Centro Universitário de Brasília – UniCEUB
Faculdade de Ciências da Educação E Saúde – FACES
ALAN LINS CAVALCANTI CORRÊA DA COSTA
AS LUTAS COMO CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Brasília 2016
ALAN LINS CAVALCANTI CORRÊA DA COSTA
AS LUTAS COMO CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura em Educação Física pela Faculdade de Ciências da Educação e Saúde Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.
Orientador: Profº.Dr. Arthur José Medeiros de Almeida
Brasília
2016
ALAN LINS CAVALCANTI CORRÊA DA COSTA
AS LUTAS COMO CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura em Educação Física pela Faculdade de Ciências da Educação e Saúde Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.
Brasília, 15 de Junho de 2016.
BANCA EXAMINADORA
Orientador: Prof°. Dr. Arthur José Medeiros de Almeida
Examinador: Profº. Msc. Rômulo de Abreu Custódio
RESUMO
Introdução: As lutas fazem parte da cultura corporal de movimento contido nos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino fundamental. No entanto, é um conteúdo pouco dominado e desenvolvido pelo professor de Educação Física nas aulas. Objetivo: Do presente trabalho é pesquisar se o conteúdo sobre lutas é ensinado nas aulas de educação física e como os professores abordam o assunto, nos anos finais do ensino fundamental e médio, das escolas da rede pública do Distrito Federal. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa de campo de caráter transversal em nível descritivo com abordagem qualitativa. O instrumento utilizado neste estudo foi um questionário, adaptado de Ferreira (2006), com perguntas abertas e fechadas, entregue junto com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido-TCLE para a coleta de dados. A amostra desse estudo foi constituída por 20 professores de ambos os sexos, sendo 14 homens e 6 mulheres que atuam nos anos finais do ensino fundamental e/ou no ensino médio de diferentes escolas da Regional de Ensino do Plano Piloto/Cruzeiro que pertencem a rede pública do Distrito Federal. Resultados: Após a análise dos questionários, observou-se que 58% dos professores não trabalham com a temática luta em sala de aula e 42% afirmam trabalhar o conteúdo dentro da disciplina da Educação Física. Quanto aos benefícios que a luta ofereceria para os alunos, o respeito e a disciplina foram pontos assinalados por 29% dos docentes, o condicionamento físico ficou em 2° lugar com 21% seguido do binômio Coletividade/Trabalho em grupo em 3°. Ainda quanto aos benefícios, Coordenação Motora ficou como 4ª. Opção pelos docentes com 17%, e o aspecto Concentração obteve 14% das preferências, isto é, em 5°. Por outro lado, 65% dos professores afirmaram que não tiveram contato com o conteúdo lutas, 20% tiveram a vivência desse conteúdo na sua formação e 15% informaram que tiveram a disciplina apenas na teoria sobre alguma luta. Conclusão: Ficou evidenciado que os professores possuem dificuldades de ministrarem esse conteúdo nas aulas de Educação Física, sobretudo pela falta de preparo acadêmico, devido ao fato de não serem devidamente capacitados durante sua formação e, pode-se afirmar, ainda, que outro fator que dificulta o trabalho dos docentes é a ausência de estrutura adequada, material apropriado e espaço físico condizente com as reais necessidades ambientais.
ABSTRACT
Introduction: Fights are part of the corporal Movement culture containd within the National Curricular Parameters of middle schools.However, its a topic that is not much a dressed by physical education teachers during classes. Objective: Objective of this research is to investigate if the topic mentioned above is teached during gym classes and how the teachers address the subject, in the final years of middle and high public schools in Brasilia – DF. Material and Methods: This is a field research of a cross-sector character in a descriptive level with a qualitative approach. The method used in This study was a questionnaire, adapted from Ferreira (2006), With opened and closed questions delivered along with the Free and Clarified Consent Term for. Results: After analyzing the questionnaires, it was observed that 58% of teachers do not work with the theme struggle in class and 42% said work content within the discipline of Physical Education. The benefits that the fight would offer for students, respect and discipline were points indicated by 29% of teachers, physical fitness was in 2nd place with 21% followed by the collectivity / Work binomial in Group 3rd. Although the benefits, Motor coordination was as 4th. Option 17% by teachers, and the aspect concentration obtained 14% of preference, this is, in 5. On the other hand, 65% of teachers said they had no contact with the contents fights, 20% had the experience of that content in their training and 15% reported that they had the discipline only in theory about the fight. Conclusions: The study revealed that teachers have difficulties to giving that content in physical education classes, especially the lack of academic preparation due to the fact they are not properly trained for their training and, it can be said, though, that another factor that hinders work of teachers is the lack of adequate infrastructure, appropriate material and consistent physical space with the real environmental needs.
SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...8 2 MATERIAIS E MÉTODOS...9 2.1 Amostra...9 2.1 Métodos...9 3 RESULTADOS...10 4 DISCUSSÃO...15 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...17 6 REFERÊNCIAS...18 7 ANEXO 1 - QUESTIONÁRIO...19 8 ANEXO 2 - TCLE...21
9 ANEXO 3 – PARECER CONSUBSTANCIADO...23
10 ANEXO 4...27 11 ANEXO 5...28 12 ANEXO 6...29 13 ANEXO 7...30 14 ANEXO 8...31 15 ANEXO 9 ...32
1 INTRODUÇÃO
As lutas fazem parte da cultura corporal de movimento contido nos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino fundamental. No entanto, é um conteúdo pouco dominado e desenvolvido pelo professor de Educação Física nas aulas.
Assim como, jogos, brincadeiras, esportes, danças e ginásticas, este conteúdo se destina a cumprir o papel pleno do educador que é planejar e desenvolver o processo de ensino e aprendizagem. Compreende-se que o professor deve disponibilizar o máximo de vivências e experiências possíveis aos alunos e que diferentes temas devem ser trabalhados nas escolas (BRASIL, 1998).
Segundo Darido (2012), tanto as lutas como outras práticas corporais, tais como o futebol e a dança, não foram criados no ambiente escolar, porém, para aplicação eficaz desses conteúdos se faz necessária algumas transformações didático-pedagógicas, assim como para o ensino das lutas nas aulas de Educação Física.
Para Ferreira (2006), a luta se mostra um importante conteúdo pedagógico de aproximação entre aluno e escola, através do caráter histórico, social e cultural dos combates. Sabe-se que as lutas em seus tradicionais estilos como judô, karatê ou jiu-jítsu, teve também incorporado o combate informal que existe em práticas como o cabo de guerra e braço de ferro, entre outros, possibilitando diversas abordagens tanto para profissionais formados em Artes Marciais quanto para professores de Educação Física.
Smith (2010) nos mostra que essa aproximação entre escola e aluno é possível já que cerca de 70% dos alunos brincam de luta no intervalo das aulas. Apesar de alguns professores entenderem que o conteúdo luta incentiva a violência, existem estudos que mostram que este conteúdo ajuda no controle e combate de comportamentos agressivo/violentos por parte dos alunos (VERTHOGHEN; THEEBOOM, 2010).
Sendo assim, a escolha do referido tema se deu pela hipótese de o potencial benefício deste conteúdo não ser frequentemente aplicado pelos docentes nas aulas de Educação Física no ensino fundamental e médio. Este conteúdo quando bem
trabalhado, tende a proporcionar a aproximação e uma melhor convivência entre os jovens nas escolas.
O objetivo do presente estudo é pesquisar se o conteúdo sobre lutas é ensinado nas aulas de educação física e como os professores abordam o assunto, nos anos finais do ensino fundamental e médio, das escolas da rede pública do Distrito Federal.
2 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 Amostra
O presente estudo, de caráter transversal de coleta única e de análise em nível descritivo, foi realizado com 20 professores de ambos os sexos, sendo 14 homens e 6 mulheres que atuam nos anos finais do ensino fundamental e/ou no ensino médio de diferentes escolas da Regional de Ensino do Plano Piloto/Cruzeiro que pertencem à rede pública do Distrito Federal.
