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Processo de transferência de tecnologia universidade - empresa: estudo de caso no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC

Processo de transferência de tecnologia universidade - empresa: estudo de caso no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC

As relações entre universidade e sociedade, bem como o papel da universidade no contexto da sociedade do conhecimento e, especificamente, as mudanças na relação universidade-empresa, são temas relevantes a serem estudados. O objetivo principal desta dissertação é compreender o processo de Transferência de Tecnologia (TT) universidade-empresa (U-E) na percepção de pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina. Trata-se de um trabalho de abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, caracterizado como estudo de caso, que utiliza pesquisa bibliográfica e documental. A entrevista com docentes/pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC foi adotada como coleta de dados. A primeira parte da entrevista permitiu avaliar que, segundo o modelo de Carvalho e Cunha (2013), projetos de pesquisa desenvolvidos no MIP encontram-se no estágio Alfa de TT, porque têm caráter acadêmico e apresentam baixa interação com empresas. Como meio de TT, identificou-se que docentes/pesquisadores do MIP utilizam, predominantemente, publicações e, em menor medida, conferências, treinamentos e consultorias; poucos disseram que houve contratação, por parte de empresas, de estudantes que participaram de suas pesquisas; dois entrevistados disseram que tiveram pesquisa patrocinada por empresas, e nenhum caso de TT por meio de licenciamento de patentes ou formação de spin-off. Ainda, quatro dos dezesseis entrevistados contaram que realizaram pedido de patente, possibilitando a comercialização futura. Com base nas dificuldades encontradas pelos entrevistados para realizar TT, propõe-se que haja encontros entre pesquisadores e empresas; reformulação do site e capacitação de pessoas do NIT/UFSC; descentralização da gestão de inovação; diminuição da burocracia nos trâmites de aprovação de contratos/convênios de pesquisa; e reforço de cultura de inovação.
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233 Lee mas

Convergência ou não convergência : a política de P&D do setor elétrico e a parceria universidade empresa

Convergência ou não convergência : a política de P&D do setor elétrico e a parceria universidade empresa

Esta pesquisa estuda a interação universidade empresa, a partir da experiência de parceria estabelecida entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Companhia Energética de Brasília (CEB), por intermédio da Política de P&D do Setor Elétrico brasileiro. O estudo teve como finalidade avaliar a interação Universidade-Empresa a partir da experiência de cooperação estabelecida entre a UnB e a CEB no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado pela ANEEL. A análise teórica que a conduziu foi fundamentada na abordagem da Hélice Tripla, proposta por Henry Etzkovitz e Loet Leydesdorff (1990), que explica o desenvolvimento científico e tecnológico, em uma economia de base científica, por meio da interação entre governo, universidade e empresa. O estudo é caracterizado, do seu ponto de vista metodológico, pelas etapas de descrição do processo de interação UnB-CEB, mapeamento e caracterização dos seus fatores motivadores, identificação dos principais limitadores, catalizadores e resultados, relacionamento das suas características com a arquitetura institucional da rede de pesquisa de P&D da ANEEL e identificação dos pontos de melhoria do seu processo de gestão. Os dados necessários à realização do trabalho foram obtidos mediante pesquisa documental, entrevista exploratória e aplicação de formulário, por meio de entrevistas individuais, realizadas com os gestores dos projetos na CEB e na UnB. Para a análise de conteúdo foi feita a análise semântica, a partir da análise morfológica e sintática, identificando-se associações e conexões entre os discursos dos entrevistados. Os dados evidenciaram os fatores motivadores na formulação da agenda de pesquisas em ambas as instituições, bem como suas barreiras, facilitadores e resultados envolvidos na interação. Os principais fatores que motivaram
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116 Lee mas

Gestão da interação universidade – empresa : o papel dos NITs a partir da Lei de inovação

