PDF superior O apoio social e a qualidade de vida dos idosos do concelho de Faro

O apoio social e a qualidade de vida dos idosos do concelho de Faro

O apoio social e a qualidade de vida dos idosos do concelho de Faro

O envelhecimento pode também acarretar alterações frequentes a nível sensorial (demonstrou-se anteriormente como alterações ao nível da visão e do sistema vestibular podem influenciar a capacidade funcional). De facto, com a idade, o sistema visual sofre alterações em cada um dos níveis de processamento de imagem. O cristalino endurece e perde flexibilidade, com consequente redução da capacidade de acomodação e portanto da focalização de imagens a curtas distâncias. Esta alteração denominada de presbiopia, e referida já anteriormente, representa o motivo mais frequente para o uso de óculos de leitura (Feitosa, 2001). Por outro lado, os músculos responsáveis pela dilatação e contracção da pupila perdem também a sua eficácia pelo que o tempo de resposta para mudanças de iluminação aumenta, podendo contribuir para dificuldades de adaptação a alterações, bruscas ou não, das condições de iluminação (Feitosa, 2001). Os mais idosos podem também sofrer de cataratas, que reduz a transparência do cristalino, ou glaucoma, isto é, aumento da pressão do fluído intra-ocular, comprometendo, ambas as situações, a capacidade de visão. Uma função visual também particularmente afectada é a acuidade visual, isto é, a capacidade de discernir detalhes finos, embora diversos estudos mostrem uma diminuição gradual da acuidade visual já a partir da terceira década de vida (Kline e Schieber, 1981, citados por Feitosa, 2001). A visão ocupa, sem dúvida, um papel privilegiado na forma como as pessoas percebem o mundo à sua volta, estando envolvida numa série de fenómenos perceptuais e complexos inerentemente polissensoriais. Um desses fenómenos é a percepção da fala, já que esta inclui processamento não só auditivo mas também visual, associado à movimentação facial produzida pelo emissor (Schiffman, 1996, citado por Feitosa, 2001). Será assim fácil concluir, que a incapacidade para lidar satisfatoriamente com aspectos visuais do quotidiano poderá, também, levar ao isolamento social do idoso.
Mostrar más

117 Lee mas

Suporte social e qualidade de vida: comparação entre adultos jovens e idosos

Suporte social e qualidade de vida: comparação entre adultos jovens e idosos

indivíduo, o qual lhe possibilitará lidar, em diferentes graus de eficácia, com as perdas inevitáveis do envelhecimento” (Neri, 1993a, p.13). Dando como exemplo, o facto de o idoso sofrer de alterações a nível físico, nomeadamente, perda total ou parcial da visão e da audição, perda da mobilidade, perda da autonomia entre outros. Derivada a estas perdas o idoso vê assim alterado a forma como poderá vir a desempenhar as atividades diárias e consequentemente lidar com a sua nova forma de estar na vida, assim como, lidar com a perda da autonomia pois passará a estar dependente de outros. As relações sociais podem suscitar no individuo sensação de bem-estar de forma a promover sentimentos de felicidade, satisfação, otimismo, pensamentos positivos sobre si mesmo e podem estar relacionados com a diminuição de estados de ansiedade, baixa autoestima e depressão (Norris, 1993; Hansson, 1994). Se o estabelecimento de boas relações sociais causa no individuo bem-estar na ausência dessas relações poderá provocar no sujeito sentimentos adversas. Este facto poderá estar na origem dos idosos revelarem valores inferiores no domínio psicológico ou pela simples razão dos mesmos fazerem uma avaliação de acordo com a sua perceção em relação à sua situação.
Mostrar más

82 Lee mas

Dimensões da Qualidade de Vida e Apoio Social dos Pacientes Hospitalizados nas Unidades de Assistência à Saúde do Algarve

