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Dimensiones del desarrollo sustentable y el caso de México

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D i m e n s i o n e s d e l d e s a r r o l l o sustentable y e l caso de M é x i c o

Víctor L . Urquidi*

E n la Declaración de Río de 1 9 9 2 se asumió u n c o m p r o m i s o t r a s c e n d e n t a l : l a adopción del objetivo del desarrollo s u s t e n t a b l e , es decir, u n desarrollo económico y s o c i a l que i n - cluya l a protección a m b i e n t a l y el respeto a los recursos n a t u r a l e s , que sea e q u i t a t i v o y asegure a l a s g e n e r a c i o n e s v e n i d e r a s el acceso a los recursos y a tecnologías no c o n t a m i - nantes p a r a mejorar l a c a l i d a d de v i d a a escala m u n d i a l . H a s t a a h o r a , el b a l a n c e ge- n e r a l no h a s i d o p o s i t i v o . Río+5 transcurrió s i n m a y o r r e s u l t a d o n i p e r s p e c t i v a . L a conferencia de K i o t o d e s t i n a d a a p o n e r en m a r c h a p r o g r a m a s p a r a c o n t r o l a r el c a m b i o climático g l o b a l no h a c o n s e g u i d o mucho apoyo. Ningún país h a e m p r e n d i d o todavía u n p r o c e s o i n t e g r a d o de d e s a r r o l l o s u s t e n t a b l e . N o es u n asunto técnico, s i n o s o c i a l y político: exige m o v i l i z a r los recursos n e c e s a r i o s , d a r p r i o r i d a d a l nuevo objetivo, c o n j u - g a r los esfuerzos g u b e r n a m e n t a l e s c o n los e m p r e s a r i a l e s y los de l a sociedad c i v i l , crear 'conciencia de los u m b r a l e s p e l i g r o s o s y a u n irreversibles que puedan p r e s e n t a r s e , cons- t r u i r u n a c u l t u r a de c o n o c i m i e n t o y comunicación que c o n t r i b u y a a l desarrollo susten- table. Éste deberá c o m p r e n d e r el empleo de energía no c o n t a m i n a n t e ; el uso p r o a m b i e n - t a l del a g u a , los suelos y los r e c u r s o s f o r e s t a l e s ; l a protección de la b i o d i v e r s i d a d ; el reciclaje de desechos m u n i c i p a l e s , i n d u s t r i a l e s y agrícolas; l a promoción de sistemas de educación y capacitación p a r a el a m b i e n t e y l a s a l u d , y , de i g u a l i m p o r t a n c i a , u n a p o - lítica demográfica efectiva y de largo a l c a n c e . Ningún país podrá a i s l a r s e de esta pers- p e c t i v a , y n i n g u n a m e d i d a en p a r t i c u l a r será suficiente p o r sí s o l a .

E n el caso de México, pese a a d e l a n t o s i n s t i t u c i o n a l e s en m a t e r i a de política a m - b i e n t a l a p a r t i r de 1 9 8 9 , el a m b i e n t e continúa deteriorándose en todos los órdenes. L o s múltiples f a c t o r e s c o n d i c i o n a n t e s de u n p r o c e s o i n t e g r a d o de d e s a r r o l l o s u s t e n t a b l e no h a n c o n t a d o c o n l a p r i o r i d a d , los recursos y l a atención c o n s t a n t e que se r e q u i e r e n en u n a p e r s p e c t i v a de l a r g o p l a z o . D a d a la relación p a r t i c u l a r de México c o n Canadá y Estados U n i d o s p o r m e d i o del TLCAN, será u r g e n t e l l e v a r a cabo u n e s t u d i o de l a s pers- p e c t i v a s del desarrollo s u s t e n t a b l e de los tres países en su c o n j u n t o . F a l t a d a r el p r i m e r paso en esa dirección.

Introducción

E l p r o p ó s i t o de esta e x p o s i c i ó n es ofrecer algunas ideas acerca de la perspectiva en que se e n c u e n t r a M é x i c o p o r lo que respecta a em- prender u n proceso de desarrollo sustentable. Para ello se repasa bre- vemente en q u é d e b e r á consistir el desarrollo sustentable y equitativo al que se comprometieron los países participantes en la Conferencia de las Naciones Unidas sobre M e d i o Ambiente y Desarrollo llevada a cabo en Río de Janeiro en j u n i o de 1992. A c o n t i n u a c i ó n se contrasta

* Profesor emérito de El Colegio de México.

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dicho compromiso con lo que ha ocurrido en la práctica hasta ahora, aun teniendo en cuenta algunos avances a escala global e internacio- nal en materia ambiental y en dirección hacia el desarrollo sustenta- ble. Se analizan después los condicionantes de este proceso en general y la p r o b l e m á t i c a de su aplicación en el caso de México, en particular a la luz de la política ambiental de los últimos a ñ o s .1

El compromiso del desarrollo sustentable y equitativo

En l a C u m b r e de Río de Janeiro de 1992 se p r o c l a m ó , mediante la Declaración de Río, firmada por los jefes de Estado o de gobierno de 178 países miembros de las Naciones Unidas, el compromiso de pro- mover un d e s a r r o l l o s u s t e n t a b l e y e q u i t a t i v o .

Aunque no se ofreció una definición precisa, la lectura de esa De- c l a r a c i ó n , y del d o c u m e n t o general de recomendaciones t a m b i é n aprobado, la llamada A g e n d a 2 1 , lleva a la conclusión de que se trata de algo enteramente trascendental para el futuro de la especie huma- na: que el desarrollo futuro incorpore plenamente la p r o t e c c i ó n del medio ambiente, y atienda en particular al objetivo de legar a las ge- neraciones futuras el acceso a los recursos naturales, debidamente protegidos, que apenas una p e q u e ñ a parte de la humanidad ha teni- do a su alcance hasta ahora. E l l o supone l a debida c o n s e r v a c i ó n y p r o t e c c i ó n de los recursos y la e c o n o m í a en su uso. N o se pretende solamente mantener los equilibrios ecológicos del planeta. Se propo- ne sobre todo que la actividad e c o n ó m i c a y social de la especie huma- na se lleve a cabo de tal manera que esos equilibrios sean posibles y permanentes.

E l concepto de desarrollo s u s t e n t a b l e tiene su origen en los años se- senta y setenta, cuando se e m p e z ó a advertir y alertar acerca del peli- gro de los excesos de c o n t a m i n a c i ó n ya percibidos. Estas advertencias se produjeron en los medios científicos, en la o p i n i ó n p ú b l i c a y aca- d é m i c a en general y en algunos gobiernos que ya iniciaban políticas

1 Este trabajo se presentó en un taller organizado por la Comisión Económica pa- ra América Latina y el Caribe (CEPAL), subsede México, el 7 de septiembre de 1998. Las tres primeras partes de este escrito se basan en la ponencia con la que participé en el I Congreso Regional de Medio Ambiente y Desarrollo Sostenible, efectuado en Guate- mala, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, Flacso, Programa Guatemala, del 17 al 21 de agosto de 1988.

