PDF superior Espaços de educação e vida coletiva: a escola da infância como tempo livre

Espaços de educação e vida coletiva: a escola da infância como tempo livre

Espaços de educação e vida coletiva: a escola da infância como tempo livre

situação em que os professores de cada escolas da rede pública – e a gestão pública de cada município – decidam como será organizada a escola. Leia-se por organização do cotidiano escolar desde a carga horária que cada criança poderá frequentar até o conteúdo que será abordado (o que, como, quando, onde...). Em geral essa organização é pautada pela soma de dois fatores: maior número de crianças atendidas e o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI. O primeiro fator está vinculado à decisão do poder público e o segundo acaba sendo uma decisão do corpo docente de cada instituição. O que, em geral, resulta na seguinte condição: não garantia do cumprimento do direito constitucional de acesso à educação e a inexistência de uma prática pedagógica pensada para/com as crianças pequenas. Ou seja, o cotidiano das escolas de educação infantil costuma estar pautado em uma prática escolar do ensino
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A estrangeiridade como metáfora para a educação

A estrangeiridade como metáfora para a educação

O estrangeiro chega de algum lugar e se instala onde ele é estranho para os que já fazem parte desse círculo. As crianças chegam ao mundo como estrangeiras, mas não chegam de um lugar, mas de lugar algum. Para Bárcena (2006: 181), “al entrar en el mundo, salimos de algo y entramos en algo. Entrar en el mundo es co- menzar y todo comienzo es, entonces, salida: salida del estado de ausencia de mundo”. As crianças e jovens são ausência em relação à sua identidade, mas potencialmente singulares. Ser estrangeiro implica uma forma espacial de interação, afinal, ele não é simplesmente “outro”, mas diferente da totalidade de “outros” localizados num contexto espacial. É evidente que o mundo não é apenas espaço. Mas todas as coisas produzidas ou o resultado das ações dos homens se encontram num espaço. A ação precisa de um espaço para acontecer. A escola só é escola porque se encontra num espaço que garante a segurança, a preservação e a instauração do tempo livre e do tempo presente. Quando chega, a criança não é um recém-chegado no mundo, mas primeiro na família, na vida. A escola a iniciará no mundo. A criança só é um tipo de estrangeiro porque a estrangeiridade é característica daqueles que fazem parte do grupo. Só existem estrangeiros porque existem os “nativos”. A diferença para a educação é que todos fomos, uma vez, estrangeiros.
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A Educação Musical nos jardins de infância e no primeiro ciclo da escola portuguesa, num contexto de interdisciplinaridade para a aquisição de competências

A Educação Musical nos jardins de infância e no primeiro ciclo da escola portuguesa, num contexto de interdisciplinaridade para a aquisição de competências

programas, obedecendo cada um, a uma lógica estritamente disciplinar). Um primeiro grupo de dificuldades tem a ver com a integral fragmentação e aproveitamento disciplinar do espaço escolar. Geralmente existe uma biblioteca, uma sala de professores, instalações administrativas, mas a esmagadora maioria não tem espaços lectivos livres, salas de trabalho colectivo, espaços nos quais fosse possível promover experiências de trabalho em comum com várias disciplinas. Tudo isto tanto a nível de alunos como de professores. Um segundo grupo de dificuldades tem a ver com o integral preenchimento lectivo do tempo escolar e com a rigidez na organização dos horários dos alunos e professores. Neste sistema, não estão previstos quaisquer tempos livres que possibilitem o trabalho transversal de colaboração entre duas ou mais disciplinas. Uma tarde livre de actividades lectivas por semana, ajudaria e serviria de apoio ao trabalho interdisciplinar. Um outro grupo de dificuldades que se colocam à prática interdisciplinar, está relacionado com a inexistência de uma articulação horizontal dos programas. As equipas ministeriais encarregadas da elaboração desses programas, trabalham geralmente de costas voltadas umas para as outras, interessando-se cada qual em responder da melhor maneira aos interesses da disciplina que representa. A reforma dos planos curriculares dos ensinos básico e secundário (Decreto-Lei nº 286/89) vem abrir novas perspectivas ao trabalho interdisciplinar nas nossas escolas, na medida em que a reestruturação curricular proposta pela reforma, reflecte a forte tendência integradora como resposta às alterações produzidas a nível da organização disciplinar dos saberes. É na criação da área escola, agora chamada área de projecto, que a actual reforma é sem dúvida mais inovadora e corajosa. É também manifesta a determinação muito clara pela qual a área de projecto é pensada na sua dimensão interdisciplinar, sendo a primeira finalidade que lhe é atribuída, a aquisição de saberes para os quais concorram diversas disciplinas ou matérias de ensino, sempre numa perspectiva interdisciplinar. No entanto, a interdisciplinaridade não é a solução única para todos os problemas e desafios que hoje se colocam à instituição escolar. Ela é uma resposta significativa que em conjugação com outras orientações e inovações, pode permitir à escola ultrapassar as barreiras disciplinares tradicionais.
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Política e estética da educação do corpo (São Paulo, 1874-1914)

