PDF superior Contributos para uma análise semântico-pragmática das concessivas de enunciação no PEC

Contributos para uma análise semântico-pragmática das concessivas de enunciação no PEC

Contributos para uma análise semântico-pragmática das concessivas de enunciação no PEC

construções (cf. Sweetser 1990, Hengeveld 1993, Kortmann 1996, Sanders et al. 1992, Couper-Kuhlen & Kortmann 2000, entre outros). 2 O quadro teórico que preside a esta investigação assume justamente, na esteira de muitas abordagens funcional ou cognitivamente orientadas, que há diferentes domínios pelos quais se distribui a significação construída e expressa no discurso, ou seja, na linguagem em uso (cf. Halliday 1970, Schiffrin 1987, Mann & Thompson 1988, entre outros). Trata-se de uma assunção fundamental, familiar para os linguistas que ancoram as suas descrições e explicações em dados empíricos (“data- driven approaches”) e não escamoteiam as diversas funções que a linguagem verbal pode assumir ao ser socialmente usada. Como afirmam de forma lapidar Levinson & Evans (2010:2746), “language bridges the mental and the social, the psychological and the historical, the ideational and the behavioural.” Assim, assume-se uma distinção fundamental entre o domínio ideacional ou do conteúdo, tradicionalmente explorado no âmbito das teorias semânticas denotacionais ou referenciais, e o domínio interpessoal da significação, explorado no âmbito das abordagens pragmático-funcionais do discurso. O primeiro domínio mencionado prende-se com os usos da linguagem em que é dominante a função de representação do mundo sócio-físico; o segundo envolve os usos que modelizam raciocínios do falante e plasmam as dimensões sócio-interacionais da comunicação humana.
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18 Lee mas

Contributos para o estudo de construções condicionais não canónicas no PEC

Contributos para o estudo de construções condicionais não canónicas no PEC

condicionais canónicas, para tornar irrecusável o conteúdo vazado em q. Mas com que objectivos ilocutórios e interaccionais? 5. Considerações finais Sem qualquer pretensão de esgotar o complexo domínio da semântica e pragmática das construções condicionais, este estudo visa apenas contribuir para alargar a base empírica da pesquisa, o que acarreta, naturalmente, uma alteração do ângulo de visão e a consequente convocação de enquadramentos teóricos distintos dos da semântica clássica. Propôs-se, neste trabalho, uma tipologia das condicionais de enunciação, baseada em critérios semântico-pragmáticos e formais. Assim, distiguem-se três grandes classes, que por seu turno admitem ainda uma análise mais fina e granulada, tendente à delimitação de subclasses substancialmente homogéneas: (i) condicionais ilocutórias ou para actos de fala, (ii) condicionais metadiscursivas e metalinguísticas , (iii) condicionais de cortesia. Os dados apontam de forma muito clara para a necessidade de se convocarem parâmetros de natureza pragmático-funcional para a sua análise e evidenciam comportamentos observáveis interlinguisticamente. 19
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25 Lee mas

Contributos para a caracterização das finais de enunciação no Português Europeu Contemporâneo

Contributos para a caracterização das finais de enunciação no Português Europeu Contemporâneo

Ana Cristina Macário Lopes acmlopes@fl.uc.pt Universidade de Coimbra/CELGA (Portugal) RESUMO: Este artigo tem como objectivo caracterizar as finais de enunciação no PEC, destacando a sua especificidade face às finais de conteúdo. Evidencia-se o seu comportamento sintáctico periférico e convocam-se critérios de natureza semântico- pragmática para fundamentar a sub-tipologia proposta entre (i) finais de enunciação que explicitam uma relação discursiva de propósito ou finalidade ao nível ilocutório e (ii) finais de enunciação que qualificam o próprio acto discursivo. Em ambos os casos, sublinham-se as funções eminentemente interactivas destas construções. Analisam-se ainda, ao longo deste estudo, as compatibilidades de articulação entre finais enunciativas e distintas classes de actos ilocutórios: asserções, actos directivos impositivos e perguntas, actos compromissivos e actos expressivos.
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24 Lee mas

Contributos para o estudo das orações adverbiais introduzidas por 'em vez de' no PEC

Contributos para o estudo das orações adverbiais introduzidas por 'em vez de' no PEC

