Influencia de la inmunocastración sobre algunas características de calidad de carnes provenientes de animales cruzados ½ sangre Angus x Nelore, cebados en confinamiento

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(1)INFLUÊNCIA DA IMUNOCASTRAÇÃO SOBRE ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA CARNE DE BOVINOS CRUZADOS ½ ANGUS X NELORE TERMINADOS EM CONFINAMENTO. LAURA ROCÍO RODRÍGUEZ MANTILLA. PIRASSUNUNGA 2015.

(2) INFLUÊNCIA DA IMUNOCASTRAÇÃO SOBRE ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA CARNE DE BOVINOS CRUZADOS ½ ANGUS X NELORE TERMINADOS EM CONFINAMENTO. LAURA ROCÍO RODRÍGUEZ MANTILLA. Trabalho apresentado para obter o titulo de Médica Veterinária e Zootecnista. Junto à Universidad Cooperativa de Colombia.. Departamento: Nutrição e Produção Animal. Área de concentração: Qualidade da Carne. Profª. Dra. Angélica Simone Cravo Pereira. De acordo: _________________________ Orientadora.

(3) DEDICATORIA A minha mãe, Marina (in memoriam), pelo amor puro que me deu. Não existe, nem existirá ninguém no mundo, que faça por mim tudo o que ela fiz. A Evelio. É uma pessoa maravilhosa e inigualável..

(4) AGRADECIMENTO À vida, por permitir compreender que a felicidade deve ser o único objetivo que todo ser humano tem que procurar. A minha mãe, porque sem ela os meus objetivos não tenderiam inspiração. A Evelio pelo carinho e apoio. A Prof.ª Angélica Simone Cravo Pereira pelo apoio, muita paciência e disposição em ajudar sempre. A Lenise Mueler, pela ajuda, paciência e por me compartilhar seu experimento. Ao Prof. Arlindo Sarán Netto, pela aceitação como orientador do Estágio Curricular Obrigatório. À Universidade de São Paulo, ao VNP e ao Laboratório de Ciência da Carne. À faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da universidade Cooperativa de Colombia. Com sede na cidade de Bucaramanga. Ao Brasil pela gente agradável. Foi ótimo crescer como pessoa e como professional neste País lindo..

(5) SUMARIO. 1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA .............................................................. 10 2. REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................... 12 2.2 Qualidade da carne .................................................................................. 13 2.2.1 pH ........................................................................................................... 15 2.2.2 Cor .......................................................................................................... 16 2.2.3 Maciez .................................................................................................... 18 2.3 Técnicas de castração ............................................................................. 20 2.3.1 Castração cirúrgica............................................................................... 21 2.3.2 Imunocastração..................................................................................... 22 3. MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................ 25 3.1 Locais de execução ................................................................................. 25 3.2 Animais, procedimentos de castração e alimentação .......................... 25 3.3 Abate, desossa e coleta de amostras .................................................... 27 3.4 pH .............................................................................................................. 28 3.5 Cor ............................................................................................................ 28 3.6 Maciez Objetiva ........................................................................................ 28 3.7 Delineamento experimental e analises estatísticas .............................. 29 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................... 30 4.1 ph............................................................................................................... 30 4.2 Cor ............................................................................................................. 32 4.3 Maciez objetiva ......................................................................................... 35 5. CONCLUSÕES ............................................................................................ 36 6. SUGESTÕES ............................................................................................... 37 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................... 38.

(6) LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Rações Experimentais (%MS).........................................................27. Tabela 2 - Valores médios e erro padrão da média das características de pH, cor e maciez de carnes maturadas por 14 dias, de bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore, com diferentes condições sexuais..........................................30.

(7) LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Cor da carne em função do valor do pH final...................................17. Figura 2 - Sistema CIE/Lab..............................................................................17. Figura 3 - Incisões laterais (esquerda) e ablação (direita), realizadas no método cirúrgico................................................................................................21. Figura 4 - Representação do efeito da imunocastração na inibição da produção da testosterona, responsável pelo comportamento sexual e a qualidade da carne.................................................................................................................24. Figura 5 - Custos por cabeça da castração cirúrgica x imunocastração.........25. Figura 6 - Bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore, utilizados neste estudo. .............................................................................................................26. Figura 7 - Equipamento Warner-Bratzler Shear Force…………………….......29.

(8) INFLUÊNCIA. DA. IMUNOCASTRAÇÃO. SOBRE. ALGUMAS. CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA CARNE DE BOVINOS CRUZADOS ½ ANGUS X NELORE TERMINADOS EM CONFINAMENTO. Resumo Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito das diferentes condições sexuais sobre as características qualitativas da carne: pH, cor e maciez, em bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore. Foram avaliados 160 bovinos, com peso inicial médio de 276±2,10 Kg, que foram distribuídos em quatro grupos: castrados cirurgicamente, fêmeas, imunocastrados e inteiros. Os imunocastrados receberam três doses de uma vacina anti-GnRH, dividida em três aplicações, sendo a primeira 30 dias antes da entrada dos animais em confinamento, a segunda 60 dias após a entrada em confinamento a terceira 30 dias antes do abate. Os animais receberam alimentação ad libitum e as dietas empregadas foram compostas de diferentes concentrados, com uma relação volumoso: concentrado de 20:80. Ao final do experimento de 170 dias de confinamento, os animais foram destinados ao abate. Durante a desossa foram retiradas duas amostras do Músculo L. Dorsi de cada animal, para fazer determinação de pH, cor e maciez. Bovinos inteiros apresentaram maiores valores de pH e forca de cisalhamento. Entretanto, os bovinos castrados cirurgicamente apresentaram alta luminosidade (L*) na carne. No Brasil, a imunocastração é uma alternativa produtiva para a bovinocultura de corte, que proporciona benefícios à qualidade da carne, ao bem-estar animal e à economia do pecuarista. Palavras-chave: bovinos de corte, cruzamento, imunocastração, pH, cor, maciez..

