MÉDICO-FARMACÉUTICO.

16  Descargar (0)

Texto completo

(1)

AÑO I I .

1 3 de E n e r o de 1 8 8 1 .

NÚM. 2.

EL

MÉDICO-FARMACÉUTICO.

REVISTA. SEMANAL

D E ^VIEDICINAJ p I R U J Í A Y j^ARMACIA.

( t c o imparcial de la Ciencia y de los inl-ereses Profesionales.)

Ó R G A N O O F I C I A L D E L A S A S O C I A C I O N E S M É D I C O - F A R M A C É U T I C A S D E A L I A G A Y D E H I J A R .

ADMINISTRACIÓN Y RKDACCION: Arco de Santa María, 9, 2.°

CORRESPONSALES

D. Elias Gago., módico en León.

D. José Fernandez, médico en Astorga (León). D. Demetrio Mato, médico en los Barrios (León). D. Juan Diaz Pulido, médico en Haro (Logroño). D. Miguel Diez, médico en Calatayud (Zaragoza). D. Antonio Torres, subdelegado de Medicina y Girujía del partido de Aliaga, Camarillas (Teruel).

D. Luis Alvarez Taladriz, subdelegado de Medicina y Girujía en Hervás (Gáceres).

D. Julio Martínez Agosti, médico en Iníiesto (Oviedo). D. Julián Giménez, médico en Górdoba.

D. Gerardo Salmerón, médico en Giudad-Fieal. D. Eduardo Talegon de las Heras, catedrático en la Fa-cultad de Farmacia, de Santiago (Goruña).

D. Joaquín Guimbao, médico énAlbarracin (Teruel). D. Jorge Alfonso, farmacéutico, Puebla deHijar (Teruel). D. Luciano Glemente y Guerra., médico en Medina del Gampo (Valladolid).

D. Blas Anadón, médico en Blesa (Teruel).

D. Francisco Gerezuela, médico en Gaslelserás (Teruel). D. Manuel Torres de Más, médico en Orán (Argelia),

ADVERTENCIA ADMINISTRATIVA.

Siendo" muchos los suscritores que aun no

han solventado sus descubiertos, como deudores

por los tres trimestres que llevamos publicados,

en perjuicio de la buena administración y

creci-dos gastos de nuestra revista, esperamos atiendan

nuestra advertencia y que en todo el presente

mes traten de liquidar sus débitos y renovar sus

suscriciones, y realizarlos mejor por letras del

Giro Mutuo que por sellos de franqueo.

VACANTES.

La de Médico-cirujano de Paracucllos de Jiloca (Zara-goza), partido de Calatayud. Dotación 500 pesetas por la asistencia á las familias pobres de la localidad. Las solici-tudes hasta el 17 de Enero.

La do Médico-cirujano de Hontecillas (Cuenca), partido

de Motilla del Pálancar. Dotación 250 por la asistencia á las lamillas pobres de la localidad, y las igualas con los ve-cinos pudientes. Las solicitudes hasta el 18 de Enero.

La de Médico-cirujano de Villamayor de Campos (Za-mora) partido de Villalpando. Dotación 750 pesetas por la asistencia á cien familias pobres, y las igualas con los veci-nos pudientes. Las solicitudes hasta el 18 de Enero.

La de Médico-cirujano de Luzaga (Guadalajara, partido de Sigüeuza. Dotación 200 fanegas de trigo de buen recibo cobradas por el Profesor al tiempo de la recolección en las eras, libre de toda contribución, excepto la de subsidio i n -dustrial, que será de cuenta del Profesor el pagarla. Las so-licitudes hasta el 18 de Enero.

La de Médico-cirujano de Ibias (Oviedo), partido dC Grandas. Dotación 1.5Ó0 pesetas por la asistencia á las fa-milias pobres del Concejo y con sujeción, por lo que hace á los vecinos pudientes, á las condiciones que se hallan de manifiesto en.la secretaría del Concejo. Las solicitudes has-ta el 20 de Enero.

La de Médico-cirujano de Hornachos (Badajoz), partido de Almendralejo. Dotación 960 poseías, por la asistencia á las familias pobres de la localidad. Las solicitudes hasta el 27 de Enero,

La de Médico-cirujano de Santa Cruz de Salceda (Bur-gos), partido de Aranda. Dotación 250 pesetas por la asis-tencia á las familias pobres de la localidad, y las igualas con los vecinos pudientes que ascienden á 240 fanegas de trigo de buena calidad y 960 cántaras de vino. Las solicitudes hasta el 30 de Enero.

La de Médico cirujano de Humilladero (Málaga)^ partido de Antequera. Dotación 825 pesetas pagadas por t r i -mestres vencidos por asistencia de las familias pobres y las igualas que le produzcan los vecinos pudientes. Las solici-tudes hasta el 30 de Enero.

La de Médico-cirujano de Santa Cruz del Valle (Avila), partido de Arenas de San Pedro. Dotación 500 pesetas. Ga-sa para vivir y exento de pago de contribución industrial por asistencia de 60 familias pobres y las igualas de 150 vecinos pudientes, que se calculan dé cinco á seis mil rea-les, de cuya suma responde una sociedad. Las solicitudes hasta el 23 de Enero.

La de Médico-cirujano de Palacios de la Sierra (Burgos), partido de Salas. Dotación 750 pesetas por los pobres y las igualas con 275 vecinos acomodados. Las solicitudes hasta el 23 de Enero.

La de Médico-cirujano de Villatuelda (Burgos), partido de Ros, y su agregado Terradillos de Esgueva. Dotación 100 pesetas por 6 familias pobres y las igualas de 64 veci-nos á razón de 2 fanegas de trigo y una cántara de vino, y las igualas que produzca el anejo de Terradillos, (pie cuen-ta 45 vecinos. Las solicitudes hascuen-ta el 23 de Enero.

(2)

PRECIO DE LOS ANUNCIOS

según los espacios señalados, y publicados DOCE veces al trimestre.

50 reales al trirnestre.

E N O L A T Ü R O T Ó N I C O DEGENERATIVO LE LA SANGRE,

DEL DOCTOR CASTRO Y CUESTA.

B R E A V E G E T A L L E B E U F . La BREA L E BEUF, diee el sabio profesor GUBLER, de la Facultad de Medicina cíe París, representa, s i n

alte-r a c i ó n y sin péalte-rdida, todos los palte-rincipios y poalte-r

consi-guiente todas las c u a l i d a d e s de la brea. [Commentairps

thérapcutiques du Codex. 2." ed. pág. 167.)

No se puede decir lo mismo de los demás licores concentrados de brea, ios cuales no contienen mas que una parte de principios activos de dicho medica-mento, y que además son obtenidos con la ayuda de' combinaciones químicas y de procederes que alteran los principios breosos que en ellos se hallan.

Cura el empobrecimiento de la sangre y las enfermoda-des que de él dependen. El raquitismo, la escrófula, la opi-lación, los trastornos nerviosos, y la falta de las reglas que reconozca por causa la pobreza de la sangre, como también los padecimientos del estómago caracterizados por debilidad ¡y atonía: Precio de cada frasco: 4'pesetas, con rebaja á los ¡señores farmacéuticos.

| Depésiio central, casa del autor doctor D. Juan M. de

Castro y Cuesta, farmacéutico. Plaza del Alcázar, Avila, y en'las principales farmacias de España,

j - Pildoras s a l u t í f e r a s g a n t e s , preparadas por el mismo Jdoctor Castro y Cuesta, al precio de 3 pesetas caja.

i 9 ' Bayona: Farmacia dd Dr París." Depósitoí España. 6 Le Beuf, de la Facultad de y venta: en las principales Farmacias de

30 rs. al trimestre.

90 rs. al írimeslre.

LIO rs. al trimestre.

(3)

AÑO

I I .

M a d r i d 1 3 d e E n e r o d e 1 8 8 1 . Nüm. 2.

mm IÍMBII

R E V I S T A S E M A N A L

D E

JA

E D I C I N A Í

p

(Eco imparcial de la Ciencia y de los inFereses Profesionales.)

DE LAS AS0CIAGI01S MÉDICO-FARMACÉÜTICAS DE LOS DISTRITOS DE ALIAGA I DE HÍJAR (

DIRECTOR PROPIETARIO: D. L A D I S L A O V A L D I V I E S O Y P R I E T O EL JURADO se e n c a r g a r á g r a t u i t á m e n t e de a c t i v a r los e x p e d i e n tes g u b e r n a t i v o s y t o d o g é n e r o de r e c l a m a c i o n e s m é d i c o f a r m a c é u -t i c a s e n l o s c e n -t r o s oficiales. D a r á s u parecer e n l a s c o n s u l t a s q u e de l e g i s l a c i ó n v i g e n t e l e d i ñ j a n , s i e m p r e que proceda s u c o n c u r s o p a r a l a s a c l a r a c i o n e s q u e se e s t i m e n l e g í t i m a m e n t e necesarias. P u b l i c a r á , s i g u i e n d o u n r i g u r o s o t u r n o de fechas, l o s r e m i t i d o s que e n v í e n l o s s u s c r i t o r e s e n c o n s o n a n c i a con n u e s t r o p r o g r a m a y los intereses c i e n t i f l c o s y profesionales que defendemos.

T a m b i é n d a r á c a b i d a á c u a n t o s casos c l í n i c o s n o t a b l e s se nos p a r t i c i p e n p a r a e n s e ñ a n z a p a r t i c u l a r 5' e n g r a n d e c i m i e n t o g e n e r a l de l a cíe c i e n c i a p á t r i a .