Este estudo visou contribuir para a caracterização, sintática e semântico-pragmática, das orações subordinadas adverbiais introduzidas por ‘em vez de’, partindo de um corpus de dados empíricos do PEC. Do ponto de vista sintático, foi aplicado um conjunto de testes que apontaram para a natureza periférica destas subordinadas. Avançou-se uma hipótese de carácter semântico- discursivo para explicar a natureza periférica destas adverbiais: assumindo que só pode constituir foco informação nova asserida pelo falante, a resistência a todos os testes de focalização decorre do facto de a informação expressa nestas adverbiais ser informação pressuposta, ‘backgrounded’, dado corresponder ou a expectativas do falante ou a informação assumida pelo falante como conhecida, parte integrante do ‘common ground’.
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14 Lee mas

«Conselho de amigo, aviso do céu»: contributos para a análise semântico-pragmática dos atos ilocutórios de conselho e de aviso em confronto com o de ameaça

«Conselho de amigo, aviso do céu»: contributos para a análise semântico-pragmática dos atos ilocutórios de conselho e de aviso em confronto com o de ameaça

Na linha de Searle, diversos autores integram o ato com o valor ilocutório de ameaça no seio dos atos promissivos (Fonseca, 1993: 166; Lima, 2007: 489), porque empenham o locutor a realizar, no futuro, um determinado ato. Segundo Joaquim Fonseca, mesmo nas ameaças vazadas em enunciados ‘p! e q-’ e ‘p! ou q-’ verificamos que estes atos de ameaça partilham com a promessa uma dimensão comissiva de orientação para o locutor realizar um ato no futuro caso o alocutário não faça q. Nestes enunciados descobre-se a relação próxima e intimamente relacionada que existe entre a ameaça e a promessa (cf. também Salgueiro, 2010: 214): “Considero os valores comunicativos ou ilocutórios referenciados atrás (ordem, correspondente a p!; oferta/promessa, correspondente a q+; ameaça correspondente a q-) como os valores tipicamente projectados na actualização das sequências ‘p! e q’ e ‘p! ou q’ (Fonseca, 1993: 151). Tanto na promessa como na ameaça há “o controlo efectivo da parte do Loc [Locutor] a respeito dos estados de coisas que preenchem o conteúdo proposicional dos enunciados em que se realizam tais forças ilocutórias” (Fonseca, 1993: 152).
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14 Lee mas

Contributos para uma análise semântico-pragmática das construções com 'assim'

Contributos para uma análise semântico-pragmática das construções com 'assim'

Com este valor conclusivo, assim funciona como um conector argumentativo: o locutor argumenta a favor de uma determinada conclusão, explicitando uma premissa que, articulada com uma outra, implícita, sustenta e valida essa con- clusão. Podemos encarar o nexo de conclusividade como sendo um nexo de tipo causal que opera ao nível do raciocínio do locutor, em função dos seus conhecimentos e/ou crenças: o facto de o falante saber que p (ou acreditar que p, sendo p a premissa expressa) é a causa que o leva a asserir/concluir q, dada a assunção de uma premissa genérica implícita. No caso da interpreta- ção consequencial, o nexo causal, como vimos em (23), opera no domínio referencial: as duas proposições não se articulam argumentativamente, atra- vés da relação premissa-conclusão, antes descrevem dois estados de coisas distintos do mundo socio-físico, sendo um deles apresentado como causa e o outro como consequência do primeiro.
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23 Lee mas

Geopolímeros: contributos para a redução das eflorescências

Geopolímeros: contributos para a redução das eflorescências

Atualmente, e a nível mundial, a investigação na área dos ligantes geopoliméricos centra-se quase exclusivamente sobre as cinzas volantes devido à elevada quantidade que é anualmente produzida, sendo que apenas, aproximadamente, 20% desse volume seja reaproveitado. No que diz respeito a Portugal, anualmente são produzidos apenas 0,4 milhões de toneladas de cinzas e escórias, o que representa cerca de 10% da produção nacional de cimento Portland. Perante isto, a produção de ligantes geopoliméricos é exequível apenas quando se recorre a precursores ricos em sílica e alumina de origem vegetal. Relativamente a este contexto, Portugal possui, felizmente, uma tipologia e resíduos industriais onde predominam os resíduos de minas e pedreiras (58%), estando esse volume distribuído de forma mais ou menos homogénea por todo o território nacional. A partir desses resíduos são formados novos ligantes através da reutilização dos mesmos, o que trará assim vantagens ambientais acrescidas, além daquelas que resultam de um material caracterizado pela sua baixa
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84 Lee mas

