Ação coletiva

Top PDF Ação coletiva:

Metas da ação coletiva e vontade de atuar e maneira coletiva na produção da consciência política de agricultores acampados do MST   BrasilMetas de la acción colectiva y voluntad de actuar de manera colectiva en la producción de la consciencia política de

Metas da ação coletiva e vontade de atuar e maneira coletiva na produção da consciência política de agricultores acampados do MST BrasilMetas de la acción colectiva y voluntad de actuar de manera colectiva en la producción de la consciencia política de agricultores acampados del MST BrasilGoals of collective action and will to acting collectively in the production of political awareness on encamped farmers of MST Brazil

Todavia, um dado que nos chama a atenção quando analisamos tanto as entrevistas quanto as notas do diá- rio, é a ausência de outras metas coletivas além da ob- tenção de um lote de terra para viver com mais dignida- de. Não aparecem como metas do grupo possibilidades como o trabalho coletivo na terra conquistada, a criação de uma cooperativa ou mesmo de uma associação. No horizonte do coletivo só está posta a questão 'terra'. Quando lançamos aos entrevistados perguntas sobre o modo com que pretendem administrar essa terra, eles apontam para o trabalho familiar. Mas quando pergun- tamos se o trabalho coletivo não seria uma alternativa melhor, apenas Paraguai, Rosane, Marcos e Barroso se colocam favoráveis. Quando falam de seu futuro na te- rra já vislumbram o trabalho coletivo como parte desse futuro. Os demais entrevistados, 18, vem no trabalho coletivo uma fraqueza, porque reconhecem nele um de- ver da família particular e uma oportunidade para que quem gosta menos de trabalhar trabalhe menos oneran- do a caga a ser assumida pelos demais. No caso deste texto aqui compõe a mostra 6 entrevistas que concor- dam com essa visão geral. Nesse sentido, o trabalho familiar, uma forma de trabalho coletivo, assume um sentido individual, pois a ideia de coletivo está associa- da ao grupo de acampados/assentados como um todo e ultrapassa os limites da família e do privado. Trabalho coletivo no MST é sinônimo de ação coletiva e pública, porque ultrapassaria os interesses de indivíduos parti- culares e família, nesse caso funcionaria quase como se fosse um indivíduo. Em todo caso, trabalho familiar poderia expressar uma dimensão muito simplificada do que seja trabalho coletivo na perspectiva do MST apreendida por esses sujeitos que assim se posicionam.

13 Lee mas

A PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE ORGANIZAÇÃO DOCENTE: AÇÃO COLETIVA E RELAÇÕES DE GÊNERO

A PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE ORGANIZAÇÃO DOCENTE: AÇÃO COLETIVA E RELAÇÕES DE GÊNERO

Nesse sentido, a bibliografia aqui comentada merece observações semelhantes às ressaltadas por Cardoso (1984) e Gohn (1997) ao analisa- rem o otimismo e o pouco distanciamento entre trabalho acadêmico e envolvimento coletivo dos primeiros estudos sobre movimentos sociais. Na maior parte dos trabalhos examinados nessa linha temática, a história da organização docente entre o final dos anos 70 e durante a década de 1980 resgata, no plano da atuação concreta, a ascensão dessa forma de ação coletiva e a euforia advinda da ênfase na participação na esfera do trabalho e fora dela. Trata-se de uma literatura que apostou no crescimento e na força desse tipo de organização, mostrou-se engajada e pouco dissociou o estudo analítico da própria militância ou do comprometi- mento com as entidades docentes, elevando a organização da categoria ao patamar de uma das forças portadoras de transformação social. Essa foi uma postura muito freqüente nas análises produzidas naquela conjun- tura, talvez porque os primeiros trabalhos tivessem sido elaborados no calor do crescimento das mobilizações, quando as dificuldades da ação não se faziam evidentes. Mas, com o distanciamento permitido pelo tempo, já é possível, a partir dos anos 90, perceber que a leitura engajada é correta, mas fragmenta a análise da organização docente, mostrando apenas uma de suas faces: a força e o poder do engajamento coletivo.

