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Proposta para aulas de Reprodução EM

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Academic year: 2020

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

HERON OMAR ARRAYA CAZÓN MARCELO HIDEKI TAMADA

THABATA CAROLINE DE OLIVEIRA DOS SANTOS

PIBID BIOLOGIA – AULAS DE REPRODUÇÃO E SEXUALIDADE

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 3

PLANO DE AULA - AULA Nº 1: TIPOS DE REPRODUÇÃO ... 4

PLANO DE AULA - AULA Nº 2: FECUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ... 6

PLANO DE AULA - AULA Nº 3: GAMETOGÊNESE ... 9

PLANO DE AULA - AULA Nº 4: APARELHO REPRODUTOR ... 11

PLANO DE AULA - AULA Nº 5: MÉTODOS CONTRACEPTIVOS ... 13

PLANO DE AULA - AULA Nº 6: SEXUALIDADE ... 15

ANEXO 1 (AULA 1) – VÍDEO: TIPOS DE REPRODUÇÃO ... 18

ANEXO 2 (AULA 1) – ATIVIDADE AVALIATIVA: TIPOS DE REPRODUÇÃO ... 19

ANEXO 3 (AULA 3) – HISTÓRIA EM QUADRINHO: E VAI COMEÇAR A MITOSE! ... 20

ANEXO 4 (AULA 4) – ATIVIDADE AVALIATIVA: SISTEMA REPRODUTOR ... 21

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INTRODUÇÃO

O Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná tem por objetivo formar profissionais capazes de atuar nas diversas áreas da Biologia, dentre as quais se encontra a docência. A formação com qualidade de um professor é de suma importância para a sociedade e depende de diversos fatores, os quais vão além de “dom” ou talento. Esta formação requer sólida base teórica aliada à prática em sala de aula. Durante o curso de Ciências Biológicas, recebemos um referencial teórico extenso, porém, somente nos deparamos propriamente com a experiência de sala de aula, no período de estágio na disciplina Prática em Docência, o qual ocorre no último ano da graduação. Dessa forma, sentimos carência dessa prática na escola, assim como da vivência e conhecimento do ambiente de trabalho, para o qual estamos nos preparando.

Com a intenção de saciar essa carência e conhecer a realidade da escola pública, tomamos a iniciativa de participar do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvido pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o qual tem por objetivo o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. Entretanto, o projeto do qual participamos visa algo além do que esta melhoria na formação de professores. Seu objetivo é a interface entre ensino de ciências e múltiplas linguagens, pois se entende que é necessária a articulação entre ciência e cultura, possibilitando aos alunos maior expressividade por meio de diferentes linguagens, por exemplo, produção de vídeo, de histórias em quadrinhos, de contos de ficção científica, de jogos teatrais.

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 1: Ti pos de reprodução

PLANO DE AULA - Aula nº 1

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 1 aula

2. TEMA

Tipos de reprodução.

3. OBJETIVOS

- Compreender os tipos de reprodução;

- Diferenciar a reprodução sexuada e assexuada; - Conhecer os tipos de reprodução assexuada.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

- Tipos de reprodução assexuada: brotamento (esponja-do-mar), estrobilização (água-viva), divisão binária (bactéria), fragmentação (estrela-do-mar), divisão múltipla (plasmódio), reprodução vegetativa (enxertia de plantas), partenogênese (insetos), esporulação (fungos);

- Reprodução sexuada;

- A diferença de gameta masculino e feminino e características.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

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resposta, pois a professora trataria justamente desse assunto em sala. Esse vídeo contém informações acerca do tema e é uma introdução para iniciar o conteúdo da aula.

Após o vídeo, será feita uma explicação (aula expositiva dialogada) mais detalhada sobre o conteúdo. Durante a aula expositiva, deve-se tirar as dúvidas dos alunos a respeito das discussões acerca do vídeo e deixar bem claro os diferentes tipos de reprodução e suas vantagens e desvantagens. E, por fim, um questionário será entregue como forma de avaliação (resolução de exercícios).

