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Dinámicas política y social d e l a urbanización p o p u l a r e n N u e v o L a r e d o ( 1 9 9 0 - 1 9 9 5 ) *

José Antonio Trujeque Díaz**

Este trabajo revisa hs factores que intervinieron en la expansión de colonias irregulares en la ciudad de Nuevo Laredo. L a hipótesis central radica en que la urbanización po- pular en Nuevo Laredo ha pasado por tres etapas. La primera caracterizada por las res- puestas autoritarias que los gobiernos estatal y municipal dieron a una colonia promo- vida por el opositor PARM. L a segunda por la autonomía que tuvieron los ejidatarios para vender parte de sus terrenos. La tercera se define por el papel desempeñado por la

especulación o adquisición de más de un predio como móvil en la aparición de las coló- 4

nias irregulares más recientes. %

E n l a c i u d a d d e N u e v o L a r e d o h a n a p a r e c i d o , d u r a n t e l o s últimos seis años, c a t o r c e c o l o n i a s i r r e g u l a r e s q u e r e p r e s e n t a n , a p r o x i m a d a - m e n t e , 8 5 % d e l área u r b a n a q u e se expandió e n d i c h o p e r i o d o . Este a c o n t e c i m i e n t o es e x c e p c i o n a l e n e l d e s a r r o l l o u r b a n o d e l a c i u d a d , p u e s e n los años a n t e r i o r e s n o había o c u r r i d o u n a " o l e a d a " semejan- te e n l a formación d e c o l o n i a s p o p u l a r e s . ' A l o l a r g o d e este trabajo d e s c r i b i r e m o s los factores q u e , desde n u e s t r o p u n t o d e vista, p o s i b i l i - t a r o n ese c r e c i m i e n t o i n t e n s o y r e p e n t i n o : déficit d e v i v i e n d a p o p u - lar, disposición de s u e l o ejidal y l a p e r m i s i v i d a d d e los niveles locales y estatales d e g o b i e r n o frente a las o c u p a c i o n e s ilegales.

N o s d e t e n d r e m o s c o n m a y o r detalle e n l o referente a l t e r c e r o d e los factores señalados, e n l a m e d i d a e n q u e l a intervención d e actores políticos fue d e t e r m i n a n t e p a r a darle sus perfiles cuantitativo y c u a l i - tativos a l a aparición d e las c o l o n i a s irregulares.

* Este artículo forma parte del proyecto "Marginalidad urbana en la frontera noreste 1990-1996: estudio comparativo entre las ciudades de Nuevo Laredo y Matamoros, Tamps." Los materiales que soportan el escrito son datos censales, artículos, notas perio- dísticas, observación de campo, 47 entrevistas hechas a vecinos, líderes de colonias irregu- lares, dirigentes partidistas, funcionarios del gobierno municipal y delegados de Corett y Sipobladur en el municipio de Nuevo Laredo, así como 15 entrevistas a profundidad con posesionarios de las cuatro colonias irregulares más recientes: Francisco Villa, Voluntad y Trabajo III, Voluntad y Trabajo IV, y Lázaro Cárdenas. Cabe puntualizar que las entrevis- tas y la investigación de campo se llevaron a cabo en los meses de marzo a agosto de 1996.

** Investigador de El Colegio de la Frontera Norte, Dirección Regional Nuevo La- redo.

1 Para 1990, en Nuevo Laredo había 3 000 lotes irregulares. Ahora bien, desde ese año, sólo Corett ha regularizado 3 935 y se encuentran pendientes otros 9 800 lotes (Corett, 1996).

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522 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

L a t e n e n c i a i l e g a l d e l suelo, e n c u a n t o característica esencial d e los asentamientos irregulares, posee rasgos normativos q u e , a l ser ges- t i o n a d o s y ejecutados p o r instancias g u b e r n a m e n t a l e s , p e r m i t e e l i n - v o l u c r a m i e n t o d e actores políticos. P o r esta razón, d a m o s u n b r e v e p a n o r a m a de los rasgos p r i n c i p a l e s d e l a i l e g a l i d a d e n l a t e n e n c i a d e l suelo, pues s u comprensión es c r u c i a l p a r a a n a l i z a r u n a i m p o r t a n t e m o d a l i d a d d e l d e s a r r o l l o u r b a n o : l a urbanización p o p u l a r .

L a tenencia irregular del suelo urbano

E n México, l a e x i s t e n c i a d e l a p r o p i e d a d ejidal h a sido u n e l e m e n t o d e t e r m i n a n t e e n l a problemática u r b a n a d e l país. H a s t a antes d e l a r e f o r m a a l Artículo 27 d e l a Constitución G e n e r a l d e l a República

( r e f o r m a q u e tuvo l u g a r e n n o v i e m b r e d e 1991) l a p r o p i e d a d e j i d a l tenía tres características i m p o r t a n t e s : e r a intransferible, inajenable e i n e m b a r g a b l e ; es decir,, n o podía ser sujeto d e o p e r a c i o n e s d e c o m - praventa, h i p o t e c a o e m b a r g o . A m e n o s q u e m e d i a r a u n largo p r o c e - so d e expropiación, e n e l q u e los e x p e d i e n t e s p a s a b a n d e l a d e l e g a - ción l o c a l de l a Secretaría de l a R e f o r m a A g r a r i a a l a c o m p e t e n c i a d e l g o b e r n a d o r d e l a e n t i d a d , p a r a de ahí r e c o m e n d a r e l asunto a l presi- dente de l a república, q u i e n finalmente e r a l a única instancia c o n c a - p a c i d a d p a r a l e g a l i z a r e l traslado d e l a p r o p i e d a d h a c i a l o s n u e v o s propietarios. Esta serie d e p r o c e d i m i e n t o s manifiesta e l carácter tute- lar q u e l a legislación agraria otorgó a l Estado. R e c o r d e m o s q u e e l o r i - g e n d e l E s t a d o m e x i c a n o contemporáneo se e n c u e n t r a e n e l m o v i - m i e n t o r e v o l u c i o n a r i o de 1910, cuya vertiente social más i m p o r t a n t e fue e l a g r a r i s m o , es d e c i r , e l m o v i m i e n t o político, s o c i a l y a r m a d o q u e demandó l a restitución d e l a tierra a los " p u e b l o s " o c o m u n i d a - des rurales, p o r l o q u e e n e l texto c o n s t i t u c i o n a l se buscó u n a fórmu- l a p a r a evitar los despojos d e tierra. D e aquí q u e u n a d e las bases d e legitimación social d e l Estado p o s r e v o l u c i o n a r i o r a d i c a e n e l tutelaje sobre los campesinos y, e n p a r t i c u l a r , sobre l a p r o p i e d a d ejidal.

A h o r a b i e n , u n a característica d e l d e s a r r o l l o u r b a n o m e x i c a n o es q u e las áreas u r b a n a s se h a n e x p a n d i d o sobre las a m p l i a s z o n a s d e p r o p i e d a d ejidal q u e las r o d e a n , de suerte q u e , p o r l a vía de los p r o - c e d i m i e n t o s d e expropiación d e l suelo ejidal, e l Estado se h a conver- t i d o e n u n actor f u n d a m e n t a l d e l d e s a r r o l l o u r b a n o e n México. L o s conflictos de p r o p i e d a d q u e se presentan c u a n d o los ejidatarios ven- d e n sus terrenos sin c u m p l i r c o n los p r o c e d i m i e n t o s d e expropiación

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D I N Á M I C A P O L Í T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 523

o r i g i n a n l a actividad d e o r g a n i s m o s g u b e r n a m e n t a l e s c o m o l a C o m i - sión p a r a l a Regularización d e l a T e n e n c i a de l a T i e r r a ( C o r e t t ) ,2 ins- t a n c i a d e l g o b i e r n o f e d e r a l e n c a r g a d a d e l e g a l i z a r l a posesión d e q u i e n e s a d q u i r i e r o n s u e l o e j i d a l . U n a e x p e r i e n c i a g e n e r a l i z a d a a l o largo de varios años p o r t o d o e l país (Schteingart, 1991: 19) consiste e n q u e l a C o r e t t d a p r e f e r e n c i a a los c o l o n o s afiliados a l p a r t i d o ofi- cial, de suerte q u e l a i r r e g u l a r i d a d d e l a t e n e n c i a d e l suelo es u n m e - c a n i s m o d e c o n t r o l político y d e creación de clientelas electorales.

