PDF superior Discussões coletivas em matemática: um olhar sobre a prática de três professores

Discussões coletivas em matemática: um olhar sobre a prática de três professores

Discussões coletivas em matemática: um olhar sobre a prática de três professores

Discurso da discussão. Na discussão, o discurso segue um processo de estreitamento seguido de ampliação, e assim sucessivamente, em consonância com as componentes da discussão. Os professores começam por solicitar a um grupo de alunos para apresentar a sua estratégia de resolução – solicitação e discussão de muitas ideias – correspondendo ao momento de apresentação das estratégias de resolução. Seguidamente, focam a atenção dos alunos em alguma característica particular – filtragem – de modo a promoverem a comparação, avaliação e filtragem. A análise desses raciocínios específicos pretende levar à introdução de mais ideias na discussão, através da inclusão de mais estratégias para comparação, originando, em termos de discurso, uma nova solicitação e discussão de mais ideias. Esse encadeamento continua até à conclusão da discussão. Olhando, também, para o conteúdo do discurso, a prática dos professores denota que, numa primeira fase, a sua preocupação reside, essencialmente, no início da discussão, tendo uma resolução para analisar – conteúdo matemático não filtrado. Face a essa estratégia, a sua preocupação evolui para a análise de raciocínios especiais – conteúdo matemático filtrado – como um erro, uma explicação que precisa ser melhorada, uma ideia que necessita ser desconstruída... Com este tipo de atuação, os professores revelam flexibilidade, ao decidirem levar para a discussão essas ideias – intencionalidade e diversidade. O afunilamento que fazem aos raciocínios dos alunos é para alcançar o propósito que definem para a discussão e para o estabelecimento de conclusões importantes. Os professores apoiam normas de discurso que articulam scaffolding social e analítico, já que evidenciam mudança de preocupação para o conteúdo das ideias matemáticas quando já conseguem ter os alunos a participar no discurso.
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18 Lee mas

O contributo das discussões coletivas na aquisição de estratégias de cálculo mental

O contributo das discussões coletivas na aquisição de estratégias de cálculo mental

13 Embora seja evidente que o professor deva ser capaz de tomar decisões e saber escolher um determinado plano para um grupo específico de alunos, conhecer a teoria é completamente diferente de lidar com esta adaptação num caso real, num ambiente particular, de modo a ter metas que permitem a verificação da boa evolução aluno/grupo. Mais concretamente, ao longo do percurso formativo, foram trabalhadas diversas formas de planificar, fator que possibilitou uma boa preparação para a primeira prática. No entanto, para a segunda prática, embora houvesse a plena consciência de que a planificação não poderia ser desenvolvida nos mesmos moldes das planificações para o 1.º CEB, surgiram realidades inesperadas, por exemplo, a construção de rotinas não ocorre numa semana uma vez que, nesse espaço de tempo, o docente pode ter apenas entre 3 a 6 blocos de 45 minutos com a turma, ou menos devido a inúmeras situações inesperadas como feriados e greves, e, nesse período de tempo, ao longo de um ano letivo, tem de cumprir um programa extenso (até para o tempo inicialmente previsto). Embora esta situação crítica já fosse conhecida, foi a primeira vez que se lidou diretamente com ela, tendo sido solicitado orientação dos professores cooperantes de forma a fazer as adaptações necessárias da forma mais correta. A intenção foi a de dinamizar, de forma significativa, diferentes conteúdos em cada sessão.
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69 Lee mas

Saberes para ensinar matemática: um olhar para a formação do professor primário

Saberes para ensinar matemática: um olhar para a formação do professor primário

No que diz respeito ao Cálculo na escola nova, tópico V do programa, três itens merecem destaque e comentários: (a) os novos objetivos do ensino do Cálculo, (b) princípios gerais para organização de programas e (c) o atual programa de Cálculo. Pretende-se discutir com os professores os objetivos e o programa de Cálculo da escola primária, ou seja, refletir sobre as normativas da prática pedagógica em vigência. Vale destacar que o Departamento de Educação do Distrito Federal, sob a direção de Anísio Teixeira, publica, em 1934, o livro “Programa de Matemática” pela Companhia Editora Nacional. Revisado pelos professores de matemática Antonio de Souzo Moreira e Carlos Cerqueira Lima, o livro contém duzentas e onze páginas, distribuídas da seguinte maneira: Introdução, Distribuição da Matéria, Parte geral: objetivos, análise dos objetivos e prática do ensino: preceitos particularizados relativos ao método de ensino, material usado na classe, resolução de problemas, aplicação do método de projetos, teses. Em seguida, apresenta a parte relativa do programa do 1 o ao 5 o ano do curso primário. Em cada um
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13 Lee mas

