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Economía campesina: Historia e historicidad.

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Academic year: 2017

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R E V I S T A D E L IN S T I T U T O O T A V A L E N O D E A N T R O P O L O G I A -C E N T R O R E G IO N A L D E IN V E S T IG A -C IO N E S

(2)

I N S T I T U T O O T A Y A L E Ñ O D E A N T R O P O L O G I A

T eléfono: 920321 - Fax: 920461 C asilla P ostal 10-02-1478

O T A V A L O - E C U A D O R

C O M I T E E D I T O R I A L :

C A R LO S A L B E R T O C O B A A N D R A D E JO S E E C H E V E R R IA A L M E ID A P A T R IC IO G U E R R A G U E R R A H E R N A N JA R A M IL L O C ISN ER O S M A R C EL O V A LD O SP IN O S R U B IO

C O M P I L A D O R :

C A R L O S A L B E R T O C O B A A N D R A D E

© I n s t i t u t o O t a v a l e ñ o d e A n t r o p o l o g í a 1 9 9 2

M A R C E L O V A LD O SP IN O S R U B IO

P R E S ID E N T E

E D W IN N A R V A E Z R IV A D E N E IR A

D I R E C T O R G E N E R A L

(3)

Co n te n id o

P á g

P resentación ... ... ... . ... 7

E l pro b le m a d el tie m p o y el espacio e n el estudio de las cultu ras po p u lares

andin as R o c í o V a c a B u c h e l i ...; ... 11

E sp iritu alida d y u so del alcohol

entre la gente de O tav alo B á r b a r a Y. B u tle r . . . .... ; . . . . 31

E l tra bajo con fibra de ca b uy a en la

P r o v i n c ia d e Im b a b u ra H e r n á n J a r a m i l l o C i s n e r o s ___ .. 6 5

E co n o m ía cam pesina: H istoria e

his to ric id a d L o u r d e s R o d r íg u e z J a r a m illo . . . 85

C la sifica ció n y tipo lo gía

de la co p la C a r lo s A lb e r to C o b a A n d r a d e . .. 101

E l sanju anito o san ju án en O tavalo:

A nálisis de caso P e te r B a n r ú n g ... 131

Jueg os infantiles de tra cició n oral

en el área urba na d e O tav alo L o la C is n e r o s d e C o b a y

C la r a L e ó n V in u e z a ____ . . . 151

A senta m ie nto s arq ueo ló gic os tardíos del p e ríod o de integración e n la

(4)

r

L o u r d e s R o d r íg u e z

J a r a m illo

E C O N O M IA C A M P E S IN A :

H IS T O R IA E H IS T O R IC ID A D

F a c u lt a d L a t i n o a m e r i c a n a d e

C i e n c i a s S o c ia l e s : M a e s t r ía e n

A n tr o p o lo g ía

T r a d u c c ió n d e la c it a p o r p a r te d e la a utora d e e s t e e n s a y o .

E ste e n sa yo es el resu ltado de la refle xió n acerca de la unidad p ro d u c tiv a c am p e sin a a la lu z de

la s d is c u sio n e s so ste n id a s e n e l curso L a p e rs p e c tiv a h is tó ric a en A n tro p o lo g ía , e sp e c ialm en te c o n re sp ecto a las c on cep cion es sobre h isto ria e h is to ric id a d . E n la p r i­ m era pa rte se ex p o n d rá n los e nfo ­ q u e s te ó ric o s q u e se c o n sid e ra n p e rtin e n te s so b re e sto s te m a s. A c o n tin u a c ió n se d isc u tirá la re le ­

v a n c ia d e e sto s e n fo q u e s en ,1a c o n sid e ra c ió n de los p ro c e so s de funcion am iento , de sarro llo y c am ­

bio d e la u n id a d p ro d u c tiv a c a m ­ pesina.

(5)

1. H is to r ia , h is to ric id a d , p ro c e so social

R e s u lta d ifíc il c o n c e p tu a - liz a r y d is c u tir sobre la H istoria. H em os visto com o las so cie da des

e sta b le c e n d iv e rs as c o n c e p c io n e s so bre H isto ria y la s polém icas que h a n su sc ita d o su te o riz a c ió n . Se

han analizado las m últiples form as de p e rc ib ir el tiem po y el debate en

to m o a lo s c o n c e p to s de c ic lo s, etapas y linealidades. H em os refle­ x io n a d o a c e rc a de la s d iv e rs a s fuentes históricas sobre los A ndes y p o r ú ltim o h e m o s c u e stio n a d o

los en fo qu es teóric os y la p ráctica c ie n tífic a s o c ia l a la lu z d e la s e x ig e n c ia s h is tó ric a s en n u e stro s pueblos.

C o n sid e ro que la p e rs p e c ­ tiv a h is tó ric a a lu d e fu n d a m e n ta l­ m e nte al pro c e so de d e sa rro llo y cam bio d e la s e ntid a d e s so cia le s. N o es el rec ue n to del p a sa d o ni la cronología de hechos y de la actu a­

c ió n de in d iv id uo s. E s e l p ro c e so de c a m b io d e la s p e rs o n a s y su

acción po r transform ar su p resente. Jonathan H ill expresa e sta con cep - tualización de H istoria:

L a historia no es re d u c tib le a lo "que realm ente sucedió"

de evento s p a sa d o s ni a las situ acion es globa les de c o n ­ tacto sino que inc luy e siem ­ pre la to ta lid a d de p ro c e so s se gú n los c u ale s lo s in d iv i­ d u os e x p e rim e n ta n , e n te r-

p re ta n y c re a n c a m b io s en los órd en es so ciales, y tanto los in div id uo s y lo s gru po s c am b ia n en el tie m p o, c o n ­ form e p artic ip an a ctiv am e n ­

te en las c a m b ia n te s c o n d i­ ciones objetivas. (H ill 1988,

3* ).

L a noción de H istoria rem ite

al c rite rio de in te rre la c ió n e n tre pro ce sos socia les que v a n in flu e n ­ c iá n d o se re c íp ro c a m e n te e n e l tie m p o . L a id e a d e p ro c e s o la interpreto en el sentido de acciones en m a rc h a q u e v a n c o n s titu y é n ­ d ose en el tie m p o y q u e p o r lo tan to n o p u e d e n se r c o n sid e ra d a s co m o algo a c a b a d o , in a m o v ib le ,

fijo.

