PDF superior Racionalidade limitada e agricultores familiares produtores de tabaco no Vale do Rio Pardo-RS

Racionalidade limitada e agricultores familiares produtores de tabaco no Vale do Rio Pardo-RS

Racionalidade limitada e agricultores familiares produtores de tabaco no Vale do Rio Pardo-RS

Resumo: Este artigo tem por objetivo analisar o processo de racionalidade que sustenta a decisão de agricultores familiares em produzir ou deixar de produzir tabaco. Para tanto, foram entrevistados 63 agricultores na microrregião do Vale do Rio Pardo/RS. Utilizou-se como auxílio analítico a abordagem da racionalidade limitada proposta por Simon (1965). Empregou-se, nesta análise, dados quantitativos e qualitativos. Constatou-se que as condutas dos agricultores são baseadas em normas sociais, culturais e econômicas estabelecidas pelo contexto institucional. As reações dos agricultores frente ao conflito cognitivo causado pelo descontentamento com sua situação atual e as poucas ou inexistentes alternativas de mudanças estão ligadas a elementos estruturais e subjetivos. Os elementos estruturais e subjetivos, a situação atual dos agricultores e seus projetos futuros, suas reações frente à decisão em produzir ou deixar de produzir tabaco são pautadas pela falta de opção, não pela ação da racionalidade limitada. Soma-se ainda carências de organização dos agricultores e informações incompletas sobre o setor produtivo.
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A operacionalização do Mercado Institucional de Alimentos no contexto do Vale do Rio Pardo-RS

A operacionalização do Mercado Institucional de Alimentos no contexto do Vale do Rio Pardo-RS

Eis a complexa relação do Vale do Rio Pardo com a cadeia produtiva do tabaco. Ao mesmo tempo em que números exorbitantes movimentam as exportações e inegavelmente toda a economia regional, estadual e até do país, o sistema integrado de produção tem gerado um vínculo de dependência entre ambos os lados – indústria e agricultores familiares. Se as empresas dependem da qualificada mão de obra familiar e das condições climáticas da região para produzir um tabaco de reconhecida qualidade internacional, assim também os produtores encontram-se dependentes e, em muitos casos, endividados. Uma situação paradigmática, que merece ser analisada e, no mínimo, provocar debates qualificados e imparciais na busca de um processo de diversificação produtiva que contraponha a dependência.
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Agricultores familiares e as características do processo de tomada de decisão: o caso dos viticultores de Flores da Cunha - RS - Brasil

Agricultores familiares e as características do processo de tomada de decisão: o caso dos viticultores de Flores da Cunha - RS - Brasil

Universidade de Santa Cruz – RS – Brasil Resumo: Diante do constante crescimento do mercado vitícola brasileiro, produtores gaúchos vêm se organizando para atender às demandas relativas ao volume e à qualidade do produto final comercializado. Sobretudo, esses agentes econômicos encaram desafios inerentes aos agronegócios, como a dificuldade de acesso às informações e às ações oportunistas dos parceiros transacionais. Logo, o estudo visa conhecer o processo de tomada de decisão dos agricultores familiares produtores de uva da Região Serra do Rio Grande do Sul em função do cenário socioeconômico da cadeia produtiva e da eficiência das unidades de produção. Para tanto, foram coletadas informações em trabalhos existentes sobre a cadeia produtiva e realizadas entrevistas com onze produtores do município de Flores da Cunha. Destaca-se que o processo de tomada de decisão desses agentes econômicos é realizado no coletivo do contexto familiar, mais voltado às problemáticas cotidianas. Contudo, prevalecem as peculiaridades da racionalidade limitada dos agentes econômicos. Destarte, orientadas sempre para o alcance de maior eficiência da atividade produtiva e do bem-estar social da família, as decisões refletem o amplo conjunto de aspectos objetivos e subjetivos que circundam os agricultores, em consonância com os desempenhos técnico e econômico e entre os sistemas de produção que compõem a propriedade rural.
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CARACTERIZAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS PRODUTORES DE FRUTAS E HORTALIÇAS DE SÃO JOÃO DO POLÊSINE  RS

CARACTERIZAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS PRODUTORES DE FRUTAS E HORTALIÇAS DE SÃO JOÃO DO POLÊSINE RS

Nos últimos anos pode-se perceber uma grande mudança na forma com que a população avalia os alimentos que consome, grande parte da população ainda compra seus alimentos em grandes redes de supermercados, más já há aqueles que procuram comprar seus alimentos em pontos que eles possam saber um pouco da origem daquele alimento. Neste contexto, surgem as feiras- livres locais de comercialização onde o consumidor se aproxima do agricultor que produz aquele alimento, o que não ocorre nas grandes redes de supermercados, onde o consumidor não consegue fazer nenhuma associação com quem produz aquele alimento inicialmente. Com isso, surge a importância da agricultura de base familiar, que é quem produz grande parte dos alimentos que são comercializados em feiras ou na propriedade do agricultor mesmo.
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Reorganizando a comunidade rural: uma experiência com agricultores familiares periféricos em Pelotas - RS.

