

—Golondrina, g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i -pe—, ¿no t e quedarás conmigo o t r a noche?

—Es i n v i e r n o —contestó l a golondrina — , y pronto l l e g a ra l a nieve helada. En E g i p t o , el sol c a l i e n t e sobre l a s p a l -meras verdes, y l o s c o c o d r i l o s , echados e n t r e el fango, miran

indolentemente en torno suyo. Mis compañeras construyen sus nidos en el templo de Baalbek, y l a s palomas rosadas y b l a n c a s , l a s siguen con los o j o s y se a r r u l l a n e n t r e sí.Querido

-P r í n c i p e , tengo que d e j a r o s ; pero nunca os o l v i d a r é ; y l a pró_ xima primavera os t r a e r é de a l l í dos piedras b e l l í s i m a s para reemplazar las que d i s t e i s . El r u b í será más r o j o que una r o -sa r o j a , y el z a f i r o tan azul como el gran mar.

— A l l á abajo, en l a plaza — d i j o el P r í n c i p e F e l i z — , hay una niña que vende c e r i l l a s . Se l e han caído las c e r i l l a s en el barro y se han echado a p e r d e r . Su padre l e pegará s i no

-l -l e v a a-lgún d i n e r o a casa, y por eso -l -l o r a . No -l -l e v a zapatos ni medias, y su cabecita va s i n nada. Arranca mi o t r o o j o y -dáselo, y su padre no l e pegará.

- P a s a r é o t r a noche con vos - d i j o l a g o l o n d r i n a - ; pero no puedo arrancaros el o t r o o j o . Os quedaríais ciego del todo .

G o l o n d r i n a , g o l o n d r i n a , g o l o n d r i n i t a d i j o el P r í n c i -pe—, haz l o que t e p i d o .

Entonces l a g o l o n d r i n a arrancó el o t r o o j o del P r í n c i p e

desí z ó 9 f C°n P°S á n d 0 S e S O b r e e 1 de l a n i ñ a ' ! '

d e s l i z o la joya en sus manos.

r n r H ^ f / r 0 2 0 d e C r- 'S t a 1 t a n b o n i t°: - e x c l a m ó ^ n i ñ a . Y

c o r r i ó hacia su casa, r i e n d o .

Entonces l a golondrina v o l v i ó hacia el P r í n c i p e .

—Ahora que e s t á i s ciego — d i j o — , me quedaré a vuestro lado para siempre.

—No, g o l o n d r i n i t a — d i j o el pobre P r í n c i p e — ; t i e n e s -que i r t e a E g i p t o .

—Me quedaré a vuestro lado para siempre — r e p i t i ó l a go l o n d r i n a . Y se durmió e n t r e los pies del P r í n c i p e .

Al día s i g u i e n t e , se posó sobre el hombro del P r í n c i p e , y le contó lo que había v i s t o en países e x t r a ñ o s .

Le habló de los i b i s r o j o s , que se colocan en largas f i -las a o r i l l a s del N i l o y pescan con sus picos peces dorados; de l a E s f i n g e , tan v i e j a como e l mundo, que v i v e en el d e s i e r to y lo sabe t o d o ; de l o s mercaderes que caminan lentamente ~ junto a sus camellos y l l e v a n en l a mano r o s a r i o s de ámbar; -del Rey de 1 as Montañas de l a Luna, que es negro como el ébano y adora un gran c r i s t a l ; de l a gran s e r p i e n t e verde, que duerme en una palmera y a l a que v e i n t e sacerdotes se e n c a r gan de a l i m e n t a r con pasteles de m i e l ; y de los pigmeos que -navegan sobre un gran lago en anchas hojas l i s a s y están siem

(21)

—Querida g o l o n d r i n i t a — d i j o el P r í n c i p e — , me^cuen-tas cosas m a r a v i l l o s a s , pero más m a r a v i l l o s o es todavía l o que s u f r e n l o s hombres. No hay m i s t e r i o tan grande como l a m i s e r i a . Vuela por mi c i u d a d , g o l o n d r i n i t a , y cuéntame l o que veas.

