História social da educação

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TítuloErnesto Candeias Martins: As Infâncias na História Social da Educação  Fronteiras e Interceções Sócio Históricas

TítuloErnesto Candeias Martins: As Infâncias na História Social da Educação Fronteiras e Interceções Sócio Históricas

Julgamos, pois, de grande interesse e relevo, a publicação deste mais recen- te trabalho de Ernesto Candeias Martins, considerando a importância de que nele se reveste tanto o encaminhamento heu- rístico do tema das infâncias no campo da História Social da Educação como a sistematização de conceitos epistemo- lógicos sobre a infância, consistentes bases de futuros trabalhos a explorar nesta área multidisciplinar. De realçar que nos últimos cinco anos, em Portugal, as obras publicadas associadas ao tema da infância são de carácter mais casuístico e dedicadas sobretudo à educação de in- fância, não refletindo investigações histó- rico-sociológicas de grande fôlego, como é o caso. É, deste modo, não só um con- texto inaugural e sistemático de reflexão que nos é presente com este estudo do Prof. Candeias Martins, mas um gesto re- novador e dinamizador de uma importante área de conhecimento sobre a Criança na interseção sempre ativa em História da Educação /Ciências da Educação.
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O fazer-se da História da Educação Européia

O fazer-se da História da Educação Européia

sobre a memória sem considerá-la um incômodo para o historia- dor que, de qualquer maneira, não deve deixar a cautela de lado. Martínez objetiva nos motivar a conhecer e lançar mão, de forma mais freqüente, aos arquivos da Igreja ou arquivos eclesiásticos. Estes, no que diz respeito à História da Educação, podem conter documentos com informações desde sobre as instituições peda- gógicas, passando pelas mais diversas Ordens religiosas, indo até mesmo a assuntos econômicos, sociológicos ou demográficos, dependendo, entre outros, do período de interesse. Fraile, por sua vez, após referir-se a Ginzburg, Chartier, Burke, Geertz e ou- tros, no que tange às suas perspectivas sobre a História Cultural e microhistória, por exemplo, aponta para os diversos espaços não escolares de educação (família, locais de trabalho, espaços de sociabilidade, os espaços e práticas religiosas) os quais de- vem ser levados em consideração pelos historiadores da área. Pintado, por sua vez, trata da Cultura Escolar, na sua complexida- de, nas suas possibilidades de interpretação dentro das vinculações e exclusões entre cultura escolar e classe(s) social(is). No geral, as categorias ou modalidades de análise são também exemplares na maioria dos artigos desta parte, quiçá do livro como um todo. E assim, nos vão abrindo caminhos; restando-nos apenas fazer al- gumas adaptações ao conjunto de especificidades inerentes ao Brasil.
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Didática da História no Brasil: um panorama

Didática da História no Brasil: um panorama

Se podemos constatar que o Perspectivas constitui um espaço que atende à demanda dos professores na discussão de sua prática e alternativas, por outro pode-se verificar que alguns temas, na edição de 2001, ficaram numa condição secundária. Um dos casos mais expressivos é o referente às políticas públicas para a educação e sua relação com o ensino da História. Sua presença no encontro ocorre pela disposição da comissão organizadora em promover mesas redondas sobre o tema, mas apenas de forma muito tangencial essa temática aparece nas comunicações propostas pelos participantes. Isso pode indicar uma tendência à internalização de uma espécie de “divisão social do trabalho”, como se aos professores competisse cuidar do campo restrito do ensino que oferece, e a “outros” coubesse discutir questões mais amplas, sobretudo decisões políticas sobre os destinos gerais da educação. Para acentuar esse quadro, é necessário informar que em 2001 estavam atuando intensamente sobre a realidade do ensino de História uma série de políticas: a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, estabelecidos pelo Ministério da Educação, os encaminhamentos do Programa Nacional do Livro Didático e suas implicações sobre o material de uso diário do professor de História, bem como a polêmica discussão sobre as Diretrizes Nacionais para a Formação dos Professores da Educação Básica. Concomitante a essa conjuntura, o grupo de trabalho sobre formação de professores não teve comunicações inscritas, embora a temática fosse tangenciada em comunicações de outros grupos de trabalho.
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Intelectuais e Universidade: O Ensino Superior no Congresso de Instrução Pública (Rio de Janeiro, 1883-1884)