Política e estética da educação do corpo (São Paulo, 1874-1914)

No final do século XIX assistimos à institucionalização e estatização da escola moderna, pública e obrigatória em São Paulo. A proposta de organização material da escola e da sala de aula não era neutra. Pelo contrário. Estava atravessada por questões políticas e estéticas que visavam à construção de subjetividades discentes e à formação do cidadão escolarizado. Tendo isso em vista e tomando as carteiras escolares como objeto de análise, abordo o modo como o Estado, médicos, higienistas e educadores intentavam transmitir sentidos políticos e estéticos para os novos tempos republicanos. Fontes como as revistas e os manuais pedagógicos, além de catálogos de mobiliário escolar, são usadas para mostrar a luta por uma partilha política e policial do sensível, no âmbito da educação escolar.
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Algumas considerações em torno do ser profe ssor de filosofia no ensino médio / A few words around the philosophy of teacher be in school

Algumas considerações em torno do ser profe ssor de filosofia no ensino médio / A few words around the philosophy of teacher be in school

A escola serve sempre aos interesses dos poderosos. Se a escola puder atrapalhar seus planos, ela é proibida; se ela é necessária como “forno de cidadãos dóceis” e como fábrica de soldados obedientes, ela é obrigatória durante todo o tempo necessário [...]. O tipo de escola que possuímos hoje, nos países capitalistas dependentes, é o tipo de escola necessária para que o capital possa se expandir e ter muitos lucros. Fundamen- talmente a nossa escola hoje desempenha duas funções principais: 1) Preparar mão-de-obra para o capital [...] 2) Reproduzir as relações de dominação e de exploração (Guareschi, 2004: 102).
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FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO - uma disciplina em discussão no Curso de Pedagogia da UFPR

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO - uma disciplina em discussão no Curso de Pedagogia da UFPR

Por fim, a terceira capacidade que necessita ser desenvolvida é o que Nussbaum chama de imaginação narrativa (2014, p.81), que significa ser capaz de absorver a posição do outro na sua integralidade. Ou seja, ser capaz de colocar-se na posição do outro, sentindo o que o outro sente ou imaginando o que sente. Essa compreensão só poderia ser produzida pela educação através da arte e literatura. Sem dúvida Nussbaum enfatiza a capacidade empática das humanidades, especialmente da arte e da literatura, pois só elas seriam capazes de desenvolver e capacitar os humanos em ‘interpretar’ e ‘compreender’ verdadeiramente um sentimento alheio. São emoções alheias que podem ser compartilhadas e suas dores compreendidas, esse é o sentido dado a empatia que processa as necessidades alheias para se tomar uma decisão e posição. Assim, corroboramos com a posição de Nussbaum sobre a necessidade de mantermos as humanidades nos currículos escolares de forma lúcida e sensível, sem dogmatismos e violências.
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Tempo livre, ócio, lazer e recreação nos projetos pedagógicos de quatro cursos de educação física do Brasil, Chile e Uruguai

Tempo livre, ócio, lazer e recreação nos projetos pedagógicos de quatro cursos de educação física do Brasil, Chile e Uruguai