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ambientales en relación con la atmósfera y el agua. E n algún momen- to se r e c o m e n d ó el "ecodesarrollo" (Sachs, 1982).2 E l Consejo del Programa de las Naciones sobre el Medio Ambiente (PNUMA) hizo su- yo el concepto en sus primeros años; es más, según su segundo direc- tor general, allí se a c u ñ ó el t é r m i n o "desarrollo sustentable" e n los años setenta (Tolba, 1990: 42-43 y 1992). Pero no fue hasta la consti- tución de la Comisión M u n d i a l del M e d i o Ambiente y del Desarrollo (la llamada Comisión Brundtland), creada por la Asamblea G e n e r a l de Naciones Unidas en 1984, que r i n d i ó su informe en 1987 (Comi- sión B r u n d t l a n d , 1987), cuando el concepto se a m p l i ó y se propuso como eje central para la Conferencia convocada en Río de Janeiro en j u n i o de 1992. Las instancias anteriores h a b í a n visualizado el proble-

ma del medio ambiente en forma parcial, sin tener en cuenta de ma- nera plena las múltiples interacciones sociales y e c o n ó m i c a s .

Entre 1972 y 1982 (Estocolmo+10), los índices de deterioro am- biental seguían siendo evidentes y preocupantes, no sólo en los gran- des países industriales y en los principales países en vía de desarrollo, sino en todos los continentes, en las zonas polares, en los o c é a n o s y en la biosfera en general. Las soluciones no p o d í a n ser ya nacionales n i regionales, sino que a d e m á s se r e q u e r i r í a de una visión global o planetaria. L a Conferencia de 1992, convocada como resultado del Informe de la Comisión Brundtland, c r e ó el consenso necesario para un nuevo punto de partida.

L a realidad actual es que algunos recursos mundiales no renova- bles pueden entrar en una etapa de agotamiento o ya la han iniciado, por ejemplo, ciertos minerales y determinados hidrocarburos. Los costos de su e x p l o r a c i ó n y explotación están aumentando y seguirán e l e v á n d o s e . Otros, como los suelos y los bosques, han sufrido d a ñ o s casi irreparables, y se han contaminado de sustancias peligrosas para la salud y aun tóxicas. N i la atmósfera, n i las aguas dulces o los océa- nos están a salvo. Muchos recursos naturales están amenazados de ex- tinción, tales como importantes especies de la fauna y la flora. Existe gran i n c e r t i d u m b r e sobre el m a n t e n i m i e n t o de la b i o d i v e r s i d a d . Mientras tanto, la p o b l a c i ó n mundial sigue aumentando, y su activi- dad, organizada en distintos sistemas sociales y e c o n ó m i c o s , sigue de- predando y contaminando.

2 Sachs insistía en que la meta del ecodesarrollo evitaría caer en el economicismo o en el ecologismo (cf. Prólogo, por Vicente Sánchez, pp. 1-2).

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El desarrollo insustentable e inequitativo

H o y día se cuestiona con intensidad y extensión, hasta con p a s i ó n , el resultado de lo que la humanidad, en la práctica de la relación tecno- l o g í a / r e c u r s o s , ha logrado en los últimos dos siglos. Pese a los gran- des adelantos, la exclusión, las desigualdades y la miseria siguen pre- d o m i n a n d o y en é p o c a s recientes se h a n acentuado. M e d i a n t e e l avance de la ciencia y la tecnología se ha extendido el d o m i n i o sobre los recursos naturales y se ha multiplicado la productividad. S i n em- bargo, la d e p r e d a c i ó n de la naturaleza c o n t i n ú a , y a d e m á s , se conta- minan las aguas, los mares, los suelos, la atmósfera y el hábitat huma- n o , s i n c o n s i d e r a r los efectos a f u t u r o . L a s sociedades, lejos de acercarse a u n objetivo u t ó p i c o y tranquilo, se aproximan a la o r i l l a de u n abismo de catástrofe, caos, violencia y d e s c o m p o s i c i ó n social, aun de posible ingobernabilidad.

Hasta principios de los a ñ o s ochenta se vivió en un ambiente de esperanza auspiciado por las Naciones Unidas y sus organismos espe- cializados y regionales, adornado de abundante r e t ó r i c a oficial. L o s no pocos estudios del proceso de desarrollo en las esferas universita- rias y en los medios a c a d é m i c o s y de investigación en general, conce- bían el desarrollo, en lo esencial, como un proceso de inversión física destinado a aumentar la capacidad productiva para proveer a la po- blación de más bienes y servicios y de una base de estructura urbana y de transporte. Se previo t a m b i é n la necesidad de ampliar y mejorar los sistemas educativos, de r e d u c i r las barreras sociales, de prestar a t e n c i ó n especial a la productividad en los sectores básicos, sobre to- do en la agricultura, y de fomentar la i n d u s t r i a l i z a c i ó n y el empleo con apoyo en la acción del Estado.

N o todo ello se ha logrado, a veces n i en m í n i m a p r o p o r c i ó n . Ya en los años cincuenta y sesenta se c o m p r e n d i ó , por ejemplo, en cier- tos sectores de A m é r i c a Latina, de la India y de algunos países del Pa- cífico asiático y de África - c o n apoyo en innumerables escritos de miembros de las instituciones académicas y de funcionarios del Sistema de las Naciones U n i d a s - que para cumplir en un plazo relativamente corto de la historia mundial con los múltiples objetivos e c o n ó m i c o s y sociales que se planteaban, el desarrollo no se lograría de manera au- tomática ni con resultados seguros. L a sola desventaja tecnológica de los países en vía de desarrollo, la insuficiencia de sus ahorros y c o n frecuencia la debilidad de sus sectores de e x p o r t a c i ó n y las fluctuacio- nes y deformaciones de los mercados a que estaban sujetos, sumado

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todo ello a sus estructuras e c o n ó m i c a s precarias, con p o b l a c i ó n emi- nentemente rural y marginada de la modernidad, h a c í a n prever cre- cientes dificultades y retrasos.

A nivel internacional, los países en desarrollo demandaban u n a mayor a m p l i a c i ó n , m á s allá de las posibilidades del Banco M u n d i a l y de otras instancias multilaterales, de las fuentes de financiamiento ex- terno, para obtener éste en condiciones m á s favorables. Se formula- ron las bases de los sucesivos "decenios del desarrollo", se crearon nue- vos organismos en el Sistema de las Naciones Unidas como la UNCTAD y la ONUDI, para corregir las desventajas comerciales, t e c n o l ó g i c a s e industriales. L a propia O r g a n i z a c i ó n para la C o o p e r a c i ó n y el Desa- rrollo E c o n ó m i c o , la OCDE, por medio del DAC, organismo interno de apoyo al desarrollo, centralizó la información sobre la c o o p e r a c i ó n fi- nanciera internacional para verificar el c u m p l i m i e n t o del objetivo asumido por los países desarrollados de destinar 0.7% de su PIB a ese fin (que en los ú l t i m o s a ñ o s se comprueba alcanza apenas de 0.2 a 0.3%, lo que denota la falta de voluntad política) (OCDE, 1985).