6. CRONOGRAMA

- A apresentação do vídeo levará em torno de 10 minutos; - A aula expositiva dialogada levará em torno de 20 minutos;

- A aplicação do questionário para os alunos em torno de 10 minutos.

7. RECURSOS DE ENSINO

- Será utilizado um vídeo na TV pendrive; - Uso do quadro se necessário.

8. AVALIAÇÃO

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 2: Fecundação e Desenvo lvi mento

PLANO DE AULA - Aula nº 2

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 3 aulas

2. TEMA

Tipos de Fecundação e Desenvolvimento.

3. OBJETIVOS

- Compreender os diferentes tipos de fecundação; - Diferenciar fecundação interna e externa;

- Compreender os diferentes tipos de desenvolvimento embrionário e seus estádios; - Compreender os diferentes tipos de folhetos embrionários e como originam os tecidos; - Diferenciar mesoderme, ectoderme e endoderme;

- Compreender celoma e diferenciar organismos celomados, pseudocelomados e acelomados; - Conhecer os diversos anexos embrionários e suas funções;

- Diferenciar desenvolvimento direto e indireto; - Diferenciar os tipos de ovos e de nutrição do zigoto.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

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- Desenvolvimento direto e indireto externo e interno: explicar sobre o desenvolvimento indireto citando as fases suas vantagens e desvantagens. Explicar sobre o desenvolvimento direto citando como ocorre e suas vantagens e desvantagens;

- Diferenciar animais vivíparos e ovovíparos;

- Tipos de nutrição do embrião: nutrição por difusão, vitelo e alimentação parental;

- Tipos de ovos: explicar e diferenciar os ovos oligolécitos, mesolécitos, centrolécitos e telolécitos. Explicar os tipos de clivagens de acordo com cada tipo de ovo;

- Estádios de desenvolvimento embrionário: descrever os processos de clivagem inicial e como ocorrem. Formação da mórula, blástula e gástrula utilizando o ANEXO 3 para ilustrar os processos;

- Folhetos embrionários: diferenciar os folhetos embrionários e explicar quais tecidos eles originam;

- Tipos de celoma: explicar e diferenciar os tipos de celomas;

- Anexos embrionários: Diferenciar os anexos embrionários e explicar suas funções. Explicar a história evolutiva da formação dos anexos.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

Na primeira aula serão explicados os conceitos de fecundação e as diferenças entre a externa e a interna. Os aspectos gerais do desenvolvimento embrionário, as diferenças entre os desenvolvimentos direto e indireto, seus estádios (mórula, blástula, gástrula e neurula) a formação dos folhetos embrionários e uma breve explicação sobre os tipos de tecidos que eles originam. O conceito de celoma e pseudoceloma, bem como as diferenças entre animais vivíparos e ovovíparos. Para tanto, será passado aos alunos um vídeo ilustrativo sobre o assunto, utilizando a TV pen drive. Se possível ilustrar no quadro esquemas com os estádios embrionários e tipos de celoma e também utilizar o livro didático para melhor visualização pelos alunos.

A segunda aula será iniciada com uma breve retomada dos conceitos ministrados na aula anterior, para posteriormente serem explicados, também com recursos audiovisuais e aula expositiva, os tipos de ovos, formas de nutrição do embrião e os tipos e funções dos anexos embrionários. Nesta aula é importante ilustrar os tipos de ovos no quadro para que os alunos possam ter uma ideia mais completa acerca de cada um.

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anteriores a fim de realizar uma improvisação teatral ilustrando o tema. Na improvisação os alunos deverão usar o formato talk show ou programa de TV, ou seja, devem apresentar o tema para uma plateia. Cada grupo deve criar a forma de apresentar seu tema para os outros colegas, tendo no máximo 1 minuto para planejar e 3 minutos para apresentar para o público. Após a apresentação de cada grupo será feita uma discussão rápida entre o grupo que apresentou e a plateia acerca do tema apresentado.