A identidade profissional de um formador de professores de matemática

A identidade profissional de um formador de professores de matemática

As aulas de prática que ministra, explica Lucas, acontecem quando os alunos estão nos estágios supervisionados que incluem obrigatoriamente 400 horas. Essa carga-horária é dividida em 4 semestres e englobam projetos, observação e regência do ensino fundamental e, posteriormente, do ensino médio. Em geral, a partir de situações concretas de vivências dos alunos, estabelecem-se reflexões com base em textos lidos. Quando há necessidade, o Professor indica leituras que darão suporte a outras discussões. As dúvidas dos alunos, conta-nos, na maior parte das vezes versam sobre as maneiras de ensinar determinados conteúdos.
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5 Lee mas

História da matemática para a prática dos professores do Ensino Médio

História da matemática para a prática dos professores do Ensino Médio

compreende a matem´ atica como uma ciˆ encia em progresso e constru¸c˜ ao, como uma cria¸c˜ ao conjunta da humanidade e n˜ ao como uma ciˆ encia pr´ e-existente, um presente acabado de Deus, descoberta por gˆ enios e por isso incontest´ avel. Alguns pesquisado- res v˜ ao al´ em, alegando que essas duas concep¸c˜ oes da matem´ atica, al´ em de poderem ser determinadas pelo conhecimento hist´ orico, influenciam diretamente a pr´ atica pe- dag´ ogica do professor. Dessa forma Britto e Bayer (2007) assentam que, a partir dos conhecimentos de Hist´ oria da matem´ atica, ´ e poss´ıvel adquirir melhor compreens˜ ao do conte´ udo matem´ atico fazendo utiliza¸c˜ ao do caminho de como se chegou aos conheci- mentos atuais. Isso ocorre porque estudar desde a necessidade que levou o homem, em uma determinada ´ epoca, a pensar sobre determinado assunto, at´ e as aplica¸c˜ oes pr´ aticas, tornariam o aluno motivado. Al´ em disso, Lopes e Alves (2014) destacam que o resgate da hist´ oria dos saberes matem´ aticos ensinados no espa¸co escolar traz a constru¸c˜ ao de um olhar cr´ıtico sobre o assunto em quest˜ ao, proporcionando reflex˜ oes acerca das rela¸c˜ oes entre a hist´ oria cultural e as tecnologias.
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83 Lee mas

Estilos de liderança de professores: um olhar dos estudantes adolescentes

Estilos de liderança de professores: um olhar dos estudantes adolescentes

Os estudos sobre estilos de liderança adotados pelos professores, nos diferentes níveis e moda- lidades de ensino, têm se configurado como objeto de discussões no meio acadêmico. Diversas pesquisas apontam para fatores relacionados ao estilo de liderança de professores, tais como baixo nível de aprendizagem dos estudantes, conflitos e comportamentos inadequados e prevenção ao Bullyng na escola. Este estudo teve por objetivo conhecer e analisar as percepções dos estudantes adolescentes matriculados no ensino médio, numa escola da rede pública de ensino brasileira, acer- ca dos estilos de liderança de seus professores. A pesquisa foi conduzida com 458 estudantes 47 professores. Consistiu em um estudo descritivo qualiquantitativo, de natureza não experimental. Foram utilizados três instrumentos para coletado dos dados. Os estudantes responderam à escala Inventário de Estilos de Liderança de Professores e 43 deles participaram de uma entrevista semies- truturada; os professores responderam a um questionário sociodemográfico e de trabalho. As aná- lises foram geradas por meio de medidas descritivas. Foram obtidos os escores totais, consideran- do os fatores responsividade, exigência e controle coercitivo. O nível de significância adotado, para os testes foi p<0,05. Uma parcela significativa dos estudantes considera os professores negligen- tes. O controle coercitivo praticado pelos professores, também é significativo chegando a 77% entre “tendência a alto” e alto. O estudo indica que, na escola, há uma complexidade de fatores que podem interferir, significativamente, nos resultados desejados e que é possível analisar os estilos de lide- rança dos professores, a partir do que é percebido pelos estudantes.
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12 Lee mas

