PDF superior Ideação suicida em jovens-adultos com diferentes níveis de risco suicida: um estudo comparativo

Ideação suicida em jovens-adultos com diferentes níveis de risco suicida: um estudo comparativo

Ideação suicida em jovens-adultos com diferentes níveis de risco suicida: um estudo comparativo

Os fatores de risco presentes no comportamento dos jovens podem ser agrupados em diversos níveis – baixo, moderado e elevado –, tendo em consideração o grau de risco que representam para o sujeito (Waldvogel et al., 2008). Jovens identificados com baixo risco de cometer suicídio podem ter problemas familiares e escolares. Contudo, têm uma boa rede de suporte social, recorrendo a ajuda exterior, como forma de resolver os seus problemas, não apresentando historial depressivo. Por outro lado, jovens que se encontrem em risco moderado já tiveram pensamentos sobre o suicídio, revelando sintomatologia depressiva e dificuldade em controlar o humor, podendo existir comportamentos ocasionais de consumo excessivo de substâncias. Por fim, jovens com elevado risco de cometer suicídio referem ter dificuldade em encontrar significado e propósito para a sua vida, considerando que esta seria melhor se estivessem mortos. Estes jovens relatam ódio pelos pais e pela escola, fugindo de casa e faltando regularmente às aulas (Waldvogel et al., 2008).
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106 Lee mas

A relação entre depressão e ideação suicida em jovens adultos: o papel mediador da desesperança e da dor mental

A relação entre depressão e ideação suicida em jovens adultos: o papel mediador da desesperança e da dor mental

A depressão é um importante fator de risco para a suicidalidade, globalmente, e para a ideação suicida, em particular. As pessoas com sintomatologia depressiva expressam frequentemente o desejo de morrer e de terminar com a sua vida como sendo algo inevitável para terminar com todo o seu sofrimento (Borges & Werlang, 2006). Os sintomas depressivos, como a falta de energia e humor depressivo associam-se consistentemente com a ideação suicida (Silva, Oliveira, Botega, Marín- Botega, Barros, & Dalgalarrondo, 2006). A depressão é a perturbação mais associada à suicidalidade, estando presente em 2/3 dos casos de intenção ou tentativa de suicídio (Hawton, Casañas, Comabella, Haw, & Saunders, 2013). De facto, a existência de episódios depressivos pode estar associada a uma maior vulnerabilidade ao suicídio (Delisle, 2007). Na verdade, o comportamento suicida é frequentemente considerado como sendo, ele mesmo, um sintoma característico da depressão (Vieira & Coutinho, 2008). Os sintomas depressivos mais associados à suicidalidade são a baixa autoestima, os sentimentos de desesperança, e a incapacidade de resolver os problemas, que conduzem a sentimentos de inutilidade e desespero. O que se verifica é que a depressão conduz a uma inferior qualidade de vida, a uma menor produtividade e menores aptidões sociais do sujeito, aumentando os sentimentos de inutilidade (Ballone, 2003).
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87 Lee mas

Factores de risco associados à ideação suicida durante a prisão preventiva : estudo exploratório

Factores de risco associados à ideação suicida durante a prisão preventiva : estudo exploratório

taxas de perturbação psicológica e comportamentos suicidários, principalmente entre os reclusos mais jovens (Viljoen et al., 2005). Seja qual for o tipo de vitimização experienciada pelo recluído (i.e., física, psicológica, sexual, económica ou social) a percepção de medo parece ser uma das maiores condições psicológicas a afectar a saúde daqueles que se encontram recluídos (McCorkle, 1993; Sykes, 1958). As vítimas puras parecem pertencer ao grupo de indivíduos que manifestaram maiores problemas ao nível do bem-estar psicológico. Os agressores puros e os reclusos não envolvidos em qualquer processo de vitimização parecem ser os grupos de reclusos que demonstram melhor saúde mental, comparativamente ao grupo dos agressores/vítimas e vítimas puras (Leddy & O’Connell, 2002) e, quantos mais incidentes de vitimização um recluso experiencia, mais a sua saúde mental e física se vê afectada negativamente. Por conseguinte, em ambiente prisional, reclusos que experienciam elevados níveis de medo, temendo pela sua segurança pessoal, reportam mais preocupações e problemas sobre o seu estado de saúde em geral, fazendo com que a violência em meio prisional se traduza num dos maiores preditores do estado de saúde em geral (física e psicológica) dos recluídos (Maitland & Sluder, 1996). Por exemplo, Power, Dyson e Wozniak (1997) verificaram que 42% dos reclusos da sua amostra ( N =668) reportaram explicitamente temerem pela sua segurança, com o grupo das vítimas puras e dos agressores/vítimas a reportarem significativamente mais respostas neste sentido do que o grupo dos agressores puros (i.e., agressores que nunca foram vítimas) ou mesmo o grupo dos reclusos que não se envolvem em qualquer processo de vitimização.
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131 Lee mas