Reorganizando a comunidade rural: uma experiência com agricultores familiares periféricos em Pelotas - RS.

A Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), encaminhou para o projeto 500 pintos postura comercial de um dia da linhagem Embrapa 051 (poedeira colonial de duplo propósito), 345 pintos matrizes de um dia da linhagem Embrapa 041 ( corte colonial - 300 machos e 45 fêmeas) e 345 pintos matrizes de um dia da linhagem Embrapa 051 (poedeira colonial) (300 machos e 45 fêmeas). Estas duas linhagens foram desenvolvidas para o manejo ecológico. As matrizes da Embrapa 041 ( corte Colonial ) e Embrapa 051 ( Postura Colonial ) foram alojadas no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, a partir das quais foram obtidos os ovos férteis, que, após incubados, originaram as linhagens comerciais 041 e 051, que foram repassadas aos produtores. A Cosulati (Cooperativa Sul-Riograndense de Laticínios Ltda.) ofereceu-se para alojar os pintos de um dia (500 pintos postura comercial) e criá-los até a fase de inicio de postura, utilizando seu aviário. Com receio de que os produtores abatessem as galinhas antes do começo da fase de postura estas foram entregues já em postura. Cada uma das famílias inscritas recebeu 29 galinhas em postura. A contrapartida solicitada foi a execução do aviário no modelo proposto pela equipe técnica do projeto, direcionando a proposta para um modelo em transição entre o convencional e o plenamente ecológico. Os produtores receberam ração suplementar ao pasto e milho obtidos da própria propriedade. A entrega da ração seguinte foi condicionada ao pagamento de uma contrapartida por parte das produtoras, buscando arrecadar recursos para auto- sustentação da compra deste insumo. A contrapartida utilizada foi a cobrança de uma dúzia de ovos, a nova “moeda local”, para cada saco de ração recebida, o que equivaleria a cerca de 10 % do custo da ração. A contrapartida foi utilizada em porcentuais crescentes sobre o custo das rações, nas entregas posteriores.
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Transição agroecológica e sustentabilidade dos agricultores familiares do Território do Caparaó-ES.

Transição agroecológica e sustentabilidade dos agricultores familiares do Território do Caparaó-ES.

O segundo desafio seria possibilitar o acesso a uma modalidade de crédito rural que atenda as exigências e peculiaridades do processo de transição, apesar de sua baixa freqüência entre as dificuldades relatadas pelos entrevistados. Condições adequadas de volume de recursos, prazo de pagamento, carência e taxa de subsídio se tornam essenciais para a viabilidade econômica da transição, que envolve um período em que a renda familiar costuma decrescer. Tais medidas seriam condizentes com a extrema relevância socioambiental da produção agroecológica, que se traduz em segurança alimentar, saúde pública e conservação dos recursos naturais e do espaço vital, além de favorecer a permanência das famílias no campo em melhores condições.
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Estudo de patologias em edificações de interesse social do Vale do Taquari/RS

Estudo de patologias em edificações de interesse social do Vale do Taquari/RS

u ) 15 Na década de 90, entretanto, a baixa competitividade das empresas existentes e os elevados ganhos financeiros estimularam o surgimento de muitas organizações, dando origem a uma nova realidade de mercado. Em função disso, as empresas despertaram para a necessidade de modificarem suas práticas gerenciais, pela adição de sistemas de gestão e garantia da qualidade. (ANDERY e VIEIRA, 2002). Neste período, houve significativo aumento na implantação de sistemas da qualidade em empresas construtoras. As empresas buscam por meio dos sistemas de qualidade atender a um mercado cada vez mais exigente e competitivo, onde se praticam margens de lucro reduzidas aliadas ao melhoramento continuo do atendimento aos seus clientes. (MELHADO 20--).
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105 Lee mas