L a antro polo gía y los an tro ­ p ólog o s e n m uc has c irc u nsta n c ias h a n c o nsid e ra d o a las so cie d ad es,

ob jeto de su estu dio com o e n tid a ­ des prim itivas, aisladas del d ev en ir so cia l, "so c ie d ad e s frías" sin h is ­ to ria. E s a c e rta d a al re sp e c to al

(6)

al re la tiv is m o c u ltu ra l q u e "a l a firm a r la im p o rta n c ia del e stu dio de l tie m p o de ntro de las c u ltu ra s, e x o rc isó al tiem po del estu d io de las relaciones entre cu lturas" (41 *) y la estructuralism o que rem ovió al tie m po de la co n sid e ra c ió n a n tro ­

pológica al e sta b le c e r que las re la­ ciones e ntre culturas "descansan en princ ipios o leyes que pre-existen a

su a c tu a liz a c ió n e n la h is to r ia contingente" (57*). C on respecto a las soc ie da de s a n d in as, es fu n d a ­ m ental asum ir un a pe rspe c tiv a h is ­ tó ric a e n su c o m p re n sió n y a n á ­ lis is , e s p e c ia lm e n te c u a n d o se e stu d ia a lo s p u e b lo s in d íg e n a s. E v id en te m e n te qu e e sto s m a n tie ­ ne n estrech os lazos con el pasado , p e ro su re a lid a d a ctu al no es una rep resen tación e x ac ta de ese p a sa ­ do. L o s p ro c e so s e co n ó m ic o , s o ­ ciales y polític os de e sto s p ue blo s so n el re sultado de la interre lación c o m p le ja y c o n tra d ic to ria d e la s de term ina cio ne s del p a sa d o y las exigencias dél presente. C oncuerdo con el planteam iento de O rín S ta m

(1991) de qu e los antro pó log os d e ­ b e n ro m p e r con el "A ndeanism o" en sus a n á lisis d e las so c ie d a d e s

andinas, lo cual exige:

D e sm a n te la r la ló g ic a b in a ­ r ia A n d e a n is m o /E u ro p e o ,

in d íg e n a /o c c id e n ta l... d e b e ­ m os e m p e z a r a e n fo c a r la s

id e n tid a d e s p lu ra le s d e lo s A ndes com o form as p a rtic u ­ la re s d e v id a c o n s tru id a s d e sd e d e n tro d e re d e s d e p o d e r y sig n ific a d o de a m ­ p lio a lc a n c e ... R e c o n o c e r

estas lig a z o n e s no sig n ific a m in im iz a r la p e rs iste n c ia de

m arc ada s d ife re n c ia n o c o ­

m o el resultado de la d is ta n ­ c ia y se p a ra c ió n sino com o c o n stru id a e n la h is to ria d e

continuas y m últiples conec- ciones.

D e ja r de re p re se n ta r la m o ­ d e r n a i d e n tid a d A n d in a

com o algo co ntinu o c o n el p a s a d o i n d íg e n a ... (p u e s esta es) e l prod uc to de v is io ­ n e s q u e lo s p u e b lo s c o n ti­ n u am ente re tra b a jan en p ro ­ c e s o s d e i n n o v a c i ó n y

r e c o m b i n a c i ó n ( 8 5 * ) .

(subrayado m ío).

F in a lm e n te , e n e sta c o nc e p ­ tual! z ació n d e la H is to ria c o m o

c o n cie n c ia, e s im p o rta n te c o n tra s­

t a r la m e m o r ia y e l o lv id o

(p la n te a m ie n to F . S a lo m ó n ): la m em oria solo e s ta l e n la m e d id a que desecha u o lv id a de term ina do s

(7)

datos. A dem ás, la conciencia n o es ta n libre co m o pode m o s im a g in a r­ la: e l pasado pa ra que lle g u e a se r orientación conciente tiene que se r re-presentado, lo cual solo es p o si­ ble en determ inadas circunstancias. L a s c e n s u ra s y re p re se n ta c io n e s

ha n im pedido esta re-presentación.

A l e n fo c a r e l s e n tid o d e H istoria com o conciencia del p asa ­ d o, e n tra m o s a la c o n c e p c ió n de h isto ric id a d , la cual e x p re sa un c o nten id o c ultura l m a nifestado en la m a n e ra co m o los pu eb lo s e s ta ­ ble ce n un a m em oria de este p a sa ­ do, especialm ente en cuanto a "los prin c ip io s p o r m edio de los cuales diferentes culturas hacen sign ifica ­ tiv a la c o n ec c ió n en tre d ife re n te s eventos" (S alom ón F, 1 9 9 1 :4 0 *).

C onsidero que este co ncepto de h is to ric id a d es m uy re le v a n te pa ra el análisis antro po ló g ico . La m anera com o los pueblos inte rpre­ tan y tom a n conciencia de su p a sa ­ do in flu y e d e c is iv a m e n te en la s

a c c io n e s d e l p re se n te . L a fo rm a co m o lo s p u e b lo s c o nc e p tu a liz a n

el pasaje del tiem po, relacionan los even tos, los tra e n a la m e m o ria y les da n sign ifica ció n con stituy e un v a lio s o a sp e c to d e la id e n tid a d c u ltu ra l y de la c o nc ie n c ia de las

sociedades. L a h is to ric id a d es en d e fin itiv a la h u e lla de la H istoria e n la c o n c ie n c ia de los p u e b lo s. C om o D ening expresa:

2. U n id a d p r o d u c tiv a c a m p e s in a e h is to ria

¿ C ó m o in te g ra r u n a p e rs ­ p e ctiv a h is tó ric a en el a n álisis de la„s un id a d es p ro d u c tiv a s c a m p e si­

nas?

¿C óm o e x p re sa r la c o n tra ­

d ic to ria in flu e c ia de p ro c e s o s de cam bio y raíces tra d ic io na les en el desa rro llo de las e stra te g ia s d e re- pro du c ió n de esta s u n id a d e s c a m ­

pesinas?

L a h is to ria no es s im p le ­

m e n te el "pasado" sin o se re fie re m á s bie n a la c o n ­

c ie n c ia d e l p a sa d o en el p re s e n te , a u n a p a rtic u la r estru cturac ió n cu ltural de la e x p e rie n c ia ... los e v e n to s so n e fím ero s: solo las "his­ to ria s " d e l p a sa d o tie n e n p e rm a n e n c ia , p re s e rv a n d o u n a co n cie n cia c u ltu ra l a u ­

(8)

¿ C ó m o se e x p re s a e n la c o n c ie n c ia de lo s p u e b lo s sus e s ­ fu e rz o s p o r a s e g u ra r su s u b s is ­ tencia?