31 Lee mas

Ação coletiva, oportunidade política e identidade docente nos jogos de poder: Um ensaio a partir dos movimentos docentes brasileiro e português

Ação coletiva, oportunidade política e identidade docente nos jogos de poder: Um ensaio a partir dos movimentos docentes brasileiro e português

mento com os poderes constituídos em relação à sua esfera de atuação. Mobilizam, também, variadas formas de ação coletiva, tendo em vista o seu estado de organiza- ção e os recursos disponíveis assim como as suas metas. Nessa linha, as associações assumem papéis multidimensionais e, muitas vezes, ambíguos, pois, ao mesmo tem- po, opõem-se e participam, prestam serviços e defendem ideias, substituem o setor público em crise e exercem contrapoderes, constituindo-se em lugar de emergência e de conservação das sociabilidades e, ao mesmo tempo, acionando mecanismos de disputa de poderes e de busca de novas legitimações. Ao aplicar estas observações ao nosso estudo, passamos a perceber as ações coletivas e as associações docentes como resultado, mas, também, como fatores atuantes na conformação das identida- des dos professores, bem como na regulação de suas carreiras profissionais.

18 Lee mas

Ação coletiva, cooperativismo e turismo:  Estudo de caso da Comunidade Menonita de Witmarsum (Paraná/Brasil)

Ação coletiva, cooperativismo e turismo: Estudo de caso da Comunidade Menonita de Witmarsum (Paraná/Brasil)

A escolha da comunidade não se deu ao acaso. Witmarsum, desde a sua fundação em 1951, sempre manteve uma forte relação entre sua Cooperativa de Produção e Associação Comunitária (Klassen, 1998: 60), elementos importantes na ação coletiva. Sua homogeneidade étnica e religiosa sempre articularam aspectos importantes, como seu idioma Plattdütsch e sua fé menonita (Klassen, 1998: 179 e 222), fortalecendo uma cultura de trabalho coletivo. Também para o turismo, a peculiaridade de ser a comunidade escolhida como piloto para implantação da proposta de turismo regional nos Campos Gerais do Paraná, colocou -a como importante exemplo na modalidade de turismo cooperativo. Para levantar gênese e dinâmica de estruturação e desenvolvimento do turismo na comunidade de Witmarsum utilizaram -se dados primários colhidos por meio de “entrevistas em profundidade” (Veal, 2011: 271) com lideranças ligadas ao turismo local e/ou que possuem empreendimentos filiados a Cooptur. Foram entrevistados três indivíduos, sendo estes: um proprietário de agência de receptivo local (H. E. Philippsen, 2012; 2015), uma proprietária de pousada e empreendimento de turismo rural (E. Hamm, 2012) e um proprietário de empresa de turismo de aventura (R. Philippsen, 2015). Cabe salientar que por se utilizar o procedimento de entrevistas em profundidade, estas foram longas (acima de 2 horas cada), possibilitando juntar uma gama de dados sobre a atuação, formas de organização e ações desenvolvidas internamente pela comunidade e/ou pela cooperativa de turismo. Entre as informações foram selecionadas aquelas que permitem validar os elementos e princípios de Ostrom.

15 Lee mas

Juventude e política em sociedades  em mudança

Juventude e política em sociedades em mudança

Para além da análise de quadros para a ação coletiva, entre os que destacam em grande medida os repertórios (Aguilera, 2012; Fernández, 2013), a criatividade dos protestos é uma linha importante para assinalar as novas formas de ação coletiva que se tornam fortemente visíveis no espaço público. Por uma parte, os acampamentos desenvolvidos por uma geração juvenil são instâncias que permitem criar espaços de experiência (Pleyers, 2016) e gerar vivências comuns entre os diferentes manifestan- tes; mas também os flash mobs —ou multidões instantâneas—, como os bailes, beijos em massa ou corridas pela educação, que conectavam a estranhos em prol de um fim comum (Ponce e Mi- randa, 2016), como era a educação gratuita, de qualidade e sem lucro, como exigiam os estudantes no Chile; ou para proteger o ensino superior público e gratuito, no caso colombiano.