L a p r o p i e d a d ejidal d e l suelo y l a expansión de las áreas urbanas e n su interior es u n asunto n o sólo de carácter técnico (es decir, r e d u c i d o a l a m e r a regularización de l a tenencia) sino también político, pues las re- laciones entre e l partido oficial (PRI) y l a b u r o c r a c i a de los tres niveles de gobierno (en nuestro caso particular, Corett) son tan estrechas, q u e esta última c o n f r e c u e n c i a actúa e n función de los intereses políticos d e l a dirigencia priista l o c a l ( D u h a u , 1991: 28). L a formación de colonias po- pulares e n México es, p o r las razones q u e se h a n expuesto, u n a m o d a l i - d a d d e l desarrollo u r b a n o q u e tiene tres características fundamentales:

a) E n g e n e r a l , los ejidatarios n o c u m p l e n c o n l a n o r m a t i v i d a d es- t a b l e c i d a respecto a los r e q u e r i m i e n t o s q u e d e b e n poseer los nuevos asentamientos h u m a n o s .3 P o r eso s o n m u y bajos los p r e c i o s d e venta de los lotes, y de ahí también q u e los p r i n c i p a l e s c o m p r a d o r e s d e sue- l o ejidal sean g r u p o s p o p u l a r e s , q u e n o podrían a d q u i r i r s u e l o p r o - p i o e n los m e r c a d o s formales d e v i v i e n d a , d a d o s los p r e c i o s q u e pre- valecen e n ellos.

b) Se trata de u n a m o d a l i d a d d e urbanización altamente politiza- d a , ya q u e hay u n a institución g u b e r n a m e n t a l (Corett) q u e , c o l o c a d a p o r e n c i m a de los agentes sociales, es l a q u e o t o r g a l e g a l i d a d a l a po- sesión, y l o h a c e c o n c r i t e r i o s d e t i p o político y, e n p a r t i c u l a r , p a r a d a r l e c o b e r t u r a a los intereses de l a b u r o c r a c i a p r i i s t a l o c a l . D e ahí

2 Corett es un organismo dependiente del gobierno federal con representación en estados y municipios por medio de delegaciones locales; se encarga de expropiar los te- rrenos vendidos por los ejidatarios, venta en sí misma ilegal ya que contravenía a la Ley Federal de la Reforma Agraria. Corett además paga una indemnización a los ejidatarios (y en casos frecuentes a los dirigentes del ejido, los llamados comisariados ejidales), y des- pués vende el suelo a los nuevos propietarios, bajo la modalidad de pagos en plazos.

3 Si bien hay una importante variación en las legislaciones estatales que regulan los requisitos que deben cubrir las zonas habitacionales, en general se señala la exten- sión que deben tener los lotes, el ancho mínimo de las calles, el tamaño de las zonas de equipamiento (las "áreas verdes") y que deben contar con por lo menos tres servicios funcionando, agua potable, drenaje y electricidad. Esta legislación se encuentra en las leyes estatales de asentamientos humanos.

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524 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

q u e l a regularización t o m e l a f o r m a d e u n a concesión estatal a l o s sectores p o p u l a r e s u r b a n o s , a c a m b i o d e su lealtad política.

c) E l carácter político q u e t o m a l a formación d e colonias p o p u l a - res d e s b o r d a las a c c i o n e s p l a n i f i c a d o r a s y r a c i o n a l i z a d o r a s d e l c r e c i - m i e n t o u r b a n o , l o q u e desde l u e g o tiene i m p a c t o s d e c o r t o y m e d i a - n o p l a z o s e n l o s r e c u r s o s d e l o s g o b i e r n o s m u n i c i p a l e s , p u e s se e n f r e n t a n d e m a n d a s n o p r o g r a m a d a s y hechas además p o r g r u p o s l i - gados, p o r m e d i o d e l PRI, a l p r o p i o g o b i e r n o m u n i c i p a l .

Urbanización popular en Nuevo Laredo (1990-1996)

E l s e n t i d o común n o s indicaría q u e e n u n a c i u d a d fronteriza, c o m o N u e v o L a r e d o , l a inmigración desde otras e n t i d a d e s de la república explicaría l a aparición d e las catorce c o l o n i a s i r r e g u l a r e s q u e hay e n l a c i u d a d , y q u e se f o r m a r o n e n e l breve lapso d e 1990 a 1995. P e r o n o es ésta l a situación e n N u e v o L a r e d o . E n p r i m e r l u g a r , l a c i u d a d e x p e r i m e n t a u n c i c l o d e e s t a n c a m i e n t o demográfico p o r l o m e n o s desde hace veinte años q u e l a hace m u y atípica e n comparación c o n otras c i u d a d e s de l a f r o n t e r a n o r t e m e x i c a n a (véase el c u a d r o 1>.

C U A D R O 1

Porcentaje de crecimiento de residentes en los municipios mostrados entre 1980 y 1990

Municipio Porcentaje Tijuana 64.2 Nogales 59.6 Ensenada 51.6 Ciudadjuárez 42.7 Piedras Negras 24.2 Nuevo Laredo 8.6 Municipios fronterizos 33.8

Estados fronterizos 25.5

Nacional 23.1 Fuente: Guillén López (1995: 35).

Las cifras p a r a 1990 q u e c o r r e s p o n d e n a l a inmigración r e c i e n t e (personas q u e l l e g a r o n a l a c i u d a d e n 1985) s o n también m u y bajas:

7 . 3 5 % d e l total d e l a población, frente a 9 1 . 3 4 % q u e y a vivía ahí. S i c o n s i d e r a m o s e l pequeño número d e personas q u e se i n s t a l a r o n e n

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D I N À M I C A P O L I T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 525 la c i u d a d a p a r t i r de 1985 y e l bajo c r e c i m i e n t o demográfico de N u e - vo L a r e d o (8.6% e n e l d e c e n i o 1980-1990), p o d e m o s establecer q u e la inmigración n o es l a causa f u n d a m e n t a l e n l a aparición tan rápida de las c o l o n i a s irregulares. P o r consiguiente tenemos q u e suscribir l a hipótesis de q u e l a migración i n t r a u r b a n a h a sido e l factor p r e d o m i - nante e n l a aparición de las catorce c o l o n i a s irregulares.

A h o r a b i e n , ¿entonces qué elementos m o t i v a r o n este r e a c o m o d o demográfico e n e l i n t e r i o r de l a ciudad? P a r t i m o s d e l h e c h o evidente de que l a ocupación ilegal d e l suelo es, p a r a ciertas franjas sociales, l a alternativa más asequible p a r a convertirse e n propietarios privados de s u e l o y vivienda. Esto i m p l i c a demostrar tres cuestiones ligadas entre sí:

1 ) Q u e ía oferta de vivienda p o p u l a r n o satisface l a d e m a n d a p o - tencial.

2) Q u e existe disposición de suelo ejidal e n términos de su exten- sión, d e l p r e c i o c o n el q u e se ofrece y de l a iniciativa de los ejidatarios p a r a v e n d e r l o e n el m e n o r t i e m p o posible.

5) Q u e las a u t o r i d a d e s encargadas de gestionar e l d e s a r r o l l o u r - b a n o t o l e r a n e l i n c u m p l i m i e n t o de las n o r m a s q u e legalizan l a trans- ferencia de l a p r o p i e d a d ejidal h a c i a l a p r o p i e d a d privada.

E l tamaño de la población d e m a n d a n t e de v i v i e n d a como f a c t o r causal E n N u e v o L a r e d o , u n o de los tres factores p r i n c i p a l e s que e x p l i c a n el m o v i m i e n t o i n t r a u r b a n o h a c i a las periferias i r r e g u l a r e s reside e n l a escasa construcción de v i v i e n d a p o p u l a r p o r parte d e l g o b i e r n o . D e 1989 a 1992, los o r g a n i s m o s públicos c o n s t r u y e r o n 2 631 v i v i e n d a s4 (Sedue, 1990-1991; Sedesol, 1992-1993), las cuales c u b r i e r o n a 12 103 personas, si se c o n s i d e r a c o r r e c t o e l p r o m e d i o de 4.6 habitantes p o r vivienda q u e registró e l censo de 1990. E s a c o b e r t u r a desde luego fue i n s u f i c i e n t e p a r a c u b r i r l a demanda potencial agregada^ p o r suelo p r o -

4 La cifra anotada corresponde al número de viviendas terminadas, así como a las viviendas adquiridas a terceros (Sedue, 1989-1990; Sedesol, 1991-1992).

5 El término "demanda potencial agregada de vivienda" se refiere al número total de personas que alquilan vivienda, es decir, que no cuentan con vivienda propia. Este concepto no toma en cuenta las diferencias socioeconómicas entre las personas que al- quilan casas o departamentos (nivel de ingresos, condiciones de construcción de las vi- viendas). La dificultad radica en que no contamos con indicadores precisos del nivel de vida de las personas que están alquilando viviendas, y que de esta forma nos sirvan para desagregar las características de la demanda por techo propio.

