PDF superior Epistemografia: uma prática efetiva da história

Epistemografia: uma prática efetiva da história

Epistemografia: uma prática efetiva da história

ca desta disciplina, a pedagogia do tempo unitário de uma deter- minada sociedade. Enuncia-se assim o paradoxo implicado na hi- pótese: virar a história (devir) contra a própria história. Pois qual outra marca da empreita científica da ciência histórica que a objetivação de continuidades temporais sob a superficial disper- são dos acontecimentos, das rupturas? Ou seja, a história, para tornar-se ciência, escrutou as linhas da continuidade: a da forma- conteúdo Homem no curso linear da história, a dos planos hetero- gêneos de uma sociedade convergindo numa temporalidade úni- ca, enfim, a continuidade progressiva da formação de estratos so- ciais. E ao levar a empreitada continuísta ao limite, e assim tomar por objetos da disciplina histórica representações totalizantes como “mentalidade”, “massa” e “cotidiano”, conceitos que são automa- ticamente argumentados em referência a uma experiência imedia- ta irrefutável, a uma similitude da representação geral — conceito dado, imediatamente referenciável — a um passado deveras ocor- rido e geneticamente constituinte do presente; é instituída como norma de legitimidade do discurso histórico o culto antropológico às continuidades longínquas, que justamente suprimem a própria história. Este tipo de postura diante do material histórico, a que detecta as continuidades irremovíveis, justifica a diferença entre formações históricas em termos de determinações a priori: a to- mada de consciência do homem moderno, ilustrado pelos sufrági- os universais, demonstraria a falta de discernimento do primitivo em enxergar o que está inscrito nas clarezas das origens e da lei, ou ainda, essa dita história é capaz também de revogar as multiplicidades temporais que atravessam o decurso do tempo, suprimindo o problema histórico por não agregar como corpus do- cumental a história efetiva dos acontecimentos de superfície for- mados ao acaso dos encontros.
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Cidadania e identidades nos significados construídos por estudantes de biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

Cidadania e identidades nos significados construídos por estudantes de biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

Giroux (1999) considera necessário pôr em prática um projeto de formação universitária que tenha em vista o poder que tem na formação das identidades dos alunos. Segundo o autor, as questões sobre educação não podem ser reduzidas a parâmetros disciplinares: devem incluir questões de poder, história, auto-identidade e possibilidade de ação e lutas coletivas. Ele considera necessário também que a pedagogia crítica vincule a educação pública aos objetivos de uma democracia crítica (Giroux, 1997, p. 28). Em outras palavras, diz o autor, “a linguagem da pedagogia crítica precisa construir escolas como esferas públicas democráticas”. Afirma que para isso é necessário oferecer aos alunos o desenvolvimento da capacidade crítica para transformar as formas sociais e políticas existentes, ao invés de simplesmente se adaptarem a elas, além das habilidades necessárias para se situar na história e prover as convicções e a compaixão indispensáveis para exercer coragem cívica, assumir riscos e melhorar os hábitos, os costumes e as relações sociais que são essenciais às formas públicas democráticas.
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Sobre o estatuto epistemológico da História

Sobre o estatuto epistemológico da História

Além disso, tal experiência propicia ao florentino uma releitura de Tito Lívio e das questões que os Discorsi delineavam, explorando os benefícios dos conflitos e operacionalizando as dissensões no intuito de legitimar a república. Sob essa grade de leitura, o Estado não há de reprimir nem controlar as tensões e os conflitos sociais, mas antes, de operar por meio deles. É dessa asserção que se depreende a perspectiva tucidideana de Maquiavel, uma vez que o debate entre uma prática historiográfica que privilegie a verdade dos acontecimentos em detrimento da mera satisfação do público foi posta pelo historiador grego, esclarecendo sua opção pela verdade dos fatos. Como pauta nessa “transcrição do real” (p. 161), diz-se que parte da historiografia contemporânea atribuiu ao historiador grego a gênese de uma prática historiográfica objetiva e distanciada, diretriz imperativa do realismo político, segundo alguns autores.
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8 Lee mas