En las visiones del desarrollo de esa é p o c a no se consideraban las consecuencias en el medio ambiente generadas por la industrializa- ción, el transporte moderno, el incremento del comercio exterior y la a g l o m e r a c i ó n urbana, ni las de la d i n á m i c a demográfica y el cambio social. Se daba por supuesto que la actividad e c o n ó m i c a , no obstante los desechos y partículas que emitía, no p o n í a en riesgo el desarrollo futuro. Los planteamientos ambientales no se incluían en los planes de desarrollo y mucho menos en la teoría del desarrollo.3

Entre las advertencias hechas hacia mediados y fines de los años sesenta figuraron principalmente las de destacados científicos en E u - ropa y Estados Unidos, cuyas observaciones y escritos comenzaron a crear c o n c i e n c i a en los medios de c o m u n i c a c i ó n y en esferas del mundo político y de las Naciones Unidas.4 E n 1972 se llevó a cabo en Estocolmo, a instancias de algunos países europeos, Estados Unidos y J a p ó n , l a C o n f e r e n c i a de las Naciones U n i d a s sobre el M e d i o A m -

3 Como ejemplo de dos concepciones del desarrollo muy respetables pero caren- tes de atención al medio ambiente, he citado con frecuencia a Myrdal (1971) y a Fuña- do (1983). Existen, desde luego, muchas otras referencias. La evolución de estas ideas hacia el concepto de ecodesarrollo y finalmente el de desarrollo sustentable puede consultarse en un trabajo del autor, "Economía y medio ambiente", en la obra compi- lada por GlenderyLichtinger (1994: 47-69).

4 En la obra compilada por Glender y Lichtinger, en el capítulo sobre "Economía y medio ambiente", hago referencia a esta etapa de evolución del pensamiento.

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biente Humano. Esta r e u n i ó n de carácter intergubernamental c o n t ó a d e m á s con un foro paralelo para la participación de las O N G y de re- presentantes de las esferas académicas e institucionales. Las Naciones Unidas lograron apenas un éxito limitado, más bien de tipo declarato- rio que otra cosa. L a oposición, o por lo menos un elevado escepticis- mo político, provino de los países en desarrollo, del Grupo de los 77, que vieron en la política ambiental un costo insuperable y un obstáculo al propio desarrollo que, en su conceptualización estrecha y simplifica- da, contribuía ya al deterioro ambiental. U n delegado brasileño llegó a afirmar que se deseaba la contaminación porque significaba industriali- zación. C o n esa posición y diversas salvaguardas nacidas de la ambigüe- dad de los discursos de varios jefes de gobierno de países de Asia y Áfri- ca, las políticas ambientales, sobre todo en los países en desarrollo, no p o d í a n encaminarse con b r í o y eficacia. Los países con e c o n o m í a s de

"planificación central" ni siquiera se dignaron asistir a la Conferencia.

Casi como único resultado tangible se creó el PNL'MA, con una aporta- ción inicial de apenas 100 millones de dólares, para asesorar a los go- biernos e iniciar algunos programas ambientales.

T a m b i é n el C l u b de R o m a h a b í a llamado la a t e n c i ó n acerca de los peligros a largo plazo del deterioro ambiental en el nivel global en r e l a c i ó n con la disponibilidad de recursos naturales y el incremento de la población mundial. Sus advertencias iban dirigidas en especial a los países ya industrializados, pero abarcaban asimismo a los países en vía de desarrollo. Muchas otras organizaciones privadas y académicas publicaron estudios sobre la incidencia de los f e n ó m e n o s de deterio- ro ambiental en la e c o n o m í a y la sociedad, e h i c i e r o n ver la necesi- dad de incorporar el tema ambiental a los programas de desarrollo e c o n ó m i c o y social. Los d a ñ o s posibles a la salud humana estaban ya a la vista. Las demandas sociales y políticas para la aplicación de polí- ticas ambientales efectivas empezaron a multiplicarse.

E n los a ñ o s ochenta, al ocurrir el considerable aumento de los precios del p e t r ó l e o crudo por acción de la OPEP, se llegó a la gran crisis del endeudamiento externo excesivo, abusivo y desordenado, de gran n ú m e r o de países en vía de desarrollo, lo mismo deficitarios en p e t r ó l e o que dotados de capacidad de exportación de hidrocarbu- ros. Los organismos financieros internacionales fueron incapaces de i m p e d i r ese tipo de endeudamiento directo con la banca comercial en la que se depositaban a su vez los llamados p e t r o d ó l a r e s . Esa gran crisis ha venido a reconocerse como el parteaguas del desarrollo con- cebido en su forma limitada original, por cuanto los países endeuda-

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dos perdieron la poca a u t o n o m í a que t e n í a n para seguir sus propias políticas. E n estas circunstancias el medio ambiente q u e d ó arrumba- do, en lugar muy bajo en la lista de prioridades, como se s i t u ó a ú n m á s la relación del desarrollo con el ambiente.

La C o m i s i ó n B r u n d t l a n d , en su informe N u e s t r o f u t u r o común, al plantear el desarrollo sustentable, tuvo el m é r i t o de dar u n gran paso adelante, que dejaba atrás muchas de las teorías y visiones anteriores, todas ellas incompletas y carentes de a t e n c i ó n al medio ambiente.

A d e m á s de plantear el tema del desarrollo sustentable, llamó la aten- ción sobre la necesidad de reducir el empleo de los e n e r g é t i c o s de origen fósil - c a r b ó n , p e t r ó l e o , gas- que ha caracterizado al desarrollo mundial en los últimos 200 a ñ o s , y sobre todo en los recientes 50. L a c o m b u s t i ó n con base en c a r b ó n y derivados del p e t r ó l e o y, en menor m e d i d a , el empleo de gas natural, por sus emisiones de c a r b o n o y otros gases, explican, conforme a datos fehacientes, la creciente con- c e n t r a c i ó n neta de carbono en la atmósfera, no compensada p o r su absorción natural en los bosques y en superficies oceánicas. E l llama- do efecto invernadero, o sea el calentamiento gradual de la atmósfe- ra, con su consecuencia en el nivel de los o c é a n o s , es ya tema de ur¬

gencia, como lo reconocieron la Convención Marco sobre el Cambio Climático firmada en Río de Janeiro en 1992 y la Conferencia de las Partes llevada a cabo en Kioto, en diciembre de 1997.

La Conferencia de R í o , como es bien sabido, a b o r d ó asimismo los temas de la p r o t e c c i ó n de la biodiversidad, la administración sus- tentable de los bosques y el control de la d e s e r t i z a c i ó n . Se a p r o b ó a d e m á s una A g e n d a (o P r o g r a m a ) 2 1 , que contiene importantes reco- mendaciones sobre política ambiental y desarrollo sustentable, en los niveles global, regional, nacional y local, y que considera una diversi- dad de instrumentos para lograr esos objetivos.

