PDF superior Imigração: a visão dos estrangeiros no Brasil

Imigração: a visão dos estrangeiros no Brasil

Imigração: a visão dos estrangeiros no Brasil

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Centro de Humanas, Letras e Artes - Departamento de Letras (UFRN) Introdução Este trabalho que tem por título “Imigração: a visão dos estrangeiros no brasil”, consiste no estudo da investigação do intercâmbio acadêmico, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, essa investigação inicial surgiu como resultado da disciplina Fonologia da Língua Portuguesa I, do curso de Letras Língua Portuguesa na instituição da UFRN, sob orientação do Fernando da Silva Cordeiro (Formação: Especialização), lotado no Departamento de Letras. O objetivo do trabalho da disciplina foi fazer um curta metragem envolvendo as temáticas de cultura, gênero (homoxessualidade) dentre outros. Diante disto, foi pensada a análise da problemática cultural dos estudantes estrangeiros em mobilidade na UFRN, oriundos de diferentes países, tais como, França, EUA, Alemanha, China, Colômbia, Argentina, Espanha, Dinamarca entre outros, que vêm ao Brasil, especificamente à cidade de Natal, para a UFRN, atualmente considerada a melhor universidade no Norte-Nordeste.
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Imigração e presença portuguesa em Belém no século XIX: Entre deslocamentos e pertencimentos (Pará-Brasil)

Imigração e presença portuguesa em Belém no século XIX: Entre deslocamentos e pertencimentos (Pará-Brasil)

O conjunto dessas fontes nos permitiu chegar ao número de 1.339 indivíduos embarcando em direção à província paraense entre os anos de 1800 e 1850. Número bastante tímido se compararmos aos alcançados na segunda metade do século XIX, quando tivemos um total de 7.055 imigrantes portugueses advindos de diversas regiões de Portugal, que fizeram registro no Consulado Português do Pará, entre os anos de 1858 e 1900. Devemos lembrar que esses números, mesmo que expressivos, ainda são subestimados, pois só levam em conta os imigrantes matriculados junto ao consulado português (CANCELA; COSME, 2016). Recentemente, realizando o levantamento dos livros de passaporte apenas do distrito do Porto, alcançamos um contingente de 10.879 imigrantes vindos para o Pará entre os anos de 1850 e 1900, esse número foi de 2.499, no Distrito de Braga. Ou seja, tomando como referência apenas esses dois distritos, temos um total de 13.378 indivíduos migrando para o Pará na segunda metade do século XIX, portanto quase o dobro dos 7.055 portugueses de diversas regiões que fizeram registro no consulado. É bem verdade que estes distritos estão entre os que apresentaram maior contingente emigratório, não apenas para o Pará, mas também para o Brasil (SERRÃO, 1974; SCOTT, 2002). De todo modo, o importante é realçarmos a expressividade da imigração portuguesa para o Pará em relação não apenas ao restante do Brasil, mas também à primeira metade do século XIX.
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Vida e trajetória do povo pomerano: a imigração pomerana para o Brasil

Vida e trajetória do povo pomerano: a imigração pomerana para o Brasil

É nesse contexto ainda, que surge o Sistema de Parceria, de iniciativa privada do então Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, em seu latifúndio na fazenda Ibicaba, no noroeste paulista. Com apoio do governo imperial, trouxe alemães e suíços para trabalhar em sua fazenda cafeeira. Sua iniciativa foi seguida por outros fazendeiros paulistas e do Rio de Janeiro. O sistema consistia basicamente no trabalho de colonos nas grandes fazendas cafeeiras, onde na maioria das vezes, prevalecia apenas o interesse do latifundiário, sem preocupar-se com o bem-estar do imigrante, associando o trabalho livre e escravo. Diferentemente dos sistemas adotados até então para a imigração, o Sistema de Parceria consistia na divisão do trabalho e não das terras. Os colonos eram contratados na Europa e encaminhados para o Brasil. Como “adiantamento” do seu salário, recebiam pago a travessia e o transporte até as fazendas, que seria descontado assim que o colono tivesse condições de pagar o “empréstimo” 100 .
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Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