O contexto ambiental e as primeiras ocupações humanas do Vale do Taquari-RS

O contexto ambiental e as primeiras ocupações humanas do Vale do Taquari-RS

Ao longo da trajetória humana, o homem buscou lugares para viver, gerenciar e manipular, observando 1 determinadas características ambientais, como: relevo, clima, hidrografia e vegetação, para satisfazer suas necessidades de subsistência. Esta relação homem/ambiente 2 não foi diferente no Vale do Taquari/RS. Inicialmente a região foi ocupada por grupos de caçadores-coletores e, mais tarde, por horticultores que se estabeleceram no Vale. Esta afirmação é comprovada por vasta cultura material 3 encontrada em sítios arqueológicos 4 . Já no período colonial, o Vale do Taquari/RS recebeu imigrantes europeus e africanos, que se fixaram tanto nas planícies, mais ao sul, quanto no planalto, mais ao norte. Embora o ambiente se modifique naturalmente, a ação antrópica poderá alterar e/ou acelerar este processo. Sendo assim, pode-se afirmar que todos esses grupos mudaram a fisionomia do Vale, estabelecendo suas culturas e, por conseqüência, alterando a paisagem encontrada por eles.
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Inovações Técnicas e suas Relações com Inovações Sociais e Institucionais no Norte de Minas:: experiências com agricultores familiares em Rio Pardo de Minas, MG

Inovações Técnicas e suas Relações com Inovações Sociais e Institucionais no Norte de Minas:: experiências com agricultores familiares em Rio Pardo de Minas, MG

Na comunidade Vereda Funda, o destaque para as inovações técnicas refere-se ao sistema de produção de café sombreado (Tabela 1). Essa prática secular, realizada principalmente nos quin- tais das residências dos agricultores, localmente chamadas de “chacras de café” (CARRARA, 2009), foi abandonada por muitas famílias e vem sendo reestruturada a partir da organização da Cooperativa de Agricultores Familiares Agroextrativistas Vereda Funda (Coopav), que estruturou uma unidade de beneficiamento de café. A cooperativa faz parte das estruturas organizacionais da comunidade que se formaram depois da reocupação de áreas de chapada da comunidade (CORREIA et al., 2011), resultando na criação do PAE Veredas Vivas (CORREIA et al., 2014). As chácaras ou “chacras de café” é a denominação utilizada pelos geraizeiros aos sistemas agroflorestais cultivados pelas famílias que apresentam espécies arbóreas multiusos (frutífe- ras, madeireiras, medicinais e outras exclusivas para sombreamento e fornecimento de matéria orgânica como o ingá), utilizadas para alimentação e comercialização, além da produção de matéria orgânica e sombra para cafezais. Esse sistema tradicional representa uma alternativa fundamental para viabilizar alimentos e outros produtos necessários ao consumo da família ao longo do ano, tais como frutíferas e outras espécies que complementam a dieta alimentar. É um cultivo adaptado às condições biogeográficas de maior umidade, muitas vezes substituindo matas de galeria outrora existentes. Essa forma de cultivo, além de atender às necessidades da família, favorece a conservação de recursos genéticos e apresenta potencial para uma produção de café de qualidade.
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17 Lee mas

A racionalidade do Brasil

A racionalidade do Brasil

No caso brasileiro, a racionalização não visa à plena hegemonia explicativa porque ela não impõe necessariamente sobre todos os elementos que estão em questão. Ela subordina a alguns desses elementos, por isso sua validade é limitada, mas não exclui outras racionalizações alternativas. Daí a aparência (enganosa e orientada pelo viés europeu) de debilidade dos dispositivos racionalizantes do universo cultural brasileiro. Não se trata de debilidade ou incapacidade de replicar a racionalidade europeia. Trata-se de adotar um padrão de racionalidade sem a obsessão da universalidade, sem a sede de domínio absoluto sobre aquilo que ela subordina. E sem essa compulsão por domínio, a temporalidade é liberada da necessidade de que uma de suas etapas se sobreponha às outras e todas elas passam a existir umas ao lado das outras. Dessa forma, todas as etapas da temporalidade são liberadas para coexistir com as demais de tal forma que uma não nega as demais.
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15 Lee mas

Relações entre o conhecimento de agricultores e de pedólogos sobre solos: estudo de caso em Rio Pardo de Minas, MG

Relações entre o conhecimento de agricultores e de pedólogos sobre solos: estudo de caso em Rio Pardo de Minas, MG