Objetivo: Analisar e comparar a presença da área de lazer e recreação nos Projetos pedagógicos (PP) e nas ementas das disciplinas de cursos de EF do Brasil, Chile e Uruguai. Métodos: Análise documental dos PP de quatro cursos de Educação Física de uma universidade do Brasil (estado do Paraná), uma do Chile (região de Maule) e uma do Uruguai (departamento de Rivera). Os PP dos cursos foram obtidos através dos websites das universidades. Resultados: Nos PP dos cursos de Licenciatura em EF (Brasil), Pedagogia em EF (Chile) e Licenciatura em EF - Opção práticas educativas (Uruguai), evidenciou-se o conceito de educação para o tempo livre. Encontrou-se que o curso de Bacharelado em EF (Brasil) possui maior carga horária de disciplinas que tratam a temática tempo livre, lazer e recreação de maneira direta e indireta, seguido pelo curso de EF de Uruguai e de Chile. Em geral, entre os assuntos que as disciplinas abordavam encontrou-se a relação do lazer com dimensões socioculturais, com o desenvolvimento de políticas públicas, com a intervenção por meio de jogos e brincadeiras e com as atividades na natureza. Conclusão: Evidenciaram-se similitudes e diferenças interessantes na abordagem da temática tempo livre, lazer e recreação nos cursos de EF estudados, as quais se vinculam com a constituição do campo da EF e do próprio tempo livre, lazer, ócio e recreação em estes países.
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COMO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL É TRABALHADA EM UMA ESCOLA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM RELATO

COMO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL É TRABALHADA EM UMA ESCOLA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM RELATO

Educação Ambiental (EA) permeia os processos de ensino e aprendizagem atuando como construtor de uma visão mais integradora e responsável das interações que o ser humano tem e deve ter com o meio ambiente. Vale lembrar que a EA não é um conceito acabado, com finalidades plenamente delimitadas. Trata-se de uma temática ainda muito em discussão mesmo 20 anos após a promulgação da Lei nº. 9.795 (1999), que dispõe sobre a Educação Ambiental. Isso vai ao encontro das pesquisas de Lucie Sauvé (2005) que sistematizou essas concepções de EA em pelo menos 15 correntes de pensamentos.
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ACONTECIMENTOS NO TEMPO CRÔNICO ESTATIVO DE ÉMILE BENVENISTE: O SURGIMENTO DA INFÂNCIA E DO JOGO EDUCATIVO

ACONTECIMENTOS NO TEMPO CRÔNICO ESTATIVO DE ÉMILE BENVENISTE: O SURGIMENTO DA INFÂNCIA E DO JOGO EDUCATIVO

A história humana é repleta de acontecimentos, porém alguns apenas marcam o período histórico, enquanto que outros transformam pensamentos e situam no tempo “momentos de transgressão temporal”. Com o surgimento da concepção de infância e do jogo educativo no século XVI, a civilização moderna cria um “calendário” para a educação humana. Como resultado para esses dois acontecimentos, surge à necessidade de uma educação específica, principalmente voltada para a aprendizagem da leitura, algo que privou as crianças até os sete anos de idade.
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Contos da Infância e do Lar: da Tradição Oral à Literatura para a Infância

Contos da Infância e do Lar: da Tradição Oral à Literatura para a Infância

ginal deste livro não era, de modo nenhum, fazer dele um livro de histórias para crianças, pelo que não era necessário nem desejável expurgar conteúdos impróprios para crianças. Assim, a edição de 1812 continha elementos que outros colecionadores de contos puseram em causa, apontando a falta de gosto e o caráter pouco refinado de algumas passagens. Os Grimm não ficaram indiferentes a estas críticas. Wilhelm, em particular, introduziu sucessivas alterações aos textos a fim de adequar a coleção ao público burguês. Desta for- ma, muitos contos da última edição em vida dos autores divergem significativamente das versões publicadas em 1912. Mas o objetivo dos Grimm foi também o de captarem aquilo que consideravam ser a verdadeira essência poética dos textos.
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TítuloEscolas da floresta: o modelo de educação infantil ao ar livre na Europa e Espanha

TítuloEscolas da floresta: o modelo de educação infantil ao ar livre na Europa e Espanha

Apesar da ausência de um conceito acordado, pode-se tentar traçar as principais ca- racterísticas que constituem uma possível identidade das escolas na natureza na Espa- nha, tal como vêm se apresentando. Usualmente, a concepção pedagógica se estrutura em torno de três pilares fundamentais: o jogo livre e não-estruturado, o contato direto com a natureza e a abordagem à criança através de uma educação respeitosa. A educação artística também se faz presente como referência metodológica em alguns casos. Os gru- pos são pequenos, com uma proporção média de 8 crianças por educadora e, geralmente, duas educadoras. Os projetos localizam-se em sua maioria no entorno rural, com um am- plo espaço de bosque acessível a pé. Atividades que envolvam a família e a comunidade, como espaços de encontro e formação, acampamentos e outros eventos, também são práticas habituais.
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A constituição do GT-17 da ANPEd: crise e perspectivas da filosofia da educação na formação acadêmica