6. CRONOGRAMA

Aula I

- A aula expositiva em torno de 35 minutos;

- A apresentação do vídeo levará em torno de 5minutos. Aula II

- A retomada dos conceitos levará em torno de 5 a 10 minutos; - A apresentação do vídeo levará 5 minutos;

- A aula expositiva dos novos conteúdos de 20 a 25 minutos. Aula III

- A retirada das dúvidas levará em torno de 10 minutos; - Aquecimento 5 a 7 minutos;

- Aplicação do jogo 25 minutos.

7. RECURSOS DE ENSINO

- Tv pendrive;

- Quadro se necessário.

8. AVALIAÇÃO

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 3: G a metogênese

PLANO DE AULA - Aula nº 3

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 2 aulas

2. TEMA

Gametogênese, espermatogênese e ovulogênese.

3. OBJETIVOS

- Compreender os processos de divisão celular (mitose e meiose); - Diferenciar as divisões celulares e apontar suas características;

- Entender os processos de transformação das espermatogônias em espermatozóides e suas fases; - Entender os processos de produção dos gametas femininos e suas fases.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

- Mitose: explicar como e por que ocorre o processo, quais suas fases e produto final; - Meiose: explicar como e por que ocorre o processo, quais suas fases e produto final;

- Gametogênese: explicar como ocorre o processo de formação dos gametas e sua importância na reprodução humana.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

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necessário mostrar um vídeo curto tanto para a mitose quanto para a mitose. A mídia será passada utilizando a tv-pendrive. Após o vídeo e a explicação sobre o material será feita uma atividade em seguida utilizando uma história em quadrinhos sobre a mitose (ANEXO 3) a qual apresentará as características desse tipo de divisão e suas fases (prófase, metáfase, anáfase, telófase, citocinese). A história em quadrinhos é somente para explicar a mitose. A meiose será explicada através de slides passados na TV pendrive.

A segunda aula abordará o assunto sobre gametogênese. Primeiramente será feita uma introdução, a fim de explicar as diferenças entre os gametas (espermatozoide e o óvulo) e posteriormente será detalhada a espermatogênese, as vias espermáticas, hormônios masculinos envolvidos e, então, sobre as fases germinativas, de crescimento e maturação do espermatozoide por meio de slides mostrados na TV pendrive. Nessa aula é possível falar sobre a formação dos gametas com mais eficácia, pois na aula passada já foram abordados os processos de divisão celular e os estudantes têm em mente o significado de uma célula haploide e diploide. Na sequência será explicado a ovulogênese, seguindo os mesmos passos da explicação anterior.

6. CRONOGRAMA

Aula I

- 8 minutos de introdução da aula;

- 30 minutos explicando sobre as características genéticas das células mitóticas e meióticas; - 12 minutos para passar o vídeo sobre a mitose, explicar e discutir.

AulaII

- 5 minutos para a introdução da aula;

- 10 minutos para passar a história em quadrinhos e discutir sobre o assunto; - 10 minutos para assistir o vídeo sobre a meiose e explicar;

- Introdução à gametogênese: 5 minutos;

- Explicação sobre espermatogênese: 10 minutos; - Explicação sobre a ovulogênese: 10 minutos.

7. RECURSOS DE ENSINO

- História em quadrinhos; - TV pendrive.

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 4: A parelho reprodutor

PLANO DE AULA - Aula nº 4

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 2 aulas

2. TEMA

Aparelho reprodutor masculino e feminino.

