Lei de Identidade de Gênero

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O uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero no Brasil: análise a lei de identidade de gênero Argentina e do PL 5.002/2013

O uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero no Brasil: análise a lei de identidade de gênero Argentina e do PL 5.002/2013

O objeto do presente trabalho é a compreensão do nome social e do reconhecimento da identidade de gênero no Brasil, tendo como análise o PL 5.002/2013 espelhado na lei de identidade de gênero argentina, a qual foi a pioneira quanto a despatologização da transgeneridade. Estuda-se, assim, a possibilidade da alteração do nome civil das pessoas transgêneras, e a importância dos princípios de Yogyakarta para entender a questão da orientação sexual e identidade de gênero, e a necessidade da igualdade e dignidade as pessoas dentro de uma sociedade. Destaca-se que, não há legislação brasileira que assegure os direitos do uso do nome social, e do reconhecimento da identidade de gênero aos trangêneros, exceto para aqueles que trabalham no âmbito da administração pública federal, acolhidos pelo Decreto nº 8.727, de 28 de abril de 2016. Portanto, faz necessária a aprovação do PL 5.002/2013, a fim de garantir os direitos das pessoas da comunidade transgênera ao reconhecimento da identidade de gênero.
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Identidade de Gênero e Reconhecimento: o registro do nome social no meio acadêmico (um estudo de caso na UFES)

Identidade de Gênero e Reconhecimento: o registro do nome social no meio acadêmico (um estudo de caso na UFES)

Assim, o prenome é a primeira parte do nome da pessoa, individualizando e diferenciando o seu portador, e a escolha dele é ato realizado por imposição de outrem, normalmente, dos pais, ao fazer o registro da criança. Esse prenome, na maioria das vezes é imutável, acompanhando a pessoa como um sinal distintivo de sua identidade ao longo da vida. Casos há, entretanto, em que é possível a alteração do prenome, sendo assim a pessoa poderá definir sua nomeabilidade. A regra geral era de imutabilidade do prenome, instituto este, trazido pela Lei n. 6.015/1973, com previsão de alteração do nome apenas em alguns casos. No entanto, com a mudança introduzida pela Lei n. 9.708/98, o art. 58 “caput” da Lei dos Registros Públicos - LRP passou a vigorar com a seguinte redação: “O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios”. Esses casos diziam respeito às pessoas conhecidas publicamente por epítetos e denominações que não faziam parte de seu registro civil. A essas pessoas foi dada a possibilidade de aderir ou fazer constar em seu registro civil, aquele cognome com o qual ela é mais conhecida na sociedade.
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O reconhecimento dos migrantes forçados por razões vinculadas à identidade de gênero e orientação sexual

O reconhecimento dos migrantes forçados por razões vinculadas à identidade de gênero e orientação sexual

Quando aquelas pessoas cuja orientação sexual e/ou a identidade de gênero são percebidas de forma negativa às normas culturais, muitas vezes acabam enfrentando agressões físicas, tortura, violência estrutural até a morte (ACNUR, 2011). Elas são submetidas à detenção arbitrária, negação de direitos de reunião, expressão e informação e a discriminação no emprego, saúde e educação (ACNUR, 2011), em muitos países. São rotineiramente negados a acesso a proteção policial e até mesmo sofrem violência nas mãos da aplicação da lei (ACNUR, 2011). Mais de setenta e seis países criminalizam a homossexualidade e relações do mesmo sexo para homens e mulheres e ambos (ITABORAHY; ZH, 2012). Sendo destes, sete países que prescrevem a pena de morte para relações homossexuais consensuais. Muitos outros apenas se aplicam às leis de moralidade ou legislação aparentemente neutra para restringir os direitos das pessoas LGBTI à liberdade de expressão, de reunião, privacidade e dignidade pessoa (HUMAN RIGHTS WATCH, 2010). Esses Estados constituem graves, e na maior parte das vezes insuperáveis, barreiras para refugiados que se identificam como minorias sexuais e de gênero e isto é verdadeiro em seus países de origem, bem como nos países onde se refugia.
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67 Lee mas

Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

No Brasil, em 1937, a Constituição dizia no art. 2º, sobre a imigração, que a União tinha o direito de “limitar ou suspender, por motivos econômicos ou sociais, a entrada de indivíduos de determinadas raças ou origens, ouvido o Conselho de Imigração e Colonização”. Após o fim da Segunda Guerra, o Decreto-Lei 7.967, de setembro de 1945, dizia no artigo 1º que “Todo estrangeiro poderá entrar no Brasil desde que satisfaça às condições desta lei” que eram segundo o artigo 2º “Atender-se-á, na admissão dos imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes de sua ascendência européia” (Zamberlam, 2004). Em tempos de guerra, havia uma política imigratória antijudaica no Brasil, inspirado nas Cartas fascistas da Itália e da Polônia (Berdichewski, 2001).
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Discurso Político Legislativo e Gênero Social: Um Estudo Crítico do Projeto de Lei 120/2011

Discurso Político Legislativo e Gênero Social: Um Estudo Crítico do Projeto de Lei 120/2011

O tema da identidade social não é novo, mas vem ganhando espaço nas instituições de ensino, no campo jurídico, na política, na sociologia, na antropologia e também nas ciências da linguagem. Essa emergência dos estudos que se voltam para a existência desse ator social por meio da consciência de seu corpo (físico) de seu saber (conhecimento), de seus julgamentos (crenças e valores), de suas ações (seu poder fazer), segundo Charaudeau (2008), é o que nos leva à percepção da diferença, ou seja ao princípio da alteridade, ao reconhecimento de que existe um outro e um eu e que cada um desempenha papéis diferentes, finalidades e intenções distintas, sendo, portanto um jogo de reconhecimento do outro e de diferenciação desse outro, “cada um se legitimando e legitimando o outro através de uma espécie de „olhar avaliador‟” (CHARAUDEAU, 2008, p. 309). De fato, é a diferença de si em relação ao outro que trará a emergência de discussões e reflexões no terreno da linguística discursiva de vertente crítica sobre identidade social e identidade de gênero ou da relação entre linguagem e estrutura social.
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133 Lee mas

Gênero e interseccionalidade no debate legislativo: uma análise da tramitação do Projeto de Lei nº 6.998 de 2013

Gênero e interseccionalidade no debate legislativo: uma análise da tramitação do Projeto de Lei nº 6.998 de 2013

Nos dias atuais, mais do que apenas a marginalização feminina, o que ocorre é uma diferenciação da inserção de homens e mulheres na esfera pública e a construção da esfera doméstica influencia diretamente neste fator. Conforme afirma Okin (2008), os papéis dos indivíduos nas duas esferas estão interligados, fazendo com que a identidade construída em uma reflita na outra. Porém, além da vulnerabilidade em relação ao mundo externo, há, também, a vulnerabilidade de muitas outras dentro da própria família. Biroli (2013) explica que, para Okin, a responsabilidade das mulheres com a vida doméstica corresponde à sua vulnerabilidade na vida privada, pois estas se tornam vítimas de desigualdades que dificultam, por exemplo, mais tempo para qualificar-se profissionalmente ou para exercer atividades na vida pública. Ao mesmo tempo, suas habilidades e seu papel doméstico serão desvalorizados socialmente e, assim,
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76 Lee mas

O reconhecimento da condição de refugiado em razão da orientação sexual ou identidade de gênero

O reconhecimento da condição de refugiado em razão da orientação sexual ou identidade de gênero

No mundo milhares de pessoas são perseguidas, humilhadas e sofrem diferentes tipos de violência em razão de sua orientação sexual e identidade de gênero. Em diferentes países, o algoz é o próprio Estado, que pune a homossexualidade com castigos físicos e até a morte. Reconhecer homossexuais e minorias de gênero enquanto grupo social para que possam ter a proteção do instituto do refúgio é uma das formas de proteger os direitos humanos desses grupos. Mas ainda são poucos os países que assim os reconhecem. O Brasil tem avançado nessa questão, uma vez que a interpretação do Conare- Comitê Nacional para Refugiados é de que gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais pertencem a determinado grupo social. A partir deste contexto, o presente trabalho tem por objetivo defender a tese de que as minorias sexuais e de gênero devem ser consideradas enquanto grupo social para fins de concessão de refúgio. Para tanto, analisará o direito ao refúgio a partir da Convenção de 1951, a lei brasileira 9.474/1997 que implementa a Convenção de 51 no país e a condição das minorias sexuais e de gênero enquanto grupo social. Trata-se de um trabalho de revisão bibliográfica, com utilização do método hipotético dedutivo, visando confirmar a hipótese central do presente trabalho e responder ao problema primordial da pesquisa: podem as assim consideradas minorias sexuais e de gênero ser reconhecidas enquanto grupo social para fins de concessão de refúgio?
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15 Lee mas

