Top PDF Avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios de alvenaria

Avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios de alvenaria

Avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios de alvenaria

Capítulo 2: Revisão de conhecimentos entre ambos, ou, eventualmente, a uma combinação de duas ou mais. Apresentam-se de seguida algumas soluções de reforço para paredes de alvenaria, umas de pedra e outras de tijolo, para pavimentos, maioritariamente de madeira, e para edifícios, como a interligação entre paredes e pavimentos. Utilizaram-se, como referência, manuais de reabilitação e regulamentos de reforço sísmico que, apesar do seu número restrito, têm a vantagem de apresentar uma panóplia de soluções de reforço, por vezes repetidas entre eles, soluções estas que se procuraram resumir e, nalguns casos, ilustrar também. Começa-se por [Carvalho et al., 1998], já referido no Capítulo 1, onde são apresentadas regras gerais de reabilitação e reconstrução de edifícios correntes afectados pela crise sísmica do Faial, Pico e S. Jorge iniciada pelo sismo de 9 de Julho de 1998. Estas regras são divididas em medidas para consolidação dos elementos de construção e outras de solidarização a aplicar cumulativamente ou alternativamente em função da gravidade dos danos. Nas primeiras contam-se: i) eliminação de deformações recorrendo a cabos, tirefonds ou macacos hidráulicos para aplicar forças perpendiculares ao plano das paredes; ii) consolidação de paredes de alvenaria, com a substituição parcial da argamassa existente por outra de maior resistência, resultando num aumento da resistência e, especialmente, da rigidez ao corte das paredes de alvenaria de pedra irregular [Corradi et al., 2008], a execução de um reboco de argamassa de cimento incorporando uma rede metálica de aço galvanizado e, nos casos das paredes de dois panos com enchimento, com a colocação de elementos metálicos transversais à parede, ancorados nos rebocos por meio de ganchos ou cotovelos, abraçando
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Edifícios com painéis pré-fabricados de alvenaria do sistema construtivo fiorio : análise sísmica de um edifício de 11 pisos

Edifícios com painéis pré-fabricados de alvenaria do sistema construtivo fiorio : análise sísmica de um edifício de 11 pisos

Os edifícios do tipo gaioleiro substituem os edifícios do tipo pombalino, sendo a sua época construtiva corrente entre 1880 e 1930, muitas vezes apresentando irregularidades em planta e altura com um número de pisos elevado (5 a 8). Os pavimentos são de madeira e, por vezes, em zonas pontuais, tais como as marquises, casas de banho, escadas de incêndio e rés- do-chão, são de estrutura metálica. As fundações são por sapatas contínuas um pouco mais largas que as paredes e de pequena profundidade, tendo por vezes arcos sob as paredes apoiadas sobre pegões ou por fundações por meio de estacas de madeira. Nas fachadas principais e traseiras as paredes são habitualmente de alvenaria de pedra e argamassa de cal por vezes de má qualidade, reduzindo a espessura das paredes de piso para piso. As paredes de empena e divisórias são de tijolo maciço ou vazado, correntemente com espessuras reduzidas da ordem de 0,30 m e 0,15m, respetivamente. Podem ser ainda utilizadas versões simplificadas do frontal e tabique pombalino. É importante salientar a existência de saguões interiores ou nas empenas.
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Caracterização de Edifícios de Betão Armado com paredes de Alvenaria de Enchimento - Estudo Numérico e Experiimental

Caracterização de Edifícios de Betão Armado com paredes de Alvenaria de Enchimento - Estudo Numérico e Experiimental

Figura 2.1 Dano provocado num pilar de um pórtico de betão armado preenchido com paredes de alvenaria: (a); (b) (Wu et al., 2015) ......................................................................................................... 6 Figura 2.2 Colapso para fora do plano e no plano de elementos não estruturais,(Vicente e Mendes da Silva, 2012) ............................................................................................................................................. 7 Figura 2.3 Danos provocados pelo mecanismo a) de short-column e b) de soft-storey, (Romão et al., 2013) ....................................................................................................................................................... 8 Figura 2.4 Fissuração em paredes de alvenaria com aberturas (Parisi e Augenti, 2013) ........................ 8 Figura 2.5 Colapso de um edifício que sofreu mecanismo de soft-storey (Brando, 2015) ..................... 9 Figura 3.1 Danos provocados pelo colapso: a) de elementos não estruturais exteriores para a via pública (Hermanns et al., 2014) e, b) de elementos não estruturais interiores devido ao sismo de 6 de Abril de 2009 em L'Aquila (Andrea, Fabrizio e Paolo, 2014) ............................................................................ 12 Figura 3.2 Casos de edifícios em que se recorreu a paredes de alvenaria de tijolo para executar paredes divisórias interiores duplas com isolamento térmico (a) e paredes simples (b) .................................... 13 Figura 3.3 Resposta de uma estrutura porticada, sem paredes de enchimento, solicitada horizontalmente (MagarPatil H., 2013) ........................................................................................................................... 13 Figura 3.4 Resposta de uma estrutura porticada, com paredes de enchimento, solicitada horizontalmente (MagarPatil H., 2013
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Metodologia de avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios em betão armado