Dimensões da Qualidade de Vida e Apoio Social dos Pacientes Hospitalizados nas Unidades de Assistência à Saúde do Algarve

não institucionalizados) que recebiam apoio formal e/ou informal e que, apesar de demonstrarem elevados níveis de satisfação em relação a esses apoios, percebiam sua QV como razoável (nem boa, nem má), não se verificando diferenças significativas entre os que usufruíam e os que não usufruíam de qualquer apoio. Idêntico resultado apresentado por Carneiro (2012) relativamente à QV afirma que os pacientes institucionalizados apresentam melhor média quando comparados com os pacientes que vivem na comunidade. No entanto, essas diferenças não foram significativas em nenhum dos domínios. Deve-se considerar que, na internação, os grandes problemas que afetam os idosos não se restringem só às questões de doença, mas também a situações de solidão, sentido de perda de contatos familiares e sociais, a carência de recursos econômicos ou de apoio social e à perda de autonomia (Costa, 2011).
Mostrar más

10 Lee mas

Qualidade de vida dos idosos que vivem em contexto familiar na cidade do Entroncamento

Qualidade de vida dos idosos que vivem em contexto familiar na cidade do Entroncamento

A qualidade de vida dos idosos que vivem em contexto familiar na cidade do Entroncamento é em média 1400,pode ser considerado como boa qualidade de vida, e pode ser justificado com o facto dos idosos inquiridos viverem em comunidade e do domínio das relações pessoais ser positivo. Segundo Ferraz e Peixoto (1997) os idosos que reúnem indicadores de qualidade de vida como, o convívio social, através da integração do idoso em grupos onde se sinta amado, respeitado, útil e, principalmente envolvido em atividades físicas, ocupacionais e de recreação, boas condições familiares, independência financeira, sentimento de liberdade e autonomia (...)são aspetos indicadores de boa qualidade de vida.
Mostrar más

80 Lee mas

Rede Social Pessoal, Qualidade de Vida e Depressão em Idosos

Rede Social Pessoal, Qualidade de Vida e Depressão em Idosos

distribuição com maior amplitude; Homogeneidade ou Heterogeneidade – são caraterísticas demográficas e socioculturais, ou seja, consoante idade, sexo, cultura e nível socioeconómico, com vantagens e desvantagens em termos de identidade, reconhecimento de sinais de stress, ativação e utilização. Relativamente às funções das redes sociais, estas correspondem às interações que ocorrem dentro das estruturas destas redes (Rosa et al., 2007 cit. in Cardoso, 2009). Sluzki (1998, pp. 48-53) e Guadalupe (2010, p. 73), assinalando-se as caraterísticas seguintes: a) companhia social – é a realização de atividades conjuntas ou simplesmente estar juntos a nível físico; logo, um idoso quando se confronta com a perda da companhia social, com quem partilha a rotina quotidiana, pode manifestar condições de pesar extremo; b) apoio emocional – para além de serem os intercâmbios que conotam uma atitude emocional positiva, clima de compreensão, simpatia, empatia, estímulo e apoio, é também o poder contar com a ressonância emocional e a boa vontade do outro; mais ainda, é o tipo de função caraterística das amizades íntimas e das relações familiares próximas com um nível de ambivalência baixo; c) guia cognitivo e conselhos – são as interações destinadas a partilhar informação pessoal ou social, esclarecer expetativas e fornecer papéis; d) regulação ou controlo social – remete para interações que evocam e reafirmam responsabilidades e papéis, neutralizam os desvios dos comportamentos que se afastam das expetativas coletivas, permitem uma dissipação da frustração e da violência e favorecem a resolução de conflitos; e) ajuda material e de serviços – é a colaboração específica com base em conhecimentos especializados ou ajuda física, incluindo os serviços de saúde; f) acesso a novos contatos – ou seja, a abertura de portas para a conexão com pessoas e redes que até então não faziam parte da rede social do idoso.
Mostrar más

41 Lee mas

Perceção dos residentes sobre o impacto do turismo na sua qualidade de vida: o caso do concelho de Loulé