3. OBJETIVOS

- Compreender a anatomia e morfologia do sistema reprodutor feminino e masculino, bem como as funções dos respectivos órgãos.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

- Morfologia do aparelho reprodutor masculino e feminino: explicar a morfologia externa das estruturas e órgãos do sistema reprodutor humano relacionando com as suas funções;

- Anatomia do aparelho reprodutor humano: explicar a localização dos órgãos e estruturas que o compõe;

- Fisiologia: explicar as funções das estruturas dos aparelhos reprodutores masculinos e femininos. Indicar e explicar a função de cada estrutura e complexos que compõe o sistema reprodutor humano.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

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Em um segundo momento das aulas, serão passadas aos alunos charges para problematizar a respeito da importância do acompanhamento médico adequado e do conhecimento relacionado ao sistema reprodutor para melhoria da qualidade de vida e saúde, abrindo espaço para discussão acerca do tema. Será passado um questionário (ANEXO 4) como forma avaliativa para ser respondido ao final da segunda aula.

6. CRONOGRAMA

Aula I

- A aula expositiva levará em torno de 20 a 25 minutos;

- A aplicação da charge e debate levará em torno de 10 minutos. AulaII

- A aula expositiva levará em torno de 30 minutos;

- A aplicação da charge e debate levará em torno de 5 a 10 minutos;

- Aplicação do questionário de 5 a 10 minutos (pode ser enviado como tarefa de casa).

7. RECURSOS DE ENSINO

- Tv pendrive; - Quadro;

- Charges cartazes; - Imagens.

8. AVALIAÇÃO

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 5: Método s contraceptivo s

PLANO DE AULA - Aula nº 5

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 2 aulas

2. TEMA

Métodos contraceptivos.

3. OBJETIVOS

- Conhecer os métodos contraceptivos, seu funcionamento, história e importância.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

- Principais métodos contraceptivos modernos utilizados; - Como devem ser utilizados os métodos;

- Importância de se utilizar a contracepção; - História dos métodos contraceptivos.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

Na primeira aula serão explicados de forma expositiva os métodos contraceptivos e sua importância na sociedade. Após a explicação os alunos serão apresentados aos métodos e os professores(as) demostrarão como devem ser utilizados.

Na segunda aula os alunos lerão um texto sobre a história da contracepção (ANEXO 5), o qual será debatido posteriormente. Através de uma discussão, os alunos devem chegar a conclusão de qual é a importância dos anticoncepcionais na sociedade. Por fim, será passado um questionário sobre os métodos a fim de avaliar a compreensão do assunto por parte dos alunos.

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6. CRONOGRAMA

Aula I

- 20 minutos de explicação teórica;

- 15 a 20 minutos de apresentação dos métodos. Aula II

- 15 minutos para a leitura do conto; - 20 minutos para debate.

7. RECURSOS DE ENSINO

- Lousa, exemplares de métodos contraceptivos, texto sobre história da contracepção (conto) e atividade avaliativa.

8. REFERÊNCIAS

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PLANO D E AU LA - Aul a nº 6: Sexua li da de

PLANO DE AULA - Aula nº 6

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino: Ensino Médio Ano/Série: 2º Ano

Disciplina: Biologia

Quantidade de aula(s): 2 aulas

2. TEMA

Noções de sexualidade humana, noções de gênero, autoestima e resiliência.

3. OBJETIVOS

- Conhecer as várias dimensões da sexualidade, a diversidade de comportamentos sexuais ao longo da vida e suas diferenças individuais.

- Compreender e respeitar a diversidade e a orientação sexual.

- Desenvolver atitudes responsáveis e preventivas relacionadas a saúde e a atividade sexual.