ADMINISTRACIÓN: Arco de ¡Sania María, 9 ,

Precios y condiciones de snscricion. M a d r i d , u n mes, u n a peseta P r o v i n c i a s , u n t r i m e s t r e , 3 i d . : E x t r a n j e r o , i d . , 4; U l t r a m a r , u n s e -m e s t r e , 14. L a s s u s c r í c i o n e s se h a r á n a l c o n t a d o e n M a d r i d , y e n p r o v i n c i a s y e x t r a n j e r o p o r l i b r a n z a s de f á c i l cobro ó sellos de co-m u n i c a c i o n e s de 25 c é n t i co-m o s , no r e s p o n d i e n d o de s u r e c i b o s i n ser certificada s u r e m i s i ó n . P a r a e v i t a r o b s t á c u l o s a d m i n i s t r a t i v o s se c o n s i d e r a r á como n o s u s c r i t o r a l q u e no e n v í e e l i m p o r t e de s u s c r i c i o n antes que t e r m i n e s u abono. EL JÜRADO MÉDICO-FARMACÉUTICO se p u b l i c a r á en M a d r i d c u a t r o veces a l mes y en los dias 7, 13, 20 y 2 1 .

Los a n u n c i o s á p r e c i o s c o n v e n c i o n a l e s . Pnntos de suscricion.. L i b r e r í a de M o y a y P l a z a , C a r r e t a s , 8; M a r -t í n e z , P r í n c i p e , 25, l i b r e r í a , y e n l a A d m i n i s -t r a c i ó n de es-te p e r i ó d i c o . SUMARIO. S e c c i ó n p r o f e s i o n a l : E m a n c i p a c i ó n . — R e g l a m e n t o d e l c u e r p o f a c u l -t a -t i v o de l a Beneficencia m u n i c i p a l de M a d r i d ( c o n -t i n u a c i ó n ) . — S e c c i ó n c i e n t í f i c a : E l v ó m i t o como ú n i c a m a n i f e s t a c i ó n de l a fie-b r e i n t e r m i t e n t e l a r v a d a . — T o x i c o l o g í a : A n t í d o t o s , s e g ú n e l Doc-t o r T h . S h o l o s s o r . — S e c c i ó n b i o g r á f i c a : A u Doc-t o r e s y sisDoc-temas (con-t i n u a c i ó n ) . — N o (con-t i c i a s . — C o r r e s p o n s a l e s . — A d v e r (con-t é n c i a . — V a c a n (con-t e s . — C o r r e s p o n d e n c i a . — A n u n c i o s .

SECCION PROFESIONAL.

EMANCIPACION.

El trabajo es el acto santificado de la vida

humana; cualquiera que sea el fin á que se dirija

reviste especial grandeza, pero es mayor si su

es-fuerzo vá encaminado á la emancipación de la

so-ciedad, de una clase; cuando esto sucede,

es-obli-gación, es deber que se impone, y todos los que

á ella pertenecen, los que las mismas aspiraciones

sienten, adquieren el solemne pacto de esforzarse

y dirigir su actividad á conseguir este intento.

No hay duda que la clase médico-íarmacéutica

parece ser hoy lo que antiguas y desheredadas

razas que llevaban el estigma en la frente, y en

todas partes se veian separados del concierto de

las demás; su existencia está preñada de

decepcio-nes, y su vida es un eterno bochorno, verdadero

suplicio que desgarra y mortifica todos los

senti-mientos de los individuos que la componen;

rele-gados, no ya al olvido, sino al más deprimente

desprecio, hasta la ley no existe para nosotros, y

aunque injusta muchas veces, ni siquiera su poder

nos escuda, truncándose su aplicación para

arreba-tarnos innegables y legítimos derechos.

Imposible parece que hayamos llegado hasta

el punto de ejercer nuestra profesión, que tantos

consuelos lleva, que tantas lágrimas enjuga, que tan

indisputables servicios presta, hasta el extremo de

vivir sin garantías y á merced de caciques

pictóri-cos de arbitrariedad y ambición, y desposeídos del

juicio necesario para justipreciar nuestra valía

como profesores; no se comprende ni se explica

que una clase como la médico-farmacéutica, cuya

educación, así moral como científica, la colocan al

nivel de las más ilustradas, recorra el abyecto

ca-mino donde la vemos precipitarse, sin un acto, sin

una protesta que se oponga á tan afrentosa

situa-ción y que desvíe su marcha del vergonzoso

térmi-no de la deshonra y burla social; térmi-no

compren-demos ni pocompren-demos explicarnos que su abyección y

apatía sea tal, que ni siquiera la subleve la

repugnante esclavitud á que ha sido conducida y r e

-signarse á sufrir una vida miserable, viendo como

la son arrebatados sus más sagrados derechos.

A juzgar portan extraño cuadro, creeríamos era

llegado el dia de nuestra muerte,' y que la sociedad

juzgaba, arrojándonos al rostro nuestra propia

de-cadencia, la criminal indiferencia que nos

en-vuelve, con el olvido y abandono más completo

con que lo hace á organismos ó colectividades

que la son inútiles y cuya desaparición en nada

afecta á sus necesidades; pero si bien no hemos

llegado aun á tal extremo, es innegable que este

se acerca, si un acto de energía, una manifestación

de dignidad no viene á dar prueba inequívoca de

que aun palpita en nosotros sentimientos de amor

de clase, jamás abandonados, por los que por su

misión, por su ciencia, deben ser los primeros en

distinguir los moldes en que se encierran tan

su-blimes sentimientos.

(4)

10

E L JURADO MÉDICO-FARMACÉUTICO.

Por más que cuanto decimos sea desagradable,

es sensiblemente cierto, y la verdad que encierra

debemos manifestarla de un modo claro; ya lo

te-nemos dicho: los males que la clase siente tienen

su germen dentro de sí misma, y su desarrollo ha

llegado á reflejarse en todas partes, llenándonos

del desprestigio más ridículo; nuestra redención

no hay necesidad de buscarla ni esperarla de íuera,

y está en nosotros mismos, y de ahí debe partir;

todo cuanto sea no comprender esto, es querernos

engañar, y que las cosas sigan al fin que todos

la-mentamos y no nos esforzamos en atajar; la obra

de nuestra redención es sencilla; se refleja en esta

sola palabra: trabajar; pero trabajar de común

acuerdo, á un objeto y punto definido, á nuestra

emancipación, á la reconquista de nuestros

dere-chos, á la adquisición del lugar y respeto social

que nos corresponde.

Nada más práctico, nada más fácil y de

resul-tados más-positivos á nuestro intento, que fundir

nuestras aspiraciones en el crisol del compañerismo

y realizar la fraternal unión de nuestros intereses,

moldeándolos en la constitución de Federaciones

médico-farmacéuticas que patenticen nuestras

ne-cesidades, den veredicto á nuestros deseos y

ma-nifiesten la unidad de fuerza á la parque de justicia

en sus peticiones; formemos un masonismo cuya

enseña sea todo por la clase y para la clase,

ver-dadera entidad que á todos nos cobija, y esto

con-seguido, llegaremos todos á la meta de nuestras

aspiraciones y bienestar.

Desengañémonos; nuestra redención no

debe-mos esperarla de nadie; nosotros misdebe-mos tenedebe-mos

los medios para realizarla, y desgraciados si no lo

conseguimos.

Así como el esclavo trabaja y se esfuerza en

acaparar la cantidad de su rescate, así nosotros no

debemos de descansar hasta no ver á salvo nuestra

vida profesional, para todos de tanta importancia

como la propia existencia; desechemos nuestra i n

-diferencia, y sensibles al abandono y escarnio en

que se nos tiene, manifestemos que nosotros

mis-mos nos bastamis-mos para emanciparnos y llevar la

bandera de la clase al lugar que debe ocupar en el

concierto social.

R E G L A M E N T O

del Cuerpo facultativo de la Beneficencia Municipal de Madrid.

( C o n t i n u a c i ó n . )

Este doble carácter actualmente existe, mas no taxativa y proporcionalmente como debiera, sino como tratando de fusionarlo en pró del erario municipal y á expensas del buen servicio sanitario y de la clase médico-farmacéutica, como en todos los centros oficiales sucede en cuanto se re-laciona con nuestra al parecer desheredada y desunida clase; y, sin embargo, la ley, el Reglamento para la asistencia

fa-cultativa de los enfermos pobres, del 24 de Octubre de 1873, bien claramente los determina.

«Art. 2.° En las poblaciones cuyo n ú m e r o de vecinos pase de 4.000, habrá hospitalidad domiciliaria para el pronto auxilio facultativo, ordenado y eficaz socorro á los pobres, y en general para el mejor servicio sanitario.

Los ayuntamientos, de acuerdo con las juntas locales de Sanidad, formarán los reglamentos oportunos para cumplir con lo dispuesto en este artículo.»

¿Se ha cumplido con el primero y segundo párrafo de este artículo por el municipio matritense? ¿Se ha practicado la ley que tan terminantemente define el debido procedi-miento para la hospitalidad domiciliaria y ordenado y eficaz socorro á los pobres?

Ciertamente que el primero no existe cumplimentado según los datos expuestos y otros que han de seguirse; y en cuanto al segundo, era consecuencia muy lógica que no se cumpliera faltando al primero, resultado de la no interven-ción de la Junta local de Sanidad, de la que se prescindió, acaso preveyendo que su concurso obligaría al municipio á que cumpliera con las leyes vigentes, organizando la bene-ficencia cual debe ser y corresponde al primer municipio de nuestra patria.