Perceção dos residentes sobre o impacto do turismo na sua qualidade de vida: o caso do concelho de Loulé

A fase de envolvimento é caracterizada pelo facto de os turistas chegarem com maior regularidade e começarem a existir picos de procura devido, segundo (Weaver, 2006), ao surgimento dos primeiros pacotes de férias, promovidos por operadores turísticos, o que origina um aumento sazonal da procura turística. Os empresários locais e a população residente começam a identificar o turismo como uma oportunidade de negócio e de desenvolvimento da economia local Weaver (2000). Assim, o investimento tende a crescer e criam-se infraestruturas de apoio ao turismo que propiciam o aumento da procura. Segundo Cooper (1994) e Reid e Bojanic (2006), nesta fase há um envolvimento marcante da comunidade residente que começa a empreender, muitas vezes através de pequenas iniciativas familiares (por exemplo a oferta de serviços de alojamento aos turistas, ou a venda de artesanato). A comunidade percebe que a atividade pode trazer benefícios para as suas vidas e para o território e procura relacionar-se de forma harmoniosa com os turistas (Sharpley, 1994). Trata-se de uma fase em que a indústria turística se implementa lentamente e na qual predomina o caráter informal da atividade. O aumento da procura exerce pressão sobre o setor público, no sentido de criar infraestruturas de apoio ao desenvolvimento do destino e promover o investimento privado (Cooper, 1994, Reid e Bojanic, 2006).
Mostrar más

544 Lee mas

Solidão e Qualidade de Vida em Idosos

Solidão e Qualidade de Vida em Idosos

A versão proposta para a população portuguesa, segundo Neto (1992), é composta por 18 itens de escolha múltipla, onde se atribui a pontuação de 1 a “nunca”, de 2 a “raramente”, de 3 a “algumas vezes” e de 4 a “muitas vezes”. A pontuação mínima obtida pode ser de 18 pontos e a máxima de 72 pontos, sendo que, quanto maior for a pontuação, maior será a existência de solidão, enquanto que a pontuação baixa seria o reflexo de satisfação social, logo indicador de ausência de solidão. A pontuação total é obtida pela soma dos 20 itens e reflete, assim, o índice de solidão. É de salientar, que algumas das questões, nomeadamente a questão 1, 4, 5, 8, 9, 13, 14, 17 e 18, são cotadas de forma inversa para efeitos do seu tratamento estatístico.
Mostrar más

103 Lee mas

Componentes para a qualidade de vida dos idosos na freguesia de Alcofra

Componentes para a qualidade de vida dos idosos na freguesia de Alcofra

Vários autores verificaram que, para as mulheres, a quarta ou a quinta década de vida, em associação com a menopausa, providenciam um ponto de viragem no campo social e biológico, que pode marcar o início da condição de idoso. A comparação das mulheres de sociedades com matriz cultural diferente revelou diferenças importantes no modo como vivenciam a menopausa e a longevidade. Um estudo comparativo entre mulheres de comunidades rurais da Grécia e do Sul do México revelou diferenças interessantes no modo como encaram o início de uma nova fase das suas vidas, ditado pela menopausa (Beyene, 1989). As mulheres gregas alimentaram-se de maneira equilibrada, casaram tarde, tiveram duas gravidezes. Neste caso, a menopausa foi associada ao envelhecimento e ao início da descida do curso da vida. A maioria sofreu afrontamentos e suores frios. Pelo contrário, as mulheres de comunidades indígenas do Sul do México praticaram uma dieta muito mais pobre e inconsistente, casaram cedo e ficaram grávidas muitas vezes e com intervalos pequenos. Nesta comunidade, a menopausa antecipou uma fase das suas vidas com mais liberdade e ascensão social. Este estudo sugere que, no caso das mulheres que vivem em sociedades não-industriais, a passagem para a meia-idade e para uma idade mais avançada, é acompanhada por transformações sociais positivas que se refletem em ganhos de poder e de estatuto (Sokolovsky, 2004).
Mostrar más

