Sobre M o i s é s G O N Z Á L E Z N A V A R R O : LOS extranjeros en México y los
mexicanos en el extranjero, 18211970. M é x i c o : E l C o l e g i o de M é
-xico, 1993, 3 vols.
L o " p r o p i o " y lo " a j e n o " , " n o s o t r o s " y " e l l o s " , " c o n n a c i o n a -l e s " y " e x t r a n j e r o s " , en torno a estos cuestionamientos gira esta m o n u m e n t a l o b r a del maestro M o i s é s G o n z á l e z N a v a r r o que hoy se presenta.
Se trata de u n a n á l i s i s m u y m i n u c i o s o de l a actitud que h a n asumido extranjeros en nuestro p a í s y connacionales nuestros en el extranjero.
Este l i b r o s e r á sin d u d a u n a obligada o b r a de consulta para q u i e n q u i e r a acercarse al p r o b l e m a . E s u n texto c o m o suelen ser los del maestro G o n z á l e z N a v a r r o : p r ó d i g o en i n f o r m a c i ó n , orde-nado c r o n o l ó g i c a m e n t e , organizado y estructurado por los gran-des acontecimientos p o l í t i c o s que, d e s p u é s de todo, r e p e r c u t i r á n tan decisivamente en nuestras relaciones con los extranjeros. E l l i b r o se c o n v e r t i r á pronto en u n c l á s i c o p a r a el historiador i n -teresado e n el tema de extranjeros en M é x i c o y mexicanos en el extranjero.
P o r su m a g n i t u d — ¡ t r e s grandes tomos! — , y a tiene el t a m a ñ o físico de u n a enciclopedia; por l a apabullante cantidad de informa-c i ó n , t a m b i é n . H a b r á quien e x t r a ñ e reinforma-capitulainforma-ciones al final de los distintos apartados, m á s i n t e r p r e t a c i ó n o m a y o r cantidad de e x p l í -citas conclusiones personales del autor.
* Los siguientes comentarios fueron presentados por la doctora Brígi-da von Mentz, la maestra Dolores Pía y el padre José Benigno Zilli en el homenaje que el Centro de Estudios Históricos de El Colegio de Méxi-co brindó al maestro Moisés González Navarro en 1994.
Si bien aparecen posturas a n a l í t i c a s y valoraciones del autor, hay que saber encontrarlas; es decir, no saltan a l a vista las o p i n i o -nes personales del maestro G o n z á l e z N a v a r r o , sino que tienen que leerse entre l í n e a s o descubrirse en l a estructura m i s m a del texto. P o r lo tanto, no es lectura fácil, literaria o p e r i o d í s t i c a , que atrae y conmueve por u n a sencillez tipo best seller. N o es un libro s i m p l i -ficador que se preste a u n a lectura superficial.
U n a o b r a tiene similitudes frecuentemente con su autor; refleja en cierta m a n e r a sus c a r a c t e r í s t i c a s . U n libro como é s t e , resultado de a ñ o s de trabajo, de r e d a c c i ó n y ordenamiento de ideas y de datos, es en este caso, t a m b i é n , el resultado de u n a i n q u i e t u d m u y personal que desde hace a ñ o s el maestro fue vertiendo en distintas obras y a l a que ahora dedica e s p e c í f i c a m e n t e todas estas p á g i n a s de estos tres v o l ú m e n e s . S i se me permite expresar u n a o p i n i ó n m u y personal, siento que el maestro G o n z á l e z N a v a r r o es u n poco como este l i b r o : u n a enciclopedia de s a b i d u r í a , u n c ú m u l o de conocimientos del pasado de nuestro p a í s , pero de gran sobriedad: no necesariamente fácil de comprender, tampoco es alguien que enjuicia, v a l o r a y expone su punto de vista personal de m a n e r a directa, e x p l í c i t a , en l a p r i m e r a p l á t i c a o en l a p r i m e -ra clase.
L a o b r a tiene u n a estructura s ó l i d a , q u i z á u n tanto t r a d i c i o n a l , construida sobre a los sucesos p o l í t i c o s del periodo estudiado, 1821-1970; como su eje es el tema " e x t r a n j e r o s " , en realidad se trata de u n a a m p l i a d i s c u s i ó n del efecto que tuvo l a conquista e s p a ñ o l a ; de l a c o n f o r m a c i ó n de u n a sociedad colonial, servil, i m i -tadora, clasista, racista, explo-tadora, que en el siglo x i x se con-vierte en u n a n a c i ó n independiente. Estado nacional —en el papel
por lo menos— que surge con esa pesada herencia social: étnica, clasista,
ideológica, que convierte ahora a los nacionales clasemedieros en los
"gachu-pines" de los indios. E l autor u t i l i z a esta frase de G u i l l e r m o P r i e t ocomo m o t i v o y tema (leit motiv) de su gran s i n f o n í a . Y esta realidad de desigualdad social, de desgarramiento clasista y é t n i c o , esta herencia social l l e v a r á a que las clases subordinadas reaccionaran de m a n e r a violenta y nacionalista en l a r e v o l u c i ó n de 1910 contra esa historia de racismo y o p r e s i ó n .
. A b r e l a s i n f o n í a (si se me permite l a m e t á f o r a ) con u n p r i m e r m o v i m i e n t o , al analizar en el p r i m e r v o l u m e n l a é p o c a de l a guerra de independencia, a l a que a ñ a d e u n breve preludio colo-n i a l . E s t u d i a los proyectos colocolo-nizadores, l a m i colo-n e r í a , l a ecolo-ntrada de los ingleses, los alemanes, los franceses^ l a hispanofobia y l a i n v a -s i ó n e-stadouniden-se.
