PDF superior Relações resposta-reforço similares, taxa de respostas e resistência à mudança

Relações resposta-reforço similares, taxa de respostas e resistência à mudança

Relações resposta-reforço similares, taxa de respostas e resistência à mudança

As pesquisas sobre resistência à mudança tradicionalmente investigam os efeitos de manipulações nos parâmetros do reforço (i.e., taxa, magnitude e, com menor frequência, atraso) sobre a resistência (Craig et al., 2014; Nevin & Grace, 2000). O procedimento típico de investigação é composto por duas fases: linha de base (LB) e teste. Geralmente, está em vigor um esquema múltiplo com dois ou mais componentes nas duas fases. Após o responder ser considerado estável na LB, aplica-se uma operação disruptiva no teste. Essas operações caracterizam-se por alterar as condições ambientais em vigor, modificando a taxa de respostas (e.g., extinção; Nevin, 1974, Experimento 2; saciação, Aló, Abreu-Rodrigues, Souza, & Cançado, 2015; apresentação de reforços independentes da resposta no intervalo entre componentes, IEC, Lattal, 1989; Nevin, 1974, Experimento 1). Esse procedimento permite que a resistência seja comparada entre componentes do esquema múltiplo intrassessão e intrassujeitos (cf. Nevin & Grace, 2000). A medida mais utilizada em estudos sobre resistência à mudança é a taxa de respostas no teste como proporção da taxa de resposta durante a LB. Essa medida é um índice de mudança proporcional que permite normalizar eventuais diferenças na taxa de respostas entre os componentes do esquema múltiplo na LB (ver Craig et al., 2014).
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Atraso dos reforços, taxa de respostas e resistência à mudança

Atraso dos reforços, taxa de respostas e resistência à mudança

A Figura 10 mostra a relação entre a resistência diferencial entre os componentes (componentes com atraso menor ou com atraso maior - componente imediato) e a diferença na taxa de respostas entre os componentes na LB (Análise foi conduzida como na Figura 5). Para isso, cada ponto foi calculado a partir da diferença do log (base 10) da resistência média entre os componentes do esquema múltiplo, em cada condição, para cada rata; este valor, então, foi analisado como função da diferença da média da taxa de resposta das últimas cinco sessões de linha de base entre os componentes do esquema múltiplo (média da taxa de respostas do componente imediato/ média da taxa de respostas do componente com atraso maior e com atraso menor). Valores positivos e negativos indicam, respectivamente, que a resistência foi maior nos componentes com atraso e no componente imediato. Os resultados dos testes de extinção indicam uma relação direta entre as variáveis: quanto maior a diferença na taxa de respostas entre os componentes do esquema múltiplo na LB, maior a resistência à mudança diferencial. Esses resultados replicam aqueles do Experimento 1 (Figura 5) e aqueles dos estudos de Kuroda et al. (2018), Nevin et al. (2001) e Teixeira (2017). Para os testes de saciação, não se observou uma relação entre diferença na taxa de respostas e resistência à mudança diferencial. Nesse caso, maior a resistência à mudança diferencial foi encontrada quando houve uma menor diferença na taxa de respostas entre os componentes do esquema múltiplo na LB. Por fim, também é possível verificar nessa figura que a resistência à mudança diferencial entre os componentes foi maior nos testes de extinção do que nos testes de saciação.
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Restabelecimento, ressurgência, renovação e resistência à mudança : efeitos da taxa de respostas e de reforços

Restabelecimento, ressurgência, renovação e resistência à mudança : efeitos da taxa de respostas e de reforços

quando as taxas de reforços foram mantidas constantes, maior recaída ocorreu com taxas de respostas menores (procedimento de renovação, medida de TT/TR). Com relação ao primeiro resultado, não foram encontrados estudos que relatem maior recaída com menor taxa de reforços, mas da Silva e cols. (2008, Experimento 3) observaram que quando as taxas de respostas eram similares, os efeitos das taxas de reforços foram assistemáticos. O segundo resultado, por outro lado, corrobora aqueles do estudo de Reed e Morgan (2007). Esses autores utilizaram um esquema múltiplo RR intervalo randômico (RI) e obtiveram maior ressurgência (TT/EL) quando a taxa de respostas era menor, a despeito do acoplamento do IRI nos dois componentes. Talvez seja relevante apontar que os componentes do esquema múltiplo utilizados por Reed e Morgan, e no presente estudo, corresponderam a esquemas de razão (RR e FR, respectivamente) e esquemas de tempo (RI e DRL, respectivamente), e que a taxa mais baixa de respostas foi obtida nos esquemas de tempo. É possível que não somente as taxas de reforços e de respostas sejam relevantes para a recaída, mas também a relação resposta-reforço (ver Aló & cols., 2015, para uma discussão sobre a contribuição da relação resposta-reforço para a resistência à mudança). Esse ponto será retomado a seguir.
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74 Lee mas