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526 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

pió q u e r e p r e s e n t a b a n ( e n 1990) las 50 5 9 4 personas q u e a l q u i l a b a n viviendas (INEGI, 1991; c u a d r o s 2 y 3 ) . Esto n o s i g n i f i c a q u e todas l a s personas q u e a r r e n d a b a n v i v i e n d a hayan t e n i d o l a intención d e c o n - vertirse e n p r o p i e t a r i o s privados d e suelo, p e r o l a cifra sí nos ayuda a c o n o c e r e l número potencial de quienes buscarían poseer su casa. T o - m a d a esta salvedad, p o d e m o s a r g u m e n t a r q u e si e n c u a t r o años se c u - brió 2 3 . 9 2 % d e l a d e m a n d a agregada p o r t e c h o p r o p i o , tendrían q u e t r a n s c u r r i r otros 13 años p a r a q u e tal d e m a n d a fuese c u b i e r t a p o r l o s o r g a n i s m o s públicos q u e ofertan vivienda.

C U A D R O 2

Propiedad de las viviendas habitadas en 1990

Total Propia % Rentada % Otra % N . e . % Viviendas 45 241 29187 64.5 11684 25.8 4129 9.1 241

Ocupantes 210 095 139 224 66.3 50594 24.1 19 263 9.2 1014 0.5

Casa 37908 26 526 70.0 7663 20.2 3 529 9.3 190 0.5

Ocupantes 178 344 126914 71.2 33 991 19.1 16 634 9.3 805 0.5 Departamen-

tos 6 250 2 022 32.4 3 732 59.7 470 7.5 25 0.4

Ocupantes 26 786 9 381 35.0 15 314 57.2 1982 7.4 109 0.4 Viviendas

móviles 44 20 45.5 4 9.1 16 36.4 4 9.1

Ocupantes 216 99 45.8 19 8.8 82 38.0 16 7.4

Viviendas no

especificadas i 1039 619 59.6 285 27.4 114 11.0 21 2.0 Ocupantes 4 749 2 830 59.6 1270 26.7 565 11.9 84 1.8

Fuente: Elaboración propia a partir de datos del INEGI (1991).

C U A D R O 3

Ocupantes por vivienda 1990

Ocupantes por vivienda 4.6 Ocupantes por casa 4.7 Ocupantes por departamento 4.3

Fuente: Elaboración propia a partir de datos procedentes del INEGI (1991).

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D I N Á M I C A P O L Í T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 527

E n apoyo d e l a r g u m e n t o anterior, u n a encuesta levantada d u r a n t e 1992 e n d o s c o l o n i a s i r r e g u l a r e s ( N u e v a E r a y V o l u n t a d y T r a b a j o ) mostró q u e 8 4 % de los encuestados vivía e n N u e v o L a r e d o c o n antigüe- dad de c i n c o años y q u e 9 6 . 4 % alquilaba u n a vivienda (Alarcón, 1992).

Por nuestra parte, e n las entrevistas a p r o f u n d i d a d q u e realizamos c o n 15 p e r s o n a s , l o s e n t r e v i s t a d o s n o s señalaron u n a situación i m p o r - tante: t o d o s ellos a l q u i l a b a n viviendas q u e c o n t a b a n c o n a g u a p o t a - ble, drenaje, e l e c t r i c i d a d , y s i n e m b a r g o p r e f i r i e r o n trasladarse a las c o l o n i a s i r r e g u l a r e s p u e s t o q u e e l l o les r e p r e s e n t a l a p o s i b i l i d a d d e poseer s u p r o p i a casa, a u n q u e ésta n o d i s p u s i e r a d e los servicios seña- lados.

Disposición de suelo ejidal: f a c t o r territorial asociado a la aparición de colonias ilegales

E l h e c h o f u n d a m e n t a l q u e define a l a urbanización p o p u l a r es, c o m o se dijo más a r r i b a , l a ocupación i l e g a l d e l suelo. E n e l m u n i c i p i o d e N u e v o L a r e d o hay catorce ejidos ( c o n u n padrón d e apenas 600 eji- datarios) q u e c i r c u n d a n e l área u r b a n a , a u n q u e e n tres d e ellos se han f o r m a d o las nuevas c o l o n i a s p o p u l a r e s . E n e l ejido L a Sandía -si- tuado a l p o n i e n t e d e l a c i u d a d - 247.50 hectáreas h a n sido invadidas o b i e n puestas a l a v e n t a p a r a s u lotificación. E n este e j i d o es d o n d e a p a r e c e n o n c e d e las catorce c o l o n i a s irregulares. E n e l ejido Francis- c o V i l l a , también e n e l p o n i e n t e , 6 5 hectáreas h a n pasado a f o r m a r parte d e l área u r b a n a n e o l a r e d e n s e a p a r t i r de 1990. O t r a situación es l a q u e p r i v a e n e l ejido L a C o n c o r d i a , p u e s sobre u n a porción d e 33.84 hectáreas de s u t e r r i t o r i o se formó u n a sola c o l o n i a . L a localiza- ción e n e l p o n i e n t e d e l g r u e s o d e las c o l o n i a s i r r e g u l a r e s h a y q u e a t r i b u i r l a a las diferencias e n los p r e c i o s d e l suelo.

M i e n t r a s e n l a porción s u r d e l a c i u d a d e l p r e c i o c o m e r c i a l p o r m e t r o c u a d r a d o es d e a p r o x i m a d a m e n t e 2 0 0 pesos, e n e l p o n i e n t e es de apenas 6 0 pesos, l o c u a l se e x p l i c a p o r q u e e n e l sur de l a c i u d a d se e n c u e n t r a e l p r i n c i p a l c o r r e d o r c o m e r c i a l y turístico (articulado p o r la c a r r e t e r a P a n a m e r i c a n a e n su t r a m o N u e v o L a r e d o a M o n t e r r e y ) , m i e n t r a s e l p o n i e n t e , a l r e d e d o r d e l a c a r r e t e r a a P i e d r a s N e g r a s , se ha e s p e c i a l i z a d o c o m o sector h a b i t a c i o n a l p o p u l a r , i n c l u s o antes d e 1990 (véase e l m a p a 1).

Estas d i f e r e n c i a s e n l a localización también t i e n e n i m p a c t o s so- b r e los costos d e l e q u i p a m i e n t o u r b a n o , p u e s e n e l s u r e x i s t e n redes

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D I N Á M I C A P O L Í T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 529 de agua p o t a b l e y drenaje, así c o m o infraestructura ya c o n s o l i d a d a de energía eléctrica, l o q u e n o es e l caso d e l p o n i e n t e , e n d o n d e p o c o a p o c o (y h a s t a agregaríamos q u e p e n o s a m e n t e , p o r l a escasez de re- cursos d e l g o b i e r n o local) se h a n c o n s t r u i d o esas redes.

O t r o e l e m e n t o q u e i n t e r v i n o e n l a e m e r g e n c i a d e l o s a s e n t a - m i e n t o s ilegales fue l a disposición d e los ejidatarios d e enajenar sus t e r r e n o s . E n este s e n t i d o s o n m u y i l u s t r a t i v a s las p a l a b r a s d e J u a n M e n d o z a R o b l e s , e x d i r i g e n t e d e l a L i g a M u n i c i p a l C a m p e s i n a :

Son contados los ejidatarios que trabajan la tierra. L a mayoría tienen [sic] sus terrenos ociosos y están esperando que surja u n buen compra- dor [...] para muchos ejidatarios el vender sus terrenos se ha convertido en la principal prioridad y por eso ya no los trabajan [...] Es triste decir- lo, pero al menos en Nuevo Laredo ya no existe unidad entre los ejidata- rios y la mayoría de las parcelas están ociosas. Los que trabajan la tierra son contados {Opción, 1996: 25).

Así pues, l a e x i s t e n c i a d e terrenos ejidales q u e c i r c u n d a n e l área u r b a n a , l o s p r e c i o s bajos c o n los q u e s o n ofertados y l a i n i c i a t i v a d e los ejidatarios de v e n d e r y lotificar, i n d i c a n q u e territorialmente h u b o alta d i s p o n i b l i d a d d e s u e l o p a r a l a aparición y c r e c i m i e n t o de c o l o - nias i r r e g u l a r e s . P e r o fue necesario e l c o n c u r s o de factores políticos p a r a q u e tal d i s p o n i b i l i d a d se c o n v i r t i e r a e n h e c h o s c o n s u m a d o s . D e este t e m a n o s o c u p a m o s a continuación.