(9) INFLUENCE OF THE IMMUNOCASTRATION ON SOME QUALITATIVE CHARACTERISTICS OF MEAT FROM FEEDLOT CROSSBRED CATTLE ANGUS X NELORE. Abstract The goal of this study was to evaluate the influence of different sexual conditions on the qualitative characteristics of meat as pH, color and tenderness from feedlot crossbred cattle Angus x Nellore. Study groups were divided on surgically castrated, females, immunocastrated and not castrated animals. A total of 160 animals were evaluated, with an average of initial weight of 276 ± 2.10 kg and a mean age of 20 months. The immunocastration was performed by three doses of anti-GnRH vaccine, divided into three applications. First application was occurred 30 days before transferring to feedlot, the second was occurred 60 days after transfer to feedlot, and third application was 30 days before slaughter. The animals were fed ad libitum high-grain diet containing 80% concentrate. At the end of the experimental period (170 days) the animals were slaughtered. During the fabrication samples were collected from the Longissimus dorsi muscle to perform analyzes of color, tenderness, and pH. Not castrated animals presented higher pH values and tougher meat compared to surgically castrated animals, immunocastrated, and females. However, the surgically castrated animals presented higher lightness in the meat (L*). In Brazil, immunocastration is an excellent alternative to beef cattle production, which provides benefits to the meat quality, animal welfare and decreased production cost. Keywords: beef cattle, crossbred, immunocastration, pH, color, tenderness..

(10) 1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O Brasil é possuidor do maior rebanho comercial do mundo, apresentando aproximadamente 212,8 milhões de cabeças de bovinos. Destaca-se como potencia na produção e exportação de carne bovina dentre os países exportadores (IBGE, 2013). O competente nível de produção animal que possui o País é consequência das condições ambientais favoráveis, dos regulamentos, das inversões e da investigação na ciência animal. As intenções em melhorar a eficiência e a produtividade estão resultando na obtenção de alimentos com melhor valor qualitativo, procurando também favorecer o bem-estar animal. No Brasil, o consumo de carne per capita corresponde ao redor de 36 Kg/ano, quantidade que demostra a sua importância na alimentação humana (ANUALPEC, 2013). Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), tão só no primer semestre de 2014 o Brasil faturou US$ 3,4 bilhões com a exportação de carne bovina. Hong Kong e Rússia lideram o ranking de países compradores, apresentando aumento da demanda. Quanto à qualidade da carne bovina, no aspecto sensorial, ocorre uma demanda por melhores atributos intrínsecos como maciez, sabor, quantidade de gordura; porém, o consumidor está disposto a pagar um bom preço na compra. Segundo GIRALDO (2012), a qualidade da carne está diretamente relacionada com o bem-estar animal, já que o estresse e o excesso de atividade contribuem na depleção do glicogênio muscular e aumenta o risco de obter cortes obscuros. O pH não decresce como deveria e com isso afeta a cor da carne, a capacidade de retenção de água e a maciez dos cortes. Os resultados de comparação entre carcaças de bovinos inteiros e castrados cirurgicamente tem demostrado que os animais inteiros são superiores em peso e conformação de carcaça, assim como apresentam maior proporção de músculo, tornando assim, atrativo aos produtores a criação desses animais. Entretanto, estas vantagens perdem valor comercial, 10.

(11) principalmente, em função da deficiência no grau de acabamento, que possui relevante importância nas carcaças para a preservação da qualidade e o aspecto da carne e da carcaça. O que está refletido no desconto que os frigoríficos costumam impor sobre o valor pago no abate de animais inteiros (EMBRAPA, 1997). A imunocastração é uma excelente alternativa desenvolvida na gestão de bovinos de corte, pois melhora a qualidade da carne, reduz o comportamento agressivo e favorece o bem-estar animal (BONNEAU e ENRIGHT, 1995). Em contraposição, a castração cirúrgica está sendo questionada por ter o potencial de provocar morbilidade e mortalidade, além de influir negativamente no desempenho dos animais. Diante do exposto objetivou-se avaliar o efeito das diferentes condições sexuais de bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore terminados em confinamento, sobre as características de pH, cor e maciez em carnes embaladas a vácuo e maturadas por 14 dias.. 11.

(12) 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Cruzamento industrial na indústria da carne O aumento da competitividade é uma realidade na pecuária de corte brasileira. A busca por animais economicamente produtivos tem levado os criadores a investirem mais na aplicação de tecnologias relacionadas ao melhoramento genético. Porem, principalmente quando aliado a seleção, o cruzamento é um dos meios mais eficazes para incrementar a produtividade (ROSO e FRIES, 2000). Segundo BOIN e MANELLA (2003) um dos benefícios do cruzamento é poder explorar o efeito da heterose ou vigor híbrido, ou qual beneficia não só ao aspecto produtivo (ganho de peso, peso de carcaça, fertilidade, precocidade, etc.), senão também ao aspecto qualitativo da carcaça (como melhor acabamento, marmorização e maciez), para atender determinados nichos de mercados, ou padronização das marcas. Nos cruzamentos indústrias, geralmente tem-se recomendado como linha paterna o uso de raças europeias, que apresentam bom ganho de peso e boas qualidades de carcaça e carne. No entanto, com relação à linha materna, as raças zebuínas têm sido indicadas por apresentar melhor adaptação ao ambiente tropical, rusticidade e menores exigências de mantença (SOUZA, 2010). Segundo KOGER (1980) a razão desse cruzamento é o ótimo nível de heterose alcançado, originária da grande distancia genética existente entre os grupos Bos taurus e Bos indicus. Sintetizando os resultados de estudos de cruzamentos conduzidos no Brasil de 1934 a 1994, BARBOSA e ALENCAR (1995) encontraram melhor desempenho dos mestiços europeu x zebu em relação aos zebuínos puros quanto a características como velocidade de crescimento (15%), eficiência reprodutiva (43%) e mérito da carcaça (0,7%). Só mais recentemente foram publicadas pesquisas apresentando estimativas de heterose com relação a características de importância econômica na produção de carne bovina.. 12.

