PDF superior Acumulação e libertação de metais pesados por briófitas aquáticas

Acumulação e libertação de metais pesados por briófitas aquáticas

Acumulação e libertação de metais pesados por briófitas aquáticas

qualitativamente, diferem face às espécies usadas, à origem da biomassa e ao seu processamento. Pode estar-se em presença de mecanismos diversos e complexos, sendo que a acumulação passiva pode incluir adsorção superficial de espécies iónicas simples, complexação, permuta iónica e quelatação. A acumulação intracelular está também relacionada com variados mecanismos, incluindo ligações covalentes, precipitação superficial, reacções redox ou, muitas vezes, transporte dos iões através das membranas para o interior do citoplasma das células e ligação a proteínas, lípidos e outros sítios intracelulares (Aksu et al., 1999). Pode ainda ocorrer aprisionamento dos iões em capilares inter e intrafibrilares e espaços da rede de polissacarídeos estruturais, resultante do gradiente de concentração e difusão através da parede celular e membranas (Volesky e Holan, 1995a). Diversos grupos químicos podem atrair e reter metais na biomassa: grupos acetamido da quitina, grupos fosfato e amino em ácidos nucleicos, polissacarídeos estruturais em fungos, grupos hidróxilo em polissacarídeos, grupos amido, amino, sulfídrico e carbóxilo em proteínas, e carbóxilo e sulfatos em polissacarídeos de algas marinhas (Volesky, 1990a; Kapoor e Viraraghavan, 1995; Volesky e Holan, 1995a; Gomes et al., 1999). Saliente-se que a presença de alguns grupos funcionais per si não garante capacidade para a sorção (Volesky e Holan, 1995a).
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Briófitas aquáticas como bioindicadores da poluição de águas superficiais por metais pesados

Briófitas aquáticas como bioindicadores da poluição de águas superficiais por metais pesados

As briófitas aquáticas, com destaque para os musgos, têm demonstrado ser um dos mais aptos bioindicadores no ecossistema aquático. Phillips (1980) constatou que as briófitas cumprem todos os critérios de bom indicador: fácil colheita, tolerância a elevadas concentrações de metal, fácil manipulação em laboratório, acumulação de quantidade de metal suficiente para uma análise sem pré-concentração, exibindo uma correlação simples entre a concentração de metal acumulado e a concentração no meio circundante (Gonçalves et al, 1994; Martins e Boaventura, 1998; Martins e Boaventura, 2002). Possuem, além disso, capacidade para concentrar metais pesados até valores notavelmente elevados, devido à ausência de cutícula nos seus tecidos, à elevada razão entre a área superficial e o peso e à abundância de grupos carregados negativamente na parede das células para permuta de catiões (Ruhling and Tyler, 1970; Tyler, 1990). Diversas espécies de musgos têm sido utilizadas com sucesso como bioindicadores da contaminação por metais pesados em ecossistemas aquáticos (Tyler, 1990; Gonçalves et al, 1994; ; Siebert et al, 1996).
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Remoção de metais tóxicos por brió fitas aquáticas

Remoção de metais tóxicos por brió fitas aquáticas

RESUMO - Tradicionalmente a remoção de metais pesados de efluentes é feita usando diversas técnicas normalmente dispendiosas e/ou pouco eficientes para soluções diluídas. A biossorção, processo em que materiais naturais ou seus derivados são usados na remoção e recuperação de metais pesados, proporciona um tratamento alternativo competitivo, pelo que os respectivos parâmetros cinéticos e de equilíbrio devem ser bem conhecidos, de modo a prevenir fracassos na sua aplicação. Foram estudados os processos de bioacumulação/eliminação e de biossorção de Cd, Cr, Pb e Zn pelo musgo aquático F. antipyretica. Relativamente à análise directa da água os musgos apresentam a vantagem de permitirem uma integração de variações no espaço e no tempo, favorecendo o nível de quantificação do contaminante por concentração dos elementos tóxicos e fornecendo informação acerca das espécies biodisponíveis. Realizaram-se experiências em contínuo para determinar as cinéticas de acumulação e libertação de metal pelo musgo. Um modelo cinético de transferência de massa de primeira ordem foi ajustado aos resultados experimentais, sendo determinados fatores de bioconcentração (BCF) e de eliminação biológica (BEF).
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Biogeoquímica de metais pesados em solos de manguezal do Rio Botafogo - PE, Brasil