Gênero, identidade e educação especial: histórias de professoras

Gênero, identidade e educação especial: histórias de professoras

política pública específica para a Educação Especial no Brasil: a implantação de Salas de Recursos Multifuncionais a partir da Po- lítica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008). As Salas de Recursos Multifuncionais deveriam ser o principal locus do Atendimento Educacional Es- pecializado nas escolas públicas, voltando-se para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habi- lidades, cujas matrículas deveriam se dar, de acordo com a lei, na escola comum. Em nossa pesquisa específica, optamos por com- plementar os dados nacionais, obtidos por meio de ferramentas cujos resultados poderiam ser mais generalizáveis (questionários, grupos focais, etc.), com uma pesquisa-formação que incorporasse os sujeitos como pesquisadores da própria prática (ANJOS, 2014). Parecia-nos que, para falar das políticas em execução, era necessá- rio acompanhar professores na vivência desses processos na escola pública. Então, durante os anos de 2011 e 2012, foram gravados, transcritos e textualizados vinte e dois relatos orais de professoras cujas histórias docentes se constituíram dentro da prática pedagó- gica na Educação Especial; desses relatos, analisamos, neste artigo, as referências à constituição da identidade docente na Educação Especial, em nossa compreensão, fortemente enraizada nos estere- ótipos de gênero. 2
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20 Lee mas

Padrões internacionais de orientação sexual e identidade de gênero: Interpretação evolutiva no direito interamericano

Padrões internacionais de orientação sexual e identidade de gênero: Interpretação evolutiva no direito interamericano

Resumo: A discussão jurídica sobre os direitos das minorias está crescendo. Os sistemas de leis na- cionais e internacionais enfrentam os desafios de um mundo cada vez mais diversificado, no qual a distinção entre maiorias e minorias tende a se tornar desnecessária. Nesse contexto, a questão dos direitos das comunidades lgbti ganha relevância. O direito internacional estabeleceu padrões para uma interpretação ampla e evolutiva desses direitos, enraizada em novos conceitos de orientação sexual e identidade de gênero, em termos de igualdade e como uma consequência de seus direitos de se casar e de formar família. A análise desses direitos requer o uso de fontes formais e soft law, bem como de lei comparativa.
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12 Lee mas

Escola e diversidade sexual: Narrativa sobre identidade de gênero

Escola e diversidade sexual: Narrativa sobre identidade de gênero

não era aquele na caderneta. Eu ouvi calada e salientei duas vezes o meu nome social; aí ele viu que eu estava chateada e continuou fazendo a frequência. Eu não consegui fazer a prova nesse dia, minha cara foi lá no chão de vergonha, o constrangimento foi tanto que eu não consegui fazer a prova, simplesmente marquei o gabarito e saí logo da sala, entreguei para ele e fui na coordenação, não estavam nem a diretora e nem a coordenadora; falei com outra pessoa da direção e relatei o problema com o professor. Ela me disse: ‘desculpa, ele é ignorante assim mesmo, é o jeito dele’. Eu disse: ‘não é o jeito dele não, como ele vai tratar uma aluna assim? Fizeram a reunião para tratar do meu caso para ele não me tratar assim?’ Aí ela disse que ia chamar o professor para conversar e explicar para ele novamente e me pediu desculpas por ele. Esse período da prova foi o mesmo período em que a diretora pediu que eu usasse só o banheiro dos funcionários, porque alunas evangélicas teriam ido na coordenação para reclamar da minha presença no banheiro, até então, quando eu entrava, elas saíam. Aí eu estava proibida de entrar no banheiro feminino, só que eu não usei o dos funcionários em momento algum. Falei na direção que a lei me protege; está na lei o uso do banheiro. No outro dia, eu estava no pátio e o mesmo professor que me causou esse constrangimento me chamou na sala e pediu desculpas; disse que não sabia que era um direito meu; falou que nunca teve um caso assim no colégio e eu disse que trouxe o caso, trouxe as leis impressas e não fizeram nada. Ele disse que esse constrangimento não iria se repetir. Eu já estava querendo sair do colégio por causa disso, acabei mudando de bairro e fui para outro colégio. Encerrou a unidade, peguei minha transferência e trouxe para esse novo colégio, no qual estou hoje. (Sabrina).
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22 Lee mas