T o l e r a n c i a y p e r m i s i v i d a d g u b e r n a m e n t a l : factores políticos en la urbanización p o p u l a r

E n g e n e r a l hay tres e l e m e n to s q u e p o l i t i z a n los procesos de u r b a n i z a - ción p o p u l a r . E n p r i m e r término, e l carácter tutelar de l a legislación agraria h a sido e n l a práctica u n a p u e r t a de e n t r a d a p a r a q u e e l Esta- d o i n t e r v e n g a e n estos procesos d e urbanización, pues e l tutelaje se t r a n s f o r m a e n u n a a c t i t u d p e r m i s i v a h a c i a los ejidatarios q u e , trans- g r e d i e n d o l a ley, v e n d e n y lotifican sus p r o p i e d a d e s . E n s e g u n d o tér- m i n o , todos los ejidatarios p e r t e n e c e n a l sector c a m p e s i n o d e l Parti- d o R e v o l u c i o n a r i o I n s t i t u c i o n a l , m e d i a n t e su afiliación a las Ligas de C o m u n i d a d e s A g r a r i a s . L a i m p o r t a n c i a política d e los ejidatarios au- m e n t a p o r e l h e c h o de q u e , e n l a m e d i d a q u e los terrenos de p r o p i e - dad ejidal r o d e a n las áreas u r b a n a s , s o n actores c o n los q u e es nece- sario n e g o c i a r e l d e s a r r o l l o u r b a n o . Y e n tercer lugar, los líderes q u e

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530 ESTUDIOS DEMOGRÁFICOS Y URBANOS

p r o m u e v e n o q u e se benefician de l a fundación de colonias p o p u l a r e s h a n buscado c o b e r t u r a política p o r m e d i o d e su afiliación a l PRI.

L a conjunción d e estos tres e l e m e n t o s se c o n c r e t a e n l a i n o p e - r a n c i a práctica d e los p r o c e d i m i e n t o s y métodos d e l a planeación te- r r i t o r i a l e n c u a n t o i n s t r u m e n t o p a r a c o n d u c i r e l d e s a r r o l l o u r b a n o . D a d o q u e l a exposición d e t a l l a d a d e estos e l e m e n t o s n o s c o n d u c e a e x a m i n a r e l c o n t e x t o político l o c a l , d e d i c a m o s e l siguiente a p a r t a d o a l análisis d e l a dinámica política q u e d i o c o m o r e s u l t a d o e l i n t e n s o p o b l a m i e n t o d e zonas ejidales e n esta c i u d a d .

Dinámica política de la urbanización popular

E n e l caso de l a c i u d a d de N u e v o L a r e d o , l a fuerte oleada de l a u r b a n i - zación p o p u l a r e n los últimos c i n c o años tiene c o m o causa i n m e d i a t a el i n t e n t o d e l g o b i e r n o m u n i c i p a l d e aislar t e r r i t o r i a l y políticamente u n a c o l o n i a f u n d a d a p o r e l o p o s i t o r P a r t i d o Auténtico d e l a R e v o l u - ción M e x i c a n a . S i u b i c a m o s este h e c h o e n u n a visión más general, p o - d e m o s sugerir q u e las políticas de l a clase gobernante local se caracteri- z a r o n p o r e l intento de aislar o a n i q u i l a r a los adversarios políticos y, e n c o n t r a p a r t e , fortalecer a l p a r t i d o oficial m e d i a n t e e l p r o p i o fortaleci- m i e n t o de los mecanismos clientelares y corporativos p a r a asegurarse l a l e a l t a d política d e los c o l o n o s . Esta táctica política p a r a r e s p o n d e r a u n a c o y u n t u r a local, fue e l elemento q u e posibilitó l a rápida expansión de las colonias irregulares. E n otros términos, hay q u e atribuir e l surgi- m i e n t o d e l c i c l o reciente d e l a urbanización p o p u l a r a l a u t o r i t a r i s m o excluyente q u e mostró e l g o b i e r n o local e n aquella c o y u n t u r a .

O t r a situación q u e nos h a l l a m a d o l a atención es q u e inclusive e n las c o l o n i a s organizadas p o r partidos d e oposición se r e p r o d u c e n las prácticas d e consolidación d e clientelas electorales cautivas m e d i a n t e l a e n t r e g a d e lotes irregulares y l a p o s t e r i o r introducción d e e q u i p a - m i e n t o y servicios. ¿Cómo e x p l i c a r este h e c h o ? N u e v o L a r e d o es u n a c i u d a d e n l a q u e n o h a n existido experiencias sociales tales c o m o las d e l M o v i m i e n t o U r b a n o P o p u l a r (MUP), q u e sí h a h a b i d o e n o t r a s c i u d a d e s d e l país. E n ellas, los destacamentos d e c o l o n o s d e l MUP se m a n t i e n e n apartados d e cuestiones electorales, tratan además d e n o i n m i s c u i r s e c o n partidos políticos, r e i v i n d i c a n l a autonomía d e las o r - ganizaciones frente a l Estado, y se p r o p o n e n ser u n espacio d e a p r e n - dizaje político p a r a sus m i e m b r o s , pues se p r e t e n d e i n v o l u c r a r l o s e n n e g o c i a c i o n e s , e n talleres d e educación política, además d e q u e se

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D I N Á M I C A P O L I T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 531

busca fortalecer l a presencia d e las mujeres e n las instancias q u e t o m a n las decisiones (Bennet, 1993: 74-79). A falta de experiencias sociales de este tipo e n N u e v o L a r e d o , l a formación de colonias p o p u l a r e s y l a or- ganización d e los c o l o n o s h a n pasado p o r canales clientelares ligados a los p a r t i d o s políticos, d e m a n e r a q u e los procesos d e urbanización p o p u l a r se h a n i n s c r i t o e n las coyunturas y conflictos partidistas l o c a - les. E n s u m a , n o h a y e n t r e l o s actores políticos d e N u e v o L a r e d o l o q u e podríamos d e n o m i n a r "vocación s o c i a l " , s i n o más b i e n u n a "vo- cación c l i e n t e l a r - p a r t i d i s t a " q u e los a n i m a a p r o m o v e r l a formación de c o l o n i a s p o p u l a r e s .6

E l contexto político de la urbanización p o p u l a r

H a s t a p r i n c i p i o s d e l a presente década, e l escenario político l o c a l es- tuvo d o m i n a d o p o r e l líder cetemista P e d r o Pérez Ibarra. Este h e c h o se e n t i e n d e si se c o n s i d e r a q u e e l s i n d i c a l i s m o cetemista se constituyó e n e l p r i n c i p a l núcleo d e p o d e r e n N u e v o L a r e d o . L a base d e l p o d e r cetemista se fundamentó e n d o s elementos: l a industrialización p r o - m o v i d a d u r a n t e e l régimen d e M i g u e l Alemán (1946-1952) y e l apoyo d e l g o b e r n a d o r t a m a u l i p e c o p a r a q u e e n 1949 u n d i r i g e n t e d e l a CTM o c u p a r a l a p r e s i d e n c i a m u n i c i p a l . Desde entonces, e l c e t e m i s m o n e o - laredense amplió sus esferas d e p o d e r a p a r t i r de los puestos d e l a a d - ministración pública l o c a l , y n o de l a representación s i n d i c a l p r o p i a - m e n t e d i c h a . G r a c i a s a l c o n t r o l d e l e j e c u t i v o l o c a l , l o s c e t e m i s t a s f o r m a r o n nuevas a g r u p a c i o n e s sindicales (en e l sector servicios, taxis, restaurantes, hoteles, centros de diversión, etcétera).

Si b i e n e l d o m i n i o de l a CTM pasó p o r ciertas coyunturas q u e l o e n - f r e n t a r o n c o n sectores de l a sociedad neolaredense (en 1973 y 1975), l a expansión de las m a q u i l a s y e l número c r e c i e n t e d e trabajadores sindicalizados g a r a n t i z a b a n e l p o d e r político e i n f l u e n c i a económica d e l c e t e m i s m o l o c a l . E l liderazgo de Pérez I b a r r a e r a e l típico d e l cor- p o r a t i v i s m o s i n d i c a l , basado e n e l c o n t r o l de l a base o b r e r a , negocia- ción d e c o n d i c i o n e s de trabajo funcionales p a r a las necesidades d e las empresas y concesión de favores - i n c l u s o puestos e n l a administración

6 Vale la pena señalar que en Nuevo Laredo (y en las ciudades fronterizas tamauli- pecas) los partidos políticos opositores basan su éxito electoral en la presencia y presti- gio personal de los candidatos, y no en un trabajo consistente para construir bases so- ciales (Quintero, 1994: 4-17).

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532 E S T U D I O S D E M O G R Á F I C O S Y U R B A N O S

m u n i c i p a l - a q u i e n e s le m o s t r a b a n l e a l t a d p e r s o n a l . E n 1992, Pérez I b a r r a promovió u n a protesta c o n t r a algunas d i s p o s i c i o n e s d e l a S e - cretaría de H a c i e n d a q u e se reflejaron e n l a p r e p o t e n c i a de l a policía fiscal y e n las d i f i c u l t a d e s p a r a q u e los h a b i t a n t e s d e N u e v o L a r e d o pasaran mercancía p r o c e d e n t e d e Estados U n i d o s .