O fenómeno das explicaçoes visto através de uma análise comparada

O fenómeno das explicaçoes visto através de uma análise comparada

As explicações que são providas de uma forma individual, em que o explicador se ocupa de apenas um aluno (ou de um pequeno grupo de alunos) por sessão são a mais antiga e mais tradicional forma de se darem explicações. Por exemplo, Ireson (2004: 110) indica que no Reino Unido as explicações têm uma história como um trabalho respeitável para estudantes universitários à procura de um rendimento extra e para professores desejando suplementar os seus salários. Acreditamos ser este o caso em muitos outros países. Nesta situação, as explicações funcionam como um suplemento a uma actividade principal, sendo provida pelos explicadores no seu tempo livre, e os rendimentos obtidos através destas não são, em muitos casos, declarados às entidades fiscais. As explicações são, neste caso, uma “actividade na sombra”, já que o que é ganho através do seu exercício não está ao alcance dos serviços de impostos (Bray, 1999: 28). Como nos dizem Hrynevych et al. (2005) esta é uma ocorrência muito comum quando as explicações são providas de forma individual. As explicações deste tipo funcionam de uma maneira informal, sem contrato ou afiliação a qualquer tipo de organização ou ordem profissional. De acordo com a Associação Regional de Formação Profissionalizada das Ilhas Canárias (Asociación Regional Canaria de Formación Profesionalizada - ARCAP) as explicações levadas a cabo como uma actividade secundária, não sujeita a impostos, e nem mesmo declarada aos serviços de Segurança Social, constituem uma actividade económica submersa, com a qual se tem lidado de uma maneira permissiva (ElDia.es, 2005). A ARCAP alega que este tipo de explicações gera 28.5 milhões de euros por ano nas Ilhas Canárias e, como estes rendimentos não são declarados, 4 milhões de euros estão a ser sonegados ao tesouro público (ElDia.es, 2005). Esta situação levou o presidente desta Associação, que acredita que nas Ilhas Canárias cerca de 1.500 professores do sistema público de ensino de diversos níveis provêem este tipo de serviços, a apresentar uma denúncia ao gabinete da Inspecção do Trabalho pedindo-lhe para investigar as actividades dos indivíduos responsáveis por quase cem anúncios oferecendo explicações (ElDia.es, 2005). Esta Associação argumenta que esta forma de explicações se constitui como competição injusta a negócios legais de explicações, e condena especialmente os professores que trabalham para o sistema público de ensino e que provêem este tipo de explicações em paralelo (ElDia.es, 2005).
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20 Lee mas

Uma análise sobre a evidenciação das contas públicas das capitais brasileiras

Uma análise sobre a evidenciação das contas públicas das capitais brasileiras

A Lei nº. 9.755/98 estabelece a divulgação de dados e informações sobre os montantes de cada um dos tributos arrecadados pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios; os recursos por eles recebidos; os valores de origens tributárias entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio; os relatórios resumidos da execução orçamentária da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Parágrafo 3º do Art. 165 da Constituição Federal); o balanço consolidado das contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, suas autarquias e outras entidades, bem como um quadro estruturalmente idêntico com dados orçamentários (Art. 111 da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964); os orçamentos do exercício da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e os respectivos balanços do exercício anterior (Art. 112 da Lei nº 4.320/64); os resumos dos instrumentos de contrato ou de seus aditivos e as comunicações ratificadas pela autoridade superior (Caput do Art. 26, parágrafo único do Art. 61, parágrafo 3º do Art. 62, Art. 116, 117, 119, 123 e 124 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993); as relações mensais de todas as compras feitas pela Administração direta ou indireta (Art. 16 da Lei no 8.666/93).
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14 Lee mas

Contributos para a análise estatística de séries de contagem

Contributos para a análise estatística de séries de contagem

As séries temporais de valores inteiros surgem em diversos contextos, habitualmente como contagens de acontecimentos, objectos ou indivíduos em intervalos de tempo especificados. Alguns exemplos são o número mensal de acidentes de trabalho numa fábrica, o número de pacientes atendidos em cada hora numa urgência hospitalar, o número de linhas ocupadas numa rede telefónica num intervalo de tempo, o número de quartos ocupados diariamente num hotel, a população anual de uma dada espécie, o número mensal de pessoas que pos- suem determinada doença, entre muitos outros. Durante muitos anos as séries temporais de valores inteiros, usualmente designadas de séries de contagem, foram tratadas como se o seu suporte fosse o conjunto dos números reais. Nos casos em que as séries represen- tam contagens de valores elevados este procedimento poderá funcionar pela aplicação do teorema limite central, mas em muitas situações as séries temporais de valores inteiros representam contagens de valores reduzidos, o que torna questionável o uso de modelos de valores contínuos.
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233 Lee mas