O funcionamento familiar, a ideação suicida e o suporte social no desemprego: que relação?

O funcionamento familiar, a ideação suicida e o suporte social no desemprego: que relação?

Foi igualmente possível indagar que o desemprego tem impacto nas ideias suicidas numa família e portanto, é um factor de risco para a formação de ideias suicidas numa família. O estudo desenvolvido por Caycedo, Arenas, Benítez, Cavanzo, Leal e Guzmán (2010) verificou que os adolescentes que tinham tentado o suicídio, eram provenientes maioritariamente de famílias com uma situação económica pobre. E portanto, concluíram que a situação económica da família parece ter uma grande influência nos comportamentos suicidas dos adolescentes. Além disso, o estudo de Apter, Bursztein, Bertolote, Fleischmann e Wassermann (2009) também considerou que muitos dos aumentos das taxas de suicídio juvenil tinham-se dado em países com grandes turbulências e mudanças na economia (i.e., Rússia e Lituânia). Nos adultos, foi possível observar que pais desempregados tendem a desenvolver sentimentos de perda da identidade, fracasso, irritabilidade, pessimismo e stress, que, lhes podem originar, grandes depressões, ansiedades e comportamentos aditivos (i.e., consumo de álcool). Que por sua vez, estas situações criam mais conflitos e violência no seio familiar, o que vão causar com que uma imitação que os adolescentes fazem dos comportamentos negativos que vêm dos seus pais, chegando o ‘núcleo familiar’ igualmente à ideação suicida (McLoyd, 1989). Assim, face às evidências referidas, colocamos a seguinte hipótese:
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70 Lee mas

Dor psicológica e ideação suicida em estudantes

Dor psicológica e ideação suicida em estudantes

consequência natural do ritmo de trabalho acelarado tanto de aprendizagem como do próprio crescimento, sendo considerada uma ansiedade “normal” e de certa forma necessária para o indivíduo agir e manter-se ativo, outra pode ser excessiva podendo comprometer o desempenho dos estudantes. Tendo em conta que este estudo abrange essencialmente adolescentes e jovens adultos, é importante manter presente a ideia de que qualquer alteração nos seus padrões físicos ou psicológicos acarreta um conjunto de transformações que provocam na sua vida um conjunto de mudanças, quer a nível cognitivo quer a nível social. Estas transformações são fatores precipitantes de elevados níveis de stresse e ansiedade, principalmente quando estão adjacentes à entrada e permanência no Ensino Superior.
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47 Lee mas

Criatividade e motivação em crianças e jovens: um estudo comparativo

Criatividade e motivação em crianças e jovens: um estudo comparativo

Segundo Eysenck (1996/1999 citado por Pinheiro, 2009), os traços que prevalecem nos sujeitos criativos são: a independência de atitude e comportamento social; a dominação; a introversão; a abertura a estímulos; os interesses amplos; a auto- aceitação; a intuição; a flexibilidade; a presença e as atitudes sociais; a atitude anti- social; a preocupação com normas sociais e o radicalismo e a rejeição a restrições externas. Enquanto, que Wechsler (2002 citado por Pinheiro, 2009) refere: a confiança em si mesmo ou autoconceito positivo; o pensamento original e inovador; a alta sensibilidade externa e interna; a fantasia e imaginação; o inconformismo; a independência de julgamentos; a abertura a novas experiências; o sentido de destino criativo; as ideias elaboradas e enriquecidas; a preferência por situações de risco; a alta motivação e curiosidade; o elevado senso de humor; a impulsividade e espontaneidade e a fluência e flexibilidade de ideias e uso elevado de analogias e combinações incomuns. Verifica-se que apenas cinco das características identificadas por estes autores são comuns, sendo elas: a independência; a abertura; o interesse; auto-aceitação e a flexibilidade. A impulsividade e introversão, atitudes sociais e anti-sociais, entre outros, parecem tratar de diferentes grupos ou mesmo, anular-se (Pinheiro, 2009).
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155 Lee mas