Formação continuada de professores de Matemática: o desenvolvimento de comunidades de prática baseadas na tecnologia

Formação continuada de professores de Matemática: o desenvolvimento de comunidades de prática baseadas na tecnologia

Conforme [7], comunidades de prática – communities of practice – são formadas por pessoas engajadas em um processo de aprendizagem coletiva em um domínio compartilhado, tais como: um grupo de engenheiros trabalhando em problemas similares, um grupo de alunos/professores definindo suas identidades na escola, uma rede de cirurgiões explorando novas técnicas. Assim, comunidades de prática são grupos de pessoas que compartilham uma preocupação, um objetivo ou uma paixão por alguma ação que fazem e aprendem, através de uma interação constante com os membros dessa comunidade, como fazer essa ação cada vez mais aprimorada. Essa definição propõe, mas não assume, intencionalmente, que a aprendizagem pode ser a razão principal para uma comunidade começar, ou ainda a aprendizagem pode ser o resultado incidental da interação entre os membros da comunidade. Nem tudo o que é chamado de uma comunidade é uma comunidade de prática. Para o autor, três características são cruciais para uma comunidade ser uma comunidade de prática: o domínio, a comunidade e a prática. Essas características são apresentadas pelo autor, da seguinte forma:
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7 Lee mas

Formação de professores e Modelagem Matemática: implicações na prática pedagógica

Formação de professores e Modelagem Matemática: implicações na prática pedagógica

Na atual conjuntura educacional, a formação continuada tem sido amplamente discutida, embora as discussões sobre o tema, em alguns casos, não ajudem a precisar o conceito. Isso ocorre porque, ora se restringe o significado da expressão aos cursos de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu) ou qualquer atividade de caráter formativo oferecida pelas instituições escolares ou assumida por iniciativa do próprio professor. Independentemente da compreensão que se tenha a respeito do conceito, a formação continuada, sem sombra de dúvida, auxilia o professor a fortalecer sua prática docente cotidiana (ALBERTO; TESCAROLO, 2009, p. 2402). Nos últimos anos, a formação continuada de professores ganhou importância, sobretudo em função da certeza de que a formação inicial, quase sempre, é deficitária (GATTI, 2010). Diante disso, criaram-se políticas públicas, objetivando a formação continuada como forma de complementar a formação inicial e também de subsidiar/fomentar uma melhora na qualidade educacional do país. Segundo Gatti (2000), a formação continuada tem sido um dos maiores desafios dos gestores educacionais, visto que, sobretudo em função do aumento da rede de ensino, em um curto espaço de tempo a formação inicial não é, muitas vezes, provida de forma satisfatória.
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152 Lee mas

“UM DESAFIO PARADOXAL”: o olhar de professores iniciantes sobre a inserção profissional na prática docente

“UM DESAFIO PARADOXAL”: o olhar de professores iniciantes sobre a inserção profissional na prática docente

Os resultados desta etapa da pesquisa apresentaram o seguinte perfil dos egressos dos três Programas de iniciação à docência: i) são professores iniciantes jovens e a grande maioria frequentou o ensino fundamental e médio todo em escola pública; ii) Cursaram a licenciatura em diversas áreas; iii) e, em 2016, 67% estavam atuando como docentes na educação básica - grande parte desses, em escolas públicas (60%), fato que revela um retorno do investimento do governo federal e das Instituições de Ensino Superior. Nesse sentido, os três Programas analisados na pesquisa constituem um avanço na formação inicial no sentido de diminuir a distância entre a formação acadêmica e o espaço de trabalho, favorecendo melhor articulação entre teoria e prática e contribuindo para a elevação da qualidade dos cursos de licenciatura (ANDRÉ, 2017).
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12 Lee mas