No se nos puede tachar de mal pensados si afirmamos que es muy dado á sospechas evadir el cumplimiento de la ley, cual lo evade este municipio, porque la organización sanitaria no es como debe estar constituida; y estos son hechos probados sin n i n g ú n género de duda, pues como con el artículo trascrito sucede con todos los del Regla-mento citado.

La población de Madrid se aproxima á medio millón de habitantes, y su perímetro es de algunos kilómetros, y solo existen TREINTA Y SEIS profesores médico-cirujanos para la asistencia domiciliaria de los pobres, siendo la proporción de un profesor por cada CATORCE MIL HABITANTES, y su perí-metro de algunos kilóperí-metros, especialmente en los que sir-ven las afueras, secciones materialmente imposibles de asistir, y que constituyen tanta extensión ó m á s que cual-quiera capital de provincia, cuatro ó seis kilómetros de

perí-metro [i).

Indudablemente este organismo no corresponde á lo que legalmente se ordena, ni siquiera se aproxima á lo que de-biera ser, y mucho m á s considerando que en centros como este en que vivimos, el pauperismo es m á s que en otras lo-calidades; pues la beneficencia domiciliaria se hace extensiva á todos cuantos no tengan m á s de ocho reales de haber para subsistencia, por cuya condición, la mayoría tiene derecho y exige la asistencia y auxilios domiciliarios, no contando con los abusos que abundan por los caritativos corazones de ciertos personajes, que hacen caridades á costa del cuerpo y bolsillo ageno, y con perjuicio de los verdaderos necesitados.

De esto resulta que la proporción de los pobres es mucho mayor que en los distritos rurales, y sin embargo, en ellos se cumple el art. 4.°, que dice: «Los pueblos que no lleguen á reunir 4.000 vecinos, tendrán un médico cirujano m u n i -cipal para cada grupo de una á trescientas familias, y uno más por los que excedieren si pasan de ciento cincuenta.»

Si equitativamente esto sucediera en la cortesana villa, es decir, que por cada trescientas familias pobres hubiese un profesor, seguramente que no serian TREINTA Y SEIS los

titu-lares; pues cada uno á trescientas, resultaría que solo

existi-rían 10.800 vecinos pobres, cifra inexacta, absolutamente inexacta refiriéndose á toda la población, á medio millón de habitantes; cifra que m á s bien corresponde á cada distrito de los diez, que la corte suma.

No exajeramos; m á s se aproxima la cifra de los que se

(5)

E L JURADO MÉDICO-FARMACÉUTICO.

11

socorren por la beneficencia domiciliaria como pobres á 100.000, que á 10.000, como se deduce del actual n ú m e r o de profesores destinados al servicio médico; vistas estas despro-porciones, no hace falta que nos esforcemos en buscar el por qué de que el municipio haya hecho omisión de la junta local de Beneficencia, esquivando su concurso en todos los reglamentos que ha redactado para organizar la asistencia domiciliaria.

{Se continuará.)

SECCION CIENTÍFICA.

E l vómito como única manifestación de la fiebre inter-mitente larvada.

Indudablemente la naturaleza es caprichosa en muchas de sus manifestaciones, y estos diferentes'cambios, no solo atacan á la normalidad de su existencia fisiológica, sino que lo hace hasta á la que por ser patológica es anómala, añadiendo desviaciones extrañas á las que comunmente la caracterizan; tan inesperados giros y extraños rumbos lle-gan muchas veces á^enmascarar las enfermedades hasta el extremo de hacer imposible su conocimiento de un modo tan rápido como la impaciencia del profesor desea, y sí solo se consigue satisfacer tan anhelado problema de un modo secundario y después que una observación detenida nos hace vislumbrar una sospecha que afirma el tratamiento.

Un caso con parecidas condiciones y reflejando esos ex-traños y aun inesplicables giros de la naturaleza enferma, hemos tenido ocasión de recojer y su conocimiento, si bien nada de extraordinario tiene, consideramos su publicación provechosa, siquiera sea para apuntar un rasgo m á s á las infinitas variedades que en el conjunto patqgenésico con tanta frecuencia se encuentran.

Kra nuestro enfermo D. N. N . , persona de unos 56 años de edad, buena constitución, que siempre ha disfrutado ex-celente salud y cuyos caractéres orgánicos revelaban desde luego un temperamento sanguíneo con marcada idiosincra-sia gastro-hepática; al primer momento de reclamar nuestro concurso, hecho de un modo apremiante, lo encontramos lleno de intranquilidad y con desasosiego grande, motivado por la insistencia y esfuerzos de vómito; los materiales que arrojaba eran mucosos teñidos fuertemente de bilis; proce-dimos á su inspección, y tanto de esta como de los antece-dentes recojidos, no se hallaban causas que de un modo se-guro evidenciaran un padecimiento funcional gastro-hepá-tico, percibiendo en el conjunto sintomático el extraño sín-drome de trastornos nerviosos, traducidos por la persisten-cia de los vómitos, sensación de dolor en el epigástrio que sin ser agudo era molestísimo por ser urente y parecer irra-diarse hasta el diafragma y el hígado, señalando en la fiso-nomía del enfermo los sufrimientos de que era objeto; pero, cosa extraña, el pulso no denotaba ninguna reacción febril y al contrario su rigmo acusaba ligera depresión denotando el mismo estado que se observaba en la generalidad de las neurosis apiréticas; á la verdad, con tan limitado y poco co-m ú n cuadro sintoco-mático, no hallábaco-mos forco-ma á que refe-r i refe-r los fenómenos trefe-rascrefe-ritos, sino á trefe-rastorefe-rnos de excitación funcional por abundancia secretoria de hígado que hacia jugar á la bilis el papel principal de agente productor de estos trastornos; la preponderancia del aparato gastrohepático en nuestro enfermo, y la falta de todo síntoma que h i -ciera sospechar padecimiento determinado en el estómago ó en el hígado, nos hizo atribuir cuanto presenciábamos, á un desembarazo natural del aumento de bilis y por lo mis-mo nuestra indicación fué protejer esta manifestación na-tural por medio de la medicación vomitiva. Continuó este estado, siempre con el dolor y el vómito durante unas doce

horas, desapareciendo de un modo rápido sin quedar la m á ligera molestia.

Nuestra sorpresa fué grande cuando pasadas cuarenta y ocho horas vuelve otra vez el mismo acceso y en idéntica forma; ya en este momento pusimos en duda nuestro pri-mer juicio, y después de la deplecion biliar sufrida, no po-díamos explicarnos la necesidad orgánica de su repetición; procuramos calmar el acceso con el uso de los narcóticos por el método hipodérmico y al interior sin conseguir nuestro deseo en relación á la cantidad de medicamento administrado, hecho estraño y que parecía indicar la exis-tencia de un agente misterioso imposible de dominar y re-fractario á la potente fuerza sedante que las dosis á que los dispusimos comunmente desarrollan. Como el anterior des-aparece de un modo súbito durando próximamente el mis-mo tiempo.

Tan anómalo curso desde luego llevó nuestras ideas á pensar en una forma intermitente larvada; pero, á la ver-dad, lo poco común con que estas se presentan, y mucho más aceptando lo raro de su síndrome, unido á la falta completa de antecedentes de haber sufrido parecidas afec-ciones, y la negación de circunstancias y condiciones que pudieran haber facilitado una intoxicación palúdica, eran otras tantas razones que solo nos permitian sospechar la existencia de esta forma patológica que solo la eficacia del tratamiento había de descubrir.

Si difícil es casi siempre el exacto conocimiento de una enfermedad que no se desvía de la general evolución con que comunmente se manifiestan, lo es m á s cuando dan á sus síntomas caractéres poco generalizados y que enmas-caran el fondo del elemento morboso que los determina; por esto, para nosotros, amigos de fundar nuestro diagnós-tico en signos ciertos é irrefutables, sin i r á la ventura á clasificar un padecimiento con completa carencia de datos positivos, no podíamos en el caso presente afirmar el que sospechábamos de intermitente larvada, porque la única y verdadera prueba que la confirmara debíamos esperarla de los resultados del tratamiento; así fué, fundados en l a pe-riodicidad del acceso, la forma de desorden nervioso que éste adoptaba, sin responder á antecedentes morbosos anteriores ni á lesiones que pudieran determinarlo, desde luego apo-yaban la indicación de usar el sulfato de quinina, siquiera fuese como un medio explorador para averiguar la certeza del diagnóstico; realizamos nuestro intento, y la prescrip-ción de un gramo de esta sal bastó para impedir el siguien-te acceso, y la repetición de otro fué suficiensiguien-te para ase-gurar la inmunidad.

Solo ante estos evidentes resultados de la medicación antipirética, es cuando adquiere verdadera confirmación nuestra sospecha y se juzga que tan anómalo síndrome emanaba solo de una fiebre intermitente de forma larvada, á la que desde luego faltó todo movimiento febril, y cuyos principales fenómenos se traducían por desórdenes en la inervación gastro-hepática, siendo el m á s culminante el vómito, cuya intensidad protestaba de toda medicación hasta tanto que no recorría su ciclo evolutivo el padeci-miento.