Dependência resposta-reforço, taxa de respostas e resistência à mudança

Dependência resposta-reforço, taxa de respostas e resistência à mudança

O efeito de diferentes porcentagens de dependência resposta-reforço sobre a resistência à mudança foi avaliado quando a diferença na taxa de respostas entre os componentes de um esquema múltiplo na Linha de Base (LB) foi manipulada. Na LB, ratos foram expostos a um esquema múltiplo com dois componentes. Em cada componente, intervalos entre reforços variáveis foram programados para igualar a taxa de reforços entre os componentes. Entre condições (i) a dependência foi 10%, em um componente (componente 10%), e 100%, no outro (componente 100%); e (ii) a diferença na taxa de respostas entre os componentes na LB foi manipulada. Nas condições em que as taxas de respostas foram iguais (condições A), um esquema tandem intervalo variável (VI) reforçamento diferencial de baixas taxas (DRL) esteve em vigor no componente 100%. Nessas condições, o valor do DRL foi acoplado ao intervalo entre respostas obtido no componente 10%. Nas condições em que o DRL foi retirado (condições B), apenas um VI esteve em vigor no componente 100%. O esquema tandem VI DRL voltou a ser utilizado no componente 100% em condições em que a taxa de respostas nesse componente foi 40-60% (condição C) ou 70-90% (condição D) maior que aquela no componente 10%. Em cada condição, extinção esteve em vigor em cada componente durante o Teste. Em geral, quando as taxas de respostas foram diferentes entre os componentes na LB (condições B, C e D), a resistência foi maior no componente com menor dependência e taxa de respostas mais baixa na LB. Entretanto, quando as taxas de resposta foram iguais (condições A), não houve diferenças sistemáticas na resistência à mudança entre os componentes. Esses resultados sugerem uma relação entre diferença na taxa de respostas entre os componentes na LB e a resistência à mudança diferencial e replicam aqueles de outros estudos que indicam a relevância da relação resposta-reforço na determinação da resistência à mudança.
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Resistência à mudança : efeitos da instrução e da taxa de reforços

Resistência à mudança : efeitos da instrução e da taxa de reforços

compreendia não somente os cinco acertos, mas também os erros. Essa incerteza em relação à ocorrência do reforço pode ter favorecido o controle pelo vídeo, gerando uma diminuição na taxa de respostas desses participantes. Um segundo aspecto que pode ter contribuído para a menor resistência entre os participantes do Grupo COM está relacionado à diferença entre a taxa de reforços dos dois grupos na Condição de Treino. Um vez que instruções facilitam a aquisição do responder, era esperado que os participantes do Grupo COM apresentassem desempenhos mais eficientes e, assim, recebessem um maior número de reforços do que os participantes do Grupo SEM. Isso poderia gerar maior resistência no primeiro grupo, o que dificultaria a avaliação da variável presença versus ausência de instruções. Para contornar esse problema foi usado o acoplamento do número de reforços. Entretanto, o acoplamento reduziu, mas não eliminou, a diferença entre os reforços obtidos por ambos os grupos. Conforme descrito no método, as características do acoplamento permitia que o participante do Grupo COM, no máximo, obtivesse a mesma quantidade de reforços obtidos pelo participante do Grupo SEM ao qual foi acoplado. Assim, os participantes do Grupo COM apresentaram porcentagens de taxa de reforços obtidos um pouco inferiores àquelas dos participantes do Grupo SEM, o que pode ter favorecido, como sugerem os estudos de resistência (Bouzas, 1978; Nevin e cols., 1983; Nevin e cols., 1990), a menor resistência observada no primeiro grupo.
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69 Lee mas