Situación y tendencias actuales

Acaba de transcurrir el momento Río+6, después de una primera eva- luación Río+5 efectuada en las Naciones Unidas en j u n i o de 1997, en una minicumbre. A la luz del informe surgido de esta cumbre (Nacio- nes Unidas, 1997), la situación actual puede caracterizarse como de incumplimiento generalizado de las recomendaciones de la Agenda 21, y de avances muy cautelosos, o aun retrocesos, en la aplicación de las convenciones suscritas y ratificadas durante 1992-1997. Se destaca

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en e l citado informe que: "Reconocemos [los países participantes]

que se ha obtenido cierto n ú m e r o de resultados positivos, pero nos preocupa profundamente que las tendencias generales conducentes al desarrollo sustentable son peores hoy en d í a de lo que fueron en 1992..." (Naciones Unidas, 1997: párrafo 4). L a Comisión de Desarro- llo Sustentable del Consejo E c o n ó m i c o y Social de Naciones U n i d a s tiene a su cargo la c o o r d i n a c i ó n general y el avance en ciertos cam- pos, pero su alcance y sus recursos son limitados. L o ú n i c o que se re- conoce como un éxito considerable, que arranca desde 1991, h a sido el P r o t o c o l o de M o n t r e a l , p r o m o v i d o p o r el P N U M A , acerca de l a p r o h i b i c i ó n , comercio y uso de los clorofluorocarburos (CFC) que conforme a investigaciones científicas i d ó n e a s , adelgazan la capa de ozono que protege la atmósfera de nuestro planeta del paso de dosis peligrosas de rayos ultravioleta.

E l muy reciente Río+6 ha pasado sin pena ni gloria, y está todavía por verse si el Protocolo de Kioto se traducirá en políticas suficientes de r e d u c c i ó n de emisiones de carbono en los p r ó x i m o s años. E l asun- to sigue trabado en las gruesas y a veces impenetrables esferas de los intereses e c o n ó m i c o s y políticos de varios de los principales países sig- natarios, no obstante numerosas ratificaciones del protocolo.

Puede afirmarse que n i n g ú n país de los que firmaron la Declara- ción de Río en 1992 ha emprendido una política de desarrollo sus- tentable y equitativo, en forma integral, en los términos previstos. Sin embargo, un n ú m e r o limitado de países, entre ellos casi todos los que componen la OCDE (los de Europa Occidental, Estados Unidos, J a p ó n - p e r o en menor grado los de la cuenca del M e d i t e r r á n e o , Australia, Corea del Sur o México-) han puesto en práctica políticas de control ambiental centradas en la r e d u c c i ó n de las emisiones de desechos in- dustriales y en algunos casos agropecuarios, y de desperdicios munici- pales, en especial por lo que hace a p r e v e n c i ó n de la c o n t a m i n a c i ó n atmosférica, de las aguas dulces y marinas, los suelos y los mantos freá- ticos. Se han construido confinamientos especiales para los desechos peligrosos y tóxicos; se han instituido reciclajes, y promovido la lla- mada "tecnología limpia" que supone cambios en los procesos técni- cos* se han creado zonas naturales protegidas desde el punto de vista ecolóeico T o d o ello a c o m p a ñ a d o de políticas de c o m u n i c a c i ó n edu¬

cativas y de concientización con ayuda importante de las organizacio- nes no gubernamentales. Pero se ha adelantado poco, en su conjun¬

to, en la. s u s t i t u c i ó n de los e n e r g é t i c o s m á s contaminantes y en l a r e d u c c i ó n de la dependencia de los sectores del transporte respecto

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N TABLE Y E L C A S O D E M E X I C O 533

al empleo de derivados del p e t r ó l e o . Existe gran resistencia e n mu- chos países que son grandes emisores de carbono - l o mismo Estados Unidos, C a n a d á y Australia que C h i n a - a comprometerse con reduc- ciones efectivas de estos gases en u n periodo de tiempo razonable.

Por otro lado, la necesidad de reducir la c o n t a m i n a c i ó n d e las fuentes h í d r i c a s no h a sido abordada a nivel internacional, a l a vez que se p r e v é n condiciones de escasez futura de agua dulce en diver- sas regiones del planeta. Las aguas freáticas, por u n lado, y los hume- dales, los manglares, las zonas costeras, por otro, siguen siendo enve- nenados y maltratados.

L a falta de políticas ambientales integradas, que ocupen u n a po- sición prioritaria en los programas de los gobiernos y de la sociedad en general, se debe a que la d i m e n s i ó n ambiental no ha sido incorpo- rada a la n o c i ó n del desarrollo sino muy parcialmente, m á s b i e n en respuesta a demandas sociales muy concretas y localizadas.

Por una parte, la rigidez institucional y burocrática es intensa en todos los países. Por otra, prevalece en muchas partes la idea de l a au- t o r r e g u l a c i ó n . L a OCDE inició sus programas ambientales en los a ñ o s setenta siguiendo la pauta de algunos países industriales que h a b í a n creado sistemas de "normas y castigos", es decir, el establecimiento de normas ambientales que las empresas u otros actores contaminadores (conforme al dicho de que "quien contamina paga") d e b í a n cumplir so pena de multas y hasta clausura de las empresas. E n la actualidad gana terreno, poco a poco, la n o c i ó n de que los sectores empresaria- les principales, en una perspectiva de aperturas y competitividad, sa- b r á n en su momento - c o m o de hecho ocurre ya con muchas empre- sas transnacionales y otras de gran d i m e n s i ó n - tomar las medidas necesarias, en el nivel de empresa, para proteger el ambiente, cum- pliendo con las normas o aun e x c e d i é n d o s e en ello.

E l que una empresa lo haga no asegura, en todo caso, que lo hagan otras en su proximidad o en la misma rama de actividad. Se requieren planes o programas sectoriales o por zonas críticas. Por lo d e m á s , el marco de competitividad entre grandes empresas deja fuera a las em- presas medianas y p e q u e ñ a s , que son la mayoría, aun en los países in- dustrializados y en particular en los países en vía de desarrollo. Estas úl- timas no cuentan c o n l a i n f o r m a c i ó n , los recursos financieros y la capacidad de gestión necesarios para hacer las inversiones que permi- tan cumplir las normas ambientales y evitar rebasar los umbrales peli- grosos, así sea en Estados Unidos, en C h i n a o en México. Es u n tema que surge cada vez más en los foros internacionales y nacionales. Mien-

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tras las grandes empresas reconocen ya que la inversión proambiental es redituable, a las d e m á s sería necesario ofrecerles programas de apo- yo y capacitación en todos los ó r d e n e s , así como incentivos - a u n bajo la lógica de la apertura de mercados y de la competitividad- ya sea para prevenir el deterioro ambiental o para, a la vez, asegurar su evolución y permanencia como fuentes de empleo y de c o m p l e m e n t a c i ó n de las grandes producciones industriales y de servicios.

Se afirma a veces que tal o cual empresa "hace desarrollo susten- table", pero debe precisarse que mientras no exista en el nivel de na- ción un conjunto de políticas e c o n ó m i c a s y sociales, incluso sobre la administración de recursos naturales, que conduzca al desarrollo sus- tentable, las empresas sólo estarán cumpliendo con normas específi- cas o con orientaciones particulares de la política ambiental, pero sin tener en cuenta los objetivos nacionales e internacionales de conjun- to. Es evidente que las empresas, sean privadas o estatales, en sus compras de insumos, en su p r o d u c c i ó n y distribución o en su partici- p a c i ó n en políticas nacionales, no siempre se g u í a n por la lógica del desarrollo sustentable.