60 Lee mas

Qualidade de Vida e Atitudes dos Idosos Face à Velhice

Qualidade de Vida e Atitudes dos Idosos Face à Velhice

No entanto, o conceito de QDV varia de indivíduo para indivíduo, de acordo com o contexto social, experiências prévias e outros fatores pessoais. Os idosos estão, deste modo, sujeitos a condições próprias do processo de envelhecimento que resultam de uma diminuição da QDV, como por exemplo, limitações físicas que levam a um aumento da dependência na satisfação das necessidades fundamentais, o afastamento do seu meio habitacional (quando os idosos são institucionalizados, implicando a adaptação a esse novo espaço que para ele é completamente desconhecido) e a solidão a que são sujeitos quer pela incapacidade de resposta familiar, quer pela própria sociedade, que os afasta (Rocha et al., 2002), quer pela diminuição das redes sociais que se traduz na falta de comunicação e manutenção de contactos mínimos (Sousa et al., 2004).
Mostrar más

69 Lee mas

Gestão de custos com medicamentos, aptidão física funcional e qualidade de vida em idosos institucionalizados do concelho de Leiria

Gestão de custos com medicamentos, aptidão física funcional e qualidade de vida em idosos institucionalizados do concelho de Leiria

Assim, no estudo de Gaspar e colaboradores (2004) realizado a 37 idosos com idades compreendidas entre os 65 anos e os 93 anos, de ambos os sexos e após a aplicação de um programa de actividade física com a duração de 16 semanas, se constataram melhorias significativas nos estados de humor dos grupos de praticantes (com frequência semanal de 2 e 3 vezes, respectivamente) comparativamente com o grupo de controlo, nomeadamente nas dimensões: depressão, fadiga-inércia, vigor-actividade e confusão. Também no trabalho de Teixeira e colaboradores (2004), já referenciado anteriormente, se observaram, depois da aplicação do programa de exercício, algumas melhorias nos estados emocionais através da aplicação do POMS-SF. Desta forma, foram obtidos ganhos nas escalas relativas à tensão, fadiga, fúria, confusão e depressão, verificando-se um decréscimo com significado estatístico. No entanto, constatou-se, ainda, que o grupo de controlo manifestou aumentos da depressão, da tensão, da fadiga, da fúria, da confusão e a diminuição do vigor, havendo nestas últimas escalas diferenças estatisticamente significativas (p=0,003 e p=0,031, respectivamente). Igualmente, no estudo desenvolvido por Martins e colaboradores (2008), também já citado, observaram-se diminuições estatisticamente significativas nos níveis de depressão, de tensão, de fadiga e de irritação e ganhos nos níveis de vigor na avaliação final do grupo inserido no programa de exercício físico.
Mostrar más

135 Lee mas

Intervenção social junto de idosos em situação de risco social: o caso do gabinete de apoio ao idoso da Câmara Municipal de Faro

Intervenção social junto de idosos em situação de risco social: o caso do gabinete de apoio ao idoso da Câmara Municipal de Faro

64 No que se refere à situação profissional, a maioria dos idosos auferem de pensões sociais, atingindo as mais baixas, valores até 300€ mensais. Nestes casos, é possível serem complementadas com rendimentos prestados pela Segurança Social tais como CSI (Complemento Solidário para o Idoso) e RSI (Rendimento Social de Inserção), caso se verifique situação de carência económica. Também é frequente, encontrar-se em alguns casos, pensões superiores, que podem atingir até os 500€ mensais, e que apesar de um valor mais elevado, necessitam de recorrer ao apoio social. São vários os motivos que levam a que os idosos recorram a algum tipo de ajuda por parte dos serviços de ação social. Um dos pedidos mais solicitados é o apoio alimentar, renda de casa muito elevada para a pensão social que usufruem e também a integração em Lar. Ajudas a nível de vestuário, saúde, reparações em casa, habitação social, preenchimento de formulários ou até liquidação de dívidas (renda, água, luz), são outros dos pedidos efetuados.
Mostrar más