Biogeoquímica de metais pesados em solos de manguezal do Rio Botafogo - PE, Brasil

ácido estomacal (Hgsae), organo quelatado (Hgoq), elementar (Hge), ligado a sulfeto (Hgs) e os atributos pH, Eh, matéria orgânica do solo (MOS) e granulometria foram determinados nas seções de 0-4, 4-8, 8-12, 12-16, 16-20, 20-30, 30-40 e 40-50 cm. Para investigar os impactos da contaminação por Hg no ecossistema, foram determinados os teores totais de Hg em ostras e plantas e calculados o fator de acumulação sedimento-biota (FASB) e o coeficiente de acumulação biológica (CAB), respectivamente. As distribuições de Hg em profundidade não apresentaram um padrão uniforme e estão relacionadas às variações de argila e MOS. Frações biodisponíveis de Hg (Hgsa e Hgsae) estiveram abaixo do limite de detecção. Hg elementar (Hge) predominou em todos os perfis de solo, independente da vegetação, indicando baixa disponibilidade do elemento para o ambiente. Mercúrio complexado pela matéria orgânica (Hgoq) foi encontrado em camadas superficiais, indicando mobilidade moderada do metal nestes locais. Os dados não foram conclusivos para apontar diferenças quanto à distribuição e disponibilidade de Hg em função da vegetação. Os teores de Hg nas matrizes biológicas sofreram incremento com o aumento dos teores do metal no solo, entretanto, os FASB e CAB foram baixos em virtude, principalmente, da associação provável do Hg do solo com fases organominerais mais estáveis. Os teores de Hg em ostras não oferecem risco à saúde humana. Os resultados deste trabalho servirão como base para a elucidação de aspectos relacionados à biogeoquímica do Hg em manguezais, onde os solos desempenham função fundamental como dreno do metal em locais sob contaminação.
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149 Lee mas

Utilização do teor em metais pesados no pólen como marcador ambiental : estudo preliminar

Utilização do teor em metais pesados no pólen como marcador ambiental : estudo preliminar

Comparando P2, P7 e P8 que foram recolhidos na mesma zona e na mesma época do ano podemos verificar que o Echium plantagineum retém mais Fe e Pb. A concentração de metais nas anteras, com excepção do Mn, é inferior à do pólen. A existência dos elevados conteúdos em metais apresentados na tabela pode mesmo ser uma necessidade absoluta da planta para poder resistir à poluição ambiental. Existem enzimas antioxidantes, nomeadamente a superóxido dismutase (SOD) que necessitam destes metais. A SOD1 depende do Cobre e do Zinco e a SOD2 do manganês.
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Teores de referência e geoquímica de metais pesados em solos da Bacia Cabo - PE