A constituição do GT-17 da ANPEd: crise e perspectivas da filosofia da educação na formação acadêmica

É interessante percebermos que, embora nem todos os artigos façam alusão estritamente a conceitos em seu título, todas as publicações lidaram com análise conceitual em seu núcleo (seja de um ou mais no interior dos mesmos). Outra observação importante é a de que, em alguns casos, os filósofos estudados possuem relação ou escritos diretamente ligados ao campo educacional – embora isso não aconteça em todos os casos. Exemplo dessas “aproximações” com o campo educacional acontecem em “Levinas e a Reconstrução da Subjetividade Ética: Aproximações com o Campo da Educação” (2011) e “Intersubjetividade e educação: o estatuto do olhar nas relações educativas. Uma reflexão a partir da fenomenologia existencial de Sartre” (2010).
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Historicidade da infância no Brasil

Historicidade da infância no Brasil

Ser obrigatório o ensino básico faz uma enorme diferença para o Direito, por poder ser exigido tanto dos pais ou responsáveis quanto do Estado, que deve assegurar a todos nesse nível, sob pena de ser o Município impelido a cumprir judicialmente sua obrigação, já que no momento é de sua responsabilidade o ensino fundamental, ofere- cendo vagas a todas as crianças que estão nessa fase de estudo. Enfatiza-se que atualmente é a única fase da educação básica que é obrigatória. Essa obrigatoriedade é que autoriza o MP – Ministério Público, Defensoria Pública, OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e Entidades que dispõem dessa legitimidade a interpelarem os Entes Públicos a cumprir sua prestação de serviço essencial, inclusive mediante intervenção da União nos Estados e Distrito Federal como assegura o previsto no art. 34, IV, e, da CF/88.
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Faria de Vasconcelos: um pioneiro no movimento da Escola Nova na Europa e na América Latina

Faria de Vasconcelos: um pioneiro no movimento da Escola Nova na Europa e na América Latina

(Vasconcelos, 1909/1986, p. 450). Como havia referido nesta lição a atenção tem um papel importante para o sujeito, sendo que a 8ª lição, lhe é toda ela Vasconcelos, 1909/1986, p. 460). As posições de William James, Helmholtz, experiências de Wundt, Lange, Munsterberg, Cattell, Dodge, são utilizadas para explicitar este conceito e sugerir como se pode orientação pedagógica. As relações entre atenção e inteligência são referidas pelas teses de grandes nomes da época: Esquirol e Moureau de Tours, perturbação da atenção: incapaz de se fixar na mania, enfraquecida na demência, concentrada nas ideias Vasconcelos, 1909/1986, p. 474); e, se esta afirmação seria hoje considerada superficial, ela dá- nos uma imagem rápida das perturbações que lhe associamos. A 9ª lição é sobre a inteligência, tópico incontornável para as questões de pedagogia. Vasconcelos elege, entre outros autores, Binet, pois os estudos deste permitem operacionalizar conceitos que, para além da inteligência, são fulcrais para o desempenho escolar. E, Vasconcelos retoma o tema da atenção, da regularidade de hábitos, a continuidade no esforço, a maturidade, como essenciais para que o pedagogo os treine no sentido nesta lição, com grande minuciosidade, as diversas provas que Binet utiliza para avaliar a inteligência da criança. Na 10ª lição encontramos o tema da afectividade, apresentando o autor uma revisão comentada das teorias vigentes sobre as emoções. Leitura interessante é a refutação que faz às teses de da criança é análoga à do criminoso nato, (...), do selvagem, (...), um prolongamento atávico da Vasconcelos, 1909/1986, p.
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TítuloConstrução coletiva de indicadores de educação ambiental escolar

TítuloConstrução coletiva de indicadores de educação ambiental escolar

Diante da emergente problemática socio- ambiental é fundamental repensar nossas ações/decisões individuais e coletivas. A resposta social para o enfrentamento dos desafios ambiental demanda aprofunda- mento em relação a amplitude e complexi- dade do tema, mas também, perspectivas metodológicas de ação. Nesse contexto, a escola está desafiada a se inscrever num processo político de transformação da re- alidade (re)inventar um mundo sustentável (LEFF, 2012).