Discussões coletivas no ensino-aprendizagem da Matemática

Discussões coletivas no ensino-aprendizagem da Matemática

Naturalmente, coloca-se a questão de saber em que medida uma aula como a que apre- sentam Lakatos e Lampert é de realização viável no nosso sistema educativo, com os nossos programas, os nossos alunos e os nossos professores e, caso afirmativo, em que condições. A onda atual do back to basics que domina em Portugal não poderia ser mais adversa a este tipo de atividade. Na verdade, para o back to basics ela é uma pura perda de tempo – o que conta é apenas a exposição correta dos conceitos e a prática capaz de conduzir rapidamente à memori- zação acrítica e à mecanização. No entanto, tanto a investigação como a prática profissional mostram como momentos de discussão são essenciais para a compreensão matemática por parte dos alunos e os professores podem e devem promovê-los sempre que considerem apro- priado. Passada a onda do back to basics, os momentos de discussão voltarão certamente a ver reconhecida toda a sua importância nos documentos curriculares para o ensino-aprendizagem da Matemática, e os professores precisam de estar preparados para os concretizar da melhor maneira na sua sala de aula. Assim, o objetivo deste capítulo é apresentar o “estado da arte” em relação às discussões matemáticas, com referência sobretudo à investigação internacional, mas sem esquecer a investigação realizada no nosso país.
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22 Lee mas

Três mitos visuais de Braga: um ensaio em geografia cultural

Três mitos visuais de Braga: um ensaio em geografia cultural

E é assim que a partir de algumas das impressões apriorísticas baseadas em lei- turas cruzadas, nos resultados da confrontação disciplinar, na profusão de imagens que têm passado estes anos pelo nosso olhar e, porque não, também, do instinto e do saber acumulado pela vivência de uma urbe que fizemos nossa, que somos capazes de retirar a relação que nos propomos explanar. A interacção entre alguns dos afo- rismos mais propalados pela vox populi bracarense, e pelo que, também, dela se reco- nhece noutras paragens, com a observação das imagens de Braga, muito particularmente, aquelas que mais sistematicamente elegemos da análise sistemá- tica das séries de postais ilustrados que decorrem da investigação em curso.
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12 Lee mas

Sentidos de prática pedagógica em ações de formação inicial de professores de Biologia

Sentidos de prática pedagógica em ações de formação inicial de professores de Biologia

RESUMO: No presente trabalho investigamos os sentidos de prática pedagógica construídos em um projeto de formação de professores de biologia no Brasil. Nossa pesquisa ancora-se na perspectiva sócio-histórica. Os discursos sobre a prática pedagógica durante a formação de professores constroem significados, os quais são reproduzidos e ressignificados nos cotidianos escolares, nos percursos forma- tivos de professores de ciências, nas concepções de sucesso e fracasso da escola. A partir dos modelos de «ação» propostos por Jürgen Habermas, identificamos que a prática pedagógica é majoritariamente referida como ação estratégica, mas está permeada por sentidos de ação normativa e dramatúrgica. Dessa forma os discursos emergidos no programa de formação de professores estudado constroem significados de forma complexa e híbrida.
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5 Lee mas

Mediação do livro didático em discussões sociocientíficas : análise de interações discursivas em um estudo de caso

Mediação do livro didático em discussões sociocientíficas : análise de interações discursivas em um estudo de caso

A abordagem de questões sociocientíficas tem sido amplamente recomendada para o processo de Letramento Científico que tem como objetivo principal o ensino de Ciências para formação da cidadania. Nesse âmbito, o presente trabalho tem como objetivo analisar as interações discursivas ocorridas durante a discussão em sala de aula a partir da leitura de textos de temas sociocientíficos com questões para debate presentes no livro didático “Química e Sociedade”. Foi analisado o vídeo de uma aula de Química para o Segundo Ano do Ensino Médio filmada em 2008. O trecho de aula em que ocorreu o debate foi editado e categorizado utilizando o software Nvivo ® . A análise realizada visou identificar as contribuições do livro didático nas discussões de aspectos sociocientíficos e as estratégias adotadas pelo professor para conduzir o debate. Foi observado que o livro didático favoreceu as interações discursivas na sala de aula e que o professor analisado possui uma prática discursiva que favorece o engajamento e a participação dos estudantes.
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40 Lee mas

O brincar corporal na educação infantil: um olhar sobre a criança, o corpo e movimento e a prática pedagógica

O brincar corporal na educação infantil: um olhar sobre a criança, o corpo e movimento e a prática pedagógica