Entonces l a g o l o n d r i n a voló por l a gran c i u d a d , y viÓ a l o s r i c o s que se r e g o c i j a b a n en sus palacios s o b e r b i o s , -mientras l o s mendigos estaban sentados a sus p u e r t a s . Voló

por l a s c a l l e j u e l a s sombrías y v i o ios r o s t r o s pálidos de -l o s niños que mueren de hambre, mientras miran con i n d i f e r e n -l c i a las c a l l e s negras. Bajo l o s arcos de un puente había dos I c h i q u i l l o s acostados, uno en brazos del o t r o para darse c a l o r !

— iQué hambre tenemos', —decían.

— ¡Largo de ahí', — l e s g r i t ó un g u a r d i a ; y t u v i e r o n que a l e j a r s e bajo l a l l u v i a .

Entonces l a golondrina v o l v i ó hacia el P r í n c i p e , y l e contó l o que había v i s t o .

—Estoy c u b i e r t o de oro f i n o — d i j o el P r í n c i p e — ; despréndelo hoja a h o j a , y dáselo a mis pobres. Los hombres -creen siempre que el oro puede d a r l e s l a d i c h a .

Hoja a hoja arrancó l a golondrina el oro f i n o , hasta -que el P r í n c i p e F e l i z no tuvo ya ni b r i l l o ni b e l l e z a . Hoja a hoja d i s t r i b u y ó el oro f i n o e n t r e los pobres; y los r o s -t r o s de los niños se pusieron sonrosados, y los niños r i e r o n y jugaron por las c a l l e s .

— ¡Ya tenemos pan', — g r i t a b a n .

Entonces vino l a n i e v e , y después de l a nieve el h i e l o . Las c a l l e s parecían de p l a t a , de t a l modo b r i l l a b a n . Caramba nos, l a r g o s como puñales, colgaban de los a l e r o s de l a s casas. Todo el mundo se cubría con p i e l e s , y l o s niños l l e v a -ban gorros encarnados y patina-ban sobre el h i e l o .

La pobre golondrina tenía f r í o , cada vez más f r í o , pero no quería abandonar al P r í n c i p e ; l e amaba demasiado. Picotea

ba l a s migajas a l a puerta del panadero, cuando éste no l a v e í a , e i n t e n t a b a c a l e n t a r s e batiendo las a l a s .

Pero, al f i n , comprendió que iba a m o r i r . Tuvo aún f u e r -za para v o l a r hasta el hombro del P r í n c i p e .

— ¡ A d i ó s , querido P r í n c i p e ! —murmuró—. ¿Me p e r m i t í s -que os bese l a mano?

—Me a l e g r o de que al f i n te vayas a E g i p t o , g o l o n d r i n i -ta — d i j o el P r í n c i p e — . Demasiado tiempo has es-tado a q u í . Pe ro bésame en los l a b i o s , porque te quiero mucho.

—No es a Egipto adonde voy —contestó l a g o l o n d r i n a — . Voy a casa de l a Muerte. La Muerte es hermana del Sueño, ¿ver dad?

Y besó al P r í n c i p e F e l i z en los l a b i o s , y cayó muerta a sus p i e s .

En el mismo i n s t a n t e resonó un s i n g u l a r c r u j i d o en el i n t e r i o r de l a e s t a t u a , como s i algo se hubiese r o t o en e l l a . El caso es que el corazón de plomo se había p a r t i d o en dos. Indudablemente hacía un f r í o t e r r i b l e .

A l a mañana s i g u i e n t e paseaba el a l c a l d e por l a p l a z a , -con los -concejales de l a ciudad.

Al pasar al lado de l a columna, levantó los ojos hacia ~ la e s t a t u a .

— ¡Caramba — d i j o — , qué aspecto tan desarrapado t i e n e el P r í n c i p e F e l i z !

— ¡Completamente desarrapado! — r e p i t i e r o n los conceja-l e s , que eran siempre de conceja-l a o p i n i ó n deconceja-l a conceja-l c a conceja-l d e ; y subieron todos para e x a m i n a r l o .

(22)

— i ü n p o r d i o s e r o ' — h i c i e r o n eco l o s c o n c e j a l e s .

—Y a sus pies hay un pájaro muerto — p r o s i g u i ó el -Alcalde — . Será preciso promulgar un bando prohibiendo a los pájaros que vengan a m o r i r a q u í .