A relação entre os dois modos de saber (de pedólogos e de agricultores) sobre solos foi estabelecida tendo como base a descrição dos ambientes definidos pelos própri- os agricultores. Dessa forma, foram estabelecidas relações entre a informação local sobre solos e as uni- dades de mapeamento, identificadas segundo concei- tos de levantamento de solos e o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Aparentemente simplificada quando comparada à concepção geomorfológica e pedológica, essa hierarquização permitiu relacionar um conjunto de características ambientais que os agricultores consideram como mais importantes. Essa estratégia possibilitou estabelecer diálogos com os agricultores, sistematizar o saber local e relacioná-lo com o conhecimento científico. Assim, a paisagem foi compreendida e concebida a partir das relações entre fatores do meio físico (vegetação, relevo, clima, entre outros) e das relações sociais que são estabelecidas ao longo do tempo na comunidade. É importante consi- derar como elas se entrecruzam com as relações do meio físico, ou seja, uma influenciando o processo evolutivo da outra. Esse critério assemelhou-se ao adotado por Descola (1986), ao descrever e analisar os registros técnicos e simbólicos de uma tribo (os Achuar) no alto Amazonas, entre o Equador e o Peru.
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13 Lee mas

ASSISTENCIA PARASITOLÓGICA PARA PRODUTORES DE DOM PEDRITO E REGIÃO, RS

ASSISTENCIA PARASITOLÓGICA PARA PRODUTORES DE DOM PEDRITO E REGIÃO, RS

Com o projeto de extensão buscou-se levar a informação aos produtores da região quanto a necessidade de realização de exames parasitológicos, para efetivo controle das parasitoses nos rebanhos, verificando a partir desses exames a necessidade de vermifugação dos animais, além da eficácia dos produtos que estavam sendo utilizados nas propriedades.

6 Lee mas

Análise do comportamento financeiro pessoal de estudantes no Ensino Médio do Vale do Taquari/RS

Análise do comportamento financeiro pessoal de estudantes no Ensino Médio do Vale do Taquari/RS

Conforme manual de Orientações Curriculares para o Ensino Médio do Ministério da Educação (2006, arquivo digital), as aulas voltadas a números e operações deverão proporcionar aos alunos uma diversidade de situações, de forma a capacitá-los a resolver problemas do cotidiano. O estudante ao chegar ao final do Ensino Médio deverá ser capaz de decidir sobre as vantagens/desvantagens de uma compra à vista ou a prazo; avaliar o custo de um produto em função da quantidade; conferir se estão corretas informações em embalagens de produtos quanto ao volume; calcular impostos e contribuições previdenciárias; avaliar modalidades de juros bancários. No entanto, conforme pesquisa, 68,94% informaram não ter nenhuma aula relacionada ao tema de finanças pessoais. Isso mostra, que há pouca exigência ou pouca consideração com os conteúdos que são trabalhados em salas de aula, tanto do lado do governo quanto dos professores, pois nas orientações e parâmetros curriculares a informação é bem explícita.
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29 Lee mas

Caracterização e avaliação da pastagem do rebanho de agricultores familiares do nordeste paraense

Caracterização e avaliação da pastagem do rebanho de agricultores familiares do nordeste paraense

No Nordeste Paraense o processo de “pecuarização” também tem avançado entre os agricultores familiares, através da implantação de pastagens e formação de pequenos rebanhos bovinos (Veiga et al., 2003). Com 49 municípios, essa região é das mais densamente habitadas do Pará, com cerca, de 17,7 hab./km2 (IBGE, 2000). O padrão de uso-da-terra dos agricultores familiares em início de pecuarização se baseia no processo sucessivo de derruba-e-queima da floresta secundária (capoeira) para plantio de culturas anuais, principalmente a mandioca, e pequenas parcelas de culturas perenes e pastagem. As espécies forrageiras predominantes são quicuio (Brachiaria humidicola) e braquiarão (B. brizantha). O rebanho geralmente é pequeno, algumas vezes funcionando como capital e os bovinos são mestiços de várias raças (Siegmund- Schultze et al., 2007).
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9 Lee mas

Gestão econômico-financeira em propriedades rurais familiares do Vale do Taquari

Gestão econômico-financeira em propriedades rurais familiares do Vale do Taquari

A pastagem permanente foi plantada em 7,91 hectares. Este espaço é distribuído na área da propriedade, pois, como já mencionado, a propriedade possui muitos morros. Para tanto, foi realizada a medição das áreas, obtendo-se a área exata. Foram plantados os tipos “aires” com custo por hectare de R$ 590,00; “tifton” que teve custo por hectare de R$ 200,00; e “braquiária” com custo de R$ 460,00. Através dos tipos divididos nos hectares se obteve um custo médio por hectare de R$ 315,12. Como as novilhas e terneiras se alimentam desta pastagem, se considerou no cálculo para as vacas leiteiras 65% do custo, percentual definido junto com os proprietários.
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139 Lee mas