ESTUDO DAS FERRAMENTAS DE TESTE DE DESEMPENHO:  UMA ANÁLISE DE FUNCIONALIDADES

ESTUDO DAS FERRAMENTAS DE TESTE DE DESEMPENHO: UMA ANÁLISE DE FUNCIONALIDADES

Portanto, a escolha da ferramenta mais adequada para cada situação, poderá ser guiada por meio do estudo apresentado, tornando então, o uso das ferramentas de teste de desempenho mais ad[r]

7 Lee mas

A importância das pescas para a economia nacional - uma análise exploratória

A importância das pescas para a economia nacional - uma análise exploratória

Segundo Salz et al. (2006), o sector das pescas representa apenas uma pequena parte do emprego total em todos os Estados Membros. Contudo, a nível regional, as pescas são uma fonte de emprego importante, designadamente na Galiza (Espanha), no Algarve e nos Açores, no Nordeste da Escócia (Reino Unido) e em Sterea Ellada, Voreio Aigaio e Notio Aigaio (Grécia). Mesmo em zonas em que o emprego no sector da pesca é relativamente baixo, estes postos de trabalho desempenham um papel muito importante. Certos factores geográficos e económicos, como o afastamento em relação aos principais centros de actividade, a fraca densidade de população, a pobreza das terras agrícolas ou o declínio industrial, que caracterizam muitas zonas costeiras, contribuem para reduzir as oportunidades de emprego. No entanto, as evoluções tecnológicas dos navios, sem dúvida, levaram a um aumento do esforço da pesca numa escala global, especialmente entre os anos de 1970 e 1995. Durante este tempo (i) ocorreu um aumento médio do esforço da pesca à volta de 500%, com (ii) uma redução simultânea de cerca 75% das capturas por unidade de esforço (Gelchu & Pauly, 2007). Esta tendência global deu início a um período de crise contínuo no que toca à pesca versus União Europeia (Fitzpatrick, 1997; Comissão Europeia, 1992; Comissão Europeia, 1995; Porter, 1998). Para resolver este problema, implementaram-se programas de orientação (MGP’s) que foram apenas aprovados em 1983. Desde então, a Comissão Europeia aprovou quatro MGP’s (Hatcher, 2000; Comissão Europeia, 2001; Villasante, 2009; Domínguez-Torreiro, 2003). No entanto, apesar do desejo de poder controlar a capacidade da pesca, fez com que a aplicação destes programas de orientação (MGP’s) não fosse bem sucedida e os Estados membros continuarem a aumentar a eficiência dos seus navios (Gelchu & Pauly, 2007; Villasante, García-Negro, González, 2008; Comissão Europeia, 2001; Villasante 2009; Domínguez-Torreiro, 2003). Como esperado e como descrito anteriormente, a redução do número de pescadores em cerca de 140.000, ocorreu nos últimos 10 anos (Salz, Buisman, Smit, de Vos, 2006), com uma queda notável nos países em que a pesca artesanal é particularmente relevante, tal como a Espanha, França, Grécia, Itália e Portugal, que reduziu para metade o número de pescadores. Esse declínio, sem dúvida, afectou a Cr / taxa Vess, 4, que desceu de 3.35 Cr/Vessin de 1990 para 2.60 Cr/Vess em 2006 (Quadro 1).
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216 Lee mas

Contributos para uma política de simulação

Contributos para uma política de simulação

• -EUCLID RTP 11.19 – Projecto destinado a promover as capacidades de simulação Estratégica e Operacional, das nações nos Centros de Simulação que faziam uso do Joint Theater Level Simulation (JTLS); Depois de servir durante onze anos a comunidade de investigação e tecnologia de defesa na Europa, a WEAG termina a sua actividade em 31 de Agosto de 2006 devido ao aparecimento e desenvolvimento da European Defense Agency (EDA) sob a alçada da UE. No entanto, para salvaguardar todo o trabalho realizado, até à data, pela WEAG, o propósito da EDA passava, também, por assimilar naturalmente os princípios e práticas relevantes da WEAG. Para o efeito, 37 projectos, no valor de 193.5 milhões de Euros, foram transferidos para a EDA e cerca de 8 projectos, num valor de 67.2 milhões de Euros foram transferidos para gestão nacional das nações envolvidas nos respectivos programas.
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69 Lee mas

