PDF superior Identidade de gênero e a licitude dos atos redesignatórios

Identidade de gênero e a licitude dos atos redesignatórios

Identidade de gênero e a licitude dos atos redesignatórios

Certamente, problemas de identidade de gênero sempre exis- tiram em todas as eras e culturas. Hoje, porém, graças à tecnologia moderna, é possível pôr em prática essas fantasias eternas. Em um tipo de conluio maligno, uns com os outros, os primeiros responsáveis são os médicos – endocrinologistas e cirurgiões –, que não têm a humildade de admitir as limitações naturais de cada ato terapêutico. Mais ou menos de má-fé, tal- vez em nível pré-consciente, e com uma espécie de “complexo de Deus”, eles, arrogantemente, se declaram criadores de novas identidades a pedido. Quanto aos psicólogos, estão geralmente confinados ao papel de meros agregados da equipe. Que tipo de psicoterapia é possível, quando já se disse aos pacientes que, para poderem fazer tratamento médico-cirúrgico, precisam, antes, “elaborar” seu desejo de mudança de sexo? Os psicólo- gos se arriscam a serem usados por seus clientes apenas para confirmar o que eles, clientes, já têm certeza. Os psicanalistas geralmente se limitam a intervir quando o dano já ocorreu, com reflexões refinadas, mas hesitantes, e se mantendo fora da rixa. O conluio mais sutil é dos próprios pacientes, que põem todas as suas energias a serviço do seu projeto; obstinadamente tenazes, eles querem confinar seu sofrimento ao corpo e só aceitam tratamento no plano anatômico. 16
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29 Lee mas

O reconhecimento dos migrantes forçados por razões vinculadas à identidade de gênero e orientação sexual

O reconhecimento dos migrantes forçados por razões vinculadas à identidade de gênero e orientação sexual

Atualmente, concede-se ao século XXI o título de era dos diretos humanos ou de era da globalização. Seja qual for a nomenclatura, ambos implicam em maior nível de interação interpessoal. Os Direitos Humanos foram criados com o intuito de evitar as atrocidades das guerras e garantir a proteção dos inocentes em nível universal, portanto, supõe-se que todos os que esperam sua proteção os implementem internamente. Quais os principais problemas enfrentados pelos refugiados perseguidos por questões atreladas à identidade de gênero? A pesquisa versa em analisar a solicitação de refúgio feita por pessoas que alegam ser perseguidas em seu país de origem em razão de sua identidade de gênero. Ademais, este grupo não encontra no Governo Nacional a proteção necessária para continuarem vivendo no local de origem. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) engloba nessa categoria: lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais (LGBTI) conforme normativa específica do tema (ACNUR, 2011).
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67 Lee mas

IDENTIDADE DE GÊNERO NAS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS E SUA ABORDAGEM NA ACADEMIA

IDENTIDADE DE GÊNERO NAS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS E SUA ABORDAGEM NA ACADEMIA

A identidade de gênero não possui muito espaço na área de publicidade e propaganda e, quando é trabalhada pelos profissionais da área, esses encontram dificuldades para não discriminar ou praticar transfobia. Um exemplo disso foi a campanha realizada pela agência de publicidade Leo Burnett Tailor Made para a empresa Meritor Peças, em que os profissionais trabalharam com o conceito de "se não é original, mais cedo ou mais tarde, você sente a diferença". Pode ser observado, então, a importância de grades curriculares sobre gênero no currículo do curso. Porém algumas instituições já estão incluindo esse tema, como a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) que disponibiliza o curso "Gênero na Publicidade" e a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), com o componente curricular eletivo ³&RPXQLFDomR H JrQHUR´.
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6 Lee mas

Informação e transgeneridade : o comportamento informacional de mulheres transgêneras e as percepções da identidade de gênero

Informação e transgeneridade : o comportamento informacional de mulheres transgêneras e as percepções da identidade de gênero