Gestão da interação universidade – empresa : o papel dos NITs a partir da Lei de inovação

e alianças estratégicas para cooperação Academia – Mercado. A criação dos NITs para realizar a gestão da política de Propriedade Intelectual, conforme Lotufo (2009), representou um importante passo para introdução do tema na gestão universitária, facilitando a Transferência de Tecnologia/TT, seja de uso exclusivo ou não, e a prestação de serviços para Empresas. A participação do pesquisador nos ganhos econômicos auferidos pelas ICTs, com o licenciamento de ativos intangíveis, se constitui num importante estímulo à criatividade do pesquisador. Afirma ainda que o compartilhamento de laboratórios das ICTs com Empresas merece registro, haja visto que abriu possibilidades de acesso do Mercado a serviços tecnológicos de qualidade, nem sempre possíveis na sua infraestrutura interna, pelo alto custo envolvido – aqui concordando com o entrevistado 3 – tanto para equipamentos quanto de recursos humanos especializados. A introdução de subvenção econômica às Empresas, como forma de estímulo a P&D empresarial, também se constitui em outro avanço, oportunizando financiamento para estas atividades, de relevância para Arbix e Consoni (2011). Faz apontamento quanto às questões da cultura organizacional e relação UniversidadeEmpresa, conforme Santos (2009), e que, embora o Brasil já possua um arcabouço legal que promova a Inovação, ainda há muitos gargalos que geram insegurança jurídica, quando se trata de aplicar as diretrizes previstas em lei, faltando uma adequada articulação entre os diferentes órgãos governamentais responsáveis pelo controle e gestão das ações.
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113 Lee mas

A política pública de inovação tecnológica e a cooperação universidade-empresa: revisitando a teoria da agência

A política pública de inovação tecnológica e a cooperação universidade-empresa: revisitando a teoria da agência

Nessa perspectiva, as cooperações tecnológicas universidade-empresa são acordos oficializados por instrumento contratual para desenvolvimento tecnológico de produtos e processos. Logo, o apoio governamental às atividades de P&D visa, basicamente, a reduzir o custo relativo e/ou o risco associado a essas atividades. Porém, embora exista a expectativa de uma atuação conjunta das instituições participantes nesse tipo de cooperação, Segatto-Mendes e Rocha (2005, p. 172) constatam a existência de interesses divergentes, controle sobre resultados não-pecuniários e fontes de assimetria informacional, que revelam características da Teoria da Agência, cuja idéia fundamental, para Jensen (1994), é que as pessoas têm interesses próprios diferentes e cada uma busca maximizar seus próprios objetivos. Dessa forma, passa-se à análise da aplicabilidade da Teoria da Agência, às cooperações tecnológicas reguladas pela Lei do Bem.
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14 Lee mas

INOVAR PARA DESENVOLVER: Relação entre os atores Universidade, Empresa e Governo

INOVAR PARA DESENVOLVER: Relação entre os atores Universidade, Empresa e Governo

O objetivo deste arquivo é suscitar discussões sobre a relevância da inovação para o processo de desenvolvimento a partir do modelo de interação entre Universidade-Empresa-Governo conhecido como Hélice Tríplice. Com base nessas discussões, o artigo promove reflexões sobre como a gestão da inovação mediante a articulação desses atores pode fortalecer o Sistema Nacional de Inovação e gerar desenvolvimento sustentável baseado na equidade, na qualidade de vida, na utilização das tecnologias para a diminuição da pobreza, da poluição e demais questões sociais, econômicas e ambientais.
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14 Lee mas

A interação universidade empresa na UnB : um estudo de caso

A interação universidade empresa na UnB : um estudo de caso

Por fim, no eixo Gestão da Cooperação Institucional: Universidade-Empresa- Governo-Sociedade, há o Parque Científico Tecnológico (PCTec), criado pela resolução n° 14/2007, do Conselho Diretor da FUB, que tem como objetivo desenvolver e gerar conhecimento, produtos e serviços tecnológicos para atender o mercado, em parceria com empresas públicas e privadas, nacionais e internacionais, visando o desenvolvimento socioeconômico e o fortalecimento das estruturas de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Brasil. O Laboratório de Inovações Tecnológicas para Ambientes Experience (ITAE) promove diversas experiências sensoriais, relaciona as áreas do conhecimento e propõe soluções interativas e tecnológicas, em um moderno ambiente usado para capacitação por meio de jogos de imersão. Além disso, tem a Gerência de Projetos (GEPRO) do CDT que atua nos processos de gestão de projetos apoiando pesquisadores da UnB e empreendedores na elaboração, gerenciamento, execução e prestação de contas, o que dá condições para o desenvolvimento de estudos.
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71 Lee mas