Teores de referência e geoquímica de metais pesados em solos da Bacia Cabo - PE

xviii RESUMO Teores de referência regionalizados de metais pesados, que possam refletir a variabilidade regional, resultante da influência dos fatores de formação dos solos, em ambientes reconhecidamente diversos do ponto de vista litológico, é fundamental para a gestão ambiental. A Bacia Cabo, por ser litologicamente diferente do restante do estado de Pernambuco e se destacar pela intensa atividade industrial, é uma área adequada para este tipo de estudo. Baseado neste cenário, objetivou-se determinar os teores de bário (Ba), cádmio (Cd), chumbo (Pb), cobalto (Co), cobre (Cu), cromo (Cr), molibdênio (Mo), níquel (Ni), prata (Ag), vanádio (V) e zinco (Zn) em 8 perfis de solos, representativos da diversidade litológica e pedológica da Bacia Cabo. As amostras de solos coletadas foram submetidas à digestão pseudo total pelo método 3051A e a dosagem dos elementos realizada por espectrometria de emissão ótica (ICP- OES). Posteriormente foi realizada extração sequencial de metais pesados nos solos, cujos teores ultrapassaram o Valor de Prevenção adotado pelo CONAMA, objetivando avaliar as frações as quais os metais encontram-se preferencialmente associados. A partir dos resultados, verificou-se teores elevados de Ba, Co, Cr, Ni e V em horizontes superficiais de solos desenvolvidos de rochas básicas da Formação Ipojuca, ao passo que os teores mais elevados de Pb e Zn foram observados na superfície dos solos desenvolvidos de sedimentos argilosos aluviais e traquiandesito. Os teores de Cd, Mo e Ag foram inferiores aos valores de prevenção do CONAMA em todos os perfis estudados e não apresentaram grande variação em função do material de origem. Resultados da extração sequencial realizada para Ba, Cr, Ni e Pb indicaram que, no mínimo, 67% de Ba, 73% de Cr, 95,6% de Ni e a totalidade do Pb estão associados à fração residual, evidenciando o baixo potencial de disponibilidade deste metais ao ambiente e a origem provavelmente litológica.
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103 Lee mas

O efeito de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e metais pesados em anelídeos terrestres de solos urbanos

O efeito de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e metais pesados em anelídeos terrestres de solos urbanos

Index Terms: Enchytraeidae, Lumbricidae, soil pollution. O efeito de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e metais pesados em anelídeos terrestres de solos urbanos Resumo – O efeito da contaminação do solo por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH) e metais pesados em minhocas e enquitreídeos foi estudado em parques urbanos, em Brno, República Tcheca. Na primavera e outono de 2007, os anelídeos foram coletados, e amostras de solo foram retiradas de gramados ao longo de transectos, em três diferentes distâncias (1, 5 e 30 m) de ruas com muito tráfego. Nas duas estações, foram amostrados dois parques com dois transectos cada um. As minhocas com uso do método do octeto elétrico, e os enquitreídeos foram extraídos das amostras de solo pelo método do funil úmido. Todos os anelídeos coletados foram contados e identifi cados. Parâmetros químicos básicos e concentrações de 16 PAHs, Cd, Cu, Pb e Zn, de cada ponto de amostragem, foram analisados. As concentrações de PAH foram relativamente baixas, e decresceram na primavera, mas não no outono, com a distância da rua. As concentrações de metais pesados não diminuíram signifi cativamente com o aumento da distância. As densidades de anelídeos não diferiram signifi cativamente entre as distâncias, mas houve tendência de aumento no número de minhocas, com o aumento da distância. Não houve correlação signifi cativa entre o conteúdo de PAH ou metais pesados do solo com as densidades de minhocas e enquitreídeos. A densidade e a biomassa das minhocas foram negativamente correlacionadas ao pH do solo; e a densidade de enquitreídeos foi positivamente correlacionada ao conteúdo de fósforo no solo.
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REMOÇÃO DE METAIS PESADOS EM MEIO LÍQUIDO ATRAVÉS DA MICROALGA SYNECHOCCOCUS NIDULANS

REMOÇÃO DE METAIS PESADOS EM MEIO LÍQUIDO ATRAVÉS DA MICROALGA SYNECHOCCOCUS NIDULANS

Após a realização dos ensaios propostos com a microalga Synechoccocus nidulans,e com a análise dos resultados obtidos, é possível concluir que esta apresentou um crescimento continuo na presença de cádmio. Esses resultados atribuem à mesma um potencial para sua utilização em processos de biorremediação de efluentes. Estudos futuros podem ser conduzidos de modo a estudar a remoção de metais pesados tais como cobre e chumbo, contendo as concentrações citadas neste trabalho.