(13) Comparados ao mesmo peso vivo, o gado indiano, principalmente a raça Nelore, tem maior rendimento que as raças taurinas em geral, por apresentar menor proporção de cabeça, patas e vísceras (FELICIO et al., 1988). Porém a carne desses animais é considerada pouco macia, em função da maior atividade de calpastatina (WHIPPLE et al., 1990). BARBOSA (2002) realizou um estudo onde comparou as características produtivas de diferentes grupamentos genéticos de raças de corte em relação aos zebuínos puros, onde os componentes produtivos incluíam peso de carcaça, idade e acabamento (espessura de gordura, mm) para animais terminados em confinamento ou pasto. Com base nos resultados foi possível notar que os animais cruzados foram abatidos com idade inferior aos zebuínos. Com tudo isso, segundo LUCHIARI FILHO (2006) para se obter melhores ganhos explorando o cruzamento, é necessário um planejamento estratégico e de longa duração com relação as raças e sistemas a serem utilizados. Animais cruzados podem ser mais produtivos, mas também serão mais exigentes. Melhorias nutricionais, ambientais e de gerenciamento devem ser incorporadas em uma propriedade que deseja explorar com sucesso os benefícios do cruzamento. 2.2 Qualidade da carne Segundo LUCHIARI FILHO (2000), a carne bovina é um alimento de alto valor biológico, e é componente de dieta saudável. Ela é especialmente rica em: Proteínas, vitaminas do complexo B, minerais, Ácido Linoléico Conjugado (CLA), ômega6 y ômega3 (LOBATO e FREITAS, 2006). A importância da qualidade da carne está explicada pelas exigências que vem fazendo os países que importam a carne Brasileira em relação às características de qualidade da carne, alimentação do rebanho, métodos de produção e instalações (OLIVEIRA; BOTOLI; BARCELLOS, 2008). Uma carne de “ótima qualidade” é aquela que apresenta cor atraente, pouca gordura, frescor e pouco suco na embalagem, que é macia, suculenta e saborosa quando consumida, que tem alto valor proteico e uma baixa densidade calórica, além de ser livre de microorganismos patogênicos 13.

(14) (EMBRAPA, 1999). A qualidade da carne geralmente é analisada por duas vertentes: características subjetivas e objetivas. Os aspectos sensoriais e o conhecimento do consumidor são as características subjetivas e as características objetivas são aquelas cientificamente mensuráveis (LIMA JÚNIOR et al., 2012). Segundo BRIDI (2004), a qualidade da carne pode ser determinada por meio de parâmetros como pH, cor, perdas por cocção, AOL, textura e composição centesimal e por métodos sensoriais como a mastigabilidade, maciez, suculência, sabor e odor. A maciez é um dos principais atributos de qualidade da carne: é a característica organoléptica de maior influência na aceitabilidade pelos consumidores (ALVES et al., 2005). Não obstante, o aspecto sanitário também exerce influência importante, já que as carnes e seus derivados constituem veículo potencial de contaminantes de natureza biológica, física ou química nas diversas fases de seu processamento, desde sua origem ou produção primaria até as fases de transformação, armazenagem, transporte e distribuição para o consumo (FEITOSA, 1999; e SILVA; SOUSA; SOUSA, 2004). Muitos fatores podem influenciar a qualidade da carne, dentre eles o sexo do animal, que além de ser um importante determinante do crescimento muscular, exerce influência sobre os aspectos relacionados à sua qualidade (LAWRIE, 2005). Sabe-se também que o manejo pré-abate causa estresse, prejudicando tanto o bem-estar dos animais quanto a qualidade da carne (GALLO, 1994). Consequentemente, nos dias de hoje, está-se procurando uma carne obtida de uma maneira o mais humanitária possível. Para que isso ocorra é necessário o desenvolvimento de estratégias que evitem qualquer tipo de dor ou injuria desnecessária e nem estresse por períodos prolongados durante sua criação e abate (BARBOSA FILHO; OLIVEIRA, 2004).. 14.

(15) 2.2.1 pH O pH é um valor importante que determina a qualidade da carne. Essa característica é medida numa escala de 1 a 14, na qual o 7 significa que a sustância é neutra. Valores abaixo de 7 indicam que a sustância é ácida e valores encima de 7 indicam que a sustância é básica. A determinação do pH muscular, foi considerada por TARRANT e SHERINGTON (1979), como um dos parâmetros mais importantes para a avaliação da qualidade da carcaça, uma vez que os efeitos do pH sobre maciez, cor, capacidade de retenção de agua e, principalmente, conservação estão bem determinados. Para LAWRIE (2005), o pH post mortem da carne é determinado pela quantidade de ácido lático produzido a partir do glicogênio muscular presente no músculo no abate que ocorre durante a glicólise anaeróbia. Este processo pode ser afetado se o glicogênio é consumido por fadiga, inanição ou pelo medo do animal antes do abate. Além disso, o pH é um importante determinante do crescimento microbiano, portanto um indicador para sua resistência a deterioração, já que a maior parte das bactérias cresce otimamente no pH 7 e pouco abaixo de 4 ou acima de 9. A velocidade de queda do pH bem como o pH final da carne após 24-48 horas é muito variável. A queda do pH é mais rápida nos suínos, intermediária nos ovinos e mais lenta nos bovinos (ROÇA, R. O. et al., 2001). Segundo PARDI et al. (1993), em condições naturais, a glicólise termina quando o pH alcança o ponto isoelétrico da miosina, ou seja, em torno de 5,5. O pH 6,0 tem sido considerado como linha divisória entre o corte normal e o DFD (“Dark, firm and dry” ou “dark-cutting”), porém alguns autores também utilizam valores de 6,2-6,3 (NEWTON e GILL, 1982; WIRTH, 1987). No Brasil, alguns frigoríficos só exportam carne com pH <5,8, avaliado diretamente no músculo L. dorsi, entre a 12ª e 13ª costelas, 24 horas post-mortem.. 15.

(16) 2.2.2 Cor A cor é um fator importante na comercialização da carne bovina, já que a aparência é o único parâmetro que o consumidor pode julgar para apreciar a qualidade. A cor mais aceita pelos consumidores é a vermelha brilhante (SGARBIERI, 1996). Esta coloração é determinada pelas proteínas mioglobina e hemoglobina, a primeira é responsável por 80 a 90% da coloração vermelha da carne. A concentração de mioglobina é maior nos bovinos que nos suínos e, em menor concentração, em aves e peixes (BARBOSA, 2009). A fim de manter uma cor vermelho cereja atraente da carne, é fundamental que ela esteja em contato com o oxigênio, esse gás fará a oxigenação das hemeproteínas e a cor se manterá (SGABIERI, 1996). Este cor resultante se deve à oxigenação da mioglobina à oximioglobina, processo que ocorre em 30-40 minutos de exposição da carne ao ar. Na ausência de oxigênio, predomina a forma reduzida da mioglobina, apresentando uma coloração vermelho-púrpura típica de carnes embalas a vácuo (VENTURINI, 2003). Existe uma relação estreita entre o pH e a cor da carne, pois as carnes com pH alto reflexam menor quantidade de luz, aumenta a retenção da agua e apresentam aparência obscura, seca e pegajosa, característica da condição DFD (“Dark, firm and dry” ou “dark-cutting”) (SCANGA et al., 1998) (Fig. 1). 16.