Os estudos de comportamento informacional em comunidades LGBT evidenciam que as práticas informacionais de pessoas transgêneras têm sido negligenciadas pelos serviços de informação. Devido às complexidades do processo de transição de gênero, pessoas transgêneras possuem necessidades de informação e expressam comportamentos de busca, acesso, uso e compartilhamento específicos. Neste contexto, esta dissertação teve como objeto de estudo a relação entre o comportamento informacional de mulheres transgêneras e as suas percepções sobre identidade de gênero. Do ponto de vista metodológico, trata-se de um estudo de abordagem qualitativa e de propósito descritivo. A investigação adota como recurso teórico-metodológico modelo conceitual derivado da literatura cuja finalidade é nortear a realização da pesquisa. A teoria embutida no modelo conceitual da pesquisa considera que, durante a gestação atribui-se um gênero, com base em características sociais. Em algum momento da vida, alguns indivíduos percebem que há disforia entre o gênero designado e a forma como se percebem. E em seguida, engajam-se em práticas informacionais que contribuem para as percepções da identidade de gênero. O universo da pesquisa foi constituído por mulheres em processo de transição de gênero. Foi utilizada como técnica de amostragem a “bola de neve”. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, guiadas por um roteiro específico, dividido por cinco conjuntos de questões. Em seguida, os dados foram transcritos e, posteriormente, submetidos à análise temática. Entre os resultados, foi possível perceber que as necessidades de informação e os comportamentos de busca, acesso, uso e disseminação estão associados a questões de saúde, construção cognitiva e física e à preocupação em ajudar pessoas que estão no início do processo de transição de gênero.
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137 Lee mas

Gênero, identidade e educação especial: histórias de professoras

Gênero, identidade e educação especial: histórias de professoras

A questão abordada neste trabalho trata das relações entre as histórias de vida de professoras de Salas de Recursos, as questões de gênero e a identidade docente. Nossa proposta é compreender a atividade docente em Educação Especial a partir dos modos como vai se constituindo a identidade das professoras. O material com que trabalhamos são suas narrativas, nas quais a memória do fazer docente traz, necessariamente, autodefinições. Temos, portanto, a noção de identidade como uma de nossas referências e a assumi- mos, no caso das professoras, como elaboração constituída nas re- lações entre a prática pedagógica e os sentidos socialmente atribuí- dos a essa prática, estando, portanto, em permanente reelaboração. Esse conceito perpassa por várias dimensões: nossas caracterís- ticas biológicas, as influências das relações sócio-históricas das quais fazemos parte, nossas decisões individuais, além da possibilidade de incorporar identidades pré-construídas, originárias de preconceitos e imposições sociais. Compreendemos, assim, que identidade é um processo complexo, submetido a construção e desconstrução dentro dos processos culturais, como afirma Stuart Hall:
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20 Lee mas

Escola e diversidade sexual: Narrativa sobre identidade de gênero

Escola e diversidade sexual: Narrativa sobre identidade de gênero

Eu cheguei e fui direto para a sala e as meninas vieram já perguntar o meu nome, tentar enturmar. Eu vi que os meninos héteros olhavam meio ‘assim’. As pessoas não sabem diferenciar identidade de gênero, orientação sexual e sexo biológico, então muitas vezes nós, transexuais, sofremos homofobia porque as pessoas não sabem que eu sou heterossexual e acabam enquadrando tudo como gay. O caso que ocorreu aqui no colégio, é que tinha um aluno na minha sala que tem por coincidência o mesmo nome civil que o meu e quando eu cheguei sentei no fundo, para tentar me esconder, e aí as alunas que falaram comigo me chamaram para sentar lá na frente com elas e eu sentei perto da porta e aí esse aluno chegou atrasado e os meninos que estavam me olhando estranho, chamaram ele lá no fundo e, depois ele me contou que eles ficavam falando assim: ‘olha lá, que gata a aluna nova’. Ele pegou e falou que eu era linda mesmo, aí na hora começaram a zoar, falando que eu era homem, mandando ele tomar vergonha e perguntando se ele era viado. (...) Um dia, na sala, eu tinha comentado com um professor meu, que é gay, sobre o caso que tinha acontecido na sala e ele questionou sobre o ocorrido do preconceito a respeito da minha condição sexual e quis saber quem tinha dito e todo mundo calou... eu já sabia quem tinha sido, na hora eu levantei e disse: ‘na hora de falar para o outro colega foi homem, não foi? Então, fala agora quem falou.’ Disse isso e não olhei para a pessoa, começaram a soltar nomes de pessoas que não tinham nada a ver com a história para tentar defender o tal menino. O professor levou o caso para a direção e a menina que é líder da sala foi na coordenação, chamou o professor e disse quem tinha feito a agressão verbal. Chamaram os três meninos na coordenação e explicaram o que é transexualidade e dependendo do que eles ainda dissessem, caberia um processo, aí foi quando veio o medo, eles não falaram mais nada. (Sabrina).
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22 Lee mas