Intelectuais e Universidade: O Ensino Superior no Congresso de Instrução Pública (Rio de Janeiro, 1883-1884)

Bourdieu (1998, 32) assinala a importância do «estudo de uma verdadeira história da gênese das ideias sobre o mundo social, associada a uma análise dos mecanismos sociais da circulação internacional dessas ideias». Nas suas análises «sobre as artimanhas da razão imperialista», dá argumentos para compreender o papel da circulação das ideias, na segunda metade do século XIX. Assim, pode- ríamos situar essas influências na perspectiva de um «imperialismo cultural, com o poder de universalizar os particularismos associados a uma tradição histórica singular», isto é, de uma realidade de capitalismo industrial, para uma sociedade escravocrata agrário-exportadora. As ideias, dessa forma, seriam aparentemente desistoricizadas - «a neutralização do contexto histórico que resulta da circulação internacional dos textos e do esquecimento correlato das condições históricas de origem». Poderíamos dizer, como já dito, que seriam «idéias fora de lugar», mas que estavam no lugar, isto é, foram traduzidas e apropriadas para fortalecer um ideário de valorização da educação e da instrução pública, numa sociedade em processo de abolição da escravatura e da instauração da República, que precisa- va «revalorizar» as condições de formação e de trabalho, nas novas perspectivas que assumia e que deveria assumir. Assim, a divulgação das premissas sobre a situação da educação no mundo, naturalizava a sua necessidade, a partir do que se mostrava como um «senso comum universal», preparando o espírito da elite brasileira.
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TítuloLuís Alberto Alves & Joaquim Pintassilgo (Coord ), Investigar, intervir e preservar em História da Educação  (Porto, CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, espaço e memória’/ HISTEDUP   Associação de História da Educação de Portu

TítuloLuís Alberto Alves & Joaquim Pintassilgo (Coord ), Investigar, intervir e preservar em História da Educação (Porto, CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, espaço e memória’/ HISTEDUP Associação de História da Educação de Portugal, 2017) [Reseña]

arquivos pessoais: o exemplo do arquivo Gustavo Capanema, em que relata o seu contato, como investigadora, com o acer- vo pessoal de Gustavo Capanema. Para o desenvolvimento do texto, a autora orga- niza suas considerações em duas partes. Inicialmente, tece observações a respeito de transformações ocorridas no campo da historiografia, que apontam para uma reno- vação teórica e metodológica na disciplina (p. 142). A autora entende que, desde os anos 1990, o Estado brasileiro passou a reconhecer arquivos pessoais como de in- teresse público e de valor histórico, o que impulsiona a identificação e o recolhimento desse material a instituições memoriais de custódia (p. 142). Para a autora, a valori- zação e o uso desses arquivos são “sin- toma e causa” de grandes mudanças no campo historiográfico e arquivístico, como a conformação e o compartilhamento de conceitos. A globalização, aqui, é consi- derada como um dos fatores identificados para a expansão de um movimento me- morial, na medida em que tal expansão é associada a mudanças dos processos de comunicação. No entanto, a autora ressalta que a velocidade joga ao passado, de for- ma rápida, inúmeros presentes, passando a sensação de esvaziamento do tempo (p. 143). Para Gomes, “é nesse contexto que ocorre o que ficou conhecido como boom memorial, expresso por uma demanda social de musealização e arquivamento da vida, inclusive, da vida cotidiana dos indivíduos” (p. 143). Para enfrentar os ar- quivos pessoais, requer-se um diálogo interdisciplinar com a área das ciências humanas e sociais. A autora ressalta que o reconhecimento dos arquivos pessoais se relaciona a uma “revalorização do indivíduo na História” (p. 145), numa postura que “re- jeita oposições dicotômicas entre individual
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Como se deve (re)escrever a História nacional?

Como se deve (re)escrever a História nacional?