(17) Figura 1. Cor da carne em função do valor do pH final. FONTE: BALDI, G. 2012. A cor da carne pode ser medida pelo método subjetivo, que envolve observações sensoriais de pigmentos da carne, da gordura, presença de tecido conjuntivo e outro, e pode também ser medida pelo método objetivo, através da utilização do colorímetro, o qual adota o sistema de cor CIELab, que determina a cor da carne através das coordenadas L*, a* e b*, responsáveis pela luminosidade, teor de vermelho e amarelo, respectivamente. (Fig. 2).. Figura 2. Sistema CIE/Lab FONTE: ANGHINONI, 2011. 17.

(18) Alguns fatores como genética, sexo, dieta, idade, estresse ante-mortem, peso da carcaca, método de refrigeração, processamento e embalagens, tempo e temperatura de armazenamento, podem afetar a cor da carne (AMSA, 2012). Quanto mais velhos os bovinos ao abate, maior será a concentração de mioglobina nos músculos e, por tanto, mais obscura será a carne. A cor da gordura também é afeitada pela idade de abate, ficando amarelada como decorrência da deposição prolongada de carotenoides oriundos das forragens (FELICIO, 1997). A frequência de carne DFD (“Dark, firm and dry” ou “dark-cutting”) no mercado dificulta sua comercialização, já que o consumidor, pela coloração escura, cataloga-la como velha. Em países produtores de carne reportam frequências anuais de carne DFD desde 3 até 22% (PÉREZ; FIGUEROA; BARRERAS, 2008). 2.2.3 Maciez O principal componente da carne é o músculo, que é classificado em músculo estriado esquelético ou voluntario, músculo liso ou involuntário e músculo estriado cardíaco. O músculo esquelético é o mais importante dos três em razão de sua maior quantidade na carcaca e seu valor econômico (LUCHIARI FILHO, 2000). Quando é executada a sangria do animal, o aporte de oxigênio cessa e o músculo passa a realizar contrações em meio anaeróbico, desenvolvendo-se o fenômeno do rigor mortis, o qual, segundo CACHOS e DIAS (1983) é considerado como uma contração do músculo esquelético irreversível, que sucede logo após a morte do animal e é caracterizado pela inextensibilidade e rigidez do músculo. Esta rigidez observada é devida a formação de pontes actomiosina, como na contração muscular, só que são muito mais fortes e não pode haver relaxamento como consequência da insuficiência energética para quebrar estas ligações. A resolução do rigor mortis e efetuada pela liberação de enzimas 18.

(19) proteolíticas, que são as responsáveis de degradar as proteínas miofribrilares, aumentando a maciez da carne. Dentre essas enzimas, podem se citar as catepsinas e as calpaínas (LAWRIE, 2005). A maciez da carne pode ser medida por meio subjetivo ou objetivo. No método subjetivo se utiliza o painel sensorial, em que um grupo de pessoas treinadas classifica a carne em relação à maciez após ter provado as amostras. O método objetivo utiliza equipamento, como o texturometro, que mede a forca necessária para o cisalhamento de uma seção transversal de carne e, quanto maior a forca dispensada, menos e a maciez apresentada pelo corte de carne. Os dois possuem alta correlação entre si (BOUTON et al., 1971). Vários fatores estão relacionados com o processo de amaciamento da carne. Esses fatores podem ser reparados em dois grandes grupos: dentre dos fatores ante mortem que influem na maciez da carne destacam-se a raça ou genótipo, alimentação, idade, sexo, aplicação de promotores de crescimento e manejo pré-abate. Entre os fatores post-mortem, podem-se citar aqueles inerentes ao abate industrial, como o resfriamento e a queda de pH muscular, já que o frio interfere diretamente nos processos bioquímicos post mortem responsáveis pela transformação de músculos em carne (FELICIO, 1997). Historicamente, a carne dos zebuínos (Bos indicus) era identificada como dura, porque esses animais eram criados em pasto e abatidos mais velhos, se comparados com as raças precoces de bovinos americanos ou europeus. A menor maciez da carne dos zebuínos também era justificada pela alta correlação positiva entre a idade de abate dos animais e o número de ligações cruzadas termoestáveis do colágeno dos músculos, propiciando a dureza da carne, e ainda pela menos deposição de gordura na carcaca e ao fato de não apresentar gordura intramuscular (marmorização), o que favorecia o resfriamento mais rápido das massas musculares, provocava o encurtamento dos sarcômeros (unidades contrácteis dos músculos) e, consequentemente, o endurecimento da carne (JUNIOR et al., 2011). Entretanto, as diferenças entre os sexos dos bovinos são bem comuns. 19.

(20) Trabalhando com animais jovens, SAÑUDO (1991) não encontrou diferenças na maciez de machos e fêmeas, mas em animais adultos, parece existir uma tendência dos machos a produzir carne mais dura. Para RAMOS e GOMIDE (2007) muitas das diferenças na maciez da carne associadas à idade do animal e sexo, resultam da diferença de tecido conectivo, pois o colágeno (proteína estrutural do tecido conectivo) e, embora a sua concentração no músculo afete negativamente a maciez, a sua principal contribuição é a estabilidade. das. ligações. inter. e. intramusculares,. responsáveis. pela. insolubilidade e resistência do tecido conectivo. A utilização da maturação pode reduzir a forca de cisalhamento, favorecendo a maciez da carne como resultado da proteólise miofibrilar, mediada pelas proteases dependentes do cálcio (SAÑUDO, 2004). Segundo ANDRIGHETTO et al. (2006) a maturação consiste em manter a carne após o processo de rigor mortis sob refrigeração (temperatura em torno a 0°C), por um período de tempo após o abate que pode variar de 7 a 28 dias. Durante o processo há necessidade de embalar a carne a vácuo, o que retarda o crescimento de bactérias aeróbicas putrefativas e favorece o crescimento das bactérias láticas, que, por sua a vez, produzem substâncias antimicrobianas. Outro efeito da maturação é a eliminação do efeito de grupo genético na maciez da carne, como também as diferenças individuais dos animais de um mesmo grupo genético (MONSÓN; SAÑUDO; SIERRA, 2004).. 2.3 Técnicas de castração A castração de bovinos é uma prática na bovinocultura de corte, que tem como objetivo obter animais dóceis que promovam um manejo mais fácil, preservação das instalações e pastagens, menos problemas de casco e sem risco de monta indesejada. Bovinos castrados produzem melhor qualidade da carne, sendo menor o risco de desenvolvimento de corte DFD (“Dark, firm and dry” ou “dark-cutting”), apresentando também melhor deposição de gordura e maior marmorização (ROÇA, et al., 2011a).. 20.