Como tenemos dicho, la desusada forma de intermitente que hemos historiado, es una de las desviaciones de la na-turaleza enferma, y su génesis escapa, como otras muchas, á nuestros medios de investigación; nuestro intento por ahora no es analizar sus causas y sus manifestaciones, temas que á m á s de ser hipotéticos, nos habían de llevar á estudios prolijos, en los que muy poco podríamos adelantar al oscuro conocimiento que de este género de afecciones te-nemos, limitándonos á consignar un hecho m á s para el aumento de los ya conocidos, y que pueda servir para lla-mar la atención de nuestros colegas.

(6)

12 E L J U R A D O M É D I C O - F A R M A C É U T I C O .

TOXICOLOOIA (1).

Antídotos según el Dr. Th. Sholosser, de las siguientes sustancias.

Acido cianhídrico y cianuro potásico: T . Sulfato de co-bre, 2; agua destilada, 28.—Vomitivo. Dar una cucharada y después de cinco minutos el resto.—Altérnese con asper-siones de agua fria.

Acido crómico y cromatos: T . Hierro en polvo, 5; looc oleoso (2) SO; y jarabe simple, 50.—Mézclese y tómese, agitando bien el líquido, una cucharada de las de café cada cinco minutos, en dos cucharadas de agua.

Acido fénico: Véase el vomitivo para la anilina.—Des-páchese. Leche de magnesia (3), 200.—Se toma la mitad de una vez, y después una cucharada cada cuarto de hora alternando con otra de mixtura oleosa, 200.

Acido oxálico y oxalatos: T . Carbonato de cal en polvo, 50; y agua destilada, 200.—Tómese la mitad de una vez y después cada diez minutos una cucharada. Luego debe administrarse de una vez. Agua laxante de Viena (4), 50 y sulfato de sosa cristalizado, 10.—Disuélvase.

Acido sulfhídrico: T . Licor anodino de Hoffmann,, 30. —Cada cinco minutos 10 gotas en una cucharada de agua. —Eter nitroso alcoholizado, 50.—Viértase en un pañuelo para oler.—Hipoclorito de cal, 40; para oler. Aire fresco. Fricciones con vinagre.

Acidos minerales: T . Leche de magnesia, 200.—Para tomar la mitad de una vez, y después cada cinco minutos una cucharada^ alternativamente con dos de la mixtura si-guiente: Aceite de almendras dulces, 20; goma arábiga en

polvOj 10; agua destilada, 200 y jarabe simple, 1 0 0 — H á

-gase emulsión.

Aconitina: T . Sulfato de cobre, 1; aguíi destilada, 40. Vomitivo; dése la mitad y después de cinco minutos el resto si es necesario.—T. Acido tánico, 4; agua destilada, 200 y jarabe simple 500.—Tómese cada cinco minutos una

cu-charada.

Alcalis cáusticos y carbonatos: T . Acido tartárico, 10 y agua común, 1,000.—Tómese una jicara de una vez y des-pués cada cinco minutos, una cucharada de café de aceite de almendras dulces con cinco cucharadas de dicho soluto.

Alcohol (embriaguez:) T . Pepsina germánica pura, 2 y agua destilada 200.—Para tomar una cucharada común ó bien: T. Amoniaco líquido, 10 gotas; agua destilada, 150 gramos y jarabe, 20 gramos.—Tómese de una vez.

Amoniaco (gas): T . Acido acético glacial, 10.—Para oler.—T. Vinagre, 20; agua destilada, 200 y jarabe sim-ple, 20.—Cada cinco minutos una cucharada. Después: T. Vinagre, 50 y agua destilada, 200.—Para inhalaciones callentes. Fricciones con agua fria.

Anilina (compuestos de): T. Sulfato de cobre, 1 y agua destilada, 4 0 . — D é s e la mitad de una vez y después de cin-co minutos, el resto, si fuese necesario.—T, Leche de mag-nesia, 200.—Para tomar una cucharada cada cuarto de hora.

Antimonio (compuesto de): T . Acido tánico, 3; agua destilada, 140 y jarabe de altea, 60.—Cada cinco minutos una cucharada común.

Arsénico: T . Leche de magnesia, 200:—Para tomar una tercera parte de una vez, y después, cada cinco minutos una cucharada.

Atropina: T . Hojas de jaborandi, 10.—Hágase con agua hirviendo un infuso de 200.—Tómese la mitad de una vez

(1) E l Laboratorio.

(2) Se compone de: g-oma a r á b i g a 3 partes, a g u a d e s t i l a d a 2; acei-te de a l m e n a r a s dulces 2, a g u a de l a u r e l cerezo 3 g o t a s , j a r a b e de a l t e a 3. H . s. a. e m u l s i ó n .

(3) M a g n e s i a calcinada 1, a g u a 6. (4) Sen 66, a g u a h i r v i e n d o 210 y m a n á 33.

y después, cada media hora una cucharada con otra de v i -n o . — T . Clorhidrato de policarpi-na 0,05 y agua destilada, 2.—Para inyecciones hipodérmicas.

Barita: (Véase sales de plomo). Beleño: (Véase Morfina). Belladona: (Véase Atropina).

Bromo: T . Leche de magnesia, 200.—Tómese una tercera parte de una vez, y después cada media hora una c u -charada.

Brucina: (Véase Estricnina). .

Cal cáustica y Sales calcáreas: T . Sulfato de magnesia, 20; agua destilada, 100; y jarabe simple 40.—Este soluto se toma de una vez, y después cada cuarto de hora dos cucharadas de cafó de la siguiente mixtura: Aceite de a l -mendras dulces, 20; goma arábiga, 10; agua destilada, 15; y jarabe simple, 100.—Hágase emulsión s. a.

Cannavis índica: (Véase Morfina).

Cantaridina: T. Sulfato de cobre, 1; y agua destilada, 30.—Vomitivo, Dar la mitad, y luego, si es preciso, cada cinco minutos lo restante. Después: T. Alcanfor pulveriza-do, 3; mixtura gomosa, 300; y tintura de opio, 10 (gotas). —Tómese cada cinco ó diez minutos una cucharada.

Carbono (Oxido y ácido del): T . Amoniaco líquido, 40. —Para oler.—(Aspersiones con agua fria).—T. Ergotina, 0'30; y agua destilada, 50 00.—Cada cuarto de hora una cucharada de café.

Carne en putrefacción (Veneno de la): (Vomitivo. Véase Anilina).—Después: T . Eter sulfúrico, 2; jarabe de culan-trillo, 20; agua destilada, 150; y Tintura de opio, 10 (go-tas).—Mézclese.—Cada media hora una cucharadita.

Cloral hidratado: Sulfato de atropina, 0'002; yagua destilada, 35<000.—Para tomar en dos veces en el intervalo de media hora. E n vez de la atropina puede administrarse: Tintura de belladona, 2.

Cloro (Vapores de): T Agua de laurel cerezo, 10; éter sulfúrico, 30; y alcohol de 90°, 30. —Para oler y respirar. — T . Eter nitroso alcoholizado, 30; jarabe de altea, 40; y agua destilada, 40.—Cada cinco ó diez minutos una cu-charada.

Cloroformo: T . Amoniaco líquido , 50.—Para oler. Compresas frias sobre la cabeza.—Administrar polvos l a -xantes de Sedlitz. E n caso extremo: T . Sulfato de cobre, 1; y agua destilada, 40.—Vomitivo, dése la mitad, y si es necesario el resto.

Cobre (Sales de): T . Limaduras de hierro, 34; flor de azufre lavada, 8; y jarabe simple, 60.—Mézclese exacta-mente. Agítese bien, y dése una cucharada de cafó cada cinco minutos alternando con la mixtura siguiente: T . L e -che de magnesia, 200; mézclese con la clara de cuatro hue-vos y agua destilada, 200; y jarabe simple, 80.—Dar cada cinco minutos media taza de café.

Cobre (Ingestión de las monedas de): (Para los niños): T. Infuso ó agua laxante de Viena, 15; y jarabe de sen, 5 . —Mézclese.—Para una vez. (Para los adultos): T. Agua laxante de Viena, 50; y sulfato de sosa, 10.—Mézclese.— Para una vez.

Codeina (Véase Morfina). Colchicina (Véase Aconitina).

Canina: T. Nitrato de estricnina, O'Ol; agua destilada, 100; y tintura de ópio, 30 (gotas).—Mézclese. Para tomar cada cuarto de hora una cucharada de las de café, hasta consumir un tercio; después cada media hora otra, hasta terminar el segundo tercio, y luego cada hora.

Corona imperial (París quadrifolia L . ) ; (Véase Morfina). Curare: T. Nitrato de estricnina, 0'05; y agua destila-da, 5'00.—Disuélvase. Para inyecciones hipodérmicas.

(7)

E L J U R A D O M É D I C O - F A R M A C É U T I C O . 13 Estaño (Sal de): T . Polvo de ipecacuana, 2; agua

des-tilada, 100, y jarabe simple, 20.—Mézclese. Vomitivo; para tomar en dos veces en el espacio de media hora. Después: T. Leche de magnesia, 200.—Para tomar un tercio de una vez y después cada cinco minutos una cucharada; al poco rato tomar buenas porciones de la misma.

Eléboro (Véase Aconitina).

Estramonio (Véase Morfina):-Después tómese: Cloruro mórfico, 0'05; agua destilada, 10f00.—Mézclese. Para in-yecciones hipodérmicas.

• Estricnina: Acido tánico, 3; agua destilada, 140, y j a -rabe de Altea, 60. Mézclese. Cada cinco minutos una cu-charada.—Tómese: Hidrato de doral, 4; y agua destilada, 100.—Mézclese. Cada media hora una cucharada.