Identidade de gênero e o discurso cristão em pôster de filme Queer

Identidade de gênero e o discurso cristão em pôster de filme Queer

Retomando Foucault (1988) e Hall (1997), compreendemos a representação social como um produto discursivo delimitado por campos estratégicos de poder. Os efeitos do poder heterossexual, no texto de chegada, definiram a figura do LGBT como sexualidade dissidente, solapando a diversidade de gêneros e reafirmando o sexismo. Como nos assegura Foucault (1988), o poder encontra respaldo na lei; dessa forma, a representação social dos sujeitos queer, nas figuras, atuou como um reforçador das relações de poder heteronormativo em nossa cultura judaico-cristã. Asseveramos que o pôster de Orações para Bobby é fruto de uma experiência cultural e, assim como outros cartazes de divulgação de filmes queer que circulam na cultura brasileira, exerce um grande impacto sobre nós, sobre nossa maneira de pensar, agir e reagir à sexualidade e à diversidade de gêneros. Vimos que os padrões religiosos e heterossexuais, em muitos casos, subordinam a conjuntura queer, limitando a vivência da sexualidade. Por fim, dissertamos que a religiosidade, tanto no campo artístico (cinema) como no social, ainda costuma agenciar os sujeitos e colonizar os corpos e os desejos.
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16 Lee mas

Aprendendo a ser mulher? construção de identidade de gênero: memórias da relação de mulheres com suas bonecas

Aprendendo a ser mulher? construção de identidade de gênero: memórias da relação de mulheres com suas bonecas

Entendo, assim, que como universidade, espaço de múltiplas aprendizagens, abordagens distintas devem ser feitas e foi o que procurei fazer, com um certo sucesso. O tema gênero permeou a maioria das discussões, pois era necessário estender às alunas o tema que envolvia a pesquisa. Como participantes da pesquisa elas deveriam estar a par das discussões que envolvem a temática de gênero. Entendo que a cultura machista e a linguagem sexista estão presentes em todos os âmbitos da sociedade, no espaço escolar e nas universidades, sendo propagadas por educadores e educadoras. Dessa forma, através de um ensino/aprendizado mais aberto às questões feministas e de gênero podemos vislumbrar uma possibilidade de superação deste panorama sexista e machista no ensino, reconhecendo que “a escola tem marcado uma dupla função: a formação intelectual e a formação social dos indivíduos, ou seja, seu adestramento nos próprios modelos culturais” (MORENO, 1999, p. 17).
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119 Lee mas

Mulheres quilombolas: território, gênero  e identidade na comunidade negra Senhor do Bonfim, Areia/PB (2005-2018)

Mulheres quilombolas: território, gênero e identidade na comunidade negra Senhor do Bonfim, Areia/PB (2005-2018)

Meados da década de 1960, Dona Biu chega a região do Bom Fim, casada com um dos moradores da região, vinha também de uma localidade onde não tinha muitas condições, sua mãe fazia louça e seu pai os vendia na cidade mais próxima e também trabalhava no Engenho Bonfim. Mas ela começa a nos contar sua vida a partir dali, suas memórias estão naquelas terras, onde constituiu sua família. Em suas recordações, sempre fala dos sofrimentos pelos quais sua família passara. Acordava de madrugada, ia para seus roçados, levava os filhos a partir do momento que iam crescendo para ajudar, era dali que saia parte da alimentação da família. Olhava para eles, viviam em condições de penúria. Via seu marido trabalhar de dia a noite e ao chegar o fim de semana, não ter dinheiro o suficiente para comprar os mantimentos. Olhava para seus filhos, não tinha dinheiro para comprar roupas e calçados. Mesmo assim, levantava-se todos os dias e voltava para a labuta no campo e algumas vezes ia lavar as roupas para a dona do engenho. Sua infância e adolescência também foi marcada pela pobreza, sem muitas vezes ter o que comer. Aprendeu a cultivar as terras e o uso de plantas para chás (o hospital era muito longe) e a prática de rezas para olhado. Desde cedo ajudava sua mãe na lida diária da casa e dos roçados, perpetuando essa prática com seus filhos. Sua filha mais velha, Maria de Fátima, acompanhou toda a fase de dificuldade da sua família e via sua vida caminhando para a mesma vida de sofrimentos de sua mãe. Considerada a matriarca, foi de extrema importância para a construção da história e identidade da comunidade.
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177 Lee mas