A Comunicação Universidade-Empresa: A Emergência do Diálogo Interorganizacional

A Comunicação Universidade-Empresa: A Emergência do Diálogo Interorganizacional

Pretendemos com este artigo refletir sobre a dinâmica evolutiva do diálogo entre as universidades e as empresas no processo de transferência de conhecimento. Enquanto públicos de interesse das universidades, as empresas têm adquirido preponderância estratégica, estreitando-se os laços e as formas de colaboração. Na verdade, na última década, os relacionamentos universidade-empresas intensificaram-se no nosso país, devido a um conjunto de fatores de natureza social, politica e económica, que levaram as universidades a abrir-se ao exterior. Os resultados preliminares do nosso estudo (que está ainda a decorrer) indicam que sob o ponto de vista das universidades, o esforço e a responsabilidade que empreendem no estabelecimento de relações com as empresas não são ainda suficientemente entendidos pela sociedade. Enquanto na perspetiva dos empresários, trabalhar com os centros de conhecimento é um modo de agir ainda marginalizado ou visto como inacessível. Estes relacionamentos são, por isso e até agora, incipientes, ainda que em crescimento. Daí que os dados apontem para a conclusão de que (1) as empresas se estão a afirmar como stakeholders estratégicos das universidades e (2) os processos de comunicação, que são empreendidos neste contexto, são modos centrais e particulares de estabelecer interação e gerir relações interorganizacionais, são também o resultado de um processo de mudança, e o seu estudo se revela oportuno e relevante.
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13 Lee mas

Gestão da interação Universidade-Empresa:: o caso PUCRS

Gestão da interação Universidade-Empresa:: o caso PUCRS

No contexto de desenvolvimento de uma Universidade Empreendedora, des- taca-se a importância das mudanças que a universidades vêm realizando em suas estruturas e mecanismos para atender às demandas originadas pela inte- ração UE. A interação UE é uma relação de aprendizado interativo e inovador, porém, simultaneamente, envolve riscos de tensão e conflitos (LEVY, ROUX & WOLF, 2009). Se a interface não for bem gerenciada, tanto a empresa quanto a universidade, aprofundarão frustrações recíprocas. Dessa forma, as universi- dades devem criar estruturas internas para promover e coordenar a interação UE, estabelecendo estratégias para articular ensino, pesquisa e extensão com a sociedade.
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16 Lee mas

CAMBIANDO SABERES: DIÁLOGOS ENTRE UNIVERSIDADE E COMUNIDADE

CAMBIANDO SABERES: DIÁLOGOS ENTRE UNIVERSIDADE E COMUNIDADE

O Projeto de extensão "Cambiando Saberes" apresenta-se como evento permanente do Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Indústria Criativa - Mestrado Profissional (PPGCIC) e tem como objetivo principal possibilitar o diálogo e interação entre o conhecimento produzido no âmbito acadêmico e o conhecimento produzido na comunidade de São Borja. Considerando as várias áreas descritas no âmbito da Indústria Criativa, ou seja, patrimônio, artes, mídia e criações funcionais (UNCTAD, 2010). O evento pretende ser uma das vias institucionais do PPGCIC na promoção do intercâmbio entre grupos de pesquisa, pesquisadores (inclusive de outras instituições de ensino superior da região) e os diversos setores da sociedade: instituições de educação do ensino fundamental e médio; instituições públicas de preservação da cultura e patrimônio; associações e grupos de atividades culturais e empresariais; Nesse sentido, o "Cambiando Saberes" parte do pressuposto que o conhecimento é produzido de modo diverso na academia e na sociedade de modo geral. Assim, propõe a troca de experiências entre os setores, através de encontros mensais, com os seguintes objetivos: 1) Proporcionar um espaço de debate e troca de experiências entre pesquisadores (professores, técnicos administrativos em educação, mestrandos e estudantes de graduação) e a comunidade de São Borja; 2) Contribuir para a divulgação do conhecimento produzido na universidade, constituindo-se como um retorno à sociedade; 3) Dar visibilidade às pesquisas realizadas nas instituições de ensino superior da cidade e região; 4) Debater e propagar soluções criativas em torno dos problemas socioculturais da região.
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5 Lee mas