Resistência à mudança : efeitos da alternação entre componentes “ricos” e “pobres”

Resistência à mudança : efeitos da alternação entre componentes “ricos” e “pobres”

A Figura 9 possibilita a análise mais molecular dos dados da Figura 8. Nela, a taxa de respostas nos componentes, em cada sessão de TT, é apresentada como proporção da média da taxa de respostas em cada componente, nos seis últimos dias de TR, em log. As fileiras apresentam os dados de sujeitos individuais. As colunas apresentam a resistência à mudança ao longo da ordem decrescente de alternações por minuto. A ordem decrescente foi escolhida uma vez que a Figura 8 não evidenciou efeitos de ordem de exposição às condições, e para possibilitar a avaliação do efeito das alternações nas sessões individuais de TT. Como o sujeito F5 não passou por todas as condições, há dois espaços vazios entre os gráficos. Os pontos ausentes do gráfico sinalizam que respostas não foram emitidas na sessão (i.e., resistência à mudança mínima) e os círculos mostram sessões de TT onde a resistência à mudança foi igual ou muito próxima entre os componentes (assim como no Experimento 1, apenas diferenças acima de 0,05 foram consideradas). Para o sujeito F5, houve mais sessões com maior resistência à mudança no componente pobre (sete) do que no componente rico (seis). Para o sujeito F6, houve mais sessões com maior resistência à mudança no componente rico (12) do que no componente pobre (cinco). Para o sujeito F7, houve mais sessões com maior resistência à mudança no componente rico (nove) do que no componente pobre (cinco). Finalmente, para o sujeito F8, houve mais sessões com maior resistência
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Dependência resposta-reforço e resistência à mudança : uma análise paramétrica

Dependência resposta-reforço e resistência à mudança : uma análise paramétrica

35 componentes de um esquema múltiplo (Craig et al., 2014; Nevin, 2015) dificultam a generalização de que contingências que mantêm taxas baixas de respostas tornam o comportamento mais resistente à mudança. Isso porque, Grace et al. (1998), Bell (1999), Doughty e Lattal (2003) e Podlesnik et al. (2006) obtiveram maior resistência à mudança do comportamento mantido por reforços imediatos do que por reforços atrasados, portanto, maior resistência no comportamento que acontecia em taxas mais altas de resposta na LB. Pode ser que diferentes contingências que mantêm o comportamento em diferentes taxas de respostas afetem a resistência à mudança de maneira diferente (Lattal, 1989). Logo, as relações funcionais estabelecidas na LB alteram diferencialmente a taxa de respostas na LB assim como interagem com as condições ambientais do teste e determinam a resistência à mudança. Já que, neste experimento, dependência e taxa de respostas covariaram, e observou-se uma relação inversa entre dependência e resistência à mudança, uma continuação deste experimento poderia ser a investigação dos efeitos de diferentes porcentagens de dependência resposta-reforço sobre a resistência quando a taxa de respostas (e reforços) é a mesma entre componentes de um esquema múltiplo. Além disso, condições adicionais poderiam estar em vigor para manipular o grau de diferença na taxa de respostas entre os componentes do esquema múltiplo na LB, entre condições.
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54 Lee mas

Resistência do algodoeiro à ramulose: avaliação de linhagens, indutores químicos, enzimas envolvidas na resposta de defesa e custo fisiológico da indução

Resistência do algodoeiro à ramulose: avaliação de linhagens, indutores químicos, enzimas envolvidas na resposta de defesa e custo fisiológico da indução

A indução da lignina é acompanhada pelo aumento de enzimas chaves da rota dos fenilpropanóides, tais como a PAL, cinamil álcool desidrogenase e peroxidases (NICHOLSON; HAMMERSCHMIDT, 1992). O primeiro passo nesta rota é a deaminação da fenilalanina para ácido cinâmico catalizado pela PAL. A PAL fornece os precursores para lignina e para vários produtos da planta derivados do fenilpropanóide envolvidos na resistência (STICHER; MAUCH-MANI e MÉTRAUX, 1997). A lignificação pode contribuir para a resistência por meio do aumento da rigidez da parede celular, dificultando assim a penetração tanto por ação mecânica como por degradação enzimática do patógeno. Pode, também, constituir uma barreira impedindo o livre movimento de nutrientes, em detrimento do patógeno e, ainda, pode se ligar à parede celular do fungo, tornando-a mais rígida e impermeável, retardando assim, o crescimento e absorção de água e nutrientes (MAUCH-MANI ; SLUSARENKO, 1996).
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143 Lee mas