Identidade e gênero na imigração judaica no sul do Brasil

Ao estudar povos que sofreram perseguições ao longo da história o enfoque dado pelos pesquisadores quase sempre é a experiência em si, o que é muito importante. Contudo a imigração, que geralmente é a consequência das perseguições, também tem uma conotação de experiência, muitas vezes marcada por um forte nível de stress de aculturação, raramente é focada. O significado da imigração para os judeus que sofreram perseguições ainda foi pouco explorado, e, portanto, pouco compreendido. Assim este trabalho uniu duas pesquisas realizadas durante o mestrado da primeira autora: A pesquisa da dissertação, que teve o objetivo de estudar as experiências de aculturação dos judeus europeus que sobreviveram ao nazismo, e outra pesquisa que o foco foram, além dos judeus que sobreviveram ao nazismo, os judeus que imigraram antes para o sul do Brasil (para o estado do Rio Grande do Sul). Como os estudos encontrados sobre judeus que sobreviveram às perseguições raramente têm um olhar para as mulheres, nesse trabalho buscamos analisar algumas experiências dos imigrantes sob o ponto de vista das relações de gênero. O objetivo foi analisar se havia diferenças e/ou semelhanças nas relações de gênero que os imigrantes acharam no Brasil em comparação com as relações de gênero em que estavam inseridos na Europa. Como resultados encontramos que a imigração pode levar à articulações de desigualdades, assim como de mudanças para igualdades, seja se tratando dos judeus que imigraram antes da Segunda Guerra Mundial, seja considerando os que imigraram por causa dela.
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As politicas de imigração no Brasil a partir dos grandes fluxos migratórios: considerações sobre a imigração haitiana

As politicas de imigração no Brasil a partir dos grandes fluxos migratórios: considerações sobre a imigração haitiana

Esta pesquisa analisa as políticas de imigração desenvolvidas no Brasil a partir dos grandes fluxos migratórios dos haitianos para o país, os maiores em cem anos, e com expressivas demandas de políticas de imigração. Trata-se de uma investigação teórica, bibliográfica e documental, que analisa os principais estudos sobre imigração haitiana e as legislações outorgadas a partir dela, tecendo comparações entre o Estatuto do Estrangeiro, que regulamenta a migração desde os anos 1980, e a nova Lei de Migração, vigente desde novembro de 2017. Os resultados da pesquisa indicam que as políticas públicas ainda são muito incipientes, e é notória a ausência do Estado em relação ao campo migratório. A ineficácia das políticas de migração e seus limites podem ser observados nos processos de regularização de documentação como a única medida operacional, com ênfase na aprovação da Resolução Normativa nº 97 de 2012, que concedeu o visto humanitário. Até 2017, não houve políticas significativas, e é por isso que esse ano foi importante para a construção de uma política de imigração, com a aprovação da Nova Lei de Migração. Palavras chave: Haitianos, imigração, políticas migratórias, Brasil.
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ESCRAVIDÃO E IMIGRAÇÃO: A FORMAÇÃO DA CLASSE OBREIRA NO BRASIL

ESCRAVIDÃO E IMIGRAÇÃO: A FORMAÇÃO DA CLASSE OBREIRA NO BRASIL

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2007) entre 1884 e 1939 chegaram ao Brasil quase quatro milhões e d u z e n t o s m i l i m i g r a n t e s d e v á r i a s nacionalidades, com os italianos representando mais de um terço do total. É digno de nota que em aproximadamente três séculos de regime escravista, o número de escravos trazidos ao território brasileiro é, segundo o já discutido, bastante próximo ao de imigrantes. Está clara a diferença entre o Brasil (e aqui sim já falamos efetivamente de Brasil) de finais do Século XIX do que a incipiente colônia do Século XVII. Mesmo assim, os números não deixam de impressionar e sugerir o grande impacto da imigração nas mais diversas áreas do País, entre elas na questão das relações de trabalho, tema do qual nos ocupamos.
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Fluxos migratórios na globalização: imigração senegalesa no extremo sul do Brasil

Fluxos migratórios na globalização: imigração senegalesa no extremo sul do Brasil