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TítuloÓcio e tempo livre: perspectivar o lazer para o desenvolvemento

TítuloÓcio e tempo livre: perspectivar o lazer para o desenvolvemento

Assim, e tal como refere Mundy 1996, a educayao para o lazer é essencialmente um processo que permite aos indivíduos ter lazer nas suas vidas; promover a qualidade de vida através do laz[r]

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O BRINCAR LIVRE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DA DIVERSÃO À GARANTIA DE DIREITOS

O BRINCAR LIVRE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DA DIVERSÃO À GARANTIA DE DIREITOS

Este artigo intencionou compreender de que forma o direito ao brincar livre vem sendo garantido na proposta pedagógica da EI, como prática significativa para o desenvolvimento da criança, a partir do olhar sobre a rede Marista na cidade de Porto Alegre/RS, ainda que as crianças sofrem desde cedo influência das mídias e sejam impulsionadas dentro de uma lógica consumista, cabe aos adultos de referência oportunizarem um repertório brincante para elas, através de diferentes materiais, para que de forma autônoma, livre e criativa as crianças possam se expor, expressar, projetar sua realidade, se constituir e se desenvolver, entendendo que são nestes momentos que a criança aprender a socializar, dialogar, resolver conflitos, expor suas opiniões, através do jogo simbólico ela é capaz de criar e representar a realidade na qual está inserida, estimular noções cognitivas, motoras que favoreçam o seu desenvolvimento.
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Intelectuais e Universidade: O Ensino Superior no Congresso de Instrução Pública (Rio de Janeiro, 1883-1884)

Intelectuais e Universidade: O Ensino Superior no Congresso de Instrução Pública (Rio de Janeiro, 1883-1884)

Resumo: No Brasil, a Universidade e o Ensino Superior têm sido objeto sistemático de estudos e pesquisas. Mas, só recentemente a história da educação tem se debruçado sobre essa etapa de ensino e for- mação. O presente estudo analisa as teses sobre universidade e ensino superior elaboradas para o Congresso de Instrução, de 1883, com o objetivo de destacar ideias e propostas mais relevantes, postas em circulação por uma elite intelectual, representativa dos valores da ilustração brasileira, que permitem depreender o que constituía o espírito do século XIX quanto a um projeto de educação superior. As ideias de descentralização da educação, gratuidade, obrigatoriedade, sistema nacional de educação, escola normal, formação de professo- res, financiamento da educação, liberdade do ensino, co-educação, educação popular, instrução pública, lai- cidade - destinadas a inspirar e orientar as reformas necessárias - agradam a elite ilustrada exatamente porque mostram as modernidades educacionais, as inovações pedagógicas e os progressos alcançados nos países mais desenvolvidos, nos quais deveríamos nos espelhar; isto é, legitimam as propostas para a educação brasileira.
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O USO DE PRAÇAS PÚBLICAS COMO ESPAÇO EDUCATIVO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

O USO DE PRAÇAS PÚBLICAS COMO ESPAÇO EDUCATIVO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

Segundo Mosna (2014), a escola de tempo integral p XP GHVDILR ³SRUTXH temos de elaborar uma identidade nova para a escola não basta um canetaço. Nossa estrutura não é como a de países que já pensaram a escola para o tempo LQWHJUDO 1yV FRQFHEHPRV XPD HVFROD SHOD PHWDGH´. O fato é que muitas escolas funcionam em dois e até três turnos e para serem transformadas em escolas de tempo integral, precisará se pensar o que fazer com o excesso de alunos (MELO, 2014).

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TítuloO fío da memoria: unha escola daquel tempo

TítuloO fío da memoria: unha escola daquel tempo

A verdade é que aquela escola era todo un espectáculo... Era, a un tempo, teatro e aprendizaxe. Aprendizaxe coral, colectiva, solidaria. Non había sitio material para a indivi- dualización nin moito menos para a aprendizaxe solitaria. Porque eramos moitos e esta- bamos moi apretados alí. E a soedade non era posible. Corpo con corpo, mente con mente. Mirar e mirarse nos outros. Sentir e palpar ás veces o mimo e o coidado das casas da aldea nas roupas e nos peiteados dos seus pequechos e as súas pequechas. Pero sen- tir e palpar moitas máis a miseria e as necesidades máis elementais dos meus amiguiños e as miñas amiguiñas. Alá ficaron, colgados no tempo inmemorial, a miña queridíaima Maruxiña, as miñas admiradas Carmiña, María, Élida, Juliña. Alá quedóu Pepiño. E alá quedaron Xerardo, Luis, José, Monsito e tantos e tantos outros.
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