PDF superior Indisciplina, incivilidade e cidadania na escola

Indisciplina, incivilidade e cidadania na escola

Indisciplina, incivilidade e cidadania na escola

Na instituição escolar a idéia de disciplina, e suas práticas, vem sendo culturalmente elaborada há séculos. Sob uma perspectiva histórica a relação entre educação e disciplina parece inerente ao projeto civilizatório do ocidente (DANNELLS, 1997). Mas a história da educação, e particularmente das relações entre professores e alunos, registra não somente a presença de esforços para inculcar disciplina. Tais relações têm sido campo de incidência de outras forças, e abrigam configurações consideradas inclusive antagônicas à idéia de disciplina, expressões que serão denominadas de indisciplina, particularmente a partir do século XVIII na Europa, onde causaram revisões e reformas educacionais (VASSALO, 2002). Na literatura educacional o termo indisciplina remete a uma pluralidade de entendimentos conceituais. Quando pensado em contraste à noção de disciplina, esse conceito se articula a noção de ruptura e negação de esquemas norteadores e reguladores na escola. Entendemos a noção de indisciplina como relativa, fundamentalmente, a rupturas relacionadas às esferas pedagógica e normativa da escola. As expressões de indisciplina comumente refletem transgressões a parâmetros e esquemas de regulação da escola, e podem ser pensadas como formas de ruptura no contrato social subjacente às relações e intenções pedagógicas na escola, cujo eixo seria o processo de ensino-aprendizagem.
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Leitura e escrita na escola : um caminho para a cidadania em Carinhanha-BA

Leitura e escrita na escola : um caminho para a cidadania em Carinhanha-BA

Este estudo tem como objetivo discutir a questão da leitura e escrita em uma turma de 2º ano do ensino fundamental de uma escola pública do município de Carinhanha Ba. Elegemos como objetivo geral analisar os conhecimentos dos alunos em relação à leitura e à escrita e como objetivos específicos: identificar as facilidades e dificuldades dos alunos participantes deste estudo em relação à aprendizagem da leitura e escrita; verificar como são desenvolvidas as atividades de leitura e da escrita dos alunos; e identificar as causas do fracasso escolar dos alunos com relação ao desenvolvimento da leitura e da escrita. Para fundamentar a análise de dados, utilizamos os referenciais teóricos dos autores: Ferreiro & Teberosky (1986), Soares (2007), Carvalho (2011), Godoy (1995), Cagliari (2007), Simó e Roca (2003) Freire (1986) e outras fontes. Na metodologia de pesquisa, optou-se pela pesquisa qualitativa com os instrumentos de coleta de dados: a entrevista semiestruturada com duas professoras do 2º ano do ensino fundamental que estavam trabalhando o processo alfabetização e a observação participante nas reuniões de planejamentos das professoras e na sala de aula, envolvendo os alunos. Os resultados deste estudo indicam que: a) apesar de as professoras se empenharem para desenvolverem o processo de ensino e aprendizagem de todos os alunos, utilizando atividades diversificadas. As duas turmas apresentaram dificuldades de leitura e escrita, porém na sala da professora A os alunos apresentaram mais dificuldades, talvez por serem alunos da zona rural que têm menos acesso aos textos escritos, acompanhamento das famílias e dificuldades de participarem das aulas de reforço oferecidas pela escola. Já na sala da professora B as dificuldades dos alunos estão relacionadas à indisciplina, a falta de apoio da familia e a falta de controle da professora. Concluímos que neste estudo foi possível compreender por que os alunos destas duas turmas apresentam dificuldades para aprender a ler e escrever.
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49 Lee mas