Ao analisarmos as entrevistas neste artigo, a partir de uma categoria central da dinâmica da imigração senegalesa no município que é as relações de trabalho. Esta categoria adotada para a pesquisa possibilita uma articulação entre o problema de pesquisa, a teoria sociológica e as entrevistas realizadas. Assim, como na análise de Sayad acerca da imigração argelina na França, o trabalho é o fator predominante na fala dos dois entrevistados. Se para Sayad (1979, p.56), o imigrante só está na condição de imigrante para trabalhar, e é essencialmente uma força de trabalho, os imigrantes senegaleses entrevistados estão com o objetivo de através da sua força de trabalho no Brasil conquistar uma melhor condição de vida para sua família. Quando perguntado qual era a motivação principal para imigrar para o Brasil/Rio Grande, o primeiro entrevistado, E. responde: “Conseguir dinheiro para ajudar a família, e voltar para o Senegal e investir lá, na agricultura... não fazer com que os meus filhos precisem sair de Senegal para ter uma vida boa. ” O segundo entrevistado, O. responde: “Para trabalhar e ajudar minha família... na África não tem emprego, se não for de família com condições não ganhar dinheiro, aqui é melhor.” É possível fazermos um paralelo também com o que Sasaki e Assis (2000, p.5) demonstram sobre o olhar que a sociologia econômica dá aos movimentos imigratórios, assim podemos dizer que é preferível (existe um melhor custo) para o imigrante senegalês em arriscar a vida em outro país com o objetivo de ajudar sua família, por mais que existam uma série de dificuldades nesse processo.
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Uma análise espacial da imigração no Brasil

Uma análise espacial da imigração no Brasil

Após 1960, a literatura sobre imigração interna se expande no Brasil e foram feitos importantes no estudo da imigração interna; os pioneiros no assunto são os estudos de Graham e Holanda Filho (1973), e Mata, Carvalho e Silva (1973). A partir de 2000, é renovado o interesse de pesquisadores sobre o tema, utilizando novas metodologias e bases de dados diferenciadas, e emergem novos estudos sobre o tema migrações internas no Brasil. Entre as pesquisas recentes, destaca-se o artigo de Golgher, Rosa e Araújo Junior (2005) averigua os determinantes da imigração entre as mesorregiões brasileiras. De modo geral, o artigo demonstra que o tamanho da população, tanto da região de origem quanto da região de destino, e a distância entre as regiões são determinantes significativos da imigração. Menezes e Ferreira Jr. (2003), verificam o impacto da imigração sobre a velocidade de convergência dos estados brasileiros. Os resultados econométricos dos autores confirmam a teoria da aglomeração: as migrações têm como destino as grandes cidades, onde a renda esperada é mais elevada e a densidade demográfica é maior.
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Direitos Humanos na Imigração Haitiana para o Brasil

Direitos Humanos na Imigração Haitiana para o Brasil

O regime jurídico brasileiro para estrangeiros apresenta defasagem evidente, já que                       à época em que foi concebido, no início dos anos 80, ainda estávamos em período                               autoritário e com grandes preocupações de segurança nacional, o que se refletiu na                           regulação jurídica. Contudo, outros enfoques são aconselháveis para abordar essa                     matéria, como o de cooperação, o trabalhista e o humanitário. A primeira mudança                           conceitual desse projeto é a de não pretender tecer um novo Estatuto do                           Estrangeiro. Em outros termos, pretende­se reformar o modelo da Lei nº 6.815, de 19                             de agosto de 1980, que define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, cria o                               Conselho Nacional de Imigração (Estatuto do Estrangeiro). A denominação da lei                       em vigor revela que o objetivo é a proteção diante do outro e não sua recepção.                                 Essa observação pode parecer secundária, não refletisse ela concepções sectárias,                     em atraso à perspectiva constitucional, à evolução jurisprudencial, às necessidades                     práticas   hodiernas   e   à   visão   mais   humanista   do   relacionamento   internacional.  Concentrar o tema no estrangeiro, no forasteiro, no perigo externo, é percepção                         típica de quando a lei foi elaborada, no fim da ditadura militar, e contaminou boa                               parte   da   construção   do   Estatuto   do   Estrangeiro.  97 
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Imigração e trabalho : luta por reconhecimento dos imigrantes no Brasil - análise da participação social dos imigrantes na 1ª conferência municipal de políticas para imigrantes de São Paulo

Imigração e trabalho : luta por reconhecimento dos imigrantes no Brasil - análise da participação social dos imigrantes na 1ª conferência municipal de políticas para imigrantes de São Paulo