Uma história em quadrinhos para o ensino e divulgação da hanseníase

Uma história em quadrinhos para o ensino e divulgação da hanseníase

Segundo Caruso et al (2002), em disciplinas tais como Física, Química, Biologia e Matemática, grande parte dos alunos do ensino médio tem “medo destas disciplinas”. Dessa forma os mitos relativos à ciência levam muitos adultos e crianças a terem medo de se envolverem com ela. Essa mitificação, cuja construção, através dos tempos, muito se deveu a idéia de que a ciência seria restrita a um público seleto, onde a figura de um cientista se focava em uma pessoa inacessível e de extrema rigidez, traz a tona a desmedida da distância entre o conhecimento científico e o público leigo, o que desvirtua os objetivos da educação e divulgação cientifica. Como Valadares (2001) indica, no nosso meio o ensino tradicional da ciência é estritamente livresco e formal, limitado aos conceitos teóricos e pouca prática, o que possivelmente torna o aluno passivo, com pouca participação na aula, sem o entusiasmo de ir além do que o professor ensina; soma-se a isso, as dificuldades com os livros didáticos, algumas vezes com erros, etc. Essas seriam algumas das razões que desembocam na criação do medo de se conhecer mais sobre a ciência.
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17 Lee mas

Linhas de pesquisa de História da Igreja no Brasil

Linhas de pesquisa de História da Igreja no Brasil

O que percebi ao ler inúmeros livros, artigos, teses e dissertações foi a utili- zação sistemática da sociologia da religião como referencial teórico das pesquisas na área, o que acarreta inúmeros problemas que vão muito além da natural re- pulsa que historiadores e sociólogos nutrem entre si. Na prática o historiador da religião (incluem-se aqui os estudiosos do catolicismo) acaba produzindo sociolo- gia e não história. Autores como Marx, Gramsci, Weber, Bourdieu entre muitos outros são exaustivamente citados pelos historiadores o que compromete, e mui- to, o resultado das pesquisas que previamente precisam endossar as hipóteses e teses desses autores, eliminando uma peça chave da disciplina histórica: o caráter acidental do fato histórico, considerado irrepetível e único. A preocupação dos historiadores em não entrarem em contradição com seus referenciais teóricos cria não poucos dilemas.
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27 Lee mas

A RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NA  FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA

A RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA

potenciais racionais” para o reconhecimento, adoção e defesa de convicções e pretensões (RÜSEN, 2010, p. 102) no sentido de produzir ações capazes da mudança de si e do mundo. Não qualquer interpretação/explicação histórica, não qualquer ação social, mas aquelas pautadas em uma categoria que Jörn Rüsen entende como a única “universal”, a da alteridade. Para este autor, as diferenças entre passado/presente, devem ser compreendidas, explicadas, porém, todo modo de viver, pensar e agir do passado que fere a igualdade (ou alteridade), não pode ser considerado válido, porque não pode servir para moldar práticas e representações do presente e do futuro (RÜSEN, 1996, p. 97). Com esta noção que deveria fundamentar a literacia histórica, ou seja, de que as diferenças devem ser pensadas conforme a ideia que tanto podem promover possibilidades como limites, Rüsen nos fornece subsídios para pensar a pesquisa e o ensino: as diferenças existem, podem ser explicadas, desconstruídas, mas podem ao mesmo tempo ser sedimentadas na ideia de que não são mutuamente excludentes, e, se articuladas devidamente, podem formar o profissional da história reflexivo, ou seja, capaz de uma práxis fundamentada, por isso, frutífera.
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Uma história da greve das tecelãs/ões de Salvador-Bahia em setembro de 1919

Uma história da greve das tecelãs/ões de Salvador-Bahia em setembro de 1919

As freqüentes lutuações econômicas aprofundadas com a crise de superprodução no imediato pós-guerra (1918/1919), com o cancelamento de encomendas e a suspensão dos pedidos as fabricas em virtude de dispor de estoque não vendido para a comercialização, fez com que os industriais buscassem meios para enfrentar as contingências da guerra e reduzir os custos da produção. A alternativa encontrada por estes foi de potencializar e extrair a máxima capacidade produtiva nas fábricas através da superexploração da força de trabalho, estabelecendo como prática corrente no período para assegurar o lucro, o fechamento ou paralisação de algumas fábricas pertencentes às companhias, seguida da contratação ou re-alocação de um número reduzido de operárias/os despedidas/os. Em novembro de 1919, o periódico O Tempo informou em matéria, o recebimento de uma carta referente ao agravamento da realidade já acachapante das/os operárias/os da fábrica da Boa Viagem frente à atitude dos industriais pela baixa do algodão. De acordo com a mesma, o trabalho foi reduzido de seis para quatro dias, o que foi ratiicado pelo relatório da Companhia: a “prolongação da crise de ins de 1918, que durou até maio de 1919 nos forçou a reduzir o trabalho a quatro dias na semana”,(10) assim como, grande quantidade dos teares teve as suas atividades paralisadas, fazendo com que as/os operárias/os recebessem apenas o necessário para o pagamento do aluguel, que era descontado automaticamente no escritório, nada restando para comprar o pão, “a fome na Vila Operária era uma coisa incontestável, estando os operários, sujeitos as maiores privações”.(11) A carta conclui pontuando que mesmo durante a guerra, em que as indústrias tiveram os seus lucros auferidos, com ganhos consideráveis, a situação das/os operárias/os permaneceu idêntica. Ou seja, essa realidade de exploração independia da conjuntura, das perdas ou ganhos da empresa.
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19 Lee mas