Universidade: transformações na profissão acadêmica

Universidade: transformações na profissão acadêmica

Buscando uma maior aproximação desse processo de reconfiguração do fazer universitário e seguindo nosso intento de analisar o cotidiano das universidades públicas estaduais do Paraná/Brasil por entendê-las como um locus privilegiado para a realização deste estudo, por virem comportando, desde a década de 1990, um conjunto de alterações em seu funcionamento, mantivemos contatos mais próximos com os seus docentes visando captar, por meio de entrevistas semi-estruturadas, a forma pela qual têm se alterado as atividades dos professores. Procuramos apreender os elementos que fazem parte do dia-a-dia de alguns docentes e para tanto nos propusemos a escutar os relatos sobre suas vivências no interior e fora da universidade.
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19 Lee mas

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE ARTES

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE ARTES

Deste modo, a pesquisa proposta, ao analisar Sites promocionais de alguns filmes visa: (1) Contribuir para o desenvolvimento de uma teoria que fundamente os procedimentos de concepçã[r]

164 Lee mas

Adição ao trabalho e desempenho humano : estudo de caso em uma empresa júnior da Universidade de Brasília

Adição ao trabalho e desempenho humano : estudo de caso em uma empresa júnior da Universidade de Brasília

Workaholic Orientado para a Realização: por se tratar de uma pesquisa não experimental e com corte transversal, não é possível afirmar que os ocupantes de cargos mais altos na Organização demonstravam comportamentos de adição ao trabalho antes de assumirem seus atuais postos. Porém, o fato de 80% (24 de 30) dos ocupantes dos cargos a partir do segundo nível do Plano de Carreira da AD&M (a saber: Presidente, Assessor da Presidência, Diretor, Gerente, Líder de Projetos e Analista de Negócios) serem considerados adictos ao trabalho (obtiveram médias iguais ou superiores a 2,5) e que 93% assumiu um posto mais elevado na empresa há menos de dois anos, entende-se que este é um indício de que os workaholics da AD&M almejam crescimento na carreira para cargos de maior responsabilidade, característica pertencente aos workaholics orientados para a realização.
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84 Lee mas

TítuloMemoria crítica da Escola desde a Universidade

TítuloMemoria crítica da Escola desde a Universidade

Educación y lucha de clases é un ensaio crítico marxista espléndido, profundo e peda- góxico a un tempo, cheo de ritmo e de vivacidade. Ás veces mesmo un pouco simplifica- dor –acorde en todo caso con aqueles tempos desasosegantes, pero esperanzados a un tempo, dos anos 30, en que foi escrito, ou mellor, en que foron pronunciadas as “leccións” que o conforman, na Universidade de Buenos Aires-. Un libro, en fin, que é como un viaxe sereno, triste e alegre, un pouco escéptico si se quere (a propósito da capacidade social- mente trasformadora da educación e dos sistemas educativos en xeral), pero, de calque- ra maneira, sorprendente, magnífico e sempre maravilloso, pola historia da educación uni- versal. Libro, ademáis, breve e sucinto, atractivo e ben escrito, a pesar de seren textos escritos tomados como apuntes, a partir de exposicións orais.
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11 Lee mas

VIRGINIA ACUÑA FERREIRA Universidade de Vigo

VIRGINIA ACUÑA FERREIRA Universidade de Vigo

Por otra parte, el análisis aborda tanto historias masculinas “típicas” como otras que se asimilan en ciert o modo a las femeninas y que se revelan, por tanto, como un d[r]