Y el s e c r e t a r i o del Ayuntamiento tomó nota de l a i d e a .

I

Mandaron, pues, d e r r i b a r l a estatua del P r í n c i p e F e l i z .

—Como ya no es b e l l o , para nada s i r v e — d i j o el profe sor de e s t é t i c a de l a U n i v e r s i d a d .

Entonces f u n d i e r o n l a e s t a t u a , y el Alcalde reunió el M u n i c i p i o para d e c i d i r qué harían con el m e t a l .

—Podemos —propuso— hacer o t r a e s t a t u a . La mía, por ejemplo.

—0 l a mía — d i j o cada uno de l o s c o n c e j a l e s .

Y empezaron a d i s p u t a r . La ú l t i m a vez que oí hablar de e l l o s seguían d i s p u t a n d o .

— iQué cosa más r a r a ! — d i j o el encargado de l a f u n d i -c i ó n — . Este -corazón de plomo no quiere f u n d i r s e ; habrá que t i r a r l o a 1 a basura .

Y l o a r r o j a r o n al basurero en que yacía l a golondrina muerta.

—Tráeme l a s dos cosas más preciosas de l a ciudad —di^ j o Dios a uno de sus ángeles.

Y el ángel l e t r a j o el corazón de plomo y el pájaro mué t o .

—Has e l e g i d o bien — d i j o Dios — , pues en mi j a r d í n del Paraíso esta a v e c i l l a cantará eternamente, y en mi ciudad de oro el P r í n c i p e F e l i z me l o a r á .

l e r . SEMESTRE. AREA I I I . UNIDAD X I I I .

LOS GENEROS LITERARIOS.

INTRODUCCION:

El e s c r i t o r t i e n e ante sí variadas formas que dar a su i n s p i r a c i ó n , ¿qué d i f e r e n c i a y c a r a c t e r i z a a cada una de e s tas formas?; ¿qué es l o p r i n c i p a l en una obra n a r r a t i v a , en -una pieza t e a t r a l o en un poema?

En esta unidad daremos, a grandes rasgos, respuesta a es tas preguntas.

OBJETIVOS:

1 . - E x p l i c a r qué representa cada género l i t e r a r i o y qué o f r e ce.

2.- Establecer por qué los géneros l i t e r a r i o s no se pueden considerar como entidades cerradas e incomunicables en-t r e s í .

3 . - Enunciar cómo surge l a poesía épica y qué expresa.

4 . - Determinar en qué se basa toda epopeya, las condiciones que r e q u i e r e , qué esquema s i g u e ; sus d i f e r e n c i a s con el poema é p i c o .

5 . - E x p l i c a r cómo es el cantar de gesta y por qué se l e llama a s í .

6 . - Enunciar qué c a r a c t e r i z a a l o s poemas b u r l e s c o s .

(23)

— i ü n p o r d i o s e r o ' — h i c i e r o n eco l o s c o n c e j a l e s .

—Y a sus pies hay un pájaro muerto — p r o s i g u i ó el -Alcalde — . Será preciso promulgar un bando prohibiendo a los pájaros que vengan a m o r i r a q u í .

Y el s e c r e t a r i o del Ayuntamiento tomó nota de l a i d e a .

I

Mandaron, pues, d e r r i b a r l a estatua del P r í n c i p e F e l i z .

—Como ya no es b e l l o , para nada s i r v e — d i j o el profe sor de e s t é t i c a de l a U n i v e r s i d a d .

Entonces f u n d i e r o n l a e s t a t u a , y el Alcalde reunió el M u n i c i p i o para d e c i d i r qué harían con el m e t a l .

—Podemos —propuso— hacer o t r a e s t a t u a . La mía, por ejemplo.

—0 l a mía — d i j o cada uno de l o s c o n c e j a l e s .

Y empezaron a d i s p u t a r . La ú l t i m a vez que oí hablar de e l l o s seguían d i s p u t a n d o .

— iQué cosa más r a r a ! — d i j o el encargado de l a f u n d i -c i ó n — . Este -corazón de plomo no quiere f u n d i r s e ; habrá que t i r a r l o a 1 a basura .

Y l o a r r o j a r o n al basurero en que yacía l a golondrina muerta.