Identidade de Gênero e Reconhecimento: o registro do nome social no meio acadêmico (um estudo de caso na UFES)

Identidade de Gênero e Reconhecimento: o registro do nome social no meio acadêmico (um estudo de caso na UFES)

Esta pesquisa interdisciplinar teve como objetivo conhecer os meandros da atribuição do nome social aos alunos transgêneros da Universidade Federal do Espírito Santo no campus de Goiabeiras. Desta forma, buscou-se entender como tem se dado a dinâmica administrativa de atribuição do nome social a partir da Resolução nº 23/2014 do Conselho Universitário, que garante o exercício do uso do nome social nos espaços desta Instituição de Ensino Superior – IES. Buscou-se ainda, conhecer dos alunos dos cursos de graduação que se utilizam deste instituto jurídico, para entender como estes têm percebido o respeito a sua identidade de gênero nos espaços da UFES. Ancorados em suas narrativas, foi possível trazer à tona situações do cotidiano acadêmico relativas ao uso do nome social, até então não descortinadas nesta Instituição em nível de pesquisa acadêmica de mestrado. Vale destacar que apesar do desejo de alargar a amostra de entrevistados, pesquisando alunos de pós-graduação na UFES, isto não foi possível já que não havia aluno com nome social averbado no banco de dados da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. A pesquisa se caracterizou pela sua natureza qualitativa, pois se preocupou com uma realidade que não pode ser quantificada já que responde a questões específicas. É uma pesquisa de cunho exploratório, já que a temática requereu contato com evento novo, daí justificamos a escolha de tal vertente uma vez que esta modalidade abriga pesquisas que fazem uma primeira aproximação de estudos inéditos, objetivando criar maior familiaridade com eles. Utilizou-se como ferramenta para a obtenção dos dados a aplicação de entrevistas semiestruturadas e, após a análise dos resultados, foram apresentadas sugestões com o intuito de mitigar os resultados negativos encontrados. Conclui-se com esta pesquisa que para o exercício e respeito aos alunos transgêneros, é necessário criar um conjunto de ações que devem alcançar mudanças para garantir o adequado atendimento em demandas desta natureza, assim como é interessante reforçar as políticas de inclusão dos transgêneros promovendo um ambiente de acolhimento ao alunado.
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101 Lee mas

Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

- “Às vezes tínhamos comida demais, às vezes de menos, mas todos trabalhavam e nós procurávamos viver. Até 1939 que saiu a Segunda Guerra Mundial. (...) Se eu não tivesse sobrevivido, o nome (da família) teria desaparecido, porque nem um dos meus irmãos – (...) – ninguém, ninguém se salvou!” – Polonês, imigrou para Porto Alegre em 1948. As migrações impulsionam transformações de representações culturais e atitudes referentes ao gênero, como aconteceu com a neta dos imigrantes, já aculturada (pois antes eram apenas mães, hoje pais estão cada vez mais presentes):
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5 Lee mas

Religião, identidade e mentalidade fundamentalista: gênero e sexualidade no Brasil

Religião, identidade e mentalidade fundamentalista: gênero e sexualidade no Brasil

No período de 2003-2011, passou a ser realizado o ensino da história da África e de relações étnico-racionais nas escolas, criou-se a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (desmontada pelo atual governo), implementou-se o programa “Brasil sem homofobia” e a união entre pessoas do mesmo gênero ganhou o mesmo status que o casamento heterossexual. A implementação de tais medidas foi problematizada por grupos religiosos, focando o debate em políticas educacionais que preocupavam aos fundamentalistas, devido a disseminação de informações acerca de crenças, culturas e etnias diversas, além de popularização das discussões de gênero e sexualidade (Miskolci & Campana, 2017).
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18 Lee mas