H a sido m uy e x te n d id o el tra ta m ie n to de la u n id a d p ro d u c ­ tiva cam pesina en base a las c o n si­ deracione s teó ric as d e C hay an ov: fo rm a e s p e c ífic a d e p ro d u c c ió n fam iliar, no ca pita lista en ta n to no se p u e d e n d e te rm in a r c o s to s d e produ cc ión p or la a u se n c ia de la categ oría salario. D e e sta m anera, el re to m o que o b tie n e e l c a m p e ­

sin o lu e g o de fin a liz a d o e l año agrícola no pu ed e s e r c o n c e p tu a -

lizado com o form and o p arte d e lo que los em p resarios lla m a n g a n an ­ cia. E l cam p esino , en tan to u tiliz a la fuerza de trabajo de su fam ilia y la de el m ism o, pe rc ib e este e x c e ­ dente com o retribución a su propio

trabajo. El lím ite de la repro du ció n c a m p e sin a es la p ro v is ió n d e un fondo de subsistencia.

E ste e n fo q u e c u y o a p o rte m ás im portante es e l p ro p o rc io n a r una he rram ie nta p a ra c o m p re n d e r

la lógica interna de funcionam iento

de la e c o n o m ía c a m p e sin a , e sp e ­ c ia lm e n te en la re la c ió n e n tre el c iclo bio ló gico de la fam ilia y el c iclo a g ríc o la , se lo h a u tiliz a d o

pa ra c o n stru ir una e x p lic a c ió n de la econ om ía c am p e sin a com o una entid ad aislada, au toregulable, que se rige ú n ic a m e n te p o r c o n d ic io ­ nantes intem os. Se a n aliz a com o la fam ilia cam pesina desp liega d iv e r­

sas e stra te g ia s p a ra lo g ra r su re ­ producción, com o resultado de una ló g ic a in te rn a de e sta fam ilia en relación a los m edios productivos a su alcance, sin e stab lecer un nexo

c o n la s in flu e n c ia s ex tern as sobre e ste E l p ro c e so de d e sa rro llo de esta econom ía cam pesina, su h isto ­ ria y su s m ú ltip le s in te rc o n e c - ciones con la socieda d global han sido e v a c u a d o s de esta c o n s id e ­ ración teórica.

L as e c o n o m ía s ca m p e sin as no p u e de n s e r co n sid e ra d a s com o re alidade s inm u ne s y aisladas del funcion am iento global de la so cie ­ dad. T am po co son en tid a d es e stá ­ ticas regidas ú nic am ente po r leyes internas de funcionam iento. C onsi­ dero que en su com p rensió n deben

se r in te rre la cio n ad a s las d e te rm i­ nacion es p ro ve nie ntes de la lógica de de sarrollo de la sociedad global, d e la s tra n s fo rm a c io n e s de e sta

sociedad al m ism o tiem po que las que se o rig in an en su propia diná ­

m ica y sus vinculaciones históricas y e s p e c ífic a s c o n la s o c ie d a d

(9)

I n te n ta r u n a c o m p re n s ió n histórica de los procesos de la e c o ­ n o m ía c a m p e sin a re q u ie re e s p e ­ c ia lm en te c on sid e ra rla c o m o u n a re a lid a d e n tra n s fo rm a c ió n , c o n

c a ra c te rís tic a s e s p e c ífic a s , l a s m ism a s q u e n o so n e stá tic a s sino qu e se m o d ific a n e n e l tie m p o ; sim u ltá n e a m e n te fo rm a p a rte d e un a tota lid ad so cia l cuyas c a ra c te ­ rístic a s no so n alg o e x te rn o d e la e c o n o m ía c a m p e s in a sin o q u e se in te g ra n de d iv e rs a m a n e ra e n su proceso de desarrollo.

E n el caso ecuatoriano, estas un id a de s pro du c tiv a s se h a n id o

c o n s t i t u y e n d o e n e l t ie m p o p r o ­

ducto de m últip les interre lacione s: su s itu a c ió n g e o g rá fic a , e l d e s a ­

rrollo e c o n ó m ic o y s o c ia l d e su zon a de asentam iento, su identida d cultural, la acción del E stad o, Ig le ­ sia y otras instituciones e n la zona. F ruto de ello es su d iv e rsid ad : las

u n id a de s pro du c tiv a s de M a nb í no so n la s m is m a s qu e la s de Im b a - b u ra ni ta m p o c o que la s de L o ja.

S in e m b a rg o , n in g u n a d e e s ta s e c o n o m ía s c o n stitu y e n e n tid a d e s

a is la d a s . T o d a s p a r tic ip a n d e l de sa rro llo c a p ita lista d e p e n d ie n te de nu e stra sociedad cuyas d e te rm i­

n a c io n e s se in te g ra n d e d iv e rs a m anera en el fun cion am ien to e sp e ­ cífico de estas econom ías.

E n e l c aso de la s u n id a d e s

p ro d u c tiv a s d e la S ie rra e c u a to ­ riana, e sta s h a n atra v esa d o en los

ú ltim o s a ñ o s p o r p r o c e s o s d e

tra n sfo rm a c ió n q u e in v ia b iliz a n su c o n s id e r a c ió n c o m o e c o rio m ía

a u to su b s is te n te q u e p rin c ip a liz a - rían el c u ltiv o de a u to c o n su m o y cuyo objetivo sería la repro ducción sim ple. L as lim itacione s del acceso al recurso tie rra han co n stitu id o la fu en te p rin c ip a l de estas tra n sfo r­ m a c io n e s . F re n te a e llo , se ha

recurrido e n m a y o r m edida al m er­ cad o p a ra la v e n ta de p a rte de la p ro d u c c ió n y/o d e l e x c e d e n te de

m ano de obra. C om o, resultado las

p e r s p e c tiv a s d e e v o lu c ió n futu ra d e

e sta s e c o n o m ía s e stá n m a rc a d a s

pon

1. L a p re sen c ia crecien te del m u n ­ d o m e rc a n til e n sus e stra te g ia s p ro d u c tiv a s y re p ro d u c tiv a s. " E l ingreso obten ido en el tra b a jo e x ­

tra pa rcelario no es com plem entario p a ra la rep ro d u c ció n de las fa m i­ lias cam pesin as sino que ha pasado

a co nv ertirse en el elem en to clave de su e stra te g ia productiva" (M a r­ tínez, 1987: 126).