E l aspecto que me i m p r e s i o n ó , en el tercer c a p í t u l o , uno de cuyos apartados lleva el t í t u l o " C i e n m i l mexicanos m e n o s " , es l a tragedia de q u i e n , siendo m e x i c a n o en l a z o n a anexada por Estados U n i d o s , se h a convertido en extranjero en su p r o p i a t i e r r a . E n este v o l u m e n se a n a l i z a t a m b i é n l a fallida c o l o n i z a c i ó n francesa en Coatzacoalcos, l a p r ó s p e r a i n m i g r a c i ó n de barcelone-ses, y l a guerra de i n t e r v e n c i ó n , c o n sus consecuencias.
E n el segundo m o v i m i e n t o de l a s i n f o n í a — e l tomo dos—, se a n a l i z a en detalle l a llegada, durante el porfiriato, de extranjeros colonos, trabajadores y agentes del capital de las naciones indus-trializadas.
F i n a l m e n t e , en el tercero, se estudian los a ñ o s que v a n de 1921 a 1970. S i nos quedamos c o n l a i m a g e n de l a s i n f o n í a , el tempo s e r í a , digamos, u n vivace, m ú s i c a l l e n a de ornamentos, variaciones t e m á t i c a s , contenido, fuerza, c o n m u c h o b r í o .
P e r o no es tan sencilla l a o b r a , de m a n e r a que en secuencia l i -n e a l del p r i m e r m o v i m i e -n t o , o v o l u m e -n , simpleme-nte se pase al segundo y de a h í al tercero. N o , al interior de los dos movimientos que e n m a r c a n l a o b r a , es decir, en el p r i m e r o y tercer v o l ú m e n e s , h a y u n mensaje c o n t r a p u n t í s t i c o interesante, que i n v i t a a l a refle-x i ó n , digamos u n andante " r e f l e refle-x i v o " .
Se a n a l i z a n a q u í las opiniones de los mexicanos que en esas d é c a d a s visitan o v i v e n en otros p a í s e s . A q u í el autor-compositor nos lleva a u n a profunda a u t o c r í t i c a de lo que, yo siento, son nues-tras propias estrecheces y l i m i t a c i o n e s .
Este contrapunto a y u d a m u c h o a e q u i l i b r a r l a v a l o r a c i ó n que el lector h a r í a , por ejemplo, de l a presencia extranjera en nuestro p a í s , de su arrogancia e i g n o r a n c i a , puesto que en esas partes pue-de leer c ó m o se c o m p o r t a y j u z g a el m e x i c a n o a las otras naciones c u a n d o las visita.
A d e m á s , esta parte c o n t r a p u n t í s t i c a hace reflexionar al lector sobre nuestras propias incongruencias: por ejemplo, cuando en M é x i c o exigimos que, de preferencia, y a en l a p r i m e r a g e n e r a c i ó n de extranjeros n a c i d a a q u í sea m e x i c a n a , a l a vez queremos que los mexicanos que v i v e n y trabajan en Estados U n i d o s permanez-can eternamente mexipermanez-canos.
E n este contrapunto a u t o c r í t i c o no solamente se oyen las o p i -niones de intelectuales, p o l í t i c o s o artistas mexicanos famosos, sino t a m b i é n se incluye u n a n á l i s i s de los braceros mexicanos en Estados U n i d o s .
E s t a v i s i ó n h i s t ó r i c a , detallada, que se p r o p o r c i o n a de l a m i g r a -c i ó n m e x i -c a n a en bus-ca de trabajo en el p a í s v e -c i n o , muestra el
i n t e r é s del maestro G o n z á l e z N a v a r r o por l a sociedad en su con-j u n t o , y el cuidado por escribir u n l i b r o no solamente sobre las actitudes de las é l i t e s o restringido a determinados grupos. E s imposible r e s e ñ a r en breves m i n u t o s estos tres v o l ú m e n e s . C a b e recomendar l a lectura a q u i e n se interese por l a h e t e r o g é n e a c o m -p o s i c i ó n é t n i c a y social de nuestra -p o b l a c i ó n y -por sus cambios a t r a v é s del tiempo. Especialmente l a d i s c u s i ó n de temas como xenofilia y xenofobia se ve ahora e n r i q u e c i d a de m a n e r a notable con los datos que con tanta paciencia y l a b o r i o s i d a d h a descrito el maestro G o n z á l e z N a v a r r o en esta o b r a .
E l dice en su e p í l o g o que espera que su o b r a sea u n a gota de agua fuerte en el o c é a n o . Y o le aseguro a él que sí lo es. Y que no sólo es u n a gota, ¡ e s todo u n caudal!
P a r a terminar, quisiera regresar al c a r á c t e r e n c i c l o p é d i c o , i n d a g a d o r y reformador de l a o b r a y del autor.
E s t a g r a n s i n f o n í a sobre lo " p r o p i o " y lo " a j e n o " es producto de u n a m o t i v a c i ó n , de u n a i n q u i e t u d general, creo y o : el deseo de c o m b a t i r l a desigualdad; l a necesidad de que finalmente los seres h u m a n o s , todos, se reconozcan como tales. Y l a historia puede a y u d a r a ello. Esta gran labor de tantos a ñ o s del maestro G o n z á l e z N a v a r r o se hizo con esa meta.
D i c e el autor al finalizar su o b r a : " l a r a í z e s t á en aceptar o rechazar l a igualdad del g é n e r o h u m a n o , y no sólo de nacionales y extranjeros, sino de los nacionales entre s í . .