Representações interculturais de gênero no romance A república dos sonhos, de Nélida Piñon

Representações interculturais de gênero no romance A república dos sonhos, de Nélida Piñon

Nesse cenário, mais que contribuir para a construção excludente e bi- polar do gênero, nos termos de Butler (2003), tais representações femi- ninas, ao sinalizarem para a insatisfação que lhes permeia a existência, parecem preparar o terreno para as gerações seguintes, cujas trajetórias indubitavelmente por si concorrem para a construção de uma nova men- talidade no que se refere às relações de gênero, com ênfase no modo de es- tar da mulher na sociedade. Assim é que o núcleo brasileiro das principais personagens que integram o romance, constituído por Esperança e Breta, propõe um novo estatuto para a mulher, no qual fi guram mais que o direi- to à voz, o direito de gerir a própria vida, quaisquer que sejam as escolhas. Falar, portanto, nas representações interculturais de gênero empreen- didas em A república dos sonhos, implica reconhecer o diálogo que o ro- mance estabelece, de um lado, com a ideologia dominante que marginali- za a mulher – o patriarcado – e, de outro, com o feminismo, que, por meio das diversas “ondas” por que vem passando desde os seus primórdios (cf. Duarte, 2004), advoga a igualdade de direitos entre os sexos e luta contra a discriminação da mulher, desestabilizando a ordem masculina, unila- teral. Respeitada a discrepância temporal e cultural que separa o núcleo galego do brasileiro, bem como o descentramento e a heterogeneidade das personagens no interior de cada um dos grupos, a interface dessas re- presentações recai sobre o desejo, contido ou não, de transcendência que nelas se vislumbra. Nesta saga familiar que nasce na Galícia e se desdobra no Brasil, a república dos sonhos de tanta gente, espanholas e brasileiras são unifi cadas no prazer e na dor de viverem e “desviverem” o que conside- ram ser a própria identidade.
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17 Lee mas

Influências do Ciberativismo dos Movimentos Sociais de Gênero para Formação de Professoras/es

Influências do Ciberativismo dos Movimentos Sociais de Gênero para Formação de Professoras/es

o sujeito é aquele indivíduo capaz de subjetivar sua vivência, instituir sentidos, elaborar conceitos, ideias e teorias. O indivíduo (o singular) só vai encontrar fundamento para a sua força de criação e luta por libertação na sua formação em sujeito, que é capaz de agir conscientemente e que, ao dominar sua obra, adquire valores que o penetram. Indivíduos sociais dotados de uma cultura que assumem o duplo papel de produto e produtor da sociedade em que vivem. Significa ter vontade de atuar no mundo mais do que permitir ser determinado por ele, onde sua liberdade será construída na alteridade, na sua relação com o outro, que deve unir seus dois universos: o universal e o particular (LAPA; COELHO; SCHWERTL, 2015, p.8). Deste modo, sob a perspectiva emancipatória, de engajamento e empoderamento, na importância dos indivíduos e suas subjetividades, bem como do trabalho coletivo, podemos entender como a sociedade atual e seu contexto cultural e histórico, perpassa a urgência de pensarmos a formação de professoras/es, já que atualmente exige-se uma “demanda por profissionais flexíveis, multicapacitados, capazes de aprender ao longo da vida. Cada pessoa tem de aprender a mobilizar para a sua vida a sua subjetividade, a sua identidade pessoal, a sua capacidade e competência, ou seja, o seu valor enquanto sujeito (DUDZIAK; BELLUZZO, 2008, p.45). Assim, a Sociedade da Informação exige a visão de um mundo multifacetado e mutante a partir de um olhar sistêmico. Entender o mundo como um sistema interconectado insere a educação na realidade dos indivíduos, em um processo dinâmico permanente (DUDZIAK; BELLUZZO, 2008).
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82 Lee mas

A influência dos estereótipos de gênero no processamento de informações sobre candidatos homens e mulheres