2. E l p e rm a n e n te d e terio ro de sus recu rsos prod u ctiv os, lo cu al tiene

(10)

y población , que asum e las c arac ­ terístic as de una crisis e cológica y pone en riesgo la m ism a su b siste n ­ cia de la fam ilia cam pesina.

3. U na crisis de m ercado, d e term i­ na da p o r las m ay ore s dific u lta d e s p a ra e n c o n tra r tr a b a jo e n lo s centros rural y urbano.

E n e sta s c o n d ic io n e s , sin e m b a rg o , ha y e stu d io s q u e d e ­ m uestran que en algunos casos, las

relaciones de reciprocidad e in te r­ cam bio esp ec ialm ente entre fa m i­ lia s de la m ism a c o m u n id a d , s i­ guen co nstituyendo nexos de so li­ daridad y de identifica ció n étnieo- c u ltu ra l (R o se ro 1987, M a rtín e z 1989, S ánchez P. 1986). M ás aún, e n s itu a c io n e s d o n d e es m á s p ro fu nd a la p e n etrac ió n m e rc an til y hay una m a y or liq uidación de los

m e c a n is m o s tr a d ic io n a le s d e

re prod uc ció n, se a c e ntú a n la s o li­ d a rid a d fa m ilia r y lo s la z o s d e intercam bio com unal.

L a c o m p re n s ió n de e sto s div erso s procesos que tie n e n lu g a r

en el d e sa rro llo d e la e c o n o m ía cam pesina en el tiem po, e s situa rla h is tó ric a m en te . E ste m o v im ie n to

no es linea l. A su m e m á s b ie n las ca ra c te rístic as de a van ce s y re tro ­

cesos, de ecos del a y e r y d e voces del p resente, de rupturas y c o n tra ­ dicciones.

O tro aspecto e n la c o n sid e ­ ració n h is tó ric a de la u n id a d p ro ­ d u c tiv a c a m p e s in a e s to m a r e n c u en ta que e sta n o c ió n no d e b e reducirse únicam ente al análisis de la p ro d u c c ió n y o rg a n iz a c ió n d e l tra b a jo , p u es e s to s s o lo p u e d e n d e sa rro llarse y re pro d uc irse e n la m e d ia que esté n insertos e n d e te r­

m in a d a s re la c io n e s so c ia le s q u e orga niz an los procesos de p ro d u c ­ ción y distribución . E se crite rio lo esta b le ce c laram e n te G a v in S m ith

(1989):

L a "ra cio na lid a d de la p ro ­

d u c c ió n " re p re s e n ta d a p o r

las actividades de la un ida d

dom éstica es tam bién la "ra­

c io n a lid a d de la re p ro d u c ­

c ió n s o c ia l" re p re s e n ta d a

p o r todas la s re la cion e s so ­

ciales p ertin en te p a ra la so ­

brevivencia continua de e sta

fo rm a de vida. E sta s in c lu ­

yen la s e s p e c ífic a s re d e s

p e r s o n a le s d e p a r ie n te s ,

am igo s y v ecino s tanto c o ­ m o lo s a p a ra to s c u ltu ra le s que define a estas com o ta ­

(11)

le s. T o d o e sto es e se n c ia l p a ra la pro d u c c ió n d o m é s ­ tic a y e n e fe cto e x pan de la n o c ió n de "proceso de tra b a ­ jo " para el am plio cam po de c u ltu ra com o un todo.(14*).

D e acu erdo con lo anterior,

las fo rm as de produc ció n, los m e ­ d io s d e tra b a jo y la c o rre s p o n ­ d ie n te te c n o lo g ía n o tie n e n un desarrollo autónom o y aislado. P or e l c o n tra rio , e stá n in m e rs a s e n redes de relaciones sociales que les c o n fie re n e sp e c ífic a s fo rm a s de desarrollo y especialm ente generan la id e n tid a d so cia l de los in d iv i­

d u o s q u e lle v a n a d e la n te e sta s actividades productivas. E sta inte r­ relación de las actividades p ro d u c ­ tiva s y las rela cion e s so cia le s, es u n p ro c e so dinám ico influ en ciad o tan to p o r e l desa rro llo e con óm ico

so cia l de la sociedad glob al com o p o r las caractéristic as de la propia unidad productiva.

E ste proceso, al d e sa rro lla r­

se e n socie da des donde tiene lu g a r

la co nfrontac ión de varios intereses

ec on óm ic os y so cia le s, al m ism o tiem po que se cultural, adquiere las

c aracterístic as de un diario e sfu e r­ zo p o r ge n erar las co nd icion es que pe rm ita n la reproducción económ i­

ca y social de las unid ad es p ro d u c ­ tivas. E n el E cu ad o r, estos e sfu er­ zos tie n e n q u e e n fre n ta rse al per- m a n e n te d e te rio ro de la tie rra y

o tro s re c u rso s n a tu r a le s , a la in s u fic ie n c ia de los m is m o s para p ro po rc io n a r m ínim as con dicio nes

d e v i d a p a r a l a s f a m i l i a s

c a m p e s i n a s , a l a c o n t i n u a

tra ns fe re n c ia de e x ce d e n tes d e sd e

e l c a m p o a la c i u d a d v ía

c o m e r c i a l i z a c i ó n , a s a l a r i o s

ín fim o s p a ra lo s c a m p e sin o s qu e m igran a las ciudades.

D e esta m a n era, lo s e s fu e r­ zos p o r a s e g u ra r la v id a d e la s fa m ilia s c a m p e s in a s tie n e n q u e

tra d u c irse e n form as de o rg a n iz a ­ ció n y c o n fro nta c ió n q u e p e rm ita n la c o n se c u c ió n de esto s o b je tiv o s, activ idad es que a su m e n c a ra c te rís­ ticas políticas, com pletando de esta m a n era la c o m p le ja in te rre la c ió n

de fe n ó m e n o s que v a n d e sd e lo e co nó m ico, social h a sta las e x p re ­ siones políticas de los cam p esino s. E sta es una d in ám ica que se e x p re ­

sa e n el p resen te, p ero que re c og e el d e sa rro llo d e p a sa d a s in te rre ­ la c io n e s y tie n e c o m o o b je tiv o p e rm itir un fu tu ro d e v id a p a ra

(12)

p o r c o n ju g a r las de te rm in a c io n e s de l p a sa d o y a s u m ir e l re to d e fo ijar un futuro.