8 Lee mas

UNIVERSIDADE INTEGRADA: O CONHECIMENTO DE ALUNO PARA ALUNO

UNIVERSIDADE INTEGRADA: O CONHECIMENTO DE ALUNO PARA ALUNO

Aprendi várias coisas que não sabia, gostei da aneira que as aulas foram ministradas, sempre que precisamos de um apoio os professores estiveram a nossa disposição"; x ³$SHVDU GH DQDOLVD[r]

6 Lee mas

Educação para a Saúde na Universidade: um estudo realizado em alunos da Universidade do Minho

Educação para a Saúde na Universidade: um estudo realizado em alunos da Universidade do Minho

O ideal provavelmente será a adopção de uma combinação de todas estas estratégias. No presente a medida mais fácil de implementar a EpS na universidade seria a infusão de temas de saúde em todo o currículo (qualquer disciplina pode e deve ligar os assuntos da sua disciplina à vida). Por exemplo o tema alimentação pode ser tratado em vários cursos como a seguir se procura demonstrar. A História quando fala das causas das doenças e epidemias em determinada época pode ligar esse assunto ao presente e falar das causas da fome no mundo, da necessidade de uma alimentação equilibrada para fortalecer o sistema imunitário e de regras de higiene alimentar. A Química quando fala por exemplo de compostos como os ácidos gordos, açucares, etc., pode abordar as consequências para a saúde da ingestão de determinados tipos de gorduras, em que alimentos as podemos encontrar, etc. O Inglês quando fala do estilo de vida americano ou inglês pode falar das desvantagens do fast-food para a saúde e na necessidade de preservar a dieta mediterrânea. No que diz respeito ao Consumo de Tabaco, a Biologia pode falar nas consequências para a saúde do consumo de tabaco, a Matemática pode calcular os gastos com tabaco de um fumador e os gastos com o tratamento de um fumador que contraiu por exemplo um cancro de pulmão, nos cursos de Português ou Psicologia, pode abordar-se os determinantes desta conduta e a forma de resistir às influências psicossociais que levam os adolescentes a começar a fumar, etc.
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10 Lee mas

Conversidade: diálogo entre universidade e movimentos sociais

Conversidade: diálogo entre universidade e movimentos sociais

capitalista internacionalizado necessita. Todavia, esta orientação da política do Estado não impediu totalmente o surgimento de experiências com perspectiva humanista, crítica, interdisciplinar, como a PUCSP, que, por sua vez, revelou sua ambivalência com as relações de saber-poder disciplinar. Os significados configurados pelas relações pedagógicas e pela produção científica se mostram paradoxais, porque produzidos e atravessados por múltiplas relações, múltiplas dimensões e múltiplos movimentos sociais. Neste sentido, as experiências de extensão universitária no campo da educação popular, aqui focalizadas, indicam nitidamente que a relação entre universidade e sociedade não se configura como uma relação de exterioridade 35 . As instituições de ensino superior revelam processos complexos e contraditórios em suas práticas acadêmicas, produzidos pela relação entre as diferentes forças e sujeitos sociais que a atravessam. Assim, propostas de caráter assistencial e elitista favorecem paradoxalmente a irrupção de movimentos populares na universidade, cuja presença acirra contradições, provoca mudanças na vida acadêmica e fomentam interações com organizações populares. Tais ações conjuntas com movimentos sociais organizados possibilitam reconhecer os agentes sociais como sujeitos de produção de conhecimento, assim como enfatizar a dimensão dialética, intercultural e política da práxis acadêmica científica.
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146 Lee mas