Screening e dose-resposta de herbicidas à malva e juta

Screening e dose-resposta de herbicidas à malva e juta

As sementes de malva e de juta foram doadas pelo Instituto de Fomento à Produção de Fibras Vegetais da Amazônia cedidas pelo IFIBRAM-PA e pelo Governo do Amazonas por meio do IDAM. A dormência da semente foi quebrada por imersão em água a temperatura de 60 a 76°C, durante 12 horas (Figueiredo e Popinigis, 1979). Após esse processo, as sementes foram semeadas em bandejas com substrato Plantmax © , onde cresceram durante 15 dias e depois transplantadas para sacos de polietileno contendo 3 kg de solo de várzea retirado da área experimental da Embrapa. A análise da composição química, física e classificação textural do solo foram: pH (H 2 O)
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6 Lee mas

Resistência às mudança: uma revisão da literatura sobre os impacto na organização

Resistência às mudança: uma revisão da literatura sobre os impacto na organização

Nesse contexto, o primeiro passo é eleger os implementadores da mudança, que precisam ser cuidadosamente escolhidos em função do alvo particular de mudança e dos recursos disponíveis. Em segundo lugar, é indispensável uma definição explícita, tanto da responsabilidade como da autoridade, para implementar a mudança a fim de evitar conflito subsequente com as pessoas afetadas por uma determinada mudança. Em terceiro lugar deve-se escolher a maneira como será comunicada, divulgada e implementada, isto é, deixando tudo de forma bem clara e sem deixar dúvidas aos colaboradores da organização.
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37 Lee mas

Influência da fibra de curauá em compósitos cimentícios: verificação da resistência à flexão e da resistência à compressão

Influência da fibra de curauá em compósitos cimentícios: verificação da resistência à flexão e da resistência à compressão

A utilização de materiais compósitos na construção civil, como argamassas e concretos reforçados com fibras, tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Uma grande variedade de fibras sintéticas tem sido utilizada como reforço de matrizes cimentícias, entretanto, existe um grande interesse mundial na utilização de produtos com menor impacto ambiental, o que incentiva a busca por materiais alternativos que possibilitem substituir as fibras sintéticas. As fibras vegetais podem ser uma alternativa, devido à sua abundância, baixo custo e consumo de energia para a sua produção, além de adequadas propriedades mecânicas. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a utilização de fibras de curauá, planta nativa da Amazônia e pertencente à família das bromileáceas, em argamassas cimentícias. Para tanto foram realizados ensaios para a determinação da consistência, da resistência à tração na flexão e resistência à compressão de argamassas produzidas com traço, em massa, 1:3 (cimento Portland:areia), preparadas com fibras de curauá de comprimentos distintos (5 mm, 10 mm e 15 mm), além da fibra moída em moinho de facas.
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12 Lee mas

Respostas dos organismos marinhos à azoxistrobina e à sua formulação comercial Ortiva®.

Respostas dos organismos marinhos à azoxistrobina e à sua formulação comercial Ortiva®.

A avaliação de riscos dos pesticidas continua a ser um dos grandes desafios no que respeita aos problemas provocados pela agricultura e produção intensiva. Os organismos estuarinos podem sofrer vários efeitos adversos devido a contaminação ambiental por pesticidas, pois para além de estarem expostos a concentrações de pesticidas oriundas de regiões a montante e que são transportados na coluna de água, do rio, entrando desta forma nos estuários, estão também expostos a pesticidas que se acumulam nos sedimentos estuarinos que são continuamente ressuspendidos devido à ação das marés ou dragagens. No entanto, tal como foi referido neste trabalho existem poucos trabalhos de avaliação de risco de pesticidas em organismo marinhos/estuarinos e esta falha de conhecimento ainda é mais evidenciada no que respeita à comparação da toxicidade dos ingredientes ativos e das suas formulações comerciais. Os resultados obtidos no presente trabalho evidenciam a necessidade de gerar informação sobre a toxicidade de pesticidas para uma gama de espécies pertencentes a diferentes grupos taxonómicos e funcionais, pois existe uma grande variabilidade na sensibilidade a estes compostos e uma espécie mais sensível a um determinado pesticida pode não o ser a um pesticida pertencente a outro grupo químico. Mais ainda, é fundamental compreender de que modo os ingredientes inertes que são adicionados aos pesticidas interagem com as substâncias ativas e de que modo podem influenciar/alterar a sua toxicidade. Este conhecimento é fundamental para gerar análises de risco ecológico de pesticidas exatas, evitando sub- ou sobre-estimar o risco real que é fundamental para a proteção dos ecossistemas, mas também para um desenvolvimento sustentável do setor agrícola.
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54 Lee mas