Percepção de cuidados parentais precoces em consulentes a saúde mental com tentativa e ideação suicida

Percepção de cuidados parentais precoces em consulentes a saúde mental com tentativa e ideação suicida

Key words: Suicide risk; early perception of parental care. Resumo Apresentamos um estudo quantitativo de sujeitos com comportamento suicida, realizado em 176 pacientes consulentes em serviços de saúde mental, com diagnós- tico de Transtorno Depressivo, Bipolar e de Adaptação. Estudou-se a percepção que eles tinham acerca do modo como tinham sido cuidados por seus pais até os 16 anos. Os resultados indicam o risco de uma tentativa de sui- cídio de alta severidade, associado a uma percepção de cuidado parental, definido como negligência no cuida- do e na proteção. Esta associação seria particularmente clara com a figura paterna. Um vínculo que privilegia o controle excessivo, ainda se apresenta baixos níveis de cuidado, se associa a menor risco de suicídio e/ou a tentativas mais leves. Um papel materno de cuidado parecesse ser um fator protetor. Estes resultados geram perguntas importantes acerca da necessidade de estudar fatores protetores ou de risco, nos antecedentes biográ- ficos dos pacientes com risco de suicídio.
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16 Lee mas

Estudo comparativo da rigidez arterialentre diferentes tipos de treino em adultos jovens saudáveis

Estudo comparativo da rigidez arterialentre diferentes tipos de treino em adultos jovens saudáveis

forma significativa. Os indivíduos dos grupos de treino combinado e do grupo de controlo não apresentaram diferenças significativas na complacência arterial ao longo do programa de treino (Kawano et al., 2006). Por outro lado, também está descrito na literatura que o treino de força pode não provocar alterações negativas na função das grandes artérias centrais (Rakobowchuk et al., 2005; Kawano et al., 2006). Rakobowchuk et al. (2005) através de um protocolo de treino de força de 4 meses, com frequência semanal de 5 treinos e intensidade da carga de treino de 80% 1RM em homens jovens (média de idade de 23 ± 3,9 anos), mostrou que a RA, espessura da íntima-média da artéria carótida e as dimensões cardíacas não foram alteradas com o treino. Os investigadores sugeriram que programas de treino de força mais prolongados podem ser necessários para modificar a complacência arterial (Rakobowchuk et al., 2005). Mais recentemente, Ashor et al. (2014) através de uma metanálise, procuraram verificar, através de estudos randomizados controlados, o efeito dos diferentes tipos de treino (treino de força, treino aeróbio e treino combinado) na RA. Os resultados indicaram que o treino aeróbio está associado a uma redução da VOP (~ -0.63 m/s, IC 95%: -0.90; -0.35 m/s) e do AIx (-2.63%, IC95%: -5.25; -0.02%) e que o treino de força e o treino combinado não têm efeito significativo na VOP e no Alx (Ashor et al., 2014).
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111 Lee mas

Estudo da influência do perfecionismo na ideação suicida numa amostra de jovens adultos portugueses

Estudo da influência do perfecionismo na ideação suicida numa amostra de jovens adultos portugueses