Gestão escolar : subjetividade na leitura da indisciplina escolar

Gestão escolar : subjetividade na leitura da indisciplina escolar

condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade e promova o exercício da cidadania é necessária a participação de todos envolvidos no processo educacional. A gestão democrática da educação tem como função promover a participação e o compromisso da comunidade escolar, portanto é um elemento importante para pensar, entender e buscar soluções conjuntas para a problemática da indisciplina escolar. A educação é uma tarefa complexa e permeada de subjetividade, porque abrange a dimensão individual e social, pois cada pessoa é um ser singular que se constitui a partir do mundo social e cultural que está inserido. A busca em compreender este processo é o motivo desta pesquisa que tem como propósito compreender os fatores subjetivos da equipe gestora que podem provocar a indisciplina dos alunos de uma escola pública do Distrito Federal. Sendo os objetivos específicos: verificar os fatores causadores da indisciplina escolar de uma escola pública do Distrito Federal e propor sugestões que possam contribuir para diminuir a indisciplina no contexto escolar. Trabalho desenvolvido por meio de pesquisa qualitativa e dados bibliográficos, com aplicação de questionário e análise dos dados. Por meio da análise dos dados foi possível perceber que os fatores causadores da indisciplina na escola em estudo remetem a várias causas, entre elas a dificuldade de comunicação e unicidade nos objetivos e ações, denotando assim falta de organização do fazer pedagógico e com isso causa uma falta de credibilidade e compromisso diante dos docentes, discentes e demais segmentos.
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35 Lee mas

Compreensões de corpo na Atividade Integrada "Saúde e Cidadania"

Compreensões de corpo na Atividade Integrada "Saúde e Cidadania"

havia o intento de humanizar a atenção. A ênfase era dada à necessidade de humanização da medicina, ao combate ao especialismo, e, em termos estratégicos ao estímulo à formação de médicos generalistas e de família. Paim (1986) também mostra que o movimento da medicina familiar no Brasil, na época, foi marcado por conflitos e disputas entre propostas diferenciadas da medicina geral comunitária e da medicina social, sem falar das resistências da medicina clássica. Para Goulart (2007), a proposta de atenção com o foco na saúde da família somente alcançou ''sua maturidade'' nos anos de 1990, galgando então a estatuto de política pública (VILAR,2014, p. 66).
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105 Lee mas

Ação prevenção e cidadania na Educação de Jovens e Adultos

Ação prevenção e cidadania na Educação de Jovens e Adultos

Muitas vezes as drogas são usadas por pessoas que se sentem sozinhas, pela curiosidade de experimentar, para ser aceito apenas por um grupo que usa drogas, por não ter apoio da família e às vezes por ser influenciado pela própria família. Felizmente, a nossa comunidade escolar ainda não detectou nenhum uso de drogas inserido no âmbito escolar, no entanto, é de extrema importância ter constantemente conversa com os educandos orientando-os para as consequências que elas causam e observar o seu comportamento na hora da discussão. É de suma importância para os professores, pais e comunidade em geral poderem identificar possíveis usuários de drogas para assim não deixar que esse caso se agrave e torne constante em nosso meio, sendo assim a nossa escola conta com respeito mútuo e colaboração de todos, e em conjunto solucionar possíveis casos de uso de entorpecentes. O presente projeto visa por meio de conceitos formar ou ampliar o conhecimento dos nossos alunos em especial ao da Educação de Jovens e Adultos - EJA que tem um contato com o mundo do trabalho.
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40 Lee mas

Migração, cidadania e direitos fundamentais na tríplice fronteira

Migração, cidadania e direitos fundamentais na tríplice fronteira

cultura e identidade. Para tanto, duas ideias centrais são explanadas no artigo, quais sejam: (a) a normatividade dos direitos de cidadania na região da Triplice Fronteira deve considerar os desdobramentos da realidade socioeconômica, das relações sociais no território, do encontro com o outro e da interação de culturas, sem que a fusão, a mistura de relações, de visões e de sinais seja visto como algo negativo; (b) a proteção dos direitos de cidadania das pessoas na Triplice Fronteira se desdobra a partir da configuração material dos conflitos em torno da luta por reconhecimento de direitos de migrantes. Para tanto, o artigo apresenta, em um primeiro instante, a questão de territórios e fronteiras; a realidade socioeconômica da região da Tríplice Fronteira e, por fim, estuda o reconhecimento dos direitos fundamentais aos migrantes da região. O trabalho utilizou- se de um método multidisciplinar, cunhado não só pelo Direito, mas também por meio de outras áreas do saber (com destaque para Antropologia, Economia e Relações Internacionais).
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17 Lee mas