TítuloPara uma análise linguística do conto "Sobre da morte de Bieito" de Rafael Dieste: referenciação, enunciação e modalidade

TítuloPara uma análise linguística do conto "Sobre da morte de Bieito" de Rafael Dieste: referenciação, enunciação e modalidade

Para uma análise linguística do conto "Sobre da morte de Bieito" de Rafael Dieste: referenciação, enunciação e modalidade Benjamim Moreira Universidade de Santiago de Compostela.. Introd[r]

10 Lee mas

Atos de fala transfóbicos no ciberespaço : uma análise pragmática da violência linguística

Atos de fala transfóbicos no ciberespaço : uma análise pragmática da violência linguística

Figura 6 – Chamada da matéria do Blog Ultracurioso Fonte: http://www.ultracurioso.com.br/5-pessoas-trans-que-voce-pegaria-sem-pensar-duas-vezes/ Na matéria, a autoria do blog traz imagens de 5 pessoas transexuais, entre homens e mulheres, que além de atenderem aos padrões estéticos vigentes em um país de cultura eurocêntrica, como o Brasil – corpos esculturais, brancos, cabelos lisos –, apresentam-se bastante conformados aos padrões normalizados de aparência física, estrutura corporal e outras estilizações de gênero ditas propriamente femininas e masculinas. Além de as pessoas trans selecionadas para a matéria estarem bem próximas, ainda que aparentemente, da norma coercitiva que cria efeitos de estabilidade entre as diferenças de sexo e gênero, o modo de organização da linguagem gera desdobramentos que nos permitem entrever como os sentidos de abjeção estão na base de sua constituição violenta. Além do próprio conteúdo semântico, ao nosso ver, também indexical, por isso, pragmático, do verbo acionado para designar o envolvimento sexual com pessoas trans – “pegar” – que alude a uma ação que geralmente se desempenha junto a objetos (pegamos coisas), vemos marcado em “sem pensar duas vezes”, a ideia de que, em outros casos, com outras pessoas que não as cinco “prototípicas” de uma “transexualidade bem sucedida”, ou aparentemente menos desviante, menos transgressora e abjeta, por semioticamente estar mais junto à normalidade cisgênera, não se deveria “pegar” uma pessoa trans, ao menos sem “pensar duas vezes”.
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199 Lee mas

Tendências das estruturas bibliográficas: uma análise bibliométrica

Tendências das estruturas bibliográficas: uma análise bibliométrica

Resumo: Esta comunicação apresenta e analisa os resultados de um estudo realizado sobre um conjunto de fontes periódicas, representativas da produção profissional e académica em ciências da informação e documentação, com o objetivo de quantificar o peso e influência que o aparato normativo subjacente à gestão da informação bibliográfica e à produção de catálogos de biblioteca têm tido na literatura, e avaliar a forma como são entendidos e tratados um conjunto de tópicos subjacentes à temática. O método escolhido foi o da análise estatística, aplicado a uma estrutura de análise composta por três grandes temas: i) catálogos em linha; ii) modelos conceptuais, emergentes do modelo FRBR; e, iii) normas de estrutura de dados e de informação subjacentes aos catálogos bibliográficos; divididos em subcategorias, cada uma com tópicos de indexação. Foi verificado: 1) interesse dos temas, através da ocorrência de artigos nas publicações selecionadas; 2) peso dos temas por periódico, através do rácio entre o número de artigos publicados e o número de artigos selecionados em cada tema; e 3) peso relativo dos tópicos de indexação em cada tema para avaliar a sua evolução (principais desenvolvimentos e preocupações, evolução futura). Os resultados são indicativos de: i) presença residual da temática em estudo; ii) dispersão das suas perspetivas de abordagem; e iii) não existência de tendências evidentes de crescimento. Esta situação é reveladora da pertinência de se realizar investigação aprofundada sobre as novas questões técnicas que se colocam na organização e acesso à informação, especialmente em tópicos de investigação emergentes como o de uma melhor adequação dessas estruturas aos linked data.
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18 Lee mas