G a v in S m ith e n e l lib ro "L ive lih ood and R esiste n ce . P e a - sants and th e P o litic s o f L a n d in P e rú " e x p re s a e s ta c o n c e p c ió n a c e rc a de la u n id a d d o m é s tic a c am pe sina y la h is to ria . E l o b je to de su trabajo es:

E nten d e r la resisten cia p o lí­ tic a d e lo s H u a sic a n c h in o s e n té rm in o s ta n to d e la s in te rc o n e c ta d a s fa c e ta s de

la s p ro p ie d a d e s d in á m ic a s , in h e re n tes en las relacio ne s de producción en que tom an

p a rte pa ra a se g u ra r la vida; c o m o d e la e x p e r ie n c ia h is tó ric a , e sp e c ia lm e n te de lu c h as po líticas pa sadas que form an una parte esencial de su actual sub jetivid ad. (16* subrayado del autor).

S u p la n te a m ie n to f u n d a ­

m e n ta le s que la reproducción de la em presa dom éstica depende sim ul­ tá n ea m e n te de las rela cion e s e c o ­

nó m icas de pro d u c c ió n y de las

relaciones políticas ne cesarias para p ro te je r e sta s re la c io n e s. G on la fin a lid a d de d e m o s tra r el a rg u ­

m ento de R ob ert B re n n er de que es el n iv e l d e lu c h a c la sis ta el que últim am ente determ ina el grad o de e x tra cción de e x ced en tes del c am ­ p e sin a d o , e n u n a p a rte d el lib ro , relaciona diferentes períodos h is tó ­ ricos con la fin a lid a d d e e n fa tiza r la la rg a h is to ria d e in te rre la c ió n entre d ep end en cia y co n flicto , e n ­ tre lo s c a m p e sin o s y q u ie n e s los e x plota n . S u b se c u e n te m e n te , a lo largo del libro, entreteje el proceso

de p ro d u c c ió n c o n las re la cion e s c o nflictiv as que surgen del control

de la m ano d e o bra y la tierra. E n e ste p ro c e s o se v a fo rja n d o la unidad cam p esina y su resiste nc ia política; se enfatiza de esta m anera el p a p el pred om ina nte de la e x p e ­ riencia histórica en la form ación de la identidad y la conciencia.

E sta c o n ce p c ió n de cultura: "un co m p ro m iso c o n el p re s e n te

m ediado p o r el pasado" (25*) lleva a Sm ith a en fatiza r que lejos de v er a la c u ltu ra c a m p e s in a p rim e ro

co m o u n e le m e n to p rís tin o y q u e lu e g o e s in v a d id o d e sd e a fu e ra , n o so tro s d e b em os v e rla "d esde el P rin c ip io c o m o la a s e rc ió n (o e l

fracaso) de la v o lu n ta d y la id e n ­ tidad bajo c o n d ic io n e s d e d o m i­

n a c ió n y re s is te n c ia (2 7 * s u b ra ­ yado del autor).

(13)

C onsidero que e ste e nfoq ue integral, m u ltirre lac io na d o y d in á ­ m ico a c e rc a de la un id ad p ro d u c ­ tiva cam pesina, de la red de re la ­ c io n e s s o c ia le s e n q u e se h a lla inserta, de sus e sfuerzo s p olític o s

p o r a seg urar su presente y futu ro y de la re sultante ide n tid a d c u ltu ra l com o un p ro c e so siem pre in c o m ­

p le to y e n c o n tin u o d e s a rro llo c o n s titu y e u n a v is ió n h is tó ric a sobre los cam pesinos.

E s ta p e rs p e c tiv a h is tó ric a de be p e rm itim o s c o n s id e ra r lo s d ife re n te s tip o s de tra n s a c c io n e s que tiene n lu g a r y se e x p re sa n en la u n id a d p ro d u c tiv a c am p e sin a : los intercam bios que se realiza n en el m e rc a d o ; a q u e llo s q u e se re a liz a n e n tre la s fam ilia s de u n a m ism a co m u nid a d: los q ue tie n e n lu g a r en el m a rc o de c e re m o n ia s ritu ale s. Si asu m im o s u n a v is ió n m e ra m en te e co nóm ica e n la e v a ­

lu a c ió n d e e s to s in te rc a m b io s , solam en te a na lizarem o s sus re su l­ ta d o s c o n c re to s en té rm in o s de o b te n e r la r e p ro d u c c ió n de la

fam ilia cam pesina. Sin em bargo, si

d e s p le g a m o s e l a n á l i s i s y

c on sid e ra m o s tod a e sta red e n su

d iv e rs id ad de oríge ne s y c a m in o s que llevan de sd e y h a cia la un idad

fa m ilia r, o b te n d re m o s la h is to ria

d e esta s tra n sac c io n es, la m is m a que n o s rem ite a la h isto ria de las m ú ltiples relacio ne s so c ia le s qu e se e n tre te je n e n las co m u n id a d es cam pesinas e indígenas.

A l c o n s id e ra r e sta h is to ria de los intercam bios, debem os tener

pre se nte que estos resp ond en a las n ece sid ad es de su bsisten cia de la fam ilia c a m p e sin a, pero no ú n ic a ­

m ente a ello. L a fam ilia cam pesina n o e s un e n te fu n c io n a l que re s­ p o n d e ú n ic a m e n te a sus n e c e s i­ d a de s b io ló g ic a s. C o n stitu y e un com plejo e ntrelaza m ien to de v o ­ lu n ta d e s, n o rm a s d e c o m p o rta ­

m ie n to , v is io n e s d e l m u n d o ,

perspectivas de vid a, todo lo cual inc id e e n lo s in te rc am b io s y re la ­ cion es que e sta b lece con la co m u­ nidad a la cu al p ertenec e y con la sociedad global. P o r lo tanto, estas tra n s a c c io n e s re sp o n d e n a u n a e

id io sic in c rá tic a e x p re sió n social y c u ltu r a l y n o n e c e s a r ia m e n te corresponden a n ue stra expec tativ a

social.