14 Lee mas

Trabalhadores em movimento: do sindicalismo tradicional à acção coletiva

Trabalhadores em movimento: do sindicalismo tradicional à acção coletiva

O presente documento tem como objetivo analisar, desde um olhar latinoamericano e a partir do contexto laboral, as novas relações que guardam o trabalhador e suas formas contemporâneas de organização, negociação e reivindicação. Estes tendem a sujeitar-se a padrões dos mercados globais e do regime neoliberal na qual estão baseados na competitividade e mão-de-obra mais barata. Se fala sobre esse cenário laboral-productivo-organizacional dinamizando os mercados globais entre si, facilitando as formas de inserção laboral e comercialização da produção, no entanto, se percebe uma acentuação das quebras nas trajetórias laborais e uma dissolução das formas tradicionais de organização de trabalhadores. A guia metodológica para o objetivo central deste escrito está baseada nos marcos conceituais sobre sindicalismo, organização do trabalho e ação coletiva, tendo como marco territorial e temporal o México na etapa neoliberal. A análises se faz a partir de autores como Charles Tilly (2014), Alberto Melluci (1994) y Robert Castel (2010) e para o caso mexicano Enrique De la Garza (1993, 2011, 2014), Graciela Bensusán (2010) e Edtih Kuri (2016). A maneira de conclusão argumenta-se que, ao mesmo tempo em que trabalhos tradicionais e atípicos, são novas formas de organização e de identificação do trabalhador, além do sindicalismo tradicional, conformando imaginativamente ações coletivas que irradiam além do espaço laboral.

12 Lee mas

Lógicas das competências: Perspectivas para o Currículo em Ação

Lógicas das competências: Perspectivas para o Currículo em Ação

Apesar das dificuldades inerentes ao caráter altamente generalizante desses pressupostos, apoiando-nos em Ramos (2001), diríamos que alguns princípios operacionais podem ser identificados na lógica Cognitiva/Construtivista: a identificação dos objetivos e das competências começa por identificar e analisar as disfunções próprias de cada organização; assume-se que a capacitação individual só tem sentido dentro da capacitação coletiva; a definição das competências e da perspectiva de capacitação deve ser realizada de modo a produzir motivação para a aprendizagem, para tanto, consideram- se não somente competências requeridas pelo mercado de trabalho, mas também as que decorrem dos objetivos e possibilidades das pessoas envolvidas; a investigação das novas competências é indissociável de uma formação em serviço que proporcione sua construção; daí que se assume a metodologia da investigação participante como fundamental.

10 Lee mas

Territorialización de la cultura y la “nueva” política cultural del Estado de Bahía

Territorialización de la cultura y la “nueva” política cultural del Estado de Bahía

Os princípios norteadores para a realização das conferências estaduais de cultura são o da participação, “a construção coletiva e a identificação de instâncias para o permanente diálogo entre sociedade civil organizada e o Governo do Estado”, bem como o da articulação “com gestores, produtores, artistas, empresários e organismos culturais em todos os territórios do Estado”, na criação de um ambiente de reflexão sobre as principais questões concernentes ao desenvolvimento cultural de cada território, a partir da realização das Conferências de Cultura (Estadual, Territorial e Municipais) (Andrade, 2012, p. 3).

13 Lee mas

Descargar
			
			
				Descargar PDF

Descargar Descargar PDF

Segundo esse autor, para que o cientista social capte e trate cientificamente as ações dos atores sociais, deve fazer uso dos mesmos princípios que envolvem as ações que acontecem naturalmente no Mundo da Vida. Para en- tender o complexo processo que desencadeia uma ação, Schutz centrou seus estudos utilizando principalmente os referenciais de Husserl e de Weber. Concordou com muitos dos constructos defendidos por ambos, diver- giu de alguns, e fundou a fenomenologia compreensiva. Antes disso, dedicou oito anos de estudo às obras de Weber e Husserl. De 1924 a 1928 estudou a teoria da ação social de Weber, buscando esclarecimentos, principalmente com relação ao conceito weberiano de compreensão subjetiva. Por envolver a questão psicológi- ca do ator social, neste período, recorreu às concepções de mente, memória, consciência e reflexão do filósofo Henri Bergson (1859-1941). De 1928 a 1931 dedicou-se à fenomenologia transcendental de Husserl e em 1932

11 Lee mas

Espaços de educação e vida coletiva: a escola da infância como tempo livre

Espaços de educação e vida coletiva: a escola da infância como tempo livre

Assim, um documento que traz reflexões no campo educacional acerca da ação pedagógica, possibilita legitimar a necessidade de discutir as ações educativas que estão sendo promovidas em espaços coletivos de educação. A presença de crianças pequenas na escola é recente, ou pelo menos o reconhecimento desses espaços como educativos, ainda assim já se passaram 18 anos desde a implementação da Lei 9394/96 e os espaços coletivos de educação continuam recebendo as crianças pequenas. Ou seja, independente de uma base curricular nacional, a escola, as crianças, os professores, as famílias, a comunidade não deixaram de frequentar esses espaços, configurando e conformando uma base educativa. Refletir sobre isso, como o documento mesmo destaca, requer afirmar concepções – plurais - de criança e de infância para sustentar um estabelecimento educacional.