Este m o v i m i e n t o de protesta, q u e contó c o n e l apoyo de varios sec- tores d e l a población neolaredense, enfrentó a Pérez I b a r r a c o n e l go- b i e r n o federal, y ello resultó e n u n a persecución j u d i c i a l que l o obligó a exiliarse e n e l país vecino; c o n este h e c h o , terminó e l largo p e r i o d o e n q u e Pérez Ibarra hegemonizó l a política local e n N u e v o L a r e d o . S u e x i l i o físico acarreó u n a recomposición de las coaliciones entre los g r u - pos priístas, proceso e n e l q u e e l sector " c i u d a d a n o " ( a g r u p a d o e n l a CNOP) adquirió mayor presencia política, si b i e n las agrupaciones obre- ras aún gozan de i n f l u e n c i a e n e l PRI local ( Q u i n t e r o , 1992: 23-25).

O t r a c o y u n t u r a i m p o r t a n t e e n esta c i u d a d f r o n t e r i z a se d i o c o n las elecciones federales d e 1988. E n ese año, c o m o se sabe, tuvo l u g a r l a coalición d e partidos t r a d i c i o n a l m e n t e cercanos a l PRI, q u e se u n i f i - c a r o n e n t o r n o a l a c a n d i d a t u r a d e Cuauhtémoc Cárdenas. E l PARM, c o n p r e s e n c i a i m p o r t a n t e e n e l n o r t e d e T a m a u l i p a s , fue u n o d e los q u e n o sólo a p o y a r o n a Cárdenas, s i n o también se b e n e f i c i a r o n d e ese h e c h o a l g a n a r varias d i p u t a c i o n e s federales.7 E n los niveles l o c a - les, h u b o u n desarreglo entre e l p a r t i d o oficial y los d e oposición " n e - g o c i a d a " (PPS, PARM y PFCRN) q u e a n t e r i o r m e n t e solían establecer acuer- d o s p a r a o c u p a r regidurías o, e n o c a s i o n e s , l a m i s m a p r e s i d e n c i a m u n i c i p a l . D e ahí q u e ante l a a m e n a z a cardenista y los rencores cau- sados p o r l a defección d e a q u e l l o s tres p a r t i d o s q u e - h a s t a antes d e 1 9 8 8 - se habían beneficiado de s u cercanía c o n e l PRI y e l sistema p o - lítico e n su c o n j u n t o , las fuerzas d e l priísmo c e r r a r o n filas p a r a defen- d e r s u posición d e p r i v i l e g i o e n los m u n i c i p i o s , estados y cámaras d e representación n a c i o n a l (Loaeza, 1993). L a c o y u n t u r a de 1988 tuvo c o m o secuelas e l fuerte p r e s i d e n c i a l i s m o q u e ejerció Salinas d e G o r - tari y e l cierre de filas priístas e n los ámbitos federal, estatal y m u n i c i - p a l , e l e m e n t o s q u e r e v e r d e c i e r o n e l t r o n c o a u t o r i t a r i o d e l régimen

7 En las elecciones federales de 1988 en Tamaulipas, el PRI obtuvo 59.33% de los sufragios (279 041), mientras el FDN captó 141 793 (30.15%). Dice Arturo Alvarado Mendoza sobre este hecho: "En este contexto, los resultados locales sí reflejaron la pre- sencia de cambios ligados al FDN en 1988, y en conflicto con el PRI estatal" (Alvarado, 1992: 47). En Nuevo Laredo, Salinas obtuvo 59.66% de los votos y Cárdenas, por medio del PARM, 20.85%, hecho también sin precedente en la ciudad para un candidato presi- dencial opositor.

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DINAMICA POLITICA Y SOCIAL DE LA URBANIZACIÓN POPULAR 533 político m e x i c a n o ( M e y e r , 1 9 9 3 ) . D e esta m a n e r a , p o c o a p o c o l o s p a r t i d o s q u e a p o y a r o n a Cárdenas (sobre t o d o e l PFCRN y e l PARM) se a c e r c a r o n n u e v a m e n t e a l g o b i e r n o , b u s c a n d o cultivar relaciones per- sonales c o n e l p r o p i o Salinas y los h o m b r e s fuertes d e s u gabinete.

P r i m e r a f a s e de la urbanización p o p u l a r : el a i s l a m i e n t o del a d v e r s a r i o E n este c o n t e x t o tuvo l u g a r , e n N u e v o L a r e d o , l a aparición d e l a co- l o n i a N u e v a E r a e n m a r z o d e 1990. L a r u t a e n l a formación d e esta

c o l o n i a es ilustrativa p o r las respuestas a m b i g u a s (entre l a a p e r t u r a y 1 la exclusión políticas, e n t r e l a concertación y e l a n i q u i l a m i e n t o d e l

adversario) q u e los tres niveles de g o b i e r n o d i e r o n a d i c h a c o l o n i a y a sus d i r i g e n t e s p a r m i s t a s . U n g r u p o d e c o l o n o s cuyas s o l i c i t u d e s d e suelo habían s i d o a p r o b a d a s p o r e l S i p o b l a d u r8 tenían n e g o c i a d a l a adquisición de u n p r e d i o e n e l ejido L a Sandía, c o n los ejidatarios, e l g o b i e r n o m u n i c i p a l y e l p r o p i o S i p o b l a d u r . A n t e las dilaciones y e l r u - m o r de q u e ese t e r r e n o sería c e d i d o a u n o s empresarios e s t a d u n i d e n - ses, los c o l o n o s d e c i d i e r o n t o m a r posesión d e l p r e d i o , p e r o antes bus- c a r o n apoyo entre partidos políticos.

T o d o s se n e g a r o n a p a t r o c i n a r l a invasión e x c e p t o e l PARM. L a i d e a de los parmistas fue, desde e l p r i n c i p i o , f u n d a r u n a c o l o n i a aisla- da d e los aparentes vicios y p r o b l e m a s q u e prevalecían e n e l resto de la c i u d a d , así q u e entre los acuerdos q u e tuvieron c o n los líderes de los c o l o n o s estuvo e l q u e ellos, los parmistas, se encargarían d e h a c e r e l trazo u r b a n o de l a c o l o n i a y p r o p o n e r l a n o r m a t i v i d a d q u e r e g u l a r a las r e l a c i o n e s e n t r e los c o l o n o s (véase e l m a p a 2 ) . C o n estos acuer- dos, 40 familias (que e n las semanas siguientes c r e c i e r o n hasta 2 000) l l e v a r o n a c a b o l a invasión d e l t e r r e n o p r o m e t i d o p o r S i p o b l a d u r , he- c h o q u e e n u n p r i n c i p i o desconcertó a las fuerzas priístas locales y a t o d a l a s o c i e d a d neolaredense.

8 El Sistema para la Integración de la Población al Desarrollo Urbano (Sipobla- dur), es un organismo del gobierno del estado de Tamaulipas que tiene dos funciones básicas: la de apoyar la escrituración de predios -siempre y cuando no caiga en la juris- dicción de Corett- y la de recibir solicitudes para adquisición de vivienda, las cuales ca- naliza al Instituto Tamaulipeco de Vivienda Urbana (Itavu) que es, por su parte, la ins- titución representante del Fondo Nacional para la Habitación Popular. La finalidad de las dos instituciones es ofrecer créditos para la adquisición de suelo y vivienda, y para el mejoramiento de casas habitación, siempre y cuando los demandantes sean grupos or- ganizados que no tengan otras propiedades y cuyos ingresos familiares sean menores a dos veces el salario mínimo.

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534 ESTUDIOS DEMOGRÁFICOS Y URBANOS

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DINÁMICA POLÍTICA Y SOCIAL DE LA URBANIZACIÓN POPULAR 535 Desde luego, l a p r i m e r a respuesta d e l g o b i e r n o l o c a l fue i n t e n t a r el desalojo, p e r o a l a sazón, y c o m o m e d i d a p r e c a u t o r i a , los diputados federales parmistas se entrevistaron e n l a c i u d a d d e México c o n Salinas de G o r t a r i . E l saldo d e l a visita fue favorable p a r a los colonos de l a N u e - va Era, pues o b t u v i e r o n e l c o m p r o m i s o d e q u e n o serían desalojados y la p r o m e s a de q u e sus d e m a n d a s p a r a l a regularización y l a i n t r o d u c - ción d e servicios públicos se resolverían e n e l c o r t o plazo (ELNV-EI Diario de Nuevo Laredo-, 26 y 30 d e marzo d e 1990). D u r a n t e los primeros c i n - c o meses h u b o u n a respuesta positiva p a r a l a regularización, pero, e n

c a m b i o , l a introducción d e servicios se tornó l e n t a y c o n varias trabas. , Hay q u e r e c o r d a r q u e C o r e t t ( i n s t a n c i a e n c a r g a d a d e l a r e g u l a r i z a - Í ción) es u n o r g a n i s m o f e d e r a l y p o r l o tanto e r a q u i e n conducía d i -

r e c t a m e n t e e l c o m p r o m i s o p e r s o n a l d e Salinas h a c i a los parmistas y los c o l o n o s ; s i n e m b a r g o , los g o b i e r n o s estatal y, f u n d a m e n t a l m e n t e , el m u n i c i p a l s o n los e n c a r g a d o s d e i n t r o d u c i r los servicios básicos, y fue aquí d o n d e p r o n t o se i n i c i a r o n las confrontaciones.