Éter (Narcosis del): T. Amoniaco puro^ 15 gotas, y agua destilada, 20 gramos. Mézclese. Para tomar de una vez.— Tómese: Amoniaco líquido puro, 30.—Para oler. Aspersio-nes con agua fria: Aventar aire fresco.

Fósforo: T . Sulfato de cobre, 1, y agua destilada, 40. —Disuélvase. Como vomitivo se administra la mitad, y pa-sados cinco minutos el resto, y si es necesario, más.—Tó-mese: Aceite esencial de trementina (cuanto más, mejor) 30; yemas de huevo, núm. 2; agua de menta piperita, 250; y jarabe simple, 50. Hágase s. a. emulsión para administrar-la después de bien agitada á cucharadas cada media hora hasta que quede como un cuarto de la emulsión y después cada hora igual dósis.

Fósforo (Ulceraciones ocasionadas por el): Disuélvase nitrato de plata fundido, 2, en agua destilada, 20.—Para tocar y lavar con el soluto la llaga.

Graciola: (Véase Aconitina). Hongos: (Véase Morfina).

Iodo: T . Almidón, 5:—Se prepara con un poco de agua una papilla que se vierte después en 100 de agua hirviendo, y se le añade 100 de lechada de magnesia. Para tomar ca-da minutos una cucharaca-da.

Lactucario: (Véase Morfina).

Mercurio (Sales de): (Véase Sales de cobre).

Mordedura de perros y gatos: T. Potasa cáustica, 1,00; agua destilada, 500,00.—Disuélvase. Para lavar la herida y cubrirla-con lienzo empapado en este soluto, hasta la lle-gada del médico.

Mordedura de víbora: (Véase Mordedura de perros.) T. Amoniaco líquido (gotas), X X X ; agua destilada, 150,00; jarabe simple, 30^00.—Mézclese. Cada cinco minutos una

cucharada.

Morfina: T . Sulfato de cobre, 1,00; agua destilada, 40,00.—Disuélvase. Como vomitivo, administrándose la mitad, y pasados cinco minutos el remanente, y si es nece-sario más.—T, Café tostado en polvo, 50,00; agua desti-lada, 40,00; infúndase en c. s. de agua para que resulten después de colado el infuso, 200,00. Y se añade: Acido tánico, 4,00.—Mézclese. Para administrar cada cinco mi-nutos una cucharada.

Nicotina: Náuseas producidas por fumar tabaco. Di-suélvase: Vinagre, 50,00; agua destilada, 200,00; jarabe simple, 50,00.—Mézclese. Para tomar la mitad en una vez y después de cada cinco minutos una cucharada. E n el caso de envenenamiento (véase Morfina).—T. Acido tánico, 400; agua destilada, 200,00; jarabe simple, 50,00.—Mézclese. Para administrar cada cinco minutos una cucharada.

Opio: (Véase Morfina).

Petróleo y aceites etéreos: T. Mixtura oleosa, 1000,00. —Para tomar de continuo.

Plata (Preparaciones de): T. Cloruro de sódio, 20,00; agua común, 300,00.—Mézclese. Tómese la mitad de una vez y después de media hora una cucharada, y algún tiem-po después cada media hora dos cucharadas de la mixtura

siguiente: T. Poción oleosa y gomosa aa., 1 5 0 , 0 0 . — M é z -clese.

PZomo (Sales de): T. Agua laxante de Viena, 50,00; sulfato de magnesia, 30,00; agua, 3000,00.—Disuélvase v mézclese. Para tomar en dos dósis.

Sabina: (Véase Morfina).

Santonina: (Véase el vomitivo con el título de Anilina). Veratrina: (Véase Morfina).

Zinc (Sales de): T. Acido tánico, 4,00; agua destilada, 140,00; jarabe de altea, 60,00.—Mézclese. Cada cinco mi-nutos una cucharada.

SECCION BIOGRAFICA.

A u t o r e s y sistemas.

( C o n t i n u a c i ó n ) .

Así como la lengua griega es una serena melodía de las m á s serenas contenciones del espíritu, la ley del funciona-lismo orgánico, trazada por la embriología ovular, es una armonía de veracidad indescriptible, indisputable, de que parlen los hechos importantes iluminados y descubiertos, ya por medio de la sola comparación de las impresiones, ya por el simple y constante movimiento; por más que poco á poco hayan tenido que irse formalizando las clasificaciones, con arreglo al m á s alto criterio de la disección y los experi-mentos fisiológicos.

El mismo Laguna, Carmona y Mercado, también en sus estudios anatómicos se muestran partidarios de las clasifi-caciones plásticas, á las que acaso tengamos que converger un dia, imitando á Hércules, que acudió á la voz de su hijo, nacido en una selva de la Arcadia.

Las nuevas formas del vocabulario anatómico, tienden á dificultar el conocimiento artístico del hombre, descono-ciendo que una vez sentada una clasificación, sobrevive y se perpetúa en la ciencia, así como la pasión y el dolor se conservarán mientras se conserve el mundo.

Fácil es ahora explicarse un principio de anatomía plás-tica, sin confundirlo con evoluciones histológicas, que en la patología crean nuevas teorías morbosas; pues son m á s pa-tológicas que otra cosa, y reconocen m á s la necesidad de una investigación de cambios y metamorfosis, que de varia-ciones en el modo de ser intrínseco de las clasificavaria-ciones normales.

Preguntareis si la ciencia anatómica pertenece á las cien-cias antropológicas: evidentemente pertenece, puesto que forma el vínculo entre ellas. No la confinéis por eso al mundo de las abstracciones, pues ella recorre y explica é ilumina cuanto hay de verdadero en la organización .

La misma ley rige al criterio antropológico, que al ana-tómico.

Obra de Dios es el hombre, como lo es la naturaleza; pero no por querer discutir sobre la creación, buscando ar-gumentos para discusiones atrevidas y de difícil solución, se ha de bastardear el criterio anatómico, queriendo con esto hacer estatuas con palabras.

Si os inclináis á los delirios de la imaginación, ¿qué del criterio filosófico? ¿Qué de las leyes de la naturaleza orgánica? Sigamos, pues, el criterio plástico, partiendo de una em-briología ovular, desde el vitellus ovus, hasta la completa consistencia fetal, sin lanzar el espíritu en el último delirio de las creaciones expontáneas. Recojamos el espíritu hácia Dios, y sepamos, como dice Chateaubriand en una carta á Joubert, que el espíritu maligno tiene alguna parte en las cosas humanas, por lo cual es preciso prevenirse y saber defenderse de sus acometidas bruscas.

(8)

14 E L J U R A D O M É D I C O - F A R M A C É U T I C O .

como anatomistas plásticos, como Dante lo es del espíritu vertiginoso de la duda; Homero de la tradición patriarcal y poética de los pueblos pelásgicos; Cervantes del idealismo caballeresco, y como hoy lo es del hombre bíblico el profun-do Fredault; sin que por eso r i ñ a m o s con los manteneprofun-dores de la teoría celular, cuyas elucubraciones pueden aún con-ducir los estudios anatómicos á mayor altura, una vez que se coloquen en el terreno plástico de la revelación. E l hom-bre nació de una mano.divina, con todos los elementos de una razón perpetuada, que no se parece á ninguna de las demás especies. No puede estar sujeto á una reproducción de metamórfosis, cosa que parece hasta ridículo mencionar-la. No seamos ingratos; seamos agradecidos á la ciencia, iluminada por la revelación; pues el que es ingrato para con Dios, lo es también para con los hombres.

Pero es inútil pedir al ingrato que reconozca el beneficio que recibe, porque la verdad es que: Ingrato homini, térra

pejus, nihi creat. Y en efecto, ¿qué se puede esperar del i n

-grato? De este sér desgraciado, séanos permitido decir algu-nas palabras, que como digresión en estos estudios, contri-b u i r á n á hacerlos más estimados, de aquellos que tengan la indulgencia de leerlos.

No hay vicio que repugne m á s y que sea m á s abominado y aborrecido que la ingratitud.

Sabido es que Ixion fué condenado por ingrato, y lo mis-mo Flegias, su padre, hijo del dios Marte y Rey de los Lapi-tas, en Tesalia. Raro fué, sin embargo, que tuviese además de él una hija, que se llamó Coronis, ninfa de peregrina hermosura, pues Ovidio dice de ella (Metamorf. 1. 4):

En toda Emonia nunca se ha hallado Quien fuese m á s hermosa que Coronis.

Muy bella debió haber sido, sin duda, cuando inspiró á Apolo una pasión vehemente, dando por resultado que pa-riese á Esculapio; á consecuencia de lo cual, irritado su padre Flegias, sintiendo profundamente la afrenta, como era natural, se fué al templo que Apolo tenia en Delfos y lo abra-s ó . Apolo, indignado por acción tan cruel, ñechó abra-su arco y le pasó con su saeta; y no pareciéndole a ú n bastante castigo, dió con él en el Infierno, condenándolo á estar sentado sobre un peñasco grandísimo, amenazando siempre para caer, temeroso y asombrado. Por eso Ixion está sietnpre dando voces, y repitiendo las palabras de Virgilio, que dicen (Vir-gilio 1. 6. v. 218):

El triste Flegias, m á s que todo reo,

A todos con voz alta está exhortando:

Amad justicia, y aprended clemencia, • Y tened reverencia á vuestros dioses.