Metodologia de avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios em betão armado

Tornando-se impossível a formulação de curvas de vulnerabilidade sem a realização de observações e inspeções do dano pós-sísmico, é necessário utilizar outros métodos para avaliar a vulnerabilidade dos edifícios. Estes deverão ser capazes de analisar também um grande número de edifícios, num curto espaço de tempo. Na grande maioria dos casos, quanto mais simples for o método, menor será o tempo consumido e menor será o rigor da elaboração dos cenários sísmicos. No entanto, os resultados devem permanecer fidedignos, daí que os poucos parâmetros necessários tenham de garantir uma adequada capacidade de avaliação do comportamento perante a ação sísmica dos edifícios (T. Ferreira, 2009). Ao longo dos últimos anos tem surgido metodologias simplificadas de avaliação da vulnerabilidade sísmica que envolvem procedimentos de carater simples e rápido. Entre elas destacam-se algumas como a metodologia P25 Scoring method proposta por Ball (2005), metodologia proposta por Sucuoglu e Yazan (2003), metodologia proposta por Yakut (2007), “Rapid Visual Screening of Buildings for Potential Seismic Hazards” (RVS) proposta pela entidade ATC 21 (1988), metodologia proposta por Hirosawa (1993), metodologia proposta por Rai (2008) e metodologia GNDT II (1994).
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Técnicas de reforço em edifícios de alvenaria

Técnicas de reforço em edifícios de alvenaria

A Casa 6 assume-se em planta com uma geometria aproximadamente quadrangular, apresentando aberturas em todas as suas fachadas com exceção da parede comum ao edifício posterior. Por este motivo, a rigidez destas paredes é semelhante, o que em termos de modos de vibração da estrutura se traduz na oscilação conjunta do edifício. As frequências próprias e configurações modais para os primeiros seis modos de vibração da Casa 6 são apresentadas na Tabela 4.6. Nos cenários A (Figura 4.69), os modos de vibração são essencialmente caracterizados pela translação das paredes segundo o eixo y. No modo fundamental a translação das paredes é simétrica, sendo que no segundo se movem em fase. Revela-se ainda um efeito de “pipa”, provocado pela ausência de elementos de contraventamento ao nível dos pisos. No terceiro modo dá-se a translação conjunta do edifício segundo um eixo oblíquo aos eixos principais, exibindo também rotação ao nível dos cunhais. Nos cenários B (Figura 4.70), o edifico passa a comportar-se como uma caixa, sendo que as deformadas modais são essencialmente de translação segundo os eixos principais. O modo fundamental apresenta, no entanto, uma componente de torção, devido à translação da fachada principal segundo o seu plano.
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Ensaios em mesa sísmica de edifícios de betão armado com paredes de alvenaria de enchimento

Ensaios em mesa sísmica de edifícios de betão armado com paredes de alvenaria de enchimento

O modelo 3 apenas difere do modelo 2 nas alvenarias de enchimento. Neste modelo construíram-se panos simples com 15 cm de espessura, seguidamente envolvidos com Armanet ∅1.05 mm 12.7x12.7mm, ver Figura 5 (a). A armadura foi pregada ao pórtico de betão armado com recurso à tecnologia fulminante da Hilti e pregos X-M8H10-37-P8, ver Figura 5 (b). Não foram aplicados pregos diretamente no pano de alvenaria devido à utilização de massas adicionais que, ao contrário dos modelos anteriores, foram separadas através de anilhas metálicas com 1 cm de espessura e área similar aos pregos da Hilti de forma a simular essas mesmas pregagens, ver Figura 5 (c). Após aplicação da armadura, ambas as faces do modelo foram rebocadas com 1.5 cm de argamassa pré doseada da classe M5, ver Figura 5 (d).
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Evolução da vulnerabilidade sísmica do parque habitacional de Portugal Continental