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Fungos micorrízicos arbusculares em solos de área poluída com metais pesados

Fungos micorrízicos arbusculares em solos de área poluída com metais pesados

A riqueza de espécies FMAs foi subestimada quando se consideraram apenas os esporos recuperados diretamente de amostras de campo. De fato, a cultura armadilha revelou a presença de outras 12 espécies que ocorriam no campo (Figura 1). Em todos os locais de amostragem, observou-se aumento no número de espécies identificadas, quando se utilizaram as culturas armadilhas. No local com maior contaminação (BD), o número de espécies identificadas nas culturas armadilhas foi três vezes maior que o observado em campo, o que se deve a um efeito de diluição do excesso de metais pesados nos vasos e à conseqüente eliminação do efeito inibitório dos metais na esporulação dos FMAs. As espécies encontradas na área contaminada foram, em sua maioria, observadas em áreas de Cerrado não cultivado no estado de Minas Gerais (Siqueira et al., 1989; Miranda & Miranda, 1997). Algumas, porém, foram relatadas pela primeira vez em solo de Cerrado, como é o caso de Acaulospora foveata, Scutellospora fulgida, S. castanea, S. persicae, Glomus leptotichum, G. microaggregatum e Gigaspora albida. Até o momento, relatou-se a ocorrência de um total de 26 espécies de FMAs em áreas poluídas com metais pesados no mundo todo. Estas espécies foram observadas em regiões de clima temperado, predominando espécies pertencentes ao gênero Glomus. Dentre as relatadas nestes estudos, apenas G. occultum e G. intraradices foram observadas aqui, onde predominam as espécies de Acaulospora e Scutellospora, gêneros de ampla ocorrência em solos tropicais (Siqueira et al., 1989; Jeffries & Dodd, 1996). Isto mostra que o potencial de adaptação dos FMAs ao excesso de metais pesados não está restrito a gêneros ou espécies únicas, ao contrário, parece bastante generalizado.
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10 Lee mas

Metais pesados (Co, Cr e Ni) em solos e plantas em Vinhais-Bragança

Metais pesados (Co, Cr e Ni) em solos e plantas em Vinhais-Bragança

sensibilidade aos processos (temperatura e Eh), seleção iónica, acumulação de certos iões contra o gradiente de concentração e a presença de microrrizas (Kabata-Pendias, 2001). A translocação começa na troca catiónica que ocorre entre as partículas de solo e as raízes sendo este mecanismo responsável pela entrada dos elementos químicos nas raízes seguida pelo transporte destes para o interior das células, posterior circulação no xilema e floema e por fim a acumulação, armazenamento ou imobilização (Kabata-Pendias, 2001). Algumas plantas são hiperacumuladoras o que significa que tem a capacidade de acumular elementos químicos superior à média das espécies, não afetando o seu metabolismo (Kabata-Pendias, 2001). As plantas que apresentam uma elevada capacidade de acumulação poderão ser utilizadas para a bioremediação de locais contaminados, como por exemplo os solos adjacentes a explorações mineiras, instalações industriais entre outros.
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152 Lee mas

Crescimento de Microalgas e Remoção de Nutrientes em Ambientes Poluídos com Metais Pesados

Crescimento de Microalgas e Remoção de Nutrientes em Ambientes Poluídos com Metais Pesados