—Tráeme l a s dos cosas más preciosas de l a ciudad —di^ j o Dios a uno de sus ángeles.

Y el ángel l e t r a j o el corazón de plomo y el pájaro mué t o .

—Has e l e g i d o bien — d i j o Dios — , pues en mi j a r d í n del Paraíso esta a v e c i l l a cantará eternamente, y en mi ciudad de oro el P r í n c i p e F e l i z me l o a r á .

l e r . SEMESTRE. AREA I I I . UNIDAD X I I I .

LOS GENEROS LITERARIOS.

INTRODUCCION:

El e s c r i t o r t i e n e ante sí variadas formas que dar a su i n s p i r a c i ó n , ¿qué d i f e r e n c i a y c a r a c t e r i z a a cada una de e s tas formas?; ¿qué es l o p r i n c i p a l en una obra n a r r a t i v a , en -una pieza t e a t r a l o en un poema?

En esta unidad daremos, a grandes rasgos, respuesta a es tas preguntas.

OBJETIVOS:

1 . - E x p l i c a r qué representa cada género l i t e r a r i o y qué o f r e ce.

2.- Establecer por qué los géneros l i t e r a r i o s no se pueden considerar como entidades cerradas e incomunicables en-t r e s í .

3 . - Enunciar cómo surge l a poesía épica y qué expresa.

4 . - Determinar en qué se basa toda epopeya, las condiciones que r e q u i e r e , qué esquema s i g u e ; sus d i f e r e n c i a s con el poema é p i c o .

5 . - E x p l i c a r cómo es el cantar de gesta y por qué se l e llama a s í .

6 . - Enunciar qué c a r a c t e r i z a a l o s poemas b u r l e s c o s .

(24)

8 . D e f i n i r cómo se l e llama a l a poesía dramática y por -qué; mencionar qué forma de expresión emplea; cómo se o r i g i n ó ; cuáles son sus c a r a c t e r í s t i c a s y formas p r i n -c i p a l e s .

9 . D e f i n i r qué es l o t r á g i c o , e s t a b l e c e r en qué se o r i g i -na l a t r a g e d i a ; mencio-nar quiénes son l o s más grandes t r á g i c o s g r i e g o s .

1 0 . - Determinar en qué se d i f e r e n c i a l a t r a g e d i a de l a come-d i a ; come-d e f i n i r cómo es l a a l t a comecome-dia.

1 1 . - Enunciar qué es l a dramática y qué elemento t r á g i c o el i mi na.

1 2 . Mencionar qué s i g n i f i c a drama, qué t i p o de obra es y -cómo se c l a s i f i c a .

1 3 . - Establecer qué elementos c l á s i c o s se consideran en l a obra t e a t r a l y en qué c o n s i s t e n . Determinar cómo y -cuándo se rompen l a s unidades c l á s i c a s .

1 4 . - E x p l i c a r cómo se d i v i d e el drama.

1 5 . Mencionar cómo era considerada l a n o v e l a , qué c a r a c t e -r í s t i c a s t i e n e ; cómo se c l a s i f i c a y en qué c o n s i s t e ca-da t i p o .

PROCEDIMIENTO:

Consulta e l m a t e r i a l a d i c i o n a l ( c a p í t u l o I I ) .

ACTIVIDADES:

1 . - Lee detenidamente el r e l a t o de Isaac Asimov: "Navidad en Ganimedes" y elabora una s í n t e s i s personal sobre su c o n t e n i d o . Recuerda: no copies párrafos solamente, tra-t a de comprender en r e a l i d a d y hazlo con tra-tus propias p a l a b r a s . Además ubícalo dentro de l o s géneros l i t e r a -r i o s y señala sus c a -r a c t e -r í s t i c a s y -rasgos s o b -r e s a l i e n

t e s .

2 . - Lee los dos poemas, r e f l e x i o n a sobre e l l o s y , por e s c r i t o , describe qué expresa cada uno.

3 . - Contesta el c u e s t i o n a r i o que corresponde a este c a p í t u l o , es t u a u t o e v a l u a c i ó n .

Cumple estas a c t i v i d a d e s de l a mejor manera p o s i b l e , -pues son el r e q u i s i t o para poder presentar l a e v a l u a c i ó n .