Independientemente de que l a s i n f o n í a guste a unos m á s y a otros menos, considero que en estos a ñ o s es importante escuchar esta m ú s i c a . E n esta é p o c a , si b i e n caen algunas fronteras, al mis-m o t i e mis-m p o se e s t á n construyendo otras sumis-mamis-mente limis-mitantes; si b i e n , se erigen estructuras legales estatales-comerciales mayores, s i m u l t á n e a m e n t e se e s t á estrechando l a v i s i ó n de lo propio, y se teme y combate a ú n m á s i r r a c i o n a l y violentamente lo ajeno. S o n , por lo tanto, tiempos en los que es especialmente importante es-c u es-c h a r esta m ú s i es-c a que a n a l i z a detalladamente el pasado, para explicar el surgimiento de aversiones, desprecios, racismo e i n -c o m p r e n s i ó n .
E l l i b r o s e r á u n b u e n maestro, u n a b u e n a g u í a a c a d é m i c a para conocer u n aspecto de l a historia de M é x i c o y p a r a afrontar c o m -plejidades. E s o h a sido su autor p a r a muchos de nosotros.
C o m o mesurado y serio historiador, como a c a d é m i c o siempre independiente del Estado y de sus tentaciones, el maestro G o n z á -lez N a v a r r o merece m i profundo respeto, p o r lo que agradezco
mucho que se me haya invitado a este muy merecido homenaje
que hoy se celebra en su honor.
Muchas gracias.
Brígida von
M E N T Z Centro de Investigaciones y EstudiosSuperiores en Antropología Social
Buenas noches a todos y muchas gracias a El Colegio de México
por invitarme a este homenaje al maestro Moisés González
Na-varro.
Me parece excelente que parte de este homenaje a un
historia-dor, creador de una obra tan vasta en sus temas como importante
en sus contribuciones, sea precisamente la presentación de su más
reciente libro, Los extranjeros en México y los mexicanos en el extranjero,
1821-1970.
El tema de esta obra es de absoluta actualidad; poco importa,
para el caso, que el maestro González Navarro cierre su estudio
en los años setenta de nuestro siglo, pues en el largo recorrido que
hace sobre la presencia de los extranjeros en México y de los
mexi-canos en el extranjero toca temas y problemas que son acuciantes
en este fin de siglo que nos toca vivir, no sólo para México, sino
para el mundo.
Según cifras recientes, provenientes de la O N U , existen en la
actualidad cien millones de migrantes en el mundo, lo cual
signifi-ca que 2 % de la población mundial ha emigrado de sus países de
origen. De estos 100, 17 millones se consideran refugiados por
motivos políticos, 20 más han huido de fenómenos como sequías,
destrucción del medio ambiente y violencia en general, y los 63
millones restantes son propiamente los emigrantes por motivos
económicos.
Nuestro presente y futuro inmediatos, pues, muestran un
mun-do recorrimun-do por los nómadas contemporáneos, enriquecimun-do por el
contacto con el otro, pero también perturbado por la estela de
ancestrales agravios: la xenofobia y el racismo. Y de xenofobia,
xenofilia y racismo trata precisamente, en mucho, el libro que
ahora nos entrega el maestro González Navarro.
La acumulación de trabajo que ha reunido el maestro en tres
volúmenes es, por principio de cuentas, impresionante. No es
exa-gerado decir que se trata de una obra magna, erudita, total. Eso
puede ser a s í , en parte, porque G o n z á l e z N a v a r r o se h a ocupado de esta c u e s t i ó n desde hace unos cuarenta a ñ o s , por lo menos. A u n q u e , claro, es m á s impresionante que a d e m á s en estos a ñ o s se h a y a ocupado t a m b i é n de muchos otros temas y que en no pocas ocasiones, sus trabajos h a y a n sido pioneros, como ocurre en el caso de sus estudios sobre los extranjeros en M é x i c o .
E n su y a c l á s i c o " E l porfiriato. L a v i d a s o c i a l " , dentro de
Historia moderna de México, p u b l i c a d o hace 37 a ñ o s , i n c l u y ó dos c a p í t u
-los dedicados a l a i n m i g r a c i ó n extranjera. T r e s a ñ o s d e s p u é s
a v a n z ó en el tema con l a p u b l i c a c i ó n de L a colonización en México.
1877-1910. Y en 1974 p u b l i c ó Población y sociedad de México
(19001970), en dos v o l ú m e n e s , el segundo de los cuales d e d i c ó í n t e g r a-mente a los temas que ahora nos presenta m u y acrecentados. A n t e s de los trabajos del maestro G o n z á l e z N a v a r r o , el tema de los extranjeros no h a b í a interesado a los a c a d é m i c o s mexicanos. P o r supuesto, se h a b í a trabajado acerca de las inversiones extran-jeras y de las relaciones d i p l o m á t i c a s , o se h a b í a tocado a los
extranjeros en l a m e d i d a en que s a l í a n al paso en el estudio de otros temas, pero los extranjeros en M é x i c o no h a b í a n constituido en sí mismos u n objeto de estudio que despertara i n t e r é s . P r o b a -blemente ello se debe a que M é x i c o no h a sido, pese a que los sec-tores dominantes en el p a í s lo desearon por largo tiempo, u n p a í s de inmigrantes, sino de emigrantes, como queda absolutamente claro en este trabajo que estamos comentando. L o s extranjeros n u n c a h a n llegado a ser n i siquiera 1% de l a p o b l a c i ó n del p a í s .