76 Lee mas

A qualidade de vida em idosos institucionalizados

A qualidade de vida em idosos institucionalizados

e não meramente ausência de doença‖ (Pimentel, 2006, p.21). Hortelão (2004) refere que a qualidade de vida dos idosos está relacionada à conjugação entre a ausência de doença, o suporte social e o bom funcionamento físico e cognitivo. Segundo Vieira (2004) a QdV é uma condição benéfica de vida considerando o bem-estar físico, mental, emocional e social estes não estando controlados podem interferir, no bem-estar em diferentes dimensões e contextos, tornando-se assim, difícil defini-la num único conceito. O conceito de QdV tem muita importância a nível das ciências sociais e das ciências da saúde (Hortelão, 2004), assim como, nas organizações políticas e governamentais (Lopes, 2004). Esta conceção torna-se benéfica para a vida dos idosos, executando um conjunto de medidas que promovam pela positiva as dificuldades que surgem para melhorar a qualidade de vida dos idosos, assim como, favorecer a necessidade de serviços de saúde e estratégias sociais. Canavarro & Serra (2010) refere que o conceito QdV é influenciado de forma complexa pela saúde física do indivíduo, pelo seu estado psicológico, nível de independência, relações sociais, crenças e pelas suas relações com aspectos do ambiente em que vive. Esta conjectura alerta para o facto da QdV se referir a uma avaliação subjectiva, enquadrada num contexto cultural, social e ambiental específico. Segundo Pais Ribeiro (2004) o termo QdV não é homogéneo, pois estamos longe de chegar a uma definição clara do conceito, de identificar os componentes essenciais de QdV, de diferenciar a QdV propriamente dita daquilo que a determina, bem como, possuir instrumentos consensuais que a avaliem.
Mostrar más

86 Lee mas

Avaliação nutricional dos idosos institucionalizados no concelho de Viseu

Avaliação nutricional dos idosos institucionalizados no concelho de Viseu

nada. As capacidades do ser humano vão diminuindo, tornando-o cada vez mais sensível no seu meio ambiente, o que se torna num obstáculo para a sua vida. O bem-estar psicológico deste grupo etário está muito associado à sua satisfação em relação ao seu ambiente residencial. Ao longo da vida os idosos ligam-se de uma forma muito especial à sua casa criando um espaço e ambiente onde se forma o conceito de família que tem vindo a sofrer grandes alterações. A família extensa onde coexistia no mesmo espaço várias gerações, avós, filhos e netos, onde o idoso permanecia útil e ativo desapareceu. Até ao século XIX eram poucos os indivíduos que atingiam a idade avançada e, como tal, a velhice não se tornava um problema social digno de reflexão. O apoio que os idosos necessitavam era garantido pela solidariedade familiar. Durante muito tempo, as famílias ocuparam-se dos seus familiares idosos, sem apoio por parte de entidades públicas (Martins e Santos, 2008)
Mostrar más

120 Lee mas

Defeito cognitivo, sintomas de depressão e satisfação com a vida em idosos sob resposta social do concelho de Coimbra

Defeito cognitivo, sintomas de depressão e satisfação com a vida em idosos sob resposta social do concelho de Coimbra

Conclui-se que os idosos com sintomas depressivos têm um risco acrescido de ter defeito cognitivo. Pela possibilidade que há em reverter o declínio cognitivo, através do tratamento dos sintomas depressivos, e diminuir a probabilidade de um idoso demenciar, torna-se evidente a importância de diagnosticar a depressão e proceder ao seu tratamento. Para esse efeito, o GDS parece ser um instrumento útil na detecção de sintomas ansiosos e o MMSE um exame de detecção de defeito cognitivo.