Programme (WWAP) em 2015, cerca de 1,8 milhares de milhão de pessoas não tinham acesso a água potável (WWAP, 2016). O crescimento populacional e o desenvolvimento industrial estão associados a um aumento do consumo de água doce, elevando desta forma a pressão sobre este recurso natural. Para além do aumento da procura por água doce, a sua disponibilidade tem diminuído devido à poluição causada por atividades antropogénicas. Lagos e rios são recetores de inúmeros resíduos, incluindo efluentes municipais não tratados ou parcialmente tratados e efluentes de diferentes atividades do setor primário (agricultura e pecuária) e secundário (indústria) (Hinrichsen et al., 1998). Os efluentes de origem agrícola e pecuária são ricos em azoto e fósforo e contêm substâncias químicas nocivas, como pesticidas e fertilizantes, que contaminam as águas superficiais e as subterrâneas. Estes efluentes estão também contaminados com resíduos de metais pesados, tal como o cobre (Cu) e o mercúrio (Hg), que são provenientes dos fertilizantes ou da ração animal. A composição dos efluentes com origem industrial varia consoante a atividade, contudo possuem compostos orgânicos tóxicos, tais como hidrocarbonetos e metais pesados (WWAP, 2017).
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74 Lee mas

Análise das concentrações de metais pesados na água e sedimento do Rio Sergipe (SE)

Análise das concentrações de metais pesados na água e sedimento do Rio Sergipe (SE)

O presente trabalho apresenta a avaliação da qualidade da água do Rio Sergipe, que atravessa todo o Estado de Sergipe. Amostras de água e sedimento foram coletadas em quatro pontos ao longo do rio, desde a área proximal de sua nascente (área rural), até a área proximal de sua desembocadura (área urbana). Os pontos de coleta estão localizados nas cidades de São Miguel do Aleixo, Santa Rosa de Lima, na divisa entre Laranjeiras e Maruim e em Aracaju. As análises realizadas visaram obter as concentrações de metais pesados como cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), chumbo (Pb) e níquel (Ni) na água e cobre (Cu), manganês (Mn) e zinco (Zn) no sedimento. Os parâmetros físico-químicos como pH, cloretos, dureza total, cor aparente também foram analisados na água. Os valores das análises foram comparados com os limites individuais de aceitação estabelecidos pelo Ministério da Saúde, para cada parâmetro de qualidade da água e do sedimento. Os valores de pH (entre 7 e 8,5) e cor aparente (entre 3 e 23) estão dentro do padrão permitido. A dureza e cloretos na água ultrapassam o valor máximo permitido em todos os pontos de coleta, sendo classificada como salobra. As variações obtidas nos valores dos metais pesados para a água do rio apontam contaminação nos pontos de coleta, dando ênfase ao ponto P4 onde os valores de cádmio (0,03 mg/L), chumbo (0,51 mg/L) e níquel (0,43 mg/L) são bastante elevados em comparação com o padrão permitido pelo CONAMA (0,001 mg Cd/L, 0,01 mg Pb/L e 0,025 mg Ni/L). As análises das concentrações de metais pesados obtidas no sedimento do rio indicam que não existem contaminações nos pontos de coleta. Este trabalho é uma contribuição para o monitoramento mais efetivo, dos níveis de contaminação por metais pesados na água e no sedimento no Rio Sergipe. Os dados obtidos podem ser utilizados no controle e melhoria da gestão ambiental local e regional.
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66 Lee mas

Uso de scenedesmus para a remoção de metais pesados e nutrientes de águas residuais da indústria têxtil

Uso de scenedesmus para a remoção de metais pesados e nutrientes de águas residuais da indústria têxtil

Si bien es conocida la capacidad de algunos microorganismos, como bacterias y hongos, para reducir la concentración de compuestos orgáni- cos en estos efluentes industriales [2, 5], el uso de microalgas como tratamientos terciarios es una alternativa interesante para reducir concentracio- nes de nutrientes y lograr la eliminación de metales pesados, especialmente plomo y cromo presen- tes en estas aguas [6-8]. Mutanda et al. [9] demos- traron la factibilidad del uso de aguas residuales para el crecimiento de microalgas en Sudáfrica. De igual forma, Mostafa et al. [10] evaluaron el crecimiento de nueve especies de microalgas en las aguas residuales domésticas obtenidas de la Planta de Tratamiento de Aguas residuales Zenein (zwwtp), de Giza, Egipto. Las especies fueron cul- tivadas en diferentes tratamientos de aguas resi- duales, y se obtuvo así crecimiento de las diferentes especies en cada una de ellos. A nivel industrial, las microalgas han sido utilizadas para el tratamiento de aguas residuales de curtiembres [11], genera- ción de alfombras [12], producción de aceite de oli- vas [13], entre otros, lo que ha logrado remociones de metales pesados, nutrientes inorgánicos, entre otros compuestos contaminantes. Todos estos tra- bajos demuestran la factibilidad de usar efluentes domésticos o industriales como sustratos alter- nativos para la generación de biomasa microalgal logrando alternamente mejorar las condiciones de estas aguas.
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12 Lee mas