Como se deve (re)escrever a História nacional?

Como se deve (re)escrever a História nacional?

Instituto de Estudios Latinoamericanos – Universidad de Alcalá | 28 não nasceram dentro de suas fronteiras. Desde outra perspectiva, a nação e a identidade nacional, ao dirigirem o compromisso de lealdade básica dos cidadãos, tornaram-se a única fonte de legitimidade internacional, de validade para um sistema internacional de Estados. Em outras palavras, o sistema interestatal tem como premissa o padrão da nação como entidade única de lealdade política. Contudo, existe uma absoluta complexidade e variedade de "identidades nacionais", pois a identidade nacional é uma elaboração abstrata e multidimensional, que penetra numa grande variedade de esferas da vida e que manifesta muitas permutas e combinações. Conforme esclarece Rivero e outros autores, a identidade pessoal e social, enquanto elementos constitutivos da nação, “[...] são produtos socioculturais situados no tempo". 59 Portanto, os atos de identificação estão situados historicamente, ou seja, "[…]são produzidos em contextos concretos, têm sua dramaturgia própria e, quando ao mesmo tempo são atos da fala, estão dirigidos a interlocutores particulares e tem uma natureza inerentemente dialógica." 60 Desta forma, pensar o que o sujeito (individual e coletivo) efetiva e realmente é (o que somos?), desvelar o seu "autêntico ser", implicaria uma concepção essencialista da identidade, que não tem lugar nessa proposta de reflexão sobre a escrita ou de reinterpretação da história nacional. Ainda que a identidade nacional possa ser compreendida como uma das identidades formadoras do ser individual e coletivo, trata-se de uma construção e de um processo, que não pode ser pensado de forma imutável, fixa e inegociável, da mesma forma que não se pode pensar a tradição como algo fixo e imutável ou que o pertencimento seja algo irrevogável. Assim sendo, a nação e a identidade nacional, devem ser entendidas a partir de uma análise sobre o processo histórico de formação dos Estados nacionais e de como as nações e as identidades foram discursivamente construídas e imaginadas a partir de determinados contextos históricos. Não podemos passar por alto a distinção crucial entre a realidade e a percepção da realidade. As condutas, muitas vezes, não se inspiram na realidade, mas no que as pessoas creem que é real. Na (re)escrita da História nacional deve-se levar em consideração que a chave deste universo de construção de nações e de identidades não é só a da manipulação e do arrebato sentimental, senão também a da exclusão, do esquecimento, do silêncio e da amnésia histórica, e que devem ser combatidos.
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Família às avessas? Uma reflexão em torno da história oral e memória

Família às avessas? Uma reflexão em torno da história oral e memória

bi que as escolhas teórico-metodológicas não são opções ingênu- as, mas políticas. Há, portanto, que ponderar os processos de amadurecimento intelectual e das incursões que foram dadas à minha formação durante o término do mestrado. Na busca pelo confronto de avaliar nossa prática, enquanto historiadores que somos, fui enveredando por outras leituras e ao mesmo tempo avaliando em que eu podia avançar para levantar problematizações sobre a pesquisa histórica como uma prática social. Uma das prin- cipais leituras que me ajudaram neste exercício foi a publicação do livro Muitas memórias, outras histórias, organizado pelos pro- fessores Déa Ribeiro Fenelon, Laura Antunes Maciel, Paulo Ro- berto de Almeida e Yara Aun Khoury. 5
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22 Lee mas