(21) 2.3.1 Castração cirúrgica A castração cirúrgica é a técnica comumente utilizada no Brasil (SILVA et al., 2003). Nesta técnica ocorre extirpação total dos testículos através de duas incisões laterais na bolsa escrotal ou com a remoção do ápice do escroto (ablação) (Fig. 3). Para MOURA (1996) com a castração cirúrgica consegue-se tornar mais dóceis os animais de trabalho, facilitar a engorda e melhorar a qualidade da carne nos animais destinados a produzir carne.. Figura 3. Incisões laterais (esquerda) e ablação (direita), realizadas no método cirúrgico. FONTE: (ANDERSON, 2007). De acordo com SILVA et al. (2001) as complicações comumente evidenciadas depois da castração são: edema, miíases, retenção de coágulos, hemorragia e granuloma. Além disso, frequentemente apresentam baixo desempenho devido à diminuição dos hormônios androgênicos (SEIDMAN; CROSS; OLTJEN; SCJANBACHER, 1982). Com tudo isso, para evitar o estresse e as possíveis perdas associadas com a castração, alguns produtores de gado em países como Brasil não castram seus animais (RIBEIRO et al. 2004). Sem embargo, segundo SILVA 21.

(22) (2000), muitos frigoríficos exigem a castração dos animais alegando que esse procedimento favorece a uniformidade e a qualidade da carcaça. O melhor método de castração ainda é discutido nos diferentes criatórios, sendo que as circunstâncias e a preferência do cliente devem ser consideradas na escolha da técnica. Para um método ser considerado superior,. deve. resultar. no. mínimo. de. complicações. pós-operatórias,. desencadear menor estresse ao animal e, consequentemente, influenciar negativamente, o mínimo possível, no ganho de peso na fase de recuperação pós-operatória (SILVA et al., 2001).. 2.3.2 Imunocastração A imunocastração é uma vacinação que proporciona a imunização contra o Hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). Esta técnica tem considerável importância para a indústria Brasileira da carne, com a aprovação pelo Ministério de Agricultura, em 2010, para uso em bovinos (MIGUEL, 2013). O principio da imunocastração consiste na aplicação de vacinas contendo uma forma modificada de GnRH conjugada à uma proteína, que induz a formação de anticorpos direcionados contra o GnRH (ZAMARATSKA et al. 2008). A imunização ativa contra o LHRH serve como método para introduzir uma barreira imunológica entre o hipotálamo e a pituitária anterior que, neutraliza o LHRH na vasculatura porta hipotálamo-hipofiseal (ADAMS e ADAMS, 1986; ÜLKER et al. 2009), impedindo o estímulo da secreção de LH e FSH pela glândula pituitária, que consequentemente, reduz o desenvolvimento dos testículos, síntese de hormônio esteroides e espermatogênese (OONK et al. 1998; ADAMS, 2005; CLAUS et al., 2007; BAUER et al. 2008; PAULY et al. 2009; ZANELLA et al. 2009) (Fig. 4). O desempenho dos animais imunocastrados geralmente é intermediário entre os animais não castrados e castrados cirurgicamente (BONNEAU e ENRIGHT, 1995; RIBEIRO et al., 2014; RUIZ et al., 2005; ROÇA et al., 2011a).. 22.

(23) Figura 4. Representação do efeito da imunocastração na inibição da produção da testosterona, responsável pelo comportamento sexual e a qualidade da carne. FONTE: ALVES (2012). O protocolo de vacinação consiste na aplicação da primeira doce, que atua sensibilizando o sistema imunológico do bovino, produzindo efeito após segunda dose (reforço), administrada entre 4 a 12 semanas após a primeira dose (ROBERTSON et al. 1979). Segundo JANNETT et al. (2012), as vezes é necessária a aplicação de uma terceira doce em sistemas de produção onde os bovinos são castrados muito jovens e passam por longo período de recria antes serem terminados, pois a duração do efeito normalmente é de 12 a 20 semanas. A redução de comportamentos agressivos dada pela imunocastração, foi constatada no trabalho de ARAUJO et al. (2014), onde foi observada a diminuição de alguns comportamentos como briga, cabeçada e tentativa de montas. Em quanto à qualidade da carne, AMATAYAKUL-CHANTLER et al. (2012) avaliaram o efeito da imunocastração para melhorar o desempenho e qualidade da carne de bovinos Bos indicus x Brown Swiss terminados em confinamento. Os animais imunocastrados apresentaram maior valor de 23.

(24) espessura de gordura e menor forca de cisalhamento, comparados com os valores apresentados pelos animais que receberam uma vacina placebo. Em um estudo a fim de verificar o efeito da imunocastração sobre a qualidade de carcaca e carne em bovinos Nelore x Aberdeen Angus terminados em confinamento, MIGUEL et al. (2014) observaram diferenças significativas para os valores de pH, L*, a* e b*. Para os animais inteiros observou-se maior valor do pH, menor luminosidade, menor intensidade do vermelho (a*) e do amarelo (b*), contra aos valores apresentados para animais imunocastrados e castrados cirurgicamente. ANDREO et al., (2013) avaliaram o efeito da imunocastração do ganho de peso, características de carcaca e qualidade da carne de bovinos nelore, observaram diferenças significativas entre as condições sexuais. Quando comparados aos inteiros, os imunocastrados apresentaram maior intensidade do vermelho (a*) e do amarelo (b*). Os autores relataram que possivelmente foi consequência da maior quantidade de gordura apresentada por esses animais. Entretanto,. AMATAYAKUL-CHANTLER et al.,. (2013), só encontraram. diferenças para o valor de b*, sendo maior na carne dos animais castrados. Quanto ao aspecto econômico, NETO (2011), reiterou a utilidade da imunocastração frente à castração cirúrgica no aspecto do bem-estar animal. Para o autor, segundo uma análise econômica (fig. 5), a imunocastração é viável porque os frigoríficos estão dispostos a pagar bonificação, pelas carcaças de animais castrados. Além disso, têm vantagem frente à castração cirúrgica, porque o desempenho animal não é afetado.. 24.