Ao pensarmos o processo de vida real dos homens e seu caráter sócio-histórico, enfatizado pela autora, compreendemos que se abrem possibilidades de se constituir um espaço para pensar sobre o corpo na escola e sua discussão na formação de professores, integrados ao que as diretrizes do curso definem em seu Artigo 6º (referente à estrutura do curso de Pedagogia) como um núcleo de estudos básicos que, que tem como princípio a diversidade e a multiculturalidade da sociedade brasileira, ao qual compete um estudo rigoroso da literatura pertinente e das realidades educacionais, bem como a reflexão e as ações críticas. Neste núcleo de estudos, é contemplada a atenção às questões referentes à ética, à estética e à ludicidade, no contexto do exercício profissional, em âmbitos escolares e não escolares, articulando o saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática educativa ( DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA, 2006).
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9 Lee mas

A compreensão de letramento de professores alfabetizadores e os reflexos em sua prática pedagógica

A compreensão de letramento de professores alfabetizadores e os reflexos em sua prática pedagógica

Nessa direção, ao se pensar no professor alfabetizador e em sua imensa responsabilidade para com a inserção dos sujeitos no universo da escrita, a questão de uma prática pedagógica fundamentada teoricamente ganha relevância ainda maior. A partir do reconhecimento de que a alfabetização, atualmente, precisa realizar-se na perspectiva do letramento, ao professor foi conferido um novo e significativo papel – o de agente de letramento. Kleiman (2006, p. 82) caracteriza o professor agente de letramento como “[...] um promotor das capacidades e recursos de seus alunos e suas redes comunicativas para que participem das práticas sociais de letramento, as práticas de uso da escrita situadas”. Na condição de agente, o professor configura sua prática pedagógica a partir da seleção de atividades que promovam o alçamento de seus alunos à condição de sujeitos capazes de se inserir em uma sociedade que tem na escrita a centralidade de boa parte de suas ações. Sob essa ótica, torna-se interessante averiguar a relação que pode ser feita entre a compreensão de letramento que professores alfabetizadores têm e como isso se reflete em sua prática pedagógica.
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24 Lee mas

Reflexões sobre formação de professores e relações étnico-raciais:                         um olhar em perspectiva sobre as produções do GT 21/ANPED

Reflexões sobre formação de professores e relações étnico-raciais: um olhar em perspectiva sobre as produções do GT 21/ANPED

Nesse contexto, o processo de implementação da Lei nº 10.639/03 está apresentando desafios para alterações curriculares que não se restrinjam a simples acréscimos ao currículo dominante: a) a definição das orientações e ações nas redes de ensino para a efetivação da Lei; b) formação inicial e continuada dos educadores que possibilite: a problematização das particularidades das relações etnicorraciais no Brasil e como as desigualdades entre negros e brancos foram construídas historicamente; a desconstrução de estereótipos e de práticas preconceituosas e discriminatórias em relação à população negra e a compreensão sobre como perpassam as relações cotidianas das escolas e que precisam ser alteradas; a discussão sobre a seletividade dos currículos e perspectiva eurocêntrica que os vêm embasando e, por fim, possibilite adquirir novos conhecimentos sobre a História e Cultura dos africanos e dos negros brasileiros, com a desconstrução de imaginários, gestos, posturas e atitudes discriminatórias. (REGIS, 2011, p.14)
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25 Lee mas

TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS NA PRÁTICA DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA: CONSUMIR, INCORPORAR E MATEMATIZAR

TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS NA PRÁTICA DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA: CONSUMIR, INCORPORAR E MATEMATIZAR

O objetivo deste trabalho é verificar as concepções de professores(as) que ensinam matemática em relação aos usos e escolhas que fazem de tecnologias como ferramentas para construção desse conhecimento. Em nossos estudos exploratórios encontramos no referencial da Matematização da Tecnologia a base teórica para o nosso trabalho, por buscar o movimento que o professor(a) de matemática precisa realizar para tornar as novas tecnologias educacionais ferramentas de ensino. Optamos por uma abordagem qualitativa, observando pequenas amostras da realidade estudada, alicerçada em entrevistas semiestruturadas junto a professores(as) que atuam em escolas municipais, estaduais e federais das cidades de Bagé e Dom Pedrito. Os resultados apontam que os sujeitos de pesquisa, aproximam-se e ou distanciam-se de dois extremos, o de consumir e o de incorporar a tecnologia em suas aulas e, jamais estão fixos em uma dessas concepções ou perfis, pois os processos que envolvem ensinar e aprender são dinâmicos. Admitimos que os diferentes posicionamentos dos professores se ligam a processos formadores e auto formadores, estruturais e de gestão. Assim, embora pareça existir um valor menor para consumir tecnologia, isso não é um fato, pois é este o primeiro passo o professor incorporar e matematizar tecnologias no ensino de matemática.
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6 Lee mas

