HISTORIAS.
T R A Y E C T O R I A D E U N A I D E A
Consejo de Editores de la revista historias Dirección de Estudios Históricos, Instituto Nacional de Antropología e Historia
T A L VEZ LA LECCIÓN MÁS ARDUA DE LA AGITADA d é c a d a de los
sesenta consistió e n l a c l a u s u r a de las visiones únicas y l i -neales de l a vida. También p u e d e ser l a lección más prove-chosa. Esto tuvo q u e ver c o n u n h e c h o cíclico y al p a r e c e r sin m a y o r trascendencia: l a a p e r t u r a de los centros y de-partamentos de investigación a las nuevas generaciones. Ahí se e n f r e n t a r o n a l m e n o s , e n p r i n c i p i o , dos formas de e n t e n d e r l a v i d a d e l saber: u n a , l a de los m i e m b r o s señe-ros e n las instituciones, desacostumbrados al diálogo, exclu-yentes, y rígidos; l a otra, presuntamente más fresca, m e n o s d e s i n h i b i d a , más i n g e n u a , y también c o n su dosis de arro-gancia y rigidez. Las tareas de las nuevas generaciones apos-t a r o n , enapos-tonces, apos-tanapos-to a l r i g o r cienapos-tífico c o m o a l ensayo d e l a l i b e r t a d .
A ñ o s después, e n e l i n t e r i o r d e u n o d e esos c e n t r o s d e investigación: l a Dirección de E s t u d i o s Históricos, d e l I N A H , u n g r u p o de esos investigadores se planteó l a necesi-d a necesi-d necesi-de crear u n a revista q u e enfrentara e l reto necesi-de pensar l a p l u r a l i d a d e n las maneras de ver e l pasado y e n captar las distintas aristas q u e s o n e l c o m p l e j o n u d o d e l t i e m p o . E l n o m b r e de l a revista evadió l a d u d a : historias, s u m a de realidades q u e se r e l a c i o n a n y se tensan, p r o d u c t o de lec-turas y debates sobre los alcances d e l oficio y sus sentidos, i n d a g a c i o n e s directas e n archivos públicos y privados, e n
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bibliotecas y hemerotecas, s i e m p r e a t e n d i e n d o las e x i g e n -tes reglas de l a historiografía y l a obligación de c o n s t r u i r nuevos saberes.
Parte de l a n o v e d a d de este proyecto radicó e n su a m -p l i t u d de -pers-pectivas que se c o n j u n t a r o n e n u n a sola vía de divulgación, e n l a frescura de su lenguaje, e n l a agili-d a agili-d agili-de su presentación miscelánea. L a trayectoria agili-de histo-rias ya es mesurable: casi dos centenares de autores h a n desfilado p o r sus páginas p o r m e d i o de largos ensayos historiográficos, e n u n a b a n i c o c r o n o l ó g i c o que recorre c i n -co siglos, desde los medievales presagios c o l o m b i n o s hasta las propuestas interpretativas de sucesos f u n d a m e n t a l m e n te m e x i c a n o s que n o h a n p e r d i d o su sabor presente. T e x -tos que m u e s t r a n autores p r e o c u p a d o s p o r perseguir l o v e r d a d e r o , respaldados e n l a s e g u r i d a d d e l a c o n t e c i m i e n -to p r o b a d o , reflexiones q u e , n o sin b u e n oficio, h a b l a n a otros historiadores sobre los asuntos que les i n c u m b e n .
O r g a n i z a d a e n secciones que a l p r i n c i p i o e r a n sólo u n esbozo y h o y l a estructura de l a revista, historias ofrece a sus lectores bibliografías temáticas especializadas, reseñas y noticias sobre l i b r o s y revistas, j u e g o s de ilustraciones q u e e n sí m i s m a s s o n otras h i s t o r i a s . H o y , c o n u n f o r m a t o que rebasa las 150 páginas e n p r o m e d i o , l a revista a l c a n z a ya e l n ú m e r o 50.
PRIMEROS PASOS
L a revista historias nació c o m o iniciativa de los investigado-res de l a Dirección de E s t u d i o s Históricos. F u e su foro de expresión escrita, de cara a u n público f o r m a d o o r i g i n a l m e n t e p o r los colegas e n otros centros de enseñanza e i n -vestigación, interesado e n los sistemas pretéritos, que e x i g i e r a saber c o n p r o f u n d i d a d las causas y e l d e s a r r o l l o de los diversos procesos que d e l i n e a r o n nuestros múltiples pasados. Desde e l p r i n c i p i o se alejó de las meras descrip-ciones, de los inventarios d e l pasado, de l a abigarrada s u m a d e fechas y de a c o n t e c i m i e n t o s . E n c a m b i o , se p r o p u s o alentar los ensayos narrativos, relatar antes que p o n t i f i c a r .