Ainda quanto à comparação entre indivíduos com /sem histórico de tentativa de suicídio, a análise das subescalas do perfecionismo permitiu-nos verificar que apenas a dimensão do Perfecionismo Socialmente Prescrito (PSP) registou diferenças significativas entre estes dois grupos, apresentando os indivíduos com histórico de tentativa de suicídio uma pontuação mais elevada que aqueles que nunca cometeram uma tentativa. Estes resultados não são surpreendentes, tendo em conta que o Perfecionismo Socialmente Prescrito, como foi antes mencionado, é considerado uma dimensão desadaptativa do perfecionismo e encontra-se associado a diversas consequências negativas (e.g., Blankstein, Lumley, & Crawford, 2007; Hewitt et al., 2006; Short & Mazmanian, 2013). Indivíduos com níveis elevados de PSP tendem a experienciar o seu mundo social cheio de pressão, julgamento e hipercrítica, sentem-se frequentemente incapazes de corresponder às expectativas elevadas dos outros (Hewitt et al., 2006), o que gera nestes indivíduos um desejo de fuga à realidade, que em última instância poderá ser alcançada através do suicídio (e.g., Baumeister, 1990; Sherry & Hall, 2009).
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65 Lee mas

Relação entre níveis de atividade física e risco cardiovascular em estudantes adultos jovens

Relação entre níveis de atividade física e risco cardiovascular em estudantes adultos jovens

número de praticantes regulares ainda é pequeno. O novo foco de estudo de saúde pública é o de enfatizar o aumento de dispêndio energético diário em atividades moderadas. Embora todas as componentes de treino continuem a ser importantes, a questão fundamental do atual contexto não é que os ativos passem a ser altamente ativos (o que acontece no tempo de lazer), mas sim que os sedentários (cerca de 50% da população europeia) se tornem ativos (Haskell, Montoye and Orenstein apud Padez, C., 2002). Posto isto, dentro dos diversos determinantes associados à prática da atividade física, o ambiente físico tem suscitado particular interesse. Deve ser abordado de forma a promover estratégias inovadoras, que visem a prevenção de doenças crónicas, através da implementação de comportamentos no quotidiano, como o de caminhar e o de pedalar para se deslocar para o local de trabalho ou para fazer compras (Padez, C., 2002). Fazer uma caminhada de 10 minutos de pausa para almoço, andar durante os minutos de publicidade nos intervalos do programa que queremos assistir, sair do autocarro uma paragem antes da opção mais cómoda e aproveitar para caminhar até ao local de trabalho, ou andar em torno do campo durante o jogo semanal do filho, são exemplos de estratégias a adquirir. Estas ações tenderiam assim a tornar-se parte da vida diária, havendo maior adesão. As estratégias devem ser transversais a todos os níveis sociais e faixas etárias, com especial atenção ao grupo de idosos, por serem um grupo com, naturalmente, menores níveis de atividade e maiores custos nos serviços de saúde (Sallis, J. F. et al apud Humpel, N. et al, 2002; Owen, N. et al, 2000; Blair, S. N. et al, 2001, p. 32 e 81.).
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62 Lee mas

Mediação da depressão na relação entre o funcionamento familiar e comportamentos desviantes e ideação suicida em jovens adolescentes

Mediação da depressão na relação entre o funcionamento familiar e comportamentos desviantes e ideação suicida em jovens adolescentes

Outros estudos também têm vindo a demonstrar que adolescentes delinquentes do género feminino percepcionam as suas famílias como sendo controladoras e pouco participativas em actividades familiares, consideram que os seus pais que não as elogiam e têm estilos parentais inconsistentes quando comparadas com adolescentes não delinquentes (Bischof et al., 1995; Heaven, 1994; Farrington, 1993). Gavazzi (2006) verificou que, numa população de adolescentes femininas, níveis baixos no funcionamento familiar (medido através dos níveis de conflito, de monitorização e estratégias de disciplina) aumentam o risco de delinquência. No mesmo sentido, também se tem vindo a demonstrar que os maus tratos familiares são um dos factores mais prepotentes no aumento do envolvimento de raparigas em agressões e violência (Arata et al., 2005; Bensley et al., 1999; Green et al., 1999; Kinard, 2004; Loos & Alexander, 1997; Prino & Peyrot, 1994; Wolfe et al. 2001). Estes estudos demonstraram que quando as raparigas sofrem de várias formas de maus tratos em vez de apenas uma, apresentam mais raiva, agressão, hostilidade, atitudes anti-sociais e comportamentos violentos. Kakar (2006) refere que a pouca atenção dada à delinquência juvenil no feminino pode estar relacionada com o facto de se pensar que as raparigas podem ser mais uma ameaça para elas próprias e para o seu bem-estar do que para os outros. Apesar de historicamente as raparigas cometerem menos crimes que os rapazes e de esses crimes serem menores, a estatística tem vindo a demonstrar que há uma tendência para uma alteração rápida dessa situação.
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63 Lee mas