Evolução da vulnerabilidade sísmica do parque habitacional de Portugal Continental

As estruturas do tipo Paredes de alvenaria argamassada, sem placa seguido pelas estruturas do tipo Paredes de alvenaria argamassada, com placa e estruturas de Betão armado apresentam uma distribuição geográfica bastante similar entre si, com maior incidência nos grandes centros urbanos e zonas costeiras, mas com uma dispersão por todo o país. As estruturas do tipo Paredes de adobe, taipa ou alvenaria de pedra solta encontram-se maioritariamente nas zonas do Grande Porto, Norte de Lisboa, Aveiro e arredores. Os edifícios com 1 pavimento estão concentrados principalmente a leste de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e norte Algarvio. A distribuição geográfica geográfica dos edifícios com 2 pavimentos é inversa à apresentada para os edifícios com 1 pavimento, ou seja, as maiores concentrações de edifícios com 2 pavimentos ocorrem maioritariamente nas zonas Norte do País. As freguesias com as percentagens mais elevadas de edifícios com 3 pavimentos estão limitadas a um aglomerado situado na região Centro do país. A combinação de edifícios com 1, 2 e 3 pavimentos perfazem 94,15% do parque edificado de Portugal Continental. Os edifícios com mais do que 15 pavimentos são o tipo de estrutura com menor representatividade em Portugal Continental e as maiores concentrações deste tipo de estruturas encontram-se nas principais cidades do País.
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A influência das paredes de enchimento na resposta sísmica de estruturas de edifícios

A influência das paredes de enchimento na resposta sísmica de estruturas de edifícios

Figura 1 : Rotura por corte de um pilar junto a uma abertura (mecanismo tipo pilar curto) [6] A evolução do comportamento no plano de um painel de alvenaria confinado por um pórtico de betão armado, quando sujeito a ações horizontais cíclicas crescentes, pode ser caracterizada em três fases. Inicialmente, o pórtico e a parede de alvenaria apresentam um comportamento monolítico, não havendo separação entre os mesmos, e resistem a níveis de carga elevados sem apresentar fendilhação significativa. A duração desta fase depende principalmente das condições de ligação pórtico-parede. Esta fase termina quando surgem escorregamentos e abertura de fendas na interface, principalmente nos cantos das paredes. Após o dano nos cantos do painel dá-se o início da segunda fase, em que se verifica uma progressão das fendas ao longo do painel, dirigidas para os cantos comprimidos, tendendo a parede a funcionar como uma biela diagonal comprimida em cada direção de solicitação. A terceira caracteriza-se pela rotura, que pode ocorrer pela alvenaria ou pelo pórtico dependendo da resistência relativa, ocorrendo em algumas situações a rotura prematura dos pilares, como discutido anteriormente. O mecanismo de rotura da alvenaria influencia a resposta das estruturas após a sua ocorrência. Para os casos em que a resistência dos pilares seja suficiente de modo a evitar a sua rotura prematura, a rotura das paredes de alvenaria pode ocorrer segundo um dos seguintes mecanismos, ou até como resultado da combinação dos mesmos: i) rotura por deslizamento ao longo das juntas horizontais de argamassa (Figura 2a); ii) rotura por tração com fendilhação na direção diagonal comprimida do painel (Figura 2b); iii) rotura por esmagamento localizado nos cantos comprimidos (Figura 2c).
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Avaliação da segurança sísmica de um edifício de serviços em Aveiro