4. CONTEÚDOS DE ENSINO

- Saúde sexual e reprodutiva: explicar sobre as consequências relacionadas a relação sexual irresponsável. Retomar rapidamente o assunto tratado na aula anterior sobre métodos contraceptivos e de proteção;

- Discutir sobre os problemas relacionados a gravidez na adolescência e gravidez indesejada; - DSTs: explicar o que são DSTs e como preveni-las;

- Sexo e Sexualidade: explicar a diferença entre relação sexual e sexualidade humana e apresentar a relação entre sexualidade, personalidade de cada um, vida e sociedade. Falar sobre os aspectos emocionais e a importância da sexualidade para o bem estar humano. Relacionar a sexualidade e as fases da vida: infância, adolescência, fase adulta e terceira idade;

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da igualdade de gêneros papéis de gênero e identidade sexual. Orientar e discutir sobre homossexualidade e direitos dos homossexuais;

- Afetividade Valores e Sexualidade: apresentar noções de valor e planejamento familiar. Apresentar a importância das relações afetivas, emocionais, autoestima e resiliência nas relações interpessoais e na sociedade. Mostrar a importância das emoções e afetividade para a sexualidade humana e formação pessoal.

5. PROCEDIMENTOS DE ENSINO

Na primeira aula será feita uma introdução ao tema, abordando os assuntos de saúde sexual e reprodutiva e DSTs. Durante a explicação será retomada conceitos e noções ministradas na aula sobre contracepção, ressaltando a importância do sexo seguro. O tema gravidez indesejada deve ser problematizado e os alunos incentivados a opinar. Também serão explicados questões sobre sexo e sexualidade, orientação sexual e valores. A aula será baseada em slides passados na TV pen drive e discussões, nas quais dúvidas serão esclarecidas. A dinâmica da aula deve contribuir para gerar um ambiente com maior relação interpessoal, tendo aspecto de conversa informal para dar maior liberdade de discussão aos estudantes. Em um segundo momento da aula os alunos poderão depositar em uma caixinha suas perguntas sobre sexo e sexualidade, para serem respondidas na segunda aula (opcional).

Na segunda aula serão respondidas algumas questões escolhidas na caixinha e um jogo teatral aplicado. Nesse jogo cada aluno deve prender uma folha de papel nas costas e os outros devem escrever nesse papel uma qualidade que acreditam que aquela pessoa tem. Os participantes devem ficar circulando pelo recinto para que possa escrever as qualidades que veem nas pessoas e receber o feedback dos outros participantes da dinâmica. Como resultado devem guardar seu papel consigo. Demonstrando que toda a pessoa tem suas qualidades e pontos fortes. Deve-se ressaltar que o mais importante desta aula é trabalhar a autoestima dos alunos assim como suas relações interpessoais.

6. CRONOGRAMA

Aula I

- 15 minutos para explanação teórica com o uso de slides; - De 20 a 25 minutos para discussão.

AulaII

- 10 a 15 minutos para responder as questões da caixinha e outras dúvidas dos alunos. A aplicação da caixa de perguntas é opcional podendo ser realizado ou não de acordo com o critério de cada professor.

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7. RECURSOS DE ENSINO

- Tv pendrive; - Quadro;

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ANEXO 1 (AULA 1) – Vídeo: Tipo s de reprodução

ANEXO 1 - AULA 1

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

Link do vídeo “Tipos de reprodução”:

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ANEXO 2 (AULA 1) – Ati vidade avaliativa: tipo s de reprodução

ANEXO 2 – AULA 1

Tema: Tipos de reprodução. Data: ___/___/_____.

Nome: ________________________________________nº____ Ano/Turma:_____

ATIVIDADE AVALIATIVA: TIPOS DE REPRODUÇÃO

1) Correlacione:

a) Reprodução sexuada

b) Reprodução assexuada

c) Bipartição

d) Esporulação

e) Fragmentação

( ) Envolve a troca e/ou mistura de material genético entre indivíduos de uma mesma espécie, geralmente por meio da união de gametas, dando origem a indivíduos semelhantes aos pais, é responsável por um dos fatores de variabilidade genética.

( ) Não ocorre troca de gametas (fecundação). E o novo indivíduo é gerado somente de um progenitor. ( ) É o processo em que uma célula se divide em duas, por mitose, e origina duas células em geneticamente idênticas. Ocorre em bactérias, protozoários, algas unicelulares.

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ANEXO 3 (AULA 3) – His tória em quadrinho: E vai com eçar a m itose!