Relação entre o funcionamento familiar, ideação suicida e comportamentos autolesivos em adolescentes

Relação entre o funcionamento familiar, ideação suicida e comportamentos autolesivos em adolescentes

Diversos estudos fazem a associação entre dificuldades ao nível do funcionamento familiar e a adopção de comportamentos de risco para a saúde dos jovens, como por exemplo o consumo de substâncias, patologias referentes ao comportamento alimentar, o envolvimento em relações sexuais sem proteção, os comportamentos autolesivos e o suicídio (Mesquita, Ribeiro, Mendonça & Maia, 2011). Assim, a existência de um sistema familiar disfuncional, com elevados níveis de conflito, baixos níveis de coesão e de flexibilidade e dificuldades nas competências comunicacionais entre os elementos da família, tem-se mostrado fortemente associado à existência de ideação suicida nos jovens (Moreira & Bastos, 2015) e aos comportamentos autolesivos (Guerreiro & Sampaio, 2013). Pelo contrário, quando um adolescente faz parte de um sistema familiar onde este se encontra satisfeito com as relações estabelecidas pelos elementos no que diz respeito à coesão, à flexibilidade e à comunicação e no qual este sente apoio emocional dos outros elementos e disponibilidade para auxiliá-lo em situações de crise, existe uma diminuição na probabilidade de o adolescente apresentar sintomatologia suicida e comportamentos autolesivos (Kwok & Shek, 2009; Randell et al., 2006).
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61 Lee mas

Depressão e a ideação suicida: uma revisão da literatura

Depressão e a ideação suicida: uma revisão da literatura

Objetivo: identificar a associação entre a depressão e o risco de suicídio na população brasileira, assim como identificar os fatores associados ao risco de suicídio nos pacientes portadores de depressão. M étodo: estudo transversal de revisão da literatura, através de bancos de dados Medline, Scielo, Lilacs e Birene, no período 2005 a 2013. Resultado e A nálise: foi possível identificar algumas tendências como: há um número reduzido de artigos que discutem o suicídio e o quadro depressivo. Alguns autores defendem que o suicídio pode ser resultado de um sentimento de falha e inutilidade social. Sentimentos estes que se refletem tanto na população idosa quanto adolescente e jovem. As estatísticas de suicídio distribuem-se desigualmente pelo mundo, pelos países, entre os sexos, grupos de idade e modo de perpetração. As TM por suicídio no Brasil apresentam crescimento significativo ao passar de 3,5/100.000 habitantes em 1991 para 4,0/100.00 em 2000. Os suicídios têm representado 0,6% no total de óbitos e correspondem a 5,6% das mortes por causas externas. Estudos realizados em diferentes cidades do Centro-Sul brasileiro indicam uma tendência de aumento na taxa de mortalidade por suicídio e a importância sobre a mortalidade masculina. O Rio Grande do Sul teve a maior taxa de óbitos por suicídio (10,5/100 mil), seguido por Roraima e Mato Grosso do Sul com 8,4/100 mil. Considerações finais: as pesquisas sobre comportamento suicida possuem um caráter mais pragmático, que apesar de pesquisar os fatores claramente associados ao suicídio, não conseguem oferecer uma amarração teórica consistente para os achados.
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21 Lee mas

Traços disfuncionais da personalidade, distress e ideação suicida em indivíduos adultos da comunidade e estudantes universitários

Traços disfuncionais da personalidade, distress e ideação suicida em indivíduos adultos da comunidade e estudantes universitários

O presente estudo apresenta potenciais limitações. A primeira limitação é que, ao testar o contributo do auto-criticismo e da necessidade e das interações, além da contribuição do distress, utilizaram-se amostras não clínicas de baixo risco. Uma outra limitação é que o tempo decorrido entre os dois pontos de recolha de dados no estudo longitudinal foi um intervalo relativamente pequeno de aproximadamente cinco meses. Em terceiro lugar, a recolha de dados foi realizada exclusivamente com medidas de auto resposta, uma questão que pode ser particularmente relevante na avaliação da ideação suicida, porque embora os instrumentos utilizados para além de terem sido validados para a população portuguesa, apresentarem boas características psicométricas e facilidade de resposta por parte dos indivíduos, poderão revelar-se insuficientes quando se pretende avaliar construtos psicológicos, pela possibilidade de desvios nas respostas dadas. Daí que em futuros estudos, seria importante utilizar outras metodologias de recolha de dados, como por exemplo, a entrevista.
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85 Lee mas

A relação da vinculação amorosa com a ideação Suicida em jovens adolescentes.