Avaliação da segurança sísmica de um edifício de serviços em Aveiro

Tabela 2.1 – Distribuição de funções existentes nos diversos pisos ................................................................ 11 Tabela 2.2 – Valores de sobrecarga em edifícios segundo RSEP (44041/61, 1961) ....................................... 13 Tabela 2.3 – Coeficientes sísmicos de acordo com o RSEP (44041/61, 1961) ............................................... 14 Tabela 2.4 – Regularidade estrutural na análise sísmica (Carvalho e Coelho, 1984) ...................................... 16 Tabela 2.5 – Valores do coeficiente de importância para Portugal continental, segundo EC8, (J. M. Proença e Gago, 2011) ..................................................................................................................................................... 18 Tabela 2.6 – Nível de conhecimento da estrutura, segundo Eurocódigo 8 – Parte 3 (Romão, 2014) .............. 20 Tabela 2.7 – Descrição dos pesos específicos dos elementos constituintes dos pisos ..................................... 25 Tabela 3.1 – Quadro de dimensões dos pilares ................................................................................................ 33 Tabela 3.2 – Propriedades mecânicas do betão B180 (equivalente a C16/20) ................................................ 36 Tabela 3.3 – Propriedades mecânicas do aço A40N (equivalente a A400) ..................................................... 36 Tabela 3.4 – Valores da resistência à compressão das alvenarias ................................................................... 40 Tabela 3.5 – Características dos panos de alvenaria de tijolo .......................................................................... 41 Tabela 3.6 – Frequências experimentais do Edifício Fernando Távora ........................................................... 47 Tabela 4.1 – Frequências numéricas com elementos de alvenaria do Edifício Fernando Távora ................... 52 Tabela 4.2 – Resultados das frequências obtidos segundo métodos das bielas diagonais equivalentes .......... 55 Tabela 4.3 – Propriedades mecânicas do betão C20/25 ................................................................................... 57 Tabela 4.4 – Propriedades mecânicas do betão C25/30 ................................................................................... 57 Tabela 4.5 – Propriedades mecânicas do betão C30/37 ................................................................................... 57 Tabela 4.6 – Frequências numéricas com e sem elementos de alvenaria ........................................................ 65 Tabela 6.1 – Frequências sem e com reforço (solução1) implementado ....................................................... 109 Tabela 6.2 – Frequências sem e com reforço (solução2) implementado ....................................................... 110 Anexo
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Paredes de alvenaria de enchimento e a ação sísmica: reabilitação e inovação

Paredes de alvenaria de enchimento e a ação sísmica: reabilitação e inovação

Como anteriormente mencionado, para melhorar o comportamento das paredes de enchimento no plano e para fora do plano de modo a impedir roturas frágeis e desagregação precoce, o Eurocódigo 8 [6] sugere a utilização de malhas de reforço embebidas na argamassa de reboco, ancoradas devidamente em pelo menos uma das faces, a utilização de ligadores ao pórtico e armaduras de junta, ou a utilização de montantes e cintas ligadas ao pórtico. Elementos metálicos e materiais compósitos são exemplos de materiais utilizados nestes tipos de reforço na forma de armadura linear, malhas ou fibras no interior ou exterior da parede. Os elementos metálicos são os materiais de reforço mais antigos, e por isso, mais comuns, apresentando por norma elevadas rigidez e resistência mecânica. Este material pode ser materializado em fibras ou sob a configuração de malhas ou armadura linear [20]. Todavia, os materiais que mais se destacam atualmente no reforço de estruturas são os materiais fibrosos poliméricos (FRP) que potenciam o melhoramento do comportamento mecânico da estrutura na qual é aplicado o material através de diferentes técnicas. Embora se trate de uma aplicação desenvolvida na construção civil a partir da década de 90, a sua utilização tem-se revelado bastante promissora, embora se desconheça com alguma profundidade o seu comportamento a longo prazo (durabilidade), em virtude do ainda curto período de vida útil das aplicações, quer em estruturas novas quer no âmbito da reabilitação de edifícios antigos. Estes materiais apresentam elevada resistência e rigidez, excelente ductilidade associada à elevada capacidade de deformabilidade, resistência à corrosão, baixo peso e aplicam-se de forma fácil e rápida [21]. A utilização de materiais de reforço em paredes de alvenaria, como materiais compósitos de fibra de carbono (CFRP) ou materiais compósitos de fibra de vidro (GFRP) aumenta a resistência lateral e a força residual, bem como a capacidade de dissipação de energia, conferindo um comportamento dúctil, evitando assim roturas frágeis. Como desvantagens destaca-se a utilização de agentes ligantes orgânicos (resinas), o destacamento precoce dos laminados e a impossibilidade de aplicação das resinas nos varões FRP’s a temperaturas superiores à temperatura de transição vítrea.
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Avaliação, tratamento e consolidação de madeira em edifícios antigos