(25) Figura 5. Custos por cabeça da castração cirúrgica x imunocastração. FONTE: Scot Consultoria, 2011.. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Locais de execução O estudo de campo foi conduzido em uma fazenda comercial de confinamento, em Goianira, no Estado de Goiás.. 3.2 Animais, Procedimentos de Castração e Alimentação Foram utilizados 160 bovinos cruzados ½ sangue Aberdeen Angus x Nelore, pertencentes ao programa Carne Angus Certificada, terminados em confinamento, com idade média de 20 meses, pertencentes ao programa de certificação da Associação Brasileira de Angus, que hoje possui um Sistema de Gestão pela Qualidade em padrões Internacionais, considerando o padrão racial (50% de sangue Angus). Os animais apresentaram peso inicial médio de 276±2,10 Kg e foram divididos em lotes com quatro tratamentos: bovinos inteiros, castrados cirurgicamente, imunocastrados e fêmeas (fig. 6).. 25.

(26) Figura 6. Bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore, utilizados neste estudo. FONTE: MUELLER, 2014. Para a imunocastração dos animais, foi utilizada uma vacina anti-GnRH dividida em três aplicações, sendo a primeira, 30 dias antes da entrada dos animais em confinamento, uma segunda 60 dias após entrada em confinamento e a terceira 30 dias antes do abate. A castração cirúrgica dos animais foi realizada por método fechado por meio de incisão lateral na bolsa escrotal, de acordo com o proposto por PÁDUA et al. (2003). Os animais foram pesados, vermifugados, vacinados (clostridioses e aftosa), identificados individualmente, em relação aos tratamentos e foram mantidos em baias parcialmente cobertas, com cochos e bebedouros, onde receberam alimentação ad libitum. Durante o confinamento foram utilizadas três rações ao dia, compostas de 80% de concentrado e 20% de volumoso na matéria seca, tendo como alimento volumoso silagem de milho e bagaço de cana hidrolisado, oferecidos ao longo do dia, totalizando cinco refeições diárias. A porcentagem de NDT e 26.

(27) PB na dieta de crescimento foi 70% e 16,7%, respectivamente; na dieta de terminação a porcentagem de NDT foi 70,7%, estimada de acordo com o NRC (2001). (Tabela 1). Tabela 1. Rações Experimentais (%MS) Ingredientes (%MS). Crescimento. Terminação. Gérmen de milho 21,94 30,88 Milho grão seco 21,94 30,88 Torta gorda 19,17 11,16 Silagem de milho 14,03 7,93 Bagaço de cana 9,01 7,82 hidrolisado Milho grão seco 4,47 4,84 Farelo de girassol 3,28 2,71 Farelo de soja 45% 2,67 Núcleo 2,12 2,29 Uréia 1,27 1,37 Água 0,06 0,07 Calculada pelo Programa Ração de Lucro Máximo, RLM®.. Comercial de alto desempenho 33,90 33,90 7,96 7,73 4,86 7,85 2,30 1,38 0,09. Ao final do período experimental de 190 dias de confinamento, os animais foram abatidos.. 3.3 Abate, Desossa e Coleta de Amostras Os animais permaneceram em jejum por 18 horas, somente com dieta hídrica antes do abate e foram abatidos. O abate dos animais foi realizado em planta frigorífica comercial, no Estado de Goiás, sob fiscalização do Sistema de Inspeção Federal (SIF), considerando as recomendações e técnicas de bemestar animal. As análises das carnes foram realizadas no Laboratório de Avaliação Animal FZEA/USP, campus de Pirassununga – SP e no Laboratório de Ciência da Carne da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia FMVZ/USP, campus de Pirassununga – SP. Todos os animais por pertencerem ao programa carne Angus, apresentaram acabamento de carcaça uniforme, (acima de 6 mm). Durante a desossa foram retiradas duas amostras do músculo Longissimus entre a 12ª e 13ª costelas de cada animal, para determinação do pH, cor e maciez. Estas 27.

(28) foram identificadas individualmente, embaladas a vácuo, e maturadas por 14 dias a 0°C.. 3.4 pH A mensuração do pH foi realizada nos bifes, previamente à etapa da análise de maciez. Foi utilizado um pHgâmetro digital com sondas de penetração.. 3.5 Cor A determinação dos componentes da cor L*, a* e b* foi realizada, depois da retirada das embalagens, expostas ao ar atmosférico por 30 minutos, para oxigenação da mioglobina (ABULARACH et al. 1998). A leitura da cor foi realizada na superfície dos bifes, utilizando o sistema CIELab, iluminante D65 e 10º para observador padrão. Utilizou-se equipamento Minolta Cr 200b, calibrado para um padrão branco e preto, em que: L* é o índice associado a luminosidade (L*= 0 preto, 100 branco), a* é o croma que varia do verde (-) ao vermelho (+); e b*, que varia do azul (-) ao amarelo (+) (HOUBEN et al., 2000).. 3.6 Maciez Objetiva Os procedimentos para cocção dos bifes destinados a força de cisalhamento foram realizados segundo AMSA (1995). A avaliação da maciez objetiva da carne foi realizada a partir de amostras do músculo Longissimus. As amostras foram assadas em forno elétrico a 1800C, até atingirem a temperatura interna no bife de 720C. As temperaturas internas dos bifes foram avaliadas, por meio de um sistema de termopares com termômetros individuais que foram inseridos nos bifes até sua parte central. Após resfriamento dos bifes, foram retirados seis cilindros de cada bife, com 13 mm de diâmetro de cada cilindro, com auxilio de um vazador elétrico (WHEELER et al. 2001). A análise de maciez objetiva foi realizada com equipamento Warner-Bratzler Shear Force (Fig. 7), determinando-se a força de cisalhamento (Kgf), considerando para cada bife o valor médio obtido entre os 28.