RITMO DE TRABAJO:

l e r . d í a . - O b j e t i v o s .

2o. d í a . - Actividades 1 y 2.

3er. d í a . - C u e s t i o n a r i o .

(25)

I I LOS GENEROS LITERARIOS.

Desde l a antigüedad hasta nuestros d í a s , el concepto de género l i t e r a r i o ha s u f r i d o muchas v a r i a c i o n e s h i s t ó r i c a s y sigue siendo uno de l o s más arduos problemas de la t e o r í a l i -t e r a r i a . ¿Exis-ten o no l o s géneros l i -t e r a r i o s ? Si e x i s -t e n , ¿cómo debe ser concebida su e x i s t e n c i a ? y ¿cuál es su f u n -ción y su v a l o r ?

La poética de A r i s t ó t e l e s c o n s t i t u y e l a primera r e f l e -xión honda sobre l a e x i s t e n c i a y l a c a r a c t e r i z a c i ó n de l o s ge ñeros l i t e r a r i o s , y todavía es hoy uno de l o s t e x t o s fundamen t a l e s sobre esta m a t e r i a .

Cada género l i t e r a r i o representa un dominio p a r t i c u l a r de l a experiencia humana, o f r e c i e n d o una perspectiva deten,ti-nada sobre el mundo y sobre el hombre. La t r a g e d i a y l a come di a, por ejemplo, se ocupan de temas muy d i v e r g e n t e s dentro de l a e x i s t e n c i a humana. Por o t r o l a d o , cada género represen ta al hombre y al mundo a través de una técnica y una e s t i l í s " t i c a * p r o p i a s . Sin embargo, esto no s i g n i f i c a que los g é n e -ros deban ser comprendidos como entidades cerradas e incornuni cables e n t r e s í . La r e a l i d a d concreta de l a l i t e r a t u r a c o m prueba que, en l a misma o b r a , pueden c o n f l u i r diversos g é n e -ros l i t e r a r i o s , aunque predomine uno de e l l o s . Por l o t a n t o los elementos que fundamentan el género l i t e r a r i o t i e n e n r e í a ción d i r e c t a t a n t o con l a forma i n t e r n a ( v i s i ó n del mundo, to no, f i n a l i d a d ) como con l a forma externa ( e s t r u c t u r a y e s t f

-lo).

El primer choque del hombre con l a naturaleza produce l a poesía é p i c a . El hombre v e ; comprueba o b j e t i v a m e n t e que hay una r e a l i d a d fuera de é l . .Observa esa r e a l i d a d , l a admira y

(26)

p r o d i g i o .

El mundo se puebla de d i o s e s , semidioses, héroes. Lo m a r a v i l l o s o y eterno predomina en sus observaciones. Además el hombre no t i e n e personalidad s u f i c i e n t e para e m a n c i

-parse de l o s sentimientos de l a masa. S e n t i r á como parte de un c o n j u n t o , como voz de una muchedumbre: su obra sera, por c o n s i g u i e n t e , expresión de un pueblo, de una raza.

Tales son algunas de l a s c a r a c t e r í s t i c a s que se reúnen en l a epopeya. Por eso toda epopeya t i e n e l o s rasgos a n t e -r i o -r e s (Epopeyas son: La ¿Uada y La odCt>e.a de Homero; La divina comedía de Dante; La znoÁda de V i r g i l i o ; La

Awu-cana de Alonso de E r c i l l a ) . Otros caracteres son: toda -epopeya se basa en un i n t e r é s n a c i o n a l , r a d i c a l o u n i v e r s a ! . En e l l a i n t e r v i e n e l o m a r a v i l l o s o ; además r e q u i e r e c i e r t a s condiciones como las s i g u i e n t e s : unidad de a c c i ó n , a f i n de que no se desvie el tema p r i n c i p a l de l a o b r a ; variedad en l o s e p i s o d i o s , a f i n de no p e r m i t i r que 1 a monotonía se apode re de l a s páginas de l a obra. Los episodios deben ser di ver sos, s i n perder l a unidad; v e r o s i m i l i t u d para que los hechos sean c o n c e b i b l e s , dentro de l a atmósfera de l a o b r a , ésta es una semejanza a l a r e a l i d a d muy r e l a t i v a , l i m i t a d a por l o ma r a v i l l o s o , que es rasgo esencial de l a epopeya; amenidad en el r e l a t o , pues toda obra s i n amenidad pasa automáticamente al o l v i d o .