Avaliação, tratamento e consolidação de madeira em edifícios antigos

Um piso térreo com arcaria em pedra ou abóbada de tijolo, amplo e maioritariamente dedicado ao comércio, descarrega, nas zonas aluvionares, sobre grades e estacas de madeira de Pinho verde, material adequado às condições de humidade do solo. Serve ainda de base para toda a estrutura superior. As grandes paredes mestras de alvenaria de pedra de 1 ou 2 folhas são agora presas, a partir do primeiro piso, a um pórtico tridimensional interior em madeira com a função de solidarizar os diferentes elementos estruturais (Oliveira & Cabrita, 1985). Os elementos de madeira verticais (prumos), horizontais (travessas ou travessanhos), e diagonais (escoras), formam a chamada cruz de Santo André através de ligações precisas. São depois envolvidos em alvenaria de tijolo maciço, fragmentos cerâmicos ou de pedra irregular argamassada de cal, originando os chamados frontais pombalinos. Estes, juntamente com as paredes divisórias de tabiques de madeira com acabamento por fasquiado, extremamente esbeltas e de grande elasticidade (Oliveira & Cabrita, 1985), dão origem às divisões das habitações e conferem um excelente comportamento sísmico ao edifício.
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Avaliação do risco de incêndio em edifícios comerciais

Avaliação do risco de incêndio em edifícios comerciais

A IN 07 padroniza as características do sistema hidráulico preventivo. Foram observadas as seguintes características desse sistema no projeto preventivo contra incêndio e na edificação: diâmetro interno mínimo da canalização deve ser igual a 63 mm (2 ½”); o reservatório deve possuir base em concreto armado e proteção lateral em alvenaria comum ou concreto armado; os hidrantes devem estar em local de fácil acesso e de modo a evitar que, em caso de incêndio, fiquem bloqueados pelo fogo; o número de hidrantes deve estar de acordo com o alcance das mangueiras; a pressão dinâmica mínima para edificações de risco leve deve ser igual a 4 m.c.a, para edificações de risco médio igual a 15 m.c.a. e edificações de risco elevado igual a 30 m.c.a. O cálculo da pressão dinâmica deve ser feito conforme Equações 7 a 13. Contudo, é possível analisar a pressão dinâmica através da pressão estática conforme citado na seção anterior. Além disso, a reserva técnica de incêndio deve estar de acordo com o volume calculado por meio da Equação 6, sendo que, para edificações de risco leve, a RTI mínima admitida deve ser de 5m³.
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Avaliação económica de soluções de fachadas ventiladas para edifícios de habitação

Avaliação económica de soluções de fachadas ventiladas para edifícios de habitação

Anteriormente ao final da II Guerra Mundial as soluções construtivas das paredes das habitações estavam dependentes das características regionais e condições climatéricas das zonas onde eram implantadas as edificações. Nas regiões onde a existência de maciços rochosos, o uso de alvenaria em pedra era predominante e permitia construir paredes pesadas e com elevada espessura (Silva, 2009). A partir do pós-guerra as práticas tradicionais foram progressivamente abandonadas. A evolução económica e social fomentou uma evolução rápida das exigências de desempenho das alvenarias, que acompanhou igualmente a evolução industrial. Passou-se assim do conhecimento empírico adquirido durante séculos para o conhecimento científico exigido pelo mercado. Esta evolução nem sempre criou soluções adaptadas às condições locais (Silva, 2009).
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A estabilidade estrutural e a vulnerabilidade dos edifícios em centros históricos face ao risco sísmico

A estabilidade estrutural e a vulnerabilidade dos edifícios em centros históricos face ao risco sísmico

Ao longo da história, o Algarve tem sido sujeito aos efeitos destrutivos de su- cessivos sismos, o que influenciou o tecido urbano das localidades afetadas por es- ses eventos naturais, cujos centros históricos correspondem a muitas das Áreas de Reabilitação Urbana hoje existentes na região (Estevão, 2017). Destes, podemos destacar os sismos do século XVIII (Chester e Chester, 2010), designadamente os ocorridos em 1719 (com maior incidência de danos na zona de Portimão), em 1722 (que afetou o Algarve de forma generalizada, mas com maior gravidade entre Tavira e Albufeira), e o grande sismo de 1755 (que causou destruição massiva um pouco por todo o Algarve). Contudo, existem relatos históricos de outros sismos ainda mais antigos, designadamente desde o ano 60 AC (que terá afetado todo o territó- rio de Portugal continental), com destaque para os sismos ocorridos em 382 e em 1356 (Mendonça, 1758), que terão afetado bastante o Algarve. Em 1856, também ocorreu um sismo que provocou danos em Loulé (Estevão, 2017). O último sismo a provocar destruição no Algarve ocorreu em 1969, e apresentou maior incidência de danos entre Sagres e Lagos, tendo ocorrido alguns colapsos em construções de alvenaria tradicional (Marécos e Castanheta, 1970).
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Caracterização de tensões em paredes de alvenaria resistente no contexto de reabilitação sísmica