5 Lee mas

Funções executivas e qualidade de vida em idosos institucionalizados com depressão : impacto do suporte social

Funções executivas e qualidade de vida em idosos institucionalizados com depressão : impacto do suporte social

maior igualdade (Pinazo, 2005). Apesar de dois terços do suporte ser formado por membros da família, um amigo do mesmo sexo é a fonte de suporte mais procurada (Griffith, 1985). Têm sido encontradas diferenças de género relativamente às amizades. Os homens, embora possam manter amizades antigas como, por exemplo, colegas da escola, costumam ter amizades relacionadas com atividades laborais e de lazer enquanto a origem das relações entre as mulheres está na vizinhança e nas experiências partilhadas em diversas etapas da vida, como o casamento, a maternidade e a infância (Francis, 1984). Os homens mantêm amizades baseadas em atividades partilhadas enquanto as mulheres mantêm relações de caráter mais íntimo e intenso, centradas na conversação e no apoio mútuo (Jerrome, 1993). As mulheres costumam fazer amizades ao longo da vida sendo menos provável que os homens substituam os amigos perdidos (Scott & Wenge, 1996). Os homens dão maioritariamente mais importância à família enquanto as mulheres dão igual importância a ambas as fontes (Barros,1994) e costumam ter mais relações extrafamiliares que os homens (Corin, 1982; Jerrome, 1993; Mugford & Kendig, 1986) possivelmente por estabelecerem com os seus amigos relações dinâmicas e próximas que costumam prolongar-se, por serem capazes de formar novas relações ao longo do tempo (Guzman, Huenchuan & Montes, 2002) e por terem mais tempo para partilhar e conversar com as suas amizades; se a amizade entre homens costuma ser mais superficial, as mulheres tendem a estabelecer relações permanentes e diárias uma vez que as amigas parecem proporcionar-lhes a oportunidade de se descontraírem e se sentirem mais valorizadas; existem ainda diferenças baseadas nos estratos socioeconómicos nomeadamente, nas classes mais desfavorecidas percebe-se tendência para a desconfiança e reticências no estabelecimento de relações de amizade profunda (Barros, 1994). Relativamente ao impacto do SS prestado pelos amigos, foi encontrada forte relação entre a fonte de SS amizade e bem-estar subjetivo, associação que se explica pela maior frequência de atividades de lazer (Larson, Mannell & Zuzanek, 1986).
Mostrar más

282 Lee mas

Influência do grupo educativo sobre a qualidade de vida dos idosos diabéticos de uma unidade básica de saúde do DF

Influência do grupo educativo sobre a qualidade de vida dos idosos diabéticos de uma unidade básica de saúde do DF

Educational Group and to act in a independent, and autonomous way can bring meaning and dignity to the desirability of the elderly diabetics to “want to live”. Thus receiving encouragement and support from the other group members to commit themselves to improving their Quality of Life is a life-prolonging factor and may influence the treatment process and the management of diabetes. The study also highlights the need to channel public healthcare resources to the continuing education of these groups, as well as the need for incentives so that psychologists can carry out research into the social needs of this segment of the population, thus contributing with new interventions for the psychological process of aging, participating in democratic work processes and caring for the elderly diabetics in the Federal District, creating opportunities for other possible realities and improvements regarding the quality of life of the elderly with diabetes in Brasilia, and turning the Educational Groups into Public Policy components of the Health Secretariat of the Federal District.
Mostrar más

132 Lee mas

A relevância do trabalho na qualidade de vida dos idosos aposentados estatutários e celetistas no Distrito Federal

A relevância do trabalho na qualidade de vida dos idosos aposentados estatutários e celetistas no Distrito Federal

