PDF superior A relação entre o nível conceptual de escrita, o conhecimento das letras e a consciência silábica e fonémica em crianças de Idade pré-escolar.

A relação entre o nível conceptual de escrita, o conhecimento das letras e a consciência silábica e fonémica em crianças de Idade pré-escolar.

A relação entre o nível conceptual de escrita, o conhecimento das letras e a consciência silábica e fonémica em crianças de Idade pré-escolar.

Margarida Alves Martins, ISPA-Instituto Universitário, CIE-ISPA, mmartins@ispa.pt RESUMO: A entrada das crianças no mundo da linguagem escrita tem sido alvo de variadíssimos estudos nos últimos anos. Analisar como a criança compreende o princípio alfabético, bem como a interação entre as variáveis que parecem influenciar os níveis de escrita, como é o caso da consciência fonológica e do conhecimento do nome e som das letras, é de extrema importância para os investigadores da área. Investigações mais recentes apontam que o desenvolvimento da escrita infantil não acontece de forma linear, sendo que nem todas as crianças passam por todas as fases de escrita. Na presente investigação procura-se compreender se existem diferenças no número de letras conhecidas, no nível de consciência fonológica (silábica e fonémica), no número de fonetizações na escrita e no nível de desenvolvimento cognitivo entre crianças classificadas com níveis conceptuais de escrita pré-silábica, início de fonetização ou silábica com fonetização. Participaram neste estudo 61 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 6 anos. Foi avaliado o número de letras conhecidas, o nível de consciência fonológica (silábica e fonémica) e o nível de desenvolvimento cognitivo. Foi ainda realizada uma prova de escrita, para posteriormente classificar o nível conceptual da mesma e analisar as diferenças existentes entre os grupos ao nível das variáveis avaliadas. Foram encontradas diferenças entre os grupos ao nível da consciência silábica, consciência fonémica e número de letras conhecidas. Contudo, uma análise mais pormenorizada evidenciou contradições nas relações entre as variáveis, demonstrando que o desenvolvimento das conceptualizações da escrita nem sempre decorre de forma linear.
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15 Lee mas

A relação entre consciência fonológica, vocabulário e concepções sobre escrita em crianças do ensino pré-escolar

A relação entre consciência fonológica, vocabulário e concepções sobre escrita em crianças do ensino pré-escolar

A Bateria de Provas Fonológicas (Cf. Anexo I) pretende avaliar os níveis de Consciência Fonológica. Esta prova tem como objetivo avaliar a capacidade infantil de explicitar segmentos sonoros da cadeia falada ao nível das sílabas e dos fonemas. Esta prova é constituída por seis subtestes: classificação com base na sílaba inicial (14 itens), classificação com base no fonema inicial (14 itens), supressão da sílaba inicial (14 itens), supressão do fonema inicial (24 itens), análise silábica (14 itens), análise fonémica (14 itens), sendo que cada um destes itens é apresentado com suporte figurativo. A bateria contempla tarefas de: a) classificação, onde a criança deverá categorizar duas palavras alvo/ em quatro, segundo um critério silábico ou fonémico; b) manipulação, onde a criança tem de eliminar uma sílaba ou fone de uma palavra apresentada oralmente; c) segmentação, onde o sujeito deverá pronunciar isoladamente os fones ou sílabas de palavras apresentadas oralmente. Cada resposta correta é cotada com um ponto, assim sendo, os resultados totais da prova podem variar entre 0 a 94, em que 0 significa fraco nível de Consciência Fonológica e 94 significa excelente nível de Consciência Fonológica (Silva, 2002). Esta bateria foi utilizada na 1ª e 2ª avaliação (após intervenção no grupo experimental e após as mesmas semanas sem intervenção no Grupo de Controlo).
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182 Lee mas

Desenvolvimento da consciência fonológica em idade pré-escolar: A importância das actividades de escrita inventada no jardim-de-infância