E n el panorama internacional, por otra parte, si el desarrollo sus- tentable, definido en su sentido más general previsto en la Conferen- cia de Río, no ha sido emprendido plenamente por n i n g ú n país, ca- b r í a preguntar si las p o l í t i c a s ambientales nacionales, regionales e internacionales, promovidas por diversos organismos internacionales y p o r los gobiernos nacionales, son suficientes para encaminar a las sociedades hacia el desarrollo sustentable. L a respuesta a esta pregun- ta está enmarcada en l a incertidumbre acerca de lo que hoy se en- tiende por desarrollo, sea sustentable o no; es decir, se a c e n t ú a en las distintas instancias la idea del simple crecimiento, registrada en lo ge- neral por algún índice del cambio en el valor de los grandes agrega- dos - e l PIB, por ejemplo-, sin consideración de los d a ñ o s s i m u l t á n e o s que el crecimiento impone a los recursos naturales, a la salud huma- na y al hábitat. Se ha impuesto la necesidad, que se extiende con gran lentitud, de elaborar, a d e m á s de las cuentas nacionales - l a m e d i c i ó n de los agregados e c o n ó m i c o s - , las cuentas ambientales - e l cálculo del costo de la p é r d i d a de activos naturales, sean materiales o humanos.

L o aue en algunos casos nueda parecer un incremento del PIB o ñ o r lo menos de la componente inversión productiva, puede en realidad quedar contrarrestado por una p é r d i d a de capital real en la. na.tura.le- za en la calidad de vida o en el sector humano que puede traducirse en menor ingreso futuro. Mientras no se integren las cuentas ambien-

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N T A B L E Y E L CASO D E M É X I C O 535

tales, y se hagan los análisis correspondientes en los niveles concretos y no solamente en grandes agregaciones, poco se p o d r á suponer res- pecto a avances hacia u n proceso de desarrollo sustentable.

E n general, la idea del desarrollo sustentable no h a penetrado en la sociedad n i en los gobiernos al grado de que sea una base firme de f o r m u l a c i ó n de políticas de desarrollo, donde éstas lleguen a con- siderarse necesarias. Suelen prevalecer los objetivos a corto plazo. E n particular, no se han identificado de maneras adecuadas las rigide- ces estructurales, las resistencias de todo orden a que se enfrenta el cambio, por lo menos en los sectores críticos. L a mayoría de las resis- tencias son difíciles de cambiar con rapidez. Existe u n gran vacío en- tre las formulaciones teóricas del desarrollo sustentable y la práctica política, e c o n ó m i c a y social. Prevalece, a d e m á s , una excesiva confor- midad c o n la idea - t a m b i é n t e ó r i c a - de que en el marco de mercados libres y competitivos, nacionales o internacionales, se generan las condiciones que p e r m i t i r á n abordar, por simple interés propio de los grandes sectores empresariales, las políticas ambientales y otras nece- sarias - p o r ejemplo respecto a energéticos y agua- que d e t e n d r í a n el

deterioro ambiental. 8 X 8 4

N o se ha avanzado en construir los cimientos que, con el concur- so de sociedades civiles participativas, conduzcan c o n el t i e m p o a aceptar los procesos de desarrollo sustentable que a largo plazo pu- dieran evitar las grandes amenazas sociales y ambientales que se cier- nen sobre la humanidad, y que p e r m i t i r í a n asegurar a las generacio- nes futuras, en condiciones equitativas, el acceso a niveles de vida y bienestar aceptables.

U n a de las condiciones implícitas - y aun explícitas en los docu- mentos de Río de J a n e i r o - es que no basta que u n país, una sociedad, se propongan por sí solos encaminarse al desarrollo sustentable. Se necesita que la idea sea aceptada y cumplida por todos los principales países que en la esfera e c o n ó m i c a ejerzan gran influencia en el siste- ma mundial: sean industriales, agrícolas o petroleros. Se requiere asi- mismo que la cooperación internacional, hoy tan menguada, se oriente hacia esa finalidad y reconozca, además, las desigualdades preexisten- tes y la capacidad diferencial para salir del atraso, para llevar a la prácti- ca políticas ambientales efectivas y para asumir las responsabilidades del desarrollo sustentable en todos los terrenos.

Por lo mismo, dentro de cada nación será indispensable que el de- sarrollo sustentable sea un objetivo colectivo, no limitado a algunas re- giones críticas o a determinados sectores. De nada sirve que una región

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536 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

de u n país aborde el desarrollo sustentable mientras otra vecina o conectada con ella no lo haga. E l enfoque d e b e r á ser integral y sistè- mico.

E n tanto prevalezcan los intereses más inmediatos de los princi- pales países industriales del mundo, apoyados en las instancias políti- cas respectivas que responden casi siempre a intereses privados, y mientras las naciones excluidas por ahora de ejercer influencia en las d e m á s no puedan llegar a tener mayor capacidad de acción, o se limi- ten a formular posiciones defensivas, el desarrollo sustentable puede no pasar de ser una elegante quimera.

Mas ¿qué otro camino le queda a la humanidad? L a globalización se h a intensificado en los decenios recientes. Comprende en lo prin- cipal al comercio y las inversiones y alcanza en particular a las comu- nicaciones, la t r a n s m i s i ó n del conocimiento y de la i n f o r m a c i ó n de todo tipo. Es un proceso que difícilmente se d e t e n d r á . E n l a globali- zación, por el dominio que ejerce el paradigma del mercado abierto y competitivo, t e n d e r á n a beneficiarse en mayor medida los países c o n e c o n o m í a s m á s fuertes y con mayor dominio de la i n n o v a c i ó n tecno- lógica, o los agrupamientos de países que compartan objetivos comu- nes a futuro en estas materias. Muchos países, si no la mayoría, no es- tán todavía en condiciones de aprovechar las posibles ventajas de l a g l o b a l i z a c i ó n , n i siquiera de evitar sus efectos desfavorables. Para cualquier sociedad que haya llegado tarde a esta gran coyuntura his- tórica el esfuerzo de definición de objetivos a largo plazo y de cons¬

t r u c c i ó n de capacidad de lograrlos vía la e d u c a c i ó n , las estrategias e c o n ó m i c a s v sociales v la creación de condiciones de convivencia po- lítica d e m o c r á t i c a t e n d r á que ser mucho mayor que el emprendido con anterioridad Si en ese esfuerzo se incorpora la compleja n o c i ó n del desarrollo sustentable con sus posibles beneficios de equidad so- cial se p o d r á asegurar un resultado más valioso para las poblaciones futuras que si sesigue haciendo m á s de lo mismo o apenas atendien- do las exigencias de corto plazo.5

L a globalización y el desarrollo sustentable tienden cada día m á s a constituir u n marco en el que t e n d r á que considerarse la interac-

5 Para el caso de México, una sociedad que se encuentra atrapada entre las ten- dencias de la globalización y la resistencia al cambio, se ofrece una base para el debate en un informe de la Sección Mexicana del Club de Roma, coordinado por el autor (Urquidi, 1996a). No se tiene hasta ahora noticia de ningún otro estudio semejante he- cho en un país latinoamericano.