2.2.Métodos
Foi elaborado um projeto de pesquisa e requisitado à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal a carta de aceite institucional para possibilitar que o pesquisador pudesse realizar as coletas de dados nas escolas públicas da Regional de Ensino do Plano Piloto. Este foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB e aprovado com CAAE: 54791616.0.0000.0023
Os procedimentos e objetivos do estudo foram informados aos participantes voluntários através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), posteriormente devolvido devidamente assinado como requisito para participação no estudo.
O instrumento utilizado neste estudo foi um questionário, adaptado de Ferreira (2006), com perguntas abertas e fechadas (anexo nº.1). Para análise estatística dos dados foi utilizado o programa SPSS 22.0.
3 RESULTADOS
Por meio da pesquisa realizada junto aos professores de Educação Física da Secretaria de Educação do Distrito Federal encontramos os seguintes resultados.
A amostra desse estudo foi constituída por 20 professores de ambos os sexos, sendo 14 homens e 6 mulheres. Pode-se definir com relação ao sexo dos participantes que 30% foi de professores do sexo feminino e 70% do sexo masculino (Gráfico 1).
Gráfico 1. Identificação do sexo dos professores.
Outro dado analisado foi em relação ao tempo de magistério do docente. Foi percebido que o grupo de maior representatividade é o grupo de professores com tempo de magistério acima de 20 anos de atuação. Entretanto, a pesquisa foi bem representada pelo misto de professores entre tempo de carreira profissional, como se observa abaixo (Tabela 1).
Tabela 1. Refente ao tempo de trabalho na Secretaria de Educação do Distrito Federal
0 - 5 anos 10,0% 5 - 10 anos 10,0% 10 - 15 anos 20,0% 15 - 20 anos 25,0% mais de 20 anos 35,0% Total 100,0%
A pesquisa levantou ainda que 42% dos professores adotam o conteúdo luta em sala, enquanto 58% não a utilizam como conteúdo (Gráfico 2).
Gráfico 2 – utilização das lutas em sala de aula.
Também foi investigado como eram realizadas as formas de apresentação de tal tema e o resultado obtido foi que 30% responderam utilizar por meio de práticas recreativas e/ou lúdicas; 10% com ajuda de um especialista; 10% por meio de vídeos; 5% com aulas práticas e 45% não responderam (Tabela 2).
Tabela 2 – Formas de utilização das lutas em sala de aula.
Por meio de práticas recreativo-lúdicas
30,0%
Por meio da ajuda de um especialista
10,0%
Por meio de vídeos 10,0%
Por meio de aula de campo 5,0%
Não responderam 45,0%
Total 100,0%
Para os professores que afirmaram não trabalhar com o conteúdo luta foi solicitado pela pesquisa uma justificativa por esta opção, sendo assim, 40% justificaram não ter instrução para dar aula com essa temática, 20% afirmam que a escola não tem condições físicas para essa prática, 10% por não ter um colaborador que saiba tal tema, 5% acham o conteúdo inadequado para a escola e 25% não responderam (Tabela 3).
Tabela 3 – Motivos da não utilização das lutas em sala de aula.
Não tenho instrução para isso 40,0%
A escola não tem condições físicas para tal aula.
20,0%
Não temos um colaborador que saiba tal tema
10,0%
Acho que este conteúdo inadequado para a escola
5,0%
não responderam 25,0%
Total 100,0%
Quando questionados quanto ao tipo de luta ideal para ser trabalhada nas escolas, 40,9% informaram que todas as lutas podem ser ensinadas, desde que a escola ofereça condições físicas e o professor domine o assunto. Para 22,7% seria o judô, 22,7% a capoeira, 4,5% o jiu-jitsu. Uma pequena parcela, 9,1%, informou que nenhuma luta deve ser aplicada em sala de aula (Tabela 4).
Tabela 4 – Consideração sobre o tipo de luta ideal para ser trabalhada nas escolas.
Todas 40,9% Judô 22,7% Capoeira 22,7% Jiu Jitsu 4,5% Nenhuma 9,1% Total 100,0%
O único questionamento realizado, que pode ser observado com unanimidade nas respostas, é a respeito da inclusão da luta na educação infantil. 100% dos entrevistados responderam que as crianças devem receber o conteúdo em seu aprendizado.