Desenvolvimento da consciência fonológica em idade pré-escolar: A importância das actividades de escrita inventada no jardim-de-infância

as crianças sido confrontadas com uma escrita de nível conceptual imediatamente superior ao seu. No presente estudo foi realizado um programa em pequenos grupos, tendo as crianças sido confrontadas com uma escrita alfabética correcta. No estudo de Ouellette e Sénéchal (2008b), realizado com crianças de língua inglesa, foi desenvolvido um programa de ensino em que foram dadas individualmente a cada criança, ajudas adaptadas ao seu nível de desenvolvimento - cada criança foi confrontada com escritas com uma letra a mais do que a escrita que foi capaz de produzir. No presente estudo, baseado numa abordagem socio-construtivista, foi desenvolvido um programa grupal em que a ajuda foi dada pelas intervenções do adulto, adaptadas ao nível de desenvolvimento das crianças, na mediação das interacções entre elas sobre a melhor forma de escrever e em que, simultaneamente, se aproveitavam os conhecimentos e as abordagens de cada uma das crianças para as fazer evoluir. Assim, chamou-se a atenção dos participantes para os elementos da oralidade e suas letras correspondentes, promovendo-se uma reflexão metalinguística.
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15 Lee mas

Desenvolvimento das concepções sobre a funcionalidade da leitura e da escrita em crianças de idade pré-escolar

Desenvolvimento das concepções sobre a funcionalidade da leitura e da escrita em crianças de idade pré-escolar

Embora as crianças continuem a utilizar critérios grafo-perceptivos, já produzem letras e outras formas tipo letras, sendo muito menor a percentagem de crianças que continuam a produzir garatujas (20%). Nesta idade, algumas crianças (12%) começam a estabelecer uma relação entre a escrita e o oral. Aos cinco anos, a maioria das crianças continua a situar-se no 2.º nível (84%), mas já nenhuma criança se encontra no 1.º nível. Também nesta idade algumas crianças já estabelecem uma relação entre a escrita e o oral (12%). Desta forma, podemos dizer que são muito poucas as crianças de idade pré-escolar que conseguem produzir escritas onde sejam visíveis uma fonetização silábica (4%) e uma fonetização silábico- alfabética (4%) da escrita. Estes resultados confirmam a ideia de que as crianças desde cedo começam a levantar hipóteses sobre a natureza da linguagem escrita, no entanto, a maioria ainda não descobriu que a linguagem escrita codifica a linguagem oral (Alves Martins & Niza, 1998), ou seja, a maior parte das escritas ainda não é determinada por critérios linguísticos, as crianças não relacionam a linguagem escrita com a linguagem oral, havendo, por sua vez, uma tentativa de representação da imagem que a criança tem das palavras. Essa representação numa idade mais precoce caracteriza-se pela produção de garatujas para, progressivamente, passar a caracterizar-se pela produção de letras e outras formas tipo letras. Por outro lado, os nossos resultados coincidem com os constatados por Mata (2002), uma vez que em ambos os trabalhos a maioria das produções escritas das crianças caracterizam-se pela utilização de critérios grafo-perceptivos, não se verificando ainda uma tentativa de estabelecer uma relação entre a escrita e a mensagem oral.
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98 Lee mas

Consciência fonológica em crianças de idade pré-escolar: fatores e consequências na aquisição e relação com a articulação verbal

Consciência fonológica em crianças de idade pré-escolar: fatores e consequências na aquisição e relação com a articulação verbal

- em termos de idades, o valor de correlação mais elevado corresponde ao grupo dos 3 anos, o que poderá ser explicado pelos processos tipicamente realizados pelas crianças desta faixa etária, comparativamente com os grupos restantes. Os resultados sugerem que, para além de melhorarem, como é conhecido, a aquisição da leitura e da escrita, as competências de consciência fonológica correspondem também a uma mais-valia na adequação da articulação verbal. Neste sentido, é fundamental que seja feita pelos terapeutas da fala uma intervenção em consciência fonológica nos casos em que existem erros de caráter fonológico na articulação verbal. Muitas vezes, quando existem este tipo de dificuldades de fala, os terapeutas tendem a realizar uma intervenção de base articulatória, o que, como demonstra a existência da correlação investigada, se revela muitas vezes insuficiente, uma vez que o problema tem origem numa alteração das representações fonológicas mentais. Para além disso, mesmo quando é feita uma intervenção de base fonológica, esta é centrada muitas vezes no nível fonémico (focada no som que a criança tem dificuldade em produzir). Este facto poderá ser um problema se não existir por parte da criança, capacidade para lidar com um nível de consciência fonológica tão abstrato (como o do fonema), tornando-se, então, benéfico que seja feito um trabalho de consciência silábica e intrassilábica, o qual provavelmente irá ajudar a criança a situar-se ao nível do fonema, contribuindo, posteriormente, para adequar as suas dificuldades de fala.
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96 Lee mas