Racismo de Estado e Anti-Haitianismo na Construção do Nacionalismo Dominicano

Racismo de Estado e Anti-Haitianismo na Construção do Nacionalismo Dominicano

Moya Pons afirma que muitos negros, no século xix, se identificavam pelo termo “blancos de la tierra” e conclui que “while their skin became gradually darker, the mentality of Dominicans turned increasingly whiter” (239). Uma mescla de questões de geopolítica, colonialismo, classe social, raça e gênero se imbricam para determinar a identidade dominicana. Não há como centrar apenas nas categorias raciais tradicionais, inspiradas nas experiências de outros países, como eua ou Haiti, para explicar o fenômeno das peles negras, máscaras brancas. Muitos intelectuais negros, como Marrero Aristy ou Manuel Núñez, estão profundamente envolvidos na construção da supremacia branca e o anti-haitianismo. Com certeza suas lógicas transcendem a questão meramente racial e interseccionam outros fatores como a constituição de elites negras e mulatas e a afirmação da diferença numa geopolítica mundial e regional. A posição social, nesse caso, é o fator de identificação. Para tentar compreender o processo de construção da nação dominicana e o papel da raça é preciso entender como posição econômico-social, etnia, raça e colonialismo se conjugam para decantar em um tipo social.
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Os homens da segunda metade do século XIX já tinham conhecimento dos novos princípios adotados por muitos países rivais brasileiros provenientes da chamada “agricultura científica”. Nesse sentido, eles acreditavam em uma transformação no sistema agrícola brasileiro pela introdução de técnicas avançadas e seu manejo pelos imigrantes. Tornava-se bem claro, diante da conjuntura internacional, que a defesa da vocação agrícola do país não seria uma utopia se os fatores naturais do país fosse somado à necessária modernização da agricultura, introduzindo melhoramentos técnicos, semelhante à estratégia de outros países. No entanto, o processo encontrou fortes entraves, dentre eles a própria apropriação das técnicas tradicionais brasileiros pelos colonos europeus, como a coivara. Cf. Capistrano de Abreu, “Instruções para os imigrantes” (Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, Seção Manuscritos, 1897).
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27 Lee mas

PROJETO LABORATÓRIO FUNCIONAL: UMA ALTERNATIVA NA PRÁTICA DA EXPERIMENTAÇÃO EM SALA DE AULA

PROJETO LABORATÓRIO FUNCIONAL: UMA ALTERNATIVA NA PRÁTICA DA EXPERIMENTAÇÃO EM SALA DE AULA

No experimento do vulcão submarino, a maioria compreendeu que a água quente tem a densidade menor que a água em temperatura ambiente, relacionando- a com a influência da temperatura. Na prática do elevador de naftalina, deduziram que as naftalinas são mais densas que a água e afundaram. Enquanto que, no experimento da quase lâmpada de lava, os estudantes acertaram que a água e óleo não se misturam, sendo a água mais densa pois ³ela ficou por baixo e o óleo por cima´ 1HVWHV H[SHULPHQWRV SHUFHEHX-se uma evolução conceitual, pois os educandos referiam-se à densidade e não, somente, a massa das substâncias
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ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO: UMA BREVE ANÁLISE SOBRE ALGUNS EIXOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA E SUAS RELEVÂNCIAS

ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO: UMA BREVE ANÁLISE SOBRE ALGUNS EIXOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA E SUAS RELEVÂNCIAS

O presente artigo descreve as observações e análises feitas a partir da Componente Curricular Estágio de Observação, em que se analisam os cinco eixos educacionais: Prática Pedagógica, Formação Inicial e Continuada de Professores, Livro Didático, Gestão Escolar e Infraestrutura Escolar. O estágio foi realizado em uma Escola Pública em uma turma de 3° Ano do Ensino Médio nas disciplinas de Matemática, Física e Química e, em uma turma de 8° Ano e também uma turma de 9° Ano na disciplina de Matemática sendo observadas três aulas de cada disciplina. Esta escola está localizada na zona central do município de Caçapava do Sul/RS e foi efetuado no período de Março de 2018 a Julho de 2018. Percebe-se através da análise que as observações nesse primeiro momento, são relevantes para que nós, como futuros professores possamos vivenciar a realidade escolar, que não é apenas chegar na sala de aula e ministrar conteúdos aos alunos, mas sim considerar todos os outros fatores que envolvem a prática docente. A Gestão Escolar pode ser com a participação de todos, criando espaços de reflexões, construindo assim um processo educativo, visando sempre o que será benéfico para todos os envolvidos e para o processo de ensino aprendizagem do aluno. A Gestão Escolar nos pareceu, estar sendo trabalhada com a autonomia necessária para resolver problemas que fazem parte do cotidiano da escola. É importante uma boa infraestrutura escolar, pois possibilita ao aluno um maior interesse pelo aprendizado, pois o bom desempenho dos alunos também depende dos recursos que serão disponibilizados, também envolve mais do que simplesmente a sala de aula, pois há um conjunto de fatores que podem ser melhores compreendidos e explorados pelos professores em suas aulas.
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7 Lee mas