Quando questionados quanto à violência gerada pela prática da luta em sala de aula, 60% responderam que dependendo do professor o aluno pode entender que a luta gera a violência. Já 40% informaram que não, que luta é uma atividade
física. Nenhum dos participantes da pesquisa afirmou entender que a violência pode ser gerada pelo conteúdo apresentado em aula como luta (Gráfico 3):
Gráfico 3 – Consideração da luta como geradora de violência.
Para que pudesse ser confirmado o questionamento anterior realizado, foi perguntado se os alunos se tornariam mais agressivos ao praticarem lutas. 65% dos professores entendem que os alunos não se tornariam mais agressivos pelo fato de terem aulas de lutas nas escolas, enquanto 35% acham que talvez eles possam ficar agressivos (Gráfico 4).
Quanto aos benefícios que a luta ofereceria aos alunos, caso possuíssem essa temática nas aulas de educação física, o respeito e a disciplina são os mais mencionados. Abaixo, está demonstrado o percentual de cada benefício citado pelos professores entrevistados (Tabela 5).
Tabela 5 – Considerações sobre os benefícios das lutas na escola
Condicionamento físico 21%
Respeito / Disciplina 29%
Concentração 14%
Coordenação Motora 17%
Coletividade / Trabalho em Grupo 19%
Total 100%
Referindo-se aos motivos da luta não ser trabalhada como conteúdo das aulas de Educação Física, 55% afirmaram que é por falta de conhecimento dos professores, para 27% a escola não tem estrutura adequada para a prática. 15% afirmam que este conteúdo não é bem aceito pela sociedade dentro da escola e 3% acham que as lutas são devidamente trabalhadas (Tabela 6).
Tabela 6 – Consideração sobre o trato das lutas como conteúdos trabalhados nas escolas
Não - Falta de conhecimento dos professores
55%
Não - Escola sem estrutura para aula de luta (material, espaço físico,...)
27%
Não - Aceitação da sociedade com o conteúdo luta ser aplicado em sala de aula
15%
Sim 3%
Total 100%
Dos professores participantes, 65% informaram que não tiveram contato algum com o conteúdo de lutas na graduação, 15% informaram que tiveram apenas matérias apresentadas de forma teórica sobre alguma luta e 20% tiveram contato com esse conteúdo na graduação, tanto de maneira teórica como prática (Tabela 7).
Tabela 7 – Conhecimentos sobre lutas adquiridos pelos professores durante a graduação Apenas teoria 15% Teoria e prática 20% Não 65% Total 100% 4 DISCUSSÃO
De acordo com os resultados obtidos por meio dos questionários e que foram apresentados, nota-se que dos 20 professores analisados, 42% adotam o conteúdo luta em sala, enquanto 58% não a utilizam.
Tendo em vista que 100% dos entrevistados afirmam que é importante ministrar o conteúdo luta nas aulas de educação física na escola, ficou evidente que muito dos professores que não ministram esse conteúdo em suas aulas devido à falta de conhecimento técnico, pois não tiveram contato com esse conhecimento na sua graduação. Esse fato deve-se a recente inserção do conteúdo nos currículos dos cursos de graduação e muitos dos professores participantes não têm esse conhecimento.
Observa- se que a maioria não utiliza o conteúdo abordado, utilizando as bolas em suas aulas. É favorável para o professor oferecer as aulas de basquetebol, futebol ou de alguma outra atividade com a bola. Pois a temática luta necessita de uma boa criatividade para a aula ser bem ministrada.
Analisando as respostas positivas, foi preciso perguntar como eram representadas as formas de apresentação de tal tema. A respeito de como são inseridas as lutas nas aulas; 30% responderam que a utilizam como meio de práticas recreativas – lúdicas; 10% com a ajuda de um especialista; 10% por meio de vídeos; 5% com aulas práticas e 45% não responderam.
É compreendida a importância em ter o conteúdo na disciplina para trabalho na sala aula, contudo, afirmam que por não serem preparados na formação acadêmica e a falta de estrutura nas escolas fazem com que esse tema fique de lado.