Novas Estratégias de Combate à Resistência Bacteriana

Novas Estratégias de Combate à Resistência Bacteriana

Numerosos estudos têm sido efetuados para avaliar a capacidade de interação entre as fluoroquinolonas e os catiões metálicos, destacando-se aqueles com metais essenciais como o cobre, zinco, níquel e magnésio. [37, 38, 39, 40, 53] Em particular, os estudos da interação entre fluoroquinolonas e o catião Cu 2+ têm tido maior destaque por este ião metálico ser relevante em muitos processos biológicos e ser um constituinte de vários compostos administrados em seres humanos. [35, 50] Além destas características, os complexos entre cobre e fluoroquinolonas têm apresentado especial interesse como potenciais agentes antimicrobianos devido à sua elevada afinidade ao ADN bem como inibidores de enzimas. Também o sistema Cu 2+ /Phen tem sido alvo de vários estudos por apresentar propriedades de clivagem do ADN bacteriano. [35, 55]
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85 Lee mas

Resistência à Fratura de Coroas Temporárias Diretas

Resistência à Fratura de Coroas Temporárias Diretas

No estudo que realizámos utilizou-se a carga compressiva estática para medir a resistência à fratura dos materiais provisórios, o que tem sido criticado por alguns autores(69) visto não replicar os ciclos de carga a que a restauração está sujeita clinicamente durante a mastigação. No entanto, nos estudos de Bijelic-Donova et al.(57) e Garoushi et al.(58) observou-se que a força compressiva estática das coroas de compósito estudadas estava significativamente correlacionada com os limites de fadiga, o que indica que a capacidade de suporte de carga estática pode ser usada como parâmetro para estimar os limites de fadiga do material. Segundo estes autores, o prognóstico de sobrevivência à fadiga de uma restauração pode ser feito com base na resistência à força compressiva estática independentemente do tipo de resina composta, pelo que optamos por medir a resistência à fratura do Protemp TM 4 e do
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93 Lee mas

Avaliação de genótipos de melancia quanto à resistência à mancha aquosa

Avaliação de genótipos de melancia quanto à resistência à mancha aquosa

Quando A. citrulli foi inoculada em plântulas de melancia, observou-se uma maior severidade da mancha aquosa para a maioria dos genótipos, com médias variando entre 2,3 e 4,0 (Tabela 2) em comparação com a inoculação em sementes, cuja severidade variou de 0,2 a 4,8 (Tabela 1), considerando-se que ambos os ensaios foram avaliados com escalas diagramáticas de 1-5. Essa alta suscetibilidade à mancha aquosa também foi relatada em meloeiro nos estádios iniciais e finais de desenvolvimento, ou seja, plântulas e frutos (Bahar et al. 2009). Embora os genótipos BGCIA 962, BGCIA 28, BGCIA 34, BGCIA 979, BGCIA 849, BGCIA 952, BGCIA 8, ‘Peacock’ e ‘Sugar Baby’ tenham se comportado como os mais resistentes nos dois experimentos de inoculação em plântulas, alguns apresentaram variações no desempenho (BGCIA 812, ‘Pérola’, BGCIA 2, BGCIA 40 e BGCIA 12). A variabilidade quanto à reação dos genótipos à mancha aquosa é justificável à medida que a maioria são variedades crioulas de melancia, e em alto grau de heterozigose. Quanto às cultivares comerciais e progênies dos programas de melhoramento, estes anteriormente não foram selecionados para resistência a referida bacteriose. Essa variação quanto à resistência à mancha aquosa também foi detectada por Hopkins et al. (1993) ao testar os acessos de melancia PI 295843 e PI 299378 selecionados anteriormente por Sowell e Schaad (1979) com resistência à mancha aquosa, os quais se comportaram como suscetíveis. Conforme esperado, a cv. Charleston Gray apresentou alta suscetibilidade à mancha aquosa. Esse comportamento, também relatado anteriormente por Goth e Weeb (1981) e Hopkins e Thompson (2002), foi o principal motivo da escolha desse genótipo como padrão de suscetibilidade. A suscetibilidade à mancha aquosa das cultivares de base genética da Crimson Sweet (Hollar Premium e Crimson Select), BRS Opara e Pérola também foi confirmada nas condições estudadas.
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54 Lee mas