158 Imigrantes, na pessoa de Paulo Illes, a quem peço, se levante (...) que tiveram minuto a minuto acompanhando, com tanta paciência, porque quando a gente nunca foi ouvido, quando nunca conseguiu falar, quando começamos a falar, falamos muito. (…) Achamos como que tudo tem que ser para hoje ou ontem (…) muito obrigada por ter feito disso a nossa oportunidade – a toda a comissão organizadora desta Conferência. (…) os Secretários, alguns estiveram participando dos diálogos de migrações, sabemos deste Secretário, como a presença de todos vocês que nos une um idêntico desejo: construir uma nova realidade para todos, não só os imigrantes, para todos. Ajudar todos juntos, nacionais e não-nacionais ainda a construir uma nova sociedade, a conviver em paz, a construir o que todos nós queremos, nossa comum humanidade representada através do diálogo de multiculturas e, sobretudo, através de um grande abraço dos povos de todo o mundo. Esse protagonismo que nos estão dando permite também criar uma nova cultura aqui, esta convivência, esta integração, este respeito, este reconhecimento que temos voz faz com que valorizemos mais nossa diversidade, nossa diferença. É com esse espírito que viemos participar, é um espírito que íamos pedir, mas já está (…) viemos pedir para trabalhar todos juntos com este espírito. (…) Porque caminhando juntos nesta luta, assim como parti dizendo que todos somos humanos, quero terminar junto com meus amigos, que todos eles ajudaram a construir esta fala (…), terminaria dizendo todos somos humanos e todos somos migrantes.”
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O que os alunos portugueses “pensam” dos alunos estrangeiros

O que os alunos portugueses “pensam” dos alunos estrangeiros

No entanto, Pardal, Ferreira e Afonso mencionam não duas, mas sim, três fases distintas. Para estes investigadores, a primeira fase inicia-se com o processo de descolonização e é em tudo semelhante ao que já foi descrito anteriormente. O segundo período vigora nas décadas de 80 e 90 do século passado e caracteriza-se por um elevado número de imigrantes provenientes não só do continente africano, como também do continente europeu, americano e asiático, embora numa escala mais reduzida no último caso. Por último, a terceira etapa, iniciada por altura da passagem do milénio e prolongando-se até à atualidade, traz consigo um incremento da imigração originária do leste europeu e do Brasil (Pardal, Ferreira e Afonso, 2007, pp. 64- 66). Em consonância com esta teoria, Ançã justifica o aumento de imigrantes do leste europeu no nosso país com a instabilidade política, económica e social que se vinha verificando nessa região da Europa desde finais da década de 1980. Segundo a mesma investigadora, estes imigrantes privilegiaram inicialmente os países do Norte da Europa, até à saturação dos mercados de trabalho nesses países, deslocando de seguida as suas atenções para o Sul, nomeadamente para Portugal e Espanha (Ançã, 2006).
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“E nós andamos em procissão até o túmulo”: sepultamentos, estrangeiros e alteridade no Brasil do século XIX a partir dos relatos de Robert Walsh

“E nós andamos em procissão até o túmulo”: sepultamentos, estrangeiros e alteridade no Brasil do século XIX a partir dos relatos de Robert Walsh

Em decorrência da política joanina de imigração estrangeira para o Brasil, o surgimento de situações polêmicas ainda na primeira metade do século XIX – antes da emergência dos debates e enfrentamentos entre liberais e defensores da causa protestante e a hierarquia eclesiástica ultramontana, no pós 1960-70 (VIEIRA, 1980 e 1990; RODRIGUES, 2005; dentre outros) relacionadas ao enterramento de protestantes não foi raro. Casos como o de um carpinteiro sueco, ocorrido em Sorocaba, no ano de 1811 18 , atraíram a atenção das autoridades estrangeiras e contribuíram para a fundação de cemitérios de protestantes em diversos locais no país. Diante de tais impedimentos, a iniciativa da Coroa britânica de construir cemitérios de ingleses se intensificou a partir da segunda década do XIX, no Brasil, nas diversas cidades que receberam ingleses, após os tratados de 1810. De modo que os ingleses foram os primeiros a erguer seus cemitérios – presentes em diferentes cidades, tais como: Rio de Janeiro, Natal, Recife, Mariana – e acabariam servindo também para o enterramento de outros estrangeiros, na segunda metade do século XIX, diante da intensificação das interdições de sepultamento de não católicos nos cemitérios públicos por parte das autoridades eclesiásticas, no contexto das disputas entre liberais e ultramontanos (SILVA, 1998; RODRIGUES, 2005 e 2008b; CASTRO, 2010 e 2013). O que sugere a viabilidade de se diferenciar os processos de interdição do sepultamento de protestantes do período anterior e posterior à conjuntura de crise do Império brasileiro, a partir de 1869; muito embora não possamos aprofundar este assunto aqui devido aos limites deste texto.
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Para uma historiografia dos colaboradores estrangeiros das antigas Comissões Geológicas