Não obstante, na medida em que a síntese histórica forma parte da cultura política dos cidadãos, o historiador não pode deixar de contribuir direta ou indiretamente à história nacional de seu país, mas não pode renunciar à perspectiva crítica. Para isto, é fundamental a recuperação da autonomia para decidir os rumos da investigação histórica. Essa recuperação da autonomia, não se restringe aos historiadores, mas também aos sociólogos, aos economistas, aos cientistas políticos, e todos aqueles que se dedicam à produção e difusão de conhecimento. Não o conhecimento pensado a partir da quantificação, da educação pensada como mercadoria, e que se desenvolve nas universidades submetidas à racionalidade capitalista, universidade essa que está sendo transformada em instituição tecnocrática, segundo a lógica de um capitalismo cínico e tecnocrático, desinteressada de qualquer função crítica e cuja incumbência é diplomar os que contribuirão para a manutenção da (des)ordem capitalista. De fato, a insistência na produtividade, sem a menor preocupação com a recepção, com a qualidade e com a relevância social das pesquisas, leva a mediocridade a caminhar de mãos dadas com o conformismo. Contudo, para que o historiador possa contribuir direta ou indiretamente para a história nacional de seu país, e reescrevê-la sem renunciar à perspectiva crítica, deve, segundo Olivier Dumolin, "reencontrar o sentido de suas condutas, de seus atos, de suas palavras". 54 Ao (re)escrever a história nacional, e aqui reside a pertinência desse ramo da historiografia, o historiador deve considerar as formas de discriminação e de exclusão, as ficções e os subterfúgios do imaginário nacional, assim como as contradições, as omissões, os silêncios, as distorções, as divisões e os desacordos, pois todos esses aspectos formam parte da história nacional. Em efeito, o que se propõe com este texto é uma História nacional renovada e ampliada, que parta de uma profunda reinterpretação dos principais elementos que, inegavelmente estão vinculados à escrita da história nacional, ou seja, a nação, a identidade nacional, o nacionalismo, o Estado e a "memória coletiva", e que leve em conta alguns pressupostos expostos a seguir.
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Representações e usos sociais da história no ensino

Representações e usos sociais da história no ensino

lógicos, esse encontro recente pode ser relacionado, a título de hipótese, com o desafio da educação histórica diante de uma sociedade da informação, em que a escola perdeu o quase-monopólio da “verdade histórica”. Desse modo, o núcleo inicial da Didática da História, a metodologia do ensino da História, enfrentou diversos fracassos nas tentativas de renovação de métodos e conteúdos, na tentativa de aproximar o ensino escolar dos avanços da disciplina acadêmica, e parte dos pesquisadores começou a reconhecer a força da tradição dentro da escola como algo que vai além do desconhecimento ou desconfiança em relação às novidades. Estamos assim diante de pressões sociais por significados históricos a ensinar para as novas gerações, definidos em consensos sociais (fabricados ou espontâneos) constituídos não se sabe bem onde ou quando, mas que são muito efetivos em fazer durar uma ou várias visões da história que julgamos pré-críticas, conservadoras e mesmo a-científicas. Nesse trabalho de investigação, os conceitos de “cultura escolar” e “saberes históricos escolares” (que derivam daquela concepção), bem como de “consciência histórica” vieram aprofundar a discussão e elucidar alguns mecanismos das permanências e mudanças.
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Posicionamento da Sociedade Brasileira de História da Ciência - SBHC