13 Lee mas

AÇÃO ANTIOXIDANTE DE ERVAS UTILIZADAS NA CULINÁRIA BRASILEIRA

AÇÃO ANTIOXIDANTE DE ERVAS UTILIZADAS NA CULINÁRIA BRASILEIRA

As ervas são utilizadas na culinária brasileira para conferir sabor e aroma aos alimentos, tornando-os mais atrativos para o consumo. Entretanto, além de aumentar a palatabilidade dos alimentos, podem atuar sobre o organismo vivo, conferindo benefícios à saúde de quem os consome. O objetivo deste projeto foi avaliar a ação antioxidante de uma variedade de ervas utilizadas na culinária brasileira. Para tal, foram determinados os teores de compostos fenólicos totais e a capacidade antioxidante dos produtos em estudo. Entre as ervas avaliadas elenca-se o alecrim, a cebolinha verde, o manjericão, o orégano e a salsa. Os teores de compostos fenólicos totais foram estimados através do reagente de Folin-Ciocalteau e a determinação da capacidade antioxidante através do método ABTS. Dentre os produtos analisados, o orégano apresentou maior teor de compostos fenólicos totais (p0,05), bem como, maior capacidade antioxidante, diferenciando-se dos demais. O manjericão apresentou a segunda maior média (p0,05), sendo evidenciados teores de compostos fenólicos e capacidade antioxidante um pouco menores que o determinado para o orégano, entretanto, com elevada significância. Alecrim, cebolinha verde e salsa apresentaram teores de compostos fenólicos totais e capacidade antioxidante, estatisticamente, iguais entre si (p>0,05) e, menores que os observados para o orégano e o manjericão (p0,05). Nas condições estudadas, verificou-se que o orégano e o manjericão foram as ervas condimentares que apresentaram os melhores resultados de capacidade antioxidante, os quais estão diretamente relacionados aos teores de compostos fenólicos totais presentes nas matrizes avaliadas.

5 Lee mas

Beauvoir: o saber e a ação do sujeito político feminino

Beauvoir: o saber e a ação do sujeito político feminino

O sujeito feminino, o indivíduo Mulher a ser assumido, mesmo que de forma heterogênea, pelos movimentos feministas iniciais dos anos 60 e 70, passa a se configurar como uma referência crítica de reflexão, ou seja, uma referência teórica, e um modo de ação e de atuação políticas. Essa referência se constitui como o ato cívico de se debruçar sobre a condição humana, enfocando justamente as questões vitais sobre que se apóiam os dados de domínio e de opressão. Mas se configura também, nos movimentos feministas que relêem o pensamento de Beauvoir, o grande dilema da alteridade frente à imortal questão filosófica da identidade. A expressividade do Feminismo está assentada na crítica à configuração das relações entre os sujeitos constitutivos de um mundo fragilizado pela ânsia de poder e de saber, perdido nos conflitos entre interioridade e exterioridade. Enquanto o grande movimento político da pós-modernidade, o Feminismo aponta as lacunas desse mundo banalizado por valores de dominação e exploração dos indivíduos, que nem podem se pretender espectadores de uma realidade própria.

9 Lee mas

Os Territórios de Ação Política de Jovens do Movimento Hip-Hop

Os Territórios de Ação Política de Jovens do Movimento Hip-Hop

Esses termos definidores de comunidade podem ser observados em sua função estratégica, no cotidiano dos jovens do movimento Hip-Hop, que articula ações lo- cais desenvolvidas por crews – palavra em inglês que significa grupo, membro, in- tegrante, a crew pode ser entendida como território que exprime uma intervenção mais ampla e coletiva – assentadas em bairros específicos, que também dialogam com um território ampliado. A transposição do local é garantida pelos laços de fra- ternidade e solidariedade, que caracterizam a sociabilidade coletiva de caráter inevitavelmente político. Nesses termos, propomo-nos a dialogar com a divisão es- tabelecida por Bauman (2003) entre comunidade estética e ética, segundo a qual a primeira denominação designa laços de natureza efêmera entre seus participantes. A comunidade ética, por sua vez, designa responsabilidades e vínculos duradouros, “compromissos a longo prazo” (BAUMAN, 2003, p. 67), em um esforço de garantir ou o compromisso de construir um mínimo de certeza, segurança e proteção aos indivíduos.