A relação da vinculação amorosa com a ideação Suicida em jovens adolescentes.

Resumo: A preocupação crescente relativamente ao suicídio na adolescência instiga a necessidade de identificar os aspetos associados à intensidade da ideação suicida. Entre os diversos aspetos, a relação com os pais e o par amoroso, adquire uma importância fulcral nesta etapa desenvolvimental, intimamente influenciada pela vinculação amorosa. A presente investigação tem como principal objetivo verificar o impacto de diferentes aspetos, nomeadamente dos perfis de vinculação amorosa estabelecidos (i.e., confiança; dependência, evitamento e ambivalência) na ideação suicida de jovens.Participaram no estudo 228 adolescentes, 139 do sexo feminino e 89 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos de idade (M=16.32, DP=1.631). Utilizaram-se três instrumentos, um Questionário de dados sociodemográficos, o Questionário de Ideação Suicida e o Questionário de Vinculação. Os resultados obtidos permitiram constatar que os adolescentes com níveis mais elevados de ideação suicida são tendencialmente do sexo feminino, percecionam ter uma má ou fraca relação familiar, uma baixa situação económica, uma história de depressão prévia e um perfil ambivalente relativamente ao par amoroso. Por outro lado, maior confiança na relação amorosa associa-se a níveis mais reduzidos de ideação suicida. São discutidas as implicações práticas dos resultados obtidos no que se refere aos critérios basilares de rastreio e identificação de adolescentes em risco de suicídio.
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15 Lee mas

Razões para viver como fator protetor da ideação suicida em jovens-adultos

Razões para viver como fator protetor da ideação suicida em jovens-adultos

A análise das características descritivas do RFL-YA-II sugere que a população estudada, na generalidade, apresenta um baixo risco de comportamentos suicidas, devido ao facto de os valores médios de cada item serem elevados. A maioria dos itens apresenta um valor superior a 4, o que sugere que as razões para não cometer o suicídio, na generalidade, oscilam entre “algo importante” a “extremamente importante”. Estes resultados podem dever-se ao facto de a amostra utilizada no estudo se tratar de uma população não-clínica. Porém, verifica-se que há uma menor pontuação (os valores variam entre 2.78 e 3.07) nos itens correspondentes ao fator do Suporte relacionado com a fé. O que poderá estar, de certa forma, relacionado com o facto de ser uma população de jovens-adultos, que não despende muito tempo em atividades religiosas (como se pode verificar na caracterização da amostra, 35.58% dos participantes revela que raramente participa neste tipo de atividade e 35.04% afirma que nunca).
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87 Lee mas

Vulnerabilidade ao risco de ideação suicida em contexto prisional

Vulnerabilidade ao risco de ideação suicida em contexto prisional

Para futuras investigações, seria interessante analisar a relação entre a ideação suicida e as histórias de adversidade nos reclusos, uma vez que a literatura tal como a literatura refere, as tentativas de suicídio não são resultantes de um impulso repentino e inesperado, mas apresenta-se sim como um culminar de uma ampla sucessão de acontecimentos internos que têm início na infância e podem ornar o individuo incapaz de lidar com as exigências habituais do seu desenvolvimento (Schachter, 2000 cit in Mendes, Vieira, Horta & Oliveira, 2003). Outro fator a considerar, seria um estudo comparativo entre a população reclusa e a população geral, a fim de estabelecer a validade do instrumento.
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29 Lee mas

Estudo Preliminar de Adaptação e Validação da Escala de Avaliação do Eu Resiliente: resiliência, autodano e ideação suicida em adolescentes