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N T A B L E Y E L C A S O D E M E X I C O 537

ción de todos los elementos, en los niveles mundial y regional. Igual- mente será necesario hacerlo en la esfera nacional de cada país, y en la i n t e r r e l a c i ó n de unos países c o n otros situados en su zona de i n - fluencia o de agrupamiento subregional, como por ejemplo, en e l ca- so del Mercosur, o el de C e n t r o a m é r i c a .

E n suma, el camino d e l desarrollo sustentable está t o d a v í a p o r andarse. N i n g ú n país lo ha emprendido a ú n . E l deterioro ambiental, e c o n ó m i c o y social, que se registra casi sin excepción en todos los paí- ses, hace ver la necesidad de dar mucho mayor impulso a los compro- misos de Río de Janeiro. Las políticas ambientales n o son sino u n a parte, ciertamente importante, al lado de otras en las esferas política, e c o n ó m i c a y social, de u n proceso integrado de desarrollo sustenta- ble. N o se trata de u n p r o b l e m a t é c n i c o - e c o l ó g i c o solamente, sino que es al mismo tiempo social y político. Exige movilizar recursos, dar prioridad al nuevo y complejo objetivo, conjugar los esfuerzos societa- les, los gubernamentales con los de los sectores empresariales y de la sociedad civil. H a b r á de crearse mayor conciencia de los umbrales pe- ligrosos que se aproximan, de medir los riesgos y tomar las acciones adecuadas, de evitar la irreversibilidad de algunos procesos de conta- m i n a c i ó n ambiental, de construir u n a cultura institucional de conoci- miento y c o m u n i c a c i ó n que contribuya al desarrollo sustentable.

T o d a m e d i d a aislada, p o r útil que fuere, será p o r sí sola insufi- ciente. Se trata de una p r o b l e m á t i c a compleja que requiere adoptar estrategias coordinadas a largo plazo y supone el involucramiento de la sociedad como u n todo. N i n g ú n país, ninguna r e g i ó n , p o d r á n ais- larse de esta transición hacia el futuro más lejano. L a c o o p e r a c i ó n in- ternacional multilateral d e b e r á ser u n elemento indispensable, lleva- da a cabo de c o m ú n acuerdo y tendiente a favorecer la acción de las sociedades menos protegidas o capacitadas para la nueva era.

La perspectiva del desarrollo sustentable en México

Dejando para la historia la admirable labor intelectual y p r á c t i c a de algunos conservacionistas mexicanos en los primeros decenios del presente siglo, no se p r e s t ó a t e n c i ó n a una política ambiental propia- mente d i c h a sino en r e l a c i ó n c o n la Conferencia de Estocolmo de 1972, en la que México estuvo representado, previa a p r o b a c i ó n de u n principio de legislación. Se situó la política ambiental como proble- m a de la salud, en la s e c r e t a r í a respectiva, sin mayor consecuencia.

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538 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

E n 1988 se h i z o a p r o b a r e n e l C o n g r e s o l a L e y d e E q u i l i b r i o E c o l ó g i c o y d e P r o t e c c i ó n a l A m b i e n t e , p r e v i a l o c a l i z a c i ó n de los asuntos a m b i e n - tales e n u n a S u b s e c r e t a r í a d e E c o l o g í a ( n o se le l l a m ó de M e d i o A m - b i e n t e ) , e n l a S e c r e t a r í a d e D e s a r r o l l o U r b a n o y E c o l o g í a . A los p o c o s a ñ o s , e n el m a r c o de d i c h a s e c r e t a r í a de E s t a d o , se c r e ó e l I n s t i t u t o N a - c i o n a l de E c o l o g í a y se e n t r ó d e l l e n o e n e l sistema de n o r m a s y casti- gos p a r a a d m i n i s t r a r l a p o l í t i c a a m b i e n t a l , a u n q u e fuera e n f o r m a par- c i a l . E l p r i m e r d i a g n ó s t i c o a m b i e n t a l n a c i o n a l se p u b l i c ó e n 1 9 9 0 ( S e d u e , 1990); si b i e n i n c o m p l e t o , r e c o n o c í a l a g r a v e d a d d e l d e t e r i o r o a m b i e n t a l , p e r o n o o f r e c í a u n p r o g r a m a c o n c r e t o . C a b e o b s e r v a r q u e se a p r o x i m a b a n l o s p r e p a r a t i v o s p a r a l a C u m b r e d e R í o , d e m a n e r a q u e e l INE c o m p i l ó u n e s t u d i o d e s i t u a c i ó n a m b i e n t a l e n e l c u a l se i n - c l u y ó m u c h a m á s i n f o r m a c i ó n q u e se p r e s e n t a r í a e n l a C o n f e r e n c i a , bajo los auspicios de l a S e c r e t a r í a de D e s a r r o l l o S o c i a l (Sedesol, 1992).

E s t a m i s m a s e c r e t a r í a d a r í a a c o n o c e r u n i n f o r m e bastante m á s c o m - p l e t o d e s p u é s de l a C u m b r e (Sedesol, 1994) e n e l q u e se p r o f u n d i z ó e n e r a n parte de l a i n f o r m a c i ó n v se d e i ó a l a vista u n c u a d r o bastante pre- o c u p a n t e d e d e t e r i o r o a m b i e n t a l e n c u a n t o a e m i s i ó n d e d e s e c h o s c o n t a m i n a c i ó n d e l a g u a , falta d e c o n f i n a m i e n t o s y o t r o s i n d i c a d o r e s . ' E n d i c i e m b r e de 1994 se c r e ó l a S e c r e t a r í a de M e d i o A m b i e n t e , R e c u r - sos N a t u r a l e s v P e s c a Í S e m a r n a p ) i n c o r p o r a n d o e n e l l a e l INE l a C o - m i s i ó n N a c i o n a l d e l A g u a , e l Instituto de Pesca y otros o r g a n i s m o s exis- tentes. A p e n a s e n 1996 se d i o a c o n o c e r e l l l a m a d o P r o g r a m a de M e d i o A m b i e n t e 1995-2000 ( P o d e r E i e c u t i v o F e d e r a l S e m a r n a o 1996) e n e l c u a l se p r e s e n t a u n d i a g n ó s t i c o " f u n c i o n a l p a r a u n a estrategia de desa- r r o l l o sustentable" a u e i d e n t i f i c a procesos a u e " p l a n t e a n g r a n d e s líne¬

as o d i m e n s i o n e s " p o r c i e r t o bastante discutible.* N o se c o n o c e n i n g ú n e s t u d i o m i f hava i n c i d i d o en los n r o n ó s i t o s de d i c h o n r o p r a m a m í e i n c l u í a seis " l í n e a s a r g u m e n t a t i v a s p a r a u n d i a g n ó s t i c o c o m p r e n s i v o " . P o r o t r o l a d o n o se ha n n h l i r a d o s i n o hasta 1999 el e s t u d i o h i e n a l d e s i t u a c i ó n a m b i e n t a l e n M é x i c o c o r r e s p o n d i e n t e a 1995-1996