O viadinho da escola: discursos sobre a homossexualidade masculina na escola

O viadinho da escola: discursos sobre a homossexualidade masculina na escola

Em 2003, com 19 anos de idade, fui convidado por um colega da universidade a conhecer uma “boate gay” em Balneário Camboriú/SC. Eu sabia que iria me deparar com dois homens se beijando, e naquele momento eu queria, tinha vontade de conhecer este lugar. Afinal, depois de tanto reprimir minha homossexualidade, de não aceita-la, eu iria ali enfrentar um dos meus maiores desafios. E foi incrível! Naquela noite, eu vi que não estava sozinho no mundo, e tudo o que eu reprimia, era algo tranquilo naquele espaço. Na mesma noite conheci um rapaz e dei meu primeiro beijo gay. Eu que já havia tido namoradas, pois não aceitava meus sentimentos homoeróticos precoces desde a adolescência, reprimidos ao longo da minha vida, assumia a partir daquele beijo, para mim, minha homossexualidade. O “assumir-se” para amigos e família foi algo que demandou mais tempo, pois tinha medo das reações negativas, já que os discursos de algumas dessas pessoas eram contrários a homossexualidade. Hoje, todos sabem. Assim, o tema da homossexualidade me abordou de maneira instigante. Queria esclarecimento de dúvidas, e foi o que fiz. Conhecendo melhor os outros estabelecimentos destinados ao público gay, na época chamados de GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), percebi a ausência de pesquisa historiográfica com esse tema. Nascia a minha pesquisa da graduação em História sobre esses espaços enquanto locais de liberdade e segregação. Percebi então que os(as) historiadores(as) se preocupavam com questões das discriminações motivadas por fatores étnicos, políticos, religiosos, estéticos, de gênero e de orientação sexual.
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51 Lee mas

Mario Kaplún: a recepção como cidadania na América Latina

Mario Kaplún: a recepção como cidadania na América Latina

1980-84 — Em 81 foi convidado para dar aulas na Univer- sidade Central da Venezuela. Trabalhou na rádio Nederland Training Centre e assessorou a rádio Occidente (uma emissora educativa nos Andes). Também em 81, a Unesco publicou em Paris um estudo intitulado “Communication methods to promote grass-roots participation”. Neste mesmo ano foi ao México como consultor para a elaboração do Plano Nacional de Comunicação Social. De 83 a 84 realizou cursos de produção de radiodramas para jovens escritores. O Cesap incorpora o método de leitura crítica de Kaplún como proposta pedagógica. Também em 83, a Oficina Regional de Educação da Unesco solicitou a Kaplún um estudo das distintas tendências e estratégias de comunicação na educação de adultos latino-americanos.
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26 Lee mas

A criança e o consumo na escola

A criança e o consumo na escola

Elas já começam a entender melhor o valor do dinheiro e muitas já acham ou sabem que produtos de qualidade custam caro. Sua alimentação, apesar de toda campanha publicitária, continua sendo em torno de salgados fritos, refrigerantes, pizzas e cachorro quentes principalmente. Para se desenvolver hábitos saudáveis de alimentação na escola seria preciso toda uma campanha de marketing para pais e alunos, focalizando também na conscientização dos alunos, mas principalmente dos pais em relação à importância de hábitos saudáveis de alimentação incluindo frutas, sucos, sanduíches naturais etc. Tendo como aliados os pais que podem buscar como coloca Miller (2002) um consumo guiado por atos de amor e não por desejos individualistas daqueles que a realizam, ou seja, guiado não só pelo que a pessoa quer, mas pelo que ela pensa que poderia melhorar essa pessoa. Ou seja, procuram oferecer aos outros membros da casa mercadorias que quando consumidas levariam o outro a ser uma pessoa melhor.
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103 Lee mas

OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA

OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA

Com o propósito de instigar a curiosidade e proporcionar uma noção sobre como se constitui o universo, foi trabalhada, através de oficinas no Clube de Ciências da escola, a temática Astronomia, buscando-se uma linguagem lúdica relacionada ao processo de ensino-aprendizagem, onde foi dado um incentivo aos jovens estudantes a procurarem conhecer mais profundamente este campo do conhecimento. Assim, após os estudos realizados, os alunos foram convidados a participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), para desafiar e testar os conhecimentos desenvolvidos durante as oficinas de estudo.
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6 Lee mas