Pero que los extranjeros sean poco importantes en t é r m i n o s n u m é r i c o s en M é x i c o , y que h a y a n llegado tarde al á m b i t o a c a d é m i c o no quiere decir, desde luego, y como es sabido, que no tengan i m p o r t a n c i a en l a historia de M é x i c o , n i que no h a y a n hecho correr u n a b u e n a c a n t i d a d de tinta.
E n 1990, en las principales bibliotecas de l a c i u d a d de M é x i c o se p o d í a n localizar 812 t í t u l o s relativos a los extranjeros, referidos a lo largo de toda l a v i d a del M é x i c o independiente. L a m a y o r í a de ellos pueden considerarse, en sentido estricto, fuentes p r i -marias: se trata de leyes, memorias oficiales, debates, e t c é t e r a . T a m b i é n de textos que, p o r su t e m p r a n a fecha de p u b l i c a c i ó n o por p r o v e n i r de m i e m b r o s de las propias colonias extranjeras, m á s interesados en justificar su presencia en M é x i c o que en expli-carla, se pueden considerar, en cierta m e d i d a , t a m b i é n fuentes p r i m a r i a s .
E n t r e esos t í t u l o s se encuentran, desde luego, textos generados en el á m b i t o propiamente a c a d é m i c o : tesis, a r t í c u l o s y libros, l a
mayoría publicados en México, aunque no faltan ediciones
ex-tranjeras.
Para ubicar el trabajo del maestro González Navarro dentro
de este mundo de tinta y papel, tal vez sería importante decir
que, de los 812 títulos, sólo 42 aportaron las instituciones
acadé-micas mexicanas, y absolutamente todos ellos son posteriores a
los trabajos pioneros de Moisés González Navarro. Los años
setenta y ochenta fueron fructíferos en este sentido. Un trabajo
muy destacado sobre estos temas se llevó a cabo en el
CISINAH,después Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en
Antropología Social, donde se publicaron, si mi recuento no falla,
ocho libros en los años ochenta. Otras instituciones hicieron su
propia colaboración, como el Instituto Nacional de Antropología
e Historia y El Colegio de México. Conforme ha ido pasando el
tiempo, cada vez son más las instituciones que se ocupan del
asun-to y asun-todo parece indicar, por lo que se lleva publicado hasta la
fecha, que los noventa serán también años fructíferos para este
tipo de trabajos. Pareciera que los extranjeros se han ido poniendo
de moda, entre otras cosas por su participación en el mundo
cultu-ral mexicano.
A l propio maestro González Navarro le agrada decir que antes
de él se ocupó certeramente del asunto un tocayo suyo, Moisés T.
de la Peña, quien publicó en 1950, en Problemas agrícolas e
industria-les de México, un extenso trabajo al respecto. Así, resultaría que los
primeros en desbrozar el terreno en el estudio de los extranjeros
fueron dos mexicanos, pero es interesante observar que,
inmedia-tamente después de ellos, la estafeta fue recogida en buena medida
por académicos mexicanos, pero descendientes de extranjeros.
Los apellidos de los que hoy estamos sentados en esta mesa
pare-cen indicar algo al respecto.
Por otra parte, y tal vez consecuente con lo anterior, ya no
apa-recieron trabajos globales, sino destinados al estudio de minorías
específicas. Los investigadores mexicanos que se han ido
intere-sando cada vez más por esas temáticas se han ocupado también,
básicamente, de grupos en particular. Tal vez con la salvedad del
grupo que encabezó María Elena Ota para el análisis del Registro
Nacional de Extranjeros, habrá de ser otra vez González Navarro,
en ésta su más reciente investigación, quien haga nuevamente una
revisión del tema en su conjunto. Muestra de esta manera que no
sólo ha sido capaz de "deslindar" terrenos, sino de
"coloni-zarlos".
A l final de sus tres v o l ú m e n e s el maestro escribe:
En la amplia denominación de extranjeros se incluyeron inmigrantes (capitalistas y trabajadores), diplomáticos, soldados, viajeros y turis tas, artistas y deportistas; de éstos, al menos unos cuantos casos. De los mexicanos en el extranjero (contrapunto del tema anterior) sobre todo se estudiaron los braceros y, en menor medida, diplomáticos, via jeros y turistas.
[Vol. III, p. 459.]
Es decir, de alguna m a n e r a , este trabajo es m á s — y a q u í me estoy refiriendo a los extranjeros en M é x i c o m á s que a los mexica nos en el extranjero— que l a historia de las comunidades de extranjeros residentes en M é x i c o .
E n los tres v o l ú m e n e s que ahora nos entrega el maestro G o n z á lez N a v a r r o , l l a m a particularmente l a a t e n c i ó n , a d e m á s de su a f á n generosamente erudito, l a m i r a d a con que observa a los extranje ros y, en especial, sus visiones sobre el p a í s . H a y en su obra u n a historia de M é x i c o y del variado m o d o en que los extranjeros se relacionan con ella. M á s que u n a historia de los extranjeros, me parece u n a historia de l a r e l a c i ó n a m b i g u a y compleja de M é x i c o con ellos.
E n este sentido, para m í , o c u p a u n l u g a r preponderante en el l i b r o el juego de miradas e i m á g e n e s que i n t e r c a m b i a n mexicanos y extranjeros. P a r a ello, el maestro, apoyado en u n a enorme y v a r i a d a c a n t i d a d de fuentes, c o n v o c a a u n a d e m o c r á t i c a asamblea donde unos y otros tienen v o z y voto.