(29) seis cilindros.. Figura 7. Equipamento Warner-Bratzler Shear Force. FONTE: RODRIGUEZ, 2014.. 3.7 Delineamento experimental e análises estatísticas Inicialmente, os dados foram submetidos às análises exploratórias com o objetivo de diagnosticar a qualidade dos dados. Para as características de carne, no modelo foi incluído o efeito fixo do tratamento (Inteiro, Castrado cirurgicamente, Imunocastrado e Fêmea). As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o procedimento MIXED do SAS ® (VERSÃO 9.2). A significância foi declarada quando P≤ 0,05.. 29.

(30) 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores médios e erro padrão da média das características de pH, cor e maciez (força de cisalhamento) estão apresentadas na tabela 2.. Tabela 2. Valores médios e erro padrão da média das características de pH, cor e maciez de carnes maturadas por 14 dias, de bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore, com diferentes condições sexuais.. Condição sexual Variável. Valor de P Castrados Cirurgicamente. Fêmeas. Imunocastrados. Inteiros. pH. 5,49b ± 0,029. 5,49b ± 0,029. 5,51b ± 0,029. 5,64a ± 0,029. 0,0005. L*. 35,37a ± 0,618. 34,07b ± 0,627. 34,97b ± 0,627. 31,08b ± 0,62. <0,0001. a*. 10,80 ± 0,281. 11,14 ± 0,286. 11,15 ± 0,286. 11,32 ± 0,286. 0,6173. b*. 11,57 ± 0,349. 11,23 ± 0,354. 11,55 ± 0,354. 10,47 ± 0,354. 0,1014. Forca de cisalham ento (kgf). 3,11 b ± 0,152. 3,13 b ± 0,154. 3,16 b ± 0,154. 3,84 a ± 0,154. 0,0018. Médias seguidas por letras diferentes na linha diferem entre si (P<0,05).. 4.1 pH As condições sexuais influenciaram os valores de pH (P=0,0005) (Tabela 2). Os valores médios de pH finais encontrados foram 5,49; 5,49; 5,51; 5,64, respectivamente para animais castrados cirurgicamente, fêmeas, 30.

(31) imunocastrados e inteiros. Pode-se observar o valor de pH das amostras provenientes dos animais inteiros mostrou-se significativamente mais elevado. Os valores de pH final, em geral, estão dentro dos limites exigidos pelos frigoríficos para exportação, ou seja, menores que 5,8 (ROÇA, 2000; FELÍCIO, 1999). Da mesma forma, evidenciou-se que não houve valores acima de 6,0, portanto não caracterizando nenhuma carne DFD. Estes resultados concordam com MIGUEL et al. (2014), que ressaltaram que a carne proveniente de bovinos inteiros apresentou valor de pH: 5,95, sendo significativamente maior do que o valor médio: 5,71, observado em bovinos imunocastrados e castrados cirurgicamente. VAZ E RESTLE (2000), identificaram que bovinos inteiros apresentaram carnes DFD, com o valor de pH: 6,21, maior do que dos castrados: 5,51. Geralmente, bovinos inteiros, em razão das elevadas concentrações de testosterona, tendem a apresentar comportamento agressivo e maior estresse no manejo pré-abate (ZANELLA et al., 2009). Porém, quando estes animais são expostos a circunstancias adversas, libera-se o cortisol, esse desencadeia processos. catabólicos,. interferindo. nos. processos. bioquímicos. de. transformação do músculo em carne. A liberação de cortisol, afeta os níveis de pH, impedindo a queda normal do pH e afeitando consequentemente a qualidade sensorial da carne (HERNANDEZ et al. 2005). Assim, de acordo com a região do país e a época do ano, carcaças de bovinos inteiros podem ter menor. remuneração e. menor. aceitação. pelos consumidores quando. comparadas as de bovinos castrados (CARVALHO; SILVA; HOE, 2011). Por outro lado, COSTA et al. (2007), constataram que bovinos inteiros e castrados apresentaram valores semelhantes de pH final, com média de 5,5, considerados na faixa normal. Da mesma forma, FERNANDES et al. (2008), não evidenciaram diferenças significativas para o valor de pH entre bovinos inteiros, castrados e fêmeas, cujo valor médio, foi de 5,68. TARRANT e SHERINGTON (1980) relataram que o estresse e a anomalia DFD também podem afeitar os castrados e as fêmeas. Estes autores. 31.

(32) realizaram uma pesquisa com carcaças comerciais de novilhos e novilhas, onde observaram uma incidência de 3,6% de carnes DFD. Entretanto, além da condição sexual, outros possíveis fatores, em relação aos valores altos de pH, são: desembarque, condições e tempo de duração do transporte, manejo pré-abate, e tempo reduzido de permanência das carcaças nas câmaras de resfriamento (PEREZ et al., 2013). LEITE et al. (2015) determinaram valores acima de 6,0 em bovinos que não receberam um adequado atordoamento, devido à falha no compressor que não enviou ar suficiente para a pistola pneumática. Por outro lado, PUOLLANE (1988), relatou em seu estudo que o estresse pode ser minimizado com a implantação de melhorias no manejo pré-abate. O autor observou que a incidência de carnes DFD de 26,3%, 13,6% e 12,6% em tourinhos, vacas e novilhas, caiu para 5% nos primeiros e para menos de 2% nas outras categorias. Para QUINTILIANO e PARANHOS (2007), o recurso humano está diretamente envolvido na cadeia da carne bovina, porém, o treinamento e supervisão dos trabalhos efetuados nesta produção, são fatores determinantes para que todas as questões técnicas sejam aplicadas da melhor maneira possível. O autor faz ênfase na necessidade de ter colaboradores capacitados e satisfeitos com seu trabalho, para conseguir animais e consequentemente carne com qualidade.. 4.2 cor As condições sexuais influenciaram apenas o croma L* (P<0,0001) (Tabela 2). Os valores médios para L* encontrados foram: 35,37; 34,07; 34,97 e 31,08, respectivamente para animais castrados cirurgicamente, fêmeas, imunocastrados e inteiros. Observou-se que o valor para os castrados cirurgicamente, foi significativamente mais alto. No entanto, esse valor se situa dentro do rango considerado como ideal para L*, ou seja, entre 34 e 39 (PURCHAS, 1988). 32.