A influência dos estereótipos de gênero no processamento de informações sobre candidatos homens e mulheres

O terceiro tipo de estereótipo que os eleitores costumam atribuir às mulheres é um conjunto de crenças sobre os interesses e especialidades políticas das can- didatas. É comum que os indivíduos transfiram os estereótipos de gênero para suas expectativas em relação aos traços e comportamentos de homens e mulheres candidatas. Para os indivíduos, como as mulheres são mais emocionais e sensíveis, estão mais aptas para lidar com questões políticas que envolvem compaixão, ou seja, pobreza, saúde, idosos, educação, crianças e problemas familiares. Já os ho- mens, seguindo a mesma lógica, são vistos como mais aptos para lidar com questões que envolvem violência urbana, defesa, empresas, forças armadas, política inter- nacional e agricultura (Alexander & Andersen 1993; Huddy & Terkildsen 1993; Kahn 1992; Koch 1999; Lawless 2004; Leeper 1991). Esses estereótipos usados pelo público levantam algumas preocupações. Em alguns casos, pode ser prejudi- cial para as mulheres candidatas serem julgadas a partir dessas expectativas em relação às suas especialidades políticas. Por exemplo, se as mulheres não são per- cebidas como competentes para lidar com a violência urbana ou com questões de política internacional, os eleitores que são essencialmente preocupados com esses temas podem rejeitar as candidatas por acharem que elas são impróprias para o trabalho. Além disso, as candidatas mulheres podem correr o risco de serem vistas como interessadas somente em questões “femininas” (Larson, 2001; Witt, Paget & Matthews, 1994).
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42 Lee mas

A marginalização dos estudos feministas e de gênero na psicologia acadêmica contemporânea

A marginalização dos estudos feministas e de gênero na psicologia acadêmica contemporânea

mercado formal de trabalho (42%) é menor do que no trabalho informal (57%). Embora apresentem níveis de escolaridade superiores aos dos homens, os salários percebidos pelas mulheres são menores que os deles, mesmo quando desempenham as mesmas tarefas. No tocante à educação pública, as mulheres já represen- tam 51% das matrículas escolares do ensino básico à universidade. De acordo com o censo da Educação Superior/2004, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (INEP/MEC), o número de concluintes do ensino superior brasileiro totalizava 626.617 estu- dantes, sendo 391.995 (62,6%) mulheres, e 234.622 (37,4%), homens. As mulheres são maioria nas uni- versidades e ocupam espaços semelhantes aos ho- mens na produção científica, entretanto, essa partici- pação não ocorre no topo das carreiras acadêmicas. A melhoria significativa na formação das mulheres não se reflete em termos de participação política e de aces- so a postos de decisão: entre os 142 membros de Con- selho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) existem 122 reitores (86%) e apenas 20 reitoras (14%). As mulheres também são minorias como coordenadoras de grupos de pesquisa e membros de Conselhos Deliberativos do CNPq (Secretaria Es- pecial de Políticas Públicas para as Mulheres, 2006).
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8 Lee mas

Cooperação internacional em ciência e tecnologia: uma sistematização e análise dos atos bilaterais entre Brasil e México

Cooperação internacional em ciência e tecnologia: uma sistematização e análise dos atos bilaterais entre Brasil e México

El objetivo de este trabajo es presentar el crecimiento de la cooperación bilateral entre Brasil y México, con énfasis en el análisis del área de ciencia y tecnología. Este estudio está dividido en dos períodos: el primero aborda los acuerdos trabados en el siglo XX y el segundo trata de los actos bilaterales entre los años 2001 a 2015. Esta división tiene la finalidad de comparar datos, para verificar los cambios ocurridos. Entre la información analizada, las áreas y subáreas son sistematizadas, verificando cuáles son los temas de cooperación más accionados por estos Estados y, si estas áreas se conectan en las temáticas planteadas como prioritarias en los planes políticos gubernamentales de ambos países. Por medio de la investigación de los actos bilaterales y otros tipos de documentos primarios -como los planes nacionales de desarrollo – es visto que los actos internacionales trabados entre Brasil y México en ciencia y tecnología se expandieron y se hicieron preponderante, especialmente en el tema de biotecnología. Uno de los responsables de este resultado es la Compañía Brasileña de Investigación Agropecuaria (Embrapa), el principal actor de la cooperación tecnológica que tiene a México como principal beneficiado de la relación bilateral. Se constata que en el primer momento estudiado (siglo XX) las temáticas de los acuerdos en ciencia y tecnología no siguen las áreas planteadas como prioritarias en los planes políticos gubernamentales, contrario de lo que ocurre en el siguiente período de análisis.
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89 Lee mas

Cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação: uma  análise dos atos bilaterais entre Brasil e China.

Cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação: uma análise dos atos bilaterais entre Brasil e China.

Os Planos de Ação Conjunta, por sua vez, representam um novo tipo de ato que apareceu somente no século atual. Esses Planos fornecem princípios e orientações estratégicas e abrangentes para o desenvolvimento da parceria estratégica sino-brasileira, focando várias áreas de cooperação. Em relação aos princípios gerais estabelecidos, destaca-se que ambos os Planos de Ação colocam como princípios a igualdade e o pragmatismo. Acerca disso, nota-se que a igualdade permanece sendo um dos princípios basilares das relações sino-brasileiras, considerando que já tinha sido mencionado nos três Acordos-Quadro assinados no século XX, como evidenciado no capítulo anterior, enquanto que o pragmatismo se mostra como um princípio novo das relações entre Brasil e China do atual século. Quanto as áreas de cooperação, salienta-se que, além de incluir o setor espacial e de C,T&I, o PAC envolve a área política; econômico-comercial; energia e mineração; econômico-financeira; agricultura; supervisão da qualidade, inspeção e quarentena; indústria e tecnologia da informação; cultural; e educacional. Analisando sua estrutura, constata-se que eles possuem a aparência de um Acordo-Quadro e Ajuste Complementar ou Protocolo juntos em um único ato, tendo em vista que o PAC menciona os princípios e objetivos que guiam a cooperação (característica típica dos Acordos-Quadro), e também é fortemente voltado à execução da cooperação (típico dos Ajustes Complementares e Protocolos), uma vez que ele aponta especificamente e detalhadamente os projetos a serem desenvolvidos e os responsáveis pela execução. Nota-se, ademais, que esses Planos cumprem com um papel de coordenação de diversos setores da sociedade, tendo em vista que eles envolvem no desenvolvimento e implementação da cooperação, além de agências governamentais, Universidades, centros de pesquisas e empresas (CONCÓRDIA, 2017).
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86 Lee mas

Entre memória e identidade

Entre memória e identidade

No capítulo designado como O jogo social da memória e da identidade (1): transmitir, receber; o autor mostra que é importante para formação de uma identidade coletiva a transmissão de saberes, de fazeres, crenças, comportamentos, haja vista que o homem é um ser social, que transmite continuamente conhecimentos entre gerações, grupos e sexos. Candau destaca que a transmissão do conhecimento é o cerne de qualquer estudo com abordagem antropológica da memória e, a transmissão do conhecimento e memória, socialmente, pode ser investigada por meio de cinco perguntas: O que conservar? Como conservar? Quem conservar? Como transmitir? Por que transmitir?
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5 Lee mas

O índio como o outro. O desafio de construir uma identidade positiva a partir dos livros didáticos.

O índio como o outro. O desafio de construir uma identidade positiva a partir dos livros didáticos.