Impactos do PRONAF sobre produção e investimento de Agricultores familiares de Gravatá - PE

Impactos do PRONAF sobre produção e investimento de Agricultores familiares de Gravatá - PE

restrição de oferta dos produtos com relação a suas demandas. Todavia, em uma abordagem mais recente, há de se destacar que nos últimos anos, especificamente nos períodos 2014-2016, houve aumento do desemprego no país. Carvalho e Souza Junior (2016) investigam este fato e revelam que no segundo trimestre de 2014, o desemprego se mantinha a 6,85%. Para o segundo trimestre de 2016, a taxa de desemprego foi de aproximadamente 11,30%, decorrente do agravamento da crise no país, iniciada no final de 2014. Dessa forma, tal acréscimo tem influência sobre a renda familiar, ocasionando a diminuição o poder de compra dos consumidores. Retomando a discussão sobre o crescimento do setor agropecuário no país, fica evidente que as políticas de financiamento são fundamentais e indispensáveis para promover o progresso e a sustentabilidade do sistema econômico e principalmente nesse caso, para o crescimento do setor agropecuário. Sendo assim, essas medidas também impactam de maneira positiva os pequenos e os médios produtores rurais, que por sua vez, tendo condições de investir na propriedade, têm chances de garantir melhores preços, rentabilidade da produção e almejar o bem estar da família. Oliveira (2003, p.09) afirma que “a agricultura de mercado deveria ser financiada por recursos livres e instrumentos alternativos de crédito que viessem a ser criados pelos bancos. A agricultura familiar [...] passaria a contar com maior apoio do governo federal". Diversos programas governamentais, ligados à política de crédito rural, atendem à demanda desses estabelecimentos produtivos familiares, tendo o PRONAF como principal exemplo. O crédito, administrado de forma eficaz, é capaz de acelerar o crescimento, pulando etapas econômicas e de produção nos estabelecimentos produtivos, em comparação com outros estabelecimentos, que em detrimento da ausência do crédito ainda passarão por um processo de desenvolvimento que levará mais tempo para ser alcançado.
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79 Lee mas

Eficiência técnica dos produtores familiares no Projeto de Irrigação do Baixo Açu/RN

Eficiência técnica dos produtores familiares no Projeto de Irrigação do Baixo Açu/RN

A primeira etapa do projeto é composta por lotes de agricultores familiares, por técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos e empresários. Nessa primeira etapa há, também, uma área destinada à pesquisa e experimentação, sob a responsabilidade da EMPARN (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte). A área irrigada total do projeto é de 3.000 hectares, dos quais, 2.629 se encontram ocupados, com lotes familiares, de engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, empresários, além da área destinada à pesquisa. Para seleção dos produtores familiares foram utilizados critérios estabelecidos pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra Seca), a partir de entrevistas com os candidatos previamente inscritos. Os demais produtores, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e empresários foram selecionados por licitação pública. O Projeto conta com 24.484 km de extensão de canais, com uma estação de bombeamento principal e quatorze estações secundárias.A segunda etapa do projeto encontra-se em fase de conclusão e distribuição dos lotes entre pequenos produtores e empresas agrícolas. O pólo vem se constituindo como a região de maior produção do melão do país, com potencialidades, já eminentes, na produção de mamão, manga e banana.
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20 Lee mas

Estrutura de renda dos produtores da Reserva Extrativista do Rio Cajari, Amapá.

Estrutura de renda dos produtores da Reserva Extrativista do Rio Cajari, Amapá.