O impacto de programas de intervenção em escrita com crianças de idade pré-escolar

O impacto de programas de intervenção em escrita com crianças de idade pré-escolar

Partindo da ideia de que as actividades de escrita inventada envolvem as crianças na análise da estrutura sonora das palavras e favorecem a apreensão do princípio alfabético, Alves Martins e Silva (2006a) levaram a cabo diversos estudos experimentais com a implementação de programas de inter- venção destinados a fazer evoluir a qualidade das escritas inventadas em crianças de idade pré-escolar. Mais concretamente, as autoras realizaram três estudos (op. cit.) nos quais trabalharam com crianças que se encontravam em diferentes níveis de conhecimentos em relação à escrita, nomeadamente crianças cujas produções escritas ainda não apresentavam qualquer relação com a oralidade (escritas pré-silábicas), crianças cujas produções tinham subjacente uma correspondência termo a termo entre o número de letras e o número de sílabas, com letras escolhidas aleatoriamente (escritas silábicas sem fonetização) e crianças cujas escritas correspondiam igualmente à hipótese silábica, mas em que as letras seleccionadas eram foneticamente pertinentes (escritas silábicas com fonetização). A intervenção efectuada nas três experiências foi semelhante e assentou na seguinte metodologia: Após a escrita de algumas palavras, as crianças eram confrontadas com escritas de uma criança de um nível imediatamente superior ao seu (ex. crianças silábicas/ crianças silábicas com fonetização), tendo-lhes sido pedido que analisassem a palavra no oral e pensassem nas letras a utilizar, que pensassem nas
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8 Lee mas

O desenvolvimento do sentido de número em crianças em idade pré-escolar

O desenvolvimento do sentido de número em crianças em idade pré-escolar

Por este motivo, tŒm sido desenvolvidos alguns estudos que avaliam crenas e equvocos existentes em educadores de jardim-de-inf ncia relativamente ao ensino precoce da matemÆtica (e.g. Lee & Ginsburg, 2007b). Charlesworth e colaboradores (1993) bem como Stipek e Bylar (1997) defendem que, estas crenas i nfluenciam o comportamento dos educadores em contexto de sala de aula ao nvel do curriculum descrevendo alguma consistŒncia entre as crenas e as prÆticas. Segundo estes autores, alguns equvocos interferem com a compreensªo e interpretaªo das recomendaıes sobre a educaªo da matemÆtica na infncia e sªo um obstÆculo implementaªo de prÆt icas em sala de aula. Alguns destes equvocos ao nvel do prØ-escolar, de acordo com Gi nsburg, Lee e Boyd (2008) remetem para o facto de se considerar que as crianas pequenas n ªo estªo prontas para aprender matemÆtica, sendo estas capacidades de origem genØtica, e que a linguagem e a alfabetizaªo sªo mais importantes do que a aprendizagem da matemÆtica.
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75 Lee mas

A  importância da afetividade em crianças de idade pré-escolar

A importância da afetividade em crianças de idade pré-escolar

Optámos por realizar novamente uma caixa dos afetos, como forma de avaliar o desempenho das crianças relativamente à atividade já realizada anteriormente. No entanto, esta caixa tinha uma particularidade diferente, os cartões que continha representavam apenas abraços, os vários tipos de abraços que aparecem no final do livro e que são protagonizados por dois dos personagens, uma ovelha e um coelho. Estes abraços são bastante divertidos e fizeram rir o grupo, a caixa continha o “abraço queda livre”, o “abraço ao contrário”, o “abraço sanduíche”, entre outros. O conceito do jogo é o mesmo, uma criança de olhos fechados tira um cartão e vai protagonizar o abraço representado com os amigos à sua escolha.
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76 Lee mas