De acuerdo a l a preceptiva l i t e r a r i a el esquema o esque l e t o de una epopeya consta de: i n v o c a c i ó n , d e s a r r o l l o , epi-sodios y desenlace y debe estar d i v i d i d a en c a n t o s , cada uno de l o s cuales t i e n e su propia unidad. Lo esencial es que -e x i s t a un plan y un d -e s a r r o l l o bi-en -e s t r u c t u r a d o .

El poema épico c o n s t i t u y e una variedad menor dentro del mismo género. Su i n t e r é s es más c i r c u n s c r i t o , más modesto. Lo m a r a v i l l o s o actúa en menor escala.

Más apegado a l a h i s t o r i a y con menor imaginación l i t e -r a -r i a , aunque dando mayo-r impo-rtancia espontánea s l o ma-ravi l i o s o , es el cantar de gesta. Se llama así porque se r e f i e -r e a l a s ta-reas cumplidas, hazañas -realizadas y , muy a menu-do, al nacimiento de un pueblo o nación.

En los cantares de gesta se organiza además, el idioma de las nuevas naciones (U' cantal del míe cid es l a gesta de la lengua c a s t e l l a n a ).

Los poemas burlescos se parecen a la epopeya en todo, excepto en l a grandiosidad del tema (La maquea de V i l l a v i -c i o s a ; La gatomaquia de Lope de Vega La batiaccmiomaqiUa de Homero).

Los poemas d e s c r i p t i v o s , por su acento o b j e t i v o , pertene cen también al género épico.

Cuando el hombre, después de pasear su mirada sobre el mundo e x t e r i o r y de comparar todo cuanto ve en é l , establece la r e l a c i ó n entre sí y el mundo c i r c u n d a n t e , asoma el l i r i s m o , ya que el r e f l e j o del mundo en sí mismo l e da v i d a . Los poemas l í r i c o s p r i n c i p a l e s son: la oda, la canción, el e p i t a l a -mio, la elegía y el himno.

La oda, en g e n e r a l , expresa ntusiasmo y , por t a n t o , está íntimamente vinculada a f a c t o r e s o b j e t i v o s . Píndaro com puso odas briosas para cantar a los vencedores de los juegos olímpicos. La oda heroica es v i r i l y b e l i c o s a . Pero l a oda es también f i l o s ó f i c a o moral, cuando exalta v i r t u d e s de esta clase. La oda f e s t i v a o anacreóntica contrasta con l a oda f i l o s ó f i c a . La oda r e l i g i o s a e x a l t a sentimientos de esa índole; es majestuosa y elevada. (Un modelo de e l l a es: "A la a s c e n -ción" de Fray Luis de León). La oda c i v i l o c í v i c a es la más usada hcy. (En c a s t e l l a n o es célebre la de Manuel José Quin-tana: "A la imprenta". En los Estados Unidos, Walt Whitman, maneja como nadie la oda c í v i c a , cantando al t r a b a j o , a la d u s t r i a y aun al amor).

La canción es una composición l í r i c a de contenido y f o r -ma d i v e r s o s , equivalente por muchos conceptos a l a oda, pero generalmente es breve. Entre los alemanes, la canción toma el nombre de l i e d : composición breve, d u l c e , melodiosa, eró-t i c a .

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modemos v a l d r í a l a pena recordar l o s que Ñervo y Chocano e s -c r i b i e r o n para l a s bodas del rey Alfonso X I I I de España).

La e l e g í a es una composición l í r i c a melancólica en l a que se canta l a pérdida de a l g o . E l l a s i r v e para l l o r a r las ausencias y l a muerte. (Es muy conocida a q u e l l a e l e g í a que b a j o el nombre de "Coplas a l a muerte de mi padre, el maes-t r e don R o d r i g o " , e s c r i b i ó Jorge Manrique en el s i g l o XV). En l a poesía indígena americana abunda el tono e l e g i a c o .

El himno o alabanza, de elevado t o n o , es muy f r e c u e n t e en l a l i t e r a t u r a r e l i g i o s a , mezcla de elementos épicos y h r i c o s .