Eficiência de diferentes técnicas de reforço à flexão de vigas de betão armado

Eficiência de diferentes técnicas de reforço à flexão de vigas de betão armado

caracterizada pelo uso de laminados de FRP híbridos (com fibras de carbono e de vidro), que são fixados mecanicamente ao betão usando “pinos” de fixação com espaçamento entre eles muito reduzido ao longo do FRP. Para prevenir destacamento precoce do reforço, nas extremidades deste tipo de laminado podem ainda ser aplicadas ancoragens mecânicas correntes. Segundo a pesquisa efectuada pelos autores do presente trabalho, o conceito da MF-FRP foi inicialmente explorado na Universidade de Wisconsin [1] . Na última década, alguns trabalhos foram publicados em revistas científicas sobre esta técnica, a qual tem sido utilizada em algumas aplicações, como seja, no reforço de estruturas de betão, madeira e alvenaria, e vários benefícios foram apontados, nomeadamente, a rápida instalação com recurso a ferramentas manuais simples, a quase ausência da necessidade de mão-de-obra especializada, ausência da necessidade de preparação da superfície, bem como o facto da estrutura reforçada pode ser imediatamente carregada após a instalação do FRP [1-11]. Como anteriormente referido, a técnica MF-FRP é baseada na utilização de laminados de FRP fixos ao substrato utilizando pinos. Em quase todas as pesquisas realizadas foi utilizado um tipo de FRP chamado SAFSTRIP® [12]. De acordo com a ficha técnica, o SAFSTRIP® tem 102 mm de largura e 3,2 mm de espessura e é fornecido em rolos de até 30,5 m de comprimento. O laminado é composto por fibras de carbono ensanduichadas entre camadas de uma malha dispersa de fibra de vidro. Os materiais são ligados por uma resina vinylester. O SAFSTRIP® tem uma resistência média de tracção, módulo de elasticidade à tracção, resistência ao esmagamento com e sem pré-esforço de aperto iguais a 852 MPa, 62.2 GPa, 351 MPa e 214 MPa, respectivamente [12]. Os pinos de fixação são inseridos no betão usando um dispositivo de fixação por fulminantes (PAD – Powder Actuated Device). Com este PAD, os pinos são disparados contra o material de base
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10 Lee mas

Respostas fisiológicas à prática do surf recreativo em adultos

Respostas fisiológicas à prática do surf recreativo em adultos

Remada: Esta fase agrupa tanto a remada realizada para que se dê a entrada na onda, como a remada para se alcançar o outside (local no mar onde o surfista se posiciona para esperar pela ondulação) e a de movimentação nessa área (Meir et al, 1991). Remar é um processo repetitivo e fisicamente exigente necessário para mover o surfista, deitado sobre a prancha, da costa para a zona de line up, ou seja a linha antes da rebentação, e depois para as ondas (Lowdon, 1994). Sendo este processo repetido ao longo de uma sessão de surf, a captura da onda exige resistência, predominantemente aeróbia, do praticante, necessária para as longas fases de remada que permitirão atravessar a rebentação das ondas antes de chegar ao local ideal para a prática da atividade (Meir et al, 1991; Mendez-Villanueva & Bishop, 2005). O esforço físico para apanhar as ondas é, em grande parte, ditado pela posição do surfista. Quando a sua posição é correta, apanhar uma onda requer apenas uma pequena explosão de velocidade da remada. No entanto, o posicionamento incorreto, ou concorrência para a posição com outros surfistas, pode exigir vários segundos de velocidade de remada máxima. Além disso, esta fase exige um bom condicionamento anaeróbio e força dos membros superiores para a realização de braçadas fortes e rápidas que o permitam adquirir velocidade suficiente para entrar na onda (Meir et al.,1991; Mendez-Villanueva & Bishop, 2005).
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73 Lee mas