Entende-se que, quando a luta é ensinada de forma correta, com todos os princípios que elas possuem embutidos, ela se torna positiva às crianças que as praticam. Há a preocupação quanto ao ensino da luta na infância, devido o fato de, de repente, não saber repassar tais conhecimentos aos alunos, fazendo com que a luta se desprenda da ligação com a violência.
Ao questioná-los quanto à consideração do que é de fato uma luta ou apenas um exercício, foi percebido que esse assunto tem um entendimento bem diversificado e muitos deles o adotam de acordo com seus conceitos e convicções pessoais.
O conceito de luta é amplo. Mas é entendido por todos que responderam o questionário que as atividades de educação física são atividades criativas e podem ser competitivas ou cooperativas.
Ainda, pode ser entendido que são diversas as formas de disputa relacionadas à necessidade humana de comparação, auto-afirmação, oposição, identidade e auto-estima. Por isso, são atividades que trabalham a força, técnica e estratégia.
É compreendido tanto para os professores que entendem que o cabo de guerra e o braço de ferro não são lutas como para os que entendem que são lutas, que essas atividades são importantes, quando trabalhadas de forma correta, pois conseguem atingir todos os aspectos físicos, sociais, emocionais e mentais. Sendo assim, a importância dessas práticas nas escolas.
Assim como o estudo realizado por FERREIRA (2006), 55% dos professores que participaram de sua pesquisa tem em seu entendimento que o combate frontal de diversos exercícios podem ser vistos como uma forma de luta. Nota-se que as diferenças nas percepções são bastante representativas, pois 45% dos entrevistados entendem que a luta são apenas as pré-existentes, como judô.
Embora a luta como conteúdo pedagógico seja pouco trabalhada pelos professores de Educação Física, ficou demonstrado pelos mesmos o quanto de benefícios ela trás na sua prática educacional. Ficou ainda demonstrado que alguns professores não tem o devido preparo para ministrar essas aulas e que a escola não tem estrutura adequada. Já outros professores utilizam os vídeos das mais diversas
lutas pelo fato de não terem pleno domínio da luta apresentada (FERREIRA, 2006; REGO; FREITAS; MAIA, 2011; RIBEIRO; DEL VECCHIO, 2007).
Por isso, pode-se dizer que é conveniente que quando os professores estiverem passando o assunto, deixem claro que o esporte luta deve ser realizado em espaço e ambiente adequado para a sua prática. Outro ponto que merece ser destacado é o fato da imagem do esporte ser prejudicada por pessoas que se dizem conhecedores do tema e agem de forma inadequada aos olhos da sociedade.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As lutas são conteúdos importantes de serem trabalhados pelos professores de Educação Física nas escolas, pelo desenvolvimento e pelos vários benefícios que podem ser proporcionados aos alunos. Estes dois aspectos inserem discernimento aos alunos quanto ao respeito e à disciplina.
No entanto, ficou evidenciado que os professores possuem dificuldades de ministrarem esse conteúdo nas aulas de Educação Física, sobretudo pela falta de preparo acadêmico e devido ao fato de não serem devidamente capacitados durante sua formação. Outro fator que dificulta o trabalho dos docentes é a ausência de estrutura adequada, material apropriado e espaço físico condizente com as reais necessidades ambientais.
Os resultados do presente estudo são importantes para demonstrar como esse conteúdo vem sendo abordado nas aulas de Educação Física de diferentes escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal e traz elementos para qualificar as aulas nesses locais.
Espera-se que a partir desse trabalho os futuros professores possam compreender a importância desse conhecimento em sua formação e assim poder ministrar aulas com mais qualidade e lutar por mais estrutura para as escolas do Distrito Federal.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, MEC/SEF, 1998.
FERREIRA, H. S. As lutas na educação física escolar. Fortaleza – CE. Revista de Educação Física, Rio de Janeiro, v.4, n. 135, p.36-44, nov. 2006.
DARIDO, S.C. Educação física na escola: conteúdos, suas dimensões e
significados. Caderno de formação: formação de professores didática geral, São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012.