Caracterização de tensões em paredes de alvenaria resistente no contexto de reabilitação sísmica

O Algarve possui um conjunto de edifícios vernaculares cujo sistema estrutural é constituído por paredes resistentes de alvenaria simples. A avaliação da vulnerabilidade estrutural desse tipo de construções obriga ao conhecimento das propriedades mecânicas dos materiais constituintes. No entanto, existe uma grande heterogeneidade nas propriedades dessas paredes. Uma forma de ultrapassar esse problema poderá ser o recurso a bases de dados com resultados de ensaios laboratoriais, e que sejam depois aferidos com alguns ensaios in-situ. Assim, foi dado início à realização de uma campanha de ensaios laboratoriais de pequenos provetes de alvenaria. Em primeiro lugar, foi realizada uma caracterização tipológica geral das construções de alvenaria tradicional de pedra existentes na região. Depois, foram executados quatro pequenos provetes de alvenaria ordinária, realizadas com pedra irregular de diferentes formas geométricas, com recurso aos materiais e às técnicas tradicionais usadas no Algarve. Esses provetes foram sujeitos a cargas de compressão, com recurso a um macaco hidráulico ligado a uma célula de carga. Nos provetes, também foram colocados, no terço central, diversos transdutores lineares de deslocamento. Os provetes foram levados até à rotura por compressão, o que permitiu determinar o módulo de elasticidade do material, e a tensão de rotura, assim como foram obtidos gráficos das relações entre extensões e tensões do material. Também foi realizada a comparação dos resultados obtidos em laboratório com os obtidos de ensaios realizados in-situ com macacos planos, que se apresentam.
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Avaliação numérica de soluções de reforço para edifícios antigos

Avaliação numérica de soluções de reforço para edifícios antigos

construções tradicionais de alvenaria sob acção sísmica é fundamental na definição de estratégias de reforço e medidas de minimização de dano na salvaguarda do património de valor cultural e histórico. Apresentaremos os principais resultados obtidos de uma modelação numérica de um agregado estrutural composto por quatro edifícios dispostos em banda. Três técnicas de reforço e reabilitação para melhorar o comportamento global deste conjunto de edifícios foram modelados e analisados. A eficiência destas estratégias é discutida em termos de controlo de deformação e análise custo-benefício. Pretende-se contribuir para a promoção das acções de recuperação e reabilitação de edifícios antigos integrados em zonas históricas. Após uma descrição e caracterização construtiva das alvenarias de pedra calcária e dos outros elementos construtivos e das suas principais características, destaca-se a análise feita em termos de deformações e tensões instaladas, de forma a melhor compreender o seu comportamento destes edifícios, e ainda, identificar as acções de intervenção a realizar e a sua compatibilização, com a escolha adequada de técnicas e materiais, que influenciem de forma positiva, pela posterior valorização da construção em termos de autenticidade arquitectónica, histórica e cultural.
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Vulnerabilidade sísmica em edifícios em betão armado: aplicação à àrea urbana da cidade de Faro

Vulnerabilidade sísmica em edifícios em betão armado: aplicação à àrea urbana da cidade de Faro

A metodologia proposta por Sucuoglu e Yazgan (1999) é constituída por dois níveis de avaliação da vulnerabilidade sísmica. Os seus parâmetros podem ser analisados em edifícios de betão armado com altura inferior a 8 pisos, através da observação. No primeiro nível de avaliação é feita uma observação visual do edifício onde são registados vários parâmetros, nomeadamente, o número de pisos acima do solo, a existência ou não soft-storey, a existência de pisos exteriores suspensos, a qualidade aparente do betão, a existência de mecanismos do tipo pilar-curto, a possibilidade de existência de efeitos de pounding entre edifícios adjacentes, as condições do solo e o efeito topográfico do edifício. O segundo nível de avaliação é realizado na sequência do primeiro, e compreende a análise de um conjunto parâmetros tais como a irregularidade em planta, o índice de resistência das forças laterais e a redundância estrutural. De modo a finalizar a avaliação da vulnerabilidade do edifício, as acelerações sísmicas no solo servem como basic score para o cálculo do valor do desempenho sísmico, dependendo da zona sísmica onde se encontra. Através da iteração entre os diferentes parâmetros obtém-se então um indicador do desempenho sísmico do edifício (Sucuoglu & Yazgan, 1999; L. Rodrigues, 2009; Silva, 2015).
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Edifício Paços da Junta Geral, Angra do Heroísmo: vulnerabilidade sísmica e reforço estrutural