Posicionamento da Sociedade Brasileira de História da Ciência - SBHC

Não advogamos a integração automática aos quadros profissionais da história de todas as pessoas que tenham começado a se interessar pelo campo muito recentemente, mas ainda sem treinamento ou longo acúmulo de experiência, conforme nos referimos anteriormente, bem como de tantos que ainda virão a se voltar para a história após terem obtido formações iniciais em outras áreas. A ideia da profissionalização do campo baseia-se justamente na possibilidade de que, hoje, quem está começando a se interessar pela pesquisa histórica pode perfeitamente obter esse treinamento formal e profissional. Ainda assim, devemos reconhecer que esse treinamento formal na prática histórica indiscutivelmente pode ser obtido, na atualidade, em cursos de Pós-graduação interdisciplinares, fortemente estimulados pela Capes. Tais programas têm sido espaços fundamentais para a produção e a ampliação de pesquisadores e pesquisadoras em História, e também no ensino, nas artes, na comunicação, etc.
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Assim, algumas das atrocidades cometidas entre humanos durante a guerra foram consideradas como ´crimes contra a humanidade´ e seriam imprescritíveis. Algum tempo depois, o princípio jurídico (nullum crimen, nulla poena sine lege), que tem o mesmo significado de anacronismo para os historiadores, foi abandonado e os humanos também passaram a considerar a retroatividade para crimes contra a humanidade em tempos remotos, ou seja, anteriores a 1948. A retroatividade e a imprescritibilidade tornaram atuais os crimes contra a humanidade cometidos no passado, e que perdurariam enquanto não fossem julgados os responsáveis, ou até que o último responsável pelos crimes tivesse morrido. De certa maneira, a primeira metade do século XX deveria ser parte da reflexão da humanidade. A segunda metade, entretanto, não foi diferente. A ideia do holocausto gradualmente deslocou-se do fato histórico concreto e original, sofrendo um fenômeno de globalização geográfica e temporal, sendo usada para outros episódios históricos de barbárie e genocídios, tornando-se um lugar-comum universal da história traumática. A noção de genocídio foi usada para definir outros acontecimentos do pós-guerra, como o apartheid, a colonização da África, a Guerra dos Balcãs, a Guerra do Vietnã e noções mais gerais como de racismo, feminicídio etc. Ou seja, abrigou uma variedade de ações de violência humana contra os próprios seres humanos que, embora não sejam
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Linhas de pesquisa de História da Igreja no Brasil

Linhas de pesquisa de História da Igreja no Brasil

Aqui, infelizmente é preciso lembrar que nós brasileiros ainda não produ- zimos autores da qualidade de Jean Daniélou, Mariano Artigas ou Joseph Rat- zinger, pensadores que procuraram produzir filosofias e teologias da história do cristianismo. O que ocorre no Brasil infelizmente é a importação de escolas his- tóricas estrangeiras que são adotadas sem o devido debate e adaptação dessas teorias. Isso, somado ao relativismo moral e intelectual dominantes, frutos da crise da modernidade ocidental, torna o panorama da academia brasileira extre- mamente problemática. Em último caso poderíamos dizer que há pesquisas em história da Igreja que simplesmente refletem as opiniões de seus autores e não uma busca pela objetividade e verdade históricas. Não teríamos a história, mas uma sucessão de histórias, de discursos. Cairíamos novamente nos erro dos estru- turalistas de dizer que tudo é discurso, tudo é linguagem, tudo é cultura, e que a verdade histórica não existe.
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Questão Social e Serciço Social: Desafíos contemporȃneos à profissão no Brasil

Questão Social e Serciço Social: Desafíos contemporȃneos à profissão no Brasil

É na conjuntura da década de 1980, da abertura política, da Lei da Anistia, da organização sindical dos trabalhadores, das greves do ABC, da luta do movimento estudantil, do avanço da pós-graduação no Serviço Social, que uma perspectiva marxista – não sem equívocos – aponta uma direção social estratégica que poderá romper as bases tradicionais da profissão. O Código de Ética em 1986 marca uma escolha teórico-política de classe, a defesa da classe trabalhadora nas ações profissionais. A revisão do Código em 1993 consolida um amadurecimento intelectual de parcela significativa da categoria que se expressa pela apreensão crítica do legado marxista, inclusive da abordagem ontológica de bases materialistas e dialéticas sobre o ser social e, consequentemente, sobre a ética (Barroco, 2001). Essa conjuntura que permite um avanço do projeto de profissão demonstra que o Serviço Social não pode ser pensado apartado das relações sociais de produção e das conjunturas sócio-históricas em que está inserido.
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24 Lee mas