E n la consideración de estos

in te rc a m b io s, q u iz á n o s p a re c e rá qu e algunos de ellos no apo rta n a la subsistencia fam iliar, que no son

(14)

indi-gena, apreciarem os que responde a e xig en c ia s socia les y c o m u n a le s que ga ran tiza n la re pro du cción no

s o lo e c o n ó m ic a s in o s o c ia l y

cu ltu ral de e sta s fa m ilia s. D en tro de e sta pe rspec tiv a, hay una e sp e ­ cífic a va lo riz ac ió n de cada uno de

lo s in te rc a m b io s y es im p o rtan te s u p e r a r su m e ra c o n s id e ra c ió n e co nom ista y d e sp le g a r una visión m ultidim ensional de los m ism os.

E sta inte rre la cion ad a c o n si­ de ració n de los in te rc a m b io s qu e tie ne n lu g a r en la u n id a d p ro d u c ­ tiva cam pesina, nos lle v a al e n te n ­

dim ien to de que, es p re c is a m e n te en el seno de e sta , do n d e se re su ­ m en y d e sa rro llan las ex pre sion e s ec on óm ic a s, c ultu ra le s y so c ia le s de la com unidad.

E sta es la p e rs p e c tiv a q ue a su m e -M a ry W e is m a n d e l e n su libro "Food ,G ender and P overty in the E cuadoria n A n de s", en el cual, a p a rtir de l a n á lis is d e l d ia rio p ro c e s o de c o c im ie n to d e lo s

alim entos en el seno de las fam ilias cam pesino indígenas de Z um bagua (P ro v in c ia de C o to p a x i-E c u a d o r)

an aliza las m ú ltip le s e x p re sio n e s s o c ia le s, p o lític a s e id e o ló g ic a s que sintetiza:

E s te tr a b a jo u t i l i z a l a

co m ida y el c o c im ie n to de

los a lim e n to s, re in o s de la vida ordinaria, pa ra e x p lo ta r la s fu n d a m e n ta le s e s t r u c ­ tu ra s de Z u m b a g u a : u n a

econom ía sem iproletarizada, u n a so c ie d a d r a c is ta , u n a

c u ltu r a in d íg e n a d e lo s A ndes. L a c o n sid e ra c ió n de e s to s tre s fa c to re s e n la c re a c ió n d e la s fo rm a s de

com ida de Z u m b ag u a e s ta ­ b le c e c la ra m e n te q u e la s e stru ctu ras e co n ó m ica s, s o ­ ciales y cultu rales, artificia l­ m ente sep arad as a tra vé s de

la s o p e ra cion e s, h e u rís tic a s de lo s c ie n tífic o s so c ia le s,

están indisolub lem en te lig a ­ das en la ex pe rien c ia v iv id a

d e la p rá c tic a d ia ria . (5* subrayado mío).

C o n sid e ro q u e es p r e c i ­ sam en te en las u n id a d e s d o m é s ­ tica s c am pe sinas do nd e se expresa c o n m a y o r p ro fu n d id a d que en o tra s u n id a d e s fa m ilia r e s e s ta in te rre la c ió n e c o n ó m ic a , social y c u ltu ra l, p u es la c ara c te rístic a de

las fam ilias cam pesinas es el co n s­

titu ir e sp a c io s ta n to de c o n su m o c om o de p ro d u c c ió n , d o n d e se lleva adelante la reproducción de la

fa m ilia y e l m is m o tie m p o se d e sp lie g a n los e sfu e rz o s p ro d u c ­ tivo s pa ra asegurarla. E s el centro

(15)

pues, donde se generan relaciones fa m ilia re s, c o m u n a le s y c o n la so c ie d a d g lo b a l. C o n stitu y e , al

m ism o tiem po el núcleo donde se o rig in an , pro c e sa n y tra n sfo rm a n lo s v a lo re s y s ig n ific a d o s que

inform an la pro ducción cultural de la s c o m u n id a d e s c a m p e s in a s y do nd e se e ntre teje n las re d es de org a n iz ac ió n y co nfrontación te n ­ die nte s a a se g u ra r el p re se n te y futuro de las fam ilias cam pesinas. C orre sp ond e pues, d e sa rro llar una visión teórica y m e tod oló gic a que p e rm ita c a p ta r e sta h is tó r ic a ,

m últiple e interrelacionada realidad que ex pre sa la unidad p ro du c tiv a cam pesina.

L u c h a p o r la vid a e h is to ric id a d

E s ta co m ple ja red de re la ­ ciones que expresa la unidad p ro ­ ductiva cam pesina se m anifiesta en

la c o n cie n c ia de las p e rs o na s, de la s fa m ilia s y la s c o m u n id a d e s.

P ero, ¿cóm o y en fu nc ión de qué se e sta b le c e la rele v an c ia de los

d iv e rso s e v e n to s que a p o rta n al

d e s a r r o l l o d e e s t a u n i d a d

prod u c tiv a ? E sta es u na refle x ió n q u e a b re to d a u n a g a m a d e pregu ntas y cuyo pla n team ien to es nuevo en los estud ios cam pe sino s de e s te p a ís . C o n s id e ro , s in

em bargo, que su e stu dio a p o rta ría a la c o m p re n sió n de la c o n fo r­ m a c ió n de la s e s tr u c tu r a s d e l s ig n ific a d o y d e la c o n c ie n c ia c am pe sinas. E l tra b a jo e s tá p o r h a c e rs e , la c u a l e x ig e d is e ñ a r

p ro p ue stas e im p u ls a r in v e s tig a ­ c ion es siste m á tic as sobre el tem a. L o ún ico que d e sa rro llo a c o n ti­ nu ación son ciertas pre g u nta s que m e parecen pertinentes al respecto:

L o s d iv e rs o s in te rc a m b io s que esta ble ce n las u n id a d e s c a m ­ p esinas gen eran d iv e rsa s re la c io ­

nes, circunstancias y eventos. E n la

m e m o ria de los in d iv id u o s y las fam ilias, qué im portancia se asigna a cada uno de ellos en relación con la s n e c e s id a d e s de s u b s is te n c ia fam iliar; en relación co n la u b ic a ­ c ió n so c ia l de la fa m ilia e n el c o n te x to c o m u n a l? ; e n re la c ió n con las e stru c tu ra s e c o n ó m ic a s y

de p o d e r en q u é se in s e rta la

com unidad?