(33) VAZ e RESTLE (2000); MULLER e RESTLE (1983), também observaram que bovinos castrados cirurgicamente apresentaram carne mais clara em relação a inteiros. Entretanto, COSTA et al. (2007) e MALAGUIDO et al. (2006) não encontraram diferenças entre bovinos inteiros e castrados, para os valores L*, a* e b*. Os resultados do presente estudo, divergem dos obtidos por AMATAYAKUL-CHANTLER et al. (2013), que não observaram diferenças para L* entre bovinos castrados cirurgicamente e imunocastrados. Os autores relataram que só b* foi diferente. No entanto, o efeito do b* é considerado menor e irrelevante à qualidade da carne em geral (ROÇA, R. O. Personal communications). Por outro lado, MONTEIRO; NAVAS; LEMOS (2005) observaram que animais mais velhos apresentaram valores mais elevados de a* e de b*. A intensidade da cor aumenta com o avanço da idade do animal, com diferenças detectáveis entre bezerros, novilhos e vacas velhas. Parte dessa diferença é devido às variações na concentração de mioglobina. Os músculos de bezerros são pálidos em consequência da imaturidade desses animais que possuem menos mioglobina em seus músculos que animais adultos (BRISKEY e KAUFFMAN, 1971; ABERLE et al., 2001). A mioglobina, que retém o oxigênio no músculo, torna-se menos eficiente em animais com maior idade e, para compensar são produzidos níveis mais elevados de mioglobina, que aumentam a intensidade da cor vermelha (PEREIRA, 2002). Diante do exposto, evidencia-se que não houve diferenças para a* e b* neste estudo, em decorrência da idade jovem dos animais ao abate.. 4.3 Maciez Objetiva As condições sexuais influenciaram os valores médios de força de cisalhamento (FC), (P=0,0018) (Tabela 2). Os valores médios para FC observados foram: 3,11; 3,13; 3,16 e 3,84 kgf, respectivamente para animais castrados cirurgicamente, fêmeas, imunocastrados e inteiros. Observa-se que o valor para inteiros, foi significativamente mais alto. O valor médio de FC nas 33.

(34) carnes, para todas as condições sexuais foi de 3,31kgf, sendo consideradas muito macias ((TATUM et al, 1999). De modo geral, os resultados do presente trabalho foram mais baixos que os observados por (TULIO, 2004), quem trabalhou com animais em confinamento de diferentes grupos genéticos, castrados ou não, e observou valor médio de 4,91 kgf para a FC. Esse autor utilizou maior proporção da raça Nelore nos diferentes cruzamentos estudados, o que pode ter influenciado o resultado. Segundo WHEERLER et al. (1990) e WHIPPLE et al. (1990) os zebuínos apresentam concentrações de calpastatina no músculo superiores aos taurinos, existindo uma estreita relação inversamente proporcional entre aquele inibidor e a maciez da carne. Resultados semelhantes ao presente trabalho foram verificados por ANDREO et al. (2013), que concluíram que a FC diferiu entre bovinos inteiros e imunocastrados, obtendo valores de 7,95 e 6,42, respectivamente. Para estes autores animais inteiros apresentam maior taxa de crescimento devido à ação da testosterona. A testosterona promove um aumento na atividade das calpastatina, deixando a carne mais dura. Para FELICIO (1997), as carcaças de animais imunocastrados possuem melhor grau de acabamento, porém, são menos susceptíveis ao fenômeno de encurtamento pelo frio (cold shortening), ou que evita endurecimento da carne. Diversos autores relatam que a carne dos animais castrados é mais macia do que a dos inteiros (FIELD, 1971; REAGAN, 1971; CROUSE, 1983; DIKEMAN, 1986; PURCHAS, 1990). Segundo (FIELD, 1971), não são comuns os trabalhos que constatam carnes mais macias em animais inteiros, sem embargo, este fato pode estar relacionado em função a idades de abate tardias, pois animais não castrados apresentam maturidade fisiológica mais avançada, e, com o aumento desta, cresce o conteúdo de colágeno no músculo, diminuindo a maciez da carne. Além disso, pela susceptibilidade ao estresse, animais inteiros tem tendência a apresentar carnes “DFD” (“Dark, Firm and Dry”), e estas, em geral apresentam-se mais macias que as normais, como consequência à capacidade de retenção de agua que apresentam. 34.

(35) MIGUEL et al. (2014) não encontraram diferenças para a maciez, entre bovinos castrados cirurgicamente, imunocastrados e inteiros. Achados semelhantes foram relatados por FERNANDES et al. (2008), que não evidenciaram diferença, entre animais inteiros, castrados cirurgicamente e fêmeas. O efeito da maturação é outro fator importante. Segundo PARDI et al. (2001), além do amaciamento, o processo de maturação exerce influencia em outras propriedades organolépticas da carne, como sabor, influenciando acentuadamente sua palatabilidade. Sugere-se por tanto, que os valores baixos de FC obtidos do presente trabalho, foram possivelmente associados ao período de maturação, independente da condição sexual.. 35.

(36) 5. CONCLUSÕES. O cruzamento industrial na indústria da carne é uma ferramenta que melhora a produtividade animal e a qualidade da carcaça Ao avaliar o efeito das diferentes condições sexuais na qualidade da carne de bovinos cruzados ½ sangue Angus x Nelore, evidenciou-se que a carne de machos inteiros apresenta maior pH e carnes mais duras; A qualidade da carne dos animais castrados, independente da técnica utilizada (castração ou imunocastração) foi semelhante quando comparada a carne das fêmeas. No entanto, ressalta-se que a terminação de fêmeas, jovens cruzadas, meio sangue Angus x Nelore, produtoras de carne é uma alternativa interessante. Do ponto de vista econômico, os custos de produção destas podem ser menores, evitando-se qualquer método de castração.. 36.

(37) 6. SUGESTÕES. Pela escassa informação existente com relação à imunocastração em bovinos de corte, é necessário o desenvolvimento de mais pesquisas, que avaliem o efeito desta no desempenho animal, em comparação à castração cirúrgica, além de compreender quais são as suas implicações sócioeconômicas. Sob o ponto de vista econômico, quando comparados os métodos de castração, qualitativo e da etologia (bem estar) do animal, a imunocastração é uma técnica interessante a ser empregada na indústria da carne. A utilização da imunocastração em bovinos de corte em terminação, visando. nichos. de. mercados. diferenciados,. em. países. em. via. de. desenvolvimento, como a Colômbia, pode ser uma estratégia de modernização de sua situação pecuária atual.. 37.

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