Jogos cooperativos na escola

Jogos cooperativos na escola

O presente estudo tem como objetivo investigar os benefícios dos Jogos Cooperativos nas séries iniciais nas aulas de Educação Física Escolar. Na metodologia aplicada utilizou-se a revisão bibliográfica dos termos pertinentes e a pesquisa de campo. Após a revisão literária, selecionou-se de forma aleatória uma Escola de Ensino Fundamental da rede municipal da cidade de Ariquemes, Estado de Rondônia. A metodologia utilizada foi a de pesquisa participante, foi escolhida uma turma de alunos do 7º ano, turma “B”, entre a faixa etária de 13 a 15 anos da Escola Municipal Vinicius de Moraes onde todos foram informados previamente da realização da mesma, que seriam observados, nas aulas de educação física, em relação à possibilidade de novas atitudes frente aos Jogos Cooperativos e a convivência com os próprios colegas. Participaram da pesquisa 22 alunos, sendo 9 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, a atividades foram desenvolvidas em um campo gramado de 90x110 metros quadrado cedido pela comunidade, local onde o professor realiza as aulas de educação física. Entre o mês de abril a maio foram aplicadas cinco aulas uma por semana com duração de 1 hora cada, após a aplicação das cinco aulas foi aplicado uma entrevista semi-estruturada contendo oito perguntas abertas. Apos a pesquisa de campo conclui-se que os jogos cooperativos é uma excelente ferramenta pedagógica nas aulas de Educação Física, servindo para unir as pessoas onde todos participam das atividades de maneira igualitária sem a discriminação de gênero ou habilidade, onde o importante é brincar sem levar em consideração o resultado.
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43 Lee mas

Etnicidade, história e cidadania na demarcação de territórios quilombolas

Etnicidade, história e cidadania na demarcação de territórios quilombolas

Produção de limites e fronteiras sobre quem é da comunidade e quem não é”, assim como até onde seus domínios territoriais vão, já foram no passado ou deveriam ir no futuro [...] Produção de memória,para o grupo, construída a partir da inevitável dispersão das memórias familiares, dos laços genealógicos, das imagens de si e dos exemplos de outros agrupamentos [...] Produção de novas redes de relações”, já que tais agrupamentos precisam percorrer o circuito de argumentações e provas, trocas e aprendizados que acaba por significar a extensão de suas antigas lutas por outros campos de batalha, outros vocabulários, outras estratégias e alianças [...]. Produção de novos sujeitos políticos na medida em que passam a ocupar uma posição nova frente aos cenários locais e regionais, surgindo como interlocutores de órgãos oficiais e alterando suas formas de intervenção, como é o caso da posse coletiva de terras. [...] Produção de uma ampla revisão histórica e sociológica”, na medida em que tal realidade emergente parece negar ou subverter interpretações sobre o destino da população escrava pós-escravidão ou sobre o destino da população camponesa no Brasil [...].A produção e ampliação da hermenêutica jurídica, na medida em que [...] a reapropriação de uma brecha legal sobre o movimento social pode retornar sobre o universo da lei, forçando-o reconhecer suas próprias limitações e introduzindo neles elementos e fontes de direito até então desconsideradas pelo ordenamento jurídico dominante ( ARRUTI, 2003, p. 41-43).
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24 Lee mas

(Re) encantamento de mundo : estratégias de educação na diversidade e cidadania na EJA

(Re) encantamento de mundo : estratégias de educação na diversidade e cidadania na EJA

Uma escola comprometida com a construção coletiva de trabalho pedagógico, requer, entre outras premissas, que o grupo gestor da escola juntamente com professores e alunos, exerçam uma ação cooperativa. Para sistematizar este trabalho já existente no Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia (CEM 09) na tentativa de diminuir a evasão dos educandos, elaboramos este projeto de intervenção. Algumas ações já ocorrem na escola, mas, de forma isolada e assistemática, de tal maneira que não se encontravam inclusas no PPP (Projeto Político Pedagógico da Escola). Por serem experiências exitosas que nasceram no chamado “chão da escola” e que por sua vez agregam valor educativo muito significativo, resolvemos considerá-las e sistematizá-las de modo a um melhor aproveitamento de suas potencialidades. Essas iniciativas coletivas servirão de ferramenta para minimizar um antigo problema nas turmas de EJA, a evasão escolar. E como característica de sua dupla funcionalidade também será instrumento motivador ou de (re)encantamento de mundo, conforme assim denominamos. As estratégias de ação visam ampliar os horizontes dos educandos a fim de perceberem-se como seres atuantes e construtores de um universo cultural e social amplo e diverso.
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54 Lee mas