L a s re la c io n e s m e rc a n tile s

h a n p e n e tra d o e n la s e c o n o m ía s c a m p e s in a s g e n e ra n d o d iv e rs a s

fo rm a s de v in c u la c ió n c o n el

m ercado para la v en ta de productos

(16)

alg un os mie m b ro s de la fa m ilia cam pesina esp ec ialm ente m u je re s y n iñ o s ha n p e rm a n e c id o tra b a ­ ja n d o al in te rio r de la unid ad d o ­ m éstica . C óm o se c o nc e p tu a liz a n las form as m e rc an tiles en la c o n­ cien c ia cam pe sina? ¿Q ué s ig n ifi­ cado tie n e el dinero y la p ro d u c ­ c ió n do m é stica p a ra el c o n su m o fa m ilia r? Q ué s ig n ific a tie n e el m ercado? En la con cie nc ia c a m p e ­ sina se lo integra en la red de re la­

ciones com unales? ¿Q ué status se asigna a lo s m ie m b ro s fa m iliares que salen a tra b a ja r afuera y a los que p e rm a ne c e n en la unidad d o ­ m éstica? ¿C óm o se integ ran en el

tie m p o la s nu e v as lín e a s y p o s i­ bilid ad es de sub sisten cia fa m ilia r con respecto a las tra dicionales ac ­ tiv id ad es de repro du c ción e c o n ó ­ mica?

L o s esfu erz o s p o r a se g u ra r la su b sis te n c ia fa m ilia r g e n e ra n form as orga niz aciona les y de c o n ­

fron tac ió n cam pesina. ¿Q ué e v e n ­ to s de la v id a c a m p e s in a so n de cisorios pa ra el su rg im ie n to de e s ta s m a n ife s ta c io n e s p o lític a s ,

¿C óm o se estab lece en la c o n c ie n ­ cia de los pueblos la priorización y

ligazón entre diversas ex periencias que se han desa rro llado en diverso m om e n to s, con la fin a lid a d de

articularlas a una líne a de re siste n­ c ia y co n fro n tació n ? H ay una se- c u e n c ia lid a d en la m e m o ria de estos eventos o m ás bién, se ex p e­ rim entan com o un solo m om e nto histórico que da fuerza al presente?

E stas interroga nte s abren un am plio cam po s de reflexión. E v i­ de ntem ente la m an ifestació n de la H is to ria e n la m e m o ria d e lo s individuos constituye un im po rtan­ te aspecto en la com prensión de las actuaciones presen tes y fu turas de los pueblos. U n episod io de lu c h a p o r la tierra en la S ierra N o rte del

E c u a d o r e xp resa co n m u c h a c la ri­ da d e sta s itu a c ió n . Se tra ta d el c o n flic to a g ra rio e n la h a c ie n d a Q uin c h u q u í que se d e sa rro lló en los años 70.

E n e ste c o n flic to se m a n i­

festó p o r un la d o la d e m an d a del grupo de e x -h u a sip u n g u e ro s de la h a c ie n d a qu e e x ig ía la e n tre g a de las tierras y p o r otro, el pe d id o de

otro grupo de ind íge na s q u e q u ería co m p ra r estas tierras. L os prim eros p e rte ne c ía n a la A so c ia c ió n A g rí­

cola Q uinchuquí, c o n fo rm a d a p o r los je fe s de fa m ilia de la s c o m u ­ nidades de la zon a de "abajo" d e la

h a c ie n d a , la s m is m a s q u e h is tó ­ ric a m en te h a b ía n m a n te n id o u n a

(17)

re la c ió n de d e p e n d e n c ia c o n la gran propie da d y h a b ían trab ajado e n e lla c o m o h u a s ip u n g u e ro s y ya naperos. P o r el co n tra rio , a qu e ­ llos indígenas que querían c o m pra r las tierras, pertenecían a la z on a de "arriba" de la H a cie nd a y si bien algunos h a bían trab ajado e n é sta , su re p r o d u c c ió n e c o n ó m ic a y social no dependía de los lazos con

la h a cie nd a pues, de bid o a su v in ­ c ulac ió n e n la é p o ca co lo n ia l con

el o b ra je de P e g u c h e , lo s c o m u ­ ne ros de esta z ona m a n tu v ie ro n su especialización en el trab ajo textil, logrando desarrollar un p rod uc ción

de carác ter artesanal.

C o m o re s u lta d o d e e s ta diferente vin cu lació n h istó ric a con la ha c ie n d a , se h a b ía n m a rc a d o diferencias en las especializaciones p ro du c tiv a s de lo s d os g ru p o s de com unida des. L as de a ba jo e ra n

fu n d a m e n ta lm e n te de c a r á c t e r

agrario artesanal. Su prin cip al a cti­ v id a d e c o n ó m ic a e ra a g ríc o la dedicada a la su bsistencia fam iliar.

L a a ctiv id a d artesan al e ra c o m ­ p le m e n ta ria . L a s de a rrib a e ra n fu n d a m e n ta lm e n te c o m u n id a d e s cuy a actividad productiva principal e ra la p ro d u c c ió n a rte s a n a l de

te xtile s, que era n co m ercia liz a d os e n la P ro v in c ia y aún fu e ra del

país. L a agricultura era un a a c tiv i­ dad co m p le m en ta ria y a p o rta b a a la subsistencia fam iliar.

E sta diversa espe cializac ión

p ro d u c tiv a y de re la c ió n c o n la h a cie nda h a b ía m a rcado diferentes v is io n e s de si m is m o s y de las c o m u n id a d e s v e c in a s (G u e rre ro

1982). L os de arriba adquieren una fu e rte c o n c ie n c ia de si m is m o s,

d e s a rro lla n re d e s de re la c io n e s am plias, priv ile g ia n su au tonom ía y m iran con desdén a los de abajo. E stos tiene n fuertem ente en raizada su p o s ic ió n c o m o " in d io s de h a c ie n d a ", p o r lo cual, en el m o ­ m e n to d e l c o n flic to e x ig e n su s d e re ch o s sob re las tierra s y m a n ­ tie n e n u n a d e sc o n fia n z a c o n los

com uneros de arriba.

L a d ife re n te m e n ta lid ad de

los dos grupos de com un idades se

e x p re sa en el c o n flic to y en sus

div ersas prop ue stas para a cc ed er a

la tie rra , lo cu al es a p ro v e ch a do

p o r el h a c e n d a d o y se g e n ra n

e n fre n ta m ie n to s en tre la s c o m u ­

nidades.