O jogo dramático na promoção das interações entre crianças em idade pré-escolar

O jogo dramático na promoção das interações entre crianças em idade pré-escolar

Por conseguinte, ao considerar a criança como ser competente, criativo e construtor do seu conhecimento, optei por uma postura de apoio, na qual propus as atividades planificadas, sugerindo os temas e fornecendo algumas instruções, mas permitindo que as crianças participassem ativamente, expressando as suas opiniões e conhecimentos. Contudo, quanto a este aspeto, a minha principal preocupação passou por dar oportunidade a que as crianças se expressassem livremente, construindo as suas personagens de acordo com a forma como as sentiam. Por exemplo, numa das sessões foi sugerido que as crianças, fazendo de conta que eram crocodilos, se banhassem no rio. Umas crianças poderiam sentir a água do rio quente, outras poderiam sentir a água fria. De igual modo, o próprio prazer de se banhar no rio deveria ser sentido por cada uma das crianças de forma diferente.
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86 Lee mas

Análise das competências fonológicas das crianças em idade pré-escolar com e sem gaguez

Análise das competências fonológicas das crianças em idade pré-escolar com e sem gaguez

Considerando a complexidade da gaguez e uma investigação científica que ainda não clarificou todas as questões relacionadas com esta temática, deparamo-nos frequentemente com a presença de mitos e conceções erradas que perduram na nossa sociedade. Esta questão poderá estar relacionada com a escassa divulgação do conhecimento científico e sensibilização da população para a gaguez bem como o receio, ainda existente, por parte dos clínicos na intervenção nesta área. Contudo, a investigação é consensual relativamente ao impacto que a gaguez pode ter no desenvolvimento infantil e as repercussões que esta pode ter a nível pessoal, social e académico. Desta forma, torna-se fundamental a existência de sinalização da gaguez em idade pré-escolar para que seja realizada uma intervenção precoce e, consequentemente, mais eficaz. Para que isto aconteça é necessário conhecimento e treino no momento da identificação das crianças que cumprem os requisitos para usufruírem de intervenção terapêutica, ou seja que apresentam fatores de risco relevantes que justifiquem essa intervenção. Dentro dos fatores de risco que existem e que vão ser explicados ao longo deste trabalho, deparamo-nos com os fatores associados ao desenvolvimento como, por exemplo, as alterações fonológicas. O papel das alterações fonológicas no quadro clínico da gaguez não é consensual na literatura, pelo que se torna fulcral o desenvolvimento de estudos que clarifiquem esta ligação.
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125 Lee mas

Conhecimentos emergentes de literacia em crianças de idade pré-escolar

Conhecimentos emergentes de literacia em crianças de idade pré-escolar

gráficas pouco definidas e muito semelhantes entre si, vulgarmente denominadas por garatujas. Escrita grafo-perceptiva com critérios de lisibilidade: Neste nível, as crianças utilizam letras, pseudo-letras ou números, e nas suas produções podem recorrer a critérios grafo-perceptivos intrafigurais e interfigurais para fazer a distinção entre as palavras. A escrita não é antecedida por verbalizações e a leitura é feita de modo global. E sta fase é também conhecida por pré-silábica. Escrita Silábica sem Fonetização: C omeçam a emergir critérios linguísticos, a relação entre a escrita e o oral é estabelecida ao nível silábico, normalmente uma letra para cada sílaba, podendo haver, no entanto, sílabas associadas ou uma letra por palavra. A escolha da letra é arbitrária, sem correspondência ao som pronunciado, apesar de poder ocorrer pontualmente. É frequente a utilização de verbalizações antes ou durante a escrita. Relativamente à leitura, é silabada. Escrita Silábica com Fonetização: Há uma tentativa de encontrar em voz alta qual a letra que melhor traduz o som verbalizado, ao nível silábico. Escrita Silábico-Alfabética: As produções começam a ir além da sílaba mas ainda não são completamente alfabéticas. Praticamente todas as letras utilizadas têm valor sonoro convencional, havendo, no entanto, algumas falhas entre a correspondência de segmentos orais e segmentos de escrita. Escrita Alfabética: Domina a relação convencional fonema-grafema, não sendo necessariamente uma escrita ortograficamente correcta. A leitura deixa de ser silabada.
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43 Lee mas