Neste estudo caracterizou-se a estrutura de renda e a posse de bens das famílias residentes em três comunidades representativas do macro ambiente de terra firme da Reserva Extrativista do Rio Cajari no Estado do Amapá. A área de estudo abrangeu as comunidades de Açaizal, Marinho e Martins. Por meio de painéis temáticos e de questionários aplicados junto a 41 famílias selecionadas por amostragem, coletou-se dados que constituíram um cross section, ano agrícola 1999/2000. Constatou-se que, em média, a renda bruta familiar corresponde, em termos mensais, a 3,5 vezes o salário mínimo vigente no ano da pesquisa. Na composição dessa renda bruta, as atividades agrícolas participam com 38,9%, as ligadas ao extrativismo com 35,0%, a criação de pequenos animais com 2,9% e outras formas de renda com 23,1%. Em relação aos produtos do extrativismo, a comercialização e o consumo de 70 hectolitros de castanha-do-pará coletados por ano, por família, representam 25,7% da renda bruta e 31,6% da renda monetária. Quanto aos produtos agrícolas, a farinha de mandioca representa 14,6% da renda bruta e 11,6% da renda monetária, seguida pelas frutas que contribuem para a formação dessas rendas com 9,5% e 10,6%, respectivamente. Outras rendas como as provenientes de programas sociais governamentais, aposentadorias, salários de funcionários públicos, atividades mercantis e venda de mão-de-obra, representam 23,1% da renda bruta e 28,7% da renda monetária e, em média, por família, eqüivalem a um valor mensal igual a 0,8 vezes o salário mínimo vigente no ano da pesquisa. Fogão a gás, rádio, televisor com antena parabólica e geladeira/freezer são os bens que apresentam os maiores percentuais de posse por parte dos produtores.
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19 Lee mas

Análise teórico-metodológica de atividades não-agrícolas por produtores do Rio Grande do Sul

Análise teórico-metodológica de atividades não-agrícolas por produtores do Rio Grande do Sul

A respeito das entrevistas, nota-se que a grande maioria foi realizada com empresários, diretores das empresas e empreiteiros do ramo coureiro-calçadista; e as poucas entrevistas com os colonos-operários, acacicultores e operários reproduzem apenas opiniões favoráveis ao emprego ofertado nas indústrias. Podemos destacar um fragmento de uma entrevista feita com um colono-operário: "[...] Aqui na fábrica facilita mais porque o serviço é leve e nós era acostumado com o serviço pesado. Agora voltá pra colônia seria difícil porque já desacostumou tudo. [...] Na firma é muito mais fácil que na roça (R.K., colono- operário)" (SCHNEIDER, 1999, p.150). Consequentemente as entrevistas estão coerentes com o método abordado, cujas metodologias qualitativas são trabalhadas pelo autor para comprovar sua interpretação sobre o objeto em campo. Porém, a meu ver, as expressões das entrevistas podem ser deturpadas pelo autor, sendo que o sociólogo pode apenas se referir às opiniões convergentes à sua proposta de interpretação.
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22 Lee mas

Avaliação do tempo de retorno dos níveis das inundações no Vale do Taquari/RS

Avaliação do tempo de retorno dos níveis das inundações no Vale do Taquari/RS

u ) RESUMO As inundações são fenômenos naturais causados por eventos extremos de precipitação pluviométrica. Consistem no tipo de desastre natural que mais atinge o Brasil e que com frequência causam impactos no Vale do Taquari / RS. Estratégias para melhorar a convivência do ser humano com esses eventos são imprescindíveis, devido ao número de vidas envolvidas. O presente estudo tem como objetivo calcular a probabilidade de ocorrência e o tempo de retorno (TR) de diferentes níveis de inundação dos municípios de Encantado e Estrela, situados na região. A probabilidade de ocorrência consiste no risco de determinado nível ocorrer em um ano e o TR é o intervalo médio de anos em que o mesmo pode ser igualado ou superado. A metodologia deste estudo envolveu a atualização das séries históricas parciais dos níveis máximos das inundações independentes de 1941 a 2012 em Encantado e de 1940 a 2012 em Estrela. O cálculo da probabilidade (P) e do TR foi realizado por meio da equação TR = 1/ P, sendo P = fn (n° de eventos igualados ou superados) / Δt (intervalo de tempo) e a extrapolação, para níveis não ocorridos na série, por meio do software LAB Fit. Foram registradas 90 inundações em Encantado e 66 em Estrela durante o período de análise, a maioria na estação do inverno. Constatou-se que a maior parte dos níveis de inundação (Encantado: 38 a 46 m e Estrela: 19 a 26 m) apresenta TR inferior a 5 anos, equivalente a uma probabilidade de ocorrência acima de 20% por ano. O TR calculado para os últimos 30 anos apresentou redução para a maioria dos níveis, evidenciando um aumento da frequência das inundações. Os resultados obtidos no estudo mostraram-se satisfatórios e relevantes, com ênfase na elevada recorrência das inundações na região. Pretende-se contribuir para o planejamento da ocupação das áreas sujeitas às inundações nos dois municípios e no aprimoramento do sistema de previsão e alerta de enchentes do Vale do Taquari.
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92 Lee mas

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