Para uma historiografia dos colaboradores estrangeiros das antigas Comissões Geológicas

geológico” dos respectivos países, não se desviasse da sua “marcha geral” 4 . Além das cartas publicadas e do museu criado nas salas do Convento de Jesus, a produção científica das antigas Comissões foi elevada, com o lançamento de duas importantes séries de edições amplamente difundidas entre a comunidade (geo)cien- tífica nacional e internacional que, com sucessivas adaptações, se mantiveram até aos nossos dias: as “Memórias”, cuja publicação se iniciou em 1865 com um trabalho de Bernardino Gomes (1806-1877) sobre a flora permo-carbónica e as “Comunicações”, cujo primeiro número surgiu em 1883.
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A conquista espanhola na visão dos vencidos

A conquista espanhola na visão dos vencidos

O senso comum que descreveria o Inca Túpac como um guerrilheiro de interesses próprios, pois ele mesmo não seria de origem pobre, mas que gostaria de enriquecer mais, sem o pagamento de tributos tão altos e de se elevar-se como imperador inca ao reestabelecer a antiga ordem. No entanto a realidade sonhada para os índios era o fim das mitas e principalmente dos trabalhos árduos nas minas de ouro, que levava a tantos índios a morte. A imaginação popular recriava o Tahuantinsuyo como uma sociedade mais igualitária, composto apenas por campesinos pequenos, livres dos grandes comércios e sem as autoridades coloniais, características essas vindas da modernidade que desenrolava na Europa graças as conquistas dos povos andinos e da América, a qual Dussel resenha em 1492. Em o mito da modernidade, Dussel (1993) destrincha que os processos de dominação espanhola legitimaram o espirito modernizador. A dominação da América com imposição do ideal europeu, a aniquilação dos costumes nativos é exemplo mais puro da visão de si mesmo que a Europa detinha. Munidos da falácia desenvolvimentista e da visão eurocêntrica o conquistador obteve explicação para matar, estuprar, dominar e dizimar, ignorando o outro, pois não se estabelecia nenhum diálogo com o Outro.
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O estudo do ecoturismo praticado na Chapada dos Veadeiros, no Estado de Goiás, Brasil : uma visão ambiental estratégica

O estudo do ecoturismo praticado na Chapada dos Veadeiros, no Estado de Goiás, Brasil : uma visão ambiental estratégica

ABSTRACT A study of the practice of ecotourism in the region of the Chapada dos Veadeiros located in the State of Goiás, was made by means of data and information gathered from a literature review of the subject in question, from results obtained by open interviews, by the participant’s observation of the members of the local community, businessmen, technicians in the area of subject, tourists and local government authorities. Ground observations were also made. This study identified indications of the future and actual environmental sustainability commitment of the tourism that is practiced in this area. It was possible to notice that this commitment is related, amongst other factors, to the non-utilization of the Strategic Environmental Evaluation – SEE in the elaboration of the policies, plans, and programs that guide the social-economic and environmental activity in reference. The governmental decree 237 of December 19, 1997 / National Board of Environment – CONAMA, in its second article, determines the need of an environmental license for tourist complexes. However, to the present date, there is no license that has been conceded to the ecotourism tourist complexes in Brazil. Due to the fact that this Case Study was carried out in the region of the Chapada dos Veadeiros, in the State of Goiás, and it was observed that the ecotourism in this locality has been altering the local natural social-economy and environment, due mainly to the augmentation of tourist visitation, thus producing contamination and environmental degradation. So that the actual management of ecotourism is more efficient, in the sense of an increase in the level of environmental sustainability of this human activity, this study proposes the utilization of the SEE as a tool and subsidy in order to arrive at an adequate environmental management for the tourist complexes that are related to the practice of ecotourism. It is expected that this proposal may contribute to the regularization of the environmental license, as well as to the discovery of subsidies to formulate management models for the nature related practices of tourism.
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Educação física para crianças autistas: a visão dos professores