L o s p r i m e r o s actos hostiles h a c i a los c o l o n o s de l a N u e v a E r a p r o - v i n i e r o n d e los cetemistas: varios o b r e r o s q u e p a r t i c i p a r o n e n l a o c u - pación d e l a c o l o n i a f u e r o n d e s p e d i d o s bajo e l p r e t e x t o d e q u e n o cumplían s u h o r a r i o d e trabajo y d e q u e se m e z c l a r o n e n c o n f l i c t o s políticos ( E L N V , 23 d e marzo de 1990). Mientras tanto, colonos cercanos al PRi trataron de realizar actos divisionistas e n l a c o l o n i a , objetando las decisiones tomadas p o r los líderes, l o que acompañaron de u n a campa- ña entre los v e c i n o s p a r a hacerles ver e l p e l i g r o q u e r e p r e s e n t a b a su cercanía a l PARM. O t r a muestra de h o s t i l i d a d f u e r o n los c o n t i n u o s ama- gos de desalojo p o r parte de l a fuerza pública, l o c u a l motivó q u e los d i p u t a d o s federales d e l PARM r e a l i z a r a n más visitas a l e n t o n c e s p r e s i - dente Salinas. Desde luego, esta serie de hechos muestra dos caras d e l autoritarismo d e l régimen m e x i c a n o : los sectores priistas y e l g o b i e r n o m u n i c i p a l c e r r a r o n filas p a r a hostilizar y l i q u i d a r a l m o v i m i e n t o de po- sesionarios, mientras q u e , p o r o t r o lado, e r a e l c o m p r o m i s o p e r s o n a l de Salinas e l q u e permitía e l avance rápido e n l a regularización. Res- puestas institucionales y d e n t r o de m a r c o s de concertación c o m o C o - p l a d e m o las audiencias d e l c a b i l d o n o f u e r o n consideradas.9

9 El Comité de Planeación y Desarrollo Municipal (Copladem) es una instancia en- cargada de consensar planes para el desarrollo urbano local, y tiene capacidad ejecutiva.

Las audiencias del cabildo tienen entre sus objetivos brindar respuestas concertadas cuando se presentan conflictos entre sectores de la sociedad local. En Nuevo Laredo, el Copladem ha sido inoperante desde su creación en 1984, lo que habla del poco interés

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536 ESTUDIOS DEMOGRAFICOS Y URBANOS

L a respuesta más nítida de los gobiernos d e l estado y d e l m u n i c i p i o tuvo lugar e l 7 de agosto de 1990, apenas c i n c o meses después de l a o c u - pación de l a c o l o n i a N u e v a Era. Ese día, a las 4 de l a mañana, cerca d e 200 personas t o m a r o n posesión de 60 hectáreas d e l ejido L a Sandía, e n terrenos adyacentes a l a N u e v a E r a . L o s dirigentes d e los posesionarios e r a n n i más n i menos q u e personajes expulsados de esa c o l o n i a parmista (ELNV, 8 d e agosto d e 1990). A l p r i n c i p i o se pensó q u e se trataba de los parmistas q u e b u s c a b a n e x t e n d e r s u área d e i n f l u e n c i a , p e r o t o d o se aclaró tres días después, c u a n d o llegaron repartidores de agua, c o n ór- denes d e l p r o p i o presidente m u n i c i p a l de entregar e l líquido a los inva- sores (ELNV, 11 de agosto d e 1990) . L o s ejidatarios d e L a Sandía de i n m e - diato i n i c i a r o n las denuncias ante e l M i n i s t e r i o Público p o r e l delito d e despojo c o n violencia y a c u d i e r o n ante l a representación de l a P r o c u r a - duría A g r a r i a p a r a q u e les apoyara e n e l desalojo d e los 200 invasores.

L o s líderes d e n o m i n a r o n a l n u e v o a s e n t a m i e n t o c o n e l n o m b r e del e n t o n c e s p r e s i d e n t e m u n i c i p a l ( A r t u r o Cortés V i l l a d a ) , q u i e n e n los p r i m e r o s días negó h a b e r p a t r o c i n a d o l a invasión e i n c l u s o m e n - cionó ante los regidores y los m e d i o s informativos locales q u e p r o n t o autorizaría e l desalojo (ELNV, 8 d e agosto de 1990).

Sin e m b a r g o , u n a semana después d e l a invasión, e l 14 d e agosto, p o r fin quedó claro q u e l a formación d e l a c o l o n i a V o l u n t a d y Trabajo I (o A r t u r o Cortés Villada) fue u n a acción política c o o r d i n a d a entre los g o b i e r n o s estatal y m u n i c i p a l . P e d r o Silva Rodríguez, d i r e c t o r general de G o b i e r n o d e l estado d e T a m a u l i p a s anunció q u e e l S i p o b l a d u r se encargaría d e regularizar l a posesión, n o de 200 familias, sino de 1 500, h e c h o q u e propició l a protesta de los ejidatarios (ELNV, 15 de agosto d e 1990). Más aún, días después l a delegada e n N u e v o L a r e d o d e l Sipobla- dur anunció q u e se procedería a l a escrituración d e 2 000 lotes e n l a c o l o n i a V o l u n t a d y Trabajo I, s i g u i e n d o las instrucciones d e l d i r e c t o r g e n e r a l d e G o b i e r n o d e l estado, e l d i r e c t o r estatal d e l S i p o b l a d u r y el d i r e c t o r d e A s u n t o s A g r a r i o s d e l a Secretaría G e n e r a l de G o b i e r n o del estado de T a m a u l i p a s (ELNV, 20 de agosto de 1990).

E n t o d a esta serie tan rápida de acontecimientos hay q u e hacer n o - tar dos situaciones m u y relevantes p a r a e l posterior desarrollo de l a ur- banización p o p u l a r e n N u e v o L a r e d o . E n p r i m e r lugar, l a ausencia d e l o r g a n i s m o federal encargado de l a regularización (Corett) y l a invasión del S i p o b l a d u r sobre la jurisdicción de ese organismo, pues C o r e t t es l a

del gobierno local para promover un desarrollo urbano políticamente negociado y ejecutado con los procedimientos de la planeación urbana y territorial.

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D I N Á M I C A P O L I T I C A Y S O C I A L D E L A U R B A N I Z A C I Ó N P O P U L A R 537

única institución q u e p u e d e encargarse d e l traslado d e l a p r o p i e d a d ejidal a l a p r o p i e d a d privada. ¿Qué significado tiene q u e e l S i p o b l a d u r h u b i e r a i n t e r v e n i d o e n u n c a m p o d e la jurisdicción federal y cuál es e l sentido d e l a pasividad q u e tuvo Corett? Desde nuestro p u n t o de vista, Salinas permitió a los políticos estatales y m u n i c i p a l e s p r o c e d e r a l a contención y h o s t i g a m i e n t o d e l a c o l o n i a parmista, s i e m p r e y c u a n d o e l g o b i e r n o federal d i e r a l a impresión d e n e u t r a l i d a d e n e l c o n f l i c t o , pues ya existían c o m p r o m i s o s d e Salinas c o n los diputados d e l PARM.

M i e n t r a s tanto, e n l a c o l o n i a N u e v a E r a se realizó e l r e g l a m e n t o i n t e r n o q u e prohibía l a v e n t a d e a l c o h o l y d a b a a l a m e s a d i r e c t i v a ( f o r m a d a p o r parmistas y líderes d e los c o l o n o s ) l a c a p a c i d a d p a r a i n - t e r v e n i r e n q u e r e l l a s e n t r e l o s v e c i n o s . Se desarrolló así u n e x p e r i - m e n t o a m e d i o c a m i n o entre l a autogestión - c o m o e l q u e se h a verifi- c a d o e n e l s e n o d e l MUP e n otras c i u d a d e s ( B r a c h o , 1 9 9 3 : 9 4 ) - y e l t r a d i c i o n a l liderazgo clientelar, pues los c o l o n o s n o d e j a r o n de estar s u b s u m i d o s e n las directrices y ritmos de organización q u e les i m p o - nían los dirigentes d e l PARM, y e n p a r t i c u l a r u n o d e ellos, e l e n t o n c e s d i p u t a d o federal Jesús González Bastién. P o r ello, los parmistas n o lo- g r a r o n c o n s o l i d a r o r g a n i z a c i o n e s sólidas de base, n i u n a política co- h e r e n t e p a r a l a c o l o n i a , ya q u e estuvieron fluctuando entre l a n e g o - ciación d i r e c t a c o n Salinas y l a confrontación c o n e l g o b i e r n o l o c a l .