Utilidad económica y étnica de las briófitas*

Utilidad económica y étnica de las briófitas*

bowringii, L. neilgherrense, y ocasionalemente L. scabrum son mezclados con arena y tierra para cultivar arbustos de Rhododendron (H. Ando 1957). Semilleros Las briófitas, como semilleros, presentan tanto ventajas como problemas, a menudo promoviendo la germinación de las semillas pero inhibiendo la supervivencia de las plántulas. En Nueva Escocia, la pionera pícea blanca (Picea glauca) germina de manera más prolífica en carpetas de Polytrichum (G. E. Nichols 1918a). Por otro lado, una mata de Polytrichum y Cladonia es muy densa para la penetración de las semillas del álamo (Populus); la germinación no se logra debido a que las matas de musgo y liquen absorben agua muy rápido para permitir la humectación necesaria de las semillas, y los frecuentes ciclos de desecación-humectación de las capas superficiales de suelo hacen que las pocas plántulas que lograron germinar se desprendan del sustrato (F. C. Gates 1930). De hecho, los musgos han sido considerados una “peste” cuando crecen en contenedores de semilleros de coníferas, donde asfixian a las pequeñas plántulas, compiten por nutrientes, e impiden que la tierra se impregne de agua (W. A. Haglund et al. 1981). Uno de los problemas parece ser que en suelos con bajo contenido de agua, la turba de Sphagnum tiene una alta afinidad por el agua, entregando una pobre conductancia hidráulica a las semillas (P. Y. Bernier et al. 1995); y los potenciales hídricos de los brotes son más bajos que los obtenidos en arena o arcilla arenosa (Bernier 1992). Para árboles que desarrollan raíces lentamente, como Picea mariana, las raíces son muy cortas para penetrar la tierra en busca de agua más allá de la capa de musgo superficial (S. C. Grossnickle & T. J. Blake 1986). Por otro lado, en suelos de praderas, las costras de criptógamas aumentan el establecimiento de las plántulas (L. L. St. Clair et al. 1984).
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59 Lee mas

Determinação do background geoquímico em metais pesados de solos basálticos do Complexo Vulcânico de Lisboa

Determinação do background geoquímico em metais pesados de solos basálticos do Complexo Vulcânico de Lisboa

Com base nas concentrações anómalas dos elementos mencionados, identificadas nas sondagens S23 e S25, conclui-se que os solos formados na parte NE da área de estudo (Ramada) apresentam uma geoquímica que se manifesta diferente do resto do território investigado. Nesta zona verifica- se um enriquecimento nos metais Al, Ti, V, Mn, Fe, Zn e Nb. Como mencionado anteriormente, estas amostras apresentam grande quantidade de fração fina. Alem disso, fazem parte das unidades de solos “Cb” (Barros Castanho-Avermelhados) indicando que o conteúdo argiloso/lodoso desempenha uma função importante na sua caracterização. De acordo com Hooda & Alloway (1998) os solos com maiores quantidades de argila apresentam maior capacidade para acumulação de metais pesados.
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128 Lee mas

Teores de metais pesados em solos urbanos e agrícolas da região metropolitana do Recife

Teores de metais pesados em solos urbanos e agrícolas da região metropolitana do Recife