E ste caso ilu stra la m a n era

c o m o la s d iv e rs a s c a ra c te rís tic a s

(18)

pe sin a s y la s re la c io n e s so cia le s

que se establecen en la producción e interc am bio van g e ne rand o en el tiem po m entalidades diversas. L os eventos que han ido co nfo rm a n do a la s u n id a d e s p ro d u c tiv a s son conservados en la m em oria de los com u neros y se le s a sig n a d e te r­ m inada significación, la m ism a que define la m a nera co m o e sta ble ce n

sus fo rm a s o rg a n iz a tiv a s y su s dem andas políticas.

A preciam os que las c om un i­ dades in d íg e na s no so n u n to d o h o m o g é n e o , qu e e n su in te r io r e x iste n div erso s ritm o s de d e s a ­ rrollo, desigu ale s fo rm a s d e c on - c e p tu a liz a r el m u n d o m e s tiz o ,

d ife re n te s d e te rm in a c io n e s h is tó ­ ric a s que m a rc a n su p re s e n te y fu tu ro . Y al m is m o tie m p o se

e x p re sa un a id e n tid a d é tn ic a y c u ltu ra l co m ún . L a u n id a d en la diversidad.

Se m anifiesta en el c ao s de Q u inchuq uí, la in te rre la ció n e n tre

condiciona ntes interno s y d e term i­ n a c io n e s so c ia le s g lo b a le s e n el

de sarrollo de las u nida des p ro d u c ­

tivas cam pesinas; la no au tono m ía de las e sp e c ific a c io n e s e c o n ó m i­

cas, las cuales form an u n a red con

las relacio ne s so c ia le s y la id e n ­

tidad de los com uneros. P o r últim o

apreciam os, que en su c o nc ie n c ia e s to s d iv e rs o s e v e n to s c o b ra n significados diversos que inform an su a c tu a c ió n p re s e n te . H is to ria , historias e histo ric id a de s e x p re sa ­ das en el proceso social.

B ib lio g ra fía

A rc h e tti, E .

1981 C a m p e s in a d o y E stru ctu ra s A g r a ­ r ia s e n A m é r ic a L a tin a . Q u ito : C E P L A E S .

J., F a b ia n

1 9 8 3 T im e a n d th e O th er. H o w A n tr o -p o l o g y m a k e s its o b je c t . N e w Y ork : C o lu m b ia .

J. F r ied m a n

1 985 O u r tim e , th eir tim e , w o r ld tim e . E th n o s 5 0 ( 3 - 4 ) S to c k h o lm .

M . G o d elie r

1 9 85 E c o n o m ía , F e tic h is m o y R e lig ió n e n la s S o c ie d a d e s P r im itiv a s. E s ­ p aña: s ig lo X X I .

G U E R R E R O , A .

1 9 8 2 D e t e r m i n a c io n e s d e l p a s a d o y m e n t a lid a d e s d e l p r e s e n t e : u n c o n f l ic t o e n tr e c o m u n e r o s . Q u ito : m ím e o . F L A C S O .

H ILL , J

1 9 8 8 M y th a n d H isto r y i E n J. H ill, ed . R e h in k in g h is to r y an d m y th . I n d i­ g e n o u s S o u th A m e r ic a n p e r s p e c ­ tiv e s o n th e p a s t . I l l: U n iv . III. Press.

(19)

H EY N T N G , K .

1 9 8 2 P r in c ip a le s e n f o q u e s s o b r e la e c o n o m í a c a m p e s in a . E n R e v is t a d e la C e p a l. S a n tia g o : C e p a l.

L E D E R M A N , R .

1 9 8 6 C h a n g in g tim e s in M e n d i: N o t e s t o w a r d w r it in g h ig h l a n d N e w G u in e a h is to r y . E th n o h is to r y . 3 3

(1) .

M A R T IN E Z , L .

1 9 8 7 E c o n o m ía P o lít ic a d e la s c o m u ­ n id a d e s in d íg en a s . Q u ito : C IR E .

1 9 8 9 E l p r o b le m a d e l e m p le o e n l a s e c o ­ n o m ía s c a m p e s in a s Q u ito , m im e o .

R A M O S , F.

1 9 8 6 B r e v e r e se ñ a h is tó rica d e l c o n flic to

a g ra rio Q u in c h u q u í. O ta v a lo . m i-m e o T e s is .

R O S A L D O , R.

1 9 8 0 I l o n g o l h e a d h u n tin g 1 8 8 3 -1 9 7 4 . A

s t u d y in s o c i e t y a n d h i s t o r y S tan fo rd : S ta n d fo rd U n iv . P r es s.

R O S E R O , F.

1 9 8 7 I n f o r m e f i n a l d e l P r o y e c t o : E l p a p e l d e l tra ba jo f e m e n in o e n la s e c o n o m ía s c a m p e s in o -c o m u n a le s . L o s c a s o s d e la s c o m u n a s d e C a s c o V a le n z u e la , T o p o y A n g la . Q u ito , m im e o . IIE -P U C E .

S A H L I N S , M .

1 9 8 3 O th e r t im e s , o th e r c u s t o m s . T h e A n t h r o p o lo g y o f H is to r y . A m e ­ ric a n A n th r o p o lo g ist. 6 5 (3 ).

S A L O M O N , F.

1991 T h e m a k in g an d re a d in g o f n a tiv e S o u th A m e r ic a n h is to r ic a l su o r c e s . m im eo .

S A N C H E Z -P A R G A , J.

1 9 8 6 la tram a d e l p o d er e n la c o m u n id a d a n dina . Q u ito : C aa p .

S M IT H , G .

1 9 8 9 L iv e l ih o o d a n d R e s is t a n c e . P e a ­ sa n ts a n d th e P o lit ic s o f L a n d in P erú . C a lifo r n ia : U n iv . o f C a lif . Press.

S T A R N ,. O

1991 M is s in g th e R e v o lu tio n : A n th r o p o ­ lo g is t and th e w ar in P erú . C u ltu ra l A n th r o p o lo g y . 6 ( 1 ) .

V IL A R , P.

1 9 79 L a E c o n o m ía C a m p e s in a . E n O . P la z a e d . E c o n o m ía C a m p e s in a . L im a : D e s e o .

W E I S M A N D E L , M .

1 9 88 F o o d , G e n d e r a n d P o v e r ty in th e E c u a d o r ia n A n d e s . P h ila d e lp h ia : U n iv . o f. P en n P r ess.

W H I T E , H .

1 9 73 M eta h is to ry : T h e H isto r ic a l I m a g i­ n a tio n in n in e t e e n th c e n tu r y E u r o ­ p e . B a ltim o re .

W O L F , E.

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