Edifício Paços da Junta Geral, Angra do Heroísmo: vulnerabilidade sísmica e reforço estrutural

As asnas que as compõem (Figura 3.12) são do tipo simples, constituídas por duas pernas, uma linha (troncos), um pendural e duas escoras, com dimensões de 25x12, 20x20, 25x12 e 12x8 cm, respetivamente, fixadas por elementos metálicos. Dispõem-se espaçadas de 2,5 m, estando as suas extremidades embebidas na cimalha. Sobre estes elementos apoiam-se o sobrado, sob barrotes de 10x7 cm, espaçados de 30 cm, e a telha. A cimalha sofreu algumas alterações em relação à sua versão original, com as obras que se descreverão na secção seguinte, através da introdução de um lintel de coroamento em betão pré-fabricado e pré-esforçado, elementos para pré-esforço em alvenaria e tirantes em aço. Estes últimos, que serão abordados na Secção 3.4 com mais detalhe, apresentam-se dispostos horizontalmente, apoiando as suas extremidades no bordo superior (cimalha) das paredes periféricas opostas, seguindo o mesmo alinhamento das linhas das asnas (Figura 3.16).
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Avaliação comparativa dos efeitos da introdução dos eurocódigos no cálculo sísmico de edifícios de betão armado

Avaliação comparativa dos efeitos da introdução dos eurocódigos no cálculo sísmico de edifícios de betão armado

No entanto, a modelação da estrutura foi efectuada com recurso ao programa de cálculo automático SAP2000 ® , assegurando-se cuidados especiais de análise crítica de modo a confirmar os resultados esperados. Como tal elaboraram-se diversos modelos distintos até se determinar qual seria o escolhido, particularmente para o edifício 2NL8. O modelo utilizado foi um modelo tridimensional. Quanto à análise sísmica, optou-se por uma análise modal por espectro de resposta para determinar os efeitos da resposta sísmica, admitindo-se um comportamento linear da estrutura, o qual foi corrigido através da introdução do coeficiente de comportamento. Foram tomadas diferentes opções de modelação no que se refere aos diferentes elementos que compõem a estrutura. O peso próprio da estrutura e as propriedades da secção foram automaticamente calculados pelo programa através da indicação das suas características geométricas. As massas foram determinadas pela consideração das massas associadas ao peso próprio dos elementos, bem como à aplicação da restante carga permanente e da sobrecarga, esta última afectada pelo respectivo coeficiente de combinação, anteriormente referido.
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Vulnerabilidade sísmica dos edifícios de Lisboa em 3D

Vulnerabilidade sísmica dos edifícios de Lisboa em 3D

Uma das características de uma área urbana que mais influencia o risco sísmico são os edifícios, mais concretamente a tipologia construtiva, a idade, o estado de preservação, o número de andares, entre tantos outros. No entanto, também as infraestruturas de uma cidade estão muito sujeitas a sofrer danos irreversíveis devido ao “efeito de cascata”, ou seja, poderão não ser muito afetadas diretamente pelo sismo mas sim pela destruição de vários elementos urbanos, como os edifícios (Redweik et al. 2016). Para conseguir estimar que tipo de estragos um sismo pode provocar numa região é necessário formular um modelo de danos sísmicos. Este tipo de modelo não só tem o objetivo de prever o impacto económico de futuros sismos, como pode ser importante para a mitigação do risco, e também, em caso de emergências, na gestão da resposta a desastres. Para construir um modelo de danos sísmicos para uma cidade é necessário envolver vários fatores como a atividade sísmica, equações de propagação do movimento sísmico, condições do solo, exposição do edificado e das infraestruturas e as suas respetivas vulnerabilidades (Calvi et al. 2006).
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