As relações de amizade nas crianças em idade pré-escolar

As relações de amizade nas crianças em idade pré-escolar

É neste sentido que nesta meta final da nossa formação, ao finalizar este estudo podemos sem dúvida verificar contributos a nível profissional também por abordar um tema relacionado com os sentimentos, as emoções, e a interação como o meio social, tema este muito relevante para a estabilidade e desenvolvimento da criança. Com o presente estudo estamos em condições de referir que através dele nos foi possível, aprender, conhecer e perceber um pouco mais da temática da amizade e sobretudo da relevância das interações sociais, nomeadamente as relações entre pares e sobretudo pelo que estas contribuem para o desenvolvimento das crianças. Pensamos ainda que este estudo nos possibilitou ainda estar mais alerta para estes aspetos e verificar ou contribuir para solucionar anomalias ou pequenos problemas que possam surgir no quotidiano das crianças.
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109 Lee mas

O jogo de cooperação com crianças em idade pré-escolar

O jogo de cooperação com crianças em idade pré-escolar

Neste estudo participaram 196 crianças, com idades entre seis e onze anos, durante doze meses. O jogo aplicado neste estudo foi um jogo de cartas. Antes de o iniciar foi essencial dividir o grupo em parcerias, e dar a cada criança duas cartas, uma marcada com um triângulo e outra com um círculo. Depois o investigador explicou às crianças dois aspetos essenciais: a) poderiam pensar neste jogo de cartas como se fosse uma partilha de brinquedos, ou seja, era como se houvesse um brinquedo para cada parceria e tivessem que o partilhar durante 10 minutos e; b) a carta do círculo correspondia a um comportamento cooperativo, enquanto a carta do triângulo correspondia a um comportamento agressivo. Assim ao serem jogadas duas cartas com círculos significava que as crianças tinham sido cooperativas, logo, iriam partilhar igualmente o mesmo brinquedo, sendo que cada criança teria 5 minutos para brincar. Se uma criança jogasse a carta do triângulo e a outra jogasse a do círculo, quem levaria o brinquedo, à força, seria a criança agressiva (carta do triângulo). E se fossem jogadas duas cartas com triângulos significava que as crianças tinham sido agressivas, logo, iriam passar oito minutos a discutir uma contra a outra e ficar com 1 minuto cada para usufruir do brinquedo. É ainda de destacar que, este jogo foi realizado em quinze sessões, sendo que em cada uma delas o ato de jogar às cartas era feito 10 vezes e as parcerias foram constituídas aleatoriamente para diminuir a probabilidade das crianças escolherem os seus melhores amigos.
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88 Lee mas

Diferenças de género nas representações de vinculação e no conhecimento emocional em crianças de idade pré-escolar

Diferenças de género nas representações de vinculação e no conhecimento emocional em crianças de idade pré-escolar

Abordar um vínculo do tipo inseguro auxilia para a presente investigação no apuramento das hipóteses inicialmente formuladas, na medida que as crianças com uma vinculação segura serão as que gerem melhor os conflitos e as que lidam melhor com as situações de stress. Pegando no Paradigma da Situação Estranha de M. Ainsworth (1972), as crianças com uma vinculação insegura serão aquelas que demonstram comportamentos evitantes ou ansiolíticos, ou seja, poderão existir variantes no comportamento destas crianças tal como demonstra o estudo de Waters e Valenzuela (1999). Neste estudo, foi feita a investigação no modo como se dá a vinculação insegura ou disruptiva. E o que se verificou foi que há variantes no comportamento vinculativo que poderão transformá-lo em outro altamente disruptivo, nomeadamente de que perante a ausência de um sistema de suporte, não haverá um guião por onde a principal figura cuidadora e a criança se possam orientar no sentido de haver reciprocidade afectiva (Waters & Valenzuela, 1999). Por exemplo, as mães que forem perturbadas psicologicamente, ou abusivas, não terão condições para investir numa relação de prestação de cuidados, logo o tal suporte afectivo fica inexistente (Waters & Valenzuela, 1999). Dá-se assim, o desenvolvimento de um padrão adequado de comportamentos vinculativos altamente disruptivos ou desorganizados (Waters & Valenzuela, 1999).
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49 Lee mas