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Así fue que e l ensayo monográfico se presentó c o m o e l g é n e r o que daría c u e r p o a l a c o m u n i c a c i ó n de las nuevas investigaciones y de l a o p i n i ó n de c a d a autor.
Si revisamos los p r i m e r o s números, p u e d e notarse cier-ta insistencia sobre temas de h i s t o r i a social e h i s t o r i a eco-nómica, que reflejaron su inclinación h a c i a las maneras de pensar historiográficas de las influyentes corrientes france-sas. P o r otra parte, n o se e l u d i e r o n los debates de teorías y m é t o d o s , sobre t o d o los que p o n í a n e n d u d a l a eficacia de los m o d e l o s marxistas p r e d o m i n a n t e s de u n o s años antes. D e s d e los p r i m e r o s números se adivinó e l adiós al marxis-m o e n d u r e c i d o que pesaba e n otros ámarxis-mbitos académarxis-micos. C o n e l paso d e l t i e m p o , y fiel a su apuesta i n i c i a l de l a p l u -r a l i d a d de e n f o q u e s q u e e n -r i q u e c e n l a m i -r a d a h a c i a e l pasado, l a revista dirigió sus páginas a temas que t i e n e n q u e ver c o n l a h i s t o r i a c u l t u r a l , de las mentalidades, de las e p i d e m i a s , de l a m u e r t e , de las secularizaciones c o m o ob-sesión desde e l siglo XVIII, de las guerras y revoluciones y d e los r o s t r o s m e n o s f o r m a l e s d e l a v i d a política. P o r supuesto, sobresalen c o n m u c h o , los temas d e l pasado me-x i c a n o , de sus m o v i m i e n t o s c a m p e s i n o s y obreros, d e l de-s a r r o l l o u r b a n o , de de-su c r e a t i v i d a d artíde-stica que n o ede-s ajena a l discurso político, de las olvidadas historias de p e r d i d o s territorios i n d i o s , de los r i t m o s c o t i d i a n o s de p r o d u c c i o -nes m i n e r a s y fabriles, de apuestas empresariales y vicisitu-des monetarias, de las agitadas luchas p o r l a tierra, de instituciones clericales y laicas, de linajes empresariales, d e c o r p o r a c i o n e s y sindicatos, de p r o g r a m a s políticos y efectos jurídicos, de exilios y m i g r a c i o n e s de extranjeros y de autores e intelectuales que se r e l e e n al e x h u m a r viejos d o c u m e n t o s e impresos. C o n u n a d i v e r s i d a d de perspecti-vas, e v i d e n c i a de l a respuesta de u n m u n d o académico e n e t e r n o desafío a las e x p l i c a c i o n e s más c o n v e n c i o n a l e s y a las modas que m a r c a c a d a é p o c a .
L a revista historias h a puesto atención a las i n q u i e t u d e s d e historiadores y de sus lectores ideales, a u n a ecuménica historiografía e n p e r p e t u o a l u m b r a m i e n t o . Historiografía sin remansos. Así, las perspectivas continentales, amplias e n espacio geográfico, b u s c a n h o y e x p l i c a r c o n c e p t o s que l a
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historia regional y la microhistoria quisieron agotar apenas
ayer. También ensaya las lecturas alternativas. En este
mo-mento, puede señalarse, las imágenes que ilustran cada
nú-mero a lo largo de su contenido misceláneo abren otras
posibilidades interpretativas del pasado, al dejar que
ex-presen sus discursos implícitos.
El espectro de colaboradores también ha crecido a lo
lar-go del tiempo de manera importante. La revista historias no
se ha cerrado como foro de los investigadores de la Dirección
de Estudios Históricos, sino que ha ofrecido sus páginas a
in-vestigadores de otras instituciones:
E N A H , U N A M ,El Colegio
de México, U A M , UIA, entre otras de nuestro país. Además,
co-mo uno de sus propósitos más obvios, ha difundido la obra
de destacados historiadores mexicanistas, principalmente de
las múltiples corrientes historiográficas italiana, británica,
estadounidense y francesa.
MADURACIÓN
Si bien la revista apostó inicialmente a los trabajos
mono-gráficos, fue integrando poco a poco otras secciones.