Estudo Preliminar de Adaptação e Validação da Escala de Avaliação do Eu Resiliente: resiliência, autodano e ideação suicida em adolescentes

Constatámos que, em Portugal, são escassos os instrumentos de medição da resiliência em adolescentes. Conhece-se apenas a adaptação e validação portuguesa da Escala de Resiliência/Resilience Scale (com 24 itens), para crianças e adolescentes entre os 10 e os 16 anos. Assim, são necessários mais instrumentos que avaliem este constructo e, especificamente, um instrumento que abranja uma ampla gama de idades representativas da adolescência, considerado como o período entre os 10 e os 19 anos de idade (WHO, 2014a). Assim, o principal objetivo deste estudo consistiu na adaptação (para a população adolescente) e validação preliminar da Escala de Avaliação do Eu Resiliente (EAER), numa amostra entre os 12 e os 18 anos. Optámos pela EAER por ser uma escala de leitura fácil, com apenas 14 itens (critério importante na avaliação psicológica de crianças e jovens), respondidos através de uma escala de Likert (não recorre apenas a respostas do tipo dicotómico) e com diferentes dimensões, o que permite focar vários aspetos do construto. Este estudo apresenta, ainda, um segundo objetivo: explorar as associações, na mesma amostra, entre a resiliência, autodano e ideação suicida na adolescência. Com este estudo, pretendemos alargar o leque de instrumentos válidos para avaliar a resiliência em adolescentes, contribuir para o avanço da investigação sobre a adolescência em Portugal e sensibilizar para a problemática dos comportamentos suicidários nos jovens.
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33 Lee mas

Ansiedade, depressão, ideação suicida, coping em idosos institucionalizados e não institucionalizados

Ansiedade, depressão, ideação suicida, coping em idosos institucionalizados e não institucionalizados

(48.5%). A maioria das tentativas de suicídio tinha como método a intoxicação medicamentosa, especialmente nas mulheres. Na maioria dos casos, houve vários motivos para a tentativa, mas a doença física do idoso ou do cônjuge (20,4%), os conflitos com o cônjuge ou familiar próximo (22,1%) e o isolamento social e/ou solidão (8,5%) mostraram ser os maiores factores de risco para a realização do acto. No caso das mulheres, estas parecem sofrer mais de isolamento, enquanto os indivíduos do sexo masculino tendem a ser influenciados por uma doença física, o que eles acham mais difícil de lidar. Quase um quarto dos doentes utilizou a combinação de pelo menos dois motivos para a sua tentativa de suicídio. O diagnóstico Psiquiátrico na admissão foi principalmente depressão, seguido pelos estados de ansiedade e doenças demenciais no Eixo I. Houve também uma forte predominância de perturbações da personalidade no Eixo II.
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92 Lee mas

Fatores de risco para a sintomatologia depressiva em jovens adultos

Fatores de risco para a sintomatologia depressiva em jovens adultos

Um dos grupos mais significativos na juventude é constituído pelos estudantes universitários, que na atualidade, em muitos países, representa um fatia significativa dentro do seu grupo de idade (US Department of Education, 2009). Sendo assim, o início da perturbação depressiva major ocorre tipicamente na faixa de idades dos universitários (Pettit & Joiner, 2006) e de facto os dados indicam que, em geral, a sua saúde é pior do que a dos seus pares não universitários, especialmente no que se refere às perturbações do estado de ânimo (Blanco et al., 2008). As depressões causadas direta ou indiretamente por stress estão a afetar cada vez mais os estudantes portugueses, com particular incidência no final do ensino secundário e início do ensino superior. Segundo Knowles, citado por Tartakovsky (2008) a idade média de início para muitos problemas de saúde mental é a faixa etária típica de faculdade, ou seja, dos 18 a 24 anos. De acordo com Wong et al., (2006), embora na população em geral a transição da adolescência para a idade adulta represente um período de elevado risco de depressão, os jovens que ingressam no ensino superior podem enfrentar novas mudanças sociais e intelectuais que poderão contribuir para um aumento do risco de sofrer de depressão, ansiedade ou stress (Pereira, 2009). A elevada frequência de ansiedade e depressão em estudantes universitários está
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58 Lee mas

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