Aprendizagem cooperativa em crianças em idade pré-escolar

Aprendizagem cooperativa em crianças em idade pré-escolar

O primeiro dia de prática foi o dia 4 de março de 2013. A manhã começou com as crianças na área do Acolhimento. Enquanto não chegavam todas as crianças do grupo, nós íamos conversando com as crianças sobre o fim de semana. Quando todas as crianças já se encontravam na sala, iniciámos a marcação do dia no calendário mensal, o registo do dia da semana e a marcação de presenças. Neste dia utilizámos o livro “As brincadeiras do quadrado e do círculo”, de Dorindo Carvalho, que aborda a temática das figuras geométricas. O livro referia-se a dois amigos o quadrado e o círculo que se transformam. As crianças mostraram-se interessadas na exploração do livro, fazendo comentários: “Daniela, os nossos marcadores de presença têm a forma de um retângulo” (criança com quatro anos e dois meses), “O relógio tem a forma de um círculo” (criança com três anos e seis meses). Com este tipo de comentários, percebemos que as crianças tinham interiorizado as formas (triângulo, circulo, quadrado e retângulo). Em seguida, as crianças deslocaram-se para as mesas de trabalho onde lhes distribuímos o Tangram e uma folha modelo para construírem as figuras e formas que estavam lá representadas. Foi difícil para as crianças mais novas, sendo que sentiram a necessidade de nos ter sempre por perto. As crianças mais crescidas, com cinco e seis anos, não sentiram dificuldade e, foram solicitando mais fichas à medida que as iam resolvendo. Esta atividade foi muito útil para desenvolver o raciocínio lógico e geométrico.
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137 Lee mas

A relação entre o envolvimento paterno e o desenvolvimento da competência social em crianças de idade pré-escolar

A relação entre o envolvimento paterno e o desenvolvimento da competência social em crianças de idade pré-escolar

Alguns estudos analisaram a relação pai-criança e mãe-criança em interacções de carácter lúdico, verificando-se que, o envolvimento paternal em situações de jogo encontra-se positivamente correlacionado com a qualidade de relações desenvolvidas pelas crianças com os respectivos pares (Macdonald & Parke, 1984). Assim sendo, as crianças cujas figuras paternas se encontram mais envolvidas em actividades ligadas ao cuidado das mesmas, são encaradas como estando mais disponíveis para estabelecer mais contactos de qualidade, a nível social com os pares (Frascarolo, 2004).
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33 Lee mas

Dois programas de escrita inventada em pequeno grupo com crianças de idade pré-escolar

Dois programas de escrita inventada em pequeno grupo com crianças de idade pré-escolar

Assim, para que a interação seja vantajosa não basta pôr as crianças em interação, é necessário que estas sejam acompanhadas de verbalizações, é necessário que as crianças expliquem o que fazem (César, 1999/2000). Também para Peixoto e Monteiro (1999) as verbalizações durante a interação são aspetos fulcrais para que as interações sejam benéficas. A utilização da linguagem permite à criança uma forma de se relacionar com o mundo que, antes do seu domínio, não era possível (Peixoto & Monteiro, 1999). Mais ainda Attili (1988, cit. por Peixoto & Monteiro, 1999, p.10) verificou que “a linguagem estrutura as atividades práticas da criança e que a importância da linguagem é diretamente proporcional à complexidade da ação e à abstração das soluções”. Vários estudos (eg. Fawcett & Garton, 2005; Peixoto & Menéres, 1997) demonstram a importância da linguagem na estruturação da representação da tarefa, sendo que as crianças que apresentavam melhores resultados nas tarefas propostas eram aquelas que, durante a interação com os pares, apresentavam uma frequência mais elevada de verbalizações da ação e das indicações de estratégias de resolução. A interação entre alunos facilita, assim, os processos de construção de significados que estão envolvidos nas aprendizagens escolares. No entanto as interações têm muito mais do que este caracter cognitivo. Nesta estão presentes aspetos motivacionais, afetivos e relacionais que também contribuem para a aprendizagem escolar. Assim, podemos afirmar que a interação entre alunos “promove não apenas processos de construção de significados, mas também de atribuição positiva de sentido à aprendizagem escolar” (Colomina & Onrubia, 2004, p. 287). Existem, no entanto, várias características que influenciam a aprendizagem em interações cooperativas: as características do grupo e dos seus participantes, as
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120 Lee mas