El nuevo l i r i s m o se d i s t i n g u e por o t r a s notas y caracte-r í s t i c a s , pecaracte-ro s e caracte-r í a absucaracte-rdo caracte-r e n u n c i a caracte-r a l a s enseñanzas del pasado: al lanzarse a nuevas c o n q u i s t a s , el pasado es l a -f u e n t e , l a base sobre l a que pueden crearse nuevas -formas es t é t i c a s .

Para d i f e r e n c i a r l a epopeya del drama, Goethe y S c h i l l e r d i j e r o n que a q u e l l a era "absolutamente pasada" y é s t e "abso-lutamente p r e s e n t e . " La poesía dramática es una mezcla inse c a r a b l e de elementos o b j e t i v o s y s u b j e t i v o s ; por eso se le

llama género m i x t o . Su forma de expresión p r e d i l e c t a es el d i á l o q o Aunque la f i c c i ó n dramática aparenta que el poe,a se e l i m i n a de l a o b r a , en r e a l i d a d él está t a n t o o más vigen t e que cuando su presencia f í s i c a se hace o s t e n s i b l e . La poesía dramática es contemporánea de l a l í r i c a . Cuando el hombre empezó a r e n d i r c u l t o a l a d i v i n i d a d , usaba el canto c o l e c t i v o , al cual se mezclaron música y danza, de l o que na ce el verso. La danza es un espectáculo c o r e o g r á f i c o , es de c i r el p r i n c i p i o de l a mímica, o sea del t e a t r o y el canto c o l e c t i v o , con l a combinación de s o l i s t a s y c o r o s , i n i c i o el d i á l o g o , forma fundamental de Id poesía dramatica. De ahí que en todos los pueblos, l a poesía dramática y el t e a t r o aparezcan fundidos con l a l i t u r g i a . La r e l i g i ó n l o s u t i l i z a

oara sus propios f i n e s , por medio del t e a t r o a s i e n t a su pre-sencia en l a f a n t a s í a y en el corazón de los f i e l e s .

La poesía dramática se c a r a c t e r i z a por l a tendencia a ex presar l o s sentimientos c o l e c t i v o s que l a animan y además por manejar las pasiones de los o t r o s y l a s suyas p r o p i a s . La

poesía dramática t i e n e t r e s formas p r i n c i p a l e s : t r a g e d i a , drama y comedia. La primera y l a t e r c e r a son sus maneras elá^ s i c a s , l a segunda es p o s t e r i o r . Lo t r á g i c o es una lucha con-t r a l a f a con-t a l i d a d , " c o n con-t r a el d e s con-t i n o " . La con-t r a g e d i a , o " f e s con-t i vidad del macho c a b r í o " , t i e n e su o r i g e n en las f i e s t a s a -Baco, en las cuales se s a c r i f i c a b a un macho c a b r í o . Grecia tuvo a l o s t r e s más grandes t r á g i c o s del pasado: E s q u i l o , Só f o e l e s y E u r í p i d e s .

La comedia se d i f e r e n c i a de l a t r a g e d i a en que:

1? Sus personajes son hombres c o r r i e n t e s .

2? El medio ambiente es el que encauza y determina l a s a c -ciones .

3? Posee un acento marcadamente s a t í r i c o . T r i u n f a l a r i s a , mientras que en l a t r a g e d i a se tiembla de espanto.

Lo sobrenatural maneja a l a t r a g e d i a , l o r e a l y l o natu-ral gobierna a l a comedia. Originalmente l o s personajes de l a t r a g e d i a necesitaban más a l t o calzado para sus representa ciones, el de l a comedia l o usa más b a j o , tratando de mostrar que v i v e al ras de l a t i e r r a .

La a l t a comedia es una forma más cercana al drama, muy p e c u l i a r del t e a t r o contemporáneo en el cual l o s problemas se solucionan s i n grandes desgarramientos.

La dramática t r a t a de coamovernos y es una t r a n s a c c i ó n de l a t r a g e d i a con l a época moderna; elimina el sentido del destino o f a t a l i d a d . Trata de c o p i a r l a vida s i n extremismos. En el s i g l o XIX se marca el auge del drama, especialmente en Francia.

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