A p a r t e d e las c o n s i d e r a c i o n e s g e n e r a l e s q u e se h a n h e c h o , l a p o - l í t i c a a m b i e n t a l e n los ú l t i m o s a ñ o s se h a e n f o c a d o e n m e d i d a i m p o r - tante a l a p r o t e c c i ó n d e ciertos r e c u r s o s n a t u r a l e s e n las l l a m a d a s z o - n a p r o t e g i d a s , a l c o n o c i m i e n t o d e l a b i o d i v e r s i d a d , a u n a m e j o r a p l i c a c i ó n d e las n o r m a s a m b i e n t a l e s p a r a l a i n d u s t r i a , a a s p e c t o s c o n c r e t o s c o m o l a c o n t a m i n a c i ó n a t m o s f é r i c a e n l a Z o n a M e t r o p o l i -

6 En su momento hice un análisis de este documento, que podrá encontrarse en Urquidi (1996b).

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N T A B L E Y E L CASO D E M É X I C O 539

tana de l a C i u d a d de M é x i c o , a temas específicos en la zona de la frontera norte, a la construcción institucional, la formación de recur- sos humanos y la o b t e n c i ó n de apoyos financieros para los progra- mas. E n 1996, d e s p u é s de u n largo periodo de consultas, incluso con sectores no gubernamentales, se r e f o r m ó la ley de 1988, a d i c i o n á n d o - sele facultades no antes especificadas para las autoridades ambienta- les, bases para una mejor descentralización en su ejecución, y u n pe- q u e ñ o capítulo sobre instrumentos e c o n ó m i c o s para el cumplimiento de las normas ambientales. T a m b i é n se ha promovido mayor calidad y extensión en las investigaciones ambientales.

N o puede negarse que se ha intensificado la atención del gobier- no federal y de muchos de los gobiernos estatales, y aun de algunos municipales, a la p r o b l e m á t i c a ambiental. Sin embargo, puede afir- marse al mismo tiempo que la política ambiental en México adolece de falta de c o o r d i n a c i ó n entre secretarías de Estado y entidades para- estatales, y de capacidad de las autoridades locales para asumir sus responsabilidades. N o siendo suficientes los recursos destinados a la política ambiental, tampoco se ha asumido para la misma una priori- dad nacional adecuada. E n la carrera contra el tiempo, los avances institucionales y de d i a g n ó s t i c o pierden terreno ante la p r o g r e s i ó n del deterioro en todos los ámbitos. E n particular se ha desatendido el p r o b l e m a de la e m i s i ó n de desechos peligrosos por l a i n d u s t r i a y otras actividades e c o n ó m i c a s , aun en lo que hace a recolección de ba- sura, y se está p r o d u c i e n d o u n grave retraso en la c o n s t r u c c i ó n de confinamientos, en la instalación de servicios de reciclaje de desechos y de agua. E n materia de e n e r g í a se han iniciado algunas acciones pa¬

ra sustituir los combustibles m á s contaminantes, pero el volumen de emisiones netas de carbono hacia la atmósfera, precursoras del efecto i n v e r n a d e r o en escala g l o b a l , c o n t i n ú a a u m e n t a n d o . IVIéxico no a d o p t ó una posición claramente definida en relación con el Protoco- lo de Kioto de 1997 E n cambio fue de los Drimeros Daíses aue ratifi- caron el Protocolo de M o n t r e a l sobre la p r o d u c c i ó n y comercio de clorofluorocarburos (CFC) aunaue hav indicios de aue es t a m b i é n uno de los países en que se manifiesta contrabando de ellos. México es t a m b i é n uno de los ñocos naíses aue siguen nroduriendo r m T v uti- l i z á n d o l o L a e c o n o m í a e n e r g é t i c a no ha sido sometida a acciones prioritarias, corno tampoco se tía r e d u c i d o el desperdicio de agua dulce n i se ha reducido su c o n t a m i n a c i ó n

E l panorama que ofrece México en materia ambiental indica a to- das luces una enorme distancia entre lo que pudiera ser una política

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540 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

ambiental efectiva y la realidad. Para tomar un ejemplo importante, si bien es cierto que muchas de las grandes empresas industriales, sobre todo en los sectores de e x p o r t a c i ó n , han e m p r e n d i d o importantes programas técnicos y promocionales sobre mejoras ambientales con- cretas, lo alcanzado p o r las empresas medianas y p e q u e ñ a s ha sido bastante limitado debido en gran medida a que no existen programas de incentivos e c o n ó m i c o s y de c a p a c i t a c i ó n destinados a l o g r a r l o , que el gobierno conjuntamente con el sector empresarial pudieran d i s e ñ a r y llevar a la práctica. Existen estudios que demuestran que la p e q u e ñ a industria no practica un "comportamiento ambiental" ade- cuado, ni tiene acceso a la información necesaria n i menos a ú n a los recursos financieros que pudieran incentivarla. Por otro lado, se dan t a m b i é n ejemplos notables, en p e q u e ñ a escala, de avances en la capa- cidad de gestión ambiental, pero sin mayor consecuencia general.

E n el campo de la información y la concientización ambientales, y pese a lo que divulgan los diversos medios de c o m u n i c a c i ó n , falta mejor definición de mecanismos para que la i n f o r m a c i ó n lleve a re- sultados prácticos. E n el terreno educativo es poco lo que se ha avan- zado, como ocurre asimismo en el área de la capacitación.

De lo afirmado hasta aquí sobre las dificultades para encaminar a los países, las regiones, la comunidad global, hacia el desarrollo sus- t e n t a r e y equitativo, puede deducirse que a ú n menos se h a logrado una o r i e n t a c i ó n hacia el desarrollo sustentable en México, por m á s que la frase "desarrollo sustentable" sea empleada en forma bastante extendida aunque imprecisa. Las circunstancias por las que atraviesa la sociedad mexicana desde hace varios a ñ o s no han sido propicias para el desarrollo sustentable porque están ausentes tres grandes ele- mentos: 1) la falta de objetivos e c o n ó m i c o s y sociales en plazos media- no y largo dentro de los cuales pueda encuadrar el desarrollo susten- table; 2 ) la i n c a p a c i d a d de l a s o c i e d a d m e x i c a n a p a r a a c o m e t e r programas y acciones que eliminen las causas de la desigualdad en las condiciones sociales y corrijan los efectos m á s graves de la marginali- dad por un lado y de la c o n c e n t r a c i ó n e c o n ó m i c a por otro y 3 ) l a dificultad para generar consensos en materias que afecten intereses y resistencias diversos sin los cuales el p r o p ó s i t o del desarrollo sustenta- ble no puede alcanzar la p r i o r i d a d necesaria n i en las esferas de go- bierno n i en las de la sociedad civil.