Concepções de leitura e escrita em crianças do pré-escolar

Concepções de leitura e escrita em crianças do pré-escolar

Por fim, apresentámos a questão O que gostarias de ler?, para a qual, através das respostas dadas pelas crianças, obtivemos nove categorias distintas: histórias, letras, legendas, mensagens, cartazes, nomes, jornal, receitas e papéis. Verificámos que a categoria livros/ histórias foi das mais mencionadas pelas crianças, talvez pela prática que havia em torno da leitura de histórias no dia-a-dia das mesmas. Em várias categorias, como por exemplo: receitas (Gostava de ler onde diz como a minha mãe tem de fazer o bolo e o que põe na taça para fazer o bolo) e nomes (Gostava de ler o nome dos meus pais), através das respostas obtidas notava-se a vinculação ao ambiente familiar e como este influenciava a criança nas suas motivações para aprender a ler e a escrever. Apenas uma criança mencionou que queria ler os papéis das pessoas, associando o papel à escrita e por sua vez à leitura dessa mensagem. As restantes categorias surgiram com muito pouca frequência, apenas uma ou duas crianças, e pareceram indicar a necessidade de satisfação de alguns aspectos recentes na vida da criança.
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9 Lee mas

A formação  de conceções precoces no domínio das ciências nas crianças em idade pré-escolar

A formação de conceções precoces no domínio das ciências nas crianças em idade pré-escolar

Embora o grupo seja constituído por 20 crianças, participaram neste estudo 14 crianças, devido à ausência das restantes 6 crianças, no dia em que se realizou a atividade. Dada a faixa etária das crianças do presente estudo e segundo Lowenfeld (1975) que definiu os estádios de desenvolvimento da expressão artística, podemos verificar que estas crianças encontram-se no estádio pré-esquemático, com idades compreendidas entre os 4 e os 7 anos. Este estádio é caracterizado por: a criança representar o ambiente tal como conhece e não o que vê, onde é visível nas suas representações, essencialmente, o egocentrismo. A opção da deteção das conceções precoces através do desenho foi porque tal como Vitta (1999) (cit. por Venceslau et al, 2009) refere “os desenhos das crianças são produto da sua compreensão de mundo, afirmando que elas desenham a partir do que conhecem de si e do mundo.” Sendo desta forma, um objeto puro, onde as crianças livremente expressam aquilo que sentem, aquilo que conhecem.
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84 Lee mas

Segurança dos modelos internos de vinculação, reminiscência pais-criança e o conhecimento emocional das crianças em idade do pré-escolar

Segurança dos modelos internos de vinculação, reminiscência pais-criança e o conhecimento emocional das crianças em idade do pré-escolar

Por outro lado, estes resultados levam-nos também a ter em conta a influência do pai no desenvolvimento socioemocional da criança. A figura materna é habitualmente considerada como a figura primordial na socialização da criança, pela psicologia do desenvolvimento, no entanto a criança cresce num meio social de maior complexidade, onde existem outras figuras cuidadoras que também exercem a sua influência (Fivush, Haden, & Reese, 2006). Desta forma, consideramos que a nossa amostra apresenta relevância, visto que a maioria dos estudos realizados nesta área não dá primazia à díade pai-criança, focando-se apenas na díade mãe-criança. Contudo consideramos importante valorizar o papel do pai e esperamos que este estudo contribua igualmente para a inclusão do pai em estudos futuros. Neste sentido, o presente estudo abre portas para a importância que a figura paterna cada vez mais representa no desenvolvimento emocional da criança. Ressalva igualmente a pertinência não só de uma comunicação aberta e fluída sobre os acontecimentos passados da vida da criança, mas acima de tudo o envolvimento afetivo e o prazer na partilha e na interação com esta.
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194 Lee mas

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