INSERÇÃO DO FISIOTERAPEUTA EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL, NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

INSERÇÃO DO FISIOTERAPEUTA EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL, NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

A atuação do fisioterapeuta nesses campos concede uma bagagem prática muito importante ao residente e apresenta como perspectiva uma possibilidade de melhora do serviço, a partir da atuação multiprofissional com vistas à integralidade da assistência prestada, tendo sempre o paciente como centro do processo do cuidado. A inclusão desse profissional nas UTIs e nos setores de emergência está baseada na reestruturação dos modelos de saúde. Seu surgimento se deu a partir das demandas por profissionais mais capacitados. A intervenção fisioterapêutica feita de forma precoce, com uma abordagem qualificada, atenua as taxas de mortalidade, infecção e o tempo de hospitalização. Tal atuação gera impacto direto na recuperação do doente crítico e menores custos com a saúde de uma forma geral (Picoli,2013 e Marcia, 2009).
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Marx – Prefácio Crítica da Economia Política

Marx – Prefácio Crítica da Economia Política

O trabalho parece ser uma categoria muito simples; e a idéia de trabalho nesse sentido - isto é trabalho, sem mais - é muito antiga. No entanto, tomando esta sua simplicidade do ponto de vista econômico, o "trabalho" é uma categoria tão moderna como as relações que originam esta mesma abstração simples. O monetarismo, por exemplo - de forma perfeitamente objetiva situava ainda a riqueza no dinheiro, considerando-a como algo de exterior. Relativamente a isto, operou-se um grande progresso quando o sistema manufatureiro ou comercial passou a situar a fonte de riqueza, não no objeto, mas na atividade subjetiva - o trabalho, manufatureiro ou comercial - embora continuasse a conceber esta atividade apenas como atividade limitada produtora de dinheiro. Com relação a este sistema, o dos fisiocratas [realiza novo progresso e] situa a fonte de riqueza numa forma determinada de trabalho - o trabalho agrícola; além disso, concebia o objeto não como a forma exterior do dinheiro, mas como produto enquanto tal, como resultado geral do trabalho. Mesmo assim, dado o caráter limitado da atividade, este produto continua a ser um produto determinado da natureza, quer dizer, um produto agrícola, produto da terra par excellence, Progrediu-se imenso quando Adam Smith rejeitou toda e qualquer especificação acerca das formas particulares da atividade criadora de riqueza, considerando-a como trabalho puro e simples, isto é, nem trabalho manufatureiro, nem trabalho comercial, nem trabalho agrícola, mas qualquer deles, indiferentemente; a esta universalidade da atividade criadora de riqueza corresponde a universalidade do objeto enquanto riqueza -produto em geral, quer dizer trabalho em geral, embora [neste caso] se trate de trabalho passado, objetivado. A dificuldade e a importância desta transição para a nova concepção, está patente no fato de o próprio Adam Smith, aqui e ali, pender para o sistema fisiocrático.
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A contribuição do jornalismo para o saber social. Caminhos para uma prática responsável e para o fomento da cidadania

A contribuição do jornalismo para o saber social. Caminhos para uma prática responsável e para o fomento da cidadania

Diante do exposto, podemos afirmar que o ethos jornalístico delimita a profissão e seus valores, mas ainda não é garantia suficiente de uma prática voltada à democracia e à participação cidadã. Isto ocorre porque, no universo da comunicação social, as grandes empresas e conglomerados ainda controlam a circulação da maior parte das notícias jornalísticas. Tais instituições direcionam o desempenho do veículo à obtenção de lucro, em igual ou maior medida do que a responsabilidade pela produção e disseminação de conhecimento. O jornalismo não pode ser equiparado à ciência, mas possui a capacidade de interpretar a linguagem científica de forma que esta seja acessível a um público heterogêneo – afinal, as notícias também são formas de conhecimento na sociedade contemporânea. Da mesma maneira, uma comunidade é capaz de identificar os assuntos que são de seu interesse e expô-los de acordo com o entendimento de todos os indivíduos daquele universo.
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12 Lee mas