A prática docente de professores de Música : o contexto polivalente em Arte em Várzea Grande – MT

A prática docente de professores de Música : o contexto polivalente em Arte em Várzea Grande – MT

Os professores licenciados em Música em Várzea Grande - Mato Grosso, contratados por meio de concurso público para atuar no Ensino Fundamental anos finais, se deparam com a realidade do ensino polivalente de Arte. Essa situação motivou esta dissertação de mestrado, que objetiva investigar como os professores licenciados em Música percebem sua prática pedagógico-musical no contexto polivalente em Arte nas escolas estaduais de Várzea Grande. Para atingir os objetivos propostos, esta investigação adota uma abordagem qualitativa e inclui contato direto com os participantes e o contexto escolar. A geração de dados se baseia em: 1) entrevistas semiestruturadas; 2) observação de aulas; e 3) análise de documentos - Proposta Curricular de Mato Grosso para o ensino de Arte e plano de aula. Os participantes desta pesquisa são duas professoras licenciadas em Música, efetivas e atuantes nas escolas estaduais de Várzea Grande. Os resultados encontrados revelam que a dicotomia entre formação específica em Música e atuação polivalente tem gerado dificuldades na prática docente das professoras, como o pouco tempo disponível para o ensino de Música. Mesmo sem a formação específica nas demais linguagens artísticas, as professoras são constrangidas a lecioná-las. Nesse sentido, a polivalência tem fortalecido a descaracterização do ensino de Música e das demais linguagens do ensino de Arte.
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158 Lee mas

A teologia em busca de legitimidade científica: um olhar sobre o cenário atual

A teologia em busca de legitimidade científica: um olhar sobre o cenário atual

A laicidade do Estado é um pilar crucial das sociedades republicanas (cujo projeto é o bem-estar de todos os cidadãos, mormente nos regimes políticos ocidentais pós-1945), e a presença religiosa na esfera pública “[...] reascende a desconfiança pela introdução de uma lógica particularista no lugar onde só deveria prevalecer o interesse de toda a sociedade”. (BURITY, 2008, p.89). É na Europa, especificamente na França, que o princípio de laicidade do Estado tem seu nascedouro (CUNHA, 2006; DOMINGOS, 2009; LACER- DA, 2011). Tendo como ponto de partida a revolução política (século XVIII) e seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Campesinos, aliados à esquerda radical e à massa popular, extirparam, não sem conflitos, o regime absolutista monárquico, rompendo com os privilégios feudais, aristocratas e, sobretudo, clericais.
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16 Lee mas

Atrasos motores em crianças desfavorecidas socioeconomicamente. Um olhar Bioecológico

Atrasos motores em crianças desfavorecidas socioeconomicamente. Um olhar Bioecológico

RESUMO Apoiado no Modelo Bioecológico, o objetivo do estudo foi investigar como os processos proximais eram conduzidos para desenvolver as habilidades motoras fundamentais nos microssistemas escola e projetos sociais esportivos e, verificar se a competência motora das crianças nessas habilidades motoras direcionava seu engajamento em outros contextos (intercâmbio social). Crianças do Ensino Fundamental I de um município localizado no Semiárido do Brasil foram avaliadas através do Test of Gross Motor Development- 2. A investigação do contexto de desenvolvimento e dos processos proximais realizou-se por meio de observação assistemática não participante e entrevistas a professores de educação física em diferentes escolas e comunidades. As entrevistas foram analisadas mediante o uso do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados evidenciam uma prevalência de 100 % de atrasos motores; desempenhos mais pobres foram evidenciados por meninas e em crianças não assistidas por programas sociais esportivos. A carência de aulas de educação física na escola e de propostas pedagógicas para promover o desenvolvimento de habilidades motoras foi observada no contexto, contribuindo para os atrasos detetados. Os microssistemas escolas e programas sociais são influenciados pela omissão do poder público (exo e macrosistemas), repercutindo no desempenho das crianças investigadas.
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11 Lee mas

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