D o s situaciones m i n a r o n p o c o a p o c o l a p r e s e n c i a de los d i r i g e n - tes parmistas e n l a c o l o n i a . L a p r i m e r a tiene q u e ver c o n e l P r o g r a m a N a c i o n a l de S o l i d a r i d a d , e l c u a l fue e l vehículo m e d i a n t e e l q u e se lo- g r a r o n rápidos avances e n l a c o l o n i a V o l u n t a d y Trabajo I ( V y T l ) . Es- ta acción d e P r o n a s o l permitió e l c r e c i m i e n t o de r u m o r e s e i n c o n f o r - m i d a d e s p o r l a dinámica d e m o v i l i z a c i o n e s c o n s t a n t e s e n l a N u e v a E r a y q u e c o n d u j e r o n a m u y p o c o s a v a n c e s c o n c r e t o s : p a r a 1 9 9 3 mientras e n l a V y T l casi todos los lotes tenían energía eléctrica (ade- más de q u e estaban trazadas las redes de agua potable y drenaje), só- lo 7 5 % e n l a N u e v a E r a tenía e l e c t r i c i d a d y ningún otro servicio.

L a s e g u n d a situación consiste e n e l h o s t i g a m i e n t o constante h a - c i a los dirigentes d e l a N u e v a E r a , q u e culminó c o n l a o r d e n de apre- hensión c o n t r a e l líder p r i n c i p a l , ex d i p u t a d o Jesús González Bastién, bajo e l cargo de abigeato.1 0 L o ridículo de l a imputación p e n a l n o fue

1 0 E n el extremo oriente de la colonia Nueva Era se encontraba una pequeña fin- ca que se disputaban el ejidatario y los dirigentes de esa colonia. González Bastién ama- gó ocupar la finca por la fuerza y, tras una breve escaramuza, él y los colonos se retira- r o n ; sin embargo h u b o colonos que en la confusión se a p o d e r a r o n de animales y

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538 ESTUDIOS DEMOGRÁFICOS Y URBANOS

obstáculo p a r a q u e la j u s t i c i a l o c a l tratara d e d e t e n e r a González Bas- tién, q u i e n tuvo q u e exiliarse e n Estados U n i d o s hasta q u e , dos años más tarde y a b j u r a n d o d e s u m i l i t a n c i a p a r m i s t a , se incorporó a l PRI;

p o r supuesto, l a o r d e n d e aprehensión quedó a r c h i v a d a i n d e f i n i d a - m e n t e .

C o n l a persecución d e Bastién se cerró e l p r i m e r c i c l o e n l a c o l o - n i a N u e v a E r a , p u e s a p a r t i r d e ahí e l d e c l i v e p a r m i s t a f u e r á p i d o , mientras los activistas d e l PRI g a n a b a n cada vez más terreno, a m p a r a d o s p o r las obras realizadas m e d i a n t e e l P r o n a s o l . E n l a a c t u a l i d a d , e n l a c o l o n i a N u e v a E r a se e x p e n d e a l c o h o l , c o m o e n e l resto de l a c i u d a d , ya n o se revisan los autos p a r a confiscar a r m a s d e f u e g o , c o m o e n e l resto d e l a c i u d a d , y hay u n s e g u i m i e n t o más c e r c a n o a las d e m a n d a s de los colonos, c o m o e n e l resto de las zonas de l a c i u d a d controladas o representadas p o r e l PRI.

S e g u n d a fase de la urbanización p o p u l a r : m a n o s libres p a r a los ejidatarios L o s ejidatarios s o n u n actor c e n t r a l e n e l d e s a r r o l l o u r b a n o m e x i c a - no. S o b r e terrenos d e su p r o p i e d a d se h a n e x p a n d i d o las áreas u r b a - nas. G e n e r a l m e n t e a los ejidatarios se les o f r e c e n d o s c o m p e n s a c i o - nes: l a p e r m u t a (o c a m b i o ) p o r otros terrenos, y u n a indemnización m o n e t a r i a . E n N u e v o L a r e d o d u r a n t e las gestiones m u n i c i p a l e s d e A r t u r o Cortés V i l l a d a y H o r a c i o G a r z a ( 1 9 9 0 a 1992 y 1993 a 1 9 9 5 , r e s p e c t i v a m e n t e ) , l a compensación o f r e c i d a a los ejidatarios fue d e o t r a naturaleza: e l p e r m i s o de c o m e r c i a r lotes.

Ya se v i o q u e Cortés V i l l a d a (y e l p r o p i o g o b i e r n o d e l estado) n o t u v i e r o n restricción p a r a v i o l a r l a ley a l p e r m i t i r l a invasión d e l ejido L a Sandía, l o q u e m u e s t r a e l tipo de respuesta de u n régimen a u t o r i - tario h a c i a u n p r o b l e m a s o c i a l y político: contestar a u n a i r r e g u l a r i - dad jurídica c o n o t r a i r r e g u l a r i d a d tendiente a l i q u i d a r a l adversario.

E n los últimos años d e l g o b i e r n o de Cortés h u b o amagos de invasión en o t r o s p u n t o s d e l a z o n a p o n i e n t e d e l m u n i c i p i o , e n los q u e des- pués de p r o c e d e r a l desalojo, e l S i p o b l a d u r medió l a ilegal v e n t a de lotes entre los c o l o n o s y los ejidatarios: d e n u e v a c u e n t a , t e n e m o s l a paradoja d e q u e l a institución e n c a r g a d a d e " i n t e g r a r " a l a población

algunos objetos. La denuncia se hizo contra González Bastién bajo el cargo de haber robado los animales, lo que motivó su salida abrupta del movimiento y el principio del fin de la hegemonía parmista en la Nueva Era.

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DINÁMICA POLITICA Y SOCIAL DE LA URBANIZACIÓN POPULAR 539 a l d e s a r r o l l o u r b a n o p o r l a vía d e l a ley, n o sólo permitió, s i n o facilitó y legalizó l a i r r e g u l a r i d a d .

Esta serie d e eventos durante 1990-1991 (formación y consolidación de las c o l o n i a s N u e v a E r a y V o l u n t a d y Trabajo I) abrió l a c o m p u e r t a p a r a q u e i n i c i a r a , d e f o r m a masiva, l a búsqueda d e suelo y v i v i e n d a p r o p i o s , c o n e l p r e c e d e n t e de las facilidades e n l a regularización e i n - troducción d e servicios, y e l visto b u e n o d e los p o d e r e s locales y esta- tales (sobre t o d o e n l a priista V y T l ) .

S i n e m b a r g o , e l p e r f i l masivo q u e tomó l a urbanización p o p u l a r n o habría sido posible sin l a actuación de los ejidatarios. D a d o q u e e l p r o p i o g o b i e r n o m u n i c i p a l había p r o m o v i d o l a invasión d e sus terre- nos, los compensó permitiéndoles v e n d e r más t i e r r a ejidal s i n q u e a n - tes se c u m p l i e r a c o n las r e g u l a c i o n e s referentes a l traslado d e l ejido h a c i a l a p r o p i e d a d p r i v a d a .

Esta política d e "dejar h a c e r " a los ejidatarios, evidente desde fi- nales d e 1991, contó e n u n p r i n c i p i o c o n l a p a n t a l l a legal d e l S i p o b l a - d u r , pues este o r g a n i s m o r e c a b a b a l a documentación d e los solicitan- tes de suelo y l a pasaba a los ejidatarios, q u i e n e s fijaban l a extensión de los lotes, sus precios y los plazos p a r a liquidarlos. P e r o esta política d e

"dejar h a c e r " n o sólo fomentó que los ejidatarios ganaran espacios de a u - tonomía, sino también los líderes de colonos. Bajo estas c o o r d e n a d a s se f o r m a r o n o c h o c o l o n i a s irregulares e n e l a s o m b r o s o (para N u e v o L a r e d o ) lapso de tres años.