M e parece t a m b i é n que dos grandes ejes sustentan este trabajo: entender a M é x i c o como u n p a í s enfrentado a las potencias colo niales y afrentado por ellas, y , p o r o t r a parte, el planteamiento de que l a presencia de los extranjeros en M é x i c o no puede entenderse sin el otro lado de l a m o n e d a , el m u n d o i n d í g e n a mexicano. L a e x a l t a c i ó n de l a i n m i g r a c i ó n extranjera en el siglo pasado, y a ú n en los albores del nuestro, sobre todo l a de " r a z a " blanca, se fun d a m e n t a en el absoluto desprecio a los i n d í g e n a s mexicanos. P o r eso es tan importante en el estudio de los extranjeros en M é x i c o , y a s í lo hace G o n z á l e z N a v a r r o , abordar los d r a m á t i c o s temas de l a xenofilia, l a xenofobia y el r a c i s m o .
E s t a o b r a m o n u m e n t a l nos plantea varios retos a los interesa dos en el t e m a . M e parece que otro homenaje al maestro G o n z á l e z N a v a r r o d e b e r á ser que é s t a , su o b r a m á s reciente, anime u n nue vo a f á n de r e v i s i ó n c r í t i c a de nuestro t e m a de estudio, que i n
-corpore nuevas fuentes y genere nuevas h i p ó t e s i s ; que avance a p r o f u n d i d a d en temas e s p e c í f i c o s y no abandone el enorme esfuer-zo de esbozar los grandes trabajos de conjunto.
H a b r í a que revisar nuestras maneras de ver y acercarnos al tema. E n este sentido, tal vez h a b r í a que reconocer y d i s t i n g u i r los discursos y enfrentarlos a partir de l a r e v i s i ó n de fuentes novedo-sas a l a " v i d a en a c t o " , por decirlo de alguna m a n e r a , p a r a ver con m a y o r p r e c i s i ó n los encuentros y desencuentros entre mexica-nos y extranjeros.
T a m b i é n h a b r í a que revisar, nuevamente, los v í n c u l o s de M é x i c o con el m u n d o , reconociendo, en p r i n c i p i o , que M é x i c o tiene u n a serie de relaciones h i s t ó r i c a m e n t e d i f í c i l e s , mismas que plantea G o n z á l e z N a v a r r o cuando nos explica lo que él l l a m a c a í -das y tropezones; revisar l a n o c i ó n predominante que confunde "extranjeros en M é x i c o " con l a h e g e m o n í a de l a presencia de los inmigrantes " b l a n c o s " ; profundizar en l a l í n e a , que t a m b i é n pro-pone el maestro, de c o m b i n a r el estudio de los que llegan de fuera, con los mexicanos que salen al exterior; y , por ú l t i m o , revisar l a p o l í t i c a m i g r a t o r i a del Estado mexicano, que no pocas veces se aleja de l a imagen i d í l i c a de gran p a í s receptor, sobre todo en nuestro siglo y en los a ñ o s m á s recientes.
E n otro orden de ideas, h a b r í a que profundizar en el a n á l i s i s de los prejuicios que por largo tiempo d e s e m p e ñ a r o n u n papel fundamental en l a r e l a c i ó n M é x i c o - e x t r a n j e r o s . T a m b i é n en l a r e l a c i ó n que en M é x i c o casi siempre se d a í n t i m a m e n t e v i n c u l a d a , de xenofilia-xenofobia, pareciera que l a a d m i r a c i ó n por lo extran-j e r o , por los extranextran-jeros, u n a vez m á s " l o s b l a n c o s " , v a inevita-blemente u n i d a a resentimientos que afloraran como xenofobia en diversas coyunturas h i s t ó r i c a s que lo p e r m i t a n . T a m b i é n me pare-ce que a m e r i t a u n a r e v i s i ó n m u y cuidadosa l a p o l a r i d a d extranje-r o - i n d í g e n a ; no se pueden entendeextranje-r las i m á g e n e s y los v í n c u l o s que se establecen con los extranjeros sin revisar las i m á g e n e s y prejuicios existentes acerca de los i n d í g e n a s .
P o r ú l t i m o , me g u s t a r í a insistir en que es necesario perseverar en el entendimiento de M é x i c o como u n p a í s p l u r i c u l t u r a l ; desde luego, no sólo por l a presencia de las culturas i n d í g e n a s , sino por la p e r v i v e n c i a de aportes culturales llegados de fuera de nuestras fronteras, que, y a recreados, deben tener sin d u d a u n lugar l e g í t i -m o en l a c u l t u r a n a c i o n a l .
E n fin, el maestro nos entrega u n a gran tarea t e r m i n a d a . P e r o , como siempre, al t e r m i n a r todo es comienzo. U n a o b r a de esa
magnitud nos confronta y nos obliga a perseverar en las
bús-quedas.
Dolores
P L A B R U G E T Instituto Nacional de Antropología e HistoriaCuando recibí la carta con la invitación de la doctora Alicia
Her-nández Chávez, directora del Centro de Estudios Históricos de El
Colegio de México, para presentar el libro más reciente del
tro Moisés González Navarro, acepté de inmediato. Por el
maes-tro, cuya obra desde hace varios años estudio y admiro. Por El
Colegio de México, cuyo prestigio llega lejos. Y por ser el que
habla un provinciano miembro de una de las etnias que forman
el sarape mexicano, llamado en esta ocasión a la ciudad de
Méxi-co, capital y cosmopolita. Varias razones, pues, de las que la
imprudencia no siempre carece. Cuando a vuelta de correo recibí
los tres enormes volúmenes de Los extranjeros en México y los
mexica-nos en el extranjero, 1821-1970, con sus 1 599 páginas, sentí que casi
me daba el clásico "patatús". Uno había pensado en una nueva
edición, quizá corregida y aumentada, del pequeño libro La
colonización en México de 1960, con sus 160 páginas, y hete aquí
fren-te a una obra que se antoja descomunal. ¡Ti manca ilfiato!, dirían
los italianos, y en verdad hace falta un gran aliento para leer esta
obra, pero más, mucho más, para escribirla.