FORMAÇÃO PARA A INTERDISCIPLINARIDADE: UMA POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO A PARTIR DA PRÁTICA ENQUANTO COMPONENTE CURRICULAR

FORMAÇÃO PARA A INTERDISCIPLINARIDADE: UMA POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO A PARTIR DA PRÁTICA ENQUANTO COMPONENTE CURRICULAR

Tendo em vista esses aspectos, juntamente com a articulação da PeeC, buscou-se trabalhar o tema consumismo e lixo em diferentes turmas de Ensino Fundamental de uma escola a partir da integração das disciplinas Botânica, Zoologia, Anatomia e Morfologia Humana e Ficologia e Micologia. Com esse trabalho buscou-se integrar diversas disciplinas, proporcionando aos alunos uma visão ampla e crítica do consumismo em relação à produção de resíduos e exploração dos recursos naturais, além de sensibilizá-los sobre a importância do descarte correto dos resíduos.
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Pensar ensino, pensar a prática – uma proposta de ensino baseada da filosofia de Platão e Aristóteles

Pensar ensino, pensar a prática – uma proposta de ensino baseada da filosofia de Platão e Aristóteles

A investigação pela natureza do conhecimento é assim o problema central desta obra platônica. Observa-se assim um contexto elucidante do Como é possível conhecer, problema este que se aproxima do exposto aristotélico em laudas anteriores. O “Como” aqui, obtém-se um sentido próprio do modo de fazer, da natureza daquilo que considera necessário saber. Os caminhos estabelecidos entre Platão e Aristóteles sugerem um saber mais autônomo, sobretudo numa inteiração ambientalista, na qual compreende que o sujeito atribui-se de saberes que a escola não obteve oportunidades de transmiti- los, seja por variadas questões, que o continente latino americano é capaz de desenhar em grande proporção.
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Entre o sacerdócio e a contestação  Uma história da Apeoesp 1945 1989

Entre o sacerdócio e a contestação Uma história da Apeoesp 1945 1989

Abordamos na presente pesquisa, a trajetória da organização coletiva dos professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, particularmente daquela referente à Apeoesp. Associação criada por professores secundaristas e normalistas com o objetivo de defender os interesses da categoria. Analisamos as diferentes formas de organização experimentadas ao longo dos anos, a partir de um duplo movimento. Externamente, provocado pelas transformações sociais, políticas, econômicas e culturais vivenciadas no Brasil e no mundo que interagiram na formação do campo educacional paulista. Internamente, decorrente de uma dinâmica própria, provocada pelas disputas travadas pelo comando das atividades e atitudes em relação aos seus representados, ao governo e ao conjunto da sociedade brasileira. Tais condicionantes teriam contribuído para mudanças na atuação dos professores em seu cotidiano, dando origem a movimentos de construção e reconstrução de sociabilidades, modificando padrões, identidades e ações desenvolvidas coletivamente. Esse processo, acompanhado de permanências e rupturas, apresentou três fases: 1945-1963, surgimento e estruturação, até a primeira experiência grevista dos docentes; 1963- 1978, anos de acomodações e resistências em meio à ascensão e crise do regime militar instalado a partir de 1964; e, por fim, 1978-1989, fase de reorganização da entidade com base em novas experiências no enfrentamento de problemas originados ou aprofundados pelas transformações vividas no país ao longo do período de redemocratização. Fase esta que assinalou a ascensão de grupos, projetos e ideologias acerca da organização de professores, criando ou reforçando estratégias de mobilização, consolidando ações e representações acerca do magistério e de sua entidade coletiva, culminando na obtenção do registro sindical em 1989.
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271 Lee mas

A intertextualidade de Edgar Morin

A intertextualidade de Edgar Morin

Os, que  o  demonizam,  possivelmente,  nem  leram qualquer livro, porém já  foram  persuadidos.    Podem  afirmar  que  o  Paradigma  da  Complexidade  não  é  um  método  científico. Talvez, um dos métodos mais descrito e refletido em um conjunto de obras.  Ambos  parecem  que  não  nutrem  uma  percepção.  Não  se  faz  Ciência,  sem  teorias  e  métodos,  mas,  ao  mesmo  tempo,  todos  estão  atravessados  por  suas  próprias  relativizações. São produções históricas, sociais e culturais, como tal não detêm a verdade  absoluta, para ensejar uma fé inquebrantável. 
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