"En-trada Libre", está conformada en general por traducciones
de artículos recientes, de carácter teórico, metodológico e
historiográflco, que reflejan preocupaciones materiales y
éticas que acompañan al quehacer cotidiano. Muchos son
artículos que previamente aparecieron en publicaciones
extranjeras. En efecto, a diferencia de otras revistas
mexi-canas, el consejo de editores de historias concibe la
traduc-ción como "un trabajo intelectual invaluable no sólo para
la transmisión de saberes, tanto de las humanidades como
de las ciencias sociales, sino que como tal es central en los
procesos de apropiación y adaptación que caracterizan
a la lectura profesional". Bajo ese punto de vista,
circula-ron, entre los lectores de la revista, por primera vez, textos
en castellano de Nicholson Baker, Alain Corbin, Robert
Darnton, Roger Chartier, Cario Ginzburg, Anthony
Graf-ton, Gertrude Himmelfarb, Stanley Hoffman, Alessandro
Portelli y José Carlos Sebe Bom Meihy. No sólo
traduccio-HISTORIAS. T R A Y E C T O R I A D E U N A I D E A 8 8 5
nes, p o r supuesto. A q u í se h a n p u b l i c a d o textos de refle-xión historiográfica de diversos investigadores m e x i c a n o s contemporáneos, que e x a m i n a n procesos de m a n e r a sinté-tica, algunas veces c o m o i m a g i n a r i o e p í l o g o de libros ya t e r m i n a d o s . Historiografía c o n t e m p o r á n e a u n i v e r s a l , que sin equívocos p r e t e n d e u b i c a r a historias lejos de t o d o p r o -v i n c i a n i s m o i n t e l e c t u a l .
Otras secciones d a n v o l u m e n a l a revista. Cartones y cosas vistas tiene c o m o objetivo presentar l a transcripción de algún d o c u m e n t o , d e b i d a m e n t e a n o t a d o p o r u n e x p e r -to, que d a fe de asuntos p o c o c o n o c i d o s de algún proceso que parecía ya h a b e r agotado sus p o s i b i l i d a d e s de estudio. Andamio ofrece bibliografías o hemerografías temáticas comentadas, elaboradas p o r u n o o varios especialistas. A l g u -nas de ellas h a n dejado su h u e l l a , c o m o las de los estudios d e g é n e r o , d e historiografía m i n e r a , d e e x t r a n j e r o s e n M é x i c o , d e h i s t o r i a d e l l i b r o y de h i s t o r i a u r b a n a . E n l a sección d e "Reseñas" se ofrecen breves c o m e n t a r i o s sobre las novedades bibliográficas: es el perfil d e l historiador c o m o l e c t o r de otras historias. Crestomanía, servicio a l a l e c t u r a actualizada, presenta u n a lista de artículos y p u b l i c a c i o n e s recientes, nacionales y extranjeras, que a b o r d a n temas de h i s t o r i a m e x i c a n a .
T a l vez n a d a sea más triste para l a historiografía que l i m i -tarse a su e n t o r n o más i n m e d i a t o , ensimismarse. S i e l proce-so de conproce-solidación n a c i o n a l pareció justificar p o r m u c h o t i e m p o e l o l v i d o de otras experiencias históricas, e n l a actua-l i d a d actua-l a comparación entre experiencias simiactua-lares o eactua-l con-traste c o n otras diversas es quizá l a mejor m a n e r a de expli-car y e n t e n d e r los procesos históricos. Esta preocupación h a obligado a considerar e n todos los números de historiase me-nos u n artículo monográfico d e d i c a d o a algún asunto perti-nente o interesante de otras perspectivas históricas. D e ahí se desdobló l a sección "América".
D e s d e sus i n i c i o s l a revista i n c o r p o r ó i l u s t r a c i o n e s y p r o n t o mostró e l g r a n interés e n l a difusión de l a gráfica m e x i c a n a , r e v a l o r a d a p o r los diseñadores p a r a exentarla d e l l u g a r c o m ú n de sus múltiples difusiones. Se h a n p u b l i -c a d o e n t r e otros, dibujos de Rivera, C o v a r r u b i a s , Ruelas,
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M a n i l l a y de caricaturistas m e n o s c o n o c i d o s de p r i n c i p i o s del siglo X X . C o n e l m i s m o afán, también se h a p r o m o v i d o la publicación de c o l e c c i o n e s fotográficas p o c o c o n o c i d a s , n o p a r a ilustrar los artículos, sino c o m o l e c t u r a paralela, singular. Síntoma de l a i m p o r t a n c i a que h a i d o c o b r a n d o la i m a g e n , l a ilustración fue i m p o n i é n d o s e y d e m a n d a n do u n sitio y u n lenguaje p r o p i o , de m a n e r a q u e e n l a ac t u a l i d a d las ilustraciones constituyen e n sí mismas u n a u n i d a d q u e p u e d e y d e b e l e e r s e i n d e p e n d i e n t e m e n t e de los textos.
U n breve c o m e n t a r i o final, de intención prospectiva. C o m o n o r m a e d i t o r i a l s i e m p r e presente, se h a p e n s a d o que c u a l q u i e r innovación que p u d i e r a hacerse desde l a d i r e c c i ó n de l a revista tiene sentido únicamente si r e s p o n d e a d e m a n d a s reales de los historiadores y e n este sentido e l q u e h a c e r de u n a revista es, sobre todo, estar atentos a cuá les s o n p r e c i s a m e n t e las necesidades de l a c o m u n i d a d que se exprese a través de ella.