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

Em vista disso, dados estatísticos importantes como esses ressaltam a relevância da discussão e estudos sobre esses temas, uma vez que preconceitos e discriminações estão presentes em todas as camadas da sociedade, especialmente na escola, a qual é o nosso foco de pesquisa. Dessa forma, a disseminação do ódio e da intolerância em relação à diversidade se configura como um dos principais mecanismos na promoção do sofrimento psíquico no mundo contemporâneo. Esse sofrimento não afeta somente quem o sofre, mas também todas as pessoas interligadas ao mesmo. Logo, isso não é problema apenas de uma minoria ou grupo social específico, e sim de toda comunidade, e, em um sentido mais amplo, de toda a sociedade.
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21 Lee mas

Bullying e Educação Física na escola

Bullying e Educação Física na escola

O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhuma instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana, católica, metodista, evangélica, espírita (VALENTIM, 2013). A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a “valentão”, “tirano”. O nome bullying tem sido adotado em vários países como designação para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais. (SILVA, 2006).
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28 Lee mas

TítuloLembranzas de infancia na escola de Meilide

TítuloLembranzas de infancia na escola de Meilide

A verdade é que aquela escola era todo un espectáculo... Era, a un tempo, teatro e aprendizaxe. Aprendizaxe coral, colectiva, solidaria. Non había sitio para a individua- lización e menos para a aprendizaxe solitaria. Porque eramos moitos e estabamos moi apretados. Corpo con corpo, mente con mente. Mirar e mirarse nos outros. Sentir e apalpar ás veces o meco e o coidado posto polas casas da aldea nas roupas e nos peiteados dos seus pequechos e as súas pequechas. Pero sentir e apalpar moi a miúdo a miseria e as necesidades máis elementais dos meus amiguiños e as miñas amiguiñas. Alá ficaron, colgados no tempo a miña queridísima Maruxiña, as miñas admiradas Carmiña, María, Élida, Xuliña. Alá quedou Pepiño. E alá quedaron Xerardo, Luis, Xosé, Monsito e tantos e tantos outros.
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8 Lee mas

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo analisar as crenças de profissionais da educação básica sobre questões de gênero, sexualidade e diversidade no contexto escolar. A realização deste estudo é importante pelo fato de ainda existirem muitas pessoas que possivelmente por falta de conhecimento sobre o assunto diminuem, discriminam e julgam o outro por ser o que é, e a escola pode ser um ambiente propício ao desenvolvimento de conhecimentos acerca de gênero, sexualidade e diversidade. Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas, com apresentação integrada de imagens previamente selecionadas, com três professores de ensino médio. Os resultados indicaram que os professores têm compreensão acerca do tema e que verificam que é relevante que estes temas sejam abordados no ambiente escolar e em parceria com a família. Os participantes evidenciaram ainda as dificuldades que são enfrentadas para que este assunto possa ser desenvolvido com os alunos, pois, algumas famílias consideram que estes valores vão de encontro com os valores familiares. Os resultados indicaram também que as diferenças de gênero que ocorrem nos dias atuais são um processo que deriva de uma construção social. Faz-se necessária a realização de outros estudos para que se verifique, de forma mais ampla, o posicionamento de
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21 Lee mas

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

Gênero, sexualidade e diversidade na escola

A forma como as sociedades representam as diferenças entre homens e mulheres, valorizando mais a masculinidade do que a feminilidade, acaba por impor regras de como devem ser as relações sociais. Assim como a participante relata, é algo histórico. Em seu artigo, Felipe (2000) faz uma análise documental de revistas e livros pedagógicos utilizados na cidade de Porto Alegre em meados do século XX. A autora constatou que já nessa época havia instruções do que era permitido e aceitável como um comportamento para meninos e para meninas, sendo que para os meninos era aceitável ser aventureiro, era esperado que fosse viril e forte, enquanto restava para as meninas uma posição de subordinação, deveriam ser recatadas, caladas e simples. Havia, e há até hoje, uma constante vigilância dos comportamentos dos indivíduos, a fim de se
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21 Lee mas