A regulação da sexualidade e da identidade de gênero através do riso : as piadas nas escolas

A regulação da sexualidade e da identidade de gênero através do riso : as piadas nas escolas

Por essa ser uma perspectiva que fala de estruturas sociais, em que os agentes atuam em campos de disputa sem necessariamente terem uma perspectiva reflexiva sobre ela, podemos encontrar nas falas das entrevistadas uma ideia contrária, uma vez que existe reflexão sobre o preconceito que vivenciaram o que é percebido aqui como um problema a ser enfrentado, isso é, como fazer sociologia sobre aquilo que as pessoas não sabem? De fato os autores tem razão ao perceberem no sistema de ensino uma reprodução de normas e valores de uma classe dominante que no momento de educar está estabelecendo e distinguindo cultura boa de cultura ruim, práticas sociais relevantes e irrelevantes. Para o objeto de estudo aqui investigado está então a valoração da heterossexualidade enquanto conduta correta e comportamentos dissidentes como impróprios, irregulares e ilegítimos. A preocupação da reprodução de valores culturais demarcados por uma condição de classe dominante transforma-se aqui numa reprodução de valores de conduta sexual legitimada socialmente, sendo essa a heterossexual, e de identidade de gênero, sendo essa cisgênera, em detrimento a tudo que fuja dessa matriz.
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94 Lee mas

Identidade visual: o simbolismo na identidade organizacional

Identidade visual: o simbolismo na identidade organizacional

O nome que uma organização adota e pelo qual vai ser reconhecida no mercado, reveste importância primordial uma vez que, para além de comunicar a sua identidade fundacional, funciona como elemento diferenciador protegido, uma vez que legalmente não podem existir nomes iguais ou que suscitem confusão. Neste sentido, o nome é único e irrepetível, podendo ser descritivo ou conceptual (Olins, 1995). O nome deve ainda traduzir o modo com a empresa/organização pretende ser percecionada pelos seus públicos, ter capacidade para ser memorizado, não possuir conotações pejorativos se usado noutros contextos culturais ou noutras línguas o que pode dificultar as possibilidades futuras de expansão para outros mercados
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22 Lee mas

Tráfico ilegal e porte de drogas para consumo próprio na Lei 11.343/06: a identidade de condutas entre os delitos

Tráfico ilegal e porte de drogas para consumo próprio na Lei 11.343/06: a identidade de condutas entre os delitos

30 WEIGERT, op. cit., p.73. 31 MENDONÇA; CARVALHO, op. cit., p. 105. 32 Nesse sentido, vale transcrever em parte, decisão do Superior Tribunal de Justiça no HC 113.531/SP, da lavra da Ministra Laurita Vaz: “[...] O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento de Questão de Ordem suscitada nos autos do RE 430105 QO/RJ, rejeitou as teses de abolitio criminis e infração penal sui generis para o crime previsto no artigo 28 da Lei 11.343/06, afirmando a natureza de crime da conduta perpetrada pelo usuário de drogas, não obstante a despenalização [...]” (STJ - HC: 116531 SP 2008/0213223-4, Relator: Ministra LAURITA VAZ, Data de Julgamento: 26/05/2009, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 15/06/2009).
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57 Lee mas

Estudos de recepção que articulam identidade e gênero: análise do GT de Recepção da Compós desde 2010

Estudos de recepção que articulam identidade e gênero: análise do GT de Recepção da Compós desde 2010