No terceiro capítulo, as entrevistas auxiliaram no fechamento da construção de uma possibilidade de compreensão de como é trabalhada e compreendida pelos alunos a temática indígena no âmbito da escola. Algumas falas dos professores vão estar na íntegra para que o processo respeite cada colocação advinda do educador. Nesses recortes de trechos, a letra “A” representa as perguntas destinadas aos docentes, e os números foram utilizados como forma de resguardar os professores. Ficando assim livros didáticos, alunos e atividades e professores, ou seja, todos os participantes do processo de ensino aprendizagem.O olhar, ouvir, escrever, conforme Roberto Cardoso de Oliveira consiste em um desafio a ser enfrentado, durante a etapa in loco. A descristalização de conceitos armazenados durante toda uma vida, configura-se quase um empecilho para compreender as diferenças; o ouvir auxilia e é e imprescindível no processo de escrever. Segundo Oliveira (2006, p. 19), “Talvez a primeira experiência do pesquisador de campo – ou no campo esteja na domesticação do olhar”, pois tendemos a modificar o objeto ao qual dirigimos nosso olhar. O ouvir pressupõe a construção de certa dialogicidade, em que nós vamos nos colocar numa posição em que dizemos ao outro e também somos ditos por eles. Desse modo, não estamos nos colocando na posição de estando em campo dizer aos outros (professores e alunos) o que eles são, partindo dos nossos pressupostos e preconceitos. Ao contrário, vamos nos colocar na posição de refletir sobre diferenças e modos de construí-las. E escrever, mesmo que informações subseqüentes sejam ser alteradas se caso não haja, no contato inicial, um cuidado com as interpretações.
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149 Lee mas

O Envolvimento de Meninas e Mulheres Jovens em Atos Infracionais

O Envolvimento de Meninas e Mulheres Jovens em Atos Infracionais

comportamentos” “acompanhamento profissional” e “ressignificação do ato”. A MSE de Internação é representada, por meio dos seguintes elementos: “acompanhamento profissional especializado”, “convivência”, “reflexão”, “amadurecimento”, “arrependimento”, “aprendizado” e “profissionalização”. De forma expressiva, também são representadas como “ruim”, “constrangedor”, “ineficaz”, “injusto” e “aprendizado de comportamentos inadequados”. A partir das RS das medidas socioeducativas, conclui-se que, nos campos pesquisados, a sua execução tem possibilitado a vivência de contextos socioeducativos, e não meramente sancionatórios. Entretanto, observa-se que a privação de liberdade apresenta elementos que questionam a eficácia da aplicação da Internação, como MSE. Verifica-se ainda que, a partir das intervenções promovidas no âmbito da MSE, e demais circunstâncias vivenciadas pelas adolescentes e jovens, as RS de ser mulher/ menina investigadas, passam a reproduzir as RS de mulher, partilhadas por boa parte da sociedade, cujos elementos representacionais são: “respeito”, “cuidado”, “responsabilidade” e “honestidade”, aspectos que não admitem a prática de atos ilícitos, o que contribui para a elaboração de perspectivas de futuro aproximadas daquilo que a sociedade valoriza. Acreditamos que os resultados da pesquisa contribuirão para a implementação de políticas públicas inovadoras e emancipatórias, a fim de prevenir o envolvimento de meninas com a prática de delitos, e garantir os direitos humanos na execução das MSE.
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151 Lee mas

Mulheres, empoderamento e autoestima: a influência dos blogs de moda na identidade plus size

Mulheres, empoderamento e autoestima: a influência dos blogs de moda na identidade plus size

Ao mesmo tempo em que a moda pode ser associada ao padrão de beleza de corpos magros, tem despontado nos últimos anos um espaço para a discussão e a apresentação de um outro tipo de corpo: o plus size. Em novembro de 2014, a revista Vogue lançou um editorial 6 de lingeries com manequins repletas de curvas. Anos antes, em junho de 2011, três modelos plus size vestidas com lingerie eram capa da Vogue Itália 7 e chamaram a atenção pública. Além disso, novas lojas e a ampliação da numeração de marcas de roupas têm oferecido opções na indústria da moda. Contudo, a disponibilização de determinados tamanhos de roupas nas lojas ainda gera debates: apesar da demanda por roupas plus size ser alta, ainda existem marcas que limitam a oferta de tamanhos de roupas para que, segundo Bard (2013:21), os/as consumidores/as “mantenham a identidade que a marca aspira”, ou seja, sigam o ideal estético associado à magreza.
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28 Lee mas

Educação Escolar e Marginalização de Adolescentes Autores de Atos Infracionais

Educação Escolar e Marginalização de Adolescentes Autores de Atos Infracionais

A Pedagogia Nova, da mesma forma que a Pedagogia Tradicional, de - fendia a função da escola como forma de ascensão e mobilidade social, bem como de promoção da igualdade entre as pesso[r]

20 Lee mas

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