ANEXO 3 - AULA 3

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

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ANEXO 4 (AULA 4) – Ati vidade avaliativa: sis tem a reprodutor

ANEXO 4 – AULA 4

Tema: Sistema Reprodutor. Data: ___/___/_____.

Nome: ________________________________________nº____ Ano/Turma:_____

ATIVIDADE AVALIATIVA: SISTEMA REPRODUTOR

Questões:

1) Cite três estruturas do sistema reprodutor masculino e três estruturas do sistema reprodutor feminino e indique suas principais funções.

2) O sistema reprodutor é responsável por mudanças na anatomia de homens e mulheres no decorrer da vida. Cite algumas características morfofisiológicas em homens e mulheres que tem relação com o sistema reprodutor.

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ANEXO 5 (AULA 5) – Conto: A His tória da Con tracepção

ANEXO 5 - AULA 5

Autores: Heron Cazón, Marcelo Hideki e Thabata Oliveira

A História da Contracepção

Estamos no ano de 2313, nosso planeta está muito diferente do que um dia já foi. Passamos pela 3° Guerra Mundial, a qual dizimou mais de dois terços da população. Depois que a guerra acabou foi formado um Governo Mundial, do qual os presidentes das nações ficariam subordinados. A paz não reinou totalmente, mas os países já não brigam tanto. Uma das principais decisões do Governo foi a abolição do uso de anticoncepcionais, para que a população humana conseguisse se reerguer. Todas as pílulas e camisinhas do mundo foram incineradas, e o povo incentivado a terem filhos. Entretanto, o tiro saiu pela culatra, a população aumentou de forma exorbitante, o que gerou grandes problemas, além disso, os recursos naturais foram praticamente esgotados, as matas destruídas, os mares, o solo e a atmosfera poluídos. Não há alimento nem espaço para todas as pessoas, pessoas estão morrendo de fome, sede e doenças respiratórias em diversos lugares do globo. Por isso, o Governo Mundial precisou urgentemente encontrar uma alternativa viável para acabar com a fome e a miséria no mundo.

Assim, há três anos os governantes dos países se reuniram com os principais cientistas de diversas especialidades para discutir qual rumo tomar. Dentre os participantes se encontram o Dr. Alexandre Andrade, um importante médico ginecologista brasileiro, o qual estava muito incomodado, pois depois de um longo dia de discussão nada foi resolvido. Cada representante tentava jogar a culpa dos problemas que o planeta estava passando para os outros e nenhuma decisão era tomada, por isso o Dr. Alexandre tomou a palavra.

— Meus caros colegas, precisamos deixar os interesses de lado e conversar racionalmente a fim de encontrar uma saída para esse impasse. Se o nosso mundo está da forma que está atualmente é culpa de toda população, pois todos participaram da destruição de nossas matas e mares, além de esgotar os recursos naturais e guerrearmos. Nossa espécie chegou a um tamanho que o planeta não consegue suportar, e por isso, acredito que a única forma de minimizar os problemas enfrentados é diminuindo o tamanho populacional da espécie humana. E para isso devemos reduzir a natalidade humana. Precisamos estimular o uso de contraceptivos. Eles já foram muito utilizados no passado, mas depois da 3° Guerra mundial foram abolidos, vamos resgatar esses métodos e incentivar o uso pela população.

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Dr. Alexandre ficou muito satisfeito por conseguir dar fim às inúteis discussões e traçar um caminho. Saindo da sede do Governo Mundial, o médico seguiu direto para seu consultório para iniciar sua pesquisa. Ele ouviu falar sobre os métodos contraceptivos na faculdade de medicina, porém vagamente, já que seu uso estava proibido. Ele decidiu estudar um livro de história para entender como eles foram desenvolvidos e elaborar um método eficiente. Depois de uma semana de pesquisas Dr. Alexandre retornou à sede do Governo para apresentar sua proposta.