MORENO, E. The society of our “out of África” ancestors (I) The migrant warriors that colonized the world. Communicative & Integrative Biology, Austin, v. 4, n. 2, p. 163-170, mar./abr., 2011.
SMITH, P.K. Physical activity play; exercise play and rough-and-tumble. In: SMITH, P. K. (Org). Children and Play .Chichester: Wiley-Blackwell, p. 99-123, 2010
VERTONGHEN, J; THEEBOOM, M. The social psychological Outcomes of martial arts practice among youth: A review. Journal of Sports Science and Medicine, Bursa, v. 9, n. 4, p. 528-537, ago./set. 2010.
RIBEIRO, R.F; DEL VECCHIO, F. B. Conhecimento e Aplicação do Conteúdo Lutas na Educação Física: Estudo com Professores das Redes Pública e Privada de Campinas. In: CONGRESSO METROPOLITANO DO ESPORTE As Atuais Manifestações do Esporte no Brasil, 1, 2007, Campinas. Revista Metrocamp Pesquisa. Campinas: Metrocamp, v. 1. p. 74, 2007.
REGO, J. P. L; FREITAS, L. K. P; MAIA, M. M. O. Lutas na Educação Física escolar: fato ou boato? Revista Digital de Educación Física y Deportes, Buenos Aires, v. 15, n. 153, fev., 2011. Disponível em
<http://www.efdeportes.com/efd153/lutasnaeducacaofisicaescolarfatoou oato.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.
ANEXO A – QUESTIONÁRIO:
1) Sexo? ( ) Masculino ( ) Feminino
2) Tempo de atuação na secretaria de educação? ( ) 0-3 anos ( ) 3-5 anos ( ) 5 – 10 anos ( ) 10 – 15 anos ( ) 15 – 20 anos ( ) + de 20 anos
3) Você utiliza as lutas em suas aulas de Educação Física?
Se a resposta for positiva:
( ) Por meio de práticas recreativo-lúdicas. ( ) Por meio da ajuda de um especialista. ( ) Por meio de vídeos.
( ) Por meio de aula de campo. ( ) Outras alternativas:
Se for negativa:
( ) Não tenho instrução para isso.
( ) A escola não tem condições físicas para tal aula. ( ) Não temos um colaborador que saiba tal tema. ( ) Acho que este conteúdo inadequado para a escola. ( ) Outras alternativas:
4) Você considera que as lutas são apenas as formas pré-existentes, como Caratê, Boxe, Capoeira ou acha que cabo-de-guerra e braço-de-ferro também são formas de luta?
A.Somente as técnicas pré-existentes podem ser consideradas lutas.
B.Qualquer atividade em que dois oponentes se enfrentam, tentado superar o outro é um tipo de luta
5) Que tipo de luta você acha ideal ser trabalhada na escola?
6) É possível trabalhar com lutas na educação infantil?
( ) Sim. ( ) Não.
7) Você considera que a pratica da luta gera violência?
( ) Sim. ( ) Não.
8) Você acha que seus alunos se tornariam mais agressivos ao praticarem lutas?
( ) Sim. ( ) Não. ( ) Talvez.
9) Você acha que as lutas podem trazer algum beneficio? Se sim, cite-os.
10)Você acha que as lutas são conteúdos devidamente trabalhados na escola? Se não, cite alguns motivos.
ANEXO B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
As Lutas como Conteúdo da Educação Física Escolar
Instituição dos (as)pesquisadores(as): UniCEUB
Pesquisador responsável professor orientador, Doutor: Arthur José Medeiros de Almeida
Pesquisador assistente aluno de graduação: Alan Lins Cavalcanti Corrêa da Costa
Você está sendo convidado a participar do projeto de pesquisa acima citado. O documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a pesquisa que estamos fazendo. Sua colaboração neste estudo será de muita importância para nós, mas se desistir a qualquer momento, isso não causará nenhum prejuízo.
O nome deste documento que você está lendo é Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Antes de decidir se deseja participar (de livre e espontânea vontade) você deverá ler e compreender todo o conteúdo. Ao final, caso decida participar, você será solicitado a assiná-lo e receberá uma cópia do mesmo.