Educação física para crianças autistas: a visão dos professores

A criança com síndrome de Rett é considerado como portador de uma etiologia genética. Este afecta maioritariamente o sexo feminino e, além disso, caracteriza-se pelo facto do seu desenvolvimento apresentar um início normal gradual no qual ocorre uma perda das capacidades adquiridas (por volta dos 2 anos de idade). Tal como no Autismo, existe perda da linguagem, isto constitui um factor que dificulta o diagnóstico, no entanto, existem particularidades que facilitam a identificação do Síndrome de Rett: abrandamento do crescimento do perímetro craniano, perda de habilidades motoras manuais e dificuldades na coordenação óculo-manual.
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O Manifesto pela Nova Visão. Uma nova visão dos problemas sexuais femininos

O Manifesto pela Nova Visão. Uma nova visão dos problemas sexuais femininos

O Manifesto e a Campanha em questão foram formulados em um contexto regional delimitado e são de autoria de um grupo profissional bem específico, porém seus efeitos atingem a escala mundial. Os argumentos e as reivindicações conceituais e políticos elaborados em função da campanha têm sido amplamen- te socializados em meios de divulgação acadêmicos, como livros e artigos. Nú- meros temáticos sobre a Campanha pela Nova Visão e sobre a medicalização da sexualidade foram publicados em revistas periódicas, como Sexualities (em 2005), Feminism and Psychology (em 2008) e Journal of Sex Research (em 2012). Paralelamente à sua produção bibliográfica, esse grupo feminista têm realizado cursos virtuais para profissionais médicos e não médicos, organizado conferências internacionais e apresentado comunicações orais em congressos e seminários em diferentes continentes. O próprio Manifesto foi traduzido para o francês, o alemão e o holandês e publicado em revistas especializadas que circulam nesses idiomas.
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Estrangeiros de fora / Estrangeiros de dentro, o quién es “el otro” en la obra de Mia Couto

Estrangeiros de fora / Estrangeiros de dentro, o quién es “el otro” en la obra de Mia Couto

crítica velada en el asunto de las explosiones de los cascos azules, también conocidos como “gafanhotos”, metáfora que deja paten- te la imagen que los habitantes de Tizangara tienen de los solda- dos. Tal como el insecto, eran considerados una verdadera plaga destructora, a la que se debe combatir. De esta forma, los solda- dos enviados a África representan en la narrativa la opresión de los países ricos hacia los pobres, pues realmente la presencia de las Naciones Unidas se convierte en una intromisión más que en una labor de ayuda. Los hechos así lo corroboran: por un lado, las muertes de los soldados son un grave impedimento para los negocios del administrador y su estrategia para continuar reci- biendo ayudas para las labores de limpieza de minas; por otro, la ignorancia política de la mayoría de la población le impedía desarrollar un pensamiento más crítico, dando por sentado que el lugar de los extranjeros no era allí (Cerezer 2010: 48).
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A imigração ilegal em Moçambique:  caso dos igrantes Somalis

A imigração ilegal em Moçambique: caso dos igrantes Somalis

Resumo Na última década, Moçambique tem vindo a defrontar-se com o aumento considerável de influxos de imigrantes ilegais provenientes da Somália. A profunda crise política, económica e social que este país atravessa tem estado na origem do crescimento exponencial dos fluxos de saída, sendo, presentemente, Moçambique um dos principais países de destino. Na sua maioria estes imigrantes têm vindo a ser associados, no discurso público, a redes de criminalidade e a negócios ilícitos. Este estudo pretende caracterizar a natureza destes novos movimentos migratórios, centrando-se na identificação da trajectória dos imigrantes somalis e nos processos de fixação na sociedade moçambicana. Neste contexto, especial enfoque é, igualmente, dado à análise das respostas institucionais que têm vindo a ser implementadas, na gestão desta nova realidade migratória em Moçambique.
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Educação física no ensino médio: a visão dos alunos

Educação física no ensino médio: a visão dos alunos

Tal fato é de fácil verificação, basta notar que nem sempre somos lembrados como professores capazes de intervir positivamente em aspectos cognitivos do educando, ninguém nos pergunta como é a compreensão e o acompanhamento dos alunos no que se refere aos conceitos desenvolvidos nas aulas. Não somos chamados a opinar sobre alterações nos assuntos pedagógicos como organização curricular ou elaboração de propostas pedagógicas. A lembrança se dá, na maioria das vezes, por ocasião de fatos disciplinares ou de organização de eventos extracurriculares. (MATTOS; NEIRA, 2000, p.13).
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