Direito à resistência na filosofia de Thomas Hobbes

Direito à resistência na filosofia de Thomas Hobbes

Hobbes percebeu o quanto as doutrinas religiosas contribuíram para a revolução. O catolicismo lhe preocupa profundamente pela pretensão de um poder universal superior aos Estados sediado em Roma. O presbiterianismo causa-lhe temor por sua tendência revolucionária. Para a manutenção da paz o poder temporal deve submeter o espiritual: “Atacar o clero, desmontar-lhe as pretensões é essencial se queremos a paz” 7 . O clero carrega uma pretensão ao acesso às verdades sagradas, coloca-se perante os cidadãos acima da lei do Estado, e nas suas palavras destilam o veneno da sedição que corrompe o coração dos homens. O risco da volta a uma situação de guerra é evidente. A situação de guerra somente é possível fora do Estado, ela é a contradição do Leviatã. Por isso a revolta é contraditória. Carece de lógica dentro do sistema hobbesiano. O que está em jogo não é a defesa na vida neste caso específico de revolta por motivos religiosos, e sim a religião e sua pretensão de superioridade à lei positiva. Associadas a esta estavam a pretensão do clero de ser o poder supremo, a questão da salvação da alma, entre outras questões propriamente religiosas. Hobbes entende que o problema da salvação da alma é realmente mais importante do que a sobrevivência do corpo, e por isso admite que o súdito escolha a salvação da alma diante do perigo da danação eterna, em detrimento do corpo. O que Hobbes quer condenar é justamente a doutrina que prega que, em alguns casos, o súdito ao obedecer uma ordem que vai contra a sua consciência religiosa, não conseguirá obter a salvação. Logo, o problema para Hobbes é a doutrina e não a salvação, pois conduz os homens à desobediência.
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138 Lee mas

Respostas à seleção de características de desempenho em tilápia-do-nilo

Respostas à seleção de características de desempenho em tilápia-do-nilo

Com base nos resultados obtidos nas estimativas de correlações e respostas à seleção, foi possível observar que o processo de seleção que utiliza o ganho em peso diário como critério pode resultar em ganhos genéticos indiretos, que modificam a forma do peixe, aumentam o peso, a altura, a largura e o comprimento do tronco. Isso é de grande importância econômica para os piscicultores, uma vez que acarreta aumento direto na produção de animais com melhores carcaças e na produção em menor intervalo de tempo. No presente trabalho, o tempo médio para o animal ser abatido foi de 180 dias de cultivo, com ganho genético em relação ao ganho em peso diário de 9,43%, em 2010, o que acarretou diminuição de aproximadamente 17 dias na idade ao abate. Assim, se a conversão alimentar não for correlacionada negativamente à característica em questão, o produtor terá maior lucro na atividade.
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8 Lee mas

Atributos da mudança organizacional : sua influência sobre as atitudes, as respostas comportamentais e o bem-estar no trabalho

Atributos da mudança organizacional : sua influência sobre as atitudes, as respostas comportamentais e o bem-estar no trabalho

mudanças na sua imagem externa, nos seus resultados e no desenvolvimento da competência profissional dos seus membros, mesmo havendo percepção de que a organização tem baixa capacidade para as mudanças. Os dados ainda revelaram que as atitudes dos indivíduos em relação à mudança foram de aceitação, mas também de temor. As características culturais da organização se mantiveram estáveis. O estudo em duas coletas de dados permitiu detectar, que houve durante o período pesquisado um decréscimo considerável no grau de insatisfação com os valores organizacionais. Os respondentes continuaram insatisfeitos com os polos de valores igualitarismo e autonomia, desejando que esses polos estejam mais presentes na organização. Os resultados indicaram que o polo dos valores organizacionais e hierarquia permaneceu como menos desejado pelos respondentes, mas apresentou, em 2003, um alto grau de insatisfação que não havia sido identificado na aplicação anterior (pouco desejado, muito presente). As duas coletas de dados possibilitou identificar a troca de posição entre os polos harmonia e domínio, o que indica um desejo atual de maior harmonia com as organizações que coexistem no mesmo ambiente externo.
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260 Lee mas

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