— Então Dr. Alexandre — disse o Governador Mundial — o senhor teve uma semana para estudar os métodos contraceptivos, qual sua conclusão? Será possível desenvolver uma maneira realmente eficaz de diminuir a natalidade humana?

— Com certeza, senhor Governador — respondeu Alexandre — através da minha pesquisa eu descobri que existem diversos métodos contraceptivos, sendo que vários podem ser muito eficazes. Os métodos se dividem em reversíveis e irreversíveis. Sendo que os irreversíveis são intervenções cirúrgicas no sistema reprodutor feminino e masculino, chamadas laqueaduras tubárias e vasectomia. A laqueadura tubária consiste no isolamento das tubas uterinas, por meio de um pequeno corte, a fim de impossibilitar que os espermatozoides encontrem os óvulos, a primeira operação foi realizada em 1823, na cidade de Londres. Já a vasectomia é um procedimento que visa isolar os canais deferentes do homem, para que os espermatozoides não sejam eliminados. Ela também foi realizada pela primeira vez em 1823, porém em um cachorro, só depois a cirurgia ficou popular entre os homens.

— Mas, dificilmente a população irá querer passar por uma cirurgia, por mais simples que seja. — Argumentou um dos secretários do Governo.

— Sim, o senhor tem razão. Por isso temos que conhecer os métodos reversíveis. — Respondeu Alexandre — Eles podem ser muito eficientes também, e começaram a ser usados há milênios atrás, antes mesmo de Cristo os gregos e egípcios já utilizavam métodos contraceptivos.

— Quer dizer que essas populações primitivas já sofriam com o problema da superpopulação?– Perguntou com curiosidade um participante da reunião.

— Ao que tudo indica, sim. O controle da natalidade foi incentivado em muitas civilizações antes de nós. Segundo os arquivos que consultei, Hipócrates, que viveu entre 460–377 a.C já sabia que a semente da cenoura selvagem era capaz de prevenir a gravidez. No mesmo período, Aristóteles mencionou a utilização do poejo como anticoncepcional, no ano 421 a.C. Os antigos egípcios também utilizavam tampões vaginais ou tampas feitas de excremento de crocodilo, linho e folhas comprimidas.

Aquelas informações causaram um burburinho na sala de reuniões. Os participantes estavam muito impressionados com a inteligência daquele povo, que eles julgavam tão primitivos.

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— Obrigada, senhor Governador. — Agradeceu Alexandre — Bom, como eu ia dizendo, existem métodos feitos para serem usados por homens e por mulheres, sendo que o método mais utilizado no passado foi a camisinha masculina.

— Eu já ouvi falar sobre isso. — Disse um dos presidentes — Ela não era usada para evitar as doenças sexualmente transmissíveis que os povos primitivos não conseguiam curar?

— Sim. Atualmente nós conseguimos erradicar essas doenças, mas no passado era muito difícil de tratar, por isso era necessário evitar que as pessoas se contaminassem. Foi criado assim, um método que evitava que o pênis e o esperma entrasse em contato direto com a vagina, uma espécie de “capa”, que os nossos antepassados chamavam de camisinha. O incrível é que o preservativo masculino remonta aos tempos da Roma antiga, quando eram utilizadas bexigas de animais para proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Em 1564 o anatomista italiano Falópio descreveu preservativos feitos de linho. Somente em 1844, as camisinhas de borracha começaram a ser fabricadas, através do advento da borracha vulcanizada. No período que antecedeu a 3° Guerra o uso dela era extremamente incentivado, pois além de proteger contra doenças ela evitava a gravidez.

— Mas eu ouvi falar que no passado existia camisinha feminina também, é verdade? — Perguntou alguém, cuja voz o Dr. Alexandre não conseguiu reconhecer.