Sería e r r ó n e o y d a ñ i n o suponer que con un poco de mejoría en la política ambiental concreta, una mejor divulgación de la problemática ambiental, la i n t r o d u c c i ó n de unos cuantos'cursos de capacitación, o

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N T A B L E Y E L C A S O DE M E X I C O 541

una aplicación más rigurosa de las normas existentes, se desbrozaría el camino para avanzar hacia un desarrollo sustentable y equitativo. Si to- do ello no va a c o m p a ñ a d o de c a m p a ñ a s sociales y políticas comprensi- vas en las que el desarrollo sustentable alcance a ser una divisa real y no una frase de fácil empleo, puede llegarse a situaciones irreversibles de deterioro ambiental y social; se llegará a umbrales peligrosos de dete- rioro interrelacionados cuya corrección p o d r á tener un gran costo eco- nómico, sin tiempo para prevenirlos con conjuntos de programas y ac- ciones interrelacionados que den nuevas dimensiones al desarrollo y al bienestar, tanto en nivel nacional como en escalas regionales.

En México, dicho llanamente, no se ha dado el primer paso para emprender un proceso de desarrollo sustentable y equitativo. E l que en otros países, en lo general, tampoco se haya avanzado, no obstante algunos casos de buenas políticas ambientales en determinadas áreas, no debe, en todo caso, llevar a la conclusión de que pueda aplazarse una estrategia de desarrollo sustentable en México, no porque existan compromisos morales como los de la Conferencia de Río de Janeiro de 1992 u otros nacidos de la convivencia internacional, sino porque con- v e n d r á a la población futura de México y a la sociedad mexicana avizo- rar un desai rollo sustentable. Los requisitos son muchos y h a b r á que reflexionar muy específicamente en la complejidad de la p r o b l e m á t i c a y las posibilidades de la sustentabilidad a largo plazo.

La d i m e n s i ó n nacional tampoco p o d r á definirse en forma aislada

•V lo que ocurra a nivel mundial, en el contexto de las tendencias de la giobalización. Sin ir demasiado lejos, p o d r í a partirse del hecho de que para M é x i c o , en el terreno del c o m e r c i o , las inversiones y la t r a n s f o r m a c i ó n t e c n o l ó g i c a , asi • orno en el financiero, la globaliza- ción se define principalmente en la asociación con Estados U n i d o s y C a n a d á por medio del Tratado de L i b r e C o m e r c i o de A m é r i c a del Norte y los convenios paralelos. Si bien el TI.CAN no llega al extremo de la U n i ó n Europea, en que lo ambiental se ha vuelto parte del pro- ceso de integración regional total y en muchos aspectos preeminente, el C o n v e n i o de C o o p e r a c i ó n A m b i e n t a l (CCA) entre los tres p a í s e s signatarios representa la obligación de asumir el objetivo del desarro- llo sustentable, aunque sólo aparezca en el p r e á m b u l o . Más allá de es- ta buena i n t e n c i ó n , estaría la conveniencia nacional de cada país, y en este caso de México, por las razones apuntadas, de hacer efectiva la aspiración del desarrollo sustentable.

Sin embargo, transcurridos casi cinco años desde la puesta en vigor del TLCAN, están todavía por precisarse los efectos del incremento del

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542 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

comercio sobre el medio ambiente, y a la inversa, los efectos de los re- quisitos ambientales sobre el comercio y la inversión. E l CCA h a promo- vido estudios sobre estas materias, pero no han recibido a t e n c i ó n prio- r i t a r i a . N o hay m á s que considerar lo que o c u r r e en la z o n a de l a frontera entre Estados Unidos y México así como en ciertos aspectos de las relaciones en la frontera entre C a n a d á y Estados Unidos. A d e m á s , ninguno de estos dos países en particular ha avanzado en forma propo¬

sitiva y eficaz hacia la dimensión compleja y múltiple del desarrollo sus- tentable, a pesar de la mayor concientización de la sociedad civil en am- bos países, de la que se tienen muestras cotidianas. Privan los grandes intereses industriales y comerciales sobre los a su vez grandes proble- mas ambientales, por ejemplo, en materia de energía basada en hidro- carburos, como fue evidente en las negociaciones previas al Protocolo de Kioto sobre cambio climático y en el contenido de los compromisos asumidos en este convenio multilateral a partir de diciembre de 1997.

En la relación comercial México-Estados Unidos no se ha pasado de hacer estudios generales, por una parte, y de iniciarse u n proceso creciente de denuncias sobre acciones empresariales que d a ñ a n el am- biente. Más que la protección del ambiente parece prevalecer el interés de proteger intereses e c o n ó m i c o s , al menos en Estados Unidos, y en menor escala en C a n a d á , que se consideran afectados o amenazados por el comercio proveniente de u n país, México, con salarios más ba- jos y c o n m e n o r capacidad para aplicar sus p o l í t i c a s ambientales.

Mientras no se salga de las generalidades en que se traten el comercio y el ambiente en grandes agregados sin entrar en el análisis de los princi- pales renglones del comercio r e c í p r o c o , tanto en sus productos aca- bados como en las cadenas de p r o d u c c i ó n y distribución, tanto upstre¬

a m como d o w n s t r e a m , con el fin de detectar los puntos precisos en que se transgreden normas ambientales, teniendo en cuenta los insumos importados, los servicios de transporte, los empaques y l a distribu- ción, no se h a b r á avanzado en el conocimiento de la relación comer- cio/ambiente.7 U n análisis de este tipo requeriría por lo menos escoger unos veinte renglones importantes del intercambio de m e r c a n c í a s y sus servicios conexos, no para limitarse a denunciar los d a ñ o s sino pa- ra proponer soluciones que puedan llevarse a la práctica en plazos ra- zonables, con la c o o p e r a c i ó n que puedan brindar el CCA y otros me- dios o mecanismos. Algunos aspectos de la apertura generada por el

7 Me remito a un trabajo sobre este tema publicado por El Colegio de la Frontera Norte (Urquidi, 1997).

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DIMENSIONES D E L D E S A R R O L L O S U S T E N T A B L E Y E L C A S O D E M E X I C O 543

TLCAN m e r e c e r í a n u n examen pormenorizado de las consecuencias sociales del nuevo comercio, por ejemplo, en materia de importacio- nes de m a í z norteamericano a M é x i c o .8

Si en asuntos ambientales el avance ha sido lento, es evidente que en c u e s t i ó n de desarrollo sustentable lo será a ú n m á s , ya que n i si- quiera existe un estudio comparable de carácter general sobre las po- líticas y perspectivas del desarrollo sustentable de C a n a d á , Estados U n i d o s y M é x i c o . Llevarlo a cabo sería un p e l d a ñ o necesario para abrir en todas sus dimensiones la interrelación sustentable del comer- cio, las inversiones y la i n n o v a c i ó n tecnológica entre los tres signata- rios del T L C A N . Independientemente de que México efectuara su pro- pio estudio de prospectiva de la sustentabilidad, no debiera sustraerse a las posibilidades de que se h i c i e r a en un marco de c o o p e r a c i ó n , porque a la larga será de interés y utilidad para la i n t e r p r e t a c i ó n a fu- turo de l a sociedad mexicana en el marco de la globalización.

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8 No se ha dado a conocer aún al público un trabajo emprendido por la OCA sobre esta materia.

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544 ESTUDIOS D E M O G R A F I C O S Y URBANOS

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Referencias

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