Cartografía da história da Sexualidade em Michel Focault

Cartografía da história da Sexualidade em Michel Focault

Nas obras de Michel Foucault pode-se notar que os discursos gerados com relação à sexualidade no decorrer da história passaram por mutações, o que faz com que se possa pensar esses discursos partindo não unicamente de uma descrição ignóbil da história, mas daquilo que pode sugerir comportamentos apreendidos pelas resistências aos discursos dominantes que nela é possível encontrar. Discursos que tentaram configurar sentidos mórficos aos sujeitos, nas produções das ações, nos agenciamentos dos comportamentos diversos, na avaliação da diferença. Quer-se contar uma história não mais descritiva, e sim criativa. Criação constatada no novo que surge de uma configuração que não parta de um ponto, uma unidade, mas que parta das multiplicidades aleatórias que possibilitaram resistências e novos agenciamentos. Nesse sentido podem- se pensar os estudos de Michel Foucault sobre a sexualidade aliados a essa multiplicidade rizomática que distancia qualquer saber sobre a sexualidade de um ponto fixo e que estimulem processos de criação. Segundo Deleuze e Guattari (1995: 32):
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A pergunta como potência da filosofia e da educação

A pergunta como potência da filosofia e da educação

Wittgenstein empreendeu uma interessante investigação perscrutando as profundezas e meandros da linguagem. Como um investigador cuidadoso sobre o que se pode e se deve falar, no parágrafo 109 das Investigações filosóficas, ele caracteriza a dimensão geradora da necessidade de filosofar como sendo a realização de “[...] uma batalha contra o enfeitiçamento de nossa inteligência por meio da linguagem.” Por que a necessidade de filosofar consiste nesta batalha de “desenfeiçamento” que a linguagem exerce sobre a nossa inteligência? Entendemos que o filósofo está indicando que a atividade do filosofar se faz necessária para o usuário da linguagem que almeja não querer ser tutorado por este enfeitiçamento de sua inteligência por terceiros. Como fazê-lo? Ora, a arte do aprendiz de feiticeiro começa quando ele é capaz de fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Neste caso, a arte não parece ser outra senão a de perguntar sobre a linguagem, colocá-la sob suspeita, precavendo-se que ela determine de antemão o que se pode pensar, falar e fazer.
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O processo de inclusao na sociedade de informação; os desafios educacionais e informacionais

O processo de inclusao na sociedade de informação; os desafios educacionais e informacionais

Independente de como se considere mais adequado denominar o atual momento da educação, há em comum o reconhecimento da centralidade da informação, do conhecimento, e da tecnologia no processo educativo. A educação brasileira passou por grandes transformações nas últimas décadas, que tiveram como resultado uma ampliação significativa do número de pessoas que têm acesso a escolas, assim como do nível médio de escolarização da população. No entanto, estas transformações não têm sido suficientes para colocar o país no patamar educacional necessário. Isso, tanto do ponto de vista da eqüidade, isto é, da igualdade de oportunidades que a educação deve proporcionar a todos os cidadãos. Quanto da competitividade e desempenho, ou seja, da capacidade que o país tem, em seu conjunto, de participar de forma efetiva das novas modalidades de produção e trabalho deste fim de século, altamente dependentes da educação e da capacidade tecnológica e de pesquisa.
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Educação: caminho para valorização da diversidade sociocultural e o respeito ao outro

Educação: caminho para valorização da diversidade sociocultural e o respeito ao outro

Recentemente a BBC Brasil publicou um artigo sobre a forma como a pobreza afeta o cérebro das crianças. Crianças e jovens em situação de pobreza tem menor desempenho escolar porque estão, constantemente, estressados pelas tensões domésticas motivadas pelas preocupações dos pais e mães com o pagamento das contas, a falta de alimentação adequada e por receberem pouca atenção dos genitores ou responsáveis. Sobre este último fator, verificou-se que as crianças recebem pouco estimulo devido à ausência dos pais e mães que não tem tempo para as brincadeiras com os/as filhos/as, etc. Afirmou-se ainda que o estresse de uma vida instável provoca uma sobrecarga mental deixando menos espaço cognitivo para outras coisas. A BBC procurou os especialistas, que estão realizando pesquisas neste campo, como Eldar Shafir, professor de Ciências Comportamentais e Políticas Públicas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, a professora Adina Zeki al Hazzuri, da Universidade de Miami e a professora de Psicologia da Universidade de Washington, Katie McLaughlin. Todos foram enfáticos, ao afirmar que um contexto social, provido de menos recursos, pode afetar o desempenho das crianças. Se não podemos afirmar que a violência é causa direta da pobreza podemos relacioná-la às dificuldades de aprendizagem de crianças e jovens vivendo com pouco ou nenhum recurso (BBC Brasil, 04/06/2017).
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TítuloA filosofia da história de Otero Pedrayo