Universidade empreendedora: um estudo de caso na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Universidade empreendedora: um estudo de caso na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Outro recorte consistiu na delimitação no espaço, delineando o universo de investigação. Assim, no intuito de estudar as estruturas da Universidade que de alguma forma interagem com a sociedade, possibilitando a disseminação e/ou a construção conjunta do conhecimento e da inovação, foram selecionados as Pró-Reitorias de Extensão e Cultura, de Graduação, de Pesquisa e Pós-graduação e o Centro de Inovações Tecnológicas. Esse último abrange o Núcleo de Inovação Tecnológica e de Proteção do Conhecimento, as Empresas Juniores, a Incubadora de Empresas e o Parque Tecnológico de Diamantina. Grande parte dessas estruturas é mencionada nos estudos de Clark (1998, 2003, 2006) como componentes de um entorno de desenvolvimento que deve ultrapassar as barreiras da instituição promovendo a difusão do conhecimento gerado em seu interior. Isso fortalece a relevância de sua análise nesta pesquisa e seus resultados fornecerão subsídios para a análise deste quesito, proposto pelo autor, na presente dissertação, referente ao entorno de desenvolvimento da UFVJM.
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101 Lee mas

Indianizar para descolonizar a universidade : itinerâncias políticas, éticas e epistemológicas com os estudantes indígenas da Universidade de Brasília

Indianizar para descolonizar a universidade : itinerâncias políticas, éticas e epistemológicas com os estudantes indígenas da Universidade de Brasília

Na minha casa são cinco pessoas: Eu, meu irmão, minha irmã e meus pais. Meu pai é professor e está concluindo nesse ano o curso de geografia na Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Minha mãe passou quinze anos sem estudar, mas concluiu o médio comigo na mesma turma e tendo o meu pai como professor. Meus irmãos estão terminando o ensino médio, e assim como eu, pensam em cursar o superior. Talvez eles não possam vim estudar aqui na UnB. Não porque não tenham capacidade, mas porque penso que nossos pais não deixariam os três filhos ficarem fora de casa por tanto tempo e ao mesmo tempo. Pra eu estar aqui foi maior sacrifício, mãe não queria deixar de jeito nenhum. Porque ela acha que o convívio das cidades grandes não tem muitas coisas boas para oferecer. Tenho que ligar todo fim de semana, isso pra contar como estou, fazer um breve relatório da semana e dar sinal de vida. Como firmei um compromisso com a comunidade de que irei dar retorno de todo aprendizado e toda formação acadêmica. Isso só vem fortalecer a vontade de se formar e voltar o mais rápido possível à aldeia. Lugar onde nasci e onde quero viver por toda minha vida.
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305 Lee mas

O que é uma universidade católica? Estudo sociológico sobre o ensino de economia e gestão na Universidade Católica Portuguesa

O que é uma universidade católica? Estudo sociológico sobre o ensino de economia e gestão na Universidade Católica Portuguesa

Ora, confrontados com semelhante corolário, todos os dirigentes e professores da UCP que entrevistei negaram-no no que respeita à instituição onde trabalham. A identidade católica, dizem, não se pode aferir pela formalidade dos seus planos de estudos (ainda assim, como vimos, não completamente despidos de referências religiosas e éticas). Para além desse nível, haveria como que um currículo invisível, muito vivo, que moldaria a identidade de raiz e a formação dos que por lá cursam durante algum tempo, sejam católicos ou não. O ambiente de que ouvi falar seria a mais inteligente forma de a Universidade se abrir a todos em vez de converter os já convertidos: católica na matriz, não ostensivamente confessional, não proseli- tista, montra de valores seus mas passíveis de universalização, protagonista de um diálogo ecuménico prático (se não de diálogo inter-religioso e com não crentes) e, claro, também centro pastoral acolhedor dos que o procurarem enquanto tal. No fundo, vinga nesta interpretação a tese de Marcello Azevedo sobre a universidade católica moderna: deve ser, na sociedade pluralista, um testemunho de fé viva no relacionamento humano, mais do que um centro de expressão cultual e de doutri- nação teológica (cf. supra, p. 13). Já falei dessa “cultura organizacional”: trabalho, seriedade, ética em prática, procura da excelência, disciplina, decência de costumes, “solidariedade” voluntária, trato personalizado.
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73 Lee mas

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