Por aquí quiero comenzar precisamente; por dejar constancia
de mi admiración por un trabajo casi increíble, cuya seriedad
aca-démica y cuya metodología rigurosa asombran al más pintado.
Moisés González Navarro trabaja una enorme cantidad de
mate-riales y hasta juega con ellos con soltura, de modo que le sirven
muchas veces, aquí y allá, de toques literarios para dar esmalte y
brillantez a la objetividad siempre buscada. Es cierto que la obra
aprovecha las investigaciones juveniles del autor, especialista
como pocos, en el siglo xix y en el porfiriato. Pero la ambición ha
crecido con los años, y nosotros pensamos que también la
sabidu-ría. Lo primero es reconocido por el propio autor, allí donde dice:
"Este libro implica, en cierto sentido, toda la historia de México
(causas atractivas) y de los países cuyos nacionales han venido a
México (causas expulsivas), o sea el desarrollo del capitalismo y
la revolución demográfica" (vol. i , p. 12) En realidad, el tema de
los extranjeros es aprovechado como una especie de tajo para
penetrar en la mina, o de corte transversal para adentrarse en el
estudio de nuestro p a í s y a veces hasta en el de los d e m á s . U n o se aleja de l a m i c r o h i s t o r i a a grandes zancadas. Y é s t a es u n a de sus gracias, que no son pocas. L o s que hemos hecho m o n o g r a f í a s , o estudios particulares, nos vemos incorporados a u n contexto m u c h o m á s grande, que a u m e n t a l a c o m p r e n s i ó n de nuestro pro-pio territorio.
Pero como toda o b r a h u m a n a es siempre perfectible y M o i s é s G o n z á l e z N a v a r r o piensa seguramente que la alabanza desmedida es comparable al v i t u p e r i o , nos permitiremos hacer algunas obser-vaciones y comentarios.
E n p r i m e r lugar, se puede notar que a veces se cuela a l g ú n gazapo, o errata, cosas de esas que suceden hasta en las mejores familias, como el de l a p . 382 del tomo I, donde se dice: " L a histo-r i o g histo-r a f í a consehisto-rvadohisto-ra, pohisto-r supuesto, h a defendido el thisto-ratado M a c L a n e - O c a m p o " . E l autor se refiere, por supuesto, al trata-do M o n - A l m o n t e , como es fácil inferir por el contexto.
E n el tratamiento de los colonos italianos, y de todos los d e m á s , G o n z á l e z N a v a r r o reconoce l a o b r a pionera de M o i s é s T . de l a P e ñ a : " M o i s é s T . de l a P e ñ a h i z o u n ú t i l trabajo pionero de gran envergadura en su a r t í c u l o " P r o b l e m a s d e m o g r á f i c o s y a g r a r i o s " ,
publicado en Problemas agrícolas e industriales de México, n ú m s . 3-4,
v o l . II, M é x i c o (julio-septiembre/octubre-diciembre, 1950), p. 3 2 7 " . Y los que trabajamos estos temas reconocemos, por nuestra parte, a estos dos M o i s é s , que f o r m a n l a t r a d i c i ó n mosaica en nuestro campo. Pero entre ambos hay grandes diferencias. D e l a P e ñ a no sigue las reglas estrictas de l a i n v e s t i g a c i ó n c i e n t í f i c a y carece casi completamente de aparato c r í t i c o . P a r a su estudio de las colonias italianas se basa todo el tiempo en l a r e l a c i ó n de Egisto R o s s i , que v i s i t ó nuestras colonias exactamente 20 a ñ o s d e s p u é s de su f u n d a c i ó n , pero en n i n g ú n m o m e n t o aporta l a ficha b i b l i o g r á f i c a correspondiente. C o s t ó m u c h o encontrarla en el M i n i s t e r o delle R e l a z i o n i Estere d i R o m a , en el Bolletino dellaEmi-grazione del a ñ o 1903, y publicada por nosotros en 1989 (¡Legan los
colonosl P u n t o y A p a r t e , J a l a p a , 1989, 338 p p . ) . Se trata de u n a
r e l a c i ó n oficial m u y objetiva y m u y inteligente. H a y que o í r uno de sus pasajes:
Se me recibió con verdadero júbilo por parte de nuestros excelentes compatriotas. Yo era el primer enviado del gobierno italiano que se hacía presente en medio de ellos. Una delegación a caballo había salido a recibirme a medio camino, venían vestidos con trajes típicos
mexica-nos y me hablaban en un italiano que para mí resultó más difícil de entender que el mismo español.1
H a c i a el final del tomo n i el p r o p i o G o n z á l e z N a v a r r o hace u n a e v a l u a c i ó n de su h a z a ñ a y sospecha que tal vez los investiga-dores particulares v a n a s e ñ a l a r que su tema no h a sido suficiente-mente analizado ( v o l . n i , p. 459). Y por m i parte aduzco estos textos porque no e s t á n en l a o b r a que comentamos y creo que i l u m i n a n u n aspecto de las colonias italianas: l a i n t e g r a c i ó n i n m e d i a -ta. E n los libros parroquiales de H u a t u s c o e s t á el p r i m e r registro de u n bautismo de l a colonia el 14 de n o v i e m b r e de 1881. E s u n a n i ñ a n a c i d a a bordo del vapor Atlántico, en el m a r del m i s m o n o m -b r e , como dice l a -boleta. Y se l l a m a m u y significativamente: María
Guadalupe. Es hija l e g í t i m a de F é l i x B e r t a n i y de M a r í a L a n d o n i .