3). Análise estatística  Estatística univariada e multivariada Os resultados foram apresentados e discutidos utilizando procedimentos estatísticos univariados que consistiram nos cálculos dos valores médios, máximos, mínimos, além de desvio-padrão, coeficiente de variação e gráficos de boxplot com apresentação dos outliers. Para os procedimentos multivariados, foram realizadas análise de componentes principais baseando-se na matriz de correlação das variáveis e análise de agrupamento hierárquico utilizando o método de classificação do vizinho mais próximo, e a medida da distância utilizada na análise foi a de 1 – Person(r). A distância para corte nos dendrogramas de todos os cenários foi determinado com base na primeira grande variação entre as distâncias, representada pelo primeiro maior salto nos gráficos de variação dos acessos. Portanto, os valores das distâncias adotados para formação dos grupos foram de 0,6 para o agrupamento dos metais nos solos urbanos, de 0,4 para os solos agrícolas e para o agrupamento nas áreas de preservação adotou-se um valor arbitrário entre 0,3 e 0,4.
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80 Lee mas

Fitoextração induzida de metais pesados : efeito de agentes quelantes e do tempo de contato metal-solo

Fitoextração induzida de metais pesados : efeito de agentes quelantes e do tempo de contato metal-solo

Capítulo I FITOEXTRAÇÃO E FRACIONAMENTO DE METAIS PESADOS APÓS APLICAÇÃO DE AGENTES QUELANTES RESUMO A adição de agentes quelantes sintéticos para fitoextração aumenta a disponibilidade de metais no solo e eleva sua concentração na planta. No entanto, a baixa biodegrabilidade resulta em alto risco ambiental. Uma alternativa para os quelantes sintéticos pode ser os quelantes naturais, mais rapidamente degradados no solo. O trabalho objetivou comparar a performance de ácidos orgânicos naturais (gálico, cítrico e oxálico) com ácidos sintéticos (EDTA, DTPA e NTA) na fitoextração induzida dos metais Pb, Cu e Zn por milho (Zea mays) e mucuna preta (Stizolobium aterrimum ). O solo foi contaminado com Pb, Cu e Zn nas doses 500, 200 e 300 mg kg -1 , respectivamente, e cultivados por 35 dias. Os agentes quelantes (10 mmol kg -1 ) foram aplicados 7 dias antes da coleta das plantas. As amostras de solo foram submetidas à extração química e fracionamento. EDTA, DTPA e NTA foram altamente eficientes na solubilização dos metais pesados. O ácido cítrico foi eficiente na solubilização dos metais nas primeiras 24 h após a aplicação. Devido à baixa produção de biomassa pelas espécies, nenhum quelante foi eficiente na fitoextração induzida de Pb, Cu e Zn no solo. O extrator CaCl 2 apresentou elevada correlação
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Detecção de metais pesados em leite integral cru de vacas criadas no agreste meridional do estado de Pernambuco

Detecção de metais pesados em leite integral cru de vacas criadas no agreste meridional do estado de Pernambuco