Violência na escola : implicações na prática docente

Violência na escola : implicações na prática docente

Este estudo aborda fatos veiculados a violência na escola mostrando situações em que docentes e estudantes são ameaçados e agredidos por outros sujeitos vinculados a escola ou a comunidade. Tendo como questão norteadora a violência na escola e suas implicações na prática docente. Nesse sentido procurou-se abordar as mais recentes literaturas acerca do tema em destaque a fim de compreendermos a realidade da qual nos propomos estudar. A finalidade dessa pesquisa é compreender de que maneira esse tipo de violência afeta a vida dos sujeitos em uma escola da Rede Pública Municipal de Olinda-PE, através do levantamento de informações acerca do tipo de violência praticada no contexto escolar; identificando os fatos que levam a prática dessa modalidade de violência por parte dos sujeitos da escola e analisar os fatores que contribuem para ocorrência desse fenômeno no ambiente escolar. Metodologicamente optamos pela abordagem qualitativa descritiva e quantitativa objetivando o aprofundamento da temática proposta, utilizando-se como técnica de coleta de dados o questionário e o inquérito por entrevista. A análise dos dados partiu dos discursos de Bardin (2002), através do método análise de conteúdo. Os autores que subsidiaram o estudo foram: Adorno (1971); Bourdieu (2001); Peralva (2000), Abramovay (2002); Debarbieux (2002); Fante (2005) dentre outros que tratam da violência na escola numa perspectiva histórico-social. Assim, pudemos constatar que essa modalidade de violência origina-se na sociedade e se dissemina através de danos físicos ou simbólicos, que são aplicados de modo individual ou grupos. E que num plano maior muitas vezes é associada à pobreza, a desigualdade social, desemprego e falhas de comunicação. É também oposta a utilização da razão, aceitação e diálogo, estando relacionados a diversos tipos de poderes em todos os tipos de relações entre os seres humanos. Contudo, concluiu-se que os sujeitos não estão preparados para lidar com o fenômeno da violência escolar e que é preciso abrir espaços para que todos participem da busca de soluções para evitar e combater o problema.
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137 Lee mas

O potencial da rádio na escola: formação crítica na voz de estudantes de escola pública

O potencial da rádio na escola: formação crítica na voz de estudantes de escola pública

além de reforçar a aprendizagem e as vivências na escola, aproximar os estudantes e consolidar a rádio como um elemento do currículo formal da unidade escolar. Consideramos necessário aproximar mais os professores do trabalho desenvolvido, para que dessa forma obtivéssemos os resultados pretendidos por meio de metodologias interdisciplinares, uma vez que a rádio se apresenta como referência nesse conceito. Porém, o ano letivo iniciou com muitas turbulências devido ao desgaste ocorrido durante a popularmente chamada de “grande greve do magistério estadual”, ocorrida em 2011. Um certo abatimento pela forma como a Lei do Piso Salarial foi implementada pelo governo do estado desmotivou os professores. Além disso, ocorreu uma mudança na gestão da escola que acarretou uma guinada nos rumos político pedagógicos para práticas mais conservadoras, o que se apresentou como empecilho para a continuidade do projeto. A total falta de apoio da nova direção da escola, que ao iniciar o ano letivo negava sua existência ao não apresentá-la aos professores recém-chegados, a baixa autoestima dos docentes (que não se sentiam motivados a se envolver com atividades para além da sala de aula) e sérios problemas na parte estrutural e predial da UE, que culminou na sua interdição para reforma, fizeram com que o projeto ficasse isolado na mera reprodução de músicas e gradativamente perdesse a força. Os estudantes mantiveram as ações da rádio, resistindo por meio do envolvimento das redes sociais no projeto e ampliando ações pela internet, mas o desgaste causado pela ação do tempo solicitava a manutenção dos equipamentos. O apoio pedagógico se enfraqueceu com a saída de professores, que buscaram outras UEs para atuar. Diante das dificuldades, com o projeto sem reconhecimento, optei por mudar de unidade escolar, uma vez que não existiam maiores condições para a minha permanência. No ano de 2013, pelos ex-alunos que participavam do projeto recebi a informação de que os equipamentos haviam sido inutilizados e posteriormente desmontados para a reforma, silenciando de vez a proposta de rádio naquela unidade escolar. A saga de implementar a Rádio nesta escola durou sete anos. A cada ano um passo dado e a cada passo uma aprendizagem nova, o que representou uma intensa formação em resiliência, conceito caro aos professores de escola pública.
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218 Lee mas

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