TítuloA filosofia da história de Otero Pedrayo

religiosas. Nas cercanias de Ourense, terra de Otero, o Mosteiro Cisterciense de Osei- ra (século XII) dá boa medida do papel desempenhado a partir da Idade Média até o século XIX por estas instituições junto às populações do seu entorno. A monumenta- lidade do conjunto ostentando insígnias e portando atributos da dignidade religiosa e da monarquia espanhola desde a sua fachada instaura e nomeia a autoridade junto aos que a ela acorrem. Regulando os trabalhos realizados no campo e os ofícios religio- sos, este mosteiro –ao lado de outros tantos– estabelece junto às populações uma maneira de viver votada à fé. Se esta dinâmica é própria e extensa a várias áreas do continente europeu a partir daquela proliferação de mosteiros e abadias verificada no século XI, constatamos que, até meados do XIX, diversas regiões apesar de todas as revoluções e transformações ocorridas, ainda estavam sob a autoridade destas casas e instituições. E, no caso do Reino da Espanha, junto à fidalgaria estas ordens respon- diam por boa parte da propriedade de terras agriculturáveis e trabalhadas. Situação esta alterada apenas durante a chamada desamortização promovida no XIX quanto te- rras e bens eclesiásticos foram desapropriados. Otero, desta maneira, era herdeiro da- quele mundo educado e regulado por campanários e pelo ritmo das atividades agrícolas. O problema da apercepção do tempo (fluxo temporal) e da história (intelecção do homem no tempo) eram apreendidos a partir de um mesmo ponto inicial. Isto é o pressuposto dado pela sua fé cristã que é de onde inicia o desenho da sua cosmogonia, que, em linhas gerais, considerava: a) «Tempo cósmico ou, litúrgico»: É o primevo e o criador, encerraria todos os demais (1955: 136). Guardaria a consciência do mundo desde a gênese–formação e geração do mundo– até o presente tempo. Tratava-se de uma dinâmica criacionista 16 que aproximava a história natural –geológica e botânica–
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23 Lee mas

Preocupaciones e incertidumbres bajo la mirada de la historia de la enfermería

Preocupaciones e incertidumbres bajo la mirada de la historia de la enfermería

Por outro lado, a crescente complexidade das situações de saúde e doença, exigem uma abordagem interdisciplinar, que extravasa a área da saúde, obriga ao trabalho em equipa e à utilização da criatividade para contornar obstáculos internos e externos à organização onde os profissionais desenvolvem a sua atividade. No reconhecimento deste princípio, o governo português, em 2016, colocou às várias ordens profissionais da saúde o repto para a construção de um compromisso com vistas ao desenvolvimento e sustentabilidade do SNS que promovesse uma visão partilhada sobre atos em saúde. Em resposta, os médicos assumiram uma posição retrógrada, ressuscitando o mito da medicina como núcleo central à volta do qual gravitam todas as outras profissões, ao invés de uma visão que vem colocando o cidadão na centralidade do sistema de saúde, ao invés de uma visão salutogénica, não centrada na doença.
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Nos caminhos da História Social: os desafios das fontes orais no trabalho do historiador

Nos caminhos da História Social: os desafios das fontes orais no trabalho do historiador

Ainda hoje, quase 30 anos depois da publicação de A miséria da teoria, os debates sobre experiência e sujeito ainda instigam os historiadores. Entendemos que lidar com essas noções signifi- ca inseri-las em um processo constante de ir e vir das evidências para as formulações teóricas, não as tomando como algo coeren- te e unificado que sobrepomos a qualquer realidade. No momento em que pensamos experiências sociais no âmbito da cultura reco- nhecemos e analisamos modos de viver nas suas diversas for- mas, em suas contradições e embates e nos caminhos que pro- põem, respeitando e valorizando as pessoas nas suas diversida- des. Na experiência social emergem valores, sentimentos, opções, como também ações e refletir sobre esse social nesta perspectiva significa transformá-lo em questões de investigação, proble-mati- zando seus comos e porquês.
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UMA HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA NO BRASIL