Ixion, su hijo, se casó con Dia, hija de Erneo, ó de Deye-neo, prometiéndole muchos dones á su suegro, que no cum-plió éste: le acosaba porque le habia engañado, no pagándo-le la deuda. Pero Ixion tuvo arte para aplacarpagándo-le, con el fin de tenderle una celada mortal. Convidóle un dia á comer, diciéndole que luego le pagaría la deuda (cien bueyes y m i l ovejas), de sobremesa. El incauto suegro aceptó el convite; armándole Ixion, por donde debía pasar, un grande hoyo cubierto de tablas, y debajo mucho fuego; y cuando pasó, cayó en la trampa, quemándose allí vivo.

Tamaña maldad y traición cometida, impresionó tanto á Ixion, que vino á perder el juicio. Todos huian de él, lla-mándole traidor y homicida. Pero Júpiter túvole lástima, absolviéndole de la culpa, quitándole la pena que tenia, y le subió al cielo, haciéndolo su cortesano y secretario del Con-sejo Supremo. Pero Ixion, sin atender á que leneficiatus

gratus suo bene/actorie, galanteó á la diosa Juno, mujer y

hermana de Júpiter, el que se resistió á creer en traición tan manifiesta. Y á fin de cerciorarse de la verdad del caso, formó de una nube una mujer muy parecida á la suya, á la cual encargó que se mostrase propicia á sus deseos, los

cuales satisfizo, juntándose deshonestamente con ella, na-ciendo de aquella junta monstrífica los Centáuros.

Parecióle á Ixion que la misma Juno le habia correspon-dido, y no contento con la traición que cometiera, se anduvo jactando de ella, por lo cual Júpiter le privó del cargo de Secretario, retirándole el beneficio, tal como lo disponen las leyes (Propier ingratitudinem relocatur benejicium), echándolo en el Infierno, imponiéndole una insufrible y horrorosa pena; y fué, que estuviese atado á una rueda de hierro, en la cual se hallaban numerosas culebras y ser-pientes, que le estaban atormentando, y andando la rueda siempre en continuo movimiento. Dice á este propósito Virgilio (Virg. lib. 3. Georg. vers. 37):

La envidia infeliz, las fúrias llevas, Y Cocito, y serpientes, que contento A Ixion dá graves penas,

La rueda y piedra inmóvil pone espanto. Dice también á tal respecto Tíbulo:

Allí de Ixion el atrevido.

Que con Juno intentó tener contento. Pagan sus miembros el dolor debido. Con ruda rueda sin parar momento.

Tan ingeniosa fábula inspiróle á Juan de Mena (en la Coronación, c. 8), lo siguiente:

Pudieras ver á Ixion Penar en su brava rueda, Y al perverso de Sinon, . Sin íincia de redención.

Con los dos hijos de Leda.

Ticio llevó también el mismo camino de Ixion. Sabedor Apolo de que habia requerido de amores á su madre, la diosa de Latona, a r m ó su arco, y tirando una saeta, lo mató; y no contento con este castigo lo hizo caer en el I n -fierno, en el que ocupa con su grande y desemejado cuerpo nueve yugadas de tierra, teniendo la grave pena de que un hambriento buitre se esté cebando y sustentando en sus en-t r a ñ a s , aumenen-tándose y acrecenen-tándose sus ánsías cuanen-to m á s come, de cuyo fenómeno se ocupan Virgilio y Ovidio, diciendo éste con gráfica expresión:

Comiendo el corazón de Ticio, crece. Volviendo á renacer lo que se come. Porque padezca siempre, no perece.

La generación de Júpiter fué de perversos y desalmados, llenos de vicios, de torpezas y de inhumanidades. Las Beü-des fueron Beü-descendientes de Júpiter, heredando mala incli-nación. A propósito de estos heredamientos, dice él prover-bio castellano: «El padre gaitero y los hijos bailadores.»

El ingrato, si de las fábulas hemos de tomar punto de partida para retratarlo, recibe beneficios y paga con i n -famias. Pasa los límites de la vergüenza, y se extasía con atormentar al que le favorece. Cuando se le sorprende

m-fragañti) se disculpa con lágrimas, mentiras y otros

embus-tes, quedando desbaratado; pero alborotándose luego como una tempestad.

Dice también Virgilio, de Teseo, que está sentado en el Infierno, por el atrevimiento grande que tuvo de bajar allí con Piritoo, á robar á Proserpina (?). Pon taño, acerca de este lugar de Virgilio, añade que está en el Infierno sentado, melancólico y triste, llorando la muerte de su hijo Hipólito; y que esa pena le fué impuesta porque él tuvo culpa de la temprana y desgraciada muerte de su hijo. Virgilio dice que Hércules lo sacó del Infierno y lo trajo por el mundo; pero le mató el rey Licomedes, y entonces bajó al Infierno, donde está sentado y lleno de pena: etermmaque se debit.

Teseo, se llamó primero Demofonte; y Pausanias ase-gura que antes se llamó Tindarido. Sea de esto lo que fuere, se parece á lo que pasa á muchos pro-hombres (que dicen

(9)

E L J U R A D O M É D I C O - F A R M A C É U T I C O . 15 supremas inteligencias), que fueron primero A, después B,

luego C, y ú l t i m a m e n t e son X; correspondiendo siempre mal al favor que alcanzaron, y levantándose luego contra todos sus favorecedores y entusiastas partidarios, buscando otros por medio de comilonas y otras lindezas.

El ingrato, sea en la esfera que fuere, siempre vive sola-mente para sí; en sí mismo se mira y para sí trabaja: su objetivo es satisfacerse y repotrearse en sí propio, haciéndo-se lugar con aduladores, paniaguados y danzantes, para que le inciensen y le aclamen, soportando todas sus vani-dades y flaquezas.

El ingrato lleva consigo su pena, á pesar de su orgullo y de su soberbia. Se levanta insomne, pensando en t r i u n -fos, como se acuesta soñando en veleidades. Pai^a medrar, todo delito le parece virtud: su gloria consiste en satisfacer su avaricia, pareciéndole que nadie le aventaja. Le proteje-r á n y le levantaproteje-rán de la pobproteje-reza, echándole la camisa proteje-rota y sucia al polvo y engordándole las carnes; pero él no se acordará de su pasada miseria, porque su fatuidad le ciega y su ira le inflama. No se puede creer en ninguna de sus palabras: es víbora cubierta con pluma de paloma, y no descansa, si no hiere y maltrata con alevosía.

Por eso, es preciso andarse muy listos en el mundo, donde las personas de cierto género se parecen á las fieras ó á los bichos; y no olvidando j a m á s de que AL LADO DEL CANDOR ¥ LA mOCENCIA DE LA PALOMA, ES PRECISO TENER LA ASTUCIA

Y LA MALICIA DE LA SERPIENTE.

Nadie como el médico sufre la ingratitud de los hom-bres, después de sacrificarse á todas horas por ellos, renun-ciando á sus goces por ser útil á los demás.

El médico no puede ser suyo casi nunca: es menester que se sacrifique por los demás, con ia belleza de la virtud, renunciando á la satisfacción de verse entre los suyos, dando expansión á su espíritu, rindiendo culto á las cos-tumbres sancionadas por la tradición y la historia de nues-tra redención.

Ardua es, sin duda, la tarea del médico, y difícil de cumplir la misión de que se halla encargado en la sociedad. No es simplemente una profesión que el médico ejerce; no es solo una ciencia que profesa: es m á s que todo esto el papel que representa en la sociedad; es un sacerdocio de que se halla revestido. Sublime misión es esa del médico; pero para desempeñarla bien, para cumplirla religiosa-mente, es preciso poseer, además de varios y profundos conocimientos de la ciencia médico-quirúrgica, sentimien-tos religiosos bien grabados en el alma. Reunidas todas estas cualidades, el médico desempeñará perfectamente su misión.

Si durante su carrera es algunas veces víctima de acer-bos sinsabores, causados por la maledicencia, por la ingra-titud, por la ignorancia, y más que todo por el desprecio y la envidia,'tiene t a m b i é n ocasiones de expansionarse en inefable placer, viendo sus trabajos coronados con feliz éxito cuando vé salvadas ¡as vidas de sus enfermos, cuando animado por las ideas de caridad cristiana y por la robustez de sus convicciones, vá á los lodazales de la miseria y del vicio, en esos focos de exhalaciones miasmáticas, á dar la mano al colérico, al apestado; en fin, á socorrer á los des-graciados que le imploran los socorros del hombre y del arte.

No siempre el médico es solámente el sacerdete tempo-ral; n i siempre se limita á curar los males del cuerpo. No pocas veces, precisa también cicatrizar las llagas del alma; necesitando poner á prueba su elocuencia y su filosofía, y siendo sus palabras un bálsamo consolador, que va á curar los males morales. ¿Cuántas veces el médico, á la cabecera del altivo, del arrogante, del soberbio y del incrédulo (que aun en la víspera, blasonando de escéptico, cubría á la me-dicina de epigramas), le perdona sus ofensas y le prescribe

un medicamento, salvándole la vida, teniendo, empero, la certeza de que ese hombre continuará siendo su enemigo? No pocas veces acontece esto; pero aun en ese momento, el médico desempeña la caridad cristiana, con toda la resigna-ción del filósofo. Es solemne, sin duda, el momento en que el médico se ve rodeado de una familia, que ansiosa, espera la sentencia que va á proferir para uno de sus miembros: en esos instantes, el médico precisa concentrar todo su sa-ber, toda su sangre fría, y toda la prudencia, para dar esa decisión que pueda importar la pérdida de una vida ó la muerte de una familia.