Y B e r t a n i es apellido famoso entre nosotros por el cojo B e r t a n i , general en l a R e v o l u c i ó n que a n d u v o metido de cabeza en l a bola. E n 1993, el P r e m i o N a c i o n a l de L i t e r a t u r a es Sergio P i t o l , de los colonos de l a m i s m a r e g i ó n , y q u i z á convenga decir discretamente que t a m b i é n l a p r i m e r a d a m a , d o ñ a C e c i l i a O c c e l l i de Salinas, es descendiente de estas familias y que su gente llega precisamente e n el m i s m o vapor, Atlántico, el 25 de febrero de 1882, que enton-ces h a c a m b i a d o su n o m b r e por el de Messico. Ese cambio r á p i d o de n o m b r e y esa a s i m i l a c i ó n i n m e d i a t a es lo que queremos s e ñ a -lar. Q u i z á tampoco h a y a que o l v i d a r al infortunado L u i s D o n a l d o C o l o s i o . N o todo h a sido C h i p i l o .
P o r otra parte, es m u y significativo que el maestro G o n z á l e z N a v a r r o hable de "fiasco i t a l i a n o " en 1960 y que en el libro que comentamos, de 1994, v o l u m e n n , p . 211, aparezca l a m i s m a e x p r e s i ó n , pero ahora con u n claro signo de i n t e r r o g a c i ó n . H a h a b i d o u n a sabia m a d u r a c i ó n , a nuestro j u i c i o . Y no se crea que esto no sea importante. L o s t í t u l o s , y m á s los s u b t í t u l o s , son m u y reveladores en l a o b r a . Q u i z á podamos adentrarnos u n poco m á s en todo este asunto. S u p r i m e r a v e r s i ó n estaba fundada p r i n c i p a l -mente en l a prensa, y é s t a es u n grave peligro p a r a l a historia. E n ella no sale m á s que lo que rompe l a n o r m a l i d a d o l a regla. E l p u n -to de vista del reportero es siempre prejuiciado p o r l a s e n s a c i ó n y el m o m e n t o , por l a emergencia i n m e d i a t a , en contra de l a per-d u r a c i ó n y per-de l a trascenper-dencia. A l l í te encuentras noticias sobre los colonos que desertan, o vagan c o m o mendigos por las
ciuda-1 José Benigno ZILLI M Á N I C A : "¡Llegan los colonos!", en Punto y Aparte, 1989, p. 314.
des, pero no se dice nada de l a m a y o r í a de los abuelos que traba-j a n el c a m p o de sol a sol como no lo h a b í a hecho n i n g ú n europeo entre nosotros, s e g ú n l a o b s e r v a c i ó n escrita por el padre C l a v i j e r o . L a prensa se suele hacer de f a s c i n a c i ó n y destellos. Pero m á s hay que cuidarse de ella en este caso por dos razones ulteriores: el por-firiato inmediatamente sucesor, reniega del periodo de M a n u e l G o n z á l e z y de todas sus empresas o intentos. B u e n ejemplo de todo ello es l a obra panfletaria y odiosa de Salvador Q u e v e d o y Z u b i e t a , que a nuestro j u i c i o debiera ser citada no solamente con comillas sino con pinzas.
T o d a v í a nos atrevemos a decir algo m á s . M o i s é s G o n z á l e z N a v a r r o trata varias veces el asunto de l a p r e v e n c i ó n , o prejuicios, de l a Iglesia m e x i c a n a contra l a i n m i g r a c i ó n y los extranjeros; el caso del padre M a r i a n o C u e v a s , por otra parte b e n e m é r i t o (vol. i , p . 11), y el caso casi p a t é t i c o del padre A g u s t í n de l a R o s a , " q u e n u n c a s u b í a en u n t r a n v í a pues los que h a b í a en G u a d a l a j a -r a e-ran de manufactu-ra estadunidense. P o -r l a m i s m a -r a z ó n n u n c a v i a j ó en f e r r o c a r r i l " (vol. n , p . 353). Y en general, las discusio-nes sobre l a tolerancia de cultos para poder hacer leyes m á s abier-tas y acogedoras que D i e t e r G e o r g e B e r n i n g e r t r a t ó tan
atinadamente en L a inmigración en México (1821-1845). M é x i c o :
SepSetentas, 1974, 198 pp. Pero a uno le h a b r í a gustado ver apli-cado este tema en l a c u e s t i ó n de los italianos. E s cierto que no eran j u d í o s n i herejes, pero eran algo peor, eran liberales. P a r a l a Iglesia m e x i c a n a de aquel tiempo no h a b í a nada m á s adverso en lo que se p u d i e r a pensar, y para el gobierno m e x i c a n o eran u n a raza completamente afín y deseada. Esto explica muchos de los tex-tos de l a prensa que aduce el maestro G o n z á l e z N a v a r r o , que se regodean en las fallas de las colonias. Estos italianos t r a í a n l a sub-v e r s i ó n del orden mediesub-val o colonial, eran garibaldinos y antipa-pistas, como el general L u i s G h i l a r d i , que fue a y u d a de campo de C o m o n f o r t , p o r m á s que se c u i d ó b i e n , y en los m i s m o s contratos, de que fuera gente de l a L i g a norte y no del S u r , p o r carbonario, c a m o r r i s t a y mafioso. D e a l l í s a l d r á ciertamente L o m b a r d o T o l e -dano, pero, t a m b i é n , varios piadosos c l é r i g o s y hasta dos obis-pos de l a Iglesia de M é x i c o , como m o n s e ñ o r M a n u e l F u l c h e r i y Pietrasanta, que lo fue de C u e r n a v a c a y luego de Z a m o r a y m o n s e ñ o r M a r i o de G a s p e r i n , actual obispo de l a d i ó c e s i s de Q u e -r é t a -r o .T o d a s estas cosas no e s t á n de m a n e r a e x p l í c i t a y abierta en los tres tomos de l a o b r a de M o i s é s G o n z á l e z N a v a r r o . Pero me atre-vo a decir que las conoce y supone. L o que pasa es que casi n u n c a
nos deja ver l a t r a m a de sus hilos y de su tejido. L o que u n o obser-va es u n inmenso tapiz colorido y a ú n brillante. U n a o b r a de tara-cea, de detalle, de trabajo b i z a n t i n o , de i n t e l e c c i ó n de l a realidad a base de u n a d o c u m e n t a c i ó n exhaustiva, con u n a objetividad y una i m p a r c i a l i d a d asombrosas. E l autor se mueve siempre guar-dando u n a justa distancia entre C h a u v i n y M a l i n c h e , por m á s que M a l i n c h e sea de nuestra tierra y de ella nos h a y a quedado u n a p r o c l i v i d a d para tratos y tratados con los extranjeros.