17 Lee mas

RECREAÇÃO COM AÇÃO: UMA ALTERNATIVA PARA A UTILIZAÇÃO DE PNEUS INSERVÍVEIS

RECREAÇÃO COM AÇÃO: UMA ALTERNATIVA PARA A UTILIZAÇÃO DE PNEUS INSERVÍVEIS

As atividades realizadas no projeto Recreação com Ação também agiu como um meio de aproximação da Universidade com a comunidade local, o que implica na conscientização dos discentes sobre a realidade da população além de proporcionar uma melhor capacitação destes estudantes. Segundo Vizioli (2016), atividades como esta são de grande importância desde o processo de organização, o contato com a população, os desafios práticos e o conhecimento técnico que os universitários tiveram que consolidar.

5 Lee mas

Dimorphandra mollis: Uma alternativa como fonte de flavonóides de ação antioxidante

Dimorphandra mollis: Uma alternativa como fonte de flavonóides de ação antioxidante

RESUMO. Os frutos da espécie Dimorphandra mollis são ricos nos flavonóides rutina e quercetina, que são compostos com alta atividade antioxidante, podendo assim ser utilizados na prevenção de enfermidades causados por radicais livres. O objetivo deste estudo foi obter um extrato rico em flavonóides a partir dos frutos de D. mollis. O extrato foi analisado utilizando os métodos de doseamento por espectrofotometria e cromatografia líquida de alta eficiência. Foi identificada a presença de rutina e quercetina no extrato, que apresentou um teor de flavonóides totais de 33,71 %. O extrato, ainda, apresentou ação antioxidante favo- rável frete aos radicais DPPH e ABTS. Assim, foi possível concluir que os frutos de D. mollis são uma rica fonte de flavonóides de ação antioxidante.

1 Lee mas

Os ateliês de ação urbana . Pequena história de uma grande iniciativa

Os ateliês de ação urbana . Pequena história de uma grande iniciativa

Dentro de um rol de atividades de um Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura (ELEA), que contemplam interesses vários e públicos diferentes, a Ação Urbana se destaca como a mais revolucionária. Partia da crença da transformação da realidade física, por meio da mobilização e conhecimento técnico, ainda que em pequena escala. Porém sua verdadeira transformação se operava na própria visão das comunidades e principalmente nos estudantes de Arquitetura, apresentando outra visão do seu ofício. Uma inquietação movia aquela primeira geração internacional de estudantes que gestou os ELEAs: além de se encontrar, precisavam fazer algo juntos. Tal inquietação tomou forma nos Ateliês de Ação Urbana (Talleres de Acción Urbana), tendo como meta a huella construída. Os estudantes, naquele intenso e fugaz encontro, deixariam um resultado palpável, construído, sobre uma realidade qualquer da cidade-sede. Não é uma extensão universitária, porque não é protagonizada por Universidades. É uma extensão de universitários, feita exclusivamente por estudantes. Cada edição correspondia a respostas locais, com maior ou menor intensidade, ousadia e eficiência, a um vasto diálogo bi- oceânico que cobria um continente. Um diálogo que transcorreu entre 1995, quando do V ELEA Valparaíso, até 2001, no XI ELEA Montevideo. Essa história é a que se pretende contar.

11 Lee mas

Emancipar-se para emancipar: “liberdade ainda que tardia”

Emancipar-se para emancipar: “liberdade ainda que tardia”

Portanto, nossa pesquisa, num primeiro momento, buscará fazer uma análise teórica sobre as manifestações sociais que tomaram o Brasil em 2013 até os dias atuais, partindo do pressuposto de que o despertar do sentimento de coletividade pode indicar a falência do atual sistema rumo à emancipação humana segundo os propósitos de Marx. Para tanto, supõe-se a superação da ordem societária capitalista em seu conjunto, o que implica em outros termos, a superação do capital, da luta de classe e da propriedade privada, de modo a despertar a consciência coletiva dos indivíduos sociais diante das condições e contradições materiais de vida social, fundadas na proposição ontológica, que propõe ao ser social uma vida humanamente genérica.