DR. LÓPEZ DE LA VEGA.

(¡Se continuará.)

NOTICIAS.

No deben extrañarse nuestros compañeros que hacen el servicio de guardia en las Casas de Socorro que este n ú -mero sea el último que se reparta en las diez que corres-ponden á las respectivas de los Distritos, en vista de las formas poco galantes y frases menos atildadas de algunas individualidades universitariamente ilustradas, pero cuyas manifestaciones no lo parecen, ni aun ante nuestros modes-tos repartidores, que se nos han quejado de lo ofensivas y deprimentes de ciertos individuos vestidos de caballeros.

Sentimos mucho retirar el obsequio que hacíamos de diez números de nuestro periódico á los citados estableci-mientos por tan poco caballerosos procederes, los que des.-preciamos solemnemente; pues desprecio solo inerecen aquellos que á espaldas intentan zaherir por los medios más bajos las ideas más nobles, sustentadas por quienes hablan de frente y nunca vuelven el rostro, no olvidando nunca los deberes que imponen la dignidad y el decoro social.

Todos cuantos medios decorosos existan debemos u t i l i -zar para que la clase médico-farmacéutica sea respetada en todas sus manifestaciones; en este criterio vemos con dis-gusto la inserción de ciertos anuncios de vacantes, altamen-te depresivos, en estimados colegas, haciendo constar que será de cuenta de un doctor ó licenciado en medicina y c i -rujía el hacer la sangría y RASURA en el vecindario de Luzaga, (Guadalajara), nada menos que como si fuera plaza de m i -nistrante.

Si no se leyera no se comprendería cómo las primeras autoridades de ia provincia, por quienes deben ser visadas todas las convocatorias, permiten tales redacciones; pero ya que estas autoridades las consienten, nosotros estamos obli-gados á protestarlas y no insertarlas sin prévia corrección en aquellas circunstancias en las que, como la de la RASURA, por sí solas contituyen contra la clase el ridículo.

Este es nuestro parecer, y creemos que con él estarán conformes todos nuestros colegas, á quienes excitamos á que excluyan de sus anuncios toda vacante que adolezca del carácter poco honroso que tiene la presente, publicada en la

Correspondencia Médica.

Por reducir los excesivos gastos (?) de los establecimien-tos de Beneficencia se suspenden las oposiciones para la pro-visión de cuatro plazas de profesores de medicina, cuyo ha-ber total no excede anualmente de m i l duros.

Es una verdadera economía que corresponde nada menos que á la alta gerarquía de un presupuesto como el de Gober-nación; en cambio no será extraño el aumento de policía cuya plantilla es de mucha m á s importancia que la de toda una clase médico-farmacéutica.

Ahora comprendemos por qué ha sido aprobada esa pe-queña partida de cinco millones de pesetas, cuando lo me-nos debiera de ser de veinte, que consta en los presupues-tos municipales con destino á los servicios de Beneficencia; juzguemos las siguientes proporciones:

Pesetas.

Para gastos llamados de Ayuntamiento 34 millones. Instrucción pública 20 i d . Beneficencia 5 i d . Es decir, que solo la partida de gastos de Ayuntamiento es mucho mayor que la que suman las dos partidas dedica-das á dos ramos tan importantes como son la Instrucción y la Beneficencia; así vivimos como vivimos y todo cuanto

(10)

1G E L J U R A D O M É D I C O - F A R M A C É U T I C O .

anómalo sucede en nuestra patria, es necesariamente ló-gico.

En los presupuestos provinciales, si bien no corresponde tampoco á sus muchas necesidacorrespondes, el capítulo m á s i m -portante es el de la Beneficencia que asciende á 24.953,216 pesetas.

Sin embargo, ambas cifras no resisten una comparación con las que otras naciones dedican á tan importante y ne-cesario ramo, el primero de todos, en nuestro concepto, pues sin condiciones n i garantías de vida los pueblos decrecen y se dispersan y pierden su existencia.

Según parece se trata por todos los médicos forenses de todas las provincias, provocar una. reunión en ésta, á fin de defender sus derechos abogando por verdaderas mejoras.

Sabemos que los de Asturias han comisionado á un ami-go y compañero nuestro para que los represente.

Deseamos que no sea en vano la reunión; que el compa-ñerismo formule un pronto acuerdo, y que éste se realice de un modo completo y satisfactorio.

Hemos recibido el primer n ú m e r o de la. Revista

Frenopá-tica de -Barcelona, dirigida por el ilustrado catedrático de

aquella Universidad, Dr. Giné y Partagás, director del ma-nicomio de Nueva-Belén, que indudablemente viene á llenar el vacío que se dejaba sentir en la prensa española, donde tan variadas y múltiples publicaciones existen, de una que reflejara nuestros conocimientos á la vez que propague los tan difíciles de las enfermedades mentales.

Felicitamos á nuestro colega, deseándole gran prosperi-dad en el periodismo, y desde luego correspondemos gusto-sos con el cambio.

A la amabilidad de su autor, D. Baldomcro González Va-Uedor, debemos el haber recibido un ejemplar de su obra

Vade-mecum de medicina do$imétrica, en que sintetizando las

doctrinas del Dr. Burgraeve, trata de divulgarlas; siendo la citada obra un resumen y guia práctico de las teorías del profesor de Gante.

Agradecemos la atención del Sr. Valledor, y en la sec-ción correspondiente nos ocuparemos de la citada obra.

Sobre el año d834 se estableció en Elche un hospital en el ex-convento de San José, á donde empezaron á concurrir bastantes enfermos, satisfaciendo la necesidad de un esta-blecimiento tan benéfico; estaba instalado en los pisos bajo y principal del edificio; mas hoy dia, los reverendos padres de no sabemos qué orden, han ocupado dichas dos plantas, trasladando los enfermos á las habitaciones altas, y en ve-cindad con las tejas.

Este procedimiento caritativo debe ser para aproximarlos al cielo y eliminarles del edificio; oportuno está el colega, que dice que uno de los efectos del favor que gozan ahora las asociaciones religiosas, es el de poner la caridad por las nubes.

Han aumentado notablemente los casos tifoideos y vario-losos en la coronada v i l l a .

Se acusa á los pavos como causantes; pero nosotros cree-mos que aquí el pavo es el municipio, porque no impone la debida vigilancia é inspección higiénica.

Tal vez por esta causa no ha dado aguinaldo á sus em-pleados, acaso evitándoles el contagio varioloso, que según parece, se ha trasmitido por estas víctimas pascuales.

Creemos prestar un servicio al recomendar á nuestros compañeros farmacéuticos las elegantes y económicas

rotú-lalas que nuestro colega E l Laboratorio pone á la venta, y

cuyo muestrario en nada aventajan los extranjeros; pues á la variedad de t a m a ñ o s y de rótulos en latín ó castellano recurre la de precios asequibles á todas las necesidades de los farmacéuticos.

El Sr. Prast y Gran, digno director de tan apreciable colega, indudablemente ha prestado un señalado servicio á los farmacéuticos con la utilidad que les puede reportar las rotúlalas que bajo su dirección ha puesto á su disposición.

A la idea emitida por algunos colegas de celebrar ban-quetes que aunen la mejor gestión de la prensa profesional, á la par que discutir cuantas medidas y cuestiones con ella se relacionen, nos cumple manifestar nuestro asentimiento.

y que. siempre estaremos allí donde se trate de vincular la unión y fraternidad en provecho de los intereses que todos defendemos; conste, y desde luego pueden contar los inicia-dores con nuestro concurso.

Tenemos que lamentar el fallecimiento de los estimables comprofesores D. Casimiro Ulzurrun y D. Domingo Pérez Gallego, presidente que fué del Colegio de Farmacéuticos el primero, y vocal del Real Consejo de Sanidad el segundo; ambos se mantuvieron siempre dentro de la mayor digni-dad profesional, y sus cualidigni-dades privadas hacen sentir la pérdida de tan buenos profesores como excelentes amigos. También acaba de bajar al sepulcro el distinguido cate-drático de Fisiología de la Universidad de Valencia, el doctor D. José Ortolá, que ha dejado en dicha escuela un vacío di-fícil de llenar.

Reciban sus familias el sentimiento y participación que tomamos en su profunda pena.

Un periódico médico americano cita ocho casos de enve-nenamiento producido por la esencia de tanaceto, ó por la decocción de esta planta empleada como agente abortivo. Llamamos, pues, la atención sobre la venta de esta planta que se pide con alguna frecuencia á drogueros ó herboristas con pretestos diversos, y aconsejamos á unos y otros sean un poco cautos y previsores en su venta.

El Colegio de Farmacéuticos de Madrid ha reelegido para el presente año de 4881, la Junta de QoMemo que durante el anterior ha funcionado. La componen los colegiales siguien-tes: D. Fausto Garagarza, Presidente; D. Ricardo de Sádaba, D. Juan Ramón Gómez y Pamo y D. Germán Ortega, Dipu-tados; D. Pablo Fernandez Izquierdo, Tesorero; D. José Pérez Negro, Contador; D. Dionisio Paredes, Fiscal; D. Fran-cisco Marin y Sancho y D. Ricardo Torres, Secretarios.