A produção de leite representa uma das mais importantes cadeias produtivas do agronegócio brasileiro e, contemporaneamente, há uma demanda progressiva pelo aumento da produtividade, representada pela elevação de tecnificação, bem como fornecimento de suplementos diversos. Diante deste cenário tem ocorrido a contaminação ambiental antropogênica por metais pesados, com elevado potencial tóxico a saúde animal e pública. Este trabalho se propõe a determinar a concentração de chumbo, cádmio, cobre, ferro e zinco em leite bovino integral cru produzido no Agreste Meridional do estado de Pernambuco. Foram coletadas 147 amostras de 15 ml cada, em 14 propriedades distribuídas aleatoriamente, entre a primavera e o verão de 2013, o que levou a 735 determinações analíticas. As amostras coletadas foram refrigeradas a -4ºC, para posterior digestão em micro-ondas seguida de análise em espectrômetro de emissão atômica por plasma acoplado indutivamente, as quais foram analisadas em duplicata, a média calculada e os resultados expressos em mg/L. As variáveis estudadas foram descritas por meio das respectivas medidas de tendência central: médias, medianas, desvios – padrão, percentis de 25 e 75. Os dados foram analisados por meio de dispersão de frequências por metodologia descritiva. Nas amostras de leite cru provenientes do Agreste Meridional de Pernambuco foram determinados os níveis de Pb (0,090±0,040 mg/L), Cd (0,015±0,013 mg/L), Cu (0,043±0,038 mg/L), Zn (1,293±0,814 mg/L) e Fe (0,109±0,089 mg/L). Houve uma variação dos níveis dos metais de acordo com os municípios analisados. O tipo de ordenha influenciou os níveis de Pb, Cd e Zn. Maiores índices de Pb e Zn foram obtidos nas amostras de propriedades com presença de efluentes. A proximidade das rodovias elevou os índices de Pb, Cd e Cu. Foi possível determinar a presença dos metais Chumbo, Cádmio, Zinco, Cobre e Ferro no leite cru de vacas oriundas do Agreste Meridional do Estado de Pernambuco, tendo o Chumbo como o metal pesado presente em níveis acima do limite de tolerância estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
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63 Lee mas

Contributos dos Modelos Geomatemáticos no Estudo da Dispersão Espacial de Metais Pesados em Solos Urbanos

Contributos dos Modelos Geomatemáticos no Estudo da Dispersão Espacial de Metais Pesados em Solos Urbanos

Um dos aspetos mais importantes desta tese residiu no facto de, pela primeira vez, ser possível, com alguma representatividade, efetuar um diagnóstico da situação atual no que respeita à dispersão espacial de alguns metais pesados na cidade do Porto. Em termos da dispersão espacial dos elementos analisados, uma primeira grande conclusão (entenda-se aquela que se poderia invocar como a mais geral das evidências deste trabalho) baseia-se no facto de existir uma clara divisão entre as zonas Ocidental e Oriental da cidade, com particular evidência nesta última para o velho casco urbano. A zona Oriental da cidade, aquela que apresenta na maioria das situações analisadas os valores mais elevados da concentração dos elementos, parece ser “vítima” do seu passado de intensa industrialização, da configuração do seu antigo sistema viário e habitacional, das caraterísticas geomorfológicas do seu tecido urbano e da sua elevada pressão antropogénica. Em oposição, a frente marítima da cidade, por ter minimizados os condicionalismos apontados, revela as menores concentrações dos elementos estudados.
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Utilidad económica y étnica de las briófitas *

Utilidad económica y étnica de las briófitas *

Ingeniería genética Algunos de los más interesantes usos de los musgos están recién emergiendo. Con las habilidades de la ingeniería genética moderna, es hoy teóricamente posible manipular el genoma de las plantas para dotarlas de atributos deseables para el ser humano. Mientras las briófitas en sí mismas presentan aplicaciones limitadas, su habilidad para sobrevivir a la desecación y volver a estar funcionales en tan sólo 24 horas ha inspirado la imaginación de los agricultores (D. Comis 1992; P. Hoffman 1992). No solo eso, investigaciones actuales revelan cómo las briófitas pueden sobrellevar el congelamiento mientras permanecen hidratadas, sin perder la capacidad de recuperarse casi instantáneamente (D. Rütten & K. A. Santarius 1992). M. J. Oliver y colaboradores, trabajando en el Departamento de Agricultura de los EE.UU. en Lubbock, Texas, han aislado varios genes específicos para la recuperación de gametofitos de musgos deshidratados (H. B. Scott & M. J. Oliver 1994). Su grupo tiene la esperanza de que las hojas de plantas de cultivo puedan adquirir la capacidad de sobrellevar la sequía, o más particularmente, recuperarse del daño causado por la desecación. El mejor candidato para esto es el musgo tolerante a la desecación Syntrichia ruralis, siendo el más evidente receptor vascular la planta de tabaco (Comis, op. cit.).
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