Antes de assinar faça perguntas sobre tudo o que não tiver entendido bem. A equipe deste estudo responderá às suas perguntas a qualquer momento (antes, durante e após o estudo).
Natureza e objetivos do estudo
O objetivo específico deste estudo é: pesquisar se o conteúdo sobre lutas é ensinado nas aulas de educação física e como os professores abordam o assunto, nos anos finais do ensino fundamental e médio, das escolas da rede pública do Distrito Federal.
Você está sendo convidado a participar exatamente por ser professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e atuar nos anos finais do ensino fundamental e/ou no ensino médio.
Procedimentos do estudo
Sua participação consiste em responder as questões contidas no questionário.
O procedimento é ler atentamente as questões e responde-las demonstrando sua opinião.
Não haverá nenhuma outra forma de envolvimento ou comprometimento neste estudo.
Não haverá gravação, filmagem, fotos para a realização desse procedimento.
A pesquisa será realizada na Escola onde o professor participante está ministrando suas aulas.
Riscos e benefícios
Este estudo possui “baixo risco” “tais riscos” que são inerentes do procedimento de resposta ao questionário.
Medidas preventivas durante as respostas ao questionário serão tomadas para minimizar qualquer risco ou incômodo.
Caso esse procedimento possa gerar algum tipo de constrangimento você não precisa realizá-lo.
Sua participação poderá ajudar no maior conhecimento sobre lutas na escola, podendo ajudar em futuras discussões sobre a temática nas aulas de educação física, fomentando o diálogo e a quebra de paradigmas.
Participação, recusa e direito de se retirar do estudo
Sua participação é voluntária. Você não terá nenhum prejuízo e não quiser participar.
Você poderá se retirar desta pesquisa a qualquer momento, bastando para isso entrar em contato com um dos pesquisadores responsáveis.
Conforme previsto pelas normas brasileiras de pesquisa com a participação de seres humanos você não receberá nenhum tipo de compensação financeira pela sua participação neste estudo.
Confidencialidade
Seus dados serão manuseados somente pelos pesquisadores e não será permitido o acesso a outras pessoas.
O material com assuas informações (questionário) ficará guardado sobre responsabilidade do (a) Alan Lins Cavalcanti Corrêa da Costa com a garantia de manutenção do sigilo e confidencialidade. Os dados e instrumentos utilizados ficarão arquivados com o (a) pesquisador
(a) responsável por um período de 5 anos, e após esse tempo serão destruídos.
Os resultados deste trabalho poderão será apresentados em encontros ou revistas científicas, entretanto, ele mostrará apenas os resultados obtidos como um todo, sem revelar seu nome, instituição a qual pertence ou qualquer informação que esteja relacionada com sua privacidade.
Se houver alguma consideração ou dúvida referente aos aspectos éticos da pesquisa, entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Brasília –CEP/UniCEUB, que aprovou esta pesquisa, pelo telefone3966.1511 ou pelo e-mail [email protected]. Também entre em contato para informar ocorrências irregulares ou danosas durante a sua participação no estudo.
Eu,__ _ _ _ _ _ _ _ __RG__ ____ __, após
receber uma explicação completa dos objetivos do estudo e dos procedimentos envolvidos concordo voluntariamente em fazer parte deste estudo.
Este Termo de Consentimento encontra-se impresso em duas vias, sendo que uma cópia será arquivada pelo pesquisador responsável, e a outra será fornecida ao senhor(a).
Brasília,____de__________de_
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Participante
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Arthur José Medeiros de Almeida, celular 9333 1152/telefone institucional 3966 1474
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
Alan Lins Cavalcanti Corrêa da Costa a s s i s t e n t e , t e l e f o n e / celular 8327 6383 e/ou email: [email protected]
Endereço dos(as) responsável(eis) pela pesquisa (OBRIGATÓRIO): Instituição: Centro Universitário de Brasília - UniCEUB
Endereço :Unidade sede: SEPN 707/907 Bloco: /Nº: /Complemento: Bloco 9
Bairro: /CEP/Cidade: Asa Norte–CEP 70790-075 – Brasília-DF Telefones p/contato:(61) 3966-1200