Este p r o c e s o d e s o r d e n a d o de urbanización p o p u l a r fortaleció los espacios d e acción n o sólo d e los ejidatarios y de los líderes de c o l o - nos, sino también d e l a organización priista d e d i c a d a a gestionar d e - m a n d a s u r b a n o - p o p u l a r e s . E n efecto, p o r m e d i o de l a Asociación d e C o l o n i a s P o p u l a r e s , A . C . ( A c o p o ) , e l PRI h a l o g r a d o c o n s o l i d a r rela- c i o n e s d e t i p o c l i e n t e l a r c o n c o l o n o s d e las z o n a s i r r e g u l a r e s y d e otras c o l o n i a s l e g a l m e n t e establecidas. P e r o e n las c o l o n i a s i r r e g u l a - res, l a A c o p o tiene u n a p r e s e n c i a más consistente m e r c e d a q u e ges- t i o n a las i m p o r t a n t e s d e m a n d a s p o r l a introducción d e servicios pú- b l i c o s . L a f o r m a e n q u e esta organización a s e g u r a s u p r e s e n c i a es m e d i a n t e l a formación de mesas directivas p o r c o l o n i a , cuyos d i r i g e n - tes (la c o n s a b i d a fórmula t r a d i c i o n a l y p a t r i m o n i a l i s t a consistente e n u n presidente, secretario, tesorero y vocales)1 1 s o n afiliados a l PRI m e - d i a n t e s u membresía a l a A c o p o . D u r a n t e e l s e x e n i o d e S a l i n a s , l a

1 1 Decimos fórmula patrimonialista por el hecho de que las decisiones, informa- ción y tareas sustantivas recaen en el presidente de la colonia, que de esta forma desa-

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540 ESTUDIOS DEMOGRAFICOS Y URBANOS

A c o p o promovió l a inscripción de estas mesas directivas e n los o r g a - n i g r a m a s d e l P r o g r a m a N a c i o n a l d e S o l i d a r i d a d , d e cuyas a c c i o n e s e n N u e v o L a r e d o esta organización fue l a p r i n c i p a l beneficiaría.

L a táctica aislacionista de l a p r i m e r a fase de l a urbanización p o p u - lar tuvo éxito a l d e s t r u i r l a hegemonía p a r m i s t a e n l a c o l o n i a N u e v a E r a . E l éxito político también p u e d e m e d i r s e c o n e l f o r t a l e c i m i e n t o y expansión d e los m e c a n i s m o s clientelares d e l PRI h a c i a las colonias q u e se f o r m a r o n e n los años subsecuentes. E l reverso de este éxito político reside e n los i m p a c t o s q u e h a n dejado las colonias irregulares p a r a l a c i u d a d e n s u c o n j u n t o , pues l a introducción de infraestructura y e q u i - p a m i e n t o r e p r e s e n t a p a r a e l g o b i e r n o l o c a l gastos y erogaciones q u e , h e c h o s a l ritmo d e los Últimos c i n c o años, podrán c u b r i r las d e m a n d a s e n esas colonias hasta los siguientes 12 o 13 años.1 2

L a s c o n s i d e r a c i o n e s a n t e r i o r e s i l u s t r a n q u e l a r a c i o n a l i d a d e c o - nómica y u r b a n a n o formó parte d e las respuestas q u e e l g o b i e r n o l o - cal d i o a l a fundación de l a o p o s i t o r a c o l o n i a N u e v a E r a . Se optó p o r p a g a r l a d e u d a política c o n los ejidatarios -permitiéndoles v e n d e r p o r c i o n e s d e s u e l o e j i d a l - a costa d e l a v i a b i l i d a d d e l a u r b e e n s u c o n j u n t o : recursos económicos q u e podrían haberse c a n a l i z a d o a l a promoción de fuentes productivas y d e e m p l e o (necesidad estratégi- ca d e N u e v o L a r e d o , vistos s u rezago u r b a n o y s u e s t a n c a m i e n t o d e - mográfico) a h o r a están c o m p r o m e t i d o s e n l a urbanización d e las casi 536 hectáreas q u e c o m p o n e n a las colonias irregulares.

Podría argumentarse q u e e l pacto político d e l g o b i e r n o l o c a l c o n los ejidatarios, c o n e l fin de q u e éstos p r o c e d i e r a n a l a venta y lotifica- ción de sus p r o p i e d a d e s , benefició a los sectores marginales de N u e - vo L a r e d o , pues fue l a única f o r m a e n q u e p u d i e r o n satisfacer su n e - cesidad de suelo. S i n restarle i m p o r t a n c i a a este a r g u m e n t o , nuestras i n d a g a c i o n e s a p u n t a n a l a suposición de q u e l a urbanización p o p u l a r e n N u e v o L a r e d o se e n c u e n t r a e n u n a tercera etapa d e f i n i d a p o r u n móvil social distinto d e l d e las dos anteriores.

rrolla un liderazgo personal, proclive a favorecer a sus seguidores más leales, y reacios a cuestionamientos de las bases.

1 2 Cálculo hecho por el director de Obras Públicas municipales, ingeniero Raúl Hernández Roux, según lo expuso en entrevista con el autor de este trabajo.

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DINÁMICA POLÍTICA Y SOCIAL DE LA URBANIZACIÓN POPULAR 541 Tercera f a s e : hacia la especulación del suelo

Esta fase c o m i e n z a a desarrollarse h a c i a m e d i a d o s d e 1994 y sus ras- gos típicos a p a r e c e n m e j o r p e r f i l a d o s e n las c o l o n i a s más recientes:

F r a n c i s c o V i l l a , p o r c i o n e s d e l a V o l u n t a d y T r a b a j o II y III y, e n m e - n o r p r o p o r c i ó n , e n las c o l o n i a s D a n i e l H e r n á n d e z Zizáiz, V i c e n t e M e n d o z a y Lázaro Cárdenas (véase e l c u a d r o 4).

E n esos asentamientos, los c o l o n o s h a n c o m p r a d o dos o más pre- dios a p r o v e c h a n d o e l d e s c o n t r o l i m p e r a n t e e n las ventas q u e realizan líderes y ejidatarios.1 3 C a b e señalar q u e S i p o b l a d u r y, e n g e n e r a l , los organismos g u b e r n a m e n t a l e s q u e se d e d i c a n a l a construcción y asig- nación d e vivienda p o p u l a r tienen l a política de c o m p r o b a r q u e los so- licitantes n o posean otra p r o p i e d a d i n m u e b l e . E n e l caso d e las p r i m e - ras c o l o n i a s i r r e g u l a r e s (las q u e a p a r e c i e r o n d e 1990 a 1992) p u d o sostenerse e l seguimiento de estos requisitos, sobre t o d o p o r l a inter- vención m e d i a d o r a de S i p o b l a d u r e n las operaciones de compraventa.

P e r o a m e d i d a q u e los ejidatarios l o g r a r o n mayores márgenes de autonomía, y c o n l a salida d e S i p o b l a d u r d e los procesos d e c o m p r a - venta, fue haciéndose común q u e los líderes de niveles inferiores (los jefes de m a n z a n a ) y los colonos, a d q u i r i e r a n más de u n p r e d i o . Estas prácticas especulativas s o n favorecidas p o r e l h e c h o d e q u e , p a r a i n - t r o d u c i r l a energía eléctrica, l a Comisión F e d e r a l de E l e c t r i c i d a d soli- cita a los c o l o n o s cantidades de d i n e r o q u e , d a d o su m o n t o , p u e d e n c u b r i r s e m e j o r m i e n t r a s más o c u p a n t e s haya e n e l a s e n t a m i e n t o .1 4 A n t e esta situación los líderes h a n o p t a d o p o r ofrecer los terrenos a c u a l q u i e r f a m i l i a , s i n c o m p r o b a r si ésta p o s e e o t r o b i e n i n m u e b l e . P o r supuesto q u e a los ejidatarios n o les p e r j u d i c a q u e los c o m p r a d o - res tengan o t r a p r o p i e d a d ; sólo les interesa v e n d e r e l suelo l o más rá- p i d a m e n t e posible.

E n n u e s t r a observación de c a m p o p u d i m o s n o t a r q u e e n las colo- nias más recientes hay u n p r o m e d i o de 20 a 5 0 % de lotes q u e n o es- tán o c u p a d o s . L o s jefes de m a n z a n a (personas q u e llevan e l censo de

1 3 Entrevista a jefes de manzana en las colonias Voluntad y Trabajo II y III, Fran- cisco Villa y Unidad Nacional.

1 4 Existe la política de que los costos por la introducción de servicios públicos se repartan entre el gobierno federal -mediante las partidas pactadas, generalmente, por el Convenio Único de Desarrollo-, el estatal, el municipal, y los colonos. Por ejemplo, para la introducción de la electricidad se pide a estos últimos que aporten 25% del cos- to global. Desde luego, mientras más colonos haya, menor es la cantidad que cada fa- milia tiene que dar.

Referencias

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