Sistema Bitcoin: uma análise da segurança das transações

Sistema Bitcoin: uma análise da segurança das transações

Agora considere o tempo que o receptor (p. ex., um Fornecedor) de uma nova transação precisa esperar até que se sinta suficientemente seguro de que o emissor (p. ex., um Cliente) não pode mais alterar a transação. Assuma que o emissor é na verdade um fraudador que tenciona enganar o receptor. Neste caso, o emissor submeterá uma transação com o pagamento correto (i. e., uma transação legítima) para o receptor e, após algum tempo, submeterá uma outra transação (i.e., uma transação fraudulenta) usando os mesmos bitcoins da transação legítima, realizando um pagamento para ele mesmo (p. ex., direcionando para um outro endereço bitcoin pertencente a ele também). O receptor será eventualmente alertado sobre o outro pagamento do emissor, mas ele (emissor) espera que esse alerta ocorra tarde demais para o receptor, de tal sorte que, por exemplo, o produto relativo à transação já tenha sido enviado para ele (emissor). Como ambas as transações (legítima e fraudulenta) são propagadas por toda a rede, cada nó irá aceitar a primeira transação que veem e rejeitar a segunda. Para que a fraude tenha sucesso, o receptor deve primeiro receber a transação legítima, considerando o pagamento válido. Já a transação fraudulenta deve ser vista pela primeira vez por uma porção significativa do resto dos nós da rede.
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19 Lee mas

“Escreve-nos”: uma análise das cartas da Visão Júnior

“Escreve-nos”: uma análise das cartas da Visão Júnior

do leitor da “Júnior”; a Impresa tem apenas números sobre os que seriam os pais dessas crianças. Segundo pesquisa de 20145, a última a que tive- mos acesso, os responsáveis pelos leitores são principalmente mulheres, com idade compreendida entre os 25 e os 44 anos, de classe alta e média e residente em regiões urbanas. Assim, estaríamos falando de crianças de famílias de rendimento médio a alto e de zonas citadinas, e talvez moran- do mais com as mães do que com os pais. Assumiríamos também que, por seu estatuto socioeconômico, são meninos e meninas com recursos tecnológicos, como acesso à Internet em casa e computadores pessoais. Esse então seria o universo de leitores autores das correspondências que estudaremos a seguir:
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11 Lee mas

O Brasil e os biocombustíveis: uma análise das perspectivas do etanol

O Brasil e os biocombustíveis: uma análise das perspectivas do etanol

Este capítulo trata de maneira geral do que vem a ser os biocombustíveis e seus desencadeamentos, como alternativa para a sociedade contemporânea, e de forma mais ampla dos meios de atuação do Brasil como fornecedor e detentor de tecnologia para a produção de energia limpa e alternativa, trazendo também o conceito da utilização de hidrogênio, que segundo especialistas é o combustível do futuro. O capítulo está dividido em três partes, sendo a primeira analisa a alternativa energética aos combustíveis fósseis, suas contribuições e principais pontos positivos; a segunda trata da fonte limpa e renovável de energia e a sua importância no mundo contemporâneo; e a terceira trata das circunstâncias que fazem a produção de biocombustíveis favoráveis, em comparação com o contexto contemporâneo de guerras, conflitos e ações que são geradas tendo como finalidade a detenção a extração do petróleo e sua comercialização.
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54 Lee mas

Uma Abordagem para Construção das Etapas de Análise de um Compilador.

Uma Abordagem para Construção das Etapas de Análise de um Compilador.

A construção de questionários se deu basicamente em 4 etapas: (i) busca na literatura: nesta etapa buscou-se por questionários similares ao que você pretende desenvolver. Pri- meiro, não desejamos duplicar uma pesquisa já realizada. Segundo, é possível evoluir um trabalho já realizado. Um outro ponto positivo da busca na literatura é o fato de que pos- sivelmente tais questionários já estão validados, o que gera uma melhor confiança para tra- balhar; (ii) construção dos questionários: nesta etapa, caso não seja possível reutilizar um questionário, fazendo algumas modificações, se faz necessário desenvolvê-lo por completo; (iii) avaliação do questionário: nesta etapa, após ter construído todo o questionário deve-se avaliá-lo, a avaliação pode ser conduzida de duas formas: focus group [28] ou estudo-piloto. Essas avaliações se dão através da verificação se, por exemplo, as perguntas são inteligíveis. É também nessa etapa que deve-se, ao menos, tentar garantir a confiabilidade e validade do questionário; (iv) documentação do questionário: após construir e avaliar o questionário deve-se iniciar a etapa de documentação do mesmo. Essa documentação consiste numa des- crição do instrumento do survey. Nessa descrição, devem estar identificados os objetivos do estudo, um breve detalhamento das perguntas contidas no questionário, bem como as possí- veis respostas (caso sejam de múltipla escolha) e outros detalhes que se façam necessários serem explicitados para um melhor entendimento do instrumento.
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151 Lee mas

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