— Sim, é verdade. — Respondeu Alexandre — Além do preservativo masculino, existiam também as camisinhas femininas. Ela foi lançada em 1992, a partir do desenvolvimento do poliuretano, um tipo de plástico, que não usamos mais. Ela era mais resistente, menos espessa e maior que a masculina, mas não foi muito aceita, por ser desconfortável para colocar e cara. Mas, assim como a masculina, prevenia, além de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis.

— Mas havia outros métodos usados pelas mulheres no passado. — Continuou o médico — Um deles consistia em uma estrutura feita de látex que era colocado no colo do útero, funcionando como um tampão a fim de impedir que os espermatozoides alcançassem o órgão e fecundassem os óvulos. Esse método chamava-se diafragma, e sua ideia surgiu com o alemão, Friedrich Adolph Wilde, em 1838, o qual sugeriu que fossem feitas impressões em cera da cérvice de cada mulher. A partir desse molde seria confeccionada uma barreira anticoncepcional de borracha. Mas somente em 1870, o Dr. Mesinga desenvolveu o diafragma de borracha fina com um aro circular endurecido para cobrir a saída da vagina.

— Eu já ouvi falar que algumas mulheres usavam objetos dentro do útero para evitar a gravidez. — Comentou uma moça loira que ouvia com atenção a apresentação do médico. — O senhor sabe como era esse procedimento?

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2500 anos, que inseria objetos no útero com a ajuda de tubo de chumbo. Entretanto, o primeiro DIU clinicamente aceito, a Alça de Lippes, só foi amplamente adotado em 1962.

— É um método muito complicado. — Argumentou um representante de Estado- Precisamos de algo simples e eficaz.

Todos na sala de reunião concordaram. A população não aceitaria utilizar uma forma de contracepção que cause dor ou desconforto.

— Eu concordo, por isso acredito que a forma que apresentará os melhores resultados serão os anticoncepcionais hormonais. — Disse Alexandre.

— E como funcionam? — Perguntou o Governador.

— São hormônios femininos artificiais, os quais ao serem administrados em mulheres inibem a ovulação. — Respondeu o ginecologista — Eles podem ser usados de várias formas, como em pílulas, injeções periódicas, adesivos ou liberados por dispositivos intrauterinos. Possuem grande eficácia em evitar a gravidez, além de apresentarem baixos efeitos colaterais. Seu desenvolvimento foi um marco na história humana, e foram desenvolvidos após muitas pesquisas.

— Possivelmente nossas indústrias farmacêuticas podem desenvolver um anticoncepcional hormonal muito eficiente. — Disse o Governador — Diga-nos Dr. Alexandre, como foi que nossos antepassados desenvolveram esse método.

- A pílula anticoncepcional começou a ser estudada em 1921, pelo cientista Gottlieb Haberlandt que nesse ano conseguiu provocar a infertilidade temporária em coelhas nas quais havia implantado ovários retirados de outras coelhas. Ele sugeriu que os extratos de ovários poderiam ser anticoncepcionais eficientes. Mas só depois de muitos anos de estudos e pesquisas que o Dr, Gregory Pincus, considerado o "pai da pílula", conseguiu produzir a combinação de hormônios sintéticos semelhantes aos produzidos naturalmente pela mulher, e elaborar a primeira pílula anticoncepcional oral. Ela foi lançada em 1960 e chamava Enovid-10.

Todos concordaram que os anticoncepcionais hormonais são o método mais eficaz e mais fácil da população aceitar a usar. Por isso, o Governador Mundial mandou que a Indústria farmacêutica do Governo criasse uma pílula e uma injeção anticoncepcional e distribuísse gratuitamente para a população. Os presidentes dos países incentivaram as mulheres de suas nações a tomarem a pílula, é claro que em alguns países houve certa resistência, porém a maioria da população aceitou com boa vontade, pois tem noção da importância.

Hoje, depois de três anos daquela reunião as taxas de natalidade mundial caíram em 20%, e o Dr. Alexandre foi congratulado pelo Governador, pois foi o trabalho dele que possibilitou essa mudança.

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