UMA HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA NO BRASIL

A riqueza de detalhes na observação realizada da arcada 5%.$?0+-!5%&(.#$0-!;2%!(#!5%.$%#!5-!%#1U'+%!32&-.-!1(5+-&! '3%7-0!-(!.E&%0(!5%!feB!(2!#%*-B!5%=%##%+#!.-!-0'-5-!#21%0+(0! %! 5%=%##%+#! .-! -0'-5-! +.<%0+(09! a%##-/$-B! -+.5-B! (#! 0+#'(#! 5-! %A$0-C>(!5(#!'-.+.(#!(2!('2/-0%#B!1(0;2%!1-0$%!5(!.%0,(!;2%!<-=! )2/+0!(#!(/3(#!%#$?!10%7-5-!.%/%#!%!1(0!+##(!U!1%0+7(#(!-00-.'?R/(#9! 8/2$%-2! ()#%0,(2! ;2%B! &%#&(! %A+#$+.5(! '-0-'$%0G#$+'-#! '(&2.#!.-!5%.$+C>(!32&-.-B!(#!5%.$%#!-10%#%.$-&!1%'2/+-0+5-5%#! %! %#1%'+<+'+5-5%#! ;2%! ,-0+-&! 5%! -'(05(! '(&! -! 1%##(-9! :! ,-0+-)+/+5-5%! -.-$o&+'-! 1(5+-! #%0! '(.#$-$-5-B! 1(+#! -/72.#! +.5+,G52(#!$+.3-&!5%.$%#!&-+(0%#B!(2$0(#!&%.(0%#!%!-725(#B!1(0! ,%=%#!-1+.3-5(#B!(2!#%*-B!1(#$(#!2.#!#()0%!(#!(2$0(#B!%.;2-.$(! (2$0-#!1%##(-#!-10%#%.$-,-&!5%.$%#!5+#$-.$%#!2.#!5(#!(2$0(#B! '(&!-0$+'2/-C>(B!3-0&(.+-!(2!.>(B!5-!&(05+5-9!K-&)U&!3-,+-! +.5+,G52(#! '(&! 5%.$%#! %#$0-7-5(#B! (2! )0-.'(#B! '(&! <(0&-$(#! diversos que mudavam de pessoa para pessoa.
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Aportes internacionais para a pesquisa sobre sindicatos em educação

Aportes internacionais para a pesquisa sobre sindicatos em educação

No âmbito dos programas de pós-graduação em educação, atualmente muito imbuídos da lógica produtivista presente na educação superior, as dissertações e teses desenvolvidas diretamente sobre sindicalismo docente ainda são pouco nume- rosas, embora se registre o seu aumento nos últimos anos. Além disso, alguns ele- mentos relacionados à temática são abordados tangencialmente. Nas produções exis- tentes, constata-se marcadamente a autoria de pesquisadores oriundos da militân- cia sindical ou ainda nela inseridos. Esse pertencimento tem acarretado críticas quan- to a limites observados nas produções, sobretudo no que tange à dificuldade de distanciamento necessário entre o sujeito pesquisador e objeto. Não obstante, tem crescido, no meio acadêmico, o reconhecimento da relevância do estudo das organi- zações sindicais docentes em razão das inúmeras medidas e programas governamen- tais em curso e pela compreensão da complexidade e dinâmica presente nas práticas sociais. A captura das perspectivas sindicais começa a ser buscada para a ampliação das análises das políticas e práticas educativas, o que vem abrindo a perspectiva para o crescimento da produção dessa natureza. De outro lado, também no campo da sociologia do trabalho, há um recrudescimento do interesse originado pela gravitação dos sindicatos docentes nos conflitos trabalhistas e no movimento sindical. A reper- cussão das Redes citadas tem contribuído muito para esse processo em alguns paí- ses. Há mesmo grupos de investigações consolidados que ampliaram seus eixos de investigação, incorporando ou oferecendo novo impulso a essa perspectiva. 55
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