Entre la prensa profesional ha empezado á despertarse curiosidad é interés por conocer las reformas que la anun-ciada ley de Sanidad nos depara: algunos de nuestros cole-gas han divulgado determinados acuerdos y hasta hecho re-seña de las discusiones que motivaron en el seno del Real Consejo de Sanidad; nosotros menos impacientes esperamos á conocerla por completo para de ese modo dar nuestra opi-nión, no separándose de nosotros el temor de que muy po-co ha de ser el mejoramiento de los sagrados intereses que abraza tan importante materia, y estos serán nulos por fal-ta de aplicación, como ha sucedido á la trasnochada del año 1855.

¡Ojala nos equivoquemos!

Como prueba de una celosa y buena Administración, ahí está la R. 0. de fecha 6 del actual suspendiendo las oposi-ciones anunciadas por la Dirección de Beneficencia y Sani-dad para la provisión de cuatro plazas de médicos de Bene-ficencia general; no parece sino que hasta en los procedi-mientos y asuntos m á s sencillos que con la clase médico-farmacéutica se ozan, existe empeño en perjudicar á sus individuos; porque nosotros ereemos que al hacer la con-vocatoria, si ésta fué ajustada á satisfacer las necesida-des del servicio, debió de estudiar la administración el caso y no hallar más medio que cumplirlo, y siendo esto lo lógico no comprendamos la citada disposición; aquí sí que cabe aquello de: cosas tenedes el Cid

Según parece se va á desestimar el acuerdo de multipli-cidad de contribuciones que se quisieron i m p o n e r á nuestro compañero de Melga de Kernamental por la asistencia de anejos, según recordarán nuestros lectores que lo tratamos en el n ú m e r o 33 del a ñ o anterior, bajo el epígrafe de «\A

de-fendernosl *

Aplaudimos determinación tan equitativa y justa, espe-rando que sirva de verdadera garantía para todos los profe-sores que se encuentren en el mismo caso; al mismo tiempo sentimos tener que recordar á nuestro estimado colega Los

Avisos, que no estuvo solo, como afirma á sus lectores,

cuando trató tan importante cuestión profesional económi-ca, y conste de hoy para siempre que nos tendrá á su ladp en las circunstancias á que se refiere, por ser nuestra m i -sión la defensa de los Intereses materiales y morales de la clase.

MADRID. —ESTABLECIMIENTOS TIPOGRÁFICOS DE M. MINUES A,

(11)

o ^1

10

o

(12)

SECCION D E ANUNCIOS.

Obsequio á, los suscritores de «El Jurado Médico-farmacéutico.»

OBRAS LITERARIAS

Os lusiadas, poema de Camóes, tradnccion española, con el texio portugués. Lujosa edición en folio, 9 pesetas en Ma-drid, 10 en provincias. Con pasta lujosa 12 y 13 respec-tivamente.

Las siete centurias de la ciudad de Plasencia, por A. M. Gil. Edición lujosaj en folio, 9 pesetas en Madrid, 10 en pro-vincias. E n pasta 12 y 13 respectivamente.

L a edad de piedra, por D. .1. Catalina:. 2 pesetas en Madrid, 2'50 en provincias.

E l hombre terciario, por idern^ 3 pesetas en Madrid, 2fS0 en provincias.

Datos bibliográficos sóbrela Sociedad Económica Matritense, por idem, 2'50 en Madrid, 3 en provincias.

Fantasía ó Realidad[poemn], por D. A. Valdivieso, 5 pesetas. Juan Sebastian Elcano, por idem, una peseta.

A los católicos, por U . R. Quiñones, S'oO pesetas. Teoría revolucionaria, por idem, 2 pesetas. L a fórmula social, por idem, 3r50 pesetas. L a chusma (dos tomos), del mismo, 2 pesetas. Sensitiva, por el mismo, 2 pesetas.

L a religión de la ciencia, por el mismo, 7'50 pesetas. L a educación moral de la mujer, del mismo, 2l50 pesetas. Los huérfanos, por el mismo, 3 pesetas.

Las nacionalidades, por D. Francisco Pí y Margall, 3 pese-tas en Madrid, 4 en provincias.

Colección legislativa de primera enseñanza (cuatro tomos), I por M. Pimentel y Donaire, 16 pesetas en rústica, 21 en

pasta; 17 y 22 respectivamente en provincias.

Colección de abecedarios para sábanas, por Doña Walda. Lucenqui, 2 pesetas en Madrid, 2'50en provincias,,

Los pedidos á todas estas obras pueden hacerse, acom-pañando su importe, á D. Nicolás Diaz y Pérez, calle de la Manzana, n ú m . 21, cuarto tercero, Madrid. A los suscrito-res á EL JURADO se les rebaja el 20 por 100 sobre los precios indicados.

O B R A S D E DON iNICOLÁS DIAZ Y P E R E Z .

Baños de Baños (viajesyor mi Patria), novela científica, ilus-trada con laminas sueltas: 5 pesetas en Madrid, 6 en pro-vincias. Con pasta de lujo, 7'SO pesetas en Madrid, 8'SO en provincias.

La misma obra; edición lujosísima, pasta á la inglesa, con planchas de oro, 13 péselos en Madrid y l i e n provincias. En el extranjero 16 pesetas, y 20 en Ultramar.

Be Madrid d Zisboa (segunda edición). Un precioso libro en

4.° mayor, 480 página, con un mapa de España y

Portu-gal: 5 pesetas en Madrid y 6 en provincias. Empastados y con el retrato del autor, 7 pesetas en Madrid y 8 en pro-vincias.

Historia de Talavera la Real. Unico libro sobre la historia de este antiguo pueblo celta. Un tomo en 4.° mayor, 20 reales en Madrid, 22 en provinéías. Empastado con el re-trato del autor, 7 pesetas en Madrid y 8 en provincias La misma obra, segunda edición, notablemente mejorada,

ampliada con más de 260 páginas, é ilustrada con 8 lámi-nas y dos grabados: 10 pesetas en Madrid y 11 en provin-cias, Encuadernado en en tela, 13'S0 pesetas en Madrid

y 14'30 en provincias.

E l descuento de las clases pasivas. Estudio económico social de oportunidad por tratar de la cuestión de subsistencias

y de la crisis económica: una peseta 50 céntimos en

drid y 2 en provincias. Empastados, 2 SO péselas en Ma-drid, 3 en provincias.

Noticia histórica de una septtkral hebraica encontrada en Béjar (segunda edicionl. Monografía sobre esta impor-tante lápida. Forma un cuadro en papel cartulina: 2 pe-setas en Madrid, 2'50 pepe-setas en provincias.

Josc Mazzini, ensayo histórico sobre el movimiento político

do Italia, con un prólogo por D. Francisco Pí y Margall. Un tomo en 8.°, una peseta en Madrid, l'SOen provincias Encuadernado en lujo, 2 y 2'50 pesetas.

Be la instrucion pública. Conferencias orales en defensa de

la instrucción láica. Un volumen en 4.° menor: 1'50 pese-tas en Madrid, 2 en provincias. En pasta, 2í50 y 3 pesepese-tas.

Sentencia del Tribunal de la Rota, en la causa contra Bon Hi' laño de J . Vázquez: 50 céntimos de peseta.

Los pedidos pueden hacerse á su autor, Manzana, 21' Madrid. A l que pida alguna de estas obras ó de toda la co-lección, se les rebajará el 20 por 100, siempre que sea sus-critor á EL JURADO.

ALMANAQUE

DE MEDICINA V FARMACIA PARA EL AÑO 1881.

Un tomo en 4.° con grabados, elegantemente

impreso.

Precio: una peseta en España y dos en el

Ex-tranjero.

Se vende en las principales librerías. Los

pedi-dos, acompañados de su importe en sellos de

fran-que ó en libranza del Giro múluo, se dirigirán á

su Administrador, D. Eleuterio Rodríguez y

Her-nández, Plaza de la Cebada, núm. 7, segundo,

Madrid.

LIBRO DE CONTABILIDAD MÉDICA,

DEDICADO Á LOS PROFESORES E N E J E R C I C I O , POR D O N JUA1N S U A R E Z M A R T I N E Z , T I T U L A R DE P U R C H E N A .

Precio: Cada ejemplar con doscientas

sesenta j seis páginas, encuadernado á la

Ho-landesa, franco de porte, SEIS pesetas.

La correspondencia y libranzas se

dirigi-girán á D. José María Yepes, provincia de

Almería, en Purchena.

CORRESPONDENCIA ADMINISTRATIVA.

Allepúz.—P. B., médico: recibidas doce pesetas por la suscricion hasta 1.0 de A b r i l .

Ulana.—H. M.> médico: pagado importe del último ter-cer trimestre.

Alloza.—P. C , farmacéutico: recibida letra y abonados tercer y cuarto trimestre; cambiamos dirección equivo-cada.

Barcelona.—El Laboratorio: hemos remitido n ú m e r o s que faltan.

Harc—J. P. D . , médico: recibida letra; remitimos la memoria que desea.

Camarillas.—A. de T., médico: cumplido su encargo que debe obrar en su poder.

FARMACIAS EN VENTA.

Se vende una botica en uno de los barrios más populo-sos de esta corte, bien surtida y con un buen despacho. Para más pormenores en la administración de IÍL JURADO.

Botica.—En un pueblo de la provincia de Guadalajara, próximo á la capital y á tres leguas del ferro-carril, se tras-pasa una botica que produce 16.000 rs. cobrados por ade-lantado. Dirigirse á D . Francisco Gómez, calle de Pelayo, n ú m . 62, peluquería, en Madrid.

Figure

Actualización...

Referencias

Related subjects :