J o s é B e n i g n o ZILLI M Á N I C A
Universidad Veracruzana
RÉPLICA
E n p r i m e r lugar, muchas gracias a todas las personas que tan generosamente aceptaron comentar este l i b r o . A u n q u e B r í g i d a von M e n t z s e ñ a l a , con r a z ó n , que no enjuicio n i valoro de m a n e r a directa, sí se encuentran mis opiniones personales. Esto fue delibe-rado, no o p i n é paso a paso sobre los prejuicios y los valores de los extranjeros y de los mexicanos, pero sí confieso m i o p i n i ó n b á s i c a : l a igualdad esencial del g é n e r o h u m a n o . B r í g i d a , a d e m á s de califi-car esta o b r a de enciclopedia, como buena violinista, l a c o m p a r a con u n a s i n f o n í a que tiene u n ú t i l contrapunto en las opiniones de los mexicanos en el extranjero.
Dolores P í a s e ñ a l a , t a m b i é n con cierta r a z ó n , que esta o b r a m á s que u n a historia de los extranjeros en M é x i c o , es u n a " h i s t o -r i a de l a -r e l a c i ó n a m b i g u a y compleja de M é x i c o con los ext-ranje- extranje-r o s " . T a m b i é n tiene extranje-r a z ó n en s e ñ a l a extranje-r que a l a t extranje-r a d i c i ó n mosaica (don M o i s é s T . de l a P e ñ a y el autor de estos tres v o l ú m e n e s ) se a ñ a d e el estudio que los descendientes de los extranjeros hacen sobre sus ascendientes. Precisamente en reconocimiento de ese hecho se e s c o g i ó a los comentaristas, para tener u n a c o n f r o n t a c i ó n doble: el c a r á c t e r general de esta o b r a y las m o n o g r a f í a s sobre algunos extranjeros en particular.
E l padre B e n i g n o Z i l l i califica, t a m b i é n con r a z ó n , esta o b r a de perfectible. A f o r t u n a d a m e n t e , yo m i s m o he c o n t r i b u i d o al perfec-cionamiento de nuestro conocimiento sobre este tema. E n efecto, Z i l l i s e ñ a l a m i m a d u r a c i ó n porque p a s é de haber calificado l a c o l o n i z a c i ó n italiana de fiasco en 1960 a ponerle u n a i n t e r r o g a c i ó n a l a p a l a b r a fiasco en 1994. C o i n c i d o con l a c r í t i c a del padre Z i l l i
a l a prensa p e r i ó d i c a como fuente h i s t ó r i c a ; afortunadamente, desde m i s primeros estudios sobre l a c o l o n i z a c i ó n italiana u t i l i c é otras fuentes (las memorias de l a S e c r e t a r í a de Fomento y las de los gobiernos de los estados, etc.) que me permitieron s e ñ a l a r que los colonos italianos triunfaron sobre todo en H u a t u s c o y en C h i -pilo. Z i l l i s e ñ a l a que, si b i e n en esta colonia hubo resistencia al mestizaje (una de las razones que en el criterio de l a é p o c a justifi-caba l a c o l o n i z a c i ó n extranjera), en el viaje de uno de los primeros contingentes italianos n a c i ó u n a n i ñ a a l a que, significativamente, se b a u t i z ó M a r í a G u a d a l u p e . D e cualquier m o d o , no e s t á docu-mentado el mestizaje de l a totalidad de los colonos italianos.
Es o b v i o que esta o b r a es sólo u n segundo intento de s í n t e s i s del tema, escrita u n tercio de siglo d e s p u é s del p r i m e r o , que escri-b i ó D e l a P e ñ a . C i e r t o , estos tres tomos son perfectiescri-bles, no son u n a v e r d a d eterna n i e s t á n todos los temas pertinentes, confío en que en menos de otro tercio de siglo se escriba u n a nueva v e r s i ó n de este tema. E n fin, esta o b r a acaso pueda ayudar a a m p l i a r y conocer mejor a los extranjeros y ciertos temas ahora insuficientes. O j a l á que l a tercera v e r s i ó n se escriba con el criterio que el padre Z i l l i s e ñ a l a en m i obra: " J u s t a distancia entre C h a u v i n y M a -l i n c h e " .
M o i s é s G O N Z Á L E Z N A V A R R O