7 Lee mas

Aspectos ideológicos presentes na construção da memória coletiva

Aspectos ideológicos presentes na construção da memória coletiva

Desse modo, a memória parece uma produção individual, negando sua gênese his- tórica e funcionando como ideologia. Como salienta Lima (2003), as pessoas têm a ilu- são de que são autores dos discursos e lembranças que veiculam, mas na realidade são portadores de significados inscritos na história e na cultura. Em outras palavras, pode- mos afirmar que a memória e a ideologia não se originam nos indivíduos que as enun- ciam, mas se realizam neles, ocultando sua real origem. Nesse processo ideológico, os verdadeiros autores são mantidos no anonimato e relegados à condição de insignifi- cância e inexistência. De acordo com Marilena Chaui (1978/1985), a ideologia implica a inversão entre o sujeito ativo-reflexivo e o predicado inerte e estático de tal forma que o predicado assume o lugar do sujeito, representando um obstáculo à ação e às possibi- lidades de reflexão. Com a ausência do sujeito, a ideologia, cujo conteúdo é superficial e esquemático, transforma ideias em opiniões, enunciados complexos em códigos sim- plificados assim como saberes em crenças, revelando, desse modo, sua natureza não- crítica, não-transparente e não-reflexiva (Ricoeur, 1990). A reflexão também sofre res- trições quando a ideologia é concebida como reflexo invertido do real ou como espelho da realidade. É tipicamente ideológica a suposição de que as representações estão gru- dadas no real de sorte que não há separação entre o pensamento e a realidade. Por conseguinte, a ideologia empenha-se em escamotear as distinções entre o pensar e o real a fim de confundir-se com a realidade, tornando-se aparentemente semelhante a ela. Nesse caso, as ideias e o mundo concreto parecem estabelecer entre si uma relação especular de simetria. A ideologia não se apresenta como mera representação imaginá- ria do real, mas como o próprio real, restringindo, dessa forma, qualquer possibilidade de dúvida, indagação e questionamento (Chaui, 2005/2007).

17 Lee mas

TítuloConstrução coletiva de indicadores de educação ambiental escolar

TítuloConstrução coletiva de indicadores de educação ambiental escolar

Esta pesquisa apresenta uma análise do processo de construção participativa de uma matriz de indicadores de Educação Ambiental (EA) para avaliar a dimensão ambiental das escolas. O trabalho foi realizado envolvendo oitenta e quatro sujeitos da comunidade escolar de nove escolas públicas estaduais localizadas no município de Curitiba, estado do Paraná, Brasil. O caminho metodológico escolhido foi a abordagem qualitativa por meio da pesquisa documental, bibliográfica e de metodologias participativas. O processo subsidiou o desenvolvimento e aperfeiçoamento de uma matriz de EA, que possui três dimensões: gestão, currículo e espaço físico, contemplando dez indicadores e cinquenta questões descritoras. O trabalho desenvolvido foi avaliado de forma positiva pelos participantes. O processo permitiu reflexões sobre as condições socioambientais de cada escola, gerando conhecimento do trabalho coletivo e da temática ambiental a partir do desafio de estabelecer indicadores de avaliação. Os resultados indicaram as potencialidades da ferramenta para promover uma reflexão coletiva visando a ação- reflexão-ação em relação a EA no contexto escolar.

5 Lee mas

Quem somos nós, professores sul-americanos,  em busca de formação?; ¿Quiénes somos los maestros sudamericanos que buscamos capacitación?; Who are we South American teachers seeking training?

Quem somos nós, professores sul-americanos, em busca de formação?; ¿Quiénes somos los maestros sudamericanos que buscamos capacitación?; Who are we South American teachers seeking training?

- Admitem que as posturas que os professores mais facilmente estranham nos seus alunos são as que se destacam do status quo e estas são geralmente fonte de angústia ou repressão. Por outro lado, o grupo afirma que há muita resistência entre os estudantes que, cada vez mais, cobram de professores que tornem as escolas um espaço de todos, querendo ser respeitados em suas diferenças. Estas cobranças de estudantes se manifestam tanto nas ocupações realizadas pelos estudantes nos espaços físicos da escola, como na própria violência cotidiana que promovem. - A tensão entre autonomia escolar e a gestão promovida pelos sistemas de ensino sobre as escolas é outro ponto do debate em torno dos desafios para a conquista da dimensão pública na educação. A tensão entre a necessidade das escolas de viverem processos independentes e os sistemas que dizem precisar avaliá-las continuamente é grande. A construção conjunta do Plano Municipal de Educação de São Gonçalo, realizado em 2015/16, é apontado como uma experiência ação pedagógica democrática que, apesar das contradições que absorveu na sua forma final, se constituí numa conquista compartilhada entre escolas/secretarias e universidade pública.

11 Lee mas

Show all 214 documents...