John e Costa (2014) afirmam que o discurso da mídia ocupa papel pri- vilegiado na narrativa e na construção das representações acerca do fe- minino e do masculino na sociedade. Como significativa parte da história diária é narrada pelos meios de comunicação, sua construção discursiva pode contribuir para a desmistificação de tabus, mitos e estereótipos ou, ao contrário, para reforça-los e legitimá-los. “Nesse sentido, é importante verificar como as identidades femininas/masculinas são construídas pelos meios, mas mais do que isso, como são significadas, apropriadas e reela- boradas pelos consumidores dos conteúdos midiáticos” (JOHN e COSTA, 2014, p.217). Tomazetti e Coruja (2017) reafirmam essa ideia, explicando que as instituições midiáticas possuem um status definidor na propagação e/ou desmistificação das construções e das interpelações de gênero na esfera cultural. Para os autores, é importante refletir como os estudos em comu- nicação vêm pensando as problemáticas de gênero, principalmente sob o viés do consumo e da apropriação dos discursos midiáticos pelos sujeitos, de modo a propor novas esferas de pensamento social.
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21 Lee mas

Pertencimento a um grupo social específico: orientação sexual, identidade de gênero e o direito dos refugiados

Pertencimento a um grupo social específico: orientação sexual, identidade de gênero e o direito dos refugiados

Há ainda, segundo Türk (2012), especialmente na Europa, a tendência de exigir 'discrição’. Como se indivíduos LGBTI pudessem ter evitado a perseguição simplesmente por esconder sua orientação sexual. O critério de "discrição" tem grande potencial de prejudicar um dos princípios básicos do direito dos refugiados, o que diz que a Convenção protege as pessoas que têm um receio fundado de ser perseguido por causa de quem elas são; e que, portanto, não devem ser obrigadas a esconder, alterar ou renunciar à própria identidade, a fim de evitar a perseguição.
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33 Lee mas

“Coisas de menino e coisas de menina": Um ensaio sobre gênero e a construção da identidade a partir da Graphic Novel Fun Home

“Coisas de menino e coisas de menina": Um ensaio sobre gênero e a construção da identidade a partir da Graphic Novel Fun Home

A partir de Fun home e da narrativa autobiográfica de Bechdel, podemos pensar as colocações de Hall acerca de como a identidade é ativamente produzida através de um movimento de reconhecimento das confluências e das diferenças – categorias que estão interligadas, constituindo um processo através do qual se constrói o que entendemos como nossa identidade. Sendo então a diferença um ato, um processo de diferenciação que está implícito em qualquer identificação. Observaremos como, a partir de um processo de proximidades e diferenças, Bechdel desenvolve e entende suas questões. Isso se dá a partir de livros e seus personagens, do comportamento observado em outras pessoas e, sobretudo, da relação com seu pai. Pensaremos ainda a construção de outra categoria, a qual também possui um significado social e cultural que é socialmente construído – o gênero. Através de sua investigação em retrospectiva, Bechdel revisita seus dilemas familiares: um pai em confronto com a própria sexualidade, uma mãe empenhada em manter as aparências e a busca de uma adolescente lésbica pela sua identidade. Um ponto relevante em Fun home são as questões de identificação de gênero, as quais nos permitem pensar sobre as questões implicadas em “ser uma mulher” e em sua formação como tal. Através da autobiografia de Bechdel, é possível uma reflexão acerca dos papéis sociais, incluindo os comportamentos que se esperam, socialmente, das categorias homem e mulher, masculinidade e feminilidade, e observando ainda como a descoberta e a vivência da sexualidade da autora são elementos relevantes na construção de sua identidade. Em Fun home, a arte prova-se mais uma vez como uma forma de expressão que traduz experiências de vida. Acerca da obra, Bechdel pondera: “Talvez minha estética fria e distante consiga transmitir muito melhor o clima glacial de nossa
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17 Lee mas

Identidade Transmundana

Identidade Transmundana

No entanto, não conhecemos nenhuma propriedade assim, nem mesmo sabemos se existe alguma propriedade desse tipo; nem sequer fazemos ideia de como seria uma propriedade tal como essa. Pensada desta forma, Plantinga considera que a ideia da Identidade Transmundana não é mesmo inteligível. Pois, de acordo com esse raciocínio, é como se nós estivéssemos de algum modo “espiando” um outro mundo através de um Juliovernoscópio, diz Plantinga, usando uma expressão de David Kaplan. Observamos os habitantes deste outro mundo e nos perguntamos qual deles, se é que algum deles, é Sócrates. Sabemos que ele pode ter uma aparência totalmente diferente lá, ter amigos e digitais diferentes, isto é, se tiver dedos para ter digitais (cf. Plantinga, 1974, p. 94).
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