Ao meu pai, Robson, pela leitura e releitura da tese e pelas contribuições que fez. À minha “boadrasta”, Salete, pelo apoio. À pequena Sophia, que traz muita alegria para a minha vida! Aos queridos: Kilda Mara Sanches y Sanchez (I.M.), Isabelle Chariglione, Josely Guimarães (Jô), Flávia Martins, Adriana Melchedias, Hélida Arrais, Virgínia Fava (muito obrigada!), Lenise Nascimento, Daniela Caldas, Felipe Queiroz, João Ricardo Simczak, Fernanda Morais, Annelise Thierre, Antônio César Jr., Juciléia Souza, Fábio Marães, Flávia Rocha, Cibelli Severo e seus pais, Lúcia e José Aliésio. Agradeço também a Raphael Henrique Matos pelas contribuições pertinentes e precisas à pesquisa.
Mostrar más

164 Lee mas

Perceção do apoio social versus estado de saúde no idoso no Concelho de Mangualde

Perceção do apoio social versus estado de saúde no idoso no Concelho de Mangualde

O homem é um ser social, por excelência, não pode viver só, por incapaz. A saúde social traduz-se na alegria de viver, no bem-estar físico, psíquico e económico do indivíduo, relacionado a sua família e ao meio em que vive. Ela não se revela na cota de imposto de renda, no cadastro bancário, no gozo da propriedade e no privilégio de prerrogativas político-sociais. O que a expressa é o comportamento ajustado do indivíduo dentro da comunidade, é a aceitação e o exercício corretos dos padrões de vida adotados por esta, é a eficiência social do indivíduo bem integrado na ordem e no esforço organizado da comunidade, quando busca resolver os problemas fundamentais de sua gente, é a participação inteligente e interessada na solução das necessidades sociais, próprias e da sua família, é manter boas relações humanas, é ser livre, é ser feliz, é ser consciente de suas responsabilidades, é sentir a vida e vencê-la com satisfação.
Mostrar más

90 Lee mas

Envelhecimento Activo/Envelhecimento Saudável - Opinião dos Idosos do Concelho de Viana do Castelo

Envelhecimento Activo/Envelhecimento Saudável - Opinião dos Idosos do Concelho de Viana do Castelo

(…) o indivíduo seja considerado idoso quando atinge a idade de 65 anos (…) corre maiores riscos, porque esta fase da vida é rica em transformações nos planos físico, psíquico e social, de origem interna ou externa. Apesar de se tratar de uma nova fase do ciclo de vida, os Idosos, ainda são associados à inutilidade devido à idade. Esta afirmação enquadra-se com Valente (cit. in Fernandes, 2002, p.30), onde defende que na sociedade “(…) predomina uma noção de velhice baseada em critérios de estatuto e de idade.” Todavia, é erróneo pensar desta forma, visto que de dia para dia os seres humanos envelhecem cada vez mais. Para Baldassin (1993, p.492) “(…) a velhice não se define só pelo calendário (…) começamos a envelhecer no dia em que nascemos.”
Mostrar más

106 Lee mas

Dança sênior: uma alternativa para melhorar a qualidade de vida dos idosos

Dança sênior: uma alternativa para melhorar a qualidade de vida dos idosos

3º etapa: primeira aplicação do questionário WHOQOL BREF, que é constituído de 26 perguntas e aborda 4 domínios que são: 1- Domínio Físico: dor/desconforto, energia/fadiga, mobilidade, atividades da vida cotidiana, dependência de medicação ou de tratamentos, capacidade de trabalho; 2- Domínio Psicológico: sentimentos positivos, pensar/ aprender/ memória/concentração, autoestima, imagem cor- poral/aparência, sentimentos negativos, espiritualidade/religião/crenças pessoais; 3- Domínio Relações Sociais: relações pessoais, suporte (apoio) social e atividade sexual; 4- Domínio Meio Ambiente: seguran- ça física/ proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais/ disponibilidade / qualidade, oportunidades de adquirir novas informações e habilidades, participação em, e oportunidade de recreação/ lazer, ambiente físico (poluição/ ruído/ trânsito/ clima) e transporte (FLECK, 2000 p.1). O mesmo foi aplicado antes e depois do período de dois meses. Durante a aplicação do questionário houve assistência direta aos idosos.
Mostrar más

10 Lee mas

Show all 10000 documents...